Dados oficiais recolhidos recentemente sugerem que as mães que colocam
de lado as suas carreiras profissionais em prol dos filhos e da vida
doméstica têm uma sentimento de "vida mais digna"
mais forte que o resto da sociedade. Dados extraídos do índex nacional
de "bem estar" no Reino Unido revelam que aquelas que foram
classificadas como "economicamente inactivas" (porque se encontravam a
cuidar da família ou da casa) eram também as pessoas mais felizes da
Grã-Bretanha.
Estes dados, publicados pelo Office for National Statistics,
apurou também que por todo o Reino Unido, as pessoas têm ficado
progressivamente mais felizes, menos ansiosas e mais satisfeitas com a
sua vida durante o último ano. Pensa-se que esta melhoria esteja ligada
à recuperação económica e à queda das taxas de desemprego - mesmo que
as pessoas no geral não estejam melhores do que estavam há um ano atrás.
O ONS disse que a melhoria parecia estar ligada ao optimismo e às
melhoras nas situações pessoais de cada um, embora em termos reais os
rendimentos típicos dos lares sejam inferiores. Os dados mais recentes
sugerem também que o período que vai dos 60 aos 70 anos seja a década
dourada para a vida, com a maior proporção das pessoas a qualificar a
sua felicidade pessoal no topo da escala.
Entretanto, estes dados confirmam também que a Irlanda do Norte é o
local mais feliz do Reino Unido, ficando no topo da liga das tabelas
nacionais tanto a nível regional como local. Quatro das cinco áreas
mais felizes do Reino Unido encontram-se na província - Antrim,
Fermanagh, Omagh e Dungannon - com Babergh em Suffolk a ser o único
local do continente Britânico a conseguir fixar-se entre os cinco
primeiros.
Como parte do programa com o apoio de David Cameron para medir o
bem-estar da nação, foi perguntado às pessoas para classificar as suas
vidas numa escala de 1 a 10. Foi-lhes perguntado para fazer isto em
relação a quatro questões:
1) Quão satisfeitas elas estavam com a sua vida no geral.
2) Se elas sentem se o que fazem tem valor.
3) O quão felizes elas se encontravam no dia anterior.
4) O quão ansiosas elas se encontravam no dia anterior.
A avaliação média para a satisfação de vida por todo o Reino Unido foi
de 7.5 (1 a 10) - mais de 0.06 pontos do que no ano passado - ao mesmo
tempo que a avaliação típica pelos sentimentos de valor subiu para 7.7.
As pontuações médias para o quão felizes as pessoas se sentiam no dia
anterior também subiram para 7.4 ao mesmo tempo que a ansiedade do dia
anterior caiu para a média de 2.9.
A ONS analisou também os dados apurados com base nas características
pessoais tais como o estatuto marital, a saúde, ou a situação laboral.
Quando os resultados foram analisados segundo o estatuto laboral, os
pensionistas emergiram como os mais felizes no geral, com uma pontuação
de 7.73 de 10, mas os estudantes e as mães caseiras [sem emprego fora
de casa] ou cuidadoras, também obtiveram resultados visivelmente mais
elevados que a média.
Mas quando as respostas à questão do quão "valorosa" as pessoas
consideravam o que faziam na vida foram analisadas [a 2ª pergunta], as mulheres que olhavam pela casa ou pela família emergiram à frente de todos os outros grupos,
obtendo em média o resultado de 8.03 de 10. Mais de 83 porcento das
mães-a-tempo-inteiro classificou o seu sentido de valor como elevado ou muito elevado.
Laura Perrin, advogada que passou a ser mãe a tempo inteiro e que faz campanha a partir do grupo Mothers At Home Matter,
disse que os números revelam que as políticas governamentais criadas
para encorajar mais pais a trabalhar a tempo inteiro podem fazer mais
mal que bem:
Isto só revela
que a ideia de que todas nós estamos deprimidas e infelizes em casa, a
olhar pelos nossos filhos - que é o que muitos políticos querem que se
pense - está pura e simplesmente errada. Claramente, a nossa vocação
tem valor, caso seja essa a escolha de cada uma.
