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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Uma nação de sapos

Por William A. Borst, Ph.D.

Há pouco dias atrás falei do sistema fiscal com o meu advogado, que havia entretanto terminado a herança da minha mãe. Quando lhe falei nos fundamentos marxistas não só do assim-chamado "imposto da morte", mas também do imposto de renda gradual, ele ficou chocado. Ele não fazia ideia de que Karl Marx havia escrito os elementos mais importantes do código tributário com o qual ele havia trabalhado toda a sua vida profissional. Tudo o que é preciso fazer é ler o Manifesto Comunista, escrito por Karl Marx e Frederick Engels em 1848.

O facto dum homem com educação e sofisticado como o meu advogado não saber deste facto é bastante elucidativo sobre a larga maioria dos Americanos. Tal como o treinador dos Yankees Casey Stengel costumava dizer, "You could look it up!"

A maior parte dos Americanos acredita que quando o Muro de Berlim caiu estrondosamente em 1989, isso assinalou o fim do ogre sanguinário que havia escravizado metade da Europa durante mais de 40 anos. Eles acreditam que o país já não tem nada a temer do Comunismo, para além de terem sido levados a acreditar que a cruzada anti-Comunista dos anos 50 nada mais era que paranóia retórica de Senador Joseph McCarthy (Wisconsin).

A realidade dos factos é que o Comunismo está vivo e está a prosperar neste país, havendo apenas tomado uma forma mais subtil e destrutiva. A situação é semelhante a do sapo que é colocado num pote com água tépida. Se por acaso o cozinheiro aumentasse a temperatura rapidamente, o sapo saltaria de imediato para fora para sua segurança. Mas o cozinheiro inteligente aumenta a temperatura gradualmente de modo a que o sapo não se aperceba que está a ser lentamente cozido até à morte. Em certa ocasião William Lederer disse que a América é uma "nação de ovelhas", mas eu acredito que é mais uma nação de sapos.

Antonio Gramsci

Como foi que isto aconteceu? O lugar certo para se começar é nos escritos dum intelectual da Sardenha chamado Antonio Gramsci. Nascido em 1891 na aldeia de Ales na ilha da Sardenha, Gramsci tornou-se no mais bem sucedido interpretador do Marxismo. Ele deixou a Sardenha para o continente, onde estudou Filosofia e História na Universidade de Turim.

Em 1919, na Itália, ele fundou um jornal com o nome de "L'Ordinine Nuovo", ou a Nova Ordem. Em 1921, juntamente com Palmiro Togliatti, Gramsci fundou o Partido Comunista Italiano. Quando a Itália adoptou o Fascismo de Mussolini, Gramsci fugiu para a Rússia onde ele analisou a adaptação de Lenine do Comunismo.

Ele ficou profundamente perturbado com o facto da Rússia Comunista ter falhado em mostrar algum tipo de interesse por um "paraíso dos trabalhadores." Gramsci havia entendido de forma clara que a classe governante Russa mantinha o seu controle sobre os trabalhadores recorrendo ao puro terror e o extermínio em massa. O Comunismo nada mais havia feito que substituir um pelo outro.

Depois da morte de Lenine, e depois da luta pelo poder que se seguiu, a Rússia passou a ser um lugar perigoso para Gramsci. Estaline, sucessor de Lenine, eliminou todas as pessoas que ele suspeitava estarem-se a desviar das linhas orientados do partido. Gramsci regressou à Itália para lutar contra Mussolini, onde foi preso como potencial agente duma força estrangeira, e aprisionado em 1926.

Ele passou o resto da sua vida dissertando sobre a sua filosofia e foi por essa altura que ele escreveu os "Cadernos do Cárcere" e as "Cartas da Prisão", que se tornaram extremamente influentes nas universidades. Quando ele morreu em 1937, depois de ter sido colocado em liberdade, ele havia produzido um total de nove volumes falando de História, Sociologia, e para além de teoria Marxista.

Uma vez que o Marxismo económico foi um fracasso, Gramsci ponderou que a única forma de derrubar as repressivas instituições Ocidentais era através do que ele chamou de "longa marcha através da cultura". Ele reembalou o Marxismo em termos duma "guerra cultural" bona fide, e não em termos da sua doutrina da guerra de classes.

Ele estava bem ciente que a maior parte das pessoas não acreditava no sistema Comunista. A sua fé Cristã era um enorme obstáculo, impedindo o salto necessário para o Comunismo. Gramsci sabia que o mundo civilizado havia sido totalmente indoutrinado com o Cristianismo durante 2000 anos - tanto assim que a civilização e o Cristianismo estavam inexoravelmente unidos.

Era o carácter Cristão do Ocidente que havia disponibilizado uma barreira quase impenetrável para a infiltração. Mais do que ópio, a religião era a corda salva-vidas dos camponeses que os ajudava a suportar as duras condições do dia a dia. Segundo o livro de Pat Buchanan "The Death of the West", o Cristianismo era o "escudo-térmico do capitalismo." Para conquistar o Ocidente, os Marxistas "tinham primeiro que de-Cristianizar o Ocidente", isto é, destruir os seus fundamentos religiosos.

De-Cristianizar o Ocidente

Gramsci odiava o casamento e a família, os pilares fundamentais duma sociedade civilizada. Para ele, o casamento era um esquema, uma conspiração digamos assim, que visava perpetuar um sistema maligno que oprimia as mulheres e as crianças. O casamento era um instituição perigosa, caracterizada pela violência e pela exploração - os precursores do fascismo e da tirania.

O Patriarcado era o alvo principal dos Marxistas culturais. Eles batalharam para efeminizar a família com legiões de mães solteiras e legiões de mães e "pais" homossexuais, o que serviria para enfraquecer a estrutura da sociedade civilizada. Foi outro Marxista cultural que levou a estratégia Gramsciana para as escolas. George Lukacs era um abastado banqueiro Húngaro, e reputa-se que ele foi o mais brilhante teórico Marxista desde o próprio Marx.

Ecoando os sentimentos de Jesse Jackson, Lukacs clamou "quem nos livrará da civilização Ocidental?" Como Vice-Comissário para a Cultura na Hungria, sob Bela Kun, a sua primeira tarefa foi a de colocar nas escolas uma educação sexual radical, que ele considerava ser a melhor forma de destruir a moralidade sexual tradicional e enfraquecer a família.

As crianças Húngaras aprenderam nuances subtis de amor livre, relação sexual, e também nuances em torno da natureza arcaica dos códigos familiares da classe-média, o carácter obsoleto da monogamia, e a irrelevância da religião organizada [Cristianismo] visto que esta privava o homem do prazer. As crianças foram estimuladas a ridicularizar ou a ignorar a autoridade paternal, bem como os preceitos da moralidade tradicional.

Se por acaso isto soa de alguma forma familiar é porque é precisamente isto que está a acontecer nas nossas escolas públicas, e até em algumas escolas Católicas actuais. Lukacs foi o precursor da libidinosa Cirurgiã-Geral de Bill Clinton, Jocelyn Elders.

As ideias de Gramsci e de Lukacs vieram a ser concretizadas através da Escola de Frankfurt, ou Instituto de Pesquisa Social (como era originalmente conhecida), durante os anos 20. Eles traduziram o Marxismo da economia para termos culturais. Um dos pontos-chaves da Escola de Frankfurt era o de fundir a análise Marxista com a psico-análise Freudiana e o condicionamento psicológico.

Segundo a sua amálgama Freudiana e Marxista, tal como sob o capitalismo a classe operária era automaticamente oprimida, sob a cultura Ocidental os Negros, os homossexuais, os Hispânicos e as mulheres - isto é, todas as pessoas exceptuando os homens Brancos - eram automaticamente alvos colectivos da opressão Ocidental. A noção da solidariedade de grupo, ou a que é conhecida como "politica de identidade", foi criada para gerar nada mais que divisões, levando à violência e à anarquia social.

Como forma de minar a sociedade Ocidental, os Marxistas culturais iriam repetir constantemente as acusações de que o Ocidente era culpado de crimes genocidas contra todas as outras culturas com as quais se havia deparado durante a História, e que era também responsável por opressões históricas contra a humanidade.

Teoria Crítica

Esta ideia evoluiu para a "Teoria Crítica", que foi a arma principal da esquerda na luta pela alma da cultura Americana. Os "Crits" aplicaram um criticismo destrutivo aos principais pilares da civilização Ocidental, incluindo o Cristianismo, o capitalismo, a autoridade, a família, a moralidade, a tradição, a contenção sexual, a lealdade, o patriotismo, o nacionalismo, a hereditariedade, o etnocentrismo, a convenção, o Conservadorismo, e especialmente a língua.

A Teoria Crítica, que se encontra endémica nas maiores escolas legais do país, mantém que a estrutura social patriarcal tem que ser substituída pelo matriarcado. A crença de que os homens e as mulheres têm papéis distintos e propriamente definidos tem que ser substituída pela androginia e com isso, a crença heterodoxa de que o homossexualismo é normal. A diferença entre os géneros, não entre os sexos, tem que ser minimizada. Segundo as feministas Marxistas, os homens e as mulheres eram fungíveis, e eles poderiam ser facilmente intercambiáveis. As distinções de género nada mais eram que acidentes anatómicos.

Outro ingrediente-chave do Marxismo Cultural foi a ideia de Theodor Adorno com o nome de "Personalidade Autoritária". O seu livro, publicado em 1950 juntamente com Else Frenkel-Brunswick, Daniel J. Levinson, e R. Nevitt Sanford, teve como premissa o princípio único de que o Cristianismo, o Capitalismo, e a família patriarcal autoritária geravam um carácter susceptível ao preconceito racial e ao fascismo.

Para eles, qualquer pessoa que vivesse segundo padrões tradicionais tinha uma personalidade autoritária que era fascista por natureza. Se por acaso uma família aderisse aos princípios Cristãos e capitalistas, quase de certeza que os filhos se tornariam fascistas e racistas. Pat Buchanan qualificou o livro de Adorno de "o retábulo da Escola de Frankfurt."

