Germaine Greer criticou a dupla homossexual composta por Elton John e
David Furnish por terem listado um homem como a "mãe" nas certidões de
nascimento dos seus dois filhos. Ela disse que este gesto é mais um
exemplo da forma como o conceito da maternidade tem "sido
desconstruído", antes de criticar também o processo da Fertilização in
Vitro (FIV).
Nos documentos dos seus dois filhos, Zachary (4 anos) e Elijah (2
anos), Sir Elton está listado como o pai e Furnish como a "mãe". Ambas
as crianças nasceram da mesma mãe-substituta da Califórnia - que a
dupla homossexual diz amar "como uma irmã" - e ambas partilham o mesmo
doador de espema anónimo.
Germaine Greer é a mais recente celebridade a vocalizar a sua
desaprovação às atitudes de Sir Elton, de 68 anos, e de Furnish, de 52.
Recentemente, Elton esteve envolvido numa discussão notória com os
estilistas Italianos Domenico Dolce e Stefano Gabbana, que deram o nome
de "sintéticas" às crianças geradas a partir da FIV. O cantor Inglês
respondeu aos comentários feitos a uma revista Italiana, e apelou a um
boicote à casa de moda Dolce-Gabbana:
Como é possível que eles se atrevam a qualificar os meus dois maravilhosos filhos de "sintéticos"? Eles deveriam ter vergonha de agitar o seu dedo julgador
contra a FIV, um milagre que tem permitido a legiões de pessoas
amorosas - tanto heterossexuais como homossexuais - realizar o sonho de
ter filhos.
Falando no Hay Festival, Greer, de 76 anos, disse:
Por
vezes penso que o problema é o conceito de maternidade, que nós não
conseguimos dar algum tipo de estrutura. Sir Elton e a sua "esposa"
David Furnish colocaram nas certidões de nascimento dos seus dois
filhos que David Furnish é a "mãe". Desculpem-me. Isso dá-nos uma ideia
da forma como o conceito da maternidade foi esvaziado e desapareceu. Foi totalmente desconstruído.
Greer, que escreveu o best-seller com o nome The Female Eunuch no ano de 1970, continuou, criticando o processo de FIV através do qual os filhos da dupla homossexual nasceu:
Nós
agora temos a mãe "genética", que fornece os ovos. Tudo depende donde
se encontra e se ela terá permissão para saber o que irá acontecer com
os seus ovos. E as mulheres normalmente tendem a ter essa preocupação.
Um ovo não é um esperma. Nós não produzimos 400 milhões deles duma vez.
Um ovo miserável aparece uma vez por mês.
Depois dão-te um folículo que
simula hormonas, e tu tens cerca de 17 [ovos], e eles dão-te um FIV a
bom preço e distribuem o resto dos ovos da forma que eles querem. Em
alguns sítios tu tens permissão para saber o que aconteceu com os teus
ovos, mas noutros sítios não. O que nos resta é uma conta reduzida de
FIV visto que a criança está a nascer através das pessoas envolvidas e
usando os teus ovos.
Desculpem-me perguntar isto, mas
alguém discutiu isto? Será que alguém se sentou e perguntou o que os
ovos significam para as mulheres?
A activista de origem Autraliana continuou, fazendo a corajosa alegação de que ela suspeita que o "1967 Abortion Act" só foi introduzido devido às pressões políticas da indústria da fertilidade:
Todo
este discurso foi distorcido desde o início por parte da indústria da
fertilidade. Ultimamente tenho pensado nisso, e tenho uma suspeita, que
ainda tenho que investigar mais, de que o aborto foi legalizado
precisamente porque a indústria da fertilidade precisava disso. Não
fomos nós. De certeza que não fomos nós.
Nós poderíamos ter marchado até que nos caíssem os pés, mas mesmo assim, eles não se preocupariam em dar-nos o aborto. Eles
é que queriam ser capazes de colocar um ponto final da gravidez, para
além de quererem manipular livremente os produtos da concepção.
Falando sobre o político Democrata Liberal David Steel, que foi
responsável pela introdução do "Abortion Act" no parlamento, ela disse:
Ele
é um político. Ele só pôde dar entrada à proposta de lei depois dos
barões da fertilidade lhe terem dito o que eles queriam. Eles são muito
poderosos dentro do establishment médico-legal.
Em 1931, a carreira de actor de Clark Gable recebe um forte impulso
depois dele ter enfeitado Barbara
Stanwyck no filme Night Nurse.
Ele recebeu 10,000 cartas provenientes de mulheres ofegantes.
Hoje em dia os super-heróis e as super-heroínas frequentemente
atacam-se mutuamente nos filmes, mas se os homens e as mulheres comuns
simplesmente se empurram um ao outro, eles podem ser presos sob
acusação de "agressão doméstica".
Os homens arriscam-se a ir para a prisão, para além de arriscarem
perder a família, a casa e o emprego, se por acaso eles discutirem com
uma mulher. Esta é a consequência da imensamente difundida política de
"tolerância zero", que classifica a agressão doméstica como qualquer
contacto físico que ocorra, por mais inócuo que seja. A acusação é
feita pelo governo, mesmo que nenhum dano tenha ocorrido.
Supostamente
esta polícia protege as mulheres, mas o seu verdadeiro propósito é o de
emascular os homens e perseguir os heterossexuais. Ela nada mais é que
uma campanha da elite que tem como propósito degradar a sociedade,
destruir a família e diminuir a população, tornando a
heterossexualidade impracticável.
A zona perigosa
Todos os casais passam por momentos de stress, especialmente se têm
filhos. Hoje em dia, a mulher que tem um acesso de raiva pode mandar o
marido para a prisão simplesmente ligando para o 911. Para além disso,
ela pode ter esta ameaça sobre a cabeça do seu marido. Medidas como esta fazem com que as forças policias
fragilizem a liderança masculina.
Um marido chamou a sua esposa de "preguiçosa", e a vizinha disse que ela
deveria "ensinar-lhe uma lição". Então, ela chamou a polícia e mentiu,
dizendo que o marido a havia dado uma chapada. "Ela agora precisa de
ajuda com as crianças e nós temos que viver longe um do outro," disse
ele à saída do julgamento. "Ela está muito perturbada e arrependida pelo
que fez."
Um advogado da Legal Aid disse que "as mulheres fazem falsas acusações
como doidas". Não há pena legal por fazer isto. Um homem viu a sua
esposa de direito comum a acusar-lhe como forma de o expulsar da casa.
Da parte da trás do carro da polícia, ele viu-a sobre a relva com o seu
namorado.
Outro homem ouviu a polícia a "bater-lhe a porta de casa" por volta das
duas da manhã, depois dele ter terminado a relação com a sua namorada
nessa mesma noite. Ela havia-o acusado de ter neutralizado os braços
dela (quando ela o esta estava a agredir). Ele teve um conta legal bem
robusta, e arriscou-se a perder o emprego. A maior parte destes casos
são "congelados" (depois de muitas presenças no tribunal) porque a mulher
não quer testemunhar ou o caso é resume-se à palavra dele contra a dela.
Bem vindos à Nova Ordem Mundial
Esta política faz com que as pessoas fiquem habituadas com a
interferência policial dentro das suas vidas, e esta é a marca duma
ditadura. Hoje em dia, ter uma discussão com esposa é um crime. "As
paredes têm ouvidos", disse um casal. Eles foram presos depois dum
vizinho ter ouvido vozes mais exaltadas. Uma testemunha confirmou que
o casal nunca se chegou a tocar, mas a polícia ignorou isso por
completo.