O grupo faz campanha por um maior reconhecimento do casamento e da
família tradicional no sistema fiscal, ao mesmo tempo que alega também
que os cortes fiscais para os casais levados a cabo pela Coligação que
está no poder no Reino Unido, penaliza as famílias onde um dos pais
deixou de trabalhar para cuidar das crianças.
David
Cameron voltou-se contra o arranjo mais tradicional onde a mãe está em
casa a cuidar dos seus filhos, mas os seus próprios dados revelam que
não só elas estão felizes, como reconhecem o quão valorosas as suas
vidas são. Não só [estas mulheres] estão fazer a sua família feliz,
como estão a fazer uma contribuição para a sociedade como um todo. Eles
[pessoas que são contra as mães a tempo inteiro] deveriam parar com as
campanhas que são feitas contra o arranjo familiar mais tradicional.
Dawn Snape, co-autora do relatório, disse que a consistentemente
elevada felicidade e satisfação de vida extraídos da classificação das
pessoas da Irlanda do Norte não podem ser explicadas só em termos
económicos:
Não são eles fantásticos?
São um enigma para nós. O desemprego é elevado no entanto eles
perturbam a tendência. Actualmente, não temos resposta para isto. Pode
ser que a razão se encontre na conectividade social, a um maior sentido
de comunidade, ou talvez seja devido à forma como a vida está a
decorrer por lá, se a comparamos com a vida de há 15 anos. As coisas
ainda não estão totalmente claras para nós, e temos que fazer mais
[pesquisas], mas parece bem consistente o facto das pessoas da Irlanda
do Norte classificarem o seu bem-estar duma forma bem elevada. Eles
realmente têm uma perspectiva positiva.
O que se pode extrair deste estudo é
que, contrariamente ao que nos é dito pelos actuais "mandadores sem
lei", as mulheres que escolhem ficar na sua casa, a cuidar dos seus filhos e do seu marido, sabem que estão a levar a cabo uma função de importância social extrema.
Quem erradamente declara que as mulheres do passado eram "oprimidas"
por "serem obrigadas" a ficar na sua casa, cuidando dos seus filhos
enquanto o marido lhe pagava todas as contas, desconhece por completo a
natureza da mulher, e não sabe o quanto que as mulheres valorizam estar
junto dos seus filhos (em vez de estarem num escritório frio, à mercê
de patrões e patroas que olham para ela como nada mais que uma peça
descartável do sistema laboral).
O feminismo, ao promover o carreirismo junto das mulheres, está a
plantar as sementes que germinarão numa maior infelicidade para as
mulheres. Talvez seja por isso que a mulher actual tenha níveis de
felicidade e de auto-valorização inferiores aos níveis das mulheres do
passado - aquelas que supostamente eram "oprimidas pelo patriarcado".
À medida que o sector não-feminista da
sociedade vai ficando cada vez mais vocal, o sector da sociedade que
ainda não está ciente da natureza tóxica desta ideologia reage com um
conjunto de argumentos que revelam que a realidade factual ainda não é
inteiramente do conhecimento público.
Há algum tempo atrás, um grupo de
feministas de cafetaria tentava convencer-me que o feminismo não era
assim tão mau e que se eu lesse mais sobre o feminismo, eu iria
eventualmente entender. Como um exemplo em apoio desta tese, as
feministas mencionadas em cima recomendaram-me que eu lesse os escritos
de Simone de Beauvoir, feminista-Marxista Francesa conhecida pelo seu
livro The Second Sex. Claro que estas feministas eram
incapazes de entender o facto de alguém ter levado a sua ideologia
a sério a ponto de ler a sua literatura, e então rejeitá-la de
modo racional. Tal como todas as seitas, isso é uma coisa inconcebível
para os crentes genuínos da seita.
No título deste post foram feitas
várias alegações em relação à eminente feminista, e é apenas justo que
as provemos - que é precisamente o que vamos fazer nas linhas que se
seguem.
