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domingo, 21 de junho de 2015

Christine Damon descobre que o feminismo é uma farsa

Por Christine Damon

Eu não sou a mulher típica que vemos por aí a postar fotos e a declarar que não precisa do feminismo. Eu considerei-me feminista durante 30 anos. Tal como a maior parte das mulheres que se considera feminista, eu não li literatura feminista e nem tomei parte dos cursos de estudos femininos. Eu apenas acreditava que o feminismo se centrava na igualdade. Eu acreditava, e ainda acredito, que as mulheres são tão inteligentes e tão capazes como os homens, e como tal, elas deveriam ter os mesmos direitos e as mesmas oportunidades. Eu pensava que isso era o feminismo.

Eu estava enganada.

Em Junho de 2013, o meu meu namorado estava a conduzir para casa, quando foi parado pela polícia de Ashland Police, acusado de violação, algemado e levado para uma   prisão de segurança máxima para violadores em Jackson County Jail com uma fiança no valor de 1 milhão de dólares. Parece que já havia existido um juri secreto que o havia acusado com base em nada mais que o testemunho da acusadora.

Eu estava totalmente ciente das alegações. A (agora) ex-esposa do pai do meu namorado, a Lisa, uma mulher com problemas mentais e com um histórico de falsas alegações de violação, planeava punir o pai do meu namorado. Parece que o juiz que mediou o seu divórcio já havia rejeitado as suas alegações contra o seu ex-marido de que este havia abusado sexualmente os chihuahuas. Agora, ele havia tomado a decisão de perseguir o Greg como forma de punir o seu pai. Ela havia dito a uma amiga que se el não "ficasse com a casa, o barco e os cães no divórcio" ela haveria de "destruir" a vida do pai do Greg alegando que ele a havia violado.

Eu entrei em acção. Depois de alertar as pessoas do meu emprego da minha situação, conduzi até a casa como forma de começar a fazer chamadas. Um erro terrível havia sido feito. Pensei que eu poderia dar-lhes a informação correcta, e o Greg seria colocado em liberdade.

Eu estava enganada.

Primeiro, o que eu fiquei a saber foi que a polícia não havia feito qualquer investigação. Quando o Greg ficou a saber do que a Lisa estava a alegar, ele contactou imediatamente a polícia. Eles demoraram semanas para voltar a entrar em contacto com ele. Ele foi até à polícia e disse ao detective responsável o que havia e não havia acontecido. Eles nunca tinham tido qualquer relação sexual - consensual ou não. O Greg deu-lhes uma lista de testemunhas e informou o detectiva da doença mental dela, para além do facto dela esta numa lista de drogas psiquiátricas. Nenhuma testemunha foi contactada.

Como é que uma coisa destas aconteceu? Como é que um homem totalmente inocente, com um registo absolutamente limpo, e o facto de não haver qualquer tipo de evidência de que algum tipo de crime havia sido cometido, acaba por ser lançado na prisão com uma fiança tão grande? Nós pensávamos que isto era o resultado duma incompetência total.

Nós estávamos errados.

Parece que o Ashland Police Department estava a colocar em práctica um novo programa. O mesmo tinha o nome de You Have Options, e é amplamente celebrado e implementado um pouco por todas as forças polícias do país. Segundo este programa, a polícia age mais como conselheiros pós-violação do que detectives. Eles aceitam cegamente o que a acusadora diz, deixam que ela decida quão profunda a investigação pode ser - e quando há investigação.

Eles permitem também que a acusadora decida se as testemunhas podem ou o acusado podem ser entrevistados ou informados das acusações. Se por acaso o pai do Greg não o tivesse alertado do que estava a acontecer, é bem provável que ele só viesse a saber da causa depois de ter sido preso.

Na semana seguinte àquela em que a Greg foi preso, eu levei a cabo a investigação que deveria ter sido levada a cabo pela polícia. Descobri a filha da Lisa, que estava disposta a testemunhar em favor da defesa do Greg reportando as múltiplas falsas acusações de Lisa. Consegui estabelecer que a Lisa nem estava no mesmo estado que o Greg na altura em que ela disse que a violação havia acontecido (dois anos antes) e obtive uma carta duma amiga da Lisa onde ela dizia que a Lisa havia premeditado a falsa alegação como forma de punir o pai do Greg se por acaso ela não obtivesse o que ela queria aquando do divórcio.

Encontrei imensas provas em favor da defesa, e dei-as à polícia. Para tornar as coisas piores, nessa primeira semana fui despedida do meu emprego que tanto amava, e nenhuma explicação me foi dada. Mas tudo isto valeria a pena se conseguisse tirar o Greg daquele lugar terrível. O detective fez um relatório e entregou-o ao DA, que rapidamente o ignorou.

Parece que o estado de Oregon tem excepções em relação ao diz-que-disse que permite que, se por acaso não houver mais nenhuma evidência e se não houver motivos para se colocar em causa o testemunho da acusadora, o acusação por motivos de violação permaneça tendo como base nada mais que o testemunho da acusadora.

Ao não levar a cabo um investigação, a polícia conseguiu evitar todas as evidências e todos motivos para colocar em causa as alegações dela. E como uma rede de salvação para a DA, se por acaso eles estiverem totalmente errados e destruírem a vida dum inocente, o DA ["District Atorney" = promotor] consegue que um grande-júri lhes dê imunidade. Isto é uma receita para o desastre e não para a responsabilização.

Felizmente que o Greg teve uma defensora pública. Ela descobriu o facto da Lisa já ter alegado que Greg a andava a abusar há anos, e tudo isto encontrava-se no relatório psiquiátrico. A polícia havia pedido o tal relatório, e o DA ainda estava à espera dele.

Quando o relatório finalmente chegou, 53 dias depois do Greg  ter sido preso e um dia antes da selecção do júri, não houve qualquer menção a isto. Lisa havia mentido para um grande-juri, um crime. As acusações foram "rejeitadas no interesse da justiça". Greg  foi libertado e eu voltei a tê-lo em casa.

Foi por esta altura que o momento de aprendizagem começou. Por esta altura, eu ainda acreditava que o feminismo centrava-se na igualdade. Se por acaso as feministas soubessem que estas coisas estavam a acontecer, também elas ficariam preocupadas.

Mais uma vez, eu estava enganada.

