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sábado, 22 de outubro de 2016

Imigração é invasão: A Historia dos Romano-Britânicos e dos Anglo-Saxões

Por Hengest

No ocidente "Cristão" dos dias de hoje, somos forçados a falar da imigração em termos pouco menos que elogiosos, e quando falamos dela. No fundo, no fundo, até mesmo dentro do coração do conservador mais "cuck", há uma crescente realização de desapropriação, e de que os eventos não estão a avançar rumo à tão prometida aldeia global feliz, composta por muitas religiões, raças e línguas.

A imigração está a transformar as nações um pouco por toda a Europa Ocidental e por todas as suas colónias Anglo-descendentes. Os Estados Unidos estão um pouco mais avançados nesta transformação, para além do lamentável caso da África do Sul que, dependendo do escritor, já não é considerado um estado-nação Ocidental, embora tenha uma batalhadora nação Europeia dentro dela.

Embora a elite liberal e os vários promotores do globalismo tenham há já imenso tempo cantado de modo alternativo louvores à diversidade e à vitória culminante da desapropriação Branca, mais recentemente o Vice Presidente Joe Biden disse o seguinte:

Isto não vai parar. E nós nem queremos que pare. De facto, é uma das coisas que mais nos dá orgulho. Portanto, há uma outra coisa dentro dessa caixa negra: uma corrente implacável de imigração. Sem fim, sem fim. Pessoas como eu, que são Caucasianas, de descendência Europeia, pela primeira vez em 2017, seremos uma minoria absoluta nos Estados Unidos da América. Minoria absoluta. Menos de 50% das pessoas da América, daí em diante, serão do estoque Europeu. Isso não é mau. Isso é uma fonte da nossa força.

Biden está a adiantar-se no tempo visto que, se as actuais tendências se mantiverem, os Brancos nos Estados Unidos só serão uma minoria dentro de algumas décadas. No entanto, Biden deseja que os Brancos de todas as religiões e de todas as persuasões políticas sintam a inevitabilidade e o carácter definitivo da sua desapropriação, aumentado as suas taxas de suicídio, de consumo de álcool, e de ingestão de drogas, ao mesmo tempo que leva a que as suas taxas de natalidade e a sua resistência diminuam.

Olhando para as coisas desta forma, não há precedente histórico, à escala, do desdém das elites e da sua traição contra nós. No entanto, a história não começou aqui; ela começou muito mais cedo nos Estados Unidos, quando níveis maciços de imigração de áreas da Europa que, até então, estavam banidas de entrar, foram forçadas aos Americanos Nativos e aos predominantemente estoque do Noroeste Europeu de ascendência Protestante.

Entre os anos 1840-1920, milhões de estrangeiros não-assimiláveis receberam permissão para entrar, sob os auspícios de liberais que subscreviam ao poder transformador da "terra mágica" Americana, e também segundo os interesses do Grande Negócio que, na sua devoção a mamon, queriam mão-de-obra barata.

Geneticamente falando, os Europeus são um grupo coeso, com a maior distinção a existir, de forma gradual, do Norte ao Sul da Europa. Portanto, mesmo apesar das diferenças religiosas, culturais e até linguísticas que existiam entre os recém-chegados e o estoque colonial, à medida que a próxima geração de recém-chegados era educada nas escolas Americanas, falava Inglês, e se casava uma com a outra, e até se casava com os Americanos Nativos, no espaço duma geração ou duas ela eram mais facilmente assimilada, embora, como muitos Americanos do Sul e do Centro Oeste podem confirmar, ainda existam diferenças culturais enormes quando se visitam locais tais como New Jersey, onde ainda existem fortes populações Italo-descendentes não diluídas.

Claro que estas diferenças nada são em termos de significado, e até parecem bem vindas, quando comparadas com as actuais populações invasoras que estão a entrar um pouco por toda a Europa.

Grã-Bretanha Romana, Século 5 Anno Domini

Levemos em consideração a analogia com a Bretanha de há cerca de um milénio e meio atrás. Os Britânicos nativos haviam sido conquistados pelo Império Romano durante um período de alguns séculos, e, com o passar do tempo, haviam sido assimilados à vida e à cultura Romana. À periferia da Britânia Romana, um estilo de vida Celta auto-suficiente era mantido em níveis crescentes à medida que os Britânicos se afastavam dos centros do poder Romano. O Norte e a Irlanda nunca haviam sido conquistados devido à indomável natureza dos nativos, e (segundo a opinião Romana) ao valor económico insignificante e severidade da terra.

Por volta de 410 AD, o Império Romano estava imerso nas suas guerras civis, imigração, e problemas financeiros, e, depois de séculos de ocupação, abandonou por completo a Grã-Bretanha, deixando muitos habitantes da ilha literalmente sem defesa perante os ataques de povos que nunca haviam estado sob o jugo pacificador do multiculturalismo imperial.

Os Scoti da Irlanda invadiram as terras baixas da actual Escócia e as costas ocidentais da Grã-Bretanha, ao mesmo tempo que os Pictos das terras altas, e visto que o Muro de Adriano já não era guardado por tropas Romanas, atacaram do norte, por terra e por mar. Várias tribos Germânicas sob o termo geral de "Saxões" invadiram as costas orientais da Gra-Bretanha e o litoral ocidental a partir da Gália por mar, antecipando as invasões vikings.


O traço comum que une estes invasores e atacantes é que eles nunca foram atraídos para a falsa narrativa da unidade multicultural Romana. Sem excepção, todos os invasores mantiveram a sua língua, as suas religiões, e a sua autonomia. Por outro lado, os Britânicos estavam fadados a ter que unir os pedaços que restavam da sua nação, no meio de caos políticos, de desunião étnica e dos ataques militares levados a cabo por potências estrangeiras.

Surgiram reis Romano-Britânicos com o propósito de unir e defender o seu povo, mas na sua pressa de trazer de volta a segurança antiga, bem como o conforto material do passado, eles buscaram ajuda estrangeira junto dos pagãos e, embora isto possa parecer difícil de acreditar para os nossos ancestrais do século 20 e de eras anteriores, ainda mantinham a ideia mágica absurda da adesão à Roma imperial.

Os Romanos haviam criado o sistema de foedus onde os não-Romanos, tradicionalmente tribos Germânicas, recebiam terras e abastecimento anual em troca de serviço militar. Isto funcionou bem enquanto a força militar Romana foi na sua maioria Romana, mas na parte "doente" do Império, a fraqueza deste acordo tornou-se aparente à medida que os foederati (como eles eram conhecidos) não foram assimilados devido ao seu número crescente, e também devido ao enfraquecimento do poder e da influência de Roma.

No continente, eles voltaram-se contra os seus patrões [os Romanos] e tomaram para si terras e abastecimento, estabelecendo reinados que se tornaram na fase inicial dos estados que hoje se vêem nas nações Europeias modernas.

A elite Romano-Britânica estabeleceu tratados de foedus com algumas tribos Germânicas invasoras, e colocaram estas tribos na zona Este da Grã-Bretanha, onde era suposto elas combaterem os Pictos e impedirem mais invasões dos seus próprios primos. (Imaginem a fronteira México-América e a polícia do Sudoeste) Este acordo funcionou às mil maravilhas. Os Saxões, sob a liderança de Hengist e Horsa, e a troco de terras e de abastecimento anual por parte dos Britânicos Nativos, expulsaram os Pictos para norte.

Os Saxões rapidamente vieram a entender o quão fracos e ricos os Britânicos eram, e exigiram mais terras e mais tributo em forma de mantimentos, convidando mais membros da sua tribo para se juntarem a eles nas ricas terras da Grã-Bretanha. A cronologia exacta é pouco clara devido ao caos e ao consequente declínio da escrita na Grã-Bretanha, mas os cronistas que viviam na Gália, que nominalmente ainda vivia com algum tipo de governo e estabilidade Romanos, registou por volta de 441 o seguinte::

As províncias Britânicas, que sofreram derrotas e infortúnios, encontram-se actualmente sob o domínio Saxão.

Os Britânicos persistiram, e até conseguiram uma vitória militar importante na Batalha de Mons Badonicus, mas o mal já estava feito. Os trabalhadores imigrantes, depois de terem estabelecido uma base na Grã-Bretanha, trouxeram as suas mulheres e os seus filhos em massa, estabelecendo uma nova cultura na ilha Britânica.

Eles foram gradualmente forçando os Britânicos a se retirarem para, inicialmente, o campo e para as florestas, expulsando-os das suas mais valiosas terras baixas, e forçando-os abandonar as suas cidades insuportáveis. À medida que os variados clãs de Jutos, Anglos, e Saxões expandiram a sua população através da procriação e de ainda mais imigração, eles empurraram os Britânicos nativos para ainda mais longe.