Este tipo de coisas faz com que as pessoas percam todo o respeito pela
lei. "É suposto vivermos num país livre, mas já não é isso que sentimos", disse-me um homem. Esta política é uma aparência de
funcionalidade que beneficia polícias, terapeutas, prisões, tribunais e
advogados. Para além disso, este tipo de política aumenta a dimensão
da burocracia e esta burocracia tem participação económica na nova ordem mundial da
elite
Em Winnipeg, que é onde eu vivo, metade dos 1200 polícias encontra-se
focada na violência doméstica. O chefe-policial Jack Ewatski disse o
seguinte à Winnipeg Free Press:
Para mim, isto são estatísticas surpreendentes. Isto coloca um peso significativo na habilidade policial de vigiar outras áreas.
Mais de metade dos presos do sobrelotado "Remand Centre" são maridos.
Instalações especiais estão a ser construídas numa penitenciária como
forma de albergar mais 200 "domésticos". A maior parte destes homens
ainda não foi condenada por nada.
Noventa e nove por cento triviais
No meu site www.zerotolerancesucks.com
entrevistei cerca de 65 pessoas que foram acusadas de violência
doméstica. A maior parte destas pessoas têm posses limitadas, e as suas
discussões são normalmente sobre coisas triviais (e geralmente envolvem
o alcool). Durante todo este tempo, só encontrei uma pessoa que se
ajustava ao perfil de "mulher vítima de violência", e até ela quer a
opção de poder ou não acusar o abusador porque ela sente que pode lidar com a situação.
Um veterano advogado, especialista em violência doméstica, confirmou
que só 10% dos seus clientes se ajusta ao perfil de marido agressor
crónico. A maior parte das pessoas chama a polícia só como forma de
acalmar a situação tensa, mas ficam surpresas por serem presas, verem
os seus dedos impressos, e serem posteriormente encarceradas. Isto causa a que faltem ao
trabalho e percam o emprego.
"Por vezes, eu mereço uma chapada", disse um homem. "Ela deu-me uma,
eu afastei-a do meu caminho e fui-me embora. Estamos bem e somos um
casal normal. Tivemos uma noite complicada, mas ninguém se aleijou, e
ninguém processou ninguém."
Não concordo e nem encorajo a violência doméstica de
qualquer tipo, mas a maior parte destes casos não deveriam envolver a
polícia; a polícia só deveria intervir se por acaso alguém ficasse
lesionado ou após uma queixa formal. (...) Quando dois homens lutam num
bar, ocorre um processo de mediação e nenhuma acusação é feita se esta for a
primeira ofensa. Porque é que os amantes são tratados de maneira
diferente?
Por fim, eu só vi uma única dupla homossexual (duas lésbicas) em 20
visitas ao tribunal, embora a violência doméstica seja alegadamente bem
comum entre os homossexuais.
As mulheres são favorecidas mas também vitimizadas
Um advogado disse: "Quem decide tudo são as mulheres", e normalmente
a polícia recusa-se a aceitar a acusação feita por um homem. Quando uma
mulher mordeu o dedo do seu marido, o polícia perguntou-lhe "O que é que o seu dedo fazia na boca dela?" Foi dito a outro homem que "agisse como um homem."
No entanto, o sistema é caprichoso e com frequência as mulheres são
vitimizadas. Uma mãe de 4 crianças, que recebia assistência social, deu
uma chapada ao marido de direito-comum quando este disse que ele não se
importava com as crianças. Ele empurrou-a contra a parede, e ela chamou
a polícia. Ela foi presa. "Isto é o que acontece por se ser honesta," disse ela. "Nem sei o porquê de estar a ser alvo dum processo."
Outra mulher deu uma chapada ao namorado quando ele fez pouco do
facto dela estar grávida do filho dele. Ele chamou a polícia e ela foi
presa. Custo legal: $1200. Outra mulher disse:
O
meu ex-namorado ligou-me da prisão, e em dois dias, ele estava cá fora
e a perturbar-me outra vez. De que vale chamar a polícia? Não vale a
pena o esforço.
Como consequência da proliferação de casos triviais, as mulheres que realmente
se encontram em perigo são ignoradas. As activistas feministas não se
preocupam com as mulheres que estão a "dormir com o inimigo" visto que
elas (as feministas) usam as mulheres vitimizadas como forma de avançar
com a sua agenda lésbica.
Um escárnio da justiça
A política de tolerância zero é uma
trivializarão dos princípios da
justiça. Tem que ocorrer um crime genuíno (isto é, uma injúria) antes
de alguém ser preso e encarcerado. Tem que existir a pressuposição de
inocência, e têm que existir evidências para além da palavra duma
pessoa.
A violência doméstica não era um problema antes das feministas e dos
seus patrocinadores terem criado esse "problema". Hoje em dia,
também não é um problema. Por exemplo, segundo a "Canadian General Social Survey"
de 1999, só 7% dos casados ou em união civil é que sofreram "algum tipo
de violência" nos 5 anos anteriores. Estes números estão
virtualmente divididos entre homens e mulheres.
A taxa de homicídio de esposas no Canada é de 7 por cada 1,000,000.
Nos Estados Unidos, a taxa de assassínio para as esposas/namoradas é
entre 1 a 4/1000 de 1%, dependendo da raça.
Conclusão:
Algo está fundamentalmente errado quando metade das forças polícias se
encontra focada nas brigas conjugais. Os heterossexuais têm que acordar
e sentir o cheiro do café; há mais de 40 anos que temos sido vítimas
dum ataque, e não é acidental o facto do papel de esposa e de mãe ter
sido estigmatizado, e os homens terem sido demonizados. Também não é
acidental que, como ocorre com as pessoas com uma doença terminal,
oiçamos muito pouca discussão sobre o nosso futuro colectivo.
A sociedade está a ser vítima duma campanha insidiosa, levada a cabo
pela elite, tendo em vista a engenharia social e a perseguição política.
Chegou a hora de dizermos à elite adoradora de Lúcifer, "Chega."
Em Fevereiro último, Tanveer Ahmed, um psiquiatra e um comediante, e
alguém que foi escolhido para ser uma das 2,000 celebridades masculinas
para a campanha feminista White Ribbon (criada com o propósito de lidar com a violência contra as mulheres na Austrália), escreveu um artigo salientando o facto dos homens serem esquecidos no debate em torno da violência doméstica.
O artigo provocou uma ofensa junto das
feministas, gerando uma furiosa e, em última análise, bem sucedida
campanha para a sua demissão como embaixador da White Ribbon. A InsideMAN
foi a primeira publicação do Reino Unido a reportar a história, e aqui
Tanveer descreve nas suas palavras o que acontece quando um homem
feminista se atreve a falar contra a irmandade. Este artigo apareceu pela primeira vez na edição imprensa da revista "The Spectator", Austrália.
**
Tenho sido consideravelmente enfraquecido desde que falei sobre o
enfraquecimento dos homens. Vadeando pelas águas traiçoeiras,
virulentas, e carregadas de estrogénio do feminismo moderno, aprendi
que a guerra dos géneros são vistas por muitos como uma guerra do
tudo-ou-nada, algo parecido ao poker ou à negociação de derivados.
Depois de escrever para o Australian durante o mês
passado sobre a limitada discussão que existe em torno do
enfraquecimento masculino no contexto da violência doméstica, fui
vítima de uma orgia de abuso, ameaças e total má-representação dos meus
pontos de vista. Estes ataques foram dissiminados nos órgãos mediáticos
convergentes - online, sistemas móveis e pela televisão.
