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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Esquerda das ilusões está de volta com a receita antiga

A esquerda pura e dura, à moda antiga, está de volta – nos programas políticos, no mundo académico, nas cabeças “bem pensantes”. O velho marxismo mais uma vez promete a “felicidade” a pataco, ignorando o bom senso e a racionalidade e endeusando o Estado omnipotente e omnipresente.

A queda do muro de Berlim tinha deixado o socialismo “tradicional” à margem da política mundial. Os principais partidos socialistas meteram silenciosamente o marxismo “na gaveta”, de forma a poderem ganhar eleições. O radicalismo de esquerda, esse, parecia ter praticamente desaparecido.

Esta esquerda pura e dura, à moda antiga, que quisera um dia submeter tudo e todos ao controlo omnipotente e omnipresente do Estado, já só sobrevivia em enclaves minúsculos da Europa, na China e na América do Sul, onde a sua natureza folclórica se adapta bem à cultura política da região.

Mas eis que, despertando de três décadas de hibernação, essa esquerda velha e relha volta a dar sinais de vida no Ocidente, ressuscitando da sepultura uma “receita” sem emenda.

O socialismo tem um historial longo e conturbado na Europa. Nasceu no final do século XIX e continuou a crescer e a ganhar poder, corroendo por dentro a democracia “burguesa”. Acabou, no entanto, por se acomodar ao sistema e adquirir as mesmas características da classe de topo que supostamente queria substituir. Na URSS, o Czar foi substituído pelo secretário-geral do Partido Comunista. Na Europa Ocidental, os partidos socialistas acabaram por ser tão parte do sistema como os seus antecessores.

Revelaram-se, no entanto, hábeis a reescrever a História – um campo que a distracção ocidental deixou perigosamente nas mãos da esquerda académica.

Os comunistas soviéticos, sempre desajeitados, chegaram até a apagar dessa História, à tesourada grosseira, aquilo ou aqueles que não interessavam à sua “narrativa”. Quem não ouviu já a patranha de que o Estado Social era criação dos socialistas, quando na verdade nasceu das ideias de um aristocrata “reaccionário”, Otto Von Bismark? 

Quem não os ouviu já gabar-se de terem “conquistado” a diária laboral de 8 horas, esquecendo o papel dos democratas-cristãos nessa “conquista”? Apenas eles são os “defensores do povo”, embora geralmente não estejam presentes quando chega a hora de esse povo pagar pela sua má gestão…

MUDAM-SE OS TEMPOS…

Hoje, a velha “cassette” passou a ser um MP4, mas a canção mudou pouco. Entre os académicos, estão agora na berra os “estudos behavioristas”, segundo os quais os mercados promovem, por inerência, a ganância e os comportamentos “anti-sociais”. Em resposta a este problema, a solução que apontam é (de novo) a intervenção em grande escala do Estado para nos “salvar” de “nós próprios”. 

Na sua versão mais radical, estes académicos defendem mesmo o controlo dos “sectores estratégicos da economia”. Basicamente, o mesmo discurso do PREC de há 40 anos, mas desta vez com a chancela das universidades norte-americanas a substituir as citações d’O Capital de Karl Marx.

Ninguém parece querer saber que grande parte da ineficiência do Ocidente radica nos próprios Estados que em tudo se intrometem. Por exemplo, há na Europa países, incluindo um à beira-mar plantado, onde os custos da gasolina são 100% mais elevados devido aos impostos com que os sobrecarregam – e não devido aos preços praticados pelos operadores ou ao “mercado”. 

O vulgar cidadão pergunta-se porque não baixa o custo dos combustíveis, mesmo quando o preço do petróleo cai. A resposta simples é: o Estado regula os preços, e não quer deixar de meter o seu dinheiro ao bolso.

Mesmo com todas as evidências em contrário, o discurso do controlo estatal da economia parece estar a ganhar novo fôlego entre a esquerda. Para esta, basta “sonhar” e prometer que o Estado fará, o Estado dará. Saber quanto essas promessas custam e de onde virá o dinheiro – pouco interessa aos neo-esquerdistas.

No Reino Unido, o actual líder trabalhista, Jeremy Corbyn, propõe-se chegar ao poder para instalar uma governação socialista “à antiga”, voltando a pôr debaixo da alçada do Estado uma economia liberal de sucesso. Se, por absurdo, o conseguisse, só o custo da nacionalização das empresas de gás seria de 200 mil milhões de euros (mais do que todo o PIB português). Re-nacionalizar os caminhos-de-ferro custaria outro tanto. 

Nacionalizar a indústria automóvel e aeronáutica colocaria o Reino Unido em apuros face a países como a Alemanha e o Japão. E restringir “ao máximo” o sector financeiro, como Corbyn deseja, significaria pura e simplesmente o desemprego para milhões de pessoas, enquanto os “capitalistas” simplesmente transitariam para outras praças, como Nova York, Paris ou Frankfurt. Seria o fim da City, que desde o século XVIII está na base da prosperidade britânica.

CONTRA A PROSPERIDADE

Corbyn, que se assume como admirador do marxismo, também gostaria de desmilitarizar o Reino Unido, começando pelas suas armas nuclear, “unificar” a Irlanda entregando a Irlanda do Norte à República da Irlanda sem sequer consultar os habitantes (qualquer semelhança com as “descolonizações exemplares” é pura coincidência) e lidar com a ameaça terrorista através de “negociações”. Nada de original, vindo de quem considera o Hamas como “amigo”. 

O próprio Reino Unido seria desmantelado num governo socialista liderado por Corbyn, que é um republicano militante e defende o fim imediato tanto da Monarquia como da união entre a Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e Gales. E quem diria, há apenas dez anos, que um homem destes poderia algum dia liderar um partido e aspirar ao poder?

