Por Jesse Powell
Ginocentrismo é a práctica de colocar a segurança, o conforto e o bem estar das mulheres no centro da preocupação social ou política, estruturando a vida no serviço objectivo de tais interesses. O ginocentrismo não avança mais do que isso, e NÃO inclui colocar o ponto de vista feminino no centro da nossa visão mundo. Isto quer dizer que o ginocentrismo não viola os limites do espaço interior ao exigir que a pessoa (especialmente os homens) pensem e sintam duma forma específica. De modo resumindo, o ginocentrismo não é totalitário.
O Ginonormativismo vai mais além. Usando o ginocentrismo como fundamento, o ginonormativismo dá prioridade ao ponto de vista feminino hierarquicamente dentro da cultura, tanto a nível político como a nível interpessoal, pressionando os homens em particular a adoptar o sistema de valores feminino como componente autêntico da sua personalidade. Desta forma, o ginonormativismo é totalitário. Podemos entender o feminismo como um projecto ginonormativo reconhecendo ao mesmo tempo que ele nunca poderia iniciar as suas operações sem uma pré-existente base ginocêntrica na cultura tradicional.
A ginonormativização faz parte imposição da supremacia feminina.
Embora eu não concorde com o ponto de vista de Fidelbogen em relação às relações entre os sexos - ele é um Men’s Rights Activist - acho que as definições de ginocentrismo e ginonormativismo
listadas em cima fazem sentido. O ginocentrismo é equivalente ao
patriarcado ao mesmo tempo que o ginonormativismo é equivalente ao
feminismo.
Para reformular as coisas, "O patriarcado é
a práctica de colocar a segurança, o conforto e o bem estar das
mulheres no centro da preocupação social ou política, estruturando a
vida no serviço objectivo de tais interesses."
Sim, isto soa bem e soa como uma descrição correcta do patriarcado. Certamente que era isto que o patriarcado deveria ser.
Note-se o ênfase que é colocado onde se lê "no serviço objectivo" das mulheres.
Isto significa que os interesses das mulheres têm que ser servidos com
base num critério objectivo, com base no que é realmente no melhor
interesse das mulheres, e não com base no que as mulheres querem ou exigem.
O homem é que determina o que é no melhor interesses das mulheres. O
patriarcado centra-se na autoridade masculina servindo os interesses
das mulheres, isto é, a autoridade masculina que melhor satisfaz as necessidades das mulheres.
Existe uma suposição vital subjacente à práctica do patriarcado de se focar nos interesses e nas necessidades das mulheres,
e ela é a de que as necessidades das mulheres e as necessidades das
crianças estão alinhadas. O propósito subjacente na elevação das
mulheres é o de providenciar, proteger e nutrir as crianças. Se por
algum acaso os interesses das mulheres e os interesses das crianças
entrarem em rota de colisão, então o patriarcado colocar-se-á contra a
mulher e do lado das crianças. Fundamentalmente, o patriarcado
encontra-se ao serviço das crianças, e as mulheres são elevadas pelo
patriarcado devido à sua associação com as crianças.
O patriarcado é ginocêntrico porque os homens são ginocêntricos. O
patriarcado é a expressão dos desejos e da natureza dos homens. São os
homens que criam e mantêm o patriarcado, e estabelecem as regras do
sistema social patriarcal. Devido a isto, é óbvio que o patriarcado é
uma expressão da natureza dos homens. Faz parte da natureza do homem
ficar encantado com as mulheres, apaixonar-se pelas mulheres, achar as
mulheres interessantes, buscar a aprovação das mulheres, olhar para si
mesmo como alguém que é bom para as mulheres, ser heróico aos olhos das
mulheres, ser admirado pelas mulheres, e controlar as mulheres.
Para os outros homens, os outros homens são companheiros,
colaboradores e
competidores, mas eles não são a base para um chamado superior em
favor do qual os homens irão canalizar as suas energias. O homem não se
irá sentir automaticamente protector em relação a outro homem
só porque ele é um homem; isto prende-se com o facto de, numa situação
normal, o homem ser independente e auto-suficiente para fazer as suas
coisas.
Quando os homens trabalham juntos, mesmo onde existe uma hierarquia
clara entre eles, os homens irão trabalhar juntos de modo a atingir
um propósito comum exterior e para além
deles mesmos. No entanto, quando o homem interage com uma mulher, ele
irá automaticamente assumir um papel protector em relação à mulher, e
será orientado rumo às maneiras através das quais ele pode prestar
algum tipo de assistência à mulher visto que o homem irá assumir que
a mulher precisa da sua ajuda, da sua assistência, da sua orientação e do seu apoio.
