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sábado, 9 de maio de 2015

O choro das idiotas úteis feministas

Os relatos que se seguem chegam-nos de duas feministas que se sentiram mal por verem um homem que se identifica como "mulher" a tomar parte dum evento feminista, e, segundo se sabe, se ter identificado como "transsexual lésbico", e ter-se envolvido amorosamente com uma mulher (??!).

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LESBOFOBIA E SILENCIAMENTO DE MULHERES NO EME.

Algumas moças já fizeram relatos ao voltarem do EME ontem a noite, eu cheguei tão exausta psicologicamente que não consegui escrever sobre, mas vamos lá.


O EME deveria ser um espaço acolhedor e seguro para as mulheres que lá estavam presentes, eu imaginei que seria um espaço trans-inclusivo, e foi.

Havia um homem, que vive como homem, que é lido como homem socialmente, e que usava barba até chegar no evento, e que decidiu, após chegar no evento que era mulher-trans e lésbica.


Quando eu cheguei ao evento, eu não vi essa pessoa, algumas mulheres me procuraram dizendo "tem um homem aqui! isso é absurdo" até que eu o vi. Ao chegar lá, ele tirou a barba, e decidiu que o nome dele era Helena, depois parece que ele não gostou do nome e mudou o nome pra Luisa, depois pra Heloisa, e enfim, as amigas dele o chamavam de Luis.




Muitas mulheres lésbicas que estavam comigo estavam desconfortáveis com a situação, depois descobrimos que a saia que ele usava era de uma moça do próprio alojamento que havia emprestado, pois fora dali, Luisa/Helena/Heloisa/Luis não usava saia, nem batom, fora dali Luisa/Helena/Heloisa/Luis era um homem branco, classe média, universitário que namorava uma menina, que estava presente no evento, porem até então não sabiamos que esse homem se dizia lésbica, as coisas foram aparecendo conforme o tempo foi passando la dentro.

Muitas mulheres com que eu tive contato lá dentro, expuseram seu desconforto, mas tinham MEDO de falarem qualquer coisa e parecerem preconceituosas, algumas se sentiram culpadas por se sentirem desconfortáveis dentro do banheiro aonde 1.000 mulheres tomavam banho e trocavam de roupa e deveriam se sentir seguras, porque Luisa/Helena/Heloisa/Luis estava lá dentro, tomando banho com elas, trocando de roupa com elas. Mulheres heterossexuais também se sentiram invadidas e expostas, mulheres lésbicas se sentiram coagidas, e ridicularizadas com aquela situação.

Durante o evento eu e algumas feministas radicais discutimos o quão problemático era aquilo.

Eu queria ressaltar, que ao chegarmos no evento, eu e minha noiva estávamos arrumando nossas coisas, e uma moça da organização do EME veio até ela, supondo que ela era trans - o que eu achei absurdo, ela não é obrigada a performar feminilidade, ela é lésbica, ela NÃO é trans- e disse que havia um banheiro EXCLUSIVO para trans, e explicou pra ela como ela faria pra usa-lo. Haviam cerca de 10 pessoas trans no evento, inclusive um "homem-trans" que nasceu como mulher, foi socializado como mulher, e corria risco de ser estuprada tanto quanto as outras mulheres do evento, e essas pessoas usaram o banheiro exclusivo para elas, pessoas aparentemente transicionadas, enquanto Luisa/Helena/Luis o homem que estava com uma saia emprestada de uma das companheiras do evento, e que fez a barba somente ao chegar ao evento, insistia em usar o mesmo banheiro e alojamento que as outras mulheres do evento (por que será né?) enfim.

Ouve um sarau na noite de sabado 2/05/2015 aonde esse homem estava presente, e de repente quando vimos ele estava beijando uma mulher lá dentro, não foi um selinho, não foi um simples beijo, ele estava beijando ela loucamente, aquilo foi desesperador para A MAIORIA DAS MULHERES, mulheres que eu nem conhecia se revoltaram, mulheres que estavam no mesmo alojamento, que trocaram de roupa na frente desse homem, se sentiram invadidas, nós lésbicas, e feministas radicais tentamos intervir de forma pacífica, cantando alto, pra que todas soubessem que aquilo não iria passar em branco, e Luisa/Helena/Heloisa/Luis, RIU da nossa cara, quando isso aconteceu, rolou um conflito, e algumas moças vieram conversar conosco, não quiseram nos ouvir, disseram que ele sofria mais que todas nós, que ele era "lesbica" e que a gente devia parar com o preconteito e transfobia, mulheres lésbicas se desesperaram, choraram, gritaram com toda força que aquilo ali era lesbofobia, que dizer que existe falo-lésbico é cultura de estupro, é discurso que propaga a violência, que estavamos nos sentindo com medo, coagidas, não quiseram ouvir, não quiseram ouvir !!! Afinal, um homem que decidiu se identificar como mulher dentro do evento, sofria mais que todas nós.

Durante esse conflito dentro do Sarau, VARIAS, VARIAS, VARIAS mulheres vieram até nós, lésbicas,feministas radicais, feministas partidárias, feministas anarquistas, feministas que seguem correntes divergentes ao feminismo radical prestar apoio, dizer que tambem não concordavam com aquilo,, e quando vimos eramos cerca de 50 mulheres expondo o medo e o desconforto com esse homem. 50 mulheres mostraram sua indignação com aquilo, a maioria era lésbica, 50 MULHERES FORAM IGNORADAS E SILENCIADAS.

Uma moça foi ameaçada no banheiro, por outra mulher que estava defendendo Luisa/Helena/Heloisa/Luis. Uma mulher negra e lésbica foi chamada de desumana. Mandaram eu, e mais algumas compas lésbicas "irmos tomar no cú".

Conseguimos nos organizar politicamente, fomos pra fora do sarau, e fizemos uma plenária, expomos o quanto estávamos coagidas ali dentro, expomos que nos sentimos invadidas e decidimos que faríamos uma intervenção no dia seguinte, domingo 03/05/2015. Chamamos a organização do evento, e uma das organizadoras nos disse que teríamos um espaço pra falar, que queria por escrito um texto, pautando o desconforto daquelas mulheres, para que ela pudesse levar pra mesa do EME, e que nós teríamos local de fala.

Nós ficamos a madrugada inteira discutindo, e tendo cuidado em como elaboraríamos esse texto, durante a madrugada algumas meninas foram dormir, eu, Andressa e Fernanda ficamos até as 7 da manhã concluindo os textos, fizemos um texto geral, que englobava todas as mulheres, e fizemos um texto falando sobre a lesbofobia e a cultura de estupro que tava rolando. Nós não dormimos, nós estávamos exaustas, mas não podíamos deixar que aquilo passasse em branco, que mais uma vez lésbicas fossem silenciadas e agredidas num espaço que deveria ser feminista.

De manhã, todas nós nos reunimos de novo, revisamos os textos de forma coletiva, procuramos a organização pra mostrar, conforme o combinado, e mais uma vez prometeram um local de fala para nós. Depois de toda a organização ler os textos, decidiram que supostamente não teria mais plenária, os ônibus das companheiras envolvidas na nossa auto-organização, decidiram sair mais cedo. Fomos silenciadas, mais uma vez.

50 mulheres que tiveram coragem de expor seu medo, foram silenciadas, sendo a maioria lésbica, eu tenho certeza que haviam mais mulheres desconfortáveis e não tinham coragem de falar. Chegaram relatos até nós de mulheres que não estavam conosco, mas que pediram "pelo amor de deus" pra que não falássemos nada, porque não queriam ser vistas como preconceituosas.

O medo é a arma do patriarcado, UM homem, silenciou 50 mulheres, precisou de UM homem, pra que 50 mulheres, a maioria sendo lésbica se sentisse com medo, e tivesse a necessidade de nos organizarmos num evento para que ele fosse retirado de lá, 50 mulheres unidas, não conseguiram tirar UM HOMEM de um espaço FEMINISTA. UM homem, colocou a vida e a segurança de 1.000 mulheres em risco.


