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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A fraude da revolução soviética

Por João Carlos Espada

A revolução soviética, cujo centenário alguns celebram amanhã, foi simplesmente a maior fraude intelectual e moral do século XX.

Em primeiro lugar, não se tratou de uma revolução popular, mas de um mero golpe armado promovido por uma minoria fundamentalista que nunca convocou e respeitou eleições livres.

Em segundo lugar, não se tratou sequer de um golpe contra um regime despótico. O regime czarista tinha sido deposto em Fevereiro desse mesmo ano de 1917. Um regime constitucional parlamentar dava os seus primeiros passos na Rússia e preparava eleições livres.

Por outras palavras, a tão badalada ‘esperança emancipadora’ da revolução soviética resumiu-se a uma sublevação armada para impedir a tentativa de consolidação de uma democracia parlamentar na Rússia. Traduziu-se depois na criação de um regime sanguinário que procurou exportar para a Europa o mesmo desrespeito fundamentalista pelas regras imparciais do constitucionalismo democrático.

Esta tentativa de exportação do fundamentalismo comunista acabou por gerar outros fundamentalismos de sinal contrário: o nacional-socialismo e o fascismo. Todos eles são expressão da mesma revolta primitiva contra a sociedade aberta e pluralista — da qual todos eles inicialmente fizeram o seu principal inimigo. E em comum desencadearam a II Guerra, em Setembro de 1939, através da invasão combinada da Polónia pela Alemanha nazi e pela Rússia comunista.

Por que motivo produziu o bárbaro regime soviético tanta admiração entre a intelectualidade ocidental? É um mistério a que Raymond Aron, em 1955, chamou de ‘ópio dos intelectuais’. Funda-se num conjunto de mitos que muitos intelectuais ainda hoje recusam confrontar com os factos. A mais devastadora crítica desses mitos comunistas e marxistas foi produzida por Karl Popper em 1945, na sua obra A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos.

O primeiro desses mitos consiste na crença positivista em leis deterministas da história. O comunismo seria o sucessor inevitável do capitalismo, assim como este sucedera inevitavelmente ao feudalismo, e o feudalismo sucedera inevitavelmente ao regime esclavagista e este ao chamado ‘comunismo primitivo’. Esta sucessão inevitável resultaria do desenvolvimento dos meios e técnicas de produção e não dependia das escolhas morais e políticas dos indivíduos — que apenas poderiam atrasar ou acelerar o rumo predeterminado da história.

Esta foi a ‘teoria científica da história’, anunciada por Marx e Engels no seu ‘Manifesto Comunista’ de 1848. Mas, perguntou Popper, se se trata de uma teoria científica, como pode ser testada pelos factos? Em que condições futuras poderia o não advento do comunismo refutar a teoria?

Nenhumas, mostrou Popper, porque sempre que o comunismo falhar os crentes positivistas poderão argumentar que se tratou de um recuo temporário — e que, no futuro, o comunismo inevitavelmente triunfará. (Isto é precisamente o que dizem hoje os comunistas quando confrontados com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e a implosão do comunismo soviético).

É como o letreiro que anuncia ‘Amanhã a cerveja será gratuita’. Os clientes voltarão todos os dias e todos os dias terão de pagar a cerveja. Mas o letreiro continua certo porque cada dia será ‘hoje’ — e pode ser que ‘amanhã’ a cerveja seja gratuita. Por outras palavras, disse Popper, a ‘visão científica’ da história não passa de uma versão positivista de ‘profetismo oracular’.

Além disso, mostrou Popper, todas as poucas previsões empiricamente testáveis produzidas pelo marxismo foram refutadas pelos factos. Não se verificou a queda tendencial da taxa de lucro nem a estagnação da inovação promovida pelas empresas privadas, livres e descentralizadas. Não houve bipolarização entre ricos e pobres, mas impressionante expansão das classes médias. Não foi impossível reformar o sistema capitalista através do Parlamento — pelo contrário, foi possível criar pacificamente fortes redes de segurança para todos e melhorar as condições de trabalho de todos.

O mito das ‘leis da história’ foi refutado pelos factos. Dele sobrou o relativismo niilista do ‘socialismo científico’. Esse niilismo foi a doença infecciosa do século XX, que produziu milhões de vítimas de governos totalitários sem escrúpulos — e sem vergonha.

Esse vírus estava contido no chamado ‘socialismo científico’ de Marx e Engels. Ao condenarem o que chamaram de ‘moralismo burgês’ do socialismo democrático e da social-democracia, Marx e Engels deram alegada justificação ‘científica’ à ausência de moral em política. A revolução comunista, disseram eles, não deve ser apoiada por razões morais, mas por razões científicas — porque o comunismo é o futuro inexorável.

Mas está bem de ver que, mesmo que o comunismo fosse o futuro inexorável, isso não constituiria razão moral para o apoiar. A menos que tivesse sido adoptada uma premissa ‘moral’ que não está expressa nesse raciocínio: a premissa ‘moral’ de que ‘só devemos apoiar causas vencedoras’. Esta foi na verdade a premissa não dita que o chamado ‘socialismo científico’ adoptou — a premissa do culto do poder sem restrições morais (que Nietzsche também espalhou, entre outras clientelas).

Foi este culto do poder sem restrições morais que deu lugar à política violenta dos ‘camaradas’ — uns de punho fechado, outros de braço estendido, todos aos gritos estridentes contra o capitalismo democrático. Mas esse culto fundamentalista foi derrotado pela tranquila resistência da civilização ocidental — fundada na liberdade ordeira sob a lei e no Governo representativo que prestas contas ao Parlamento.

Fonte: http://bit.ly/2yyNs96
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sábado, 11 de novembro de 2017

Como a classe operária frustrou os planos dos globalistas

Os esquerdistas sempre foram muito bons em colocar as classes sociais umas contras as outras. Mas as classes operárias sempre se revelaram frustrantes para os propósitos socialistas de "guerra de classes" visto que a classe operária quer é emprego, segurança, estabilidade, e manutenção do seu estilo de vida (tanto ao nível cultural como religioso) - exactamente o contrário do que os globalistas endinheirados querem.

Os Marxistas (agentes do Poder Financeiro internacionalista mas mascarados de "defensores do povo") ficaram particularmente perturbados quando, durante a Primeira Grande Guerra, as classes operárias da Europa escolheram lutar pelo Rei e pelo País em vez de se levantarem contra os seus senhores.

De certa forma entende-se o porquê dos Marxistas, até esta altura, não compreenderem as verdadeiras motivações da classe operária: o pai do Marxismo, Moses Mordecai Marx Levy, mais conhecido como Karl Marx, raramente trabalhou durante a sua vida adulta.

