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terça-feira, 3 de março de 2015

Mulheres em posições de autoridade sofrem mais depressão que os homens

Por Pippa Stephens

Segundo cientistas americanos, mulheres em posições de autoridade são mais susceptíveis de exibir mais sintomas de depressão que os homens. No homens, a autoridade - tal como a habilidade de poder contratar e despedir pessoas - diminui os sintomas de depressão, revelou o estudo.

O estudo, publicado no Journal of Health and Social Behaviour, inquiriu 2,800 homens e mulheres de meia-idade. Um perito afirmou que o estudo demonstrou uma maior necessidade de mais mulheres em posições de autoridade e mais exemplos femininos variados.

Cientistas da University of Texas em Austin entrevistaram, via telefone, 1,300 homens e 1,500 mulheres (que se graduaram nas escolas secundárias de Wisconsin) em 1993 e em 2004 (quando eles tinham 54 e 64 anos de idade). Os pesquisadores perguntaram aos participantes questões em torno da autoridade e em torno do número de dias durante a semana anterior em que eles haviam sentido sintomas de depressão - tais como sentir-se triste e pensar que a sua vida era um falhanço.

Quando o trabalho incluía contratar, despedir e influenciar os ordenados dos outros, era previsto as mulheres terem um aumento de 9% nas taxas de sintomas de depressão quando comparadas com as mulheres sem autoridade. Enquanto isso, os homens tinham um decréscimo de 10% na taxa de sintomas de depressão.

Os cientistas envolvidos no estudo afirmaram terem controlado outros factores que poderiam causar a depressão, tais como as horas trabalhadas por semana, se as pessoas tinham ou não horas de trabalho flexíveis, e o quão frequentemente os trabalhadores eram inspeccionados pelo supervisor.

Os cientistas disseram também que os homens eram mais susceptíveis de decidir quando começar e quando acabar uma tarefa, e eram menores monitorizados pelos seus conselheiros. A líder da equipa de pesquisa, Tetyana Pudrovska, disse:

Estas mulheres têm mais educação, salários mais elevados, profissões com maior prestígio, e maiores níveis de satisfação laboral e mais autonomia que as mulheres com empregos sem autoridade. No entanto, estas mulheres têm uma saúde mental inferior que as mulheres de estatuto inferior.

Tetyana Pudrovska disse que as mulheres que eram chefes tinham que lidar com tensão interpessoal, interacções sociais negativas, estereótipos, e isolamento social, bem como resistência por parte dos subordinados, colegas e superiores.

A Dra Ruth Sealy (City University em Londres) disse que as mulheres encontravam-se frequentemente "encurraladas" pelas noções de género associadas ao que constitui um bom líder. Quando as mulheres adoptavam comportamentos tradicionalmente masculinos enquanto líderes, disse a Dra Ruth, elas eram criticadas por serem pouco femininas. No entanto, os seus colegas não iriam acreditar que elas boas líderes se apenas vissem as suas características femininas:

Uma vez que assumimos a competência "natural" dos homens como líderes, as mulheres frequentemente têm que trabalhar mais duramente para atingir essas posições, apenas para ficarem a saber que o seu "direito" a esse estatuto continua a ser questionado permanentemente.

Ela disse ainda que a liderança feminina tem que passar a ser tão natural como a liderança masculina.

O Dr Gijsbert Stoet da University of Glasgow disse que o estudo era forte, segundo a perspectiva psicológica e  a perspectiva da ciência social:

Os cientistas usaram dados extraídos num estudo longitudinal alargado e o mesmo é muito valioso como forma de responder a este tipo de questões.

Ele diz ainda que as empresas têm que tentar saber o que é que podem fazer para ajudar os seus funcionários a lidar com o stress, tais como disponibilizar conselheiros de equipa.


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As mulheres não foram criadas para posições de autoridade e como tal, não é de estranhar que elas se sintam infelizes quando se encontram em tal enquadramento. Isto não é um defeito da mulher, mas sim uma característica. Da mesma forma que os homens têm os seus pontos fortes e os seus pontos menos fortes, as mulheres têm os seus.

O que têm acontecido no mundo Ocidental durante os últimos 50/60 anos é que o feminismo tem enganado as mulheres, e tem-nas levado a colocar de parte as áreas onde elas são fortes, e tem-nas forçado a adoptar comportamentos onde os homens encontram-se em vantagem natural.

Claramente a liderança é uma actividade masculina - e as próprias mulheres preferem assim - mas a elite feminista rejeita a biologia e a psicologia, colocando em seu lugar o esquerdismo, o carreirismo e a "independência da mulher".

Para a elite feminista (e para os governos ocidentais) o que interessa é retirar as mulheres de casa, destruindo a harmonia familiar, e causando um aumento da interferência do estado na vida social.

Não deixa de ser tragicamente curioso que - mais uma vez - as feministas desenvolvam esforços para colocar as mulheres em actividades que reduzem a felicidade e o bem estar das mulheres. Talvez seja por isso que quanto mais feminista é uma sociedade, maior é a infelicidade da mulher.



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A auto-valorização das mães a tempo inteiro

Dados oficiais recolhidos recentemente sugerem que as mães que colocam de lado as suas carreiras profissionais em prol dos filhos e da vida doméstica têm uma sentimento  de "vida mais digna" mais forte que o resto da sociedade. Dados extraídos do índex nacional de "bem estar" no Reino Unido revelam que aquelas que foram classificadas como "economicamente inactivas" (porque se encontravam a cuidar da família ou da casa) eram também as pessoas mais felizes da Grã-Bretanha.

Estes dados, publicados pelo Office for National Statistics, apurou também que por todo o Reino Unido, as pessoas têm ficado progressivamente mais felizes, menos ansiosas e mais satisfeitas com a sua vida durante o último ano. Pensa-se que esta melhoria esteja ligada à recuperação económica e à queda das taxas de desemprego - mesmo que as pessoas no geral não estejam melhores do que estavam há um ano atrás.

O ONS disse que a melhoria parecia estar ligada ao optimismo e às melhoras nas situações pessoais de cada um, embora em termos reais os rendimentos típicos dos lares sejam inferiores. Os dados mais recentes sugerem também que o período que vai dos 60 aos 70 anos seja a década dourada para a vida, com a maior proporção das pessoas a qualificar a sua felicidade pessoal no topo da escala.

Entretanto, estes dados confirmam também que a Irlanda do Norte é o local mais feliz do Reino Unido, ficando no topo da liga das tabelas nacionais tanto a nível regional como local. Quatro das cinco áreas mais felizes do Reino Unido encontram-se na província - Antrim, Fermanagh, Omagh e Dungannon - com Babergh em Suffolk a ser o único local do continente Britânico a conseguir fixar-se entre os cinco primeiros.

Como parte do programa com o apoio de David Cameron para medir o bem-estar da nação, foi perguntado às pessoas para classificar as suas vidas numa escala de 1 a 10. Foi-lhes perguntado para fazer isto em relação a quatro questões:

1) Quão satisfeitas elas estavam com a sua vida no geral.
2) Se elas sentem se o que fazem tem valor.
3) O quão felizes elas se encontravam no dia anterior.
4) O quão ansiosas elas se encontravam no dia anterior.

A avaliação média para a satisfação de vida por todo o Reino Unido foi de 7.5  (1 a 10) - mais de 0.06 pontos do que no ano passado - ao mesmo tempo que a avaliação típica pelos sentimentos de valor subiu para 7.7. As pontuações médias para o quão felizes as pessoas se sentiam no dia anterior também subiram para 7.4 ao mesmo tempo que a ansiedade do dia anterior caiu para a média de 2.9.