Já nos Estados Unidos o discurso de “morte aos traidores” é gritado por Bernie Sanders, coqueluche da minoria radical do Partido Democrático e putativo candidato a candidato na próxima corrida presidencial. 

Sanders quer duplicar o tamanho do Estado norte-americano e rescrever a Constituição, transferindo o poder partilhado com os Estados, inteirinho, para as mãos do Governo Federal. Estima-se que, caso fosse eleito, Bernie Sanders custaria aos norte-americanos 18 biliões (sim, com 12 zeros!) ao longo de um mandato – o equivalente a toda a actual dívida dos EUA, contraída durante décadas. Como é possível que, face a toda esta evidência, a popularidade de Sanders esteja a subir nas sondagens? Só mesmo o poder desinformador da comunicação social o pode explicar.

E, no entanto, basta olhar para o resultado das políticas estatizantes, em qualquer região do mundo onde tenham sido aplicadas, para perceber que são contrárias à prosperidade dos povos. E não é necessário recuar no tempo: já neste século XXI, na China, o “crash” do mercado bolsista e a desaceleração da economia são resultado da mesma ideia fixa: mais Estado, cada vez mais Estado.

Apesar de ser fantasiada como modelo de eficiência, a economia chinesa baseia-se num controlo fortíssimo por parte do poder central. Os bancos são propriedade do Estado, e concedem empréstimos de risco por razões políticas a empresários aliados do regime. O povo é mantido artificialmente pobre, para que a classe alta do regime possa viver em prosperidade e, em muitos casos, na maior das opulências. O povo, esse, vive miseravelmente a construir as auto-estradas para os carros dos lideres.

DITADURA SOCIAL

Num raro vislumbre do mundo rural chinês, uma equipa de reportagem ocidental descobriu recentemente os tristes retratos das famílias despedaçadas pelo socialismo chinês. Enquanto os pais têm de ir trabalhar para as fábricas das grandes metrópoles urbanas, os filhos são obrigados a ficar para trás, na terra de origem. 

Tudo isto porque o regime quer controlar (para “proteger” os cidadãos “de si mesmos”) os fluxos de população, não permitindo às famílias mudarem os filhos de província sem autorização especial do governo central. Sem tal autorização, as crianças ficariam sem acesso sequer à escola, e caso descobertas poderiam ser “confiscadas” aos pais. 

O caso de Yang Hailian, noticiado pelo Wall Street Journal, é apenas um entre milhões: uma criança de 10 anos que tem de viver como uma adulta porque apenas vê os pais alguns poucos dias por ano. Nada que preocupe o socialismo chinês, que não acredita na família, como aliás se viu nas colectivizações durante o “grande salto em frente”.

A classe média, essa, apenas prospera enquanto a manipulação estatal dura, um pouco como no caso do Brasil debaixo do regime do PT de Lula e Dilma. Assim que a “bolha” rebenta, tudo o que foi artificialmente conquistado é rapidamente apagado pelo desemprego. 

A classe média que Dilma Rousseff tanto se orgulhou de ter criado está a pagar agora o colapso económico do Brasil. Neste caso, o regime político ainda é algo parecido com uma democracia, e o povo pode pedir a exoneração da impopular “presidenta”.

Na Venezuela e na China, o povo não tem essa hipótese. Aliás, o líder da oposição venezuelana acabou de se tornar um preso político, condenado a 13 anos de encarceramento numa prisão militar. As eleições legislativas deste ano prometem ser pouco mais do que uma farsa. 

O povo, esse, morre quase à fome nas imensas filas à frente dos supermercados nacionalizados. A maioria já não tem dinheiro para comprar comida no único sítio onde o mercado livre funciona: o mercado negro.

PENSAR É CRIME

Não é apenas na economia que os neo-socialistas nos querem controlar: a “engenharia social” é também uma forma a moldar a sociedade mais “à sua maneira”. No Reino Unido, a “ministra” da Agricultura do “governo-sombra” trabalhista diz que, caso um dia chegue ao poder, quer fazer anúncios sobre os malefícios do consumo de carne iguais aos que existem contra o consumo de tabaco. Kerry McCarthy é “vegan” (pelos vistos, a nova moda da esquerda) e acha que as suas crenças têm de ser acatadas por todos os cidadãos. A política trabalhista afirmou que os “consumidores de carne devem ser tratados da mesma maneira que os fumadores”: como párias.

E do outro lado do Atlântico as sementes da ditadura intelectual também estão a ser espalhadas. O “liberalismo americano”, termo que nos EUA equivale ao socialismo europeu, alcançou níveis tão radicais que alguns comentadores moderados consideram que se tornou uma ameaça à liberdade de expressão e pensamento naquele país.

Em Nova Iorque, para sermos “protegidos” de “nós mesmos”, já não se pode comprar uma garrafa de Coca-Cola com mais de 33 centilitros. Os brindes que acompanhavam algumas embalagens de produtos alimentares foram proibidos para se “proteger” as crianças, que supostamente poderiam ser aliciadas pelos brinquedos.

Chegou-se ao ridículo de os célebres ovos da marca Kinder estarem banidos nos EUA e ser um delito estar na posse de um desses chocolates. Isto sucede num país onde não é delito possuir uma ou várias armas de fogo. A ideia esquerdista de que “temos de ser salvos de nós próprios” domina, e não são poucas as vozes que alertam para a “infantilização” da sociedade.