- https://goo.gl/rKSPuZ

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Essa postagem é uma crítica a UNE, ao EME e toda a organização.

Inicio esse texto já citando que foi uma irresponsabilidade da UNE e um descaso com a vida das mulheres e das crianças que estavam presentes no EME permitirem que um homem, branco, heterossexual, que defende pedofilia em rede social ( no seu perfil pessoal) , que é racista,que coage mulheres a se relacionarem com ele, que agride mulheres psicologicamente, entrasse e permanecesse no evento, mesmo com várias mulheres expondo seu desconforto e seu medo.


A UNE deveria NO MÍNIMO ter investigado quem era esse homem antes de permitir a entrada dele no espaço, no alojamento aonde tinham mulheres e crianças, e no banheiro.

Quando nós saímos do EME revoltadas, nossa denuncia era de lesbofobia e de propagação de cultura de estupro, nossa denuncia era focando em como mulheres se sentiram desconfortáveis e invadidas, e tiveram suas denúncias legitimas ignoradas, depois de nossas denuncias com relação a isso, chegaram até nós, e publicamente no facebook outras denúncias, com provas, aonde Luisa/Heloisa/Helena/Luis DEFENDE PEDOFILIA, aonde Luisa/Heloisa/Helena/Luis SE DIZ NEGRA. Aonde Luisa/Heloisa/Helena/Luis COAGE UMA MULHER A SE RELACIONAR COM ELE.

A UNE não teve a menor preocupação com a segurança das mulheres e crianças presentes no EME, pois bastou um homem dizer que se auto-identificava como mulher, que a UNE abriu os braços pra ele, pois ele chegou ao evento de BARBA, ele chegou ao evento com suas vestimentas normais, e DENTRO do alojamento uma moça emprestou uma saia pra ele. O nome, ou melhor, os nomes que ele usou no evento alegando ser "seu nome social" nem poderia ter sido usado.

De acordo com o Decreto 51.180, que dispõe a inclusão e o uso do nome social de pessoas TRAVESTIS e TRANSEXUAIS (uma vez que a aparência das pessoas TRAVESTIS e TRANSEXUAIS não corresponde ao nome civil das mesmas), o nome social só se torna válido com o documento/carteira de nome social adquirido no Posto Central de de Identificação Civil. a Une é ligada ao Mec e o Mec aprovou a lei de nome social em universidades e escolas, porem a UNE não se preocupou em verificar se Luisa/Heloisa/Helena/Luis realmente era uma mulher trans e se tinha um nome social.

Agora imaginem, QUALQUER HOMEM que chegasse até o EME e dissesse que se auto-identificava como mulher IRIA ENTRAR NO EVENTO, IRIA DIVIDIR O ALOJAMENTO E O BANHEIRO, QUALQUER HOMEM, o que faz a UNE pensar que estupradores e pedófilos não mentiriam sobre serem trans pra estar num espaço aonde mil mulheres estão? aonde mil mulheres tomam banho e trocam de roupa? O que faz a UNE pensar, que Luisa/Heloisa/Helena/Luis não fez isso?

Crianças também foram postas em risco com a presença desse homem que diz que sexualização infantil é um conceito criado, que defende pedofilia. Eu exijo um pronunciamento da UNE que colocou a vida de 1.000 mulheres e de várias crianças em risco, e que nos silenciou quando reclamos e nos unimos em 50 mulheres alegando medo e desconforto.


- https://goo.gl/kRZREs

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Basicamente o que nós temos aqui são duas feministas que aparentemente não se apercebem das consequências lógicas da sua filosofia de vida. Se ser mulher é algo que a pessoa pode declarar (independentemente da biologia), então não há nada de errado no facto dum homem com barbas, que se veste como homem e que tem namorada, passar a identificar-se como "mulher" dentro dum evento feminista.

Claro que as lésbicas podem não gostar da presença dum homem no meio delas (porque as lésbicas normalmente e correctamente olham para os homens com interesse por  mulheres como concorrentes pela atenção feminina), mas, obviamente, os sentimentos são irrelevantes. Se o "género" é algo que pode ser declarado, então qualquer pessoa pode-se declarar o que ela bem quiser.

E porquê parar no "género"? Segundo se sabe, este homem branco também se declarou como "mulher negra", e como tal, passou automaticamente a fazer parte de dois "grupos protegidos": mulheres e minorias étnicas.

Neste processo todo, pode-se dizer que a única pessoa que entendeu bem a estrutura do esquerdismo cultural foi precisamente o homem que 1) se identificou como "mulher negra", 2) invadiu o evento e 3) se envolveu posteriormente com uma feminista. Pensando bem, se calhar o motivo que levou as feministas lésbicas a não ver com bons olhos a presença do homem no evento pode muito bem ter sido o facto dele ser um concorrente sexual.

As mulheres que se identificam como feministas e que dão o seu apoio à causa lgbt estão, literalmente, a cavar a sua cova porque, numa guerra entre o movimento feminista e os activistas homossexuais, as feministas perdem facilmente.

Entretanto, os comentários das feministas foram mais ou menos o que se poderia esperar:








Conclusão:

Parece que as feministas não gostam do desconstrucionismo quando o mesmo é usado contra elas e contra a sua ideologia, mas isso é algo que elas têm que resolver entre si.

Entretanto.....

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Peter Hitchens e o propósito político e cultural da imigração

Por Peter Hitchens

Quando eu era um Marxista Revolucionário, nós todos éramos a favor da imigração; quanto mais, melhor. Isto não se prendia com o facto de gostarmos de imigrantes, mas sim porque não gostávamos da Grã-Bretanha. Nós [Marxistas] olhávamos para os imigrantes - qualquer que fosse a sua origem - como aliados contra a sóbria e estabelecida sociedade conservadora que o nosso país ainda era no final dos anos 60.

Para além disso, nós sentiamo-nos, oh, tão superiores ao povo aturdido - normalmente das partes mais pobres da Grã-Bretanha - que via a sua vizinhança subitamente transformada em comunidades supostamente "vibrantes". Se por acaso eles se atrevessem a expressar a mais tímida das objecções, nós chamávamos-lhes de intolerantes.

Os estudantes Revolucionários não eram oriundos de tais zonas "vibrantes"; segundo o que pude apurar, nós vínhamos de Surrey e de outras partes bonitas de Londres. Era possível nós vivermos nos lugares "vibrantes" durante alguns (normalmente esquálidos) anos, perto de relvados por aparar e caixotes de lixo cheios. Mas nós fazíamos isto como crianças irresponsáveis e transientes - e não como donos de casa, ou pais com filhos em idade escolar, ou como idosos em busca dum bocado de paz no final das suas vidas.

Quando nós terminávamos a universidade e começávamos a ganhar um bom dinheiro, nós normalmente caminhávamos rumo às partes mais dispendiosas de Londres e passávamos a ser muito cuidadosos em relação ao local onde os nossos filhos iriam estudar - uma escolha que nós alegremente negávamos aos pobres urbanos, os mesmos a quem acusávamos de "racismo".

O que é que nós sabíamos, ou era do nosso interesse, da grande revolução silenciosa que até por essa altura estava a transformar a vida dos pobres da Grã-Bretanha? Para nós, o que isso significava é que o patriotismo e a tradição poderiam ser sempre acusadas de serem "racistas". Também significava servos baratos para a nova classe média (pela primeira vez desde 1939), bem como restaurantes baratos e - mais tarde - construtores e canalizadores baratos a trabalharem de forma clandestina.

Não eram os nossos ordenados que estavam a ser afectados, e nem o nosso trabalho que estava a ser financeiramente removido do mercado do trabalho. Os imigrantes não faziam o tipo de trabalho que nós fazíamos e desde logo, eles não era uma ameaça para nós. A única ameaça poderia ter surgido do ofendido povo Britânico, mas nós poderíamos sempre silenciar os seus protestes sugerindo que eles eram fascistas dos dias de hoje.