As feministas pediram que nós não avançássemos com a história. Elas não queriam que as outras mulheres se sentissem desencorajadas para avançar com acusações de violação. O DA escolheu não acusar a Lisa, declarando que "Tal como Hartley está inocente sob a lei devido às suas protecções constitucionais, a mesma presunção de inocência aplica-se à acusadora....(....) Como é que o poderíamos provar? Não houve nenhuma confissão e nem nenhuma retratação.”

Portanto, a única forma deles tomarem isso como uma falsa acusação é se a acusada se retratar e confessar o crime? Neste caso, a única evidência de que alguma vez chegou a ocorrer um crime foi o facto dela dar entrada a uma falsa alegação e cometer perjúrio perante o grão-juri.

Não é de admirar que que se alegue que as falsas alegações de violação são raras. O que é raro é o facto das mulheres admitirem que elas acusaram um homem inocente.

Aparentemente, é suposto nós voltarmos para casa e avançarmos como se nada tivesse acontecido. É suposto fingirmos que isto não aconteceu. O estado, a cidade, e a polícia, recusam-se a admitir o que aconteceu. Não foi culpa deles. Não haveria de acontecer justiça. Pelo menos a Rolling Stone admitiu o seu erro e pediu desculpas. Nós não somos nem capazes de os fazer reconhecer que nós existimos.

Foquei-me nas redes sociais como uma tempestade. Certamente que as boas pessoas do Huffington Post, Raw Story, Salon, e outras se iriam preocupar com o que estava a acontecer. As falsas acusações de violação não só são horríveis para o acusado, como fazem com que as vítimas de violação obtenham justiça. A resposta que obtive foi a de ser qualificada de traidora do meu género, ouvir que estava a internalizar a minha misoginia. As coisas ficaram tão más que uma feminista ameaçou destruir a minha vida e entrar em contacto com o meu patrão. A piada voltou-se contra ela porque eu não tinha emprego.

A maior parte das feministas que se deu ao trabalho de ouvir, voltou mais tarde com ameaças. O meu namorado tinha que aprender a se controlar. Eu disse que ele não tinha feito nada de mal. Elas não me ouviam. As feministas repetem a mentira de que as falsas acusações de violação são raras com frequência suficiente de modo a que elas começam cegamente a acreditar nisso.

Mesmo em casos que uma jornalista feminista usa como forma de provar a existência duma crise de violações acabam por reportar que são falsas acusações de violação, elas continuar a acreditar na acusadora, apesar das evidências de que ela está a mentir, ou então alegam que pelos menos elas "atraíram a atenção para o problema".

Elas estão tão cegas que nem são capazes de admitir que um crime com vítimas de verdade ocorreu.

A narrativa comum entre as feministas é de que as mulheres nunca mentem em relação a uma violação. Elas acusam as pessoas que colocam em causa a veracidade dessas alegações de "culpar a vítima". Houve alguns protestos recentes em Berkley e na Ohio University contra o acto de conferir ao acusado um processo devido. Estas feministas acreditam que, como as mulheres nunca mentem em relação à uma violação, então nós temos que assumir que todos os acusados são culpados. Não há a mínima preocupação com o facto de vidas inocentes poderem estar a ser destruídas.

Quando a Rolling Stone veio a público com um pedido de desculpas num artigo relativo ao que ocorro no UVA Gang Rape, que também acabou por ser uma falsa acusação de violação, houve uma indignação enorme um pouco por todo o lado. As feministas não estavam zangadas com o facto dum homem inocente ter sido erradamente acusado de violação, e ver a sua reputação destruída.

Elas não estavam zangadas com o facto duma mulher ter cometido o crime de falsa alegação. Elas estavam zangadas com o facto da Rolling Stone ter seguido esta narrativa e inadvertidamente ter descoberto o facto de, por vezes, as mulheres mentirem em relação à violação.

O facto de terem existido vítimas reais duma falsa acusação nem chega a ser mencionado. Não só elas não se preocupam com as vítimas duma falsa acusação de violação, como se recusam a admitir que elas existem. Felizmente que uma publicação mensal local estava disposta a publicar o nosso pesadelo, escrevendo uma história espantosa, mas as pessoas que se encontram para além do nosso vale têm que saber.

O programa You Have Option foi avançado para outros estados, e foi finalista do prémio Webber Seavey para Quality in Law Enforcement. A Senadora Kirsten Gillibrand estava a promovê-lo no Congresso como uma solução para a crise em torno da violação, e estava a usá-lo como um modelo para o programa Campus Accountability & Safety Act (CASA).

Escrevi artigos e cartas para todas os meios de comunicação cujos contactos eu consegui encontrar - desde a DemocracyNow até à FOX news. Nenhuma delas estava interessada em cobrir esta história. Como é que eles podem alegar que as falsas acusações de violação são raras quando eles se recusam a reportá-las?

A pergunta principal que todos nós deveríamos estar a fazer é, se por acaso há uma crise de violações e se as falsas acusações de violação são tão raras, porque é que estes jornalistas que estõ determinados a expor a tal crise de violações acabam por expor as falsas acusações de violação e nem parecem capazes de encontrar uma violação
genuína?

O que eu aprendi nesses primeiros meses é que o feminismo não está interessado na igualdade. O feminismo é uma ideologia profundamente desonesta que avança com estudos desonestos criados com o propósito de gerar os resultados que elas querem. As feministas atacam qualquer pessoa que saliente a hipocrisia e os falhanços do feminismo.

O feminismo não se preocupa com a verdade, e nem se preocupam minimamente com as injustiças sofridas pelas pessoas falsamente acusadas de violação ao mesmo tempo que afirmam que também estão a militar pelos direitos dos homens,

Eu sou uma mulher forte e inteligente que milita em prol da igualdade. Eu tenho formação, sou de meia-idade, com pernas peludas, liberal, e hippy. Eu pensava que eu era uma feminista. Enganei-me.

Esta é uma história com a qual eu penso algumas pessoas se podem identificar. É preciso que as pessoas tenham sempre em mente que isto pode acontecer com qualquer pessoa no momento em que a relação chega ao fim. E, como se pode ver no caso de cima, por vezes nem é preciso estar casado com a pessoa acusadora para que isto aconteça.

- http://wp.me/p5KuUR-2L

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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Como o feminismo levou uma lésbica ao desespero


Testemunho da editora deste perfil do tumblr, tal como visto neste blogue.