‘Fui chamado de misógino’
O artigo foi parcialmente uma resposta às minhas próprias
experiências de ver parentes e pacientes que haviam sido violentos para
os parceiros. Eu desprezava-os enquanto era criança e enquanto era
adolescente, mas com mais maturidade e educação, vim a entender que a
sublevação social que havia sido forçada sobre eles devido à migração
era uma forma de humilhação.
Fui chamado de misógino e culpador de
mulheres. Mensagens ameaçadoras foram deixadas no local onde exerço a minha profissão.
Devido aos ataques públicos ao meu carácter,
as enfermeiras do meu hospital psiquiátrico em Sydney ocidental
chamaram-me à parte para aplicar sobre mim as técnicas de
aconselhamento. "Você irritou algumas pessoas, doutor. Você está bem?"
Este encontro ocorreu no preciso momento em que alguns pacientes reais
ameaçavam causar danos a si próprios na enfermaria.
Depois de sugerir que a violência é uma
expressão de stress subjacente, fui transformado num agressor de
mulheres e misógino que ainda se
agarrava ao patriarcado. Está tudo bem quando se tenta entender aqueles sancionados como vítimas bona fide
oprimidos pelo poder, mas aqueles que são vistos como opressores
privilegiados não têm o direito de serem alvo de acções de
esclarecimento.
A saga recebeu mais
atenção devido ao facto de eu estar intimamente associado ao movimento
"White Ribbon", uma campanha onde os homens usam uma fita em forma de
loop em torno do seu peito, e encorajam outros homens a não atacar as
mulheres. A minha cara foi uma das cinco a estar presente nesta
campanha.
Eu cheguei a ir para o Paquistão, há alguns anos atrás, como
forma de expandir a campanha por lá, financiada pela AusAid.
Encontrei-me com furtivos activistas masculinos na cosmopolita cidade
de Lahore, com vítimas femininas na bastião do Sufismo em Multan, e com radicais que foram agitados com a noção da violência contra a mulher
chegar a ser estigmatizada na capital da madrasah do Paquistão, a cidade do deserto com o nome de Bahawalpur.
Uma ‘aparência de racionalidade’
Entretanto, as feministas Ocidentais
continuam focadas em tópicos da elite tais como o pagamento das
mulheres que fazem parte de conselhos directivos, ou os salários de
actrizes milionárias de Hollywood, tal como lamentado pela Patricia
Arquette durante os Óscares.
A polemista da Fairfax, Clementine
Ford, descrita por Andrew Bolt como "uma feministas qualquer com
tatuagens visíveis", criticou os meus pontos de vista por usar a mais
engenhosa e mais privilegiada ferramenta do patriarcado, a "aparência
de racionalidade". Ela ilustrou o ridículo do feminismo moderno quando
este é criticado por ser um movimento com ódio aos homens escrevendo:
Não tenho tempo para os sentimentos coitadinho-de-mim dos homens.
Duas noites depois do meu artigo ter
sido publicado, Tim Watts falou no Parlamento federal em favor da minha
demissão. Eu observei surpreso com tudo isto. Uma tele-conferência de
emergência foi levada a cabo com os administradores da White Ribbon.
Eles exigiram uma declaração de esclarecimento, apenas para publicarem
um comunicado de imprensa no dia seguinte delineando a forma como a CEO
Libby Davies se encontrava chocada e lamentava os meus pontos de vista.
Eu não lamentava os meus pontos de vista, mas sim que eles haviam sido totalmente mal-representados. A contradição foi salientada ainda mais pelo conselheiro científico-chefe da White
Ribbon da Austrália,
o Dr Michael Flood, que havia co-escrito vários artigos por toda a
região confirmando a fragilização dos homens como um factor em
crescimento por trás da violência contra as mulheres.
Um grupo paralelo, e derivado, também chamado de White Ribbon (focado na
violência contra ambos os sexos) e iniciado pela fundadora global dos
abrigos para mulheres, Erin Pizzey, escreveu no seu site uma carta
aberta de apoio. Fiquei a saber mais tarde que o movimento White Ribbon
local se encontrava envolvido numa batalha legal com o site Canadiano
por este usar o nome sem permissão. Senti-me como uma criança
recém-adoptada no meio de discussões de divórcio.
As vítimas masculinas de violência
enviaram-me as suas histórias de abuso e convidaram-me para falar na
vindoura conferência em Toronto focada na masculinidade moderna - todas
as despesas pagas. Vários académicos locais escreveram-me, sob
condições estritas de anonimato, para me dizerem o quão difícil era
falar abertamente e cientificamente em torno deste assunto nos seus
departamentos.
O colega psiquiatra e escritor
Marxista, o Dr Tad Tietze, disse-me que eu era visto por algumas
secções da Esquerda como o "Tio Tom", termo usado para qualificar
traidores raciais. Isto causou algum impacto porque a minha esposa e a
minha família haviam feito piadas em torno do facto da minha crescente
intolerância para com comida carregada de chilli ser um sinal de que eu
me estava a tornar num coco: escuro por fora, branco por dentro.
Fui
condenado por me fazer amigo de outros traidores da minha estirpe,
Judeus com ódio a si mesmos, Negros domésticos e bananas - aquelas
pessoas exteriormente Chinesas mas que estão desejosas por adoptar os
maneirismos da classe média Branca como forma de suavizar a sua
ascensão social.
O site da White Ribbon
continuou a ser alvo de ataques com posts a exigir a minha demissão.
Apesar o grupo ser sobre homens, as centenas de posts enraivecidos
vinham exclusivamente de mulheres. No dia seguinte, a White Ribbon
emitiu um comunicado afirmando que os apelos para a minha demissão eram
tão persistentes que eu havia sido contactado para sair.
Num reviravolta final em perfeito
acordo com a natureza totalitária de todo o episódio, para que eu fosse
readmitido, eu teria que me submeter a um programa de recompromisso
para garantir que os meus pontos de vista estavam de acordo com o
movimento. Eu guardei a minha fita branca numa gaveta no porão, e
timidamente voltei para o meu emprego, não mais como embaixador da
causa, e voltei a escrever prescrições para drogas psico-activas.
Apesar dos recentes ataques que tem sofrido, o
patriarcado tem sido extremamente bem sucedido ao longo da História.. A
maior parte das culturas do mundo são patriarcais; para se encontrar
sociedades matriarcais bem sucedidas é preciso regressar no tempo até à
História antiga, ou analisar áreas geográficas remotas, ou então entrar
dentro do mundo ficcional das feministas. No entanto, isto não impediu
o colectivo feminista de publicar livros e até hashtags saudando o fim do patriarcado, num exemplo clássico de amplificação incestuosa.
O que surgirá depois da aparente queda do patriarcado é algo que ainda não foi bem explicado.
Deixando de lado o hamster racionalizador,
e surpreendentemente, existem poucos dados do que seria uma sociedade
composta só por homens ou uma sociedade composta só por mulheres. Um
cientista social empreendedor poderia levar a cabo uma experiência onde
grupos de homens e grupos de mulheres eram deixados à sua própria
sorte, tendo que trabalhar juntos como forma de sobreviver na sua luta
contra os elementos naturais, e tendo que construir a civilização a
partir do nada.
No entanto, tal cientista teria grande dificuldade em
convencer as comissões de revisão que o inevitável sofrimento dos
participantes seria justificado se levássemos em conta o valor dos
dados recolhidos posteriormente.
