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domingo, 26 de novembro de 2017

O "progresso" segundo o feminismo


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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A mágoa de Melanie Notkin: 42 anos, sozinha e sem filhos.

Por Melanie Notkin

Para uma mulher solteira, a mágoa de não ter filhos não é aceite. A mágoa atingiu-me aos trinta e poucos anos sem qualquer aviso.

Segundo tudo o que parecia, a minha vida era fantástica, ou muito próxima de o ser. Tinha um bom emprego em Nova York, bons amigos, e alguns encontros românticos. Mas também houve momentos, dias e noites de solidão, em que eu chorava. Eu soluçava. Eu deitava-me na cama durante horas e horas, com lágrimas a correrem sobre a minha almofada. Eu estava de luto mas nem sabia.

Havendo experimentado o mesmo sentimento há já alguns anos, hoje sei que a mágoa devia-se ao facto de não ter filhos; ou, dito de forma mais pungente, devia-se à perda do bebé que nunca tive nos meus braços. Por aquela altura da minha vida, eu esperava já estar casada e ser mãe de pelo menos duas crianças. Mas eu estava muito longe disso: ainda estava solteira.

Cruzar-me uma nova mãe (e o seu filho) enquanto passeava pela Broadway mexia com o meu útero. E só o facto de ver uma mulher inchada, grávida de ou 8 meses, fazia com que a minha pequena estatura se sentisse invisível e pequena. A tristeza que eu sentia durante a altura do meu período era mais profunda que hormonal. Eu estava a chorar a perda de mais uma chance de ter a vida familiar que sempre havia sonhado ter.

E eu sofria sozinha.

Sofrimento por não ter sido capaz de ter filhos é aceitável para casais que estão a atravessar por um momento de infertilidade biológica. Sofrimento por não ter filhos por se ser uma mulher solteira que se encontra na casa dos trinta ou quarenta não é aceite. Em vez disso, é assumido que nós não entendíamos que a nossa fertilidade tem um tempo de vida limitado e que nós fomos descuidadas com a possibilidade.

Somos chamadas de "mulheres carreiristas" como se tivéssemos acabado a faculdade, queimado os nossos sutiãs, e tivéssemos começado a nossa carreira profissional como forma de exibir algum tipo de músculo feminista. Ou, é assumido que não estávamos a "tentar o suficiente", ou fomos "demasiado esquisitas". A moda mais recente é assumir que nós não queremos filhos porque não congelamos os nosso ovos, porque não adoptamos, ou porque não tivemos um filho quando éramos mulheres solteiras.

Este tipo de mágoa, mágoa que não é aceite ou que é silenciosa, é referida como uma mágoa desprivilegiada. É o tipo de mágoa que nós sentimos não ter permissão para sentir porque a perda não é clara e nem é entendida. Nós não perdemos um irmão, um esposo ou um parente. Mas as perdas que os outros não entendem podem ser tão poderosas como as perdas que são socialmente aceites.

Deixem-me ser bem clara: quando já passamos os 35 anos, estamos de coração partido por causa do homem que esperávamos que fosse "o tal", já não temos um bom encontro romântico há um bom tempo, ou vemos as nossas amigas mais próximas grávidas com o segundo ou o terceiro filho, é duro. É desarmante. E por vezes, é insustentável.

Eu sempre gostei de estar perto de bebés; nunca me fartava dos meus sobrinhos e sobrinhas recém-nascidos. Não tendo filhos meus, sentia como se o mundo, e de forma bem brusca, estava a avançar e eu estava a ficar para trás.

Passar a ter 40 anos ajudou. A antecipação de passar a ter 37....38....39, e continuar solteira, estava a criar mais ansiedade que qualquer outra coisa na minha vida. Mal atingi os 40, apercebi-me que apesar dos meus sonhos (e apesar do meu profundo desejo biológico e emocional de ser mãe), eu ainda estava feliz pelas outras coisas da minha vida. Ser uma tia era (e muito provavelmente sempre será) a minha maior alegria. Dar início ao meu próprio negócio, tornar-me autora e realizar o meu potencial profissional tem sido extremamente recompensador.

Hoje tenho 42 anos, e avancei calmamente com a minha vida. Tornar-me mãe por esta altura seria uma surpresa bastante feliz. Claro, ainda tenho os meus momentos. A paz de espírito conquistada com tanto esforço pode ser interrompida por uma inesperada embalagem enviada por uma agência de Relações Públicas a enviar-me roupa de bebé para promoção. (....) Ou quando as pessoas assumem que eu nunca quis filhos porque não tenho nenhum. Ou quando ficam surpreendidos quando digo que quero.

Ou, pior ainda, quando presumem que estou mais feliz por não ter filhos ou mais afortunada por não ter que me "preocupar com filhos". Algumas pessoas chegam até a chamar-me de "sem-filhos" - termo cunhado por aqueles que escolheram não ter filhos e não têm o desejo de ter filhos - só porque eu "escolhi" esperar pelo amor.

Não só tenho que lidar com a minha infertilidade circunstancial, como tenho que defender o meu desejo de me casar com alguém por quem me encontro apaixonada antes de conceber. Tenho que defender o porquê de não ser mãe quando isso era o que eu mais queria.

A mágoa de nunca me ter tornado mãe é uma que eu nunca vou superar, ao contrário da mágoa que senti há 23 anos atrás quando perdi a minha mãe. Mas tal como esse tipo de mãgoa, ela já não é constante ou activa. Sim, eu ainda tenho a esperança de vir a conhecer o homem que venha a ter o desejo de ter uma filho comigo, e que está preparado para atravessar comigo os tratamentos que eu posso vir a precisar para que isso aconteça. Ou que esteja pronto para sofrer comigo se por acaso isso não funcionar.

Mas, de forma geral, eu prossigo, buscando o amor. Felizmente, não há limite temporal biológico para esse sonho. De forma cuidada, eu nutro a esperança de ainda vir a ter a chance de ter o meu bebé nos meus braços - e que eu ainda seja atraente para os homens que querem ter filhos.

Sei que não estou sozinha; faço parte das 18% de mulheres Americanas com idades compreendidas entre os 40 e 44 que não têm filhos. A Pew Research relata que metade das mulheres deste grupo escolheu esse destino - escolheram não ter filhos. Mas o resto de nós - cerca de 1 milhão de mulheres Americanas com idades compreendidas entre os 40 e os 44 e sem filhos - sofre com a infertilidade biológica ou circunstancial.

A forma como escolhemos seguir com a vida apesar desta mágoa é o foco do nosso e "viveram felizes para sempre". E, se posso dizer, tenho planos de fazer com que o meu "feliz" seja mesmo para sempre. E se tudo correr bem, não estarei sozinha.

http://bit.ly/1M5Z2fZ.



segunda-feira, 11 de maio de 2015

Lista de desculpas que algumas mulheres usam para justificar o facto de serem mães solteiras

Por Dalrock

"Mãe solteira", "mãe de bebés", "mãe por escolha", "fracassada"

O título é uma questão de escolha, mas se não estás casada com o pai dos teus filhos, e não és viúva, então não tens desculpas. Podes culpar o feminismo por isso.

Não, eu não quero com isto dizer que podes culpar o feminismo pelo facto de teres falhado e teres desfavorecido severamente os teus filhos. Tal como escrevi em cima, tu não tens qualquer desculpa por isso. O que podes culpar o feminismo é o facto de não teres qualquer desculpa credível para o enorme dano que causaste aos teus filhos.

Mas sinto algum tipo de cepticismo da tua parte, e como tal, vamos analisar as desculpas possíveis. As mães solteiras, obviamente, têm uma vasta gama de desculpas, e como tal, a lista que se segue não é curta:
  1. "Eu não tive escolha: Eu não podia [inserir aqui patética desculpa vitimista]. O feminismo centra-se no acto da mulher ter escolhas. Hoje em dia, as mulheres licenciam-se das universidades em número superior que os homens, os as mulheres jovens estão a ganhar mais dinheiro que os homens jovens. As mulheres têm também mais escolhas em termos de controlo da natalidade e adopção. As mulheres chegaram até a batalhar duramente pela escolha de matar o seu próprio filho em segredo, desde quem ninguém veja a cara do bebé.

