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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Juízes ordenados a dar tratamento preferencial às mulheres

Foi dito aos juízes [Britânicos] que tratassem as criminosas de uma forma mais branda que os homens no momento em que eles vierem a estabelecer uma sentença. As novas directrizes declaram que as mulheres sofre "desvantagens" e que os tribunais "têm que levar estes assunto em conta".

As novas regras declaram que as criminosas normalmente têm uma má saúde mental ou têm pouca educação formal, não cometeram violência e têm crianças para cuidar. Segundo a "Equal Treatment Bench Book",

As experiências femininas como vitimas, testemunhas, e infractoras são, em muitos aspectos, diferentes das experiências masculinas. Estas diferenças ressalvam a importância dos sentenciadores terem estas coisas bem cientes quando estabelecem uma sentença.

A controversa sugestão veio do Conselho de Estudos Judiciários ("Judicial Studies Board"), que é responsável por treinar a judiciária. No passado, o conselho causou comoção ao sugerir que os Rastafaris têm crenças religiosas que os permite usar  canabis. Para além disso, o conselho tentou também banir dos tribunais palavras tais como "imigrante", "requerente de asilo", e até "Indiano Ocidental" alegando que são palavras ofensivas.

As últimas directrizes causaram também irritação, mas desta vez junto dos activistas que militam em prol das vítimas masculinas da violência doméstica. O "Bench Book" diz aos juízes que o problema "centra-se essencialmente na violência dos homens contra as mulheres", acrescentando ainda que "a realidade dos factos é que alguns dos incidentes físicos mais violentos são cometidos por homens contra as mulheres". O documento sugere ainda que os actos agressivos das mulheres contra os homens são "raros", afirmando também que "os homens e os parceiros em relações homossexuais podem também ser vítimas de violência".

No entanto, os activistas pelas vítimas masculinas da violência doméstica alegaram que os homens estão a ser tratados como cidadãos de segunda classe nestas novas directrizes. Eles ressalvam também uma análise aos números oficiais feitos pelo grupo "Parity", que concluiu na semana passada que 4 em cada 10 vítimas de violência doméstica são homens. Mark Brooks, do grupo ManKind, afirmou:

Para um documento que se centra na igualdade sexual, ele claramente deixa a impressão de que as vítimas masculinas são vistas como cidadãos de segunda classe quando, obviamente, todos deveriam ser vistos da mesma forma. É inaceitável que os homens, muitas vezes sofrendo em silêncio em casa, sejam exibidos como vítimas de segunda por parte daqueles que controlam o sistema legal. Admitir com má vontade que os homens podem também ser vítimas é varrer o problema para baixo do tapete, quando os próprios números do governo mostram que anualmente centenas de milhares de homens sofrem.

O estudo feito pelo grupo "Parity" baseia-se nas estatísticas do "Home Office" e da "British Crime Survey", as medidas criminais mais fiáveis por parte de Whitehall. O grupo disse que a proporção média de vítimas de violência doméstica do sexo masculino tem sido de 40%.

As directrizes actualizadas em torno da forma como as criminosas devem ser sentenciadas foi distribuída em Abril último na secção da "igualdade de género" [sic], e elas dizem:

As mulheres permanecem em desvantagem em muitas áreas públicas e privadas das suas vidas: elas estão sub-representadas na judiciária, no Parlamento, e em cargos de chefia um pouco por todos os empregos; e ainda existem diferenças salariais substanciais entre os homens e as mulheres.

Em relação às mulheres acusadas de crimes, o documento-directriz cita a Juíza Baronesa Hale, a única mulher entre os 11 do Tribunal Supremo, que se descreve como "ligeiramente feminista":

Actualmente é amplamente reconhecido que uma concepção de igualdade mal orientada resultou num tratamento desigual para as mulheres e para as raparigas.

As regras foram preparadas por uma equipa liderada pela juiza Dama Laura Cox, que escreveu:

Dificilmente pode ser considerado revolucionário o facto dos juízes terem que saber dos assuntos fulcrais para as vidas daqueles que se fazem presentes nos tribunais, e buscar formas de gerar juízes com esse conhecimento.

Fonte:  http://bit.ly/bwGZJD

* * * * * * *

Duas feministas colocadas em lugares-chave exercem o seu poder para perverter o normal curso da justiça (que deveria ser cega) de modo a que pessoas com uma configuração genética específica (XX) sejam tratadas de uma forma mais privilegiada do que pessoas com outra configuração genética (XY). Imagine-se a comoção que seria se um tribunal Europeu usasse outra configuração genética imutável (a quantidade de melanina na pele) para favorecer um grupo de pessoas acima de outras.

Mas então, porque é que um país Europeu, ou qualquer país, considera justo tratar melhor pessoas com um alinhamento cromossómico em detrimento das outras? O que há de tão especial no cromossoma XX que faz com que os crimes levados a cabo por pessoas com essa genetica vejam os seus crimes punidos com penas mais leves?

Este texto revela-nos um pouco mais da mentalidade por trás do "Equal Treatment Bench Book".





quinta-feira, 10 de julho de 2014

Grupo feminista não quer igualdade prisional


O projecto que teve início em Brighton na costa sul da Grã-Bretanha gere um conjunto de centros que organizam instalações de reabilitação comunitária para as mulheres. A pressão política levada a cabo por este grupo milita de modo a que esta abordagem seja aplicada numa escala mais ampla, visto que o mesmo grupo alega que esta metodologia se revelou mais eficaz.

Um proporção significativa sofreu também violência séria e contínua, ou violência sexual, quer em idade adulta quer em idade infantil.
– Inspire Women’s Project, Executive Summary.

Qual seria, então, o argumento para que as mulheres evitassem ir para a prisão? Este artigo publicado no ano passado resume muito bem o argumento feminista. O próprio título, "Mães & Prisão: As Alternativas" (“Mothers & Prison: The alternatives”), começa mal desde o início visto que é injusto alegar que as mães merecem um estatuto especial na mesma sociedade onde os homens não têm direitos de custódia iguais.

A partir daqui, o artigo só piora. Tal como muitas feministas, os argumentos usados pelo grupo Inspire usam o truque da omissão quando tentam  justificar o tratamento desigual para os criminosos do sexo masculino e para as criminosas do sexo feminino. Os apoiantes desta política afirmam que as transgressoras femininas são tipicamente de ambientes familiares desfavorecidos e abusivos. Muito provavelmente estão correctas, mas o que elas deixam de fora é que isto resume o ambiente familiar de virtualmente todos os homens na prisão. Uma história de violência e negligência é frequentemente o que caracteriza a vida inicial dum transgressor criminal reincidente. De mesma forma, uma larga proporção dos homens nas prisões sofreram, ou ainda sofrem, de doença mental - precisamente o mesmo argumento que a Inspire usa para as transgressoras do sexo feminino.

