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domingo, 17 de agosto de 2014

Guerra fria entre as mulheres

Quão agressivas são as mulheres? Quando há três décadas atrás a antropóloga Sarah B. Hrdy pesquisou a literatura existente, concluiu que "a componente competitiva da natureza da mulher permanece anedótica, sentida de maneira intuitiva, mas ainda não confirmada pela ciência.” A ciência avançou muito desde então, tal como nota a Drª Hrdy na sua introdução para a edição mais recente de "Philosophical Transactions of the Royal Society" inteiramente dedicada ao tópico da agressividade feminina. Ela atribui a "espantosa" quantidade de novas evidências parcialmente às melhores técnicas de pesquisas e parcialmente à entrada de tantas mulheres nos ramos científicos anteriormente dominados pelos homens.

A existência de competição entre s mulheres pode parecer óbvio para qualquer pessoa que já esteve num refeitório duma escola secundária ou num bar de solteiros, mas analisar isso mesmo tem sido difícil visto que essa mesa competição tende a ser subtil e indirecta (e muito menos violenta) que a variedade masculina. Agora que os pesquisadores têm olhado para as coisas de uma maneira mais atenta, eles afirmam que esta "competição intrassexual" é o factor mais importante que explica a pressão que as jovens mulheres sentem para atingir padrões de conduta sexual e de aparência física.

As antigas dúvidas em torno da competitividade feminina derivavam parcialmente da análise das probabilidades reprodutivas das antigas sociedade onde imperava a poliginia, onde alguns homens eram deixados solteiros devido ao factos dos machos dominantes terem múltiplas esposas. Devido a isso, os homens tinham que competir por uma chance de se reproduzirem, enquanto que virtualmente todas mulheres estavam seguras que se reproduziriam.

Mas mesmo nessas sociedades, as mulheres não eram troféus passivos nas mãos dos homens vitoriosos visto que elas tinham os seus próprios incentivos para competirem umas com as outras como forma de obterem os parceiros mais desejáveis e mais recursos para os seus filhos. E hoje que as maior parte das pessoas vive em sociedades monogâmicas, a maior parte das mulheres enfrenta as mesmas probabilidades que os homens. De facto, elas enfrentam probabilidades mais duras em alguns locais, tais como em muitas universidades visto que as mulheres são mais que os homens.

A jovem mulher

Para se ver a forma como as estudantes reagiam à presença duma rival, os pesquisadores trouxeram um par de rivais para o laboratório da McMaster University, para o que era ostensivamente uma discussão em torno da amizade feminina.

Mas a verdadeira experiência começou quando outra jovem mulher entrou na sala, perguntando onde é que ela poderia encontrar um dos pesquisadores.

Esta última mulher havia sido escolhida pelas pesquisadoras - Tracy Vaillancourt e Aanchal Sharma - porque tinha as qualidades físicas consideradas atraentes para os homens, isto é, "relação cintura-quadril baixa, pele clara, e seios enormes." Às vezes ela usou uma t-shirt e jeans, mas noutras ocasiões usou blusa justa e uma saia pequena.

Quando ela usou jeans, a jovem mulher atraiu pouca atenção e nenhum comentário negativo por parte das estudantes, cujas reacções estavam a ser secretamente gravadas durante a presença da jovem assistente e depois dela sair da sala. Mas quando ela usou a pequena saia e a t-shirt justa, virtualmente todas as estudantes reagiram com hostilidade. Elas olharam para ela dos pés à cabeça, reviraram os olhos, e por vezes exibiram sinais de raiva. Uma das estudantes perguntou, descontente, "Mas que [obscenidade] é esta?"

A maior parte da agressividade, no entanto, acontecia depois dela sair da sala. As estudantes riram-se dela e atribuíram-lhe motivos, Uma das estudantes sugeriu que ela estava vestida daquela forma para fazer sexo com o professor. Outra disse que os seios dela "estavam quase a saltar para fora."
Os resultados da experiência mostram evidências de que esta forma de agressão indirecta ao estilo "rapariga má" é mais usada pelas adolescentes e pelas jovens mulheres do que as mulheres com mais idade, visto estas últimas terem menos motivos para colocar em desvantagem as suas adversárias uma vez já casadas Outros estudos demonstraram que quanto mais atraente for a rapariga ou a mulher, mais provável ela é de ser vítima da agressão indirecta de outras mulheres.

