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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Teoria de Restauração Patriarcal - Parte 2

Por Reed Perry

Continuação do texto iniciado aqui.

As histerias são bastante comuns na História, e infelizmente, os fanáticos inclinados para o mal "por um bem maior" frequentemente ganham o poder. Será que podemos examinar, duma forma básica e amigável, se as alegações das mulheres insolentes são ou não benéficas "para o bem maior"? A contracção da nossa cultura tem-se provado inútil. E o que dizer da imensamente importante "mulher empoderada"?

Tomemos por alguns instantes a (delirante) posição mantida pela radical mulher igualitária. Imaginemos que é um crime horrífico para esta mulher ver-lhe negado o "direito" de se comportar como um homem: jogar futebol na escola secundária, ser comprometida com uma fraternidade [universitária], o que ela bem quiser. O que é que ganhamos suplicando com este ser? Será melhor para o seu bem próprio permitir que ela viva a sua fantasia à custa dos outros?

Mesmo que se acredite que é um crime que as mulheres não possam ser homens ao colocarem em causa as leis da biologia, a civilização e a História, o que é que se ganha ao colocarmos em causa este imaginado crime à custa dos outros? Será que ele muda a História? Será que isso muda os aspectos inconfortáveis da vida que todos nós tememos ou desejamos que fossem diferentes? Será que isso rectifica a injustiça cósmica que faz parte da condição humana? Não. Isso nada mais é que seguir com os propósitos do acto, como se nos estivéssemos a render perante um adolescente mimado a um custo imensurável.

A monogamia patriarcal é civilização. Esta é a forma como o Mundo opera. Mesmo que isso nos ofenda, não podemos desejar que as coisas fossem diferentes. Os passageiros dum avião em queda sentem-se ofendidos com a gravidade, mas isso não irá mudar o facto dela existir. Como forma de se manter no ar, o piloto e o navegador têm que aceitar as leis da física e trabalhar em sintonia com as mesmas.

Semelhantemente, a civilização é uma estrutura que se encontra em oposição às forças ocultas da depravação, brutalidade, estupidez, egoísmo do ser humano. Se algumas pessoas se sentem "ofendidas" com a práctica da civilização, a ausência de civilização sem dúvida que seria mais ofensiva para todos nós, visto que as nossas vidas colectivas entrariam em colapso e terminariam.

Estamos a fazer uma amabilidade às feministas radicais ao reverter todas as suas políticas e ao colocar um ponto final nas suas alucinações. Elas podem fantasiar em privado até que passem a ser as mulheres-dos-gatos. Mas elas não podem fazer isso se a nossa civilização está com hemorragia por todos os lados, ou em atrofia nos seus tecidos mais importantes.

Tal como o votante pós-político escolhe políticos meramente em oposição ao que ele entende como o mal maior, o homem moderno frequentemente vocaliza o seu desdém pelo feminismo radical, falhando ao não avançar com a posição positiva de ser pró-patriarcado.

Curiosamente, até o comportamento feminista contém dentro de si a admissão de que o patriarcado é o fundamento sobre o qual nós nos encontramos. Elas definem toda a  "emancipação" e "empoderamento" feminino como o acto de imitar os homens ou como a infiltração de organizações masculinas. Os motivos por trás disto encontram-se enraizados na psicologia evolutiva que nós não temos tempo de falar aqui.

Mas as feministas são suficientemente inteligentes para observar o quão (distintamente) importante a liderança masculina é. Notando nesta tendência, muitos alegaram que o feminismo deveria ser correctamente chamado de "masculinismo". As esquerdistas que se auto-identificam como "empoderadas" mais não são que uma caricatura dos homens, imitando de modo nada eficiente o que elas entendem como sendo a raiz do poder. Elas cortam o cabelo. Elas usam roupa masculina. Elas emasculam ou embaraçam os homens que não gostam.

A mulher pseudo-empoderada não tem ideia nenhuma de como obter poder através das suas forças naturais, a "deusa" interior de virtudes femininas; ela tem que tentar uma interpretação teatral, frequentemente cómica, dum homem de sucesso. A racionalidade perversa que ela insinua é de que as mulheres são inúteis dentro duma civilização, a menos que elas imitem o comportamento dos homens.

Esta visão unilateral considera a mulher como um "pré-homem" - ela tem que ser tratada como a ideia dum homem, mas ainda não foi incorporada dentro do patriarcado através da acção esquerdista, e como tal, elas "fingem até atingirem" o que querem.

Este teatro ridículo está montado à nossa custa. Está feito à custa dos homens que construíram esta civilização tijolo a tijolo. Subverter tal esforço não é engraçado e nem "emancipador"; é gravemente insensato. Ele degrada também a virtude das mulheres como a natural verificadora e equilibradora da masculinidade. Nós agora temos o Último Homem e a imitação do homem por parte das mulheres. Já não há "Damas" e "Cavalheiros".

A geração Milenar encontra-se profundamente confusa em relação a tudo isto, mas reconhece a contradição básica em operação. A nossa geração ainda pode escolher se pode divagar para a frente, para dentro do deserto da promiscuidade sem propósito, anarco-tirania, dívida, e depressão miserável - ou então escolher transcender a liberalidade em troca da civilização que nos foi negada. Se assim for, é possível que a possamos obter, mas temos que a merecer.

Através das gerações, inúmeros homens testemunharam os efeitos perniciosos da liderança feminina. As antigas peças Gregas bem como as parábolas da Bíblia registaram os hábitos de mulheres manipuladoras de forma muito boa. Por alguns instantes, no calor do frenesim progressista, a nossa memória colectiva parece que nos falhou em relação a estas verdades antigas. No entanto, nos anos mais recentes tem acontecido um pequeno aumento de escritores de alto calibre que têm notado na ameaça intrínseca que o avanço feminista é para superstrutura social dentro da qual existimos. A sua mensagem deveria ser amplificada por todas as pessoas que se preocupam com a nossa posterioridade.

.....o estado transfere de forma forçada os recursos dos homens para as mulheres, criando vários incentivos perversos para as mulheres normalmente boas infligirem danos nas suas próprias famílias, e onde a natureza masculina é atacada enquanto que a feminina é celebrada. The Misandry Bubble, 2010

A ironia é que no percurso de destruição de milénios de tradições culturais fundamentadas na biologia, e na construção da sua utopia sexual hipergâmica, as mulheres têm inadvertidamente tornado mais difícil a vida de todas menos das mais atraentes entre elas.  – Roissy, 2008

O meu propósito como escritor não é o de registar o colapso ou documentar as atrocidades sociais actuais que daí resultam. A minha intenção é a de vos galvanizar. Se eu não for capaz de vos compelir a repudiar estas degradações, quero pelo menos que divaguem nelas livremente. Sinto-me enojado com os derrotistas abatidos, a geração "que se lixe!" que abraça a sua própria destruição como vergonhosos covardes. Dizer que "não conseguimos" alterar o nosso futuro é idiótico.

Foi a nossa civilização que guerreou o Império Japonês através de milhares de milhas de oceano, atingindo-os tanto com baionetas, com estrangulamentos, bem como com armas nucleares. Fomos vitoriosos. Foi o nosso povo que viajou mais além que qualquer outro povo quando colocamos um homem na Lua, que no passado foi uma divindade dos nossos ancestrais. A própria internet que liga o mundo é a nossa obra-prima. É assim tão extremista e irrealista propor que podemos reclamar autoridade sobre as nossas casas, escolas, tribunais e capitais?

Só o irremediável preguiçoso, cuja mente se encontra ligada à TV e aos dum-dums, pode aceitar que "está tudo perdido". Mas é provável que eu esteja a ser demasiado duro visto que o niilismo pode ser um poderoso passo no caminho rumo ao activismo contra-revolucionário. Eles olham para o "progressivismo" da nossa sociedade, visto que o ontem já é melhor que o amanhã.

O homem que atingiu o ponto mais baixo na recessão das suas expectativas só pode subir. Esta é a melhor altura para se investir em si. Emoções de confusão, tristeza, raiva, são ferramentas fundamentais na formação do sobre-homem, alguém que transcende o lamentável último homem que vêmos com tanta abundância nos dias de hoje.

Só há três atitudes que eu testemunhei emergirem nos homens que reconhecem o quão sérias as questões e o declínio feminista se tornaram.

Uma é a atitude Cínica, que aceita um humor sombrio em relação à vida. Ele pode continuar nesta comédia destrutiva ao mesmo tempo que a aceita como uma piada doentia. Esta forma de fatalismo permite que o homem se ria da queda esmagadora que está a ser levada a cabo. O ego pode-se agigantar neste ambiente gradualmente mais estreito. Mas o meio ambiente continuará sempre a fechar à medida que o humor se torna menos e menos divertido, tal como uma piada que foi dita demasiadas vezes.