A maior parte de vocês viu os meus posts relativos à forma como eu me recuso a continuar a ser identificada como feminista e como eu desisti desse movimento. A homofobia descontrolada, a transfobia e a misandria foram acomulando e a gota de água finalmente chegou. Mas a maior parte de vocês não sabe que eu já me encontrava num ponto de rotura muito antes de eu começar a postar aqui tópicos relativos aos direitos dos homens. Como tal, eu vou vos contar a história.

Há muito tempo atrás, eu era uma "dessas feministas", postando em sites feministas e verificando ansiosamente e diariamente sites como o feministing. Eu não sabia que o sexismo contra os homens existia. Eu pensava que qualquer alegação de misandria era mentira, que qualquer alegação de que as feministas odiavam os homens era só uma manobra de diversão por parte de misóginos, construída com o propósito levar todos a odiar o feminismo.

Durante esse período, eu ria-me da ideia de homens enfrentarem o sexismo. A minha mãe dizia-me "mas os homens também enfrentam situações complicadas" e eu, que havia sido "alimentada" com a ideia de que os homens haviam oprimido as mulheres durante séculos (causando a que eu estivesse zangada com isso) ria-me enquanto respondia, "não, eles não enfrentam, mas se enfrentam, eles merecem-no."

Avançando rapidamente alguns anos, e eu amoleci um bocado. Eu não sei o que aconteceu, mas comecei a aperceber-me que, sim, os homens também têm questões difíceis para enfrentar. Devido a isso, e sem saber em que ninho de vespas eu me estava a meter, fiz um post num outro site onde dizia, essencialmente, que os homens também têm uma vida complicada, especialmente no que toca o assunto da violação.

Quando eu fiz esse post, as portas do inferno abriram-se.

Comecei a receber comentários cruéis de pessoas que me chamavam de "pessoa horrível". Houve pessoas que me mandaram mensagens privadas horríveis dizendo o quanto que eu era uma misógina terrível, e assim por diante. As coisas chegaram a um ponto que eu não conseguia abrir a minha conta de email sem sofrer um ataque de pânico. Foi a ESTE estado que as coisas chegaram.

Elas comentavam anonimamente e sempre que eu aparecia para me defender, elas acusavam-me de gerar problemas (apesar de eu não ter feito o post original). Elas disseram-me que eu merecia os problemas mentais que eu tinha na altura, mas depois negaram alguma vez terem dito isto, chamando-me de mentirosa. Acusaram-me de fingir a minha condição médica para obter simpatia, e depois, quando eu postei as fotos dos meus medicamentos, elas disseram-me, "Pára de roubar os medicamentos da tua avó", e começaram a fazer piadas em torno da forma como eu havia morto a minha falecida avó. A piada? Uma delas disse-me que eu deveria engolir todos os meus medicamentos duma vez, e outras duas comentadoras meteram-se na conversa, concordando que o mundo seria um lugar melhor se eu me matasse. E depois acusaram-se de eu inventar os comentários como forma de obter simpatia.

Quando eu mencionei as experiências dos meus irmãos numa discussão, elas acusaram-me de ser uma pessoa horrivel "por os usar", e eles sentiram pena pelo facto dos meus irmãos me terem como irmã. Disseram-me que eu não tinha alma, que eu era maligna - e todas as variações possíveis deste tema. (Quando eu mostrei o comentário à minha irmã, ela riu-se e disse que o que eu tinha feito nada tinha de "uso".)

Eu estava uma lástima. A ansiedade piorou e comecei a fazer coisas realmente muito pouco saudáveis como forma de suportar as coisas. (Não vou entrar em detalhas mas posso dizer que envolvia magoar-me a mim própria.) Eventualmente comecei a ter pensamentos suicidas - embora isso estivesse mais relacionado a outros assuntos, mas o que eu estava a enfrentar foi a gota de água. Eu mal conseguia usar a internet sem entrar em pânico ou começar a chorar.

Eu ainda vou ao site em questão, mas fico longe da comunidade onde tudo aconteceu. Houve uma altura em que eu vi uma discussão semelhante à discussão onde eu me tinha metido (deste vez, duma pessoa que dizia ser pró-vida, mas que não queria o aborto criminalizado e identificava-se como feminista) e mesmo assim tive um ataque de pânico. Para ser totamente honesta, houve alturas em que eu considerei aspectos da justiça social da internet como catalisadoras. Não digo catalisadoras no sentido de "enervantes" mas sim no sentido de que "davam-me ataques de pânico terríveis e vontade de enveredar por comportamentos auto-destrutivos".

As feministas, aquelas que alegam apoiar e ajudar as mulheres, quase me levaram a mim, uma lésbica (e menor na altura) ao suicídio, e desempenharam um papel no desenvolvimento do transtorno de ansiedade que eu entretanto passei a sofrer.

Eu estava zangada e amarga. Procurei por coisas como "as feministas são sexistas" só para descobrir que outras pessoas tinham o mesmo pensamento em relação às feministas. E, por fim, encontrei uma conta do Tumblr precisamente com esse tipo de informação. Comecei a ler mais e mais, e os argumentos eram tão racionais, tão bem pensados e tão bem documentados que a minha visão alterou-se por completo.

Eu ainda estava um bocado hesitante em relação ao feminismo, mas decidi que eu poderia mesmo assim chamar-me de feminista sem, no entanto, adoptar as partes más. Mas eu vi mais e mais, e fartei-me de tudo. A gota de água ocorreu quando me apercebi do quão pouco elas se preocupavam comigo, como alguém que pertence à comunidade lgbt. Tenho que dizer isto, mas eu enfrentei muitas coisas más por ser lésbica . . .  mas as feministas não se importavam com isso. Elas só se importavam com coisas que elas poderiam usar como exemplos de misoginia.

Até hoje, não houve uma única feminista que tenha se chegado perto de mim e pedido desculpas, ou mesmo que tenha acusado as pessoas que foram tão terríveis para mim. Quando algum MRA faz algo que não está de acordo com o movimento, nós "reunimos o nosso povo". . . . . Nós denunciamo-lo, acusamo-lo, dizemos para ele parar de fazer o que está a fazer e dizemos que isso não está correcto.

Eu nunca vi uma feminista a assumir as responsabilidades pelo que me fizeram em nome do seu movimento. Nem uma única vez. Tudo o que encontrei foram pessoas a afirmar que as feministas que me atacaram não eram feministas de verdade, e que eu estava enganada ou que eu era uma má pessoa (tema recorrente entre as feministas sempre que encontram algo com a qual não concordam) por não ser uma feminista.