A Drª. Vaillancourt, actualmente psicóloga na Universidade de Otawa, afirmou:

As mulheres são de facto muito capazes de comportamento agressivo umas com as outras, especialmente para com as mulheres que elas vêem como rivais. (...) A pesquisa demonstra também que a supressão da sexualidade feminina é feita por outras mulheres, e não necessariamente pelos homens.

A estigmatização da promiscuidade feminina - isto é, o "slut-shamming" - é frequentemente atribuída aos homens, que têm um incentivo natural para desencorajar as esposas de se afastarem, mas este mesmo incentivo natural leva-os também a encorajar as outras mulheres a serem promíscuas. A Drª  Vaillancourt afirmou que as experiências, bem como outras pesquisas, sugerem que o estigma da promiscuidade feminina é imposto sobretudo pelas mulheres:

O sexo é desejado pelos homens. Consequentemente, as mulheres limitam o acesso a ele como forma de manter a vantagem na negociação deste recurso. As mulheres que fazem do sexo algo prontamente disponível colocam em causa a posição de poder de todo o grupo, e é por isso que muitas mulheres não toleram as mulheres que são, ou são vistas, como promíscuas.

A agressão indirecta pode ter consequências psicológicas nas mulheres que são ostracizadas on sentem-se pressionadas para atingir padrões impossíveis - tal como a moda do corpos magros presente em muitos países modernos. Estudos demonstraram que a forma corporal ideal das mulheres é mais magro que a média - e mais magro do que aquele que os homens qualificam de corpo ideal. Esta pressão é tida como consequência dos corpos ultra-magros das modelos que se encontram nas revistas e na televisão, mas Christopher J. Ferguson, psicólogo na "Stetson University", e outros pesquisadores dizem que ess pressão é o resultado da competição entre as mulheres, e não das imagens dos média:

De certo modo, os média reflectem as tendências que estão a decorrer na sociedade, mas não as criam.

O Dr. Ferguson diz ainda que a insatisfação das mulheres em relação aos seus corpos não está relacionada com o que elas vêem na televisão, e nem foram elas influenciadas pelos programas de televisão mostrados nas experiências de laboratório: ver as actrizes esbeltas da série "Scrubs" não induziu maiores sentimentos de inferioridade do que ver a não-tão-esbelta actriz principal da série “Roseanne.”

Mas o Dr. Ferguson apurou que as mulheres eram mais susceptíveis de se sentirem piores quando elas se comparavam com as mulheres do seu círculo social, ou mesmo quando se encontravam na mesma sala com uma mulher desconhecida - tal como a assistente do Dr. Ferguson quando este levou a cabo uma experiência com estudantes universitárias. Quando ela usou maquilhagem e um elegante traje de negócios, as estudantes ficavam menos satisfeitas com os seus próprios corpos do que quando a assistente usava calças alargas e não usava maquilhagem. E estas estudante sentiam-se ainda piores se se encontrasse um homem atraente na sala. O Dr. Fergunson afirma:

A competição sexual entre as mulheres parece aumentar devido a circunstâncias que tendem a ser particularmente comuns ns sociedades afluentes.

Nas povoações tradicionais, as pessoas casam-se cedo e com alguém de perto, mas os homens jovens e as mulheres jovens das sociedades modernas são livres para adiar o casamento à medida que fazem uma busca alongada e extensa por uma melhor opção. A consequência disto é mais competição visto existirem muito mais rivais - e já não há qualquer dúvida científica de que ambos os sexos estão nesta competição para ganhar..


* * * * * * *

Portanto, sempre que as feministas levarem a cabo manifestações contra a "limitação da sexualidade" da mulher, ou outro argumento-palha qualquer, convém ressalvar que a pessoa mais susceptível de querer "limitar" a sexualidade da mulher é outra mulher. Se os homens "limitam" a sexualidade de alguma mulher, é porque essa mulher já é dele - esposa, filha ou outra menina ao seu cuidado.

Por outro lado, as mulheres vêem com bons olhos a limitação da sexualidade feminina porque isso aumenta o seu poder de negociação junto dos homens: os homens querem sexo, e estão dispostos a trocar o fruto do seu trabalho por sexo (junto da mulher que eles olhem como digna disso).