A ONS analisou também os dados apurados com base nas características pessoais tais como o estatuto marital, a saúde, ou a situação laboral. Quando os resultados foram analisados segundo o estatuto laboral, os pensionistas emergiram como os mais felizes no geral, com uma pontuação de 7.73 de 10, mas os estudantes e as mães caseiras [sem emprego fora de casa] ou cuidadoras, também obtiveram resultados visivelmente mais elevados que a média.

Mas quando as respostas à questão do quão "valorosa" as pessoas consideravam o que faziam na vida foram analisadas [a 2ª pergunta], as mulheres que olhavam pela casa ou pela família emergiram à frente de todos os outros grupos, obtendo em média o resultado de 8.03 de 10. Mais de 83 porcento das mães-a-tempo-inteiro classificou o seu sentido de valor como elevado ou muito elevado.

Laura Perrin, advogada que passou a ser mãe a tempo inteiro e que faz campanha a partir do grupo Mothers At Home Matter, disse que os números revelam que as políticas governamentais criadas para encorajar mais pais a trabalhar a tempo inteiro podem fazer mais mal que bem:

Isto só revela que a ideia de que todas nós estamos deprimidas e infelizes em casa, a olhar pelos nossos filhos - que é o que muitos políticos querem que se pense - está pura e simplesmente errada. Claramente, a nossa vocação tem valor, caso seja essa a escolha de cada uma. 

O grupo faz campanha por um maior reconhecimento do casamento e da família tradicional no sistema fiscal, ao mesmo tempo que alega também que os cortes fiscais para os casais levados a cabo pela Coligação que está no poder no Reino Unido, penaliza as famílias onde um dos pais deixou de trabalhar para cuidar das crianças.

David Cameron voltou-se contra o arranjo mais tradicional onde a mãe está em casa a cuidar dos seus filhos, mas os seus próprios dados revelam que não só elas estão felizes, como reconhecem o quão valorosas as suas vidas são. Não só [estas mulheres] estão fazer a sua família feliz, como estão a fazer uma contribuição para a sociedade como um todo. Eles [pessoas que são contra as mães a tempo inteiro] deveriam parar com as campanhas que são feitas contra o arranjo familiar mais tradicional.

Dawn Snape, co-autora do relatório, disse que a consistentemente elevada felicidade e satisfação de vida extraídos da classificação das pessoas da Irlanda do Norte não podem ser explicadas só em termos económicos:

Não são eles fantásticos? São um enigma para nós. O desemprego é elevado no entanto eles perturbam a tendência. Actualmente, não temos resposta para isto. Pode ser que a razão se encontre na conectividade social, a um maior sentido de comunidade, ou talvez seja devido à forma como a vida está a decorrer por lá, se a comparamos com a vida de há 15 anos. As coisas ainda não estão totalmente claras para nós, e temos que fazer mais [pesquisas], mas parece bem consistente o facto das pessoas da Irlanda do Norte classificarem o seu bem-estar duma forma bem elevada. Eles realmente têm uma perspectiva positiva.

Modificado a partir do original: http://bit.ly/1xCnkn0

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O que se pode extrair deste estudo é que, contrariamente ao que nos é dito pelos actuais "mandadores sem lei", as mulheres que escolhem ficar na sua casa, a cuidar dos seus filhos e do seu marido, sabem que estão a levar a cabo uma função de importância social extrema.

Quem erradamente declara que as mulheres do passado eram "oprimidas" por "serem obrigadas" a ficar na sua casa, cuidando dos seus filhos enquanto o marido lhe pagava todas as contas, desconhece por completo a natureza da mulher, e não sabe o quanto que as mulheres valorizam estar junto dos seus filhos (em vez de estarem num escritório frio, à mercê de patrões e patroas que olham para ela como nada mais que uma peça descartável do sistema laboral).

O feminismo, ao promover o carreirismo junto das mulheres, está a plantar as sementes que germinarão numa maior infelicidade para as mulheres. Talvez seja por isso que a mulher actual tenha níveis de felicidade e de auto-valorização inferiores aos níveis das mulheres do passado - aquelas que supostamente eram "oprimidas pelo patriarcado".





sábado, 8 de novembro de 2014

Mulheres são mais susceptíveis de preferir um homem como chefe

Por Vanessa Wong e Natalie Kitroeff

As mulheres que batalham para que haja uma presença alargada de mulheres nos níveis mais elevados da administração empresarial enfrentam pelo menos um obstáculo: a maior parte dos funcionários não as quer lá. Apenas 1/5 das pessoas inquiridas pela Gallup durante esta semana preferiu uma mulher como patrão, e não um homem. Um terço preferiu um homem como patrão, e os restantes não tinham opinião.

A pesquisa, que recolheu respostas junto de mais de 1,032 adultos a viver nos EUA, apurou que as mulheres eram mais susceptíveis que os homens de preferir um homem como chefe: 39% das mulheres queriam ser lideradas por um homem, comparados com os 26% de homens que preferiram ter um homem como patrão. Nos 60 anos que a Gallup já leva a cabo esta pesquisa, as mulheres nunca preferiram ter uma mulher como chefe.


A ausência de fé na liderança feminina junto de algumas mulheres pode estar parcialmente relacionada à amplamente propagada percepção negativa das mulheres em cargos de liderança, algo documentado em estudos científicos e pormenorizadamente no livro de Lean In, de Sheryl Sandberg (Directora de operações da Facebook).

Uma crescente pilha de evidências sugere que as mulheres não confiam, e podem minar, o trabalho de ouitras mulheres. Numa pesquisa levada a cabo em 2010 junto de 142 secretárias legais, nenhuma preferiu trabalhar para uma mulher (cerca de 47% não tinha preferência). Um post do blogue HBR ressalva que os homens ainda dominam a industria legal, e se "tens como plano engatar o teu vagão a uma estrela em ascenção, os homens são a melhor aposta."

Uma pesquisa de 2011 apurou que 95% das mulheres sentia que havia sido minada por parte de outra mulher pelo menos uma vez durante a sua vida profissional. Num estudo de 2008, as mulheres que trabalhavam para supervisoras sofriam mais stress do que aquelas que trabalhavam para homens supervisores, reportou o Wall Street Journal.

Um dos motivos que pode levar a que as mulheres desconfiem uma das outras é o facto de poderem sofrer sanções por se ajudarem mutuamente. Um estudo de Julho levado a cabo junto de centenas de mulheres executivas apurou que as mulheres seniores que trabalham de modo a avançar as carreiras de outras mulheres recebem avaliações mais negativas por parte dos seus superiores.

Seria tentador assumir que a tendência irá mudar à medida que a geração mais jovem ascende nos rankings, mas os dados da Gallup sugerem, no entanto, que muitos que fazem parte da geração milenar [aqueles que atingiram a idade adulta por volta do ano 2000] continuarão a preferir não ter uma mulher em cargos de liderança. 



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As mulheres são mais susceptíveis que os homens de preferir ter um homem como chefe (e não uma mulher). De que forma é que as feministas tencionam resolver este "problema"?

Como sempre, o feminismo encontra-se repleto de inconsistências internas (algo comum nas ideologias que não acreditam numa verdade absoluta): se as próprias mulheres não querem ter mulheres como chefes, então de que forma é que uma verdadeira feminista pode apoiar a ideia de que deveriam existir mais mulheres chefes? Certamente que o feminismo não pode ser uma ideologia que força as mulheres a aceitar coisas que elas não querem.

