Mostrar mensagens com a etiqueta Misândria. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Misândria. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

10 formas através das quais a elite ataca a masculinidade

Por Paul Joseph Watson

Os homens enfrentam actualmente um ataque frontal aos seus direitos, à sua saúde e à sua cultura duma forma que nunca aconteceu no passado. A guerra à masculinidade nunca foi tão brutal - mas não é uma guerra que esteja a ser levada a cabo pelas mulheres. O ataque vem directamente do topo à medida que o establishment desesperadamente tenta emascular e enfraquecer os homens de modo a forçar as mulheres a depender mais do Estado, permitindo assim que mais poder seja centralizado e que o governo aumente mais a sua influência. Eis aqui 10 formas através das quais o Estado declarou guerra à masculinidade e aos homens:

1) Contagem de Esperma.

A contagem de esperma entre os homens diminui drasticamente durante os últimos 50 ano, especialmente durante os últimos 25 anos. Em alguns países Europeus a contagem de esperma caiu quase 1/3 desde 1989. Parte da queda pode ser explicada como consequência da exposição aos pesticidas, desreguladores endócrinos tais como o   Bisphenol A, bem como a muitos horrores artificiais que invadem cada vez mais as nossas água e a nossa comida. Muitas pessoas já fizeram a ligação entre a queda da contagem de esperma com os apelos públicos feitos por muitos elitistas para uma drástica redução da população mundial em 95%. Pesquisas já demonstraram que a  sub-população, e não sobre-população, será a maior crise demográfica do século 21 como resultado do facto dos seres humanos não estarem a atingir a taxa de substituição de 2.1.

2) Guerra Química a “Feminizar” os Rapazes

Segundo alguns cientistas, a exposição ao ftalatos, que se encontram em muitos plásticos, está a "feminizar" os rapazes ao bloquear a normal testosterona e a causar anormalidades genitais. Segundo um relatório da BBC News, “Rapazes que foram expostos a um elevado nível destes enquanto se encontravam no útero eram menos susceptíveis de brincar com carros, com comboios e com armas, ou de participar em jogos mais 'viris' tais como lutas de recreio". Segundo Elizabeth Salter-Green, directora do grupo activista CHEM Trust, os ftalatos eram o genuíno "alterador de sexo" visto que ele leva à uma redução de "comportamento masculino".

3) Degradação de Exemplos Masculinos Positivos

Enquanto que há 50 anos atrás, a publicidade, Holllywood e a televisão estavam repletas de exemplos masculinos positivos que poderiam servir de exemplo aos homens, hoje em dia a indústria do entretenimento frequentemente caracteriza os homens, na melhor das hipóteses, como seres sem noção, idiotas e trapalhões (Homer Simpson, Everybody Loves Raymond, Married With Children), ou, na pior das hipóteses, como predadores sexuais agressivos.

Uma vez que a publicidade está principalmente voltada para as mulheres, os homens dos spots publicitários são normalmente retratados como emasculados e idiotas estupefactos. Os homens que crescem a consumir este tipo de conteúdo, desenvolvem-se a pensar que isto é aceitável e normal, e a aspirar possuir estes traços de personalidade. Ao fazerem isso, eles são roubados da sua natural masculinidade, e têm dificuldade em atrair mulheres fisicamente bonitas, que obviamente têm uma repulsa natural por tal comportamento. A indústria do entretenimento está largamente sob o controle dos homens, confirmando mais uma vez o facto desta guerra à masculinidade ser uma guerra top-down, e que pouco ou nada dela se centra na guerra entre os homens e as mulheres.

4) Doença Metrossexual

A segunda vaga do feminismo foi uma criação do establishment e o seu núcleo pouco ou nada está relacionado com as genuínas preocupações das mulheres. O feminismo radical propositadamente confunde os papéis sexuais e faz com que os homens se sintam apreensivos em exercer a sua masculinidade, temendo serem vistos como "arrogantes" ou "agressivos" para as mulheres. Isto contribuiu para o aparecimento duma geração de homens "metrossexuais" promíscuos, pouco dispostos a ter um relacionamento sério com as mulheres, incapazes de satisfazer as necessidades básicas femininas de saúde, companhia, e desestabilizando assim a sociedade ao dificultarem a tarefa feminina de encontrar parceiros para toda a vida com quem ela queira ter filhos.

5) Marxismo Cultural

A segunda vaga do feminismo, controlada pelo establishment [masculino], avança também com a doutrina do marxismo cultural; esta doutrina alega que a opressão emerge das sociedades e das culturas patriarcais, e não do governo. Os governos apreciam o marxismo cultural porque lhes absolve de toda a culpa, no entanto, a verdadeira fonte de opressão sempre foi o Estado. Ao culpar os homens ou a cultura ocidental (que foi principalmente moldada pelos homens), o Estado esconde a sua própria responsabilidade.

6) O Mito de que "Os Homens Recebem Mais"

O establishment promulga o mito de que os homens recebem mais que as mulheres, e que isso é causado pela discriminação (o que alimenta as doutrinas feministas em torno da forma como o sistema patriarcal oprime as mulheres nos postos de trabalho). Na verdade, a "diferença salarial" de 19% entre os dois sexos nos Estados Unidos podem ser explicadas por um certo número de razões que de maneira nenhuma está relacionada com a discriminação, incluindo o facto dos homens trabalharem mais horas semanais e eles normalmente procurarem os trabalhos menos desejáveis (que pagam mais).

Consequentemente, os homens são 93% das mortes em local de trabalho apesar de serem apenas 54% da força laboral. 94% dos suicídios anuais em locais de trabalho têm como vítimas os homens. O establishment esconde estes números incrivelmente altos em torno das mortes em locais de trabalho porque eles contradizem por completo o mito de que o mercado de trabalho discrimina ss mulheres.

7) A Armadilha do “Privilégio”

Os estatistas, os colectivistas e os seus porta-vozes nos média e no establishment, alegam que o homem ocidental (em particular o homem branco) não pode expressar uma opinião válida em qualquer assunto relacionado a uma "minoria" (tal como o feminismo e a imigração) porque ele tem um "privilégio". Este ponto de argumentação em torno do "privilégio" é uma armadilha que os esquerdistas e as feministas usam como forma de tentar limitar a liberdade de expressão. Essencialmente, o que eles estão a defender é ridícula noção de que o ponto de vista dum homem não tem valor devido à cor da sua pele, o seu sexo, ou o seu país de origem. Esta posição é claramente racista mas a mesma é usada pelos esquerdistas como forma de silenciar os seus adversários ideológicos e as vozes masculinas.

8) O Sistema Legal Discrimina contra os Homens

Tanto nos divórcios como nos procedimentos de custódia das crianças, é amplamente reconhecido que os tribunais favorecem as mulheres e discriminam os homens. Os homens são frequentemente atacados com pensões alimentícias onerosas, mesmo que a mulher seja capaz de trabalhar e obter um bom salário (ed: mesmo que o filho não seja dele, ele pode ir para a prisão]. Nos EUA, os homens só recebem a custódia dos seus filhos em cerca de 10 per cento dos casos de divórcio. A ironia em torno deste sistema é que ele foi instituído por outros homens, ressalvando mais uma vez como a guerra aos homens está a ser feita não pelas mulheres, mas sim pelo establishment controlado por homens.

9) A Masculinidade é Uma Palavra Suja

A feminista dissidente Camille Paglia escreveu um artigo para o Wall Street Journal onde ela avisou, "O que estamos a observar actualmente é a forma como uma civilização comete suicídio”. Paglia referia-se à forma como o ataque às virtudes masculinas, levado a cabo pelo establishment, ameaça causar uma desestabilização na sociedade devido ao facto de cada vez menos homens serem capazes de desempenhar os papéis tradicionalmente "masculinos" no mercado de trabalho. Paglia dá como exemplos de ataques à masculinidade escolas que fazem cortes nos intervalos, os esforços feitos para se negar as distinções biológicas entre o homem e a mulher, e a caracterização esquerdista das opiniões controversas de "discurso de ódio". "A masculinidade está a tornar-se em algo que só é imitada através de filmes. Não resta mais nada. Hoje em dia, não há espaço para algo que seja realmente masculino," avisa Paglia, acrescentando que os homens mais jovens não têm "exemplos de masculinidade."

