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domingo, 9 de agosto de 2015

A ascensão do autoritarismo transsexual

Por Brendan O'Neill

A foto da revista Vanity Fair de Bruce Jenner num fato-de-banho aumentador dos seios está a ser descrita como "icónica". Bruce, um Americano que já foi um atleta, quer agora ser conhecido como Caitlyn agora que passou por uma transição de género. E ele está a usar a capa da última edição da Vanity Fair para se "estrear como uma mulher". Junto ao título ‘Chamem-me Caitlyn’, ele está todo cheio de detalhes modificados com Photoshop, cabelo arranjado e seios "olhem-para-mim", naquela que muitos peritos estão já a descrever como "uma imagem icónica na história da revista".

De facto, a foto é icónica, e não só no sentido fútil e popular do termo. A foto é icónica no sentido tradicional também, isto é, ela está a ser venerada como um ícone genuíno, uma imagem devocional duma aparente pessoa santa. É uma imagem perante a qual se espera que todos nós nos debrucemos, cuja verdade essencial nós temos que assimilar; uma imagem que nós colocamos em causa ou questionamos sob nossa conta e risco, com aqueles que se recusam a ajoelhar perante ela a enfrentarem a excomunhão da sociedade educada. A Jennermania de ontem confirma o quão estranhamente autoritária, até idólatra, a política trans se tornou.

Há uma religiosidade palpável na selvagem aclamação Bruce/Caitlyn como um santo moderno, uma Virgem Maria sem testículos. No espaço de 4 horas, mais de 1 milhão de pessoas estavam a seguir a nova conta de Twitter de Bruce/Caitlyn, presos a todas as suas palavras como a multidão expectante aguardando por Moisés nas imediações do Monte Sinai.

Todas as suas palavras, toda a banalidade do seu discurso de celebridade, eram reenviadas dezenas de milhares de vezes. As celebridades e os comentadores saudaram Caitlyn como uma espécie de messias. "Estávamos de braços abertos à tua espera", disse um excessivamente excitado editor da Buzzfeed. Por toda a Twittersfera, Caitlyn era venerada [sic] como uma espécie de "deusa", uma "deusa em forma humana". Um tuitador trans disse:

Caitlyn Jenner poderia esfaquear-me agora, e deixar-me morrer, e eu morreria radiante porque NÃO SOU DIGNO DESTA DEUSA.

Nos média, a conversa centra-se em torno da forma como Caitlyn e a sua aparência icónica podem dar uma injecção de adrenalia à humanidade em si. Uma escritora para o  Guardian descreve Caitlyn como uma ‘rainha’ e diz "curvem-se, idiotas!', afirmando também que o seu ícone na capa da Vanity Fair é ‘life-affirming’.

Tratando Caitlyn como um tipo de Cristo, mas com um sutiã e não com uma bata, Ellen DeGeneres diz que esta deusa traz "esperança para o mundo", e que todos nós deveríamos tentar ser "tão corajosos como Caitlyn". Susan Sarandon celebra o misterioso "renascimento" Bruce/Caitlyn, ao mesmo tempo que Demi Moore agradece-o/a por partilhar humanamente "o dom do teu belo e autêntico eu".

Uma escritora do Huff Post diz que o nome Caitlyn significa "pura" - "que significado perfeito, não é?" Verdadeiramente, sim, porque a Santa Caitlyn, renascida para nos educar a todos, é pura.

Com os milhões de seguidores curiosos, a sua veneração como uma imagem icónica, a insistência de que nos "curvemos" perante a imagem, o Culto de Caitlyn gera para a  mariolatria Católica uma concorrência feroz na escala de devoção cega.

E, obviamente, tal como todos os ícones venerados, qualquer pessoa que se recuse a reconhecer a verdade da capa da Caitlyn presente na Vanity Fair enfrenta um castigo perante as multidões, ou correctivos baseados no agitar do indicador consequência da sua blasfémia que coloca em causa a deusa.

Devido a isto, quando Drake Bell, uma antiga estrela infantil, tuitou "Desculpa-me, mas vou continuar chamar-te Bruce", ele passou a ser o alvo de fúria global e os devotos do Culto de Caitlyn ficaram loucos. Mesmo depois dele ter apagado o seu comentário blasfemo, continuaram a aparecer tweets a atacá-lo, sugerindo que ele desactivasse a sua conta de Twitter, ou melhor ainda, que "desactivasse a sua vida".

Entretanto, foi activado um robô com o nome de @she_not_he como forma de corrigir qualquer "má identificação do género" a Caitlyn. Obtendo muitos louvores por parte de grande parte dos média, este robô está a ‘verificar o Twitter, procurando por alguém que use o pronome "ele" em junção com o nome Caitlyn Jenner’.

O inventor do robô diz que está feliz com o facto dos meliantes que dão o género errado a Caitlyn estarem a ser "apologéticos nas suas respostas ao robô", e "chegando alguns a apagar os seus tweets originais". Dito de outra forma, eles arrependeram-se.

Tal como se esperava que aqueles que colocavam em causa a Divindade de Cristo se retratassem, também aqueles que negam o género de Caitlyn são perseguidos até ao momento em que pedem desculpas pelo seu erro moral. O grupo activista homossexual Americano GLAAD está a criticar os média mainstream pelo uso da palavra "ele" em referência a Caitlyn, tal como uma incarnação moderna do Index Librorum Prohibitorum do Vaticano (...). A GLAAD emitiu linhas orientadoras de policiamento de discurso para os média:

NUNCA se refiram a ela pelo seu antigo nome..... EVITEM usar pronomes masculinos e o antigo nome de Caitlyn, mesmo que estejam a falar de eventos do seu passado.

A adoração a Caitlyn, e a intimidação das pessoas que se recusam a se vergar perante o seu ícone, tem revelado de maneira gráfica o quão intolerante é o pensamento trans. A insistência de que não só chamemos Bruce/Caitlyn de "ela", mas também que projectemos isso para o passado - reconhecendo, tal como disse o Guardian, que ela [sic] "sempre foi uma mulher" - é algo a roçar o Orwealliano. É uma re-escrição da história e o esquecimento de antigos factos inconvenientes.

Curiosamente, a escritora do Guardian diz que pessoas tais como Bruce/Caitlyn "sempre foram mulheres....mesmo quando estavam a 'gerar' filhos". Note-se que é o 'gerar' que está entre parêntesis, sugerindo que não era algo real, ao mesmo tempo que a descrição de Bruce como uma "mulher" é tratada como uma verdade incontestável.

Guerra é paz, liberdade é escravatura, homem é mulher.

Este Orwellianismo trans está a encontrar cada vez mais espaço na própria lei. No ano passado, na Irlanda, uma mulher trans obteve o direito de ver a sua mudança de sexo para mulher na sua certidão de nascimento. Isto é preocupante. A parteira que disse "É um rapaz!" quando esta mulher-trans nasceu estava a dizer a verdade, e essa verdade está registada num documento público.