Durante a década 20 do século passado, o Marxista Italiano Antonio Gramsci veio com a ideia duma nova forma de revolução - uma fundamentada na cultura e não na classe. 

Segundo Gramsci, o motivo pelo qual o proletariado falhou em se emancipar prendia-se com facto de ideias antigas e conservadoras tais como lealdade ao país, valores familiares, e Cristianismo, terem demasiado poder junto das comunidades operárias.

Se por acaso isto vos soa familiar e vos faz lembrar discursos recentes de políticos ou membros da elite cultural a apelaram para uma sociedade mais "aberta" (menos nacionalista), com valores familiares mais "tolerantes" (isto é, mais anti-família) para além de terem apelado também para uma maior "diversidade religiosa" (isto é, menos Cristã) é porque, actualmente, essa linha de pensamento é a dominante junto da classe política da maioria dos países ocidentais.

Gramsci alegou que, como precursor da revolução, as antigas tradições do Ocidente - ou, como ele as identificou, a "hegemonia cultural" - teriam que ser sistematicamente destruídas. Para levar isto a cabo, Gramsci alegou que os intelectuais do "proletariado" se deveriam dedicar a colocar em causa o domínio do tradicionalismo na educação e nos média, e criarem, desta forma, uma nova cultura revolucionária.

Se por acaso alguma vez te questionaste do porquê teres que te submeter a "estudos de diversidade" ou "estudos de género", ou do porquê teres que conter a tua natural aversão perante a destruição das instituições que os teus antepassados tão arduamente construíram, ou do porquê os teus professores universitários terem um ódio infernal pela civilização ocidental, então tens aí o porquê: eles nada mais são que agentes de destruição, revolucionários sem AK-47 (por enquanto).

Durante a década 50 e 60 um grupo de académicos Judeus, conhecidos como "A Escola de Frankfurt" e fugidos do anti-semitismo da Nacional Socialista,, uniu a ideia Gramsciana de revolução cultural com a ideia duma nova vanguarda revolucionária, uma composta por estudantes, feministas, e minorias - muitos dos quais, e devido ao seu comportamento ou ao seu sistema de crenças, se sentiam excluídos do mainstream da cultura ocidental e que, consequentemente, a tentavam mudar.

As ideias e as atitudes destes intelectuais iriam-se tornar nos fundamentos da maioria das revoluções culturais dos anos 60, e da consequente transformação da Esquerda.

Conclusão:

Ainda existem pessoas no ocidente que se encontram "chocadas" e "horrorizadas" com a acelerada decadência da que foi até bem poucos séculos uma civilização próspera, estável e moralmente sã. Mas se elas olharem para a decadência do ocidente como fases dum plano, é provável que elas deixem de ficar chocadas e horrorizadas.
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sábado, 6 de junho de 2015

Marxismo Cultural: gerindo a quinta de formigas.

Por Anthony Migchels

Karl Marx sabia que estava condenado: 
‘Thus heaven I’ve forfeited / know it full well. 
My soul, once true to God, / is chosen for hell.’ *
(Esta tristeza profunda prolifera actualmente na destruição das vidas de milhões de pessoas sob o nome de "progresso".)

Moses Mordecai Marx Levi (‘Karl Marx’) foi um escritor-fantasma para os Rothschild. O Marxismo é oposição controlada contra o Capitalismo, criando o que se tornaria na dialéctica clássica Capitalismo vs Marxismo que a elite usa para que se chegue ao Governo Mundial através dum conflicto controlado.

O propósito do Marxismo é transferir o Monopólio Capitalista para as mãos do Estado, alegando que isto irá colocar um ponto final na Plutocracia, mas "ignorando" o facto do Estado estar e sempre ter estado nas mãos da tal Plutocracia. Na dialéctica, ambos os "protagonistas" têm atributos ocultos em comum, e tanto o Capitalismo como o Marxismo são Monopólios Materialistas Sem-Deus.

Do ponto de vista económico, Marx conseguiu esconder o facto do Capitalismo ser Usura e Comércio Bancário. Ele promoveu a ideia duma amorfa classe Capitalista, escondendo o facto da Finança (Usura) dominar de igual modo sobre o Comércio, sobre a Indústria, sobre a Terra e sobre o Trabalho. Naturalmente que um pequeno comerciante tem mais em comum com o operário do que com o banqueiro. 

No Ocidente, a implementação do Marxismo simplesmente não era uma opção e como tal, os seus estrategistas tomaram a decisão de, primeiro, subverter a sociedade antes de consolidar tudo num Estado Marxista Global. Consequentemente, o Marxismo transformou-se em Marxismo Cultural, encabeçado pela Frankfurter Schule.

Eles começaram a subverter tudo: a arte moderna, por exemplo, passou a ser um total lixo desalmado, algo totalmente diferente da maravilhosa e inspiradora arte dos anos 1800 e antes. Este ataque à estética degrada o nosso sentido do belo e reduz a nossa capacidade de distinguir o impróprio do inspirador.

Pior ainda, eles inventaram o Feminismo, mudando o problema da Plutocracia para o Patriarcado e colocando as mulheres [brancas] contra os homens [brancos]. O propósito principal é destruir a família, isolar os indivíduos, tornando-os mais vulneráveis ao controle top-down. Isto foi um sucesso total, visto que actualmente temos uma taxa de divórcio na ordem dos 50% e todos os anos há cada vez menos pessoas a casarem-se.

O Homolobby também faz parte disto tudo, visto que a sua agenda é a "emancipação sexual" - um excelente exemplo do aprisionamento das pessoas ao desejo sexual em vez de as inspirar a superá-los. O Feminismo, o Homolobby, a Pornografia e a "Emancipação" são UM, e eles têm um outro efeito-chave: assassinar a fertilidade. As taxas de fertilidade no Ocidente mal são suficientes para manter a população actual, e isto ajuda a agenda de despovoamento.

O outro lado desta moeda é a Imigração em Massa - substituindo os Brancos nas suas terras ancestrais. A Imigração em Massa é vendida como Multiculturalismo, que também faz parte do Marxismo Cultural. Todos estes lobbies têm os seus próprios rótulos "misógino", "homofóbico", "racista". Estes rótulos lucram com o sucesso do maior de todos os rótulos: "anti-semita".

Estes rótulos têm como propósito envergonhar e silenciar as vozes dissidentes, e colocar um ponto final no pensamento crítico e no ouvido atento por parte dos membros do lobby quando se deparam com um argumento coerente ("ah, ele é um misógino!") Isto fomenta um esprit de corps junto dos membros do lobby, baseado no vitimismo e no medo dos "racistas", etc.