Isto implica que as feministas que promovem a promiscuidade junto das mulheres, estão, na verdade, a fragilizar o seu poder de negociação junto dos homens, visto elas estarem a dar gratuitamente o que eles querem (sem que eles tenham que prescindir de nada seu). Para os homens promíscuos o feminismo é uma dádiva. Para as mulheres, uma tragédia.

O slut-shamming é, portanto, feito pelas mulheres e não pelos homens; se as feministas querem acabar com o slut-shamming, o melhor que têm a fazer é mudar a psicologia da mulher. (Boa sorte).





sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A vida de Paul Julien Robert numa comuna

Oz Conservative

Há algum tempo atrás escrevi um post em torno da comuna Oneida com o título de "Was free love really so free?". O post lidava com uma comuna instalada nos EUA durante os 1840 onde o casamento foi abolido e substituído pelo "amor livre". Apesar de ter tido como propósito a liberdade, a comuna acabou por ser um sistema autoritário onde 300 pessoas eram governadas por 27 comités e onde os homens mais velhos decidiam quem é tinha autorização para formar pares (e estes homens mais velhos decidiram formar pares com meninas bem novas).

Agora, um documentário revela uma tentativa semelhante de estabelecer uma comuna na Áustria, durante os anos 70 e 80 do século 20. O documentário foi feito por um homem que cresceu na comuna com o nome de Friedrichshof chamado Paul Julien Robert. A comuna Friedrichshof foi fundada por um artista chamado Otto Mühl, e tinha como propósito dissolver o casamento e a família, para além de abolir a propriedade privada. "A comuna centrava-se no livre sexualidade e na propriedade comunal," tal como um dos participantes descreveu.

A mãe de Paul Julien Robert inscreveu-se porque ela pensou que se estava a juntar a uma "comuna simpática". Paul Julien, que não recebeu permissão para conhecer o seu pai biológico, viveu com a sua mãe até aos 4 anos, altura em que ela foi enviada pela comuna para a Suiça para ganhar dinheiro. Ele foi forçado a cantar slogans tais como:

"A minha mãe foi para a Suiça. Desde então, eu estou cada vez melhor a cada dia que passa."

Os membros da comunidade tinham que levar a cabo actos simbólicos de matricídio e patricídio como forma de superar a "sua geração autoritária". O fundador da comuna, Otto Mühl, falando com os membros da comuna, dizia coisas como "Já nos conseguimos libertar e salvar alguns desta coisa nojenta que é a família nuclear."

Mas destruir a família não gerou o amor livre ou a ausência de autoritarismo. Em vez disso, substituiu a amorosa autoridade de pais carinhosos pela autoridade dum só homem: Otto Mühl. Ele foi descrito como um homem "cruel, controlador e autoritário." Ele estabeleceu uma estrutura hierárquica com ele mesmo no topo, e com várias mulheres abaixo dele a competir entre si por mais poder. Ele deu permissão a ele mesmo de ter uma esposa, e era o único com autoridade para disciplinar as crianças. Quando a comuna se dissolveu em 1990, ele foi preso e condenado por vários casos de abuso de menores.

Um livro que fala da comuna pinta em traços gerais o dia-a-dia de Friedrichshof:
A realidade dos factos é que a experiência comunitária dos anos 70 foi gerando cada vez mais um sistema totalitário onde as pessoas se espiavam mutuamente, e onde ocorria o abuso de menores e o aborto forçado....
Para além disso, este modelo de amor livre também não gerou amor. Paul Julien Robert fala do tempo na comuna depois que a sua mãe se foi embora:
Eu estava muito solitário. Outras mulheres ocuparam o seu lugar, mas elas nunca foram realmente próximas. A ideologia existente era a de que todos os relacionamentos eram maus para o grupo, e como resultado, não era possível estabelecer vínculos com alguém.
Será que Robert sentiu-se amado?

Nunca. Cresci a pensar que o amor era uma coisa má. O sentimento de ser amado, e a expressão do amor, foram coisas que eu realmente tive que aceitar e aprender mais tarde. ... Havia uma ausência geral de afeição por parte dos adultos. Nunca ninguém me pegou ao colo ou foi terno comigo quando eu era criança.