Mas isso agora jã não interessa porque a a verdade a história foram colocadas nas mãos do lobby trans. Tal como o Irmão Grande pensa que pode forçar as pessoas a aceitar que 2+2=5, os activistas trans querem que cantemos que:

Bruce Jenner é uma mulher, e sempre foi uma mulher, mesmo quando estava a produzir esperma, a engravidar mulheres e a vencer medalhas de ouro em desporto masculino.

E o que dizer dos pequenos detalhes da certidão de nascimento de Bruce Jenner e da paternidade dos seus filhos? Esqueçam isso tudo, e lancem estas coisas para dentro dum buraco da memória.

O que o Culto de Caitlyn confirma sem sombra de dúvida é que não há nada de progressivo dentro da política trans. Ela é estridente, censuradora, irreal, exige obediência e  pune os dissidentes. (....) Bruce Jenner não é uma mulher, e, desculpem-me dizer isto, mas 2+2=4 e sempre vai ser assim.

~ http://goo.gl/ZVwUnR



quarta-feira, 1 de julho de 2015

A ascensão do Estado-Policial feminista

Por Henry Makow

Em 1931, a carreira de actor de Clark Gable recebe um forte impulso depois dele ter enfeitado Barbara Stanwyck no filme Night Nurse. Ele recebeu 10,000 cartas provenientes de mulheres ofegantes. Hoje em dia os super-heróis e as super-heroínas frequentemente atacam-se mutuamente nos filmes, mas se os homens e as mulheres comuns simplesmente se empurram um ao outro, eles podem ser presos sob acusação de "agressão doméstica".

Os homens arriscam-se a ir para a prisão, para além de arriscarem perder a família, a casa e o emprego, se por acaso eles discutirem com uma mulher. Esta é a consequência da imensamente difundida política de "tolerância zero", que classifica a agressão doméstica como qualquer contacto físico que ocorra, por mais inócuo que seja. A acusação é feita pelo governo, mesmo que nenhum dano tenha ocorrido.

Supostamente esta polícia protege as mulheres, mas o seu verdadeiro propósito é o de emascular os homens e perseguir os heterossexuais. Ela nada mais é que uma campanha da elite que tem como propósito degradar a sociedade, destruir a família e diminuir a população, tornando a heterossexualidade impracticável.

A zona perigosa

Todos os casais passam por momentos de stress, especialmente se têm filhos. Hoje em dia, a mulher que tem um acesso de raiva pode mandar o marido para a prisão simplesmente ligando para o 911. Para além disso, ela pode ter esta ameaça sobre a cabeça do seu marido. Medidas como esta fazem com que as forças policias fragilizem a liderança masculina.

Um marido chamou a sua esposa de "preguiçosa", e a vizinha disse que ela deveria "ensinar-lhe uma lição". Então, ela chamou a polícia e mentiu, dizendo que o marido a havia dado uma chapada. "Ela agora precisa de ajuda com as crianças e nós temos que viver longe um do outro," disse ele à saída do julgamento. "Ela está muito perturbada e arrependida pelo que fez."

Um advogado da Legal Aid disse que "as mulheres fazem falsas acusações como doidas". Não há pena legal por fazer isto. Um homem viu a sua esposa de direito comum a acusar-lhe como forma de o expulsar da casa. Da parte da trás do carro da polícia, ele viu-a sobre a relva com o seu namorado.

Outro homem ouviu a polícia a "bater-lhe a porta de casa" por volta das duas da manhã, depois dele ter terminado a relação com a sua namorada nessa mesma noite. Ela havia-o acusado de ter neutralizado os braços dela (quando ela o esta estava a agredir). Ele teve um conta legal bem robusta, e arriscou-se a perder o emprego. A maior parte destes casos são "congelados" (depois de muitas presenças no tribunal) porque a mulher não quer testemunhar ou o caso é resume-se à palavra dele contra a dela.

Bem vindos à Nova Ordem Mundial

Esta política faz com que as pessoas fiquem habituadas com a interferência policial dentro das suas vidas, e esta é a marca duma ditadura. Hoje em dia, ter uma discussão com esposa é um crime. "As paredes têm ouvidos", disse um casal. Eles foram presos depois dum vizinho ter ouvido vozes mais exaltadas. Uma testemunha confirmou que o casal nunca se chegou a tocar, mas a polícia ignorou isso por completo.

Este tipo de coisas faz com que as pessoas percam todo o respeito pela lei. "É suposto vivermos num país livre, mas já não é isso que sentimos", disse-me um homem. Esta política é uma aparência de funcionalidade que beneficia polícias, terapeutas, prisões, tribunais e advogados. Para além disso, este tipo de política aumenta a dimensão da burocracia e esta burocracia tem participação económica na nova ordem mundial da elite

Em Winnipeg, que é onde eu vivo, metade dos 1200 polícias encontra-se focada na violência doméstica. O chefe-policial Jack Ewatski disse o seguinte à Winnipeg Free Press:

Para mim, isto são estatísticas surpreendentes. Isto coloca um peso significativo na habilidade policial de vigiar outras áreas.

Mais de metade dos presos do sobrelotado "Remand Centre" são maridos. Instalações especiais estão a ser construídas numa penitenciária como forma de albergar mais 200 "domésticos". A maior parte destes homens ainda não foi condenada por nada.

Noventa e nove por cento triviais

No meu site www.zerotolerancesucks.com entrevistei cerca de 65 pessoas que foram acusadas de violência doméstica. A maior parte destas pessoas têm posses limitadas, e as suas discussões são normalmente sobre coisas triviais (e geralmente envolvem o alcool). Durante todo este tempo, só encontrei uma pessoa que se ajustava ao perfil de "mulher vítima de violência", e até ela quer a opção de poder ou não acusar o abusador porque ela sente que pode lidar com a situação.

Um veterano advogado, especialista em violência doméstica, confirmou que só 10% dos seus clientes se ajusta ao perfil de marido agressor crónico. A maior parte das pessoas chama a polícia só como forma de acalmar a situação tensa, mas ficam surpresas por serem presas, verem os seus dedos impressos, e serem posteriormente encarceradas. Isto causa a que faltem ao trabalho e percam o emprego.

"Por vezes, eu mereço uma chapada", disse um homem. "Ela deu-me uma, eu afastei-a do meu caminho e fui-me embora. Estamos bem e somos um casal normal. Tivemos uma noite complicada, mas ninguém se aleijou, e ninguém processou ninguém."