Para as pessoas que estão mais alertas em relação à psicologia feminina, não existe qualquer tipo de dicotomia: as mulheres estão sempre em competição intra-sexual e como tal, dentro do ambiente de trabalho as mulheres olham para as outras mulheres como rivais pela atenção masculina. Para além disso, é mais difícil para uma mulher assegurar a sua posição tendo uma mulher como chefe do que tendo um homem.


Portanto, sempre que o movimento feminista exigir a presença mais mulheres em cargos de liderança, temos que levar em consideração que essa posição não é mantida pela maioria das mulheres.






terça-feira, 21 de outubro de 2014

Promiscuidade feminina e felicidade matrimonial

Daily Mail

Segundo uma nova pesquisa levada a cabo pelo National Marriage Project, mais de metade das mulheres que só haviam tido relações sexuais com o marido actual sentiam-se bastante satisfeitas no seu casamento. Mas esta percentagem caiu para 42% mal as mulheres que haviam tido relações sexuais com pelo menos 2 parceiros, e caiu 22% para as mulheres que tinham tido 10 ou mais parceiros.

Com os homens, o seu número de parceiras sexuais não parece influenciar a felicidade que eles sentem dentro do casamento. Os pesquisadores disseram que o estudo mostrou que o sexo com muitos parceiros "pode ser arriscado" se a mulher está em busca dum casamento de qualidade. O mesmo estudo conclui:

Lembrem-se de que aquilo que vocês fazem antes de casar parece ter um impacto notável na vossa vossa futura vida matrimonial.

Os dados recolhidos foram apresentados no artigo 'Before 'I Do': What Do Premarital Experiences Have to Do with Marital Quality Among Today’s Young Adults?', e publicados na Universidade da Virginia.

O relatório, escrito por Galena K Rhoades e Scott M Stanley, defende que a primeira conclusão a ser retirada do estudo é "O que acontece em Las Vegas, não fica em Las Vegas". Segundo eles, isto significa que as nossas experiências passadas, especialmente no que toca ao amor, estão directamente associadas à nossa futura qualidade matrimonial.

Os pesquisadores disseram que as mulheres que tiveram mais parceiros sexuais tinham mais dificuldades em firmar-se no compromisso com o esposo uma vez que estavam cientes das alternativas. Eles acrescentaram também que quantos mais as pessoas passam por separações, mais susceptíveis elas são de terem uma "visão mais apodrecida do amor", o que pode afectar os relacionamentos futuros. O relatório diz:

Muitos da geração YOLO ("you only live once" = "Só Se Vive Uma Vez") acreditam que o que acontece na juventude não irá afectar o seu futuro, mas a nossa pesquisa revela algo totalmente diferente. Isto não significa que o sexo antes do casamento irá condenar o casamento, mas o sexo com muitos parceiros distintos pode ser arriscado para alguém que busca um casamento de qualidade.

Ter tido mais relacionamentos amorosos antes do casamento significa também ter mais experiências de separação. Uma história de múltiplas separações pode fazer com que as pessoas tenham uma visão mais pobre do amor e dos relacionamentos.

O estudo apurou também que os casais que haviam tido mais do que 150 convidados no casamento tinham uma qualidade matrimonial superior com o passar do tempo:

Somos de opinião de que isto centra-se no facto de se fazer uma declaração pública de compromisso e ter um apoio comunitário. Quanto mais apoio o casal tiver, mais eles serão capazes de navegar através das ocasionais águas conturbadas associadas ao casamento.

O estudo analisou os relacionamentos duma amostra nacional representativa na América composta por 1,294 homens e mulheres solteiros com idades entre os 18 e os 24. Os pesquisadores acompanharam-nos durante um período de cinco anos. Por essa altura, 418 estavam casados. Apenas 23% das pessoas que se casaram durante a pesquisa havia mtido sexo apenas e só com a pessoa com quem se tinham casado.

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Este tipo de informação ressalva a importância de casar com uma mulher com um número de parceiros sexuais baixo ou igual a zero, especialmente para a maioria dos homens que não se enquadram dentro da definição de "macho alfa". Cada parceiro adicional que a mulher teve aumenta as probabilidades dela ser uma Viúva dum Alfa (ver mais embaixo), e apenas estar a ficar com um homem por não ter mais opções (e vir a qualificar o teu casamento de "insatisfatório").

Este tipo de informação é uma que as mulheres também têm que levar em conta. O custo do sexo fora do casamento é uma redução da felicidade matrimonial na ordem dos 21%, na eventualidade dela vir a sentir-se altamente realizada no casamento. E o custo da promiscuidade pré-matrimonial é uma redução na ordem dos 58%, na eventualidade de vir a existir felicidade matrimonial.

Isto não significa que o homem deve rejeitar automaticamente a mulher que já teve mais do que 10 parceiros sexuais; afinal, há 25% de hipóteses dela sentir-se feliz no casamento. No entanto, essas probabilidades não são suficientes para dar tranquilidade a um homem com a intenção de casar.

"Viúva dum Alfa" ou "Viuvez Alfa" é a descrição dum comportamento observado nas mulheres, e não algo criado com o propósito de assombrar os maridos com um estatuto sexual-social baixo.

O Steve já está comigo há 50 anos, e Ron há 47, mas nenhum deles é o homem com quem me casei, e nunca mais falei com eles desde que tinha os meus 20 anos. Ao mesmo tempo, não há a mínima dúvida que isso perturbou o meu casamento com o Olly, o homem que tem estado ao meu lado há 40 anos.

Dei por mim a pensar neles à medida que lia a pesquisa que nos informava que as mulheres que eram promiscuas antes do casamento eram mais infelizes no matrimónio do que as mulheres que entraram virgens para o casamento. A minha primeira reacção foi: porque é que as coisas são assim?

Eu sempre acreditei que um bocado de experiência, tanto no amor como no sexo, era algo benéfico para o nosso entendimento do que realmente queremos quando escolhemos um parceiro para toda a vida. Ter uma história a qual se referir - assentar sem ter uma ideia do que o mundo tem para oferecer - parece ser uma receita para o desastre e não para a satisfação.No entanto, não dá para negar que os meus antigos parceiros fizeram sentir a sua presença no meu casamento - chegando até a colocar em causa o meu compromisso.

Segundo Susan Nolen-Hoeksema, psicóloga de Yale e autora do livro Women Who Think Too Much, as mulheres, muito mais do que os homens, são muito mais susceptíveis do que os homens a pensar no rumo que a sua vida teria tomado se elas tivessem ficado com alguns dos parceiros mágicos da altura - se a excitação teria ficado, e se isso teria produzido um relacionamento muito mais satisfatório que o actual.

Da forma como eu vejo, estas fantasias são fantasmas poderosos, assombrando as zonas ocultas da nossa psique, prontos a manifestarem-se e a causar problemas, se lhes dermos essa chance. Certamente que o meu casamento fica assombrado quando, depois da primeira década de casamento com o Olly, pequenas coisas que na altura nada mais eram que imperfeições passaram a ter um significado maior.

Note-se que a Viuvez Alfa não se centra primariamente no sexo, embora seja aí que os fantasmas dos Alfas se formem. Mesmo depois de 40 anos de casamento, esta mulher ainda se encontra presa às memórias de dois homens em particular que causaram uma impressão duradoura na sua psique sexual; nem chegar a ser surpreendente que um deles a tenha deixado porque achava a fidelidade como algo "difícil".

E note-se que a insegurança masculina não é responsável pelo facto das mulheres literalmente colocarem em causa o seu compromisso de quase meio século devido a experiências sexuais passadas. O facto simples e facilmente observável é que mulheres com experiência sexual têm mais dificuldade em estabelecer uma ligação com o marido e viver de acordo com os compromissos matrimonias. Isto não quer dizer que é impossível ela fazer qualquer uma das duas, mas sim que isso é um desafio enorme para que ambas as partes têm que reconhecer e ultrapassar - especialmente a esposa.