Ponderar sobre estes tópicos é tocar numa questão que deu trabalho aos filósofos e comentadores através dos tempos. Qual é o propósito do castigo? Será para reformar os indivíduos, ou infligir um castigo que envolve um sentido de satisfacção dentro da sociedade mais alargada? Será que é para intimidar o criminoso, e, através do exemplo, intimidar os outros membros da sociedade?

Convém ressalvar que a maior parte dos casos que são apresentados como forma de apoiar o argumento feminista são o produto da própria boca da transgressora. É um cliché bem conhecido que todos os criminosos são peritos na construção de histórias emotivas. Se eles tivessem essa possivbilidade, virtualmente todos os homens das prisões iriam alegar terem sido "vítimas" e que o seu caso merece algum tipo de simpatia. As mulheres que usam este tipo de argumentação têm a vantagem de ser complicado andar por uma rua duma cidade sem ver um poster duma mulher a sofrer algum tipo de injustiça, consequência duma sociedade que é rápida em olhar para a mulher como vítima.

Custa £45,000 manter uma mulher na prisão durante o ano inteiro - ao mesmo tempo que 45% de todas as mulheres que foram libertas em 2010 sob regime de custódia voltaram a transgredir no espaço de 12 meses.
 – site do Ministério da Justiça

É difícil ver de que forma qualquer um destes exemplos que a Inspire e os apoiantes com a mesma filosofia usam podem, de alguma forma, ser útil para justificar o tratamento desigual entre homens e mulheres; o que quer que seja dito das transgressoras e do tratamento que elas merecem é tipicamente verdade em relação aos transgressores (homens).

Será houve algum conjunto de regras universais feitas para excluir alguns transgressores do tratamento normal? Se o criminoso tem uma história de vida triste, será que ele deve evitar a prisão? Ou será que uma história de doença mental é motivo para não se ir para a prisão? Se sim, então preparem-se para retirar 90% dos transgressores do sexo masculino das prisões e colocá-los dentro da população geral. Sem dúvida que a curto prazo isso iria poupar dinheiro, visto que o elevado custo de manter as mulheres na prisão é um argumento usado pelas feministas para conferir tratamento especial às mulheres. No fundo, este argumento falha o mesmo teste básico de todos os argumentos que militam por tratamento injusto visto: tudo o que possa ser dito das mulheres pode também ser dito dos homens transgressores.

No fundo, algumas pessoas podem debater se a sentença comunitária, em oposição à detenção, é uma "opção suave", e a maior parte da retórica emprega fraseologia tal como "duro esquema comunitário". Um teste simples seria oferecer a cada criminoso sentenciado a escolha de ir para a prisão ou cumprir uma sentença comunitária. É preciso levar em conta que quando chegar a altura do criminoso enfrentar a cadeia, normalmente ele já está suficientemente familiarizado com o sistema de justiça de forma a fazer uma decisão informada. Segundo os apoiantes dos esquemas-específicos-para-as-mulheres, os criminosos não revelariam qualquer tipo de preferência pela sentença comunitária em vez da prisão.

E mesmo que sejam encontradas diferenças na eficácia das sentenças comunitárias para os homens e para as mulheres, isso não mudaria nada. Se ficasse provado que a taxa de reincidência criminosa entre os homens que haviam cumprido uma sentença comunitária era mais elevada, as feministas iriam alegar que isso era uma evidência forte de que o serviço comunitário não era abordagem correcta para os homens. No entanto, se ficasse provado que a reincidência das criminosas era maior entre aquelas que haviam cumprido serviço comunitário, as feministas alegariam que isso era evidência de que as mulheres criminosas precisavam de um apoio maior. Não há forma de vencer esta lógica.

Uma experiência intelectual pode ser usada para esclarecer ainda mais o assunto. Imaginemos que era descoberto que durante os anos 70, na África do Sul, o governo havia declarado que os brancos iriam receber um tratamento diferente dos negros caso ambos levassem a cabo o mesmo crime. Poderia ser alegado que os brancos eram menos susceptíveis de se envolverem em actividades criminosas e que a minoria que se envolvia era tipicamente vitima das dificuldades e da pobreza. Mais ainda, medidas tais como a educação e o serviço comunitário pareciam ser mais eficazes do que a prisão entre os criminosos brancos. Será que serias capaz de viver com isso?


* * * * * * *

Um dos propósitos do feminismo é separar as mulheres das consequências do seu próprio comportamento, elevando assim as mulheres para uma artificial posição de impunidade moral que só lhe faz mal. Esse é um dos propósitos do aborto. Agora, ficamos a saber que as feministas não querem que as mulheres sejam presas, mesmo que cometam exactamente o mesmo crime que os homens. Ou seja, as feministas querem "igualdade" de regalias com os homens, mas não querem igualdade de responsabilidade.

O propósito final disto, obviamente, não é ajudar as mulheres (porque pessoas a quem não são exigidas responsabilidades, mais cedo ou mais tarde, entram em rota de auto-destruição) mas sim destruir ainda mais os relacionamentos entre os homens e as mulheres, causando a que os homens comecem a olhar para as mulheres da mesma forma que todas as pessoas que foram vítimas de injustiça olham para quem beneficiou com a injustiça.



segunda-feira, 26 de maio de 2014

O mito do "socialismo sueco"

Por João José Horta Nobre, Mestre em História Contemporânea

"Se o homem procurasse ser bom tanto quanto se esforça por parecê-lo, sê-lo-ia, sem dúvida." - Cristina da Suécia (1626 - 1689)

A Suécia tem sido apontada nas ultimas décadas por inúmeras "mentes brilhantes" ou simplesmente ingénuas como um exemplo perfeito do "socialismo que deu certo". Na realidade, nada poderia estar mais longe da realidade e esta falsa concepção não passa mesmo de um "puro mito"[1] como o economista brasileiro Rodrigo Constantino a descreveu recentemente e muito bem.

Sim, é verdade que o modelo sueco "deu certo", mas tal não se ficou a dever a nenhum modelo socialista ou neo-socialista.

Bem pelo contrário, se os suecos hoje podem desfrutar de um país maravilhoso e com uma economia que lhes proporciona largos privilégios, isto deve-se antes de mais ao capitalismo e a uma simples, competente e boa governação da sua própria casa, onde aliás, a maioria dos suecos com os pés bem assentes na terra nunca considerou necessário andar a praticar regicídios, a derrubar monarquias ou a fazer revoluções para impor "os amanhãs que cantam" a bem ou a mal...

O pesadíssimo Estado de bem-estar social que hoje existe na Suécia só foi possível de criar graças à pujança do capitalismo sueco e às boas políticas educativas e económicas que tradicionalmente têm caracterizado essa nação escandinava.

Mas nem tudo tem sido um "mar de rosas" para os suecos, bem pelo contrário, o exagerado peso do welfare state que existia na Suécia no final dos anos 1980 levou a que o mesmo tivesse falido logo no início da década de 1990.

