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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A auto-valorização das mães a tempo inteiro

Dados oficiais recolhidos recentemente sugerem que as mães que colocam de lado as suas carreiras profissionais em prol dos filhos e da vida doméstica têm uma sentimento  de "vida mais digna" mais forte que o resto da sociedade. Dados extraídos do índex nacional de "bem estar" no Reino Unido revelam que aquelas que foram classificadas como "economicamente inactivas" (porque se encontravam a cuidar da família ou da casa) eram também as pessoas mais felizes da Grã-Bretanha.

Estes dados, publicados pelo Office for National Statistics, apurou também que por todo o Reino Unido, as pessoas têm ficado progressivamente mais felizes, menos ansiosas e mais satisfeitas com a sua vida durante o último ano. Pensa-se que esta melhoria esteja ligada à recuperação económica e à queda das taxas de desemprego - mesmo que as pessoas no geral não estejam melhores do que estavam há um ano atrás.

O ONS disse que a melhoria parecia estar ligada ao optimismo e às melhoras nas situações pessoais de cada um, embora em termos reais os rendimentos típicos dos lares sejam inferiores. Os dados mais recentes sugerem também que o período que vai dos 60 aos 70 anos seja a década dourada para a vida, com a maior proporção das pessoas a qualificar a sua felicidade pessoal no topo da escala.

Entretanto, estes dados confirmam também que a Irlanda do Norte é o local mais feliz do Reino Unido, ficando no topo da liga das tabelas nacionais tanto a nível regional como local. Quatro das cinco áreas mais felizes do Reino Unido encontram-se na província - Antrim, Fermanagh, Omagh e Dungannon - com Babergh em Suffolk a ser o único local do continente Britânico a conseguir fixar-se entre os cinco primeiros.

Como parte do programa com o apoio de David Cameron para medir o bem-estar da nação, foi perguntado às pessoas para classificar as suas vidas numa escala de 1 a 10. Foi-lhes perguntado para fazer isto em relação a quatro questões:

1) Quão satisfeitas elas estavam com a sua vida no geral.
2) Se elas sentem se o que fazem tem valor.
3) O quão felizes elas se encontravam no dia anterior.
4) O quão ansiosas elas se encontravam no dia anterior.

A avaliação média para a satisfação de vida por todo o Reino Unido foi de 7.5  (1 a 10) - mais de 0.06 pontos do que no ano passado - ao mesmo tempo que a avaliação típica pelos sentimentos de valor subiu para 7.7. As pontuações médias para o quão felizes as pessoas se sentiam no dia anterior também subiram para 7.4 ao mesmo tempo que a ansiedade do dia anterior caiu para a média de 2.9.

A ONS analisou também os dados apurados com base nas características pessoais tais como o estatuto marital, a saúde, ou a situação laboral. Quando os resultados foram analisados segundo o estatuto laboral, os pensionistas emergiram como os mais felizes no geral, com uma pontuação de 7.73 de 10, mas os estudantes e as mães caseiras [sem emprego fora de casa] ou cuidadoras, também obtiveram resultados visivelmente mais elevados que a média.

Mas quando as respostas à questão do quão "valorosa" as pessoas consideravam o que faziam na vida foram analisadas [a 2ª pergunta], as mulheres que olhavam pela casa ou pela família emergiram à frente de todos os outros grupos, obtendo em média o resultado de 8.03 de 10. Mais de 83 porcento das mães-a-tempo-inteiro classificou o seu sentido de valor como elevado ou muito elevado.

Laura Perrin, advogada que passou a ser mãe a tempo inteiro e que faz campanha a partir do grupo Mothers At Home Matter, disse que os números revelam que as políticas governamentais criadas para encorajar mais pais a trabalhar a tempo inteiro podem fazer mais mal que bem:

Isto só revela que a ideia de que todas nós estamos deprimidas e infelizes em casa, a olhar pelos nossos filhos - que é o que muitos políticos querem que se pense - está pura e simplesmente errada. Claramente, a nossa vocação tem valor, caso seja essa a escolha de cada uma. 

O grupo faz campanha por um maior reconhecimento do casamento e da família tradicional no sistema fiscal, ao mesmo tempo que alega também que os cortes fiscais para os casais levados a cabo pela Coligação que está no poder no Reino Unido, penaliza as famílias onde um dos pais deixou de trabalhar para cuidar das crianças.

David Cameron voltou-se contra o arranjo mais tradicional onde a mãe está em casa a cuidar dos seus filhos, mas os seus próprios dados revelam que não só elas estão felizes, como reconhecem o quão valorosas as suas vidas são. Não só [estas mulheres] estão fazer a sua família feliz, como estão a fazer uma contribuição para a sociedade como um todo. Eles [pessoas que são contra as mães a tempo inteiro] deveriam parar com as campanhas que são feitas contra o arranjo familiar mais tradicional.

Dawn Snape, co-autora do relatório, disse que a consistentemente elevada felicidade e satisfação de vida extraídos da classificação das pessoas da Irlanda do Norte não podem ser explicadas só em termos económicos:

Não são eles fantásticos? São um enigma para nós. O desemprego é elevado no entanto eles perturbam a tendência. Actualmente, não temos resposta para isto. Pode ser que a razão se encontre na conectividade social, a um maior sentido de comunidade, ou talvez seja devido à forma como a vida está a decorrer por lá, se a comparamos com a vida de há 15 anos. As coisas ainda não estão totalmente claras para nós, e temos que fazer mais [pesquisas], mas parece bem consistente o facto das pessoas da Irlanda do Norte classificarem o seu bem-estar duma forma bem elevada. Eles realmente têm uma perspectiva positiva.

Modificado a partir do original: http://bit.ly/1xCnkn0

* * * * * * *

O que se pode extrair deste estudo é que, contrariamente ao que nos é dito pelos actuais "mandadores sem lei", as mulheres que escolhem ficar na sua casa, a cuidar dos seus filhos e do seu marido, sabem que estão a levar a cabo uma função de importância social extrema.

Quem erradamente declara que as mulheres do passado eram "oprimidas" por "serem obrigadas" a ficar na sua casa, cuidando dos seus filhos enquanto o marido lhe pagava todas as contas, desconhece por completo a natureza da mulher, e não sabe o quanto que as mulheres valorizam estar junto dos seus filhos (em vez de estarem num escritório frio, à mercê de patrões e patroas que olham para ela como nada mais que uma peça descartável do sistema laboral).

O feminismo, ao promover o carreirismo junto das mulheres, está a plantar as sementes que germinarão numa maior infelicidade para as mulheres. Talvez seja por isso que a mulher actual tenha níveis de felicidade e de auto-valorização inferiores aos níveis das mulheres do passado - aquelas que supostamente eram "oprimidas pelo patriarcado".





terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Feminismo e a saúde das mulheres

Números oficiais sugerem que as mulheres estão a perder a sua normal habilidade de viver mais que os homens devido ao impacto que a pressão de acomodar o trabalho a tempo inteiro e a família está a ter na sua saúde.

Uma nova análise das taxas de mortalidade entre os homens e as mulheres durante os últimos 50 anos publicada pelo Office for National Statistics revela que os homens estão a encurtar rapidamente a falha que existe entre a sua longevidade e a longevidade das mulheres.

Esta mais recente mudança está a ser largamente atribuída às alterações consideráveis que ocorreram dentro do ambiente de trabalho masculino, especialmente o declínio da indústria pesada e da exploração mineira, e aos estilos de vida, incluindo a queda nas taxas de consumo de tabaco.

Mas este mais recente estudo, que compara as taxas de mortalidade dentro do periodo que vai de 1963 a 2013, ressalva os efeitos da transformação da vida das mulheres durante o último meio-século. Ele conclui que, embora os homens estejam a ficar cada vez mais saudáveis que nunca no passado, as mulheres estão a ser prejudicadas pelos padrões de stress laboral, e traços associados tais como o consumo de tabaco e de bebidas, coisas normalmente associadas aos homens.

De modo geral, o estudo revela que as taxas de mortalidade - que são as mortes que ocorrem por cada 1000 pessoas dum dado grupo - têm melhorado tanto para os homens como para as mulheres por todas as faixas etárias.