VOCÊS feministas afastaram-me. Eu queria dar o meu apoio ao vosso movimento. Eu defendo a igualdade para as mulheres. Eu sei que as mulheres foram desfavorecidas de muitas formas e feitios, e eu quero que isso pare, tal como quero que as coisas que os homens enfrentam também parem. Mas com o que vocês fizeram, como é que vocês honestamente esperam ter a minha confiança e esperam que eu volte a sentir-me segura no vosso movimento? De que forma é que isso é justo para mim se eu nunca recebi qualquer pedido de desculpas da vossa parte?

Eu nunca mais me sentirei segura no meio de vocês. Vocês não lutam por mim. Vocês não me estão a ajudar. VOCÊS QUASE ME MATARAM. Vocês não se podem identificar como defensoras dos direitos das mulheres ao mesmo tempo que encorajam uma adolescente que se suicide por discordar convosco - ao mesmo tempo que as restantes entre vocês observa tudo e nada fez para parar.

Eu nunca mais serei uma feminista. Eu serei uma defensora dos direitos das mulheres e dos direitos dos homens, igualitária . . .  seja lá o que for que eu me sinta com vontade de me identificar. E mesmo assim, serei mais feminista, segundo a definição de feminismo, do que vocês alguma vez foram.



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Elly Tams: Feminista em recuperação

Um grupo de feministas do Reino Unido (RU) publicou recentemente um livro com o nome "The Lightbulb Moment", que é uma colecção de histórias em torno do preciso momento em que as escritoras "viram a luz" e se tornaram feministas. Deixando de lado o imaginário religioso ao estilo "Estrada Para Damasco", este livro ressoa em mim uma vez que eu também já tive os meus momentos "light bulb" [lampada eléctrica] em relação ao feminismo - especialmente nos últimos dois anos.

No entanto, o que eu descobri, e as minhas iluminações, foram de natureza totalmente diferentes daquelas descritas no livro, uma vez que, apesar da minha caminhada envolver o meu abandono da irmandade, eu escrevo isto depois de ter sido criada, educada e - sim - indoutrinada durante mais de 40 anos com o dogma feminista. E a irmandade, aquele clube adoravél, "feminino" , sensível, tipo mulheres-unidas, puniu-me severamente pela minha decisão.

Em 2010 comecei a escrever um blogue sob o pseudónimo de Quiet Riot Girl. Tenho participado em algumas comunidades online durante os anos, e sempre adorei a forma como elas nos dão a chance de 1) brincar com a nossa identidade, 2) desenvolver personalidades e 3) explorar ideias e prácticas que podem nunca ter sido adoptadas sob o "nosso nome verdadeiro." No entanto, quando criei a "Quiet Riot Girl", nem sabia o quão impactantes as minhas explorações seriam.

Eu era ainda uma feminista quando comecei a blogar (e a twitar) em 2010. Como uma feminista analítica, encontrava-me bem ciente das divisões e das incoerências que existiam entre as feministas em questões em torno do sexo, economia e autonomia física. Mas mesmo assim, eu era uma "irmã". Se vocês derem uma vista de olhos ao meu primeiro blogue QRG, observarão o quão claramente eu me identificava como uma feminista. Mas passado que estava um ano, eu havia-me já separado do feminismo e estava a escrever como uma "anti-feminista - como por exemplo, no meu controverso ensaio com o nome de "Against Feminisms."

O que foi que mudou? E porquê? A minha rejeição do feminismo (e vice-versa) não é apenas uma questão de eu escolher identificar-me com outro nome, e escolher identificar as minhas escolhas políticas com outro nome, mas sim uma mudança gigantesca em mim - o que significa que eu vejo o mundo de uma forma completamente diferente. Existiram algumas curvas e retrocessos na minha "revolução" pessoal. Estes são os mais determinantes.

1) Cultura de Violação [estupro] e Outros Mitos Feministas

A bloguesfera feminista está cheia de artigos e discussões descrevendo o que as feministas qualificam de "cultura de violação". Segundo elas, as mulheres não são capazes de andar numa rua ou desfrutar duma bebida num bar sem serem objecto de avanços amorosos, assédio e violações por parte dos homens, esses cães sujos. Quando comecei a interagir com as feministas online fui imediatamente atingida pelo facto de não reconhecer o fenómeno da "cultura de violação" que elas falavam.

Certamente que não reconheci os homens como os vilões que elas descreviam. Reparei que os homens, como um todo e individualmente, eram demonizados pelas feministas. Por exemplo, Julian Assange ainda nem foi formalmente acusado, mas as blogueiras feministas já o marcaram como um "violador."

Em 2010 escrevi o artigo com o nome "Why Rapist Is A Dirty Word" e a reacção das feministas foi reveladora. Como vocês podem ver na caixa de comentários desse post, algumas feministas disseram que eu não tinha o direito de falar sobre a violação visto que nunca tinha sido violada [?!!!] . Outras disseram que eu era uma "apologista da violação" enquanto outras disseram que eu era uma “rapey!”

O meu estatuto como mulher foi colocado em causa, e as "irmãs" apelaram para que o meu cartão de feminista fosse revogado. Quando tentei que o meu trabalho em torno da cultura da violação fosse disponibilizado em sites feministas e publicações online, deparei-me com um silêncio sepulcral. Aparentemente eu tinha violado um "tabu".

Sem me deixar afectar com isso. continuei a explorar o tópico; em Setembro de 2011, e depois de desistir de desafiar o conceito da "cultura de violação" dentro do feminismo, o meu artigo "Rape Culture And Other Feminist Myths" [Cultura de Violação e Outros Mitos Feministas] foi publicado no "Good Men Project." Nesse artigo eu afirmei:
Quando oiço a palavra "violador", penso num homem com capacidade de reflexão - e não num homem incapaz de mudar. Se nós queremos reduzir a violência sexual, e a violência entre duplas íntimas, temos que falar deste assunto, e falar com os homens que levam a cabo a violência sexual como se eles fossem capazes de mudar. Para além disso, temos que aceitar que os homens não são os únicos perpetradores. A Cultura da Violação é um mito, e como tal, rejeito-a por completo.
Como consequência disto, as feministas, que ainda olham para a violação como violência sexual primariamente levada a cabo pelos homens, rejeitaram-me.