A solução para a crise não foi o socialismo, mas sim uma reformulação parcial do "capitalismo à sueca". Reformou-se o Estado, fizeram-se algumas privatizações, flexibilizou-se mais o mercado de trabalho[2] e o resultado é o que está hoje à vista de todos.

A Suécia continua a ser uma economia pujante e com um forte Estado Social que é continuamente repensado à medida das capacidades da economia sueca e não à medida de certas e determinadas correntes ideológicas que fazem lobby junto do poder político e usam sindicatos como "correias de transmissão" dos partidos, como é lugar-comum em Portugal e outros países do Sul da Europa.

Uma interpretação muito comum, mas errada quando se fala do Estado Social na Suécia, é a ideia de que este foi um produto exclusivo da esquerda e que anteriormente às ideias socialistas que germinaram no século XIX, não existia qualquer tipo de Estado Social nesse país.

Na realidade, foi a Igreja sueca que lançou as primeiras pedras na construção do Estado Social sueco, quando esta instituiu em 1734 a obrigação de cada paróquia ter um asilo para os mais desfavorecidos e economicamente carenciados.

Até ao início da segunda metade do século XIX a Suécia manteve-se um país relativamente pobre e subdesenvolvido no quadro da Europa que tinha já então iniciado a sua industrialização nos países economicamente mais avançados.

Tudo isto começou a mudar na década de 1860[3] quando se levaram a cabo reformas económicas que deram início à industrialização na Suécia.

O acesso a infra-estrutura barata e a elevada procura, contribuíram para que a industrialização do país tivesse avançado a passo rápido, em conjunto com uma política económica que promovia o crescimento, a abertura ao exterior, a liberdade de imprensa e a desregulamentação.

Até ao início do século XX a Suécia manteve um crescimento económico acelerado, para o qual contribuíram também as inovações e esforços trazidos por vários inventores e empreendedores suecos.

O surgimento de empresas como a Volvo (1927), a Saab (1937) e a Ericsson (1876) são um exemplo vivo daquilo que foram as últimas décadas do século XIX e as primeiras do século XX para a economia sueca.[4]

A Suécia deixou assim de ser apenas um país rural, atrasado e com uma economia baseada quase exclusivamente na agricultura e pescas, para se transformar numa Nação moderna, pautada por um forte processo de industrialização e urbanização.

Deve-se também ter em conta que a Suécia é um país que desde 1809 não participa em nenhuma guerra e este factor em conjunto com o facto de ter tido o maior crescimento de renda per capita do mundo entre 1870 e 1950, levou a que a Suécia se transformasse numa das nações mais prósperas do Globo.[5]

É nesta prosperidade, baseada no modo de produção capitalista que assenta o Estado Social sueco e não num hipotético socialismo, Neo-Socialismo ou "Socialismo Sueco" como alguns têm pretendido por motivação ideológica.

A revista Life descreveu em 1938 a Suécia como sendo o país com o "padrão de vida mais elevado do Mundo".[6] Padrão este, volto a repetir, que nunca teve nada de socialista ou se baseou sequer em qualquer tipo de modelo socialista ou marxista.

A Suécia foi também o primeiro país do mundo a recuperar da Grande Depressão de 1929 e o facto de ter conseguido manter a sua neutralidade durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial permitiu-lhe evitar a destruição e morte que arruinou economicamente muitos outros países da Europa durante décadas e abriu as portas à nefasta ocupação soviética a outros tantos.

O boom económico que tomou conta da Europa no pós-guerra e que ficou conhecido como o período dos "Trinta Gloriosos" por só ter terminado com a crise do petróleo em 1973, conferiu ainda mais prosperidade e pujança à já muito forte economia sueca.

Basta ter-se em conta que em 1970 a Suécia ocupava normalmente o terceiro lugar nos rankings mundiais comparativos de rendimento per capita.

No entanto, os problemas não tardaram a começar. A crise do petróleo de 1973 e o fim dos "Trinta Gloriosos" não deixou a Suécia, nem nenhuma outra economia da Europa imune aos seus efeitos.

As consequências foram um abrandamento da subida do padrão de vida na Suécia, a que se seguiu a grave recessão económica do início da década de 1990 e que como já foi dito, obrigou a uma reforma do Welfare State sueco, que entretanto se havia tornado demasiado pesado e desajustado em relação à realidade económica que o país vivia.

Os problemas económicos trazidos por um Estado Social demasiado pesado são notórios se tivermos em conta que entre 1950 e 1975 a despesa do Estado sueco em políticas sociais subiu de 20% para 50% do Produto Interno Bruto (PIB).

Estas despesas sociais tiveram um óbvio papel positivo em termos do bem-estar material e educativo que trouxeram ao povo sueco. Porém, em termos económicos o resultado foi que a Suécia se transformou num país menos competitivo em termos globais, com uma inflação imparável e o Krona a sofrer constantes desvalorizações.[7]

A situação só terminou definitivamente com a recessão da década de 1990 que obrigou os políticos suecos a efectuarem reformas urgentes, caso contrário, o país nunca mais sairia da espiral de decadência económico-social em que havia entrado.

Após a crise da década de 1990, a Suécia recuperou alguma virilidade em termos económicos, mas o país está longe dos seus tempos áureos da primeira metade do século XX quando a economia crescia a um ritmo muito elevado.

Por outro lado, a quantidade de imigrantes extra-europeus que a Suécia acolheu nas últimas décadas (que em muitos casos não se querem integrar e a maioria dos suecos também não os quer ver integrados na sua sociedade, mas isso já é outra história...), associado à crise de natalidade e aos choques étnicos e culturais que inevitavelmente se irão agravar num futuro a curto/médio prazo, levam a que o Estado Social sueco tenha perante si tremendos desafios e muito provavelmente irá entrar em crise profunda algures dentro dos próximos 20 a 30 anos, isto caso não se efectuem reformas estruturais de fundo no país e na economia.

Pessoalmente e dadas as actuais condicionantes socio-económicas da Suécia e baseando-me numa análise dos dados científicos actualmente disponíveis, não acredito que o "paraíso sueco" possa ter sustentabilidade para se aguentar para além do ano de 2050, isto na melhor das hipóteses...

É à esquerda e às organizações e lobby's esquerdistas que interessa mais perpetuar o mito sueco do "socialismo que deu certo". Estas organizações, lobby's e partidos têm desde sempre tentado monopolizar para si todo o papel na construção do Estado Social na Suécia, quando na realidade e como já foi demonstrado, foi a Igreja sueca que lançou as primeiras pedras na construção do Estado Social no país logo em 1734 e foi o capitalismo que construiu a Suécia moderna e não um hipotético "socialismo sueco", ou outro qualquer modelo de socialismo como alguns pretendem.