Com o passar dos séculos, os nativos permaneceram em apenas algumas parte da Grã-Bretanha, tais como Cornwall e nas suas fortalezas no País de Gales. Outros houve que fugiram por completo para a Gália Romana - para uma península hoje conhecida como "Bretanha", que recebeu o nome precisamente devido aos refugiados, e que ainda hoje fala a língua Bretã. A única assimilação que ocorreu foi a dos nativos Britânicos que se assimilaram à nascente e auto-confiante cultura Anglo-Saxónica.

E hoje?

Os paralelos com a nossa situação actual são imensos. A arrogância das nossas elites em relação à sustentabilidade da trajectória actual, e a sua imunidade à desapropriação, parece que não têm fim. A fuga dos Brancos nativos é epidémica por todo o Ocidente, à medida que eles saiem das boas terras que os seus antepassados conquistaram, cuidaram, e construíram, em alguns casos, há milhares de anos.

As igrejas e as catedrais Europeias, com centenas de anos ou mais, estão a ser demolidas ou convertidas em mesquitas não só para o invasor pagão, mas para uma raça distinta. Para o autor, esta é a diferença crítica, para além dos avanços tecnológicos, entre a situação dos Britânicos nativos e aquela que os Europeus e Americanos actuais enfrentam.

As nações presentes nas lições da Idade Média eram racialmente Europeias do Noroeste, tendo poucas mas reais diferenças genéticas. A maior parte das suas distinções substantivas encontravam-se na língua e na religião, e note-se o quão importante isso foi! A invasão actual que está o ocorrer no Ocidente não está a ser levada a cabo pelos nossos primos do norte, que poderiam ser convertidos e assimilados dentro do nosso povo no espaço duma ou duas gerações - talvez uma lição futura à Wessex do Rei Alfredo e os Vikings.

Os cuckservative líderes "Cristãos" que alegam que os Mexicanos e os refugiados Sírios deveriam ser bem vindos nas nossas terras de modo a que nós os possamos evangelizar estão literalmente a tirar o pão da boca dos seus filhos e a entregá-lo aos cães. Isto não é Bíblico, e é exactamente o contrário do que o nosso Senhor afirmou (Mateus 15:26).

Em vez de ser um acto de generoso, apoiar estas invasões é totalmente egoísta e traiçoeiro. Estes traidores estão a receber a totalidade da sua recompensa com financiamento governamental adicional e sinalização de virtude aos olhos do mundo, ao mesmo tempo que empurram o seu povo actual e a posterioridade para uma situação desesperante.

Depois dos Anglo-Saxónicos terem sido enxertados na relação de aliança com o Senhor Jesus Cristo, eles ansiaram pela salvação dos seus irmãos mais próximos, os ainda-pagãos Saxões que se encontravam na Alemanha. Mas em vez de os convidarem para a Inglaterra, eles enviaram São Bonifácio para os seus parentes pagãos que se encontravam nas suas terras [Alemanha]. Esta foi e tem sido, pelo menos até tempos recentes devido aos esforços dos anti-Cristãos e dos Alienistas, a forma tradicional Bíblica e Cristã de propagar a Fé.

A situação de hoje só pode resultar em gerações, e até séculos, de conflito entre povos racialmente, linguisticamente e até religiosamente distintos lutando pelo domínio da mesma terra. 

A sabedoria olha para o passado como forma de obter discernimento em relação ao presente, e inspiração para o futuro. O discernimento em relação ao presente é sombrio e ameaçador, mas a inspiração para o futuro é encontrada na fidelidade de Deus para com o Seu Povo.

Existem exemplos numerosos da história Bíblica e Europeia, desde a retoma da Inglaterra Cristã por parte de Alfredo e dos seus descendentes, à Reconquista por parte da Espanha, reclamando a terra das mãos dos mouros. Historicamente, estes conflitos duraram de gerações a séculos, mas tal como Deus providenciou para Neemias, Ele irá providenciar para o Seu Povo.

~  http://bit.ly/2dV4nxl

* * * * * * *

A diferença óbvia entre a situação de Neemias e a situação actual, é que Neemias, ao contrário dos Israelitas e dos Europeus actuais, pertencia a uma geração de pessoas que sabia que tinha violado a sua aliança com Deus, e sabia que para voltar a ter uma relação de proximidade com o Autor do Universo (e ter a Sua protecção), essa geração teria que abandonar os erros dos seus pais (e os seus), e obedecer aos Mandamentos Divinos.

Será que Deus tem pressa para salvar uma Europa onde o aborto, o homossexualismo, a pornografia, o paganismo, o evolucionismo, e outras abominações estão em franco e acelerado crescimento, e onde Nome do Senhor Jesus Cristo está a ser claramente ignorado, rejeitado, e até activamente combatido? Ou será que, seguindo padrão Bíblico, Deus vai entregar a Europa apóstata à tormenta dos pagãos, tal como Ele entregou os Israelitas ao tormento dos Assírios, dos Caldeus e de outros povos pagãos?

Entretanto, eis o que Deus operou na Inglaterra depois da conversão dos Anglo-Saxões:
A Grã-Bretanha, sua terra, evangelizada havia apenas cem anos pelos Beneditinos guiados por Santo Agostinho, mostrava uma fé tão sólida e uma caridade tão ardente a ponto de enviar missionários à Europa central para aí anunciar o Evangelho.
Deus está no controle da História, embora muitas vezes pareça que não. A Europa está a passar por convulsões graves, e é bem provável que a sua cultura pré-2ª Grande Guerra nunca mais volte a existir (porque o declínio cultural é irreversível), mas seja o que for que nasça das cinzas da guerra civil que certamente vai eclodir na Europa, Deus nunca irá abandonar aqueles que O seguem.

"eis que Eu estou convosco, todos os dias, até à consumação dos séculos" - Mateus 28:20




terça-feira, 3 de novembro de 2015

BBC: Apagando o Cristianismo da História

Por Joseph Pearce

Há alguns dias atrás tive a viscosa experiência de ouvir uma discussão com a duração de 40 minutos (transmitida pela BBC Radio) onde alegadamente se falava da história da Grã-Bretanha através da poesia. Descrevo a experiência de viscosa porque, depois de ter ouvido a discussão, senti como se tivesse sido coberto de visco, encontrando-me espiritualmente, intelectualmente e emocionalmente dentro duma lama de falsidades.

Passo a explicar.

Um amigo meu, que é poeta, enviou um link da celebração do "National Poetry Day" da BBC Radio - que ocorreu no dia 8 de Outubro - vista pelos olhos de poetas. Temendo o pior, resolvi mergulhar o dedo do pé na água, ou o ouvido nas ondas de rádio, embora inicialmente tenha sido de forma experimental. Vendo que a primeira discussão, que era sobre as raízes Celtas e Anglo-Saxónicas da Grã-Bretanha, deveria ser relativamente segura, estando ela tão longe do modernismo, tomei atenção para aprender mais.

Foi horrível.

Apresentado por Andrew Marr, o radiodifusor veterano que se descreve como um "esquerdista branco privilegiado" e como alguém que é resolutamente secular, isto é, não-religioso, eu deveria ter esperado o pior. Eis aqui o que Marr diz sobre as suas posições religiosas:

Sou eu religioso? Não. Será que eu acredito em alguma coisa? Não.

No entanto, visto que não é possível um ser humano não acreditar em algo, vamos analisar as coisas que ele realmente acredita. Havendo voltado as costas ao Presbiterianismo dos seus pais quando era um jovem homem, Marr envolveu-se com a Internacional Comunista quando se encontrava em Cambridge, ganhando a alcunha de “Red Andy.” Em 2006 ele declarou:

A BBC não é imparcial e nem é neutra. Ela é uma organização urbana financiada pelo Estado, com um número anormal de jovens, minorias étnicas e homossexuais. Ela tem um viés liberal [esquerdista], não tanto um viés partidário-político. Isto é melhor expresso como um viés cultural liberal [esquerdista].

Dito de outra forma, Marr estava a dizer de forma clara que a BBC tem um viés contra as populações rurais, contra os mais idosos, contra a maioria étnica, e contra os heterossexuais. Mais pertubador ainda, Marr parece ser um defensor do uso da força política, acrescentada à persuasão propagandista, como forma de levar a cabo uma engenharia social que produza o tipo de mundo no qual ele acredita:

E a resposta final, francamente, é o uso do poder do estado para coagir e reprimir. Pode ser da minha educação Presbiteriana, mas acredito de modo firme que a repressão pode ser um bom instrumento civilizador em prol do bem. Pisem em algumas crenças "naturais" durante algum tempo e podem quase que matá-las.


Pouco antes de dizer estas palavras, Marr falou da necessidade de tornar as pessoas "imunes aos antigos cânticos tribais", que, embora ele estivesse a falar ostensivamente do racismo, é mais do que sugestivo da necessidade de "educar" as pessoas para longe da moralidade tradicional e da religião na qual esta moralidade está enraizada. Poucas pessoas com o meu conhecimento de Política e de História irão duvidar que, mal o mesmo é desencadeado, "o uso vigoroso do poder do estado para coagir e para reprimir" será usado contra todos os grupos com os quais o governo não concorda.

