O feminismo na Holanda é um bocado differente.
75% das mulheres escolher trabalhar apenas em part-time (e não
full-time) como forma de poderem ter um estilo de vida balançeado. Uma
pesquisa apurou que apenas 4% das mulheres holandesas gostariam de ver
as suas horas de trabalho aumentadas.
No entanto, apesar das mulheres estarem satisfeitas com as suas
escolhas, uma feminista holandesa não está feliz com o que as mulheres
decidiram fazer com as suas próprias vidas. Heleen Mees fundou uma
organização feminista com o nome de "Women on Top" que é contra a ideia
das mulheres escolherem ficar em casa ou trabalhar em regime de
part-time.
Segundo Mees, o que realmente importa na vida é a carreira
profissional, e como tal, as mulheres deveriam competir com os homens
na busca de dinheiro.
A dada altura, Mees foi bem sucedida na sua busca por uma carreira,
havendo-se tornado numa colunista e opinadora social na Holanda; ela
chegou até a ser cosiderada para cargos governamentais, e chegou a ser
professora de Economia na "New York University". Ela atingiu o
objectivo de obter uma carreira glamorosa e de elevado status social.
Mas se calhar a sua visão da vida como uma busca competitiva por uma
carreira tivesse alguns elementos em falta. Talvez aquelas mulheres
holandesas que desejavam uma felicidade pessoal fundamentada na
família e nos relacionamentos soubessem de algo que Heleen Mees não
soubesse.
Heleen Mees foi presa
por perseguir (inglês: "stalking") o seu ex-amante, um economista
casado de 63 anos chamado Willem Buiter. Mees enviou a ela (bem como à sua esposa e aos seus filhos) mais de 1000 emails, incluindo ameaças ("Espero que o vosso avião caia por terra") bem como fotos de aves mortas.
Descrita como uma mulher sem amigos, Mees foi incapaz de pagar a fiança
de $5000 mas foi eventualmente liberta quando um canalizador de Nova
York teve pena dela. O "canalizador pregador", que abdicou do seu 4 de Julho e de $5,000 para libertar a alegada cyber-stalker Heleen Mees, não recebeu nada mais que indiferença por parte da sua dama-em-apuros.
Leon Alfonso, de 45 anos, tentou dizer a Mees que havia sido ele quem
lhe tinha pago a fiança. Pálida e sem revelar emoções, a economista de
44 anos olhou de forma distante para Alfonso à medida que ele sussurrava
a sua identidade para ela.
Cheguei perto dela e disse-lhe que eu era o homem que havia pago a sua fiança, mas ela não reagiu. Estóica, é a forma como eu lhe descreveria. Provavelmente ela estava a tentar prestar atenção ao que o juiz estava a dizer....
As coisas não acabaram muito bem para Helen, e isto não foi algo acidental. Havendo colocado de parte a importância da família, Helen acabou por se envolver emocionalmente com um homem muito mais velho que ela - e casado - quando ela se encontrava na casa dos 40. E mesmo assim, essa relação não durou muito tempo.