O mesmo estudo ressalva melhorias consideráveis no combate às doenças circulatórias, tais como doenças do coração, ataques cardíacos, parcialmente devido às inferiores taxas de consumo de tabaco e avanços médicos tais como a introdução de estatinas.

Mas embora ambos os sexos estejam a viver mais tempo, e embora as mulheres ainda vivam mais tempo que os homens, a diferença está a encurtar. A faixa etária dentro da qual os homens são estatisticamente mais susceptíveis de morrer avançou 15 anos durante o último meio-século, embora o ponto mais alto para as mortes feminina encontra-se essencialmente igual.

As análises compararam o número de mortes de ambos os sexos nas faixas etárias em 1963, e outra vez no ano passado. No princípio dos anos 60, a idade onde era mais comum os homens morrerem era o início dos seus anos 70, que continha 15% de todas as mortes masculinas. Ao mesmo tempo, as faixas etárias onde morriam mais mulheres era entre anos 80 anos e após 85 anos - ambos os grupos com 18% das mortes femininas nessa altura.

Por contraste, o ponto mais alto de ambos os sexos é actualmente depois dos 85 anos.

Semelhantemente, em 1963 a taxa de mortalidade para os homens com idades entre os 55 e os 69 era o dobro da taxa de mortalidade das mulheres. Hoje em dia, essa taxa ainda é 50% mais elevada mas o fosso é metade do que era no passado.

No seu comentário, a ONS ressalvou o impacto dos padrões de vida distintos dos homens e as chances de sobrevivência das mulheres durante os últimos 50 anos:

O encurtamento geral da diferença entre a mortalidade dos homens e das mulheres pode ser explicado através dum variado número de motivos incluindo a melhoria da saúde masculina, levando a uma aumento da expectativa de vida, que aumentou mais que a mesma taxa junto das mulheres.

O aumento do número de mulheres dentro da força laboral durante os  últimos 50 anos é identificado como factor que aumentou os níveis de stress, de consumo de tabaco e bebida, levando a mudanças na saúde das mulheres.

Os números mostram que, embora ambos os sexos tenham feito grandes avanços em áreas tais como o consumo de tabaco, o impacto junto dos homens foi maior. Durante os anos 70 e 80, 44% dos homens e 26% das mulheres com mais de 60 anos fumava , mas hoje em dia só 13% dos homens dentro desse grupo de idade fuma, números quase idênticos aos das mulheres.

A maior queda nas taxas de mortalidade veio junto dos homens na faixa etária que se encontrava nos finais dos seus anos 60, com uma queda de 60% desde o princípio da década 60. Para as mulheres, a maior queda ocorreu junto das mulheres no início dos seus anos 70, com uma queda de 60% na mortalidade.

De modo geral, a diferença entre a mortalidade masculina e feminina encurtou em todas as faixas etárias, exceptuando os homens nos seus 30 anos.





sábado, 7 de junho de 2014

Feminista: "Não quero contratar mulheres"

Uma feminista convidada do blogue da Clarissa não quer contratar mais mulheres.

Nunca mais vou voltar a contratar mulheres. Sim, eu realmente disse isso. Vocês ficaram perturbados com o que leram, e eu fiquei perturbada quando o escrevei, e mais ainda quando pensei nisto pela primeira vez. Sou mulher, feminista, mãe e sou uma empresária impetuosa.

Eu já atravessei o "tecto de vidro" em todos os aspectos da minha vida, e fico extremamente zangada quando me deparo com textos que insistem que existem diferenças entre os géneros [sic] que vão para além da fisiologia. Tive sorte em ter exemplos femininos que me ensinaram através dos seus exemplos que eu posso ser virtualmente tudo o que eu quiser ser.

Através dos anos contratei mulheres fenomenais - educadas, inteligentes e altamente articuladas. No entanto, estou cansada. Comecei a ficar profundamente cansada de ser terapeuta e ama-seca, de ser atraída para jogos mentais passiva-agressiva, e de questionar constantemente o meu valor como gerente. Eu já tive várias mulheres que se despediram do emprego e ficarem em casa para  "descobrir o que fazer a seguir". Não, não foi para cuidar das crianças ou da casa, mas para sobreviver às custas do marido ou do namorado enquanto faziam uma busca espiritual (isto é, enquanto tomavam parte em aulas linguísticas ou enquanto aprendiam uma habilidade qualquer que poderia ser aprendida em horário pós-laboral). Curiosamente, nunca me aconteceu um homem abandonar o emprego sem ter em mente o que fazer a seguir.

Já me aconteceu mulheres chorarem em reuniões de equipa, mulheres virem para o meu escritório para me perguntarem se eu ainda gostava delas, e mulheres que criavam drama devido ao local do escritório onde a sua mesa havia sido colocada. Eu pura e simplesmente sou incapaz de verbalizar apreciação suficiente para as minhas funcionárias como forma de satisfazer a sua necessidade dela durante pelo menos uma semana de trabalho.

Eis aqui um incidente exemplificativo: a minha recepcionista estava em processo de demissão e, chorosa, disse-me que embora ela estivesse apaixonada pela nossa marca e amasse o emprego, ela não poderia superar o facto de eu não lhe ter agradecido pelo seu trabalho. Isto fez com que eu parasse o que estava a fazer e lhe pedisse por um exemplo. "Lembras-te quando te comprei as fotos com as borboletas para pendurares na zona frontal? E tu vieste e apenas disseste "obrigado"? Isso é um exemplo perfeito!" - "Espera", disse eu, "Então eu agradeci-te, não foi?""Sim! Mas tu não me disseste exactamente o que é que gostavas nelas! Porque é que agiste assim?" Ela tinha comprado as flores com o cartão de crédito da empresa, e eu nem gostava delas; mas não mudemos de assunto.

Como forma de poder fazer críticas construtivas aos homens e às mulheres, eu tinha desenvolvi uma abordagem distinta; quando eu tenho alguma coisa para dizer aos homens, eu digo e pronto! Não passo muito tempo a pensar nisso; eu deito para fora o que tenho a dizer, trocamos algumas palavras por algum breve momento e seguimos com a vida. Por vezes até acontece os homens agradecerem-me pelo feedback!

Com as mulheres, não pode ser assim. Primeiro planeio, preparo, penso, falo com a sócia e depois volto a pensar no assunto. Quando falo com as mulheres, primeiro começo falando sobre as coisas positivas e só depois de ter preparado o caminho para a minha crítica, faço-a. Só que raramente as coisas ficam por aí; falamos por uma eternidade, dissecamos todas as partes da nossa conversa, e no futuro, voltamos a falar do mesmo assunto por diversas vezes. Para além disso, eu tenho que confirmar à funcionária que ainda gosto dela - vez após vez após vez após vez.

Também nunca me aconteceu um empregado solteiro entrar no meu escritório e falar duma história "suja" sobre um colega, ou partilhar comigo um mexerico embaraçoso. E as minhas funcionárias? Todas elas já fizeram isso.

Quando abri a minha empresa, estava feliz por diversas razões. Uma delas era a ideia de querer fazer uma lugar espantoso para as mulheres construírem as suas carreiras. Afinal, nós éramos duas mães com crianças pequenas a abrir uma empresa numa indústria bem competitiva. Eu iria celebrar as conquistas das mulheres por mim contratadas, encorajá-las a descobrir a sua própria opinião, celebrar a sua gravidez e a licença de maternidade de um ano, e ser bem compreensiva e amável quando elas tiverem que gerir o trabalho/a escola infantil/a agenda escolar.

No entanto, eu não sabia que os problemas que as mulheres enfrentam no local de trabalho estão bem longe das desigualdades típicas que o feminismo continuar a lidar. Não são os homens que estão a sabotar as mulheres e a impedir o desenvolvimento das suas carreiras profissionais - são as próprias mulheres que fazem isso!

Qual é a raiz do problema? Falta de confiança? Má educação? O que é que eu não estou a conseguir ver? Como gerente, será que há alguma coisa que eu deveria estar a fazer? Eu aceito os vossos comentários à medida que continuo a colocar as currículos das candidatas femininas na pasta "Ligar Mais Tarde". (...)

