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quinta-feira, 15 de junho de 2017

O movimento conservador está sob o controle do Marxismo cultural

Por Paul Gottfried

(...) Por volta de 2011, a VDARE postou uma comentário meu sobre a legitimidade do conceito "Marxista Cultural". (Usei esse termo de modo relutante apenas e só porque não conseguia encontrar um melhor. Tal como disse na altura, esta ideologia está longe do Marxismo ortodoxo e era visto pelos Marxistas sérios como um filho bastardo. No entanto, muitos daqueles designados como "Marxistas Culturais" ainda se viam a si mesmos como Marxistas clássicos, e ainda olham para si desta forma.

Pessoas associadas ao que a Escola de Frankfurt deu o nome de "Teoría Crítica" - tais como Herbert Marcuse, Theodor Adorno e Erich Fromm - eram vistos pelos Marxistas ortodoxos como falsos ou Marxistas ersatz. Mas eles adoptaram a teoria Marxista-Leninista em aspectos-chave:
  • Tal como os Marxistas ortodoxos, eles olhavam para a burguesia como uma classe contra-revolucionária.
  • Tal como os Marxistas ortodoxos, eles olhavam para o mundo de forma simplista e em  termos de grupos de interesse e relações de poder.
  • Tal como os Marxistas ortodoxos - cuja rotura com o liberalismo Victoriano clássico neste aspecto era chocante duma forma que era facilmente ignorada depois da experiência totalitária do século 20 - eles evitavam de modo explícito o debate, preferindo em seu favor o insulto e se possível a repressão dos seus oponentes. (Este é um método Marxista fundamental que embora alegue ser "científico", ele é, na realidade, um sistema de valores à priori que rejeita o debate e a sua concomitante, a "ciência burguesa". É por isso que existe o Politicamente Correcto" - o produto mais proeminente do "Marxismo cultural".)
  • Tal como os Marxistas ortodoxos, eles apoiam, pelo menos em princípio, uma economia socialista (isto é, uma economia controlada pelo governo).
  • Tal como os Marxistas ortodoxos, eles inclinavam-se de modo variante para o lado Comunista da Guerra Fria. (Marcuse, que se alegrou com a supressão Soviética do levantamento Húngaro de 1956, era um Estalinista confesso, coisa que posso confirmar de modo pessoal depois de ter sido, a dada altura, aluno seu.)

Estes discípulos da Escola de Frankfurt, tal como Marx, estavam desejosos de substituir o que eles viam como a sociedade burguesa em favor duma nova ordem social. Nesta nova ordem em potência, a humanidade iria experimentar pela primeira vez uma igualdade genuína. Isto seria possível porque nesta sociedade politicamente e socialmente reconstruída, nós não iríamos mais ficar alienados da nossa verdadeira identidade, a mesma que havia sido distorcida pelas desigualdades que existem até agora.

Mas ao contrário dos Marxistas autênticos, os Marxistas Culturais têm-se oposto principalmente à cultura das sociedade burguesas - e só em segundo lugar à sua organização material. A homofobia, o Nacionalismo, o Cristianismo, a masculinidade, e o antissemitismo têm sido os vilões principais do enredo Marxista Cultural.

Isto é particularmente verídico à medida que avançamos da filosofia dos fundadores Alemães da Escola de Frankfurt do período que se encontra entre as duas grandes guerras, tais como Theodore Adorno, Max Horkheimer and Herbert Marcuse, para a segunda geração. Esta segunda geração é representada por Jurgen Habermas e pela maioria dos teóricos multiculturalistas que se encontra instalada nas universidades Ocidentais.

Para a maioria destes Marxistas Culturais mais avançados, a cruzada contra o capitalismo foi gradualmente subordinada à guerra contra o "preconceito" e contra a "discriminação". Eles justificam a necessidade dum estado burocraticamente centralizado a controlar os recursos materiais não porque isso trará a classe operária ao poder, mas sim para lutar contra o "racismo", contra o "fascismo", e contra outros resíduos do passado Ocidental.

Se eles não forem capazes de levar a cabo tal mudança radical, os Marxistas Culturais contentam-se em revolucionar a nossa consciência com a ajuda de endinheirados Esquerdistas, gestores de capital de risco, Mark Zuckerberg, etc. Ironicamente, a nacionalização das forças produtivas e a criação do "paraíso dos trabalhadores", isto é, o que resta do Marxismo clássico, torna-se na parte mais descartável do seu programa revolucionário, muito provavelmente devido ao embaraçoso colapso das economias controladas do bloco Soviético.