Desde então, aprendi o quão rancoroso, hipócrita, pretensioso e arrogante eu era (e também o eram a maioria dos meus camaradas revolucionários). Eu vi lugares onde eu me sentia em casa a serem totalmente transformados num curto espaço de anos. Já imaginei o que seria envelhecer em ruas estreitas onde os meus vizinhos falavam uma língua diferente e onde eu me fosse sentido gradualmente mais solitário, e um estranho com voz trémula num mundo que eu conhecia mas que já não me conhecia.

Já me senti profundamente e desesperadamente arrependido por não ter dito ou feito nada em defesa daqueles cujas vidas foram voltadas do avesso, sem serem questionados, e que foram claramente avisados que, se reclamassem, seriam desprezados como parias. E já passei um bom tempo nas partes da Grã-Bretanha onde a  unintelligentsia revolucionária não vai.

Tais pessoas raramente - se alguma vez - visitam o seu país. Eles orbitam nas partes mais chiques de Londres e nos destinos de férias. Eles conhecem muito bem os Apeninos da Itália mas nada sabem dos Pennines do seu próprio país. Mas ao contrário de mim, a maior parte da geração dos anos 60 ainda mantém os mesmos pontos  de vista que eu tinha e - com a recente e honrada excepção de David Goodhart, o jornalista esquerdista transformado em chefe dum grupo de reflexão e que reconhece que ele estava errado - eles não irão mudar.

A pior parte disto tudo é a profunda hipocrisia. Mesmo nos meus dias de Trotskista eu já havia reparado que muitos dos imigrantes Asiáticos não eram, de facto, nossos aliados. Eles eram profundamente e de inabalavelmente religiosos. Eles eram socialmente conservadores. As suas atitudes em relação às raparigas e às mulheres eram, em muitos casos, quase medievais.

Muitos deles eram horríveis para com os Judeus e de uma forma que nós haveríamos de condenar de forma feroz se outra pessoa tivesse expressado essa opinião, mas que no caso deles nós conseguíamos perdoar e esquecer. Nós vimos recentemente um caso deste tipo no perturbador  embaraçoso episódio das palavras repentinas de lorde Ahmed relativas a uma fantasmagórica conspiração Judaica.

Mas lembro-me de ver, há cerca de 10 anos, numa loja muçulmana que se encontrava nas ruelas de Burnley, uma edição moderna das revoltantes palavras anti-Judaicas de Henry Ford "The International Jew", há muito renegadas pelo próprio Ford. É impensável que uma loja mainstream de qualquer parte da High Street pudesse vender este conteúdo tóxico.

Muitas pessoas recém-chegadas, embora nós como revolucionários as recebêssemos de braços abertos, sabiam ou preocupavam-se pouco ou nada pelas grandes causas liberais [esquerdistas] que todos nós defendíamos. Ou então essas pessoas eram hostis a essas causas. Muitas pessoas da esquerda irão mentir em relação a isto. George Galloway, o MP mais esquerdista do Parlamento, deve o seu lugar nesse mesmo Parlamento aos muçulmanos conservadores. Mas ele votou em favor do "casamento" homossexual. Seria interessante estar presente num reunião onde Galloway discute estas coisas com os seus constituintes.

Obviamente que todos os partidos políticos fazem compromissos mas há uma diferença enorme entre deixar de lado as diferenças e ignorar por completo o profundo choque de princípios. Este tipo de cinismo tem estado no centro de todo o acordo. Os imigrantes foram usados por aqueles que queriam transformar o país; eles tomaram as partes deles que gostam. e usaram-nas. Enquanto isso, ignoraram as partes que não gostavam.

O senhor Galloway gosta da oposição muçulmana à guerra no Iraque e o seu desdém pelo novo Partido Trabalhista (e boa sorte para ele), mas ele não gosta da sua posição em relação à moralidade sexual. O mesmo se aplica a muitos outros.

Uma das características mais marcantes da maioria dos imigrantes provenientes das Caraíbas é a sua forte e desenvergonhada fé Cristã, e o seu amor pela educação disciplinada. No entanto, a chegada de tais pessoas em Londres nunca foi usada como motivo para dizer que a nossa sociedade deveria ser mais Cristã, ou que as escolas deveriam ser melhor organizadas. Por essa altura, os esquerdistas revolucionários tinham a esperança de dizer adeus à Igreja, e estavam ocupados em expulsar a disciplina para fora das escolas. Portanto nunca ninguém disse "Vamos adaptar a nossa sociedade às exigências nos recém-chegados".

Eles tinham o tipo de exigências errado. Em vez disso, as autoridades fizeram um caso do comportamento duma minoria desses imigrantes, muitas vezes actividades atacadas pelos seus companheiros Afro-Caribenhos - homens que tomavam e vendiam drogas ilegais e que não foram preparados para respeitar a lei Britânica. Se o policiamento dessas pessoas poderia ser classificado de "racismo", então todas as leis relativas ao combate às drogas poderiam ser enfraquecidas, e a polícia passaria a estar sob o controle esquerdista.

É por isso que o assim-chamado "Motim de Brixton" em Abril de 1981 foi usado como alavanca para enfraquecer a polícia e minar as leis de combate as drogas, em vez de ser um motivo para restaurar a lei própria e a paz nessas partes de Londres.

Algo muito semelhante aconteceu com o Macpherson Report relativo ao assassinado de Stephen Lawrence. Poucas pessoas repararam que o relatório não só apelou para que as pessoas de outros grupos étnicos fossem policiadas em maneira distinta, como criticou o policiamento que não levava em conta a cor dos criminosos. Isto foi feito no interesse de quem? E não foi esta atitude, que diferentes tipos de comportamento se poderiam esperar por parte de grupos étnicos distintos, um preconceito racial?

Mas o que é que isso interessava, se isso estava de acordo com a agenda revolucionária de purgar a polícia dos tipos antiquados e conservadores? Estas mesmas forças destruíram Ray Honeyford, um director escolar que - muito antes de estar na moda - tentou enfrentar o politicamente correcto que existia dentro das escolas. Ele foi expulso do seu emprego e, obviamente, classificado de "racista".

Mas se os seus avisos tivessem sido ouvidos e aplicados, isso seria muito mais no interesse da integração e da igualdade genuína em Bradford. Da forma como as coisas estão, e qualquer visitante pode ver isso, os cidadãos muçulmanos e os não-muçulmanos de Bradford vivem em separados uns dos outros, raramente entrando em contacto uns com os outros. A maior parte da comunidade islâmica está totalmente fora se sintonia com o resto da sociedade Britânica.

Mais uma vez, os esquerdistas revolucionários haviam feito uma aliança cínica como forma de destruir a oposição conservadora. O seu maior aliado sempre foi o político Tory Enoch Powell que, num discurso estúpido e cínico em 1968, cheio de linguagem alarmista e polvilhado com expressões depreciativas e rumores inflamadores, definiu o debate em torno da imigração pelos 40 anos que se seguiram.

Graças a ele, e à sua incontestável tentativa de mobilizar uma hostilidade racial, os esquerdistas revolucionários viram o seu trabalho facilitado no processo de acusar o adversário de ser um Powellita.

Absurdamente, mesmo quando as fronteiras Britânicas estavam a ser demolidas pelo Governo de Blair e centenas de milhares de Europeus Brancos vieram trabalhar para aqui, ainda era possível acusar quem levantasse oposição de "racista". Não poderia ser mais óbvio que o problema não era a raça. O que fazia estes novos residentes diferentes dos locais era a cultura - língua, costumes, atitudes, e sentido de humor.

Em vez deles se adaptarem ao nosso modo de vida, nós é que nos estávamos a adaptar ao deles. Isto não era integração, mas sim uma revolução. Mas ninguém - especialmente os seus representantes eleitos - os queria ouvir visto que era assumido que eles eram Powellitas intolerantes, motivados por algum tipo de ódio irracional. Hoje acredito que o ódio irracional vem quase por completo da Esquerda liberal.