O socialismo, aliás, tem sido um fracasso em larga escala por todo o lado onde se tentou implantar até hoje. Não é por isso exagero dizer-se que se trata de uma doutrina incompetente tanto do ponto de vista social, como do ponto de vista económico.

Para aqueles socialistas e restantes esquerdistas que argumentam que Portugal necessita de um "socialismo à moda sueca" para resolver os seus actuais problemas económico-financeiros, o melhor seria esses senhores atentarem nos dados do Index of Economic Freedom compilados pela Heritage Foundation onde a Suécia ocupa o 20º lugar, Portugal ocupa o 69º lugar e o Brasil ocupa o vergonhoso 114º lugar.[8]

O que estes dados permitem concluir é que a Suécia não é um país socialista de forma alguma, mas sim um país capitalista (e muito bem sucedido na sua prática) e a léguas de Portugal e do Brasil em termos de política económica e competência da classe política.

Por todo o lado onde as políticas socialistas germinam, o que se vê é a pobreza e a miséria e a tendência é sempre a mesma: As economias socialistas caiem primeiro num ciclo vicioso de estagnação e crise económica à qual os governos respondem com mais socialismo ao qual se segue mais miséria, mais pobreza e mais estagnação até à implosão total da economia.

Não há volta a dar, o socialismo é sob todos os pontos de vista um programa falhado e isso já foi demonstrado inúmeras vezes ao longo da história.

Se a Suécia fosse de facto um país realmente socialista como a esquerda pretende (e que Deus a livre de alguma vez cair em tal peçonha!), já há muito que a economia sueca teria implodido e o país hoje seria uma espécie de Cuba escandinava.

O Estado Social de que os suecos hoje desfrutam foi construído em cima da prosperidade trazida pelo capitalismo e apenas o capitalismo poderá permitir a manutenção do mesmo, algo que na minha óptica e como já o afirmei, não julgo ser possível de sustentar para além de 2050 dadas as actuais condicionantes, mas isso já é outra história...

Notas:

[1] CONSTANTINO, Rodrigo - Suécia Não Quer Saber de Sediar Olimpíadas Porque o Custo é Muito Alto . Veja, 22 de Janeiro de 2014, Link: http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/corrupcao/suecia-nao-quer-saber-de-sediar-olimpiadas-porque-o-custo-e-muito-alto/

[2] CONSTANTINO, Rodrigo - Suécia Não Quer Saber de Sediar Olimpíadas Porque o Custo é Muito Alto . Veja, 22 de Janeiro de 2014, Link: http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/corrupcao/suecia-nao-quer-saber-de-sediar-olimpiadas-porque-o-custo-e-muito-alto/

[3] KARLSSON, Stefan - The Swedish Myth . Ludwig von Mises Institute. 07 de Agosto de 2006, Link: http://mises.org/daily/2259

[4] KARLSSON, Stefan - The Swedish Myth . Ludwig von Mises Institute. 07 de Agosto de 2006, Link: http://mises.org/daily/2259

[5] KARLSSON, Stefan - The Swedish Myth . Ludwig von Mises Institute. 07 de Agosto de 2006, Link: http://mises.org/daily/2259


[7] KARLSSON, Stefan - The Swedish Myth . Ludwig von Mises Institute. 07 de Agosto de 2006, Link: http://mises.org/daily/2259

[8] 2014 Index of Economic Freedom . Heritage Foundation. Link: http://www.heritage.org/index/ranking 





sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O mito da opressão da mulher.


Há cerca de 40 anos atrás, as feministas desbravaram caminho até captar a atenção do mainstream, lançando uma ofensiva gigantesca contra o que elas chamaram de "sistema patriarcal" que [supostamente] há séculos que oprimia as mulheres. Criando uma imagem das mulheres como seres sem poder e totalmente subjugadas, elas atacaram os homens com um zelo missionário análogo ao dos abolicionistas, e com uma mensagem essencialmente idêntica. Resumidamente, as mulheres eram escravas e os homens eram os donos, e como consequência, elas exigiram a emancipação e têm feito exigências desde então.

As feministas fizeram um excelente trabalho no lançamento de tudo isto, o que pode ser um testemunho da verdade inerente das suas ideias. Ou então pode ser outra coisa - tal como o facto delas já terem tanto poder que poucos estavam dispostos a questionar o que elas diziam. Vocês podem apostar na ultima opção porque até a análise remotamente objectiva dos factos leva-nos até à conclusão muito mais razoável: as mulheres nunca foram oprimidas. Nem de perto nem de longe.

Não sou historidor mas frequentei algumas aulas de história antes de finalizar o ensino médio. Quando eu tinha 13 anos, eu já sabia o que era opressão, e para minha grande sorte quando eu tinha 13 anos, vivia numa altura em que as pessoas ainda sabiam o que não era a opressão.

A opressão tem características bem óbvias, tais como a tortura e a morte: tal como chicotes e correntes; camaras de gás e campos da morte. A opressão é um mapa de cicatrizes na parte anterior duma mão habituada ao trabalho do campo - mão essa adquirida num leilão. Opressão é a corda amarrada a um ramo duma árvore em plena luz do dia que é usada para sufocar a vida de alguém cujo "crime" foi ter a cor "errada". É a mancha indelével sobre a humanidade, vazia de compaixão, desumanizadora do opressor e do oprimido. E a evidência dela é tão ofensiva para as sensibilidades modernas que nós preservamos provas dela como lições para as gerações futuras.

Agora, quando comparamos essas coisas com o mundo histórico das mulheres, que era em larga escala um mundo onde ela era protegida e era provida, ficamos com uma imagem totalmente diferente. O mundo das mulheres não é um mundo das "oprimidas" mas das privilegiadas, e isto faz-nos avançar com perguntas que têm que ser respondidas. Por exemplo, quantas vezes na história alguma vez tivemos escravos com a prioridade nos barcos salva-vidas? Quais eram os donos que eram obrigados a ir para a guerra para protegerem a vida dos seus escravos? Quantos opressores rasgaram o seu corpo de modo a que pudessem providenciar comida e abrigo para aqueles que eles oprimiam? Zero, parece ser uma boa resposta. 

Isto também me faz perguntar o seguinte: quantos donos tiveram que se ajoelhar perante os seus potenciais escravos, munidos de ouro e de jóias, para pedir permissão para serem os seus donos? Quantos escravos poderiam, responder com um "não", esperando por uma proposta melhor? (...)

Não é coincidência o facto das feministas terem atacado o casamento como uma instituição opressora. Apontar para o nada e fazer muito barulho tem funcionado muito bem para elas. E devido a isso, numa raiva colectiva de activismo neurótico, elas atacaram a única instituição que tem servido como a maior fonte de apoio e protecção para as mulheres (mais do que qualquer outra). Elas ficaram obcecadas por caracterizar a caminhada nupcial pelo corredor matrimonial como um caminho para a opressão, o "Percurso das Lágrimas" de cada mulher. Seria impossível pagar uma mentira destas mesmo que se fosse o Bill Gates.