Não concordo e nem  encorajo a violência doméstica de qualquer tipo, mas a maior parte destes casos não deveriam envolver a polícia; a polícia só deveria intervir se por acaso alguém ficasse lesionado ou após uma queixa formal. (...) Quando dois homens lutam num bar, ocorre um processo de mediação e nenhuma acusação é feita se esta for a primeira ofensa. Porque é que os amantes são tratados de maneira diferente?

Por fim, eu só vi uma única dupla homossexual (duas lésbicas) em 20 visitas ao tribunal, embora a violência doméstica seja alegadamente bem comum entre os homossexuais. 

As mulheres são favorecidas mas também vitimizadas

Um advogado disse: "Quem decide tudo são as mulheres", e normalmente a polícia recusa-se a aceitar a acusação feita por um homem. Quando uma mulher mordeu o dedo do seu marido, o polícia perguntou-lhe "O que é que o seu dedo fazia na boca dela?" Foi dito a outro homem que "agisse como um homem."

No entanto, o sistema é caprichoso e com frequência as mulheres são vitimizadas. Uma mãe de 4 crianças, que recebia assistência social, deu uma chapada ao marido de direito-comum quando este disse que ele não se importava com as crianças. Ele empurrou-a contra a parede, e ela chamou a polícia. Ela foi presa. "Isto é o que acontece por se ser honesta," disse ela. "Nem sei o porquê de estar a ser alvo dum processo." 

Outra mulher deu uma chapada ao namorado quando ele fez pouco do facto dela estar grávida do filho dele. Ele chamou a polícia e ela foi presa. Custo legal: $1200. Outra mulher disse: 

O meu ex-namorado ligou-me da prisão, e em dois dias, ele estava cá fora e a perturbar-me outra vez. De que vale chamar a polícia? Não vale a pena o esforço.

Como consequência da proliferação de casos triviais, as mulheres que realmente se encontram em perigo são ignoradas. As activistas feministas não se preocupam com as mulheres que estão a "dormir com o inimigo" visto que elas (as feministas) usam as mulheres vitimizadas como forma de avançar com a sua agenda lésbica.

Um escárnio da justiça 

A política de tolerância zero é uma trivializarão dos princípios da justiça. Tem que ocorrer um crime genuíno (isto é, uma injúria) antes de alguém ser preso e encarcerado. Tem que existir a pressuposição de inocência, e têm que existir evidências para além da palavra duma pessoa.

A violência doméstica não era um problema antes das feministas e dos seus patrocinadores terem criado esse "problema".  Hoje em dia, também não é um problema. Por exemplo, segundo a "Canadian General Social Survey" de 1999, só 7% dos casados ou em união civil é que sofreram "algum tipo de violência"  nos 5 anos anteriores. Estes números estão virtualmente divididos entre homens e mulheres.

A taxa de homicídio de esposas no Canada é de 7 por cada 1,000,000. Nos Estados Unidos, a taxa de assassínio para as esposas/namoradas é entre 1 a 4/1000 de 1%, dependendo da raça. 

Conclusão:

Algo está fundamentalmente errado quando metade das forças polícias se encontra focada nas brigas conjugais. Os heterossexuais têm que acordar e sentir o cheiro do café; há mais de 40 anos que temos sido vítimas dum ataque, e não é acidental o facto do papel de esposa e de mãe ter sido estigmatizado, e os homens terem sido demonizados. Também não é acidental que, como ocorre com as pessoas com uma doença terminal, oiçamos muito pouca discussão sobre o nosso futuro colectivo.

A sociedade está a ser vítima duma campanha insidiosa, levada a cabo pela elite, tendo em vista a engenharia social e a perseguição política. Chegou a hora de dizermos à elite adoradora de Lúcifer, "Chega."

http://bit.ly/1Kpz7uF.



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Como a Revolução Francesa influenciou o Nacional Socialismo e o Comunismo

"Bliss was it in that dawn to be alive
But to be young was very heaven!" ~ (William Wordsworth)
(A sua perspectiva no início da Revolução Francesa; este espírito de entusiasmo não durou muito tempo)

Por Richard Geib

A Revolução Francesa é claramente um dos eventos centrais da Civilização Ocidental - um período da história cujos personagens e eventos sempre me fascinaram. Em comparação, a muito mais moderada Revolução Americana foi muito menos influente no mundo de então - embora tenha sido mais bem sucedida e menos sangrenta. Posso dizer que a Revolução Americana foi mais bem sucedida porque foi mais moderada e menos assassina que a Revolução Francesa.

Mas ironicamente, a Revolução Francesa foi uma revolução fracassada: A Liberté, Egalité, e a Fraternité rapidamente evoluíram para a imponente figura de Robespierre, e para o seu Reino de Terror, à medida que a revolução ficou fora de controle e começou a matar-se a si mesma.

Inicialmente, os monarquistas foram decapitados, a seguir os Girondinos moderados, e por essa altura a violência e a suspeita estavam totalmente fora de controle à medida que a revolução se devorava a ela mesma. Na minha opinião, depois deles terem começado a decapitar os Girondinos moderados, era uma questão de tempo até todos acabarem na guilhotina.

Vinte e seis anos depois da "Declaração dos Direitos do Homem" ter sido escrita, um Bourbon encontrava-se mais uma vez no trono como Rei de França - isto é que eu tenho em mente quando digo que a Revolução falhou.

Começando em 1793, a França já teve nada menos que 11 constituições subsequentes; ao mesmo tempo, os Estados Unidos ainda usam a sua primeira constituição. Isto é o que eu qualifico de moderação e estabilidade política. O legado destas revoluções é totalmente distinto em estilo, substância e em consequência.

Durante um voraz e irracional trecho de paranóia revolucionária, 1,376 indivíduos foram guilhotinados em apenas 47 dias. As últimas palavras da Girondina moderada Mme. Jeanne Roland de la Platiere, antes da morte na guilhotina, foram:

Ó liberdade! Quanto que eles fizeram pouco de ti!

Na minha opinião, ela colocou as coisas da forma certa. Ou ainda Camille Desmoulins, a escrever da prisão para a sua esposa:

Eu sonhei com uma república que todo mundo iria adorar. Eu não podia acreditar que os homens eram tão ferozes e tão injustos.

Sempre preferi os moderados Montesqieu e Lafayette no lugar de Robespierre e dos seus radicais colegas. Sem surpresa alguma, eles não se deram assim tão bem na Revolução Francesa, o que é um exemplo perfeito da lei de Gresham da moralidade política: o mal expulsa o bem à medida que todos se tornam corruptos, ao mesmo tempo que a vida política se torna não muito diferente da guerra Hobbesiana de todos contra todos num "desejo perpétuo e incansável de poder, que só termina com a morte."