  2. "Não sabia que tinha escolhas". Uma das desculpas para as mães solteiras que ainda tem uma elevada dose de nostalgia é a ideia de que as mulheres se tornam mães sem saber que tinham outra escolha. Histórias em torno do passado dos Happy Days são frequentes, onde as mulheres não sabiam que se deixassem que o homem inserisse a Tabulação A na Ranhura B, elas ficariam grávidas.

    Os leitores frequentes deste site já sabem que eu tenho um ponto fraco pelos clássicos, mas nem eu consigo dizer isto sem perder a minha seriedade. As feministas têm estado ocupadas colocar um ponto final neste bicho-papão patriarcal há pelo menos 50 anos. Se ainda não sabias, é porque não tens estado a prestar atenção.

  3. "Eu era muito jovem". Mais uma resposta clássica, que, no entanto, saiu de moda com as calças-boca-de-sino e o tie-dye. As feministas garantiram que as mulheres se sentissem livres para adiar a gravidez durante décadas (depois de se tornarem sexualmente maduras). Elas foram tão bem sucedidas que hoje em dia estão focadas em fazer com que as mulheres se sintam confortáveis em serem mães durante a depois da menopausa.

  4. "Eu estava aborrecida e/ou sentiam-se aprisionada [dentro do casamento]. Não queres que eu seja feliz?"  Eu gostaria que fosses feliz. Mais ainda, eu gostaria que não fizesses os teus filhos passar pelo moedor de carne. Tu és a única pessoa que pode escolher com que homem casar. Era responsabilidade tua escolher alguém com quem tu pudesses ser feliz, mas em vez disso, tu escolheste ser feliz com a pessoa que escolheste.

  5. "O pai [da criança] não queria casar comigo". O feminismo removeu a maior parte do estigma das mulheres promiscuas, mas não te forçou a ter sexo com o homem com quem não estavas casada. A menos que tenhas sido violada (não, não a nova definição de violação, mas a verdadeira definição), tu tomaste a decisão de ter relações sexuais com um homem com quem não estavas casada.

  6. "O homem que escolhi para ser pai do meu filho é um viciado/abusivo/irresponsável". Vejam em cima. Tu és a pessoa que o escolheu, e tal como a desculpa das mulheres não saberem como é que os bebés são feitos, o feminismo tem sido bem sucedido em remover toda a negação plausível desta desculpa. Se por acaso não sabias que alguns homens são assim, e que eles eram um risco para ti e para os vossos filhos, então não tens estado a prestar atenção.

    Acidentalmente, o feminismo tornou as coisas piores. Os "pickup artists" [PUAs] são o resultado natural da guerra feminista contra o estigma das mulheres promiscuas (vejam a desculpa patética #5).

    Graças aos PUAs, nós sabemos hoje que as mulheres sentem atracção por homens com esses traços negativos. Antes, tu poderias culpar isto a má relação com o teu pai, ou com os homens no geral, que ninguém iria saber do vosso segredo.

    Hoje em dia toda a gente sabe que tu só estavas a pensar com os teus órgãos genitais.  Ouch.
  7. "A minha mãe deixou-me um mau exemplo ao gerar-me fora do vínculo do casamento, ou por se ter divorciado do meu pai". Sim, é verdade que uma das muitas formas através das quais tu falhaste foi ao causares a que os teus netos e até os teus bisnetos sejam menos susceptíveis de virem a ter também um pai. Mas mesmo assim, tu fizeste as tuas escolhas. No entanto, o feminismo fez força para que tu e a tua mãe tivessem à sua disposição as escolhas empoderadoras mencionadas em cima, e como tal, podemos culpar o feminismo por isso.

  8. "Eu não posso de maneira nenhuma ser responsável. Não sabes que eu sou uma mulher?" Embora seja verdade que o feminismo criou uma cultura onde as mulheres têm as opções mas os homens têm as responsabilidades, a realidade é que as escolhas chegam sempre associadas a responsabilidades. Mas no fundo, no fundo, tu já sabias disso certo?

  9. "Eu não sabia que com as escolhas chegam as responsabilidades". Sim, o feminismo tem uma quantidade enorme de responsabilidade neste ponto, mas no fundo, já sabias a verdade. Estou a tentar ajudar as mulheres a entender isto, e este post é um passo nessa direcção. Tu agora tens a escolha de admitir a verdade dolorosa, e ajudar as outras mulheres, ou escolher os teus sentimentos em detrimento do bem-estar das outras mulheres e de crianças inocentes. Eu não posso fazer essa escolha por ti.
http://wp.me/pXWyH-2RU.



quinta-feira, 27 de março de 2014

O que as aulas de educação sexual não dizem às mulheres.


A fertilidade é o capítulo em falta na educação sexual. Factos esclarecedores sobre o declínio da fertilidade feminina depois dos anos 20 são escondidos às ambiciosas jovens mulheres, que são empurradas para percursos profissionais concebidos para os homens.

A recusa das aulas de educação sexual das escolas públicas de reconhecer as diferenças sexuais está a trair tanto os rapazes como as raparigas. Os sexos deveriam ser separados para aconselhamento sexual. É um absurdo evitar a dura realidade de que os rapazes têm muito menos a perder com o sexo casual do que as raparigas, que se arriscam a engravidar e cuja fertilidade futura pode ser colocada em causa com uma doença. Os rapazes precisam de aulas em ética social e raciocínio moral em torno do sexo (por exemplo, não se aproveitar de mulheres intoxicadas), enquanto que as raparigas têm que aprender a distinguir a conformismo sexual da popularidade.

Mais do que tudo, as raparigas precisam de planeamento de vida. Com relativa frequência, a educação sexual define a gravidez como uma patologia cuja cura é o aborto. As raparigas adolescentes têm que pensar profundamente sobre os seus objectivos e os seus desejos mais importantes. Se elas querem filhos e uma carreira profissional, elas têm que decidir se querem os filhos cedo ou tarde. Existem pontos contra e pontos a favor, bem como trocas, em cada uma das escolhas.

Fundamentalmente, a educação sexual nos Estados Unidos é uma louca junção de programas mal organizados. É necessário e urgente uma discussão nacional tendo em vista a padronização do ensino e a transparência pública. O sistema actual é demasiado vulnerável às pressões políticas tanto da esquerda como da direita - e os estudantes encontram-se encurralados no meio.

Actualmente, 22 estados e o Distrito de Columbia têm educação sexual mandatória mas elas deixam que as decisões instruccionais sejam tomadas pelos distritos das escolas. Os professores de educação sexual variam de educadores de saúde certificados até voluntários e "peer educators" com treino mínimo. Que alguns instrutores podem importar o seu viés sexual permissivo é algo evidente, dados os escândalos esporádicos em torno do uso desapropriado de sites e material pornográfico.

A campanha moderna para a educação sexual teve início em 1912 com a proposta da "National Education Association" para aulas de "higiene sexual" como forma de controlar doenças sexualmente transmitidas (DST) tais como a sífilis. Durante a crise da SIDA dos anos 80, o cirurgião C. Everett Koop apelou para que a educação sexual tivesse início na terceira classe. Durante os anos 90 os educadores sexuais voltaram a sua atenção para a gravidez das adolescentes das comunidades do centro da cidade.

A educação sexual deu início a controvérsias recorrentes, parcialmente porque ela foi vista pelos conservadores religiosos como um instrumento de imperialismo cultural secular - fragilizando os valores morais. Chegou a altura dos liberais admitirem que há alguma verdade nisto, e que as escolas públicas não deveriam promulgar qualquer tipo de ideologia. A resposta liberal para a exigência conservadora duma educação sexual baseada na abstinência tem sido a de condenar a imposição do "medo e da vergonha" juntos dos mais jovens. Mas se calhar vale a pena um pouco mais de medo e de vergonha auto-preservadores do que o ambiente actual hedonístico e saturado pelos média.

