De facto, é
provável que ele tenha menos medo que a maior parte das pessoas. Ele
não está paranóico e nem tem qualquer tipo de obsessão com os
preparativos de se lidar com o perigo; para ele, isto é divertido. Ele
sente-se atraído por isto tal como os pintores se sentem atraídos por
pinturas ou como os músicos se sentem atraídos pela música. Ele é bom
no que faz e isto deixa-o feliz.
Pessoas que foram protegidas durante toda a sua vida e que não têm
interesse pela defesa pessoal não se vêem no papel de guardiãs. Tal
como as mulheres, as crianças e os enfermos, eles sempre viveram dentro
do perímetro. Para os protegidos, o papel protector é "trabalho para
outra pessoa".
Eles sentem-se protegidos porque faz parte da sua natureza confiar noutras pessoas para garantirem a sua segurança.
Os homens masculinos olham para a violência como responsabilidade
sua enquanto que os protegidos olham para a violência como responsabilidade de
outra
pessoa. As ameaças são tão abstractas para eles como a energia
eléctrica o é para mim. O meu pai era electricista mas não faço ideia
nenhuma de como aquilo funciona, e nem me preocupo com isso desde que a
luz acenda quando eu carrego no interruptor. Não tenho medo das luzes
se apagarem; nunca penso nisso; isso é trabalho para outra pessoa.
Não creio que os progressistas protegidos tenham medo da violência o
tempo todo,
e não creio que eles se apercebam do quão vulneráveis eles
demonstram ser para resto das pessoas. Eles são os alvos mais arrosados,
mais pelúcios, e mais macios de todos, mas eles não pensam na violência
porque eles não crêem que é função sua lidar com ela. E eles não irão
pensar nisso até que as luzes se apaguem. Quando as luzes se apagarem,
eles irão reparar no quão vulneráveis e desamparados eles têm estado
durante toda a sua vida. Eles irão ver o que todos nós fomos capazes de
ver desde o início.
Deve ser por isso que eles parecem ficar tão traumatizados quando a violência ocorre, e tão "engatilhados" [inglês: "triggered"]
quando, mais tarde, são feitas referências à violência. Quando tu estás
à espera da violência, e alguém te supera, vais ficar zangado em
relação a isso, mas tens uma forma de processar o evento; as coisas
fazem sentido. No entanto, se tu sempre assumiste que a violência é
algo que acontece com as
outras pessoas e um dia ela acontece contigo, isto vai virar o teu mundo do avesso.
Devido à sua própria natureza, os homens masculinos têm medo de ter
medo. Ou, melhor ainda, os homens têm um medo natural de serem vistos
como pessoas que estão com medo. Aparentar medo significa perder no
olhar-para-baixo circular que precede a violência. A vulnerabilidade
precede a violência e dá a aparência de ser fácil. Este é um medo
racional. Claro que ele pode-se desmoronar até à paranóia irracional,
mas a menos que se tente misturar com a multidão, porque é que não
gostarias de ter a aparência dum alvo difícil no meio dum rebanho de
rapazes-de-pijama espoliados?
Os homens que andam em grupos não querem dar a aparência de
vulnerabilidade pelos mesmos motivos. Dentro dum contexto de grupo, os
homens não se querem associar com homens temerosos, com aparência
vulnerável, porque os homens que emitem sinais de fraqueza ou
vulnerabilidade causam a que todo o grupo pareça vulnerável. Aparentar
medo diminui o teu valor dentro do grupo.
Por outro lado, demonstrar coragem faz de ti um membro mais valioso
dentro do grupo. Os homens não querem ser vistos com alguém com medo
porque o seu valor como homens - a sua identidade, a sua honra - está
intimamente associada à reputação de estar disposto e ser capaz de
processar e superar o medo,
A civilização moderna está vazia de oportunidades para os homens
provarem a sua coragem perante os outros homens porque a civilização
moderna eliminou muitos riscos, e, intencionalmente, a maioria dos
homens tem que viver dentro do perímetro protegido. A eficácia do
modernismo significa que não há muitas posições para guardião embora
haja muitos guardiões.