Uma vez que ele entende as trevas tão bem, o cínico frequentemente tenta "jogar" o sistema em queda, recolhendo as bugigangas que ele conseguir, ao mesmo tempo que culpa o mundo defunto pelos seus falhanços. A sua história é uma tragicomédia.

Outra direcção é a do Separatista, o homem que acredita que se pode separar do mundo de forma indefinida - algo impossível visto que o mundo é, ao mesmo tempo, a nossa prisão e a nossa salvação. Ao se separar, o homem apenas acaba por se encontrar numa jaula mais pequena e ainda mais alienadora, obra sua. Semelhante ao cínico, o separatista nunca pode fugir longe o suficiente rumo ao deserto, nem fundo o suficiente para dentro das suas diversões como ele necessitaria.

O inimigo está sempre à espreita enquanto ele se retira. Isto pode ser visto no drama GamerGate, onde homens jovens que já se encontram em larga medida retirados para dentro de simulações virtuais, e podem nem ter inclinações políticas, são mesmo assim perseguidos. Isto pode ser visto em toda a variedade de subculturas masculinas que se encontram na lista de buscas masculinas que não têm permissão para existir sem infiltração esquerdista, tais como a cena do Metal, as fraternidades, os livros cómicos, os escuteiros, ou os clubes de armas.

O Separatista pode encontrar algum conforto em perseguições virtuais, one-night-stands, ou afastamento de um tipo ou de outro, mas tal como um refugiado cultural, um fugitivo da realidade, o inimigo sempre o irá apanhar.

O caminho final é o do Buscador. Este é o homem que está incomodado mas destemido. Duma forma ou doutra, ele quer encontrar o caminho para cima. Ele recusa-se a aceitar o terreno baldio de imoralidade e determina-se a reabastecer uma cultura que foi roubada. Ele pode não saber como, mas a sua causa é muito provavelmente susceptível de gerar recompensas visto que ele aceitou as derrotas anteriores e determinou-se a não ter expectativas para além do seu próprio compromisso.

De muitas formas, o Buscador é um remanescente do século 20, a era do soldado político. O soldado político é um homem. A feminista é uma caricatura do homem, mas tem a destreza duma mulher desleal e manipuladora. Ela sabe como explorar o altruísmo, sabe como usar o sexo como arma, e sabe como obter as coisas tal como ela quer - não através reforço positivo mas através da coação. O método feminista é o de infiltrar e destruir. O soldado político masculino está arquitectado para construir e ascender acima de tudo.

O homem novo, que tem que transcender acima da matriz abismal, pode ingerir "pílulas vermelhas" e mais tarde, Viagra, até ele ficar farto das mesmas, mas ele ainda tem que viver dentro dos sabotados conceitos esquerdistas de masculinidade e feminidade. Desde logo, nós só poderemos avançar construindo uma severa e anti-esquerdista concepção da sexualidade.

Uma vez que os antigos pensadores são ignorados e não-aclamados pela liberalidade, irei explorar uma favorita e primitiva concepção dos sexos. Platão acreditava que os sexos eram um todo dividido, duas partes dum ser, que está incompleto até à unificação num lar e na família. Tal visão é tóxica para o pós-modernismo, visto que esta dicotomia arquétipa e auto-equilibrada ultrapassa a aleatoriedade da sexualidade hookup, ou imitações unilaterais do patriarcado. Esta concepção da sexualidade dita que nem o homem nem a mulher podem atingir a maturação sem o laço da unidade marital.

Menciono esta noção particular porque o patriarcado dos dias antigos é apelativa para ambos os sexos. As pessoas querem e precisam da concepção não-esquerdista do casamento. A neo-reacção existe para estudar a forma como nós atingimos o nosso impasse actual e como atravessar a parede de enigmas erigida durante centenas de anos de derivação demotista. Têm que existir formas mais inovadoras, menos óbvias, de sondar e analisar este vórtex distorcido que usa a nossa natureza virtuosa para destruir a fonte dessa virtude.

Depois de permitirmos o sufrágio feminino, nós ficamos enredados numa teia desagradável porque sempre haverá mais mulheres a votar devido ao facto dos homens morrerem mais cedo, e muitos outros morrerem enquanto jovens ou serem financeiramente/politicamente desprivilegiados devido ao feminismo. Isto significa que o prospecto de liderar uma campanha eleitoral contra elas é totalmente impossível.

Pior ainda, o sistema democrático encontra-se irremediavelmente corrompido e pervertido por "políticos", que são empregados temporários, associados de vendas de nível intermédio para os interesses comerciais do liberalismo. Nós podemos facilmente encontrar soluções para estes problemas fora destes burocracias defuntas. A pergunta é: quais são essas soluções?

Ofereço algumas ideias, que se encontram todas incompletas, mas todas elas demonstram um estudo de métodos alternativos para a mudança de direcção dos costumes sexuais e maritais. A importância de se examinar a engenharia social e a manipulação das massas é apreciar aquilo que todo o departamento "eleitoral" se encontram impedido de usar. Como tal, a inovação é importante.

Seguro de Casamento: Uma forma de garantia para um casamento é o dote, ou a sua contrapartida, o preço de noiva. O Código de Hammurabi detalha regrais antigas  relativas a esta práctica ancestral, e provavelmente pré-histórica. Depois de receber o dote, o homem duma casa obtinha a possessão de bens juntamente com a sua noiva. Se por acaso ela se revelasse como infiel ou pouco cooperante, ela poderia ser devolvida à sua família, e o bem ficaria com o marido como compensação.

Se o homem se revelasse indigno, este bem poderia ser confiscado dele. Essencialmente, isto é o contrário do actual divórcio "sem culpa", e pensão alimentícia. Ela disponibiliza incentivo material para se manter uma família unificada.

O equivalente moderno desta práctica, tanto quanto sei, é o "seguro de casamento". O homem que inventou este conceito é um Mórmones divorciado. A ideia, embora na sua implementação completa e eficaz ainda me escape, parece ser o único instrumento financeiro que se pode usar para se evadir o perigo dum divórcio oneroso ao mesmo tempo que providencia um desincentivo para a separação. A sua implementação, como uma prática antiga modernizada, não pode ser ignorada.

Muçulmanos, Mórmones e Amish: Porque é que parece que estes grupos são, não impenetráveis, mas resistentes aos males da liberalidade?

Quando os muçulmanos aparecem numa comunidade, eles criam uma ghetto-teocracia. Eles frequentemente não reconhecem as licenças de casamento estatais porque a sua poligamia é ilegal. O que eles constantemente resistem é o que eles chamam de "Síndrome Burger King", baseado no slogan "façam à vossa maneira". Os fundamentalistas muçulmanos olham para isto como a personificação do liberalismo, individualismo radical, a globalização de estilos de vida não-tradicionais.

Semelhantemente, as facções Mórmones e Amish mantêm uma distância controlada das degradações da Yankeedom com a geografia e com a cooperação de grupo forçada. A minha conclusão é que estes grupos criaram instituições paralelas que exibem alguns sinais de resistência à corrosão feminista. Elas podem também sobreviver ao declínio social generalizado, havendo sobrevivido ao teste do tempo.

Sangrar a Besta: Tendências tais como a bolha do empréstimos estudantis colocam em perigo o futuro das instituições académicas fundamentalmente esquerdistas. Será que podemos encorajar este hábito de auto-sabotação nas indústrias esquerdistas comparáveis? Quais seriam os benefícios?

VR [Virtual Reality] e Robôs Sexuais: Muitas pessoas podem discordar, mas eu olho para os fones de realidade virtual e para os robôs sexuais como uma ameaça para o feminismo. Eu comparo isso com a "pílula masculina."

Largas quantidades de homens inteligentes irão abandonar a cena romântica mal engenhos de realidade virtual de elevada qualidade apareçam. Eles terão poucos incentivos para namorar feministas com lavagem cerebral quando ele podem obter uma mulher "nivel 10" com quem queiram ter sexo numa plataforma de elevada definição. Isto irá reduzir dramaticamente o valor romântico feminino. Obviamente que a VR tem muitos atributos que irão deformar o pós-modernismo ainda mais, portanto, o seu impacto total não é ainda claro.

Embora todos esses fenómenos sejam aleatórios, o meu propósito é o de encontrar pontos fracos, aberturas na simulação social esquerdista.