"Hey!", grita a feminista, "E então o direito de voto? As mulheres não tinha permissão para votar! Isso era opressão!". Bem, na verdade não era, e tudo o que precisamos de fazer é olhar para a história do direito ao voto nos EUA para o provar.

No princípio, quase ninguém podia votar visto que o direito de voto estava reservado aos homens brancos que possuíam terras, o que deixava quase todos os homens e todas as outras pessoas de fora da lista de votantes. Isto nada diz de especial em relação às mulheres. Se isto era opressão, então quase todas as pessoas eram oprimidas. É bem provável que os Americanos não se tenham apercebido disso, ocupados que estavam a festejar a sua recente liberdade.

De qualquer forma, à medida que o tempo foi passando, e porque homens com bons valores morais escreveram uma constituição espantosa, o direito de voto foi alargado para outros grupos. Primeiro, para os homens que não possuíam terras, e depois para outros grupos étnicos e mais tarde para as mulheres. Ainda mais tarde, a idade de votação foi reduzida, o que permitiu que outro grupo numeroso se juntasse ao grupo de votantes. E hoje discute-se se o direito de voto deve ou não alargar-se para contemplar os imigrantes ilegais. (...)

Para além disso, quando se trata do direito ao voto, temos que considerar que havia algo parecido com um câmbio para as mulheres - tal como a exclusão feminina de zonas de combate, e o facto dos homens terem que entregar o fruto do seu trabalho às mulheres e estaren prontos a morrer por elas sempre que fosse preciso. Talvez não tenha sido uma troca justa, especialmente para os homens. Mas e a evidência da opressão da mulher? Os comediantes pagam por material humorístico que nem de perto nem de longe chega a ser assim tão engraçado.

O mesmo acontecia com a posse de terras visto que muitas mulheres não tinha permissão para as possuir . . . pelo menos durante algum tempo. Talvez isso estivesse relacionado com o facto de serem os homens os construtores das casas para as mulheres, ou talvez os nossos ancestrais se tenham apercebido de que os homens de quem se esperava que enfrentassem as balas como forma de proteger a terra eram os donos mais merecedores. Quem sabe da insanidade que nos atormentava antes do feminismo nos devolver a razão?

Quaisquer que fossem os motivos, essas regras não duraram muito tempo. Para além disso, o facto de não serem capazes de possuir terra era aligeirado pelo facto das mulheres poderem escolher os homens que lhes pudessem dar essas mesmas terras (através da opressiva instituição do casamento).

Eu sou suficientemente velho para me lembrar das regras mais antigas para os homens: "Trabalha arduamente e toma conta das mulheres. Fica disponível para sacrificares a tua vida por elas. Cuidado com o que dizes na presença duma senhora. Dá-lhe o teu lugar, mesmo que ela seja uma desconhecida. O mesmo para abrir as portas e acendendo um cigarro. Toca-lhe de forma errada e és um homem morto." Não é desta forma que as pessoas oprimidas são tratadas.

Mas nós temos outra palavra para aquelas suficientemente sortudas para beneficiarem deste tipo de padrões. Realeza. Não cunhamos o termo "princesa" para as mulheres sem bons motivos para o fazer. Com algumas excepções, este tem sido o padrão dourado no tratamento das mulheres. O facto disto esta a mudar - isto é, o facto dos homens começarem a colocar travões em muitos actos de cavalheirismo - é mais um exemplo que demonstra como o feminismo prejudica as mulheres.

Acidentes acontecem - especialmente ferimentos auto-infligidos - em pessoas que brincam com as armas quando não sabem o que fazem. No entanto tenho que dar crédito às feministas por terem tido a capacidade de fiar com uma linha selvagem. Pegar numa classe privilegiada de pessoas e convencer o mundo de que elas são vítimas, foi uma obra de arte. Mas isto só foi bem sucedido devido ao mandato masculino presente na cultura ocidental de sempre dar às mulheres o que elas querem sem questionar. Se as coisas acontecessem de outra forma, a pletora de ideias feministas teria-se curvado perante o peso opressivo da desonestidade não verificada.

Mesmo assim, a nossa atitude anti-natural de as apoiar preparou as coisas de modo a que as mulheres ultrapassassem os homens em todos os aspectos da vida. Actualmente, as mulheres são mais educadas do que os homens [ed: facto causado pela atitude anti-homem presente nos instintutos de ensino], e têm também a maior parte dos empregos. Nada sugere que isto faça algo menos que favorecer ainda mais as mulheres. E tudo isto como fruto duma ideologia que se encontra firme como um castelo de cartas, e que ainda deve a sua existência ao facto do vento ter tido medo de soprar na sua direcção e destruir todo o edifício.

Saúdo as feministas pelo seu trabalho astuto e bem feito, mas vencer uma corrida é fácil quando se começa com um pé sobre a linha de chegada e todas as outras pessoas fingem que não viram nada. .



domingo, 22 de dezembro de 2013

Biologia supera ideologia

[PT-BR]

O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO) negou a trabalhador o direito ao intervalo de 15 minutos entre a jornada de trabalho e o horário extraordinário, previsto no art. 384 da CLT especificamente para trabalhadoras mulheres, e o condenou a pagar multa por litigância de má-fé, por ter pleiteado direito sabidamente indevido.

O motorista de caminhão, que trabalhava para a Cooperativa Central dos produtores rurais de Minas Gerais Ltda (Itambé), interpôs recurso no Tribunal contra decisão da juíza Fabíola Evangelista, que negou o benefício. Ele alegou que “é vedado distinguir homens e mulheres”.

A relatora do processo, desembargadora Kathia Albuquerque, acompanhou entendimento do Tribunal Superior do Trabalho no sentido de que a proteção especial à mulher, prevista no art. 384 da CLT, foi recepcionada pela Constituição Federal e não é extensiva aos trabalhadores do sexo masculino.

A relatora cita vários julgados do TST em que o órgão ressalta que embora homens e mulheres sejam iguais em direitos e obrigações, “diferenciam-se em alguns pontos, especialmente no que concerne ao aspecto fisiológico, merecendo, portanto, a mulher, tratamento diferenciado quando o trabalho lhe exige um desgaste físico maior, como nas ocasiões em que presta horas extras, razão pela qual somente elas têm direito ao intervalo de quinze minutos antes do início do período extraordinário”.

A magistrada concluiu que o motorista, sendo do sexo masculino, não faz juz à fruição do referido intervalo nos dias em que houve prorrogação da jornada legal. Ainda, acolhendo sugestão do desembargador Geraldo Rodrigues do Nascimento, a Turma decidiu condenar o trabalhador por litigância de má-fé, por ter pleiteado direito sabidamente indevido. Assim, ele terá de pagar multa no valor de 1% sobre o valor da causa, conforme o art. 18 do Código de Processo Civil. Ainda conforme a decisão, a empresa Itambé foi condenada a pagar horas extras devidas ao trabalhador.