A minha geração de raparigas baby-boom revoltou-se corajosamente contra o culto da virgindade dos anos 50 de Doris Day, mas a consequência disso tem sido um caos. Os jovens são actualmente prematuramente bombardeados com imagens e mensagens sexuais. As raparigas adolescentes, frequentemente vestidas de formas sedutoras, encontram-se mal preparadas para lidar com a atenção sexual que atraem. A educação sexual, que se tornou incoerente devido à sua agenda alargada, deveria ser dividida em componentes, cujo profissionalismo pudesse ser melhor assegurado.

Primeiro: anatomia e biologia reprodutiva nos cursos de biologia geral que são ensinados nas escolas secundárias ensinadas por professores de ciência qualificados. Todos os aspectos da fisiologia - desde a puberdade até à menopausa - deveria ser discutido. Os estudantes merecem uma voz calma, clara e objectiva quando se fala do corpo, e não os discursos "bonzinhos" que actualmente infestam os livros em torno da educação sexual.

Segundo: educadores de saúde qualificados, que dizem às crianças para lavar as mãos como forma de evitar os resfriados, deveriam discutir as DST nas escolas preparatórias ou nos primeiros anos da escola secundária. Mas embora a informação sobre os preservativos tenha que ser falada, não é função das escolas públicas distribuir preservativos, tal como é feito actualmente nas escolas distritais de Boston, New York e Los Angeles. A distribuição de preservativos deve ser deixado para os hospitais, as clínicas e para as agências de serviços sociais.

Semelhantemente, as escolas públicas não têm nada que listar a variedade de gratificações sexuais - desde a masturbação ao sexo oral e anal - embora os educadores de saúde possam responder sem julgar as questões em torno das implicações médicas de tais prácticas.

O tema do homossexualismo é bastante carregado. Na minha opinião, as campanhas de anti-bullying, por mais dignas de louvor que elas sejam, não podem enveredar pelo caminho da avalizar o homossexualismo ou avalizar as causas em torno dos direitos dos homossexuais. Embora os alunos sejam livres para criar grupos que se  identificam como grupos homossexuais, as escolas devem permanecer numa posição neutra e permitir que a sociedade evolua por si só.

* * * * * * * 
Portanto, apesar de toda obsessão das escolas públicas na indoutrinação sexual dos jovens rapazes e das jovens raparigas, a única coisa que essas mesmas escolas não parecem ter vontade de ensinar às raparigas é a realidade do declínio da fertilidade feminina. Claro que ensinar os factos biológicos da fertilidade, e o declínio do seu poder de atracção com o passar dos anos, é algo que está em oposição directa com a ideologia feminista da igualdade dos sexos e em oposição ao Imperativo Feminino.

Devido a isto, as jovens raparigas são deixadas no escuro como forma de garantir que as suas escolhas sejam feitas com informação parcial. E a parte de informação que é deixada de fora é precisamente o tipo de informação que faria muitas mulheres reconsiderar enveredar pelo carreirismo em detrimento da formação de família.

Sem dúvida que isto é muito "empoderador". Mas para quem mesmo?.



sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O arrependimento de Karen Cross

Por Karen Cross

Rindo e dançando com o meu noivo na nossa festa de noivado, pensei que eu explodiria de tanta felicidade. Rodeada de amigos e familiares, olhei para o Matthew e tive a certeza de que havia encontrado o homem com quem passaria o resto da minha vida. 

Pura e simplesmente, ele era a minha alma gémea. Nós estávamos desesperadamente apaixonados e tínhamos o nosso futuro juntos mapeado. 

Primeiro, haveríamos de poupar para comprar a nossa casa, e depois teríamos uma cerimónia de casamento bem romântica e depois viriam os filhos.

Na altura, tudo parecia tão simples para mim, ingénua e com 19 anos. Eu era, pensei comigo mesmo, a rapariga que tinha tudo. 

Então, porque é que passados que estão 20 anos, eu me encontro solteira, sem filhos e atormentada pelo facto de poder ter perdido a única hipótese de felicidade que eu alguma vez tive?

Oito anos depois dessa maravilhosa festa de noivado de 1989, abandonei o leal e devoto Matthew, convencida de que algures por aí havia alguém melhor, mais excitante e mais completo para mim. Só que não havia. Hoje tenho 42 anos e tenho todas as armadilhas do sucesso - uma carreira bem sucedida, segurança financeira, e uma casa bem no coração da glamorosa Notting Hill (Londres). No entanto, não tenho a única coisa que eu desejo mais do que tudo: um marido amoroso e uma família.

O que se passa é que nunca mais encontrei um homem que me ofereceu tudo o que o Matthew me ofereceu, que me entendia e que me amava como ele me amava. Alguém que era o meu melhor amigo mas também o meu amante. Hoje, olhar para as minhas amigas com crianças à sua volta é uma tortura visto que é muito pouco provável que eu venha a ter a minha própria família.

Penso nas vezes que falei com o Matthew sobre termos filhos, chegando até a discutir o nome que haveríamos de escolher. Nem acredito que voltei as costas a tanta felicidade. Em vez disso, eis-me de volta ao mercado das solteiras, buscando exactamente a mesma coisa que descartei com pouco mais que um olhar de relance durante todos aqueles anos. Sei que não posso ter o Matthew de volta, e magoa-me quando oiço bocados de informação em torno da sua vida e do quão feliz ele está. Quinze anos depois do fim da nossa relação, ele encontra-se feliz e casado.

Por esta altura do ano, muitas pessoas irão analisar as suas vidas e os seus relacionamentos, questionado-se que a relva é mais verde do outro lado da cerca. Muitos irão confundir o contentamento pelo aborrecimento, esquecendo-se de valorizar as boas coisas que eles têm. Eu apelaria às pessoas que pensam abandonar tais riquezas que reconsiderem.

Quão diferentes as coisas teriam sido para mim se eu tivesse ouvido o Matthew quando ele implorou que eu não o deixasse, em 1997, com lágrimas a caírem dos seus olhos. Eu também me encontrava a chorar, torturada por observar o coração do homem que amava a ser partido à minha frente. Mas eu estava decidida.

"Um dia, pode ser que eu olhe para trás e me aperceba que fiz o maior erro da minha vida", disse eu enquanto nos agarrávamos um ao outro de modo desesperado. Quão proféticas estas palavras se provaram para mim. "Eu estarei sempre aqui para ti," prometeu o Matthew. E eu, arrogantemente, pensei que eu poderia colocá-lo no gelo e voltar mais tarde para ele.

O Matthew e eu conhecemo-nos quando andávamos na mesma escola em Essex. Começamos a namorar pouco antes do Natal de 1987, quando eu tinha 17 anos e a estudar para os meus exames "A-Levels". Por essa altura, ele já tinha saído da escola e trabalhava como motoboy. Demo-nos bem como uma casa em fogo, e as nossas famílias deram o seu apoio ao relacionamento. Não tardou muito para que nós nos apaixonássemos. O Matthew era romântico mas incrivelmente práctico, algo que mais tarde na nossa relação enervou-me um bocado. Os seus presentes de Natal para mim, nesse ano, foram uma jaqueta de couro - e um par de leggings térmicas.

Duas semanas mais tarde, quando nós namorávamos há menos de um mês, ele pediu-me em casamento. Estávamos no meu pequeno Mini Clubman quando ele gritou-me para parar o carro. Amedrontada, e receando que algo estivesse errado, travei o carro no meio do trânsito e ambos saímos do carro. Então, enquanto os outros condutores nem desconfiavam do que se estava a passar, ele colocou-se de joelhos no meio da estrada. "Amo-te, Karen Cross," disse ele. "Promete-me que te casas comigo um dia desses." Ri-me e disse que sim, contente pelo facto dele sentir o mesmo que eu.

No Verão de 1989, enquanto nos encontrávamos num jantar romântico, ele pediu-me em casamento com um anel de diamante. Dois meses mais tarde, realizamos a nossa festa de noivado para cerca e 40 amgos e membros da família na pequena casa que tínhamos alugado entretanto. No ano seguinte, e para início de vida conjugal, compramos uma pequena casa em Grays, Essex, que enchemos com mobília pela qual tínhamos implorado, pedido emprestado e roubado. Sorrimos de modo infantil perante a perspectiva desta nossa nova vida como adultos.