O “politicamente correcto” não é apenas uma praga que surgiu das redes sociais da internet: é uma nova forma de pensar, e na génese de todas as “experiencias sociais” e dos “linchamentos públicos” estão os agitadores de sempre. Os comissários políticos continuam a existir, apenas com um nome diferente. E o KGB e a Stasi também, apenas substituídas pela melhor máquina de censura que existe: os eternos “ofendidos”. Há apenas uns meses eram todos “charlie”, mas mal a revista francesa publicou mais um ‘cartoon’ de gosto duvidoso (o que é comum na sua linha editorial), desta vez sobre os refugiados, os “ofendidos” exigiram o rolar de cabeças.

ILUSÕES

O “novo” movimento socialista é igual ao antigo. Enquanto políticos conscienciosos, consultores e intelectuais se reúnem para discutir soluções sérias para os problemas das nossas sociedades, os socialistas por todo o mundo apregoam as soluções “fáceis” que já proclamavam há trinta ou quarenta anos.

‘Slogans’ como “acabar com a austeridade”, “não pagar” ou “sair do euro” são atiradas para o ar, dando a ideia que tudo é fácil, e apenas não é feito porque “o poder” e “a direita” não deixam. Pior: pretendem convencer o povo de que eles, e só eles, são capazes de encontrar a chave da “felicidade” – na condição, claro, de o povo os pôr no poleiro. 

E, tal como no tempo da Monarquia os republicanos prometiam bacalhau a pataco, os neo-socialistas de hoje têm mãos largas: eles “vão criar emprego” (eles, não as empresas); eles “vão pôr as contas em ordem” (mas aumentando a despesa pública). “Milagres” prometidos em todo o mundo e repetidos, como receita nauseante, em cada acto eleitoral.

Apenas quem acredita no tolo mito do “fim da História” pode pensar que os confrontos ideológicos e políticos acabaram no século XXI. Os acontecimentos dos últimos meses provam que a frase usada para celebrar a edição 2.000 do nosso jornal ainda faz muito sentido: “Os inimigos de hoje são outros, mas o combate é o mesmo”. O socialismo de índole marxista e estatizante apenas mudou de roupa, mas por debaixo continua a ser o mesmo. Isto ainda não é o fim da História.

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Alemanha: Ler noticias sobre imigrantes é "incitação racial"

Rainer Rahn, do partido AfD (Alternative für Deutschland) e membro do conselho da cidade de Frankfurt, foi processado pelo líder da facção de esquerda de “Die Linke”, Martin Kliehm, por "incitação racial". O "crime" de Rahn foi o de ler em voz alta 30 manchetes de jornais, revelando a consequência da violência levada a cabo pelos "refugiados".

Em declarações reportadas por agências noticiosas de Frankfurt, Martin Kliehm disse que o membro do AfD estava a tentar "incitar o povo contra os refugiados, contra os muçulmanos, e contra os migrantes". E devido a isso, ele processou-o.

O motivo por trás da acção de Rahm foi a sua crítica a Aydan Özoguz, oficial de migração do SPD. Özoğuz disse que "a cultura Alemão não existe" devido ao facto dela ter sido "influenciada por influências externas e pela migração". 

Mr. Rahn continuou, afirmando que se podem ver claramente os efeitos diários da imigração nas ruas. Foi então que ele leu 30 manchetes de jornais distintos, revelando os crimes (comprovados ou suspeitos) levados a cabo por estrangeiros, muçulmanos e migrantes.

Muitos vereadores abandonaram a sala enquanto Rahn lia as manchetes. O prefeito Uwe Becker foi mesmo ao ponto de chamá-lo de um embaraço, a que se seguiram aplausos.

Kliehm afirmou que Rahn estava a usar esta plataforma para "rebaixar refugiados e migrantes", chamando-os de criminosos e de serem inferiores. Ele acredita ainda que Rahm pode ter "perturbado a paz pública" com suas palavras. Por sua vez, Rahn disse à emissora de Frankfurt:
Já há idiotas o suficiente a processar outras pessoas por motivos frívolos. Isto não é nada de estranho.
Ele afirmou ainda que o processo estava nas mãos da justiça e as suas alegações serão investigadas, e que ele não estava minimamente preocupado. A única "incitação racial" que ocorreu foi quando o não-Alemão Özoğuz afirmou que a cultura Alemão não existe.

Modificado a partir do original: http://bit.ly/2BpS3vQ

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Primeiro a elite internacionalista força os "refugiados" para o coração da Europa, e depois tenta impedir (com relativo sucesso) que os Europeus falem livremente das consequências das acções desses mesmos "migrantes". 

Cada vez se torna mais óbvio que o influxo de imigrantes para a Europa não tem como propósito ajudá-los, mas sim usá-los como instrumento político nas mãos dos internacionalistas.

Como já dito anteriormente, o problema não são os refugiados, e nem os maometanos, mas sim os traidores Europeus que, ignorando o interesse do povo Nativo, os trouxe para a Europa como forma de ter um bloco votante firme contra os Nacionalistas.


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sábado, 11 de novembro de 2017

Como a classe operária frustrou os planos dos globalistas

Os esquerdistas sempre foram muito bons em colocar as classes sociais umas contras as outras. Mas as classes operárias sempre se revelaram frustrantes para os propósitos socialistas de "guerra de classes" visto que a classe operária quer é emprego, segurança, estabilidade, e manutenção do seu estilo de vida (tanto ao nível cultural como religioso) - exactamente o contrário do que os globalistas endinheirados querem.

Os Marxistas (agentes do Poder Financeiro internacionalista mas mascarados de "defensores do povo") ficaram particularmente perturbados quando, durante a Primeira Grande Guerra, as classes operárias da Europa escolheram lutar pelo Rei e pelo País em vez de se levantarem contra os seus senhores.