Obviamente que ainda há pessoas que têm preconceitos raciais estúpidos, mas a maior parte das pessoas preocupadas com a imigração são inocentes de tais sentimentos. A intolerância gritante e ofensiva chega-nos da elite mimada que se sente envergonhada do seu próprio país, desprezam o patriotismo que os outros têm e não têm nenhum neles mesmos.

Eles anseiam por uma horrível Utopia sem fronteiras onde o amor ao próprio país desapareceu, as amas são baratas e os ordenados das outras pessoas são baixos. Que pena que não pareça haver uma forma de expor estas pessoas e removê-las dos seus lugares de poder e influência. Porque se é para haver algum tipo de harmonia nestas ilhas, então ela só pode vir através dum grande esforço que nos une a todos, mais uma vez, num amor partilhado pelo país - o mais bonito e abençoado lote de terra do planeta.

- http://goo.gl/XL2WrH.

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O discurso de Enoch Powell:





domingo, 28 de setembro de 2014

"A minha filha esquerdista tem medo de passar por zonas predominantemente negras"

Por Claire English

Algo peculiar ocorreu quando a minha filha esquerdista e eu conduzíamos através duma zona predominantemente negra de Joanesburgo quando regressávamos do aeroporto (aquando da sua mais recente viagem): ela expressou medo dos seus amados negros, o mesmo grupo que há apenas duas décadas ela defendia. 

A minha filha já não visitava a África do Sul há alguns anos visto que ela se havia mudado para os Estados Unidos depois do fim do Apartheid. Tal como muitos esquerdistas ricos e com formação universitária, ela abandonou o país depois do governo nacionalista que ela tanto odiava ter sido derrubado, e o ANC ["African National Congress", partido comunista Sul-Africano] ter sido instalado em seu lugar.

Quando regressávamos do aeroporto, tomamos um caminho que eu havia tomado tantas vezes no passado - um caminho que milhares de brancos usam quando se dirigem para o aeroporto (ou regressam dele). Passados que estavam alguns minutos depois de ter visto caras predominantemente negras, a minha filha comentou que ela "não se senti confortável em guiar por este tipo de zonas". Inicialmente eu não sabia do que é que ela estava a falar, e não queria parecer racista; devido a isto, perguntei-lhe, visto que sabia que ela é uma pessoa favoralmente motivada em favor da causa Negra, e nunca iria, pensei eu, ter algum tipo de reserva em estar onde ela se encontrava.

Não se dava o caso de estarmos em Soweto ou em Alexandria Township, locais que justificariam os seus receios. Nós encontrávamos literalmente numa vizinhança mista,  apenas com mais caras negras do que aquelas a que ela estava habituada. Mas mesmo assim, apesar da minha preocupação de que ela estava desconectada com a realidade, ela estava positivamente resistente tanto ao tópico como com o facto de eu conduzir para casa através duma área predominantemente negra.

Como uma Esquerdista Marxista, e ainda defensora ardente do ANC, fiquei bastante surpresa com a hipocrisia dela. Durante os anos 90, ela foi uma crítica feroz do Apartheid, chegando até a fazer campanha pelo nosso primeiro presidente negro. Embora eu seja uma moderada e uma realista, eu estava aberta à mudança. As minhas reservas, quando vocalizadas, foram sempre enfrentadas com críticas, chegando até a ser acusada de racismo.

E agora, eis-me aqui, 20 anos mais tarde, eu, supostamente a supremacista Branca, a conduzir sem problemas alguns por uma área com população mista, e a pessoa que se havia colocado do lado da causa Negra, nervosa ao meu lado. Isto deixou-me bastante perturbada porque com frequência eu preocupei-me com os motivos que a minha filha tinha, e cheguei a perguntar o que é que a tinha influenciado tanto, mas ela não se apercebeu da hipocrisia da sua atitude.

Ela é uma Marxista declarada, e de modo literal ela chama os Negros e os apoiantes do ANC de "seu povo". Ela tende a culpar os Brancos sempre que há um discussão em torno dos falhanços sociais dos negros, classificando isso de "ódio racial" e "opressão" contra o povo Negro. No entanto, quando eu, que não tenho o tempo ou o dinheiro para gastar em combustível  (como forma de evitar certas partes da cidade) a conduzo por uma área habitada pelo "seu povo", ela colocou objecções devido ao seu medo.

Os Esquerdistas criaram estes guetos como forma de manter, com segurança, os Negros longe das suas portas, mas eles não conseguem estar perto deles. Por outro lado, aqueles que entre nós realmente se preocupa com o nosso país, e que não se levantou e se foi embora, estamos em risco devido às políticas em favor das quais eles batalharam. Normalmente, eu não gosto de escrever sobre assuntos pessoais em forums abertos - especialmente quando envolve a minha família - mas senti que isto tinha que ser dito.

Nos Estados Unidos, Marxistas como Barack Obama e o Mayor de Chicago, Rahm Emmanuel, desenvolveram políticas que facilitaram a perpetuação das matanças que diariamente ocorrem na cidade. Eles proíbem as armas, facilitam as greves dos professores e consequentemente os jovens são colocados nas ruas; só quando as coisas ficam realmente más é que eles decretam que polícias extras sejam trazidos para o local.

Essencialmente, eles destroem a cidade de modo a que os gastos públicos aumentem. O próprio Emmanuel colocou mais polícias nas ruas como forma de combater o crime que  ele criou. Ele esqueceu-se de informar os residentes que os polícias só trabalhariam de Segunda-Feira a Quinta-Feira, e não durante os fins de semana, que é quando as matanças ocorrem.

O que está a acontecer em Chicago e em outras cidades Americanas é igual à situação na África do Sul uma vez que os Negros estão-se a matar mutuamente, e isto na ausência da lei e da ordem. Quem é que no seu normal estado mental iria desculpar uma coisa dessas? Isto demonstra também a natureza divisiva da ideologia Marxista, onde o ódio é fomentado de tal forma que nenhuma comunidade fica segura - e particularmente no caso da África do Sul, a população branca está a ser mutilada pelos Negros e não há ninguém que os ajude.

Pergunto-me com frequência se isto é uma consequência  intencional ou não-intencional da intromissão esquerdista. Fico triste que a minha filha tenha tido influência nisto,  antes dela, tal como muitos dos seus camaradas esquerdistas, ter fugido para a América do Norte.

Da próxima vez que ela me visitar, farei todos os possíveis para lhe conduzir através duma vizinhança negra.




sábado, 3 de maio de 2014

O porquê das feministas odiarem Kirsten Dunst

A supressão tirânica dos pontos de vista contrários levada a cabo pela esquerda militante seria menos ridícula se essa mesma esquerda não olhasse para si como a pseudo-defensora da tolerância e da liberdade de expressão. Na nossa cultura dominada pelo esquerdismo, as categorias de discurso permitidas estão a ficar cada mais reduzidas.

Se, por exemplo, tu és um apresentador dum programa de rádio, tens que estar permanentemente alerta uma vez que a esquerda quer ressuscitar a "Fairness Doctrine" como forma de suprimir os pontos de vista contrários, e voltar a ter o monopólio dos maiores órgãos de informação.

Se por acaso tu tens uma pequena companhia de catering e o pseudo-casamento homoerótico viola as tuas sinceras e constitucionalmente garantidas convicções religiosas, a esquerda militante quer forçar-te a disponibilizar comida para cerimónias homoeróticas.

Se por acaso és uma instituição que fornece serviços médicos e és contra o acto de disponibilizar cobertura [seguro] para produtos abortivos ou contraceptivos, sem dúvida que verás a tua liberdade de agir desta forma negada.

Se fazes parte duma organização conservadora que busca isenção de impostos, os esquerdistas da administração de Obama irão assediar-te, atrasar a tua candidatura, e/ou negá-la.