Eu estava no início da minha carreira numa revista feminina ao mesmo tempo que Matthew trabalhava com pneus e escapamentos, e como tal a soma anual dos nossos salários era de cerca de  £15,000. Isto implicava que nós tínhamos que nos esforçar para pagar a hipoteca. Mas nós não nos importávamos, ao mesmo tempo que nos convencíamos que não passaria muito tempo até que começássemos a ganhar dinheiro suficiente para gastar em guloseimas semanais e uma casa maior onde poderíamos criar os filhos que tínhamos planeado.

Mas foi então que aconteceu um crash no mercado imobiliário e nós passamos a ter um património líquido negativo. O esforço deveria causar mais união entre nós, e a princípio foi isso que aconteceu, mas à medida que o tempo foi passando e a minha carreira, e o meu salário, foram avançando, comecei a ter um ressentimento pelo Matthew pelo facto dele divagar dum emprego sem saída para outro.

Eu ainda o amava, mas comecei a ficar envergonha pelos seus empregos "blue-collar" [ed: isto é, da classe operária] perturbada pelo facto de, apesar da sua inteligência, ele não ter uma carreira profissional.

Foi então que ele comprou um lúgubre VW Beetle azul e rose. Porque é que ele não poderia ter um carro normal? Coisas que hoje parecem ser incrivelmente insignificantes começaram a "mesquinhar".

Comecei a desejar que ele fosse mais sofisticado e tivesse um rendimento superior. Sentia inveja das minhas amigas que tinham parceiros melhor na vida, e que eram capazes de as suportar quando elas começaram a formar as suas famílias. Parei de olhar para o Matthew como o meu igual e parei de ver todas as qualidades que causaram a que eu me apaixonasse por ele - a sua inteligência feroz, o nosso sentido de humor comum, e a sua determinação de não seguir a manada. Em vez disso, comecei a olhar para ele como alguém que estava a impedir o avanço.

Encorajei-o a encontrar uma carreira profissional e fiquei muito feliz quando, no ano de 1995, ele aceitou alistar-se às forças policiais. Esse deveria ter sido um novo capítulo nas nossas vidas mas isso só acelerou o fim. Inicialmente nós estávamos juntos todas as noites e todos os fins de semana, mas depois mal nos víamos. Matthew fazia turnos e mais turnos ao mesmo tempo que eu trabalhava longas horas para dar início a mais uma revista.

A nossa vida sexual diminuiu e as nossas noites juntos eram raras. Parei de apreciar as pequenas coisas que ele fazia, como deixar bilhetes românticos na almofada ou procurar livros em segunda mão que ele sabia que eu gostaria. Ele era o meu melhor amigo, mas eu não lhe dei valor.

Depois de perturbá-lo durante semanas devido às suas falhas, eu disse ao Matthew que eu ia-me ambora. Passamos horas a falar e a chorar à medida que ele me tentava convencer a ficar, mas eu estava decidida. Os meus pais ficaram horrorizados com facto de eu abandonar o homem que eles sentiam ser o homem certo para mim. Ainda sou assombrada pelas palavras do meu pai:

Karen, pensa bem no que estás a fazer. Há muita coisa que pode ser dita de alguém que te ama de verdade.

Mas eu recusei-me a ouvir, convencida de que existiria outro alguém, um Sr Certo melhor, à espera logo ao virar da esquina.

Mudei-me para um apartamento alugado a poucas milhares de Hornchurch, Essex, e mergulhei na vida de solteira de forma decidida. Por esta altura, eu era editora duma revista nacional. A vida era uma longa série de estreias, e jantares ou festas. O Matthew e eu permanecemos perto um do outro, chegando até a dizer um ao outro dos nossos novos relacionamentos. Mas embora eu tivesse acabado com tudo, eu nunca senti que as mulheres que ele conhecia eram suficientemente boas para ele. Hoje posso ver que eu estava agir com base na minha inveja. Claramente, eu queria manter o Matthew para mim.

A nossa proximidade foi, no entanto, finalizada no ano de 2000 quando ele conheceu a sua primeira namorada séria depois de mim, a Sara. Numa noite, depois de fazer 34 anos, liguei para lhe pedir conselhos em torno dum assunto. O Matthew agiu de uma forma anormalmente abrupta e pediu que eu nunca mais lhe ligasse.

Por favor, nunca mais me mandes cartões de aniversário ou cartões de Natal. A Sara abriu o teu cartão que chegou na semana passada e ficou genuinamente zangada. Eu tenho que colocar os sentimentos dela em primeiro lugar.

Odiava o facto do Matthew subitamente colocar outra mulher antes de mim. Como é que ela se atreveu a meter-se entre mim e ele?!!

Tenho vergonha em confessar isto, mas durante as semanas que se seguiram, descontei a minha raiva aos dois numa série de telefonemas mais acalorados. Eu estava a agir de uma forma totalmente irracional uma vez que não queria o Matthew de volta mas sentia que a Sara me tinha tirado do palco. Sem surpresa alguma, depois duma discussão mais desagradável, o Matthew desligou o telefone e recusou-se a receber qualquer telefonema meu. Eu não sabia na altura, mas eu nunca mais falaria com o Matthew outra vez.

Pouco depois disto tudo, conheci o Richard naquele que foi um romance-furação. Passado que estava um ano, nós estávamos noivos e a comprar uma fazenda idílica na zona rural de Norfolk ao mesmo tempo que eu dava continuidade à minha carreira como jornalista, viajando com frequência para Londres. Ele era um cantor bem sucedido, e à medida que viajávamos pelos país, eu pensei que finalmente havia encontrado a excitação e o amor que tanto desejava.

Mas o Matthew nunca estava longe dos meus pensamentos, e o Richard queixava-se de que eu trazia com frequência o nome dele para as conversas, chegando até a compará-los. Eles eram tão diferentes. Embora fosse romântico de forma extrovertida, o Richard era repetidamente infiel e eu nunca me senti segura para começar uma família com ele. Eventualmente, e depois de termos estado 3 anos e meio juntos, Richard abandonou-me depois de ter admitido ter engravidado a sua mais recente amante.

A minha vida ruiu.

Durante o ano que se seguiu, lutei para me recompor e fiz uma intensa busca dentro da minha alma. Finalmente entendi o que o meu pai queria dizer a apercebi-me que o Matthew era a única pessoa que me tinha amado e que me entendia. Quando ouvi através duma amiga mutua que ele se tinha separado da Sara, escrevi-lhe uma carta, pedindo perdão e pedindo uma segunda chance.

Tinham-se passado seis anos desde a última vez que tínhamos falado, e eu inocentemente acreditei que ele gostaria de ter notícias minhas. O que eu não sabia é que a Sara ainda vivia na casa e foi ela quem abriu a minha carta pessoal. Essa carta tinha consigo o meu número de telefone, e ela deixou-me várias mensagens de voz zangadas e ofensivas.

Mais uma vez, eu tinha inadvertidamente causado problemas na vida do Matthew, e como tal, não me surpreendeu o facto de nunca mais ter ouvido algo da sua parte, apesar de lhe ter escrito várias vezes nos meses que se seguiram. No final, deixei cartões de aniversário de de Natal, pensado que ele arranjaria uma forma de entrar em contacto comigo, se mudasse de opinião.

Por fim, há alguns anos atrás ouvi que ele se havia casado com a sua nova parceira, a Nicola. Por alguns momentos, não consegui respirar, e logo a seguir as lágrimas começaram a cobrir a minha cara. O Matthew e a Nicola ainda vivem em Essex, e segundo sei, ainda não têm filhos. Esse é outro marco que temo. Já se passaram 11 anos desde que eu e o Matthew falamos, e tenho que aceitar que essa porta fechou. Talvez ele tenha encontrado o que buscava, e eu seja uma memória distante.