Mais recentemente, Marr tem voltado a sua atenção para a História, ou melhor, para a História tal como ela é vista pelas lentes obviamente preconceituosas e enviesadas de Marr, apresentando o programa "History of the Word" - uma série que pretende examinar "a história da civilização humana." Escusado será dizer isto, mas esta não é a verdadeira História do mundo tal como vista objectivamente através dos olhos de gerações passadas que a fizeram e a moldaram, a larga maioria das quais havendo sido obviamente Cristãs crentes e practicantes, aderentes dos tais "antigos cânticos tribais" que Marr planeia erradicar. A "história" de Marr, tal como o "esboço da História" por parte de H. G. Wells, nada mais é que a obra dum vivisectionista grosseiro que pega em sujeitos vivos e mata-os em nome do "progresso".

Tudo o que foi exposto em cima é apenas para reiterar e explicar o porquê de que eu já deveria esperar o pior mal me apercebi que o programa com 40 minutos sobre as raízes Celtas e Anglo-Saxónicas da Britanidade era apresentado por Andrew Marr. Eu já deveria saber que seria uma experiência viscosa e não deveria ter-me exposto à sua presença orgulhosa e preconceituosa. No entanto, por mais insano que possa parecer, apressei-me a entrar onde os anjos e os santos temeriam entrar, e paguei o doloroso preço.

Por mais incrível que possa parecer, a discussão conseguiu discutir a poesia Galesa e poesia Anglo-Saxónica sem mencionar o não-mencionável expletivo "Cristianismo", a palavra-C, o uso da qual é uma gaffe genuína que tem que ser excluída de toda a discussão educada, mesmo quando se fala do passado Cristão. Consequentemente, por exemplo, falou-se de Beowulf, embora com brevidade misericordiosa, sem qualquer referência ao facto desta história ser um conto de aviso, do ponto de vista do Cristão ortodoxo, sobre os perigos da heresia Pelagiana, e sem qualquer discussão sobre os significados numéricos que faziam uma ligação entre a morte auto-sacrificial de Beowulf com a Paixão de Cristo.

O grande poema Anglo-Saxónico com o nome de "The Ruin" foi modificado com o poder mágico do politicamente correto de uma discussão em torno da forma como os  caminhos de wyrd, isto é, a Providência de Deus, reduzem a nada a pompa e a circunstância do poder político secular, para algo que reflecte a angústia do homem moderno em relação à sua identidade cultural. (Não estou a brincar!) 

Como se isto não fosse suficientemente ridículo, lembro-me que o monge Anglo-Saxónico Caedmon foi falado sem qualquer referência ao facto dele ser um monge ou sem qualquer menção da palavra-C, embora a única obra sua ainda em existência seja um hino!

A nota final do absurdo, o coup de grace ou reductio ad absurdum, a cereja no topo deste bolo ridículo, foi a discussão em torno das "Canterbury Tales" de Chaucer. Em vez de olharem para a obra de Chaucer como uma defesa do realismo escolástico contra o proto-relativismo do nominalismo de Occam, os orgulhosos e preconceituosos prentenciosos informaram-nos, com triunfalismo arrogante, que Chaucer foi um "subversivo" porque ele escreveu em vernáculo e não em Francês (a língua da corte) e nem em Latim (língua da igreja).

Na sua queda para o banalismo final, toda a obra de Chaucer, que está cheia de moralidade Cristã robustamente ortodoxa, é reduzida para o nível de ideologia radical do século 21. Escusado será dizer isto, mas a discussão em torno das "Canterbury Tales" evita de forma deligente aquele outro expletivo não-mencionável, "peregrinação" (a palavra-P).

A minha experiência depois de ter sido envolvido com a lama viscosa que é esta obra de polémica anti-Histórica mascarada de conhecimento, lembra-me uma obra de literatura muito mais recente, o livro 1984 de George Orwell, onde os tiranos que estão no poder levam a cabo uma abordagem Maquiavélica da História onde aqueles que controlam o presente, também controlam o passado.

Nada disto se centra na verdade objectiva e nem em aprender as lições que os nossos ancestrais nos podem ensinar; isto centra-se em re-escrever a História à imagem do nosso politicamente correcto. Só desta forma é que o socialmente-arquitectado "Novo Homem", livre dos "antigos cânticos tribais" da religião, pode emergir das cinzas da História que os pseudo-historiadores criaram ao queimarem os livros politicamente incorrectos. Isto, e usufruindo de liberdade poética com as próprias palavras de Marr, é o uso vigoroso da História re-escrita como forma de coagir e reprimir. É a firme crença de que a repressão e a supressão da verdade sobre o passado "pode ser uma boa arma civilizadora em prol do bem."

"Pisem com força em certas crenças 'naturais' durante o tempo certo," disse Marr, "e vocês podem quase que matá-las". Depois de me inteirar da supressão politicamente correcta da verdade histórica por parte da BBC, tenho a inquietante suspeita que estou a testemunhar o Grande Irmão de Orwell a sorrir de forma benigna para mim com os seus amigáveis olhos psicopatas.

 -  http://bit.ly/1Mkp2hX



sexta-feira, 22 de maio de 2015

Sexodus - Os homens estão a desistir das mulheres e abandonar a sociedade

Por Milo Yiannopoulos

"A minha geração de rapazes está totalmente lixada", diz Rupert, um jovem entusiasta de jogos de vídeo Alemão que eu tenho estado a conhecer durante os últimos meses.

O casamento está morto. O divórcio significa que serás prejudicado para o resto da tua vida. As mulheres abandonaram a monogamia, o que faz com que elas sejam pouco interessantes para quem de entre nós quer ter um relacionamento sério ou estabelecer uma família. É assim que as coisas estão. Mesmo que nós corramos o risco, há grandes chances dos filhos não serem nossos. Na França, nós temos que pagar pensão para crianças que a mulher gerou em adultério.

Na escola os rapazes são prejudicados constantemente. As escolas foram estruturadas para as mulheres. Nos Estados Unidos, os rapazes são obrigados a ingerir Ritalin como se fossem Skittles como forma de os calar. E ao mesmo tempo que as raparigas são favorecidas com quotas, os homens estão a ficar num distante segundo lugar.

Ninguém da minha geração acredita que terá uma reforma significativa. Nós temos cerca de 1/3 a 1/4 da riqueza da geração anterior, todos estão a fugir para a educação superior como forma de fugir do desemprego e da pobreza visto que não há empregos.

Tudo isto seria suportável se ao menos pudéssemos acalmar a dor com as raparigas, mas somos tratados como pedófilos e potenciais violadores só por mostrarmos interesse.

Ele dá um suspiro profundo, e diz que "as pessoas da minha geração são Os Bonitos", referindo-se a uma experiência dos anos 60 levado a cabo com ratos que supostamente previu um futuro sombrio para a raça humana.

Depois da sobrepopulação de ratos ter ficado fora de controle, as fêmeas dos ratos do "universo de ratos" de John Calhoun pararam de procriar, e os ratos machos retiraram-se da sua companhia por completo - comendo, dormindo, alimentando-se, limpando-se e nada mais. Eles tinham pele brilhante mas vidas vazias. “O paralelo é espantoso", diz Rupert.

* * * *

Nunca antes na história a relação entre os sexos se exibiu com tanta ansiedade, animosidade e falta de entendimento. Para as feministas radicais, que têm sido a força motora por trás das tectónicas mudanças durante as décadas mais recentes, isto é um sinal de sucesso: elas querem destruir as instituições e as estruturas de poder que consolidam a sociedade sem se importarem com as consequências. A destruição niilista faz parte do seu mapa.

Mas para o resto de nós, o vislumbre da sociedade a entrar em colapso, com os homens e as mulheres comuns a serem afastados para cantos igualmente tristes graças a um pequeno mas altamente organizado grupo de agitadoras, é deprimente - particularmente se, como já foi notado por um crescente número de observadores, levarmos em conta que uma geração inteira de jovens - na maior parte homens - está a ficar para trás junto aos destroços deste projecto de engenharia social.

Os comentadores sociais, os jornalistas, os académicos, os cientistas e os próprios homens já repararam numa tendência: entre os homens com idades que vão do 15 aos 30 anos, um sempre-crescente número deles está a abandonar por completo a sociedade, a desistir das mulheres, do sexo e dos relacionamentos, e a recuar para junto da pornografia, dos fetiches sexuais, dos vícios químicos, dos jogos de vídeo e, em alguns casos, para a aborrecida cultura lad - tudo isto situações que os insulam do debilitante ambiente social criado, segundo alguns, pelo moderno movimento feminista.

É difícil culpa-los. Cruelmente ridicularizados como homens-crianças e chorões por se oporem às absurdamente injustas condições das universidades, dos bares, dos clubes, e assim por diante, os homens são culpados por fazerem e culpados por não fazerem: ridicularizados por viverem nos porões evitando mulheres agressivas e exigentes com expectativas irrealistas, ou chamados de violadores e misóginos por expressarem interesse sexual.

