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quarta-feira, 3 de abril de 2019

Lusitanos: a tribo que os romanos demoraram 200 anos a dominar

Quem eram os Lusitanos? Comandados por Viriato os lusitanos resistiram durante 200 anos aos invasores romanos conquistando o respeito dos próprios inimigos.


Por VxMag

Quem eram os Lusitanos? Os antepassados dos lusitanos compunham um mosaico de diferentes tribos que habitaram Portugal desde o Neolítico. Miscigenaram-se parcialmente com os invasores celtas, dando origem aos lusitanos. Não se sabe ao certo a origem destas tribos celtas, mas é muito provável que fossem oriundas dos Alpes suíços e teriam migrado devido ao clima mais quente na península Ibérica.

Entre as numerosas tribos que habitavam a península Ibérica quando chegaram os romanos, encontrava-se, na parte ocidental, a dos lusitani, considerada por alguns autores a maior das tribos ibéricas, com a qual durante muitos anos lutaram os romanos.


Os Lusis foram referidos pela primeira vez no “Ora Marítima” de Avieno onde foram chamados de pernix, que significa ágil, rápido e é o adjectivo que se aplicava ao praticante de jogos de destreza física. Desde crianças, os membros deste povo trabalhavam como pastores. Depois, à medida que iam crescendo eram treinados para a caça e por fim, quando se tornavam jovens fortes, eles eram treinados como guerreiros mercenários. Tinham uma forma de lutar muito aguerrida e sempre ofensiva, e constantemente havia lutas entre tribos lusitanas e também com outras tribos vizinhas com o objectivo de conquistar essas terras.

Quando os romanos invadiram a Península Ibérica, eles foram conquistando progressivamente as terras do leste e do sul. No entanto, quando chegaram às tribos lusitanos, a dificuldade aumentou. Essas tribos, que sempre haviam lutado entre si, uniram-se numa causa que era comum a todas elas: a luta contra os ameaçadores exércitos romanos. Até conquistarem os terrenos das tribos lusitanas, os romanos tiveram que guerrear durante vários anos e, por fim, conseguiram o que tanto queriam mas, através de uma trama que envolvia traição.Entre os lusitanos houve um guerreiro que se destacou na luta contra os romanos. O seu nome era Viriato.

O objectivo era conquistar às terras à volta das tribos lusitanas para ampliar a área do campo de batalha e assim afastar as zonas de combate das suas terras.

Em 147 A.C., os lusitanos renderam-se perante as tropas de Caio Vetílio, que os haviam cercado. Mas, Viriato opôs-se terminantemente contra essa derrota. Ele organizou as suas tropas e foi lutar contra os romanos, acabando por derrotá-los no desfiladeiro de Ronda, que faz a separação entre a planície de Guadalquivir e a costa marítima da Andaluzia, onde acabaria por matar o próprio Caio Vetílio.

Depois deste, as tropas de Viriato foram derrotando vez após vez as forças romanas sob os comandos de Caio Pláucio, Cláudio Unimano, Caio Nigidio e Fábio Máximo.


Em 140 A.C., os lusitanos comandados por Viriato infligiram uma pesada derrota sobre Fábio Máximo Servilliano, matando cerca de 3000 romanos em combate. Perante isso, Servilliano rende-se e em troca da sua vida ele oferece a Viriato promessas e garantias da autonomia dos lusitanos.

Mas, quando a notícia deste tratado chegou a Roma, o Senado considerou-o demasiado humilhante e, voltando atrás com a sua palavra, declara novamente guerra aos lusitanos.

Desta feita, em 139 A.C., Roma enviou o general Servílio Cipião, mas este também continua a ser constantemente derrotado por Viriato, de modo que, Viriato decide enviar três comissários da sua confiança, Audas,  Ditalco e Minuros, com o objectivo de forçar Cipião a pedir uma nova paz.

Mas, Cipião recorreu ao suborno destes comissários e prometeu-lhes que dava uma recompensa se estes matassem Viriato. E assim aconteceu! Enquanto Viriato dormia, estes homens assassinaram-no, trazendo um desfecho trágico para Viriato e para os lusitanos. Mas este desfecho era também muito vergonhoso para Roma pois como uma superpotência que era, recorrer a suborno era algo desastroso.

A invasão romana da península Ibérica iniciou-se no contexto da Segunda Guerra Púnica (218 a.C.-201 a.C.), quando as legiões romanas, sob o comando do cônsul Cipião, para ali se movimentaram, a fim de atacar pela retaguarda os domínios de Cartago na região. A estratégia visava enfraquecer as forças cartaginesas, afastando os seus exércitos da península Itálica. Contudo, a derrota dos cartagineses não garantiu a ocupação pacífica da península Ibérica. Segundo Plutarco, os rendimentos provenientes de metais preciosos da Hispânia cobriam todas as despesas da guerra. Para além da exploração das minas de ouro e prata uma grande receita provinha dos tributos, impostos, resgates e saques que incluíam objectos de ouro e prata dos tesouros públicos.

A partir de 194 a.C., registaram-se choques com tribos de Lusitanos, conflitos que se estenderiam até 138 a.C., denominados por alguns autores como guerra lusitana.

Morte de Viriato
Ao iniciar-se a fase imperial romana, a Pax Augusta fez-se sentir na península: a partir de 19 a.C., as legiões ocuparam a região norte peninsular, mais inóspita, ocupada por povos cântabros e astures. Com esta ocupação, asseguravam-se as fronteiras naturais e pacificava-se essa região mais atrasada, de modo a que não constituísse ameaça para as populações do vale do rio Ebro e da chamada Meseta, já em plena fase de romanização.

Fonte: http://bit.ly/2uCD6ok


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Os "refugiados" Góticos

Por Vox Day

Durante o Verão passado, um certo número de pessoas normalmente sensíveis ficaram chocadas quando eu disse que os governos Europeus teriam sido sensatos se tivessem afundado os barcos que estavam a atravessar o Mediterrâneo. A maior parte destas pessoas apercebem-se agora que os povos da Europa estariam em melhor situação se os seus governos tivessem colocado de lado o argumento "é moralmente correcto ajudar estes pobres e indefesos refugiados" e tivessem cumprindo com a sua responsabilidade de defender as suas fronteiras nacionais.

Mas a minha opinião não se baseia na crueldade insensível, mas sim no conhecimento da História. Estava a ler o livro "O Império Bizantino" de Charles Oman, e a seguinte passagem chamou a minha atenção, pressagiando a situação actual. Irão notar que o Verão passado não foi a primeira vez que refugiados em perigo receberam permissão para atravessar a fronteira, e, tal como sugere o relato de Oman, não será a primeira vez que os povos cujos governos os traíram pagam um preço amargo por esse falhanço.

Vejam só a história comovente de pessoas em apuros, sem culpa alguma, em busca de refúgio devido a um ataque não provocado levado a cabo por um adversário terrível.

Por volta de 372 AD os Hunos, uma enorme horde Tártara proveniente de zonas além do Don e do Volga, apareceram subitamente em terras a norte do Euxine [Mar Negro], e começaram a avançar para ocidente. A primeira tribo que se encontrava no seu caminho, a raça nómada com o nome de Alanos, foi quase totalmente exterminada. Depois disto, eles avançaram sobre os Góticos.

Os Ostrogodos levaram a cabo uma tentativa desesperada de defesa da linha de Dniester contra os selvagens invasores - "homens com faces que dificilmente poderiam ser chamadas de faces, mas sim pedaços de carne preta com pequenos pontos em vez de olhos; pequenos em estatura, mas ágeis e activos, hábeis na equitação, de ombros largos, bons com as flechas, obstinados e orgulhosos, escondendo por trás duma forma pouco humana a ferocidade duma besta selvagem."

Mas o inimigo que o historiador Gótico descreve nestes termos pouco convidativos era demasiado forte para os Teutões do Este. Os Ostrogodos foram esmagados e forçados a tornarem-se vassalos dos Hunos (excepto um remanescente que abriu caminho lutando até à costa Valáquiana, perto dos pântanos do Delta do Danúbio).