2) Guerra entre os Sexos

Quando finalmente me apercebi da forma horrível como o feminismo trata os homens e a masculinidade, não fui mais capaz de me identificar com o feminismo. O sexo, obviamente, é complexo, e universalmente complexo. A minha própria sexualidade e a minha política sexual variaram com o tempo. Uma das razões que me levou a cortar os laços com o feminismo é a "guerra dos sexos." Apesar de todo o puritanismo que emana do feminismo, aquelas miúdas estão extraordinariamente interessadas no sexo, especialmente nas maldades dos homens heterossexuais.

Durante o ano de 2010 escrevi um post com o nome de "Sex For Sale". Embora hoje em dia discorde comigo mesma em relação a muito do que se encontra lá escrito, o artigo é importante para mim porque revela a forma como me recusei a aceitar o pânico feminista em torno do trabalho sexual. Tal como disse no artigo, "Quando falo do trabalho sexual, incluo-me na discussão. Também te incluo. Se nós não falamos do sexo como participantes, então estamos a levar a cabo um “othering” [da palavra "other" que significa "outro"] das mulheres que abertamente trocam o sexo por dinheiro." (Se fosse hoje, eu diria "homens e mulheres!")

O termo-chave aqui é “othering”. As feministas ADORAM falar da objectivação - que, para elas, significa a objectivação sexual das mulheres. Mas eu sei que no século 21 os homens são também objectos de desejo; os homens mais jovens em particular são colocados em cartazes e ecrâns de televisão, usando pouco mais que nada. Mas esta sexualidade metrossexual masculina é ignorada pelas feministas.

As feministas afirmam que, na nossa cultura, são as mulheres, e não os homens, que são objectivados. Elas adoram atribuir culpas à industria do sexo e aos desejos dos homens heterossexuais pelo estatuto "other" das mulheres como "objectos sexuais", vítimas dos "olhares masculinos", e, essencialmente, como vítimas da violência sexual levada a cabo pelos homens.

Mas na minha opinião, são as feministas que objectivam tanto os homens como as mulheres. Quer elas sejam feministas "sex positive", ou feministas "anti-sexo" e "anti-indústria do sexo", elas simplificam e objectivam as pessoas de modo a que elas se tornem caricaturas de "vítimas" e caricaturas de "perpetradores."

Eu recuso ambas as qualificações e devido a isso, não me ajustei aos moldes feministas.

3) Mas a Sério, e Então e os Homens?

A primeira vez que eu ouvi o termo "misandria" foi há apenas alguns anos atrás. Eu era directora duma organização feminista sem fins lucrativos que providenciava treino a mulheres da indústria musical. Estávamos num dia de treino em torno da "igualdade de oportunidades" quando um homem sugeriu que a minha organização poderia ser sexista. Para além de ter ficado zangada, rejeitei o homem e a posição que ele havia tomado. Eu pensava que a "misandria" da qual ele falava não existia.

Não quero uma medalha por me ter apercebido que existe. Estou a contar este episódio como forma de sublinhar o quão raro o sexismo contra os homens é levado a sério pelas feministas. Durante o tempo em que tirava o meu PhD em estudos de género, usava com frequência um "dicionário da teoria feminista." O termo "misoginia" era longo e detalhado, mas o termo "misândria" não se encontrava presente.

Quando me apercebi da forma cruel como o feminismo trata os homens e a masculinidade, não fui capaz de continuar a identificar-me como feminista. No artigo presente no blogue "Good Men Project", escrevi em torno da expressão horrível que as feministas e os seus aliados usam quando se falam de assuntos masculinos: “whatabouttehmenz?”.

Incidentalmente, acho que mereço uma medalha pelo facto de ter sido banida do site com o nome "No, Seriously, What About Teh Menz?". Supostamente NSWATM é um fórum feito para as pessoas que se preocupam com os homens, com a misandria e com a masculinidade, mas eu fui banida por ter desafiado a Sady Doyle, a proeminente blogueira feminista americana, activista e . . . er . . . alguém com ódio aos homens!

A lista de feministas conhecidas que dedicam uma boa parte do seu tempo e energia a demonizar e a rebaixar os homens é longa. Todos temos as nossas favoritas - estou-me a lembrar de Amanda Marcotte, Melissa McEwan, Cath Elliott, Jill Filipovic e Gail Dines. Mas eu dei por mim a identificar a jornalista do UK Guardian Suzanne Moore como particularmente culpada de misandria. Numa das suas colunas semanais, Moore conta a história da forma como a filha lhe perguntou do porquê dela ser uma feminista. A sua resposta? "Porque os homens fazem coisas horríveis."

4) Quem é Que Está a Silenciar Quem?

As feministas, especialmente as que se encontram online, frequentemente falam no "silenciamento." Alegam elas que os homens tentam silenciar as feministas usando uma variedade de técnicas malignas. Entre estas incluem-se o “mansplaining,” “gaslighting” e o “bullying sexual.” Não vou explicar os conceitos - os leitores do blogue A Voice For Men certamente que estão familiarizados com os mesmos, e tenho a certeza que eles já foram usados contra eles em discussões com feministas.

Há algum tempo atrás, numa estranha discussão no blogue Feministe, fui acusada de todas as coisas que alegadamente os homens fazem para silenciar as feministas. De facto, elas chamaram-me de "homem", e galardoaram-me com um "pénis honorário" - que guardo até hoje. Para além disso, as adoráveis senhoras do blogue Feministe baniram do deu blogue.

Em Abril de 2011 fiz uma lista de todas as pessoas que me baniram e bloquearam (online). O nome da lista foi retirado dum blogue feminista com o mesmo nome, 101 Wankers. Actualmente atingi e ultrapassei o meu "alvo" e deixei de contabilizar.

Mas isto não me silenciou, e como tal, em Março de 2012 Julie Bindel, a conhecida feminista que milita contra a indústria do sexo, juntamente com as suas amigas, "revelaram-me". O meu pseudónimo Quiet Riot Girl foi revelado como pertencendo a mim, Elly Tams,e fui qualificada de "anti-feminista", "homofóbica" e uma "troll."