Se o fascismo e o racismo eram endémicos na cultura, como defendia Adorno, então todas as pessoas que haviam sido educadas segundo a tradição Deus, maternidade e família precisavam de ajuda psicológica. Esta é a lógica Orwelliana que parece ter estabelecido uma praça de armas na consciência Americana. O determinismo cultural havia tomado o lugar do determinismo económico.

Isto corresponde com a ideia do "politicamente correcto", ideia que é a chave para se entender a situação em que a cultura Americana passou a estar desde o amanhecer dos anos 60. O PC representa o veículo principal com o qual a mente Marxista tem avançado as suas ideias cancerígenas na destruição do génio da política e da cultura Americana. Sob a rubrica da "diversidade", o seu propósito secreto é o de impor uma uniformidade de pensamento e de comportamento em todos os Americanos.

Os Marxistas Culturais, frequentemente professores e administradores universitários, produtores de TV, editores de jornais e por aí adiante, servem como porteiros ao manterem todas as ideias tradicionais positivas, especialmente as ideias religiosas [Cristãs] fora da esfera pública. Podemos facilmente ver isso a acontecer na nossa sociedade actual.

Herbert Marcuse

Provavelmente o membro mais importante da Escola de Frankfurt foi Herbert Marcuse, pessoa que foi largamente responsável por trazer o Marxismo Cultural para os Estados Unidos quando ele se mudou para New York City (para escapar à perseguição Nacional Socialista dos anos 30). Durante os anos 60 ele tornou-se no guru da Nova Esquerda durante o período em que era professor na Universidade da Califórnia, San Diego.

Marcuse era um acérrimo revolucionário social que contemplava a desintegração da sociedade Americana da mesma forma que Karl Marx e Georg Lukacs contemplavam a destruição da sociedade Alemã. No seu livro, "An Essay on Liberation", Marcuse proclamou os meios de transformar a sociedade Americana. Ele acreditava que todos os tabus, especialmente os sexuais, deveriam ser relaxados. "Make love, not war!" foi o seu grito de guerra e o mesmo ecoou por todas das universidades por toda a América. 

A sua metodologia para a rebelião incluía a desconstrução da linguagem, o famoso "o que é que 'é' significa?" que fomentou a destruição da cultura. Ao confundir e ao obliterar o significado das palavras, Marcuse ajudou a causar a destruição do conformismo social da nação, especialmente junto dos jovens Americanos menos informados. Ele deliberadamente exacerbou as relações raciais ao colocar ênfase na ideia de que o homem branco era culpado pela escravatura e que os negros não poderiam fazer mal algum.

Estes revolucionários culturais depararam-se com uma questão séria levantada pela mudança Gramsciana: se o proletariado não era a base para a revolução, então quem era? Marcuse disse que as mulheres deveriam ser o proletariado cultural que transformaria a sociedade Ocidental, e elas serviriam como catalisadoras para a Revolução Marxista. 

Se as mulheres pudessem ser persuadidas a abandonar os seus papéis tradicionais como transmissoras de cultura, então a cultura tradicional não poderia ser transmitida para a geração seguinte. A ideia de que "a mão que balança o berço governa o mundo" não é uma declaração vazia. Que melhor forma  de influenciar as gerações futuras do que através da subversão dos papéis tradicionais da mulher? Os Marxistas correctamente assumiram que a fragilização da mulher poderia ser um golpe fatal na cultura.

Uma das herdeiras desta estratégia cultural foi Betty Friedan (Naomi Goldstein). O seu livro "The Feminine Mystique" serviu como o livro escolar da acção de sabotagem da família Americana. Friedan descreveu a dona-de-casa tradicional como uma "parasita", que era forçada a negar a sua verdadeira natureza. Para Friedan, a mãe-doméstica era um robô sem inteligência. Embora ela não tenha sido membro da Escola de Frankfurt, o ódio e o desdém que Friedan nutria pelos homens e pelo patriarcado fizeram dela "a madrinha do feminismo radical."

A subversão da família e o declínio no respeito pelo patriarcado levou à uma maior feminização das instituições culturais da nação, incluindo igrejas, escolas, universidades, partidos políticos, e até mesmo das forças militares e das forças policiais. O "homem moderno" parece-se mais com a sensibilidade sacarina de Alan Alda do que com o bravado vigoroso dum John Wayne. Segundo o livro "Domestic Tranquility" de Carolyn Graglia, os "editores da Playboy não poderiam ter orquestrado melhor o movimento das mulheres."

Se as mulheres eram o alvo, então os Marxistas Culturais acertaram bem no centro do alvo. Hoje em dia as mulheres aspiram de modo irrealista fazer tudo o que os homens fazem, desde pilotos de caça, soldados de combate, polícias, bombeiros, padres, pugilistas, e muitos outros trabalhos que requerem força masculina ou disposição masculina (até presidência).

Elas rebaixaram-se dos seus pedestais elevados e sacrificaram a sua natural superioridade moral sobre os homens perante o altar da igualdade e da escolha. As mulheres trocaram a tranquilidade doméstica da família e da casa pela onda de poder da sala de reunião e pelo libertador e transpirado sexo casual. As estatísticas do divórcio, o abandono das mulheres e das crianças, o aborto e até o assassinato matrimonial podem ser, em larga medida, depositados aos pés de Betty Friedan.

Isto não aconteceu como o Bíblico "ladrão na noite" mas tem sido um processo gradual à medida que os Americanos se encontram descansados e gordos nos seus lírios, assistindo ao programa da Oprah ou o próximo jogo grande. Parafraseando T. S. Eliot, e se entretanto não fizermos nada em relação a isso, a nossa civilização não irá acabar com um estrondo, mas com um leve coaxar.

- http://bit.ly/SiKqPF



sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A Influência da Escola de Frankfurt

Por Robin A. Brace

Muitos factores contribuíram para a abordagem filosófica liberal, permissiva e anti-Cristã que sustenta grande parte da vida moderna na Europa e na América do Norte. Tipicamente, estas influências foram refinadas com o passar dos séculos. Por exemplo, pode ser uma surpresa para alguns ficar a saber que muitas das pressuposições filosóficas/sociais/económicas presentes em toda a vida moderna concentraram-se e refinaram-se na Alemanha nos últimos 100 anos.

É como se um plano tivesse sido coniventemente concebido e levado a cabo através de homens e mulheres apesar de viveram separados por centenas de anos. E qual é o propósito? Acabar com a influência da religião Cristã nos assuntos humanos. Assim de repente, esta alegação pode parecer absurda mas quanto mais pesquisamos este assunto, mais convencidos ficamos da natureza conspiratória destas influências.

Uma destas influências que teve, de facto, um impacto significativo (apesar de não ser amplamente conhecida) foi a assim-chamada Escola de Frankfurt. Esta Escola teve uma influência enorme durante os anos 20 e 30, e até para além desse período visto que muitos dos seus teóricos e filosóficos fugiram da Nacional Socialista e levaram os seus ensinamentos subversivos para o estrangeiro - principalmente para os Estados Unidos. Em 1949 Max Horkheimer regressou a Frankfurt, onde o Instituto foi reaberto no ano seguinte.

Qual era, então, o foco principal da Escola de Frankfurt? Bem, o primeiro director do instituto, Carl Grünberg, estabeleceu-a durante a década 20 como um centro de pesquisa centrado na filosofia e nas ciências sociais segundo uma perspectiva Marxista. Depois de Max Horkheimer ter assumido a directoria em 1930, o foco mudou. Membros eminentes, tais como Theodor Adorno, Walter Benjamin, e Herbert Marcuse, influenciados pelos aspectos do existencialismo e até da psicanálise, desenvolveram uma versão do Marxismo conhecida como "Teoria Crítica".

A Teoria Crítica determinou-se a desafiar,  segundo uma perspectiva Marxista, todos os padrões previamente aceites em todos os aspectos da vida. Eis aqui o que a  'Wikipedia' Encyclopedia diz sobre a Escola de Frankfurt:

"A Escola de Frankfurt é uma escola de teoria social neo-Marxista, pesquisa social e filosofia. O agrupamento emergiu no Instituto para Pesquisa Social (Institut für Sozialforschung) da Universidade de Frankfurt am Main na Alemanha quando Max Horkheimer se tornou no director do Instituto em 1930. 

O termo "Escola de Frankfurt" é um termo informal usado para designar os pensadores afiliados com o Instituto para Pesquisa Social, ou aqueles que foram influenciados por ele, e não é o  título de instituição alguma, para além do facto dos pensadores principais da Escola de Frankfurt não usarem esse termo para se descreverem.

A Escola de Frankfurt reuniu Marxistas dissidentes, críticos severos do capitalismo que acreditavam que alguns dos alegados seguidores de Marx haviam feito uma má caracterização das ideias de Marx, normalmente em defesa dos partidos Comunistas ortodoxos ou partidos Social-Democratas.

Influenciados pela falhanço das revoluções da classe operária ne Europa Ocidental depois da Primeira Guerra Mundial, e a ascenção do Nacional Socialismo numa nação economicamente, tecnologicamente e culturalmente avançada (Alemanha), eles assumiram a tarefa de escolher quais as partes do pensamento de Marx poderiam servir para esclarecer as condições sociais que o próprio Marx não havia visto.


Eles basearam-se em outras escolas de pensamento como forma de preencher as lacunas de Marx por eles entendidas. Max Weber exerceu uma enorme influência, tal como Sigmund Freud (como visto na síntese do Marxismo e da psicanálise Freudiana levada a cabo por Herbert Marcuse em 1954 no seu livro Eros and Civilization)...”

Ataque ao Cristianismo

Estes homens acreditavam que existiam muitas coisas boas no Marxismo que estas certamente poderiam ser usadas para desenvolver uma teoria social avançada. Mas para além disso, eles comprometeram-se a desenvolver (e a formular) uma teoria completa de vida, da história humana, e da ética social que eventualmente não iria precisar de todo da civilização Europeia Cristã.

A Teoria Crítica da Escola de Frankfurt (que recebeu a influência de homens tais como Theodor Adorno, Georg Lukacs, Herbert Marcuse e Walter Benjamin), naturalmente que havia sido parcialmente influenciada pelo agressivamente ateu Frederich Nietzsche, filósofo do século 19, e também pelo seguidor existencialista do século 20, Martin Heidegger.