Mas a censura no discurso feita pelos esquerdistas não se limita ao facto do governo esmagar os direitos constitucionais dos conservadores visto que os esquerdistas encontram-se envolvidos em todo o tipo de actividades que têm como propósito final congelar a liberdade de expressão dos adversários que não são violações constitucionais.

Se, por exemplo, tu tens a coragem de apoiar a definição Bíblica de casamento, e és o dono ou o director-administrativo duma companhia, tens que ser boicotado ou fechado.

O facto da maior parte das pessoas do mundo inteiro pensar como tu é irrelevante para os esquerdistas visto que para eles, todas as opiniões vindas de pessoas que não se alinham com o seu demograficamente minoritário mas economicamente bem financiado movimento revolucionário são desinformadas, ignorantes e inaceitáveis. Por enquanto, tu tens a liberdade de manter as tuas opiniões pré-históricas, desde que as mantenhas só para ti, mas Deus te livre de as afirmar publicamente ou de forma que possam ser rastreadas através do Google.

Se, e dando outro exemplo, tu acreditas que a vida tem o seu início na concepção e que o aborto está sempre errado, então tu tens que ser atacado e classificado como um misógino retrógrado que quer subjugar as mulheres e colocá-las à mercê de abortos nas escadarias. Tu não tens também a liberdade para seres contra a promiscuidade promovida pelo governo através da facilitação do acesso a produtos abortivos.

Se por acaso és um conservador sem rodeios que tem o sonho de adquirir um clube de futebol, é bem provável que precises dum encontro com a realidade. Se és um estudante conservador politicamente activo, é melhor pensares duas vezes antes de abrires a boca.

Se és uma actriz bem sucedida cuja opinião não se conforma em toda a linha com o que é aceitável segundo o dogma feminista, então é melhor pensares duas vezes antes expressares a tua opinião da forma como a fez Kirsten Dunst. Numa entrevista dada à "Harper’s Bazaar" (Reino Unido), esta actriz teve a audácia de se afastar do que é permitido dentro do movimento feminista, e expressar o seu apoio ao papéis sexuais tradicionais dentro do casamento:

Sinto que o feminino tem sido desvalorizado. Todos nós temos que obter os nosso empregos e fazer o nosso próprio dinheiro, mas ficar em casa, cuidar de crianças, ser mãe, cozinhar, são coisas com valor que me foram ensinadas pela minha mãe. Por vezes, tu precisas do teu cavaleiro com armadura brilhante. Vão-me desculpar. Tu precisas que o homem que faça o seu papel masculino e que a mulher faça o seu papel feminino.

Note-se que, antes de terminar a sua frase, Dunst sentiu em que tipo de situação se estava a meter ao dizer "Vão-me desculpar". Porque é que ela haveria de prefaciar os seus comentários sinceros, sentidos e inócuos com um pedido de desculpas?

Eu explico porquê: Hoje em dia as pessoas não têm a liberdade de afirmar pontos de vista que se encontrem em oposição aos dogmas esquerdistas. O militante lobby homossexual não é o único a exigir conformidade absoluta; há já muito tempo que as feministas militantes fazem isso a elas mesmas.

Para o feminismo militante, já não é suficiente apoiar remuneração idêntica para trabalho idêntico, ou acreditar que as mulheres têm o direito de enveredar pela profissão que elas assim quiserem. As feministas exigem que as mulheres adoptem a sua atitude hostil contra os papéis sexuais tradicionais, mesmo quando as mulheres voluntariamente os apoiam e se sentem satisfeitas dentro eles.

Os activistas esquerdistas são tão a favor da "escolha" das mulheres como são a favor da "escolha" na hora de abortar um bebé. Eles insistem que tu rejeites os papéis tradicionais dentro duma relação uma vez que eles classificam-nos de "indignos" e "destrutivos". Se por acaso tu és uma mulher que apoia a liberdade das mulheres de ter um emprego mas ao mesmo tempo defendas a existência de alguns papéis tradicionais - mesmo que limitados - tu és uma inimiga e tu tens que ser atacada e silenciada.

Note-se que no incidente da Kirsten Dunst nem se dá o caso dela ser contra o facto das mulheres serem bem sucedidas profissionalmente, como a sua própria carreira o demonstra. Mas afirmar que ela gosta de homens masculinos ou cavalhereiscos, e que as mulheres têm que ser femininas, é uma "blasfémia". O facto dela verbalizar algo que a humanidade sempre soube, desde que o ser humano foi colocado na Terra - que os homens e as mulheres são fundamentalmente distintos mas complementares - é ameaçador para as feministas.

Isto leva-nos a sentir pena da pobre Kirstn Dunst por ela descobrir o que é ter a polícia de pensamento feminista a bater-lhe a porta. Algumas feministas qualificaram-na de  "insuportável" por falar abertamente sobre o que pensa da relação homem-mulher, ao mesmo tempo que outras feministas disseram que ela era uma "burra" e que "ela nunca deveria ter permissão para dar a sua opinião perto de raparigas jovens."

Parece que as jovens mulheres tais como a Kirsten Dunst têm muito mais coragem e estão muito mais confortáveis na sua pele feminina do que as pessoas que tentam intimidá-la de modo a que ela negue a sua própria natureza. O politicamente correcto está a tornar-se cada vez mais opressor e cada vez menos razoável nas suas posições.

O mais engraçado é que apesar das inúmeras evidências em contrário, os grupos da esquerda militante ainda olham para si mesmos como grupos "tolerantes", o que é tragicamente cómico.

Modificado a partir do original

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O que se passa aqui e o velho problema da "autonomia" versus "realidade". Infelizmente para nós, vivemos numa sociedade onde, acima de tudo, a autonomia individual é sobrevalorizada. Logo, as jovens mulheres são enganadas e levadas a valorizar a "autonomia" e a "independência dos homens" (particularmente através das carreiras profissionais). A maternidade torna-se então numa "restrição" imposta  às mulheres (e uma potencial desvantagem). Isto leva-nos directamente para a ideia duma paternidade unissexual onde os homens e as mulheres têm a obrigação de partilhar precisamente as mesmas tarefas paternas (o que supostamente "liberta" as mulheres).

Nos seus comentários, Kirsten Dunst articula alguns dos problemas da visão esquerdista liberal: se a autonomia é o bem supremo. então as outras coisas têm que perder o seu valor.

Por exemplo. Dunst claramente valoriza o que a sua mãe fez por ela e não quer que isso se perca através da busca pela autonomia feminina. Ela afirma também que os relacionamentos heterossexuais fundamentam-se na distinção entre o masculino e o feminino, e que, desde logo, é melhor que os homens retenham o seu papel masculino dentro dos relacionamentos.

Outra coisa que coloca em perigo a ideologia esquerdista é a própria vocalização e defesa dos papéis tradicionais por parte duma mulher - aquela que supostamente "lutou" para se "emancipar" desses papéis alegadamente "restritivos". Se as mulheres sentem-se universalmente bem dentro do seu papel feminino nas relações, o que dizer do feminismo quando ele alega que veio para "livrar" as mulheres desse suposto "fardo"? 

Se nós observamos vez após vez que aquilo que as mulheres realmente querem não está de acordo com o que a elite feminista diz que as mulheres querem, não se torna cada vez mais óbvio que o feminismo não tem como plano primário gerar as condições necessárias para o aumento da felicidade da mulher, mas sim outro plano sinistro qualquer?



terça-feira, 29 de abril de 2014

Fazer sexo em escolas públicas não é motivo para se perder o emprego de professor.....

....desde que se faça parte de um dos "grupos protegidos" da esquerda militante.

Um painel de apelação composto por 5 membros (2 homens e 3 mulheres) determinou que é permitido aos professores terem relações sexuais nas salas de aulas sem que percam o seu emprego. Têm é que ser homossexuais.