Em vez disso, o que é essencial para o Marxismo Cultural é a eliminação das estruturas nacionais burguesas, a obliteração dos papéis sexuais, e a devastação total de "família patriarcal".

O Conservadorismo está infectado com o Marxismo Cultural

Não só o Marxismo Cultural existe, como parece estar a tomar conta o Conservadorismo Oficial. Devido a isso, mesmo enquanto Paris se encontrava a arder, a National Review ainda se encontrava a atacar a Direita. Na segunda ronda das eleições Francesas, Tom Rogan apelou a que se votasse em Emmanuel Macron segundo a lógica de que Marine Le Pen não era suficientemente hostil a Vladimir Putin, e que ela era uma "socialista" só porque "apoiava o proteccionismo".

O facto de Macron encontrar-se afiliado ao Partido Socialista, e de acreditar que não existe algo que se possa identificar como cultura Francesa, aparentemente não era um problema. [French election: American Conservatives Should Support Macron, April 24, 2017].

O Conservadorismo Oficial concorda com isto porque estes objectivos são parcialmente atingidos através de capitalistas corporativos, que apoiam de modo activo os planos sociais dos Esquerdistas e castigam comunidades inteiras se elas não estão suficientemente entusiastas com o casamento homossexual, líderes de escuteiros homossexuais, casas de banho para transgéneros, cidades santuárias, etc..

Devotada como está à ideia-cliché dos "livres mercados", a Direita Oficial não só não se opõe à agenda plutoratica, como em vez disso oferece cortes fiscais aos actores mais ricos e mais malévolos.

É precisamente porque o Marxismo Cultural pode sobreviver dentro da actual estrutura política e cultural que os nossos assim-chamados "conservadores" estão mais perto de se alinharem com a Nova Esquerda do que com a Antiga Direita. O comportamento dos nossos "capitães industriais" demonstra o quão profunda é a podridão e que o multiculturalismo faz agora parte do pensamento "democrático e liberal" Americano, chegando até a informar os nossos falsos "conservadores".

Actualmente, o "Conservadorismo" encontra-se definido como pensamento que fomenta guerras sem fim em nome de valores universalistas, valores esses que qualquer outra geração iria qualificar de pensamento radical esquerdista. E os próprios Marxistas Culturais obtiveram o poder de definir o que são os "valores Ocidentais" - por exemplo, a aceitação do homossexualismo.

A usurpação é tão completa que podemos até dizer que o "Marxismo Cultural" viveu para além da sua utilidade como qualificação ou como descrição de uma ideologia estrangeira hostil. De facto, estamos a lidar com "conservadores" que são, de muitas formas, mais extremistas e mais destrutivos que a própria Escola de Frankfurt.

Muitos conservadores parece acreditar que o Marxismo Cultural nada mais é que uma excentricidade estrangeira que de alguma forma se infiltrou no nosso país. O bestseller de Allan Bloom, "The Closing of the American Mind", contendeu que o multiculturalismo nada mais era que um exemplo da "Ligação Alemã". 

Isto é ridículo. 

Exemplo: ao contrário de Horkheimer, ou do meu antigo professor Herbert Marcuse, escritores importantes dentro do Conservadorismo Oficial são simpateticos a algo parecido com o "casamento" homossexual. Por exemplo:

Jonah Goldberg [Gay Marriage vs. goodwill, USA Today, 1 de Abril de 2013]
Jamie Kirchick, publicado no "National Review" e chegando a estar histérico em relação ao assunto.
John Podhoretz [Why John Podhoretz is Wrong on Gay Marriage, by Matthew Schmitz, First Things, 21 de Novembro de 2012]
David Brooks [The Power of Marriage, by David Brooks, New York Times, 22 de Novembro de 2003]

De facto, a emancipação é tão central para p conservadorismo moderno que os pundits da Direita Oficial apelam aos soldados Americanos que a imponham à força um pouco por todo o mundo. Kirchick queixa-se que nós ainda não pressionamos o "rufião" Russo (Vladimir Putin) de modo eficaz de modo a que ele aceite traços "conservadores" na vida pública tais como as paradas homossexuais.  [Why Putin’s Defense of “Traditional Values” Is Really A War on Freedom, by James Kirchick, Foreign Policy, 3 de Janeiro de 2014]

Outra frequente escritora do National Review, Jillian Kay Melchior, expressou preocupação que a retirada Americana da Ucrânia pode expor aquela região a um mior controle Russo, diminuindo assim os direitos dos transgéneros. [Ukrainians are still alone in their heroic fight for freedom, New York Post, 8 de Outubro de 2015].