Processo: 0002009-83.2012.5.18.0002

Lídia Neves - Núcleo de Comunicação Social
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Portanto, os homens e as mulheres devem receber o mesmo tratamento, excepto se a mulher puder ser favorecida. 

Se as feministas realmente lutassem pela igualdade de direitos e de obrigações entre homens e mulheres, elas colocar-se-iam do lado do homem em questão, e exigiriam que ele tivesse o mesmo direito que as mulheres. Mas, como já ficou mais do que óbvio, o feminismo não milita pela igualdade mas sim pelo favorecimento da mulher [esquerdista].



segunda-feira, 20 de maio de 2013

Suécia e o imposto misândrico




Existe uma cidade universitária no norte da Suécia chamada Umeå cuja Câmara Municipal tem um comité de igualdade. Este comité colocou sobre a mesa um debate em torno da imposição de taxas por sexo, especificamente uma taxa sobre os homens.  O que é interessante é a justificação que é dada para a imposição desta taxa especial sobre os homens:
Umeå será município sueco que mais trabalhará em prol da igualdade - município esse onde os homens e as mulheres terão o poder de moldar as suas vidas e moldar a sociedade em termos iguais, com a mesma influência e as mesmas oportunidades de viver vidas financeiramente independentes.
Se por acaso vocês se questionam do porquê eu escrever tanto sobre a Suécia, isso prende-se com o facto deste país expressar de modo claro e aberto os princípios liberais.

Um dos propósitos do liberalismo é autonomia individual.  Por autonomia entenda-se a capacidade individual de auto-determinar a sua própria vida e ser independente. A igualdade significa que os indivíduos possuem o mesmo nível de autonomia: o mesmo "o poder de moldar as suas vidas" e "as mesmas oportunidades de viver vidas financeiramente independentes."

Os Suecos estão convencidos de que a autonomia e a independência são obtidas através das carreiras profissionais e através do dinheiro. Devido a isto, a igualdade para as mulheres significa que as mulheres devem-se comprometer de igual modo com as suas carreiras e devem receber pelo menos as mesmas somas de dinheiro que os homens.

Partindo deste ponto, o comité da igualdade de Umeå está absolutamente convencido de que é uma enorme injustiça as mulheres passarem mais tempo que os homens com os seus filhos. Os homens têm que ter a sua quota parte na licença de parto, se é para que a igualdade exista.

Semelhantemente, o comité da igualdade de Umeå acredita que a justiça requer que as mulheres sejam feitas, de modo perfeito, financeiramente independentes dos homens através da garantia de ganhos iguais (mesmo que isto signifique taxar mais os homens como forma de reduzir o dinheiro que os homens trazem para casa).

Como consequência desta forma de pensar, deparamo-nos com ideias como esta:
Os objectivos gerais da igualdade de género do município Umeå são: criar oportunidades de modo a que as mulheres e os homens tenham o poder de moldar a sociedade e as suas próprias vidas.
Um factor importante da igualdade de género é a independência económica. Consequentemente, será que não é hora de introduzirmos uma taxa de género? A taxa genética seria feita de modo a que os homens pagassem impostos mais elevados uma vez que persistem ainda diferenças salariais sem explicação na ordem dos 7% em favor dos homens.

Mas existem mais motivos que levam a que haja uma diferença mensal entre os ordenados dos homens e das mulheres de cerca de 4,500 kronor. Estes motivos centram-se nas escolhas que temos que fazer e como estas escolhas são valorizadas. As mulheres ainda ficam com a maior parte da licença de parto, para além de terem mais trabalhos em regime de part-time e desempenharem mais trabalho não remunerado em casa. (...) É importante falar desta injustiça e assumir as responsabilidades.

Será que devemos ser economicamente e financeiramente independentes? Como é que chegaremos lá? Será a taxa da igualdade a única opção? Ou será que existem outras vias?

Fechar a diferença salarial, desafiar as estruturas e trabalhar activamente para uma distribuição igual do trabalho não remunerado, quebrar com a segregação sexual que existe no mercado de trabalho, garantir que os pais levam a cabo uma proporção maior da licença de paternidade, desafiar as nossas próprias crenças e ter coragem para ver as coisas tal como elas são e não como nós pensamos que são.

... Um município onde todas as mulheres e todos os homens têm o poder de moldar as suas vidas e moldar a sociedade da mesma forma, com o mesmo poder e com a mesma voz, de modo a que tanto as mulheres como os homens sejam capazes de viver financeiramente independentes durante toda a sua vida.
A maior parte dos países ocidentais segue esta linha de pensamente, mesmo quando não são tão frontais na sua exposição. 

Eu considero esta posição uma visão estéril da sociedade, uma onde se assume que as mulheres perdem algo quando os homens se dedicam ao papel de provedor, e uma onde o propósito não é uma união mais próxima e complementar entre os homens e as mulheres mas sim o máximo de independência.

É também uma visão que assume que a maternidade é um factor negativo na vida da mulher - um potencial impedimento para a aquisição de dinheiro e independência - e que como tal, esse papel tem também que ser delegado igualmente aos homens.

Este tipo de liberalismo, quando analisado até aos seus propósitos essenciais, centra-se na carreira profissional e no dinheiro e nada mais. É uma expressão reles e desanimada da cultura Ocidental.

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A Suécia está um bom bocado mais avançada no seu feminismo, e como tal, medidas que colocam impostos mais altos sobre os homens são consequência lógica desse avanço. Obviamente que nós podemos ver que esta medida é misândrica substituindo "homens" por "negros" ou "chineses" ou outra etnia qualquer. Colocar fardos financeiros superiores sobre um grupo social apenas e só devido à sua composição genética está errado; mas dentro da forma de pensar feminista faz todo o sentido.
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sábado, 11 de maio de 2013