A restauração patriarcal tem que abolir a concepção esquerdista da sexualidade como uma mercadoria transferível. Nós eclipsamos isto com uma inovação que realinha as tradições centrais. Este processo irá ocorrer fora da pseudo-democracia corrupta e defunta.

Nós abordamos isto como um problema de engenharia social. Ele pode ser restaurado com novos costumes, que são descobertos explorando e testando ideias. Nesta luta, a batalha pela nossa civilização, passado, presente e futuro, temos que inventar novas formas de tecnologia social. Estas inovações muito provavelmente serão adaptações de conhecimento antigo.

Como uma luta social, nenhum desafio desta dimensão alguma vez enfrentou a Civilização Ocidental, visto que estamos a enfrentar os "melhores anjos" da nossa natureza, que provaram ter propagado o humanitarianismo mais destrutivo.

Sendo tão abnegados, os aderentes do altruísmo destrutivo iriam sacrificar os tesouros da família, honra e civilização num equivocado acto de bondade camuflada. Se isto for permitido, as ofertas desta "igualdade" mal formada serão as últimas atrocidades do Mundo Ocidental.

- http://bit.ly/1NtVFQ1



domingo, 18 de outubro de 2015

Teoria de Restauração Patriarcal

Por Reed Perry

[Nota: o editor do blogue Marxismo Cultural não partilha da interpretação geológica e evolucionista avançada pelo autor do texto que se segue]


Todas as civilizações da História do Mundo foram patriarcais; não há uma única excepção. Claro que houve algumas culturas matriarcais, mas elas existem como curiosidades antropológicas em áreas caçadoras-colectoras ou em estudos arqueológicos centrados em tribos antigas. Um requisito obrigatório para um nível avançado do desenvolvimento social e tecnológico é um patriarcado forte. Todas as civilizações, desde a China para a Índia, Pérsia, Egipto, Roma e os Incas, sempre que emergiram, este traço fundamental fez-se presente. A fomentação do patriarcado muito provavelmente foi o que levou ao avanço que ocorreu durante a Revolução do Neolítico. Desde então, e sem excepção, o patriarcado tem sido a regra.

Quando os soldados Ingleses gritavam "Deus salve a Rainha", será que isso era um matriarcado? Segundo a feminista Lynn Abrams, a Era Victoriana representou, para as mulheres, a "era doméstica por excelência". Isto era assim mais ainda 200 anos antes, durante a espectacular Era Isabelina. As feministas modernas podem ficar confusas com o facto duma nação altamente patriarcal ter uma mulher como líder principal, mas a obsessão pela "política de identidade de género" pura e simplesmente não existe num patriarcado visto que este centra-se em resultados, e, como um substrato social, resultados é o que o patriarcado tem disponibilizado nos últimos 10,000 anos.

Ao contrário do feminismo, o patriarcado é a condição orgânica, o próprio ADN, da humanidade civilizada. Ele flui debaixo para cima. A unidade atómica do patriarcado é, obviamente, a família. A família é o microcosmo da vida civil. O seu núcleo e governador é o pai, e a família assume o seu nome como símbolo de propriedade e de  responsabilidade.

Este é precisamente o sistema que tem causado as sociedades tecnologicamente e socialmente mais avançadas da Terra. Mitigar contra a virtude do patriarcado é disputar todo o curso da Civilização Ocidental, e todo o conforto que ela assegurou - desde as tecnologias mais básicas tais como a fundição, para as ciências médicas mais avançadas, as telecomunicações, e a filosofia. Nenhum destes tesouros pode ser encontrado nas primitivas unidades das culturas matriarcais porque o matriarcado não avança para além do ponto forrageamento mão-para-boca e para além dum abandono desterrado. 

A lei matrimonial, a construção social primária sobre a qual tudo o resto se encontra construído, é lei patriarcal. Ela dita o juramento do casamento: "Até que a morte nos separe", é um termo inegociável. Sobre este laço irrevogável assenta tudo o resto.

Uma das poucas sociedades matriarcais ainda existentes para estudo é a sociedade Mosuo da China, um povo dedicado à agricultura primitiva e ao pastoreio dos iaques, e um povo que permaneceu totalmente vazio de qualquer desenvolvimento, imerso num rudimentar estado agrário e sem qualquer tipo de façanha. A única qualidade relevante deste tribo apatética é a peculiar ausência de qualquer contracto marital. que eles suplementaram com os “walking marriages.” Ou seja, hookups.

Os acoplamentos informais através dos quais eles geram as crianças são em larga parte temporários, tais como as one-night-stand as booty-call com a duração de algumas semanas. Como homens e mulheres, ambos partilham igualmente os bens familiares. O pai não têm qualquer responsabilidade para com as crianças visto que não há forma de verificar que essas crianças são dele. Os homens são semi-transientes e raramente têm um emprego ou um ofício. Eles são garanhões sem qualificações que vivem nas casas das mães.

Visto que a propriedade e as crianças são transmitidas através das linhagens matrilineares, os homens não têm nada a perder e nada mais fazem que esperar pelo próximo encontro nocturno com uma mulher "poliamorosa", dona duma cabana. Torna-se por demais óbvio o porquê deste tipo de arranjo estar condenado ao fracasso. Rapidamente vêmos o porquê dos matriarcados desaparecerem da Terra, deixando para trás poucos traços da sua irrelevante existência.

Previsivelmente, a obscura cultura Mosuo está-se a dissipar rapidamente dentro da China em ascenção. Algunas ONGs fizeram algumas frágeis tentativas tendo em vista a preservação das suas idiossincrasias, mas há já muito tempo que o seu destino se encontra selado visto que esta cultura representa um pequeno artefacto do que o ser humano colocou de parte no deserto do Paleolítico.

Lewis Morgan, um proeminente etnólogo do século 19, e alguém que estudou as tribos Iroquois, reparou que o seu estilo de casamento-de-grupo e poligamia tinham um efeito peculiar na sua visão de família, que eles viam como seu difuso e completo clã inter-relacionado. Durante a pesquisa que ele levou a cabo vivendo no meio de tribos semi-nómadas que se encontravam sob pressão generalizada por parte da civilização Europeia, Morgan observou que a sociedade humana avançava em fases segundo as prácticas culturais centrais mais óbvias nos costumes do casamento e do cuidado de crianças. Segundo ele, os Iroquois, com os seus casamentos comunitários, representavam um meio-termo no processo civilizacional.

No seu livro "Anciet Society", Morgan alegou que o estado primordial do ser humano era "uma horda a viver em promiscuidade", onde pouca ou nenhuma estrutura social disponibilizava cuidados para com as crianças, aplicação da lealdade e nem disciplina. Neste estado, o homem tinha poucos incentivos para defender o seu território e bem como a sua descendência, que eram ambos irrelevantes para as suas necessidades e impulsos físicos imediatos. O sexo com propósito reprodutivo seria levado a cabo através dum momento de vontade sexual para com as mulheres, trocando um pedaço de carne animal ou mesmo através da violação.

Depois disto, as sociedades gradualmente evoluíram costumes morais mais estritos, tradições que produziram melhores e melhores resultados para a sua cultura em termos de tecnologias e excedentes. O estado final do desenvolvimento familiar depois da poligamia foi a monogamia, a familiar nuclear patriarcal.

Neste arranjo inflexivelmente monogâmico foram dados enormes incentivos evolutivos e sociais aos homens de modo a que estes trabalhassem de modo abnegado, protegessem a todo o custo as suas esposas, os seus filhos e a sua propriedade. O costume implicava uma divisão do trabalho familiar que permitiu que a perícia e a inovação florescessem. Era mais provável que a riqueza fosse acumulada com o passar do tempo visto que o pai não tinha que dividir o seu capital com as várias esposas ou meio-irmãos em guerra, que facilmente poderiam destruir o trabalho acumulado durante gerações.

Mais ainda, a influência do patriarcado teve um duradouro impacto multi-contextual na conduta humana. Visto que muitos comportamentos são herdados, a nossa biologia comportamental tomou um novo rumo de selecção. Costumes monogâmicos estritamente aplicados seleccionam geneticamente em favor dos machos que são, ao mesmo tempo altruístas e leais, disponibilizando mais oportunidades para que estes passem os seus genes.

Por sua vez, eram colocados à margem os traços egoístas, improdutivos ou desleais - todos eles impedido-os de reproduzir. Isto, de certa forma, seleccionava em favor do controle dos impulsos, embora ainda existam por aí muitos desviados e gigolôs.

A abnegação é um componente-chave quando se quer entender a civilização Ocidental e o Cristianismo, a religião do auto-sacrifício. Esta abnegação encontra-se embutida na abnegada busca Ocidental pelo bem maior, quer seja Deus, nação, ciência ou família. Esta pressão colocou-nos no caminho de grandes elevações, mas quanto mais alto se ascende, maior pode ser a queda. 

