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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Heleen Mees e a decadência do feminismo

O feminismo na Holanda é um bocado differente. 75% das mulheres escolher trabalhar apenas em part-time (e não full-time) como forma de poderem ter um estilo de vida balançeado.  Uma pesquisa apurou que apenas 4% das mulheres holandesas gostariam de ver as suas horas de trabalho aumentadas.

No entanto, apesar das mulheres estarem satisfeitas com as suas escolhas, uma feminista holandesa não está feliz com o que as mulheres decidiram fazer com as suas próprias vidas. Heleen Mees fundou uma organização feminista com o nome de "Women on Top" que é contra a ideia das mulheres escolherem ficar em casa ou trabalhar em regime de part-time. 

Segundo Mees, o que realmente importa na vida é a carreira profissional, e como tal, as mulheres deveriam competir com os homens na busca de dinheiro.

A dada altura, Mees foi bem sucedida na sua busca por uma carreira, havendo-se tornado numa colunista e opinadora social na Holanda; ela chegou até a ser cosiderada para cargos governamentais, e chegou a ser professora de Economia na "New York University". Ela atingiu o objectivo de obter uma carreira glamorosa e de elevado status social.

Mas se calhar a sua visão da vida como uma busca competitiva por uma carreira tivesse alguns elementos em falta. Talvez aquelas mulheres holandesas que desejavam uma felicidade pessoal fundamentada na  família e nos relacionamentos soubessem de algo que Heleen Mees não soubesse.

Heleen Mees foi presa por perseguir (inglês: "stalking") o seu ex-amante, um economista casado de 63 anos chamado Willem Buiter. Mees enviou a ela (bem como à sua esposa e aos seus filhos) mais de 1000 emails, incluindo ameaças ("Espero que o vosso avião caia por terra") bem como fotos de aves mortas.


Descrita como uma mulher sem amigos, Mees foi incapaz de pagar a fiança de  $5000 mas foi eventualmente liberta quando um canalizador de Nova York teve pena dela. O "canalizador pregador", que abdicou do seu 4 de Julho e de $5,000 para libertar a alegada cyber-stalker Heleen Mees, não recebeu nada mais que indiferença por parte da sua dama-em-apuros.

Leon Alfonso, de 45 anos, tentou dizer a Mees que havia sido ele quem lhe tinha pago a fiança. Pálida e sem revelar emoções, a economista de 44 anos olhou de forma distante  para Alfonso à medida que ele sussurrava a sua identidade para ela.
Cheguei perto dela e disse-lhe que eu era o homem que havia pago a sua fiança, mas ela não reagiu.  Estóica, é a forma como eu lhe descreveria. Provavelmente ela estava a tentar prestar atenção ao que o juiz estava a dizer.
...
As coisas não acabaram muito bem para Helen, e isto não foi algo acidental. Havendo colocado de parte a importância da família, Helen acabou por se envolver emocionalmente com um homem muito mais velho que ela - e casado - quando ela se encontrava na casa dos 40.  E mesmo assim, essa relação não durou muito tempo.

Para acentuar ainda mais a decadência do estilo de vida feminista adoptado por Helen, ela foi também acusada de ter enviado ao ex-amante fotos dela mesma a masturbar-se.



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