* * * * * * *

A raiz do "problema" é que os homens são diferentes das mulheres, e o local de trabalho não está feito para a estrutura psicológica e emocional das mulheres, tal como o confirmam a Alexandra e a Mary. Só que para os defensores da auto-determinação e da autonomia isto são péssimas notícias porque está subentendido que existem divisões sexuais intransponíveis, não possíveis de alteração mediante engenharia social.

Tal como diz o Mark, seria de esperar que as feministas e os igualitários correctamente concluíssem que existem distinções sexuais óbvias entre os homens e as mulheres, mas a dona do blogue - Clarissa - não podia deixar de comentar concluindo exactamente o contrário do que o texto revela:

Pessoal, nas últimas 2 horas tive que apagar 63 comentários de Spam feitos por idiotas que me tentaram informar que "os homens e as mulheres são psicologicamente/emocionalmente, etc, diferentes." Volto a repetir, se mais alguém quiser passar vergonha repetindo o idiótico "sim, os homens e as mulheres são diferentes", será banido.

Ou seja, a Clarissa 1) aceitou no seu blogue um texto onde a autora se queixa da diferença de comportamento entre as funcionárias e os funcionários, mas 2) alega que é "idiótico" acreditar que os homens e as mulheres são psicologicamente e emocionalmente distintos. Portanto, a única forma válida à nossa disposição através da qual podemos determinar que os homens são psicologicamente/emocionalmente diferentes das mulheres (o seu comportamento) revela que os homens são distintos das mulheres, mas a Clarissa rejeita o que os seus olhos claramente observam, e critica quem logicamente conclui que há diferenças entre os homens e as mulheres. 

É absolutamente extraordinário alguém viver a sua vida sem se aperceber que os homens e as mulheres são psicologicamente e emocionalmente distintos. Como é possível alguém estar numa relação heterossexual e não se aperceber disto? Ou será que as feministas sabem disto, mas escondem o seu conhecimento por trás de palavras e slogans claramente falsos e anti-realidade?





sábado, 7 de dezembro de 2013

Alexandra Fox: "O local de trabalho não foi feito para as mulheres"

Depois de uma década no mercado de trabalho aqui em Londres, eu posso confirmar a veracidade do que a Mary disse no seu artigo. De modo particular, gostei do ponto onde ela diz que os patrões e as patroas têm medo de ameaçar os empregados mas colocam as empregadas "na linha" ameaçando-as constantemente do término do seu lugar de trabalho. Eis aqui, portanto, mais 5 razões do porquê as mulheres terem sido naturalmente criadas para colocar a educação das suas crianças como função prioritária:

1. As mulheres são muito mais vulneráveis que os homens à exploração e ao abuso no local de trabalho.

Primeiramente, porque as figuras autoritárias têm-na como alvos principais, e também porque a natureza inata da mulher impedem-na de ser tão assertiva como os homens. Enquanto que os homens exigem algum tipo de incentivo financeiro para trabalhar para além das horas normais, as mulheres fazem-no gratuitamente sem se que queixar (mas depois queixam-se junto das companheiras de apartamento). Enquanto que os homens irão frontalmente exigir um aumento e negociar de um modo confiante com o patrão pelo aumento, as mulheres continuarão a trabalhar por amendoins, esperando que o seu trabalho árduo seja um dia notado.

2. Hierarquia Natural.

Eu já trabalhei em posições directivas e sempre me senti pouco à vontade em dar ordens aos homens. Os homens que eu geria eram sempre simpáticos e respeitadores, mas eu sentia sempre que havia algo de errado. Num dos empregos onde tínhamos um patrão tirânico, os homens que eram meus subalternos acabavam sempre por me proteger das invectivas do patrão. Claramente, quando os teus subalternos têm que ocupar o papel protector, todo o conceito de hierarquia no emprego torna-se ridículo.

3. Mulheres como Patroas.

As mulheres no seu estado natural nâo são tão eficazes como patroas, e as mulheres que são bem sucedidas neste papel de liderança têm que se tornar - e são sempre vistas como - desagradáveis [inglês: "bitches"]. Eu [Alexandra] não sou contra as mulheres no mercado de trabalho - elas podem ser funcionárias dedicadas e trazer muitos talentos ao negócio. Mas eu certamente que sou contra as mulheres em posições de poder porque isso pura e simplesmente não funciona. Tanto os homens como as mulheres declaram que preferem ter homens como patrões, e não mulheres.

4.  Romance / Exploração Romântica.

As tendências embutidas no ser humano são mais fortes que qualquer legislação governamental politicamente correcta, e qualquer lei em torno da forma como as pessoas devem agir não nos diz nada da forma como elas irão agir. As pessoas agem tal como a natureza tenciona, e como tal, para além das complicações em torno do poder que as mulheres sentem, existem também as complicações dos inevitáveis romances dentro do escritório.

Um cenário bastante comum hoje em dia é o facto de mulheres jovens com educação universitária entrarem no local de trabalho determinadas a ter uma "carreira bem sucedida", tal como foram indoutrinadas e levadas a acreditar que isto [carreira bem sucedida] é o Santo Graal da sua existência, mas a sua biologia tem outros planos e elas rapidamente se apaixonam por um superior, normalmente o seu patrão ou chefe.

Muitas destas raparigas entram no local de trabalho sem terem crescido com um pai ou com um pai ausente. Devido a isto, não só elas estão a tentar preencher a sua necessidade actual duma relação matrimonial, como têm também uma não-resolvida necessidade por um pai. Consequentemente, com estas duas grandes necessidades na sua vida, elas irão desenvolver relacionamentos pouco saudáveis com a figura autoritária com quem passam tanto tempo. As raparigas solteiras que foram educadas por um pai presente e atencioso são menos susceptíveis de se sentirem atraídas pelas figuras autoritárias do emprego. O problema é que há cada vez menos raparigas a crescer com um pai presente e atencioso. [Obrigado, feminismo.]

A figura autoritária pode ser casada ou solteira, velha ou jovem, eles podem-se envolver numa relação física ou não, mas todas estas situações têm um tema comum - elas passaram a ser um facsmile do casamento. Essas relações baseiam-se na dominância e na autoridade do homem, e na subordinação e lealdade da mulher em retorno pela  protecção dele. O patrão desfruta da atenção duma jovem de olhos arregalados e como tal, encoraja-a, tratando-a como "especial" - favorecendo-a acima dos outros funcionários, buscando a sua opinião em torno dos assuntos, promovendo-a para posições acima das suas capacidades, e assim por diante, e em compensação ela retorna estes favores com a lealdade completa, despejando toda a sua energia no trabalho, fazendo tudo o que ele a pede, estando sempre disponível para ele, etc.

Estas mulheres nunca pensariam em ter este tipo de compromisso com um homem de fora do local de trabalho - passando o dia todo com ele, satisfazendo todas as suas vontades, demonstrando total lealdade a ele - mas não vêem qualquer tipo de problema em se cometerem desta forma a um patrão porque, afinal, é "trabalho", e como tal, é independência, empoderador, e totalmente aceite pela sociedade.

Os homens nesta situação, quer estejam casados ou solteiros, irão certamente ter outros relacionamentos fora do local de trabalho, olhando para a situação dentro do trabalho como um pequeno bónus divertido, mas para as raparigas - a biologia feminina sendo o que é - esta relação fará com elas se dediquem totalmente a ele e não sejam capazes de olhar para outro homem.

Isto é a versão moderna do cenário do homem casado com a amante - o caso clássico do homem não querer se comprometer com o "seu caso paralelo", mas não a querer também perder. Devido a isto, ele cria um estado intermédio (limbo), e motiva-a a ficar lá dentro. Enquanto que a amante de outras eras exigiria jantares dispendiosos e presentes caros, a mulher moderna é enganada com promessas de promoção e títulos laborais imaginativos.

As histórias morais que envolvem as amantes podem ser igualmente aplicadas às sonhadoras jovens mulheres carreiristas; elas devotam os melhores anos da sua vida a um homem fútil em troca de excitação efémera, mas à medida que a sua juventude se desvanece e o interesse dele vai diminuindo, elas acabam com nada mais que um coração partido. Mais ainda, normalmente pelo menos as amantes poderiam adquirir algum tipo de bem colateral duradouro por parte do Sr Casado, em termos de presentes lucrativos e até propriedades - mas as "mulheres trabalhadoras" frequentemente dissipam os seus ordenados com items de moda fúteis e saídas nocturnas obscurecidas. Devido a isto, quando as suas "carreiras profissionais" esmorecerem, elas acabam com nada mais que uma bolsa vazia e uma ressaca.