Felizmente, os "reality shows" não se encontram limitados por constrangimentos éticos, e - na sua busca eterna por índices de audiência - ocasionalmente levam
a cabo experiências muito interessantes - experiências essas que os
cientistas sociais nunca teriam permissão para duplicar.
Há alguns anos atrás tive o prazer de assistir à versão Holandesa do programa Survivor (Expeditie Robinson)
com a minha colega-de-quarto feminista.
Há já algumas semanas que a
minha colega-de-quarto estava a promover esta série em especial
(perante mim e perante os outros estudantes da casa) porque, segundo
ela, o mesmo demonstrar o que uma sociedade gerida pelas mulheres -
longe dos males do patriarcado - seria.
E foi isso mesmo que o programa fez. Oh, se fez!
Eis aqui o que aconteceu: inicialmente,
ambos os grupos foram deixados nas suas ilhas respectivas com
abastecimentos (como forma de terem com o que começar), e depois foram
abandonados de forma que tomassem conta de si mesmos. Em ambos os
grupos houve algumas querelas à medida que as pessoas tentavam gerar
algum tipo de hierarquia.
Os homens resolveram começar a fazer o
que eles achavam necessário - não havia ninguém a dar ordens. Os
homens que tinham vontade de caçar, acumular comida ou pescar fizeram
isso mesmo. Houve um homem que cansou de estar sentado na areia e
consequentemente começou a fazer bancos.
Outros homens construíram uma
cabana que eventualmente cresceu e evoluiu. Outro homem cozinhava todas
as noites. No espaço de alguns dias, estava em florescimento uma
pequena civilização, com cada dia que passava a ser mais próspero que o
anterior.
As mulheres também geraram a sua
rotina; penduraram um varal para secar as suas toalhas, começaram a
apanhar banhos de sol e gerar querelas entre si visto que, ao contrário
dos homens - elas eram incapazes de fazer coisa alguma sem o consenso
de todo o grupo. E uma vez que este era um grupo composto no mínimo por
12 mulheres, o consenso nunca foi atingido [ed: lol].
Durante os episódios iniciais
seguintes, as mulheres comeram toda a sua comida inicial, foram
encharcadas por diversas vezes pelas tempestades tropicais, foram
comidas vivas pelas pulgas de areia, e estavam, de modo geral, num
estado miserável. Os homens, por outro lado, estavam bastante
satisfeitos. Obviamente que houve discordância em alguns pontos, mas de
modo geral, essas querelas foram resolvidas.
Eventualmente, as pessoas que geriam o programa decidiram que alguma coisa tinha que mudar. Como forma de ajudar as mulheres,
três homens foram escolhidos e enviados para a ilha onde estavam as
mulheres. Em troca, três mulheres iriam tomar os seus lugares na ilha
dos homens. O olhar da minha amiga feminista durante este episódio foi
impagável.
Inicialmente, os três homens escolhidos
para ir para a ilha das mulheres estavam em êxtase - por motivos óbvios
- mas quando eles chegaram à ilha das mulheres, foram recebidos pelas
mesmas.
‘Onde é que está a vossa cabana?’, perguntaram eles
‘Não temos cabana’, responderam elas.
‘Onde é que estão os vossos mantimentos?’ perguntaram eles, consternados.
‘Nós comemos todo o arroz’
E assim por diante.
Os três homens deram por si a trabalhar
que nem cães, usando as habilidades desenvolvidas por tentativa e erro
durante as suas semanas iniciais, construindo uma cabana, pescando, e
tentando fazer com que as mulheres armazenassem mantimentos. As
mulheres continuaram a protestar e tomar banhos de sol. As três
mulheres que foram enviadas à ilha dos homens estavam muito contentes -
comida, abrigo e imensa atenção masculina. Elas também continuaram a
tomar banhos de sol.
E isto, meus amigo, é o patriarcado. Sem surpresa alguma, a minha antiga colega-de-quarto já não é feminista.
Estou
bem ciente que isto pode ser um acaso feliz, um corvo branco, um caso
excepcional não-representativo da sociedade como um todo, mas essa
temporada da versão Holandesa da série Survivor
não é um caso único. A CBS emitiu várias temporadas da mesma série nos
Estados Unidos, onde os homens e as mulheres começavam em grupos
separados.
Na maior parte dos casos, (o Amazon e
One World), o resultado foi o mesmo; os homens rapidamente se
organizavam, obtendo acesso a comida, fogo e abrigo, ao mesmo tempo que
as mulheres passavam a maior parte do seu tempo e da sua energia em querelas
mesquinhas, comendo todo o seu mantimento, ficando encharcadas durante
as tempesteadas, e de modo geral, a ter uma atitude patética.
A situação inversa - onde os homens não
se haviam organizado, e onde as mulheres haviam construído uma
micro-sociedade funcional - não foi observada fora do mundo ficcional
feminista - e provavelmente nunca vai ser observado.
Eventualmente, as pessoas que geriam o programa decidiram que alguma coisa tinha que mudar.
Tradução: "Como forma de acabar com o sofrimento das mulheres, as pessoas que geriam o programa colocaram homens nas suas vidas".
E depois da chegada dos homens, as mulheres passaram a ter abrigo,
comida e protecção - precisamente aquilo que o feminismo diz que
"oprime" as mulheres.
A realidade dos factos é que as mulheres precisam dos homens, e as
mulheres precisam do patriarcado. Sem homens a gerir a sociedade - a
proteger e a liderar as mulheres ("e tentando fazer com que as mulheres
armazenassem mantimentos") - elas nunca serão capazes de viver num ambiente protector e próspero.
O feminismo, ao atacar a cooperação entre homens e mulheres, não só
está a destruir a vida dos homens, como está a fragilizar a qualidade
de vida das mulheres, e, de modo geral, e plantar as sementes para o
descalabro social. Mas se calhar essa é utilidade (temporária) do feminismo.
O desaparecimento de Hannah Graham (aluna do 2º ano da Universidade de
Virgina) há duas semanas atrás é o mais recente caso de
raparigas-desaparecidas que frequentemente acabam em tragédia. Um
antigo jogador de futebol [americano], de 32 anos e com 122 quilos e que havia
fugido para o Texas, foi devolvido para a Virginia e acusado de "rapto
com intenção de contaminar". Até agora, o destino de Hannah e o seu
paradeiro continuam desconhecidos.
Reivindicações descontroladamente exageradas em torno de abuso sexual
nas universidades Americanas estão a obscurecer o verdadeiro perigo que as jovens mulheres, muitas vezes distraídas que elas estão a olhar para os
seus telemóveis ou iPods em lugares públicos, correm: o perigo do antigo crime
sexual de rapto e assassinato. Apesar da propaganda histérica em torno
da nossa "cultura de violação", a maior parte dos incidentes que
ocorrem nas universidades, descuidadosamente descritos como agressões
sexuais, não são casos de violação criminosa (envolvendo força física e
drogas) mas melodramas imbecis que ocorrem nos encontros amorosos resultantes de sinais confusos e imprudência das duas partes.
As universidades deveriam-se limitar ao ensino académico e parar com a
sua supervisão infantilizante sobre a vida amorosa dos estudantes, uma
intrusão autoritária que roça a violação das liberdades civis. Os crimes
genuínos deveriam ser reportados à policia e não aos mal-treinados
comités de reclamação universitários. Demasiadas mulheres da classe
média, educadas longe das áreas urbanas, parecem esperar que a vida
adulta seja uma extensão dos seus protectores e confortáveis lares. Mas
o mundo continua a ser uma selva. O preço das liberdades femininas
actuais é a responsabilidade pessoal pela vigilância e pela auto-defesa.