Se é desta forma que a nossa Direita Respeitável reage aos assuntos sociais, então se calhar é ridiculo continuar a criticar os Marxistas Culturais originais. O nosso pensamento revolucionário ultrapassou o pensamento daqueles iconoclastas Judeus Alemães que criaram o Instituto de Frankfurt durante a década 20, e que mudaram o seu empreendimento para os Estados Unidos durante a década 30.

Culpar estes intelectuais há muito mortos pelas aberrações presentes pode parecer como culpar as atrocidades da Nacional Socialista aos fascistas Latinos de década 20. Estamos em melhor posição se examinarmos aqueles que adoptaram de modo selectivo o modelo original para saber o que realmente aconteceu.

Por este altura, não deveríamos perguntar se a Escola de Frankfurt continua a lançar uma sombra sobre nós, mas sim perguntar o porquê dos "conservadores" concordarem ou levarem a cabo reformas mais radicais do que aquelas encontradas nos escritos de Adorno e Horkheimer.

Claramente, a Conservadorismo Oficial divagou tanto para a Esquerda que nós já nem nos surpreendemos quando um respeitado jornalista conservador exalta Leon Trostky e os Comunistas da Brigada Abraham Lincoln da Guerra Civil Espanhola. 

No entanto, ainda é surpreendente observar o quão à esquerda a Direita Oficial se encontra actualmente em questões sociais. Ainda mais surpreendente é o quão pouco dispostos os membros deste movimento estão em ver a contradição entre este processo e a alegação de que são "conservadores".

E nem vale a pena fingir que o Conservadorismo Oficial está simplesmente a usar a abordagem da "Tenda Alargada". Aqueles que controlam a Direita Oficial a partir do topo estão ansiosos por entrar em algum tipo de acordo com a Esquerda, desde que aqueles que eles conseguirem recrutar partilhem da sua política externa intervencionista e beligerente e nada façam para ofender os benfeitores neoconservadores, ao mesmo tempo que lançam fora tudo o que se encontra à sua direita.

Este consenso pós-Cristão e pós-burguês encontra-se actualmente centrado nos Estados Unidos e nos países Ocidentais afiliados, e é transmitido através da cultura, da indústria, do sistema educacional, da burocracia do "Deep State", e através dos partidos políticos do Establishment.

A Direita Oficial opera como um partido fachada sob o antigo sistem Sovietico. Tal como esses partidos, a nossa Direita do Establisment tenta-se "encaixar" fragilizando aqueles à sua Direita e lentamente absorvendo as posições sociais e os heróis da Esquerda.

Ocasionalmente, esta "Direita" é alvo de ataques por não se mover rapidamente para a Esquerda. Mas isto só aumenta a imagem do Conservadorismo Oficial como os defensores da América tradicional contra a Esquerda - imagem essa que não irá perder mesmo quando se move na direcção do seu alegado adversário.

Resumidamente, o Conservadorismo Oficial não só é uma farsa, mas tem-se tornado também num fantoche do Marxismo Cultural. E a Direita Dissidente é composta por aqueles que conseguem ver exactamente isso.

Fonte: http://bit.ly/2ssiA9K

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O que se pode ler neste texto alinha-se com o que se pode ler neste texto, isto é, que todos os partidos do Establishment no Ocidente (e até alguns da Europa Oriental) são controlados pelas mesmas forças que sempre financiaram a Esquerda. O mesmo se aplica à maior parte das "grandes figuras" da "Direita" no ocidente visto que quase todas elas estão controladas e quase todas eles fazem o seu papel de impedir a ascensão duma Direita Nacionalista e proteccionista.
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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Peter Hitchens e o propósito político e cultural da imigração

Por Peter Hitchens

Quando eu era um Marxista Revolucionário, nós todos éramos a favor da imigração; quanto mais, melhor. Isto não se prendia com o facto de gostarmos de imigrantes, mas sim porque não gostávamos da Grã-Bretanha. Nós [Marxistas] olhávamos para os imigrantes - qualquer que fosse a sua origem - como aliados contra a sóbria e estabelecida sociedade conservadora que o nosso país ainda era no final dos anos 60.