5. O "trabalho" é chato para as mulheres.

A Mary está certíssima: as mulheres estão a ser enganadas a usar a sua beleza e o seu charme para beneficiar os lucros das corporações (e o ego dos patrões) em vez de beneficiarem a elas mesmas e o seu futuro. A ironia disto tudo é que, por mais danosos que sejam os relacionamentos românticos no emprego, sem eles, a maior parte das mulheres qualificaria o emprego de "enfadonho".

Eu já tive muitas conversas com muitas mulheres trabalhadoras, e a quantidade de tempo que se gasta a discutir trajectórias laborais é menor que 5%. A grande maioria de todas as conversas de todas as jovens mulheres em todo o lado centra-se nos homens. E discutir as tensões que podem existir no local de trabalho é o tipo de coisa que as mulheres gostam de falar e dissecar por horas, semanas, eternidade, etc..

Mais uma vez, as legislações e os polemicistas académicos dizem uma coisa - que as mulheres são ambiciosas, motivadas pelas suas carreiras e com uma necessidade enorme de se sentirem realizadas com o seu emprego - mas a realidade diz algo totalmente diferente, isto é, que 95% das mulheres acha o trabalho chato, e que elas são primariamente motivadas pelos relacionamentos - primeiro os homens e depois as crianças. Se elas não chegarem à parte das crianças, elas fixam-se na parte dos homens; elas não se transcendem subitamente para trabalhadoras mecanizadas e voltadas para a carreira por mais que as feministas assim desejem.

Eu não estou a defender que as mulheres não podem/não devem ter carreiras profissionais, mas sim que elas deveriam primeiro satisfazer os seus instintos mais fundamentais. Dizer que elas deveriam ter uma carreira profissional quando elas não têm um relacionamento estável é como dizer a uma pessoa que nada come há meses para ir trabalhar numa mercearia. Esperar que mulheres jovens e solteiras não desenvolvam sentimentos por homens competentes com quem trabalham diariamente é como esperar que um funcionário esfomeado duma mercearia não coma nada enquanto trabalha dentro da mercearia.

A mensagem social dirigida às mulheres de que os seus instintos biológicos são uma "construção social criada para as oprimir" não vai fazer com que esses instintos desapareçam, mas sim que elas os tentem satisfazer de formas cada vez mais insalubres.

Há 50 anos atrás, a maior parte das raparigas jovens atraentes estava fora do alcance dos homens casados - elas ou eram casadas ou se encontravam a trabalhar temporariamente até se casarem. Não havia nenhum influxo maciço no mercado de trabalho de jovens mulheres disponíveis sem qualquer tipo de perspectiva de casamento. Qualquer civilização sã rapidamente reconheceria isto como uma receita para o desastre, mesmo para as esposas e para os filhos destes homens à medida que ele era atraído (mesmo que seja "apenas" emocionalmente) para estas novas distracções brilhantes no seu local de trabalho.

A realidade dos factos é que se nós colocarmos mulheres jovens perto de homens heterossexuais durante um certo período de tempo, sentimentos românticos serão gerados. As pessoas podem controlar o que elas fazem, mas elas não podem controlar o que elas sentem, e apaixonar-se pode ser tão torturante e devastador para as perspectivas das mulheres solteiras e para as esposas e os filhos dos homens, como um caso extra-conjugal.

Para além disso, com a atomização e fracturação da família e das relações sociais, as pessoas investem ainda mais nos relacionamentos nos locais de trabalho visto que essas relações podem até ser o único bastião de estabilidade nas suas vidas turbulentas, particularmente nas vidas turbulentas das mulheres. Isto é uma situação instável e perigosa visto que esta "estabilidade" pode ser removida num piscar de olhos - ao ser despedida, ou ao ser apenas e só transferida para outro departamento.

Quando as mulheres investem o seu tempo a gerar relacionamentos sérios e famílias, elas recebem de volta o que elas precisam - amor, segurança, companheirismo, apreciação, etc. Quando elas investem nos locais de trabalho, elas não recebem nada disto, e como tal, elas instintivamente tentam preencher o vazio com aparelhamentos românticos e amizades com as colegas. Mas tudo isto é uma miragem e uma ilusão, algo evidenciado pelo que acontece quando o romance murcha, ou quando as amigas conseguem um novo emprego, ou, claro, quando elas são despedidas.

Os engenheiros sociais destruíram o casamento e a família, apenas e só para verem as pessoas instintivamente tentarem recriar isso de volta nos locais de trabalho - onde a cultura corporativista pode lucrar com isso.

É uma situação muito triste, e quanto mais cedo as mulheres particularmente começarem a acordar para a realidade, melhor todos nós ficaremos.




sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O arrependimento de Karen Cross

Por Karen Cross

Rindo e dançando com o meu noivo na nossa festa de noivado, pensei que eu explodiria de tanta felicidade. Rodeada de amigos e familiares, olhei para o Matthew e tive a certeza de que havia encontrado o homem com quem passaria o resto da minha vida. 

Pura e simplesmente, ele era a minha alma gémea. Nós estávamos desesperadamente apaixonados e tínhamos o nosso futuro juntos mapeado. 

Primeiro, haveríamos de poupar para comprar a nossa casa, e depois teríamos uma cerimónia de casamento bem romântica e depois viriam os filhos.

Na altura, tudo parecia tão simples para mim, ingénua e com 19 anos. Eu era, pensei comigo mesmo, a rapariga que tinha tudo. 

Então, porque é que passados que estão 20 anos, eu me encontro solteira, sem filhos e atormentada pelo facto de poder ter perdido a única hipótese de felicidade que eu alguma vez tive?

Oito anos depois dessa maravilhosa festa de noivado de 1989, abandonei o leal e devoto Matthew, convencida de que algures por aí havia alguém melhor, mais excitante e mais completo para mim. Só que não havia. Hoje tenho 42 anos e tenho todas as armadilhas do sucesso - uma carreira bem sucedida, segurança financeira, e uma casa bem no coração da glamorosa Notting Hill (Londres). No entanto, não tenho a única coisa que eu desejo mais do que tudo: um marido amoroso e uma família.

O que se passa é que nunca mais encontrei um homem que me ofereceu tudo o que o Matthew me ofereceu, que me entendia e que me amava como ele me amava. Alguém que era o meu melhor amigo mas também o meu amante. Hoje, olhar para as minhas amigas com crianças à sua volta é uma tortura visto que é muito pouco provável que eu venha a ter a minha própria família.

Penso nas vezes que falei com o Matthew sobre termos filhos, chegando até a discutir o nome que haveríamos de escolher. Nem acredito que voltei as costas a tanta felicidade. Em vez disso, eis-me de volta ao mercado das solteiras, buscando exactamente a mesma coisa que descartei com pouco mais que um olhar de relance durante todos aqueles anos. Sei que não posso ter o Matthew de volta, e magoa-me quando oiço bocados de informação em torno da sua vida e do quão feliz ele está. Quinze anos depois do fim da nossa relação, ele encontra-se feliz e casado.

Por esta altura do ano, muitas pessoas irão analisar as suas vidas e os seus relacionamentos, questionado-se que a relva é mais verde do outro lado da cerca. Muitos irão confundir o contentamento pelo aborrecimento, esquecendo-se de valorizar as boas coisas que eles têm. Eu apelaria às pessoas que pensam abandonar tais riquezas que reconsiderem.

Quão diferentes as coisas teriam sido para mim se eu tivesse ouvido o Matthew quando ele implorou que eu não o deixasse, em 1997, com lágrimas a caírem dos seus olhos. Eu também me encontrava a chorar, torturada por observar o coração do homem que amava a ser partido à minha frente. Mas eu estava decidida.

"Um dia, pode ser que eu olhe para trás e me aperceba que fiz o maior erro da minha vida", disse eu enquanto nos agarrávamos um ao outro de modo desesperado. Quão proféticas estas palavras se provaram para mim. "Eu estarei sempre aqui para ti," prometeu o Matthew. E eu, arrogantemente, pensei que eu poderia colocá-lo no gelo e voltar mais tarde para ele.