Depois disto, os Hunos abateram-se sobre os Visigodos. A onda invasora intensificou-se; o rio Bug e o rio Prut não foram obstáculos para os enxames de arqueiros nómadas, e os Visigodos, sob a liderança do Duque Fritigerno, caíram em desânimo, juntamente com as suas esposas e os seus filhos, as suas carruagens, o seu gado e os seus rebanhos, até que deram por si com as suas costas contra o Danúbio.

Renderem-se ao inimigo era mais terrível para os Visigodos do que renderem-se aos seus irmãos orientais; estes eram mais civilizados, a maior parte era Cristã, e a possibilidade de sofrer a escravatura sob selvagens parecia ser mais intolerável para eles.

Empurrados contra o Danúbio e contra a fronteira Romana, os Visigodos, em desespero, enviaram um pedido de travessia ao Imperador. Um escritor contemporâneo descreve a forma como eles se colocaram: "Toda a multidão que havia escapado da selvagaria assassina dos Hunos - não menos de 200,000 homens em idade militar, sem contar com as mulheres, os velhos e as crianças - encontravam-se na margem do rio, estendendo as suas mãos em pranto sonoro, lamentando a sua calamidade, e prometendo que se iriam comprometer fielmente com a aliança imperial se pelo menos o favor lhes fosse concedido."

Quem entre vocês seria tão insensível, tão cruel, e negar o refúgio a centenas de milhares de mulheres e crianças que fogem de alguns dos guerreiros mais selvagens que a História já registou no que toca a matança de inocentes? Certamente que o Imperador Romano não seria assim tão insensível, embora ele tenha estado bem ciente do perigo potencial e tenha tomado as precauções necessárias.

A proposta dos Góticos deixou [o Imperador Flávio Júlio] Valente cheio de consternação. Era difícil dizer o que era mais perigoso: recusar a passagem a 200,000 homens armados desesperados devido a  inimigo selvagem nas suas costas, ou admiti-los para dentro da linha dividida pelo rio e para a fortaleza que protegia essa fronteira, com a obrigação implícita de encontrar terra para eles.

Depois de muitas dúvidas, ele escolheu a última opção: se os Góticos lhes dessem reféns e abdicassem das suas armas, eles seriam transportados para além do Danúbio e receberiam permissão para se fixarem como súbitos dentro do império.

Não é esta a escolha moral? Dar-lhes refúgio, mas desarmá-los de modo a que eles não causem demasiados problemas? Não é isso que vocês fariam, sendo vocês pessoas boas e morais, sensatas e cautelosas?

Os Góticos aceitaram os termos, abdicaram dos filhos dos chefes como reféns, e avançaram através do rio o mais rapidamente que a flotilha Romana do Danúbio lhes permitiu. Mas mal chegaram a Moesia os problemas começaram. Os oficiais Romanos tentaram inicialmente desarmar os imigrantes, mas os Góticos estavam pouco dispostos a abdicar das mesmas, e, consequentemente, ofereceram subornos avultados como forma de permitir que ficassem com as armas: em clara desobediência às ordens do Imperador, os subornos foram aceites e os Góticos ficaram com as armas.

Outras disputas rapidamente começaram.... Fritigerno, com muitos dos seus nobres, estava a jantar com o Conde Lupicino na povoação de Marcianopólis no preciso momento em que Góticos esfomeados tentaram pilhar o mercado à força. Uma parte dos soldados Romanos tentou afastá-los mas rapidamente foram maltratados ou mortos.

Ao ouvir o tumulto e ao saber a sua causa, Lupicino irresponsavelmente ordenou aos seus soldados que agarrassem e matassem Fritigerno e os outros convidados do banquete. Os Góticos puxaram das suas espadas e abriram caminho para fora do palácio. Depois de cavalgar para o mais próximo acampamento dos seus seguidores, e depois de contar a sua história, mandou que eles pegassem nas suas armas e que lutassem contra Roma.

Depois disso, seguiu-se um ano de luta desesperada ao longo do Danúbio, e também no declive nortenho das Balcãs. Os Góticos, esfomeados há já muitos meses, assolados pela extorsão e pelo sofisma a que haviam sido sujeitos, rapidamente mostraram que o antigo espírito bárbaro estava levemente coberto pela aparência Cristã, fé a qual haviam convertido no último meio-século.

A luta centrou-se numa repetição dos grandes raids do terceiro século: as aldeias foram roubadas, e os campos abertos foram devastados ao bom velho estilo, e a luta não ficou menos feroz devido ao facto de muitos escravos fugidos e outros marginais entre a população provincial se terem unido aos invasores.

Portanto, em vez dos Góticos terem sido massacrados e escravizados pelos Hunos, os Romanos foram massacrados, as suas povoações destruídas, e as suas terras devastadas. Ninguém poderia de maneira alguma adivinhar que isto poderia acontecer, certo? Mesmo assim, era a coisa moralmente de fazer porque, refugiados, certo?

Mas esperem! As coisas ficam ainda melhores, e o final é tão ajustado que mais parece uma fábula de Esopo do que eventos históricos reais:

No ano de 378 AD o corpo principal dos Góticos conseguiu forçar as linhas das Balcãs, e não estavam muito longe de Adrianópolis quando o Imperador tomou a decisão de os atacar com um esplêndido exército composto por 60,000 homens. 

Toda a gente esperava ouvir falar duma vitória porque a reputação de invencibilidade ainda se agarrava às legiões, e depois de 600 anos de guerra, a disciplinada infantaria de Roma, robur peditum, cujos momentos altos já duravam desde as guerras Púnicas, ainda era considerada superior (quando manuseada de maneira relativamente acertada) a qualquer quantidade de bárbaros selvagens.

Flávio Júlio Valente encontrou o corpo principal dos Góticos acampado num grande "laager", numa planície a norte de Adrianópolis. Depois de algumas negociações abortivas, Valente desenvolveu um ataque à sua parte frontal, quando de repente uma enorme massa de cavaleiros avançou contra o flanco Romano. Esta era a força principal da cavalaria Gótica, e ela estava aforragear à distância. Mal ela recebeu notícia da luta, ela avançou directamente para o campo de batalha.

Alguns esquadrões Romanos que cobriam o flanco esquerdo do exército do Imperador foram abalroadas dos seus cavalos e espezinhadas. Depois disto, os Góticos varreram a infantaria da ala esquerda, "enrolaram-na", e empurraram-na para o centro. O impacto foi de tal magnitude que as legiões e os grupos de soldados foram empurrados uns para cima dos outros, gerando uma confusão desesperada.

Todas as tentativas de se firmar uma posição falharam, e no espaço de alguns minutos, a esquerda, o centro e as reservas eram uma massa indistinguível. Os guardas imperiais, as tropas leves, os lançadores, os auxiliares, e a infantaria das linhas foram presas juntas e num amontoado que crescia a cada instante que passava.

A cavalaria Romana viu que o dia estava perdido, e como tal, cavalgou dali para fora sem qualquer esforço adicional. Foi então que a infantaria abandonada se apercebeu do horror da sua posição: igualmente incapazes de se desdobrar ou "voar", eles tiveram que ficar no mesmo sítio, esperando ser cortados.

Os homens não conseguiam levantar os braços para desferir golpes devido à  forma compacta como se encontravam. As lanças estalavam à direita e à esquerda, e quem as tinha na mão estava incapaz de as levantar para a posição vertical; muitos soldados foram esmagados na confusão.

Foi para dentro desta massa trêmula que os Góticos cavalgaram, usando as lanças e as espadas contra o inimigo indefeso. Só depois de 40,000 homens terem caído que o desbaste das fileiras permitiu que os sobreviventes desobstruíssem o caminho e seguissem a cavalaria na fuga. Deixaram para trás, mortos no campo, o Imperador, os Grão-Mestres da Infantaria e da Cavalaria, o Conde do Palácio, e 35 comandantes de forças distintas.