Depois do Richard, eu tive mais um relacionamento sério - com o Rob - mas ele terminou depois de 4 anos. O Rob fazia-me lembrar muito o Matthew. Ele era decente e honrado, o centro das atenções das festas mas com um lado sensível e gentil, mas tanto eu como ele estávamos demasiado gastos com as desilusões anteriores para que o relacionamento funcionasse.

E mais uma vez, estou por minha conta, com a mente cheia de "Se eu tivesse...". Se eu tivesse ficado com o Matthew, quase de certeza que estaríamos casados e com filhos. Ou então o Matthew não era o homem certo. Nunca saberei a resposta, mas, de modo definitivo, a minha decisão de o deixar custou-me a hipótese de alguma vez vir a ser mãe. Hoje, só posso olhar para trás e advertir-me a mim própria, quando era jovem e egoísta.

Quando visito amigos e membros da família na nossa cidade natal, não posso deixar de desejar que eu me cruze com o Matthew. Eu gosto de pensar que eu diria "Desculpa", e que eu sempre estaria disponível para ele. Mas não me surpreenderia se ele me voltasse as costas e continuasse a andar.

Para aqueles que estão à beira de abandonar relacionamentos monótonos, a esses eu digo: não confundam o contentamento com a infelicidade com eu fiz. Essa pode ser a opção que gere em vós um arrependimento que pode durar o resto das vossas vidas.

Fonte: http://ow.ly/qdJ5A.



segunda-feira, 3 de junho de 2013

O jogo de espera que as mulheres nunca irão vencer

Fonte

Existe um número considerável de mulheres ocidentais de boa aparência e com boa formação académica que está a perder o comboio do casamento e da maternidade. O  Daily Mail tem mais um artigo a falar disto mesmo, tomando como exemplo algumas mulheres que não conseguiram o Sr Certo e, como consequência, decidiram ser mães solteiras quando se encontravam na casa dos 30 ou dos 40 usando doadores de esperma anónimos (e às vezes doadoras de óvulos estrangeiras).

Uma das mulheres cujo perfil foi analisado é uma tal de Jessica McCallin. É bem provável que não se consiga ter uma ideia mais real dela a partir da foto, mas parece que ela é uma mulher muito atraente, isto é, alguém que não deveria ter tido dificuldade em encontrar um pai para os filhos. Então, o que foi que correu mal?

Ela não tenta dar uma explicação, mas outra das mulheres perfiladas, Caroline Saddington, disse o seguinte:
Quando és adolescente, pensas em casar e ter dois filhos, mas quando eu cheguei à casa dos 20, foquei-me na carreira profissional; quando cheguei aos 30 não encontrei um homem suficiente bom para ser um pai. Todos eles estavam abaixo das minhas expectativas.
Esta é uma combinação de atitudes que só gera perdas uma vez que, ela não só atrasa a formação duma família para uma altura bem adiantada da sua fertilidade, como mantém uma expectativa bem elevada para o homem que pode vir a ser o pai dos filhos. As mulheres que conseguem sair da prisão "atrasar a formação duma família" razoavelmente imaculadas são aquelas que não são demasiado criteriosas nas suas escolhas, e que estão dispostas a entrar em algum tipo de acordo consigo mesmas quando estão no início dos seus anos 30. Mas falaremos disto mais tarde.

Dennis Prager escreveu uma columa onde ele fala dos problemas (para as mulheres) em adiar a formação duma família:
Eu estava na universidade e na escola de pós-graduação durante o momento alto do feminismo moderno. A mensagem central entregue às mulheres era clara como o dia: "Vocês não são diferentes dos homens. Devido a isto, e entre outras coisas, vocês podem desfrutar do sexo tal como eles desfrutam - por pura diversão e com muitos parceiros."

A noção de que quase todas as mulheres anseiam por algo mais profundo quando tem relações sexuais com um homem foi colocada de lado e catalogada de "propaganda patriarcal". A cultura pode-lhe dizer para restringir o acto sexual de modo a que ela só tenha intimidade com o homem que a ama e que pode até casar com ela, mas a mulher emancipada sabe mais do que isso: o sexo sem qualquer tipo de conexão emocional ou possibilidade dum futuro compromisso pode ser "empoderador" (inglês: "empowering").

O feminismo ensinou - e os professores da colunas de opinião do New York Times continuam a escrever - que não há diferenças naturais entre o homem e a mulher. Portanto, não é exclusivo da natureza masculina querer ter sexo com muitas parceiras. Supostamente, a "Cultura Playboy" "pressiona" os homens a ter muito sexo frequentemente e sem compromisso. E como isto faz parte da natureza masculina, então o mesmo é verdade para a natureza feminina.

Outra mensagem feminista entregue às mulheres foi a de que, tal como a mulher pode ter tanto sexo como os homens, ela pode também obter uma carreira profissional tão realizadora como os homens têm. Logo, procurar ser uma "SRA." [esposa] durante os anos de universidade era mais um resíduo do patriarcado. As mulheres têm que se interessar numa carreira tal como os homens se interessam. Qualquer noção de que, mais do que qualquer outra coisa, as mulheres querem casar e construir uma família é sexismo, humilhante e falso.
Não concordo na plenitude com a forma como as coisas foram descritas em cima, mas Prager está certo ao afirmar que as mulheres passaram a ser muito pressionadas para rejeitar o amor e o casamento quando se encontram nos anos 20 em favor duma carreira profissional e do sexo casual. O problema com isto não é só o facto de negar os melhores aspectos da natureza feminina, mas ser também para as mulheres (a longo prazo) uma estratégia condenada ao fracasso.

De certa forma, o maior inimigo das mulheres Anglo-Saxónicas da classe média é o feminismo. E porquê? Um país com fronteiras abertas como a Austrália tem actualmente muitos grupos étnicos distintos. Entre as mulheres destes grupos, os homens Anglo-Saxónicos da classe média-alta são altamente requisitados e competidos. Eu já conheci algumas destas mulheres provenientes de outros países que estão, com sucesso, a competir pelos homens Anglo-Saxónicos da classe média-alta. Elas são, frequentemente, femininas (raramente agressivas), vestem-se de forma estilosa (pensem em Paris), são amigáveis e pacíficas. Para além disso, elas estão prontas para encontrar o futuro marido quando elas ainda estão na universidade.

Enquanto isto acontece, o que é que está a ser dito às mulheres Anglo-Saxónicas da classe média-alta? Elas são educadas com ideais feministas, tais como a noção de que a  mulher tem que se provar competindo com os homens por uma carreira profissional; que ser feminina é uma fraqueza; que a formação duma família é algo para ser deixado para os anos 30; que, quando se está na casa dos 20, é "empoderamento" emular (imitar) o comportamento promíscuo dos homens; que tudo o que se deve aos homens é uma relação sexual, e que mesmo esta tem que ser feito segundo os termos das mulheres.

Isto faz com que as mulheres Anglo tenham dificuldades em competir. Uma mulher Anglo da classe média-alta que queira ter algum tipo de hipótese com um homem da sua idade e do mesmo estrato social tem que abandonar o feminismo que lhe é martelado no pensamento na escola (e pior ainda, muitas vezes reforçado pelo próprio pai). Eu acho que algumas começam a tentar isto, e estão a tentar competir com as mulheres não-Anglo na forma como vestem e nos modos, mas isto pode não ser suficiente.

Finalmente, as mulheres devem ler isto e pensar: "Ok. Porque é que nós entraríamos em competição por um homem? Eles é que deveriam estar em competição por nós." Para os homens que não estão numa posição sócio-económica tão boa, sem dúvida que isto é verdade, mas os homens mais requisitados encontram-se numa posição onde eles é que têm o poder de escolha, e eles raramente escolhem mulheres que não chegam a horas, e que preferem passar os seus anos 20 focadas na sua carreira, contando o tempo em que se tornará respeitável tentar ter um relacionamento.

(...)