Neste sentido, o homem será automaticamente ginocêntrico visto que a
sua orientação está voltada para o bem estar das mulheres e não para o
bem estar de outros homens.
A estrutura social deve ser ginocêntrica porque a manutenção e o
apoio da unidade familiar é a prioridade maior da sociedade, e dentro do ambiente familiar, as
mulheres são as responsáveis primárias. São as mulheres que se encontram mais próximas das crianças, o
que significa que o apoio às crianças deve ser canalizado em direcção às mulheres
de modo a que elas usem os recursos a si conferidos para o bem estar
das crianças.
Embora as crianças sejam as beneficiárias finais do
sistema patriarcal, o apoio e a prioridade não podem ser directamente
dirigidos às crianças uma vez que elas são incompetentes para decidir
quais são as suas necessidades; para além disso, a maior parte das necessidades das
crianças são emocionais e sociais e elas exigem um adulto que as
disponibilize.
Se um sistema social desse prioridade para as necessidades e para os
interesses dos homens, isso não faria sentido algum visto que essa
situação iria canalizar recursos rumo ao sexo que menos contracto tem
com as crianças (o que levaria a um desperdício de recursos). Só um
sistema social ginocêntrico faz sentido visto que quando os recursos
são canalizados para as mulheres, estes recursos efectivamente e
eficientemente melhor servem os interesses das crianças.
No entanto, as coisas correm mal quando a sociedade deixa de ser ginocênctrica e passa a ser ginonormativa
- quando a sociedade deixa de ser patriarcal e passa a ser feminista.
Isto acontece porque, de modo a que o incentivo para disponibilizar os
recursos se mantenha, a pessoa que disponibiliza os recursos tem,
também, que ser a pessoa que determina como é que esses recursos irão
ser usados. Na cultura ginocêntrica o homem age em prol da mulher, mas
na cultura ginonormativa o homem opera sob a direcção da mulher.
Quando o homem opera com base nos seus valores e segundo a sua própria iniciativa, de modo a atingir os propósitos que ele estabeleceu
para si mesmo, então a sua motivação para providenciar para as mulheres
está segura e estabilizada. No entanto, se o homem está a agir segundo
as directrizes das mulheres, de modo a providenciar para as mulheres segundo o que ela quer e de acordo com o que ela dá prioridade,
então o homem tem um incentivo mínimo para prover para a mulher visto
que os objectivos do homem só serão avançados quando acontecer que haja
um alinhamento entre os objectivos dos homens e os objectivos das
mulheres.
Para além disso, a mulher não saberá o custo que as suas exigências
têm sobre o homem visto que não é ela que está a suportar o custo dos
benefícios que ela deseja. Dito de outra forma, ela não será capaz de
fazer um julgamento do quanto custa para o homem
o que ela exige que o homem providencie. Existe também o problema da
"borlista", onde a mulher pode fazer exigências ao homem que têm um
benefício mínimo para ela mas um custo enorme para ele, visto que, para ela, o benefício é gratuito uma vez que é o homem a disponibilizá-lo.
Todos estes conflitos que nascem devido ao facto do provedor dos benefícios - o homem - não estar no controle da forma como o
benefício é usado, levam a que os recursos e os investimentos dos
homens, feitos e disponibilizados para a sua família, sejam
desperdiçados. O homem sente então
que este desperdício dos seus recursos nada mais é que um abuso para
ele, e em resposta, pára de investir na sua família como forma de
evitar ficar em desvantagem e passar a ser uma vítima.
O resultado final disto é que o sistema patriarcal sustêm o
investimento dos homens nas mulheres e na vida familiar, permitindo que
a sociedade prospere, enquanto que o sistema feminista destrói o investimento dos homens na vida familiar, levando à degradação e à deterioração da família [ed: Exactamente o que o feminismo quer].
O ginocentrismo é uma expressão natural do amor dos homens pelas
mulheres, e é uma coisa saudável e positiva. O que é importante é que o
homem retenha o controle da situação familiar de forma a que o seu
sentido de liderança e de propósito dentro da família sejam mantidos.
Fonte: http://bit.ly/UaLXJ8