A conexão com o rótulo anti-semita não é coincidência visto que todos estes lobbies, espalhados por todo o mundo, encontram-se dominados por Judeus. Tal como o mundo da Banca.

[ed: Em relação a este ponto, o Judeu Ben Shapiro diz: "A questão que mais me fazem, graças ao meu kippa, é o porquê dos Judeus votarem na Esquerda. A resposta é simples: a maior parte dos Judeus não se preocupa com o Judaísmo e nem com Israel. Eles preocupam-se com o esquerdismo secular, que é a sua religião.".]

 O ponto-chave a entender é que todos estes lobbies "protegem" as "minorias", alegando que elas são "oprimidas", mas na verdade, o que se passa é que a maioria está a ser alvo dum ataque. Por exemplo, as árvores de Natal são vistas como "não-inclusivas" só porque alguns poucos Judeus e muçulmanos podem achar isso "ofensivo".

Esta é a mentira por trás da "tolerância": só há tolerância para as minorias, e há tolerância zero para com a maioria, de quem se espera que saia do seu lugar e o dê aos outros. E desta forma, os Banqueiros dividem e conquistam à medida que caminhamos para o Governo Mundial.


(As mulheres, devido à sua natureza, são mais vulneráveis a histórias comoventes em torno de "vítimas" e são muito mais susceptíveis de ver o Irmão Grande como família. As mulheres  adultas da foto de cima beberam todas as mentiras com paixão, traíram os seus maridos e os votos matrimoniais ("divorciaram-se"), roubaram as crianças aos seus pais, e estão a agora a viver juntas como lésbicas. A maior parte das pessoas que olha para estas coisas assume que eles se estão a divertir, e poucos se apercebem que os pais estão em falta. E poucas pessoas pensam no que é que eles podem estar a sentir em relação a isto. O rapaz protege os seus genitais como um esforço fútil de resistir à emasculação)

- http://wp.me/pHHUn-13b.

* "E desde logo o céu perdi, e eu sei bem. A minha alma, a dada altura fiel a Deus, está escolhida para o inferno."



sexta-feira, 11 de abril de 2014

O que é a Hegemonia Cultural?


O significado de hegemonia cultural parece estar relacionado com a expressão "domínio cultural", mas esse termo pode ser melhor entendido como imperialismo cultural  visto que desta forma o significado se torna mais claro. No sistema de Gramsci, a hegemonia cultural tem o entendimento de lavagem cerebral, e ela obteve uma má publicidade quando eram os Soviéticos e os Chineses a fazê-la. Agora que ela está a ser feita a nós, o termo já não é mais usado. O imperialismo cultural/hegemonia cultural descreve, por exemplo, a forma como a BBC, e os média no geral (bem como a indústria educacional) têm usado a lavagem cerebral para destruir a civilização; definir as palavras que podem ou não ser usadas faz parte disso. A Wikipedia diz:

A hegemonia cultural é um conceito cunhado pelo filósofo [ed: melhor dizendo, subvertor] Marxista Antonio Gramsci. Ele significa que uma cultura diversa pode ser governada ou dominada por um grupo ou ....

Basicamente, isto faz parte da parcela do imperialismo Cultural e do Genocídio Cultural.

A Teoria da Hegemonia Cultural de Gramsci

A análise da hegemonia (ou  do "governo") foi formulada por Antonio Gramsci para explicar o porquê das revoluções previstas pelos Comunistas não se terem verificado onde se esperava que elas ocorressem, isto é, na Europa industrializada. Marx e os seus seguidores haviam avançado com a teoria de que a ascenção do capitalismo industrial haveria de criar uma enorme classe operária e gerar recessões económicas cíclicas.

Estas recessões bem como outras contradições dentro do capitalismo levariam a que a esmagadora maioria das pessoas e dos operários desenvolvessem organizações de auto-defesa, incluindo sindicatos de trabalho e partidos políticos.

Outras recessões e contradições levariam então a que a classe operária derrubasse o capitalismo através duma revolução, reestruturasse as instituições económicas, politicas e sociais segundo modelos socialistas, dando assim início à transição rumo a uma eventual sociedade comunista.

Embora Marx e Engels tenham de um modo notório previsto este cenário escatológico em 1848, décadas mais tarde os operários do mundo industrializado não tinham ainda levado a cabo a sua missão. Gramsci alegou que o falhanço por parte dos operários de levar a cabo uma revolução anti-capitalista centrava-se na bem sucedida captura da ideologia, do auto-entendimento e das organizações dos trabalhadores por parte da cultura hegemónica (dominante), isto é, a perspectiva da classe dominante havia sido absorvida pelas massas de operários.

Nas sociedades industriais "avançadas", as inovações culturais hegemónicas tais como a escolaridade obrigatória, os meios de comunicação, bem como a cultura popular, haviam indoutrinado os operários com uma falsa consciência. Em vez de batalharem rumo à revolução que verdadeiramente iria servir os seus interesses colectivos, os operários das sociedades "avançadas" prestavam atenção à retórica dos líderes nacionalistas, buscavam oportunidades de consumo e estatuto de classe média, abraçando uma ethos individualista de sucesso atraves da competição, e/ou a aceitar a orientação dos líderes religiosos burgueses.

Devido a isto, Gramsci apelou para uma distinção estratégica entre a "guerra de posição" e "guerra de movimento". A guerra de posição é uma guerra cultural onde os elementos anti-capitalistas buscam formas de obter uma voz dominante nos meios de comunicação em massa, nas organizações em massa, e nas instituições educacionais, como forma de aumentar a sua consciência de classe, ensinar a análise e a teoria revolucionária, e inspirar as organizações revolucionárias. Depois do sucesso da guerra de posição, os líderes comunistas ficariam então fortalecidos para dar início à guerra de movimento - a real insurreição contra o capitalismo - com o apoio das massas.

Embora a análise da dominação cultural tenha sido primeiramente avançada em termos de classes económicas, ela pode ser aplicada de um modo mais geral. A análise de Gramsci sugeria que as normas culturais dominantes não deveriam ser vistas como "naturais" ou "inevitáveis". Em vez disso, as normais culturais, incluindo as instituições, as prácticas e as crenças - deveriam ser investigadas [ed: desconstruídas] em busca das suas raízes de dominação e da sua aplicação para a emancipação.