Domestic carnage, now filled the whole year
With feast-days, old men from the chimney-nook,
The maiden from the busom of her love,
The mother from the cradle of her babe,
The warrior from the field - all perished, all 
Friends, enemies, of all parties, ages, ranks,
Head after head, and never heads enough
For those that bade them fall. - William Wordsworth

Wordsworth veio a sofrer a desilusão dos jovens revolucionários de todas as eras que descobrem que, ao derramarem um oceano de sangue, eles causaram com frequência males maiores.

Se a Revolução Francesa foi o fim dos privilégios monárquicos e dos privilégios aristocráticos, e a emergência dos direitos democráticos comuns, ela foi também o início do governo totalitário moderno e da execução em larga-escala dos "inimigos do Povo" por parte de entidades governamentais impessoais (o "Comité da Segurança Pública" de Robespierre). Este legado atingiu o seu ponto mais elevado com a trágica chegada dos Nazis Alemães e dos Comunistas Soviéticos e Chineses durante o século 20.

De facto, Rousseau foi chamado de o precursor dos pseudo-democratas modernos tais como Estaline e Hitler, e as suas "democracias do povo". O seu apelo para que, se for necessário, os "soberanos" forcem os homens a serem livres no interesse da "Vontade Geral", soa mais como Licurgo de Esparta e não como o pluralismo de Atenas; o legado de Rousseau é Robespierre bem como os radicais Jacobinos (do Terror que se seguiu), que o adoraram de modo apaixonado.

Durante o século 20, a sua influência fez-se sentir através da acção dos tiranos que iriam fomentar as paixões igualitárias das massas não no interesse da justiça social mas sim do controle social.

Olhemos para Rousseau como o génio literário que foi e apreciar a sua contribuição para a história; olhemos para a sua filosofia política com grande cepticismo.

Será que se pode forçar uma pessoa a ser livre? Será que uma pessoa - ou um pequeno grupo de pessoas - pode claramente discernir o que é a "Vontade Geral" que representa todas as pessoas?

Não é isto, na práctica, um apelo à ditadura? Será que podemos ler "O Contrato Social" e encontrar nele algum do espírito de Atenas e da democracia parlamentar? Eu não consigo. Tudo isto parece-me mais ao estilo de Esparta bem como ao estilo do igualitarismo austero da sociedade colectivista e das justificações ideológicas dos regimes terríveis do totalitarismo moderno.

Rousseau pressagia a ascenção do movimento Romântico nas artes e causou a sensação entre os aristocratas de França dos Bourbons. Alegadamente Napoleão disse mais tarde:

Se não tivesse existido um Rousseau, a Revolução não teria ocorrido, e sem a Revolução, eu teria sido impossível.

Estaline e Hitler poderiam dizer o mesmo ao reconhecerem a sua dívida pelo conceito de "o Soberano" a Rousseau e à sua identificação mística com as pessoas. Duzentos anos mais tarde nós só temos milhões e milhões de inocentes assassinados em "nome do povo", etc. ad nauseam.

Robespierre olhou para Rousseau como um pai espiritual. Se eu pudesse escolher o menor de dois males, eu teria escolhido os diplomatas oportunistas tais como Maurice de Talleyrand de França, Clemens Metternich da Áustria,  Czar Alexandre da Rússia, ou o Lord Castlereagh da Inglaterra e não Napoleão, e a França Revolucionária, visto que Napoleão foi apenas a semente que iria florescer no século 20 nas pessoas de ditadores dinâmicos tais como Adolf Hitler e José Estaline.

"Ninguém pode governar sem culpa," alegou São Justo. Isto pode ser verdade, mas a violência política é o pior dos males deste século, repleto de crimes espectaculares, e que eu saiba, Robespierre foi o primeiro intelectual Europeu a avançar com a ideia absurda de que o terror é a melhor e a mais eficaz forma de estabelecer a "justiça".

A Revolução Francesa foi a morte merecida do antigo sistema monárquico Europeu. Infelizmente, em demasiados locais os governos que tomaram o lugar dos regimes antigos foram tão maus ou piores que aqueles que os haviam precedidos (Desde Napoleão, a Lenine até aos fascistas).

O caos e a violência que Napoleão ajudou a materializar só nos últimos 50 anos (esperemos nós) é que foi removida do sistema Europeu. Que nós possamos aprender com o passado de modo a que não façamos os mesmos erros. Que o século 20 (e o terror Jacobino) seja um aviso! (...)

O que aprendemos com o estudo da Grande Revolução [Francesa] é que ela foi a fonte de todas as actuais concepções comunistas, anarquistas e socialistas.

Príncipe Petr Kropotkin - Naturalista Russo, autor e soldado, escrevendo em 1909 em vésperas da Revolução Bolchevique.

Fonte: http://bit.ly/VtRbQC



sábado, 10 de maio de 2014

A imigração e o estalinismo Sueco

Por Selwyn Duke

Se o fiasco da Mozilla fez com que as pessoas pensassem que apoiar o verdadeiro casamento nos EUA era arriscado, tentem levantar algum tipo de oposição à imigração na Suécia. É bem provável que se lembrem da história que envolveu o The Journal News em Nova York, que em 2012 publicou os nomes e as moradas de homens do município que conferem licenças para porte de armas. Sabe-se agora que um jornal Sueco fez o mesmo contra  alguns dos seus cidadãos que são contra a imigração. Mas enquanto que o The Journal News recebeu críticas duras pelas suas acções, na Suécia são as vítimas que estão a ser alvo de críticas. Pamela Geller, jornalista, reporta:

Um dos maiores jornais do país, Expressen, usou hackers criminosos para invadir a Disqus e obter o email e as identidades de comentadores online, e para revelar as pessoas por trás das alcunhas ou por trás dos IDs anónimos. O jornal enviou um repórter e um operador de câmara para a casa duma das pessoas e perguntou se eles haviam escrito coisas em sites distintos. O Expressen publicou os nomes e s fotos de algumas pessoas, o que levou a que pelo menos uma delas perdesse o emprego.

Não é de admirar que o tópico da imigração seja um assunto controverso na Suécia. Havendo sido no passado um país homogéneo com uma das taxas de crime mais baixas do mundo, as ondas de imigração muçulmana estão, actualmente, a transformar a Suécia naquilo que um relatório das Nações Unidas qualificou de país do Terceiro Mundo.  Daniel Greenfield (Frontpage Mag) revela estes ventos de mudança:

A população Sueca cresceu de 9 milhões para 9,5 milhões entre 2004 e 2012 muito graças à imigração de "países como o Afeganistão, o Iraque, a Somália". 16 porcento de todos os recém-nascidos têm mães provenientes dum país não ocidental. A taxa de desemprego entre os imigrantes encontra-se na ordem dos 54 porcento.

A Suécia tem hoje o segundo maior número de violações sexuais, logo após a África do Sul, que ao se centrar em 53.2 por cada 100,000, é seis vezes mais elevada que a dos EUA. As estatísticas mostram agora que 1 em cada 4 mulheres Sueca será violada.