As conquistas únicas das culturas monogâmicas Ocidentais encontram-se em oposição total às "hordas de promiscuidade" dos matriarcados primitivos, consignados ao esquecimento consequência da sua mediocridade esquecível - pequenos remanescentes que pairam acima da destruição, tal como a tribo Mosua -, mantidos de forma nominal como pequenos zoológicos humanos por parte de guias turísticos das ONGs. A diferença tremenda que existe é algo a ser temido.

A civilização patriarcal assemelha-se a um edifício imponente com um legado duradouro. Ele não se dissipa facilmente rumo a horda transitória e nem reverte para o barbarismo "poliamoroso" matriarcal através dum referendo. Ele tem que ser arrancado das garras dos milhões de homens que o têm carregado através da História. Muitos encontram-se envolvidos nesta batalha sem se aperceberem disso.

A família tem que ter um núcleo. A pressuposição abstracta de que o matriarcado pode, em larga escala, substituir o que é diminutivamente conhecido como a "figura paterna" é uma hipótese que nunca foi testada. Tudo o que temos como referência são restos pouco-sofisticados da Idade da Pedra que nunca passaram da fase "vai". Não existe um matriarcado no qual se pode fundamentar um modelo. Este problema nunca foi reconhecido por parte das ideólogas dentro do "movimento de emancipação das mulheres", e isso continua a frustrá-las profundamente.

As feministas radicais, fanáticas e cheias de inveja, perdidas que estão num mar de ciúme, deparam-se com a impossibilidade de rivalizar com  as estupendas e monumentais façanhas da monogamia patriarcal. A sua única escolha é recorrer a uma guerra niilista contra factos científicos e contra as virtudes duramente batalhadas que se encontram na alma da humanidade.

Aos seus olhos, a civilização em si tem que ser derretida visto que ela representa a liga endurecida da fórmula patriarcal. A castidade nas mulheres, a masculinidade nos homens, a lealdade acima de tudo, a santidade dos juramentos, - a feminista é hostil a todas as jóias sagradas do projecto humano, que elas trivializam ou demonizam. As "liberdades" e as "igualdades" em favor das quais elas militam resultam em liberdade para prejudicar a estabilidade social em favor de desejos impulsivos. Entre os seus propósitos declarados encontra-se a "igualdade" forçada entre seres que não são iguais, a forma de tirania mais distópica.

O antónimo de "igual" é "diferente". Aqueles que defendem o patriarcado (civilização) vêem-se colocados na posição absurda de defender algo tão auto-evidente como as distinções entre macho/fêmea. Para a feminista, o eu humano não só encontra-se vazio duma distinta alma masculina ou feminina, como possui corpos sem órgãos. Este é o vazio de significado que o feminismo tem que defender. Esta ideologia insiste num conflicto profundamente opressor com a identidade humana.

Tal como eu falei no artigo "The Tyranny of Suffrage", a guerra social feminista culminou num regime legal anti-familiar e anti-masculino imposto à força. Esse regime só pode ser colocado em práctica à força porque as famílias não podem ser rasgadas e a ordem social não pode ser perturbada sem que seja infligidos danos generalizados. As instituições, as famílias, e os indivíduos têm que ser coagidos rumo a um comportamento anormal.

Isto foi largamente conseguido através do sufrágio feminino, uma concessão obtida durante um período de genocídio horrível e de instabilidade. Uma larga porção da população masculina da Europa e da América ou se encontrava preocupada ou morta nas maiores guerras que a humanidade já sofreu. A classe de comerciantes industriais encorajou também a mão-de-obra feminina e o consumismo como fonte de rendimento.

Dentro deste estado de coisas instável, onde as mulheres frequentemente tinham largas maiorias devido às taxas de mortalidade dos homens, as liberais radicais, - as feministas - que frequentemente eram lunáticas ricas ou ex-prostitutas, encontraram-se numa posição de influência assombrosa. O altruísmo do homem Ocidental foi explorado, a oposição não-preparada foi sobrepujada com o vitríolo. Mais à frente iremos revisitar o poder tremendo (e perigoso) do altruísmo equivocado da nossa civilização.

Sem perder muito tempo dentro de todas as motivações psicológicas em operação dentro da mente da "mulher emancipada", podemos determinar que uma dicotomia simples apareceu a salientar o seu pensamento: patriarcado mau, matriarcado bom. Claramente, esta é a sua opinião vocal, mas a prova interessante que elas carregam como evidência é que o patriarcado, sendo o pai da experiência civilizada, e responsável por tudo de mau que já aconteceu.

De certa, a feminista está certa. De forma geral, ela culpa o patriarcado pelas tribulações da civilização, mas sem o patriarcado, não existiria civilização, e todos nós continuaríamos a ser uma espécie primitiva a viver numa obscenamente primitiva "horda de promiscuidade". A feminista é simplesmente demasiado narcisista ou demasiado preconceituosa para ver o outro lado (assimetricamente positivo) da história: a civilização [patriarcado] é inquestionavelmente boa quando comparada com as alternativas.

À medida que as instituições patriarcais vão sendo gradualmente atacadas, abolidas, ou reprimidas, a moralidade que ela criou e guardou começa a desintegrar. Mas as feministas liberais querem viver num mundo com todos os benefícios do patriarcado, sem as limitações que têm que ser impostas para gerar tais privilégios, conservar a opressão e acumular os excedentes.

Este instável meio-caminho, entre a civilização e ao pandemónio, é uma tentativa caótica de manter a elevada qualidade de vida duma civilização ao mesmo tempo que se remove a fonte dessa qualidade. Disto emerge o que só pode ser chamado de feminismo despótico. Por baixo disso encontra-se um patriarcado activamente oprimido.

As famílias estão-se a desintegrar a um ritmo acelerado, ou simplesmente não estão a ser formadas famílias. Uma geração inteira enfrenta um futuro de alienação desamparada e sem casamento. As crianças sem pai demonstram uma multitude de problemas psicológicos e de desenvolvimento atrofiado. Os desvios feministas e esquerdistas geram um governo em expansão infinita e que não se justifica a ninguém.

Milhões de indivíduos ficam endividados, sem-abrigo, e dependentes, consequência destas politicas recém-inventadas que nunca foram testadas. Devido ao controle de natalidade, muitas regiões dos Estados Unidos e da Europa têm populações em decréscimo, o que aumenta ainda mais a dívida. E, paradoxalmente, o feminismo gera os piores resultados para as próprias mulheres, 90% das quais quer casar mas vai encontrando cada vez menos homens dispostos a participar na aviltada instituição matrimonial. Como homens inteligentes, eles conseguem ver que as probabilidades jogam contra eles.

Infelizmente, nesta era desmoralizante, muitos homens pura e simplesmente encontram-se incapazes de assumir as responsabilidades. Não só os homens têm poucos incentivos para casar ou para levar a cabo actos abnegados em prol da família/comunidade neste sistema invertido, como são penalizados pelo seu sucesso e pelos seus atributos masculinos. Dentro da seita feminista, as virtudes masculinas tornaram-se em pecados.

As mulheres chegam aos seus 30 anos como vadias solteiras e sem filhos, que passaram de relacionamentos para one-night-stand para outros "relacionamentos" durante metade das suas vidas. Depois de esbanjarem os seus melhores anos em desalmadas carreiras profissionais imitando a caricatura da mulher trabalhadora ou "mulher emancipada", elas ficam sozinhas com os seus cartões de crédito, garrafas de anti-depressivos, e com o seu feminismo, mais e mais amarguradas com o passar dos anos.

Um pouco além deste estado de coisas encontra-se a questão do futuro da própria civilização. Estamos a levar a cabo uma perigosa experiência social junto da nossa população. Não há uma única civilização que não seja um patriarcado, no entanto, o fenómeno da libertinagem desenfreada, adultos solteiros, e homens semi-transientes, assemelha-se cada vez mais com a "horda de promiscuidade" observada no inferno abaixo do Terceiro Mundo.

Como é possível que os homens assistam de longe ao que está a acontecer, sabendo o futuro que os espera, - e o futuro que espera às suas mulheres, - sem no entanto fazerem alguma coisa para enfrentar esta regressão distópica? Alguns homens encontram-se distraídos. Outros estão medicados. Alguns estão aprisionados, escravizados com uma dívida ou escravizados com uma pensão alimentícia.

Mas acredito que o maior obstáculo para a implementação duma política eficaz é uma característica que nos serviu tão bem até ao momento em que enfrentamos o feminismo e o sufrágio: o altruísmo; ele tornou-se auto-destrutivo.