Para além disso, nós sentiamo-nos, oh, tão superiores ao povo aturdido - normalmente das partes mais pobres da Grã-Bretanha - que via a sua vizinhança subitamente transformada em comunidades supostamente "vibrantes". Se por acaso eles se atrevessem a expressar a mais tímida das objecções, nós chamávamos-lhes de intolerantes.

Os estudantes Revolucionários não eram oriundos de tais zonas "vibrantes"; segundo o que pude apurar, nós vínhamos de Surrey e de outras partes bonitas de Londres. Era possível nós vivermos nos lugares "vibrantes" durante alguns (normalmente esquálidos) anos, perto de relvados por aparar e caixotes de lixo cheios. Mas nós fazíamos isto como crianças irresponsáveis e transientes - e não como donos de casa, ou pais com filhos em idade escolar, ou como idosos em busca dum bocado de paz no final das suas vidas.

Quando nós terminávamos a universidade e começávamos a ganhar um bom dinheiro, nós normalmente caminhávamos rumo às partes mais dispendiosas de Londres e passávamos a ser muito cuidadosos em relação ao local onde os nossos filhos iriam estudar - uma escolha que nós alegremente negávamos aos pobres urbanos, os mesmos a quem acusávamos de "racismo".

O que é que nós sabíamos, ou era do nosso interesse, da grande revolução silenciosa que até por essa altura estava a transformar a vida dos pobres da Grã-Bretanha? Para nós, o que isso significava é que o patriotismo e a tradição poderiam ser sempre acusadas de serem "racistas". Também significava servos baratos para a nova classe média (pela primeira vez desde 1939), bem como restaurantes baratos e - mais tarde - construtores e canalizadores baratos a trabalharem de forma clandestina.

Não eram os nossos ordenados que estavam a ser afectados, e nem o nosso trabalho que estava a ser financeiramente removido do mercado do trabalho. Os imigrantes não faziam o tipo de trabalho que nós fazíamos e desde logo, eles não era uma ameaça para nós. A única ameaça poderia ter surgido do ofendido povo Britânico, mas nós poderíamos sempre silenciar os seus protestes sugerindo que eles eram fascistas dos dias de hoje.

Desde então, aprendi o quão rancoroso, hipócrita, pretensioso e arrogante eu era (e também o eram a maioria dos meus camaradas revolucionários). Eu vi lugares onde eu me sentia em casa a serem totalmente transformados num curto espaço de anos. Já imaginei o que seria envelhecer em ruas estreitas onde os meus vizinhos falavam uma língua diferente e onde eu me fosse sentido gradualmente mais solitário, e um estranho com voz trémula num mundo que eu conhecia mas que já não me conhecia.

Já me senti profundamente e desesperadamente arrependido por não ter dito ou feito nada em defesa daqueles cujas vidas foram voltadas do avesso, sem serem questionados, e que foram claramente avisados que, se reclamassem, seriam desprezados como parias. E já passei um bom tempo nas partes da Grã-Bretanha onde a  unintelligentsia revolucionária não vai.

Tais pessoas raramente - se alguma vez - visitam o seu país. Eles orbitam nas partes mais chiques de Londres e nos destinos de férias. Eles conhecem muito bem os Apeninos da Itália mas nada sabem dos Pennines do seu próprio país. Mas ao contrário de mim, a maior parte da geração dos anos 60 ainda mantém os mesmos pontos  de vista que eu tinha e - com a recente e honrada excepção de David Goodhart, o jornalista esquerdista transformado em chefe dum grupo de reflexão e que reconhece que ele estava errado - eles não irão mudar.

A pior parte disto tudo é a profunda hipocrisia. Mesmo nos meus dias de Trotskista eu já havia reparado que muitos dos imigrantes Asiáticos não eram, de facto, nossos aliados. Eles eram profundamente e de inabalavelmente religiosos. Eles eram socialmente conservadores. As suas atitudes em relação às raparigas e às mulheres eram, em muitos casos, quase medievais.

Muitos deles eram horríveis para com os Judeus e de uma forma que nós haveríamos de condenar de forma feroz se outra pessoa tivesse expressado essa opinião, mas que no caso deles nós conseguíamos perdoar e esquecer. Nós vimos recentemente um caso deste tipo no perturbador  embaraçoso episódio das palavras repentinas de lorde Ahmed relativas a uma fantasmagórica conspiração Judaica.

