Mostrar mensagens com a etiqueta Marxistas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marxistas. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 3 de novembro de 2015

BBC: Apagando o Cristianismo da História

Por Joseph Pearce

Há alguns dias atrás tive a viscosa experiência de ouvir uma discussão com a duração de 40 minutos (transmitida pela BBC Radio) onde alegadamente se falava da história da Grã-Bretanha através da poesia. Descrevo a experiência de viscosa porque, depois de ter ouvido a discussão, senti como se tivesse sido coberto de visco, encontrando-me espiritualmente, intelectualmente e emocionalmente dentro duma lama de falsidades.

Passo a explicar.

Um amigo meu, que é poeta, enviou um link da celebração do "National Poetry Day" da BBC Radio - que ocorreu no dia 8 de Outubro - vista pelos olhos de poetas. Temendo o pior, resolvi mergulhar o dedo do pé na água, ou o ouvido nas ondas de rádio, embora inicialmente tenha sido de forma experimental. Vendo que a primeira discussão, que era sobre as raízes Celtas e Anglo-Saxónicas da Grã-Bretanha, deveria ser relativamente segura, estando ela tão longe do modernismo, tomei atenção para aprender mais.

Foi horrível.

Apresentado por Andrew Marr, o radiodifusor veterano que se descreve como um "esquerdista branco privilegiado" e como alguém que é resolutamente secular, isto é, não-religioso, eu deveria ter esperado o pior. Eis aqui o que Marr diz sobre as suas posições religiosas:

Sou eu religioso? Não. Será que eu acredito em alguma coisa? Não.

No entanto, visto que não é possível um ser humano não acreditar em algo, vamos analisar as coisas que ele realmente acredita. Havendo voltado as costas ao Presbiterianismo dos seus pais quando era um jovem homem, Marr envolveu-se com a Internacional Comunista quando se encontrava em Cambridge, ganhando a alcunha de “Red Andy.” Em 2006 ele declarou:

A BBC não é imparcial e nem é neutra. Ela é uma organização urbana financiada pelo Estado, com um número anormal de jovens, minorias étnicas e homossexuais. Ela tem um viés liberal [esquerdista], não tanto um viés partidário-político. Isto é melhor expresso como um viés cultural liberal [esquerdista].

Dito de outra forma, Marr estava a dizer de forma clara que a BBC tem um viés contra as populações rurais, contra os mais idosos, contra a maioria étnica, e contra os heterossexuais. Mais pertubador ainda, Marr parece ser um defensor do uso da força política, acrescentada à persuasão propagandista, como forma de levar a cabo uma engenharia social que produza o tipo de mundo no qual ele acredita:

E a resposta final, francamente, é o uso do poder do estado para coagir e reprimir. Pode ser da minha educação Presbiteriana, mas acredito de modo firme que a repressão pode ser um bom instrumento civilizador em prol do bem. Pisem em algumas crenças "naturais" durante algum tempo e podem quase que matá-las.


Pouco antes de dizer estas palavras, Marr falou da necessidade de tornar as pessoas "imunes aos antigos cânticos tribais", que, embora ele estivesse a falar ostensivamente do racismo, é mais do que sugestivo da necessidade de "educar" as pessoas para longe da moralidade tradicional e da religião na qual esta moralidade está enraizada. Poucas pessoas com o meu conhecimento de Política e de História irão duvidar que, mal o mesmo é desencadeado, "o uso vigoroso do poder do estado para coagir e para reprimir" será usado contra todos os grupos com os quais o governo não concorda.

Mais recentemente, Marr tem voltado a sua atenção para a História, ou melhor, para a História tal como ela é vista pelas lentes obviamente preconceituosas e enviesadas de Marr, apresentando o programa "History of the Word" - uma série que pretende examinar "a história da civilização humana." Escusado será dizer isto, mas esta não é a verdadeira História do mundo tal como vista objectivamente através dos olhos de gerações passadas que a fizeram e a moldaram, a larga maioria das quais havendo sido obviamente Cristãs crentes e practicantes, aderentes dos tais "antigos cânticos tribais" que Marr planeia erradicar. A "história" de Marr, tal como o "esboço da História" por parte de H. G. Wells, nada mais é que a obra dum vivisectionista grosseiro que pega em sujeitos vivos e mata-os em nome do "progresso".

Tudo o que foi exposto em cima é apenas para reiterar e explicar o porquê de que eu já deveria esperar o pior mal me apercebi que o programa com 40 minutos sobre as raízes Celtas e Anglo-Saxónicas da Britanidade era apresentado por Andrew Marr. Eu já deveria saber que seria uma experiência viscosa e não deveria ter-me exposto à sua presença orgulhosa e preconceituosa. No entanto, por mais insano que possa parecer, apressei-me a entrar onde os anjos e os santos temeriam entrar, e paguei o doloroso preço.

Por mais incrível que possa parecer, a discussão conseguiu discutir a poesia Galesa e poesia Anglo-Saxónica sem mencionar o não-mencionável expletivo "Cristianismo", a palavra-C, o uso da qual é uma gaffe genuína que tem que ser excluída de toda a discussão educada, mesmo quando se fala do passado Cristão. Consequentemente, por exemplo, falou-se de Beowulf, embora com brevidade misericordiosa, sem qualquer referência ao facto desta história ser um conto de aviso, do ponto de vista do Cristão ortodoxo, sobre os perigos da heresia Pelagiana, e sem qualquer discussão sobre os significados numéricos que faziam uma ligação entre a morte auto-sacrificial de Beowulf com a Paixão de Cristo.

O grande poema Anglo-Saxónico com o nome de "The Ruin" foi modificado com o poder mágico do politicamente correto de uma discussão em torno da forma como os  caminhos de wyrd, isto é, a Providência de Deus, reduzem a nada a pompa e a circunstância do poder político secular, para algo que reflecte a angústia do homem moderno em relação à sua identidade cultural. (Não estou a brincar!) 

Como se isto não fosse suficientemente ridículo, lembro-me que o monge Anglo-Saxónico Caedmon foi falado sem qualquer referência ao facto dele ser um monge ou sem qualquer menção da palavra-C, embora a única obra sua ainda em existência seja um hino!

A nota final do absurdo, o coup de grace ou reductio ad absurdum, a cereja no topo deste bolo ridículo, foi a discussão em torno das "Canterbury Tales" de Chaucer. Em vez de olharem para a obra de Chaucer como uma defesa do realismo escolástico contra o proto-relativismo do nominalismo de Occam, os orgulhosos e preconceituosos prentenciosos informaram-nos, com triunfalismo arrogante, que Chaucer foi um "subversivo" porque ele escreveu em vernáculo e não em Francês (a língua da corte) e nem em Latim (língua da igreja).

Na sua queda para o banalismo final, toda a obra de Chaucer, que está cheia de moralidade Cristã robustamente ortodoxa, é reduzida para o nível de ideologia radical do século 21. Escusado será dizer isto, mas a discussão em torno das "Canterbury Tales" evita de forma deligente aquele outro expletivo não-mencionável, "peregrinação" (a palavra-P).

A minha experiência depois de ter sido envolvido com a lama viscosa que é esta obra de polémica anti-Histórica mascarada de conhecimento, lembra-me uma obra de literatura muito mais recente, o livro 1984 de George Orwell, onde os tiranos que estão no poder levam a cabo uma abordagem Maquiavélica da História onde aqueles que controlam o presente, também controlam o passado.

Nada disto se centra na verdade objectiva e nem em aprender as lições que os nossos ancestrais nos podem ensinar; isto centra-se em re-escrever a História à imagem do nosso politicamente correcto. Só desta forma é que o socialmente-arquitectado "Novo Homem", livre dos "antigos cânticos tribais" da religião, pode emergir das cinzas da História que os pseudo-historiadores criaram ao queimarem os livros politicamente incorrectos. Isto, e usufruindo de liberdade poética com as próprias palavras de Marr, é o uso vigoroso da História re-escrita como forma de coagir e reprimir. É a firme crença de que a repressão e a supressão da verdade sobre o passado "pode ser uma boa arma civilizadora em prol do bem."