Os homens perderam também oportunidades de se provarem a eles mesmos
dentro de grupos de homens firmemente fechados porque os homens são
forçosamente integrados com as mulheres em quase todos os aspectos da
vida moderna. Eles são integrados com as mulheres nas escolas, no
emprego, e em quase todos os ginásios ou escola de artes marciais. Como
resultado desta integração, os laços entre os homens tendem a ser
fracos, e poucos homens jovens tiveram oportunidades suficientes para
construir uma genuína identidade masculina - um forte sentido de quem
são dentro dos grupos masculinos.
Tal como as feministas astutamente salientaram, muitos homens modernos
têm um sentido particularmente frágil do seu valor como homens. Eles
têm pouca experiência em superar o medo, nenhuma reputação por
demonstrar coragem, e nenhum sentido de pertencer a um grupo de outros
homens. Estes homens estão cientes disso - conscientemente ou
subconscientemente - e isso faz com que eles fiquem ansiosos.
Esta ansiedade em torno da sua masculinidade faz com que eles sejam
fáceis de manipular com fobias inventadas e instigações sem base tais
como
"tu tens medo duma mulher forte".
O progressivismo é apresentado como um movimento revolucionário; a sua
propaganda encoraja as pessoas a acreditar que estão a "enfrentar"
algum tipo de mal poderoso, ou "dizer a verdade" aos poderes
estabelecidos, o que só pode ser feito sem violência e com a impunidade
relativa que os "rebeldes" desfrutam porque os seus propósitos ou são
complementares ou não-ameaçadores para os objectivos daqueles que
realmente têm o poder.
Quando os poderes estabelecidos te
atacam com sacos de feijão, gás lacrimogéneo e balas de borracha, então
tu não és uma ameaça séria para eles. Quando o poder estabelecido te vê
como uma ameaça, eles enviam equipas S.W.A.T. e helicópteros Apache.
O progressivismo usa a linguagem da revolução violenta, mas tudo não passa de melodrama. Os pontos de vista progressistas são o
establishment
e, neste aspecto, conservadores. Por exemplo, já não é revolucionário
ser contra o racismo (se é que alguma vez foi). Tem havido uma campanha
sistemática na meio educacional, nos média, nos governos, e nas forças
militares para dizer a todas as pessoas do mundo Ocidental que o
racismo está errado.
Tu cresceste numa sociedade que foi integrada à força, e contra a
vontade dos teus ancestrais, muito provavelmente antes até de teres
nascido. Tu foste exposto a imagens positivas sobre as pessoas de
outras raças, protegido das ideias negativas em relação às outras
pessoas, e ensinado por todas as instituições que o racismo e os
estereótipos de qualquer tipo estão errados.
Se por acaso tu hoje acreditas que o racismo está errado, e emprestando as palavras de Barack Obama,
"Não chegaste aqui sozinho [....] Tu não construíste isso."
Tu não usaste a "razão" para deixar de ser racista. Tu não és uma
pessoa iluminada, nem sofisticada e nem evoluída. Tu acreditas
exactamente naquilo que te foi dito para acreditares. Dá uma palmada nas tuas próprias costas.
Um pouco por todo o mundo Ocidental existem riscos financeiros e
sociais para quem age de modo racista, ou age de modo que é visto como
racista, ou tem ligações com pessoas racistas. Nos círculos sociais
mainstream
serás ostracizado. Se por acaso és uma celebridade, a tua carreira
chega ao fim. Se por acaso pedires desculpa, ninguém irá acreditar em
ti, e as pessoas vão falar disto para o resto da tua vida.
Os políticos
mainstream qualificam-se uns aos outros de "racista" e entram em competição para se superarem uns aos outros na diversidade
feel-good
e no departamento que busca símbolos [raciais]. Se por acaso trabalhas
para outra pessoa, se fores declarado como um "racista", isso pode
fazer com que passes a ser não-empregável na era das pesquisas online.
Se tens um negócio, podes ser vítima de boicote, e as outras empresas
podem cancelar as suas contas como forma de evitar qualquer tipo de
associação contigo. Se és um académico, serás atacado pelos média e
podes até perder o teu emprego por chegares a uma conclusão que parece
ser racista, quer seja verdade ou não.
Na Europa, podes ser preso por dizer algo, ou escrever algo,
abertamente racista ou "xenofóbico". Dizer algo que pode ser entendido
como racista, ou algo depreciativo para com outro grupo, quer seja
verdade ou não, requer coragem. Ser um "racista" ou um "xenófobo" exige
tomates.