Para o homem com intenções matrimoniais, a forma mais lógica de evitar este tipo de complicações é ignorar as mulheres com uma experiência sexual proibitiva, e focar a atenção nas mulheres castas

Fonte do comentário: http://bit.ly/1u1ljCc

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Quanto mais parceiros sexuais a mulher tem, menores são as probabilidades dela (e não o marido) se sentir satisfeita no casamento. A lógica leva-nos a inferir que a mulher que realmente quer um casamento de qualidade, guarda-se para o seu futuro marido. Como o feminismo defende não existir qualquer tipo de consequência negativa na promiscuidade feminina, nós podemos inferir também que e o feminismo não quer que a mulher tenha um casamento feliz.

Mas isso já nós sabemos





sábado, 20 de setembro de 2014

Divórcio e arrependimento

A decisão de avançar com um divórcio nem sempre é fácil, e para muitos podem até existir o que eles consideram ser "bons motivos" para acabar com um casamento. No entanto, segundo um estudo, 50% de todos os divorciados têm arrependimentos em torno da sua separação. Os pesquisadores apuraram que depois do pó ter assentado, 54% começam a ter segundas ideias em relação à sabedoria da sua decisão, e muitos apercebem-se que ainda amam o ex-parceiro.

Para alguns, o arrependimento é tão severo que 42% das pessoas inquiridas afirmaram passar por momentos em que levantam a hipótese de voltar a dar uma outra chance ao relacionamento, com uma larga percentagem a fazer isso mesmo, e 21% continuarem ainda juntos. Alguns destes 21% chegam a afirmar que estão mais felizes ou mais fortes do que estavam antes do divórcio.

Uma das mulheres que se arrepende de se ter divorciado do marido é a escritora Jane Gordon. A mãe de três filhos separou-se do homem que foi seu marido durante25 aanos, e já se encontra divorciada há 12 anos. Em 2009 ela disse o seguinte ao Daily Mail:

Quando eu e o meu marido nos separamos, a visão que eu tinha do divórcio era simplista. Acreditava que o divórcio era uma separação simples e imaginei que um "novo começo" iria resolver todos os meus problemas. Tal como eu descobri duramente, só agora, depois de ter recebido o meu decreto nisi, é que comecei a aperceber-me da gravidade do que fiz. Não foi uma decisão tomada de ânimo leve, mas eu não tinha ideia da verdadeira complexidade que ocorre quando se desvenda uma vida que havia sido vivida em conjunto com alguém por mais de 20 anos.

Um porta-voz da pesquisa, que inquiriu 2,000 homens e mulheres do Reino Unido que se haviam divorciado ou que haviam dado um tempo à sua relação de longa duração com mais de 5 anos, afirma:

Obter um divórcio é um passo enorme para qualquer relação, e por vezes, as palavras "Quero o divórcio" podem ser ditas no calor do momento. Mas mal as coisas acalmam e se pensam nas coisas, muitos apercebem-se que o divórcio é a última coisa que eles querem, mas por essa altura, podem sentir que é demasiado tarde para voltar atrás. E mesmo que o arrependimento não ocorra imediatamente, lidar com as consequências duma separação pode levar a ter segundas intenções.

Mas é bom ver que algumas pessoas conseguiram falar dos seus arrependimentos e tentaram dar uma segunda chance ao relacionamento.

O estudo apurou que uma em cada cinco pessoas relatou que o arrependimento teve início imediatamente, mas outros 19% afirmaram ter arrependimento no espaço duma semana depois de terem dito a palavra "D" [Divórcio]. Outros ainda admitiram que gostariam que as coisas voltassem a ser como eram antes do divórcio se ter tornado oficial, especialmente quando eles começaram a dividir os bens ou quando começaram a dizer aos outros que estavam a terminar com a relação.

O estudo, comissionado como parte da publicação do DVD "The Love Punch", alegou também que 95% do tempo que estiveram longe um do outro ajudou a salvar a sua relação. Outros 33% afirmaram que este mesmo tempo serviu para dar um passa atrás e analisar o que realmente correu mal no seu casamento, enquanto que outros disseram que o período longe um do outro serviu para colocar de parte as suas diferenças.

Cinquenta e seis porcento das pessoas declararam que a sua separação fez com que eles se apercebessem do quanto que eles valorizavam o seu casamento, enquanto que 46% dos inquiridos disse que a separação fez com que eles apreciassem mais a sua cara metade, mais do que eles apreciavam antes da separação.

Os Dez Motivos Mais Comuns Para se Arrepender dum Divórcio
1. Saudades do parceiro
2. Sentimentos de falhanço
3. Continuar a amar o parceiro
4. Aperceber-se que estava a ser irrazoável
5. Sentir-se sozinha
6. Descobrir que a galinha da vizinha nem sempre é melhor que a minha
7. O ex-parceiro encontrar outra pessoa
8. Aperceber-se que não estão melhores sozinhas
9. Prejudicar o relacionamento com os filhos
10. A vida das crianças ser afectada

Fonte: http://dailym.ai/1qDqJN9

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O texto que se segue foi escrito pelo editor deste blogue: http://wp.me/pqyhO-bl0