"Pisem com força em certas crenças 'naturais' durante o tempo certo," disse Marr, "e vocês podem quase que matá-las". Depois de me inteirar da supressão politicamente correcta da verdade histórica por parte da BBC, tenho a inquietante suspeita que estou a testemunhar o Grande Irmão de Orwell a sorrir de forma benigna para mim com os seus amigáveis olhos psicopatas.

 -  http://bit.ly/1Mkp2hX



domingo, 13 de setembro de 2015

Desenterrando as Raízes Marxistas do Politicamente Correcto

Por William S. Lind

O Politicamente Correcto é SIDA intelectual; tudo o que ele toca adoece e eventualmente morre. Nas universidades Americanas, o Politicamente Correcto tem diminuído a liberdade de expressão, deformado o currículo escolar, politizado as avaliações, e substituído a integridade intelectual pela sloganização insípida.

Em todas as salas de aulas os professores disponibilizam discursos ideológicos, que os estudantes são obrigados a regurgitar como forma de obter a nota: o vómito regressa para o cão. Estes lugares - e eles são imensos - já não são universidades, mas Coreias do Norte em tamanho pequeno e cobertas por heras.

O que é exactamente o Politicamente Correcto? As pessoas "Politicamente Correctas" da tua universidade não querem mesmo nada que saibas a resposta a essa pergunta. E porquê? Porque o Politicamente Correcto nada mais é que o Marxismo traduzido de termos económicos para termos culturais.

Os paralelos são óbvios.

Primeiro, tanto o clássico Marxismo económico como o Marxismo Cultural, que é o Politicamente Correcto, são ideologias totalitárias. Ambas insistem em "verdades" que são contrárias à natureza e à experiência humana. Ao contrário do que defende o Marxismo económico, não existe uma "sociedade sem classes" e os incentivos económicos são importantes.

Ao contrário do que defende o Politicamente Correcto, os homens e as mulheres são diferentes, tal como são diferentes os seus papéis dentro da sociedade; as raças e os grupos étnicos têm características específicas e o homossexualismo é anormal.

Visto que a única forma das pessoas aceitarem as "verdades" dos ideólogos é à força, é mesmo isso que vai acontecer - e com todo o poder do Estado, se por acaso os Marxistas de qualquer facção conseguir controlá-lo.

O segundo paralelo é que tanto o Marxismo clássico como o Marxismo Cultural têm explicações de factor-único para a História. O Marxismo clássico alega que toda a História foi determinada pela posse dos meios de produção. Os Marxistas Politicamente correctos dizem que a História é explicada a partir dos grupos - definidos pelo sexo, raça, e normalidade ou anormalidade sexual - que têm o poder sobre os outros grupos.

O terceiro paralelo é que ambas as variedades do Marxismo declaram à priori certos grupos como virtuosos e outros como malignos, independentemente do comportamento real dos indivíduos. Logo, o Marxismo económico definiu os trabalhadores e os camponeses como "bons" e a classe média como "maligna", e o Marxismo Cultural definiu os Negros, os Hispânicos, as mulheres Feministas, os homossexuais, e algumas outras minorias, de virtuosos e  os homens brancos como  malignos. O Politicamente Correcto não reconhece a existência de mulheres não-Feministas e classifica os Negros que rejeitam a sua ideologia de "Brancos".

O quarto paralelo encontra-se nos recursos: a expropriação. Os Marxistas económicos expropriaram as posses da classe média e da classe alta, e entregaram-nas ao Estado. Os Marxistas Culturais, tanto nas universidades como nos governos, colocam em acção penalizações sobre os homens Brancos e conferem privilégios aos grupos que eles favorecem. A Acção Afirmativa é um exemplo deste tipo de expropriação.

Finalmente, ambos os tipos de Marxismo empregam um método de análise que garante a veracidade da sua ideologia em todas as situações. Para os Marxistas clássicos o método é economia Marxista. Para os Marxistas Culturais, o método é a desconstrução linguística, que remove todo o significado dos "textos" e posteriormente insere um novo significado.

Duma forma ou outra, o texto ilustra a opressão das mulheres, nos Negros, dos homossexuais, etc - por parte dos homens Brancos e da Civilização Ocidental. O significado intencionado pelo autor é irrelevante.

Estes paralelos não são uma coincidência. Eles existem porque o Marxismo Cultural do Politicamente Correcto verdadeiramente deriva do Marxismo económico clássico, largamente através do trabalho da Escola de Frankfurt.

Depois da Primeira Grande Guerra, os Marxistas Europeus enfrentaram uma questão difícil: porque é que o proletariado de toda a Europa não se levantou numa revolução e não estabeleceu uma nova ordem Marxista tal como a sua teoria disse que aconteceria? Dois proeminentes pensadores Marxistas - Antonio Gramsci na Itália e Georg Lukacs na Hungria - chegaram a uma resposta; a cultura Ocidental.

A cultura Ocidental havia cegado os trabalhadores de tal forma que eles não conseguiam agir segundo os seus verdadeiros interesses de "classe". Logo, antes do socialismo chegar ao poder, a cultura Ocidental tinha que ser destruída. Em 1919 Lukacs colocou a questão desta forma:

Quem é que nos salvará da civilização Ocidental?

Como Vice-comissário para a Cultura no governo Bolchevique de Bela Kun (Hungria) durante esse ano, a primeira coisa que ele fez foi introduzir a educação sexual nas escolas da Hungria.

Em 1923, Lukacs e um grupo de intelectuais Marxistas Alemães fundaram um "grupo de reflexão" que tinha como propósito traduzir o Marxismo da economia para termos culturais: o Instituto de Pesquisa Social n Universidade de Frankfurt. O Instituto rapidamente passou a ser conhecido como a Escola de Frankfurt. Em 1933, quando a Nacional Socialista chegou ao poder na Alemanha, a Escola de Frankfurt mudou-se para New York City.

Foi lá que figuras-chave - Theodor Adano, Erich Fromm e Wilhelm Reich - desenvolveram a "teoria crítica", um cruzamento entre Marx e Freud que classificou os componentes principais da cultura Ocidental de 'preconceito', isto é, uma doença psicológica. Os "teóricos críticos" alegam que para se eliminar o "preconceito", o Cristianismo, o capitalismo e a família tradicional "patriarcal" têm que ser todos destruídos.

A ligação entre a Escola de Frankfurt e a rebelião estudantil dos anos 60 foi feita principalmente através dum elemento chave da Escola de Frankfurt, Herbert Marcuse - o homem que nos anos 60 cunhou a frase "Make love, not war." O livro de Marcuse com o título de "Eros e Civilização" alegou que as ferramentas com as quais destruir a cultura Ocidnetal eram, com efeito, o sexo, as drogas e o rock 'n roll.

Ele popularizou as ideias da Escola de Frankfurt de forma que os radicais estudantis dos anos 60 pudessem entender e absorver, e hoje sabemos a consequência do seu trabalho: Politicamente Correcto.

Portanto, este é segredo do Politicamente Correcto: ele é Marxismo, Marxismo traduzido da economia para a cultura. Todos nós sabemos o que o Marxismo económico fez na União Soviética. Será que iremos permitir que o Marxismo Cultural faça o mesmo com os Estados Unidos? 





terça-feira, 16 de junho de 2015

Agenda homossexual é arma de engenharia social

Por Erik Rush

Agora que os progressistas cultivaram uma quantidade suficiente de disfuncionalidade dentro das famílias Americanas, existe agora  - convenientemente - um número crescente de adolescentes que passam por ambivalência na sua emergente sexualidade, e/ou questões em torno da sua identidade sexual.

Dado o encorajamento por parte de figuras autoritárias esquerdistas, e também por parte da imprensa e outras fontes mediáticas, os mais jovens estão a manifestar isto cada vez mais cedo nas suas vidas - em vez de ficarem "dentro do armário" até à vida adulta, ou nunca revelarem ao mundo as suas propensões.

No dia 17 de Abril, a Gay, Lesbian and Straight Education Network (GLSEN) levou a cabo o seu "Dia do Silêncio", onde estudantes de escolas primárias e secundárias que tomaram parte do evento permaneceram em silêncio durante todo o dia escolar como forma de  "sensibilizar as pessoas em relação ao efeito silenciador da intimidação, do assédio [ed: "bullying"] e discriminação sofrida pelos lgbts.”