Os códigos educacionais actuais, que acompanham a Esquerda liberal,
estão a perpetuar as ilusões em torno do sexo e do género [sic]. A
premissa Esquerdista básica, que descende do Marxismo, é que todos os
problemas da vida humana resultam duma sociedade injusta e que as
correcções e as afinações desse mecanismo social irão por fim
materializar uma utopia. Os progressistas têm uma fé inabalável na
perfectibilidade da humanidade.
Os horrores e as atrocidades da História foram editados para fora da
educação primária e secundária, a menos que as culpas possam ser
atribuídas o racismo, ao sexismo e ao imperialismo - toxinas embebidas
nas estruturas externas opressoras que têm que ser esmagadas e
reconstruídas. Mas o verdadeiro problema encontra-se na natureza
humana, que a religião e a arte genuína olham como dividida numa guerra
entre as forças das trevas e as forças da luz.
O liberalismo [= Esquerdismo] carece dum profundo sentido do mal - como
também o carece o conservadorismo dos dias actuais, quando o mal é
docilmente projectado para uma força política estrangeira em ascenção,
unida apenas na rejeição dos valores Ocidentais. Nada é mais simplista
do que o actual uso (pelos políticos e pelos especialistas) da
qualificação caricatural de "os maus" atribuída aos jihadistas, como se
a política externa Americana fosse um roteiro cinematográfico
descuidado dum filme de cowboys.
A ideologia de género que domina o mundo académico nega que as
diferenças sexuais estejam enraizadas na biologia, e em vez disso,
olha para elas como ficções maleáveis que podem ser revistas à vontade.
A crença é de que as queixas e os protestos, reforçados pelos
simpatéticos burocratas universitários e reguladores governamentais,
podem e irão alterar de modo fundamental todos os homens.
Mas os crimes sexuais extremos, tais como a violação e o assassinato,
emanam dum nível primitivo que até a psicologia práctica já não tem uma
descrição. A psicopatologia, tal como o macabro Psychopathia Sexualis
(1886) de Richard von Krafft-Ebing, era um campo central dentro da
psicanálise primordial, mas a terapia actual transformou-se em
conversa feliz, ajuste de atitudes e atalhos farmacêuticos.
Há um simbolismo ritualista em operação durante um crime sexual que a
maior parte das mulheres não entende, e desde logo, não se pode
proteger contra ele. É algo bem confirmado o facto das faculdades
visuais desempenharem uma papel maior na sexualidade masculina, que
justifica um maior interesse masculino pela pornografia. O perseguidor
sexual ["stalker"], que é frequentemente um derrotado alienado
consumido pelos seus falhanços, é motivado por um atávico reflexo de
caça. Ele é chamado de predador precisamente porque ele transforma a sua vítima numa presa.
O crime sexual brota da fantasia, da alucinação, da desilusão e da
obsessão. A mulher aleatória torna-se no bode expiatório duma raiva
regressiva contra o poder sexual feminino: "Tu causaste a que eu
fizesse isto." Os clichés académicos em torno da "mercantilização" da
mulher sob o capitalismo pouco sentido fazem aqui: é o estatuto
biológico superior da mulher como a mágica criadora-de-vida que é
profanado e aniquilado através do barbarismo do crime sexual.
Enganadas pelo optimismo ingénuo e pela promoção entusiástica manifesta através da expressão "You go girl!"
durante a sua educação, as mulheres jovens não vêem o olhar do animal
brilhando contra elas na escuridão.
Elas assumem que a carne exposta e
a roupa sexy são uma declaração de moda sem qualquer mensagem que possa ser mal lida e deturpada por um psicótico.
Elas não entendem a
fragilidade da civilização e o quão perto está a natureza selvagem.
À medida que o sector não-feminista da
sociedade vai ficando cada vez mais vocal, o sector da sociedade que
ainda não está ciente da natureza tóxica desta ideologia reage com um
conjunto de argumentos que revelam que a realidade factual ainda não é
inteiramente do conhecimento público.
Há algum tempo atrás, um grupo de
feministas de cafetaria tentava convencer-me que o feminismo não era
assim tão mau e que se eu lesse mais sobre o feminismo, eu iria
eventualmente entender. Como um exemplo em apoio desta tese, as
feministas mencionadas em cima recomendaram-me que eu lesse os escritos
de Simone de Beauvoir, feminista-Marxista Francesa conhecida pelo seu
livro The Second Sex. Claro que estas feministas eram
incapazes de entender o facto de alguém ter levado a sua ideologia
a sério a ponto de ler a sua literatura, e então rejeitá-la de
modo racional. Tal como todas as seitas, isso é uma coisa inconcebível
para os crentes genuínos da seita.
No título deste post foram feitas
várias alegações em relação à eminente feminista, e é apenas justo que
as provemos - que é precisamente o que vamos fazer nas linhas que se
seguem.
Entre 1943 e 1944, durante o período em
que a França de encontrava sob ocupação Nacional Socialista, Simone de
Beauvoir trabalhou como directora de som da Radio Vichy (1). Esta rádio era a
rádio estatal na assim-chamada zone libre (zona livre) da
França, após a capitulação da Republica Francesa perante a Alemanha
Nacional Socialista em 1940. Usamos o termo assim-chamada porque o regime de
Vichy, embora teoricamente neutral do ponto de vista militar, era de
facto um colaborador activo do regime Nacional Socialista (2), e hoje
em dia é reconhecido por todas as partes envolvidas que a instituição
da Radio Vichy era a de facto porta-voz da propaganda
Nacional Socialista pelas ondas de rádio da França.
Os apologistas de Simone de Beauvoir
poderão dizer que ela foi forçada pelas circunstâncias a trabalhar lá,
tal como muitos outros indivíduos hoje em dia alegam que foram forçados
a colaborar com o Securitate
durante o regime Comunista [Romeno]. Mas os manuscritos de Simone de Beauvoir,
provenientes desse período e revelados mais tarde, contam uma história
diferente. Até feministas tais como a Drª Ingrid Galster, que dedicaram
anos das suas vidas a estudar Simone de Beauvoir, tiveram que admitir,
embora de má-vontade, que a atitude manifestada por Simone de Beauvoir
enquanto directora de som da propaganda Nacional Socialista era, no
mínimo, uma de colaboracionismo
subtil(3), e a forma como ela acabou por trabalhar lá não foi
após algum tipo de coerção - mas sim após uma escolha perfeitamente
consciente.
Por exemplo, Simone de Beauvoir já fazia parte do
sindicato dos trabalhadores públicos e poderia ter escolhido trabalhar
na prefeitura. Mas ela teve que escolher trabalhar em
algum outro sítio que não numa posição de ensino porque a sua carreira
nesta área havia chegado ao fim - embora ela já tivesse as
qualificações e o prestígio necessário para o ensino, dado que ela
havia sido a segunda melhor estudante de doutoramento com melhor
desempenho da sua geração, só ficando atrás do amor da sua vida,
Jean-Paul Sartre. (4)
O motivo pelo qual ela já não poderia ensinar está precisamente
relacionado com a pedofilia e com Jean-Paul Sartre. Em 1943, Simone de
Beauvoir foi despedida devido a comportamento
que leva à corrupção de um menor. (5) Mais uma vez, as
apologistas de Beauvoir podem-se apressar e dizer que o incidente de
1943 foi um incidente singular ou, como me foi dito uma vez, um
incidente declaradamente inventado pela perseguição Nacional Socialista
que não podiam aceitá-la visto terem-se apercebido que ela era uma mulher Marxista poderosa e independente. Mas nada poderia estar mais
longe da verdade.