Os juízes da "Manhattan Appellate Division" ordenaram a "James Madison High School" que voltasse a aceitar as professoras lésbicas que foram despedidas depois do porteiro as ter encontrado em actividade sexual numa das salas de aulas enquanto lá fora decorria um evento escolar.

A professora de Francês Cindy Mauro, de 38 anos, e a professora de Espanhol Alini Brito, 34 anos, foram a um bar depois de terem estado na escola, e regressaram mais tarde para presenciarem a competição de voz que decorreu em Janeiro de 2011. Elas abandonaram o evento e foram para a sala 337 onde foram encontradas pelo porteiro envolvidas numa actividade sexual. Ambas estavam nuas da cintura para cima.

A escola despediu as duas, mas ambas tinham "tenure". As professoras negaram algum tipo de transgressão (afirmando que Alini precisava de algo para comer como forma de estabilizar o açucar no sangu) e processaram a escola.

Na Quinta-Feira o painel determinou que, "a penalização de término do seu emprego é chocantemente desproporcional à sua má conduta". Eles acrescentaram ainda que as professoras havia ido mais além do que as exigências da sua profissão ao tomarem parte do evento escolar, algo que "não era exigido a elas". O advogado Michael Valentine disse que, "Ambas são boas no que fazem".

A decisão legal foi assinado pelos juízes Richard Andrias, Leland DeGrasse, Helen Freedman, Judith Gische, e Angela Mazzarelli.

Bill Donohue, da Liga Católica, disse que a falta de cobertua mediática em relação a esta história com 3 anos revelou um óbvio padrão duplo:

Se dois padres tivessem sido encontrados envolvidos em actividade sexual numa sala de aula, e tivessem recebido "luz verde" por parte das autoridades católicas, isso seria a notícia mais mediática do momento, recebendo cobertura nacional. No entanto, esta história quase que nem passa o nível duma história local visto que as mulheres eram lésbicas, professoras numa escola pública, tinham obtido "tenure", condições que representam um "trio".

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Ficamos a saber portanto que os homossexualistas (lésbicas e sodomitas) têm permissão para se envolverem em actividade sexual dentro das escolas públicas, mas os heterossexuais não (e nem querem).

Isto demonstra mais uma vez que quando se pertence a um "grupo oprimido", tudo é permitido. Homossexuais, mulheres, minorias étnicas e minorias religiosas têm um estatuto mais valioso dentro da agenda esquerdista, e como tal, as suas más acções têm que ser analisadas à luz dos "anos de opressão histórica". Para um esquerdista o certo e o errado tem que ser analisados à luz da sua utilidade pragmática para o avanço da sua ideologia.


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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Victoria Luckwell avisa os homens ricos para não casar

A filha dum dos homens mais ricos do Reino Unido avisou as mulheres ricas a não se casarem depois do seu marido "gold-digger" [interesseiro] ter recebido £1.2 milhão de pagamento após o seu divórcio. Victoria Luckwell, de 37 anos, cujo pai Mike fundou a "The Moving Picture Company", e cuja riqueza se estima que esteja na ordem dos £135 milhões, afirmou que o sistema legal  Britânico actual agia como um "desincentivo" para os ricos se estes tivessem planos para casar, visto que eles não tinham forma alguma de proteger os seus bens familiares.

Os seus comentários chegam depois do seu ex-marido, Frankie Limata, ter recebido £1.2 milhão em pagamentos por parte dum juiz, apesar dele ter assinado diversos acordos pré-nupciais abdicando do direito a qualquer parte do dinheiro da esposa. Victoria ouviu do juiz que ela tem que pagar ao ex-marido £900,000 para comprar uma casa, e mais £300,000 para pagar as suas dívidas, comprar um carro e mobilar a casa. Enquanto saia do tribunal, ela disse:

Infelizmente, chego à conclusão de que há um forte desincentivo financeiro para as mulheres ricas que queiram casar, visto não haver forma de garantir a protecção dos bens familiares. Dito de forma simples, isto é uma licença para os gold-diggers.

Mike Luckwell, seu pai, acrescentou:

Uma lei que premia os gold diggers depois de se terem assinado três acordos legais pré-nupciais merece críticas genuínas.

O casal, que tem três filhos, conheceu-se em 2005 e antes do casamento, o desempregado Frankie Limata assinou 3 acordos pré-nupciais comprometendo-se a não fazer qualquer tipo de exigência - quer seja durante ou depois do casamento - às posses da sua esposa ou aos presentes dados pela família dela. Mas quando eles se separaram em 2012, ele entrou deu entrada a um processo legal exigindo £2.2 milhões como forma de "manter o estilo de vida ao qual ele se havia habituado" [ed: O mesmo argumento que muitas mulheres usam para lançar as mãos nas posses do ex-marido].

Hoje, depois duma longa audiência no princípio deste mês, o juiz Holman ordenou que ela lhe desse £900,000 para comprar uma casa onde viver enquanto os seus três filhos, com 8, 3 e 2 anos de idades, estão em fase de crescimento. Para além disso, ela tem que lhe dar £300,000 para que ele possa mobilar a casa e pagar as suas dívidas. Actualmente. Victoria Luckwell vive na sua casa com o valor de £6.7 milhões na zona central de Londres, mas ela teme agora que tenha que vender a casa como forma de pagar ao ex-marido.

Depois da decisão do Juiz Holman, Victoria disse que a sua família estava "feliz" com o facto do juiz ter reconhecido que financeiramente Limata não havia contribuído em nada para o casamento (com toda a parte financeira a ser sustendada pela família dela). Ela disse:

Ficamos todos perturbados com o facto de hoje Frankie ter sido financeiramente recompensado com alguma coisa depois das falhas imperdoáveis nas suas promessas. Esta foi uma audiência pública dolorosa durante a qual Frankie fez críticas duras e injustificadas à minha família.

Deste caso, importantes considerações sobre a política publica emergem. A menos que o Parlamento coloque em acção a recente proposta da "Law Commission" em relação aos acordos nupciais, a lei irá permanecer num estado de incerteza. Isto causa audiências públicas dispendiosas bem como enormes angustias emocionais e incertezas financeiras. A minha experiência recente é precisamente o tipo de coisas que são evitadas com acordos pré-nupciais.

Frankie Limata alegou que ele havia sido forçado a viver como "um mendigo", com todas as suas possessões colocadas em sacos de lixo desde que se separaram. Antes desta decisão legal, Limata havia rejeitado uma oferta de £850,000 para se chegar a um acordo no caso, e o juiz criticou os custos legais causados pelo casal que se encontravam acima dos £657,000. Falando sobre o que havia apurado, o juiz disse:

Ambos precisam duma casa aceitável para viver. A Victoria tem uma. O Frankie não.

Ele disse ambos tinham um padrão de vida "elevado", o que lhes permitia ir de férias em países estrangeiros e dispendiosos, comer em restaurantes de topo e conduzir carros de luxo.

Telegraph

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Um homem desempregado casa-se com uma mulher rica, assina vários acordos pré-nupciais, e depois consegue que todos eles sejam invalidados, permitindo que ele consiga sacar um milhão da sua antiga esposa. Mas mesmo assim, esta decisão legal ainda valida o Imperativo Feminino que ainda domina os sistemas legais do mundo ocidental. Imaginem o quanto que Victoria não se revoltaria se ela tivesse que dar metade dos seus bens (tal como acontece com muitos homens) e não só UM PORCENTO deles.

Se o conselho de Victoria é verdade para as mulheres ricas, então deve ser CINQUENTA vezes mais importante que os homens ricos evitem o casamento.