O Matthew e eu conhecemo-nos quando andávamos na mesma escola em Essex. Começamos a namorar pouco antes do Natal de 1987, quando eu tinha 17 anos e a estudar para os meus exames "A-Levels". Por essa altura, ele já tinha saído da escola e trabalhava como motoboy. Demo-nos bem como uma casa em fogo, e as nossas famílias deram o seu apoio ao relacionamento. Não tardou muito para que nós nos apaixonássemos. O Matthew era romântico mas incrivelmente práctico, algo que mais tarde na nossa relação enervou-me um bocado. Os seus presentes de Natal para mim, nesse ano, foram uma jaqueta de couro - e um par de leggings térmicas.

Duas semanas mais tarde, quando nós namorávamos há menos de um mês, ele pediu-me em casamento. Estávamos no meu pequeno Mini Clubman quando ele gritou-me para parar o carro. Amedrontada, e receando que algo estivesse errado, travei o carro no meio do trânsito e ambos saímos do carro. Então, enquanto os outros condutores nem desconfiavam do que se estava a passar, ele colocou-se de joelhos no meio da estrada. "Amo-te, Karen Cross," disse ele. "Promete-me que te casas comigo um dia desses." Ri-me e disse que sim, contente pelo facto dele sentir o mesmo que eu.

No Verão de 1989, enquanto nos encontrávamos num jantar romântico, ele pediu-me em casamento com um anel de diamante. Dois meses mais tarde, realizamos a nossa festa de noivado para cerca e 40 amgos e membros da família na pequena casa que tínhamos alugado entretanto. No ano seguinte, e para início de vida conjugal, compramos uma pequena casa em Grays, Essex, que enchemos com mobília pela qual tínhamos implorado, pedido emprestado e roubado. Sorrimos de modo infantil perante a perspectiva desta nossa nova vida como adultos.

Eu estava no início da minha carreira numa revista feminina ao mesmo tempo que Matthew trabalhava com pneus e escapamentos, e como tal a soma anual dos nossos salários era de cerca de  £15,000. Isto implicava que nós tínhamos que nos esforçar para pagar a hipoteca. Mas nós não nos importávamos, ao mesmo tempo que nos convencíamos que não passaria muito tempo até que começássemos a ganhar dinheiro suficiente para gastar em guloseimas semanais e uma casa maior onde poderíamos criar os filhos que tínhamos planeado.

Mas foi então que aconteceu um crash no mercado imobiliário e nós passamos a ter um património líquido negativo. O esforço deveria causar mais união entre nós, e a princípio foi isso que aconteceu, mas à medida que o tempo foi passando e a minha carreira, e o meu salário, foram avançando, comecei a ter um ressentimento pelo Matthew pelo facto dele divagar dum emprego sem saída para outro.

Eu ainda o amava, mas comecei a ficar envergonha pelos seus empregos "blue-collar" [ed: isto é, da classe operária] perturbada pelo facto de, apesar da sua inteligência, ele não ter uma carreira profissional.

Foi então que ele comprou um lúgubre VW Beetle azul e rose. Porque é que ele não poderia ter um carro normal? Coisas que hoje parecem ser incrivelmente insignificantes começaram a "mesquinhar".

Comecei a desejar que ele fosse mais sofisticado e tivesse um rendimento superior. Sentia inveja das minhas amigas que tinham parceiros melhor na vida, e que eram capazes de as suportar quando elas começaram a formar as suas famílias. Parei de olhar para o Matthew como o meu igual e parei de ver todas as qualidades que causaram a que eu me apaixonasse por ele - a sua inteligência feroz, o nosso sentido de humor comum, e a sua determinação de não seguir a manada. Em vez disso, comecei a olhar para ele como alguém que estava a impedir o avanço.

Encorajei-o a encontrar uma carreira profissional e fiquei muito feliz quando, no ano de 1995, ele aceitou alistar-se às forças policiais. Esse deveria ter sido um novo capítulo nas nossas vidas mas isso só acelerou o fim. Inicialmente nós estávamos juntos todas as noites e todos os fins de semana, mas depois mal nos víamos. Matthew fazia turnos e mais turnos ao mesmo tempo que eu trabalhava longas horas para dar início a mais uma revista.

A nossa vida sexual diminuiu e as nossas noites juntos eram raras. Parei de apreciar as pequenas coisas que ele fazia, como deixar bilhetes românticos na almofada ou procurar livros em segunda mão que ele sabia que eu gostaria. Ele era o meu melhor amigo, mas eu não lhe dei valor.

Depois de perturbá-lo durante semanas devido às suas falhas, eu disse ao Matthew que eu ia-me ambora. Passamos horas a falar e a chorar à medida que ele me tentava convencer a ficar, mas eu estava decidida. Os meus pais ficaram horrorizados com facto de eu abandonar o homem que eles sentiam ser o homem certo para mim. Ainda sou assombrada pelas palavras do meu pai:

Karen, pensa bem no que estás a fazer. Há muita coisa que pode ser dita de alguém que te ama de verdade.

Mas eu recusei-me a ouvir, convencida de que existiria outro alguém, um Sr Certo melhor, à espera logo ao virar da esquina.

Mudei-me para um apartamento alugado a poucas milhares de Hornchurch, Essex, e mergulhei na vida de solteira de forma decidida. Por esta altura, eu era editora duma revista nacional. A vida era uma longa série de estreias, e jantares ou festas. O Matthew e eu permanecemos perto um do outro, chegando até a dizer um ao outro dos nossos novos relacionamentos. Mas embora eu tivesse acabado com tudo, eu nunca senti que as mulheres que ele conhecia eram suficientemente boas para ele. Hoje posso ver que eu estava agir com base na minha inveja. Claramente, eu queria manter o Matthew para mim.

A nossa proximidade foi, no entanto, finalizada no ano de 2000 quando ele conheceu a sua primeira namorada séria depois de mim, a Sara. Numa noite, depois de fazer 34 anos, liguei para lhe pedir conselhos em torno dum assunto. O Matthew agiu de uma forma anormalmente abrupta e pediu que eu nunca mais lhe ligasse.

Por favor, nunca mais me mandes cartões de aniversário ou cartões de Natal. A Sara abriu o teu cartão que chegou na semana passada e ficou genuinamente zangada. Eu tenho que colocar os sentimentos dela em primeiro lugar.

Odiava o facto do Matthew subitamente colocar outra mulher antes de mim. Como é que ela se atreveu a meter-se entre mim e ele?!!

Tenho vergonha em confessar isto, mas durante as semanas que se seguiram, descontei a minha raiva aos dois numa série de telefonemas mais acalorados. Eu estava a agir de uma forma totalmente irracional uma vez que não queria o Matthew de volta mas sentia que a Sara me tinha tirado do palco. Sem surpresa alguma, depois duma discussão mais desagradável, o Matthew desligou o telefone e recusou-se a receber qualquer telefonema meu. Eu não sabia na altura, mas eu nunca mais falaria com o Matthew outra vez.

Pouco depois disto tudo, conheci o Richard naquele que foi um romance-furação. Passado que estava um ano, nós estávamos noivos e a comprar uma fazenda idílica na zona rural de Norfolk ao mesmo tempo que eu dava continuidade à minha carreira como jornalista, viajando com frequência para Londres. Ele era um cantor bem sucedido, e à medida que viajávamos pelos país, eu pensei que finalmente havia encontrado a excitação e o amor que tanto desejava.

Mas o Matthew nunca estava longe dos meus pensamentos, e o Richard queixava-se de que eu trazia com frequência o nome dele para as conversas, chegando até a compará-los. Eles eram tão diferentes. Embora fosse romântico de forma extrovertida, o Richard era repetidamente infiel e eu nunca me senti segura para começar uma família com ele. Eventualmente, e depois de termos estado 3 anos e meio juntos, Richard abandonou-me depois de ter admitido ter engravidado a sua mais recente amante.

A minha vida ruiu.