O interesse sexual de Simone de
Beauvoir por crianças é um tema que se encontra presente por toda a sua
vida. Ela esteve entre os primeiros filósofos que tentaram unificar o
género que havia iniciado nos anos 30 (e que na Europa Ocidental durou
até aos 80) da pedofilia feminina
pedagógica. (6)
Ela tentou esta unificação na sua dissertação
com o nome de “Brigitte Bardot and
the Lolita Syndrome,” publicado pela primeira vez na revista Esquire em 1959 e republicada
múltiplas vezes até aos meados dos anos 70.
Nessa dissertação, Simone
de Beauvoir glorifica Brigitte Bardot pelo seu aspecto físico infantil,
que retém a inocência perfeita
inerente no mito da infância, e depois caracteriza-a como uma espécie de Houdini para as meninas que lhes irá
libertar e dar poder de modo a que elas se vejam livres das correntes
que as subjugam. (7,8)
O ensaio de 1959 foi só o início. Em
1977, Beauvoir, juntamente com a maioria da intelligentsia Marxista
Francesa, assinou uma petição exigindo nada mais e nada menos que a
legalização da pedofilia, e a libertação imediata de três indivíduos
que estavam à beira de cumprir sentenças longas por terem explorado
sexualmente vários rapazes e várias raparigas com idades que iam dos 11
aos 14.
A petição assinada - entre outros - por Simone de Beauvoir de
Jean Paul Sartre foi publicada no Le Monde, e entre outras coisas,
dizia o seguinte: (9)
Tanto o tempo em prisão preventiva para
investigar um simples assunto de "libertinagem", onde as crianças não
foram vítimas do mais pequeno tipo de violência, mas, pelo contrário,
testemunharam perante os magistrados investigadores que haviam
consentido - embora actualmente a lei lhes negue o direito ao
consentimento - tanto o tempo em prisão preventiva, nós consideramos
um escândalo neles mesmos.
Hoje eles correm o risco e serem sentenciados
por um longo tempo de prisão quer seja por terem tido relações sexuais
com menores, tanto rapazes como raparigas, ou por terem encorajado e
terem tirado fotos dos seus jogos sexuais.
Somos de opinião que existe uma
incongruência entre a designação disto como um "crime", que apenas
serve para legitimar tal severidade, e os factos em si; mais ainda
entre a antiquada lei e a realidade diária da vida em sociedade que
tende a saber sobre a sexualidade das crianças e dos adolescentes. [...]
Portanto, para Simone de Beauvoir, as
crianças de 11 anos da França dos finais dos anos 70 tendiam a ser
seres sexuais. Uma vez que a puberdade não ocorria nessa idade para a
grande maioria das crianças, e nem nos dias de hoje ocorre, achamos
ajustado qualificar a defesa desta mentalidade por parte de Beauvoir
como nada mais que um apelo para a pedofilia, independentemente da
definição que cada um use para este palavra.
A petição de 1977 deu início a uma
discussão a nível social na França em torno das leis relativas à idade
de consentimento, uma discussão onde o campo abolicionista (do qual
faziam parte Beauvoir e o seu amante) se uniu para formar a Front
de
libération des Pédophiles (FLIP - Frente de Emancipação dos
Pedófilos), e onde as intenções dos membros da FLIP foram explicadas
duma forma bem clara pelos próprios numa discussão transmitida
radiofonicamente am Abril de 1978 pela Radio France Culture. (11) A
FLIP passaria a ser lembrada como a pioneira dentro das fileiras do
movimento pedófilo Francês, embora a organização em si não tenha durado
muito devido aos desentendimentos internos. (11)
Para além de Simone de Beauvoir e
Sartre, entre os proponentes da pedofilia desse período estavam
presentes outras pessoas, incluindo pessoas que mais tarde acabariam
por liderar os destinos da França - e estamos a falar, por exemplo, de Bernard Kouchner e Jack
Lang, respectivamente, o Ministro da Saúde e o Ministro da Educação (!)
no início da primeira década do século 21 no primeiro termo da
presidência de Jacques Chirac. (12) Tudo isto faz de Beauvoir não só
uma apologista da pedofilia, mas uma apoiante activa.
No entanto, o que faz dela uma
abusadora é a sua actividade através da qual ela estava a recrutar
pupilas, abusando delas, e passando-as para Jean-Paul Sartre - às vezes
separadamente, mas por vezes integrado num ménage à trois.
Em revisão ao livro de Carole
Seymour-Jones "Simone de
Beauvoir? Meet Jean-Paul Sartre", livro que tem como propósito
analisar a relação de Beauvoir com Sartre, o Telegraph escreve o seguinte: (13)
Durante longos períodos de tempo, a
dupla tornou-se num "trio", embora esta arranjo raramente tenha dado certo para a terceira pessoa envolvida: pelo menos duas das antigas
alunas de Beauvoir deram por si a serem, inicialmente, amantes dela, e
depois amantes de Sartre, até que a dupla acabasse com os contactos
próximos com esta terceira pessoa mal a diversão chegasse ao fim.[...]
Para Seymour-Jones, os affairs
de Beauvoir com as suas alunas não eram lésbicos mas pedofílicos: ela
estava a "treiná-las" para Sartre, uma forma de "abuso de menores".
Para Beauvoir (tal como para Sartre), a
idade não importava desde que as parceiras fossem mais novas do que ela
e do que Sartre. (14) A possibilidade de outras pessoas puderem ficar
feridas ou exploradas sexualmente não se encontra de todo no radar
eminente da feminista, que pensava que "preparar" as meninas para Sartre
lhes retirar a virgindade (palavras de Sartre, e não nossas) era nele
mesmo um acto de empoderamento sexual para essas raparigas.
Mas se as escapadas com a Nacional Socialista e o
gosto pedofílico não vos convence do carácter duvidoso de Beauvoir,
olhemos agora para os seus escritos - que estão tão cheios de misoginia
que é difícil entrar algum tipo de equivalente em outros sectores da
sociedade. Este aspecto por si só não nos surpreende, visto que o feminismo
é uma ideologia misógina. Mas não mudemos de assunto.
O livro de almofada de Simone de
Beauvoir, The
Second Sex, é um livro que as feministas actuais dizem ser
"incrivelmente fresco" - um livro que disse o seguinte sobre as
esposas: (15)
A esposa alimenta-se dele como um
parasita, mas o parasita não é o mestre triunfante.
Cerca de um quarto de século mais
tarde, em 1975, e durante um diálogo com outra feminista, Betty
Friedan, Simone de Beauvoir iria esclarecer a sua posição para além de
qualquer dúvida razoável. Numa discussão em torno da forma de compensar
as mães que ficam em casa e tomam conta dos filhos, Beauvoir respondeu
de forma inequívoca: (16)
Não, eu não acredito que mulher
alguma deva ter essa opção. Mulher alguma deveria ser autorizada a
ficar em casa e cuidar dos seus filhos. A sociedade deveria ser
totalmente diferente. As mulheres não deveriam ter essa opção
precisamente porque se essa opção existir, demasiadas mulheres irão
escolhê-la. Isto é uma forma de forçar as mulheres rumo a uma direcção.