Como é normal nos dias de hoje, a maior parte das mulheres só se apercebe da injustiça do sistema legal quando o mesmo lhes aflige pessoalmente.



sábado, 29 de março de 2014

A hipocrisia de Jessica Valenti


Jessica Valenti é uma feminista americana popular, autora do post com o nome de "The Marriage Con" onde ela explica o porquê dela ser contra a instituição do casamento. Nele, ela começa por ressalvar que os conservadores têm defendido o casamento alegando que o mesmo ajuda a canalizar a agressividade e a sexualidade masculina para formas socialmente produtivas, e que isto gera benefícios emocionais para as mulheres. Ela não se preocupa em refutar estas alegações, preferindo em seu lugar afirmar:
A realidade dos factos é que esta nostalgia desesperada pelo casamento tradicional e pelos papéis sexuais antiquados nunca será mais forte que a vontade que as mulheres têm de serem livres das normas restritivas.
Mais uma vez, esta é a teoria da autonomia tal como promovida pelo liberalismo. Jessica Valenti decidiu que o bem primário da vida é ser autónoma (de se auto-determinar), consequentemente, ela não gosta do casamento tradicional uma vez que ele inclui papéis sexuais que são, de certa forma pré-determinados (e não auto-determinados).

Jessica Valenti escreveu noutro lugar o seguinte:
Os meus pais têm uma casamento maravilhoso, mas eles têm estado juntos desde que a minha mãe tinha 12 anos, casaram-se quando quase adolescentes e  raramente estão longe um do outro. Eles trabalham juntos. Como resultado disto, eu sempre vi o casamento como instituição que envolve a perda parcial da autonomia.
Note-se como o princípio da autonomia está acima de tudo o resto. Não interessa se o declínio do casamento coloca os homens num percurso errado; não interessa se o declínio do casamento deixa muitas mulheres sozinhas e tristes; aparentemente, também não interessa o facto dos seus pais terem desfrutado dum casamento maravilhoso baseado num forte sentido de fidelidade. O facto é que o casamento tradicional tem o potencial para restringir a sua autonomia, e como tal, Jessica rejeita a instituição do casamento, qualificando-a de "antiquada".

Mas a história tem um outro ângulo. Por volta de 2009 Jessica Valenti conheceu o homem do seus sonhos e casou-se. Ao tentar justificar a forma como ela harmonizou o seu feminismo anti-casamento com a sua decisão pessoal para se casar, ela disse:
Chegamos a um ponto da nossa vida onde desistimos de viver segundo um ideal feminista perfeito visto que nos sentimos sufocadas.
Não será esta uma excepção sem princípios? A realidade dos factos é que a maioria das pessoas nem sempre coloca a autonomia em primeiro lugar visto que, na vida, existem outros valores que podem ser levados em conta. Um desses valores é o desejo de casar e formar família e isso é necessariamente uma "norma restritiva" visto que ela envolve um compromisso só com uma pessoa, excluindo todas as outras. Isto significa também que aceitamos responsabilidades paternais que, em certas ocasiões, podem ser bem dispendiosas. Mas fazemos tudo isto com os olhos postos num bem maior. 

Jessica Valenti não consegue admitir isto visto que isso colocaria buraco enorme na sua crença na autonomia como o bem maior da vida, e como tal, ela justifica o seu casamento afirmando que se cansou de tentar viver segundo um ideal.





segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A violência doméstica contra as mulheres que não interessa às feministas

Os relacionamentos lésbicos têm os níveis mais elevados de violência doméstica (12.4pct), que é muito mais elevado do que a violência doméstica que ocorre nos casais. (4.3pct).

Um relatório por parte da "National Coalition of Anti-Violence Programs" reportou um aumento na ordem dos 125pct nas fatalidades resultantes de violência doméstica entre duplas lésbicas ou entre dois homens homossexuais em todo o país, e só no ano passado. 

Segundo Beth Leventhal da "The Network/La Red of Boston", "a violência física dentro da comunidade lgbt pode ser tão letal como nas comunidades heterossexuais.

Durante o ano passado, o "UCLA Center for Health Policy Research" publicou os resultados da pesquisa levada a cabo junto de 51,000 adultos da Califórnia. O UCLA apurou que 28pct das pessoas envolvidas num relacionamento homoerótico havia experimentado violência por parte do parceiro/a, comparados com os 17pct das pessoas em relacionamentos heterossexuais.

As taxas podem ser bem mais elevadas visto que uma dupla parede quase impenetrável é usada para manter as lésbicas agressoras afastadas e recolhidas no proverbial armário.

A primeira parede é a estigmatização invocada pelas próprias lésbicas que acreditam numa espécie de utopia homossexual, a crença feminista que defende que os relacionamentos mulher-mulher são inerentemente mais pacíficos, gentis e "puros", comparados com os relacionamentos homem-mulher. 


* * * * * * *

Isto demonstra mais uma vez a hipocrisia do movimento feminista quando este se foca na violência proporcionalmente inferior (de homem para mulher), para deixar de lado a violência proporcionalmente mais comum (de mulher para mulher).

Isto demonstra também que a alegado "combate à violência contra às mulheres" é só uma fachada usada pelo movimento feminista;  na verdade, as feministas não se importam nada com a violência que as mulheres sofrem. O que elas fazem é usar esse discurso público para avançar com outro tipo de ideologias em privado.

Quem quer acabar com a violência que as mulheres sofrem, tem que lutar contra todo o tipo de violência que a mulher sofre (e não só contra aquele tipo de violência que pode ser instrumentalizado para fomentar uma guerra entre os homens e as mulheres).



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Hanna Rosin: Os homens estão obsoletos

Por Mark Richardson

Hanna Rosin volta a fazer das suas. Desta vez ela escreveu um artigo para o Time com o título "Os homens são obsoletos" (que deve ter sido uma leitura divertida para  marido e para o filho). Rosin tem uma visão do mundo onde os homens másculos são definidos de uma forma bem negativa:
Mas de modo a que possamos vencer este debate, temos que provar que os "homens", tal como os temos definido historicamente — merecedores do poder, destinados a lugares de liderança, arrogantes, confundidos perante alguma coisa que não sejam eles. Do tipo: "Não entende. Isto é um homem vestido de mulher ou uma mulher vestida como um homem?" Eles são obsoletos.
Ela define os homens através da sua agenda e sua agenda é uma que tem que ter mulheres em lugares de poder. Logo, ela olha para a masculinidade tradicional em termos do que impede que as mulheres estejam em lugares de poder, isto é, tendo homens "merecedores de poder, destinado a lugares de liderança arrogantes" (ela quer passar isto para as mulheres).

Ela não está a olhar para quadro geral quando fala nisto. Se os homens historicamente foram os protectores e os provedores, isto significava uma vida de trabalho em favor das esposas, das crianças e das comunidades. Isto significava liderança com propósito, e não liderânça para satisfazer uma agenda política ou uma afirmação egoísta de si mesmo.

Para além disso, ela não está a avaliar a masculinidade de forma correcta. O que é que acontece quando um homem é bem sucedido no seu desenvolvimento até à vida adulta? Não expressará ele qualidades masculinas no seu comportamento? Não influenciará isto o seu papel na família, na comunidade e na sociedade? Hanna Rosin não leva isto em conta. Ela olha para os homens másculos como agentes que impedem que as mulheres cheguem às posições de poder. Ela acredita também que a sociedade desenvolveu-se de uma forma que minou a posição destes homens másculos.

Primeiro, ela acredita que existem sinais de que o posição do homem no local de trabalho entrou em declínio. Os seus rendimentos estão em queda e por cada 5 homens, 1 abandonou o mercado de trabalho. As mulheres jovens têm agora rendimentos mais elevados que os homens, e estão a obter 60% dos cursos universitários [ed: ler aqui, aqui, aqui e aqui para entender o porquê desta situação]. Rosin escreve.
Tal como uma rapariga numa irmandade me disse - lembrem-sem eu disse irmandade e não alguém dum centro de estudos femininos - "Os homens são os novos bola e corrente.
(Note-se a arrogância: isto é algo que a Rosin considera positivo como um sinal de que o poder está a passar dos homens para as mulheres.)