Setenta e sete porcento destas violações é cometida por "estrangeiros"; enquanto que a larga maioria dos violadores são muçulmanos, a larga maioria das vítimas são nativas Suecas. E estes números, segundo dizem os críticos, são estimativas provavelmente inferiores à realidade feitas por autoridades que preferem, de todo, branquear o problema.

Para além disso, os muçulmanos e os Suecos são de facto o confronto cultural por excelência, combinando uma cultura notoriamente patriarcal que coloca ênfase na modéstia feminina com a sua antítese: uma sociedade secular, libertina, super-feminista e hedonista. Enquanto que as mulheres muçulmanas usam hijabs, e por vezes burkas inteiros, a Suécia é melhor definida pela promiscuidade; enquanto que a lei Sharia reina suprema na maior parte de Dar al-Islam, as feministas Suecas já propuseram medidas tais como "o Imposto Masculino"  (uma taxa especialmente feita para os homens como forma de compensar os custos da "violência masculina"), e já fizeram pressão politica para que os urinóis sejam removidos das escolas devido à teoria de que a forma típica como os homens respondem ao apelo da natureza é simbólico da dominação masculina.

Os críticos afirmam que este libertanismo e radicalismo esquerdista, tão distante dos muçulmanos tradicionais, apenas intensifica o seu desprezo pela cultura Sueca e é usado para justificar a violência contra "a decadente mulher Ocidental."

E depois há a violência mais visível. Tal como na França e em todo o lado, os muçulmanos a viver na Suécia queimaram edifícios e centenas de carros durante o ano passado (num tumulto centrado no subúrbio de Estocolmo com o nome de Husby). E actualmente, muitos dos Judeus Suecos temem vir a ser vítimas de violência e como tal, estão a abandonar o país.

A exacerbar a hostilidade muçulmana por outras culturas, afirmam alguns críticos, estão os apelos religiosos para a subjugação dos infiéis. E frequentemente eles citam como evidência o que o embaixador de Tripoli Sidi Haji Abdrahaman disse a Thomas Jefferson em 1785 depois de ter sido questionado do porquê do seu estado Berbere estar a atacar barcos Americanos. Tal como registou Jefferson,

Estava escrito no seu Alcorão que todas as nações que ainda não haviam reconhecido o profeta eram pecadoras, e os fiéis tinham o direito e o dever de as pilhar e as escravizar; e que todos os muçulmanos que eram mortos durante esta guerra iam para o Paraíso.

Em contraste com este extremo chauvinismo religiosos e cultural encontra-se a devoção Sueca ao multiculturalismo. A imigração na Suécia tornou-se sacrossanta e é apoiada como um dogma ao mesmo tempo que quem se coloca contra ela pode sofrer perseguição. Tal como notou a CBNS News no princípio deste mês num artigo com o título de "Suécia Soviética? Nação Modelo Escorrega para o Terceiro Mundo",

O establishment esquerdista Sueco acredita que a pedra angular da sua sociedade perfeita é o multiculturalismo - imigração em larga escala de alguns dos países mais pobres e retrógados da Terra - e os Suecos que discordam desse plano correm o risco de serem classificados de racistas, fascistas e até Nazis. O jornalista Dinamraquês Mikael  Jalving, autor do livro "Absolut Sweden", afirmou:

A imigração é o ponto de partida e o ponto de chegada. É o ponto mais importante a provar, isto é, que és amigável para com os imigrantes, que vês com bons olhos a imigração.

E se for possível "provar" que tu não apoias a imigração, "então és excluído do jogo", afirma Jalving. O que é que ser excluído do jogo significa? A jornalista Ingrid Carlqvist explica que tu te tornas num pária, declarando, "Se eles te apontam o dedo e dizem que és racista, então perdes o emprego, a carreira profissional, e podes até perder a tua família. Ficas sem futuro.

Carlqvist fala com base na sua experiência pessoal; depois de ter fundado o jornal online crítico da imigração Dispatch International com o colega Lars Hedegaard, ela abandonou a Suécia temendo perseguição. Ainda mais arrepiante é a razão pela qual o plano da jornalista de criar um jornal físico não ter avançado. Como explica Carlqvist, "E se o carteiro visse que tinhas uma cópia desse jornal? E se o teu vizinho visse? Eles poderiam pensar que eras racista ou que tu odeias os muçulmanos."  Como diz a CBN, "A Suécia tornou-se numa nação onde alguns pontos de vista são demasiado arriscados até para serem lidos."

Ou até falados.

Num gesto que faz lembrar a Alemanha Nazi, Jalving diz-nos que os pais Suecos aconselham os seus filhos a não revelar as suas opiniões políticas devido aos receios delas virem a destruir os seus futuros. Outros jornalistas disseram à CBN duma "atmosfera Estalinista" na Suécia, um clima que inspirou a radio-jornalista ex-Sueca Amun Abdullahi a regressar para a sua Somália nativa depois de 23 anos a viver na Suécia. Ela afirma que a Suécia é mais perigosa que Mogadíscio porque "Aqui não se pode dizer a verdade" - "as pessoas são silenciadas."

E o que dizer da assimilação? É uma palavra feia na Suécia. A CBN escreve, citando Jalving:

É suposto os Suecos aprenderem com os imigrantes, e não o contrário. Há um ódio palpável contra a cultura Sueca junto das elites... A assimilação está totalmente fora dos planos..... Todas as pessoas, em todos os partidos políticos mainstream ... iriam sorrir mal ouvissem a palavra "assimilação"; [ela] torno-se uma palavra Nazi.

Mas os críticos dizem que, neste caso, "Nazi" parece ser uma projecção. E quer essas "elites" aprendam ou não que se deve ter cuidado com o que se deseja, parece que eles não terão que se preocupar por muito mais tempo com a cultura Sueca que eles tanto odeiam. Carlqvist sumariza as coisas desta forma:
Tínhamos um bom país, um país rico, um país agradável, e dentro de alguns anos esse país deixará de existir..



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Rumo à ditadura


O Concílio Nórdico recebeu recomendações provenientes dum painel de peritos em favor da proibição de discurso anti-feminista nos países Nórdicos (Suécia, Dinamarca, Islândia, Finlândia, Noruega). O "painel de peritos" era composto por feministas radicais e homens pró-feminismo. 

O relatório foi escrito nas línguas Nórdicas (excepto o Finlandês) e algumas partes em inglês.