Jack Rivlin é editor-chefe do tablóide estudantil com o nome de The Tab, um sucesso enorme cuja strapline diz, "Iremos para de escrever quando vocês pararem de nos ler."

Como a inteligência orientadora por trás de mais de 30 jornais estudantis, Rivlin é muito provavelmente a pessoa melhor colocada do país para observar a tendência em acção. E ele também concorda que a geração actual de homens jovens acha particularmente difícil interagir com as mulheres.

Os adolescentes sempre foram desastrados com as meninas, mas existe o medo concreto de que ter boas intenções não é suficiente, e que se pode ter problemas só por se ser desajeitado. Por exemplo, inclinar-se para um beijo pode ser o suficiente para se ser qualificado de canalha [inglês: "creep"] e não de alguém simplesmente inepto.

As novas regras que se esperam que sejam adoptadas pelos homens nunca foram explicadas de modo claro, diz Rivlin, o que deixa os rapazes sem noção e neuróticos no que toca a interagir com as meninas.

Isto pode soar como algo de bom porque encoraja os homens a assumir a abordagem não-romântica mas práctica de perguntar às mulheres de que forma é que eles se devem comportar perante elas, mas isto causa a que muitos deles optem pela exclusão deste jogo, e retirem-se para o seu santuário dos seus grupos de lads,  onde ser rude para as mulheres é aprovado, e onde se pode evitar por completo a socialização cara-a-cara com o sexo oposto. Há também muitos rapazes que ignoram as mulheres porque eles não sabem como agir perante elas. Escusado será dizer isto mas os rapazes que não passam tempo com as mulheres não são muito bons nos relacionamentos.

Rivlin notou também num aumento da dependência de substância - normalmente o álcool - que os rapazes usam para acalmar os nervos:

Já ouvi muitos estudantes masculinos a gabarem-se de nunca terem tido relações sexuais enquanto estavam sóbrios. Claramente, eles estão com medo, mas eles estariam com muito menos medo e menos disfuncionais se eles entendessem "as regras".

As consequências?

Muitos homens gentis mas desajeitados estão a escolher não abordar as mulheres porque não há oportunidade de se fazerem erros sem sofrer o pior embaraço de sempre. E mais perturbador ainda, este efeito sente-se de forma mais vincada junto das comunidades mais pobres e com menos educação, onde os recursos do pacote de apoio são escassos para os homens. Na minha alma mater, a Universidade de Cambridge, e segundo o presidente da União social Tim Squirrell, este fenómeno mal é detectado.

Acho que não notei mudanças nos tempos mais recentes. Este ano começou com a introdução de workshops obrigatórios relativos ao consentimento, o que eu acredito ser algo de bom, e há também um grande esforço por parte da Campanha das Mulheres em particular para combater a cultura lad na universidade.

A atmosfera por aqui é a mesma que era há um ano atrás - na sua maioria, rapazes geeks que têm demasiado medo para abordar as mulheres, e uma minoria de homens que têm confiança suficiente para avançar.

Obviamente que as mulheres têm também capacidade de decisão, e elas abordam os homens aqui da mesma forma que abordam noutros lados. Certamente que não tem havido histórias de seca sexual na universidade. Acho que as pessoas estão a ter o mesmo sexo que sempre tiveram.

Obviamente que em Cambridge, isso pode não significar muito, e por uma variedade de motivos socioeconómicos e motivos de classe, as tribos de Oxford e Cambridge encontram-se de alguma forma isoladas do efeito da desistência masculina. Mas mesmo numa universidade com tanto prestígio com uma população largamente da classe média-alta, estas paternalistas e obrigatórias aulas em torno do "consentimento" são implementadas.

Squirrell, que admite ser um feminista com uma visão política centro-esquerda, acha isto uma boa ideia, mas académicas tais como Camille Paglia há já alguns anos que têm avisado que as “rape drives” nas universidades têm colocado as mulheres sob riscos maiores, se é que essas iniciativas fazem alguma.

Hoje em dia, as mulheres são ensinadas a agir como vítimas, ensinadas a ser agressivamente vulneráveis, e convencidas de que a mais pequena das infracções, abordagem ou o mais inofensivo  e desajeitado mal-entendido por si entendidos são uma "agressão", um "abuso", e "assédio". Isto pode funcionar bem dentro da universidade, onde os homens podem ver as suas carreiras académicas destruídas devido a um diz-que-disse duma aluna.

Mas segundo Paglia, quando a mulher entra no mundo real sem a rede de segurança das comités de violação das universidades, ela está totalmente despreparada para a ocasionalmente violenta realidade da sexualidade masculina. E o pânico e a fomentação do medo não estão de maneira alguma a ajudar os homens. De forma geral, a educação está a passar a ser uma experiência miserável para os rapazes.

* * *

Nas escolas por toda a Grã-Bretanha e Estados Unidos, os rapazes são implacavelmente patologizados, tal como os académicos começaram a avisar em 2001. Atitudes de rapaz e o comportamento tempestuoso passaram a ser "problemáticos", sendo o comportamento das raparigas o padrão dourado usado para aferir estes rapazes deficientes. Quando os rapazes são apurados como estando em falta, a solução são frequentemente as drogas.

Um em cada sete rapazes Americanos foi diagnosticado com "Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade" [inglês: "Attention Deficit Hyperactivity Disorder" (ADHD)] a dada altura da sua carreira estudantil. Milhares serão prescritos com um poderoso estabilizador de humor, tal como o Ritalin, pelo crime de ter nascido macho. Os efeitos colaterais desta droga podem ser hediondos e eles incluem morte súbita.

Entretanto, academicamente, os rapazes estão a ficar cada vez mais para trás das raparigas, muito provavelmente devido ao bem-financiado foco que foi colocado no sucesso das raparigas durante as últimas décadas, e pouco tem sido feito em favor dos rapazes que hoje em dia estão a obter notas mais fracas, notas inferiores, menos honras académicas, e menos habilidades comerciáveis de economia da informação. A alfabetização dos rapazes em particular encontra-se em crise por todo o Ocidente.

Temos estado tão obcecados com as raparigas que nem temos notado na forma como os rapazes têm caído para dentro dum problema académico sério.

Então, o que foi que aconteceu com estes rapazes que, em 2001, estavam a perder terreno para as raparigas nas escolas, eram menos susceptíveis de entrar numa universidade, estavam a receber drogas que não precisavam, e cuja auto-estima e questões em torno da sua confiança foram ignoradas, mas que foram activamente ridicularizados pelo Establishment feminista que tem um domínio estrangulador sobre os sindicatos de ensino e sobre os partidos políticos de inclinação Esquerdista? Basicamente, eles cresceram disfuncionais, mal servidos pela sociedade, profundamente miseráveis, e, em muitos casos, totalmente incapazes de se relacionarem com o sexo oposto.

Os rapazes que foram traídos pelo sistema de educação e pela cultura como um todo em vastas quantidades entre 1900 e 2010 são aqueles que representam a primeira geração do que eu chamo de sexodus - um abandono em larga-escala da sociedade mainstream por parte de homens que decidiram que simplesmente não conseguem enfrentar ou darem-se ao trabalho de formar um relacionamento saudável e participar nas comunidades locais, nas democracias nacionais e noutras estruturas do mundo real.

Uma segunda geração do sexodus está a gestar nos dias de hoje, potencialmente com um maior mal a ser feito a ela devido ao surgir de leis absurdas, inoperacionais,  hipócritas e claramente misândricas tais como a legislação "Yes Means Yes" da Califórnia - e pela terceira vaga do feminismo, que domina jornais tais como o The Guardian e companhias tais como Vox e Gawker, mas que actualmente desfruta dum último fôlego antes das próprias mulheres a rejeitarem por margens ainda maiores que as actuais 4 em cada 5 mulheres que não querem ter qualquer tipo de associação com a temida palavra F [Feminismo].

* * *

O sexodus não chegou do nada, e as mesmas pressões que forçaram tantos milenares [ed: pessoa que atingiu a idade adulta em meados do ano 2000] a abandonar a sociedade, também exerceram pressões sobre a geração dos seus pais. Um pesquisador profissional que se encontra no final dos 30, e com quem eu já converso sobre este tópico há alguns meses, coloca as coisas de modo particular:

Durante os últimos 25 anos, foi-me dito para fazer mais e mais para manter uma mulher, mas ninguém me disse o que é que elas estão a fazer para me manter. Posso-vos dizer como um homem heterossexual que se encontra numa posição profissional relativa à gestão, e alguém que não abandonou a sociedade, a mensagem que nos chega das mulheres é: "Não só é preferível que desapareças, mas imperativo. Tens que pagar por tudo e fazer com que tudo funcione; mas tu mesmo, e as tuas preferências, podem desaparecer e morrer."

