Por Christopher Woodward
“Tolerância,” “diversidade,” “direitos dos gays.”
Estas são algumas das palavras politicamente correctas que serão
familiares para quem quer que viva nos EUA ou em qualquer outra parte
do mundo Ocidental. Embora estas ideias sejam promovidas sob a
bandeira de proteger os interesses dos grupos minoritários, grupos que
podem até precisar de protecção genuína contra o abuso e contra o
assédio, a verdadeira agenda por trás de tais conceitos politicamente
correctos não está de forma alguma relacionada com o respeito às
diferentes culturas ou aos diferentes estilos de vida, mas sim relacionada com os
meios através dos quais se tenta destruir a liberdade das sociedades,
baseada nos valores Cristãos e na economia do mercado-livre, e
substituí-la por uma sociedade controlada e socialista (erradicando o Cristianismo).
O processo de transformação da sociedade segundo esta metodologia já
está em
andamento há já várias décadas. Os casos de Cristãos a serem presos por
pregarem contra o comportamento homossexual, qualificando tal pregação
de "discurso de ódio" ou "homofobia", são só alguns exemplos que
demonstram o quão longe os EUA bem como as outras nações Ocidentais deixaram
de ser sociedades livres, algo que é o efeito das políticas
fundamentadas no politicamente correcto.
O Politicamente Correcto Começou com a Primeira Guerra Mundial
Até à Primeira Guerra Mundial, os teóricos Marxistas acreditavam que o
início da guerra na Europa levaria a que a classe operária se
revoltasse e criasse uma Europa Comunista. Embora isto tenha acontecido
na Rússia com a Revolução Bolchevique de 1917, isso não se propagou
pelo resto da Europa. Os teóricos Marxistas viram-se forçados a pensar numa
forma alternativa de trazer o Marxismo para as nações Europeias, e um
certo número de intelectuais Marxistas, tais como
Georg Lukacs, concluíram que um precursor necessário para a emergência
da revolução Marxista era a erradicação dos valores Cristãos da
civilização Ocidental.
Por volta de 1923, esta linha de pensamento entre os Marxistas levou à formação de um grupo de reflexão [
inglês: "think tank"] localizado na Universidade de Frankfurt. Originalmente o grupo recebeu o nome de
"Instituto para o Marxismo",
mas mal se aperceberam que havia a possibilidade da palavra "Marxista"
reduzir a eficácia do instituto, o mesmo foi renomeado para
"Instituto para Pesquisas Sociais", e rapidamente passou a ser conhecido apenas como a
"Escola de Frankfurt".
O primeiro director da Escola de Frankfurt, Carl Grunberg, retirou-se
em 1929, e no ano seguinte a mesma foi tomada por Max
Horkheimer. Horkheimer estava muito mais influenciado pelas ideias de
teóricos como Georg Lukacs, ao acreditar na necessidade de se remover
da sociedade os princípios da cosmovisão Cristã (e a civilização
Ocidental) como condição prévia para a tomada da Europa pelo Marxismo.
Como forma de atingir estes objectivos, Horkheimer apresentou novas
pessoas à Escola de Frankfurt, tais como Theodor Adorno, Eric Fromm e
Herbert
Marcuse. Depois disto, a Escola de Frankfurt dedicou-se a desenvolver uma teoria chamada de
Marxismo Cultural.
Isto seria atingido levando a cabo uma campanha de propaganda com o fim
de fragilizar os valores Judaico-Cristãos da sociedade, transformando
esses valores em coisas "repressoras", e promovendo filosofias tais como o
feminismo, a emancipação sexual e a normalização do homossexualismo,
condicionando o público para que este aceite a visão do mundo
esquerdista através da infiltração das instituições (como os
média,
as artes e as
universidades).
O Marxismo Cultural encontra-se vivo e de boa saúde na sociedade actual, e ele é agora conhecido como "Politicamente Correcto".
William Lind, antigo director do
"Free Congress Foundation", descreveu o politicamente correcto como "
o Marxismo traduzido para termos culturais".
A Escola de Frankfurt promoveu o Marxismo Cultural acreditando que
esse passo era necessário para se instalar o Marxismo tradicional.
A Escola de Frankfurt Muda-se para os Estados Unidos.
Quando [o Nacional-
Socialista]
Adolf Hitler conquistou o poder em 1933, os membros da Escola de
Frankfurt viram-se forçados a fugir da Alemanha visto que os Nazis se
opunham ao Marxismo.
[ed: Os
Nazis opunham-se ao Marxismo não por divergências ideológicas mas sim
por motivos de poder. Para além disso, um dos motivos mais fortes que levou a que alguns
dos membros da Escola de Frankfurt fugissem da Alemanha
Nacional-Socialista para os EUA capitalista foi o facto dum grande
número dos membros do instituto serem de origem Judaica].
Devido a isso, em 1934 membros da Escola de Frankfurt fugiram para os Estados Unidos e com a ajuda de
John Dewey,
professor na "Columbia University" em Nova York e o assim-chamado
"padrinho" da educação progressista, e também com a ajuda de
Edward R.