No relatório, o discurso anti-feminista e o discurso de ódio de extrema-direita dirigido aos imigrantes é tratado como parte do mesmo movimento. O MRM ("Men's Rights Movement") é qualificado como parte do extremismo da direita. O relatório tem um sumário em inglês (página 35) onde se lê:
1. Ameaças e assédios anti-feministas têm que ser ilegalizadas. ("Recomendamos aos governos Nórdicos que garantam que as ameaças e o assédio com base no género sejam tornadas ilegais. O discurso de ódio online tem que ser processaso, tal como o é o discurso de ódio emitido a partir de domínios públicos.") 
2. Serviços acessíveis como veículos de denúncias a ameaças e assédio têm que ser estabelecidos como "forma de reportar" os incidentes. 
3. Pesquisas anuais sobre o anti-feminismo têm que ser iniciadas. 
4. Pesquisas em torno do anti-feminismo têm que ter prioridade. 
5. Igualdade e anti-descriminação incrementais requerem a mudança para padrões Masculinos.
6. Devem ser implementadas medidas para ajudar os homens e os rapazes marginalizados.
7. O anti-feminismo deve fazer parte da área de actividade dos oficiais da Igualdade.
8. A imprensa deve assumir as suas responsabilidades na luta contra o anti-feminismo. ("Os média devem garantir que têm a competência para lidar com os actores extremistas sem lhes dar legitimidade ou dar legitimidade às suas opiniões. Os editores de comentários online têm a especial responsabilidade de garantir que os seus usuários não se tornam alvos de ameaças e assédio, e que os sentimentos xenófobos e anti-feministas não são apoiados ou legitimados.")
9. A cooperação entre os países e grupos anti-feministas tem que continuar. 
10. Devem ser levadas a cabo conferências Nórdicas anti-feministas interdisciplinares.

* * * * * * *
Basicamente o que isto significa é que se os países Nórdicos adoptarem as "recomendações" dos grupos feministas, a liberdade de expressão nesses países, que já não é nada por aí além, morre de vez.




terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Tribunal Europeu proíbe críticas à União Europeia

O Tribunal Europeu da Justiça determinou que a União Europeia (UE) pode suprimir legalmente as críticas políticas levantadas contra as suas instituições e contra as suas figuras de topo, colocando de lado a "English Common Law" e 50 anos de precendentes Europeus em torno das liberdades civis

O mais importante tribunal da UE determinou que a Comissão Europeia tinha o "direito" de despedir Bernard Connolly (economista britânico demitido em 1995 por ter escrito uma crítica à integração monetária Europeia com o nome de "The Rotten Heart of Europe" ["O Apodrecido Coração da Europa"].)

A decisão legal declarou que não só a comissão [Europeia] pode restringir as vozes dissidentes (como forma de "proteger os direitos dos outros"), como pode também punir os indivíduos que "prejudiquem a imagem e a reputação da instituição".

Este caso tem implicações mais abrangentes em torno da liberdade de expressão que se podem alargar para cidadãos da UE que não trabalham para a burocracia de Bruxelas.

O tribunal qualificou o livro de Connolly de "agressivo, pejorativo e insultuoso", focando-se especialmente na sugestão do autor de que a União Monetária e Económica é uma ameaça à democracia, à liberdade e "em última análise, à paz".

No entanto, o tribunal colocou de lado um argumento levantado há 3 meses pelo advogado-geral, Damaso Ruiz-Jarabo Colomer, que implicitamente afirmou que as críticas levantadas por Bernard Connolly contra a UE eram semelhantes a uma blasfémia extrema e, como tal, não era discurso protegido.

O sr Connolly, que se viu na obrigação de arcar com os custos legais da Comissão Europeia, disse que o processo não foi o que se poderia qualificar de uma audiência justa. Ele diz:


Voltamos aos tempos dos "Star Chamber" e dos "Acts of Attainder": os direitos dos réus não são nem respeitados nem garantidos de forma alguma; a ofensa de difamação sediosa foi ressuscitada.

Em Novembro último Damaso Colomer escreveu no seu artigo de opinião que um caso judicial Britânico de relevo (em torno da liberdade de expressão) "não tinha fundamento nem relevância" dentro da lei Europeia, sugerindo que o Tribunal Europeu se encontrava pouco disposto a dar demasiada consideração à tradição legal Britânica.

Bernard Connolly planeia agora levar o seu caso para outro tribunal Europeu, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos localizado em Estrasburgo.

Fonte



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Discriminação na adopção

Morador da localidade de Rotherham, o casal havia adoptado temporariamente as crianças, em um esquema que permite ao governo britânico reduzir o número de menores em orfanatos do Estado dando subsídios para que particulares lhes forneçam um lar provisório.

As três crianças – todas com menos de dez anos – seriam imigrantes de outros países da Europa e pertencentes a minorias étnicas.

Elas viveram com o casal por oito semanas até que assistentes sociais descobriram que ambos estavam filiados ao partido UK Independence Party (UKIP), um partido de direita que prega a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e políticas imigratórias mais duras.

O entendimento dos assistentes sociais de Rotherham foi que o casal não podia manter a guarda das crianças por pertencer a um partido "racista".

No passado, os integrantes do UKIP também foram chamados de "racistas no armário" pelo primeiro-ministro conservador, David Cameron, mas, em seguida, Cameron se retratou. Agora, há alguns conservadores que defendem uma aliança com o partido.

Em seu website, o UKIP diz defender a saída da UE "não porque odeia a Europa ou os estrangeiros, mas porque a UE se tornou antidemocrática, cara e mandona".

Apesar de a política britânica ser dominada por Conservadores e Trabalhistas, segundo o instituto de pesquisas YouGov, citado pela revista Economist, o UKIP estaria em uma competição apertada com os Liberais Democratas pelo posto de terceira força política do país.


* * * * * * *
Para se saber o quão bem sucedida foi a perversão marxista na Inglaterra basta ver um líder "conservador" a atacar um partido de direita com argumentos esquerdistas.

A liberdade inglesa já acabou há algum tempo ; os ingleses é que ainda não se aperceberam disso.






quarta-feira, 11 de julho de 2012

ONU quer controlar a internet

Uma das formas mais eficazes de estragar a internet é colocá-la a cargo da Nações Unidas (ONU). Infelizmente, é precisamente isso que essa organização totalitária quer.

A ONU está a mover-se de forma decidida de modo a obter o controle total sobre a internet. A proposta, que tem o apoio de países mundialmente conhecidos pela liberdade de expressão tais como a China, a Rússia, a Arábia Saudita, o Irão (juntamente com a Índia e o Brasil), daria o controle da internet a uma organização da ONU com o nome de "International Telecommunication Union." Esta talvez seja a maior ameaça que a internet, livre e aberta, sofre em anos.

Na conferência da ONU que se vai realizar em Dubai, em Dezembro próximo, representantes de 193 nações irão debater esta proposta. Os Estados Unidos e muitos países europeus estão de modo firme contra esta proposta mas não se sabe se, por esta altura, eles possuem os votos necessários para travar os projectos da ONU.