10) Violência Doméstica Contra os Homens

Embora as mulheres tenham â sua disposição inúmeras redes de segurança prontas para lhes dar assistência se por acaso elas forem vítimas de violência doméstica, os homens practicamente não têm nenhuma - apesar do facto da violência doméstica contra os homens ser um problema enorme e em crescimento. No Reino Unido, por exemplo, 44% da violência doméstica é contra os homens, e mais homens casados sofrem violência doméstica por parte das suas esposas do que as mulheres casadas. Ao mesmo tempo que a violência contra as mulheres é ressalvada constantemente pelos média, a violência contra os homens é um tópico inexistente.

Conclusão:

Uma sociedade totalitária só consegue sobreviver se a população masculina foi castrada, emasculada e desprivilegiados. Com esta barreira natural contra a tirania removida, a elite pode centralizar o poder e avançar com a sua tirania colectivista sem sofrer qualquer tipo de oposição. É por isso que os homens e a masculinidade estão a ser alvo de ataques a todos os níveis - e é também por isso que os homens e as mulheres se devem unir para lutar contra este inimigo comum. 

Fonte: http://bit.ly/1qNFhsJ

* * * * * * *
Embora as mulheres não sejam o motor nem as financiadoras primárias da guerra à masculinidade, elas pactuam com ela (para a sua própria destruição) ao repetirem constantemente os slogans sem nexo que a elite feminista lhes alimenta (sem se aperceberem que a elite feminista nada mais é que um agente ao serviço dos homens do  Estado).



quarta-feira, 14 de maio de 2014

A ameaça do Marxismo Cultural


(...)
O Marxismo Cultural é frequentemente criticado pelos esquerdistas e pelos radicais como nada mais que uma "teoria da conspiração", mas essa qualificação não é adequada - nem de perto nem de longe. Ninguém está a sugerir que existe uma cabala de cérebros esquerdistas, reunidos numa sala esfumaçada na Suécia, a dirigir esta campanha duma forma conspiracional. Não; o Marxismo Cultural revela-se, sim, como um movimento relativamente cooperativo que opera de forma aberta, e que usa métodos, e ensina teorias, que são claramente Marxistas na sua essência.

Essencialmente, o que aconteceu no Ocidente durante as últimas décadas é o resultado da realização por parte da esquerda radical de que a campanha em larga escala para radicalizar o proletariado e mobilizá-lo contra a burguesia não iria ser bem sucedido. Esta realização levou a que se adoptassem novas estratégias. A dialéctica económica Marxista de opor o proletariado à burguesia foi retido na forma dos partidos políticos socialistas ou sociais-democratas em muitos países do Ocidente (usando a legislação como forma de avançar a sua agenda) ao mesmo tempo que a esquerda radical debruçou-se sobre outras categorias como forma de criar um novo dicionário dialéctico que pudesse impactar a sociedade duma forma mais alargada e fundamentalmente mais revolucionária.

O teórico comunista Italiano Antonio Gramsci foi fundamental para que esta metodologia da teoria Marxista fosse colocada em marcha - desde a perspectiva intelectual até a teórica. A perspicácia de Gramsci levou-o a concluir que um certo número de suposições e estruturas culturais apoiavam o sistema capitalista, e que era primeiro necessário miná-las ou desalojá-las de todo como forma da revolução eventualmente ser bem sucedida em derrubar a ordem estabelecida.

Seguindo as análises de Gramsci, os filósofos da esquerda radical, especialmente os membros da Escola de Franfurt, começaram a examinar os variados critérios que poderiam ser usados para gerar o tipo de perturbação cultural que Gramsci havia descrito.

A partir deste grupo várias teorias e correntes intelectuais se desenvolveram, mas uma linha de pensamento forte era a de que, mal a esquerda colocasse em conflito (1) tudo o que não era heterossexual, branco e masculino (2) contra todos os que eram heterossexuais, brancos e masculinos, uma dialéctica muito mais poderosa e visceral poderia ser criada e usada para destruir o que os Marxistas viam como uma profunda resistência cultural às alterações revolucionárias que eles buscavam.

Esta metodologia revelou-se muito mais eficaz que a dialéctica económica do "Marxismo clássico" visto que ela usava ódios viscerais que certos segmentos da população nutriam contra os homens brancos heterossexuais devido a queixas de longa data. Como resultado, os radicais precisavam de fazer menos para "radicalizar" o novo "proletariado" (isto é, as mulheres, as minorias étnicas e os homossexuais) uma vez que o ódio visceral emocional já se encontrava presente e ele poderia ser facilmente usado para fomentar as mudanças revolucionárias ao nível cultural.

Essencialmente, era necessário re-escrever a História segundo um ponto de vista onde durante toda a história quase todas pessoas haviam sido oprimidas sem misericórdia  pelos homens heterossexuais brancos, e reduzir o nosso entendimento tanto das estruturas sociais do passado como as do presente, olhando para toda a narrativa como uma campanha extensa de violação e dominação do homem branco sobre tudo o resto.

Mal esta narrativa revisionista foi finalizada e propagada, ela deu um alento poderoso aos movimentos que caracterizaram a revolução cultural que ocorreu no Ocidente durante os anos 60 e 70, bem como durante o período que se seguiu. Esta visão revisionista disponibilizou uma narrativa rígida e reducionista que poderia servir como um léxico para explicar todo o passado e o presente, tal como os Marxistas económicos haviam tentado fazer com o Marxismo económico "clássico" nos princípios do século 20.

O poder sedutor da narrativa que caracteriza todas as pessoas - menos os homens brancos heterossexuais do passado e do presente - como "vítimas" é bastante óbvio: ela liberta todos aqueles que fazem parte dos "grupos protegidos" de assumir as responsabilidades pelos seus próprios problemas, causando a que estes culpem os homens heterossexuais brancos por tudo o que eles acham que está errado nas suas vidas e no mundo em si. E foi precisamente isso que foi feito, e continua a ser feito, por um desproporcional número de pessoas das classes "protegidas" (mulheres, minorias e homossexuais).

A melhor parte disto tudo é que não foi necessário que o Marxismo fosse expressamente pregado. Embora algumas feministas e emancipadores raciais tenham, de facto, anunciado abertamente teorias Marxistas, a maioria não o fez, embora eles continuassem a adoptar a re-interpretação Marxista cultural da História como sendo ela nada mais que uma história da dominação dos homens heterossexuais brancos sobre as mulheres, as minorias e os homossexuais. Dito de outro modo, mesmo aqueles activistas que se recusavam a admitir que eram Marxistas, ou que negavam acreditar nas ideias Marxistas, baseavam-se numa História revisionista que era nela mesma totalmente Marxista no seu conteúdo.

O sucesso maior do movimento Marxista-Feminista é o seu sucesso na propagação por toda a cultura desta História revisionista. Em muitos círculos actuais, por exemplo, é assumido por completo que a História documentada nada mais é que um catálogo dos crimes do homem branco heterossexual contra todos os outros grupos. Esta é a versão histórica que domina as nossas universidades, e também aquela que é espalhada intensamente pelos órgãos de informação mainstream, gerando uma atmosfera que dá aos demais o "direito" de odiar os homens brancos heterossexuais, e a legitimidade de apoiar leis e costumes sociais que foram feitos para arrancar o poder dos homens brancos heterossexuais como uma medida que visa a "justiça social" (mesmo numa altura em que os homens estão a ser desproporcionalmente afectados pela recessão económica).

Naturalmente que, devido ao "poder estrutural" dos homens nos pontos mais elevados da sociedade, nenhuma destas alterações culturais e legais poderiam ter ocorrido sem a sua colaboração. Então, porque é que eles colaboram?