Mas lembro-me de ver, há cerca de 10 anos, numa loja muçulmana que se encontrava nas ruelas de Burnley, uma edição moderna das revoltantes palavras anti-Judaicas de Henry Ford "The International Jew", há muito renegadas pelo próprio Ford. É impensável que uma loja mainstream de qualquer parte da High Street pudesse vender este conteúdo tóxico.

Muitas pessoas recém-chegadas, embora nós como revolucionários as recebêssemos de braços abertos, sabiam ou preocupavam-se pouco ou nada pelas grandes causas liberais [esquerdistas] que todos nós defendíamos. Ou então essas pessoas eram hostis a essas causas. Muitas pessoas da esquerda irão mentir em relação a isto. George Galloway, o MP mais esquerdista do Parlamento, deve o seu lugar nesse mesmo Parlamento aos muçulmanos conservadores. Mas ele votou em favor do "casamento" homossexual. Seria interessante estar presente num reunião onde Galloway discute estas coisas com os seus constituintes.

Obviamente que todos os partidos políticos fazem compromissos mas há uma diferença enorme entre deixar de lado as diferenças e ignorar por completo o profundo choque de princípios. Este tipo de cinismo tem estado no centro de todo o acordo. Os imigrantes foram usados por aqueles que queriam transformar o país; eles tomaram as partes deles que gostam. e usaram-nas. Enquanto isso, ignoraram as partes que não gostavam.

O senhor Galloway gosta da oposição muçulmana à guerra no Iraque e o seu desdém pelo novo Partido Trabalhista (e boa sorte para ele), mas ele não gosta da sua posição em relação à moralidade sexual. O mesmo se aplica a muitos outros.

Uma das características mais marcantes da maioria dos imigrantes provenientes das Caraíbas é a sua forte e desenvergonhada fé Cristã, e o seu amor pela educação disciplinada. No entanto, a chegada de tais pessoas em Londres nunca foi usada como motivo para dizer que a nossa sociedade deveria ser mais Cristã, ou que as escolas deveriam ser melhor organizadas. Por essa altura, os esquerdistas revolucionários tinham a esperança de dizer adeus à Igreja, e estavam ocupados em expulsar a disciplina para fora das escolas. Portanto nunca ninguém disse "Vamos adaptar a nossa sociedade às exigências nos recém-chegados".

Eles tinham o tipo de exigências errado. Em vez disso, as autoridades fizeram um caso do comportamento duma minoria desses imigrantes, muitas vezes actividades atacadas pelos seus companheiros Afro-Caribenhos - homens que tomavam e vendiam drogas ilegais e que não foram preparados para respeitar a lei Britânica. Se o policiamento dessas pessoas poderia ser classificado de "racismo", então todas as leis relativas ao combate às drogas poderiam ser enfraquecidas, e a polícia passaria a estar sob o controle esquerdista.

É por isso que o assim-chamado "Motim de Brixton" em Abril de 1981 foi usado como alavanca para enfraquecer a polícia e minar as leis de combate as drogas, em vez de ser um motivo para restaurar a lei própria e a paz nessas partes de Londres.

Algo muito semelhante aconteceu com o Macpherson Report relativo ao assassinado de Stephen Lawrence. Poucas pessoas repararam que o relatório não só apelou para que as pessoas de outros grupos étnicos fossem policiadas em maneira distinta, como criticou o policiamento que não levava em conta a cor dos criminosos. Isto foi feito no interesse de quem? E não foi esta atitude, que diferentes tipos de comportamento se poderiam esperar por parte de grupos étnicos distintos, um preconceito racial?

Mas o que é que isso interessava, se isso estava de acordo com a agenda revolucionária de purgar a polícia dos tipos antiquados e conservadores? Estas mesmas forças destruíram Ray Honeyford, um director escolar que - muito antes de estar na moda - tentou enfrentar o politicamente correcto que existia dentro das escolas. Ele foi expulso do seu emprego e, obviamente, classificado de "racista".

Mas se os seus avisos tivessem sido ouvidos e aplicados, isso seria muito mais no interesse da integração e da igualdade genuína em Bradford. Da forma como as coisas estão, e qualquer visitante pode ver isso, os cidadãos muçulmanos e os não-muçulmanos de Bradford vivem em separados uns dos outros, raramente entrando em contacto uns com os outros. A maior parte da comunidade islâmica está totalmente fora se sintonia com o resto da sociedade Britânica.