Durante as últimas décadas as mulheres têm enviado mensagens confusas aos homens, deixando os rapazes totalmente confusos em torno do que é suposto eles serem para as mulheres, o que talvez explique a linguagem forte que eles usam para descrever a sua situação. Visto que o papel de ganha-pão lhes foi retirado pelas mulheres, que podem ganhar mais e ter melhores notas nas escolas, os homens ficam com a missão de intuir o que fazer - tentando encontrar uma forma virtuosa de ser o que as mulheres dizem que querem e o que as mulheres realmente perseguem (que pode ser algo totalmente diferente).

Os homens dizem que a diferença entre o que as mulheres dizem e o que elas fazem nunca foi maior. É dito constantemente aos homens que eles têm que ser delicados, companheiros de viagem sensíveis durante o percurso feminista. Mas as mesmas mulheres que dizem que querem um namorado simpático e não ameaçador, levam para casa e ficam caídas pelo homens simples, de peito grande e garanhões cheios de testosterona do filme Game of Thrones.

Os homens sabem disto, e, para alguns, esta inconsistência gigantesca faz com que o todo este jogo tenha a aparência de ser demasiado trabalhoso. Para quê levar em conta o que a mulher quer quando se pode practicar desporto, masturbar, e jogar jogos de vídeo a partir do conforto do quarto?

Jack Donovan, escritor sediado em Portland que já escreveu vários livros sobre homens e sobre a masculinidade, cada um deles tornando-se um sucesso de culto, diz que o fenómeno já se encontra endémico dentro da população adulta:

Vejo muitos homens jovens que de outra forma estariam a ter encontros e a casar, a desistir das mulheres. Ou então a desistirem da ideia de ter uma esposa e uma família. Isto ocorre tanto junto dos homens que seriam tradicionalmente desajeitados com as mulheres como também junto daqueles que não são de maneira nenhuma desajeitados com as mulheres.

Eles fizeram uma análise custo-benefício e aperceberam-se que é uma péssima ideia. Eles sabem que se investirem num casamento, a sua esposa pode levar tudo o que é deles apenas e só devido a um capricho.

Quase todos os homens tomaram parte em seminários anti-violação e seminários anti-assédio sexual obrigatórios, e eles sabem que podem ser despedidos, expulsos ou presos tendo como base a palavra de qualquer mulher. Eles sabem que, na maioria das situações, eles são culpados até prova em contrário.

Donovan coloca as culpas pelo que os homens sentem às portas do actual movimento feminista e pelo que ele vê como a sua falta de sinceridade:

Os homens jovens que estão a batalhar imenso estão também confusos porque eles operam sob a presunção de que as feministas estão a batalhar em boa fé. Na verdade, elas estão envolvidas numa luta sexual, social, política e status económico de tudo-ou-nada - e elas estão a vencer.

Os média permitem que as feministas radicais definam todos os debates em parte porque o sensacionalismo atrai mais cliques do que qualquer tipo de discurso equilibrado. As mulheres podem dizer virtualmente qualquer coisa sobre os homens - independentemente do quão humilhante for - e receber um misto de aplausos e vaias de apoio.

Certamente que esta tem sido a experiência de várias coligações masculinas nos média recentemente, quer tenham sido cientistas enraivecidos pelas denuncias feministas ao Dr  Matt Taylor, ou jogadores de jogos de vídeo a fazer campanha sob a bandeira de ética de imprensa que viram o seu movimento atacado e qualificado de "grupo de ódio misógino" por parte dum mentiroso grupo de feministas guerreiras e por parte dos assim chamados "guerreiros da justiça social".

Donovan tem alguns pontos de vista que explicam o porquê de ter sido fácil para as feministas triunfar nas batalhas mediáticas:

Devido ao facto dos homens instintivamente quererem proteger as mulheres e assumir o papel de heróis, se um homem escreve algo que tentativamente é uma crítica, ele é criticado tanto pelos homens como pelas mulheres como um tipo de canalha extremista.

A maior parte dos "estudos masculinos" e livros e blogues centrados nos "direitos dos homens" que não são explicitamente pró-feministas encontram-se carregados de desculpas e apologias dirigidas às mulheres.

Livros tais como "The Myth of Male Power" e sites tais como "A Voice for Men" são os monstros favoritos das feministas mas só porque eles salientam a hipocrisia feminista na sua busca pela "igualdade"

Ao contrário das feministas modernas, que estão a criar um fosso entre os sexos os "Activistas dos Direitos dos Homens" ["Men’s Rights Activists"] "realmente parecem querer igualdade sexual", diz ele. Mas os autores focados nos direitos dos homens e os académicos masculinos estão constantemente a caminhar com cuidado como forma e garantir que não dêem a impressão de serem radicais.

Do lado feminino, não há existe este tipo de cuidado, obviamente, com aquilo que ele chama de “feministas hipster” tais como Jessica Valenti do The Guardian a andar por todo o lado com uma t-shirt onde se ê: "Eu banho-me nas lágrimas masculinas".

“Eu sou uma pessoa crítica do feminismo,” diz Donovan. "Mas nunca andaria por aí com uma t-shirt a dizer, “EU FAÇO AS MULHERES CHORAR.” Isso daria a impressão de eu ser um patife e alguém que quer intimidar os outros."

É opinião dos académicos, dos sociólogos e de escritores como Jack Donovan que uma atmosfera de hostilidade implacável e jocosa dirigida aos homens por parte de figuras mediáticas privilegiadas da classe média, mais uns poucos colaboradores masculinos dentro do projecto feminista, que tem sido parcialmente responsável por uma geração de rapazes que simplesmente já não se importa.

Na segunda parte iremos conhecer alguns homens que "abandonaram", desistiram do sexo e dos relacionamentos, e mergulharam na vida solitária ou na cultura lad cheia de álcool. E iremos descobrir também que as verdadeiras vítimas do feminismo moderno são obviamente, as próprias mulheres, que estão mais sozinhas e mais insatisfeitas que alguma vez estiveram.

- http://goo.gl/V5oRGU



quarta-feira, 13 de maio de 2015

Kim Philby e a grande traição

Por

No crepúsculo da espionagem internacional, um nome mais do que outros invoca uma imagem de traição paciente e magistral, a insidiosa presença do inimigo no interior do santuário.

Independentemente do país que sirvam, espera-se que gerações de estagiários de espionagem e de  contra-espionagem saibam o seu nome: Philby. Por mais de meio século até aos dias de hoje, Harold Adrian Russell “Kim” Philby (1912-1988) continua a ser, tanto na história da espionagem bem como na literatura popular, a toupeira por excelência, o agente de penetração profunda que escavou o seu caminho até ao topo dos serviços secretos Britânicos como forma de disponibilizar os segredos mais bem guardados da Coroa à Rússia Soviética.

O choque da traição de Philby reverberou por todo o establishment Britânico, embora, em retrospectiva, o incidente nos diga mais da depravação social, cultural e espiritual de toda a elite governante do que apenas as explorações sórdidas dum espião.

Uma nova visão sobre esta notória história de espiões, A Spy Among Friends: Kim Philby and the Great Betrayal, salienta não só o trabalho concorrente de Philby pelo MI6 e pela KGB, mas examina também o rasto de vidas quebradas que ele deixou. Usando entrevistas e material de arquivo, o jornalista Ben McIntyre criou um relato cativante da forma e do porquê um Inglês da classe alta ter, com sangue frio, enviado imensos agentes Ocidentais para além da Cortina de Ferro e para a sua desgraça, ter trazido a infelicidade e a ruína para muitos conjugues, e ter destruído as carreiras dos seus colegas e dos seus amigos íntimos,

Philby foi um traidor com uma causa; ele não espiou pr amor ou pela emoção, mas sim porque ele acreditava sinceramente na criação dum futuro brilhante prometido pelo Comunismo. Começando em 1934, quando ainda era um recém-graduado do Trinity College de Cambridge e na altura em que foi recrutado pelos serviços secretos Soviéticos, até à sua dramática deserção em Beirute (em 1963), Philby manteve uma sólida fé interior na sua missão, uma crença que ele manteve até à sua morte.

A conversão juvenil de Philby ao Marxismo dificilmente foi algo de extraordinário - por toda a Europa do período entre as duas Grandes Guerras, a ideologia Comunista  estava en vogue junto dos intelectuais, e a União Soviética parecia ser uma experiência promissora para a criação duma nova sociedade. De facto, outros 4 colegas de turma de Philby iriam também jurar lealdade ao Centro de Moscovo, formando o grupo que recebeu o nome de The Cambridge Five, uma rede de agentes que ainda hoje é celebrada pela organização secreta que sucedeu a KBG, a SVR, como um exemplo duma infiltração de longo prazo.

A causa imediata para a atracção rumo ao Marxismo por parte das classes educadas do Ocidente pode ser encontrada na crise económica que afligiu primeiro a Grã-Bretanha, a América, e o Continente no início da década 30, com o consequente empobrecimento, instabilidade política e a ascenção do fascismo. 