Este artigo foi feito pela Mona Charen, e o estudo foi levado a cabo pelo "Institute for American Values". É um artigo antigo mas estive a ler um livro que menciona o estudo e como tal, achei que iria colocá-lo no blogue.
Agora, o "Institute for American Values" (www.americanvalues.org) emitiu um novo estudo com alguns dados intrigantes em torno dos efeitos do divórcio nos casais infelizes. Parece que mais um grande mito está prestes a ruir - o mito de que pelo menos o divórcio faz com que os casais infelizes fiquem mais felizes. 
Segundo uma pesquisa, levada a cabo por uma equipa de pesquisadores familiares, adultos que se encontravam infelizes num casamento, e que entretanto se divorciam, não se encontravam mais felizes, passados que estavam cinco anos, do que os casais que também estavam infelizes mas que haviam permanecido juntos. E dois terços dos casais infelizes que haviam ficado juntos encontravam-se felizes passados que estavam cinco anos. Mesmo entre aqueles que haviam classificado o seu casamento de "muito infeliz", quase 80% afirmaram que, cinco anos depois, eles permaneciam casados mas que desta vez estavam felizes. 
Estas pessoas não eram queixosos insatisfeitos ou aborrecidos. Eles haviam ultrapassado problemas sérios, tais como o alcoolismo, a infidelidade, negligência emocional, depressão, doença, trabalho e problemas financeiros. 
Até mais surpreendente, os casais infelizes que entretanto se haviam divorciado revelaram sintomas de depressão ligeiramente superiores cinco anos mais tarde do que os casais que não se haviam divorciado. (Eles reportaram, no entanto, maior desenvolvimento pessoal.) E - pensem o que quiserem - a amostra dos divorciados revelou uma taxa de consumo de álcool superior ao grupo dos casados. [...] 
Os dados revelaram que, se o casal se encontra infeliz, as probabilidades deles se encontrarem felizes cinco anos mais tarde centravam-se na ordem dos 64% se eles ficassem juntos, e 19% se eles se divorciassem e voltassem a casar. (Os autores estão cientes que cinco anos é um tempo relativamente curto e que muitas pessoas que se divorciam voltam a casar, e alguns de maneira que lhes traz felicidade)
Como foi que os casas infelizes deram a volta À situação? O estudo apurou três técnicas: a primeira foi a persistência. Muitos casais não chegam a resolver os problemas, mas sim a transcendê-los. Ao viverem um dia de cada vez, avançando através das suas dificuldades, muitos casais descobrem que o próprio tempo melhorou as coisas. Mais ainda, estes casais continuaram a ter uma visão negativa do divórcio. "A galinha da minha vizinha é melhor que a minha" explicou um dos maridos "mas é uma ilusão." 
Os outros casais foram mais agressivos. Aqueles que os pesquisadores qualificaram de tipo "ética laboral marital" resolveram os seus problemas arranjando mais tempo privado um para o outro, buscando aconselhamento (do clero ou de profissionais), recebendo ajuda por parte dos sogros ou por parte de outros membros familiares, ou, como em alguns casos, ameaçando com o divórcio ou consultando um advogado de divórcio. 
Na terceira categoria estavam os casais do tipo "buscadores de felicidade pessoal", que encontraram outras formas de melhores o seu contentamento geral, mesmo que não conseguissem melhorar de maneira vincada a sua felicidade marital. 
Certamente que a pesquisa encontrou alguns casamentos cuja salvação era impossível, e alguns casais divorciados encontravam-se mais felizes do que alguns que haviam permanecido juntos. Isto é o que seria de esperar. 
Mas o aspecto mais revelador desta pesquisa é a luz que ele incide na importância da atitude em torno do casamento. Aqueles que entram no casamento com uma visão sombria (alguns diriam, acertada) do divórcio, e com uma motivação -  religiosa ou não - muito forte para o evitar, não só são menos susceptíveis de se divorciar, como são também os menos susceptíveis de se encontrarem infelizes. Estas são as notícias importantes deste estudo. Há já algum tempo que sabemos que o compromisso era bom para as crianças de tais casamentos. Também já sabiamos que o compromisso era bom para a sociedade. Mas até hoje, não sabiamos que o compromisso fazia com que os próprios casais fossem mais susceptíveis de se encontrarem felizes.
Acho que o ponto final é um argumento muito bom. Actualmente, muitas pessoas jovens escolhem os parceiros com base em critérios superficiais (aparência, dinheiro, popularidade). O propósito do casamento é, na sua opinião, ser feliz, e o seu parceiro tem como função fazer-lhe feliz. Esta á visão que eles têm do casamento.

Mas isto ignora a realidade do que é o casamento. O casamento não é um contrato, mas sim um pacto. As pessoas que se casam têm que entrar no casamento porque eles querem a responsabilidade de amar outro pecador em privado. O casamento não se centra nos sentimentos e na melhoria de vida.

A coisa mais importante que se deve buscar no parceiro é a sua habilidade de amar de uma maneira auto-sacrificada e a capacidade de manter um compromisso de longa duração. Ambas estas capacidades estão danificadas quanto mais a pessoa passa por separações dolorosas visto que desta forma as pessoas tornam-se incapazes de confiar e, em vez disso, passam  reter o amor e o compromisso como forma de se protegerem.

Após esses discursos, Jesus deixou a Galiléia e veio para a Judéia, além do Jordão. Uma grande multidão o seguiu e Ele curou seus doentes. Os fariseus vieram perguntar-lhe para pô-Lo à prova: É permitido a um homem rejeitar sua mulher por um motivo qualquer? Respondeu-lhes Jesus: Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne.
Portanto, não separe o homem o que Deus uniu.


Mateus 19:1-6



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sexta-feira, 25 de abril de 2014

O papel da competição feminina dentro do feminismo

Um rápido exercício de associação: o que é que vos vem à mente quando ouvem as palavras "competitividade, agressividade, violência"? Se por acaso pensaram na palavra "macho" ou "homem", muito provavelmente vocês não estão sozinhos. Os traços listados em cima são frequentemente atribuídos à masculinidade. Após análise mais apurada ficamos imediatamente a observar que a competitividade, agressividade e a violência masculina é normalmente dirigida a outros homens (nos campos de batalha, nos campos desportivos, nos locais de trabalho, nos bares, ou nas estradas).

Há já muito tempo que se notou na existência de competição intra-sexual entre os machos, e que essa competição é feita para obter a atenção e o favor reprodutivo das fêmeas. Influenciados por essa forma de pensar (e também pelo facto de que, até recentemente, a maior parte dos pesquisadores serem homens), a maior parte das pesquisas em torno da competição intra-sexual focou-se na luta levada a cabo pelos homens como forma de obter o acesso sexual às mulheres. Só nos anos 80 é que a ciência começou a investigar de forma mais apurada o mesmo fenómeno do outro lado da divisão sexual: a competição feminina por um macho adequado.

Uma vasta gama de estudos recentes demonstrou de forma convincente que a visão tradicional das mulheres como passivas e não-competitivas está errada. As mulheres, sabe-se agora, estão envolvidas na sua própria competição, disputando agressivamente por uma posição na batalha que lhes permita conquistar um macho adequado.

A competição intra-sexual irá ter como preocupação primária os traços que são atraentes para o sexo oposto. O psicólogo Americano descobriu durante os anos 80 que a competição intra-sexual toma duas formas primárias: auto-promoção e a desvalorização da concorrência. Os homens demonstram e promovem as suas habilidades físicas e o seu status, traços masculinos favorecidos pela maioria esmagadora das mulheres (hipergamia), enquanto que as mulheres tendem a promover a sua juventude e a sua atractividade física, traços femininos favorecidos pelos homens (coreogamia - do grego “kore“, para mulher jovem solteira, donzela, sugerindo uma mulher atraente núbil, e, claro, -gamia, que significa fertilização, ou reprodução, do grego gamos, que significa "casamento").

Os homens tentam depreciar os seus rivais atacando a força física e robustez económica (ou falta delas) dos seus adversários enquanto que as mulheres tendem a criticar a idade, a aparência e a castidade (ou a falta dela) das suas oponentes.

Tomando como base o trabalho pioneiro de David Buss, os pesquisadores canadianos Anthony Cox e Maryanne Fisher descobriram há alguns anos atrás outras duas tácticas frequentemente usadas na competição intra-sexual: 1) manipulação dos companheiros/as e 2) manipulação da concorrência.

A manipulação dos companheiros envolve tentar terminar a corrida quando já estamos na liderança e antes dos nossos concorrentes chegarem ao nosso nível. Por exemplo, se o companheiro duma mulher lhe visita com frequência no local de trabalho, e ela frequentemente tem por perto a presença duma colega de trabalho atraente e solteira, é possível que a mulher se sinta motivada para pedir ao companheiro que deixe de visitá-la no seu emprego.

A manipulação da concorrência é o mesmo que afirmar que um dado filme não vale o preço que se paga para vê-lo. Isto pode ser conseguido falando mal do filme (por exemplo, quando as mulheres falam mal de um homem por quem nutrem uma atracção, fazendo com que as outras mulheres "desistam" dele) ou aumentando o preço do bilhete (como quando um homem gasta uma soma imensa de dinheiro com uma mulher, desencorajando outros homens com um status económico aparentemente inferior de tentarem a sua sorte com essa mulher).

Segundo Joyce Benenson, pesquisadora do "Emmanuel College" em Boston, a competição entre as mulheres têm três características únicas:

1. Uma vez que elas têm que proteger os seus corpos do dano físico (como forma de não interferir com a gravidez actual ou futura), as mulheres dependem mais de agressividade oculta dirigida às outras mulheres (por trás de ginástica verbal ou escondida dentro dum grupo) e não através do confronto físico.