A razão principal prende-se com o facto dos "homens-no-poder" de qualquer sociedade terem sempre olhado para a larga maioria dos homens com uma mistura de desprezo e receio. Normalmente, os homens competem nas hierarquias, e aqueles que se encontram no topo das hierarquias geralmente sabem que eles estão sob algum tipo de ameaça dos restantes homens da hierarquia. Historicamente, isto tem sido controlado por aqueles que se encontram no topo através duma combinação de lealdades e prácticas feudais criadas para abater as classes mais baixas de homens - tais como guerras prolongadas e a classe de eunucos.

O Marxismo cultural dos finais do século 20 deu aos homens-no-poder uma ferramenta poderosa com a qual manter os homens dos escalões inferiores controlados (de forma mais ou menos permanente), organizando todo o resto da sociedade contra eles. Desta forma, os homens-no-poder reduziram a ameaça feita pelos outros homens.

De forma mais ou menos geral, este grupo de homens (no topo) nunca chegou a temer ser subjugado por pessoas que não eram maioritariamente homens brancos heterossexuais precisamente porque estava a criar estruturas culturais que iriam impedir isto por parte de outros homens. Esta classe certamente que não temia ser substituída do topo pelas mulheres (muito provavelmente porque os homens a este nível estão no sítio certo da curva no que toca a alguns traços relacionados com o poder, e como tal serem suplantados pelas mulheres não parece ser um risco realista).

Isto não quer dizer que houve uma "conspiração" entre a esquerda radical e os homens-no-poder; em vez disso, os homens-no-poder colaboraram com as ideias da esquerda radical porque ela servia aos seus interesses - nomeadamente, o interesse de preservar o seu poder no topo da sociedade marginalizando a maioria dos outros homens através duma rede confusa de "direitos", preferências e discriminação pura e simples como forma de substituir os homens por pessoas menos ameaçadoras (para o seu poder) que não são homens brancos heterossexuais.

É precisamente este alinhamento entre as nossas elites (que são maioritariamente compostas por homens brancos) e os esquerdistas radicais que permitiu que a revolução cultural tivesse o impacto que teve - e ainda tem - na nossa cultural, e que opera de forma razoavelmente deliberada para manter a maior parte dos homens [brancos] em baixo.

Acho que é impossível entender o que realmente aconteceu no Ocidente desde os anos 60 sem um entendimento das suas subjacentes bases Marxistas culturais. Isto também explica o porquê do sistema criado depois da revolução cultural ter-se revelado resistente e forte: de uma forma ou de outra, ele tem o apoio da maior parte das nossas elites.

Obviamente que, a longo prazo, se o programa revolucionário se materializar, as elites serão esfaqueados pelas costas pela esquerda radical, mas por enquanto, existe um forte alinhamento de interesses entre as elites e os radicais - de tal forma que toda a sociedade foi remodelada de tal maneira que ela serve, na verdade, como instrumento de preservação do poder das elites actuais, dividindo o resto da sociedade contra ela mesma.

Para os homens, o caminho que for tomando tem que reconhecer o Marxismo cultural e a sua demonização deliberada do nosso sexo - frequentemente com a colaboração de machos idiotas úteis (não lhes vou chamar de "homens" porque eles não merecem esse termo). Mas para além disso, é preciso reconhecer que o nosso caminho é, mesmo assim, um caminho revolucionário, caminho esse que nos irá levar rumo a novas direcções, deixando para trás os antigos.

Se nós deixarmos que assim seja, e se tivermos a força de vontade, nós seremos os donos do nosso destino e poderemos caminhar em rumo a muitos destinos deslumbrantes. Um pré-requisito para isso é entender este aparato Marxista cultural que foi instalado para nos minar, para além do facto dos conservadores sociais estarem a colaborar com ele.

O passo seguinte é levantarmos o nosso dedo médio a este aparato e aos conservadores sociais que permitem que ele avance, e abandonar tudo.O passo seguinte é a verdadeira emancipação do homem. Ela vira até nós, como indivíduos, se adoptarmos estes passos com integridade e confiança - e com um desprezo saudável pelo que as mulheres pensam disto. Este é o nosso jogo e esta é a nossa vida.

* * * * * * *

O autor do texto correctamente alerta para o facto de muitos conservadores estarem a pactuar com a agenda Marxista-Feminista sem se aperceberem que estão a causar a sua própria destruição. Para se ter uma ideia de como algumas instituições supostamente "conservadoras" directa ou indirectamente dão apoio ao movimento Marxista-Feminista, note-se o que este link nos revela..



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Hanna Rosin: Os homens estão obsoletos

Por Mark Richardson

Hanna Rosin volta a fazer das suas. Desta vez ela escreveu um artigo para o Time com o título "Os homens são obsoletos" (que deve ter sido uma leitura divertida para  marido e para o filho). Rosin tem uma visão do mundo onde os homens másculos são definidos de uma forma bem negativa:
Mas de modo a que possamos vencer este debate, temos que provar que os "homens", tal como os temos definido historicamente — merecedores do poder, destinados a lugares de liderança, arrogantes, confundidos perante alguma coisa que não sejam eles. Do tipo: "Não entende. Isto é um homem vestido de mulher ou uma mulher vestida como um homem?" Eles são obsoletos.
Ela define os homens através da sua agenda e sua agenda é uma que tem que ter mulheres em lugares de poder. Logo, ela olha para a masculinidade tradicional em termos do que impede que as mulheres estejam em lugares de poder, isto é, tendo homens "merecedores de poder, destinado a lugares de liderança arrogantes" (ela quer passar isto para as mulheres).

Ela não está a olhar para quadro geral quando fala nisto. Se os homens historicamente foram os protectores e os provedores, isto significava uma vida de trabalho em favor das esposas, das crianças e das comunidades. Isto significava liderança com propósito, e não liderânça para satisfazer uma agenda política ou uma afirmação egoísta de si mesmo.

Para além disso, ela não está a avaliar a masculinidade de forma correcta. O que é que acontece quando um homem é bem sucedido no seu desenvolvimento até à vida adulta? Não expressará ele qualidades masculinas no seu comportamento? Não influenciará isto o seu papel na família, na comunidade e na sociedade? Hanna Rosin não leva isto em conta. Ela olha para os homens másculos como agentes que impedem que as mulheres cheguem às posições de poder. Ela acredita também que a sociedade desenvolveu-se de uma forma que minou a posição destes homens másculos.

Primeiro, ela acredita que existem sinais de que o posição do homem no local de trabalho entrou em declínio. Os seus rendimentos estão em queda e por cada 5 homens, 1 abandonou o mercado de trabalho. As mulheres jovens têm agora rendimentos mais elevados que os homens, e estão a obter 60% dos cursos universitários [ed: ler aqui, aqui, aqui e aqui para entender o porquê desta situação]. Rosin escreve.
Tal como uma rapariga numa irmandade me disse - lembrem-sem eu disse irmandade e não alguém dum centro de estudos femininos - "Os homens são os novos bola e corrente.
(Note-se a arrogância: isto é algo que a Rosin considera positivo como um sinal de que o poder está a passar dos homens para as mulheres.)

Rosin tem razão quando diz que a posição económica dos homens caiu em relação a posição económica das mulheres, mas ela está a exagerar imenso quando se fala do quanto que os homens são obsoletos. Eu trabalho com mulheres apaixonadamente feministas, e muito poucas trabalham a tempo inteiro. Elas dependem do marido (que trabalha a tempo inteiro) para lhes dar o equilíbrio trabalho/casa que elas tanto buscam.

Rosin está errada quando pensa que o trabalho para ela tem o mesmo significado que o trabalho para todas outras mulheres. Ela tem um emprego de elevado status, confortável e criativo, como escritora freelancer, mas para as outras mulheres o trabalho não será tão glamoroso.