Entre 1943 e 1944, durante o período em
que a França de encontrava sob ocupação Nacional Socialista, Simone de
Beauvoir trabalhou como directora de som da Radio Vichy (1). Esta rádio era a
rádio estatal na assim-chamada zone libre (zona livre) da
França, após a capitulação da Republica Francesa perante a Alemanha
Nacional Socialista em 1940. Usamos o termo assim-chamada porque o regime de
Vichy, embora teoricamente neutral do ponto de vista militar, era de
facto um colaborador activo do regime Nacional Socialista (2), e hoje
em dia é reconhecido por todas as partes envolvidas que a instituição
da Radio Vichy era a de facto porta-voz da propaganda
Nacional Socialista pelas ondas de rádio da França.
Os apologistas de Simone de Beauvoir
poderão dizer que ela foi forçada pelas circunstâncias a trabalhar lá,
tal como muitos outros indivíduos hoje em dia alegam que foram forçados
a colaborar com o Securitate
durante o regime Comunista [Romeno]. Mas os manuscritos de Simone de Beauvoir,
provenientes desse período e revelados mais tarde, contam uma história
diferente. Até feministas tais como a Drª Ingrid Galster, que dedicaram
anos das suas vidas a estudar Simone de Beauvoir, tiveram que admitir,
embora de má-vontade, que a atitude manifestada por Simone de Beauvoir
enquanto directora de som da propaganda Nacional Socialista era, no
mínimo, uma de colaboracionismo
subtil(3), e a forma como ela acabou por trabalhar lá não foi
após algum tipo de coerção - mas sim após uma escolha perfeitamente
consciente.
Por exemplo, Simone de Beauvoir já fazia parte do
sindicato dos trabalhadores públicos e poderia ter escolhido trabalhar
na prefeitura. Mas ela teve que escolher trabalhar em
algum outro sítio que não numa posição de ensino porque a sua carreira
nesta área havia chegado ao fim - embora ela já tivesse as
qualificações e o prestígio necessário para o ensino, dado que ela
havia sido a segunda melhor estudante de doutoramento com melhor
desempenho da sua geração, só ficando atrás do amor da sua vida,
Jean-Paul Sartre. (4)
O motivo pelo qual ela já não poderia ensinar está precisamente
relacionado com a pedofilia e com Jean-Paul Sartre. Em 1943, Simone de
Beauvoir foi despedida devido a comportamento
que leva à corrupção de um menor. (5) Mais uma vez, as
apologistas de Beauvoir podem-se apressar e dizer que o incidente de
1943 foi um incidente singular ou, como me foi dito uma vez, um
incidente declaradamente inventado pela perseguição Nacional Socialista
que não podiam aceitá-la visto terem-se apercebido que ela era uma mulher Marxista poderosa e independente. Mas nada poderia estar mais
longe da verdade.
O interesse sexual de Simone de
Beauvoir por crianças é um tema que se encontra presente por toda a sua
vida. Ela esteve entre os primeiros filósofos que tentaram unificar o
género que havia iniciado nos anos 30 (e que na Europa Ocidental durou
até aos 80) da pedofilia feminina
pedagógica. (6)
Ela tentou esta unificação na sua dissertação
com o nome de “Brigitte Bardot and
the Lolita Syndrome,” publicado pela primeira vez na revista Esquire em 1959 e republicada
múltiplas vezes até aos meados dos anos 70.
Nessa dissertação, Simone
de Beauvoir glorifica Brigitte Bardot pelo seu aspecto físico infantil,
que retém a inocência perfeita
inerente no mito da infância, e depois caracteriza-a como uma espécie de Houdini para as meninas que lhes irá
libertar e dar poder de modo a que elas se vejam livres das correntes
que as subjugam. (7,8)
O ensaio de 1959 foi só o início. Em
1977, Beauvoir, juntamente com a maioria da intelligentsia Marxista
Francesa, assinou uma petição exigindo nada mais e nada menos que a
legalização da pedofilia, e a libertação imediata de três indivíduos
que estavam à beira de cumprir sentenças longas por terem explorado
sexualmente vários rapazes e várias raparigas com idades que iam dos 11
aos 14.