Honestamente, eu gostaria que as mulheres Anglo libertassem a sua alma feminina e se entregassem na busca por um homem do seu estrato social. Sem dúvida que esta opção é preferível que a alternativa - chegar aos 35 anos e admitir que a família é importante, mas descobrir que não tem um marido com quem ter um filho.

* * * * * * *

Esta conjugação "imigração em massa + feminismo" sem dúvida que é prejudicial para as mulheres da Europa Ocidental e Anglo-Saxónicas: enquanto as mulheres europeias sob o feitiço do feminismo dedicam-se à carreira profissional e ao "sexo livre", as mulheres da Europa do Leste que imigram para o Ocidente vão espalhando a sua feminidade junto de homens sedentos por genuína feminidade, e casando com os melhores dentre eles.

Enquanto as mulheres suecas se vestem como homens, e rapam a cabeça como soldados (para além de não se depilarem), as mulheres asiáticas vão casando com os homens suecos e formando famílias felizes. Enquanto as mulheres inglesas vão adoptando o pior comportamento masculino, e consequentemente sendo rejeitadas por eles quando estes pensam em formar família, as mulheres indianas e paquistanesas vão tendo 2, 3 ou 4 filhos, muitas vezes com homens ingleses - os mesmos que rejeitaram as mulheres britânicas.
Disto se pode concluir uma coisa mais ou menos óbvia: visto que a mulher feminista não se reproduz em número suficiente, a melhor forma de exterminar uma civilização é promovendo o feminismo dentro dela. É bem provável que este seja mesmo um dos propósitos da promoção do feminismo junto das mulheres europeias: o extermínio da etnia branca...



terça-feira, 14 de maio de 2013

Como as mulheres são responsáveis pela sua própria infertilidade


Enquanto ela se sentava na minha clínica de fertilidade, a mulher, na casa dos 30, chorosamente explicou a sua confusão do porquê não conseguir engravidar. Todas as amigas, disse-me ela, tinham engravidado após alguns meses de tentativas. Ela comia de forma saudável, ia ao ginásio e como tal, não conseguia entender o porquê de não conseguir engravidar. Seria a FIV (Fertilização in Vitro)a sua única opção, perguntou-me ela.

Mas após escavar um pouco, tornou-se claro o porquê dela e do seu marido terem sido capturados na mesma armadilha na qual eu vejo muitos casais a cair.

Primeiro, ela estava em pânico devido à sua idade. Ela estava do lado errado dos 35 anos e, segundo ela, tinha deixado as coisas para demasiado tarde. Obviamente, embora quanto mais velha sejas, menor seja a qualidade dos teus ovos saudáveis, mais complicado seja conceber e maiores sejam as probabilidades dumaborto espontâneo, a sua idade não era o problema mais significativo. Se à sua idade acrescentarmos a sua vida social - fins-de-semana preenchidos por uma mistura hebonista de álcool e calmantes -, as suas longas e estressantes horas de trabalho - tempo esse durante o qual ela mal tinha tempo para ver o seu marido e muito menos fazer amor com ele -  ficamos com a ideia de que a sua infertilidade não pode ser algo de surpreendente.

Agora, e tal como tudo no seu estilo vida eu-posso-ter-tudo-quando-quiser, ela desejava conceber imediatamente, mesmo que isso significasse submeter-se a uma FIV. Na verdade, ela precisava de dar um passo atrás e considerar o que poderia fazer em relação ao seu estilo de vida.

Eu vejo mulheres assim quase todos os dias. A verdade dos factos é que elas nem sofrem de problemas de concepção, mas sim de impaciência, algo que está emoldurado num panorama onde tudo o resto em torno das suas vidas tem um impacto negativo. Não acredito nem por um momento que as mulheres deveriam "obter tudo" ou "ter tudo". Eu gostaria que lhes encorajassem a ter filhos cedo, e preocuparem-se com a carreira mais tarde.

Tem sido feito um grande desserviço a esta geração de mulheres. Foi-lhes dito para irem estudar, obter qualificações e atingir um patamar nas suas carreiras onde pudessem, então, "assentar". Mas a vida nem sempre avança segundo tal padrão, e frequentemente as mulheres não têm um plano de segurança para quando chegam aos seus anos 30 e subitamente se apercebem que estão sozinhas. 

Eu digo sempre à minha filha de 23 anos para não deixar a gravidez para demasiado tarde. Sim, seria ideal se ele tivesse o bebé dentro do casamento e tivesse já atingido um ponto óptimo na sua carreira, mas, na verdade, a vida nem sempre é esse paraíso. Acredito que é mais importante dizer às mulheres que não há altura nenhuma das suas vidas onde tudo está perfeito.

Esta é a mensagem que dou à Sophie , e acredito que ela fará o mesmo às suas filhas e assim por diante.

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Como dito no passado, todas as ideologias que fomentam o carreirismo e a promiscuidade junto das mulheres, aumentam as probabilidades dela passar a parte final da sua vida em arrependimento profundo e mágoa

O curioso (e o trágico) desta situação não é a existência de pessoas que, por motivos ideológicos/políticos, promovem junto das mulheres este estilo de vida, mas sim a quantidade de mulheres que ainda acredita que após 10/15 anos de carreirismo e "sexo livre", e já na casa dos 35/40 anos, pode obter da vida as mesmas coisas que poderia obter quando tinha 23, 25 ou mesmo 27 anos.

A biologia feminina é totalmente diferente da biologia masculina (e ainda bem que assim é). A mulher, ao contrário dos homens, tem constrangimentos temporais para a maternidade. Entregar o seu periodo mais fértil (e de beleza máxima) a movimentos anti-mulher e anti-vida como feminismo (ou ao carreirismo) só pode ter consequências desastrosas para as mulheres

Obviamente, que se isto (feminismo, carreirismo, promiscuidade, etc) é mau para as mulheres, então é igualmente mau para toda a sociedade visto que é muito pouco provável que uma civilização permaneça saudável e funcional quando as mulheres não se encontram felizes.
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terça-feira, 7 de maio de 2013

Helen McNallen: "Eu deveria ter engravidado quando era mais nova"


O Daily Mail conta histórias de mulheres com educação universitária que adiaram em demasia a maternidade. Uma das mulheres listadas na notícia explica a sua situação.

Helen McNallen é a tipica mãe-adiada que deu prioridade à sua carreira e não à sua família. Logo após ter obtido as suas qualificações na "Bristol University", Helen foi "caçada" pela Goldman Sachs onde, como mulher na área do comércio e por esta altura (inicio dos anos 90), ela era uma raridade. Trabalhar durante 12 horas por dia era o normal. Normalmente, o seu dia de trabalho começava por volta das 6 da manhã.

Ela casou-se com Duncan (cinegrafista freelance) quando ela tinha 30 anos, e continuou a trabalhar.

Eu queria um bebé, mas estava num carrocel do qual não conseguia sair. Eu visualivava um futuro com crianças, mas nós enterramos a cabeça na areia e esperamos que as coisas se revolvam por si só, mas elas raramente se resolvem.

Para a Helen, as consequências de adiar a maternidade foram catastróficas. Quando deu início ao seu novo emprego (onde ganhava cerca de £200,000 por ano num banco alemão) ela trabalhou ainda mais como forma de justificar o seu elevado salário. Mas o nível de stress aumentou proporcionalmente. Finalmente, no ano de 2001 e com 33 anos de idade, ela sofreu uma crise nervosa e foi diagnosticada com depressão.

Por esta altura, ela queria ter um filho mas estava impedida de o fazer visto que a medicação que ela tomava poderia causar danos no bebé. Entretanto, o seu casamento, esticado até ao ponto de rotura devido à sua doença, entrou em colapso. Passaram-se 6 anos até que Helen parou de tomar a medicação para a depressão. Por esta altura ela tinha 40 anos e estava sozinha.

Hoje em dia, ela vive em Yorkshire com o seu parceiro de 45 anos (com quem está há dois anos) e trabalha como conselheira para as pessoas que se encontram em depressão. Para além disso, ela tem um site com o nome de "Depression Can be Fun".  Ela diz ainda:

Eu e o meu parceiro ainda esperamos ter um filho. É algo que eu penso todos os dias. Tento viver sem arrependimento, mas, olhando para trás, eu deveria ter "mordido a bala". Eu deveria ter engravidado quando era mais nova.
 