A batalha de Adrianópolis foi a derrota mais terrível sofrida por um exército Romano desde Cannae, uma matança que foi correctamente comparada pelo historiador contemporâneo Ammianus Marcellinus. O exército do Este foi quase todo ele aniquilado, e nunca mais se reorganizou segundo as linhas Romanas antigas.

Seria apropriado que os Obamas e as Merkels do mundo sofressem destinos semelhantes às mãos dos refugiados que eles salvaram. Seis anos apenas depois de permitirem que centenas de milhares de refugiados pobres e desperados atravessassem o rio e chegassem à segurança das terras Romanas, o Imperador Flávio Júlio Valente e 50,000 dos seus melhores soldados foram mortos por eles.

Dezassete anos mais tarde, Alarico I, o Gótico, governava sobre o norte e "vagueava por toda a parte, desde o Danúbio até às portas de Constantinopla, e da Constantinopla até à Grécia, tomando resgates ou assaltando todas as povoações com as quais se deparava, até os Góticos estarem cheios de bens pilhados."

38 anos depois dos Góticos terem atravessado o Danúbio, Alarico o Gótico saqueou Roma. Temos que observar que desta vez os eventos podem não demorar 38 anos.

E é por isto, mais caros moralistas de coração terno, que temos sempre que afundar os malditos barcos.

Fonte: http://bit.ly/2mxQsN6

* * * * * * *

Note-se que no caso de Alarico e do saque e destruição de Roma, estamos a falar de dois ou mais povos Europeus que practicavam a mesma Fé e que eram, essencialmente, geneticamente semelhantes. No caso dos modernos falsos "refugiados", estamos a falar de povos com outra religião e de outro grupo étnico.

Se os Europeus puderam tratar outros Europeus da forma descrita em cima, porque é que as pessoas pensam que os invasores maometanos irão agir de forma distinta, especialmente se levarmos em contra a longa história islâmica de invasão, conquista e pilhagem? 

Tal como já havíamos visto noutro texto, imigração é invasão e é guerra. Quem é a favor da imigração islâmica, é a favor da guerra na Europa. E guerra é o que vamos ter na Europa.

Lucas no Minds.

Lucas no Gab.



sábado, 22 de outubro de 2016

Imigração é invasão: A Historia dos Romano-Britânicos e dos Anglo-Saxões

Por Hengest

No ocidente "Cristão" dos dias de hoje, somos forçados a falar da imigração em termos pouco menos que elogiosos, e quando falamos dela. No fundo, no fundo, até mesmo dentro do coração do conservador mais "cuck", há uma crescente realização de desapropriação, e de que os eventos não estão a avançar rumo à tão prometida aldeia global feliz, composta por muitas religiões, raças e línguas.

A imigração está a transformar as nações um pouco por toda a Europa Ocidental e por todas as suas colónias Anglo-descendentes. Os Estados Unidos estão um pouco mais avançados nesta transformação, para além do lamentável caso da África do Sul que, dependendo do escritor, já não é considerado um estado-nação Ocidental, embora tenha uma batalhadora nação Europeia dentro dela.

Embora a elite liberal e os vários promotores do globalismo tenham há já imenso tempo cantado de modo alternativo louvores à diversidade e à vitória culminante da desapropriação Branca, mais recentemente o Vice Presidente Joe Biden disse o seguinte:

Isto não vai parar. E nós nem queremos que pare. De facto, é uma das coisas que mais nos dá orgulho. Portanto, há uma outra coisa dentro dessa caixa negra: uma corrente implacável de imigração. Sem fim, sem fim. Pessoas como eu, que são Caucasianas, de descendência Europeia, pela primeira vez em 2017, seremos uma minoria absoluta nos Estados Unidos da América. Minoria absoluta. Menos de 50% das pessoas da América, daí em diante, serão do estoque Europeu. Isso não é mau. Isso é uma fonte da nossa força.

Biden está a adiantar-se no tempo visto que, se as actuais tendências se mantiverem, os Brancos nos Estados Unidos só serão uma minoria dentro de algumas décadas. No entanto, Biden deseja que os Brancos de todas as religiões e de todas as persuasões políticas sintam a inevitabilidade e o carácter definitivo da sua desapropriação, aumentado as suas taxas de suicídio, de consumo de álcool, e de ingestão de drogas, ao mesmo tempo que leva a que as suas taxas de natalidade e a sua resistência diminuam.

Olhando para as coisas desta forma, não há precedente histórico, à escala, do desdém das elites e da sua traição contra nós. No entanto, a história não começou aqui; ela começou muito mais cedo nos Estados Unidos, quando níveis maciços de imigração de áreas da Europa que, até então, estavam banidas de entrar, foram forçadas aos Americanos Nativos e aos predominantemente estoque do Noroeste Europeu de ascendência Protestante.

Entre os anos 1840-1920, milhões de estrangeiros não-assimiláveis receberam permissão para entrar, sob os auspícios de liberais que subscreviam ao poder transformador da "terra mágica" Americana, e também segundo os interesses do Grande Negócio que, na sua devoção a mamon, queriam mão-de-obra barata.

Geneticamente falando, os Europeus são um grupo coeso, com a maior distinção a existir, de forma gradual, do Norte ao Sul da Europa. Portanto, mesmo apesar das diferenças religiosas, culturais e até linguísticas que existiam entre os recém-chegados e o estoque colonial, à medida que a próxima geração de recém-chegados era educada nas escolas Americanas, falava Inglês, e se casava uma com a outra, e até se casava com os Americanos Nativos, no espaço duma geração ou duas ela eram mais facilmente assimilada, embora, como muitos Americanos do Sul e do Centro Oeste podem confirmar, ainda existam diferenças culturais enormes quando se visitam locais tais como New Jersey, onde ainda existem fortes populações Italo-descendentes não diluídas.

Claro que estas diferenças nada são em termos de significado, e até parecem bem vindas, quando comparadas com as actuais populações invasoras que estão a entrar um pouco por toda a Europa.

Grã-Bretanha Romana, Século 5 Anno Domini

Levemos em consideração a analogia com a Bretanha de há cerca de um milénio e meio atrás. Os Britânicos nativos haviam sido conquistados pelo Império Romano durante um período de alguns séculos, e, com o passar do tempo, haviam sido assimilados à vida e à cultura Romana. À periferia da Britânia Romana, um estilo de vida Celta auto-suficiente era mantido em níveis crescentes à medida que os Britânicos se afastavam dos centros do poder Romano. O Norte e a Irlanda nunca haviam sido conquistados devido à indomável natureza dos nativos, e (segundo a opinião Romana) ao valor económico insignificante e severidade da terra.

Por volta de 410 AD, o Império Romano estava imerso nas suas guerras civis, imigração, e problemas financeiros, e, depois de séculos de ocupação, abandonou por completo a Grã-Bretanha, deixando muitos habitantes da ilha literalmente sem defesa perante os ataques de povos que nunca haviam estado sob o jugo pacificador do multiculturalismo imperial.

Os Scoti da Irlanda invadiram as terras baixas da actual Escócia e as costas ocidentais da Grã-Bretanha, ao mesmo tempo que os Pictos das terras altas, e visto que o Muro de Adriano já não era guardado por tropas Romanas, atacaram do norte, por terra e por mar. Várias tribos Germânicas sob o termo geral de "Saxões" invadiram as costas orientais da Gra-Bretanha e o litoral ocidental a partir da Gália por mar, antecipando as invasões vikings.


O traço comum que une estes invasores e atacantes é que eles nunca foram atraídos para a falsa narrativa da unidade multicultural Romana. Sem excepção, todos os invasores mantiveram a sua língua, as suas religiões, e a sua autonomia. Por outro lado, os Britânicos estavam fadados a ter que unir os pedaços que restavam da sua nação, no meio de caos políticos, de desunião étnica e dos ataques militares levados a cabo por potências estrangeiras.

Surgiram reis Romano-Britânicos com o propósito de unir e defender o seu povo, mas na sua pressa de trazer de volta a segurança antiga, bem como o conforto material do passado, eles buscaram ajuda estrangeira junto dos pagãos e, embora isto possa parecer difícil de acreditar para os nossos ancestrais do século 20 e de eras anteriores, ainda mantinham a ideia mágica absurda da adesão à Roma imperial.