Rosin pensa que os homens são obsoletos porque a família com o homem como provedor está em declínio. Ela está certa em relação ao declínio, mas ela entende as estatísticas de forma errada (ela alega que 40% das famílias têm agora a mulher como provedora, excluindo as mães solteiras, mas o número 40% inclui as mães solteiras. Para as mulheres que vivem com um parceiro o número é um pouco mais de 20%. Portanto, em 80% das casas o homem ainda é o provedor primário).

O seu argumento seguinte é o mais revelador. Rosin usa a destruição da família das classes mais baixas como forma de provar que os homens são agora obsoletos:
A classe operária sente o fim dos homens de forma mais vincada, à medida que os homens perdem os seus empregos e perdem a vontade de serem pais, e as mulheres fazem tudo sozinhas, criando um matriarcado virtual em partes do país que eram no passado bastiões do valores masculinos ao estilo da música country. Porque é que as mulheres não se casam ou vivem com o pai das suas crianças? Tal como uma mulher me disse, "Ele seria apenas mais uma boca para alimentar."
Eu realmente tenho que balançar a cabeça de forma negativa. Será que é suposto nós alegrarmo-nos com as consequências progressivas da destruição da família entre a classe operária? Será suposto nós pensarmos que o facto das mulheres modernas fazerem as coisas sozinhas é um sinal de "poder" em relação aos homens? Parece-me que elas apenas estão a viver vidas mais complicadas num ambiente social disfuncional. Não é de admirar que a esperança média de vida das mulheres pobres brancas esteja em  declínio. De maneira nenhuma isto prova que os homens estão obsoletos; isto mostra o que acontece quando a sociedade falha ao não manter o papel do homem na família.

Rosin continua a bater no fundo do barril quando dá a sua razão seguinte do porquê os homens serem obsoletos:
É o fim dos homens porque eles perderam o seu monopólio da violência... As mulheres estão a ficar cada vez mais confiantes sexualmente e, algo que a Camille Paglia espera há alguma tempo, mais agressivas e mais violentas.
Mais uma vez, isto parece que a Rosin toma um exemplo rude da masculinidade e quer que as mulheres sejam o melhor exemplo dele. Para Rosin, é um sinal de "poder" que as mulheres estejam a ficar cada vez mais violentas e agressivas. Mas as mulheres não ganham nada com este sinal de posição social visto que os homens podem vencer facilmente as mulheres num confronto físico.

O facto de mais e mais mulheres lutarem nas ruas normalmente é sinal de bebedeira vulgar - e isso aponta para um declínio social entre as mulheres e não um avanço.

Rosin termina o seu artigo falando do que a vida pode ser para os homens obsoletos, tais como o seu filho, no futuro:
Quando penso no mundo após o fim dos homens, penso no mundo que o meu filho vai herdar, onde, se ele quiser levar os filhos para o parque às 15:00 duma Terça-Feira à tarde, ninguém olhará para ele de maneira estranha, ninguém se questionará do porquê ele não ter emprego, e ninguém pensará "Que fracassado!", e ninguém pensará que ele é de Portland ou Toronto; as pessoas pura e simplesmente passarão ao lado sem pensar nada de mais sobre isso. Ele pode ser arrogante o quanto quiser e sentir-se em casa neste novo mundo.
O homem do futuro tem permissão para brincar com as crianças no parque. Isso é tudo o que obtemos da Rosin. Será que Rosin se casou com um homem cujas funções se limitam a levar as crianças ao parque? Não, ela casou-se com o editor da revista Slate.

Será que Rosin educará o seu filho de modo a que ele seja o quão" arrogante ele quiser" sem qualquer preocupação com o seu estatuto no mercado de casamento? Só acreditaremos quando observarmos com os nossos olhos visto que não é dessa forma que a classe social de Rosin normalmente opera.

Rosin tem razão quando fala das tendências sociais, mas ela exagera-as. Ela está errada quando assume que estas tendências têm algum futuro. Se a sua classe social fosse educar os rapazes de uma forma não-masculina, então a sua classe social entraria em colapso. E se os homens perdem a sua ética de trabalho e a sua ligação à família, então a sociedade regride em vez de progredir para algo melhor.

O futuro pertence às comunidades que conseguem manter a sua unidade e resistir às tendências descritas por Rosin.



sábado, 14 de dezembro de 2013

Falsa alegação de violação destruiu a vida de um homem inocente

No dia 18 de maio de 2006, ao sair de sua cela e cruzar os muros da Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, Heberson Oliveira, 30, achou tudo estranho. O sol estava alto, mas não era o calor que lhe incomodava.

Aquele era seu primeiro dia de liberdade após dois anos e sete meses na prisão. Nem ele acreditava mais que isso um dia pudesse acontecer.

- Eu já tinha perdido as esperanças de sair da cadeia vivo. A minha cela já estava virando a minha casa - conta Heberson, quase cinco anos depois, sentado na cama tubular cor de vinho de seu irmão mais novo. Heberson Oliveira é o rosto de um silencioso drama brasileiro: o das vidas roubadas pela lentidão da Justiça. Foi preso em novembro de 2003, suspeito de ter estuprado uma menina de nove anos de idade. Ele negou ter cometido o crime e disse que sequer estava em Manaus na época em que tudo ocorreu.

Mesmo sem nenhuma prova material ou testemunhal que o incriminasse, foi indiciado, denunciado e transferido para a Unidade Prisional do Puraquequara (UPP). Só dois anos e sete meses depois de ter sido preso é que Heberson foi julgado e, finalmente, considerado inocente.

Mas a sentença que o pôs em liberdade não foi suficiente para lhe fazer um homem completamente livre. Heberson foi estuprado pelos “xerifes” da cadeia e contraiu o vírus da AIDS.

- Eu fui violentado lá dentro. Na hora do desespero, não vi quantos eram. Só queria que aquele sofrimento acabasse. Agora, essa doença vai me acompanhar pelo resto da vida. Eu estou condenado à morte. A Justiça roubou minha vida - desabafa tentando disfarçar o constrangimento evidente no queixo tremido.

Paradeiro

Para encontrar Heberson é preciso paciência. Depois que saiu da cadeia, ele morou durante algum tempo na casa de sua mãe, mas depois de três crises de depressão, se entregou às drogas e saiu de casa.Tentou alguns empregos, mas não se firmou em nenhum lugar.

- É difícil alguém oferecer emprego para um ex-presidiário e um aidético. Algumas pessoas me ajudaram, mas aí vieram as depressões. Eu vivo cuspido pela sociedade - diz chorando.

Heberson, que tinha o corpo firme e o rosto limpo antes da prisão, agora parece uma sombra. Emagreceu pela doença e pelo vício. A barba cresce e o cabelo encaracolado escapa pelas laterais de um boné esfarrapado. Dorme sob marquises, em terrenos baldios ou construções abandonadas na periferia de Manaus.

Quase todos os dias, ele vai à casa de sua mãe, Maria do Perpétuo Socorro, 51, em uma rua estreita e esburacada do bairro Compensa II, na Zona Oeste de Manaus. Caminha lentamente pelas ladeiras do bairro e, aos poucos, a gritaria na mercearia ao lado da casa de sua mãe vira cochicho. Atento, ele percebe que os olhos se voltam em sua direção; abaixa a cabeça e continua a andar.

Ao fim da tarde, Heberson deixa a casa da mãe. Carrega um saco plástico com roupas sujas e objetos catados na rua. Maria, pela janela, olha o filho indo embora mais uma vez, sem muito o que fazer. E Heberson, sem paradeiro definido, desaparece na rua sem saber quando ou se vai voltar.

Fonte: http://bit.ly/1bNfD4q



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Como o feminismo levou uma lésbica ao desespero


Testemunho da editora deste perfil do tumblr, tal como visto neste blogue.

A maior parte de vocês viu os meus posts relativos à forma como eu me recuso a continuar a ser identificada como feminista e como eu desisti desse movimento. A homofobia descontrolada, a transfobia e a misandria foram acomulando e a gota de água finalmente chegou. Mas a maior parte de vocês não sabe que eu já me encontrava num ponto de rotura muito antes de eu começar a postar aqui tópicos relativos aos direitos dos homens. Como tal, eu vou vos contar a história.