Estes homens encontravam-se firmemente na extrema-esquerda e eram distintivamente anárquicos nas suas inclinações políticas - e para eles, a subversão era algo a ser admirado. Na verdade, uma variante próxima do termo moderno, o "politicamente correcto" apareceu pela primeira vez entre os intelectuais comunistas por volta de 1935-1942, e foi de modo insultuoso ressuscitado no nosso tempo como uma descrição adequada das atitudes sociais dominantes dentro da nossa sociedade pós-moderna. De facto, o pensamento pós-moderno claramente teve as suas origens na escola Alemã de Nietzsche, Heidegger, e na Escola de Frankfurt. A maior parte dos pós-modernos não irá tentar negar isto.

Nietzsche tornou-se, obviamente, famoso devido ao seu comentário "Deus está Morto", e esta expressão tem sido correctamente descrita como a base de todo o pós-modernismo esquerdista politicamente correcto. O filósofo ateu queria encorajar todas as pessoas a varrer os restos de Cristianismo de toda a vida Europeia, e nós temos que entender que o que Heidegger, Nietzsche e a Escola de Frankfurt realmente queriam era a erradicação total de todos os ensinamentos Cristãos - primeiro da vida académica, e por fim, da vida familiar.

Claro que alguns deles provavelmente nunca iriam admitir isto, mas sem dúvida que eles estavam motivados por um desejo de mudar a sociedade, e nesta sociedade a metafísica não teria qualquer lugar visto que a sua versão da "utopia" era um mundo totalmente racionalista e materialista.

Ataque à Família Tradicional

O ataque à família tradicional encontrava-se numa posição bem elevada dentro das prioridades da Escola de Frankfurt. Tal como o Dr. Gerald L. Atkinson CDR USN (Ret.) escreveu em 'What is the Frankfurt School?':

A Escola de Frankfurt teorizou que a "personalidade autoritária" é o produto duma família patriarcal. Esta ideia está, por sua vez, directamente associada ao livro deFrederich Engels 'The Origins of the Family, Private Property and the State,' que promove o matriarcado. Para além disso, foi Karl Mark, no seu Manifesto Comunista, quem escreveu sobre a noção radical duma "comunidade de mulheres". E foi também Karl Marx que, em 1845 no seu conjunto de manuscritos com o nome de 'The German Ideology',  que escreveu depreciativamente em relação à ideia da família ser a unidade básica da sociedade.

Não é surpresa alguma, portanto, o facto de muitos dos apoiantes dos "direitos dos homossexuais" (e antes disso, da emancipação das mulheres) se encontrarem tão apaixonados  pelos os ensinamentos que emanaram da Escola de Frankfurt. O que é interessante nisto é que sempre foi táctica de subversão de toda a sociedade fragilizar a liderança (masculina) patriarcal forte e encorajar as mulheres e os pobres a colocar em causa o status quo. O movimento da Escola de Frankfurt sempre pareceu aberto à necessidade de subverter sociedades inteiras como forma das suas teorias se tornarem verdadeiramente influentes.
(...)

Fonte: "The Influence of the Frankfurt School" http://bit.ly/1KcalkM



domingo, 13 de setembro de 2015

Desenterrando as Raízes Marxistas do Politicamente Correcto

Por William S. Lind

O Politicamente Correcto é SIDA intelectual; tudo o que ele toca adoece e eventualmente morre. Nas universidades Americanas, o Politicamente Correcto tem diminuído a liberdade de expressão, deformado o currículo escolar, politizado as avaliações, e substituído a integridade intelectual pela sloganização insípida.

Em todas as salas de aulas os professores disponibilizam discursos ideológicos, que os estudantes são obrigados a regurgitar como forma de obter a nota: o vómito regressa para o cão. Estes lugares - e eles são imensos - já não são universidades, mas Coreias do Norte em tamanho pequeno e cobertas por heras.

O que é exactamente o Politicamente Correcto? As pessoas "Politicamente Correctas" da tua universidade não querem mesmo nada que saibas a resposta a essa pergunta. E porquê? Porque o Politicamente Correcto nada mais é que o Marxismo traduzido de termos económicos para termos culturais.

Os paralelos são óbvios.

Primeiro, tanto o clássico Marxismo económico como o Marxismo Cultural, que é o Politicamente Correcto, são ideologias totalitárias. Ambas insistem em "verdades" que são contrárias à natureza e à experiência humana. Ao contrário do que defende o Marxismo económico, não existe uma "sociedade sem classes" e os incentivos económicos são importantes.

Ao contrário do que defende o Politicamente Correcto, os homens e as mulheres são diferentes, tal como são diferentes os seus papéis dentro da sociedade; as raças e os grupos étnicos têm características específicas e o homossexualismo é anormal.

Visto que a única forma das pessoas aceitarem as "verdades" dos ideólogos é à força, é mesmo isso que vai acontecer - e com todo o poder do Estado, se por acaso os Marxistas de qualquer facção conseguir controlá-lo.

O segundo paralelo é que tanto o Marxismo clássico como o Marxismo Cultural têm explicações de factor-único para a História. O Marxismo clássico alega que toda a História foi determinada pela posse dos meios de produção. Os Marxistas Politicamente correctos dizem que a História é explicada a partir dos grupos - definidos pelo sexo, raça, e normalidade ou anormalidade sexual - que têm o poder sobre os outros grupos.

O terceiro paralelo é que ambas as variedades do Marxismo declaram à priori certos grupos como virtuosos e outros como malignos, independentemente do comportamento real dos indivíduos. Logo, o Marxismo económico definiu os trabalhadores e os camponeses como "bons" e a classe média como "maligna", e o Marxismo Cultural definiu os Negros, os Hispânicos, as mulheres Feministas, os homossexuais, e algumas outras minorias, de virtuosos e  os homens brancos como  malignos. O Politicamente Correcto não reconhece a existência de mulheres não-Feministas e classifica os Negros que rejeitam a sua ideologia de "Brancos".

O quarto paralelo encontra-se nos recursos: a expropriação. Os Marxistas económicos expropriaram as posses da classe média e da classe alta, e entregaram-nas ao Estado. Os Marxistas Culturais, tanto nas universidades como nos governos, colocam em acção penalizações sobre os homens Brancos e conferem privilégios aos grupos que eles favorecem. A Acção Afirmativa é um exemplo deste tipo de expropriação.

Finalmente, ambos os tipos de Marxismo empregam um método de análise que garante a veracidade da sua ideologia em todas as situações. Para os Marxistas clássicos o método é economia Marxista. Para os Marxistas Culturais, o método é a desconstrução linguística, que remove todo o significado dos "textos" e posteriormente insere um novo significado.

Duma forma ou outra, o texto ilustra a opressão das mulheres, nos Negros, dos homossexuais, etc - por parte dos homens Brancos e da Civilização Ocidental. O significado intencionado pelo autor é irrelevante.

Estes paralelos não são uma coincidência. Eles existem porque o Marxismo Cultural do Politicamente Correcto verdadeiramente deriva do Marxismo económico clássico, largamente através do trabalho da Escola de Frankfurt.

Depois da Primeira Grande Guerra, os Marxistas Europeus enfrentaram uma questão difícil: porque é que o proletariado de toda a Europa não se levantou numa revolução e não estabeleceu uma nova ordem Marxista tal como a sua teoria disse que aconteceria? Dois proeminentes pensadores Marxistas - Antonio Gramsci na Itália e Georg Lukacs na Hungria - chegaram a uma resposta; a cultura Ocidental.

A cultura Ocidental havia cegado os trabalhadores de tal forma que eles não conseguiam agir segundo os seus verdadeiros interesses de "classe". Logo, antes do socialismo chegar ao poder, a cultura Ocidental tinha que ser destruída. Em 1919 Lukacs colocou a questão desta forma:

Quem é que nos salvará da civilização Ocidental?

Como Vice-comissário para a Cultura no governo Bolchevique de Bela Kun (Hungria) durante esse ano, a primeira coisa que ele fez foi introduzir a educação sexual nas escolas da Hungria.

Em 1923, Lukacs e um grupo de intelectuais Marxistas Alemães fundaram um "grupo de reflexão" que tinha como propósito traduzir o Marxismo da economia para termos culturais: o Instituto de Pesquisa Social n Universidade de Frankfurt. O Instituto rapidamente passou a ser conhecido como a Escola de Frankfurt. Em 1933, quando a Nacional Socialista chegou ao poder na Alemanha, a Escola de Frankfurt mudou-se para New York City.

Foi lá que figuras-chave - Theodor Adano, Erich Fromm e Wilhelm Reich - desenvolveram a "teoria crítica", um cruzamento entre Marx e Freud que classificou os componentes principais da cultura Ocidental de 'preconceito', isto é, uma doença psicológica. Os "teóricos críticos" alegam que para se eliminar o "preconceito", o Cristianismo, o capitalismo e a família tradicional "patriarcal" têm que ser todos destruídos.

A ligação entre a Escola de Frankfurt e a rebelião estudantil dos anos 60 foi feita principalmente através dum elemento chave da Escola de Frankfurt, Herbert Marcuse - o homem que nos anos 60 cunhou a frase "Make love, not war." O livro de Marcuse com o título de "Eros e Civilização" alegou que as ferramentas com as quais destruir a cultura Ocidnetal eram, com efeito, o sexo, as drogas e o rock 'n roll.

Ele popularizou as ideias da Escola de Frankfurt de forma que os radicais estudantis dos anos 60 pudessem entender e absorver, e hoje sabemos a consequência do seu trabalho: Politicamente Correcto.

Portanto, este é segredo do Politicamente Correcto: ele é Marxismo, Marxismo traduzido da economia para a cultura. Todos nós sabemos o que o Marxismo económico fez na União Soviética. Será que iremos permitir que o Marxismo Cultural faça o mesmo com os Estados Unidos? 





sábado, 25 de outubro de 2014

A conspiração e corrupção da Escola de Frankfurt

Por Timothy Matthews

A civilização Ocidental encontra-se actualmente a passar por uma crise que é, essencialmente, diferente de qualquer outra que tenha sido alguma vez experimentada. No passado, as outras sociedades alteraram as suas instituições sociais ou as suas crenças religiosas devido à influência de forças externas ou devido ao lento desenvolvimento de crescimento interno. Mas nenhuma delas, tal como a nossa, enfrentou de modo consciente a perspectiva duma alteração fundamental nas suas crenças e instituições sobre as quais todo o tecido da vida social assenta.... A civilização [Ocidental] está a ser desenraizada dos seus fundamentos naturais e tradicionais, e a ser reconstruída numa nova organização que é tão artificial e mecânica como uma fábrica moderna. - Christopher Dawson. Enquiries into Religion and Culture, p. 259.