Informação pertinente (mas não por mim): A GLSEN foi fundada por Kevin Jennings, activista homossexual e antigo czar responsável  por uma "Escola Segura", e provável pedófilo.


Dada à natureza conturbada da adolescência e do facto destes adolescentes disfuncionais serem uma minoria, muitos sofrem ridicularização, assédio e outras formas de escárnio normalmente conhecidas por “bullying.” Isto é também muito conveniente para a radical agenda esquerdista, se posso acrescentar, visto que ela lhes permite "justificar" campanhas enormes ostensivamente focadas em - preparados? - salvar as crianças. Neste caso, salvar as crianças da intolerância dos seus pares heterossexuais. Ou melhor ainda, para explorar estes emergentes cidadãos desta "classe protegida" para os seus próprios fins políticos. 

Com os esquerdistas, claro que as coisas nunca são feitas em favor dos supostos beneficiários da generosidade, tal como Penny Nance salientou, escrevendo para o  Breitbart durante a semana passada:

Os activistas homossexuais estão determinados em capturar os vossos filhos, e as escolas estão a pactuar com isso. 

Nancy salienta ainda que os operativos "da GLSEN têm-se infiltrado de forma sistemática nas escolas e têm assedido e intimidado os estudantes que têm uma crença tradicional e religiosa em relação à sexualidade e o casamento." Será que ela disse "intimidar" [bullying]? Sem dúvida, que sim.

Mais recentemente, Amanda Simpson [ed: antigo piloto com o nome de Michael Simpson], Director-Executivo do U.S. Army Office of Energy Initiatives e o primeiro transsexual a ser nomeado por Obam, apelou para uma proibiçâo da "terapia de conversão" que, segundo ele, está a "atacar" a comunidade lgbt, seja lá o que isso for.

Levando em contra que a American Psychological Association é horrível com esquerdistas e desviados sexuais, é de alguma forma difícil encontrar uma definição objectiva do que é uma "terapia de conversão". A maior parte das definições da indústria (criada pelo mundo académico, que é terrível com esquerdistas e desviados sexuais( inclui termos tais como "pseudo-cientifica" e "controversa" e "perigosa".

Definido de forma lata, a terapia de "conversão" ou "reparativa" refere-se a uma colecção de protocolos de aconselhamento e psiquiátricos que lidam com as mudanças de atracção sexual ou identidade sexual da pessoa. Alguns, mas não todos, practicantes operam dentro de círculos Cristãos.

Quase sempre, existe uma ambivalência dentro do indivíduo em relação à sua identificação como homossexual antes de buscar tal tratamento, que eles voluntariamente procuram, algo que está em oposiçâo ao cenário de "desprogramação forçada" que está a ser sugerido pelo lobby homossexual. Falando num vídeo oficial da Casa Branca, onde identirica tais terapias de "prejudiciais", ele diz:

Antigamente, costumavamos chamar a estas coisas de lavagem cerebral ou reprogramação.

Simpson disse que a sociedade deveria estar a afastar-se de "como as coisas são, para a forma como as coisas deveriam ser".

E aí está, mais uma vez: o imperativo esquerdista para a implementação da sua visão pervertida do que a sociedade deveria ser. A América está agora a ser "ensinada" em relação a "como as coisas deveriam ser" por parte dum transsexual, e essas "coisas" são determinação totalmente subjectiva por parte daqueles que se encontram na esquerda (que se consideram como os árbitros-máximos não só do certo e do errado, mas da própria realidade).

E qual é o critério que eles usam para chegar a estas conclusões? Ora, o que quer que lhe atraia emocionalmente; o que lhes deixa confortáveis... Isto é suficientemente bom para os esquerdistas. E uma vez que eles são esquerdistas, eles não têm problemas em falsamente caracterizar o que a terapia de conversão realmente é.

Tal como muitos de nós, eu já ouvi histórias de homossexuais que alegam que desde os seus cinco anos que sabiam que tinham atracção por pessoas do mesmo sexo. Não posso provar que estão a mentir, e nem tenho motivos para pensar que estão a mentir. Mas eu também já ouvi testemunhos de pessoas que eram totalmente homossexuais aos 18 anos, mas que aos 23 ou aos 30 haviam descoberto que estavam tristes, deprimidos, confusos, que odiavam o estilo de vida, e que já não estavam seguros em relação à sua verdadeira atracção sexual. Muitos destes relatos terminam com os indivíduos a buscar terapia reparativa, e emergindo mais tarde alegando serem heterossexuais felizes.

Não quero ver homossexuais a serem raptados de noite e lançados para uma carrinha preta como forma de serem "desprogramados", se é que isso é possível. Pela mesma ordem de ideias, banir as terapias que têm como propósito lidar com a confusão sexual que alguns homossexuais têm, é uma medida igualmente draconiana (para não dizer totalitária). No entanto, quando até membros lgbt com inclinação mais intelectual como Simpson estão a avançar com estas medidas, aparentemente está tudo bem e não se passa nada.

Como nota marginal, já me perguntei que tipo de solidariedade uma pessoa transsexual pode ter com homossexuais, a menos que esteja relacionado com uma agenda - particularmente depois de ter tido conversas com transsexuais que não só não partilhavam de qualquer solidariedade com homossexuais, como também não queriam ter nada a ver com a comunidade lgbt - e foram consequentemente atacados publicamente por ambos os grupos.

Existem milhões de pessoas dos mais variados quadrantes políticos que foram enganadas pela insidiosa mentira propagada pela esquerda de que os homossexuais só querem "permissão para amar". É provável que muitos deles queiram, mas é importante mencionar que os progressistas usaram da mesma táctica ideológica no princípio dos anos 70 durante o debate em torno do aborto. O aborto seria raríssimo e os pró-aborcionistas disseram que tudo o que queriam era impedir que as mulheres fizessem abortos em becos mortíferos ou com cabides - e dar-lhes uma alternativa em relação a darem à luz filhos concebidos numa violação ou num incesto.

Hoje sabemos como isso acabou, com o aborto a transformar-se numa industria, "aborto-de-bebés-parcialmente-nascidos," e o complexo científico-industrial a fazer pressão política para que fique com as partes de bebés abortados. Na Grã-Baetanha, os cientistas já propuseram que a definição legal de aborto seja alargada de modo a que passe a incluir babes nascidos vivos mas que cujos pais ou o estado determinem como de difícil acomodação.

Se não fizermos nada, a história voltará a repetir-se.

Durante a semana passada a TruthRevolt.org fez referência a um artigo feito por um colunista Canadiano detalhando as assustadoras consequências da "legalização" do "casamento" homossexual. Para começar, como forma de acomodar os novos parâmetros da instituição do casamento, a convenção legal de "pai natural" passou a ser conhecida como "pai legal", o que se traduz na usurpação dos direitos de todos os pais por parte do governo.

Inteligente, não?

Então, preferências sexuais protegidas pela nova lei marital criaram a desordenadamente influente “Human Rights Commissions”, que tem o poder de processar indivíduos e empresas (o que normalmente significa a bancarrota dos acusados), monitorizar e regular as comunicações, entrar em residências, apreender propriedades, tudo segundo a palavra de um único homossexual. Estas comissões podem também recomendar acusação por motivos de "discurso de ódio", e eles têm uma invejosa taxa de condenação de 100% durante os últimos 30 anos.

Os activistas homossexuais e os seus simpatizantes espiam igrejas e grupos religiosos, tendo ouvidos atentos a tudo que eles possam considerar remotamente discriminatória (discriminatório segundo a sua definição, tal como já estamos a experimentar isso aqui nos Estados Unidos), de modo a que se possam dirigir aos escritórios mais próximos da Human Rights Commission e dar entrada a uma queixa.

Isso é exactamente o que os Estados Unidos precisam, não é?

Muito bem, tenho um aviso para os militantes homossexuais, cuspidores de fogo: Vocês não vão conseguir estigmatizar-nos a todos - nós somos 50 vezes mais numerosos que vocês, a propósito - devido à vossa visão distorcida do que a sociedade deveria ser, e devido também ao facto de serem emocionalmente imaturos para pensarem que tudo deveria tal como vocês querem, "porque sim".