Há muito tempo atrás, eu era uma "dessas feministas", postando em sites feministas e verificando ansiosamente e diariamente sites como o feministing. Eu não sabia que o sexismo contra os homens existia. Eu pensava que qualquer alegação de misandria era mentira, que qualquer alegação de que as feministas odiavam os homens era só uma manobra de diversão por parte de misóginos, construída com o propósito levar todos a odiar o feminismo.

Durante esse período, eu ria-me da ideia de homens enfrentarem o sexismo. A minha mãe dizia-me "mas os homens também enfrentam situações complicadas" e eu, que havia sido "alimentada" com a ideia de que os homens haviam oprimido as mulheres durante séculos (causando a que eu estivesse zangada com isso) ria-me enquanto respondia, "não, eles não enfrentam, mas se enfrentam, eles merecem-no."

Avançando rapidamente alguns anos, e eu amoleci um bocado. Eu não sei o que aconteceu, mas comecei a aperceber-me que, sim, os homens também têm questões difíceis para enfrentar. Devido a isso, e sem saber em que ninho de vespas eu me estava a meter, fiz um post num outro site onde dizia, essencialmente, que os homens também têm uma vida complicada, especialmente no que toca o assunto da violação.

Quando eu fiz esse post, as portas do inferno abriram-se.

Comecei a receber comentários cruéis de pessoas que me chamavam de "pessoa horrível". Houve pessoas que me mandaram mensagens privadas horríveis dizendo o quanto que eu era uma misógina terrível, e assim por diante. As coisas chegaram a um ponto que eu não conseguia abrir a minha conta de email sem sofrer um ataque de pânico. Foi a ESTE estado que as coisas chegaram.

Elas comentavam anonimamente e sempre que eu aparecia para me defender, elas acusavam-me de gerar problemas (apesar de eu não ter feito o post original). Elas disseram-me que eu merecia os problemas mentais que eu tinha na altura, mas depois negaram alguma vez terem dito isto, chamando-me de mentirosa. Acusaram-me de fingir a minha condição médica para obter simpatia, e depois, quando eu postei as fotos dos meus medicamentos, elas disseram-me, "Pára de roubar os medicamentos da tua avó", e começaram a fazer piadas em torno da forma como eu havia morto a minha falecida avó. A piada? Uma delas disse-me que eu deveria engolir todos os meus medicamentos duma vez, e outras duas comentadoras meteram-se na conversa, concordando que o mundo seria um lugar melhor se eu me matasse. E depois acusaram-se de eu inventar os comentários como forma de obter simpatia.

Quando eu mencionei as experiências dos meus irmãos numa discussão, elas acusaram-me de ser uma pessoa horrivel "por os usar", e eles sentiram pena pelo facto dos meus irmãos me terem como irmã. Disseram-me que eu não tinha alma, que eu era maligna - e todas as variações possíveis deste tema. (Quando eu mostrei o comentário à minha irmã, ela riu-se e disse que o que eu tinha feito nada tinha de "uso".)

Eu estava uma lástima. A ansiedade piorou e comecei a fazer coisas realmente muito pouco saudáveis como forma de suportar as coisas. (Não vou entrar em detalhas mas posso dizer que envolvia magoar-me a mim própria.) Eventualmente comecei a ter pensamentos suicidas - embora isso estivesse mais relacionado a outros assuntos, mas o que eu estava a enfrentar foi a gota de água. Eu mal conseguia usar a internet sem entrar em pânico ou começar a chorar.

Eu ainda vou ao site em questão, mas fico longe da comunidade onde tudo aconteceu. Houve uma altura em que eu vi uma discussão semelhante à discussão onde eu me tinha metido (deste vez, duma pessoa que dizia ser pró-vida, mas que não queria o aborto criminalizado e identificava-se como feminista) e mesmo assim tive um ataque de pânico. Para ser totamente honesta, houve alturas em que eu considerei aspectos da justiça social da internet como catalisadoras. Não digo catalisadoras no sentido de "enervantes" mas sim no sentido de que "davam-me ataques de pânico terríveis e vontade de enveredar por comportamentos auto-destrutivos".

As feministas, aquelas que alegam apoiar e ajudar as mulheres, quase me levaram a mim, uma lésbica (e menor na altura) ao suicídio, e desempenharam um papel no desenvolvimento do transtorno de ansiedade que eu entretanto passei a sofrer.

Eu estava zangada e amarga. Procurei por coisas como "as feministas são sexistas" só para descobrir que outras pessoas tinham o mesmo pensamento em relação às feministas. E, por fim, encontrei uma conta do Tumblr precisamente com esse tipo de informação. Comecei a ler mais e mais, e os argumentos eram tão racionais, tão bem pensados e tão bem documentados que a minha visão alterou-se por completo.

Eu ainda estava um bocado hesitante em relação ao feminismo, mas decidi que eu poderia mesmo assim chamar-me de feminista sem, no entanto, adoptar as partes más. Mas eu vi mais e mais, e fartei-me de tudo. A gota de água ocorreu quando me apercebi do quão pouco elas se preocupavam comigo, como alguém que pertence à comunidade lgbt. Tenho que dizer isto, mas eu enfrentei muitas coisas más por ser lésbica . . .  mas as feministas não se importavam com isso. Elas só se importavam com coisas que elas poderiam usar como exemplos de misoginia.

Até hoje, não houve uma única feminista que tenha se chegado perto de mim e pedido desculpas, ou mesmo que tenha acusado as pessoas que foram tão terríveis para mim. Quando algum MRA faz algo que não está de acordo com o movimento, nós "reunimos o nosso povo". . . . . Nós denunciamo-lo, acusamo-lo, dizemos para ele parar de fazer o que está a fazer e dizemos que isso não está correcto.

Eu nunca vi uma feminista a assumir as responsabilidades pelo que me fizeram em nome do seu movimento. Nem uma única vez. Tudo o que encontrei foram pessoas a afirmar que as feministas que me atacaram não eram feministas de verdade, e que eu estava enganada ou que eu era uma má pessoa (tema recorrente entre as feministas sempre que encontram algo com a qual não concordam) por não ser uma feminista.

VOCÊS feministas afastaram-me. Eu queria dar o meu apoio ao vosso movimento. Eu defendo a igualdade para as mulheres. Eu sei que as mulheres foram desfavorecidas de muitas formas e feitios, e eu quero que isso pare, tal como quero que as coisas que os homens enfrentam também parem. Mas com o que vocês fizeram, como é que vocês honestamente esperam ter a minha confiança e esperam que eu volte a sentir-me segura no vosso movimento? De que forma é que isso é justo para mim se eu nunca recebi qualquer pedido de desculpas da vossa parte?

Eu nunca mais me sentirei segura no meio de vocês. Vocês não lutam por mim. Vocês não me estão a ajudar. VOCÊS QUASE ME MATARAM. Vocês não se podem identificar como defensoras dos direitos das mulheres ao mesmo tempo que encorajam uma adolescente que se suicide por discordar convosco - ao mesmo tempo que as restantes entre vocês observa tudo e nada fez para parar.

Eu nunca mais serei uma feminista. Eu serei uma defensora dos direitos das mulheres e dos direitos dos homens, igualitária . . .  seja lá o que for que eu me sinta com vontade de me identificar. E mesmo assim, serei mais feminista, segundo a definição de feminismo, do que vocês alguma vez foram.



segunda-feira, 10 de junho de 2013

O livro de Katie Roiphe


A dada altura da sua vida Katie Roiphe foi de opinião de que o feminismo centrava-se na igualdade, mas enquanto estudava Harvard e em Princeton, ela descobriu que o movimento estava a ser usado para avançar com uma ideologia que caracteriza as mulheres como vítimas indefesas. 

No seu primeiro livro - "The Morning After" - Roiphe alegou que em muitas instâncias onde supostamente havia ocorrido uma violação nas instalações universitárias, as mulheres eram parcialmente responsáveis pelas suas acções.