Gramsci não afirmou que a hegemonia era monolítica ou unificada. Em vez disso, a hegemonia foi descrita como uma camada complexa de estruturas sociais. Cada uma destas estruturas têm a sua "missão" e cada uma destas estruturas tem a sua lógica interna que permite que os seus membros actuem de um modo distinto do comportamento levado a cabo pelos membros de outras estruturas. No entanto, e tal como um exército, cada uma destas estruturas assume a existência de outras estruturas e por virtude das suas missões distintas, cada uma é capaz de amalgamar e produzir uma estrutura que tem uma missão mais global.

Esta missão mais alargada normalmente não é exactamente a mesma da missão de cada um dos grupos mais pequenos, mas ela assume-as e subsume-as. A hegemonia opera do mesmo modo. Cada pessoa vive a sua vida de uma forma que é significativa nos seus próprios ambientes, e, para esta pessoa, as partes distintas da sociedade parecem não ter muito em comum com ela. Mas se analisarmos as coisas como um todo, cada vida individual contribui também para a hegemonia mais alargada da sociedade.

A diversidade, a variação e o livre arbítrio parecem existir visto que a maior parte das pessoas observa o que elas acreditam ser uma pletora de circunstâncias distintas, mas elas falham ao não se aperceberem do padrão mais alargado de hegemonia criado a partir da união destas circunstâncias. Através da existência de pequenas e distintas circunstâncias, uma hegemonia em camadas é mantida sem ser reconhecida pelas muitas pessoas que vivem nela. (Ver:  Cadernos do Cárcere, págs. 233-38.)

Em tal hegemonia, o senso comum individual, que está fragmentado, é eficiente para ajudar as pessoas a lidar com as pequenas e mundanas actividades do dia a dia. Mas o senso comum inibe também a sua habilidade de se aperceber da mais alargada natureza sistémica da exploração e da hegemonia. As pessoa focam-se nas preocupações e nos problemas imediatos em vez de se focarem nas fontes mais fundamentais da opressão social (...).

A influência de Gramsci

Embora os esquerdistas tenham sido os utilizadores primários desta arma conceptual, as actividades dos movimentos conservadores organizados também se baseiam em tal conceito. Isto foi visto, por exemplo, nos esforços levados a cabo pelos Cristãos evangélicos para obter o poder dentro dos conselhos escolares durante os anos 90, e, como tal, para poderem determinar o currículo. Patrick Buchanan, num discurso amplamente, falado dado em 1992 numa Convenção do Partido Republicano, usou o termo "guerra cultural" para descrever a luta social e política a ocorrer nos Estados Unidos.

A teoria em torno da hegemonia cultural afectou profundamente o Eurocomunismo, as ciências sociais e as estratégias dos activistas. Na ciência social a aplicação do conceito da hegemonia na análise dos tratados mais importantes (tais como os de Michel Foucault) tornou-se aspecto importante da sociologia, da ciência política, da antropologia, bem como de outros estudos culturais. Na educação o conceito da hegemonia levou ao desenvolvimento da "Pedagogia Critica".

Fonte.



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Breve História do Marxismo Cultural

Para entender o significado do Marxismo Cultural, temos que entender o seu propósito que pode ser resumido no slogan:

"Operários do mundo, uni-vos!"

A Alemanha foi o berço do Marxismo, e quando a Primeira Grande Guerra deflagrou, os Marxistas estavam certos de que isso seria o catalisador para a revolução do proletariado, visto que eles acreditavam que os operários não lutariam uns contra os outros porque estavam do mesmo lado. A verdadeira guerra era contra os exploradores, a classe dominante, os Capitalistas e todo o seu sistema.

Mas em vez duma guerra entre as classes, o que aconteceu foi uma guerra entre nações. Uma coisa se deparou contra o ideal Marxista: o patriotismo e o amor à pátria. É por isso que o propósito do Marxismo Cultural é destruir o patriotismo - o amor à pátria - e para levar isso a cabo, é preciso mostrar às pessoas que não vale a pena lutar pelo país. Pior ainda, o teu país é maligno. O Comunista Húngaro George Lukacs chamou a isto "Terrorismo Cultural".

Para além do amor ao país, todas as lealdades têm que ser destruídas - até os laços familiares. É por isso que temos uma guerra contra os "valores familiares". Exemplos modernos disto foi o Cambodja de Pol Pot, onde os nomes "mãe" e "pai" foram banidos em favor de "camarada", e as FARC da Colômbia onde o acasalamento era arranjado sem levar em contas as incómodas emoções.

Outra figura importante dentro do Marxismo Cultural foi o Comunista Italiano Antonio Gramsci, que viu a revolução Russa como um falhanço. "Sim, os Russos eram Comunistas mas nâo nos seus corações; era através do medo e da força." Gramsci identificou a fé Cristã Russa como algo que os impedia de amar o Comunismo com todo o seu coração.

Não pode existir qualquer outra lealdade para além do Comunismo. Essa lealdade tem que se tornar bem embutido no indivíduo tal como o Cristianismo. Para levar isso a cabo, Gramsci teve a ideia de se levar a cabo uma infiltração da sociedade. As artes (livros e filmes), os média e as escolas. Pode-se chamar a isso de propaganda mas também se pode chamar a isso de "Escola de Frankfurt", que foi onde Comunistas Judeus deram início à sua campanha. Mas quando Hitler subiu ao poder em 1933, isso foi o fim para eles. Fugiram para os Estados Unidos e encontraram abrigo na "Columbia University" e só regressaram à Alemanha nos anos 50.

Como forma de "agradecer" a maneira como foram salvos do Nacional Socialismo, estes intelectuais Judeus colocaram em acção um plano que visava mostrar o quão "maligno" este país era. Foi aí que nasceu a "Teoria Crítica", que é "a crítica destrutiva da cultura Ocidental, incluindo o Cristianismo, a família, a moralidade, a tradição, a lealdade, o patriotismo, o nacionalismo,", etc.

Como fã da história, eu aprecio as coisas boas e as más de tudo. Mas o Marxismo Cultural está longe de ter coisas boas; são só coisas más. Devido a isso, é uma crónica pobre da História; o Marxismo Cultural é propaganda com uma agenda sinistra.

O mesmo pode ser dito dos estudos "académicos" raciais e feministas, que invariavelmente incluem treino em consciência de classe. Convém ressalvar que não levanto qualquer tipo de oposição ao estudo de grupos, mas sim à lavagem cerebral e à agenda sinistra a ela associada. 

Os Marxistas Culturais costumavam ficar satisfeitos em atacar a história mas eles expandiram isso para o presente com o conceito do Politicamente Correcto - uma forma de abafar as ideias, um desarme da oposição intelectual. Afinal, nada cala mais depressa alguém do chamá-lo de "racista".