Se toda esta perversão e anulação constitucional chegar a ocorrer nos Estados Unidos durante a minha vida, é bem provável que eu rapidamente acabe por ser preso porque estou certo que serei silenciado. Eu sei, tal como muitos outros Americanos - quer eles sejam profissionais da equivocados ou militantes que-fornicam-nas-paradas-homossexuais, este pequeno grupo de pessoas está meramente a ser usado pelos radicais como forma de consolidar o seu poder.

Uma parte integrante desta consolidação de poder por parte dos radicais é a erradicação dos conceitos tradicionais de moralidade para que eles possam alterar o vínculo que as pessoas têm com Deus, e estabelecê-lo com o Estado.

E isso, caro leitor, é maligno. 


* * * * * * *

Como já dito várias vezes, a agenda homossexual pouco ou nada tem a ver com os genuínos desejos da maioria dos homossexuais; esta agenda nada mais é que o governo a tentar estabelecer padrões morais que tornem as pessoas mais fáceis de controlar.

O Cristianismo, ao avançar com Uma Autoridade acima do governo (Deus), e ao postular uma forma de valor individual que se encontra em choque com o colectivismo esquerdista, torna-se sempre o primeiro alvo a abater. É por isso que as feministas, os activistas homossexuais e todos os grupos esquerdistas têm um ódio particular e único ao Cristianismo.



quinta-feira, 11 de junho de 2015

As origens Marxistas do movimento homossexual

Pelo Dr Eowyn

Lana, leitora do FOTM, fez recentemente um comentário bem perspicaz, citando a tese de E. Michael Jones no seu livro Libido Dominandi: Sexual Liberation and Political Control. Lana escreve:

....quanto maior for a depravação e a permissividade sexual, isto é, a emancipação sexual, maior é a inevitabilidade da necessidade de controle social. Dito de outra forma, há um método por trás da loucura. A TPTB promove este excesso extremo porque já foi cientificamente comprovado que ela prepara o caminho para um maior controle político e para a repressão.... O propósito da assim chamada "emancipação sexual" - ao qual pertencem a "emancipação" das mulheres e o movimento homossexual - é gerar as condições para que o Estado obtenha o controle total.

À medida que os limites no comportamento vão sendo progressivamente afrouxados, o tecido social vai-se tornando mais desgastado, o que resulta num caos e numa desordem maiores. Mas nenhuma sociedade pode funcionar dessa forma, e como tal, com o passar do tempo, os cidadãos vão-se voltando para o Estado em busca duma solução, e desde logo, aumentando os poderes do governo.

De facto, os Números 26 e 40 do Objectivos Comunistas para os Estados Unidos (1963), que deu entrada nos Anais do Congresso (Apêndice, pp. A34-A35) no dia 10 de Janeiro de 1963, dizem:

26. Apresentar o homossexualismo, a degeneração e a promiscuidade como "normal, natural e saudável."

40. Desacreditar a família como instituição. Encorajar a promiscuidade e o divórcio fácil.

No dia 16 de Março, o Mike publicou um post com o título de "Os Comunistas Criaram o Movimento de Emancipação das Mulheres". Eis aqui um artigo irmão que fala das origens Marxistas (isto é, comunistas) do movimento homossexual.
 
----

A Revolução da família: As raízes Marxistas do "homossexualismo"

Por Hillary White

Há alguns dias atrás, e no jornal The Guardian, Peter Tatchell escreveu uma boa descrição não só dos propósitos da sua ideologia mas também das suas origens. Esta ideologia política, frequentemente chamada de "teoria queer" por parte dos seus defensores académicos, é a que está a ser actualmente forçada (e de modo bem aberto) pelo movimento dos "direitos dos homossexuais".

Apesar do que nos é dito pelos seus colaboradores presentes nos média mainstream - desde as notícias das seis da tarde até às nossas sit-coms favoritas - este movimento não se centre nos "direitos iguais", mas sim na reescrição dos conceitos fundamentais de toda a nossa sociedade. Prevejo que não dure muito tempo até que a pretensão de "igualdade" seja colocada de parte, agora que ela já fez a sua parte

Outras pessoas já ressalvaram as origens Marxistas da Revolução Sexual como um todo, e é mais do que óbvio que a súbita explosão de homossexualismo nada mais é que o próximo passo lógico do seu programa sistemática.

Um primo próximo do feminismo radical e neto do Marxismo, o homossexualismo foi desenvolvido dentro do pseudo-campo político-académico com o nome de "estudos de género" e tem, durante os últimos 30 ou 40 anos, sido empurrado (através de legislação "anti-discriminação", legislação de "igualdade", por parte duma coligação de lobistas, ONGs, políticos da extrema-esquerda, e também dentro de poderosos círculos internacionais) para cima das pessoas que se encontram, na sua maioria, pouco dispostas a pactuar.

Peter Tatchell é um proeminente homossexualista Britânico, o que significa que ele é defensor duma ideologia política e social específica que ele quer ver adoptada pela sociedade Britânica e por outras sociedades. Ele é também um homem homossexual, isto é, ele sente atracção sexual por outros homens, uma condição cujas origens ainda estão a ser debatidas pelos médicos, psiquiatras e geneticistas.

Estas duas coisas não são iguais, e este facto tende a escapar a muitas pessoas que lêem e escrevem sobre a Guerra Cultural (especialmente as manifestações actuais desta guerra que parecem ter-se subitamente focado exclusivamente no homossexualismo). Nem todos os homossexuais são homossexualistas, e nem todos os homossexualistas são homossexuais.

O artigo de Tatchell no The Guardian era um hino a um documento produzido em 1971 por aqueles que ele descreve como sendo um colectivo de "anarquistas, hippies, esquerdistas, feministas, liberais e contra-culturalistas" com o propósito de causar a "revolução da consciência".

Ele qualificou o “Gay Liberation Front: Manifesto” como “a agenda pioneira para a transformação social e pessoal” que começou com a proposta de que "subverter a supremacia da heterossexualidade masculina era a chave para a emancipação genuína.” Tatchell disse que este foi o livro que mudou a sua vida.

Segundo Tatchell, este Manifesto resume-se a "criticar" "a homofobia, o sexismo, o casamento, a família nuclear, a monogamia, o culto à juventude e o culto à beleza, o patriarcado, o homossexual do guetto, e os papéis de género masculinos e femininos" - todo o conjunto da revolução sexual. O Manifesto é ele mesmo bastante claro na identificação dos inimigos principais a serem derrotados:

A opressão dos homossexuais começa na mais básica unidade da sociedade: a família. Tendo o homem no comando, uma escrava como a sua esposa, e os seus filhos sobre quem eles se forçam como o modelo ideal, a própria forma da família opera contra a homossexualidade.

De maneira mais reveladora, o Manifesto diz que a "reforma", dito de outra forma, a "igualdade", nunca será suficiente; o que é necessário é uma revolução social total, uma completa reorganização da civilização.

A reforma, diz o Manifesto, "não pode alterar a atitude enraizada das pessoas heterossexuais de que a homossexualidade é, na melhor das hipóteses, inferior ao seu estilo de vida, e na pior das hipóteses, uma repugnante perversão. Serão necessárias mais do que reformas para alterar esta atitude, visto que ela se encontra enraizada na mais básica das instituições sociais - a família Patriarcal."

Longe de ser "fonte de felicidade e conforto", diz Manifesto, a família é uma "unidade" onde "o homem dominante e a mulher submissa" ensinam às crianças "falsas crenças" sobre os tradicionais "papéis de género" "quase antes mesmo delas poderem falar". É avançado o conceito central da ideologia de género: não existem...

... diferenças sistemáticas comprovadas entre os homens e as mulheres, para além das óbvias diferenças biológicas. Os órgãos genitais e os sistemas reprodutivos dos machos e das fêmeas são diferentes, e também o são algumas outras características físicas, mas todas as diferenças de temperamento, aptidão e assim por adiante, são o resultado da educação e das pressões sociais. Elas não são inatas.

Os seres humanos poderiam ser muito mais variados que os nossos constritivos padrões de "masculino" e "feminino" permitem - nós deveríamos ser livres para nos desenvolvermos com uma maior individualidade.

Toda a nossa sociedade encontra-se construída em torno da família patriarcal e do seu encapsulamento destes papéis masculinos e femininos. A religião, a popular arte moral, a literatura e o desporto reforçam estes estereótipos.