Existe por aqui uma lição para todos aqueles que pregam o amor universal sem distinção: isso pode levar a algo que não é, na sua essência amor verdadeiro. O verdadeiro amor brota dentro de relações particulares, e é particularmente promovido dentro das relações familiares próximas. Se por acaso nós crescemos dentro duma família amorosa, somos mais susceptíveis de amar o vizinho e a comunidade, o que nos torna mais susceptíveis de amar a nação e as pessoas, o que nos torna capazes de amar outros membros da humanidade mais alargada.

Se, por outro lado, cortamos a ligação com os nossos próximos, não pavimentamos o caminho para o amor universal pela humanidade mas diminuímos sim a capacidade de amar no seu todo.

Fontes: The Guardian, Live For Films

* * * * * * *
As consequências trágicas da vida na comuna para Paul Robert são um caracterização perfeita do que é o totalitarismo estatal (qualquer que seja o seu nome). A elite decidiu privar Robert da sua mãe e do seu pai por motivos puramente ideológicos, tal como os governos vêem com bons olhos a destruição da família como forma dele (o governo) mais facilmente manipular a sociedade.

Convém notar também a óbvia dualidade de critérios na forma de agir de Otto Mühl: enquanto ele proibia os outros membros da comuna de terem uma esposa ou um marido, ele tinha essa benesse. Isto é análogo ao que acontece nos regimes totalitários, onde as massas são forçadas a condicionar a sua vida em favor duma ideologia em perpétua busca de validação histórica (o assim chamado "verdadeiro" <introduza_nome_da_ideologia_aqui>), ao mesmo tempo que elite vive como bem acha e como bem quer - tendo acesso a tudo do bom e do melhor:

O Khmer Vermelho disse que estava criando uma nação utópica onde todos seriam iguais. Eles reiniciaram nossa nação reassentando todos e levando nossa situação à estaca zero. A nação inteira foi lançada na pobreza de forma igualitária. Mas enquanto toda a população morria de inanição, fome e abandono, o Khmer Vermelho criava uma nova classe de poderosos. Seus soldados e os membros do Partido Comunista podiam escolher qualquer homem ou mulher para se casarem. Além de mantimentos à vontade, eles adoravam ouro, jóias, perfumes, relógios importados, medicina ocidental, carros, motocicletas, seda e outros produtos importados.

Conclusão:

As ideologias que promovem as "comunas" ou outra forma de organização familiar não o fazem para o bem estar das pessoas mas sim para fragilizar a instituição da família em si (como se viu nas palavras de Otto). A família serve de protecção contra a ditadura da minoria elitista e muito provavelmente é por isso que essa mesma elite tem tanto interesse em destruir a nossa família.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

O porquê da liderança feminina gerar infelicidade

O Imperativo Feminino é demasiado exclusivo para permitir suficiente coesão social. O texto que se segue foi visto aqui.

Eis aqui uma experiência interessante: decidi testar a ideia do Vox [Day] de que ter mulheres no local de trabalho era mau para a sociedade e para a relação entre os sexos.  Eu tenho permissão para ocasionalmente fazer pequenas experiências sociológicas uma vez que sou professor de [EDITADO] na China. Eu ensino rapazes e raparigas do ensino secundário. O grupo-amostra era composto por 12 raparigas e 9 rapazes.

Há poucos dias atrás tivemos aqui na PRC o "dia da mulher" e nesse dia, por volta das 10 da manhã, eu trouxe um conjunto de guloseimas e bebidas para a turma. Os adolescentes estão sempre com fome como tal, quando eu mostrei a comida à turma, ganhei a sua atenção.

Uma vez que era o dia das mulheres, eu reuni a comida e a bebida numa mesa e deixei que as mulheres fossem as primeiras a escolher. A comida em si era composta por carne temperada, pés de galinha (algo muito apreciado por aqui) e muitas outras coisas.  As raparigas foram as primeiras a escolher - uma sacolinha para cada uma e uma bebida para cada uma. Naturalmente, elas escolheram as melhores coisas logo à primeira e deixaram o que restava para os rapazes.

Por esta altura aconteceu uma coisa interessante.