De certa forma entende-se o porquê dos Marxistas, até esta altura, não compreenderem as verdadeiras motivações da classe operária: o pai do Marxismo, Moses Mordecai Marx Levy, mais conhecido como Karl Marx, raramente trabalhou durante a sua vida adulta.

Durante a década 20 do século passado, o Marxista Italiano Antonio Gramsci veio com a ideia duma nova forma de revolução - uma fundamentada na cultura e não na classe

Segundo Gramsci, o motivo pelo qual o proletariado falhou em se emancipar prendia-se com facto de ideias antigas e conservadoras tais como lealdade ao país, valores familiares, e Cristianismo, terem demasiado poder junto das comunidades operárias.

Se por acaso isto vos soa familiar e vos faz lembrar discursos recentes de políticos ou membros da elite cultural a apelaram para uma sociedade mais "aberta" (menos nacionalista), com valores familiares mais "tolerantes" (isto é, mais anti-família) para além de terem apelado também para uma maior "diversidade religiosa" (isto é, menos Cristã) é porque, actualmente, essa linha de pensamento é a dominante junto da classe política da maioria dos países ocidentais.

Gramsci alegou que, como precursor da revolução, as antigas tradições do Ocidente - ou, como ele as identificou, a "hegemonia cultural" - teriam que ser sistematicamente destruídas. Para levar isto a cabo, Gramsci alegou que os intelectuais do "proletariado" se deveriam dedicar a colocar em causa o domínio do tradicionalismo na educação e nos média, e criarem, desta forma, uma nova cultura revolucionária.

Se por acaso alguma vez te questionaste do porquê teres que te submeter a "estudos de diversidade" ou "estudos de género", ou do porquê teres que conter a tua natural aversão perante a destruição das instituições que os teus antepassados tão arduamente construíram, ou do porquê os teus professores universitários terem um ódio infernal pela civilização ocidental, então tens aí o porquê: eles nada mais são que agentes de destruição, revolucionários sem AK-47 (por enquanto).

Durante a década 50 e 60 um grupo de académicos Judeus, conhecidos como "A Escola de Frankfurt" e fugidos do anti-semitismo da Nacional Socialista,, uniu a ideia Gramsciana de revolução cultural com a ideia duma nova vanguarda revolucionária, uma composta por estudantes, feministas, e minorias - muitos dos quais, e devido ao seu comportamento ou ao seu sistema de crenças, se sentiam excluídos do mainstream da cultura ocidental e que, consequentemente, a tentavam mudar.

As ideias e as atitudes destes intelectuais iriam-se tornar nos fundamentos da maioria das revoluções culturais dos anos 60, e da consequente transformação da Esquerda.

Conclusão:

Ainda existem pessoas no ocidente que se encontram "chocadas" e "horrorizadas" com a acelerada decadência da que foi até bem poucos séculos uma civilização próspera, estável e moralmente sã. Mas se elas olharem para a decadência do ocidente como fases dum plano, é provável que elas deixem de ficar chocadas e horrorizadas.
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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Eles querem acesso às crianças...

...e sem sombra de dúvidas que é com boas intenções.

Sempre nos garantiram que "tudo o que queriam era tolerância". e nada mais, mas pelos vistos não era só isso.

Eles nunca quiseram "tolerância"; ao contrário da maioria de nós, eles planeiam isto há décadas e sabem exactamente como atingir o objectivo. Eles "apenas" queriam a "tolerância" como forma de ganhar espaço no campo de batalha de onde continuar a ofensiva contra Deus.

Por vezes  temos a sensação de que a força que controla o globalismo e a Nova Ordem Mundial não é humana mas puramente satânica.

E depois temos a confirmação:





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terça-feira, 10 de outubro de 2017

O Mergulho do PCP e Bloco Esquerda

Por Cristina Miranda

Eles queriam dar um salto. Achavam que estavam a fazer um brilharete espectacular ao lado do Costa. Estavam excitados como miúdos pequeninos que acabavam de receber a sua primeira Playstation no Natal. E foi caso para isso. Ambos sabiam que com 8 e 10% miseráveis nunca na vida chegariam ao poder para pôr boys na máquina do Estado (vejam onde colocaram o Louçã com ajuda do Costa). Entretanto, claro, no meio de umas reivindicações tiveram de comer camiões de sapos, ora cozidos ora crus, empurrados pela ganância do poder. Mas, azar! Sem saberem estavam a condenar à extinção os próprios partidos dando,  isso sim, um valente mergulho. Que chatice.

Com efeito, o eleitorado não perdoou esta traição. Os partidos que eram da oposição e prometiam justiça social, fim da austeridade, fim dos privilégios dos políticos (lembram-se que aprovaram as subvenções vitalícias?) e fim dos aumentos de impostos estavam sem espinha dorsal ao som da bitola do Costa que, enquanto repunha uns tostões, carregava a fundo em todos os impostos indirectos e criava mais alguns com a ajuda da Mariana, essa economista trambolha que nem a vida sabe governar (todos sabemos que vive da caridade de uma amiga). Não há perdão para hipócritas.

A Mariana na noite eleitoral, nem conseguiu disfarçar a tremenda desilusão que trazia. Afinal a menina “brilhante” do BE não convenceu sequer um minuto com seus “dotes excepcionais” nas finanças com sugestão de impostos sobre tudo e mais alguma coisa que mexe.

A Catarina com propostas de mudança de sexos aos 16, homens a engravidar,  transportes só para mulheres, legalização de imigrantes ilegais só com promessa de contrato de trabalho, ataque ao turismo e alojamento local, também não encantou. Afinal que se passa?