2. As mulheres muito atraentes e com status elevado precisam de menos ajuda e de menos protecção por parte das outras mulheres, e desde logo, estão menos motivadas em investir noutras mulheres (que representam competição em potência). Consequentemente, a mulher que se tenta distinguir ou promover, ameaça as demais mulheres e irá, devido a isso, encontrar hostilidade por parte delas.

Segundo Benenson, uma forma comum através da qual as mulheres lidam com a ameaça representada por uma mulher extremamente poderosa ou bonita é insistindo em padrões de igualdade, uniformidade, e partilha para todas as mulheres do grupo, e fazendo os possíveis para que estes atributos se tornem requerimentos normativos para a própria definição de feminidade. Isto faz com que as características únicas da mulher bonita/jovem/casta se diluam dentro de grupo, e outros requerimentos arbitrários sejam colocados no seu lugar - requerimentos esses que as demais mulheres podem também "possuir", elevando artificialmente o seu status aos seus próprios olhos (mas não aos olhos dos homens).

3. Em casos extremos, as mulheres podem-se proteger de potenciais competidoras através da exclusão social.

Se uma mulher bonita aparece na vizinhança (ou na escola, ou no clube), todas as outras mulheres podem-lhe virar as costas, levando a que ela (a mulher bonita) se retire da cena, e desde logo aumentando as chances das demais mulheres de captar a atenção dos homens.

Mais Estudos

Um certo número de estudos reforçaram ainda mais a ideia da "competição feminina". Por exemplo, Jon Maner e James McNulty (Florida State) descobriram que os níveis de testosterona das mulheres aumentaram quando elas, sem saberem, cheiraram camisas de mulheres jovens em ovolução (supostamente em preparação para competição agressiva).

Os pesquisadores Canadianos Aanchal Sharma e Tracy Vaillancourt revelaram a forma como as mulheres julgam e condenam as outras mulheres com base na aparência organizando um estudo de modo a que as participantes interagissem com uma jovem mulher que fazia o papel de assistente de pesquisas. Algumas das participantes viram a assistente vestida com roupas bastante reveladoras enquanto outras participantes viram-na vestida com jeans e uma t-shirt. Os pesquisadores analisaram então as respostas dadas à assistente durante o encontro e depois dela ter abandonado o local.

Resultado: A assistente foi unanimemente criticada quando usou as roupas mais reveladoras, e largamente ignorada quando usou roupas menos reveladoras. Estes resultados confirmam um dado importante da competição intra-sexual feminina: as mulheres mais atraentes (isto é, aquelas que têm mais daquilo que os homens mais apreciam - juventude, castidade, beleza) são mais susceptíveis de enfrentar hostilidade e pouca cooperação por parte das outras mulheres porque a sua presença ameaça o acesso das demais mulheres ao prémio sexual (os homens).

Um palco central para a competição entre as mulheres é o próprio comportamento sexual. Estudos sociais demonstraram que as mulheres tendem a criticar e a rejeitar as mulheres cujo comportamento é visto como sexualmente promíscuo. Há pouco tempo atrás a pesquisadora Zhana Vrangalova e as suas colegas da "Cornell University" inquiriram 750 estudantes universitárias acerca do seu comportamento e das suas atitudes em torno do sexo. Depois disso, as participantes leram uma pequena descrição duma hipotética pessoa (do seu próprio sexo) que havia tido 2 parceiros sexuais (não-permissiva) e de outra hipotética mulher que havia tido 20 parceiros sexuais (permissiva). Posteriormente, as participantes avaliaram esta potencial amiga segundo vários items relativos à amizade.

Os resultados mostraram que as mulheres envolvidas na pesquisa, independentemente da sua própria experiência sexual, tinham uma preferência sobrepujante pela hipotética mulher com apenas 2 parceiros sexuais. Segundo os pesquisadores, isto prende-se com o facto das mulheres quererem manter os seus parceiros (o que é mais complicado se ele tem interacção constante com amigas promiscuas), e não querem obter algum tipo de estigma social: se uma mulher tem o hábito de conviver com uma mulher que se sabe ser promiscua, existe o perigo real desse rótulo se agarrar a ela também, e ela ver o seu valor marital reduzido (quando se fala em casamento, os homens têm uma preferência natural por mulheres com nenhuma ou pouca experiência sexual).

Este estudo, bem como outros, alinham-se com a observação de que as mulheres são as principais executoras de normas estritas e por vezes cruéis em torno da aparência e do comportamento sexual feminino. Por exemplo, o bárbaro ritual da mutilação genital feminina (que ainda é practicado em alguns países islâmicos) está construído para fazer da menina um "bom material matrimonial" para os homens. Tendo em vista esse fim, a clitoridectomia reduz a sua habilidade de desfrutar do sexo, e consequentemente reduz a probabilidade dela enganar o marido. Coser a abertura vaginal, que é frequentemente feito depois do corte vaginal, reduz a possibilidade dela vir a ter sexo antes do casamento, e, mais uma vez, beneficia os interesses do futuro marido. Mesmo assim, esta cerimónia é gerida, executada e forçada pelas mulheres (normalmente as mães ou as avós).

Outro exemplo: amarrar os pés das meninas foi um costume na China por mais de mil anos até que foi ilegalizado no princípio do século 20. Este costume antigo (que envolvia partir os dedos da bebé, dobrá-los e amarrá-los ao pé durante anos) era valorizado porque as mulheres com pés pequenos eram sexualmente mais desejadas e porque os pés pequenos da esposa eram evidência da riqueza do marido ("Sou tão rico que a minha mulher não precisa de trabalhar. Na verdade, ela nem pode trabalhar"). Também neste caso, as principais executoras deste costume eram as mães e as avós.

A explicação para este fenómeno depende da presunção de que ter sexo com uma mulher (e desde logo ter acesso ao seu útero) é um recurso biológico desejável e raro para os homens. Para as mulheres em idade de conceber, reduzir a "oferta" de mulheres em idade de conceber aumenta o poder feminino na economia das relações. Logo, para as mulheres é benéfico colocar em práctica o conservadorismo sexual mesmo que isso signifique ostracizar e manipular as mulheres vistas como promiscuas. Pela mesma lógica, as mães e as avós têm um forte incentivo para garantir que as suas filhas (que carregam os seus genes) se tornem atraentes para os homens, mesmo que isso signifique causar sofrimento inicial e mutilação.

Feminismo

A psicologia feminista, no entanto. alega que a competição entre as mulheres é primariamente motivado não pelos imperativos biológicos mas sim pelos mecanismos sociais. Segundo este argumento, a agressiva competição entre as mulheres prende-se principalmente com o facto das mulheres, nascidas e criadas numa sociedade dominada pelos homens, internalizaram a perspectiva masculina (o "olhar masculino") e adoptarem-na como a sua. A visão masculina das mulheres como objectos sexuais torna-se assim numa profecia que se cumpre a ela mesma. Quanto mais as mulheres são levadas a considerar a validação masculina como a única fonte de força, valor, conquista e identidade, mais elas são levadas a batalhar umas com as outras pelo prémio.

Olhando para as coisas segundo esta perspectiva, a interpretação feminista disto tudo alega que muitas mulheres encontram-se rodeadas pelo que Karl Marx chamou de "falsa consciência." Segundo Marx, o operário da fábrica que foi convencido de que o seu inimigo é outro operário buscando por um emprego, tem uma falsa consciência porque não entende que o seu verdadeiro inimigo é o dono da fábrica que coloca os operários uns contra os outros como forma de subjugar ambos e enriquecer através do seu trabalho. Segundo este argumento, muitas mulheres recusam-se a ver que a verdadeira ameaça às suas conquistas, ao seu poder, ao seu valor e à sua identidade não são as outras mulheres, mas o establishment masculino que controla as suas vidas.