The McLarge Report



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Porque é que as feministas atacam a família?




A contemporânea guerra cultural e politica contra a família tem várias causas, sendo o feminismo a mais significante. As feministas da "Primeira Vaga" do início do século 20 não eram de todo contra a família. De facto, uma das suas exigências era a de que a lareira e a casa deveriam ser o domínio da mulher (Referencia). Foi só com a segunda vaga de feminismo - nos finais dos anos 60 - que o ataque feminista à família teve início.

Neil Lyndon, no seu livro de 1992 com o título  'No More Sex War', provavelmente foi o primeiro a rastrear as origens da segunda vaga do feminismo até à ideologia Marxista. Vale a pena lembrar o argumento de Lyndon.

Durante os anos 60 ocorreu uma vaga de assassinatos de elevada notoriedade: os Kennedys, Martin Luther King, Malcolm X, e assim por diante. Estes eventos, como ressalva Lyndon, cheiravam a corrupção e conspiração, mas o establishment político encolheu os ombros e não fez nada.

Aqueles que estavam preocupados aperceberam-se então que a Direita política não estava interessada; eles foram, para todos os efeitos, levados para a Esquerda em busca de soluções, e no contexto da Guerra Fria, a Esquerda politica significava o bloco Sino-Soviético. Como diz Lyndon, “Não tinhamos para onde ir senão para Leste”.

A Guerra Fria estava na sua força máxima e os jovens da classe média do mundo ocidental tornaram-se politicamente envolvidos em assuntos tais como a guerra do Vietname e os movimentos civis dos negros americanos. Existia um fosso geracional radical entre esta juventude e os seus progenitores, chegando até a um ponto de incompreensão mútua. Os jovens não encontraram nada na cultura política dos seus pais que lhes desse as respostas que eles buscavam. De facto, a cultura política dos seus pais era frequentemente identificada como a causa dos problemas.

As músicas populares da altura reflectiam estes sentimentos. A canção de David Bowie com o nome ‘Changes’  incluia frases como:

"Que desorganização! Vocês deixaram-nos mergulhados nela até ao pescoço" [“What a mess. You’ve left us up to our necks in it”]

 Havia um slogan popular nos lábios da juventude radical: não confiar em alguém com mais de 30 anos.

A geração jovem dos anos 60, que Lyndon identifica como a "Nova Esquerda", buscou inspiração na China e na União Soviética, adoptando o  Marxismo-Leninismo-Maoismo. O Marxismo tornar-se-ia na visão política de muitos dos jovens, incluindo as feministas, e Lyndon tenta identificar a forma como isto aconteceu.

De forma resumida, Karl Mark descreveu a sociedade em termos de luta entre classes económicas diferentes: os poderosos e "burgueses" donos das empresas, e as alienadas classes operárias do "proletariado". Marx declarou que "toda a história é a história da luta política". Devido a isto, ele viu a sociedade humana como uma caracterizada essencialmente pelo constante conflito entre grupos com interessses irreconciliáveis.

 A análise social de Marx foi enquadrada em termos de classes económicas, mas isto, alega Lyndon, foi adaptado pelo movimento dos Panteras Negras de modo a que ficasse enquadrado em termos raciais.

Em vez de termos uma sociedade onde ocorria uma luta de classes, os Panteras Negras olharam para o problema como uma luta entre raças. Isto, alega Lyndon, foi o ponto de partida da natureza fascista do pensamento da Nova Esquerda.

Por sua vez, este pensamento foi adoptado pelo movimento feminista da altura. A sociedade foi representada por elas em termos quasi-Marxistas como sendo uma luta histórica de sexo contra sexo, onde ao homem era conferido o papel do poderoso burguês e à mulher o papel do "proletariado" oprimido.

Portanto, Lyndon alega que as feministas dos finais dos anos 60 e inícios dos anos 70 foram fortemente influenciadas pelos direitos civis negros. Muitas historiadoras feministas concordariam. É interessante notar que John Lennon e Yoko Ono escreveram uma canção com o título ‘Woman is the nigger of the world’.

O slogan "O Pessoal é Político" é frequentemente associado ao feminismo, mas Lyndon alega que ele teve início junto dos Panteras Negras. Curiosamente, Jung Chang em Wild Swans atribui a expressão ao próprio Mao Tse Tung, de quem os Panteras Negras obtiveram a expressão, sendo mais tarde adoptada pelas feministas.

Esta mutação final da teoria Marxista para dentro da arena da política sexual foi a última grande modificação de paradigma na forma de pensar da Nova Esquerda. Consequentemente, esta é a herança ideológical que perdura até aos nossos dias.

Esta adopção por parte da teoria Marxista foi sem dúvida o motivo mais significativo por trás do ataque feminista à família.  É preciso levar em conta que por esta altura a pílula contraceptiva e o aborto seguro [sic] e legal encontravam-se disponíveis. Isto significava que pela primeira vez, as mulheres poderiam controlar a sua própria fertilidade. Antes disso, ter relações sexuais significava correr o risco de engravidar; desmantelar a família não era uma opção nessas circunstâncias. De certa forma, foi a pílula que tornou um ataque à família algo possível de se levar a cabo.

Marx, a família e a experiência soviética

De forma a entender o ataque feminista à família, é necessário entender o pensamento Marxista em torno do assunto. Marx, que viveu durante a revolução industrial, ficou impressionado com os feitos da produção mecânica. Ele olhava para as pessoas apenas como mais um componente dentro dum sistema de economia politica, e acreditava que, à nascença, o ser humano era um 'folha em branco' - o nosso pensamento era determinado pelo nosso ambiente e não por nada inerente. Ele via a família como um resquício de uma vida pastoral antiga, que não se enquadrava na idade das máquinas. Porque não industrializar também a produção de crianças?

Na década com início em 1840 Engels, colaborador de Marx, escreveu  'A origem da família, propriedade privada e do Estado' [The origins of the family, private property and the State]. Nele, Engels alega que o operário das fábricas serve os interesses do capital, e a sua esposa serve os interesses do operário. Tal como ele é um escravo da máquina da fábrica, ela é escrava dele. Ela é mal paga enquanto garante que o operário é capaz de trabalhar.  Ela tem também que gerar novos trabalhadores. Desta forma, ela serve os interesses do capitalismo.

Portanto, Engels caracteriza a família de uma forma desumana e altamente politicizada. Este livro tornou-se muito influente junto das feministas dos anos 60, e é, desde então, uma das razões principais por trás do ataque feminista à família.