É claro que comunista que se preze nunca admite derrotas. Mesmo que esteja a afogar-se nelas. As desculpas cairão sempre sobre outros. Assim, Jerónimo culpou os portugueses por essa opção errada afirmando que se iriam arrepender. E mais, ainda justificou essa derrota alegando uma campanha sistemática de ataque anti-comunista. Não terá antes sido ao contrário? 

Não terá sido por abertamente ter apoiado o regime da Coreia do Norte, da Venezuela ou Angola? Por ter candidatos que afinal são iguais aos outros e também são corruptos? É que o comunista português diz-se comunista mas na verdade não o é. É uma “espécie de comunista que pensa como socialista-democrata”. 

Ou seja um ser que mistura ideologias, porque não sabe a origem delas, desconhecem quem foi Marx ou o que é “O Capital”, apenas PENSA que ser comunista é ser o mais à esquerda que os outros, logo PENSA serem os mais “amiguinhos dos pobres”. Mas depois, quando lhe vão ao bolso, quando percebem que apoiam ditaduras, quando os vêem a roubar tanto como aqueles que condenam, já  não se revêm no apoio a esses regimes extremistas. E facilmente fogem para o PS…  social-democrata (sim, o nosso PS é social-democrata).

Porque se em vez de adulterar a História se ensinasse a verdade. Se ao invés de esconder que Hitler era um socialista do partido Nacional-Socialista que levou a sua doutrina ao limite do genocídio humano; que Estaline matou à fome, fuzilados, em campos de trabalho forçado ainda mais que Hitler; que Mao Tsé-Tung matou ainda mais pelas mesmas razões que estes dois e ainda conseguiu pôr o povo a comer seus próprios filhos; que Che Guevara não é um herói cubano mas o "carniceiro de La Cabana" que se vangloriava do prazer de matar a sangue frio; que Fidel foi outro assassino que deixou morrer à fome seu povo para viver como um capitalista; que Chavez e Maduro são ditadores socialistas sem escrúpulos que põem o povo a comer do lixo; que Coreia do Norte é liderada por um comunista que leva ao extremo a ideologia marxista trazendo miséria, fome, medo; que o socialismo trouxe miséria na Alemanha dividida enquanto do outro lado do muro, se prosperava; que o comunismo foi banido dos países onde o povo sofreu às suas mãos, como foi na Ucrânia e está em extinção absoluta no Mundo; que comunismo até hoje só trouxe miséria e fome,  NINGUÉM, mesmo ninguém, quereria jamais apoiar um regime desta natureza. 

Mas se ele ainda persiste (falta saber até quando) é porque o marxismo cultural (aquele que sucedeu ao marxismo do proletariado que fracassou redondamente) com a ajuda do multimilionário Soros que financia estes miseráveis partidos, se infiltrou nas nossas universidades.

E só por isso, ainda não se extinguiram. Mas a História encarregar-se-á de fazê-lo. Seguramente.



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domingo, 19 de junho de 2016

"Nós não iremos debater convosco; Nós iremos tomar o vosso lugar"

Por Quintus Curtius

Eventos recentes notificados pelos média deveriam-nos dar uma chance para reflexão.

Se por acaso és alguém que acredita que a cultura popular decaiu de forma vincada durante últimos 40 anos, certamente que serás atacado e difamado. Se por acaso te atreves a expressar sentimentos que contradizem a ortodoxia dominante, serás atacado e caluniado.

Quando os homens são atacados e humilhados por nada mais fazerem que se encontrarem, beber uns copos, e fortalecer os laços comunitários, então a sociedade está em perigo. E isto tornou-se claro para todas as pessoas.

O debate, se é suposto essa palavra ter algum tipo de significado, só pode ocorrer se houver boas intenções por parte de todos os participantes. Quando isso não acontece, isto é, quando uma das partes mente de forma deliberada e distorce o que os outros dizem, então há não há espaço para uma discussão racional.

O governo e os média trabalham de forma conjunta com o objectivo de estabelecer uma ortodoxia. Se por acaso és um fracassado mediático - isto é, se por acaso trabalhas para uma das maiores organizações mediáticas online - vais receber os restos da mesa do teu patrão; vais ser premiado por seres um bom escravo.

Mas se te atreves a colocar em causa a Narrativa, se te atreves a propor um ponto de vista alternativo em relação ao que é bom ou mau para a sociedade, podes esperar um outro tipo de tratamento.

Tais perseguições tomam várias formas e feitios. Em tempos idos, existiam as Inquisições, os barões, os bispos e outras formas de controle. Hoje em dia, temos as leis em torno do "discurso de ódio", os incitamentos mediáticos, os ataques públicos, e as posturas de elevação moral doentias por parte de políticos falsos.

Os métodos são distintos, mas os objectivos são os mesmos: controle. E os regimes actuais da Anglosfera tomaram a decisão de adoptar uma certa visão do mundo. Esta visão, acreditamos nós, não tem qualquer base na história e nem na experiência humana, e opera com o expresso propósito de destruir a ordem social. É opinião nossa de que esta visão do mundo irá levar à queda das taxas de natalidade, a relações tensas entre os sexos, e ao declínio moral, educacional e da ordem social.

Mas vocês tomaram a decisão de silenciar as vozes alternativas. Vocês não se preocupam com estas coisas, e isso é óbvio. Tudo o que vos interessa é o apaziguamento temporário daqueles que militam em favor da depravação cultural e da depreciação.

Vocês odeiam a cultura tradicional (e tudo o que ela representa) visto que ela freia os vossos apetites depravados, coloca rédeas nos vossos impulsos, e responsabiliza-vos com base num certo padrão. Vocês esforçam-se para recompensar a escória, os corruptos e os vis. E vocês não só fazem isto, como celebram, e querem forçar os outros a celebrar convosco.