Os Romanos haviam criado o sistema de foedus onde os não-Romanos, tradicionalmente tribos Germânicas, recebiam terras e abastecimento anual em troca de serviço militar. Isto funcionou bem enquanto a força militar Romana foi na sua maioria Romana, mas na parte "doente" do Império, a fraqueza deste acordo tornou-se aparente à medida que os foederati (como eles eram conhecidos) não foram assimilados devido ao seu número crescente, e também devido ao enfraquecimento do poder e da influência de Roma.

No continente, eles voltaram-se contra os seus patrões [os Romanos] e tomaram para si terras e abastecimento, estabelecendo reinados que se tornaram na fase inicial dos estados que hoje se vêem nas nações Europeias modernas.

A elite Romano-Britânica estabeleceu tratados de foedus com algumas tribos Germânicas invasoras, e colocaram estas tribos na zona Este da Grã-Bretanha, onde era suposto elas combaterem os Pictos e impedirem mais invasões dos seus próprios primos. (Imaginem a fronteira México-América e a polícia do Sudoeste) Este acordo funcionou às mil maravilhas. Os Saxões, sob a liderança de Hengist e Horsa, e a troco de terras e de abastecimento anual por parte dos Britânicos Nativos, expulsaram os Pictos para norte.

Os Saxões rapidamente vieram a entender o quão fracos e ricos os Britânicos eram, e exigiram mais terras e mais tributo em forma de mantimentos, convidando mais membros da sua tribo para se juntarem a eles nas ricas terras da Grã-Bretanha. A cronologia exacta é pouco clara devido ao caos e ao consequente declínio da escrita na Grã-Bretanha, mas os cronistas que viviam na Gália, que nominalmente ainda vivia com algum tipo de governo e estabilidade Romanos, registou por volta de 441 o seguinte::

As províncias Britânicas, que sofreram derrotas e infortúnios, encontram-se actualmente sob o domínio Saxão.

Os Britânicos persistiram, e até conseguiram uma vitória militar importante na Batalha de Mons Badonicus, mas o mal já estava feito. Os trabalhadores imigrantes, depois de terem estabelecido uma base na Grã-Bretanha, trouxeram as suas mulheres e os seus filhos em massa, estabelecendo uma nova cultura na ilha Britânica.

Eles foram gradualmente forçando os Britânicos a se retirarem para, inicialmente, o campo e para as florestas, expulsando-os das suas mais valiosas terras baixas, e forçando-os abandonar as suas cidades insuportáveis. À medida que os variados clãs de Jutos, Anglos, e Saxões expandiram a sua população através da procriação e de ainda mais imigração, eles empurraram os Britânicos nativos para ainda mais longe.

Com o passar dos séculos, os nativos permaneceram em apenas algumas parte da Grã-Bretanha, tais como Cornwall e nas suas fortalezas no País de Gales. Outros houve que fugiram por completo para a Gália Romana - para uma península hoje conhecida como "Bretanha", que recebeu o nome precisamente devido aos refugiados, e que ainda hoje fala a língua Bretã. A única assimilação que ocorreu foi a dos nativos Britânicos que se assimilaram à nascente e auto-confiante cultura Anglo-Saxónica.

E hoje?

Os paralelos com a nossa situação actual são imensos. A arrogância das nossas elites em relação à sustentabilidade da trajectória actual, e a sua imunidade à desapropriação, parece que não têm fim. A fuga dos Brancos nativos é epidémica por todo o Ocidente, à medida que eles saiem das boas terras que os seus antepassados conquistaram, cuidaram, e construíram, em alguns casos, há milhares de anos.

As igrejas e as catedrais Europeias, com centenas de anos ou mais, estão a ser demolidas ou convertidas em mesquitas não só para o invasor pagão, mas para uma raça distinta. Para o autor, esta é a diferença crítica, para além dos avanços tecnológicos, entre a situação dos Britânicos nativos e aquela que os Europeus e Americanos actuais enfrentam.

As nações presentes nas lições da Idade Média eram racialmente Europeias do Noroeste, tendo poucas mas reais diferenças genéticas. A maior parte das suas distinções substantivas encontravam-se na língua e na religião, e note-se o quão importante isso foi! A invasão actual que está o ocorrer no Ocidente não está a ser levada a cabo pelos nossos primos do norte, que poderiam ser convertidos e assimilados dentro do nosso povo no espaço duma ou duas gerações - talvez uma lição futura à Wessex do Rei Alfredo e os Vikings.

Os cuckservative líderes "Cristãos" que alegam que os Mexicanos e os refugiados Sírios deveriam ser bem vindos nas nossas terras de modo a que nós os possamos evangelizar estão literalmente a tirar o pão da boca dos seus filhos e a entregá-lo aos cães. Isto não é Bíblico, e é exactamente o contrário do que o nosso Senhor afirmou (Mateus 15:26).

Em vez de ser um acto de generoso, apoiar estas invasões é totalmente egoísta e traiçoeiro. Estes traidores estão a receber a totalidade da sua recompensa com financiamento governamental adicional e sinalização de virtude aos olhos do mundo, ao mesmo tempo que empurram o seu povo actual e a posterioridade para uma situação desesperante.

Depois dos Anglo-Saxónicos terem sido enxertados na relação de aliança com o Senhor Jesus Cristo, eles ansiaram pela salvação dos seus irmãos mais próximos, os ainda-pagãos Saxões que se encontravam na Alemanha. Mas em vez de os convidarem para a Inglaterra, eles enviaram São Bonifácio para os seus parentes pagãos que se encontravam nas suas terras [Alemanha]. Esta foi e tem sido, pelo menos até tempos recentes devido aos esforços dos anti-Cristãos e dos Alienistas, a forma tradicional Bíblica e Cristã de propagar a Fé.

A situação de hoje só pode resultar em gerações, e até séculos, de conflito entre povos racialmente, linguisticamente e até religiosamente distintos lutando pelo domínio da mesma terra. 

A sabedoria olha para o passado como forma de obter discernimento em relação ao presente, e inspiração para o futuro. O discernimento em relação ao presente é sombrio e ameaçador, mas a inspiração para o futuro é encontrada na fidelidade de Deus para com o Seu Povo.

Existem exemplos numerosos da história Bíblica e Europeia, desde a retoma da Inglaterra Cristã por parte de Alfredo e dos seus descendentes, à Reconquista por parte da Espanha, reclamando a terra das mãos dos mouros. Historicamente, estes conflitos duraram de gerações a séculos, mas tal como Deus providenciou para Neemias, Ele irá providenciar para o Seu Povo.

~  http://bit.ly/2dV4nxl

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A diferença óbvia entre a situação de Neemias e a situação actual, é que Neemias, ao contrário dos Israelitas e dos Europeus actuais, pertencia a uma geração de pessoas que sabia que tinha violado a sua aliança com Deus, e sabia que para voltar a ter uma relação de proximidade com o Autor do Universo (e ter a Sua protecção), essa geração teria que abandonar os erros dos seus pais (e os seus), e obedecer aos Mandamentos Divinos.

Será que Deus tem pressa para salvar uma Europa onde o aborto, o homossexualismo, a pornografia, o paganismo, o evolucionismo, e outras abominações estão em franco e acelerado crescimento, e onde Nome do Senhor Jesus Cristo está a ser claramente ignorado, rejeitado, e até activamente combatido? Ou será que, seguindo padrão Bíblico, Deus vai entregar a Europa apóstata à tormenta dos pagãos, tal como Ele entregou os Israelitas ao tormento dos Assírios, dos Caldeus e de outros povos pagãos?