Ao contrário do Conselho de Segurança, não há vetos quando se fala do que procede da ITU. Disto se conclui que os EUA podem não conseguir impedir que a controle mundial da internet seja oferecido à ONU. Os EUA podem-se retirar de qualquer novo tratado, mas isto poderia resultar numa balcanização da internet.

Se a ONU consegue tomar controle da internet, podemos esperar uma nova era de censura, impostos e vigilância. Isto seria absolutamente catastrófico para a livre circulação do comércio e de informação por todo o globo.

Infelizmente, muitos regimes repressivos estão insatisfeitos com a forma como a internet opera actualmente. Como tal, estes países estão a trabalhar de modo a que possam usar o poder da ONU para taxar, regular e censurar a internet. Não é preciso dizer isto, mas tal situação seria um desastre para a liberdade.

O controle total da internet por parte da ONU seria um pesadelo, e como tal, isso tem que ser resistido a todos os níveis.

Prontos para decidir o que podes ou não publicar na internet.

Fonte


sábado, 30 de junho de 2012

Sinisterismo: Religião Secular da Mentira

O livro de Bruce Walker "Sinisterism: Secular Religion of the Lie", é apresentado como uma proposta para se "olhar para o que nós chamamos de ideologia política," rejeitando palavras como "revolucionário" ou "reaccionário", ou ainda "Esquerda" e "Direita".

Esta não é uma análise nova em torno das teorias políticas, havendo já sido aludida por Ayn Rand. Para além disso, nos anos 70 Robert Ringer atacou a esquerda e a direita americana como "demopublicanos" - embora ele o tenha feito sem as conotações religiosas que Walker introduz.

Walker começa com uma tese geral:

A raça humana é composta por dois grupos de pessoas: um grupo é aquele que busca o poder - de modo justo ou (preferencialmente) de modo desonesto - e o outro grupo somos todos nós, o resto da humanidade, pessoas normais e decentes que apenas querem viver a sua vida sem possuir os corpos, as mentes, as possessões ou as almas dos outros.
Com isto, ele une num só todos os grupos que buscam o poder - uma forma de pensar também usada pelos Objectivistas e pelos Libertários.

Depois de atacar a dicotomia "esquerda-direita" como não tendo sentido algum, ele tenta projectar a maior parte do conflito politico actual como uma guerra contra os Judeus e os Cristãos uma vez que a sua fé baseia-se em certos princípios éticos e morais que interferem com a fome de poder que caracteriza os sistemas autoritários e as tendências sociais que conduzem a eles.

A estas tendências sociais e a estes sistemas sedentos de poder Walker dá o nome se Sinisterismo, definido como uma religião sem Deus e em guerra contra a genuína fé.

A maior parte do que Walker discute está declarado na frase "Religião Secular da Mentira", que faz parte do título. O que isto parece indicar é o simples facto de que, como forma de obter e manter o poder, os líderes usam de decepção.

Isto é primeiramente ilustrado referenciando o livro de George Orwell "1984", com o seu famoso lema governamental "Liberdade é Escravidão".

O seu ponto é o de mostrar como, com a simples alteração do significado que as pessoas associam às palavras ou aos conceitos, muda-se a sua forma de pensar e a forma de olhar para o mundo. Repete isso de forma eficiente e terás o controle da população.

Uma discussão infelizmente breve é feita em redor da forma como isto foi feito na URSS, mas muito pouco é dito sobre a forma como isto está a ser feito nos Estados Unidos com o declínio dos padrões educacionais e o relativismo moral.

Ambos os tópicos necessitam de maior exposição no contexto do século 21.

Em vez disso, Walker leva-nos para o mundo das seitas do poder de Hitler, Mussolini e Estaline, com especial ênfase na Alemanha Nazi e na Itália Fascista. Aqui, ele mostra como a maior parte do registo histórico foi enlameado por educadores e historiadores que ignoram o que foi escrito durante nos anos 1930 - que demonstram que a maior parte do que fomos levados a acreditar não é verdade.

Os Nazis não são Fascistas e a Alemanha Nazi nem sempre foi inimiga mortal do regime de Estaline. O pacto de não-agressão entre Alemães e Soviéticos fica, assim, muito bem explicado; a fome de poder dos sistemas políticos, que eram tão similares apesar das suas fachadas distintas, torna-se óbvia.

Depois de discutir estes tópicos com grande detalhe, Walker dá início à examinação da relação Judaico-Cristã através da História, começando em Roma, passando pela Idade Média e acabando na 2ª Grande Guerra. Como um realista, Walker assevera que os Judeus e os Cristãos não são diferentes do resto da humanidade - capazes de fazer o bem e fazer o mal, cometer erros e corrigirem-se a eles mesmos. Ele sugere que, em jeito de análise, houve mais coisas boas do que coisas más, o que provavelmente está correcto.

Particularmente importante é o seu tratamento da posição da Igreja Católica durante a Idade Média, que se diferenciava do comportamento dos oportunistas políticos e dos líderes mafiosos.

De modo breve ele discute o mito da Espanha tolerante durante a ocupação muçulmana, o papel dos Cristãos no avanço científico e a sua contribuição na ascensão do método cientifico moderno.

Ainda mais importante é a secção contendo a discussão de Walker em como o declínio da fé Cristã, e o aumento da imoralidade - durante os finais do século 19 e princípios do século 20 - permitiram que o Nazismo chegasse ao poder. De forma cuidada e detalhada, Walker mostra como os Nazis perseguiram os Cristãos da mesma forma que perseguiram os Judeus uma vez que no seu âmago, o Nazismo era uma religião secular - venerando o homem no lugar de Deus.

Walker ilustra também a íntima ligação entre o Nazismo, o Islão e, de certa forma, o Hinduísmo militante.

Esta discussão culmina numa examinação de assuntos em torno do bem e do mal na sociedade, e como segundo esta metodologia, a psicologia é a forma errada de examinar o comportamento de pessoas como Hitler.

Embora mais uma vez isto nos leve de volta para algumas investigações históricas, consequentemente isto leva-nos para o estudo do que está no cerne da questão, isto é, a relação entre o poder e o abuso. Isto culmina numa discussão em torno do porquê os regimes sedentos de poder não gostarem da religião Judaico-Cristã e da forma como eles propagam os mitos de ódio para os seus próprios propósitos.

Walker finaliza cobrindo a relação Judaico-Cristã nos Estados Unidos, alguns factos em torno dos Puritanos, e a relação entre vários Pais Fundadores com o Judaísmo e o Cristianismo.