O termo "troll" é particularmente eficaz uma vez que é aceite de modo geral - muito para além da bloguesfera feminista - como uma palavra que significa que alguém é "mau", "não fiável", e até "sub-humano." Fui chamada de troll em várias ocasiões, e embora a expressão seja usada com intenções políticas, o mesmo magoa. Quando existem programas de TV com o nome de "RIP trolls", e que seguem o rasto no Facebook por tributos a pessoas recentemente falecidas, e então desfiguram-nos e assediam de forma horrível os familiares, é difícil ser chamada de "troll" e permanecer firme e orgulhosa.

Mas levando em conta o tratamento que as feministas, e outros que não gostam do que eu tenho a dizer, me deram, fico com uma pergunta: Quem é que está a silenciar quem?

5) "Lies, Damn Lies and Statistics"

Uma das coisas que sempre achei difícil de aceitar acerca do feminismo é a forma incoerente o mesmo é, e a forma como usa dados adulterados - bem, chamemos-lhe de mentiras - para promover e justificar as suas declarações. Eu estudei o género até ao nível de PhD e para além, e como tal fundamentei o meu trabalho na teoria feminista e nas pesquisas influenciadas pelo feminismo. Será que estava tudo errado? A resposta é "sim" e "não."

No meu ensaio "Against Feminisms" eu demonstro que rejeito TODAS as pressuposições feministas bem como as suas posições básicas. Mas eu não alego que tudo o que foi escrito por uma feminista é inútil. As teóricas e escritoras feministas cujo trabalho eu não abandonei de todo incluem nomes como Camille Paglia, Judith Butler e Gayle Rubin. No entanto, eu penso que elas focam-se demasiado na mulher e nos assuntos que se centram na mulher, fragilizando os seus argumentos.

Preciso de outro artigo, ou se calhar um segundo PhD, para demonstrar a forma como as feministas são inconsistentes nas suas posições, e como as suas pesquisas são frequentemente muito pobres. Mas eis alguns exemplos recentes:
  • No seu livro recentemente publicado "The Sex Myth", Brooke Magnanti, mais conhecida como Belle de Jour, mostrou como as feministas que são contra a indústria do sexo usam dados erróneos e análises pobres para emitirem o que eu só posso qualificar de "misoginia" e mentiras em torno do entretimento adulto.
Magnanti mostra como as activistas feministas basearam uma parte do seu activismo em estatísticas erradas em torno da relação entre o número de clubes de "danças de colo" na área, com o nível das violações na mesma área. Organizações sediadas no Reino Unido, tais como Object UK e a Fawcett Society, normalmente apresentam "factos" em torno da violência contra as mulheres que, após inspecção mais pormenorizada, revelam-se como tudo menos factos, ou dados incompletos.
  • A Fawcett Society fornece-nos um exemplo dos dados erróneos feministas. Actualmente, eles têm uma campanha em torno da forma como, durante uma recessão, as mulheres são mais afligidas economicamente que os homens.
Eu acho os números que eles usam particularmente insultuosas para a nossa inteligência uma vez que elas ignoram o "facto" que todos nós sabemos do nosso dia a dia, isto é, que, na esmagadora maioria dos casos, os homens e as mulheres vivem juntos - quer seja em famílias nucleares ou estendidas - e sustentam-se mutuamente.
  • Outro facto ignorado pelas feministas é a forma como os pais que não vivem com os seus filhos, e que muitas vezes nem têm acesso a eles, tendem a pagar consideráveis somas de dinheiro em pensão alimentícia.
6) A Visão Completa

A questão dos pais e dos direitos dos pais é um que me traz para o último ponto.

Nos meus conflitos mais recentes com as feministas, particularmente através da internet, descobri que elas são incrivelmente mesquinhas, de visão limitada, e particularmente insensíveis às questões mais amplas da sociedade que não lhes afectam directamente. A bloguesfera feminista encontra-se dominada por mulheres jovens, brancas e da classe média que não têm que se preocupar com o facto de terem ou não terem permissão para ver os seus filhos, se serão chamadas para combater numa guerra, ou de onde virá a próxima refeição.

De modo global, quando se fala em crises tais como fomes, desastres naturais e conflitos armados e desemprego, todos - e não só as mulheres - sofrem. Mesmo nos EUA o alistamento militar é compulsório para os jovens homens - não para as mulheres - mas as feministas descartam isso como um importante assunto de género.

O choramingar constante de feministas endinheiradas em torno do "privilégio masculino" foi a gota de água final no meu relacionamento com o feminismo. Privilégio? Qual privilégio?

[Conclusão:]

No título deste artigo eu identifico-me como uma "feminista em recuperação." Embora eu ache que eu nunca tenha sido "viciada" no feminismo, essa frase foi propositada. Abandonar o dogma que tem dominado a minha vida até hoje não tem sido fácil. Existem até paralelos com a forma como o álcool e as drogas podem servir de, digamos, "adereços" e "redes de segurança", uma forma de tentar evitar alguns dos aspectos mais duros da realidade, e o que o feminismo me ofereceu.

Hoje, sem a confortável desilusão do feminismo encontro-me mais vulnerável. Por vezes, sem o "gang", o "clube" (a "seita"?) sinto-me sozinha. Mas não tenho arrependimentos. Para além da misandria, das mentiras, das tácticas de silenciamento, e das políticas sexuais opressoras do feminismo, ao escrever este artigo lembrei-me de que, mesmo quando ainda era uma feminista que pensava pela sua própria cabeça, eu fui expulsa e ridicularizada. Para mim, ser uma feminista foi estar numa irmandade mas não ter irmãs. Nunca mais voltarei para lá.


Agradeço ao Dean Esmay por me encorajar a escrever isto. Agradeço também à minha própria irmã que nunca se deixou convencer pelo feminismo e que agora passa o seu tempo a dizer "Eu bem te disse!"

O meu corrector
ortográfico não reconhece a palavra "misandria". Talvez o meu pc seja feminista.


sábado, 25 de fevereiro de 2012

A destrutiva mensagem do movimento feminista

Mais uma mulher que descobre a genuína natureza do movimento feminista.

O Dia da Mãe pode ser doloroso para as mulheres sem filhos. Ansiamos ler os cartões floreados, exclamar sobre pacotes misteriosos e enterrar os nossos narizes em bouquets acetinados. Claro que fico contente quando a minha afilhada se lembra de mim todos os anos e me envia chocolates.

Mas mesmo assim eu olho para trás na minha vida e pergunto "Miúda, o que é que te passou pela cabeça?"