Entretanto, eis o que Deus operou na Inglaterra depois da conversão dos Anglo-Saxões:
A Grã-Bretanha, sua terra, evangelizada havia apenas cem anos pelos Beneditinos guiados por Santo Agostinho, mostrava uma fé tão sólida e uma caridade tão ardente a ponto de enviar missionários à Europa central para aí anunciar o Evangelho.
Deus está no controle da História, embora muitas vezes pareça que não. A Europa está a passar por convulsões graves, e é bem provável que a sua cultura pré-2ª Grande Guerra nunca mais volte a existir (porque o declínio cultural é irreversível), mas seja o que for que nasça das cinzas da guerra civil que certamente vai eclodir na Europa, Deus nunca irá abandonar aqueles que O seguem.

"eis que Eu estou convosco, todos os dias, até à consumação dos séculos" - Mateus 28:20




terça-feira, 27 de setembro de 2016

Salazar e a neutralidade Portuguesa durante a 2ª Grande Guerra

Aqui fica mais um texto bem elucidativo das dificuldades de Salazar em lidar com os problemas adjacentes à segunda guerra mundial, diga-se de passagem um super diplomata, que conseguiu manter a nossa neutralidade contra todas as probabilidades no xadrez mundial.

Salazar pressente que os americanos podem resolver usar a força. E na noite de 8 para 9 de Janeiro de 1944, às duas da madrugada, chama Campbell: faz-lhe uma comunicação sóbria, é breve, incisivo: e com simplicidade informa o embaixador de que acaba de dar instruções ao comando português nos Açores para atacar as forças americanas, até ao extremo limite dos meios militares disponíveis, se aquelas procurarem desembarcar. Não tem Campbell dúvidas sobre a decisão de Salazar, e transmite a Londres a sua ansiedade. 

As autoridades militares portuguesas nos Açores confirmam ao comando inglês as ordens recebidas, e a sua decisão de cumpri-las. Depois, Campbell comunica durante a noite a Norweb e a Crocker, conselheiro americano, as consequências de um acto de força dos Estados Unidos. Norweb e Crocker ficam entorpecidos de assombro: "parecia que uma mola se desprendera subitamente de uma caixa e lhes esmagara o nariz". 

E Norweb cai doente, fica de cama. Mas Churchill, no seu americanismo, sente irritação: não tem paciência para os neutros que querem escapar às dificuldades e ainda beneficiar: e pretende que Campbell apoie os americanos vigorosamente. Então, de meias-palavras deixadas cair por Palmela, o Foreign Office torna na primeira quinzena de Janeiro à sua ideia anterior de fazer um convite a Salazar para uma visita oficial a Londres. 

No pensamento do Foreign Office, o convite não deveria ser apresentado, para não lhe diminuir a amplitude, como destinado apenas a discutir os Açores, ou Timor, ou o problema do volfrâmio. Dir-se-ia ao chefe do governo português que o governo britânico julgou chegado o momento de examinar em conjunto o futuro imediato, o desenvolvimento ulterior da aliança luso-britânica, a posição dos dois países no após-guerra. 

Em 13 de Janeiro, Eden telegrafa a Churchill, ausente no norte de África, e obtém a concordância deste ao convite a Salazar. Entretanto, em Lisboa, Campbell insistia, em 17, por uma resposta ao seu pedido de princípios de Janeiro, relativo à extensão de facilidades nos Açores. 

Salazar escreve pessoalmente ao embaixador uma longa carta em 20, e é firme, mesmo sobranceiro: o governo português tem em muita conta os interesses britânicos, e procura satisfazê-los; mas não tem em menor conta a defesa dos seus próprios interesses, ou dos seus direitos, ou dos acordos concluídos e no espírito em que o foram, nem pode afastar-se dos princípios políticos em que se baseia; e um certo número de acções precipitadas obrigam-no a dizer, como já foi dito em Londres, que não deseja trabalhar sob pressões que imponham soluções mal pensadas ou semivoluntárias, nem está disposto a aceitar factos consumados; e em qualquer caso o governo português quer nas suas decisões salvaguardar a sua completa liberdade de espírito. Salazar reage como quem pressente perigos iminentes. 

E na verdade, no mesmo momento, a embaixada britânica em Washington acentua junto do Foreign Office toda a amplitude das ambições americanas sobre os Açores. E sublinha: Roosevelt afirmara a Halifax que o governo americano estava "vivamente interessado no destino do arquipélago" e a "ideia de uma qualquer forma de ocupação americana das ilhas está de há muito no seu pensamento" uma vez que as "encaram como uma importante base avançada para defesa deste continente". 

Corroborando a informação da embaixada britânica nos Estados Unidos, Roosevelt envia uma mensagem pessoal a Churchill: baseando-se nas entrevistas iniciais entre Salazar e Norweb, que este interpretara para Washington como consentimento de Lisboa ao desembarque de forças americanas, o presidente americano, embora admita que Salazar haja depois mudado de opinião, informa Churchill da sua intenção de não ter em conta tal mudança e do seu desejo de enviar em breve forças americanas para os Açores, que ficariam sob controle inglês para efeitos de operações. 

Mas em 20 de Janeiro, Norweb, já refeito, volta a avistar-se com Salazar: fala de Timor, da guerra no Oriente, da eventual participação portuguesa: mas não é discutido o problema dos Açores. Eden entretanto lê a mensagem de Roosevelt para Churchill, e com urgência intervém junto deste. Para Eden, "não há a menor dúvida de que o ministro americano não compreendeu Salazar de todo, e está fora de questão que este haja faltado à sua palavra". 

Dera o chefe do governo português o seu acordo à estadia de algumas forças americanas nos Açores sob comando inglês: não dera acordo ao desembarque de forças americanas independentes, nem à permanência de uma esquadra aérea dos Estados Unidos, como Roosevelt pretende. 

E a verdade é que Salazar "tem sido muito compreensivo em todos estes importantes problemas, não obstante a confusão e inépcia das diligências americanas"; se Washington persistir na sua atitude, "poderá prejudicar outros importantes desejos americanos e britânicos"; e é óbvio que o "Presidente não conhece Salazar, que é perfeitamente capaz de repetir a sua ameaça de resistir pela força a desembarques americanos - ainda que isso possa ser havido como loucura - se estes preferirem o facto consumando à negociação". 

Não se contentando em enviar ao primeiro-ministro os seus comentários escritos, Eden fala pessoalmente a Churchill sobre o assunto, no dia imediato, e submete-lhe um projecto de resposta a Roosevelt, que na sua substância é perfilhado pelo primeiro-ministro. 

Este afirma ao presidente não ter dúvidas de que Norweb está agindo num equívoco, baseado num acordo que Salazar não deu; Salazar está pronto a cooperar, desde que salvaguardados os princípios; não se pode esquecer que os alemães aceitam os ingleses nos Açores, mas não os americanos, porque a aliança não se aplica a estes; e sem embargo dos anglo-americanos possuírem força esmagadora, seria "incoerente com a nossa atitude geral para com pequenas potências tratá-las brutalmente em questões de neutralidade". 

Churchill recomenda que quaisquer forças americanas se apresentem como britânicas, e promete enviar a Salazar uma mensagem pedindo-lhe para satisfazer os desejos dos Estados Unidos. Em Lisboa, também a 20 de Janeiro, é dada resposta oficial a pedido inglês de extensão das facilidades nos Açores: Salazar recusa a utilização de Ponta Delgada: e vai considerar o problema das Lajes. 

No dia seguinte Norweb, em nota, limita-se a solicitar autorização para que seja construído, em local a escolher, um aeroporto, que possa ser usado em alternativa ao das Lajes. E ao receber João Neves, embaixador do Brasil, Salazar queixa-se da rudez e insensibilidade de Norweb; João das Neves confidencia as queixas a Campbell; e este confidencia-as ao Foreign Office e a Norwerb. Desde este momento, os americanos actuam cautelosamente, e com extremo respeito pelos escrúpulos e princípios de Salazar.

Entretanto, chegam a Campbell as instruções de Londres para convidar Salazar a uma visita oficial a Inglaterra. Salazar recebe o embaixador em 22 de Janeiro, e este faz o convite em termos prementes e persuasivos. Salazar agradece: mas lamenta desde logo não o poder aceitar. Campbell insiste: "estou certo de que gostaria de ir a Londres, pense bem no convite". Salazar responde: "não tenho dúvidas, vou pensar". 