Fonte

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Este ódio que os totalitários e "revolucionários" nutrem pelo pela fé Judaico-Cristã não é acidental, coisa que mesmo os não-esquerdistas e não-Cristãos certamente já notaram. Existem princípios Bíblicos que jogam contra a sede de poder dos ditadores, sendo o mais óbvio a existência Duma Autoridade Moral acima do Estado. Como os sedentos de poder querem para si o papel de "autoridade suprema" [algo que muitos deles não são tímidos em afirmar], a noção de Alguém acima do Estado é perfeitamente repugnante.

Aqui o crítico pode afirmar que o islão - que Walker coloca do lado dos sinisteristas - também acredita que o seu deus está acima do Estado, mas isto não é assim tão linear. No islão, o líder (califa) da comunidade muçulmana ("Ummah") é também o líder religioso. Ou seja, no islão, não há maior autoridade que o califa porque ele, supostamente, já está a fazer o que o deus do islão ordena. No islão não há "divisão de poderes"; todo o poder está na mão do califa ["Estado"].

Levando isto em conta, é fácil entender o fascínio que Hitler nutria pelo islão:

Foi nosso infortúnio estarmos sob a religião errada. A religião maometana seria muito mais compatível connosco do que o Cristianismo. Porque é que teve que ser o Cristianismo com a sua mansidão e flacidez?

Adolfo Hitler - 28 de Agosto de 1942

Como consequência do seu apreço pelo islão, Hitler desdenhou um dos momentos mais importantes da História europeia apenas e só porque a superior civilização ocidental foi salva da invasão maometana quando Carlos Martel derrotou os seus exércitos na Batalha de Tours:
Se Carlos Martel não tivesse sido vitorioso em Poitiers - como sabes, o mundo havia já caído nas mãos dos Judeus; o Cristianismo é uma coisa sem força! - então provavelmente nós teríamos sido todos convertidos ao maometanismo (islão), a fé que glorifica o heroísmo e abre o 7º Céu apenas e só para o guerreiro valoroso.

Se as coisas tivessem evoluído assim, as tribos Germânicas teriam conquistado o mundo. Apenas o Cristianismo impediu-os de fazer isso. (Adolfo Hitler - 28 de Agosto de 1942)



quinta-feira, 17 de maio de 2012

"Ex"-terrorista chora ao dar posse à "comissão" que vai "investigar" crimes da ditadura

O que a esquerdalha brasileira está a fazer com este gesto é garantir que as vozes conservadoras e militares sejam intimidadas até perderem peso social.
A presidente brasileira Dilma Rousseff emocionou-se nesta quarta-feira, em Brasília, ao dar posse à Comissão da Verdade que ao longo dos próximos dois anos vai investigar os crimes da ditadura brasileira.
Como diz o filósofo Olavo de Carvalho, só o nome desta "comissão" mostra que nada mais é que propaganda. Se é a verdade que se quer averiguar, nenhum dos lados deveria começar auto-intitulando-se como a "comissão da verdade".
Não nos move o revanchismo, o ódio nem o desejo de reescrever a história,
É exactamente isso que move a esquerda militante através desta "comissão". Eles tem ódio aos militares, querem reescrever a história e querem vingança pelo facto dos militares terem atrasado o avanço do esquerdismo no Brasil.
mas mostrar o que aconteceu, sem camuflagem, sem vetos, por isso, muito me alegra estar acompanhada por todos os presidentes que me antecederam”, disse, perante José Sarney, Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso e Lula da Silva.
Se o propósito é mostrar o que aconteceu, então esta "comissão" tem que identificar e revelar que tipo de forças os militares combatiam. Esta ditadura não surgiu no vazio; ela tem um contexto e teve um propósito claro - impedir o avanço do comunismo assassino (o mesmo que causou mais de 100,000 mortes em Cuba, fora os mais de 100 milhões no resto do mundo).
Durante a ditadura militar (1964-1985), Dilma esteve presa três anos e foi torturada [sic].
Eis aqui uma foto da Dilma depois de ter sido "torturada":

Reparem nas cicatrizes, nas mazelas e no esforço que ela tem de fazer para estar sentada. Sinceramente, esta é a cara de quem foi "torturada"?

O Brasil esperou décadas por uma investigação.
O "Brasil" ou a esquerda militante?
E ao dar posse oficial aos sete nomes que escolheu para liderar esse trabalho, a Presidente chorou: “A desinformação não ajuda a apaziguar. A sombra e a mentira não são capazes de promover a concórdia. O Brasil e a nação merecem a verdade.
Se isto fosse verdade, a Dilma e a esquerdalha não identificaria esta comissão como a "comissão da verdade" uma vez que isso demonstra que ela Já SABE a verdade.
É como se disséssemos que existem filhos sem pais, mortos sem túmulos. Nunca, nunca mesmo pode existir uma voz sem história.
Esperamos então que as vozes das pessoas que foram atacadas pela guerrilha esquerdista sejam ouvidas e os perpetradores se sentem como réus nesta "comissão da verdade".
Uma frase que se atribui a Galileu Galilei diz que ‘a verdade é filha do tempo, e não da autoridade’. Eu diria que a força pode esconder a verdade, mas o tempo acaba por trazer a luz, e esse tempo chegou.”
Por "verdade" entenda-se "a verdade que a esquerda deseja". Eles não vão tocar nos crimes da guerrilha nem mostrar como um dos propósitos da "ditadura" brasileira era o de impedir o avanço dos comunistas.
A lista de sete nomes inclui a advogada que defendeu Dilma na ditadura Rosa Maria Cardoso da Cunha, aplaudida de pé durante a cerimónia, quando o seu nome foi chamado.
Ou seja, alguém ideologicamente próxima da esquerda militante vai ser uma das "comissárias" no processo de "averiguação" da "verdade". E embora se esteja a analisar os factos, a "comissão" antecipadamente atribui a si mesma o título de "comissão da verdade". Ainda não foi feita a análise mas já se sabe onde está a verdade. Brilhante

* * * * * * *

O que a Dilma e os esquerdistas estão a fazer aqui é o que os militares deveriam ter feito em relação aos comunistas: indoutrinar a nação contra a ideologia inimiga. A diferença fulcral é que enquanto que a "comissão da verdade" vai contar apenas parte da história (como forma de impedir a população de tomar conhecimento dos crimes das guerrilhas), os militares de 64 teriam apenas que citar factos para mostrar como o esquerdismo é assassino, intolerante e ladrão.

Infelizmente, e como diz o Olavo, os militares não se aperceberam que a guerra também era na cultura e como resultado ficaram anos no poder sem ilustrar ao povo o que eles viam como o motivo da ditadura.

Outra coisa que convém notar é o alegado número de mortos. Em 20 anos de "ditadura" 400 pessoas alegadamente inocentes perderam a sua vida. Não sendo algo que justifique ou minimize a morte de inocentes, 400 é provavelmente o número que Stalin, Mao ou mesmo o amigo da Dilma, Fidel Castro, mataram num só dia.


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