Rosin tem razão quando diz que a posição económica dos homens caiu em relação a posição económica das mulheres, mas ela está a exagerar imenso quando se fala do quanto que os homens são obsoletos. Eu trabalho com mulheres apaixonadamente feministas, e muito poucas trabalham a tempo inteiro. Elas dependem do marido (que trabalha a tempo inteiro) para lhes dar o equilíbrio trabalho/casa que elas tanto buscam.

Rosin está errada quando pensa que o trabalho para ela tem o mesmo significado que o trabalho para todas outras mulheres. Ela tem um emprego de elevado status, confortável e criativo, como escritora freelancer, mas para as outras mulheres o trabalho não será tão glamoroso.

Rosin pensa que os homens são obsoletos porque a família com o homem como provedor está em declínio. Ela está certa em relação ao declínio, mas ela entende as estatísticas de forma errada (ela alega que 40% das famílias têm agora a mulher como provedora, excluindo as mães solteiras, mas o número 40% inclui as mães solteiras. Para as mulheres que vivem com um parceiro o número é um pouco mais de 20%. Portanto, em 80% das casas o homem ainda é o provedor primário).

O seu argumento seguinte é o mais revelador. Rosin usa a destruição da família das classes mais baixas como forma de provar que os homens são agora obsoletos:
A classe operária sente o fim dos homens de forma mais vincada, à medida que os homens perdem os seus empregos e perdem a vontade de serem pais, e as mulheres fazem tudo sozinhas, criando um matriarcado virtual em partes do país que eram no passado bastiões do valores masculinos ao estilo da música country. Porque é que as mulheres não se casam ou vivem com o pai das suas crianças? Tal como uma mulher me disse, "Ele seria apenas mais uma boca para alimentar."
Eu realmente tenho que balançar a cabeça de forma negativa. Será que é suposto nós alegrarmo-nos com as consequências progressivas da destruição da família entre a classe operária? Será suposto nós pensarmos que o facto das mulheres modernas fazerem as coisas sozinhas é um sinal de "poder" em relação aos homens? Parece-me que elas apenas estão a viver vidas mais complicadas num ambiente social disfuncional. Não é de admirar que a esperança média de vida das mulheres pobres brancas esteja em  declínio. De maneira nenhuma isto prova que os homens estão obsoletos; isto mostra o que acontece quando a sociedade falha ao não manter o papel do homem na família.

Rosin continua a bater no fundo do barril quando dá a sua razão seguinte do porquê os homens serem obsoletos:
É o fim dos homens porque eles perderam o seu monopólio da violência... As mulheres estão a ficar cada vez mais confiantes sexualmente e, algo que a Camille Paglia espera há alguma tempo, mais agressivas e mais violentas.
Mais uma vez, isto parece que a Rosin toma um exemplo rude da masculinidade e quer que as mulheres sejam o melhor exemplo dele. Para Rosin, é um sinal de "poder" que as mulheres estejam a ficar cada vez mais violentas e agressivas. Mas as mulheres não ganham nada com este sinal de posição social visto que os homens podem vencer facilmente as mulheres num confronto físico.

O facto de mais e mais mulheres lutarem nas ruas normalmente é sinal de bebedeira vulgar - e isso aponta para um declínio social entre as mulheres e não um avanço.

Rosin termina o seu artigo falando do que a vida pode ser para os homens obsoletos, tais como o seu filho, no futuro:
Quando penso no mundo após o fim dos homens, penso no mundo que o meu filho vai herdar, onde, se ele quiser levar os filhos para o parque às 15:00 duma Terça-Feira à tarde, ninguém olhará para ele de maneira estranha, ninguém se questionará do porquê ele não ter emprego, e ninguém pensará "Que fracassado!", e ninguém pensará que ele é de Portland ou Toronto; as pessoas pura e simplesmente passarão ao lado sem pensar nada de mais sobre isso. Ele pode ser arrogante o quanto quiser e sentir-se em casa neste novo mundo.
O homem do futuro tem permissão para brincar com as crianças no parque. Isso é tudo o que obtemos da Rosin. Será que Rosin se casou com um homem cujas funções se limitam a levar as crianças ao parque? Não, ela casou-se com o editor da revista Slate.

Será que Rosin educará o seu filho de modo a que ele seja o quão" arrogante ele quiser" sem qualquer preocupação com o seu estatuto no mercado de casamento? Só acreditaremos quando observarmos com os nossos olhos visto que não é dessa forma que a classe social de Rosin normalmente opera.

Rosin tem razão quando fala das tendências sociais, mas ela exagera-as. Ela está errada quando assume que estas tendências têm algum futuro. Se a sua classe social fosse educar os rapazes de uma forma não-masculina, então a sua classe social entraria em colapso. E se os homens perdem a sua ética de trabalho e a sua ligação à família, então a sociedade regride em vez de progredir para algo melhor.

O futuro pertence às comunidades que conseguem manter a sua unidade e resistir às tendências descritas por Rosin.



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

John Kerry revela como funciona o marxismo cultural

Na passada 2ª-Feira o Secretário de Estado dos EUA John Kerry encontrou-se com o rei saudita Abdullah como forma de suavizar as relações entre os dois países. Depois do encontro, o príncipe al-Faisal (Ministro dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita) disse que, "A  verdadeira relação entre amigos baseia-se na sinceridade, na integridade e na franqueza."

Mas certamente que Kerry não foi sincero, íntegro e franco quando o assunto foi o tratamento brutal que as autoridades Sauditas infligem às mulheres. Segundo o New York Times, "Temendo inflamar as sensibilidades Sauditas, John Kerry evitou a questão do repórter quando este o perguntou se as mulheres sauditas deveriam conduzir, preferindo afirmar que este debate "'deve ser resolvido pela Arábia Saudita.'"

Mas a administração de Obama não teve a mesma timidez quando o país a ser atacado era Israel. No ano de 2011, a Secretária de Estado Hillary Clinton levou a cabo uma série de ataques contra os autocarros segregados das comunidades religiosas (para homens e para mulheres), apesar do facto desses autocarros só existirem nas comunidades ultra-religiosas.

Ela atacou também os soldados israelitas que abandonavam os concertos onde havia mulheres a cantar (existem algumas interpretações da lei Judaica que proíbem os homens de ouvir as mulheres a cantar). Hillary comparou Israel com o Irão, bem como o Sul dos Estados Unidos antes do movimento dos direitos civis.


Dar lições de "direitos humanos" a um país democrático como Israel é qualificado como "liberalismo", mas atacar uma monarquia anti-mulher como a Arábia Saudita já é "imperialismo".

Brietbart.Com

* * * * * * *
Portanto,
[ACTUALIZAÇÃO: 2013/11/07 - 19:30 (GMT)]

O blogue do Mr X diz:

O esquerdista quer uma sociedade mais igualitária com saúde grátis pra todo mundo - desde que seja outro que pague, e desde que ele não tenha que esperar meses para ser atendido.

O esquerdista quer a liberação das drogas - desde que seu filho não seja um viciado e desde que os custos pela saúde que ele quer pública não subam astronomicamente em conseqüência.

O esquerdista quer liberação de costumes - desde que seu filho não seja gay nem sua filha uma puta nem sua mulher uma devassa.

O esquerdista elogia o sistema de Cuba e Venezuela - desde que sejam outros os que morem naquele paraíso de igualdade onde falta até papel higiênico.

O esquerdista quer mais minorias e mais multiculturalismo - desde que eles morem em outro bairro e não venham fazer macumba ou barulho do lado da sua casa.

O esquerdista quer mais direitos para os criminosos - desde que não seja ele o assaltado ou estuprado pelas pobres "vítimas do sistema".

O esquerdista quer "liberdade de expressão" - desde que seja para as suas idéias, mas não se importa se as opiniões contrárias à sua são censuradas, aliás prefere que o sejam.

O esquerdista, em resumo, é um delinquente hipócrita filho da mãe que não deveria ser admitido no convívio com seres civilizados. Até tocadores de reggae jamaicanos são mais toleráveis.





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