Depois, Campbell levanta uma outra questão: as exportações de volfrâmio. Londres atribui máxima importância àquela matéria-prima, e ao seu valor estratégico; e desejaria que fosse embargada a sua exportação, estando Londres disposta em princípio a compensar os prejuízos económicos. Salazar exprime dúvidas; queixa-se de que no assunto o ponto de vista inglês parece mudar constantemente; salienta que dois terços da produção portuguesa se destinam aos aliados; e invoca mais uma vez as possíveis reacções alemãs. Mas pretende-se discutir a matéria imediatamente? 

Não, responde o embaixador, apenas quereria que o governo português reflectisse no caso. Para Londres, Campbell informa ser pouco provável que Salazar aceite o convite, pois está convencido de que se estiver ausente três ou quatro dias "todo o país ficará em pedaços"; e no problema do volfrâmio parecem-lhe genuínas as preocupações de Salazar. 

Mas dois dias mais tarde Campbell avista-se com Teixeira de Sampaio, e repisa junto deste todas as questões. Passam duas horas em conversa. Sampaio tinha estado doente, com violento ataque de gripe; e retomava agora o serviço. 

E confidencia a Campbell que não é bom o estado de espírito de Salazar. Este ficara ressentido com a pressão de Campbell para que tudo fosse decidido com urgência: e despendera dezasseis horas seguidas, sozinho, a estudar os assuntos pendentes e a redigir respostas às notas do embaixador. 

Além disso, Sampaio não ocultava que Salazar continuava desconfiado, e que tinha razões para tanto. Sob a capa dos serviços de informação ingleses a polícia descobrira factos de onde se concluía o envolvimento da embaixada britânica numa conspiração, em conluio com os oposicionistas, para derrubar o governo português. Campbell desmente com energia as conclusões da polícia. 

Na sua transmissão desta conversa para Londres, todavia, Campbell comenta que já sabia que Salazar sabia; assim o dissera Catela [inspector-superior da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, colaborador da confiança de Agostinho Lourenço. 

Havido ao tempo por pró-alemão, e mesmo nazi, as suas simpatias reais estavam no entanto do lado inglês], informador da embaixada, a Risso-Gil, que imediatamente o comunicara ao embaixador. E quanto aos oposicionistas, Campbell dá o seu parecer em carta a Roberts, do Foreign Office: "a minha impressão sobre a oposição aqui é a de que esta consiste em pequenos grupos, trabalhando em segredo, e desprovidos de qualquer coesão. 

Estou convencido de que, se Salazar desaparecesse subitamente, começariam a apunhalar-se uns aos outros. E duvido que Monteiro (ou qualquer outro) seja suficientemente forte para pôr todas as cabeças de acordo e formar um governo homogéneo". 

Decerto: Salazar sabe que, ao aproximar-se a vitória aliada, "os portugueses, de harmonia com os seus hábitos, hão-de querer imitar o resto de uma Europa em que o autoritarismo sofrerá um forte desconto"; mas a verdade é que, segundo as informações chegadas à embaixada, Salazar tem motivos para "estar satisfeito com a situação que considera haver melhorado". 

Nos primeiros dias de Fevereiro, a 3, Sampaio chama Campbell, e em nome de Salazar declina o convite para este visitar oficialmente Londres.

Paralelamente, Salazar responde aos pedidos americanos. Todos são recusados. Exceptua a construção de um aeroporto alternativo nos Açores, que poderá interessar à aviação civil em futuro próximo. Concorda em estudar a sua localização, na ilha do Faial ou na de Santa Maria. Mas para o efeito o governo português dirigir-se-á a uma companhia civil americana quando puder dispor dos técnicos necessários para acompanharem os daquela [na altura, a Pan American Airways]. 

Quando a conhece, Campbell ressente esta concessão: considera-a como significando a penetração dos Estados Unidos num país até agora na exclusiva esfera de influência britânica. E em carta comenta para Roberts: "creio que os americanos, por estarem muito fortes, julgam que ninguém lhes deve recusar coisa alguma"».

Franco Nogueira («Salazar», III)..



segunda-feira, 25 de abril de 2016

Os Rothschilds e a CIA por trás de "Revolução dos cravos"


Na véspera de um dia de mistificação, vou-vos contar uma história, esta autêntica...Os cravos vermelhos são, desde o Séc. XIX, um dos principais símbolos dos Rothschilds e dos banqueiros da City de Londres. Simbolizam o poder da banca internacional, como muito bem é caracterizado no final do filme «Mary Poppins» do Walt Disney (que detestava os banqueiros e os Rothschilds)...

No dia 22 de Abril de 1974, entra no Tejo uma esquadra da NATO/OTAN, incluindo um porta-aviões e dois navios de guerra electrónica, o USS Warrior e o Iate Apollo. Na noite desse dia, descarregam cerca de trinta contentores no porto de Lisboa, cheios de cravos vermelhos da América do Sul. Para quem não saiba, em Portugal os cravos só florescem nos finais de Maio e início de Junho... Agora há estufas para cultura intensiva, mas na época não...

Na madrugada do dia 25/4, uma frota de camiões da NATO distribuiu esses cravos por várias unidades militares revoltosas, para que os soldados os colocassem nos canos das armas. Finalidade: indicar às forças «amigas» (da banca internacional) que estava tudo bem, e que o golpe era controlado por «eles»... Isto foi-me confirmado por várias fontes militares ligadas à NATO...

Depois, para encobrir a vergonhosa verdade. inventou-se a historieta (para tótós) de que teria sido uma certa D. Celeste Martins Caeiro, empregada da limpeza de um restaurante no edifício «Franjinhas» da rua Brancaamp que, tendo o dono (não era um dono, mas uma dona, e a «história» para tótós está toda aldrabada), que estava a aprontar a sala para a inauguração, dito para os empregados levarem as flores (cravos que ainda não havia à venda nessa altura em Portugal) para casa... 

A D. Celeste leva-as para o Largo do Carmo - pessoalmente, a comandar uma frota de camiões da NATO - e começa a distribuir os ditos cravos, sabendo de antemão o que nem a PIDE/DGS suspeitava!

Outras «fontes revolucionáris» dão a D. Celeste como florista com lojinha no edifício do Cinema Império, que, com colegas, andou a recolher cravos inexistentes nos stocks para distribuir aos revoltosos... Estava mais bem informada que a PIDE, a CIA e a KGB, não contando o MI6 de Sua Majestade...

Enfim, e assim se alicerçam «a martelo» as mentirolas de Abril... Não a 1, mas a 25... E continuam...

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A «Revolução dos Cravos» não passou de um golpe da CIA


A censura do Facebook apagou-me há tempos um post onde eu explicava detalhadamente a orquestração do 25 de Abril de 1974 pela CIA americana, e descrevia a distribuição dos cravos vermelhos - símbolo da banca da City de Londres - pelas forças da OTAN que haviam entrado no Tejo a 22 de Abril...

Também descrevi, num dos comentários, o episódio em que as forças revoltosas da Escola Prática de Cavalaria foram paradas pelos blindados de lagartas (tanques M47) do Regimento de Cavalaria 7, fiéis ao governo de Marcello Caetano, quando estavam no Terreiro do Paço e avançavam para a Ribeira das Naus (primeira foto).

Nesse momento, a fragata Gago Coutinho (segunda foto) posicionou-se frente à praça, para fazer fogo sobre os revoltosos assim bloqueados, caso estes não se rendessem.

Nesse momento, o contratorpedeiro canadiano Huron das forças da OTAN meteu-se entre a Gago Coutinho e a Praça, anulando intencionalmente a manobra da nossa fragata, e abrindo caminho aos revoltosos (terceira foto).

Por fim, na página de Lisboa de Antigamente, encontrei as fotos da sequência funesta, demonstrando que afinal, a «Revolução dos Cravos» não passou de um golpe americano da CIA...

Se calhar, também me vão censurar este post...