A maior parte da obra de Satanás no mundo é feita de modo a que a mesma permaneça oculta mas dois feixes de luz foram recentemente atirados sobre o seu trabalho. O primeiro, um pequeno artigo feito pela ACW Review da Association of Catholic Women; o segundo, um comentário (que inicialmente me surpreendeu) dum padre da Rússia que alegou que nós, no Ocidente, vivemos numa sociedade Comunista. Estes feixes de luz ajudam a explicar os ataques burocráticos que, em muitos países de todo o mundo, foram bem sucedidos em remover os pais como educadores e protectores primários dos seus filhos.

O ACW Review examinou o trabalho corrosivo da "Escola de Frankfurt" - um grupo de intelectuais Germano-Americano que desenvolveu perspectivas altamente provocantes e originais sobre a sociedade e sobre a cultura actual, baseando-se em Hegel, Marx, Nietzsche, Freud e Weber. Não se dava o caso da sua ideia duma "revolução cultural" ser algo inovador. "Até agora", escreveu Joseph Comte de Maistre (1753-1821) que durante 15 anos foi membro da maçonaria, "as nações eram mortas através da conquista - ou seja, por invasão: mas eis que surge agora uma pergunta importante: será possível uma nação morrer no seu próprio solo, sem qualquer tipo de recolonização ou invasão, permitindo que as moscas da decomposição corrompam o próprio cerne desses princípios originais e constituintes que fizeram dessa nação o que ela é".

O que foi a Escola de Frankfurt? Bem, nos dias que se seguiram à Revolução Bolchevique na Rússia, acreditava-se que a revolução do proletariado iria varrer a Europa e, eventualmente, chegar aos Estados Unidos. Mas isto não aconteceu. Mais para o final de 1922, a Internacional Comunista (Comintern) começou a considerar as lições que se poderiam extrair disto e sob iniciativa de Lenine, decorreu um encontro no Instituto Marx-Engels em Moscovo. O propósito deste encontro era o de esclarecer, e dar efeito concreto, à revolução cultural Marxista.

Entre os presentes estava Georg Lukacs (aristocrata Húngaro, filho de banqueiros, que se havia tornado Comunista durante a 1ª Guerra; um bom teórico Marxista, Lukacs desenvolveu a ideia da "Revolução do Eros" - o instinto sexual a ser usado como instrumento de destruição) e Willi Munzenberg (cuja solução proposta era a de "organizar os intelectuais de modo a usá-los para fazer com que a Civilização Ocidental cheire mal. Só então, depois deles terem corrompido todos os valores, e ter tornado a vida impossível, poderiam eles impor a ditadura do proletariado"). Segundo Ralph de Toledano (1916-2007), autor conservador e co-fundador do ‘National Review’, provavelmente, este encontro "mais prejudicial para a civilização Ocidental de que a própria Revolução Bolchevique".

Lenine morreu em 1924. Por essa altura, no entanto. Estaline começava a olhar para Munzenberg, Lukacs, e pensadores com a mesma orientação, como "revisionistas". Em Junho de 1949, Münzenberg fugiu para o Sul da França, onde, sob ordens de Estaline, um esquadrão que fazia parte da NKVD [polícia secreta Soviética] o apanhou e o enforcou numa árvore.

No Verão de 1924, depois de ter sido visto seus escritos atacados durante o 5º Congresso do Comitern, Lukacs mudou-se para a Alemanha, onde ele presidiu o primeiro encontro duma grupo de sociólogos de orientação Comunista, um encontro que levou à Fundação da Escola de Frankfurt. Esta "Escola" (criada para colocar em práctica o seu programa revolucionário) foi iniciada na Universidade de Frankfurt, no Institut für Sozialforschung. Para começar, esta Escola e o Instituto eram indistinguíveis. Em 1923, o Instituto foi oficialmente estabelecido e financiado por Felix Weil (1898-1975).

Weil havia nascido na Argentina e com 9 anos foi enviado para estudar na Alemanha. Ele frequentou as universidades em Tübingen e Frankfurt, onde ele se doutorou em ciência política. Durante o período em que se encontrava nas universidades, Weil foi ficando cada vez mais interessado no socialismo e no Marxismo. Segundo o historiador intelectual Martin Jay, o tópico da suas dissertação foi "os problemas prácticos da implementação do socialismo".

Carl Grünberg, o director do Instituto entre 1923 a 1929, era um Marxista declarado - embora o Instituto não tivesse qualquer afiliação política oficial - mas em 1930 Max Horkheimer assumiu o controle e ele acreditava que a teoria de Marx deveria ser a base para a pesquisa do Instituto. Quando Hitler ascendeu ao poder, o Instituto foi fechado e, através dos mais variados percursos, os seus membros fugiram para os Estados Unidas e migraram para as mais importantes Americanas universidades - Columbia, Princeton, Brandeis, e California em Berkeley.

A Escola contava entre os seus membros o guru da Nova Esquerda dos anos 60, Herbert Marcuse (criticado pelo Papa Paulo VI devido à sua teoria de emancipação que "abre a porta à permissão mascarada de liberdade"), Max Horkheimer, Theodor Adorno, o popular escritor Erich Fromm, Leo Lowenthal, e Jurgen Habermas - provavelmente o representante mais influente da Escola.

Basicamente, a Escola de Frankfurt acreditava que, enquanto o indivíduo tivesse a crença - ou até a esperança da crença - de que a sua dádiva divina da razão poderia resolver os problemas da sociedade, então essa mesma sociedade nunca atingiria o estado desesperança e alienação considerado necessário para que se provoque a revolução socialista. A sua tarefa, portanto, era de o minar o mais rapidamente possível o legado Judaico-Cristão.

Para levar a cabo isto, eles fundamentaram-se na mais destrutiva e negativa critica possível a todas as esferas da vida, que seria formada como forma de desestabilizar a sociedade e destruir o que eles viam como uma ordem "opressora". As suas políticas, esperavam eles, iriam-se propagar tal como um vírus "continuando o trabalho dos Marxistas ocidentais, mas por outros meios", tal como ressalvou um dos seus membros. Como forma de avançar com a sua "silenciosa" revolução cultural - sem nos dar, no entanto, qualquer tipo de indício dos seus planos futuros - a Escola de Frankfurt recomendou (entre outras coisas):

1. A instalação de ofensas raciais.
2. Mudanças contínuas como forma de gerar confusão.
3. O ensino do sexo e do homossexualismo às crianças.
4. A fragilização da autoridade das escolas e dos professores.
5. A imigração em massa como forma de destruir a identidade.
6. A promoção do consumo excessivo de álcool.
7. O esvaziamento das igrejas.
8. Um clima de suspeição sobre o sistema legal (com um viés em favor da vítima do crime).
9. A dependência do Estado ou de benefícios estatais.
10. O controle e redução intelectual dos média.
11. Fomentação da destruição da família.

Uma das ideias principais da Escola de Frankfurt era a exploração da ideia Freudiana com o nome de ‘panssexualismo’ - a busca do prazer, a exploração das diferenças entre os sexos, a subversão dos relacionamentos tradicionais entre os homens e as mulheres. Para avançar mais com a sua agenda, a Escola iria:

atacar a autoridade do pai, negar os papéis específicos do pai e da mãe, e retirar das famílias os seus direitos de educadores primários dos seus filhos.
abolir as diferenças na forma como se educam os rapazes e as raparigas.
• abolir todas as formas de domínio masculino - o que explica a presença de mulheres nas forças armadas.
• declarar as mulheres como "classe oprimida" e os homens como "classe opressora".

Munzenberg resumiu da seguinte forma os planos a longa prazo da Escola de Frankfurt:

Vamos fazer com que o Ocidente cheire mal.

A Escola acreditava que existiam dois tipos de revolução: a (a) política e a (b) cultural. A revolução cultural destrói a partir de dentro. "As formas modernas de sujeição estão marcadas pela brandura". Eles viam isso como um projecto a longo prazo, e mantiveram a sua atenção focada na família, na educação, nos média, no sexo e na cultura popular.

A Família

A "Teoria Crítica" da Escola de Frankfurt pregava que a "personalidade autoritária" é produto duma família patriarcal - uma ideia directamente associada com o livro de Engels com o título "Origins of the Family, Private Property and the State", que promovia o matriarcado. Antes disso, e falando da radical noção da "comunidade de mulheres" (e escrevendo no The German Ideology de 1845), Karl Marx havia já escrito de forma depreciativa sobre o conceito da família como unidade básica da sociedade.

Este era um dos pilares da Teoria Crítica: a necessidade de destruir a família contemporânea. O Instituto pregava que "Até o colapso parcial da autoridade paternal na família tende a aumentar a prontidão da geração vindoura em aceitar alterações sociais".

Seguindo as pegadas de Marx, a Escola demonstrou de que forma é que a "personalidade autoritária" era um produto da família patriarcal - foi Marx quem escreveu de um modo negativo da família como unidade básica da sociedade, o que preparou ainda mais a guerra contra o sexo masculino levada a cabo pela Nova Esquerda durante os anos 60 (promovida por Marcuse sob a máscara de "emancipação da mulher"). Eles propuseram a transformação da nossa sociedade numa sociedade dominada pelas mulheres.

Em 1933, Wilhelm Reich, um dos membros da Escola de Frankfurt,, escreveu "The Mass Psychology of Fascism" onde dizia que o matriarcado era o único e o genuíno tipo familiar da "sociedade natural". Eric Fromm era também um defensor activo da teoria do matriarcado. O masculino e o feminino, disse ele, não eram reflexões das diferenças sexuais "essenciais", tal como os Românticos haviam pensado, mas sim algo que derivava das funções mundanas que eram em parte determinadas pela sociedade. O seu dogma estabeleceu o precedente para os radicais anúncios feministas que, actualmente, aparecem em todos os jornais e programas de televisão.