Os homens foram largamente enfraquecidos pela tecnologia e pelo luxo herdado pelos nossos austeros antepassados, os nossos patriarcas. Nós tornamo-nos no Último Homem, um povo insociável, indisciplinado e culturalmente sem-abrigo. Estamos distraídos com a banalidade das redes sociais, empobrecidos com vidas hormonalmente perturbadas.

Muitos dizem, "é tarde demais" - que o nosso sistema não pode ser retomado. Eu vejo isto como um gigantesco bloqueio psicológico, provavelmente uma desilusão. Comparem o desafio dos nossos dias com o que os homens enfrentaram na lama ensanguentada da Primeira Grande Guerra. Isto demonstra o quão temerosos muitos homens se encontram quando se trata de confrontar mulheres insolentes, que mais não são que charlatonas confiantes. O Último Homem Americano do século 21 encontra-se aterrorizado perante tal protestante depravada. Eles temem o rótulo de "sexista" ou "misógino" - ambos insultos sem substância.

Mas os nossos últimos homens foram também educados com o veneno da liberalidade nas suas mentes, manchadas pela arrogante geração baby-boomer (“Eu”) que glorificou a "vadia" do feminismo, colocando mulheres vis num pedestal. E até hoje, os seus filhos olham para cima e maravilham-se com o ídolo duma "vadia empoderada".

O medo de ser punido por mulheres insolentes, que têm todas estas ideias (provenientes dos média e das comentadores feministas) a girar nas suas mentes, tornou-se mais aterrorizador do que morrer por uma causa insensata em favor da qual essas mesmas mulheres votaram - visto que a maior parte dos votos é feita por elas. Será que as insolentes mulheres esquerdistas estão a fazer algum de bom para elas, ou mesmo para os outros, ou será que estamos a conferir valor imerecido às vozes de pessoas histéricas?

Continua na Segunda Parte



sábado, 24 de janeiro de 2015

Como mostrar a uma feminista a superioridade do patriarcado

Por Return of Kings

Apesar dos recentes ataques que tem sofrido, o patriarcado tem sido extremamente bem sucedido ao longo da História.. A maior parte das culturas do mundo são patriarcais; para se encontrar sociedades matriarcais bem sucedidas é preciso regressar no tempo até à História antiga, ou analisar áreas geográficas remotas, ou então entrar dentro do mundo ficcional das feministas. No entanto, isto não impediu o colectivo feminista de publicar livros e até hashtags saudando o fim do patriarcado, num exemplo clássico de amplificação incestuosa.

O que surgirá depois da aparente queda do patriarcado é algo que ainda não foi bem explicado.

Deixando de lado o hamster racionalizador, e surpreendentemente, existem poucos dados do que seria uma sociedade composta só por homens ou uma sociedade composta só por mulheres. Um cientista social empreendedor poderia levar a cabo uma experiência onde grupos de homens e grupos de mulheres eram deixados à sua própria sorte, tendo que trabalhar juntos como forma de sobreviver na sua luta contra os elementos naturais, e tendo que construir a civilização a partir do nada.

No entanto, tal cientista teria grande dificuldade em convencer as comissões de revisão que o inevitável sofrimento dos participantes seria justificado se levássemos em conta o valor dos dados recolhidos posteriormente. 

Felizmente, os "reality shows" não se encontram limitados por constrangimentos éticos, e - na sua busca eterna por índices de audiência - ocasionalmente levam a cabo experiências muito interessantes - experiências essas que os cientistas sociais nunca teriam permissão para duplicar.

Há alguns anos atrás tive o prazer de assistir à versão Holandesa do programa Survivor (Expeditie Robinson) com a minha colega-de-quarto feminista.

Há já algumas semanas que a minha colega-de-quarto estava a promover esta série em especial (perante mim e perante os outros estudantes da casa) porque, segundo ela, o mesmo demonstrar o que uma sociedade gerida pelas mulheres - longe dos males do patriarcado - seria.

E foi isso mesmo que o programa fez. Oh, se fez!

Eis aqui o que aconteceu: inicialmente, ambos os grupos foram deixados nas suas ilhas respectivas com abastecimentos (como forma de terem com o que começar), e depois foram abandonados de forma que tomassem conta de si mesmos. Em ambos os grupos houve algumas querelas à medida que as pessoas tentavam gerar algum tipo de hierarquia.

Os homens resolveram começar a fazer o que eles achavam necessário - não havia ninguém a dar ordens. Os homens que tinham vontade de caçar, acumular comida ou pescar fizeram isso mesmo. Houve um homem que cansou de estar sentado na areia e consequentemente começou a fazer bancos.

Outros homens construíram uma cabana que eventualmente cresceu e evoluiu. Outro homem cozinhava todas as noites. No espaço de alguns dias, estava em florescimento uma pequena civilização, com cada dia que passava a ser mais próspero que o anterior.

As mulheres também geraram a sua rotina; penduraram um varal para secar as suas toalhas, começaram a apanhar banhos de sol e gerar querelas entre si visto que, ao contrário dos homens - elas eram incapazes de fazer coisa alguma sem o consenso de todo o grupo. E uma vez que este era um grupo composto no mínimo por 12 mulheres, o consenso nunca foi atingido [ed: lol].

Durante os episódios iniciais seguintes, as mulheres comeram toda a sua comida inicial, foram encharcadas por diversas vezes pelas tempestades tropicais, foram comidas vivas pelas pulgas de areia, e estavam, de modo geral, num estado miserável. Os homens, por outro lado, estavam bastante satisfeitos. Obviamente que houve discordância em alguns pontos, mas de modo geral, essas querelas foram resolvidas.

Eventualmente, as pessoas que geriam o programa decidiram que alguma coisa tinha que mudar. Como forma de ajudar as mulheres, três homens foram escolhidos e enviados para a ilha onde estavam as mulheres. Em troca, três mulheres iriam tomar os seus lugares na ilha dos homens. O olhar da minha amiga feminista durante este episódio foi impagável.

Inicialmente, os três homens escolhidos para ir para a ilha das mulheres estavam em êxtase - por motivos óbvios - mas quando eles chegaram à ilha das mulheres, foram recebidos pelas mesmas.

‘Onde é que está a vossa cabana?’, perguntaram eles

‘Não temos cabana’, responderam elas.

‘Onde é que estão os vossos mantimentos?’ perguntaram eles, consternados.

‘Nós comemos todo o arroz’

E assim por diante.

Os três homens deram por si a trabalhar que nem cães, usando as habilidades desenvolvidas por tentativa e erro durante as suas semanas iniciais, construindo uma cabana, pescando, e tentando fazer com que as mulheres armazenassem mantimentos. As mulheres continuaram a protestar e tomar banhos de sol. As três mulheres que foram enviadas à ilha dos homens estavam muito contentes - comida, abrigo e imensa atenção masculina. Elas também continuaram a tomar banhos de sol.

E isto, meus amigo, é o patriarcado. Sem surpresa alguma, a minha antiga colega-de-quarto já não é feminista.

Estou bem ciente que isto pode ser um acaso feliz, um corvo branco, um caso excepcional não-representativo da sociedade como um todo, mas essa temporada da versão Holandesa da série Survivor não é um caso único. A CBS emitiu várias temporadas da mesma série nos Estados Unidos, onde os homens e as mulheres começavam em grupos separados.

Na maior parte dos casos, (o Amazon e One World), o resultado foi o mesmo; os homens rapidamente se organizavam, obtendo acesso a comida, fogo e abrigo, ao mesmo tempo que as mulheres passavam a maior parte do seu tempo e da sua energia em querelas mesquinhas, comendo todo o seu mantimento, ficando encharcadas durante as tempesteadas, e de modo geral, a ter uma atitude patética.

A situação inversa - onde os homens não se haviam organizado, e onde as mulheres haviam construído uma micro-sociedade funcional - não foi observada fora do mundo ficcional feminista - e provavelmente nunca vai ser observado.


* * * * * * *

Uma frase a reter:

Eventualmente, as pessoas que geriam o programa decidiram que alguma coisa tinha que mudar.

Tradução: "Como forma de acabar com o sofrimento das mulheres, as pessoas que geriam o programa colocaram homens nas suas vidas". E depois da chegada dos homens, as mulheres passaram a ter abrigo, comida e protecção - precisamente aquilo que o feminismo diz que "oprime" as mulheres.

A realidade dos factos é que as mulheres precisam dos homens, e as mulheres precisam do patriarcado. Sem homens a gerir a sociedade - a proteger e a liderar as mulheres ("e tentando fazer com que as mulheres armazenassem mantimentos") - elas nunca serão capazes de viver num ambiente protector e próspero.