Louise Pennington admite que as feministas não querem igualdade mas supremacia


As feministas alegam que o feminismo centra-se na igualdade. Os MRAs ("Men's Rights Acivists") e muitos outros anti-feministas sabem que o feminismo centra-se na supremacia feminina e não na igualdade. Louise Pennington, escrevendo para o Huffington Post, admite isso mesmo (que feminismo = supremacia feminina) e defende que a "igualdade" nada mais é que cortina de fumo feita para impedir a libertação das mulheres:
O meu feminismo original centrava-se na igualdade: as mulheres eram iguais aos homens e tudo o que nós precisávamos eram de leis que forçassem os misóginos a parar de ser misóginos. À medida que vou envelhecendo, mais vou acreditando que a "igualdade" nada mais é  que uma cortina de fumo feita para impedir a verdadeira libertação das mulheres. A igualdade perante a Lei não significa nada quando a violência é endémica.
E o que é a "verdadeira libertação da mulher"? Nada mais que o supremacismo feminino. Uma vez que Pennington é, ao mesmo tempo, contra a igualdade entre homens e mulheres e presumivelmente contra a inferioridade das mulheres perante os homens (visto que desta forma as mulheres não estariam "libertas"), a única opção que sobra é a dela apoiar a supremacia feminina. Isto é confirmado pelo ataque que ela faz à igualdade perante a lei:
O feminismo necessita mais do que a igualdade. Requer a libertação. Requer a libertação de TODAS as mulheres da violência masculina.
Apesar de se saber que a total eliminação do crime (ou da violência) seria impossível, os governos têm desencadeado uma guerra contra o crime desde que os governos começaram a existir. A única forma de se tentar fazer tal coisa (acabar com o crime) seria criar um estado-policial com características nunca vistas até hoje - nem na União Soviética. Nem o socialismo nem o estado-policial da União Soviética foram suficientemente totalitários e suficientemente supremacistas femininos para os gostos da Louise Pennington porque os socialistas afirmavam lutar pela igualdade e pela ideia dos homens e as mulheres terem os mesmos direitos. 
Até dois anos atrás, eu identificar-me-ia como uma feminista-socialista, embora eu soubesse que a opressão estrutural contra as mulheres estava em crescimento. A misoginia implacável e a apologia da violação sexual por parte da Esquerda fez-me reconsiderar a minha posição política, tal como a criação do "Feminist/Women’s Rights" na Mumsnet.
Quanto mais eu lia a Mumsnet, mais feminista radical me tornava. Comecei a ler Andrea Dworkin, Natasha Walters, Kate Millett, Susan Faludi, Susan Maushart, Ariel Levy, Gail Dines, Germaine Greer, e Audre Lorde. Aprendi mais sobre o femicídio cultural e comecei a ler só livros de ficção escritos por mulheres: Isabel Allende, Alice Walker, Maya Angelou, Kate Mosse, Margaret Atwood, Kris Radish, Barbara Kingsolver, e Andrea Levy entre muitas outras. Comecei a ler mais sobre a vida das mulheres e sobre o poder da genuína irmandade.
O meu feminismo, tanto a definição como o activismo, alteraram-se de modo dramático durante os últimos 18 anos. Hoje, eu classifico-me como uma feminista pró-radical anti-capitalista uma vez que acredito que a fonte da opressão da mulher é a violência masculina perpetuada pelas estruturas da nossa economia capitalista. O Patriarcado pode pré-datar o capitalismo mas nós não o conseguiremos destruir sem destruir ao mesmo tempo o capitalismo.
Nem sempre me sinto como uma "feminista genuína" ou uma feminista "suficientemente boa". Tudo o que sei é que sou uma feminista que acredita de modo verdadeiro que as mulheres têm o poder de libertar todas as mulheres da violência masculina; de modo fiundamental, esse feminismo centra-se no poder da irmandade.
O meu activismo feminista envolve privilegiar as vozes femininas acima das vozes masculinas. Hoje em dia eu só leio livros escritos por mulheres. Tento obter as notícias do mundo actual de sites femininos e de jornalistas tais como Soraya Chemaly, Samira Ahmed, Bidisha, Helen Lewis, Bim Adewunmi, e Sarah Smith.
No Twitter e no Facebook só sigo jornalistas que sejam mulheres. Dou o meu apoio a organizações que colocam as experiências femininas no centro do debate público: "Women Under Siege", "The Everyday Sexism Project", e "The Women’s Room UK".
Pennington afirma que ela está a dar privilégio às mulheres acima dos homens. Isto não se esgota no que ela lê ou no seu activismo. Através do seu artigo, Pennington não ataca uma ideia vaga da "igualdade"; ela ataca noções específicas de igualdade, nomeadamente, a igualdade perante a lei. Ser contra a igualdade perante a lei significa que Pennington quer elevar as mulheres acima dos homens aos olhos da lei (que é o aspecto mais importante da supremacia feminina).

O texto não deixa dúvidas de que Pennington é uma supremacista feminina, e de que o feminismo se centra no supremacia feminina.

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Especialmente dedicado aos idiotas úteis que contraditoriamente se identificam como "homens feministas".



terça-feira, 23 de outubro de 2012

Nem os homens nem as mulheres querem a igualdade




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Estudo sugere que as mulheres querem "casar para cima" e naturalmente escolhem maridos que ganham mais do que elas. [ed: Era preciso um estudo para apurar isto?]

A ideia de que a maioria das mulheres quer ser financeiramente independente é um mito, segundo alega Catherine Hakim da "London School of Economics". Apesar de vários anos de campanha em prol da "igualdade", mais mulheres escolhem homens ricos com quem casar hoje, do que nos anos 1940.

No seu relatório, Hakim sugere que os homens dominam as posições de topo porque as mulheres simplesmente não querem carreiras profissionais em actividades empresariais. Ela criticou David Cameron por dar apoio à ideia de quotas como forma de garantir que as companhias de topo contratam mais mulheres para as suas gerências.

A aspiração da mulher de casar para cima, se ela puder, com um homem que tem mais educação formal que ela e que ganha mais dinheiro que ela, persiste por toda a Europa. As continuam assim a usar o casamento como alternativa ou suplemento às suas carreiras.

A pesquisa, que se baseiou em dados recolhidos na Grã-Bretanha e na Espanha, mostrou que em 1949, 20% das mulheres Britânicas casou-se com homens com uma educação significativamente superior à delas. Durante os anos 1990, a percentagem de mulheres que decidiu "casar para cima" subiu para 38%, padrão que se repete no resto da Europa, nos EUA e na Austrália. O estudo concluiu que a igualdade de papéis na família, onde o marido e a mulher trabalham, e onde partilham o tempo dedicado às crianças e às lides caseiras, "não é um ideal ambicionado pela maioria dos casais".

A Drª Hakim acrescentou:

Não é, portanto, surpreendente que as mulheres geralmente ganhem menos que os maridos, e que a maior parte dos casais racionalmente decidam que faz muito mais sentido ela dedicar mais rempo no cuidado das crianças, e usar a maior parte das facilidades laborais para estar junto das crianças.

O seu relatório sugere também que muitas mulheres não querem admitir que querem ser donas de casa - nem mesmo aos seus pais.

Tornou-se impossível dizer 'Não me importaria de ser dona de casa.' Isso é politicamente tão incorrecto que muitas mulheres não querem admiti-lo.

O estuda chega ao público depois duma série de medidas terem sido anunciadas pela Coligação, e feitas com o propósito de reduzir o fosso salarial entre os homens e as mulheres.