Durante o ano que se seguiu, lutei para me recompor e fiz uma intensa busca dentro da minha alma. Finalmente entendi o que o meu pai queria dizer a apercebi-me que o Matthew era a única pessoa que me tinha amado e que me entendia. Quando ouvi através duma amiga mutua que ele se tinha separado da Sara, escrevi-lhe uma carta, pedindo perdão e pedindo uma segunda chance.

Tinham-se passado seis anos desde a última vez que tínhamos falado, e eu inocentemente acreditei que ele gostaria de ter notícias minhas. O que eu não sabia é que a Sara ainda vivia na casa e foi ela quem abriu a minha carta pessoal. Essa carta tinha consigo o meu número de telefone, e ela deixou-me várias mensagens de voz zangadas e ofensivas.

Mais uma vez, eu tinha inadvertidamente causado problemas na vida do Matthew, e como tal, não me surpreendeu o facto de nunca mais ter ouvido algo da sua parte, apesar de lhe ter escrito várias vezes nos meses que se seguiram. No final, deixei cartões de aniversário de de Natal, pensado que ele arranjaria uma forma de entrar em contacto comigo, se mudasse de opinião.

Por fim, há alguns anos atrás ouvi que ele se havia casado com a sua nova parceira, a Nicola. Por alguns momentos, não consegui respirar, e logo a seguir as lágrimas começaram a cobrir a minha cara. O Matthew e a Nicola ainda vivem em Essex, e segundo sei, ainda não têm filhos. Esse é outro marco que temo. Já se passaram 11 anos desde que eu e o Matthew falamos, e tenho que aceitar que essa porta fechou. Talvez ele tenha encontrado o que buscava, e eu seja uma memória distante.

Depois do Richard, eu tive mais um relacionamento sério - com o Rob - mas ele terminou depois de 4 anos. O Rob fazia-me lembrar muito o Matthew. Ele era decente e honrado, o centro das atenções das festas mas com um lado sensível e gentil, mas tanto eu como ele estávamos demasiado gastos com as desilusões anteriores para que o relacionamento funcionasse.

E mais uma vez, estou por minha conta, com a mente cheia de "Se eu tivesse...". Se eu tivesse ficado com o Matthew, quase de certeza que estaríamos casados e com filhos. Ou então o Matthew não era o homem certo. Nunca saberei a resposta, mas, de modo definitivo, a minha decisão de o deixar custou-me a hipótese de alguma vez vir a ser mãe. Hoje, só posso olhar para trás e advertir-me a mim própria, quando era jovem e egoísta.

Quando visito amigos e membros da família na nossa cidade natal, não posso deixar de desejar que eu me cruze com o Matthew. Eu gosto de pensar que eu diria "Desculpa", e que eu sempre estaria disponível para ele. Mas não me surpreenderia se ele me voltasse as costas e continuasse a andar.

Para aqueles que estão à beira de abandonar relacionamentos monótonos, a esses eu digo: não confundam o contentamento com a infelicidade com eu fiz. Essa pode ser a opção que gere em vós um arrependimento que pode durar o resto das vossas vidas.

Fonte: http://ow.ly/qdJ5A.



sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Como o feminismo prejudica as crianças.


Dentro da nossa casa, existem duas palavras começadas com letra "f" que nunca são ditas durante um discurso educado. Das duas, eu tenho maior desdém pela palavra "feminismo". Actualmente, as feministas são como o saltador de obstáculos Olímpico que acaba a corrida em primeiro mas mesmo assim queixa-se da configuração do percurso, dos juízes e dos outros participantes. 

Se ainda não está claro, deixem-me dizer isto às feministas: Vocês venceram. Hoje em dia as mulheres são mais do que os homens nas universidades um pouco por todo o Canadá. Junto daqueles com idades compreendidas entre 25 e 34, e com um curso superior, 59% consegue usar salto alto sem problemas alguns. E 11 instituições por todo o pais podem-se gabar agora de que dois terços dos seus estudantes são mulheres.

O proverbial "tecto de vidro" caiu por completo uma vez que a população feminina tem hoje acesso a qualquer rota profissional, qualquer posição, ou qualquer intervalo salarial. De facto, as mulheres forçaram as coisas de tal modo que hoje em dia as mulheres podem jogar golfe na PGA (embora os homens não possam fazer o mesmo na   LPGA) e mulheres como Lyla Miklos de Hamilton, Ontário, podem até cortar o cabelo no barbearia tradicional.

Depois de conquistarem o mundo académico e o mundo profissional, a população feminina voltou a sua atenção para o hino nacional. Aparentemente, a canção que eu cresci a ouvir orgulhosamente - a música que inevitavelmente agita dentro de nós poderosos sentimentos de nacionalismo, honra e orgulho - está, na verdade, a oprimir-me e a impedir que eu avance na vida.Quem diria?

Mas graças a pessoas como a Margaret Atwood e Kim Campbell (a antiga Primeira Ministra), um grupo de feministas tem esperanças de alterar a ferozmente opressiva letra que se encontra presente no hino "O Canada." Oy vey!

A verdade nua e crua sobre o feminismo é que, embora possa ter sido vendido como algo de bom, esse movimento fracassou junto das mulheres. E fracassou de um modo espectacular. E fracassou junto das crianças também.

As mulheres foram levadas a acreditar de que poderiam perseguir os seus objectivos e os seus sonhos sem levar em consideração aqueles à sua volta. Como resultado. nós  mulheres geramos filhos e filhas mas eles são imediatamente colocados nas creches ou sob os cuidados duma ama-seca ["babá"] de modo a que nós possamos regressar para os nossos empregos e sentirmos algum tipo de realização com isso.

Aparentemente, ser uma mãe e cuidar do próprio filho já não é algo de nobre ou digno de nota. Chefiar um departamento de Recursos Humanos ou vender sistemas de bebidas quentes de copo-único é mais importante do que criar um bom filho. Devido a isso, os recém-nascidos e os mais pequenos são empurrados para instituições onde são amontoadas em salas com crianças que mordem e arranham e batem e gritam. Em vez de passarem os seus anos formativos com uma mãe amorosa e presente, eles são relegados para creches onde a rotatividade das funcionárias é maior do que a mudança das fraldas.

Consequentemente, o teu filho é apresentado à "Susana" - uma desconhecida - mas eventualmente a criança começa a conhecer bem a Susana, porque lhe vê todos os dias, o dia todo. Rapidamente, o teu filho começa a chamar de "mãe" à Susana (algo que nunca é mencionado porque não queremos que as mães que trabalham se sintam culpadas).

A tua criança estabelece uma conexão com a Susana, mas eventualmente a Susana despede-se e vai para outra creche, ou resolve voltar a estudar de modo a aumentar o sempre-crescente rácio homem-mulheres nos centros de ensino. Como consequência, a tua criança tem que passar a conhecer outra desconhecida (com quem eventualmente também irá estabelecer uma ligação e uma conexão).

Uma vez que tu só passas uma ou duas horas da noite com a tua criança, não há muito tempo para ser "tida". De facto, uma vez que deixaste instruções específicas para que não deixassem o teu filho dormir na creche, tu chegas a casa por volta das 18 ou 19, e encontras uma criança totalmente exausta que tu rapidamente podes colocar a dormir. Isto permite que tu tenhas a noite para ti

própria. Mais um momento adulto, depois de um dia inteiro recheado de momentos adultos.

Não importa que estudo atrás de estudo demonstrem que as crianças educadas nas creches têm níveis superiores de cortisol -- hormona que é libertado no corpo em resposta ao stress. Não interessa que este aumento dos níveis de cortisol possam causar uma miríade de problemas de saúde, incluindo a ansiedade, a depressão, problemas digestivos, problemas do coração , problemas de sono, aumento do peso, e uma diminuição da memória e da concentração. Afinal, as necessidades da mãe estão em primeiro lugar.

O facto do instinto da pequena criança ser o de querer permanecer junto da mãe e completamente colocado de lado como forma da mãe se sentir realizada ao obter um ordenado regular. 

Não parece ser importante o facto da pessoa comum poder trabalhar durante 40 anos e como tal, abdicar de 5 anos no grande esquema das coisas não parece ser assim tão importante (embora seja muito importante para a criança).

A conhecida autora de livros infantis Mem Fox tem sido uma oponente vocal ao sistema de creches. Ela acredita que um dia olharemos para os creches como nada mais que  armazéns para crianças." É pura e simplesmente horrível," insiste Fox. 