A petição assinada - entre outros - por Simone de Beauvoir de
Jean Paul Sartre foi publicada no Le Monde, e entre outras coisas,
dizia o seguinte: (9)
Tanto o tempo em prisão preventiva para
investigar um simples assunto de "libertinagem", onde as crianças não
foram vítimas do mais pequeno tipo de violência, mas, pelo contrário,
testemunharam perante os magistrados investigadores que haviam
consentido - embora actualmente a lei lhes negue o direito ao
consentimento - tanto o tempo em prisão preventiva, nós consideramos
um escândalo neles mesmos.
Hoje eles correm o risco e serem sentenciados
por um longo tempo de prisão quer seja por terem tido relações sexuais
com menores, tanto rapazes como raparigas, ou por terem encorajado e
terem tirado fotos dos seus jogos sexuais.
Somos de opinião que existe uma
incongruência entre a designação disto como um "crime", que apenas
serve para legitimar tal severidade, e os factos em si; mais ainda
entre a antiquada lei e a realidade diária da vida em sociedade que
tende a saber sobre a sexualidade das crianças e dos adolescentes. [...]
Portanto, para Simone de Beauvoir, as
crianças de 11 anos da França dos finais dos anos 70 tendiam a ser
seres sexuais. Uma vez que a puberdade não ocorria nessa idade para a
grande maioria das crianças, e nem nos dias de hoje ocorre, achamos
ajustado qualificar a defesa desta mentalidade por parte de Beauvoir
como nada mais que um apelo para a pedofilia, independentemente da
definição que cada um use para este palavra.
A petição de 1977 deu início a uma
discussão a nível social na França em torno das leis relativas à idade
de consentimento, uma discussão onde o campo abolicionista (do qual
faziam parte Beauvoir e o seu amante) se uniu para formar a Front
de
libération des Pédophiles (FLIP - Frente de Emancipação dos
Pedófilos), e onde as intenções dos membros da FLIP foram explicadas
duma forma bem clara pelos próprios numa discussão transmitida
radiofonicamente am Abril de 1978 pela Radio France Culture. (11) A
FLIP passaria a ser lembrada como a pioneira dentro das fileiras do
movimento pedófilo Francês, embora a organização em si não tenha durado
muito devido aos desentendimentos internos. (11)
Para além de Simone de Beauvoir e
Sartre, entre os proponentes da pedofilia desse período estavam
presentes outras pessoas, incluindo pessoas que mais tarde acabariam
por liderar os destinos da França - e estamos a falar, por exemplo, de Bernard Kouchner e Jack
Lang, respectivamente, o Ministro da Saúde e o Ministro da Educação (!)
no início da primeira década do século 21 no primeiro termo da
presidência de Jacques Chirac. (12) Tudo isto faz de Beauvoir não só
uma apologista da pedofilia, mas uma apoiante activa.
No entanto, o que faz dela uma
abusadora é a sua actividade através da qual ela estava a recrutar
pupilas, abusando delas, e passando-as para Jean-Paul Sartre - às vezes
separadamente, mas por vezes integrado num ménage à trois.
Em revisão ao livro de Carole
Seymour-Jones "Simone de
Beauvoir? Meet Jean-Paul Sartre", livro que tem como propósito
analisar a relação de Beauvoir com Sartre, o Telegraph escreve o seguinte: (13)
Durante longos períodos de tempo, a
dupla tornou-se num "trio", embora esta arranjo raramente tenha dado certo para a terceira pessoa envolvida: pelo menos duas das antigas
alunas de Beauvoir deram por si a serem, inicialmente, amantes dela, e
depois amantes de Sartre, até que a dupla acabasse com os contactos
próximos com esta terceira pessoa mal a diversão chegasse ao fim.[...]
Para Seymour-Jones, os affairs
de Beauvoir com as suas alunas não eram lésbicos mas pedofílicos: ela
estava a "treiná-las" para Sartre, uma forma de "abuso de menores".