O feminismo, ao atacar a cooperação entre homens e mulheres, não só está a destruir a vida dos homens, como está a fragilizar a qualidade de vida das mulheres, e, de modo geral, e plantar as sementes para o descalabro social. Mas se calhar essa é utilidade (temporária) do feminismo.





sábado, 9 de agosto de 2014

Qual é a diferença entre o ginocentrismo e o ginonormativismo?

Por Jesse Powell

O que se segue são as definições de ginocentrismo e ginonormativismo dadas por Fidelbogen:
Ginocentrismo é a práctica de colocar a segurança, o conforto e o bem estar das mulheres no centro da preocupação social ou política, estruturando a vida no serviço objectivo de tais interesses. O ginocentrismo não avança mais do que isso, e NÃO inclui colocar o ponto de vista feminino no centro da nossa visão mundo. Isto quer dizer que o ginocentrismo não viola os limites do espaço interior ao exigir que a pessoa (especialmente os homens) pensem e sintam duma forma específica. De modo resumindo, o ginocentrismo não é totalitário. 
O Ginonormativismo vai mais além. Usando o ginocentrismo como fundamento, o ginonormativismo dá prioridade ao ponto de vista feminino hierarquicamente dentro da cultura, tanto a nível político como a nível interpessoal, pressionando os homens em particular a adoptar o sistema de valores feminino como componente autêntico da sua personalidade. Desta forma, o ginonormativismo é totalitário. Podemos entender o feminismo como um projecto ginonormativo reconhecendo ao mesmo tempo que ele nunca poderia iniciar as suas operações sem uma pré-existente base ginocêntrica na cultura tradicional. 
A ginonormativização faz parte imposição da supremacia feminina.
Embora eu não concorde com o ponto de vista de Fidelbogen em relação às relações entre os sexos - ele é um Men’s Rights Activist - acho que as definições de ginocentrismo e ginonormativismo listadas em cima fazem sentido. O ginocentrismo é equivalente ao patriarcado ao mesmo tempo que o ginonormativismo é equivalente ao feminismo.

Para reformular as coisas, "O patriarcado é a práctica de colocar a segurança, o conforto e o bem estar das mulheres no centro da preocupação social ou política, estruturando a vida no serviço objectivo de tais interesses."

Sim, isto soa bem e soa como uma descrição correcta do patriarcado. Certamente que era isto que o patriarcado deveria ser.

Note-se o ênfase que é colocado onde se lê "no serviço objectivo" das mulheres. Isto significa que os interesses das mulheres têm que ser servidos com base num critério objectivo, com base no que é realmente no melhor interesse das mulheres, e não com base no que as mulheres querem ou exigem. O homem é que determina o que é no melhor interesses das mulheres. O patriarcado centra-se na autoridade masculina servindo os interesses das mulheres, isto é, a autoridade masculina que melhor satisfaz as necessidades das mulheres.

Existe uma suposição vital subjacente à práctica do patriarcado de se focar nos interesses e nas necessidades das mulheres, e ela é a de que as necessidades das mulheres e as necessidades das crianças estão alinhadas. O propósito subjacente na elevação das mulheres é o de providenciar, proteger e nutrir as crianças. Se por algum acaso os interesses das mulheres e os interesses das crianças entrarem em rota de colisão, então o patriarcado colocar-se-á contra a mulher e do lado das crianças. Fundamentalmente, o patriarcado encontra-se ao serviço das crianças, e as mulheres são elevadas pelo patriarcado devido à sua associação com as crianças.

O patriarcado é ginocêntrico porque os homens são ginocêntricos. O patriarcado é a expressão dos desejos e da natureza dos homens. São os homens que criam e mantêm o patriarcado, e estabelecem as regras do sistema social patriarcal. Devido a isto, é óbvio que o patriarcado é uma expressão da natureza dos homens. Faz parte da natureza do homem ficar encantado com as mulheres, apaixonar-se pelas mulheres, achar as mulheres interessantes, buscar a aprovação das mulheres, olhar para si mesmo como alguém que é bom para as mulheres, ser heróico aos olhos das mulheres, ser admirado pelas mulheres, e controlar as mulheres.

Para os outros homens, os outros homens são companheiros, colaboradores e competidores, mas eles não são a base para um chamado superior em favor do qual os homens irão canalizar as suas energias. O homem não se irá sentir automaticamente protector em relação a outro homem só porque ele é um homem; isto prende-se com o facto de, numa situação normal, o homem ser independente e auto-suficiente para fazer as suas coisas.

Quando os homens trabalham juntos, mesmo onde existe uma hierarquia clara entre eles, os homens irão trabalhar juntos de modo a atingir um propósito comum exterior e para além deles mesmos. No entanto, quando o homem interage com uma mulher, ele irá automaticamente assumir um papel protector em relação à mulher, e será orientado rumo às maneiras através das quais ele pode prestar algum tipo de assistência à mulher visto que o homem irá assumir que a  mulher precisa da sua ajuda, da sua assistência, da sua orientação e do seu apoio. Neste sentido, o homem será automaticamente ginocêntrico visto que a sua orientação está voltada para o bem estar das mulheres e não para o bem estar de outros homens.

A estrutura social deve ser ginocêntrica porque a manutenção e o apoio da unidade familiar é a prioridade maior da sociedade, e dentro do ambiente familiar, as mulheres são as responsáveis primárias. São as mulheres que se encontram mais próximas das crianças, o que significa que o apoio às crianças deve ser canalizado em direcção às mulheres de modo a que elas usem os recursos a si conferidos para o bem estar das crianças.

Embora as crianças sejam as beneficiárias finais do sistema patriarcal, o apoio e a prioridade não podem ser directamente dirigidos às crianças uma vez que elas são incompetentes para decidir quais são as suas necessidades; para além disso, a maior parte das necessidades das crianças são emocionais e sociais e elas exigem um adulto que as disponibilize.

Se um sistema social desse prioridade para as necessidades e para os interesses dos homens, isso não faria sentido algum visto que essa situação iria canalizar recursos rumo ao sexo que menos contracto tem com as crianças (o que levaria a um desperdício de recursos). Só um sistema social ginocêntrico faz sentido visto que quando os recursos são canalizados para as mulheres, estes recursos efectivamente e eficientemente melhor servem os interesses das crianças.

No entanto, as coisas correm mal quando a sociedade deixa de ser ginocênctrica e passa a ser ginonormativa - quando a sociedade deixa de ser patriarcal e passa a ser feminista. Isto acontece porque, de modo a que o incentivo para disponibilizar os recursos se mantenha, a pessoa que disponibiliza os recursos tem, também, que ser a pessoa que determina como é que esses recursos irão ser usados. Na cultura ginocêntrica o homem age em prol da mulher, mas na cultura ginonormativa o homem opera sob a direcção da mulher.

Quando o homem opera com base nos seus valores e segundo a sua própria iniciativa, de modo a atingir os propósitos que ele estabeleceu para si mesmo, então a sua motivação para providenciar para as mulheres está segura e estabilizada. No entanto, se o homem está a agir segundo as directrizes das mulheres, de modo a providenciar para as mulheres segundo o que ela quer e de acordo com o que ela dá prioridade, então o homem tem um incentivo mínimo para prover para a mulher visto que os objectivos do homem só serão avançados quando acontecer que haja um alinhamento entre os objectivos dos homens e os objectivos das mulheres.

Para além disso, a mulher não saberá o custo que as suas exigências têm sobre o homem visto que não é ela que está a suportar o custo dos benefícios que ela deseja. Dito de outra forma, ela não será capaz de fazer um julgamento do quanto custa para o homem o que ela exige que o homem providencie. Existe também o problema da "borlista", onde a mulher pode fazer exigências ao homem que têm um benefício mínimo para ela mas um custo enorme para ele, visto que, para ela, o benefício é gratuito uma vez que é o homem a disponibilizá-lo.

Todos estes conflitos que nascem devido ao facto do provedor dos benefícios - o homem - não estar no controle da forma como o benefício é usado, levam a que os recursos e os investimentos dos homens, feitos e disponibilizados para a sua família, sejam desperdiçados. O homem sente então que este desperdício dos seus recursos nada mais é que um abuso para ele, e em resposta, pára de investir na sua família como forma de evitar ficar em desvantagem e passar a ser uma vítima.

O resultado final disto é que o sistema patriarcal sustêm o investimento dos homens nas mulheres e na vida familiar, permitindo que a sociedade prospere, enquanto que o sistema feminista destrói o investimento dos homens na vida familiar, levando à degradação e à deterioração da família [ed: Exactamente o que o feminismo quer].