As raparigas recusaram-se a partilhar o que quer que fosse, *excepto* com os dois rapazes mais populares da turma. Estes dois era claramente livres para viajar por entre as mesas e comer o que  quisessem das mesas das raparigas. Os rapazes menos populares ou não tentaram nada ou os seus pedidos foram recusados pelas raparigas de forma seca (por vezes esta recusa não foi nada simpática). A melhor comida foi para estes dois rapazes (um em particular) que dominavam a cena social ao mesmo tempo que os outros sete rapazes se contentaram com os seus sacos cheios de itens menos desejáveis.

Dois dias mais tarde, a mesma turma celebrou o "dia dos rapazes" e houve mais uma vez oferta de comida semelhante à comida do "dia das mulheres". Desta vez, no entanto, eu permiti que os rapazes (e não as raparigas) fossem os primeiros a escolher a mesma quantidade que eu havia permitido no "dia das mulheres". Os rapazes levaram os melhores itens existentes na mesa e deixaram o resto para as raparigas. No entanto, depois de tudo estar distribuído, as raparigas - todas elas - visitaram e sentaram-se perto dos rapazes com a melhor comida.

Como a vinda dos rapazes para a mesa era aleatória, os dois rapazes mais populares não foram os primeiros a escolher. De modo geral, houve uma maior mistura e a cena social estava distribuída de forma mais equitativa entre os rapazes e as raparigas. Para além disso, todos tiveram a possibilidade de saborear da melhor comida. 

Os rapazes que estavam num escalão social mais baixo tiveram atenção das meninas e começaram a agir de um modo mais confiante. Eles tinham algo que as raparigas *queriam*, e isso inverteu a estrutura de poder e tornou as raparigas mais simpáticas quando comparadas com a atitude mais agressiva observada dois dias antes.

Por parte das raparigas houve muito menos respostas agressivas (que elas usaram e abusaram no dia das mulheres sempre que os rapazes menos populares queriam algo), e as respostas menos simpáticas que ocorreram eram de teor mais brincalhão e não maldoso. Até as raparigas mais feias tiveram acesso a uma parte da comida boa, exactamente o contrário do que os rapazes haviam experimentado.

Posso declarar facilmente que a felicidade geral era maior do que no dia em que as raparigas foram as primeiras a escolher. Dito de outro modo, quando as raparigas tiveram o poder, elas não o usarem da melhor forma, e toda a turma sofreu com isso.

O status quo estava muito longe de ser justo, e uma super-maioria dos rapazes foi deixada sem nada de produtivo para fazer (a menos que se considere sentar sozinho e sentir um profundo ressentimento algo de produtivo).

Embora isto dificilmente seja uma experiência controlada, foi muito interessante ver o desenrolar das coisas ao nível mais pequeno. Não creio que seja uma extrapolação injustificada afirmar que algo análogo a isto está a ocorrer no mundo.

Deixem os rapazes escolher primeiro, e eles alegremente partilham o que têm com as raparigas. Isto não requer qualquer tipo de treino ou incentivo; os rapazes fazem isto naturalmente. Deixem as raparigas ter o poder, e elas naturalmente deixam de fora a maioria dos rapazes com a excepção dos chamados "machos alfas". A felicidade geral era também bem inferior.

* * * * * *
Esta experiência bastante reveladora da dinâmica social é uma imagem do que está a acontecer no mundo Ocidental: o poder está a ser transferido dos homens para as mulheres (embora na verdade, esta "transferência" de poder seja ilusória, como se vai ver mais a seguir), e consequentemente, a felicidade geral (incluindo a das mulheres) está em queda livre.

Note-se uma coisa muito importante, já ressalvada pelo autor da experiência: quando o poder está nas mãos das mulheres, a esmagadora maioria dos homens sofre, com a excepção dos chamados "machos alfa". Curiosamente (ou talvez não) são os machos alfa os grandes financiadores e promotores do feminismo na sociedade ocidental. São eles que controlam os estabelecimentos de ensino, os média, os maiores partidos políticos, as leis e tudo o mais. O feminismo é-lhes bastante útil visto que, simulando uma transferência de poder dos homens para as mulheres (quando na verdade a transferência é dos homens não-alfas para as mulheres), eles (os alfas) destacam-se ainda mais, obtendo das mulher o poder que elas pensam ser delas.