Uma das questões usadas para definir o que tinha sido uma violação foi:
Alguma vez tiveste relações sexuais quando não querias, visto que tinhas recebido bebidas ou drogas por parte dum homem?
A pergunta levanta a questão do agente. Porque é que as mulheres não são responsabilizadas por tomar álcool ou drogas? O homem pode-lhe dar drogas, mas ela decide se aceita ou não. Se o feminismo assume que as mulheres não são vítimas indefesas e ingénuas, então elas têm que ser responsabilidades pela sua escolha de beber álcool ou tomar drogas. 

Se a capacidade de avaliação moral das mulheres está limitada e ela têm relações sexuais, nem sempre é culpa do homem, e nem sempre é violação. 

O livro de Katie Roiphe foi o resultado da sua frustração com o feminismo actual e com a hipocrisia da cultural moderna que idealiza a liberdade de expressão mas se recusa a tolerar qualquer tipo de crítica ao feminismo. 

No livro "The Morning After" Roiphe lança um olhar próximo pouco confortável à forma como essa intolerância se manifesta, fornecendo críticas penetrantes 1) à nossa vontade de legislar o amor e o desejo, 2) à nossa fixação com o consentimento, 3) e ao nosso medo irracional da imaginação humana (que é suposta se submeter às regras em torno do sexo e do género).

Fonte



sábado, 11 de maio de 2013

Louise Pennington admite que as feministas não querem igualdade mas supremacia


As feministas alegam que o feminismo centra-se na igualdade. Os MRAs ("Men's Rights Acivists") e muitos outros anti-feministas sabem que o feminismo centra-se na supremacia feminina e não na igualdade. Louise Pennington, escrevendo para o Huffington Post, admite isso mesmo (que feminismo = supremacia feminina) e defende que a "igualdade" nada mais é que cortina de fumo feita para impedir a libertação das mulheres:
O meu feminismo original centrava-se na igualdade: as mulheres eram iguais aos homens e tudo o que nós precisávamos eram de leis que forçassem os misóginos a parar de ser misóginos. À medida que vou envelhecendo, mais vou acreditando que a "igualdade" nada mais é  que uma cortina de fumo feita para impedir a verdadeira libertação das mulheres. A igualdade perante a Lei não significa nada quando a violência é endémica.
E o que é a "verdadeira libertação da mulher"? Nada mais que o supremacismo feminino. Uma vez que Pennington é, ao mesmo tempo, contra a igualdade entre homens e mulheres e presumivelmente contra a inferioridade das mulheres perante os homens (visto que desta forma as mulheres não estariam "libertas"), a única opção que sobra é a dela apoiar a supremacia feminina. Isto é confirmado pelo ataque que ela faz à igualdade perante a lei:
O feminismo necessita mais do que a igualdade. Requer a libertação. Requer a libertação de TODAS as mulheres da violência masculina.
Apesar de se saber que a total eliminação do crime (ou da violência) seria impossível, os governos têm desencadeado uma guerra contra o crime desde que os governos começaram a existir. A única forma de se tentar fazer tal coisa (acabar com o crime) seria criar um estado-policial com características nunca vistas até hoje - nem na União Soviética. Nem o socialismo nem o estado-policial da União Soviética foram suficientemente totalitários e suficientemente supremacistas femininos para os gostos da Louise Pennington porque os socialistas afirmavam lutar pela igualdade e pela ideia dos homens e as mulheres terem os mesmos direitos. 
Até dois anos atrás, eu identificar-me-ia como uma feminista-socialista, embora eu soubesse que a opressão estrutural contra as mulheres estava em crescimento. A misoginia implacável e a apologia da violação sexual por parte da Esquerda fez-me reconsiderar a minha posição política, tal como a criação do "Feminist/Women’s Rights" na Mumsnet.
Quanto mais eu lia a Mumsnet, mais feminista radical me tornava. Comecei a ler Andrea Dworkin, Natasha Walters, Kate Millett, Susan Faludi, Susan Maushart, Ariel Levy, Gail Dines, Germaine Greer, e Audre Lorde. Aprendi mais sobre o femicídio cultural e comecei a ler só livros de ficção escritos por mulheres: Isabel Allende, Alice Walker, Maya Angelou, Kate Mosse, Margaret Atwood, Kris Radish, Barbara Kingsolver, e Andrea Levy entre muitas outras. Comecei a ler mais sobre a vida das mulheres e sobre o poder da genuína irmandade.
O meu feminismo, tanto a definição como o activismo, alteraram-se de modo dramático durante os últimos 18 anos. Hoje, eu classifico-me como uma feminista pró-radical anti-capitalista uma vez que acredito que a fonte da opressão da mulher é a violência masculina perpetuada pelas estruturas da nossa economia capitalista. O Patriarcado pode pré-datar o capitalismo mas nós não o conseguiremos destruir sem destruir ao mesmo tempo o capitalismo.
Nem sempre me sinto como uma "feminista genuína" ou uma feminista "suficientemente boa". Tudo o que sei é que sou uma feminista que acredita de modo verdadeiro que as mulheres têm o poder de libertar todas as mulheres da violência masculina; de modo fiundamental, esse feminismo centra-se no poder da irmandade.
O meu activismo feminista envolve privilegiar as vozes femininas acima das vozes masculinas. Hoje em dia eu só leio livros escritos por mulheres. Tento obter as notícias do mundo actual de sites femininos e de jornalistas tais como Soraya Chemaly, Samira Ahmed, Bidisha, Helen Lewis, Bim Adewunmi, e Sarah Smith.
No Twitter e no Facebook só sigo jornalistas que sejam mulheres. Dou o meu apoio a organizações que colocam as experiências femininas no centro do debate público: "Women Under Siege", "The Everyday Sexism Project", e "The Women’s Room UK".
Pennington afirma que ela está a dar privilégio às mulheres acima dos homens. Isto não se esgota no que ela lê ou no seu activismo. Através do seu artigo, Pennington não ataca uma ideia vaga da "igualdade"; ela ataca noções específicas de igualdade, nomeadamente, a igualdade perante a lei. Ser contra a igualdade perante a lei significa que Pennington quer elevar as mulheres acima dos homens aos olhos da lei (que é o aspecto mais importante da supremacia feminina).

O texto não deixa dúvidas de que Pennington é uma supremacista feminina, e de que o feminismo se centra no supremacia feminina.

* * * * * * *

Especialmente dedicado aos idiotas úteis que contraditoriamente se identificam como "homens feministas".



domingo, 17 de fevereiro de 2013

A influência do feminismo no sistema escolar ocidental



Será que a Revolução Sexual, e a ideologia feminista que a fomenta, empurraram os homens para fora das universidades ao debilitar o sucesso escolar dos rapazes, começando logo no jardim infantil (inglês: "kindergarten")? Alguns escritores começam agora a unir os pontos entre 1) as mudanças que ocorreram nas últimas décadas dentro das prácticas educacionais - das avaliações fundamentadas em factos para as avaliações baseadas nas "capacidades emotivas e não cognitivas" - e 2) a queda da performance escolar dos rapazes.

Durante os anos 70, as feministas queixavam-se com frequência de que o sistema escolar favorecia "a forma de pensar masculina." Factos, datas, memorização e habilidades matemáticas eram vistas como "demasiado masculinas" para as raparigas. Nas décadas que se seguiram, as feministas fizeram grandes avanços no mundo ocidental, e como consequência, a educação - particularmente o treino de professores - foi transformada. 

O facto da maioria das pessoas envolvidas na génese das políticas governamentais, e envolvidas no mundo académico, aceitarem isto como um sucesso inqualificável, é surpreendente se levarmos em conta que este mesmo sistema de ensino, novo e mais "justo", resultou no decréscimo do sucesso escolar dos rapazes e, ultimamente, dos homens que eles se irão tornar.

