Em Setembro último a Hillary Clinton
deu o seu apoio aos direitos das mulheres durante a cimeira da APEC em São Francisco:
Continuando com a promessa da Era da Participação, não nos esqueçamos que ao aproveitarmos o potencial económico das mulheres, nós aumentamos as oportunidades para todos.
Foi um bom discurso. Os esquerdistas adoraram-no. Mas, tal como diria o esquerdista Barack Obama, "
foram apenas palavras".
Mas em Outubro Hillary Clinton viajou para o Afeganistão para avançar com o processo de paz com os talibãs. E todos nós sabemos como os talibãs tratam as mulheres....
Se és feminista, olha bem para este vídeo. Olha bem para ele e pensa naquilo que as feministas ocidentais te dizem. É com pessoas desse calibre que a ultra-feminista Hillary Clinton quer assinar "acordos de paz". Ela não se importa minimamente com o que acontece às mulheres muçulmanas. Aparentemente só as mulheres ocidentais precisam do feminismo.
Não seria de esperar que ela levasse para lá a mensagem feminista que ela tanto divulga no mundo ocidental? Porque é que a Hillary defende os direitos das mulheres no mundo ocidental mas "esquece-se" dos mesmos direitos quando chega no mundo islâmico?
Isto confirma o que o filósofo Olavo de Carvalho diz com frequência: todas as bandeiras do marxismo cultural (feminismo, gayzismo, aborcionismo, multiculturalismo, liberdade sexual, acção afirmativa, estudos étnicos, destruição da família natural, aquecimento global, etc, etc) são apenas isso mesmo: bandeiras. Os marxistas só as usam como forma de obter o poder.
Eles não se importam genuinamente com o que acontece às mulheres (quer sejam as ocidentais quer sejam as muçulmanas). Eles, os marxistas culturais, apenas USAM as mulheres (bem como os homossexuais, os negros, etc) para avançar com a sua ideologia politica.
Por isso é que a Hillary não vê contradição nenhuma entre defender os direitos das mulheres no ocidente mas ignorar esses mesmos direitos nos países islâmicos. Ela nunca levou a sério esses direitos; ela apenas apela aos mesmos quando acha que isso pode avançar com o seu marxismo cultural, isto é, quando acha que esse tipo de discurso ajuda a esquerda política obter mais poder.