Neste site, e nos meus livros, trabalhei para demonstrar as lições que a história nos ensinou e a forma como elas ressoam nos dias de hoje. Mas vocês escolheram trair o legado dos vossos antepassados. Vocês escolheram consignar a geração actual de homens, que nada mais pedia que respeito e consideração, a um destino inculto e à deriva.

Vocês lançaram-nos para longe, e lavaram as vossas mãos sobre eles - sobre estes homens - e fizeram isto ao mesmo tempo que vociferavam as mesmas platitudes insignificantes que se tornaram na vossa segunda natureza, e entregaram estas platitudes com sorrisos cínicos ao estilo do gato Cheshire.

Sabemos quem vocês são. Sabemos do que vocês são capazes. Vocês e as vossas mentiras não nos irão enganar. E todo o mundo já sabe disso também.

Não existirão mais debates, mais discussões, mais diálogos, e nem gestos que busquem algum tipo de aprovação vossa. Vocês não estão interessados num diálogo honesto, e como tal, não estão estabelecidas as bases para uma discussão.

Em vez disso, iremos trabalhar ainda mais fortemente, mais rapidamente, e de forma mais determinada como forma de substituir a vossa ideologia com outra diferente. A vossa ideologia, fruto duma árvore irremediavelmente corrupta, irá murchar na videira.

Nós somos melhores que vocês, e somos mais nobres que vocês. Nós iremos tomar o lugar da vossa ideologia.

~"We Will Not Debate You, We Will Replace You" | http://bit.ly/28B1h3R ~

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Nota: todos os links a apontar para este blogue (www.MarxismoCultural.Blogspot.com) foram adicionados pelo tradutor do texto e não se encontravam no texto original



sábado, 19 de março de 2016

A Escola de Frankfurt: Revolução Cultural - Parte 2

Por Arnaud de Lassus - (Esta é a segunda parte dum artigo que começou aqui)

A ideias-chave da Revolução Cultural.

Na secção prévia, delineamos o conceito geral da revolução cultural tal como ela foi concebida pela Escola de Frankfurt. O que se segue é uma explicação mais sistemática extraída das obras de Herbert Marcuse. E porquê Herbert Marcuse? Porque ele explicou de maneira clara as ideias principais concebidas e colocadas em práctica por ele e pelos seus colegas da Escola de Frankfurt. Marcuse disse o seguinte em relação ao conceito da revolução cultural:

Pode-se legitimamente falar duma revolução cultural, visto que o protesto está voltado contra todo o establishment cultural, incluindo a moral que hoje existe. A ideia tradicional de revolução e a estratégia tradicional do que é uma revolução chegaram ao fim. Estas ideias são antiquadas...... o que nós temos que entender é o tipo de desintegração difusa e dispersa do sistema. [26]

Em relação ao processo da revolução cultural, especialmente o facto dela ser "silenciosa", ele escreve que a subversão cultural será amplamente difundida mas não através de processos terroristas mas lentamente, subtilmente e pacificamente. É daí que vem a ideia da revolução cultural vir a ser uma "revolução silenciosa". [27]

Se a clássica guerra de classes será abandonada porque a classe operária já não será revolucionária, isto jogará em favor duma nova sensibilidade revolucionária. A revolta terá que ser desenvolvida em duas novas áreas, aquelas centradas nas necessidades imateriais (de auto-determinação, relações humanas) e nas dimensões fisiológicas da existência (raça, sexo, etc).

Em conformidade com esta recente sensibilidade revolucionária, as ideias de Freud serão exploradas segundo uma óptica Marxista e não segundo um ponto de vista burguês. Este sistema recebe o nome de "Marxismo Cultural", sendo que a parte ideológica da mesma é conhecida como "Teoria Crítica".

Temos que nos lembrar que o livro já citado com o título de "A Personalidade Autoritária", de Theodor Adorno (1950) pode ser considerado como um tipo de manifesto da "Teoria Crítica". Queremos salientar este ponto, que nada mais é que uma das ideias básicas da Escola de Frankfurt. Marcuse resumiu as teorias de Freud da seguinte forma:

a) A essência do ser é o "eros"; a busca pelo prazer, isto é, o "pansexualismo";

b) O indivíduo tem que aceitar o controle cultural das suas necessidades instintivas porque se isto não acontecer, não há possibilidade de se viver numa sociedade civilizada.

c) Disto surge o conflicto entre o princípio do prazer (livre satisfação das necessidades instintivas) e o princípio da realidade (onde as necessidades são controladas).

O Marxista está interessado no conflicto, na dialética, e em tudo que possa incitar estas coisas. A sua ideia de civilização é diferente da de Freud. Dentro do esquema de coisas Freudiano resumidas em cima, ele irá aceitar a) mas não b).

As ideias Freudianas serão usadas como um elemento dialéctico para destruir a civilização existente e servir de apoio "à civilização que se desenvolve a partir dos relacionamentos libidinosos e que são sustidos por eles." O pansexualismo tem que ser, então, desenvolvido de forma metódica com todos os seus efeitos destrutivos.

Freud sistematizou o pansexualismo mas as origens do mesmo remontam até à Cabala e às religiões pagãs. É uma teoria relativamente complexa, mas os elementos principais podem ser resumidos da seguinte forma: Segundo a Cabala, Deus pode ser levado em conta Nele mesmo ou nas Suas manifestações. Nele Mesmo, Deus é um Ser Indefinido, vagamente chamado de "En Sof" (que não tem limites) ou Ayin (o não-ser).