Não existem penalidades sociais, financeiras ou legais por se dizer que
se é contra o racismo ou contra a xenofobia. Nenhuma. Os
auto-proclamados "anti-fascistas" que querem ter uma erecção resultante
do perigo de "lutar contra o racismo" têm, na verdade, que procurar as
pessoas acusadas de racismo e atormentá-las na rua, esperando causar
algum tipo de confronto.
E quando isto acontece, eles sabem muito bem que serão absolvidos de
qualquer tipo de consequência legal por parte de advogados que ou se
irão disponibilizar para "lutar contra o racismo" em seu favor nos
tribunais e em regime
pro bono, ou serão pagos por um certo número de organizações anti-racistas muito bem financiadas e muito bem estabelecidas.
Não é preciso coragem para se dizer que se é contra o racismo visto que
não há riscos inerentes a essa posição. O anti-racismo, a integração
orquestrada, o multiculturalismo, a pró-imigração, a anti-xenofobia, a
anti-perfilagem, a anti-estereotipização, "a diversidade é a nossa
força".......tudo isto são ideias do
establishment
e posições por defeito que são socialmente recompensadas e afirmadas.
Os riscos só aparecem quando estas posições são desafiadas de uma forma
ou outra.
Portanto, quem mesmo é que tem medo?
O mesmo pode ser dito do sexismo aberto, da homofobia, da transfobia e
de qualquer iniciativa que os progressistas dizem que secretamente
assusta de morte os homens. Quantos homens da política se atreveriam a
dizer que as coisas estariam melhores se as mulheres não votassem ou se
elas não tivessem sido encorajadas a buscar salário igual dentro da
força laboral?
Na maior parte dos países é ilegal iniciar uma empresa que exclua as
mulheres - como funcionárias ou como clientes - e aparentemente Deus
não te irá ajudar se te recusares a fazer um bolo para um "casamento"
entre duas lésbicas. Depois delas mancharem o teu nome nos média, elas
darão entrada a um processo legal que te irá arruinar financeiramente.
Todos os funcionários masculinos de todas as grandes empresas sabem que
podem ser despedidos por dizerem algo "insensível", ou algo que pode
ser subjectivamente entendido por outra pessoa como algo "sexual" ou
"ameaçador". Foi dito recentemente a um cliente meu (por parte do
departamento dos recursos humanos) que ele era "demasiado masculino", e
que ele deveria ser mais sexualmente fluído porque a "certeza em
relação ao seu género" pode causar desconforto junto daqueles que estão
incertos. Foi-lhe pedido que cortasse a barba e usasse roupas mais
largas como forma de esconder a sua estrutura musculosa.(...)
Todos os estudantes e todos soldados do sexo masculino foram submetidos
a horas e horas de treino em torno do assédio sexual e da sensibilidade
cultural. Todos eles assinaram declarações e manuais onde se explicavam
as penalidades por fazer ou mesmo implicar a coisa "errada". Eles sabem
que serão punidos não só pelas instituições mas também pelas pessoas
que consideram amigas, e mesmo até por membros familiares.
E é disso que eles têm medo.
Quando vejo uma mulher a dizer que é a favor dos direitos iguais, ou
que ela pensa que as pessoas deveriam ajudar os refugiados, ou que ela
é contra o racismo, eu olho para isso como empatia natural e como
sinalização moral que tem como base o critério da sociedade onde ela
vive. Em vez de levar em conta o facto de ser uma senhora, ou uma
Cristã, ou virgem, ela está a salientar o único tipo de moralidade de
pureza moral que toda a gente leva em conta neste império internacional
do nada.
Quando um homem tem o cuidado de me dizer que é contra o racismo, o
sexismo, a xenofobia, a homofobia ou a transfobia, o que quer que seja
o tópico do dia, tudo o que eu vejo é medo. Ele tem medo de perder o
emprego, de perder os clientes, de ser expulso da escola, de ser
atacado pelos média, de ser processado, se perder a sua casa, de perder
o apoio dos seus amigos e familiares, de perder a esposa ou a sua
namorada.
Esse homem assinou os manuais, viu os vídeos e as apresentações em
Powerpoint. Ele sabe as regras e ele viu o que aconteceu com os homens
que as violaram. Muitos homens chegam a ter medo de pensar os
pensamentos que os levam a dizer as palavras que os podem colocar em
perigo. É assustador e eu entendo.