Para Beauvoir (tal como para Sartre), a
idade não importava desde que as parceiras fossem mais novas do que ela
e do que Sartre. (14) A possibilidade de outras pessoas puderem ficar
feridas ou exploradas sexualmente não se encontra de todo no radar
eminente da feminista, que pensava que "preparar" as meninas para Sartre
lhes retirar a virgindade (palavras de Sartre, e não nossas) era nele
mesmo um acto de empoderamento sexual para essas raparigas.
Mas se as escapadas com a Nacional Socialista e o
gosto pedofílico não vos convence do carácter duvidoso de Beauvoir,
olhemos agora para os seus escritos - que estão tão cheios de misoginia
que é difícil entrar algum tipo de equivalente em outros sectores da
sociedade. Este aspecto por si só não nos surpreende, visto que o feminismo
é uma ideologia misógina. Mas não mudemos de assunto.
O livro de almofada de Simone de
Beauvoir, The
Second Sex, é um livro que as feministas actuais dizem ser
"incrivelmente fresco" - um livro que disse o seguinte sobre as
esposas: (15)
A esposa alimenta-se dele como um
parasita, mas o parasita não é o mestre triunfante.
Cerca de um quarto de século mais
tarde, em 1975, e durante um diálogo com outra feminista, Betty
Friedan, Simone de Beauvoir iria esclarecer a sua posição para além de
qualquer dúvida razoável. Numa discussão em torno da forma de compensar
as mães que ficam em casa e tomam conta dos filhos, Beauvoir respondeu
de forma inequívoca: (16)
Não, eu não acredito que mulher
alguma deva ter essa opção. Mulher alguma deveria ser autorizada a
ficar em casa e cuidar dos seus filhos. A sociedade deveria ser
totalmente diferente. As mulheres não deveriam ter essa opção
precisamente porque se essa opção existir, demasiadas mulheres irão
escolhê-la. Isto é uma forma de forçar as mulheres rumo a uma direcção.
Estamos entendidos? Segundo o ponto de
vista desta eminente feminista, as mulheres são um grupo de criaturas
inertes incapazes de escolher o que é bom para elas - algo que os
adultos responsáveis são capazes de fazer. De facto, para além de
Simone de Beauvoir e da sua ideologia Marxista-feminista, ninguém sabe
o que é o melhor para as mulheres; como tal, nenhuma mulher deveria ser
autorizada a escolher algo
quer contradiz Simone de Beauvoir.
Nesse mesmo diálogo, ela esclarece
ainda mais o seu ponto de vista: (17)
Na minha opinião, enquanto a família,
o mito da família, o mito da maternidade e o mito do instinto maternal
não forem destruídos, as mulheres continuarão a ser oprimidas.
Na verdade, o ódio de Beauvoir pela
maternidade e pelas mães em geral é bastante óbvio por todo o seu
livro. Vejamos alguns exemplos:
A maternidade relega as mulheres para
um existência sedentária; é natural elas ficarem em casa enquanto eles
caçam, pescam, e vão para a guerra. (18)
[A mãe] é uma planta e um animal, uma
colecção de colóides, uma incubadora, um ovo; ela assusta as crianças
que estão preocupadas com os seus próprios corpos, e provoca
risos silenciosos nos homens jovens porque ela é um ser humano,
consciência e liberdade, que se tornou num passivo instrumento de vida.