Os radicais sabiam exactamente o que queriam, e como fazer as coisas. Eles foram bem sucedidos.

Educação

O Lorde Bertrand Russell juntou-se à Escola de Frankfurt no seu esforço de engenharia social e disse de sua justiça no seu livro de 1951 com o título "The Impact of Science on Society". Nele, Russell escreve:

A fisiologia e a psicologia têm dentro de si espaço para técnicas cientificas que ainda aguardam desenvolvimento. A importância da psicologia em massa aumentou consideravelmente devido ao crescimento dos métodos modernos de propaganda. Destes, o mais influente é aquele chamado de "educação". Os psicólogos sociais do futuro irão ter um número de cursos para as crianças em idade escolar, e neles serão testados métodos distintos de forma a produzir a inabalável convicção de que a neve é preta.

Rapidamente, se obterão vários resultados. Primeiro, que a influência do lar é destrutiva. Segundo, que nada mais pode ser feito a menos que a indoutrinação comece antes dos 10 anos. Terceiro, que os versos musicais entoados de forma repetitiva são muito eficazes. Quarto, que a opinão de que a neve é branca tem que ser mantida como forma de demonstrar um gosto mórbido pela excentricidade.

Mas já me estou a antecipar. Cabe aos cientistas do futuro dar precisão a estas máximas, e descobrir quanto é que custa, por cabeça, fazer com que as crianças acreditem que a neve é preta, e quão menos custaria levá-los a acreditar que ela é cinzenta-escura. Quanto a técnica tiver sido aperfeiçoada, todos os governos que estiverem encarregados da educação durante uma geração, serão capazes de controlar os seus súbditos sem a necessidade de exércitos e polícias

Escrevendo para a Fidelio Magazine em 1992, Michael Minnicino nota como os herdeiros de Marcuse e Adorno dominam por completo as universidades, "ensinando os seus alunos a deixar de lado a razão em favor de exercícios ritualistas do Politicamente Correcto. Foram publicados muito poucos livros teóricos de arte, letras, ou línguas nos Estdos Unidos ou na Europa que não reconheçam abertamente a sua dívida para com a Escola de Frankfurt. A "caça às bruxas" que ocorre actualmente nas universidades nada mais é que a implementação do conceito de Marcuse com o nome de "tolerância repressiva" - 'tolerância para com os movimentos da esquerda, ms intolerância para com os movimentos da direita' - forçada pelos estudantes da Escola de Frankfurt."

Drogas

O Dr. Timothy Leary oferece-nos outro olhar para dentro da mente da Escola de Frankfurt com a sua descrição do trabalho da Harvard University Psychedelic Drug Project com o nome ‘Flashback'. Leary citou uma conversa que teve com Aldous Huxley:

Estas drogas mentais, produzidas em massa nos laboratórios, irão levar a cabo alterações gigantescas na sociedade. Isto irá ocorrer comigo e contigo, ou sem nós os dois. Tudo o que podemos fazer é propagar a palavra.
Timothy, o obstáculo a esta evolução é a Bíblia.

Leary prossegue, afirmando:

Tínhamo-nos deparado com o compromisso Judaico-Cristão com Um Deus, uma religião, uma realidade, que há séculos amaldiçoava a Europa, e que também amaldiçova os Estados Unidos desde os seus dias iniciais. As drogas que abriam a mente para realidades múltiplas inevitavelmente levavam-nos para uma visão politeista do universo. Sentíamos que o tempo para uma nova religião humanista fundamentada na inteligência, no pluralismo benéfico e no paganismo científico havia chegado.

Um dos directores do projecto "Personalidade Autoritária", R. Nevitt Sanford, desempenhou um papel fulcral no uso das drogas psicadélicas. Em 1965, ele escreveu o seguinte num livro, publicado pelo braço editorial do Instituto Tavistock (Reino Unido):

A nação parece fascinada com os nossos +/- 40,000 viciados em drogas que são vistos como pessoas rebeldes duma forma alarmante, e que têm que ser refreadas a todo o custo através de dispendiosas actividades policiais. Só um desconfortante Puritanismo poderia dar o seu apoio à práctica de se focar nos viciados em drogas (e não nos 5 milhões de alcoólatras) e tratá-los como um problema de polícia e não como um problema médico, ao mesmo tempo que se suprimem drogas inofensivas tais como a marijuana e o peyote juntamente com as drogas perigosas.

Hoje dia, os principais propagandistas do lobby das drogas fundamentam os seus argumentos (para a legalização) nas mesmas mentiras científicas propagadas há anos pelo Dr. Sanford. Entre tais propagandistas encontra-se o multi-milionário ateu George Soros, que escolheu como um dos seus primeiros programas domésticos juntar esforços que visavam colocar em causa a eficácia dos $37 bilhões por ano gastos na guerra às drogas.

O Lindesmith Center, apoiado por George Soros, á a voz principal dos Americanos que querem descriminalizar ao uso das drogas. Soros é o ‘Daddy Warbucks da legalização das drogas,’ alegou Joseph Califano Jr. do National Center on Addiction and Substance Abuse da Universidade de Columbia (The Nation, Sep 2, 1999).

Música, Televisão e Cultura Popular

Adorno viria a torna-se no líder da divisão focada nos "estudos músicas" da Escola de Frankfurt, que promoveu no seu livro "Theory of Modern Music" a perspectiva de propagar a música atonal, bem como a popular, como forma de destruir a sociedade, formas de música degeneradas como forma de promover a doença mental. Ele afirmou que os Estados Unidos poderiam ser colocados de joelhos através do uso da rádio e da televisão como forma de promover a cultura de pessimismo e desespero; perto do final dos anos 30, Adorno (juntamente com Horkheimer) haviam migrado para Hollywood.

A expansão de jogos de computador violentos também apoiava os propósitos da Escola de Frankfurt. 

Sexo

No seu livro, The Closing of the American Mind, Alan Bloom observou a forma como Marcuse havia atraído os estudantes universitários dos anos 60 com uma combinação de Marx e Freud. Nos seus livros "Eros and Civilization" e "One Dimensional Man"Marcuse prometeu que a superação do capitalismo e da sua falsa consciência iria resultar numa sociedade onde as maiores satisfações seriam sexuais. A música rock foca-se no mesmo ponto junto dos jovens. Expressão sexual sem limites, anarquia, exploração do inconsciente irracional e atribuição de total liberdade, é o que eles têm em comum.

Os Média

Os media actuais - e ninguém menos que Arthur ‘Punch’ Sulzberger Jnr., que assumiu o controle do New York Times em 1992 - baseou-se muito no estudo da Escola de Fankfurt com o nome de The Authoritarian Personality. (New York: Harper, 1950). No seu livro Arrogance, (Warner Books, 1993) o antigo repórter da CBS News Bernard Goldberg, ressalvou que Sulzberger ‘ainda acredita em todas aquelas noções dos anos sessenta em torno da "emancipação" e "o homem que muda o mundo" . . .  De facto, os anos-Punch têm sido uma marcha inabalável pela Avenida Politicamente Correcta, com uma redacção ferozmente dedicada à todas as formas de diversidade, excepto a intelectual.'

No ano de 1953, o Instituto voltou para a Universidade de Frankfurt. Adorno morreu em 1955, e Horkheimer em 1973. O Instituto para Pesquisa Social continuou, mas o que era conhecido como a Escola de Frankfurt não continuou. O "Marxismo cultural" que entretanto tomou posse das nossas escolas e das nossas universidades - aquele "politicamente correcto" que tem destruído os laços familiares, as nossas tradições religiosas, e toda a nossa cultura - emergiu da Escola de Frankfurt.

Foram estes intelectuais Marxistas que, mais tarde, durante as demonstrações contra a guerra do Vietname, cunharam a frase "make love not war"; foram estes intelectuais que promoveram a dialéctica do criticismo "negativo"; foram estes teóricos que sonharam com uma utopia onde os seus líderes iriam governar. Foi o seu conceito que levou à tendência actual de re-escrever a história, e para a moda do "desconstrucionismo". Os seus slogans: "as distinções sexuais são um contracto; se sabe bem, faz; faz o que te apetece".

Nas suas palavras ditas à US Naval Academy em Agosto de 1999, o Dr Gerald L. Atkinson, Comandante da Marinha Americana (Retirado), deu uma palestra geral sobre a Escola de Frankfurt, lembrando à sua audiência de que foram os "soldados rasos" da Escola de Frankfurt que introduziram as técnicas de "treino da sensibilidade" que têm sido usadas nas escolas públicas há mais de 30 anos (e estão actualmente a ser usadas no Exército Americano como forma de educar as tropas sobre o tópico do "assédio sexual").

Durante os treinos de "sensibilidade", foi dito aos professores que não ensinassem mas sim que "facilitassem", técnica esta criada como forma de convencer as crianças de que eles eram a autoridade única nas suas vidas.


Atkinson continua, dizendo:

A Personalidade Autoritária, estudada pela Escola de Frankfurt nos anos 40 e 50 na América, preparou o caminho para a guerra posterior contra o sexo masculino promovida por Herbert Marcuse e o seu grupo de revolucionários sociais (sob a máscara de "emancipação das mulheres"), bem como pelo movimento da Nova Esquerda dos anos 60. A evidência de que as técnicas psicológicas de alteração de personalidade têm como propósito a feminização do homem Americano é disponibilizada por Abraham Maslow, fundador da "Third Force Humanist Psychology" e promotor das aulas psicoterapêuticas, que escreveu, ".... o próximo passo da evolução pessoal é a transcendência para além da masculinidade e da feminilidade para a humanidade geral".

No dia 17 de Abril de 1962, Maslow deu uma palestra a um grupo de freiras do Sacred Heart, colégio feminino Católico em Massachusetts. Maslow ressalvou no seu diário a forma como o seu discurso havia sido "muito bem sucedido", mas ele classificou esse facto de perturbador:

Elas não deveriam aplaudir o que eu dizia mas sim atacar-me. Se elas estivessem plenamente cientes do que eu estava a fazer, eles iriam atacar. (Journals, p. 157).