Outra mulher cuja história foi reportada pelo Daily Mail é Kristina Howells. Para ela, hoje com 40 anos, estudar tornou-se um substituto para a criança que ela não tinha. Quando estava na casa dos 20, ela liderava a escola de música de Kent.
Era a altura ideal para ter filhos, mas eu era consumida pelo trabalho. Quando eu não estava a ensinar, estava a planear lições, ou a tomar parte de actividades extra-curriculares, ou a organizar festivais e concertos. Era recompensador mas esgotante. Lembro-me de pensar "Ainda sou bastante jovem. Posso sempre encontrar o homem certo quando estiver na casa dos 30."

Tu olhas para ti e pensas que és invencível. Mas foi então que cheguei aos meus 30 anos e comecei a entrar em pânico; eu tinha uma carreira profissional mas não tinha um homem com quem ter um filho. Para além disso, eu não queria ser uma mãe solteira.
Soluções? Parece que a cultura esquerdista chegou a um ponto onde a mensagem que é transmitida às mulheres é a de que, a única coisa que realmente conta é a carreira profissional, e que este é a forma delas atingirem a sua auto-realzação. Faz sentido que esta mensagem destrutiva tenha sido seguida de modo masi fervoroso pelas mulheres da classe média-alta da sociedade, visto que estas mulheres têm maior acessoa profissões de maior status e maior rendimento.

Também não se dá o caso destas mulheres não quererem ter filhos; o que se passou foi que elas não buscaram de forma determinada esse propósito, pensado que isso aconteceria por si só num tempo futuro indeterminado.

Portanto a solução é, em parte, promover uma visão mais realista dentro da sociedade. Esta visão deve reconhecer que as mulheres têm que procurar homens com vontade de casar (e planear a sua vida familiar) quando se encontram nos seus anos 20. Isto prende-se não só com a decrescente fertilidade feminina, mas também com o facto dos homens serem koreogâmicos e terem uma atracção sexual superior pelas mulheres com a aparência mais jovem (Kore sendo a palavra do Antigo Grego que significa donzela / mulher jovem).

Via

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O que se pode concluir deste tipo de notícias é que todas as ideologias que fomentam o carreirismo junto das mulheres, e que a motivam a colocar a vida laboral acima da vida familiar, estão a conduzi-las   para uma vida de solidão e arrependimento. 
Obviamente que isto não significa que todas as mulheres adiaram a maternidade vivem vidas de arrependimento e solidão; o que isto significa é que a mulher que escolhe adiar a maternidade (ou não ter filhos) pode, mais tarde, arrepender-se amargamente dessa decisão. E uma sociedade composta por mulheres que não se reproduzem, é uma sociedade que caminha a passos largos para o colapso.



terça-feira, 16 de abril de 2013

A inveja da feminista Clementine Ford



Uma agência de pesquisa australiana apurou que 42% das mulheres locais colocam a família como o objectivo mais elevado das suas vidas, à frente da segurança, prosperidade ou uma vida importante. Este resultado é disconcertante para a feminista Clementine Ford. Mas porquê?  A essência da sua resposta é: não há de mal em querer uma família, desde que ela seja construída à volta da mulher e não como objectivo de vida. Se a família é o teu objectivo de vida, então isso é algo que te define como pessoa e retira a tua autonomia. Os homens, segundo Clementine Ford, não têm a família como objectivo de vida e como tal, são livres para viver vidas excitantes, importantes e prósperas.

Ela diz:

Não há nada de mal em querer uma família ou considerar a formação duma família como algo integral para a felicidade. Certamente que não querer mais nada que ter filhos e um ambiente familiar é um objectivo tão admirável como outro qualquer. Mas primeiro é preciso ver que, de modo geral, a "família" é algo que acontece à volta do homem, e não algo que eles buscam como propósito de vida. Os valores sociais permitem que os homens persigam vidas "importantes", excitantes e prósperas, vidas essas que as mulheres naturalmente estão a perder visto que é entendido que, para os homens, estas escolhas não são incompatíveis com a formação duma família. 
Sem dúvida que este é um sistema de crenças curioso, que assenta de modo parcial na equivocada inveja direccionada ao estilo de vida que os homens levam. Aparentemente, Clementine olha para os homens como seres livres para levar vidas excitantes e prósperas. (Isto é o mesmo que um homem olhar para um grupo de mulheres jovens, bonitas e alegres, e assumir que as suas vidas estão perfeitas. Felizmente, o bom senso entrará em acção e esse pensamento sera banido da mente, mas a Clementine parece agarrar-se ao seu momento de inveja. Note-se que, embora tenha um emprego confortável como escritora autónoma ("freelance writter"), ela persiste em acreditar que o mediano homem trabalhador, quando comparado com ela, tem carta branca.

Para além disso, Clementine não parece entender o quão importante a família é para os homens. Casar e fazer filhos é um objectivo de vida para a maioria dos homens, objectivo esse que os homens conscientemente tentam atingir.

Clementine adoptou também a teoria esquerdista da autonomia, que defende que nós não podemos ser definidos por factores prédeterminados tais como a biologia e os costumes (e, desde logo, a maternidade), mas sim pelas coisas que nós mesmos escolhemos (tal como a carreira profissional).

Ela lamenta:
As crianças, e o acto de as ter, ainda é visto como algo que eleva as mulheres para o patamar da pessoalidade. As suas vidas sem filhos são precurssores para o propósito real - ter filhos e descobrir O Que Era Suposto Fazerem Com os Seus Corpos . . . Também as mães sofrem a indignidade de se assumir que houve perda de parte essencial da sua identidade autónoma como mulher.

Sinceramente, as mulheres deveriam fazer da família parte central das suas vidas, se essa é a sua escolha. Mas é perigoso olhar para a família como um objectivo de vida, como um acto que irá garantir a felicidade, à custa das buscas que irão garantir a liberdade, a independência e a autonomia.
Reparem na forma clara como ela revela as coisas: o objectivo de vida da mulher tem que ser a liberdade, a independência e a autonomia. E isso não é algo que se obtenha através duma família.

Ela aceitou de tal forma a ideia da autonomia individual que se recusa a reconhecer os propósitos partilhados entre os maridos e as mulheres. Devido a isso, somos surpreendidos com ideias curiosas como as que se seguem:
Posteriormente, o custo de criar os filhos ainda é suficientemente elevado para as mulheres e devido a isso, encorajá-las a olhar para tal como um objectivo de vida - algo que elas buscam e atinjem, e não algo que é construído e gerido à sua volta - tem potenciais consequências prejudiciais. Infelizmente para as mulheres, o peso financeiro de cuidar de crianças ainda cai na sua maioria sobre elas.

Deixando de lado as diferenças salariais por sexo que afecta a maioria das mulheres a trabalhar em posições remuneradas, as suas perspectivas de reforma são ínfimas. A aposentadoria feminina, já de si estimada como cerca de metade da aposentadoria dos homens, é estragada ainda mais pelo facto dela ficar longe do emprego por longos períodos de tempo.
Aqui a Clementine repete a ideia de que a família deveria ser algo "construído e gerido" à volta das mulheres, e não algo que elas tentem atingir. Ela acredita também que, quando comparada com os homens, a mulher casada será prejudicada pela perda da aposentadoria. Mas de que forma? Será que ela pensa que o marido reserva a aposentadoria para si, deixando a mulher financiar-se a ela mesma?

Parece que a Clementine Ford tenta encontrar uma forma de dar às mulheres permissão para ter uma família, ao mesmo tempo que retém a liberdade, a independência e a autonomia como objectivo de vida. Mas se tu fosses sincero na tua busca da liberdade, independência e autonomia, então nunca te casarias, independentemente de seres um homem ou uma mulher. Tu ficarias solteiro/a.

O que a Clementine Ford tem que entender é que nem todas as pessoas olham para a autonomia como o único e primordial objectivo de vida. Ela não tem nada que assumir que os homens olham para a autonomia como o bem maior, e trabalham para a obter.