Tomando como referência apenas e só a área sexual, a partir do momento em que a mulher obteve maior poder sobre a sua sexualidade, ela passou a estar mais à disposição para uso dos machos alfa. Antigamente, na era do "patriarcado opressor", se um macho alfa quisesse obter intimidade sexual com uma mulher, ele tinha que casar. Hoje, graças ao feminismo e à "emancipação" da mulher, os alfas têm várias mulheres à sua disposição para uso e desuso.

Algumas pessoas afirmam que 20% dos homens usufruem da sexualidade de 80% das mulheres modernas. Não sei se há dados concretos que confirmem isto, mas não é difícil aceitar esta declaração como verídica. Como se viu em cima, a maior parte das mulheres não está disposta a partilhar o que é seu com a esmagadora maioria dos homens, deixando isso só para os destacados.

Outra coisa interessante é saber que, quando os homens têm o poder nas mãos, até as mulheres com beleza inferior são beneficiadas. Isto é muito melhor que o poder nas mãos das mulheres visto que quando elas o têm nas mãos, elas concorrem entre si pela atenção dos alfas, e estes só escolhem as mais bonitas, deixando as menos atraentes de lado.

Resumindo, a felicidade da mulher é superior quando o poder está na mãos dos homens. Por outro lado, o poder dos machos alfa é maior quando eles simulam uma ilusória transferência de poder dos homens [medianos] para as mulheres.

É por estas e por outras que é seguro afirmar que quanto mais feminizada (e emasculada) uma sociedade está, piores serão ser os níveis de felicidade geral (dos homens e das mulheres). E como pessoas infelizes não são produtivas, é também seguro afirmar que as sociedades sob o domínio do feminismo (e do "poder feminino") caminham a passos largos para a auto-destruição. Mas, como já se sabe, é mesmo esse o objectivo - destruir a civilização ocidental.

Conclusão:

O patriarcado funciona porque ele é o sistema que melhor se adapta ao ser humano. O matriarcado não funciona porque é anti-natural, genuinamente opressor e causador de infelicidade geral. Quem luta contra o patriarcado Cristão, luta contra a ordem social do mundo ocidental, e contra a coesão social. Desde logo, quem luta contra a ordem social é inimigo da sociedade e deve ser encarado com o tal.

Disto se conclui que o feminismo e o esquerdismo no geral são inimigos da civilização e devem ser tratados como tal.



sábado, 19 de janeiro de 2013

Testosterona: o "soro" da verdade?

O segredo para forçar um homem a dizer a verdade? Aumentar um bocado o seu nível de testosterona, afirmam os cientistas. A testosterona, que frequentemente está associada à agressividade e ao comportamento antissocial, para além de aumentar o libido e a massa muscular, pode tornar o homem menos susceptível de mentir ou enganar.

Num estudo levado a cabo recentemente, os cientistas aumentaram os níveis de testosterona de 46 homens ao fazê-los cheirar a sua pele depois desta ter sido coberta com gel contendo a hormona. Outros 45 homens foram tratados com um placebo [sucedâneo].   Posteriormente, foi pedido aos grupos que tomassem parte num estudo comportamental que exigia que eles jogassem um jogo de dados simples numa cabine isolada.  Quanto mais alto eram os resultados que eles inseriam no computador, mais dinheiro eles recebiam como resultado.

O Professor Bernd Weber (neuroscientista), da Universidade de Bona (Alemanha) afirmou:

Estas experiências foram feitas de modo a que os participantes pudessem mentir. Devido às cabines isoladas, ninguém sabia se eles estavam a inserir dados reais nos computadores, ou resultados mais elevados como forma de receber mais dinheiro. 
No entanto, mais tarde os cientistas foram capazes de determinar se algum dos voluntários tinha feito batota.

Os resultados, reportados no jornal online Public Library of Science ONE, revelou que os homens com níveis de testosterona mais elevados mentiram menos.

O Professor Armin Falk, co-autor do estudo e economista da mesma Universidade, afirmou:

Os participantes com níveis mais elevados de testosterona  claramente haviam mentido menos frequentemente que os participantes que não haviam recebido aditivos de testosterona.

No entanto, os cientistas foram capazes de determinar se algum dos voluntários havia feito batota.
Os pesquisadores afirmaram que o aumento da hormona provavelmente  aumentou o sentimento de orgulho dos homens, bem como a necessidade de desenvolver uma auto-imagem positiva.




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