Mais uma vez, os esquerdistas revolucionários haviam feito uma aliança cínica como forma de destruir a oposição conservadora. O seu maior aliado sempre foi o político Tory Enoch Powell que, num discurso estúpido e cínico em 1968, cheio de linguagem alarmista e polvilhado com expressões depreciativas e rumores inflamadores, definiu o debate em torno da imigração pelos 40 anos que se seguiram.

Graças a ele, e à sua incontestável tentativa de mobilizar uma hostilidade racial, os esquerdistas revolucionários viram o seu trabalho facilitado no processo de acusar o adversário de ser um Powellita.

Absurdamente, mesmo quando as fronteiras Britânicas estavam a ser demolidas pelo Governo de Blair e centenas de milhares de Europeus Brancos vieram trabalhar para aqui, ainda era possível acusar quem levantasse oposição de "racista". Não poderia ser mais óbvio que o problema não era a raça. O que fazia estes novos residentes diferentes dos locais era a cultura - língua, costumes, atitudes, e sentido de humor.

Em vez deles se adaptarem ao nosso modo de vida, nós é que nos estávamos a adaptar ao deles. Isto não era integração, mas sim uma revolução. Mas ninguém - especialmente os seus representantes eleitos - os queria ouvir visto que era assumido que eles eram Powellitas intolerantes, motivados por algum tipo de ódio irracional. Hoje acredito que o ódio irracional vem quase por completo da Esquerda liberal.

Obviamente que ainda há pessoas que têm preconceitos raciais estúpidos, mas a maior parte das pessoas preocupadas com a imigração são inocentes de tais sentimentos. A intolerância gritante e ofensiva chega-nos da elite mimada que se sente envergonhada do seu próprio país, desprezam o patriotismo que os outros têm e não têm nenhum neles mesmos.

Eles anseiam por uma horrível Utopia sem fronteiras onde o amor ao próprio país desapareceu, as amas são baratas e os ordenados das outras pessoas são baixos. Que pena que não pareça haver uma forma de expor estas pessoas e removê-las dos seus lugares de poder e influência. Porque se é para haver algum tipo de harmonia nestas ilhas, então ela só pode vir através dum grande esforço que nos une a todos, mais uma vez, num amor partilhado pelo país - o mais bonito e abençoado lote de terra do planeta.

- http://goo.gl/XL2WrH.

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O discurso de Enoch Powell:





quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Mulheres esquerdistas ricas preferem homens conservadores

Daily Mail

Quando se fala em encontros amorosos e romance, a maior parte das pessoas prefere que o parceiro ou a parceira partilhe das suas visões políticas. Mas parece que quando se fala em dinheiro, esta preferência é colocada de parte. Quase 77pct (porcento) das mulheres milionárias esquerdistas, e 82pct das mulheres milionárias no geral, disseram que "preferem ter uma relação com um homem conservador", segundo a MillionaireMatch.com. "Não quero um homem esquerdista, quero alguém que acredita na família tradicional" disse uma mulher milionária.

Outro motivo por trás desta preferência é a ambição. "Quero um homem que seja ambicioso e os homens esquerdistas não são tão ambiciosos," disse uma mulher milionária, segundo o mesmo site (que alega tentar unir solteiros bem sucedidos).

Aparentemente, as milionárias esquerdistas também são de opinião de que os homens esquerdistas são "menos masculinos". "Dito de forma simples, os homens conservadores são homens de verdade. Eles são provedores, eles são os homens da casa e eles tratam-te como uma mulher", afirmou uma das mulheres.

No entanto, outros eram mais tolerantes afirmando que estavam abertas a outras opções. Uma mulher bem sucedida e solteira disse que "A visão política não interessa quando se está dentro do quarto."

Só 10pct das mulheres milionárias afirmou que preferia um homem esquerdista. Uma delas disse:

Os homens esquerdistas dão mais apoio à mulher e aos seus objectivos. Quero um homem que me dê apoio enquanto em caminho para o topo. Os homens esquerdistas são mais sensíveis e mais pacientes. Quero alguém que me entende e que apoie os meus direitos como mulher.

Concordando com a posição da mulher citada em cima, outra mulher esquerdista disse:

Quero um homem que não force em mim os papéis sexuais tradicionais. Os homens esquerdistas tratam-te como igual, e não há nada de "abrir a porta do carro" que me faz sentir como se estivéssemos nos anos 50.