Dito de outra forma, esta sociedade é uma sociedade sexista, onde o sexo biológico da pessoa determina quase tudo o que a pessoa faz e a forma como o faz; uma situação onde os homens são privilegiados, e onde as mulheres são meras adjuntas dos homens e objectos para o seu uso - tanto sexualmente como doutras formas.

É isto que tem que ser derrubado, e inteiramente erradicado, antes da verdadeira liberdade que todos nós merecemos ser colocada em práctica.

Não é preciso um curso em teoria política para reconhecer as origens deste tipo de linguagem: lancem fora as vossas correntes, camaradas! De facto, uma pequena pesquisa irá levar-nos directamente para a fonte do "Gay Liberation Manifesto", os escritos dos primeiros Marxistas: neste caso, Friedrich Engels, que escreveu um documento a descrever o que a maior parte de nós chama de família tradicional com termos quase idênticos aos usados pelo Manifesto Homossexual.

Engels deu-lhe o nome de "casamento monogâmico", e disse que ele existe . . 

... não como uma reconciliação entre o homem e a mulher, menos ainda como a forma mais elevada de reconciliação. Pelo contrário, o casamento monogâmico entrou em cena como a subjugação dum sexo por parte do outro; ele anuncia uma luta entre os sexos desconhecida todo o período pré-histórico prévio.

A primeira oposição de classe que aparece na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher dentro do casamento monogâmico, e a primeira opressão de classe coincide com a opressão da mulher por parte do homem.

A família individual moderna encontra-se enraizada na escravatura doméstica (aberta ou oculta) da mulher, e a sociedade moderna é uma massa composta por estas famílias individuais como as suas moléculas.

A solução de Engels já todos nós sabemos qual é.

O "Gay Liberation Manifesto", tal como o trabalho de Engels que o precedeu, propõe que, mal nós lancemos para longe os antigos grilhões do "heterossexismo, privilégio masculino e da tirania dos tradicionais papeis de género". todos nós iremos viver numa brilhante e gloriosa "nova democracia sexual" onde a "vergonha e a culpa erótica terão sido banidas”.

Isto, em práctica, significa mais ou menos o que todos nós já sabemos: as pessoas passam a dormir com quem quiserem, e ninguém pode ter pretensões de relacionamento a longo prazo com outra pessoa - quer seja num casamento, ou como pais.

Agora que isso deu início à bola de neve global do "casamento homossexual", os promotores parecem só ter alguns poucos mod-ups ainda por realizar. Estão a ser feitos esforços para se alargar ainda mais a já-de-si totalmente aberta definição de casamento de modo a que esta possa incluir múltiplos parceiros de qualquer um dos sexos, e também para se legalizar e aceitar a pedofilia  como uma expressão dos "direitos" das crianças.

Mas como todas as visões utópicas, a maior fraqueza do homossexualismo é o seu falhanço em reconhecer a totalidade da natureza humana. Essencialmente, o homossexualismo propõe um permanente estado de auto-indulgência adolescente, e para outros adolescentes auto-indulgentes, isto soa bem: "como todo o bolo, se quiseres, como ao pequeno almoço, ao almoço e ao jantar, e nunca ganhas peso".

Infelizmente, e desde os anos 60, nós temos sido educados para pensar que este programa é o significado real da liberdade, e que assegurar isto é todo o propósito da democracia. A ideologia já estava a ser promovida às crianças através da televisão nos programas infantis quando eu era criança.

Lembro-me do grande impacto causado em 1974 com um programa de TV chamado “Free to be you and me” que nos disse através duma série de bonitos sketches animados narrados por ícones esquerdistas dos anos 70 tais como Marlo Thomas e Alan Alda, que estava errado assumir, ou adoptar, os tradicionais papéis sexuais. Esta era a ideologia do género para as crianças.

Para aqueles que realmente tentaram colocar isto em prática, rapidamente se tornou óbvio que não é suposto os seres humanos funcionarem desta forma, e que basear todo uma cultura nesta proposição - tal como tem sido feito desde os anos 60 - irá criar um estado deplorável de caos social e emocional, para além de miséria, pobreza e egoísmo tal como o mundo nunca viu antes.

O problema principal com a versão homossexualista do sonho Marxista é que é preciso que todas as pessoas estejam de acordo. E eu quero mesmo dizer TODAS as pessoas. Os teóricos Marxistas sempre souberam que a utopia só irá funcionar se ninguém tiver a permissão para levantar a sua voz em objecção; todas as pessoas têm que concordar, e nenhuma voz de dissidência pode ter tolerada visto que ela pode arrebentar com a lógica de bolha de sabão que é todo este projecto.

A primeira voz a ser agressivamente silenciada, como sempre, é portanto a Igreja que propõe algo mais rico e mais fértil para o destino do homem que este materialismo e sensualismo simples - a igreja que, para além disto, tem um entendimento mais completo da natureza humana, e que sabe que licença para fazer tudo está muito longe de ser receita para a felicidade humana.

- http://bit.ly/1OM2g6q.



quarta-feira, 8 de abril de 2015

Peter Hitchens e o propósito político e cultural da imigração

Por Peter Hitchens

Quando eu era um Marxista Revolucionário, nós todos éramos a favor da imigração; quanto mais, melhor. Isto não se prendia com o facto de gostarmos de imigrantes, mas sim porque não gostávamos da Grã-Bretanha. Nós [Marxistas] olhávamos para os imigrantes - qualquer que fosse a sua origem - como aliados contra a sóbria e estabelecida sociedade conservadora que o nosso país ainda era no final dos anos 60.

Para além disso, nós sentiamo-nos, oh, tão superiores ao povo aturdido - normalmente das partes mais pobres da Grã-Bretanha - que via a sua vizinhança subitamente transformada em comunidades supostamente "vibrantes". Se por acaso eles se atrevessem a expressar a mais tímida das objecções, nós chamávamos-lhes de intolerantes.

Os estudantes Revolucionários não eram oriundos de tais zonas "vibrantes"; segundo o que pude apurar, nós vínhamos de Surrey e de outras partes bonitas de Londres. Era possível nós vivermos nos lugares "vibrantes" durante alguns (normalmente esquálidos) anos, perto de relvados por aparar e caixotes de lixo cheios. Mas nós fazíamos isto como crianças irresponsáveis e transientes - e não como donos de casa, ou pais com filhos em idade escolar, ou como idosos em busca dum bocado de paz no final das suas vidas.

Quando nós terminávamos a universidade e começávamos a ganhar um bom dinheiro, nós normalmente caminhávamos rumo às partes mais dispendiosas de Londres e passávamos a ser muito cuidadosos em relação ao local onde os nossos filhos iriam estudar - uma escolha que nós alegremente negávamos aos pobres urbanos, os mesmos a quem acusávamos de "racismo".

O que é que nós sabíamos, ou era do nosso interesse, da grande revolução silenciosa que até por essa altura estava a transformar a vida dos pobres da Grã-Bretanha? Para nós, o que isso significava é que o patriotismo e a tradição poderiam ser sempre acusadas de serem "racistas". Também significava servos baratos para a nova classe média (pela primeira vez desde 1939), bem como restaurantes baratos e - mais tarde - construtores e canalizadores baratos a trabalharem de forma clandestina.

Não eram os nossos ordenados que estavam a ser afectados, e nem o nosso trabalho que estava a ser financeiramente removido do mercado do trabalho. Os imigrantes não faziam o tipo de trabalho que nós fazíamos e desde logo, eles não era uma ameaça para nós. A única ameaça poderia ter surgido do ofendido povo Britânico, mas nós poderíamos sempre silenciar os seus protestes sugerindo que eles eram fascistas dos dias de hoje.

Desde então, aprendi o quão rancoroso, hipócrita, pretensioso e arrogante eu era (e também o eram a maioria dos meus camaradas revolucionários). Eu vi lugares onde eu me sentia em casa a serem totalmente transformados num curto espaço de anos. Já imaginei o que seria envelhecer em ruas estreitas onde os meus vizinhos falavam uma língua diferente e onde eu me fosse sentido gradualmente mais solitário, e um estranho com voz trémula num mundo que eu conhecia mas que já não me conhecia.