Estamos entendidos? Segundo o ponto de
vista desta eminente feminista, as mulheres são um grupo de criaturas
inertes incapazes de escolher o que é bom para elas - algo que os
adultos responsáveis são capazes de fazer. De facto, para além de
Simone de Beauvoir e da sua ideologia Marxista-feminista, ninguém sabe
o que é o melhor para as mulheres; como tal, nenhuma mulher deveria ser
autorizada a escolher algo
quer contradiz Simone de Beauvoir.
Nesse mesmo diálogo, ela esclarece
ainda mais o seu ponto de vista: (17)
Na minha opinião, enquanto a família,
o mito da família, o mito da maternidade e o mito do instinto maternal
não forem destruídos, as mulheres continuarão a ser oprimidas.
Na verdade, o ódio de Beauvoir pela
maternidade e pelas mães em geral é bastante óbvio por todo o seu
livro. Vejamos alguns exemplos:
A maternidade relega as mulheres para
um existência sedentária; é natural elas ficarem em casa enquanto eles
caçam, pescam, e vão para a guerra. (18)
[A mãe] é uma planta e um animal, uma
colecção de colóides, uma incubadora, um ovo; ela assusta as crianças
que estão preocupadas com os seus próprios corpos, e provoca
risos silenciosos nos homens jovens porque ela é um ser humano,
consciência e liberdade, que se tornou num passivo instrumento de vida.
(19)
E quando esta eminente feminista começa
a atacar os corpos das mulheres, ninguém a consegue parar:
A
atitude psíquica evocada pela
servidão menstrual constitui uma dificuldade pesada. [...] o corpo
da mulher - e
especificamente o corpo da rapariga - é um corpo "histérico" no sentido
de que, de certa forma, não há distância entre a vida psíquica e a sua
realização fisiológica. O tumulto causado pela descoberta da rapariga
dos problemas da puberdade agravam-nos. Uma vez que ela olha com
suspeição para o seu corpo, ela analisa-o com ansiedade e olha
para ele como algo doente: ele é doente. (20)
As
glândulas mamárias que se
desenvolvem durante a puberdade não têm qualquer papel na economia
individual da mulher: elas podem ser removidas em qualquer altura da
sua vida. (21)
Simone de Beauvoir prossegue dizendo no
seu livro o quão maligna e opressora é a família para o desenvolvimento
da rapariga. Se um pai tem a audácia de se sentir orgulhoso e
apreciativo com o sucesso da filha, então isso é mais uma evidência da
opressão e imposição de vassalagem para
a filha em relação ao pai. (22) Mas se o pai é atacado ao de leve, as
mães que se atrevem a disciplinar as suas filhas são alvo duma
advertência ainda mais severa por parte da eminente feminista:
As mães - tal como iremos observar -
são cegamente hostis ao acto de dar liberdade às suas filhas e, de forma
mais ou menos deliberada, trabalham mais na intimidação das mesmas;
para os rapazes adolescentes, os seus esforços para se tornar num homem
são respeitados, e é-lhe conferido maior liberdade. É exigido à rapariga que fique em casa; as suas actividades fora de casa são alvo
de monitorização. (23)
Portanto, estamos esclarecidos? O facto
de alguns pais não deixarem que as suas filhas saiam de casa, depois
duma certa hora, na França sob ocupação Nacional Socialista, e enquanto
decorre a Segunda Grande Guerra, é uma forma de opressão. E levem em
conta que Beauvoir lamenta este aspecto - em torno do qual existem
sérias dúvidas se o mesmo era generalizado - ao mesmo tempo que rapazes
com 13 e 14 anos se encontravam a combater na guerra, (24) incluindo
aqueles que lutavam na guerra para manter Simone de Beauvoir em
segurança, permitindo assim que ela escrevesse "filosofia" de lixo e
produzisse propaganda para o regime Nacional Socialista - um regime que
também tinha rapazes de 14 e 15 anos entre as suas fileiras. (25) Estou
disposto a dizer que ela deveria ter verificado o privilégio dela, mas
não irei agir desta forma.
A hipocrisia desta mulher é, ao mesmo
tempo, um objecto de estudo fascinante e revoltante. Simone de
Beauvoir, adorada actualmente como um grande ícone do "bem" do
feminismo dos anos 60 e estudada durante os "diálogos feministas" no National
School of Political Science and Public Administration in Bucharest
(SNSPA), defendeu com grande fervor o regime revolucionário de Ioseb
Dzhugashvili (aka Iosif Vissarionovich Stalin) até muito depois dos
horrores do Estalinismo se terem tornado conhecidos na Europa Ocidental.
Dito de outra forma, ao mesmo tempo que
os Romenos que ainda se encontravam na URSS estavam a ser deportados
para o Gulag, ao mesmo que a elite intelectual deste país [Roménia]
estava a ser dizimada em campos de concentração tais como Râmnicu
Sărat, Pitești, ou Aiud, e ao mesmo tempo que rapazes de 12 anos estavam a ser torturados nas prisões Comunistas por "conspirarem contra a ordem socialista" (26), Simone de Beauvoir encontrava-se a publicar o livro The Second Sex
onde ela explicava a forma como a emancipação das mulheres estava
intimamente relacionada com o destino do socialismo (27) ao mesmo que
negava, juntamente com o seu amante, as atrocidades que estavam a
decorrer na mesma altura.
E actualmente, nós, os contribuintes Romenos, pagamos para que os estudantes entrem no SNSPA
e estudem o que esta desgraçada escreveu como se ela fosse alguém que devesse
ser olhada com admiração. Bem, isto é um exemplo de misoginia com o
apoio do estado, mas tenho a sensação de que as feministas estão bem
confortáveis com ela.
Caras feministas de cafetaria: se por acaso vocês nos estão a recomendar os livros do Simone de Beauvoir
como um exemplo de feminismo "bom", então ou vocês não leram esses
livros e apenas estão a sugerir os mesmos como forma de criar a
aparência de serem cultas, ou, pelo contrário, vocês leram esses livros
e concordam com os mesmos, o que leva a que qualquer pessoa normal
não-feminista tivesse que ser louca para acreditar que vocês têm as
melhores intenções em mente.
A audácia com a qual Simone de
Beauvoir promove nada menos que a proibição de certas escolhas para as
mulheres só porque elas não estão de acordo com os seus princípios
ideológicos é uma exemplo absoluto duma utópica demente para quem a
água quente é um conceito novo, e para quem o planeta gira em redor de
si. E se por acaso o planeta não girar à sua volta, então isso é culpa
do planeta e como tal, isso tem que ser proibido. A verdade tem que ser
banida, se por acaso a verdade não é "correcta".
Se as feministas realmente fossem
sinceras quando alegam combater a misoginia, e alegam querer aumentar o
espectro de escolhas para as mulheres, então elas começariam a atirar
todo o arsenal ideológico proveniente de Simone de Beauvoir para o
caixote de lixo da história. Mas elas não estão a fazer isso, e nunca
irão fazer isso, porque o feminismo é hipócrita nos seus dias bons, e
totalitário por natureza e por práctica nos seus dias normais. E quando
o feminismo tem um mau dia, ele exige a matança dos homens.
Caras feministas: as vossas declarações públicas
de apreciação por Simone de Beauvoir dizem muito mais sobre vocês do que
algum sector não-feminista alguma vez poderia dizer. Vocês provaram
mais uma vez que o melhor argumento anti-feminista vem da boca das
próprias feministas, e por tal, queremos-vos estender o nosso obrigado!