(19)
E quando esta eminente feminista começa
a atacar os corpos das mulheres, ninguém a consegue parar:
A
atitude psíquica evocada pela
servidão menstrual constitui uma dificuldade pesada. [...] o corpo
da mulher - e
especificamente o corpo da rapariga - é um corpo "histérico" no sentido
de que, de certa forma, não há distância entre a vida psíquica e a sua
realização fisiológica. O tumulto causado pela descoberta da rapariga
dos problemas da puberdade agravam-nos. Uma vez que ela olha com
suspeição para o seu corpo, ela analisa-o com ansiedade e olha
para ele como algo doente: ele é doente. (20)
As
glândulas mamárias que se
desenvolvem durante a puberdade não têm qualquer papel na economia
individual da mulher: elas podem ser removidas em qualquer altura da
sua vida. (21)
Simone de Beauvoir prossegue dizendo no
seu livro o quão maligna e opressora é a família para o desenvolvimento
da rapariga. Se um pai tem a audácia de se sentir orgulhoso e
apreciativo com o sucesso da filha, então isso é mais uma evidência da
opressão e imposição de vassalagem para
a filha em relação ao pai. (22) Mas se o pai é atacado ao de leve, as
mães que se atrevem a disciplinar as suas filhas são alvo duma
advertência ainda mais severa por parte da eminente feminista:
As mães - tal como iremos observar -
são cegamente hostis ao acto de dar liberdade às suas filhas e, de forma
mais ou menos deliberada, trabalham mais na intimidação das mesmas;
para os rapazes adolescentes, os seus esforços para se tornar num homem
são respeitados, e é-lhe conferido maior liberdade. É exigido à rapariga que fique em casa; as suas actividades fora de casa são alvo
de monitorização. (23)
Portanto, estamos esclarecidos? O facto
de alguns pais não deixarem que as suas filhas saiam de casa, depois
duma certa hora, na França sob ocupação Nacional Socialista, e enquanto
decorre a Segunda Grande Guerra, é uma forma de opressão. E levem em
conta que Beauvoir lamenta este aspecto - em torno do qual existem
sérias dúvidas se o mesmo era generalizado - ao mesmo tempo que rapazes
com 13 e 14 anos se encontravam a combater na guerra, (24) incluindo
aqueles que lutavam na guerra para manter Simone de Beauvoir em
segurança, permitindo assim que ela escrevesse "filosofia" de lixo e
produzisse propaganda para o regime Nacional Socialista - um regime que
também tinha rapazes de 14 e 15 anos entre as suas fileiras. (25) Estou
disposto a dizer que ela deveria ter verificado o privilégio dela, mas
não irei agir desta forma.
A hipocrisia desta mulher é, ao mesmo
tempo, um objecto de estudo fascinante e revoltante. Simone de
Beauvoir, adorada actualmente como um grande ícone do "bem" do
feminismo dos anos 60 e estudada durante os "diálogos feministas" no National
School of Political Science and Public Administration in Bucharest
(SNSPA), defendeu com grande fervor o regime revolucionário de Ioseb
Dzhugashvili (aka Iosif Vissarionovich Stalin) até muito depois dos
horrores do Estalinismo se terem tornado conhecidos na Europa Ocidental.
Dito de outra forma, ao mesmo tempo que
os Romenos que ainda se encontravam na URSS estavam a ser deportados
para o Gulag, ao mesmo que a elite intelectual deste país [Roménia]
estava a ser dizimada em campos de concentração tais como Râmnicu
Sărat, Pitești, ou Aiud, e ao mesmo tempo que rapazes de 12 anos estavam a ser torturados nas prisões Comunistas por "conspirarem contra a ordem socialista" (26), Simone de Beauvoir encontrava-se a publicar o livro The Second Sex
onde ela explicava a forma como a emancipação das mulheres estava
intimamente relacionada com o destino do socialismo (27) ao mesmo que
negava, juntamente com o seu amante, as atrocidades que estavam a
decorrer na mesma altura.
E actualmente, nós, os contribuintes Romenos, pagamos para que os estudantes entrem no SNSPA
e estudem o que esta desgraçada escreveu como se ela fosse alguém que devesse
ser olhada com admiração. Bem, isto é um exemplo de misoginia com o
apoio do estado, mas tenho a sensação de que as feministas estão bem
confortáveis com ela.
Caras feministas de cafetaria: se por acaso vocês nos estão a recomendar os livros do Simone de Beauvoir
como um exemplo de feminismo "bom", então ou vocês não leram esses
livros e apenas estão a sugerir os mesmos como forma de criar a
aparência de serem cultas, ou, pelo contrário, vocês leram esses livros
e concordam com os mesmos, o que leva a que qualquer pessoa normal
não-feminista tivesse que ser louca para acreditar que vocês têm as
melhores intenções em mente.