Já me senti profundamente e desesperadamente arrependido por não ter dito ou feito nada em defesa daqueles cujas vidas foram voltadas do avesso, sem serem questionados, e que foram claramente avisados que, se reclamassem, seriam desprezados como parias. E já passei um bom tempo nas partes da Grã-Bretanha onde a  unintelligentsia revolucionária não vai.

Tais pessoas raramente - se alguma vez - visitam o seu país. Eles orbitam nas partes mais chiques de Londres e nos destinos de férias. Eles conhecem muito bem os Apeninos da Itália mas nada sabem dos Pennines do seu próprio país. Mas ao contrário de mim, a maior parte da geração dos anos 60 ainda mantém os mesmos pontos  de vista que eu tinha e - com a recente e honrada excepção de David Goodhart, o jornalista esquerdista transformado em chefe dum grupo de reflexão e que reconhece que ele estava errado - eles não irão mudar.

A pior parte disto tudo é a profunda hipocrisia. Mesmo nos meus dias de Trotskista eu já havia reparado que muitos dos imigrantes Asiáticos não eram, de facto, nossos aliados. Eles eram profundamente e de inabalavelmente religiosos. Eles eram socialmente conservadores. As suas atitudes em relação às raparigas e às mulheres eram, em muitos casos, quase medievais.

Muitos deles eram horríveis para com os Judeus e de uma forma que nós haveríamos de condenar de forma feroz se outra pessoa tivesse expressado essa opinião, mas que no caso deles nós conseguíamos perdoar e esquecer. Nós vimos recentemente um caso deste tipo no perturbador  embaraçoso episódio das palavras repentinas de lorde Ahmed relativas a uma fantasmagórica conspiração Judaica.

Mas lembro-me de ver, há cerca de 10 anos, numa loja muçulmana que se encontrava nas ruelas de Burnley, uma edição moderna das revoltantes palavras anti-Judaicas de Henry Ford "The International Jew", há muito renegadas pelo próprio Ford. É impensável que uma loja mainstream de qualquer parte da High Street pudesse vender este conteúdo tóxico.

Muitas pessoas recém-chegadas, embora nós como revolucionários as recebêssemos de braços abertos, sabiam ou preocupavam-se pouco ou nada pelas grandes causas liberais [esquerdistas] que todos nós defendíamos. Ou então essas pessoas eram hostis a essas causas. Muitas pessoas da esquerda irão mentir em relação a isto. George Galloway, o MP mais esquerdista do Parlamento, deve o seu lugar nesse mesmo Parlamento aos muçulmanos conservadores. Mas ele votou em favor do "casamento" homossexual. Seria interessante estar presente num reunião onde Galloway discute estas coisas com os seus constituintes.

Obviamente que todos os partidos políticos fazem compromissos mas há uma diferença enorme entre deixar de lado as diferenças e ignorar por completo o profundo choque de princípios. Este tipo de cinismo tem estado no centro de todo o acordo. Os imigrantes foram usados por aqueles que queriam transformar o país; eles tomaram as partes deles que gostam. e usaram-nas. Enquanto isso, ignoraram as partes que não gostavam.

O senhor Galloway gosta da oposição muçulmana à guerra no Iraque e o seu desdém pelo novo Partido Trabalhista (e boa sorte para ele), mas ele não gosta da sua posição em relação à moralidade sexual. O mesmo se aplica a muitos outros.

Uma das características mais marcantes da maioria dos imigrantes provenientes das Caraíbas é a sua forte e desenvergonhada fé Cristã, e o seu amor pela educação disciplinada. No entanto, a chegada de tais pessoas em Londres nunca foi usada como motivo para dizer que a nossa sociedade deveria ser mais Cristã, ou que as escolas deveriam ser melhor organizadas. Por essa altura, os esquerdistas revolucionários tinham a esperança de dizer adeus à Igreja, e estavam ocupados em expulsar a disciplina para fora das escolas. Portanto nunca ninguém disse "Vamos adaptar a nossa sociedade às exigências nos recém-chegados".

Eles tinham o tipo de exigências errado. Em vez disso, as autoridades fizeram um caso do comportamento duma minoria desses imigrantes, muitas vezes actividades atacadas pelos seus companheiros Afro-Caribenhos - homens que tomavam e vendiam drogas ilegais e que não foram preparados para respeitar a lei Britânica. Se o policiamento dessas pessoas poderia ser classificado de "racismo", então todas as leis relativas ao combate às drogas poderiam ser enfraquecidas, e a polícia passaria a estar sob o controle esquerdista.

É por isso que o assim-chamado "Motim de Brixton" em Abril de 1981 foi usado como alavanca para enfraquecer a polícia e minar as leis de combate as drogas, em vez de ser um motivo para restaurar a lei própria e a paz nessas partes de Londres.

Algo muito semelhante aconteceu com o Macpherson Report relativo ao assassinado de Stephen Lawrence. Poucas pessoas repararam que o relatório não só apelou para que as pessoas de outros grupos étnicos fossem policiadas em maneira distinta, como criticou o policiamento que não levava em conta a cor dos criminosos. Isto foi feito no interesse de quem? E não foi esta atitude, que diferentes tipos de comportamento se poderiam esperar por parte de grupos étnicos distintos, um preconceito racial?

Mas o que é que isso interessava, se isso estava de acordo com a agenda revolucionária de purgar a polícia dos tipos antiquados e conservadores? Estas mesmas forças destruíram Ray Honeyford, um director escolar que - muito antes de estar na moda - tentou enfrentar o politicamente correcto que existia dentro das escolas. Ele foi expulso do seu emprego e, obviamente, classificado de "racista".

Mas se os seus avisos tivessem sido ouvidos e aplicados, isso seria muito mais no interesse da integração e da igualdade genuína em Bradford. Da forma como as coisas estão, e qualquer visitante pode ver isso, os cidadãos muçulmanos e os não-muçulmanos de Bradford vivem em separados uns dos outros, raramente entrando em contacto uns com os outros. A maior parte da comunidade islâmica está totalmente fora se sintonia com o resto da sociedade Britânica.

Mais uma vez, os esquerdistas revolucionários haviam feito uma aliança cínica como forma de destruir a oposição conservadora. O seu maior aliado sempre foi o político Tory Enoch Powell que, num discurso estúpido e cínico em 1968, cheio de linguagem alarmista e polvilhado com expressões depreciativas e rumores inflamadores, definiu o debate em torno da imigração pelos 40 anos que se seguiram.

Graças a ele, e à sua incontestável tentativa de mobilizar uma hostilidade racial, os esquerdistas revolucionários viram o seu trabalho facilitado no processo de acusar o adversário de ser um Powellita.

Absurdamente, mesmo quando as fronteiras Britânicas estavam a ser demolidas pelo Governo de Blair e centenas de milhares de Europeus Brancos vieram trabalhar para aqui, ainda era possível acusar quem levantasse oposição de "racista". Não poderia ser mais óbvio que o problema não era a raça. O que fazia estes novos residentes diferentes dos locais era a cultura - língua, costumes, atitudes, e sentido de humor.

Em vez deles se adaptarem ao nosso modo de vida, nós é que nos estávamos a adaptar ao deles. Isto não era integração, mas sim uma revolução. Mas ninguém - especialmente os seus representantes eleitos - os queria ouvir visto que era assumido que eles eram Powellitas intolerantes, motivados por algum tipo de ódio irracional. Hoje acredito que o ódio irracional vem quase por completo da Esquerda liberal.

Obviamente que ainda há pessoas que têm preconceitos raciais estúpidos, mas a maior parte das pessoas preocupadas com a imigração são inocentes de tais sentimentos. A intolerância gritante e ofensiva chega-nos da elite mimada que se sente envergonhada do seu próprio país, desprezam o patriotismo que os outros têm e não têm nenhum neles mesmos.

Eles anseiam por uma horrível Utopia sem fronteiras onde o amor ao próprio país desapareceu, as amas são baratas e os ordenados das outras pessoas são baixos. Que pena que não pareça haver uma forma de expor estas pessoas e removê-las dos seus lugares de poder e influência. Porque se é para haver algum tipo de harmonia nestas ilhas, então ela só pode vir através dum grande esforço que nos une a todos, mais uma vez, num amor partilhado pelo país - o mais bonito e abençoado lote de terra do planeta.

- http://goo.gl/XL2WrH.