A Rede

No seu folheto "Sex & Social Engineering" (Family Education Trust 1994), Valerie Riches ressalvou que nos finais dos anos 60 e princípios dos anos 70, existiam campanhas parlamentares intensas que emanavam dum número de organizações das áreas do controle de natalidade (isto é, contracepção, aborto, esterilização):

A partir da nossa análise dos seus relatórios anuais, tornou-se aparente que um número comparativamente pequeno de pessoas encontravam-se, até um nível surpreendemente, envolvida numa gama de grupos de pressão. Esta rede não só se encontrava unida através das pessoas comuns, mas também pelo financiamento comum, ideologia comum, e até moradas comuns.

Esta rede era também apoiada por uma vasta gama de interesses e ocasionalmente suportada com dinheiro de departamentos governamentais. No centro da  rede encontrava-se a Family Planning Association (FPA) com a sua colecção de ramificações.

O que nós descobrimos foi uma estrutura de poder com uma influência enorme.

Investigações mais aprofundadas revelaram que a rede estendia-se para áreas como a eugénica, controle populacional, controle de natalidade, reformas sexuais, direito familiar, educação sexual e educação em torno da saúde. Os seus tentáculos atingiam editoras, instituições médicas, instituições educacionais e de pesquisa, organizações femininas e grupos de orientação matrimonial - onde quer que a sua influência se pudesse fazer sentir. Parecia que essa rede tinha uma influência enorme nos média, sobre os oficiais permanentes de departamentos governamentais relevantes, levando em conta todas as proporções e os números envolvidos.

Durante a nossa investigação, um palestrante do Sex Education Symposium em Liverpool delineou as tácticas da educação sexual, afirmando, "Se nós não entrarmos dentro da educação sexual, as crianças simplesmente seguirão as escolhas dos seus pais". O facto da educação estar em vias de passar a ser um veículo para os vendedores ambulantes do humanismo secular, rapidamente se tornou claro.

No entanto, por essa altura o poder da rede e a totalidade ds implicações decorrentes das suas actividades não eram plenamente entendidas. Pensava-se que a situação se limitava à Grã-Bretanha e as implicações internacionais não eram compreendidas. Pouco depois, surgiu um pequeno livro com o intrigante título de "The Men Behind Hitler—A German Warning to the World". A sua tese era a de que, depois do holocausto na Alemanha Nacional Socialista, o movimento eugénico, que havia obtido popularidade no início do século 20, tinha-se retirado para a clandestinidade mas ainda se encontra activo e funcional através de organizações tais como aquelas que promoviam o aborto, a eutanásia, a esterilização, a saúde mental, etc.

O autor apelou ao leitor que olhasse para o seu país, e para os países à sua volta, porque certamente que ele iria ver que os membros e os comités destas organizações eram comuns até um nível impressionante.

Outros livros e artigos provenientes de fontes independentes vieram mais tarde a confirmar esta situação. . . . Um livro notável foi também publicado nos Estados Unidos documentando as actividades do grupo "Sex Information and Education Council of the United States" (SIECUS). Tinha o título de "The SIECUS Circle A Humanist Revolution". O grupo SIECUS foi estabelecido no ano de 1964 e não passou muito tempo até tomar parte num programa de engenharia social através da educação sexual nas escolas.

A primeira directora-executiva foi Mary Calderone e tinha ligações próximas com a Planned Parenthood, a equivalente Americana da British FPA. Segundo o livro "The SIECUS Circle", Calderone apoiou os sentimentos e as teorias avançadas pelo humanista Rudolph Dreikus tais como:

· misturando ou revertendo os sexos ou os papéis sexuais;
· emancipando as crianças das suas famílias; 
· abolir a família tal como nós a conhecemos.

No seu livro Mind Siege, (Thomas Nelson, 2000) Tim LaHaye e David A. Noebel confirmaram os dados apurados por Riches relativos a uma rede internacional:

As vozes autoritárias do Humanismo Secular pode ser graficamente retratadas como uma equipa de basebol: a atirar a bola está John Dewey; a agarrar está Isaac Asimov; na primeira base está Paul Kurtz; na segunda Corliss Lamont; na terceira Bertrand Russell; entre a segunda e a terceira base ["shortstop"] está Julian Huxley; do lado esquerdo está Richard Dawkins; no meio campo está Margaret Sanger do lado direito está Carl Rogers; o técnico é Ted "o Cristianismo é para derrotados" Turner; a rebatedora designada é Mary Calderone; na lista de jogadores utilitários estão as centenas de nomes presentes no verso do Manifesto Humanista I e do Manifesto Humanista II, incluindo Eugenie C. Scott, Alfred Kinsey, Abraham Maslow, Erich Fromm, Rollo May, e Betty Friedan.

Nas arqui-bancadas encontram-se organizações patrocinadoras ou organizações de apoio tais como ..... a Escola de Frankfurt, a facção esquerdista do Partido Democrata, os Socialistas Democratas da América, as universidades Harvard, Yale, Minnesota, Berkley (Califórnia), bem como outros 2,000 colégios e universidades.

Um exemplo práctico da forma como o pensamento tsunâmico de Maslow engoliu as escolas Inglesas foi revelado num artigo presente no jornal Catholic Family do British Nat assoc. of Catholic Families’ (NACF) (Agosto de 2000), onde James Caffrey lançou um aviso sobre o programa "Citizenship" (PSHE), que seria pouco depois colocado no Curriculo Nacional:

Temos que olhar atentamente para o vocabulário usado neste novo tema, e mais importante ainda, descobrir a base filosófica sobre o qual está assente. As pistas para isto podem ser encontradas na palavra "escolha" que ocorre com frequência na documentação do [programa] Citizenship, e o enorme ênfase que é colocado no acto dos alunos discutirem e "esclarecerem" o seu ponto de vista, os seus valores e as suas escolhas em torno dum dado assunto. Isto nada mais é que o conceito conhecido como "Esclarecimento de Valores" - conceito que é anátema para o Catolicismo (...).

Este conceito foi inicialmente propagado na Califórnia durante os anos 60 por parte dos psicólogos William Coulson, Carl Rogers e Abraham Maslow. O mesmo baseava-se na psicologia "humanista", onde os pacientes eram vistos como os juízes únicos das suas acções e do seu comportamento moral. Havendo promulgado a técnica do "Esclarecimento de Valores", os psicólogos introduziram-no nas escolas bem como em outras instituições - tais como conventos e seminários - com resultados desastrosos.

Os conventos esvaziaram-se, os religiosos perderam a sua vocação e houve uma perda generalizada da fé em Deus [ed: tal como era suposto]. Porquê? Porque as instituições têm como base crenças absolutas tais como o Credo e Os Dez Mandamentos, só para dar alguns exemplos. O "Esclarecimento de Valores" assume o relativismo moral onde não há um bem ou um mal absolutos, e nenhuma dependência de Deus. Este mesmo sistema está em vias de ser introduzido às crianças, aos juniores e aos adolescentes com mentes vulneráveis (...).

A filosofia inerente do "Esclarecimento de Valores" defende que o facto dos professores promoverem virtudes tais como a honestidade, a justiça ou a castidade, é uma forma de indoutrinar as crianças e uma "violação" da sua liberdade moral. É defendido que as crianças sejam livres para escolher os seus próprios valores; o professor deve apenas "facilitar" e evitar toda a moralização e toda a crítica.

Tal como um advogado disse recentemente, em relação à preocupante tendência da educação Australiana, "O tema chave do esclarecimento de valores é o que não existem valores morais certos ou errados. A educação de valores não buscar identificar e transmitir os valores "certos", ensinos da Igreja, especialmente a encíclica papal Evangelium Vitae."

Na ausência de algum tipo de orientação moral, as crianças naturalmente fazem escolhas com base nos seus sentimentos. A poderosa pressão social, liberta dos valores que emanam duma Fonte Divina, garantem que os "valores comuns" afundem-se para o mais baixo denominador comum. Referências à sustentabilidade ambiental levam a uma forma de pensar onde os argumentos anti-vida (para o controle populacional) sejam apresentados não só responsáveis como também como desejáveis.

Semelhantemente, a "escolha informada" em torno da saúde e do estilo de vida são eufemismos para atitudes contrárias às visões Cristãs em torno da maternidade, da paternidade, do sacramento do casamento e da vida familiar O "Esclarecimento de Valores" é dissimulado e perigoso, e ele é a base de toda a racionalidade do Citizenship (PSHE) e ele será brevemente introduzido nas escolas do Reino Unido.

Isto irá dar valores seculares às crianças e encorajá-las a adoptar a atitude de que só eles são a autoridade máxima e judicial nas suas vidas. Nenhuma escola Católica pode incluir este novo tema tal como formulado no documento Curriculum 2000 dentro da provisão do actual currículo O Dr. William Coulson reconheceu os danos psicológicos que a técnica de Rogers infligiu aos jovens e rejeitou-os, dedicando a sua vida a expor os perigos.

Não deveriam aqueles em posição de autoridade dentro das instituições Católicas fazer o mesmo, à medida que o ‘Citizenship’faz a sua mortífera aproximação? Se permitirmos que esta subversão de valores e de interesses, prossiga, iremos perder, nas gerações futuras, tudo pelo qual os nossos antepassados lutaram e morreram. Fomos avisados, disse Atkinson. Uma leitura da história (e tudo isto está nos relatos históricos mainstream) diz-nos que estamos em vias de perder o que nós temos de mais precioso - as nossas liberdades individuais.

Philip Trower, numa carta para o autor, diz:

O que nós estamos a sofrer actualmente é uma mistura de duas escolas de pensamento: a Escola de Frankfurt e a tradição liberal que teve início no Iluminismo do século 18. Claro que a Escola de Frankfurt tem como fonte remota o Iluminismo do século 18, mas tal como o Marxismo de Lenine, ele é um movimento separatista. O objectivo imediato tanto do liberalismo clássico como da Escola de Frankfurt tem sido, essencialmente, o mesmo (ver os 11 pontos de cima), mas o propósito final é diferente. Para os liberais, a sua ideologia leva à "melhoria" e ao "aperfeiçoamento" da cultura ocidental, mas para a Escola de Frankfurt, ela leva à sua destruição.