Darren Shuster, representante de MillionaireMatch.com, culpou os pais destas mulheres pelas suas preferências políticas:

Muitas das mulheres milionárias cresceu em lares conservadores e eram muito próximas aos seus pais (que eram os líderes da família). Embora as mulheres milionárias sejam capazes de tomar conta delas mesmas, elas ainda querem que alguém tome conta delas.

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Portanto, quando se fala em casamento, os homens esquerdistas preferem as mulheres conservadoras (castas, recatadas e genuinamente femininas) ao mesmo tempo que as mulheres preferem os homens conservadores (mais masculinos e defensores dos papéis sexuais tradicionais).

Parece que, apesar de toda a publicidade e toda a engenharia social, só uma minoria de homens e mulheres tem um interesse genuíno em gerar laços eternos com homens e mulheres esquerdistas; a maior parte dos homens e das mulheres prefere pessoas do sexo oposto que age em conformidade com o seu papel sexual natural.

Biologia supera ideologia.



sábado, 30 de junho de 2012

Sinisterismo: Religião Secular da Mentira

O livro de Bruce Walker "Sinisterism: Secular Religion of the Lie", é apresentado como uma proposta para se "olhar para o que nós chamamos de ideologia política," rejeitando palavras como "revolucionário" ou "reaccionário", ou ainda "Esquerda" e "Direita".

Esta não é uma análise nova em torno das teorias políticas, havendo já sido aludida por Ayn Rand. Para além disso, nos anos 70 Robert Ringer atacou a esquerda e a direita americana como "demopublicanos" - embora ele o tenha feito sem as conotações religiosas que Walker introduz.

Walker começa com uma tese geral:

A raça humana é composta por dois grupos de pessoas: um grupo é aquele que busca o poder - de modo justo ou (preferencialmente) de modo desonesto - e o outro grupo somos todos nós, o resto da humanidade, pessoas normais e decentes que apenas querem viver a sua vida sem possuir os corpos, as mentes, as possessões ou as almas dos outros.
Com isto, ele une num só todos os grupos que buscam o poder - uma forma de pensar também usada pelos Objectivistas e pelos Libertários.

Depois de atacar a dicotomia "esquerda-direita" como não tendo sentido algum, ele tenta projectar a maior parte do conflito politico actual como uma guerra contra os Judeus e os Cristãos uma vez que a sua fé baseia-se em certos princípios éticos e morais que interferem com a fome de poder que caracteriza os sistemas autoritários e as tendências sociais que conduzem a eles.

A estas tendências sociais e a estes sistemas sedentos de poder Walker dá o nome se Sinisterismo, definido como uma religião sem Deus e em guerra contra a genuína fé.

A maior parte do que Walker discute está declarado na frase "Religião Secular da Mentira", que faz parte do título. O que isto parece indicar é o simples facto de que, como forma de obter e manter o poder, os líderes usam de decepção.

Isto é primeiramente ilustrado referenciando o livro de George Orwell "1984", com o seu famoso lema governamental "Liberdade é Escravidão".

O seu ponto é o de mostrar como, com a simples alteração do significado que as pessoas associam às palavras ou aos conceitos, muda-se a sua forma de pensar e a forma de olhar para o mundo. Repete isso de forma eficiente e terás o controle da população.

Uma discussão infelizmente breve é feita em redor da forma como isto foi feito na URSS, mas muito pouco é dito sobre a forma como isto está a ser feito nos Estados Unidos com o declínio dos padrões educacionais e o relativismo moral.

Ambos os tópicos necessitam de maior exposição no contexto do século 21.

Em vez disso, Walker leva-nos para o mundo das seitas do poder de Hitler, Mussolini e Estaline, com especial ênfase na Alemanha Nazi e na Itália Fascista. Aqui, ele mostra como a maior parte do registo histórico foi enlameado por educadores e historiadores que ignoram o que foi escrito durante nos anos 1930 - que demonstram que a maior parte do que fomos levados a acreditar não é verdade.

Os Nazis não são Fascistas e a Alemanha Nazi nem sempre foi inimiga mortal do regime de Estaline. O pacto de não-agressão entre Alemães e Soviéticos fica, assim, muito bem explicado; a fome de poder dos sistemas políticos, que eram tão similares apesar das suas fachadas distintas, torna-se óbvia.