O que é que te passou pela cabeça quando te tornaste tão envolvida no movimento feminista ao ponto de aceitares todos os aspectos da propaganda?

O que é que te passou pela cabeça quando começaste a olhar para a gravidez como um problema e não como uma bênção?

E quando te viraste para a suposta solução feminista do aborto?

O que é que te passou pela cabeça quando saltaste para dentro da carruagem "sem-filhos-por-escolha"? A propósito, essa agenda recebeu o nome de "livre de crianças" - algo que implica um delicioso estado de desembaraço existencial.

Vamos ser honestos: a vida sem crianças significa um vazio nos nossos corações. Significa também que não recebes pequenos-almoços na cama durante o Dia da Mãe. Além disso, não tens a felicidade de ser anfitriã de festas lotadas de crianças pegajosas ao mesmo tempo que o cão salta por baixo da mesa, esperando pelas sobras.

Sim, o vazio da vida sem filhos pode ser parcialmente preenchido com o amor de sobrinhos, sobrinhas e afilhados, mas nada pode substituir a genuína maternidade.

Quando era jovem, não me apercebi da perigosa mensagem do movimento feminista (que ainda ataca as mulheres de hoje). As feministas motivaram as mulheres a perseguir os seus sonhos - quer eles fossem na escola médica ou em torno de trabalho policial - mas havia uma actividade que era suposto as mulheres ignorarem. Essa actividade era colocar o casamento e a maternidade em primeiro ligar na vida e no coração.

Quando as mulheres estavam determinadas em ter filhos, as feministas diziam para aguentar mais um pouco - até ter o curso superior ou aquela promoção ou até ter aquele contracto com a editora. E se isto significasse esperar até aos 40, 45 ou 50 anos, tudo bem.

Quando as mulheres descobriram que a mãe natureza não se conforma com esta forma de pensar - e os seus níveis de fertilidade começam a descer a partir dos 30 anos - as mulheres ficaram chocadas.

Apesar de todas as cativantes mensagens do Dia da Mãe, as feministas ainda tentam incutir nas mães um sentimento de culpa.

Há anos que andamos a ouvir a semântica feminista: "tecto salarial", "segundo turno", "conjugação de responsabilidades", "guerra de mães", e assim por diante. Talvez seja a hora de parar com todas estas queixas e admitir a verdade.

Para um grande número de mulheres, a busca mais feminina de todas é ser mãe de alguém a tempo inteiro.


Mais uma mulher que caiu no engodo do feminismo e descobre, arrependida, que foi usada sem misericórdia por uma ideologia anti-mulher.

Sinceramente, quantos testemunhos destes as feministas actuais terão que ler antes de se aperceberem que estão a ser usadas por um grupo de homens esquerdistas?

Curiosamente, esses mesmos homens, que usam outras mulheres para espalhar entre elas que ter filhos é um "peso", há décadas e décadas fazem parte de famílias dinásticas numerosas.

Promovem o aborto em todo o mundo, mas as suas famílias vão crescendo e ficando cada vez mais fortes e poderosas à medida que os anos passam. A mulher comum, ávida defensora do feminismo, olha para estas coisas, mas não pára para pensar se há algo mais por trás do movimento feminista.

A Nova Ordem Mundial adora o feminismo porque quanto mais mulheres houver no mercado de trabalho, menos mulheres há a dar à luz, e menos pessoas haverá no mundo. Desde logo, mais fácil é controlar a humanidade.

Conclusão:

O feminismo é um movimento político que usa a psicologia da mulher para destruir a unidade familiar e a harmonia social. Os arquitectos do feminismo (homens) sabiam disso. Que pena que as mulheres actuais, ao contrário dum grande número de ex-feministas de décadas passadas, ainda não saibam.


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Ex-feminista confessa: "Se eu pudesse voltar o tempo atrás, deixaria o bebé viver"


Quando digo às pessoas que sou uma ex-feminista, recebo uma vasta gama de respostas. Algumas pessoas ficam chocadas e ofendidas - como se eu tivesse afirmado "duvido que o mundo seja redondo." Outras há que ficam com um olhar de alegria nas suas faces como se estivessem a pensar "Que bom que outra pessoa sente o mesmo que eu sinto!".

Certamente que não me oponho a que as mulheres frequentem as faculdades nem penso que elas devam ser proibidas de perseguir os seus sonhos - quer seja a maternidade, a medicina ou a meteorologia.

No entanto, e como alguém que viveu a agenda feminista durante muitos anos, posso revelar que dar as mulheres acesso à educação e a carreiras é apenas a ponta do iceberg feminista. Se nós cavarmos suficientemente fundo, encontraremos uma vasta gama de mentiras.

Mentiras feministas.

Demorei muitos anos até ver a realidade da primeira mentira que me contaram. Embora tenha sido criada numa lar Católico, durante os meus primeiros anos na faculdade não só abandonei a minha fé Católica como também os meus princípios morais.

Quando cheguei à etapa da pós-graduação - durante os anos 70 - o movimento de libertação estava a caminho e uma das principais alegações era o do "amor livre". Isto era um eufemismo uma vez que o mesmo nada tinha a ver com a realidade do comportamento - isto é, relacionamentos íntimos com estranhos como se isso fosse mais uma actividade casual.

Como uma feminista em crescimento, eu caí no erro de pensar que, uma vez que sexo casual não afecta os homens, também não afectaria as mulheres. Afinal de contas, uma vez que as feministas estavam determinadas que nivelar o campo de jogo entre os homens e as mulheres, isso envolveria destruir tradições como o casamento e o compromisso e, no processo, encorajar as mulheres a imitar o comportamento masculino.

Foi difícil tornar-me íntima com homens que mal conhecia ao mesmo tempo que fingia que não esperava qualquer tipo de compromisso da sua parte. Mas eu convenci-me de que, através do tempo, as minhas emoções mudariam.

Apesar do facto de eu e as minhas amigas feministas regularmente ficarmos de coração partido, nós não chegamos à conclusão óbvia: o feminismo estava errado; uma vez elas sabem no seu íntimo que o bebé é o propósito óbvio da intimidade sexual, as mulheres foram criadas por Deus para juntar o sexo ao compromisso e ao amor.

Uma vez que eu era demasiado ingénua para vêr através da mentira, conclui que eu tinha que dar mais tempo à nova experiência até, eventualmente, atingir a "libertação".