Ao contrário dos Marxistas da linha dura, a Escola de Frankfurt não faz planos para o futuro. (Mas) a Escola de Frankfurt parece ver mais além do que os nossos liberais clássicos e do que os nossos secularistas. Pelo menos eles vêem que os desvios morais que eles promovem irão tornar a vida social impossível e intolerável. Mas isto levanta uma grande questão em torno da forma como seria um futuro liderado por eles.

Entretanto, a Revolução Silenciosa avança.




sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A Escola de Frankfurt e o Politicamente Correcto - Parte 4

Esta é a parte final dum artigo iniciado aqui.
IV. O Eros Aristotélico: Marcuse e a contracultura das Drogas do CIA

Em 1989, foi perguntado a Hans-Georg Gadamer, protegido de Martin Heidegger e o último da geração original da Escola de Frankfurt, que disponibilizasse uma apreciação ao seu próprio trabalho para o jornal Alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung. Ele escreveu:
Temos que olhar para a ética Aristotélica como a verdadeira realização do desafio Socrático, que Platão havia colocado no centro do seu diálogo em torno da questão Socrática do bem.... Platão descreveu a ideia do bom .... como a principal e a mais elevada ideia, que supostamente é o princípio de existência mais elevado para o univer5so, o estado, e a alma humana. Contra isto, Aristóteles lançou uma crítica decisiva sob a famosa fórmula: "Platão é meu amigo, mas a verdade é mais minha amiga".

Ele negou que seria possível considerar a ideia do bem como um princípio universal do ser, que é suposto ser igual não só para o conhecimento teórico mas também para o conhecimento práctico e para a actividade humana.
Esta declaração não só expressa de forma sucinta a filosofia subjacente da Escola de Frankfurt, como sugere também um ponto de inflexão em torno do qual podemos organizar a maior parte do combate filosófico dos últimos 2 mil anos. De maneira simplificada, a correcção Aristotélica de Platão rompe a física da metafísica, relegando o Bem para o lugar de objecto de mera especulação em relação ao qual, segundo Wilhelm Dilthey, o filósofo favorito da Escola de Frankfurt, "o nosso conhecimento permanece como uma hipótese".

O nosso conhecimento do "mundo real", como Dilthey, Nietzsche, e outros precursores da Escola de Frankfurt costumavam enfatizar, torna-se erótico, na mais forma mais generalizada do termo, como fixação por um objecto. O universo torna-se numa colecção de coisas que operam individualmente com base nas suas próprias naturezas (isto é, geneticamente), e através da interacção entre elas mesmas (isto é, mecanicamente). A ciência torna-se na dedução das categorias apropriadas destas naturezas e interacções.

Uma vez que a mente humana nada mais é que um sensório, esperando que a maçã Newtoniana a enquadre dentro duma dedução, a relação entre a humanidade e o mundo (e vice-versa) transforma-se numa ligação erótica entre objectos. O entendimento do que é universal - a mente que tenta ser uma imagem viva do Deus Vivo - é, portanto, uma ilusão. Esse universal ou não existe, ou existe duma forma incompreensível como um deus ex machina; isto é, o Divino existe como uma sobreposição ao universo físico - Deus, na verdade, é Zeus a disparar relãmpagos para o mundo a partir duma localização exterior. (Ou, e se calhar de uma forma mais apropriada, Deus é na verdade, o Cupido a deixar setas douradas um pouco por todo o lado como forma de causar a que os objectos se atraiam mutuamente, e setas de chumbo para causar a que os objectos se rejeitem mutuamente.)

A chave para a totalidade do programa da Escola de Frankfurt, começando no originador Lukacs em diante, é a "libertação" do eros Aristoteliano como forma de causar a que os estados sentimentais individuais se tornem psicologicamente primários. Quando os lideres do Instituto para Pesquisa Social chegaram aos Estados Unidos em meados dos anos 30, eles exultaram com o facto de estarem num lugar que não tinha defesas filosóficas contra a sua versão de Kulturpessimismus  [pessimismo cultural].

No entanto, embora a Escola de Frankfurt tenha feito grandes avanços na vida intelectual Americana antes da da Segunda Guerra Mundial, a sua influência limitava-se em larga escala ao mundo académico e à rádio; a rádio, embora importante, não tinha ainda a influência sobrepujante na vida social que iria adquirir durante a guerra. Para além disso, a mobilização Americana para a guerra, e a vitória contra o fascismo, marginalizou a agenda da Escola de Frankfurt; a América de 1945 era sublimemente optimista, com uma população firmemente convencida de que uma república mobilizada, apoiada pela ciência e pela tecnologia, poderia fazer quase tudo.

No entanto, os quinze anos que se seguiram à guerra viram o domínio da vida familiar pela rádio e pela televisão a moldada pela Escola de Frankfurt, num período de erosão política onde o enorme potencial positivo da América degenerou-se para uma postura puramente negativa contra a real, e muitas vezes manipulada, ameaça da União Soviética. Ao mesmo tempo, centenas de milhares da jovem geração - os assim conhecidos baby boomers - estavam a entrar nas universidades e a ser expostos ao veneno da Escola de Frankfurt - quer seja directamente ou indirectamente.

É bastante ilustrativo o facto de, por 1960, a sociologia se ter tornado no curso de estudo mais popular nas universidades Americanas. De facto, quando olhamos para os primeiros sinais de rebelião estudantil no início dos anos 60, tais como os discursos do Berkeley Free Speech Movement ou o Port Huron Statement que fundou o grupo "Estudantes Por Uma Sociedade Democrática", ficamos estupefactos com o quão vazios de conteúdo essas discussões eram. Há muita ansiedade em torno de ser forçado a conformar-se ao sistema - "Sou ser humano; não dobrar, fiar ou mutilar" dizia um slogan primitivo de Berkeley - mas é bem claro que os "problemas" citados derivam muito mais dos livros escolares de sociologia requeridos do que de alguma necessidade real da sociedade.

A Revolução Psicadélica da CIA

A inquietação latente dentro das universidades durante os anos 60 poderia muito bem ter passado, ou ter tido uma consequência positiva, se não fosse a traumática decapitação da nação através do assassinato de John F. Kennedy, acrescido à introdução simultânea do uso generalizado das drogas. As drogas sempre haviam sido uma "ferramenta analítica" para oos Românticos do século 19, tais como os Simbolistas Franceses, e eram muito populares entre os periféricos Boémios Europeus e Americanos bem para além do período do pós-Segunda Grande Guerra.

Mas na segunda metade dos anos 50, a CIA e os outros serviços secretos aliados, começaram com uma extensiva experimentação com o alucinogéno LSD como forma de investigar o seu potencial para o controle social. Já está amplamente documentado que milhões de doses do químico foram produzidos e disseminados sob a égide da operação MK-Ultra, levada a cabo pela CIA. O LSD tornou-se na droga de escolha dentro da própria agência, e foi disponibilizada livremente a amigos da família, incluindo um substancial número de veteranos da OSS.

Por exemplo, foi Gregory Bateson, veterano da OSS Research & Analysis Branch, que "chamou a atenção" do poeta Beat Allen Ginsberg  para uma experiência com o LSD levada a cabo pela Marinha Americana em Palo Alto, Califórnia. Não só Ginsberg, mas o novelista Ken Kesey e os membros originais do grupo de rock The Grateful Dead abriram as portas da percepção, cortesia da Marinha.

O guru da "revolução psicadélica", Timothy Leary, ouviu falar dos alucinogénos pela primeira vez em 1957 na revista Life (cujo editor Henry Luce frequentemente recebia acido governamental, tal como muitos outros formadores de opinião), e começou a sua carreira como um empregado contratado da CIA; numa "reunião" de pioneiros do ácido que decorreu em 1977, Leary admitiu abertamente:
Tudo o que eu sou, devo-o à visão da CIA.
Os alucinogénos têm o efeito singular de tornar a vítima associal, totalmente egocêntrica, e preocupada com objectos. Até o mais banal dos objectos podem assumir a "aura" da qual falava Benjamim, e torna-se atemporal e ilusoriamente profunda. Dito doutra forma, os alucinogénos atingem instantaneamente o estado mental idêntico ao prescrito pelas teorias da Escola de Frankfurt. E a popularização destes químicos gerou uma vasta instabilidade psicológica, perfeita para colocar em práctica essas teorias. Portanto, a situação da América no princípio dos anos 60 representou uma ponto de re-entrada brilhante para a Escola de Frankfurt, e ele foi explorado na sua plenitude.

Uma das maiores ironias da "Nova Geração" de 1964 em diante é que, apesar de todas as suas alegações em torno do seu modernismo total, nenhuma das suas ideias e artefactos tinha menos de 30 anos de existência. A teoria política veio por inteiro da Escola de Frankfurt; Lucien Goldmann, o radical Francês que era professor visitante na Universidade da Columbia em 1968, estava totalmente certo quando disse, sobre Herbert Marcuse em 1969, que "os movimentos estudantis .... encontraram nos seus trabalhos, e de forma geral apenas e só nos seus trabalhos, a formulação teórica dos seus problemas e aspirações.".

O cabelo longo e as sandálias, as comunas de amor-livre, a comida macrobiótica, os estilos de vida liberais, haviam sido construídos no virar do século e exaustivamente testados no vida real através de experiências sociais "Nova Era" com ligações à Escola de Frankfurt, tais como a comuna de Ascona antes de 1920. Até as desafiadoras palavras de Tom Hayden "Não confiem em pessoas com mais de trinta anos" nada mais era que uma versão menos urbana das palavras de Rupert Brooke, ditas em 1905, "Não vale a pena falar com alguém com mais de 30 anos."

Os engenheiros sociais que moldaram os anos 60 simplesmente basearam-se de material já disponível.

Eros e Civilização

O documento-fundador da contra-cultura dos anos 60, e aquele que trouxe até aos anos 60 o "messianismo revolucionário" dos anos 20 da Escola de Frankfurt, foi o livro de Marcuse com o título de Eros e Civilização, originalmente publicado em 1955 e financiado pela Fundação Rockefeller. Este documento resume de forma magistral a ideologia Kulturpessimismus da Escola de Frankfurt no conceito da "dimensionalidade".