Embora o privilegiado Philby e os seus amigos não tenham sido directamente afligidos pela depressão, a moda intelectual olhava para o materialismo dialéctico e para o revolucionário estado Socialista como resposta ao falhanço da civilização capitalista. A democracia liberal já se tinha revelado como uma fraude à medida que oligarcas vorazes expandiam as suas posses de maneira proporcional à miséria dos trabalhadores comuns. Sendo dificilmente uma sistema de pensamento que havia ascendido nas estepes Eurasianas, a tentação totalitária havia nascido das filosofias governantes do Ocidente moderno.

Nascido em Lahore [Paquistão], e havendo recebido o nome do herói do livro de Rudyard Kipling com o nome de "Great Game", Kim Philby era uma criança do Império Britânico. E estando  milhares de milhas longe de Punjab, Londres geria um empreendimento global fundamentado no liberalismo clássico de Locke, no poder científico-industrial, e na tradição marítima-comercial de Cartago, Atenas e Veneza. O largamente ausente pai de Philby, St. John Philby, havia construído a sua carreira como um altamente respeitado orientalista ao estilo de Lawrence da Arábia, e iria servir de "conselheiro" do Rei Ibn Saud.

O jovem Philby recebeu uma educação clássica, tendo visto a sua educação moldada em grande parte dentro das mais prestigiadas escolas públicas. Embora "Deus, Rei e Nação" possa ter sido o credo de serviço junto da elite administrativa do Império, poucos - se algum - destes homens realmente acreditava em Deus da forma que os seus ancestrais acreditavam, ao mesmo tempo que o rei e a nação se haviam tornado numa fachada retórica para os planos das predatórias dinastias banqueiras. Em vez disso, e tal como o melhor amigo de Philby e companheiro do MI6 Nicholas Elliott declarou, eles serviam "o rei, a classe, e o clube" - dificilmente uma fórmula inspiradora.

A vápida e auto-gratificante ideologia do liberalismo humanista do Iluminismo presente no Império, aliadas à doutrinas empiristas ainda mais consistentes de Hume, Bentham, e Darwin, haviam esvaziado as instituições sociais - e o Cosmos - de todo o significado transcendental. Não é de estranhar, portanto, que um jovem aristocrata como Philby tivesse buscado uma nova revelação junto do Marxismo, a narrativa de salvação dum reino terrestre tornado perfeito através da revolução do proletariado.

No seu trabalho secreto para o Partido, Kim Philby aplicou as conclusões lógicas dos princípios materialistas que a filosofia liberal haviam, em última análise, criado; ele buscou formas de destruir uma Grã-Bretanha já decadente a partir do seu interior como forma de materializar o alvorecer duma transformadora nova era. Tal como o ascético Ortodoxo Padre Seraphim Rose diagnosticou tão bem, o jovem radical só estava a consumar um processo que havia começado muito antes de por parte dos defensores da "liberdade" e da "razão".
O Liberal, o homem mundano, é o homem que perdeu a sua fé; e a perda da fé perfeita é o princípio do fim da ordem erguida com base nessa fé. Aqueles que buscam preservar o prestígio da verdade sem no entanto acreditar nela, estão a dar uma arma poderosa a todos os seus inimigos; uma fé meramente metafórica é suicida. O radical ataca a doutrina Liberal em todos os pontos, e o véu da retórica não é protecção contra o forte impulso da sua espada afiada. 
O Liberal, perante este ataque persistente, vai cedendo ponto a ponto, forçado a admitir a verdade das acusações contra ele sem ser capaz de contrapor esta verdade negativa e crítica com a sua verdade positiva; até que, depois duma longa e normalmente gradual transição , de repente ele acorda só para descobrir que a Antiga Ordem, sem defesa e aparentemente indefensável, foi derrubada, e que uma nova e mais "realista" - e mais brutal ordem tomou o seu lugar.
A espionagem é o negócio da traição, e até o momento em que os seus camaradas e amigos e agentes de Cambridge Guy Burgess e Donald Maclean fugiram para Moscovo em 1951, o negócio correu bem para Philby. Promovido depois da Segunda-Guerra para o papel de líder das operações anti-Soviéticas e depois enviada para  Washington  como o contacto do MI6, a toupeira amigável e laboriosa ganhou amigos com facilidade. Ele foi também nobilitado, a Ordem do Império Britânico, conferido pela Rainha Elizabeth. A menos que pensemos que a honra é uma mera aberração, convém lembrar o sentido lamento de Edmund Burke:
A era do cavalheirismo acabou. - A era dos sofistas, economistas e calculadores sucedeu-lhe; a glória da Europa está extinta para sempre.
Que Philby e Anthony Blunt, outro membro do Cambridge Five e Agrimensor das Imagens do Rei, tenham sido nobilitados antes da sua traição ter sido exposta por parte do MI5 perdoa-se, mas eles eram sintomas duma aflição mais profunda. Na nossa era, o cavalheirismo, tal como todo o outro valor digno, foi sistematicamente sujeito à lógica da inversão. De que outra forma é que se explica o facto de títulos nobres terem sido conferidos aos mestres da usura, fornecedores de anti-cultura, e estrelas da música rock dissolutas?

"Cambridge Five"
E o que dizer do “Sir” Jimmy Savile, disc-jockey da BBC e famoso confidente da Família Real, que durante décadas levou a cabo violações contra um número incontável de crianças um pouco por toda a Grã-Bretanha, ou o que dizer dàs várias dúzias de MPs [Membros do Parlamento Britânico] e oficiais do governo que estão agora a ser implicados a anéis de pedofilia e de assassínio de crianças? Muito para além da espionagem, este tipo de maldade tem o claro selo satânico; quem nos dera que Deus trouxesse à vida o Rei Artur e os seus cavaleiros como forma de varrer tal imundice da esverdeada e agradável terra da Inglaterra.

Guerreiro frio até ao fim, Philby demarcou o seu papel dúplice no confronto bipolar entre o capitalismo e o comunismo. No entanto, sem o conhecimento dos soldados rasos de cada um dos lados, o resultado planeado deste confronto dialéctico era a tirania universal. Tal como os Marxistas apelavam à inevitabilidade da História, também a superclasse plutocrática Ocidental - e de forma bem aberta através de teóricos tais como HG Wells e Aldous Huxley a Bertrand Russell e Zbigniew Brzezinski – propagou a supremacia da "ciência" como forma de justificar o seu desejo de poder total.

Comparativamente, o Estado Mundial tecnocrata, o sonho dum louco que ameaça transmutar-se para a realidade, faria com que o projecto Soviético parece-se uma brincadeira de crianças. Sem dúvida que Kim Philby era um traidor; níveis acima dele, criminosos muito mais grandiosos têm arquitectado a aniquilação da família, da herança nacional e religiosa, e a própria essência da identidade humana.

É aqui que se encontra a grande traição. 


* * * * * * *

Como todos os idiotas úteis, mal ele passou a viver dentro dele, Philby eventualmente ficou a saber da verdadeira natureza do Marxismo:

Mais tarde, a sua esposa Rufina Ivanovna Pukhova descreveu Philby como uma pessoa "desapontada de muitas maneiras" com o que ele viu em Moscovo. "Ele viu as pessoas a sofrer tanto," mas consolou-se alegando que "as ideias estavam certas mas estavam a ser levadas a cabo da maneira errada. A culpa era das pessoas que se encontravam a dirigir as coisas." Pukhova disse ainda que, "ele foi atingido pela desilusão, o que lhe trouxe lágrimas aos olhos. Ele disse 'Porque é que as pessoas vivem de forma tão má por aqui? Afinal, eles ganharam a guerra.'" Philby bebia muito e sofria de solidão e depressão; segundo Rufina, durante os anos 60 Philby tentou o suicídio cortando os seus pulsos.

A maior tragédia da vida de Philby (e de todos os idiotas úteis como ele) é que muito provavelmente ele nunca ficou a saber que quem criou, financiou e propagou o comunismo foi a mesma elite capitalista que controla o Ocidente. Philby, tal como a grande maioria dos Comunistas,  foi motivado a promover o Marxismo na sua luta contra o capitalismo, sem se aperceber que essa luta é uma fachada dialéctica que tem como propósito a concentração do poder nas mãos da mesma elite que criou essa guerra falsa.

Há sempre uma aparência "nobre" alegar que se vai retirar o poder do "grande capital" e entrega-lo ao auto-nomeado "representante do povo" - o governo - sem no entanto, se mencionar que esse "representante" é controlado pelo mesmo grande capital contra quem os Marxistas alegam estar a "lutar".

Por fim, e como dito várias vezes, a forma de combater os planos da elite capitalista tecnocrata é a reinstalação do Cristianismo como fundamento moral do Ocidente porque, como disse o Padre Rose, "O Liberal, o homem mundano, é o homem que perdeu a sua fé; e a perda da fé perfeita é o princípio do fim da ordem erguida com base nessa fé."