Nas Suas manifestações, Deus revela-Se através das "emanações" através das quais Ele Se aperfeciona, de onde surge a ideia dum Deus evolutivo bem como a ideia do panteísmo (a noção da criação a ser substituída por aquela da emanação). Estas emanações são 10 em número, e têm o nome de "Sefiroth". Três delas são masculinas, e três são femininas. A "Sefiroth Victory" (masculina) e a "Sefiroth Glory" (feminina") estão concentradas na "Sefirah Foundation" [29] cujo símbolo é o órgão da geração.

Nestas condições, entende-se que o princípio sexual, apresentado como parte integral da divindade, tem a tendência de permear tudo. Uma vez que se encontra fundamentado na Cabala, o pansexualismo da Escola de Frankfurt e o da revolução cultural para a qual a Escola de Frankfurt contribuiu de forma tão poderosa, tem, portanto, conotações religiosas. [Ver "Angelus Press English Edition" of SiSiNoNo, The Angelus, May 2006, No.69–Ed.]

Explorando a Dialética Macho-Fêmea

O "pansexualismo" - isto é, o desencadeamento das paixões básicas do homem - é a primeira exploração das diferenças entre os sexos. Outro aspecto da diferença entre os sexos será explorada de forma sistemática como forma de causar a destruição do relacionamento tradicional entre o homem e a mulher. Isto será levado a cabo atacando a autoridade do pai, negando os papéis específicos do pai e da mãe, suprimindo as distinções na educação dos rapazes e na das raparigas, abolindo todas as formas de superioridade masculina (daí a presença das mulheres nas forças armadas), e qualificando as mulheres e as crianças como "classes oprimidas" e os homens como "classe opressora". Como forma de apoiar este derrube, existe uma ideologia: o feminismo radical.

Usando o pansexualismo como forma de derrubar o relacionamento entre homens e mulheres, os fundadores da revolução cultural têm dois meios poderosos através dos quais destruir a família. A Escola de Frankfurt soube como lucrar duma forma espantosa com o progresso científico dos seus dias - progresso em termos de meios de comunicação (a sua acção em termos da música e dos filmes), e o progresso das ciências psicológicas.

Na disciplina da psicologia, Abraham Maslow, um protégé da revolução cultural, desempenhou um papel importante no aperfeiçoamento dos métodos de condicionamento psicológico conhecidos como "dinâmica de grupo" e "treinamento de sensibilidade." [30]

Resultados no Ocidente

Os princípios da Escola de Frankfurt ficaram encapsulados na que veio a ficar conhecida como a "contracultura", o "movimento cultural" que dominou de forma específica a altamente influente esquerda Americana até ao final dos anos 60, e que foi descrita da forma que se segue:

A contracultura é a base cultural da nova esquerda. Ela inclui o esforço para se descobrirem novos tipos de comunidades, novos modelos familiares, novos costumes sexuais, novos tipos de vida, novas formas estéticas, novas identidades pessoais opostas aos poderes políticos, opostas ao estilo de vida burguês, e opostas à ética laboral Protestante. [31]

Esta descrição é de 1968, mas hoje em dia, a contracultura caracterizada pelo pansexualismo, pela destruição da autoridade paterna [do pai], e pelo feminismo radical, não só são a base cultural da esquerda Americana, como também de toda a sociedade por todo o Ocidente.

Voltemos ao pansexualismo.

Dada a sua origem religiosa, certamente que o pansexualismo é o elemento mais perigoso. Ele invadiu a sociedade como um todo, o que explica as modas indecentes, os cartazes, as publicidades, as revistas, os filmes, os programas de televisão, e as emissões de rádio excitantes, o comportamento degradante dos novos e dos mais velhos, a educação sexual; o pansexualismo tem o apoio do Estado, e chegou até a afectar os círculos Católicos mais tradicionais.

Como exemplo, eis aqui o testemunho recente dum padre a exercitar o seu ministério no Líbano:

É importante olhar para as evidências: que a pessoa seja Católica, Ortodoxa ou muçulmana, não ficamos com a impressão de que as autoridades religiosas deste país (Líbano) se apercebam da galopante degradação da moral que têm ocorrido, particularmente através da linguagem e dos exemplos Americanos e Anglo-Saxónicos.

As autoridades eclesiásticas deveriam, pelo menos, reagir. Mas como é que se pode buscar a censura de publicações sórdidas (na sua maioria, em inglês), ou a censura de programas televisivos repugnantes, quando os pastores têm o costume de permanecerem calados nas suas próprias igrejas quando se deparam com a reluzente carne nua disponibilizada pelos seus paroquianos blasé, que não são aversos a aceitar o que está à sua disposição?

Mas o que é impressionante no Médio Oriente é que esta onda de pornografia, estes desvios dúbios e esta exposição de imoralidade, só aparecem nas regiões "Cristãs". Não é nos países vizinhos, com uma maioria muçulmana, que se encontrariam visas e vistos de residência oferecidos a mais de 7,000 prostitutas que chegam da Europa do Leste e que cujo cabelo loiro pode desencaminhar alguns jovens (e não só) Libaneses.


Ao mesmo tempo, é alarmante ouvir dizer, por parte dum piedoso monge de Damasco: "Aqui, o islão protege o Cristianismo porque não permite a importação de corrupção moral."