A audácia com a qual Simone de
Beauvoir promove nada menos que a proibição de certas escolhas para as
mulheres só porque elas não estão de acordo com os seus princípios
ideológicos é uma exemplo absoluto duma utópica demente para quem a
água quente é um conceito novo, e para quem o planeta gira em redor de
si. E se por acaso o planeta não girar à sua volta, então isso é culpa
do planeta e como tal, isso tem que ser proibido. A verdade tem que ser
banida, se por acaso a verdade não é "correcta".
Se as feministas realmente fossem
sinceras quando alegam combater a misoginia, e alegam querer aumentar o
espectro de escolhas para as mulheres, então elas começariam a atirar
todo o arsenal ideológico proveniente de Simone de Beauvoir para o
caixote de lixo da história. Mas elas não estão a fazer isso, e nunca
irão fazer isso, porque o feminismo é hipócrita nos seus dias bons, e
totalitário por natureza e por práctica nos seus dias normais. E quando
o feminismo tem um mau dia, ele exige a matança dos homens.
Caras feministas: as vossas declarações públicas
de apreciação por Simone de Beauvoir dizem muito mais sobre vocês do que
algum sector não-feminista alguma vez poderia dizer. Vocês provaram
mais uma vez que o melhor argumento anti-feminista vem da boca das
próprias feministas, e por tal, queremos-vos estender o nosso obrigado!
1
http://my.telegraph.co.uk/expat/stephenclarke/10151800/10151800/ –
Stephen Clarke – The women that France needs to remember – or forget;
The Telegraph, published at September 5, 2013
2
https://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Holocaust/VichyRegime.html
– The Holocaust: The French Vichy Regime
3
http://www.lexpress.fr/culture/livre/ce-qu-on-n-ose-pas-voir-sur-beauvoir_822547.html
– Dupuis Jérôme – Ce qu’on n’ose pas voir sur Beauvoir; L’Express,
published at January 3, 2008
4
http://www.telegraph.co.uk/culture/books/non_fictionreviews/3672534/Simone-de-Beauvoir-Meet-Jean-Paul-Sartre.html
– Tim Martin – Simone de Beauvoir? Meet Jean-Paul Sartre; The
Telegraph, published at April 12, 2008
5
http://opinionator.blogs.nytimes.com/2013/05/19/savile-beauvoir-and-the-charms-of-the-nymph/
– Andy Martin – The Persistence of the ‘Lolita Syndrome’; The New York
Times, published at May 19, 2013
6 ibidem
7 ibidem
8 Simone de Beauvoir –
Brigitte Bardot and the Lolita Syndrome (with many half-tone
illustrations) p.10; 14 – First Four Square Edition – The New English
Library LTD., 1962
9 We received the following
communication: Le Monde, January 26, 1977 –
https://www.ipce.info/ipceweb/Library/00aug29b1_from_1977.htm
10 Sexual Morality and the
Law, Chapter 16 of Politics, Philosophy, Culture –Interviews and Other
Writings 1977-1984, p.275
11 Le Mouvement Pédophile en
France –
http://archive.wikiwix.com/cache/?url=http://bibliobleue.fpc.li/Revues/Gredin/N0/MvtFrance.htm
12
http://www.theguardian.com/world/2001/feb/24/jonhenley – Jon Henley –
Calls for legal child sex rebound on luminaries of May 68; The
Guardian, published at February 24, 2001
13 Ibidem 4
14
http://www.biographile.com/6-degrees-of-infatuation-an-ode-to-frisky-french-writers/28496/