Blindados de lagartas do Regimento de Cavalaria 7, fiéis ao governo de Marcello Caetano
Fragata Gago Coutinho posicionou-se frente à praça
Contratorpedeiro Huron das forças da OTAN meteu-se entre a Gago Coutinho e a Praça.
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Claro que os Americanófilos terão dificuldade em aceitar que, contrariamente ao que lhes foi dito, a NATO, os Americanos e a elite que controla o Ocidente não são os "bons", e nem são "maus"  aqueles que são contra os seus sonhos de manutenção e aumento da hegemonia militar, económica e cultura sobre o mundo. Essencialmente, a NATO só serve para submeter os países ao FMI e ao domínio  Anglo-Americano.

Nesta guerra de blocos imperialistas é complicado identificar um deles como estando do lado do bem, e outro estando do lado do mal, mas é muito fácil dizer que a NATO não luta pela "democracia", e que os interesses económicos da elite financeira mundial (liderada pela família do escudo vermelho) estão na base de quase todas "revoluções" e conflictos armados no mundo.

Os Portugueses têm sido enganados há 40 anos sobre a "revolução", e as vozes que sabem da verdade (como o Carlos) estão a ser censuradas. A única forma de garantirmos que as gerações vindouras saibam da verdade que se abateu sobre a nação, e como o país está a ser controlado por interesses financeiros sediados em Londres, é falando aos outros.



terça-feira, 3 de novembro de 2015

BBC: Apagando o Cristianismo da História

Por Joseph Pearce

Há alguns dias atrás tive a viscosa experiência de ouvir uma discussão com a duração de 40 minutos (transmitida pela BBC Radio) onde alegadamente se falava da história da Grã-Bretanha através da poesia. Descrevo a experiência de viscosa porque, depois de ter ouvido a discussão, senti como se tivesse sido coberto de visco, encontrando-me espiritualmente, intelectualmente e emocionalmente dentro duma lama de falsidades.

Passo a explicar.

Um amigo meu, que é poeta, enviou um link da celebração do "National Poetry Day" da BBC Radio - que ocorreu no dia 8 de Outubro - vista pelos olhos de poetas. Temendo o pior, resolvi mergulhar o dedo do pé na água, ou o ouvido nas ondas de rádio, embora inicialmente tenha sido de forma experimental. Vendo que a primeira discussão, que era sobre as raízes Celtas e Anglo-Saxónicas da Grã-Bretanha, deveria ser relativamente segura, estando ela tão longe do modernismo, tomei atenção para aprender mais.

Foi horrível.

Apresentado por Andrew Marr, o radiodifusor veterano que se descreve como um "esquerdista branco privilegiado" e como alguém que é resolutamente secular, isto é, não-religioso, eu deveria ter esperado o pior. Eis aqui o que Marr diz sobre as suas posições religiosas:

Sou eu religioso? Não. Será que eu acredito em alguma coisa? Não.

No entanto, visto que não é possível um ser humano não acreditar em algo, vamos analisar as coisas que ele realmente acredita. Havendo voltado as costas ao Presbiterianismo dos seus pais quando era um jovem homem, Marr envolveu-se com a Internacional Comunista quando se encontrava em Cambridge, ganhando a alcunha de “Red Andy.” Em 2006 ele declarou:

A BBC não é imparcial e nem é neutra. Ela é uma organização urbana financiada pelo Estado, com um número anormal de jovens, minorias étnicas e homossexuais. Ela tem um viés liberal [esquerdista], não tanto um viés partidário-político. Isto é melhor expresso como um viés cultural liberal [esquerdista].

Dito de outra forma, Marr estava a dizer de forma clara que a BBC tem um viés contra as populações rurais, contra os mais idosos, contra a maioria étnica, e contra os heterossexuais. Mais pertubador ainda, Marr parece ser um defensor do uso da força política, acrescentada à persuasão propagandista, como forma de levar a cabo uma engenharia social que produza o tipo de mundo no qual ele acredita:

E a resposta final, francamente, é o uso do poder do estado para coagir e reprimir. Pode ser da minha educação Presbiteriana, mas acredito de modo firme que a repressão pode ser um bom instrumento civilizador em prol do bem. Pisem em algumas crenças "naturais" durante algum tempo e podem quase que matá-las.


Pouco antes de dizer estas palavras, Marr falou da necessidade de tornar as pessoas "imunes aos antigos cânticos tribais", que, embora ele estivesse a falar ostensivamente do racismo, é mais do que sugestivo da necessidade de "educar" as pessoas para longe da moralidade tradicional e da religião na qual esta moralidade está enraizada. Poucas pessoas com o meu conhecimento de Política e de História irão duvidar que, mal o mesmo é desencadeado, "o uso vigoroso do poder do estado para coagir e para reprimir" será usado contra todos os grupos com os quais o governo não concorda.

Mais recentemente, Marr tem voltado a sua atenção para a História, ou melhor, para a História tal como ela é vista pelas lentes obviamente preconceituosas e enviesadas de Marr, apresentando o programa "History of the Word" - uma série que pretende examinar "a história da civilização humana." Escusado será dizer isto, mas esta não é a verdadeira História do mundo tal como vista objectivamente através dos olhos de gerações passadas que a fizeram e a moldaram, a larga maioria das quais havendo sido obviamente Cristãs crentes e practicantes, aderentes dos tais "antigos cânticos tribais" que Marr planeia erradicar. A "história" de Marr, tal como o "esboço da História" por parte de H. G. Wells, nada mais é que a obra dum vivisectionista grosseiro que pega em sujeitos vivos e mata-os em nome do "progresso".

Tudo o que foi exposto em cima é apenas para reiterar e explicar o porquê de que eu já deveria esperar o pior mal me apercebi que o programa com 40 minutos sobre as raízes Celtas e Anglo-Saxónicas da Britanidade era apresentado por Andrew Marr. Eu já deveria saber que seria uma experiência viscosa e não deveria ter-me exposto à sua presença orgulhosa e preconceituosa. No entanto, por mais insano que possa parecer, apressei-me a entrar onde os anjos e os santos temeriam entrar, e paguei o doloroso preço.

Por mais incrível que possa parecer, a discussão conseguiu discutir a poesia Galesa e poesia Anglo-Saxónica sem mencionar o não-mencionável expletivo "Cristianismo", a palavra-C, o uso da qual é uma gaffe genuína que tem que ser excluída de toda a discussão educada, mesmo quando se fala do passado Cristão. Consequentemente, por exemplo, falou-se de Beowulf, embora com brevidade misericordiosa, sem qualquer referência ao facto desta história ser um conto de aviso, do ponto de vista do Cristão ortodoxo, sobre os perigos da heresia Pelagiana, e sem qualquer discussão sobre os significados numéricos que faziam uma ligação entre a morte auto-sacrificial de Beowulf com a Paixão de Cristo.

O grande poema Anglo-Saxónico com o nome de "The Ruin" foi modificado com o poder mágico do politicamente correto de uma discussão em torno da forma como os  caminhos de wyrd, isto é, a Providência de Deus, reduzem a nada a pompa e a circunstância do poder político secular, para algo que reflecte a angústia do homem moderno em relação à sua identidade cultural. (Não estou a brincar!) 

Como se isto não fosse suficientemente ridículo, lembro-me que o monge Anglo-Saxónico Caedmon foi falado sem qualquer referência ao facto dele ser um monge ou sem qualquer menção da palavra-C, embora a única obra sua ainda em existência seja um hino!

A nota final do absurdo, o coup de grace ou reductio ad absurdum, a cereja no topo deste bolo ridículo, foi a discussão em torno das "Canterbury Tales" de Chaucer. Em vez de olharem para a obra de Chaucer como uma defesa do realismo escolástico contra o proto-relativismo do nominalismo de Occam, os orgulhosos e preconceituosos prentenciosos informaram-nos, com triunfalismo arrogante, que Chaucer foi um "subversivo" porque ele escreveu em vernáculo e não em Francês (a língua da corte) e nem em Latim (língua da igreja).