Fui também apanhada na teia da segunda mentira feminista, que é consequência lógica da primeira. As feministas estão bem cientes que o sexo casual pode levar a uma gravidez - mesmo que a mulher esteja a usar contraceptivos. Não há nenhum engenho ou químico que possa garantir a 100% que o acto sexual não terá como resultado uma gravidez.

As feministas, no entanto, não vêem este facto como uma razão válida para evitar o sexo fora do vínculo do casamento. Em vez disso, e na sua tentativa de cortar a ligação Divina entre sexo e bebés, elas propõem outra "solução" - uma que levou à morte de milhões de bebés através do aborto.

Tragicamente, eu sou uma das mulheres que caiu nesta decepção. Eu realmente acreditei que a liberdade da mulher em prosseguir com os estudos e avançar com a sua carreira profissional estavam acima do direito do bebé de nascer. Devido a isto, quando me vi grávida e solteira, escolhi o que pensava que seria uma solução simples.

Em todos os artigos feministas que li - e foram alguns - nenhuma menção foi feita às repercussões que normalmente ocorrem quando uma mulher faz um aborto.

Fiz a a marcação numa clínica feminista, entrei, e assinei os papéis. Na minha mente, o que eu estava em vias de fazer era, em termos factuais, idêntico a tirar um dente.

O que eu não me apercebi na altura é que eu estava em vias de abrir a primeira brecha na minha armadura feminista uma vez que, o "procedimento", como lhe chamei na altura, era horrivelmente doloroso, tanto fisicamente como emocionalmente.

Na verdade, quando deixei a clínica nesse dia, senti um vaga de alívio uma vez que o "problema" imediato, a gravidez inesperada, estava "resolvido". O que eu não sabia era que eu haveria de encarar muitos anos de problemas, muito mais sérios, à medida que as minhas emoções femininas reagiam com horror e remorso em relação ao que tinha ocorrido nesse dia.

Comecei a experimentar flashbacks e pesadelos; via bebés no centro comercial e começava a chorar. Pior de tudo, sentia-me terrivelmente sozinha uma vez que as minhas amigas feministas, que certamente tinha usado o mesmo "procedimento", cirurgicamente evitavam falar dos seus abortos.

Crescimento.

Enquanto os anos iam passando, eu ia ficando cheia de amargura e de remorsos sem fim. Não interessava o que as líderes feministas afirmavam em artigos eruditos; a verdade dos factos é que eu havia tirado uma vida e nunca iria ultrapassar esse facto.

Só quando regressei à Igreja Católica é que comecei a ver através das mentiras feministas. Vi que era impossível ser pró-mulher ao mesmo tempo que se era anti-bebé. Finalmente me apercebi que, dentro do plano feminista, os bebés são os grandes derrotados.

Foi só através do meu regresso ao Catolicismo que descobri, duma forma sã e bela, o que significa ser pró-mulher. A figura de Maria olhando com amor para a Criança Jesus nos seus braços revela a verdade que pode triunfar, duma vez por todas, sobre as mentiras do feminismo.

Arrancar os bebés das suas mães leva a resultados devastadores na mãe e na criança.

Encontrei o perdão do meu pecado através do sacramento da confissão e fui finalmente capaz de encontrar a cura emocional através do grupo "PATH", um ministério de tratamento e cura pós-aborto. No entanto as cicatrizes deixadas pelas mentiras feministas nunca estarão permanentemente curadas. Se pudesse voltar atrás a mão do tempo, eu deixaria o pequeno bebé viver.

Tal como milhões de outras mulheres que se arrependem do seu aborto, eu daria tudo se pudesse olhar para a pequena face do meu precioso filho que nunca chegou a ver a luz do dia.



Testemunho pessoal da Lorraine V. Murray.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Erin Pizzey: Fui Expulsa do Movimento Feminista Por Ser Contra a Violência

Durante o ano de 1970 eu era uma jovem dona de casa com um marido, duas crianças, dois cães e um gato. Vivíamos em Hammersmith, West London, e eu não via o meu marido muitas vezes porque ele trabalha para a televisão em todo o país. Eu estava sozinha e isolada e buscava algo mais que o tradicional dia a dia composto por cozinhar, limpar e actividades domésticas.

No princípio dos anos 70 um novo movimento para a mulheres - exigindo igualdade e direitos - começou a aparecer nos jornais diários. Entre as frases feitas, eu lia as palavras "solidariedade" e "suporte".

Eu acreditava de forma apaixonada que, não só as mulheres nunca mais se iriam encontrar isoladas umas das outras, como juntas poderiam mudar a sociedade para melhor.

Passados poucos dias, depois de ficar a saber a morada dum grupo em Chiswick, pus-me a caminho dum encontra do Movimento para a Libertação da Mulher (MLM).

Para poder fazer parte do grupo, pediram-me para pagar £3 e 10 xelins como propina. Pediram-me também para identificar as outras mulheres como "irmãs" e chamar os nossos encontros de "colectivos".

O meu fascínio com este novo movimento durou apenas alguns meses. Durante os enormes "colectivos", eu ouvi mulheres estridentes a pregar o ódio à família. Eles diziam que a família não era um lugar seguro para as mulheres e para as crianças.

(As evidências dizem exactamente o contrário: não há lugar mais seguro para a mulher que o vinculo do casamento)

Fiquei horrorizada com a sua virulência e as suas tendências violentas. Cheguei a um ponto onde me pus de pé e tentei trazer as líderes desta nova organização de volta à razão.

Acabei por ser expulsa do movimento. O meu crime foi o de ter avisado algumas das mulheres do departamento de Shaftesbury do MLM que, se elas persistissem com o plano para bombear Biba (uma loja de roupas em Kensington), eu chamaria a polícia.

Biba foi alvo de ataque bombista porque as mulheres do MLM pensavam que a loja era um empreendimento capitalista dedicado a sexualizar os corpos das mulheres.

Decidi que estava a perder o meu tempo a tentar influenciar o que, de acordo com o que eu poderia observar, era um movimento marxista dedicado a ficar com o dinheiro de mulheres crédulas como eu.



O problema do feminismo não é só que fica com o dinheiro das mulheres mais crédulas, mas também que prepara o caminho para que estas fiquem eternamente sem a sua alma. É uma ideologia demoníaca que deve ser forçosamente resistida.

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