* * * * * * *

O discurso de Enoch Powell:





domingo, 29 de junho de 2014

Varela, Cravo e Canela


"Raquel Varela é bem representativa de um modo de pensar e agir profundamente enraizado – e ainda mais institucionalizado – em Portugal. 
Se alguma coisa a distingue, não será o ser mais radical, mas antes o ter um discurso mais articulado e publicamente apresentável do que muitos dos seus pares que, pensando basicamente o mesmo, são ainda assim incapazes de o transmitir de uma forma minimamente compreensível e persuasiva. 
Nesse sentido, compreender quem é Raquel Varela é também um importante contributo para compreender o país que temos e o estado a que chegamos." - André Azevedo Alves in «Quem é Raquel Varela ?»

Raquel Varela, uma comunistóloga encartada, é hoje uma das melhores, senão mesmo a melhor, propagandista e contadora de estórias da carochinha que o regime abrileiro dos cravos falidos tem ao seu serviço. 

Colocada no altar da glória merdiátic@ pelos intelectualóides marxistas que desde 1974 têm tentado sequestrar as ciências sociais em Portugal, a Raquel Varela para além de ser uma contadora de estórias da carochinha e uma propagandista, é também uma excelente comediante que me faz rir a bandeiras despregadas de cada vez que abre a boca.

Desta vez a Raquel Varela surge num video (onde também surge o historiador Valério Arcary, mais um marxista lunático...) intitulado Quando o Impossível foi Inevitável 2014 a afirmar sem rodeios que "em 1961" começaram "as revoluções coloniais".[1] 

Mas quais "revoluções coloniais" pergunto eu?

Seriam mesmo "revoluções coloniais" como afirma Raquel Varela ou seriam, ao invés, operações de guerrilha apoiadas, financiadas e preparadas a partir de Moscovo e/ou Washington?

Qualquer historiador que seja intelectualmente honesto quanto baste e que se tenha debruçado sobre a temática da Guerra do Ultramar, sabe que nunca existiram quaisquer "revoluções coloniais" na África Portuguesa. O que existiu, isso sim, foram movimentos de guerrilha criados, financiados, treinados e operados a partir da União Soviética e dos Estados Unidos, superpotências estas que à época estavam a degladiar-se pelo controle de África e queriam a todo o custo arrastar os povos africanos para as suas respectivas órbitas de influência, independentemente dos custos sociais e humanos que tal pudesse acarretar.

Uma revolução implica sempre e necessariamente um levantamento em massa da população contra um dado regime. Ora, tal nunca sucedeu em nenhuma ex-província ultramarina portuguesa. Com excepção de alguns protestos e manifestações provocadas por exigências de índole económica, nunca existiu nenhum levantamento de massas na África Portuguesa que visasse a independência dos territórios que compunham a mesma.

Se Raquel Varela considera mesmo que existiu um tal movimento de massas, condição sempre necessária para uma revolução, então porque é que não nos mostra a todos alguns filmes ou fotografias desses levantamentos revolucionários?

Não mostra porque os mesmos simplesmente nunca existiram e a Raquel Varela sabe disso mesmo. O que se passou na África Portuguesa a partir de 1961 foi um complô soviético e estado-unidense que tinha como objectivo final arrastar os povos africanos para as respectivas órbitas de influência dessas mesmas superpotências.

O que se passa hoje na Ucrânia, foi precisamente o que se passou na África portuguesa a partir de 1961. A propaganda suja, os guerrilheiros inflitrados que surgem não se sabe bem de onde, a guerra da informação, os massacres, uns reais, outros fabricados para servirem de propaganda. Tudo isto vimos em África e hoje são estas mesmas tácticas (agora modernizadas...) que vemos em prática na Ucrânia, tanto por parte dos Estados Unidos e da União Europeia, como por parte da Rússia.

Pensem um pouco nisto tudo e não tardarão a perceber que a cassete abrileira e politicamente correcta sobre a guerra do Ultramar está cheia de mentiras e falsidades inomináveis que apenas continuam em circulação graças ao péssimo trabalho de informação prestado pelos merdi@ nacionais.

Tudo isto é triste, mas o mais triste ainda é sermos obrigados a sustentar com o dinheiro dos nossos impostos os centros de investigação e institutos espalhados de norte a sul do País, onde estes comunistólogos encartados actuam impunes e sem a devida oposição.

No fundo, Raquel Varela é mais um fruto da época delirante em que nasceu. Estávamos então em 1978, o País já estava em pós-PREC mas a propaganda marxista continuava fortíssima e muito infiltrada em tudo o que era estabelecimento de ensino. As lavagens cerebrais faziam-se com grande intensidade desde o ensino primário até ao ensino superior. Não foi por mera coincidência que a União Soviética investiu largamente no desenvolvimento da guerra psicológica e de propaganda, eles sabiam perfeitamente bem o que estavam a fazer...

Um dia no futuro, quando houver historiadores que queiram perceber a actual tragédia de Portugal, os mesmos terão de ter em especial conta esta geração nascida na década de 1970 e inícios dos anos 1980 que foi formatada pelos assim-chamados "valores de Abril" dos "amanhãs que cantam" que nos arrasaram económica e demográficamente e condenaram as gerações futuras a uma lenta descida ao inferno enquanto o seu País vai sendo progressivamente desmantelado de dia para dia.

Se Portugal hoje é uma Nação de rastos e incapaz de resistir à demência neoliberal que nos tomou a todos de assalto, é graças em grande parte à escumalha marxista que destruiu os alicerces económicos da soberania nacional logo durante o PREC. Pessoas que não tinham a mínima noção de como um País se governa ou de como se gere uma economia, foram de um momento para o outro projectadas para o poder. Mercenários e traidores à Pátria que num outro qualquer País decente seriam presos ou fuzilados, não tardaram a apossar-se de cargos-chave essências ao funcionamento da Nação.

Tudo isto foi feito em nome de uma "revolução" que começou numa madrugada em Abril e não tardou a encher a pança dos verdadeiros interessados na mesma, ou seja, os Estados Unidos e a União Soviética que de um só golpe viram assim satisfeita a sua antiga cobiça pela África Portuguesa, aniquilaram Portugal como País relevante no concerto das nações e garantiram décadas de guerra civil devastadora, mas muito lucrativa para os industriais do armamento nas antigas províncias ultramarinas.

Arrasados assim os alicerces económicos da soberania nacional, Portugal tornou-se uma presa fácil dos ditos "mercados" e "agências de rating" que já nos vêm consumindo lentamente desde então. Por outras palavras, o neoliberalismo apátrida está hoje a completar o trabalho que os marxistas portugueses já começaram em 1974, mas sobre estas coisas já não escreve Raquel Varela..
___________________________________________________


Notas: 
[1] - YOUTUBE - Quando o Impossível foi Inevitável 2014. 26 de Junho de 2014. Link: http://www.youtube.com/watch?v=SX0PD3WVAlk



Por João José Horta Nobre

Junho de 2014




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Como o Marxismo Cultural transformou a Inglaterra e preparou o caminho para o islão

Um dos bispos mais importantes da Igreja de Inglaterra avisou que o declínio dos valores morais Cristãos está a destruir a essência do que é ser Britânico (inglês: "Britishness") e a criar um "vácuo moral" que está a ser preenchido pelo islão radical. O Bispo de Rochester, o Rt Rev Michael Nazir-Ali, alegou que a revolução "social e sexual" dos anos 60 levou a um declínio acelerado da influência do Cristianismo na sociedade, algo que os líderes eclesiásticos não souberam resistir.

Nazir acrescentou que no lugar da influência Cristã, a Grã-Bretanha ficou agarrada a uma doutrina de "indulgência infindável" que levou à destruição da vida familiar, aumento dos níveis de consumo de drogas e de álcool, e violência gratuita nas estradas. O bispo avisa que as frases-feitas dos políticos modernos em torno do respeito e da tolerância não são suficientemente fortes para prevenir o colapso das virtudes tradicionais; ele avisou ainda que o islão radical está agora a mover-se para preencher o vazio gerado pelo declínio do Cristianismo.