Murrow
(Secretário-Adjunto do Comité de Emergência de Ajuda aos Estudiosos
Alemães Descolados), eles [os membros da Escola de Frankfurt] foram
colocados em posições-chave dentro das universidades e dos colégios da
América.
Durante a década 50, Herbert Marcuse, membro da Escola de Frankfurt,
declarou que os agentes da futura revolução Marxista seriam os grupos
estudantis, os negros, as mulheres feministas - os assim-chamados
"grupos-vítima"
do politicamente correcto actual. A influência do Marxismo Cultural da
Escola de Frankfurt tornou-se mais aparente durante os anos 60, com a
geração
"baby-boom" a
rejeitar em larga escala os valores tradicionais durante a revolução
contra-cultural sem se aperceberem das raízes Marxistas das novas
filosofias que estavam a abraçar.
Um Aviso dum Antigo Agente do KGB
No ano de 1985, durante uma entrevista com G. Edward Griffin, um ex-agente do KGB chamado
Yuri Bezmenov explicou
as 4 fases do processo
através do qual os comunistas trabalham tendo em vista a "subversão
ideológica" e a transformação duma nação livre num estado comunista.
Segundo Bezmenov,
a primeira fase do processo é a desmoralização,
que envolve remover os fundamentos morais da nação, e expor a nação à
ideologia Marxista. O processo demora entre 15 a 20 anos para estar
completo, visto que é o número mínimo de anos que leva para se educar
uma geração de estudantes.
A desmoralização irá eventualmente levar à segunda fase do processo de subversão, nomeadamente,
a desestabilização. Isto pode demorar entre 2 a 5 anos.
Isto leva-nos por sua vez a 3ª fase que é a
crise, que leva então à 4ª fase, a fase da
normalização.
A normalização é quando a crise, qualquer que seja o tipo, permite
que o governo tome conta da economia, elimine o mercado de competição
aberta e traga o governo
"big brother" e
o Marxismo tradicional. O público já estará condicionado para aceitar
de bom grado a usurpação do governo como forma de providenciar uma
solução para a crise.
Bezmenov avisou que os EUA já tinham atingido e passado a fase da
desmoralização e que estavam a caminho de adoptar o Marxismo na sua
plenitude. Exemplos que demonstram a forma como os EUA foram
desmoralizados são a remoção da oração e da leitura da Bíblia nas
escolas em 1962 e 1963 respectivamente, a subsequente remoção dos Dez
Mandamentos das escolas em 1980, e a legalização do aborto a pedido depois da decisão do caso
Roe v.
Wade em 1973.
Numa entrevista dada à
"Edge Media Television",
o pesquisador anti-União Europeia David
Noakes (Grã-Bretanha) cita mais de 200 técnicas de subversão com
origens na Escola de Frankfurt adoptadas pela União Europeia dos anos
1950. Exemplos disto, são o esvaziamento das igrejas, os programas de TV
estúpidos, a destruição da família, a corrupção nos tribunais, o beber álcool
o dia todo, a lavagem cerebral por parte dos média, o ensino do
homossexualismo, e a fragilização da Constituição. Na Grã-Bretanha o
processo de desmoralização toma a forma de propagar o mito de que a
Grã-Bretanha não tem uma constituição, enquanto que nos EUA isso é
feito de modo contínuo violando e fragilizando a constituição.
Com este tipo de medidas em práctica há já algumas décadas, o processo de desmoralização está completo.
Será Que Já Chegamos à Fase da Crise?
Muitos políticos e banqueiros já declararam abertamente a necessidade
duma crise como forma de se cumprir com a sua agenda. Durante um jantar
nas Nações Unidas em 1994, David
Rockefeller, um banqueiro internacional extraordinariamente poderoso,
declarou:
Estamos à beira duma transformação global. Tudo o que precisamos é duma crise de proporções mundiais certa de modo a que as nações aceitem a Nova Ordem Mundial.
No princípio de 2009, durante a crise financeira mundial e a apenas
alguns dias de Barack Obama ser ajuramentado como presidente, o antigo
Secretário-de-Estado Henry Kissinger disse:
A
sua função será desenvolver uma estratégia para a América quando, na
realidade, uma nova ordem pode ser criada. É uma grande oportunidade e
não é só uma crise.
Rahm Emanuel,
antigo Chefe-do-Estado-Maior da administração de Obama declarou também:
Nunca se deve desperdiçar uma crise séria.
Parece que os EUA e as outras nações estão à beira da crise necessária
que gerará o apoio público para um governo mais corpulento e mais
controlador - um estado "big brother" com a perda da liberdade
individual. De facto, algumas pessoas afirmam que isto já está a
acontecer.
O Politicamente Correcto, inicialmente conhecido como Marxismo
Cultural, deriva da Escola de Frankfurt; com o seu ataque à liberdade
de expressão e a sua exigência duma diversidade e tolerância para com
tudo e todos, excepto para com aquelas pessoas e aquelas ideologias
qualificadas de "intolerantes", é o princípio dum processo de
transformação duma nação livre para um estado Marxista.
Fonte: Howse, B, "Grave Influence", Worldview Weekend Publishing, 2009. pp.70-71,125-133