De qualquer das formas, a competição feminina tem um preço e não só ao nível político. Esta competição produz muito do stress que interfere com a felicidade de muitas mulheres, especialmente das mais jovens. Alguns estudos demonstram que, comparadas com os homens, as mulheres tendem a ser mais sensíveis à informação emocional e elas são melhores a descodificar mensagens sociais e interpessoais habilmente codificadas. Para além disso, o sentido feminino do valor próprio baseia-se mais na opinião que ela julga que as amigas têm dela. Esta combinação de percepção - e sensibilidade - apurada em relação às pistas sociais deixa as mulheres mais vulneráveis à agressão interpessoal.

Por exemplo, o pesquisador Christopher Ferguson (Stetson Universit, Flórida) e os seus colegas, perguntaram às participantes para assistir dois programas de televisão (um com uma mulher esbelta e outro com uma mulher gorda) e interagir com uma mulher (com roupa atraente ou casual). Eles apuraram que o estado de espírito e a imagem própria das participantes não era afectado pelos programas de TV mas afectado de um modo significativo pelos encontros reais. Interagir com mulheres atraentes vestidas com roupas vistosas levou as participantes a sentirem-se deprimidas e negativas em relação ao seu próprio corpo, especialmente se esses encontros se realizaram na presença de homens atraentes.

A tendência para se envolver em competição intra-sexual parece fazer parte do nosso hardware genético e é um traço da nossa herança cultural. Não é fácil mudar os nossos genes e os nossos hábitos sociais, e certamente que isso não acontecerá da noite para o dia. Mas o primeiro passo para a alteração dos hábitos é a realização dos mesmos. Tendo isso em fim, os homens têm que se questionar se "conquistar a rapariga" vale o sangue derramado e os narizes partidos, enquanto que as raparigas podem reflectir se o objectivo de obter o homem (e o seu esperma e os seus recursos) justificam as tácticas competitivas de manipular, envergonhar ou ostracizar as outras mulheres, bem como a dor que isso lhes causa.

Modificado a partir do original

* * * * * * *

Uma parte relevante do artigo tem uma ligação directa com o movimento feminista:

Segundo Benenson, uma forma comum através da qual as mulheres lidam com a ameaça representada por uma mulher extremamente poderosa ou bonita é insistindo em padrões de igualdade, uniformidade, e partilha para todas as mulheres do grupo, e fazendo os possíveis para que estes atributos se tornem requerimentos normativos para a própria definição de feminidade

Portanto, o ódio das feministas ao slut-shamming, ao fat-shamming, e aos ataques feitos às mães solteiras promiscuas (bem como os seus ataques à recusa masculina de colocar as mulheres menos atraentes ao mesmo nível que as mais bonitas) nada mais são que estratégias de competição intra-sexual entre as mulheres; é a luta das mulheres com menor poder de atracção contra as mulheres com maior poder de atracção

(Na foto ao lado vê-se como isso é feito: existem mulheres com seios bonitos e outras com seios menos atraentes; as feministas removem essa natural distinção, e dizem que TODOS os seios são bonitos. Isso faz com que as mulheres com seios genuinamente bonitos vejam a sua vantagem reduzida, e as mulheres com seios menos atraentes sejam colocadas (artificialmente) ao mesmo nivel que as primeiras.)

Tendo como base este conhecimento, qualquer pessoa pode facilmente reformular qualquer argumento esquerdista em torno duma "guerra às mulheres" como, na realidade, uma guerra das mulheres derrotadas contra as mulheres bem sucedidas. É a guerra das promiscuas e menos atraentes contra as castas e bonitas.

A beleza desta reformulação do argumento é: que mulher é que gostaria de fazer parte do grupo das derrotadas (promiscuas e menos atraentes) e não do grupo das vencedoras (bonitas e castas)? Que mulher quer pertencer ao grupo inferior e não ao grupo no topo?

Isto leva-nos também a inferir que as mulheres com um valor marital baixo (menos bonitas, promiscuas, etc) enveredam pelo feminismo como um mecanismo social que visa, ao mesmo tempo, reduzir a competição feita pelas mulheres com um valor marital mais elevado, e aumentar as suas escolhas sexuais e o seu acesso aos recursos masculinos.

Elevar o status das mulheres vistas como maritalmente inferiores, ao mesmo tempo que se ataca as mulheres com um valor marital elevado, é um dos grandes objectivos do feminismo. É por isso que para a feminista comum a promoção da castidade sexual é um perigo para ela - não porque ela (a feminista) veja algo de fundamentalmente errado nisso, mas sim porque ela está bem ciente que se os homens valorizarem as mulheres castas, a esmagadora maioria das mulheres em idade para casar verá o seu valor marital reduzido de forma colossal.

Como forma de evitar essa desvalorização, as feministas defendem que ser casta é "anormal", e que o "bom" é ser-se promiscua. Desta forma, um elevado número de mulheres vê o seu valor marital artificialmente elevado, e as mulheres castas observam como um dos seus pontos mais fortes é desvalorizado (o que faz com que muitas mulheres enveredem pela promiscuidade, reduzindo assim o seu valor marital - tal como as feministas querem). 

O feminismo não se centra, portanto, numa guerra contra as mulheres, e nem tem em vista proteger a mulher do "patriarcado maligno"; para além de tudo o resto, o feminismo é (também) uma guerra ENTRE as mulheres. Todas as queixas em torno da "igualdade", todos os juízos morais, todo o combate ao slut-shamming e todo o combate ao patriarcado nada mais são que palavras vazias que as derrotadas da vida emitem como forma de poderem ter algum tipo de chance na sua luta contra as mulheres mais bonitas e mais desejáveis.



sábado, 15 de junho de 2013

Mulheres promiscuas não querem amizade com mulheres promiscuas


Fonte: Science Daily

Estudo levado a cabo pela Universidade de Cornell apurou que mulheres em idade universitária qualificaram as suas colegas promiscuas - definidas como as mulheres que tiveram 20 ou mais parceiros sexuais antes de chegar aos 25 anos (!!) - de um modo mais negativo do que as colegas femininas mais castas. Para além disso, as mulheres olharam para as mulheres promiscuas como pessoas inadequadas para uma amizade.

Surpreendentemente, a preferência por mulheres castas como amigas permaneceu mesmo quando a mulher inquirida alegou ter uma atitude mais liberal em torno do sexo casual, ou quando ela mesma havia tido um elevado número de parceiros sexuais.

Tradução: as mulheres promiscuas não querem fazer amizade com mulheres promiscuas. 

Por outro lado, junto dos homens, e após análise aos dados recolhidos, não se verificou qualquer tipo de padrão ou uniformidade: não houve preferência pelos sexualmente mais permissivos ou pelos menos permissivos quando lhes foi perguntado em torno de 10 atributos duma amizade. A percepção dos homens era também muito dependente da sua própria promiscuidade. Os homens promíscuos favoreciam os homens sexualmente menos experientes em apenas uma métrica: quando eles viam os outros homens promíscuos como potenciais ameaças para o seu relacionamento.

Previsivelmente, o estudo tentou de alguma forma falar no "padrão duplo":

O que foi apurado com o estudo sugere que, embora a atitude cultural e social em torno do sexo casual se tenha tornado mais relaxada nas últimas décadas, as mulheres ainda enfrentam um padrão duplo que envergonha as mulheres "vadias" ao mesmo tempo que celebra os homens "conquistadores", afirmou a autora-chefe Zhana Vrangalova, uma pós-graduada da Universidade de Cornell na área de desenvolvimento humano.