O ginocentrismo é uma expressão natural do amor dos homens pelas mulheres, e é uma coisa saudável e positiva. O que é importante é que o homem retenha o controle da situação familiar de forma a que o seu sentido de liderança e de propósito dentro da família sejam mantidos.




terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Mulher Russa explica o porquê de não odiar os homens

Por Lanavor22

“As mulheres não fazem ideia do quanto que os homens as odeiam” - Germaine Greer

Uma das memórias mais vividas da minha infância é uma que envolve uma quase-tragédia num lago gelado quando eu tinha 7 anos. Era Fevereiro na minha casa, perto da periferia de Rostov, em Don. A povoação estava coberta pela neve que havia acumulado grandes montes contra as enpenas das casas. As pessoas estavam a usar grampos de ferro nas suas botas enquanto caminhavam apressadamente, imersas na sua vida, usando os seus espessos casacos de inverno, e as abas laterais sobre as orelhas dos seus tradicionais ushankas usados como forma de resistir ao frio.

Eu caminhava para casa com o meu avô vinda da escola, e ele segurava a minha mão enluvada à medida que ele parava para trocar amabilidades com as pessoas com quem ele se cruzava. O brilho aquecido das janelas das várias cafetarias e das várias padarias da estrada principal era irresistivelmente convidativo e o cheiro da confeitaria fresca flutuando pelas portas estava a deixar-me com água na boca. No entanto, o avô estava determinado em chegar a casa o quanto antes. Uma nevasca fresca assoprava proveniente da estepe aberta, e ele estava determinado em estar sentado em frente ao fogão na casa dos meus pais antes ela chegasse.

Do local onde estávamos conseguíamos ver o lago gelado a apenas algumas jardas da estrada. Enquanto curvávamos a estrada principal não havia qualquer som excepto a trituração sonora causada pelas nossas botas.

Um grito cortou o silêncio e nós instintivamente olhamos para o lago. Parecia que duas patinadoras haviam caído no gelo. O meu avô deixou a minha mão e imediatamente começou a correr em direcção ao lago. Nunca deixei de ficar surpreendida do quão rápido ele podia correr levando em conta que ele havia perdido um pé na guerra.

Eu corri atrás do avô o mais rápido que podia, mas fomos superados por um grupo de jovens soldados que já estavam a rastejar sobre as suas barrigas através do gelo, numa fila única rumo às duas mulheres se agitavam dentro da água gelada. Os soldados receberam a ajuda de outros homens que haviam corrido para o local, provenientes de uma das cafetarias. Eles trouxeram algumas escadas para colocar sobre o gelo como forma de distribuir o peso dos homens. As mulheres foram retiradas em segurança e arrastadas para a margem do lago, sendo passadas de homem para homem, até que elas estavam seguras. As mulheres, uma mãe e a sua filha, foram enroladas em mantas, alimentadas com sopa quente e levadas para o hospital por via das dúvidas.

Lembro-me de estar ao lado do meu avô com o meu coração aos pulos à medida que o último jovem se arrastou tentativamente sobre o lago. Lembro-me de desejar todo o bem para ele, aterrorizada ante a perspectiva de outra racha no gelo o enviar para a morte. Por esta altura, a neve havia começado a agitar-se sobre o lago. A nevasca havia começado e era difícil de ver as coisas. Lembro-me de ver os seus camaradas a formar uma corrente com os seus corpos como forma de o alcançar, e ânimo exaltado quando eles finalmente conseguiram trazê-lo para a segurança.

A multidão dispersou-se. Os soldados e os outros homens voltaram para dentro das cafetarias para retornarem às suas refeições, e mais tarde, o avô e eu estávamos sentados com os meus pais, aquecendo os nossos corpos em frente ao enorme fogão. O avô começou a contar histórias da guerra; narrativas de resistência estóica, determinação ilimitada e feitos heróicos. Ele sempre me avisou para nunca me esquecer que as bênçãos da minha confortável infância foram pagas por todos aqueles homens que nunca regressaram a casa. O meu irmão uma vez perguntou ao meu avô o porquê deles terem combatido por Estaline. "Ah, não" respondeu o meu avô. "Nós não lutamos por Estaline mas pelas mulheres e pelas crianças da Rússia."

O meu avô regressou cedo nessa noite e marchou de volta para a povoação - enfrentando uma das famosas neves - como forma de chegar ao hospital onde a sua esposa, a minha avó, estava a recuperar duma operação dolorosa aos olhos. Normalmente, ele sentava-se e lia para ela pela noite a dentro à medida que ela adormecia e acordava, até que finalmente ele era convidado por uma das enfermeiras a ir descansar.

Eu já vi muitos actos de coragem nas notícias: homens que não hesitaram em correr em direcção aos subterrâneos infernais como forma de arrastar pessoas para fora destroços depois dos horríveis ataques bombistas dentro dos metros de Moscovo; homens que invadiram o avião em Perm quando os sequestradores ameaçaram disparar sobre os reféns; homens que se atiraram para dentro das águas geladas do Volga como forma de salvar as pessoas que se encontravam dentro do ferry que se afundava.

Eu sei que a coragem e a determinação que testemunhei naquela dia não é uma característica Russa, mas sim uma força partilhada pelos  homens das outras nações também. Lembro-me também dum jovem Gendarme francês que se atirou para dentro dum rio furioso como forma de salvar um casal idoso de dentro do carro; o homem desarmado que perseguiu e subjugou um perturbado atirador num cinema Espanhol; os dois Irlandeses que correram para dentro duma fábrica química em chamas para retirar de lá os operários e colocá-los em segurança; homens Americanos que não levaram em conta o perigo na sua determinação de salvar o maior número de pessoas durante o ataque terrorista em Nova York; os homens Britânicos que semelhantemente colocaram as suas vidas em risco em Londres, como forma de salvar os outros.

Sempre que há um terremoto, uma avalanche, um tsunami ou um furacão, são os homens de todas as nações que instintivamente se apressam para ajudar. São os homens que colocam as suas vidas em risco (se assim for preciso) para salvar os outros. Quando o incidente termina, são os homens que limpam as ruas, reparam as pontes, restauram as linhas de electricidade, e dão início ao processo de reconstrução. Eu às vezes pergunto-me se a Germaine Greer alguma vez fez algo remotamente tão valioso como os homens que ela ridicularizou durante toda a sua vida.

Mas existem também os heróis comuns - milhares de milhões de homens que trabalham duramente e muitas vezes em empregos perigosos como forma de providenciar para as esposas e para os filhos, e de forma a manter as mulheres e as crianças seguras, alojadas e alimentadas.

Portanto, a Germaine Greer pode vomitar a sua paranóia infantil o quanto que ela quiser. Ela pode-se convencer a ela mesma, e as mulheres crédulas, de que o mundo não precisa destas qualidades masculinas, mas ela está a enganar-se a ela mesma. A nossa civilização foi construída por homens. As nossas comunidades são mantidas por homens. Nós somos mantidas seguras pelos homens. Não seria gentil se as feministas parassem de ridicularizar os homens e de tempos a tempos passassem a expressar gratidão a eles?

Os homens são nossos pais, avôs, irmãos, filhos, amigos e colegas. São as suas qualidades masculinas que fazem deles o que são. Os homens são construtores e inventores, exploradores e protectores, pioneiros e descobridores. Nós precisamos dos homens, e se a Germaine Greer e as suas colegas feministas não se preocupam com o mal que estão a fazer aos homens, talvez elas devessem pensar na igual quantidade de mal que estão a fazer às mulheres.

Greer não entende nada do assunto. Os homens não odeiam as mulheres; os homens valorizam as mulheres e as crianças mais do que qualquer outra coisa. O "patriarcado" contra o qual Greer luta foi inicialmente e principalmente erigido para proteger as mulheres e as crianças. As feministas têm que pensar seriamente sobre a sua constante depreciação da masculinidade uma vez que os homens levam isso em consideração, e se eles começam a mostrar pelas mulheres o mesmo tipo de desprezo que as feministas mostram pelos homens, então nós mulheres teremos problemas sérios.

No mundo ocidental já estamos a observar um endurecimento dos homens em relação às mulheres em geral. Décadas de feminismo ensinaram aos homens que as mulheres não sentem nada mais que desprezo por eles. Eles começam a acordar. As feministas que afirmam querer a igualdade de sexual têm que ter cuidado com o que desejam.