A ideia da filhos industrializados foi levada até à sua conclusão lógica - e satirizada - no livro clássico de Aldous Huxley com o nome de "Brave New World".

Dominic Lawson, no seu ensaio "You can blame it all on Karl Marx" descreve como estas ideias foram tentadas - e abandonadas - pela União Soviética:

Nos primeiros anos da União Soviética houve uma genuína tentativa, melhor descrita por Ferdinand Mount no livro "The Subversive Family", de aplicar o pensamento Marxista à família. Lunacharski, o Comissário da Educação, declarou que "O nosso problema actual é acabar com a família é libertar a mulher do cuidado de crianças . . . . os termos "os meus pais", "os nossos filhos" gradualmente cairão em desuso."

Isto, alegou claimed Lunacharski, permitirá a transição para "a tal sociedade pública abrangente que substituirá a lareira doméstica, sim, essa unidade familiar que se distancia da sociedade. Um Comunista genuíno evitará tal emparelhamento matrimonial permanente e buscará satisfazer as suas necessidades através duma liberdade baseada em relacionamentos mútuos ... de modo a que seja impossível determinar quem é aparentado com quem. Isto é uma construção social."

As consequências desta política foram exactamente as mesmas que a "construção social" que observamos hoje em dia em algumas partes das nossas cidades: caos social, filhos abandonados, e um aumento rápido de doenças venéreas.

O Partido Comunista da União Soviética rapidamente começou a abandonar a visão familiar Marxista. Novas leis foram introduzidas que compeliam os cônjuges divorciados - e não o Estado - a contribuir para a sustento dos seus filhos. O divórcio foi dificultado e tornado mais dispendioso.

As feministas do início dos anos 70 estavam obviamente ignorantes das experiências soviéticas em torno da engenharia familiar - ou então escolheram ignorá-las. Erin Pizzey descreve a experiência de se juntar ao movimento feminista em 1971:

O meu primeiro encontro deixou-me cheia de dúvidas. O mesmo foi mantido num casa muito classe-média em Chiswick e eu olhei para os cartazes de Mao  nas paredes da sala de estar. Quando me perguntaram o porquê de eu estar ali, eu disse que o meu marido era um repórter televisivo e devido a isso raramente estava em casa; como tal eu sentia-me sozinha e isolada com os meus dois filhos.
O seu problema não é o seu isolamento mas o seu marido. Ele oprime-a e é um capitalista.
Eu ressalvei o facto dela também ter uma mensalidade da casa para pagar, e que longe de ser um "opressor", o meu marido tinha ficado em casa a tomar conta das crianças enquanto eu ia à reunião. O marido dela encontrava-se numa reunião sindical a organizar a fábrica "Brentford Biscuit", com a ajuda das suas qualificações em Ciência Política, como forma de preparar a revolução vindoura. 

O que a mulher não sabia é que eu era filha dum diplomata. Nasci na China e viajei o mundo inteiro com o meu pai. Também trabalhei para o Ministério das Relações Exteriores e estava bem ciente das atrocidades da Rússia e da China.

Depois, durante o chá, foi-nos assegurado que as mulheres eram um grupo minoritário. Eu ressalvei que as mulheres são 52% da população mundial. Foi-me dado o pequeno livro vermelho de Mao e uma cópia da revista SHREW magazine. Levei-a para casa e fiquei horrorizada com o ódio que a mesma vomitava contra os homens.

Pizzey foi eventualmente expulsa porque se recusou a condenar os homens e a família.

Através da leitura da literatura do Movimento das Mulheres, apercebi-me que aquelas milhares de mulheres a trabalhar em áreas educativas, bem como as jornalistas e as produtoras televisivas, encontravam-se determinadas em destruir a vida familiar inglesa. "Façam do pessoal algo político" era um dos seus estandartes. Como consequência disso, milhares de mulheres violentas e perturbadas atacaram as mulheres que se encontravam felizes no seu estilo de vida. Encontros secretos foram realizados (quase tudo era feito em segredo) e eu recebi uma carta . . . "você não deveria trabalhar no escritório ou frequentar algum dos colectivos."



sábado, 29 de setembro de 2012

Quem foi Helen Demuth ?



Como fundador da "doutrina comunista", e figura quase "divina",  a biografia pessoal de Karl Marx é extremamente importante para os comunistas. Mas a vida pessoal de Marx era muito diferente daquilo que ele acreditava que o mundo deveria ser.

Durante a tradução do livro Biografia de Marx, a secção que fala do seu filho ilegitimo foi apagada das versões Soviéticas e Chinesas. Como resultado, as gerações mais antigas de revolucionários marxistas só sabiam do romance que ele partilhava com a sua esposa Johanna. Eles não faziam ideia nenhuma de que Marx havia escondido o caso amoroso privado que ele teve com a governanta, um caso que resultou no nascimento dum filho no ano de 1851.

É um facto amplamente conhecido que Marx tinha um profundo desagrado  pela exploração da classe operária. No entanto, havia uma operária que nem a remuneração mínima recebeia. Este tipo de operária não estava regsitada no museu Britânicoa. não trabalhava nas minas Salésianas, ou nas zonas de recolha de algodão da Inglaterra. Esta operária nem se encontrava presente no Das Kapital. Esta operária encontrava-se na sua casa.

Sempre que Marx e a sua família davam um passeio por Londres, ou faziam um pic-nic com amigos debaixo dum tempo agradável, uma forte serva feminina caminhava sempre ums metros atrás. Ela levava consigo um cesto cheio de comida e carregava um saco cheio de copos e pratos. Ela tinha que servir comida e bebida quando os patrões chegavam ao destino, e no final, arrumava e limpava tudo.

A mulher, que se chamava Helen Demuth mas que era tratada por "Lenchen" por Marx e pela sua família, vinha duma família camponesa pobre, e era serva do sogro de Marx desde a mais tenra idade. Quando Johanna e Karl Marx se casaram, ela foi oferecida a ele como parte do dote. Marx não rejeitou a oferta, pelo contrário, aceitou-a sem levantar questões. Historicamente, ele defendia que o uso de trabalho físico era algo condenável, mas parece que ele era de opinião de que ele merecia este tipo de devoção sem qualquer tipo de contra-partida.

A família de Marx confiava na serva. Para além de gerir as tarefas diárias domésticas, ele geria os seus assuntos financeiros. Lenchen geria também toda a roupa da família e durante o dia, geria as rejeições e à noite geria as despesas. Em relação aos filhos do patrão, ela considerava-os como seus.