Ela deveria reconhecer também o quão estranho é 1) olhar para os maridos e para as mulheres como pessoas que não partilham os recursos financeiros, e 2) pensar que a família pode ser "construída e gerida" à volta das pessoas e não como o objectivo de vida.

Foto pública: https://twitter.com/clementine_ford



sexta-feira, 29 de março de 2013

O intragável carreirismo de Erin Callan

Sem surpresa alguma, à medida que as mulheres vão sendo involuntariamente forçadas para o mercado de trabalho, a sua fertilidade vai entrando em declínio acelerado (tal como era o plano). A esta altura a única coisa que constitui "surpresa" é a existência de mulheres que ainda se admiram com as consequências desta obra de engenharia social imposta sobre as mulheres (carreirismo).

Nas linhas que se seguem conta-se a história duma mulher que colocou a carreira profissional acima da construção da família, só para descobrir, amargamente, que já não consegue iniciar uma família - e nenhum homem com opções disponíveis vai preferir uma carreirista de 40 anos no lugar duma esposa tradicional.

Por Sandra Parsons

Erin Callan é uma antiga advogada tributarista (inglês: "tax-lawyer") que chegou a ser chamada de "a mais poderosa mulher de Wall Street". Ela diz agora que fez um erro ao escolher a carreira profissional em vez de escolher a maternidade - e que agora, com 47 anos, ela tenta ter um filho.

Ela é um exemplo extremo, mas existe um número crescente de mulheres como ela. Durante a semana passada, uma pesquisa recente da "Office of National Statistics" revelou o devastador número de que uma em cada cinco mulheres britânicas com mais de 45 anos não tem filhos.

De todas as mulheres solteiras sem filhos que conheço, nenhuma foi tão extraordinariamente bem sucedida na sua carreira como Erin (que ascendeu para a posição de directora financeira da "Lehman Brothers"). No entanto, todas elas têm bons empregos e todas elas disfrutaram de algum tipo de liberdade económica, coisa que as suas mães só poderiam ter em sonhos.

Mas então porque é que elas se encontram solteiras e sem filhos? Temo que o motivo seja intragável mas simples: a maior parte delas investiu mais tempo nas suas carreiras, nas suas economias, nas suas casas e nos seus guarda-fatos do que nos seus relacionamentos amorosos.

Ao contrário das gerações anteriores, estas mulheres não dependeram dos homens para estatuto social, para ter um tecto sobre as suas cabeças, e nem precisavam de permissão para comprar sapatos. Seguindo um caminho distinto do caminho seguido pelas suas mães, que fizeram do casamento a sua prioridade, estas mulheres não precisavam. Em vez disso, elas jogaram o jogo, tal como muitos homens sempre o fizeram, e tal como muitos homens, quando as coisas ficaram mais difíceis, elas abandonaram a relação. Até que um dia acordaram e viram que os homens decentes haviam desaparecido.

[ed: na verdade, os "homens decentes" não desapareceram; eles apenas seguiram a sua biologia e voltaram a sua atenção para as mulheres mais jovens]

Hoje em dia as mulheres têm mais educação que os homens [ed: sobre o porquê disto ser assim, ver aqui, aqui, e aqui], dando-se o caso delas obterem mais qualificações que os homens, e entrarem para as profissões de topo (tais como a área jurídica e a medicina) em números maiores que os homens. Devido a isto, o número de homens igualmente qualificados diminuiu, e estas mulheres encontram-se relutantes em "casar para baixo" (isto é, com homens dum estrato social/económico mais baixo), e os que existem desaparecem rapidamente do "mercado".

Mas quando perguntamos aos homens o porquê de tantas mulheres ainda estarem solteiras, todos eles oferecem outro motivo: a maior parte das mulheres carreiristas que eles encontram são manipuladoras e intransigentes - e os homens acham este comportamento muito castrador.

Tal como ela diz no título do seu livro, Sandberg defende que as mulheres têm que "abrandar" com o seu trabalho à medida que consideram começar uma família (e não acelerar, como muitas delas fazem). É precisamente por isso que as mulheres jovens - as nossa filhas, irmãs e colegas - têm que entender que encontrar o parceiro certo é tão importante como construir uma carreira profissional satisfatória. Se isso significa entrar num tipo de entendimento, então que seja - o casamento é um comprimisso feito por duas partes.

E digo-vos mais: não encontrarão muitas mulheres em casamento felizes que acordam um dia, com 45 anos, e descobrem que estavam demasiado ocupadas para ter filhos. Actualmente, a directora operacional da empresa Facebook , Sheryl Sandberg, encontra-se nas manchetes por ter escrito um livro com o nome "Lean In", que apelas às mulheres para não abdicarem das suas carreiras quando têm filhos, mas para encontrar uma forma de poder ter ambas.

É uma ideia interessante e uma que eu acho ser possível - mas na práctica isto requer 1) um parceiro que dê muito apoio e 2) a renúncia de qualquer tipo de ambição de chegar ao topo dos topos da hierarquia laboral.  Eu sei que não é justo, mas é muito melhor do que descobrir, aos 40 anos, que chegaste ao topo da árvore mas que o "atraso mensal" não se deve a uma gravidez mas à menopausa, e que nunca mais vais ter a chance de ser mãe.

Sim, a carreira profissional é gloriosa, e eu estimo a minha. Para além disso, eu apelo a todas as mulheres que não abdiquem das suas se puderem, mas não se isso significar a perda de algo muito mais precioso: uma família. Tal como Erin Callan diz:
O trabalho vinha sempre em primeiro lugar. Apercebo-me agora que não me valorizei. Infelizmente, apercebi-me disso tarde demais.

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Mulheres perdem 90% dos óvulos até os 30 anos


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Cientistas descobriram por que é tão difícil para mulheres terem filhos depois dos 30 anos – elas, provavelmente, já usaram 90% da sua reserva de óvulos até então. Ainda é possível que elas produzam óvulos enquanto têm 30 ou 40 anos, mas, na verdade, seu “reservatório” de óvulos em potencial já diminuiu para praticamente nada.

O estudo sugere também que o organismo feminino escolhe os melhores óvulos para “ir primeiro” e a qualidade dos restantes seria menor, aumentando a dificuldade de concepção e os riscos de saúde que o bebê sofre.

Uma mulher saudável nasce com, aproximadamente 300 mil óvulos em potencial, mas o declínio desse número é muito maior do que se pensava. Quando chega aos 30 anos, só lhe restam 12% da quantidade inicial de óvulos.

Os pesquisadores dizem que as mulheres erram ao pensar que, porque elas ainda estão com o ciclo menstrual inalterado, a sua fertilidade ainda é a mesma. Mas o estudo que analisou mais de 300 mulheres britânicas mostrou que a realidade é bem diferente.

Outra descoberta proveniente de estudos recentes foi que o número de óvulos que cada mulher produz é significativamente diferente. Algumas podem produzir até milhões enquanto algumas produzem apenas trinta mil. Para as últimas que desejam filhos, os médicos aconselham a não deixar a gravidez para mais tarde. [Telegraph]

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Portanto, os médicos aconselham a não adiar a gravidez, mas o feminismo diz exactamente o contrário.  O resultado é quase sempre o mesmo.

[Actualização] Há alguns anos atrás uma agência de publicidade afirmou essencialmente o mesmo que esta notícia revela: as mulheres possuem uma janela de oportunidade reduzida para terem filhos saudáveis. Os únicos grupos que se manifestaram "horrorizados" com a notícia foram os mesmos grupos que alegam "defender os interesses da mulher."

Obviamente que a revelação de notícias como esta não é feita com o expresso propósito de forçar as mulheres a adoptar um certo tipo de comportamento, mas sim para alertar que, tal como todos os comportamentos carregam consigo uma consequência, a mulher que propositadamente adia a gravidez para uma faixa etária mais tardia, corre o risco de descobrir, amargurada, que já não pode gerar nova vida dentro de si.

O inimigo do feminismo





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