As suas alegações, publicadas num artigo presente na revista política Standpoint, chegaram poucos dias depois dele ter acusado a Igreja de Inglaterra de ter falhado na sua obrigação de converter os muçulmanos britânicos ao Cristianismo. O Dr Nazir-Ali alega que a Grã-Bretanha, que era no passado "uma turba de tribos mutuamente hostis" nunca se tornaria no império global que foi sem a chegada do Cristianismo. Mas ele afirmou também que a influência da Igreja começou a desaparecer durante os anos 60, citando um académico que culpa a perda "de fé e piedade por parte das mulheres" como um dos passos para o declínio da frequência religiosa Cristã.

Ele afirma que os estudantes Marxistas encorajam uma "revolução social e sexual" perante a qual os teólogos liberais e os líderes da Igreja "capitularam de todo". 

Esta é a situação que criou um vácuo moral e espiritual dentro do qual nós nos encontramos agora. Embora o consenso Cristão tenha sido dissolvido, com a excepção da auto-indulgencia perpétua, nada mais foi colocada no seu lugar.

O bispo, que recebeu ameaças de morte no princípio deste ano depois de ter afirmado que algumas partes da Grã-Bretanha haviam-se transformado em "no-go zones" [ed: zonas onde um grupo étnico ou religioso impede ou dificulta a interferência de outros] para os não muçulmanos, afirmou que o Marxismo foi exposto como algo sem nexo, mas continuou afirmando:

Hoje nós deparamo-nos com outra ideologia igualmente séria, o islamismo radical, que alega também ser abrangente no seu alcance.

Questionado sobre as armas com as quais seria possível lutar nesta "batalha ideológica", o bispo disse que os valores propagados pelos políticos tais como o "respeito, tolerância e bom comportamento, dificilmente são os mais adequados para a tarefa perante nós."

As consequências da perda deste discurso estão manifestas para todos verem: a destruição da família devido a alegada paridade entre as diferentes formas de vida; a perda da figura paterna (especialmente para os rapazes) porque o papel dos pais é considerado ocioso; o uso de substancias (incluindo o ´álcool); a perda do respeito pela vida humana o que conduz a ataques horríveis e negligentes às pessoas.

O bispo acrescentou que a hospitabilidade Cristã foi substituída pela "ultramoderna e insegura" doutrina do multiculturalismo, que permitiu que os imigrantes criassem "comunidades segregadas e vidas paralelas".

Ela afirmou ainda que, apesar de muitos valores respeitados pela sociedade, tais como a dignidade da vida humana, a igualdade e a liberdade, serem baseados nos valores Cristãos, eles não permanecerão para sempre sem a coluna Cristã, e o novo sistema de crenças pode estar fundamentado em valores distintos.

O islamismo radical, por exemplo, colocará ênfase na solidariedade da umma (comunidade muçulmana mundial) em detrimento da liberdade do indivíduo. (...) Em vez das virtudes Cristas da humildade, disponibilidade e sacrifício, poderão existir valores como a honra, a piedade e a importância de se "manter as aparências"

Numa crítica implícita ao Arcebispo de Canterbury por este ter afirmado que era inevitável a adopção de  algumas partes da lei islâmica

Reconhecer a sua jurisdição em termos de uma lei pública é algo cheio de dificuldades precisamente por as mesmas são o efeito dum conjunto de assumpções distintas das nossas tradições legais.

Nazir disse ainda que a Igreja de Inglaterra tem que reter a sua importância na vida pública nesni que ela não mantenha o privilégio de ser a igreja oficial.

É importante entender de onde nós viémos como forma disso nos guiar para onde vamos, e trazer-nos de voltal na eventualidade de nos afastarmos demasiado do caminho do destino nacional.


* * * * * *
Na verdade, o islão não veio preencher o vazio deixado pelo Cristianismo mas sim o vazio deixado pelo esquerdismo social. Há já muito tempo que o Cristianismo deixou de ser uma influência séria no Reino Unido.

--------------------------

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Os mandamentos profanos dos tempos modernos



Quando penso nos Estados Unidos, penso em liberdade - lberdade para buscar os meus objectivos, liberdade para adorar ou não adorar, se eu bem quiser, e  liberdade para me expressar. Mas, esperem! Esta liberdade para me expressar está a ter dificuldade em nadar por águas onde a assim-chamada "sabedoria" é recebida e aceite, em vez de desafiada e criticada.

Tomemos como exemplo o fenómeno do politicamente correcto. Pela primeira vez na História Americana, nós não podemos dizer o que pensamos. Podemos ter problemas sérios por afirmar coisas que podem ser qualificadas de "ofensivas", "insensíveis" ou - Deus proiba - "discurso de ódio." Isto leva-nos a perguntar: de onde se originou o politicamente correcto (PC)  e, mais importante ainda, quais são os seus propósitos?

Quando nós analisamos o PC de volta às suas raizes, ficamos a saber que o mesmo remonta ao início do século 20. Até essa altura, os teóricos Marxistas acreditavam que, devido à sua identidade operária comum, a classe operária dos países Europeus se uniria e se apoiaria mutuamente no seu esforço de revolta contra a classe dominante dos seus países.

Em 1914 esta teoria revelou-se um fracasso total visto que a classe operária foi fiel e leal aos seus respectivos países e lutou uma contra a outra, embaraçando teóricos Marxistas como Antonio Gramsci e George Lukacs. Eles, por sua vez, alegaram que a cultura ocidental havia cegado a classe operária em torno dos seus interesses de classe Marxistas, e o Cristianismo em particular tinha que ser destruído.

Por volta de 1923, na Alemanha, um  think-tank foi estabelecido (mais tarde conhecido apenas como "A Escola de Frankfurt") como forma de gerar as bases do politicamente correcto tal como o conhecemos hoje. Max Horkheimer, um jovem Marxista alemão judeu - que mais tarde se tornou famoso pelo seu trabalho em torno da "Teoria Crítica" - apercebeu-se que a Revolução nunca viria da classe operária e como tal seria necessário encontrar alguém para tomar o seu lugar. Ele apercebeu-se que a cultura, especialmente a cultura ocidental, poderia ser destruída criticando-a.

Martin Jay, (departamento de História de Berkeley e autor do famoso livro “The Dialectical Imagination-A History of the Frankfurt School” afirma:

Eles (os eruditos da Escola de Frankfurt) eram Freudianos radicais esperançosos que o uso da psicoanálise pudesse terminar o que Reich havia classificado de "alienação sexual."

Por outras palavras, eles queriam que as sociedades sentissem que eles estavam a ser vítimas de opressão devido à presença da moral e dos valores largamente derivados do Cristianismo.

Pode-se perguntar: como é que estas ideologias se propagaram pelos EUA? Depois da Nacional-Socialista ter chegado ao poder na Alemanha, muitas instituições foram fechadas, entre elas a Escola de Frankfurt. Estes Marxistas viram-se na obrigação de fugir. Adivinhem para onde? Exactamente. Para os Estados Unidos: para Nova York, com a ajuda da Columbia University, se posso acrescentar.

Max Horkheimer e outro Marxista proeminente Herbert Marcuse, que também trabalhou para a Office of Strategic Services-OSS (a antecessora da CIA), mudaram-se para Hollywood. No ano de 1952, Marcuse deu início a uma carreira de ensino como teórico político na Columbia University e terminou a sua carreira em 1965 na Universidade da Califórnia, San Diego.

Durante os anos 60, Marcuse viu uma oportunidade dourada para avançar com a sua ideologia Marxista através da rebelião estudantil à guerra do Vietname. No seu livro "Eros and Civilization", que practicamente se tornou na bíblia para os estudantes rebeldes, Marcuse fez indagações filosóficas em torno de Freud, mas o sentimento geral era o Marxismo. Nele ele propõe: "faz as coisas da tua forma", "se sabe bem, faz." Para além disso ele é o homem que cunhou a frase “make love, not war.”

Senhoras e senhoras, a nossa sociedade encontra-se em perigo. Vivemos num estado ideológico onde, se falharmos em reconhecê-lo, esta ideologia Marxista politicamente correcta levará a cabo a nossa destruição, tal como foi planeado há décadas atrás. A alternativa é viver como um genuíno americano, e, honestamente, dizer o que pensas.  Sei que muitos Marxistas já falecidos alegram-se cada vez que estabelecemos com mais um discurso de censura.

Na Liberdade . . .



ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

PRINT