A dada altura tens te perguntar a ti mesma: "Se eu tenho que trabalhar assim tanto, e se nunca vou ver o meu filho, e se eles terão um stress enorme nas creches, será que vale a pena?"

Ela compara o fenómeno das 40-60 horas de creche como uma forma de abuso de menores. Se calhar aquelas notáveis feministas deveriam mudar o seu foco dos hinos e concentrarem-se no verdadeiro problema das crianças institucionalizadas. Afinal, algumas dessas crianças são raparigas.

* * * * * * *

Uma das formas através da qual nós podemos vêr que o feminismo desconhece a natureza da mulher é precisamente na questão que envolve a escolha feminina de querer ser dona de casa em detrimento duma carreira profissional.

Se a mulher era oprimida por escolher ficar em casa, porque é que um significativo número de mulheres actuais anseia poder ter liberdade económica para ficar em casa a cuidar dos filhos?


Eu simplesmente não quero voltar a trabalhar e deixar a educação da minha linda bebé nas mãos de outra pessoa. Quando os meus outros filhos eram pequenos, eu fiquei em casa e fui fazendo trabalhos que não perturbavam o meu tempo com eles. 

Adorei todos os momentos que passei com eles. Depois da minha filha mais nova ter iniciado a escola, voltei a estudar e no ano de 2007 graduei-me. 
Depois de ter encontrado um emprego a tempo inteiro engravidei outra vez. Pensei sobre isso e determinei-me a regressar a trabalhar. Se as outras mães conseguem, certamente que eu também conseguiria. 
Mas à medida que a minha gravidez se aproxima do fim, cheguei à conclusão que não quero abandonar o bebé
Quero ser aquela que vê o seu primeiro passo, ouve a primeira palavra e a ensina a ter bons modos. Eles crescem tão depressa que o tempo vai-se num abrir e fechar de olhos. Não poderia suportar o pensamento dela estar a chorar no infantário e ninguém lhe prestar atenção por haver outras crianças a necessitar de apoio.
Quem me dera poder ignorar todas estes pensamentos mas não consigo. Adoro ser uma mãe que fica em casa [a cuidar dos filhos].  Porque é que me sinto culpada por querer ficar em casa a cuidar dos meus filhos? Há por aí outras mães que também se sentem assim?.
Resumindo, as mulheres foram enganadas pelo feminismo.

Para além delas mesmas estarem cada vez mais infelizes, os seus filhos estão cada vez mais institucionalizados e controlados pelo Estado (tal como era o plano), e eles vão crescendo como uma massa humana - sem aderência à moral, a Deus ou à pátria - pronta a ser usada para aumentar o poder do mesmo governo que faz os possíveis para o manter longe da mãe e do pai.

É um plano perfeito, mas só funciona enquanto a sociedade permitir.



segunda-feira, 8 de julho de 2013

Heleen Mees e a decadência do feminismo

O feminismo na Holanda é um bocado differente. 75% das mulheres escolher trabalhar apenas em part-time (e não full-time) como forma de poderem ter um estilo de vida balançeado.  Uma pesquisa apurou que apenas 4% das mulheres holandesas gostariam de ver as suas horas de trabalho aumentadas.

No entanto, apesar das mulheres estarem satisfeitas com as suas escolhas, uma feminista holandesa não está feliz com o que as mulheres decidiram fazer com as suas próprias vidas. Heleen Mees fundou uma organização feminista com o nome de "Women on Top" que é contra a ideia das mulheres escolherem ficar em casa ou trabalhar em regime de part-time. 

Segundo Mees, o que realmente importa na vida é a carreira profissional, e como tal, as mulheres deveriam competir com os homens na busca de dinheiro.

A dada altura, Mees foi bem sucedida na sua busca por uma carreira, havendo-se tornado numa colunista e opinadora social na Holanda; ela chegou até a ser cosiderada para cargos governamentais, e chegou a ser professora de Economia na "New York University". Ela atingiu o objectivo de obter uma carreira glamorosa e de elevado status social.

Mas se calhar a sua visão da vida como uma busca competitiva por uma carreira tivesse alguns elementos em falta. Talvez aquelas mulheres holandesas que desejavam uma felicidade pessoal fundamentada na  família e nos relacionamentos soubessem de algo que Heleen Mees não soubesse.

Heleen Mees foi presa por perseguir (inglês: "stalking") o seu ex-amante, um economista casado de 63 anos chamado Willem Buiter. Mees enviou a ela (bem como à sua esposa e aos seus filhos) mais de 1000 emails, incluindo ameaças ("Espero que o vosso avião caia por terra") bem como fotos de aves mortas.


Descrita como uma mulher sem amigos, Mees foi incapaz de pagar a fiança de  $5000 mas foi eventualmente liberta quando um canalizador de Nova York teve pena dela. O "canalizador pregador", que abdicou do seu 4 de Julho e de $5,000 para libertar a alegada cyber-stalker Heleen Mees, não recebeu nada mais que indiferença por parte da sua dama-em-apuros.

Leon Alfonso, de 45 anos, tentou dizer a Mees que havia sido ele quem lhe tinha pago a fiança. Pálida e sem revelar emoções, a economista de 44 anos olhou de forma distante  para Alfonso à medida que ele sussurrava a sua identidade para ela.
Cheguei perto dela e disse-lhe que eu era o homem que havia pago a sua fiança, mas ela não reagiu.  Estóica, é a forma como eu lhe descreveria. Provavelmente ela estava a tentar prestar atenção ao que o juiz estava a dizer.
...
As coisas não acabaram muito bem para Helen, e isto não foi algo acidental. Havendo colocado de parte a importância da família, Helen acabou por se envolver emocionalmente com um homem muito mais velho que ela - e casado - quando ela se encontrava na casa dos 40.  E mesmo assim, essa relação não durou muito tempo.

Para acentuar ainda mais a decadência do estilo de vida feminista adoptado por Helen, ela foi também acusada de ter enviado ao ex-amante fotos dela mesma a masturbar-se.



terça-feira, 7 de maio de 2013

Helen McNallen: "Eu deveria ter engravidado quando era mais nova"


O Daily Mail conta histórias de mulheres com educação universitária que adiaram em demasia a maternidade. Uma das mulheres listadas na notícia explica a sua situação.

Helen McNallen é a tipica mãe-adiada que deu prioridade à sua carreira e não à sua família. Logo após ter obtido as suas qualificações na "Bristol University", Helen foi "caçada" pela Goldman Sachs onde, como mulher na área do comércio e por esta altura (inicio dos anos 90), ela era uma raridade. Trabalhar durante 12 horas por dia era o normal. Normalmente, o seu dia de trabalho começava por volta das 6 da manhã.

Ela casou-se com Duncan (cinegrafista freelance) quando ela tinha 30 anos, e continuou a trabalhar.

Eu queria um bebé, mas estava num carrocel do qual não conseguia sair. Eu visualivava um futuro com crianças, mas nós enterramos a cabeça na areia e esperamos que as coisas se revolvam por si só, mas elas raramente se resolvem.

Para a Helen, as consequências de adiar a maternidade foram catastróficas. Quando deu início ao seu novo emprego (onde ganhava cerca de £200,000 por ano num banco alemão) ela trabalhou ainda mais como forma de justificar o seu elevado salário. Mas o nível de stress aumentou proporcionalmente. Finalmente, no ano de 2001 e com 33 anos de idade, ela sofreu uma crise nervosa e foi diagnosticada com depressão.

Por esta altura, ela queria ter um filho mas estava impedida de o fazer visto que a medicação que ela tomava poderia causar danos no bebé. Entretanto, o seu casamento, esticado até ao ponto de rotura devido à sua doença, entrou em colapso. Passaram-se 6 anos até que Helen parou de tomar a medicação para a depressão. Por esta altura ela tinha 40 anos e estava sozinha.

Hoje em dia, ela vive em Yorkshire com o seu parceiro de 45 anos (com quem está há dois anos) e trabalha como conselheira para as pessoas que se encontram em depressão. Para além disso, ela tem um site com o nome de "Depression Can be Fun".  Ela diz ainda:

Eu e o meu parceiro ainda esperamos ter um filho. É algo que eu penso todos os dias. Tento viver sem arrependimento, mas, olhando para trás, eu deveria ter "mordido a bala". Eu deveria ter engravidado quando era mais nova.
 