No entanto, a devoção de Lenchen por Marx excedia a normal devoção de quem gere as tarefas domésticas e os assuntos financeiros.  No ano de 1850, Lenchen engravidou. Quando a criança nasceu, Marx convenceu Friedrich Engels, o seu leal companheiro de  batalha,  a assumir a responsabilidade.

Marx tinha que ser capaz de declarar de forma clara tudo em torno desta criança ; ele não podia deixar que alguém desconfiasse que o filho da Lenchen era ilegitimo, impedindo assim que se abatesse sobre ele ou sobre a mulher que tomava conta da sua casa e dos seus familiares qualquer tipo de embaraço.
Friedrich Engels era a escolha ideal uma vez que ele visitava Marx com frequência e era solteiro. A criança recebeu o nome de Henry Friedrich ; Friedrich era um nome familiar de  Engels.

Frederick Demuth: o filho ilegítimo de Marx morreu em 1929, aos 77 anos
Marx não poderia deixar que o seu filho ilegítimo ficasse na sua casa, e como tal Henry foi retirado de casa e cresceu na casa dum operário.  Mais tarde, Henry teve permissão para ver a sua mãe, mas não podia entrar em casa pela porta da frente, mas sim por uma das portas laterais.

Friedrich Engels morreu depois de Marx e no funeral deste, Engels elogiou o pensador como uma pessoa completamente perfeita - embora durante mais de metade da sua vida, a reputação do falecido tivesse dependido de Engels.Eventualmente, Engels morreu com um cancro na garganta. Quando se encontrava às portas da morte, Engels não podia falar, e como tal, ele escreveu num pedaço de papel: Henry Friedrich é o filho de Marx.

Lenchen morreu no ano de 1890. Durante a maior parte da sua vida, Lenchen trabalhou para a família de Marx, mas no final da sua vida, ela ficou de mãos a abanar ; ela não era nada, nem mesmo uma "operária contratada". No entanto, mais tarde na vida,  o seu filho tornouse num mecânico - um genuíno operário contratado. Ele não se interessou muito pela revolução comunista idealizada pelo seu pai, mas tornou-se membro dum sindicato reformador.



terça-feira, 29 de maio de 2012

O que é o politicamente correcto ?

Original (Ênfase adicionado)


Karl Marx

Muitos de nós fazemos uma ideia do que é o politicamente correcto (PC), pela repetição de informações transmitidas pelos mídia.

O PC não teve origem recente; remonta a sua utilização como instrumento ideológico, ao tempo da I Guerra Mundial. Quando Karl Marx escreveu o “Manifesto Comunista” (séc. 19), ficou bem claro que ideologia que nascia assentava em duas vertentes básicas: O Marxismo Económico, que defende a ideia de que a História é determinada pela propriedade dos meios de produção, e o Marxismo Cultural, que defende a ideia de que a História é determinada pelo Poder através do qual, grupos sociais (para além das classes sociais) definidos pela raça, sexo, etc., assumem o poder sobre outros grupos.

Até à I Guerra Mundial, o Marxismo Cultural não mereceu muita atenção, que se concentrou praticamente toda no Marxismo Económico, que deu origem à revolução bolchevista (URSS).

O Marxismo Cultural é uma sub-ideologia do Marxismo (a “outra face da moeda” é o marxismo económico), e como todas as ideologias, tende inexoravelmente para a implantação de uma ditadura, isto é, para o totalitarismo.

À semelhança do Marxismo Económico, o Marxismo Cultural (ou Politicamente Correcto) considera que os trabalhadores e os camponeses são, à partida, “bons”, e que a burguesia e os capitalistas são, a priori, “maus”.

Dentro das classes sociais assim definidas, os marxistas culturais entendem que existem grupos sociais “bons” (como as mulheres feministas — porque as mulheres não-feministas são “más” ou “ignorantes”), os negros e os homossexuais – para além dos muçulmanos, dos animistas, dos índios, dos primatas superiores, etc..

Estes “grupos sociais” (que incluem os primatas superiores — chimpanzés, gorilas, etc.) são classificados pelos marxistas culturais como sendo “vítimas” e por isso, são considerados como “bons”, independentemente do que os seus membros façam ou deixem de fazer.

Um crime de sangue perpetrado por um homossexual é visto como “uma atitude de revolta contra a sociedade opressora”; o mesmo crime perpetrado por um heterossexual de raça branca é classificado como um “acto hediondo de um opressor”. Segundo o Marxismo Cultural, o “macho branco” é o equivalente ideológico da “burguesia” no Marxismo Económico.

Enquanto que o Marxismo Económico baseia a sua acção no acto de expropriação (retirada de direitos à propriedade), o Marxismo Cultural (ou PC) expropria direitos de cidadania, isto é, retira direitos básicos a uns cidadãos para, alegadamente, dar direitos acrescidos e extraordinários a outros cidadãos, baseados na cor da pele, sexo ou aquilo a que chamam de “orientação sexual”.

Nesta linha está a concessão de quotas de admissão, seja para o parlamento, seja no acesso a universidades ou outro tipo de instituições, independentemente de critérios de competência e de capacidade.

Enquanto que o método de análise utilizado pelo Marxismo Económico é baseado no Das Kapital de Marx (economia colectivista marxista), o Marxismo Cultural utiliza o desconstrucionismo filosófico e epistemológico explanado por ideólogos marxistas como Jacques Derrida, que seguiu Martin Heidegger, que bebeu muita coisa em Friederich Nietzsche.

O Desconstrucionismo, em termos que toda a gente entenda, é um método através do qual se retira o significado de um texto para se colocar a seguir o sentido que se pretende para esse texto. Este método é aplicado não só em textos, mas também na retórica política e ideológica em geral.

A desconstrução de um texto (ou de uma realidade histórica) permite que se elimine o seu significado, substituindo-o por aquilo que se pretende.

Por exemplo, a análise desconstrucionista da Bíblia pode levar um marxista cultural a inferir que se trata de um livro dedicado à superioridade de uma raça e de um sexo sobre o outro sexo; ou a análise desconstrucionista das obras de Shakespeare, por parte de um marxista cultural, pode concluir que se tratam de obras misóginas que defendem a supressão da mulher; ou a análise politicamente correcta dos Lusíadas de Luís Vaz de Camões, levaria à conclusão de que se trata de uma obra colonialista, supremacista, machista e imperialista.

Para o marxista cultural, a análise histórica resume-se tão só à análise da relação de poder entre grupos sociais.