Só há cerca de dois anos é que passei a trabalhar por conta própria, e
não há garantia que dure para sempre. Trabalhei durante 20 anos,
assinando manuais e declarações de políticas internas. Assisti os
vídeos obrigatórios. Não venho duma família abastada e nunca tive muito
em termos de rede de segurança. Afinal de contas, temos que comer.
Mas onde é que as coisas terminam? Quantas mais fobias é que eles têm
permissão de inventar como forma de explorar o nosso medo de ter medo?
Quantas mais coisas impossíveis é que vamos concordar em acreditar?
Quando parares de cair na mesma armadilha, quantas mais vezes é que
vais acenar a tua cabeça e dizer as palavras que já não acreditas?
Quando eu vejo homens na televisão a discutir sobre quem é mais
racista, sexista ou transfóbico, e a humilharem-se uns aos outros como
se eles nunca tivessem dito ou pensado as mesmas coisas - hoje em dia,
pundits políticos e até narradores desportivos passam os dias a fazer isto - tudo o que eu penso é
"Que pessoas mais mentirosas, oportunistas e gananciosas!"
Quando eu vejo um homem a pedir desculpas por "palavras ofensivas", ou,
pior, pedir desculpas às pessoas que "ficaram ofendidas pelas
palavras", eu vejo um homem amedrontado e desesperado. Pode ser que ele
esteja a proteger a sua família, os seus amigos ou até os seus
empregados. Eu entendo e isso é legítimo. Mas com que frequência e
durante mais quanto tempo é que ele vai continuar a humilhar-se dessa
forma - fazendo súplicas públicas, supinando a sua mão estendida e
aberta tal como um chimpanzé amedrontado?
Eu sei que fazer declarações que podem acabar com uma carreira talvez
seja demais para a maior parte dos homens. E não faz sentido e nem há
honra em debater com uma mulher sobre o que ela acredita a menos que
estejam romanticamente envolvidos. Mas homens, vocês podem começar a se
recusar a ter medo ao se recusarem a contar mentiras aos homens com
quem lidam.
Parem de contar mentiras aos outros homens. Parem de assumir que os
outros homens acreditam nas coisas que vocês não acreditam, e digam
apenas o que vocês realmente acreditam. Se algum dos homens se sentir
ofendido, e vos começar a dar um sermão - se ele começar a repetir
todas as coisas que lhe foram ensinadas pelo sistema de ensino e pelos
média - ignorem-no. Muito provavelmente vocês não tinham muito em
comum, e ele soa como um idiota mesmo.
A vida é curta e o mundo está a ficar cada vez mais estúpido.
Rodeiem-se com aliados que partilham os vossos valores.
E se por acaso
derem convosco mesmos a dizer que apoiam coisas que nem se interessam
só porque pensam que isso é o que as pessoas querem ouvir, tal como
Patrick Bateman no filme "American Psycho" quando ele falou em acabar com o apartheid e com a corrida às armas nucleares, parem de fazer isso, seus sociopatas imbecis.
Se por acaso algum homem vos acusar de serem racistas, sexistas,
homofóbicos ou xenófobos, acusem-no de ser fraco e medroso e de ser
facilmente manipulado. Acusem-no de estar demasiado preocupado com ele
mesmo para ter tempo para pensar pela sua cabeça ou dizer o que
realmente pensa.
Não recuem. Não qualifiquem essas porcarias.
Se por acaso outro homem vos acusar de serem racistas, sexistas,
homofóbicos ou xenofóbicos, admitam-no e façam com que o outro homem se
sinta um idiota por urinar as calças por causa disso. Os progressistas
querem-te convencer de que estás com medo e por isso é que não
concordas com eles, mas a realidade dos factos é que a maior parte dos
homens tem medo de discordar com eles.
Façam-nos assumir isso.
Os homens não têm medo de "mulheres fortes", ou de eunucos, ou do
"casamento" homossexual, ou de "estrangeiros". Eles têm medo de falar
abertamente porque têm medo das consequências sociais, financeiras, e
em alguns casos, legais Isso é medo real, e eles estão dolorosamente
cientes disso. Façam-nos assumir isso. Chamem-nos de cobardes.
Mas se o fizerem, muito provavelmente é melhor ficarem preparados para
receberem um soco na cara por parte dum homem que está realmente e
profundamente assustado com o que significa ser chamado de racista,
sexista, xenófobo, ou qualquer outra táctica para assustar que eles
criaram para o manipular.