Actualmente, eu sou adulta e vivo num país diferente, mas sempre que oiço uma feminista imbecil a denegrir os homens no geral, o meu primeiro pensamento é sempre o daqueles jovens rapazes que arriscaram as suas vidas para salvar a vida de duas mulheres estranhas, há muito tempo atrás, nas profundezas do congelado inverno Russo..



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O mito da opressão da mulher.


Há cerca de 40 anos atrás, as feministas desbravaram caminho até captar a atenção do mainstream, lançando uma ofensiva gigantesca contra o que elas chamaram de "sistema patriarcal" que [supostamente] há séculos que oprimia as mulheres. Criando uma imagem das mulheres como seres sem poder e totalmente subjugadas, elas atacaram os homens com um zelo missionário análogo ao dos abolicionistas, e com uma mensagem essencialmente idêntica. Resumidamente, as mulheres eram escravas e os homens eram os donos, e como consequência, elas exigiram a emancipação e têm feito exigências desde então.

As feministas fizeram um excelente trabalho no lançamento de tudo isto, o que pode ser um testemunho da verdade inerente das suas ideias. Ou então pode ser outra coisa - tal como o facto delas já terem tanto poder que poucos estavam dispostos a questionar o que elas diziam. Vocês podem apostar na ultima opção porque até a análise remotamente objectiva dos factos leva-nos até à conclusão muito mais razoável: as mulheres nunca foram oprimidas. Nem de perto nem de longe.

Não sou historidor mas frequentei algumas aulas de história antes de finalizar o ensino médio. Quando eu tinha 13 anos, eu já sabia o que era opressão, e para minha grande sorte quando eu tinha 13 anos, vivia numa altura em que as pessoas ainda sabiam o que não era a opressão.

A opressão tem características bem óbvias, tais como a tortura e a morte: tal como chicotes e correntes; camaras de gás e campos da morte. A opressão é um mapa de cicatrizes na parte anterior duma mão habituada ao trabalho do campo - mão essa adquirida num leilão. Opressão é a corda amarrada a um ramo duma árvore em plena luz do dia que é usada para sufocar a vida de alguém cujo "crime" foi ter a cor "errada". É a mancha indelével sobre a humanidade, vazia de compaixão, desumanizadora do opressor e do oprimido. E a evidência dela é tão ofensiva para as sensibilidades modernas que nós preservamos provas dela como lições para as gerações futuras.

Agora, quando comparamos essas coisas com o mundo histórico das mulheres, que era em larga escala um mundo onde ela era protegida e era provida, ficamos com uma imagem totalmente diferente. O mundo das mulheres não é um mundo das "oprimidas" mas das privilegiadas, e isto faz-nos avançar com perguntas que têm que ser respondidas. Por exemplo, quantas vezes na história alguma vez tivemos escravos com a prioridade nos barcos salva-vidas? Quais eram os donos que eram obrigados a ir para a guerra para protegerem a vida dos seus escravos? Quantos opressores rasgaram o seu corpo de modo a que pudessem providenciar comida e abrigo para aqueles que eles oprimiam? Zero, parece ser uma boa resposta. 

Isto também me faz perguntar o seguinte: quantos donos tiveram que se ajoelhar perante os seus potenciais escravos, munidos de ouro e de jóias, para pedir permissão para serem os seus donos? Quantos escravos poderiam, responder com um "não", esperando por uma proposta melhor? (...)

Não é coincidência o facto das feministas terem atacado o casamento como uma instituição opressora. Apontar para o nada e fazer muito barulho tem funcionado muito bem para elas. E devido a isso, numa raiva colectiva de activismo neurótico, elas atacaram a única instituição que tem servido como a maior fonte de apoio e protecção para as mulheres (mais do que qualquer outra). Elas ficaram obcecadas por caracterizar a caminhada nupcial pelo corredor matrimonial como um caminho para a opressão, o "Percurso das Lágrimas" de cada mulher. Seria impossível pagar uma mentira destas mesmo que se fosse o Bill Gates.

"Hey!", grita a feminista, "E então o direito de voto? As mulheres não tinha permissão para votar! Isso era opressão!". Bem, na verdade não era, e tudo o que precisamos de fazer é olhar para a história do direito ao voto nos EUA para o provar.

No princípio, quase ninguém podia votar visto que o direito de voto estava reservado aos homens brancos que possuíam terras, o que deixava quase todos os homens e todas as outras pessoas de fora da lista de votantes. Isto nada diz de especial em relação às mulheres. Se isto era opressão, então quase todas as pessoas eram oprimidas. É bem provável que os Americanos não se tenham apercebido disso, ocupados que estavam a festejar a sua recente liberdade.

De qualquer forma, à medida que o tempo foi passando, e porque homens com bons valores morais escreveram uma constituição espantosa, o direito de voto foi alargado para outros grupos. Primeiro, para os homens que não possuíam terras, e depois para outros grupos étnicos e mais tarde para as mulheres. Ainda mais tarde, a idade de votação foi reduzida, o que permitiu que outro grupo numeroso se juntasse ao grupo de votantes. E hoje discute-se se o direito de voto deve ou não alargar-se para contemplar os imigrantes ilegais. (...)

Para além disso, quando se trata do direito ao voto, temos que considerar que havia algo parecido com um câmbio para as mulheres - tal como a exclusão feminina de zonas de combate, e o facto dos homens terem que entregar o fruto do seu trabalho às mulheres e estaren prontos a morrer por elas sempre que fosse preciso. Talvez não tenha sido uma troca justa, especialmente para os homens. Mas e a evidência da opressão da mulher? Os comediantes pagam por material humorístico que nem de perto nem de longe chega a ser assim tão engraçado.

O mesmo acontecia com a posse de terras visto que muitas mulheres não tinha permissão para as possuir . . . pelo menos durante algum tempo. Talvez isso estivesse relacionado com o facto de serem os homens os construtores das casas para as mulheres, ou talvez os nossos ancestrais se tenham apercebido de que os homens de quem se esperava que enfrentassem as balas como forma de proteger a terra eram os donos mais merecedores. Quem sabe da insanidade que nos atormentava antes do feminismo nos devolver a razão?

Quaisquer que fossem os motivos, essas regras não duraram muito tempo. Para além disso, o facto de não serem capazes de possuir terra era aligeirado pelo facto das mulheres poderem escolher os homens que lhes pudessem dar essas mesmas terras (através da opressiva instituição do casamento).

Eu sou suficientemente velho para me lembrar das regras mais antigas para os homens: "Trabalha arduamente e toma conta das mulheres. Fica disponível para sacrificares a tua vida por elas. Cuidado com o que dizes na presença duma senhora. Dá-lhe o teu lugar, mesmo que ela seja uma desconhecida. O mesmo para abrir as portas e acendendo um cigarro. Toca-lhe de forma errada e és um homem morto." Não é desta forma que as pessoas oprimidas são tratadas.

Mas nós temos outra palavra para aquelas suficientemente sortudas para beneficiarem deste tipo de padrões. Realeza. Não cunhamos o termo "princesa" para as mulheres sem bons motivos para o fazer. Com algumas excepções, este tem sido o padrão dourado no tratamento das mulheres. O facto disto esta a mudar - isto é, o facto dos homens começarem a colocar travões em muitos actos de cavalheirismo - é mais um exemplo que demonstra como o feminismo prejudica as mulheres.

Acidentes acontecem - especialmente ferimentos auto-infligidos - em pessoas que brincam com as armas quando não sabem o que fazem. No entanto tenho que dar crédito às feministas por terem tido a capacidade de fiar com uma linha selvagem. Pegar numa classe privilegiada de pessoas e convencer o mundo de que elas são vítimas, foi uma obra de arte. Mas isto só foi bem sucedido devido ao mandato masculino presente na cultura ocidental de sempre dar às mulheres o que elas querem sem questionar. Se as coisas acontecessem de outra forma, a pletora de ideias feministas teria-se curvado perante o peso opressivo da desonestidade não verificada.

Mesmo assim, a nossa atitude anti-natural de as apoiar preparou as coisas de modo a que as mulheres ultrapassassem os homens em todos os aspectos da vida. Actualmente, as mulheres são mais educadas do que os homens [ed: facto causado pela atitude anti-homem presente nos instintutos de ensino], e têm também a maior parte dos empregos. Nada sugere que isto faça algo menos que favorecer ainda mais as mulheres. E tudo isto como fruto duma ideologia que se encontra firme como um castelo de cartas, e que ainda deve a sua existência ao facto do vento ter tido medo de soprar na sua direcção e destruir todo o edifício.

Saúdo as feministas pelo seu trabalho astuto e bem feito, mas vencer uma corrida é fácil quando se começa com um pé sobre a linha de chegada e todas as outras pessoas fingem que não viram nada. .



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