O Desconstrucionismo é a chave do politicamente correcto (ou marxismo cultural), porque é através dele que surge o relativismo moral como teoria filosófica, que defende a supressão da hierarquia de valores, constituindo-se assim, a antítese da Ética civilizacional europeia.



António Gramsci

Com a revolução marxista russa, as expectativas dos marxistas europeus atingiram um ponto alto. Esperava-se o mesmo tipo de revolução nos restantes países da Europa. À medida que o tempo passava, os teóricos marxistas verificaram que a expansão marxista não estava a ocorrer.

Foi então que dois ideólogos marxistas se dedicaram ao estudo do fenómeno da falha da expansão do comunismo marxista: António Gramsci (Itália) e George Lukacs (Hungria).

Gramsci concluiu que os trabalhadores europeus nunca seriam servidos nos seus interesses de classe se não se libertassem da cultura europeia – e particularmente da religião cristã.

Para Gramsci, a razão do falhanço da expansão comunista marxista estava na cultura e na religião. O mesmo conclui Lukacs.

Em 1923, por iniciativa de um filho de um homem de negócios riquíssimo de nacionalidade alemã (Félix Veil), que disponibilizou rios de dinheiro para o efeito, criou-se um grupo permanente (“think tank”) de estudos marxistas na Universidade de Frankfurt.

Foi aqui que se oficializou o nascimento do Politicamente Correcto (Marxismo Cultural), conhecido como “Instituto de Pesquisas Sociais” ou simplesmente, Escola de Frankfurt – um núcleo de marxistas renegados e desalinhados com o marxismo-leninismo.


Max Horkheimer

Em 1930, passou a dirigir a Escola de Frankfurt um tal Max Horkheimer, outro marxista ideologicamente desalinhado com Moscovo e com o partido comunista alemão. Horkheimer teve a ideia de se aproveitar das ideias de Freud, introduzindo-as na agenda ideológica da Escola de Frankfurt; Horkheimer coloca assim a tradicional estrutura socio-económica marxista em segundo plano, e elege a estrutura cultural como instrumento privilegiado de luta política.

E foi aqui que se consolidou o Politicamente Correcto, tal como o conhecemos hoje, com pequenas variações de adaptação aos tempos que se seguiram. Surgiu a Teoria Crítica.

O que é a Teoria Crítica? As associações financiadas pelo nosso Estado e com o nosso dinheiro, em apoio ao activismo gay, em apoio a organizações feministas camufladas de “protecção à mulher”, e por aí fora – tudo isso faz parte da Teoria Crítica do marxismo cultural, surgida da Escola de Frankfurt do tempo de Max Horkheimer.

A Teoria Crítica faz o sincretismo entre Marx e Freud, tenta a síntese entre os dois (“a repressão de uma sociedade capitalista cria uma condição freudiana generalizada de repressão individual”, e coisas do género).

No fundo, o que faz a Teoria Crítica? Critica. Só. Faz críticas. Critica a cultura europeia; critica a religião; critica o homem; critica tudo. Só não fazem auto-crítica (nem convém). Não se tratam de críticas construtivas; destroem tudo, criticam de forma a demolir tudo e todos.


Marcuse

Por essa altura, aderiram ao bando de Frankfurt dois senhores: Theodore Adorno e Herbert Marcuse. Este último emigrou para os Estados Unidos com o advento do nazismo.

Foi Marcuse que introduziu no Politicamente Correcto (ou marxismo cultural) um elemento importante: a sexualidade. Foi Marcuse que criou a frase “Make Love, Not War”.

Marcuse defendeu o futuro da Humanidade como sendo uma sociedade da “perversidade polimórfica”, na linha das profecias de Nietzsche.

Marcuse defendeu também, já nos anos trinta do século passado, que a masculinidade e a feminilidade não eram diferenças sexuais essenciais, mas derivados de diferentes funções e papéis sociais; segundo Marcuse, não existem diferenças sexuais, senão como “diferenças construídas”.

Marcuse criou o conceito de “tolerância repressiva” – tudo o que viesse da Direita tinha que ser intolerado e reprimido pela violência, e tudo o que viesse da Esquerda tinha que ser tolerado e apoiado pelo Estado. Marcuse é o pai do Politicamente Correcto moderno.


O sucesso de expansão do Marxismo Cultural na opinião pública, em detrimento do Marxismo Económico, deve-se três razões simples: a primeira é que as teorias económicas marxistas são complicadas de entender pelo cidadão comum, enquanto que o tipo de dedução primária do raciocínio PC, aliado à fantasia de um mundo ideal e sem defeitos, é digno de se fazer entender pelo mentecapto mais empedernido.

A segunda razão é porque o Politicamente Correcto critica por criticar, pratica a crítica destrutiva até à exaustão – e sabemos que a adesão popular (da juventude, em particular) a este tipo de escrutínio crítico é enorme.

A terceira razão é que o antropocentrismo do marxismo económico falhou, como sistema social e económico, em todo o mundo; resta ao Marxismo a guerrilha cultural.

O que se está a passar hoje na sociedade ocidental, não é muito diferente do que se passou na União Soviética e na China, num passado recente. Assistimos ao policiamento do pensamento, à censura das ideias, rumo a uma sociedade totalitária.
....

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dalai Lama: Sou um marxista


O USA Today reportou que, normalmente, quando ouvimos falar do Dalai Lama, ele dá a voz a algum tópico pacifista ou compassivo. Devido a isto, Tsering Namgyal, jornalista radicado em Minneapolis, foi apanhado de surpresa pelas palavras do Dalai Lama a cerca de 150 estudantes chineses na Universidade local.

Segundo o jornalista, Dalai Lama disse:

No que toca a crenças socio-políticas, eu considero-me um marxista..... mas não um leninista.
Afinal de contas, a China busca legitimação do seu poder sobre o Tibete aos olhos da opinião mundial. Mas ao mesmo tempo, o líder budista é o símbolo global da resistência tibetana à ocupação chinesa.

Quando um estudante perguntou a Dalai Lama se isto não contradiz a sua filosofia, o mesmo respondeu:

Marx não era contra a religião ou contra a filosofia religiosa em si, mas sim contra as instituições religiosos que, durante o tempo de de Marx, estavam aliadas à classe governativa da Europa.

Só mesmo um esquerdista para tentar harmonizar o marxismo com a religião. Isto é o que Marx disse em relação à fé religiosa:

A religião é o suspiro [ou clamor] da criatura oprimida, o coração dum mundo sem coração, e a alma das condições sem alma. É o ópio do povo.

Dizer que Marx não era anti-religioso é ingenuindade..... mas também, que mais se poderia esperar do Dalai Lama?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O fundador do movimento

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