Outra mulher cuja história foi reportada pelo Daily Mail é Kristina Howells. Para ela, hoje com 40 anos, estudar tornou-se um substituto para a criança que ela não tinha. Quando estava na casa dos 20, ela liderava a escola de música de Kent.
Era a altura ideal para ter filhos, mas eu era consumida pelo trabalho. Quando eu não estava a ensinar, estava a planear lições, ou a tomar parte de actividades extra-curriculares, ou a organizar festivais e concertos. Era recompensador mas esgotante. Lembro-me de pensar "Ainda sou bastante jovem. Posso sempre encontrar o homem certo quando estiver na casa dos 30."

Tu olhas para ti e pensas que és invencível. Mas foi então que cheguei aos meus 30 anos e comecei a entrar em pânico; eu tinha uma carreira profissional mas não tinha um homem com quem ter um filho. Para além disso, eu não queria ser uma mãe solteira.
Soluções? Parece que a cultura esquerdista chegou a um ponto onde a mensagem que é transmitida às mulheres é a de que, a única coisa que realmente conta é a carreira profissional, e que este é a forma delas atingirem a sua auto-realzação. Faz sentido que esta mensagem destrutiva tenha sido seguida de modo masi fervoroso pelas mulheres da classe média-alta da sociedade, visto que estas mulheres têm maior acessoa profissões de maior status e maior rendimento.

Também não se dá o caso destas mulheres não quererem ter filhos; o que se passou foi que elas não buscaram de forma determinada esse propósito, pensado que isso aconteceria por si só num tempo futuro indeterminado.

Portanto a solução é, em parte, promover uma visão mais realista dentro da sociedade. Esta visão deve reconhecer que as mulheres têm que procurar homens com vontade de casar (e planear a sua vida familiar) quando se encontram nos seus anos 20. Isto prende-se não só com a decrescente fertilidade feminina, mas também com o facto dos homens serem koreogâmicos e terem uma atracção sexual superior pelas mulheres com a aparência mais jovem (Kore sendo a palavra do Antigo Grego que significa donzela / mulher jovem).

Via

* * * * *
O que se pode concluir deste tipo de notícias é que todas as ideologias que fomentam o carreirismo junto das mulheres, e que a motivam a colocar a vida laboral acima da vida familiar, estão a conduzi-las   para uma vida de solidão e arrependimento. 
Obviamente que isto não significa que todas as mulheres adiaram a maternidade vivem vidas de arrependimento e solidão; o que isto significa é que a mulher que escolhe adiar a maternidade (ou não ter filhos) pode, mais tarde, arrepender-se amargamente dessa decisão. E uma sociedade composta por mulheres que não se reproduzem, é uma sociedade que caminha a passos largos para o colapso.



sexta-feira, 29 de março de 2013

O intragável carreirismo de Erin Callan

Sem surpresa alguma, à medida que as mulheres vão sendo involuntariamente forçadas para o mercado de trabalho, a sua fertilidade vai entrando em declínio acelerado (tal como era o plano). A esta altura a única coisa que constitui "surpresa" é a existência de mulheres que ainda se admiram com as consequências desta obra de engenharia social imposta sobre as mulheres (carreirismo).

Nas linhas que se seguem conta-se a história duma mulher que colocou a carreira profissional acima da construção da família, só para descobrir, amargamente, que já não consegue iniciar uma família - e nenhum homem com opções disponíveis vai preferir uma carreirista de 40 anos no lugar duma esposa tradicional.

Por Sandra Parsons

Erin Callan é uma antiga advogada tributarista (inglês: "tax-lawyer") que chegou a ser chamada de "a mais poderosa mulher de Wall Street". Ela diz agora que fez um erro ao escolher a carreira profissional em vez de escolher a maternidade - e que agora, com 47 anos, ela tenta ter um filho.

Ela é um exemplo extremo, mas existe um número crescente de mulheres como ela. Durante a semana passada, uma pesquisa recente da "Office of National Statistics" revelou o devastador número de que uma em cada cinco mulheres britânicas com mais de 45 anos não tem filhos.

De todas as mulheres solteiras sem filhos que conheço, nenhuma foi tão extraordinariamente bem sucedida na sua carreira como Erin (que ascendeu para a posição de directora financeira da "Lehman Brothers"). No entanto, todas elas têm bons empregos e todas elas disfrutaram de algum tipo de liberdade económica, coisa que as suas mães só poderiam ter em sonhos.

Mas então porque é que elas se encontram solteiras e sem filhos? Temo que o motivo seja intragável mas simples: a maior parte delas investiu mais tempo nas suas carreiras, nas suas economias, nas suas casas e nos seus guarda-fatos do que nos seus relacionamentos amorosos.

Ao contrário das gerações anteriores, estas mulheres não dependeram dos homens para estatuto social, para ter um tecto sobre as suas cabeças, e nem precisavam de permissão para comprar sapatos. Seguindo um caminho distinto do caminho seguido pelas suas mães, que fizeram do casamento a sua prioridade, estas mulheres não precisavam. Em vez disso, elas jogaram o jogo, tal como muitos homens sempre o fizeram, e tal como muitos homens, quando as coisas ficaram mais difíceis, elas abandonaram a relação. Até que um dia acordaram e viram que os homens decentes haviam desaparecido.

[ed: na verdade, os "homens decentes" não desapareceram; eles apenas seguiram a sua biologia e voltaram a sua atenção para as mulheres mais jovens]

Hoje em dia as mulheres têm mais educação que os homens [ed: sobre o porquê disto ser assim, ver aqui, aqui, e aqui], dando-se o caso delas obterem mais qualificações que os homens, e entrarem para as profissões de topo (tais como a área jurídica e a medicina) em números maiores que os homens. Devido a isto, o número de homens igualmente qualificados diminuiu, e estas mulheres encontram-se relutantes em "casar para baixo" (isto é, com homens dum estrato social/económico mais baixo), e os que existem desaparecem rapidamente do "mercado".

Mas quando perguntamos aos homens o porquê de tantas mulheres ainda estarem solteiras, todos eles oferecem outro motivo: a maior parte das mulheres carreiristas que eles encontram são manipuladoras e intransigentes - e os homens acham este comportamento muito castrador.

Tal como ela diz no título do seu livro, Sandberg defende que as mulheres têm que "abrandar" com o seu trabalho à medida que consideram começar uma família (e não acelerar, como muitas delas fazem). É precisamente por isso que as mulheres jovens - as nossa filhas, irmãs e colegas - têm que entender que encontrar o parceiro certo é tão importante como construir uma carreira profissional satisfatória. Se isso significa entrar num tipo de entendimento, então que seja - o casamento é um comprimisso feito por duas partes.

E digo-vos mais: não encontrarão muitas mulheres em casamento felizes que acordam um dia, com 45 anos, e descobrem que estavam demasiado ocupadas para ter filhos. Actualmente, a directora operacional da empresa Facebook , Sheryl Sandberg, encontra-se nas manchetes por ter escrito um livro com o nome "Lean In", que apelas às mulheres para não abdicarem das suas carreiras quando têm filhos, mas para encontrar uma forma de poder ter ambas.

É uma ideia interessante e uma que eu acho ser possível - mas na práctica isto requer 1) um parceiro que dê muito apoio e 2) a renúncia de qualquer tipo de ambição de chegar ao topo dos topos da hierarquia laboral.  Eu sei que não é justo, mas é muito melhor do que descobrir, aos 40 anos, que chegaste ao topo da árvore mas que o "atraso mensal" não se deve a uma gravidez mas à menopausa, e que nunca mais vais ter a chance de ser mãe.

Sim, a carreira profissional é gloriosa, e eu estimo a minha. Para além disso, eu apelo a todas as mulheres que não abdiquem das suas se puderem, mas não se isso significar a perda de algo muito mais precioso: uma família. Tal como Erin Callan diz:
O trabalho vinha sempre em primeiro lugar. Apercebo-me agora que não me valorizei. Infelizmente, apercebi-me disso tarde demais.

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