– Kelsey Osgood – 6 Degrees of Infatuation: An Ode to Frisky French
Writers; Biographile, published at February 11, 2014
15 Simone de Beauvoir – The
Second Sex, p. 378 – Translated by Constance Borde and Sheila
Malovany-Chevallier; Vintage Books – Random House Inc., New York, 2009
16 Sex, Society and the
Female Dilemma – A Dialogue between Simone de Beauvoir and Betty
Friedan; Saturday Review, publicat la 14 Iunie 1975 – p. 18
http://64.62.200.70/PERIODICAL/PDF/SaturdayRev-1975jun14/14-24/
17 Female Dilemma, op. cit.
p.20
18 Second Sex, op. cit. p.70
19 Ibidem p.392-393
20 Ibidem p.257-258
21 Ibidem p.43
22 Ibidem p.255
23 Ibidem p. 258-259
24 World War II:
Conscription and the Age of Soldiers –
http://histclo.com/essay/war/ww2/age/ww2-age.html
25 Hitler’s Boy Soldiers –
http://www.historyplace.com/worldwar2/hitleryouth/hj-boy-soldiers.htm
26 Târgșor, communist prison
for children – National Romanian Television report (English subtitles
included) – http://vimeo.com/73694592
O feminismo na Holanda é um bocado differente.
75% das mulheres escolher trabalhar apenas em part-time (e não
full-time) como forma de poderem ter um estilo de vida balançeado. Uma
pesquisa apurou que apenas 4% das mulheres holandesas gostariam de ver
as suas horas de trabalho aumentadas.
No entanto, apesar das mulheres estarem satisfeitas com as suas
escolhas, uma feminista holandesa não está feliz com o que as mulheres
decidiram fazer com as suas próprias vidas. Heleen Mees fundou uma
organização feminista com o nome de "Women on Top" que é contra a ideia
das mulheres escolherem ficar em casa ou trabalhar em regime de
part-time.
Segundo Mees, o que realmente importa na vida é a carreira
profissional, e como tal, as mulheres deveriam competir com os homens
na busca de dinheiro.
A dada altura, Mees foi bem sucedida na sua busca por uma carreira,
havendo-se tornado numa colunista e opinadora social na Holanda; ela
chegou até a ser cosiderada para cargos governamentais, e chegou a ser
professora de Economia na "New York University". Ela atingiu o
objectivo de obter uma carreira glamorosa e de elevado status social.
Mas se calhar a sua visão da vida como uma busca competitiva por uma
carreira tivesse alguns elementos em falta. Talvez aquelas mulheres
holandesas que desejavam uma felicidade pessoal fundamentada na
família e nos relacionamentos soubessem de algo que Heleen Mees não
soubesse.
Heleen Mees foi presa
por perseguir (inglês: "stalking") o seu ex-amante, um economista
casado de 63 anos chamado Willem Buiter. Mees enviou a ela (bem como à sua esposa e aos seus filhos) mais de 1000 emails, incluindo ameaças ("Espero que o vosso avião caia por terra") bem como fotos de aves mortas.
Descrita como uma mulher sem amigos, Mees foi incapaz de pagar a fiança
de $5000 mas foi eventualmente liberta quando um canalizador de Nova
York teve pena dela. O "canalizador pregador", que abdicou do seu 4 de Julho e de $5,000 para libertar a alegada cyber-stalker Heleen Mees, não recebeu nada mais que indiferença por parte da sua dama-em-apuros.
Leon Alfonso, de 45 anos, tentou dizer a Mees que havia sido ele quem
lhe tinha pago a fiança. Pálida e sem revelar emoções, a economista de
44 anos olhou de forma distante para Alfonso à medida que ele sussurrava
a sua identidade para ela.
Cheguei perto dela e disse-lhe que eu era o homem que havia pago a sua fiança, mas ela não reagiu. Estóica, é a forma como eu lhe descreveria. Provavelmente ela estava a tentar prestar atenção ao que o juiz estava a dizer.
... As coisas não acabaram muito bem para Helen, e isto não foi algo
acidental. Havendo colocado de parte a importância da família, Helen
acabou por se envolver emocionalmente com um homem muito mais velho que
ela - e casado - quando ela se encontrava na casa dos 40. E mesmo
assim, essa relação não durou muito tempo.
Para acentuar ainda mais a decadência do estilo de vida feminista
adoptado por Helen, ela foi também acusada de ter enviado ao ex-amante
fotos dela mesma a masturbar-se.