"Na verdade que já os fundamentos se transtornam; que pode fazer o justo?" - Salmo 11:3



terça-feira, 14 de abril de 2015

A maior parte das mulheres não queria o "direito" de voto

Por Blair Naso

A narrativa popular dos dias de hoje é que as mulheres exigiram o direito ao voto e que os homens foram dizendo não até que se cansaram das queixas feministas. Afinal de contas, porque é que as mulheres não haveriam de querer mais direitos? Afinal, parece que existiam vários motivos que levam a maior parte das mulheres a querer os seus direitos fossem limitados, e todos eles têm a ver com o facto das mulheres saberem a verdadeira natureza das mulheres. Como diz o ditado, "O misógino é o homem que odeia as mulheres tal como as mulheres se odeiam mutuamente". As mulheres sabem o quão terríveis as mulheres podem ser. Uma amiga minha feminista disse o seguinte:

Eu tenho inveja de vocês homens porque se colocarmos dois homens no mesmo dormitório, eles irão ter ter um convívio normal, mas isso nunca acontece com duas mulheres aleatórias.

As organizações anti-sufragistas tinham o mesmo número entre as mulheres Americanas e as mulheres do Reino Unido tal como as organizações sufragistas, muitas vezes excluindo os homens de se  juntarem. Mais mulheres que homens eram contra o sufrágio feminino. Para ser justo, alguns destes grupos apoiavam a ideia do sufrágio feminino em eleições locais.

Mas todos eles temiam o inferno que poderia ser gerado com o sufrágio completo das mulheres, nomeadamente, o socialismo suave dentro do qual vivemos actualmente. Já notaram que tudo o que o Obama diz é pró-mulher e que ele já acalmou com a sua agenda pró-negros? Isto prende-se com o facto dos únicos fãs que ele ainda tem serem as mulheres; até os negros já não o querem.

Eis aqui alguns motivos que levavam as próprias mulheres a não se quererem envolver no mundo da política.

Menos Que Femininas

É indecoroso para uma mulher ser encontrada dentro dos assuntos políticos. Pura e simplesmente não é sexy; ninguém gosta duma mulher activista. Uma mulher viciada pela Fox News ou pelo HuffPo é tão perturbador como a madrasta a gritar contra um arbitro durante um jogo de basquetebol no ensino secundário.

As mulheres ficam apaixonadas pelas coisas, normalmente, o que quer que seja que o seu homem esteja apaixonado. Isto pode ser uma coisa boa dentro do contexto certo. No contexto errado, pode ser aterrorizador. Um amigo meu era um grande fã do Rush Limbaugh e certo dia decidiu envolver a sua esposa dentro da sua paixão. Mas, de modo geral, ela era  uma psicopata, e ele passou a ficar com medo do monstro direitista que ele tinha criado. Ele viu que o ódio e a crueldade gerais dela haviam sido aumentadas dentro da sua visão política.

Mental Floss escreve:

Outra mulher de Massachusetts, escrevendo em 1916, expressou preocupação em relação aos efeitos do movimento sufragista no carácter das mulheres. Para muitos críticos, o sufragismo parecia ser abertamente agressivo. "Certamente que não as está a tornar mais amáveis e nem agradáveis nas suas vidas. Elas ficam amargas, agressivas, e até antagónicas, gostando da excitação das campanhas e considerando os seus deveres naturais 'chatos, imóveis e inúteis'".

Isto pode causar ofensa, mas quantas mulheres já encontraram que amargas, agressivas, e antagonistas em relação aos seus pontos de vista políticos? Porque é que uma mulher gostaria de passar a ser assim? E quantas mais mulheres que homens já encontraram com esse comportamento? Ser casado com uma mulher investida no mundo da política ou teoria social é como estar casado com uma colega de trabalho passiva-agressiva que é a melhor amiga do patrão. 

Actualmente, mais mulheres que homens votam, especialmente as mulheres solteiras, embora as mulheres casadas votem mais frequentemente que as mulheres solteiras. As mulheres solteiras são mais susceptíveis de votar no Partido Democrata [esquerdistas] do que as mulheres casadas, e os homens são mais susceptíveis de votar no Partido Republicano do que qualquer um dos grupos. Quer seja o apoio financeiro ou a orientação moral, as mulheres tendem a votar à direita quando estão sob a influência dum homem (e é por isso que os esquerdistas tentam constantemente destruir a família nuclear).

E se por acaso tu és um homem que vota nos Democratas, então sim, tu votas como uma menina. E muito provavelmente uma menina feia com quem ninguém se quer comprometer, em vez da jovem e bonita professora da Escola Dominical Presbiteriana.

Parte da razão que faz com as mulheres votem nos Democratas prende-se com o facto das mulheres serem terríveis com o dinheiro e com a matemática. Este é o mesmo motivo que faz com que seja ensinado às crianças que busquem ter o seu emprego de sonho em vez de aprenderem uma profissão que lhes venha a dar um rendimento seguro.

Mau Para a Família


Um ano mais tarde, no di 3 de Abril de 1914, o diário de [Kate] Roosevelt [a prima-de-lei do presidente Theodore Roosevelt] menciona a srª Martin a falar em casa da srª Henry Seligman, esposa dum banqueiro milionário.... Segundo o Times, a srª Martin continuou, destruindo a nova grande causa. A audiência escutou à sua demolição do movimento sufragista. "Nós não só somos contra o feminismo, como somos a favor da família. Não podemos conciliar o feminismo e a família. Esperamos ouvir o som dos pés das mulheres a caminharem para longe da fabrica e de volta para casa."

Notem que a ideia do sufrágio está associada com as mulheres terem uma carreira profissional. As ideias não surgem isoladas. A mulher doméstica Católica, descalça e grávida, e com cinco filhos, é mais feliz que a carrancuda escritora feminista que se aposenta e consegue dar à luz um filho deficiente no final dos seus anos 30, concebido através do in vitro.

Normalmente, as mulheres não fazem uma boa transição do escritório para a vida doméstica, passando a ficar aborrecidas e apáticas depois de se habituarem à elevada energia e ao (germofóbico) ambiente laboral. Para além disso, o motivo que leva as escritoras feministas pensar que ter uma carreira profissional é gratificante é porque escrever literatura feminista é divertido. A maior parte das mulheres (e dos homens) não têm carreiras profissionais - elas têm empregos onde trabalham nas mercearias e onde odeiam a vida.

Esta alegação de que a entrada das mulheres na política e no mercado de trabalho iria destruir a família não era uma posição mantida só pelas anti-sufragistas. As próprias sufragistas admitiram que a guerra entre os sexos era um dos motivos que lhes levava a querer o direito de voto.

A Dr. Anna Shaw, Presidente do "National American Women’s Suffrage Association", qualificou as anti-sufragistas da a "multidão da casa, da lareira e das mães". Obviamente que ela não estava interessada em nenhuma destas identidades. Quando lhe foi pergunta o porquê de não haver casamento no céu, a Drª Shaw respondeu descaradamente, "Porque não há homens no céu." Tal como muitas sufragistas, ela sentia que os homens não eram necessários e que as mulheres, unidas poderiam tomar conta delas mesmas e viver duma forma feliz num mundo - e num Além - dominado pelas mulheres.
Uma população em declínio não é relevante para a sua ideologia visto que o feminismo centra-se nos desejos do indivíduo. O feminismo é uma ideologia que glorifica o egoísmo; não tentes ficar atraente para o homem da tua vida; não fiques em casa a investir nas tuas crianças nos anos do seu desenvolvimento; não te preocupes em aprender  habilidades que façam com que a casa seja gerida de forma mais eficaz; não te preocupes se por acaso o teu futuro marido se sente pouco confortável com o número de homens com quem já tiveste relaçôes sexuais; não te esforces em fazer coisas boas para servir o teu marido.

Ideias Miseráveis.

As mulheres foram as principais apoiantes da proibição nos Estados Unidos. Mal o álcool foi ilegalizado, não só a vida social passou a ser aborrecida, como o crime organizado floresceu. (....) As mulheres são os principais apoiantes do Partido Democrata. São elas que fazem força para a instalação dum estado-Previdência. São também elas que controlam a indústria da educação. São elas que querem destruir as escolas seguras levando até lá crianças do guetto provenientes do outro lado da cidade. Foram elas que fizeram um activismo energético de modo a que a pavoíce das florestas tropicais nos fosse forçada goela abaixo durante os anos 90.

Idolatria Ideológica

A anarquista e feminista radical Emma Goldman escreveu um artigo contra o sufrágio feminino. Ela refere-se ao movimento sufragista como adoração de fetishe, como algo que está na moda mas que não é normal. As suas palavras em relação às atitudes fascistas parecem ter sido escritas contra o liberalismo geral dos dias de hoje.

Aqueles que ainda não atingiram esse objectivo, fazem revoluções sanguinárias como forma de o obter, e aqueles que desfrutaram desse reinado trazem um sacrifício enorme para o altar desta divindade. Ai do herético que questione esta divindade!