Depois de discutir estes tópicos com grande detalhe, Walker dá início à examinação da relação Judaico-Cristã através da História, começando em Roma, passando pela Idade Média e acabando na 2ª Grande Guerra. Como um realista, Walker assevera que os Judeus e os Cristãos não são diferentes do resto da humanidade - capazes de fazer o bem e fazer o mal, cometer erros e corrigirem-se a eles mesmos. Ele sugere que, em jeito de análise, houve mais coisas boas do que coisas más, o que provavelmente está correcto.

Particularmente importante é o seu tratamento da posição da Igreja Católica durante a Idade Média, que se diferenciava do comportamento dos oportunistas políticos e dos líderes mafiosos.

De modo breve ele discute o mito da Espanha tolerante durante a ocupação muçulmana, o papel dos Cristãos no avanço científico e a sua contribuição na ascensão do método cientifico moderno.

Ainda mais importante é a secção contendo a discussão de Walker em como o declínio da fé Cristã, e o aumento da imoralidade - durante os finais do século 19 e princípios do século 20 - permitiram que o Nazismo chegasse ao poder. De forma cuidada e detalhada, Walker mostra como os Nazis perseguiram os Cristãos da mesma forma que perseguiram os Judeus uma vez que no seu âmago, o Nazismo era uma religião secular - venerando o homem no lugar de Deus.

Walker ilustra também a íntima ligação entre o Nazismo, o Islão e, de certa forma, o Hinduísmo militante.

Esta discussão culmina numa examinação de assuntos em torno do bem e do mal na sociedade, e como segundo esta metodologia, a psicologia é a forma errada de examinar o comportamento de pessoas como Hitler.

Embora mais uma vez isto nos leve de volta para algumas investigações históricas, consequentemente isto leva-nos para o estudo do que está no cerne da questão, isto é, a relação entre o poder e o abuso. Isto culmina numa discussão em torno do porquê os regimes sedentos de poder não gostarem da religião Judaico-Cristã e da forma como eles propagam os mitos de ódio para os seus próprios propósitos.

Walker finaliza cobrindo a relação Judaico-Cristã nos Estados Unidos, alguns factos em torno dos Puritanos, e a relação entre vários Pais Fundadores com o Judaísmo e o Cristianismo.

Fonte

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Este ódio que os totalitários e "revolucionários" nutrem pelo pela fé Judaico-Cristã não é acidental, coisa que mesmo os não-esquerdistas e não-Cristãos certamente já notaram. Existem princípios Bíblicos que jogam contra a sede de poder dos ditadores, sendo o mais óbvio a existência Duma Autoridade Moral acima do Estado. Como os sedentos de poder querem para si o papel de "autoridade suprema" [algo que muitos deles não são tímidos em afirmar], a noção de Alguém acima do Estado é perfeitamente repugnante.

Aqui o crítico pode afirmar que o islão - que Walker coloca do lado dos sinisteristas - também acredita que o seu deus está acima do Estado, mas isto não é assim tão linear. No islão, o líder (califa) da comunidade muçulmana ("Ummah") é também o líder religioso. Ou seja, no islão, não há maior autoridade que o califa porque ele, supostamente, já está a fazer o que o deus do islão ordena. No islão não há "divisão de poderes"; todo o poder está na mão do califa ["Estado"].

Levando isto em conta, é fácil entender o fascínio que Hitler nutria pelo islão:

Foi nosso infortúnio estarmos sob a religião errada. A religião maometana seria muito mais compatível connosco do que o Cristianismo. Porque é que teve que ser o Cristianismo com a sua mansidão e flacidez?

Adolfo Hitler - 28 de Agosto de 1942

Como consequência do seu apreço pelo islão, Hitler desdenhou um dos momentos mais importantes da História europeia apenas e só porque a superior civilização ocidental foi salva da invasão maometana quando Carlos Martel derrotou os seus exércitos na Batalha de Tours:
Se Carlos Martel não tivesse sido vitorioso em Poitiers - como sabes, o mundo havia já caído nas mãos dos Judeus; o Cristianismo é uma coisa sem força! - então provavelmente nós teríamos sido todos convertidos ao maometanismo (islão), a fé que glorifica o heroísmo e abre o 7º Céu apenas e só para o guerreiro valoroso.

Se as coisas tivessem evoluído assim, as tribos Germânicas teriam conquistado o mundo. Apenas o Cristianismo impediu-os de fazer isso. (Adolfo Hitler - 28 de Agosto de 1942)



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