A Drª Hakim acusa também as feministas de propagar uma série de mitos e de manufacturar "munição política para uma guerra que já terminou." Ela diz:

Actualmente, as mulheres têm mais escolhas que os homens, incluindo genuínas escolhas entre um foco na família ou foco num empregro remunerado. Apesar disso, muitas pessoas envolvidas na política, bem como feministas, parecem desapontados com o ritmo baixo com que as mulheres têm chegado aos empregos de topo.

As diferenças sexuais são tratadas como dados auto-evidentes para a discriminação generalizada e estereotipização dos papéis sexuais, e não como o resultado das escolhas e preferências pessoais.

Exigências feitas em favor de mais mudanças fundamentam-se em pressuposições falsas e evidências antigas. As pesquisas mais recentes mostram que a maior parte das teorias e ideias das últimas décadas, construídas em torno da igualdade de género, estão erradas. Apesar das alegações das feministas, a verdade dos factos é que muitos homens e muitas mulheres têm aspirações profissionais, prioridades e objectivos de vida diferentes. Devido a isto, os legisladores não podem de maneira nenhuma esperar que haja igualdade nas consequências laborais.

O relatório fala também nos planos da União Europeia de oferecer 20 semanas de licença de parto às mulheres grávidas com ordenado integral. É dito que tais políticas "amigas da família" tudo o que fazem é "reduzir a igualdade de género nos locais de trabalho, em vez de aumentá-lo". Os críticos alegam que tais provisões em torno da maternidade podem fazer com que os patrões pensem duas vezes antes de contratar uma mulher em idade de conceber. 

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Resumindo:
  • 1. Mulheres preferem casar com homens com rendimentos superiores ao seu (hipergamia?).
  • 2. A maior parte das mulheres não está interessada na "independência financeira" - contrariamente ao que as feministas defendem. Aparentemente o que as mulheres querem é um homem que lhes dê segurança enquanto elas levam a cabo o papel mais importante da vida duma mulher: ser mãe. 
  • 3. Como é normal, os políticos ocidentais andam a reboque das feministas, mas nenhum destes grupos faz o que a maioria das mulheres realmente deseja. Aparentemente os políticos e as feministas instalam medidas sociais que beneficiam . . . . . . os políticos e a elite feminista (mas não as mulheres no geral).
  • 4. Como já foi falado num post recente, nem o marido nem a mulher querem a "partilha de actividades caseiras", mas sim pessoas que desempenham os papéis que sempre estiveram associados ao seu sexo: homem => provedor/protector; esposa => cuidadora do lar e das crianças.
  • 5. Muitas mulheres têm medo de admitir que querem ser caseiras (e não carreiristas), o que significa que a engenharia social, e a alteração do senso comum da mulher, foi tão bem feito, que elas agora têm vergonha de declarar publicamente aquilo que, na mulher, é a coisa mais natural do mundo. Daqui se conclui que o normal passou a ser vergonhoso, e o anormal passou a ser glorificado.
  • 6. As mulheres têm mais escolhas (trabalhar ou ficar em casa com os filhos) do que os homens (trabalhar ou  . . . trabalhar).
  • 7. As diferenças salariais não são o resultado de discriminação sexual, mas sim resultado das escolhas pessoas dos homens e das mulheres. Nunca vai haver uma altura da história da humanidade onde os homens ganham o mesmo que as mulheres uma vez que os homens fazem os trabalhos mais perigosos, mas sujos e muitas vezes, melhor remunerados.
  • 8. Por fim, os planos da União Europeia em torno da remuneração da licença de maternidade pode levar muitos patrões a evitar contratar mulheres em idade de conceber. Ou seja, a medida que a UE pensa ser uma "ajuda" à mulher, vai, sim, torná-la menos susceptível de ser contratada.
Todos estes 8 pontos [1) mulheres preferem homens mais ricos, 2) mulheres não querem independência financeira, 3) medidas que ajudam o governo e a elite feministas, mas não as mulheres, 4) a partilha das tarefas domésticas, 5) o medo de admitir que quer ser caseira, 6) maior número de escolhas para a mulher, 7) diferenças salariais serem o resultado de escolhas pessoas e não discriminação, 8) subsidiamento da licença de parto, que pode tornar a vida da mulher mais difícil] revelam mais uma vez que a mulher que defende o feminismo está, literalmente, a defender um movimento que só lhe tem prejudicado.
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quinta-feira, 7 de junho de 2012

A misândria do sistema legal

Duas histórias bastante reveladoras.

Homem inocente que esteve preso durante 17 anos - depois de ter sido erradamente condenado por violação - não só não terá qualquer tipo de compensação pelo tempo que esteve, como está na obrigação de pagar $111,000 por suporte infantil (pensão) em atraso.

Alan Northrop e o co-réu Larry Davis foram presos em 1993 pouco depois da violação duma mulher em Vancouver, Washington State. Em Julho desse ano o par recebeu sentenças superiores a 23 anos depois de terem sido condenados por violação em primeiro grau, rapto e roubo.

Mas numa reviravolta dramática no ano passado, e devido às recentes evidências de DNA que entretanto surgiram, o Ministério Público de Washington State foi forçado a retirar as sentenças que pendiam sobre ambos. Os testes de ADN mostraram que as células epidérmicas encontradas nas unhas da vítima pertenciam a outro (desconhecido) homem. Os homens foram ,devido a isso, colocados em liberdade depois de terem passado 17 anos na prisão.

Mas o alívio de Northrop foi de pouca duração. Segundo as leis de Washington, os ex-presidiários exonerados podem tentar iniciar processos legais devido aos danos causados, mas tais casos raramente são bem sucedidos uma vez que é preciso provar que houve má-conduta intencional por parte das forças policiais.

Em vez disso, Northrop ficou a saber que devia $111,000 em pensão infantil em atraso. Cerca de metade desse dinheiro pertence à mãe da criança e a outra metade ele deve ao estado (que ajudou a suportar a família enquanto ele esteve injustamente preso).


Alan Northrop: duplamente prejudicado pelo sistema legal misândrico.

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Em 2009 o bebé Alex Sutherland, 13 meses, foi encontrado morto no seu carrinho de bebé em frente a um ribombante fogo. Ele encontrava-se morto há pelo menos 3 dias e o seu pequeno corpo estava carbonizado e queimado. Ele havia sofrido de assaduras severas e tinha nódoas negras na cabeça e no corpo (indicando que era alvo de violência doméstica).

A sua mãe, Tracey Sutherland, 39 anos e uma antiga farmacêutica, foi encontrada a andar à chuva, de pijamas e a cheirar a álcool.

Ela foi sentenciada a 27 anos meses de "prisão".



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E esta é a sociedade que as feministas classificam de "machista", onde as mulheres alegadamente são tratadas abaixo de cão e "oprimidas" pelo "patriarcado".

Se isto é opressão, como será a supremacia e o tratamento preferencial?


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