É preciso ver que quem celebra os homens "conquistadores" são as próprias mulheres - dando-lhes motivos para eles serem considerados conquistadores ao se submeterem à sua "conquista".

Outra coisa que é preciso ver é que não existe um "padrão duplo", mas sim padrões diferentes para seres diferentes. Ser uma mulher promiscua não envolve qualquer tipo de esforço: basta ir para a janela mais próxima, gritar que fará sexo com os primeiros 10 homens que lhe forem bater à porta, e assim se sucederá - mesmo que ela seja uma mulher de beleza mediana e de físico mediano. Agora, para um homem mediano ter 10 parceiras sexuais num ano é preciso algum tipo de esforço.

(Atenção que isto não é a validação da promiscuidade masculina, por via do esforço que ela exige, e nem a condenação unilateral da promiscuidade feminina, que não envolve qualquer tipo de esforço ou "conquista". O ponto das linhas de cima é o de ressalvar que é logicamente inválido tentar usar o mesmo padrão e a mesma métrica para aferir comportamentos de seres fundamentalmente distintos como o são o homem e a mulher.)

O estudo, intitulado "Birds of a Feather? Not When it Comes to Sexual Permissiveness" [Tradução do sentido: "Farinha do Mesmo Saco? Não Quando se Fala da Permissividade Sexual] e publicado na edição online de "Journal of Social and Personal Relationships", alega que tal isolamento social por parte das mulheres promiscuas pode-lhes colocar em maiores riscos no que toca aos problemas psicológicos e à saúde física.

Tradução: Não deixem de lado as mulheres promiscuas.

"As mulheres sexualmente permissivas são ostracizadas por serem "fáceis" embora os homens com um elevado número de parceiras sexuais sejam vistos com um sentimento de realização," disse Vrangalova said. "O que nos surpreendeu neste estudo é o quanto as mulheres promiscuas rejeitam a amizade de outras mulheres promiscuas - estas são as pessoas de quem se pensaria serem as únicas em cuja direcção as promíscuas poderiam recorrer como forma de obter algum apoio."

Vrangalova acrescentou ainda que as pesquisas demonstram que os homens olham para as promiscuas como mulheres inadequadas para os relacionamentos de longa duração, deixando estas mulheres fora de muitos círculos sociais.

Há uma forma rápida de resolver isto: é só elas deixarem de ser promiscuas.

"A consequência disto é que estas mulheres encontram-se realmente isoladas" disse Vrangalova. Ela sugere que seja feita uma pesquisa futura para determinar com quem é que ela [a mulher promiscua] pode formar amizades - talvez os homens heterossexuais ou os homens homossexuais aceitem melhor o seu comportamento.

Note-se mais uma vez que em nenhuma altura a pesquisadora-chefe coloca a hipótese das mulheres promiscuas abandonarem esse estilo de vida; para ela, a promiscuidade feminina, por mais socialmente destrutiva que ela seja, veio para ficar, e como tal o resto do universo tem que aceitar esse facto. Ou seja, não houve julgamento nenhum do comportamento promíscuo, mas sim um julgamento das pessoas (grupo esse onde estão incluídas outras mulheres promiscuas) que não aceitam criar laços com as mulheres promiscuas.

Para o estudo em si 751 estudantes universitários forneceram informação em torno do seu passado sexual e da sua opinião sobre o sexo casual. Eles leram uma vinheta quase idêntica em torno duma homem ou duma mulher, sendo a única diferença o número de parceiros sexuais do carácter em questão (2 ou 20). Os pesquisadores pediram que os inquiridos avaliassem a pessoa segundo uma lista de factores de amizade, tais como cordialidade, competência, moralidade, estabilidade emocional e simpatia geral.

Junto das participantes femininas - independentemente da sua própria promiscuidade - observou-se que elas viam as mulheres sexualmente mais permissivas de um modo mais negativo em 9 dos 10 atributos de amizade, julgando-as de modo mais favorável só na sua extroversão. 


Homens sexualmente promiscuos apenas identificaram duas medidas -  1) alguém que protege a parceira e 2) alguém que desdenha a sexualidade - onde eles favoreciam os homens sexualmente menos activos como amigos, não mostrando qualquer tipo de preferência ou preferindo os homens promiscuos em 8 das variáveis; mesmo os homens sexualmente mais modestos prefeririam os potenciais amigos sexualmente não-permissivos em apenas metade das variáveis.

Vrangalova é de opinião de que preocupações evolutivas podem levar os homens e as mulheres a desaprovar os promiscuos e as promiscuas como amigos e amigas. Supostamente eles podem estar a tentar proteger o seu relacionamento. No caso das mulheres promiscuas que rejeitam amizade com mulheres promiscuas, Vrangalova sugere que elas podem estar a tentar criar alguma distância entre elas e qualquer espécie de estigma que está associado à amizade que esse tipo de mulheres.

Os autores reportaram que os dados apurados podem ajudar os pais, os professores, os conselheiros, os profissionais de saúde e todos aqueles que trabalham com jovens que se podem deparar com algum tipo de isolamento social devido à sua actividade sexual.

Sim, os dados apurados podem ser usados dessa forma. Ou então eles podem ser usados para aumentar ainda mais o número de motivos para a mulher não adoptar a promiscuidade sexual como algo normal para si (ou para qualquer pessoa).

Conclusão:


Provavelmente o dado mais importante deste estudo é o facto das mulheres (incluindo as promiscuas) não quererem mulheres promiscuas como amigas. 

Agora, se as mulheres (mesmo as promiscuas) não as querem como amigas, porque é que os homens as haviam de querer como esposas?



sábado, 25 de maio de 2013

Quem é o mais provável iniciador do ciclo de violência?

O Dr Warren Farrell perguntou a uma professora secundária para registar o número de vezes os rapazes batiam nas raparigas durante as aulas, e o número de vezes que as raparigas batiam nos rapazes. 

A pesquisa, levada a cabo durante 3 anos (1989-92) numa escola secundária da Califórnia, foi levada a cabo por Elizabeth Brookins (Departamento de Matemática).

O Dr Farrell escreveu:

Pedi [à senhora Elizabeth Brokins] se ela poderia contabilizar a frequência com que os rapazes e as raparigas se atingiam pela primeira vez. 

Ela concordou, e não estando disposta a perder uma potencial lição de matemática, pediu a uma das suas turmas para levar a cabo uma "pesquisa" de modo a registar todas as vezes que os rapazes e as raparigas iniciavam uma chapada ou um soco num membro do sexo oposto (no recreio ou nas salas de aula).

Quando a Liz reportou os resultados, ela ficou um bocado embaraçada:


Bem, quando eu comecei a registar as agressões, o rácio era de 20 para 1 - na maior parte raparigas a bater nos rapazes nos braços, e dando-lhes uma chapada ocasional. No entanto, temo que eu tenha estragado a pesquisa. 

Fiquei tão irritada com o facto das raparigas "darem início ao cíclo de violência", como tu colocaste as coisas, que comecei a dar mini-palestras durante as aulas, e as raparigas que faziam a pesquisa começaram a dar sermões às pessoas que estavam a observar. Devido a isto, o número de raparigas a bater nos rapazes baixou.

Eu contaminei os resultados!

...
Não existe motivo algum para se assumir que esta atitude feminina de dar início ao ciclo de violência diminui com a idade. 

Isto, obviamente, não justifica qualquer tipo de violência que ela possa vir a sofrer, mas demonstra que a violência doméstica é um assunto muito mais complexo do que aquele que somos levados a acreditar.



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