Este pequeno ensaio é, na verdade, razoavelmente pílula vermelha e vai para além do sufrágio. Eu sei que normalmente, as mulheres não são muito boas na filosofia, mas de vez em quando chega-nos uma que realmente nos causa uma impressão (tive uma professora de filosofia na universidade que era absolutamente fantástica). Deixem-me ser franco e dizer que realmente gostei deste artigo apesar das nossas diferenças ideológicas e das contradições internas do mesmo. Nele, existem muitas passagens citáveis mas eu terei que deixá-las para trás.

Goldman diz-nos como as mulheres são seguidoras, quer seja na religião ou numa ideologia social. Ela avança com um argumento de que a maior parte das mulheres que querem o sufrágio fazem-no de modo a que fiquem ainda mais escravizada pela igreja e pelo Estado. Isto pode parecer loucura até que nós pensemos nas coisas que hoje em dia são ilegais, a roçar o ilegal, ou um tabu social tão forte poderiam muito bem ser ilegais.

A exigência feminina pelo sufrágio igualitário baseia-se largamente na contenda de que as mulheres têm que ter os mesmos direitos em todos os assuntos. Ninguém poderia refutar isto, se o sufrágio fosse um direito. Ai de nós, pela ignorância da menta humana, que pode ver um um direito numa imposição. Ou será que não é a mais brutal imposição que um grupo de pessoas faça leis que um outro conjunto seja coagido pela força a obedecer? No entanto, as mulheres clamam por tal "oportunidade dourada" que trouxe miséria para todo o mundo, e roubou ao homem a sua integridade e a sua auto-dependência; uma imposição que tem, de modo geral, corrompido as pessoas, tornando-as presas absolutas nas mãos de políticos sem escrúpulos.

Se olharmos para a História, iremos ver que a democracia raramente funcionou bem. Ela não é a liderança da maioria mas dos mais vocais. E quem é mais vocal que uma mulher? Quem é mais apaixonado? E quando as mulheres seguem umas as outras como lemingues, podemos ver como o sufrágio se pode rapidamente se tornar destrutivo.

É verdade que a monarquia pode ser igualmente opressiva, tirando os nossos direitos, censurando a liberdade  de expressão colocando em execução coisas que se encontra em oposição ao que a maior parte das pessoas quer, e frequentemente causar a que as pessoas fiquem miseráveis e pobres. Mas de que forma é isso diferente das democracias ocidentais? Pelo menos a monarquia poderia levar a cabo algumas coisas, enquanto que o nosso governo não consegue fazer nada a não ser desperdiçar o nosso dinheiro.

Para além disso, a monarquia tem o Deus Que-Tudo-Vê, o legado familiar, e nobres ansiosos (com pequenos exércitos a respirarem sobre o seu pescoço) a garantirem que ela faz o que é melhor para o país. Na democracia, são as empresas gananciosas e as pequenas minorias de activistas que controlam a narrativa política. Qual dos dois é o mal menor?

O pobre, estúpido e livre cidadão Americano! Livre para passar fome, livre para caminhar sobre as auto-estradas deste grande país, ele desfruta do sufrágio universal, e, com esse direito, ele forjou correntes em torno dos seus membros. A recompensa que ele recebe são rigorosas leis que lhe proíbem o direito de boicotar, de formar piquetes, de facto, lhe proíbem o direito a tudo - excepto o direito de ver roubado o fruto do seu trabalho.

Goldman continua comparando os países e os estados que já têm o sufrágio e aqueles que não têm. Ela menciona as novas e complexas leis laborais Australianas que fazem das "greves sem a aprovação dum comité de arbitragem um crime igual à traição.” Para ser justo, ela diz que isto não é necessariamente consequência do sufrágio feminino mas que pelo menos este sufrágio foi incapaz de ajudar os operários, apesar das alegações de que as mulheres eram mais compassivas.

Depois de elaborar alguns outros exemplos da forma como o sufrágio das mulheres não melhorou essas sociedades, Goldman continua falando da natureza da filosofia moral das mulheres.

A mulher, essencialmente uma purista, é naturalmente intolerante e incansável nos seus esforços de fazer os outros tão bons como ela pensa que eles deveriam ser.... Desta forma, a lei tem que ser do género feminino: ela proíbe sempre.. A prostituição e o jogo [de azar]  nunca fizeram negócios tão rentáveis como desde a altura em que a lei foi colocada contra eles. […]

Pergunto-me se as pessoas entendem que é precisamente isto que, em vez de elevar as mulheres, fizeram dela uma espião política, uma bisbilhoteira desprezível que entra nos assuntos privados das pessoas, não tanto para o bem da causa, mas sim porque, como disse uma mulher do Colorado, "elas gostam de entrar em casa onde nunca estiveram, e descobrir o mais que conseguirem - politicamente ou não.".... Porque nada satisfaz mais os desejos da maior parte das mulheres do que um escândalo. 
É como um profecia. De todas as coisas que ela disse, qual delas é que não veio a acontecer? E não é só no que toca às mulheres na política, mas também mulheres no jornalismo em publicações de fofoca tais como Gawker.

Como esclarecimento, em Latim e nos idiomas descendentes, a palavra para lei é do género feminino, o que penso que é o ponto da passagem onde se lê "Desta forma, a lei tem que ser do género feminino".

Progresso

Nós temos esta ideia de que a sociedade está ficar progressivamente mais inteligente com o passar de cada geração. No entanto, se formos a ler os livros, iremos descobrir que o ser humano está a ficar gradualmente mais estúpido com o passar dos séculos. Mesmo há menos de 100 anos atrás, as pessoas - tanto os homens como as mulheres - tinham o bom senso de não se destruírem a eles mesmos devido aos assuntos relativos às mulheres.

Actualmente, temos este sentido dos direitos no geral como se tivéssemos sido comissionados por Deus na melhor das hipóteses, ou pelo Nada na pior das hipóteses, para ter certas leis estabelecidas em algunas locais. O ateu esquerdista acredita nestes direitos humanos mais do que qualquer outra pessoa, embora ele não acredite num deus e desde logo, não tenha bases para a sua filosofia da lei natural. Faria mais sentido ele acreditar em qualquer que fosse a mais antiga ou a moral mais universal, mas em vez disso, a maior parte dos ateus avança e aceita qualquer que seja a nova moral que preencha o vazio. Só porque a religião é ópio das massas não quer dizer que as massas não precisam de ópio.

A pessoa religiosa também não está isenta de críticas. Em parte alguma da Bíblia se fala de igualdade, tolerância ou democracia, e duvido muito que essas coisas estejam presentes noutras religiões A Bíblia não fala muito de política mas pode-se fazer uma suposição de que, embora o rei possa ou não ser nomeado por Deus, o senador ou o presidente são claramente nomeados pelo homem, e desde logo, a democracia não é Bíblica.

Conclusão:

Mas tudo isto é alimento para o pensamento. O ponto a reter em relação a tudo o que se disse em cima é que as mulheres convencionalmente não eram a favor do direito das mulheres votarem. O feminismo não chegou como o messias há muito aguardado, como fomos levados a acreditar. Em vez disso, as feministas apenas protestaram de forma suficientemente ruidosa, assumiram o controlo do mundo académico, e foram encorajadas por homens assexuados.

As mulheres assumem sempre as crenças das pessoas em seu redor. É melhor que o homem que a ama que tenha uma maior influência sobre as suas crenças e sobre as suas acções do que as suas maliciosas amigas que a odeiam por ela ser mais atraente.


* * * * * * *

Tudo aquilo que as mulheres anti-sufragistas avisaram durante o século passado aconteceu tal como elas tinham dito.

A mulher feminista é a mulher mais agressiva, mais repelente, mais feia, mais odiosa que existe dentro do grupo das mulheres, e isso é culpa desse mesmo feminismo e da entrada das mulheres na vida política.

Outra coisa a levar em conta é que o propósito do feminismo não é só colocar as mulheres no mercado de trabalho, mas mais ainda retirá-la de casa. O texto diz o porquê:
No entanto, as mulheres clamam por tal "oportunidade dourada" que trouxe miséria para todo o mundo, e roubou ao homem a sua integridade e a sua auto-dependência; uma imposição que tem, de modo geral, corrompido as pessoas, tornando-as presas absolutas nas mãos de políticos sem escrúpulos.
É precisamente porque o feminismo causa a que todos nós passemos a ser "presas absolutas nas mãos de políticos sem escrúpulos" que esses mesmos políticos estão tão desejosos de satisfazer as exigências ridículas das feministas. Portanto, o nosso maior inimigo não é só o feminismo, mas mais ainda o governo que concede às feministas tudo o que ela querem.

Ninguém ganha com isto, obviamente - nem a mulher nem o homem - mas para as feministas nada disto importa, desde que elas continuem a receber dinheiro e louvor por parte da elite cultural Ocidental.





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