Numa das mais bizarras perversões da filosofia, Marcuse alegou que derivou este conceito de Friedrich Schiller. Schiller, que Marcuse propositadamente e erradamente identifica como o herdeiro de Immanuel Kant, discerniu duas dimensões na humanidade: um instinto sensual e um impulso voltado para a forma. Schiller propôs a harmonização destes dois instintos dentro do homem sob a forma de dum criativo instinto brincalhão.

Para Marcuse, no entanto, a única forma de escapar a uni-dimensionalidade da moderna sociedade industrial era a libertação do lado erótico do homem - o instinto sensual - como forma de rebelião contra a "racionalidade tecnológica". Tal como diria Marcuse em 1964 no seu livro One-Dimensional Man:
Uma ausência de liberdade confortável, serena, razoável e democrática prevalece na civilização industrial avançada, símbolo do progresso técnico.
Esta emancipação erótica que ele erradamente identifica com "instinto brincalhão" de Schiller, em vez de ser erótica, é uma expressão de caridade, o mais elevado conceito de amor associado à criatividade. A teoria contrária de emancipação erótica de Marcuse é algo implícito em Sigmund Freud, mas não explicitamente enfatizada (excepto por parte de alguns renegados Freudianos tais como Wilhelm Reich e, de alguma forma, Carl Jung).

Marcuse afirma que todos os aspectos culturais do Ocidente, incluindo a própria razão, operam para reprimir isto:
O universo totalitário da racionalidade tecnológica é a mais recente transmutação da ideia da razão.
Ou:
[O campo da morte de] Auschwitz continua a assombrar não a memória mas os feitos do homem - os vôos espaciais, os foguetes e os mísseis, as bonitas fábricas electrónicas.
Esta emancipação erótica deveria assumir a forma da "Grande Recusa", a rejeição total do monstro "capitalista" e de todas as suas obras, incluindo a razão "tecnológica" e língua "ritualisticamente autoritária". Como parte da Grande Recusa, a humanidade deveria desenvolver um "ethos estético", transformando a vida num ritual estético, um "estilo de vida" (uma frase sem sentido que começou a fazer parte da língua nos anos 60 devido à influência de Marcuse).

Com Marcuse como representante da linha divisória, os anos 60 estavam cheios de justificativas intelectuais obtusas para as rebeliões sexuais adolescentes, vazias de conteúdo. O livro Eros e Civilização foi re-editado em 1961 como um pouco dispendioso paperback, e foi alvo de várias edições; no prefácio da edição de 1966, Marcuse acrescentou que o novo slogan "Make Love Not War" era exactamente do que ele falava:
A luta pelo eros é uma luta política.
Em 1969, ele ressalvou que até o excessivo uso de obscenidades por parte da Nova Esquerda nas suas manifestações fazia parte da Grande Recusa, identificando isso como "rebelião linguística sistemática, que esmaga o contexto ideológico dentro do qual as palavras são usadas e definidas."

Marcuse recebeu a ajuda do psicanalista Norman O. Brown, o seu protegido do OSS, que contribuiu com o livro Life Against Death em 1959, e Love's Body em 1966 - apelando ao homem que colocasse de lado o seu razoável e "blindado" ego,  substituindo-o com o "Ego corporal Dionisíaco" que iria incorporar a instintiva realidade da perversidade polimorfa, e levar o homem de volta para a sua "união com a natureza".

Os livros de Reich, que havia identificado a monogamia como causa do Nazismo [!], foram re-editados. Reich havia morrido numa prisão Americana, encarcerado por tomar para si dinheiro sob a alegação de que o cancro poderia ser curado re-canalizando a "energia orgone." A educação primária passou a estar dominada pelo principal seguidor de Reich, A.S. Neill, membro da seita Teosófica dos anos 30, e ateu militante cujas teorias educacionais exigiam que os estudantes fossem ensinados a rebelar-se contra os professores que são, por natureza, autoritários.

O livro de Neill Summerhill vendeu 24,000 cópias em 1960, número que subiu par 100,000 em 1968, e 2 milhões em 1970; por volta de 1970, o livro de Neill era leitura  obrigatória em mais de 600 cursos universitários, transformando-o num dos textos educacionais mais influentes da altura, sendo ainda um referência para escritores recentes focados nesse tópico.

Marcuse pavimentou o caminho para o revivalismo completo dos restantes teóricos da Escola de Frankfurt, re-introduzindo o há-muito-esquecido Lukacs na América. O próprio Marcuse tornou-se no pára-raios para os ataques na contra-cultura, e era regularmente atacado por fontes tais como o diário Soviético Pravda, e o então Governador da Califórnia Ronald Reagan.

No entanto, a única crítica contemporânea com algum mérito foi uma feita pelo Papa Paulo VI, que em 1969 acusou Marcuse (o que foi um passo extraordinário visto que, normalmente, o Vaticano abstém-se de denúncias formais a indivíduos ainda vivos), juntamente com Freud, pela sua justificação de "expressões nojentas e desenfreadas de erotismo", e qualificou a teoria de emancipação de Marcuse de "a teoria que abre a porta à licença camuflada de liberdade ... uma aberração do instinto."

O erotismo da contra-cultura significava muito mais que amor livre e um ataque violento à família nuclear. Ele significava também a legitimação do eros filosófico. As pessoas foram treinadas para se verem a elas mesmas com objectos determinados pelas suas "naturezas". A importância do indivíduo como pessoa dotada com a centelha divina da criatividade, e capaz de operar sobre toda a civilização humana, foi substituída pela ideia de que a pessoa é importante porque ela ou ele é negra, mulher, ou se sente impulsos homossexuais. Isto explica a deformação do movimento dos direitos civis para o movimento do "poder negro", e a transformação da legítima causa dos direitos civis das mulheres no feminismo.

A discussão em torno dos direitos civis das mulheres foi forçado a transformar-se em mais um "culto de emancipação", repleto de queima de sutiãs e outros, por vezes com rituais óbvios ao estilo da adoração a Astarte. Uma análise aos livros Sexual Politics de Kate Millet' (1970) e The Female Eunuch por Germaine Greer (1971), demonstra a sua total dependência em Marcuse, Fromm, Reich, e outros extremistas Freudianos.

A Má Viagem

Esta popularização da vida como um ritual erótico e pessimista não diminuiu com o passar do tempo, mas, em vez disso, aprofundou-se mais durante os 20 anos que entretanto se passaram até aos dias actuais; ele é a base para o horror que vemos actualmente. Os herdeiros de Marcuse e Adorno dominam por completo as universidades, ensinado aos seus estudantes que coloquem de parte a razão em favor do exercícios ritualísticos "Politicamente Correctos". Actualmente, existem muito poucos livros sobre artes, letras, ou línguas publicados nos EUA ou na Europa que reconheçam abertamente a sua dívida para com a Escola de Frankfurt.

A caça às bruxas que ocorre nas universidades modernas nada mais é que a implementação da "tolerância repressiva" de Marcuse - "tolerância para com os movimentos esquerdistas, mas intolerância para com os movimentos da direita" - colocada em práctica pelos estudantes da Escola de Frankfurt, que entretanto se tornaram professores de estudos femininos e estudos Afro-Americanos. Por exemplo, o mais erudito porta-voz dos estudos Afro-Americanos, o professor Cornell West de Princeton, admite publicamente que as suas teorias derivam do pensamento de Georg Lukacs.

Ao mesmo tempo. a feiúra cuidadosamente alimentada pelos pessimistas da Escola de Frankfurt corrompeu os nossas maiores empreendimentos culturais. É muito difícil encontrar uma performance duma ópera de Mozart que não foi totalmente deformada por um director que, seguindo o pensamento de Benjamim e do Instituto para Pesquisa Social, quer "colocar em liberdade o sub-texto erótico". Não dá para pedir a uma orquestra que execute Schönberg e Beethoven no mesmo programa, e manter a sua integridade para o último. E, quando a nossa mais elevada cultura se torna impotente, a cultura popular torna-se abertamente bestial.

Uma imagem final: As crianças Americanas e Europeias assistem diariamente filmes tais como Nightmare on Elm Street e Total Recall, ou programas de televisão comparáveis a estes. Uma cena típica num destes é ter uma figura que emerge da televisão; a sua face irá realisticamente descascar-se e revelar um homem terrivelmente deformado com lâminas no lugar dos dedos, dedos esses que irão crescer consideravelmente e - subitamente - a vítima é golpeada até se transformar em fitas ensanguentadas.

Isto não é entretenimento mas sim uma alucinação profundamente paranóica duma cabeça cheia do ácido do LSD. A pior coisa que ocorreu nos anos 60 é actualmente um lugar comum. Como consequência das teorias da Escola de Frankfurt e dos seus co-conspiradores, o Ocidente encontra-se numa "má viagem" da qual não tem permissão para sair.

Os princípios sobre os quais a civilização Judaico-Cristã foram estabelecidos já não se encontram dominantes na nossa sociedade, e eles existem como um tipo de resistência clandestina. Se tal resistência for, por fim, submergida, então a civilização não irá sobreviver - e, na nossa era de doenças pandêmicas incuráveis e armas nucleares, o colapso da civilização irá irá levar o resto do mundo para o Inferno.

A forma de escapar a isto é gerar um Renascimento. Se isto soa demasiado grandioso, não deixa de ser exactamente o que nós precisamos. Um renascimento significa um novo começo, a rejeição do mal, do desumano, e das coisas claramente estúpidas, e um regresso de centenas ou milhares de anos até às ideias que permitiram à humanidade crescer rodeada de beleza e bondade. Mal nós tenhamos identificado essas crenças cardinais, nós seremos capazes de reconstruir a civilização.

Essencialmente, um novo Renascimento irá depender de cientistas, artistas, e compositores, mas, acima de tudo, de pessoas aparentemente comuns que irão defender a centelha divina presente nelas mesmas, e não tolerar nada menos que isso. Dado o sucesso da Escola de Frankfurt e dos seus patrocinadores desta Nova Era das Trevas, estes indivíduos comuns, com a sua crença na razão e na diferença entre o certo e o errado, serão impopulares. Mas, nenhuma boa ideia foi popular desde o princípio.

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Parte 1 - http://bit.ly/ZgTGYF

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Parte 3 - http://bit.ly/1p5mE4d
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