Um projecto levado a cabo durante 5 anos, financiado pelo "Departments of Education and Justice in Northern Ireland", foi publicado recentemente e nele são reveladas "falhas sistemáticas" na forma como os estudantes são avaliados, e como esta avaliação prejudica os rapazes. Os rapazes das zonas pobres de Belfast e de outras cidades encontram-se especialmente vulneráveis à má performance escolar e aos problemas de saúde.

O Dr. Ken Harland e Sam McCready (Universidade de Ulster) afirmaram que o problema tem sido óbvio há "várias décadas", mas que "era extremamente difícil para a equipa de pesquisas encontrar estratégias específicas para lidar com o insucesso dos rapazes." Foi acrescentado ainda que "Embora os professores entrevistados - como parte deste estudo - reconhecessem a predominância de rapazes com sucesso académico inferior, de forma geral eles não interpretaram isto à luz dos estilos de aprendizagem ou das técnicas de ensino."

O "Belfast Telegraph" citou um aluno que disse aos pesquisadores que "Os professores deveriam entender melhor a forma como os rapazes pensam e a forma como eles fazem as coisas. Os professores estão totalmente desconectados

Os problemas do insucesso primário e secundário dos rapazes acompanha-os para o resto da vida. Pesquisas de 2006 rastrearam o declínio da performance académica masculina durante o período em que as ideologias feministas ganharam forças no mundo académico e nos centros de decisão política.

O rácio macho-fêmea das licenciaturas universitárias com a duração de 4 anos era de 1.60 em 1960: esse mesmo rácio passou a estar em igualdade por volta de 1980, e continuou a cair até 2003, onde havia 135 mulheres para cada 100 homens a acabar uma licenciatura com a duração de 4 anos. Outro estudo apurou que metade da actual discrepância sexual no que toca à frequência universitária pode ser conectada às inferiores taxas de graduação dos estudos secudários, particularmente entre os jovens negros.

O trabalho de um pesquisador americano pode disponibilizar algumas pistas do porquê e do como. Christopher Cornwell (Professor na Universidade de Georgia) apurou que um paradigma educacional fortemente influenciado pelo feminismo favorece de forma sistematica as raparigas e prejudica os rapazes desde os primeiros dias de escola.

Examinando os resultados das provas e as notas escolares das crianças, começando no jardim de infância até ao quinto ano, Cornwell verificou que os rapazes de todas as categorias raciais não estavam a ser "proporcionalmente avaliados pelos professores" em tópico algum, "tal como seria de prever pelos resultados dos testes." A resposta encontra-se na forma como os professores, que estatisticamente são na maioria mulheres, avaliam os estudantes sem referência aos resultados objectivos dos testes. Os rapazes são regularmente classificados muito abaixo do seu actual desempenho académico.

Os rapazes estão a ficar para trás de forma significativa nas notas, "embora estejam a ter um desempenho académico essencialmente idêntico ao das mulheres na matemática, e superior a elas nos testes de ciência."

Depois do quinto ano, apurou Cornwell, a avaliação dos alunos torna-se numa questão "que gira em torno da avaliação subjectiva que o professor faz da performance do estudante," e encontra-se ainda mais afastada da orientação dos resultados objectivos dos testes. Os professores, diz Cornwell, têm tendência a avaliar os estudantes segundo as suas não-cognitivas "capacidades socio-emocionais." Isto teve um impacto significativo no sucesso escolar posterior dos rapazes uma vez que, embora os resultados objectivos dos testes sejam importantes, são as notas atribuídas pelos professores que determinam o futuro da criança no que toca a colocação escolar, finalização dos estudos secundários e admissibilidade da faculdade.

Ao se eliminar o factor "capacidades não-cognitivas . . . . elimina-se quase por completo a estimada discrepância nas notas em torno da leitura," afirmou Cornwell. Para além disso, o mesmo pesquisador acrescentou que achava "surpreendente" o facto de, embora os rapazes obterem melhores notas que as raparigas nas provas de ciência e matemática, elas recebam melhores notas de entre aquelas que são atribuídas pelos professores.

Na ciência e no conhecimento geral, tal como nas capacidades matemáticas, os dados mostraram que os rapazes brancos dos jardins infantis e do primeiro ano obtêm notas que são "0.11 e 0.06 mais baixas segundo desvios-padrão, embora os resultados dos seus testes sejam mais elevados.” Esta disparidade continua e cresce até ao quinto ano, com os rapazes brancos e as meninas brancas a serem avaliados de modo semelhante, "mas a disparidade entre a performance dos testes e as avaliações dos professores cresce."

A disparidade entre os sexos no sucesso escolar ultrapassa em muito a disparidade entre os grupos étnicos. Cornwell nota que "a lacuna rapaz-rapariga nas notas de leitura é 300% maior do que a lacuna entre os rapazes brancos e os rapazes negros". Para além disso, no que toca às notas, a lacuna rapaz-rapariga é 40% maior do que a lacuna brancos-negros.

Desde o jardim infantil até ao quinto ano,” apurou Cornwell, "a metade superior da distribuição dos resultados dos testes" dos brancos é populada de forma crescente por rapazes, "ao mesmo tempo que a distribuição das notas não oferece qualquer evidência correspondente de que os rapazes se encontram a ter melhores resultados que as raparigas.

Estas disparidades são "ainda maiores entre as crianças negras e hispânicas" com o "desalinhamento das notas com os resultados dos testes a aumentar gradualmente à medida que os estudantes negros e hispânicos avançam nos estudos." O estudo revela que "as avaliações dos professores não estão alinhados com os dados provenientes dos resultados dos testes, com a maior disparidade sexual a aparecer no momento da avaliação e não nos resultados dos testes". E a "disparidade sexual" favorece sempre as raparigas.

A intelectual americana Christina Hoff Sommers, autora do livro "The War Against Boys: How Misguided Feminism Is Harming Our Young Men", escreveu que "a ideia de que as escolas e a sociedade pisam as raparigas gerou um vasto leque de leis e políticas com o propósito de reduzir a vantagem que os rapazes têm, e  compensar o mal feito às raparigas."

Sommers escreveu no The Atlantic,“Isto são coisas que todas as pessoas assumiram saber. Mas nada disto é verdade.” Ela aponta um incidente numa escola secundária de Nova York, com o nome de Scarsdale High, e durante uma conferência em torno do sucesso estudantil, onde um estudante apresentou evidências das registos da própria escola mostrando que, longe de serem pisadas, as raparigas avançavam mais do que os rapazes. Quando os professores verificaram os dados do aluno, encontraram poucas ou nenhumas diferenças entre sexos em tópicos relativos aos estudos sociais de colocação avançada. Mas nas classes-padrão, as raparigas estavam a obter melhores resultados.

As revelações, afirmou ela, não foram bem recebidas. Scarsdale é uma escola que aceitou por completo a sabedoria recebida de que as raparigas são sistematicamente privadas de sucesso académico, e esta crença levou a que o seu comité que se foca na igualdade desenvolvesse esforços para continuar a pregar esta mensagem.

Porque é que esta crença permaneceu no tempo, encapsulada na lei, codificada nas políticas governamentais e escolares, apesar das sobrepujantes evidências contra ela?” Sommers rastreia os motivos até ao trabalho duma académica feminista com o nome de, Carol Gilligan, uma pioneira dos "estudos de género" na Universidade de Harvard. As especulações de Gilligan deram origem a uma autêntica indústria de escritoras feministas que, com base em poucas ou nenhumas evidências, lamentaram o sofrimento das raparigas "afogando-se ou desaparecendo" no "mar da cultura Ocidental".

Sommers ressalva, no entanto, que “a maior parte dos trabalhos publicados de Gilligan consistem de anedotas baseadas num pequeno número de entrevistas." Para além disso, Sommers classificou o trabalho de Gilligan e das suas seguidoras de "política mascarada de ciência" e chama a atenção para o facto de Gilligan nunca ter oferecido qualquer tipo de dados em suporte das suas teses primárias. Mesmo assim, a ideia de que as raparigas se encontram atrasadas em relação aos homens continua a liderar as discussões em quase todos os níveis das discussões que giram à volta das políticas públicas em torno da educação - e isto não só nos EUA.