1
http://my.telegraph.co.uk/expat/stephenclarke/10151800/10151800/ –
Stephen Clarke – The women that France needs to remember – or forget;
The Telegraph, published at September 5, 2013
2
https://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Holocaust/VichyRegime.html
– The Holocaust: The French Vichy Regime
3
http://www.lexpress.fr/culture/livre/ce-qu-on-n-ose-pas-voir-sur-beauvoir_822547.html
– Dupuis Jérôme – Ce qu’on n’ose pas voir sur Beauvoir; L’Express,
published at January 3, 2008
4
http://www.telegraph.co.uk/culture/books/non_fictionreviews/3672534/Simone-de-Beauvoir-Meet-Jean-Paul-Sartre.html
– Tim Martin – Simone de Beauvoir? Meet Jean-Paul Sartre; The
Telegraph, published at April 12, 2008
5
http://opinionator.blogs.nytimes.com/2013/05/19/savile-beauvoir-and-the-charms-of-the-nymph/
– Andy Martin – The Persistence of the ‘Lolita Syndrome’; The New York
Times, published at May 19, 2013
6 ibidem
7 ibidem
8 Simone de Beauvoir –
Brigitte Bardot and the Lolita Syndrome (with many half-tone
illustrations) p.10; 14 – First Four Square Edition – The New English
Library LTD., 1962
9 We received the following
communication: Le Monde, January 26, 1977 –
https://www.ipce.info/ipceweb/Library/00aug29b1_from_1977.htm
10 Sexual Morality and the
Law, Chapter 16 of Politics, Philosophy, Culture –Interviews and Other
Writings 1977-1984, p.275
11 Le Mouvement Pédophile en
France –
http://archive.wikiwix.com/cache/?url=http://bibliobleue.fpc.li/Revues/Gredin/N0/MvtFrance.htm
12
http://www.theguardian.com/world/2001/feb/24/jonhenley – Jon Henley –
Calls for legal child sex rebound on luminaries of May 68; The
Guardian, published at February 24, 2001
13 Ibidem 4
14
http://www.biographile.com/6-degrees-of-infatuation-an-ode-to-frisky-french-writers/28496/
– Kelsey Osgood – 6 Degrees of Infatuation: An Ode to Frisky French
Writers; Biographile, published at February 11, 2014
15 Simone de Beauvoir – The
Second Sex, p. 378 – Translated by Constance Borde and Sheila
Malovany-Chevallier; Vintage Books – Random House Inc., New York, 2009
16 Sex, Society and the
Female Dilemma – A Dialogue between Simone de Beauvoir and Betty
Friedan; Saturday Review, publicat la 14 Iunie 1975 – p. 18
http://64.62.200.70/PERIODICAL/PDF/SaturdayRev-1975jun14/14-24/
17 Female Dilemma, op. cit.
p.20
18 Second Sex, op. cit. p.70
19 Ibidem p.392-393
20 Ibidem p.257-258
21 Ibidem p.43
22 Ibidem p.255
23 Ibidem p. 258-259
24 World War II:
Conscription and the Age of Soldiers –
http://histclo.com/essay/war/ww2/age/ww2-age.html
25 Hitler’s Boy Soldiers –
http://www.historyplace.com/worldwar2/hitleryouth/hj-boy-soldiers.htm
26 Târgșor, communist prison
for children – National Romanian Television report (English subtitles
included) – http://vimeo.com/73694592
....mas as Guerreiras da Justiça Social não ficaram muito satisfeitas, e como tal, a revista Time viu-se forçada a pedir desculpas por envergonhar as feministas "fortes e independentes" (mas perpétuamente ofendidas).
Por Dion Rabouin
A revista Time pediu desculpas por incluir a palavra "feminista" na sua lista anual de palavras a serem banidas
no ano seguinte. Nancy Gibbs, editora-chefe da revista, escreveu um
pedido de desculpas que foi incluído como nota do editor ao artigo
citado em cima:
A Time pede desculpas por ter levado a cabo esta sondagem; a palavra "feminista"
nunca deveria ter sido incluída na lista de palavras a serem banidas.
Embora nós tenhamos como objectivo convidar as pessoas a debater a
forma como a palavra foi usada durante este ano, a nuance
foi perdida, e arrepende-mo-nos com o facto da sua inclusão nos ter
distraído do importante debate em torno da igualdade e da justiça.
A palavra “feminista” foi colocada na
lista, juntamente com palavras tais como “bae,” “basic,”
“disrupt,” “kale,” “bossy” e “turnt,” entre outras, com explicações
cheias de humor. Listagens antigas incluiram palavras tais como OMG, YOLO e twerk. A palavra "feminista" foi entretanto removida da lista.
Em relação ao porquê da palavra ter sido incluída de modo a que os seus leitores pudessem votar, a sua inclusão foi explicada:
Tu
não tens nada contra o feminismo em si, mas quando é que isso se tornou
numa coisa em torna da qual as celebridades tinham que declarar se ela
se aplicava ou não a elas, parecido ao acto dum político declarar o seu
partido? Fiquemos focados nos tópicos e paremos de atirar esta
qualificação para cima das pessoas (...).
Acrescentar "feminista" à lista
claramente foi uma tentiva de humor, mas esta tentativa deixou um mau
gosto na boca dum certo número de leitores. A blogueira e professora
Roxane Gay escreveu um artigo de opinião para o Washington Post, onde se lia:
Supostamente
isto era para ser engraçado, mas isto nada mais é que o policiamento do
vernáculo de alguém que não é um homem branco heterossexual.
No Los Angeles Times, a blogueira Susan Rohwer opinou que era...
... profundamente perturbador o facto duma organização noticiosa como a
Time sugerir a proibição duma palavra que significa algo tão básico e
aparentemente consensual como "todas as pessoas merecem os mesmos direitos independentemente do seu género [sic]." Aparentemente precisamos de mais um lembrete do porquê a retórica anti-feminista como esta ter que acabar.
O New York Review of Books, a Planned Parenthood e outros deram a sua opinião nas redes sociais, atacando a decisão da revista de incluir a palavra "feminista" na lista de termos a serem banidos.
* * * * * * *
Como ocorre com perturbadora frequência,
sempre que os assim-chamados "movimentos sociais" são sujeitos ao
escrutínio público, invariavelmente eles revelam-se como iniciativas
que de modo algum reflectem os pensamentos da sociedade em nome de quem os líderes de
tais "movimentos" erradamente afirmam estar a falar.
O feminismo, que supostamente "fala" e "defende" as mulheres, é tão popular junto da sociedade como uma sarna (e igualmente "útil"). O mesmo pode ser dito do activismo lgbt, dos movimentos em prol das minorias étnicas, etc; todos estes movimentos são movimentos da elite que se fazem passar por "movimentos sociais".
O facto dos leitores da Time
terem votado na proibição da palavra "feminista" (acima das outras palavras presentes na lista) muito provavelmente
revela uma maior coragem das pessoas em demonstrar publicamente que já
não se deixam enganar com a retórica da "igualdade" deste movimento supremacista e elitista.
São boas notícias (naturalmente) e é importante que as pessoas ganhem
ainda mais repugnância ao feminismo, mas embora isso não baste para acabar com
a sua influencia, e nem para reverter os gigantescos estragos feitos por esse movimento durante os últimos 50/60 anos, é um passo tímido nessa direcção.