Na sua queda para o banalismo final, toda a obra de Chaucer, que está cheia de moralidade Cristã robustamente ortodoxa, é reduzida para o nível de ideologia radical do século 21. Escusado será dizer isto, mas a discussão em torno das "Canterbury Tales" evita de forma deligente aquele outro expletivo não-mencionável, "peregrinação" (a palavra-P).

A minha experiência depois de ter sido envolvido com a lama viscosa que é esta obra de polémica anti-Histórica mascarada de conhecimento, lembra-me uma obra de literatura muito mais recente, o livro 1984 de George Orwell, onde os tiranos que estão no poder levam a cabo uma abordagem Maquiavélica da História onde aqueles que controlam o presente, também controlam o passado.

Nada disto se centra na verdade objectiva e nem em aprender as lições que os nossos ancestrais nos podem ensinar; isto centra-se em re-escrever a História à imagem do nosso politicamente correcto. Só desta forma é que o socialmente-arquitectado "Novo Homem", livre dos "antigos cânticos tribais" da religião, pode emergir das cinzas da História que os pseudo-historiadores criaram ao queimarem os livros politicamente incorrectos. Isto, e usufruindo de liberdade poética com as próprias palavras de Marr, é o uso vigoroso da História re-escrita como forma de coagir e reprimir. É a firme crença de que a repressão e a supressão da verdade sobre o passado "pode ser uma boa arma civilizadora em prol do bem."

"Pisem com força em certas crenças 'naturais' durante o tempo certo," disse Marr, "e vocês podem quase que matá-las". Depois de me inteirar da supressão politicamente correcta da verdade histórica por parte da BBC, tenho a inquietante suspeita que estou a testemunhar o Grande Irmão de Orwell a sorrir de forma benigna para mim com os seus amigáveis olhos psicopatas.

 -  http://bit.ly/1Mkp2hX



sexta-feira, 26 de junho de 2015

A anti-feminista Sabedoria Bíblica

Por JD Unwin

Alguns poucos artigos do ROK [Return of Kings] falaram da sabedoria Bíblica básica e como ela se pode aplicar a nós, aqui na manosfera. No entanto, o que eles não disseram foi o quão úteis os conselhos Bíblicos de Deus são em termos do papel de liderança masculino e a qual é a Sua visão para a interacção entre homens e mulheres.

Escusado será dizer isto, mas a visão de Deus (através dos Seus representantes) do fenómeno de mulheres a controlar os homens - isto é, feminismo - é de revolta total. Para este efeito, vou-me focar em apenas três versículos, que fazem parte do Antigo Testamento (e como tal, recomenda-se a adequada contextualização temporal).

1. "E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua concepção; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará." Génesis 3:16

A chave do versículo é "... e o teu desejo será para o teu marido.....ele dominará sobre ti". Aqui, no Antigo Testamento, o Próprio Deus está essencialmente a dizer, que o estado natural da mulher é ansiar por um marido, e que o estado natural da marido é dominar a sua mulher. Ela pode agradecer aos eventos do Jardim do Éden por este facto (tal como o castigo do sofrimento) com os quais todos nós estamos familiarizados. No Novo Testamento, Paulo adaptou isto para significar "cabeça" mas o papel de liderança é óbvio em ambos os casos.

Quantos exemplos já vimos na sociedade onde as mulheres alegaram que não precisam de homens, embora nas revistas e dentro do seu comportamento bizarro a verdade tenha sido exactamente o contrário?

Em relação ao casamento, há já muito tempo que o movimento feminista (juntamente com os homossexuais e os apoiantes do aborto) tem levado a cabo uma guerra contra esta instituição religiosa (tendo em vista a marginalização do papel que os maridos e pais heterossexuais têm desempenhado). Isto ocorre porque quando se separa o natural papel de liderança dos maridos da relação, isso permite que as mulheres interpretem os papéis maritais, bem como a paternidade e a sexualidade, como elas bem quiserem (ou melhor, como lhes é dito que as coisas têm que ser).

A maior parte das mulheres são imitadoras naturais, possuindo uma forma de pensamento mais conformista do que crítica. Se as coisas não fossem assim, a Oprah e o Dr. Oz não teriam o tipo de poder hipnótico sobre as mulheres tal como eles financeiramente desfrutam actualmente. Os elitistas feministas actuais (tanto homens como mulheres) aprenderam a usar esse poder de pensamento de grupo ao indoutrinar as outras mulheres para dentro das suas fileiras como forma de lhes levar a apoiar este ou aquela causa dos Guerreiros da Justiça Social.

2. "Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos ao que destrói os reis." - Provérbios 31:3

O que a Bíblia (ou o Rei Lemuel, mais especificamente) está a dizer aqui é simples: não gastes todas as tuas energias na perseguição de mulheres porque isso irá causar a tua ruína. Não te tornes no macho beta que orbita em redor duma mulher tal como um satélite orbita em redor dum planeta.

Quantos reis dos dias de hoje sofreram uma queda financeira, entre outras coisas, só porque resolveram gastar muito a perseguir mulheres? Gary Hart pode ser considerado um exemplo; a sua candidatura presidencial foi bombardeada devido às suas infidelidades.

Embora Bill Clinton tenha provado que a indulgência sexual nem sempre impedem uma pessoa de obter a presidência, ele tem sofrido, apesar de tudo, uma merecida humilhação devido ao seu comportamento de mulherengo, e é considerado uma piada até aos dias de hoje. Tu és muito mais que as tuas partes reprodutivas, irmão.

3. "Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres estão à testa do seu governo; ah, povo meu! os que te guiam te enganam, e destroem o caminho das tuas veredas." Isaías 3:12

Este versículo de Isaías é bastante profundo, e diz-no imenso sobre o status quo da época. Parece que as mulheres têm estado no negócio de tentar controlar os homens (através delas mesmas ou através de homens beta) há anos. Para além disso, a interpretação moderna de "os opressores do meu povo são crianças" pode muito bem ser aplicado aos Milenares [ed: nascidos entre 1981 a 1990] e da forma como eles estão a ser desencaminhados através da indoutrinação feminista nos média, e, obviamente, durante o tempo em que eles estão nas escolas da justiça social da assim-chamada alta-cultura.

Infelizmente, estes Milenares têm estado a avançar com as causas dos GJS à medida que avançam na sua idade, e começam a assumir posições de poder e influência, progressivamente perpetuando assim o ciclo de podridão cultural. Para além disso, permitir que uma mulher ou um macho beta ocupe posições de influência dentro da sociedade permite que os ensinamentos anti-masculinos se tornem comuns (para o detrimento da sociedade como um todo).

"Destroem o caminho das tuas veredas" é, portanto, profético se levarmos em conta as instituições académicas, os casos de custódia, e as iniciativas de acção afirmativa com base no sexo - tudo coisas com o denominador comum de transformar as mulheres no sexo dominante ersatz.

O movimento feminista actual reconhece a sabedoria "pílula vermelha" da Bíblia como uma ameaça inaceitável, e é por isso que as feministas têm tentado desacreditá-la como misógina, rejeitá-la como irrelevante, e sabotá-la através do fenómeno das igrejas feminizadas. Demasiados machos Cristãos beta têm sido moldados e transformados em feministas religiosos devido a esta feminização das igrejas.

Apesar destas circunstâncias. a Bíblia ainda é considerado o Livro mais popular do mundo, e este Livro irá sobreviver às tendências da justiça social até à inevitável queima de livros que ocorre com a tirânica tomada de poder. Até um ateu "pílula vermelha" que frequente o ROK ou outros sites na manosfera pode apreciar o que a Bíblia lhes está a dizer aqui.

- http://bit.ly/1GPy2vA

* * * * * * * *

Não deixa de ser curioso que uma rejeição eficaz da moral esquerdista invariavelmente resulta numa adopção (parcial ou não) do ponto do vista Bíblico. Isto não é acidental, se levarmos em conta que o esquerdismo é, essencialmente, satânico e o satanismo é uma inversão da Ordem Natural estabelecida por Deus. De todas as inversões que actualmente afligem a humanidade, o feminismo é o mais poderosa e o mais destrutiva.



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