O alcance global do feminismo esquerdista americano causou mudanças semelhantes, e resultados semelhantes, em quase todos os países ocidentais.

* * * * * *
Resumindo: quando a avaliação é feita com base em dados objectivos (testes, exames, etc) os rapazes têm notas iguais ou superiores às raparigas (especialmente nas áreas da matemática e da ciência - vulgo STEM = Science , Technology, Engeneering e Mathemarics). No entanto, quando a avaliação depende da subjectividade da professora, e na maior parte dos casos são professoras, as raparigas vêem as suas notas aumentar, e os rapazes vêem as suas a descer de forma sistemática.

Esta atitude misândrica levada a cabo contra os rapazes em idade escolar revela de forma gráfica como o feminismo é uma ideologia que tem em vista a supremacia feminina, e não a mitológica "igualdade".

Portanto, sempre que alguém apontar para a desproporcional presença de mulheres nas universidades como evidência de alguma suposta superioridade intelectual, convém ressalvar que essa presença não se deve a essa mitológica superioridade (até porque a inteligência média entre homens e mulheres é essencialmente a mesma) mas sim ao facto delas estarem a ser propositadamente beneficiadas durante o seu tempo escolar.
.........



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Sufragista: "Se as mulheres pudessem votar, o Titanic não se teria afundado"



Estou surpreso por não ter lido esta história antes. Eis aqui as partes mais interessantes:
O cavalheirismo exibido no Titanic, que demonstrou para muitas pessoas que as mulheres não precisavam de votar, demonstrou precisamente o oposto para as sufragistas. Segundo o seu ponto de vista, eram as mulheres as melhor equipadas para erigir o comportamento altruísta que emergiu nos homens apenas em circunstâncias extraordinárias.
Não havia necessidade de se perder uma única vida no Titanic,” escreveu Alice Stone Blackwell. “Haverá muitos menos casualidades em acidentes evitáveis, quer em terra ou no mar, quando as mães dos homens tiverem o direito de voto.” 
Por outras palavras, as mulheres garantiriam a existência de legislação que ordenasse a existência de barcos salva-vidas suficientes para todos.
Mais uma alegação da superioridade moral feminina. As mulheres, com a sua espantosa habilidade visionária, teriam planeado melhor. Isto é consequência da crença de que as mulheres purificariam e suavizariam o mundo da política. Ainda não recebi uma boa resposta, ou qualquer resposta, em torno da questão da política não estar melhor (e estar até pior) agora que as mulheres podem votar? 
Numa carta escrita ao editor do Baltimore Sun, uma escritora que se identificou como “A Woman” ressalvou que deixar as mulheres e as crianças sobreviver nos barcos salva-vidas não teve nada de cavalheirismo. Segundo "A Woman", isto era o mínimo que os homens podiam fazer visto que o naufrágio do barco era da sua responsabilidade.
Afinal, as mulheres presentes no barco não eram responsáveis pelo desastre,” e como tal seria “uma injustiça grosseira decretar qie as mulheres, que não tiveram voz na criação e implementação das leis em terra ou no mar, ficassem no barco que se afundava, vítimas da cupidez masculina.
Segundo esta lógica, é bom que as mulheres têm o direito de voto uma vez que a responsabilidade dos males que hoje existem é também sua. Quando o pais ruir, elas não podem culpar os homens.
..



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Cultura de estupro: Patriarcado opressor e machista coloca em liberdade mulher bêbada que abusou de crianças

Fonte

Mulher que molestou 3 rapazes depois de consumir álcool suficiente para fazer "desmaiar uma elefante" saiu do tribunal livre que nem um pássaro. Amanda Wheeler, de  31 anos, ingeriu vodka, cerveja e vinho numa festa de aniversário duma amiga antes de beijar e apalpar um rapaz de 12 anos que se contrava num dos bancos. Depois disto, ela executou uma "lap-dance"e embaraçou um grupo de adolescentes.

A funcionária de limpezas em part-time mordeu também um rapaz de 13 anos no pescoço, persuadiu-o a levar a cabo um acto sexual nela.

A mãe-de-três negou as 4 acusações de actividade sexual com uma criança e a acusação de agressão sexual, mas depois dum julgamento de duas semanas que ocorreu no Worcester Crown Court, ela foi considerada culpada de tudo. Hoje [ed: no dia em que a notícia foi publicada] o Juíz Patrick Thomas QC afirmou que o incidente que ocorreu no dia 29 de Novembro de 2011 "não teve como base a pedofilia" mas sim "num incidente isolado" (inglês: 'one-off'). O Birmingham Crown Court "sentenciou" Amanda, que é de Cheltenham, Gloucestershire, a pena suspensa de 2 anos.

O Juíz Thomas afirmou que os rapazes haviam feito uma "recuperação total do que poderia ter sido uma experiência extraordinariamente traumática". No entanto, ele disse a Amanda que ele "deveria ter vergonha" de si própria por ter-se declarada "Inocente" visto que a quantidade de álcool que ela havia consumido tornava-lhe incapaz de contestar o testemunho dos rapazes.

O Juiz acrescentou ainda:

Este é um caso incomum e complicado. Sinto-me satisfeito com o facto deste comportamento não ter bases na pedofilia, embora estes tenham sido actos de pedofilia, mas sim na bebedeira, no egoísmo e na atitude infantil da sua parte. Você encontrava-se grosseiramente desinibida mas não acho que exista em si tendência ou propensão em favor deste comportamento, e devido a isso, posso considerar isto como um caso isolado [inglês: one-off.].

Os factos agravantes são a idade das crianças, a presença de outras crianças durante a ofensa e o facto de você se encontrar ébria e fora do controle. (...)

O Juíz afirmou também que as vítimas haviam deixado bem claro que haviam "superado o trauma" que sentiram quando fizeram as suas declarações em Abril de 2012.

O Juíz acrescentou:

É devido apenas e só às declarações das vítimas em torno do impacto do incidente, e o impacto que a sentença teria sobre os seus filhos que eu acho apropriado retroceder e suspender a sentença.

Durante o julgamento, o tribunal ouviu que Amanda não se lembrava de partes da festa que ocorreu em Worcester, devido à "extraordinária" quantidade de álcool que ela havia consumido. Samantha Forsyth, advogada de defesa, afirmou que a sua cliente tinha "falhas enormes na sua memória".

O Juiz Thomas, que criticou Amanda pelas suas acções "descontroladas", acrescentou:

As evidências estabeleceram claramente que na noite em questão você ficou paraliticamente bêbada e que o seu comportamento com algumas crianças ultrapassou o limite da flirtação, chegando ao ponto de você tocá-las de modo indecente. Isto foi uma ofensa significativa e séria.

Você combateu o caso [isto é, declarou-se "Inocente"] e, francamente, você deveria ter vergonha por se recusar em aceitar que a sua memória no caso era de tal forma que você nunca poderia contestar o que os rapazes afirmaram de modo consistente.

Amanda Wheeler, que foi absolvida duma 6ª acusação de actividade sexual com uma criança, foi ordenada a assinar a "Sex Offenders' Register" durante 10 anos.

* * * * * * *
Basicamente, esta mulher viu-se livre da prisão porque as vítimas (crianças) afirmaram ter "superado" o trauma (e as crianças sabem bem como superar traumas, certo?), e porque ela tinha filhos para tomar conta. (É sempre muito elucidativa a forma como as crianças se tornam responsabilidade da mulher quando ela se encontra na eminência de ir para a prisão.)

Outra coisa a reter neste incidente é que actos de pedofilia feitos por uma mulher não significam necessariamente que esse seja um acto de pedofilia. Quando um adulto coloca as suas mãos sobre o corpo duma criança, isso só é pedofilia se o adulto for um homem.

Em caso de dúvidas, perguntem ao "Juíz" Thomas.



ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

PRINT