Seria bom ler mais uma vez, no Livro do Apocalipse, o que o Nosso Senhor disse ao anjo da Igreja de Laodiceia (Apoc 3:14-22), e concordar.[32]

Cibernética

O que é a "cibernética"? Ela é definida como "o estudo da comunicação e dos processos de controle nos sistemas biológicos, mecânicos e electrónicos." Esta "ciência," desenvolvida nos Estados Unidos, assenta na falsa hipótese da semelhança essencial da comunicação e do controle (entendido no sentido de comando) entre as máquinas e os seres humanos.[33]

A cibernética é apresentada como uma mistura de teorias científicas bem fundamentadas (essencialmente, a teoria da informação) com a ideologia materialista (que defende que o homem nada mais é que uma máquina sofisticada, e que as máquinas irão permitir duplicar a operacionalidade da mente humana, e até ultrapassá-la).

Foi em Nova York (1942), numa conferência organizada pela Josiah Macy Foundation, que o brain-trust teve o seu início. Mais tarde, ficou conhecido como o Cybernetics Group. A actividade inicial, conhecida como "Man-Machine Project," teve como um dos seus objectivos...

....reunir um grupo de engenheiros electrónicos, biólogos, antropólogos, e psicólogos como forma de conceber experiências de controle social, fundamentadas na crença de que o cérebro humana nada mais era que uma máquina de input-output, e que o comportamento humano poderia, para todos os efeitos, ser programado - tanto à escala individual como à escala social.[34]

O trabalho do grupo ganhou forma depois da Segunda Grande Guerra com o apoio do Massachusetts Institute of Technology (MIT).[35] Entre 1953 a 1964 foram organizadas 10 conferências por parte da Macy Foundation, para além de terem sido assinaladas as suas fases.

É aqui que vêmos o aparecimento dos membros da Escola de Frankfurt, que, desde o princípio, haviam entendido a importância do projecto cibernético para o seu empreendimento mais generalizado de revolução cultural. Enquanto comandava os grupos focados no estudo do preconceito, Max Horkheimer, director da Escola de Frankfurt, colaborou com o Cybernetics Group. Em 1948, ele participou da fundação da "World Federation of Mental Health" (WFMH), em Paris, um dos projectos mais prejudicias que emanou do Cybernetics Group.

Kurt Lewin, colega de viagem da Escola de Frankfurt, desempenhou um papel importante dentro deste mesmo grupo. No MIT, ele havia fundado o "Research Center for Group Dynamics" e posteriormente criado os "National Training Laboratories", que também estavam activos em MIT. Juntamente com Karl Korsch, outro membro da Escola de Frankfurt, ele havia estabelecido uma fundação que tinha como propósito desenvolver a inteligência artificial. Eis aqui como Jeffrey Steinberg apresenta o papel da Escola de Frankfurt e do grupo associado, o Tavistock Institute,[36] no projecto cibernético:

O que Lukacs e os seus protegidos da Escola de Frankfurt odiavam em relação ao Cristianismo Ocidental era a sua crença na santidade da alma individual, a ideia de que todo o ser humano havia sido criado por Deus à Sua Imagem e Semelhança, e que todo o indivíduo tinha a chama Divina da criatividade que poderia ser usada para a melhoria de toda a humanidade. Lukacs e companhia entendiam muito bem que nenhuma revolução poderia ser bem sucedida no Ocidente por muito tempo até que o  princípio da "imago viva Dei" (o homem à imagem viva de Deus) tivesse sido destruído, e no seu lugar tivesse sido colocada uma noção mais bestializada e pessimista da humanidade.

Foi aqui que a "Kulturkampf" de Lukacs, Adorno, Horkheimer, e Marcuse impactou de forma directa a revolução tecnológica da comunicação em massa do pós-guerra. O ponto de convergência foi um projecto pouco conhecido iniciado nos anos 40 por uma fundação desconhecida e isenta de impostos com o nome de "Josiah P. Macy Foundation". Macy financiou o projecto "Man-Machine Project," com a duração de uma década, que veio a ficar conhecido entre os seus iniciantes como o "Cybernetics Group".

Embora as duas pessoas mais famosas associadas à invenção do termo "cibernética" tenham sido John Von Neumann e Norbert Wiener, muitas outras individualidades eram, na verdade, dominantes dentro do grupo. Os verdadeiros "pioneiros" da assim-chamada "revolução da informação" foram Margaret Mead, Gregory Bateson, Kurt Lewin, Max Horkheimer, e o Dr. John Rawlings Rees - todos eles figuras importantes da Escola de Frankfurt, do Instituto Tavistock, ou de ambos.

O "Cybernetics Group" copiou uma página do plano de jogo para revolução social de Georg Lukacs. Eles alegaram que não havia nada divino no ser humano. De facto, máquinas feitas pelo homem poderiam num breve espaço de tempo ser "máquinas pensantes" superiores à mente humana.[37]

A Revolução Cultural nos dias de hoje

Passados que estão 40 anos desde a morte de Adorno em 1969, quase 30 anos depois da morte de Marcuse em 1979, a revolução cultural prossegue, impregnada que está com as ideias de Escola de Frankfurt, cuja ideia-chave foi expressa por Willi Munzenberg, "Iremos corromper o Ocidente de tal forma que ele irá cheirar mal."[38]

Já falamos do tópico do pansexualismo, que é mais popular que nunca nos dias de hoje. Iremos dedicar a nossa atenção ao projecto cibernético e aos videogames como outros elementos da actual situação onde o legado da Escola de Frankfurt está demonstrado. Tal como dito em cima, a Escola de Frankfurt havia inspirado de forma colossal o Cybernetics Group durante as décadas 1940 e 1950. Em entidades presentes neste grupo encontramos a mesma inspiração. Eis aqui o exemplo proveniente da Media Lab:

Por volta da década 80, a MIT gerou a Media Lab, outro projecto que emergiu directamente do Cybernetics Group dos anos 40 e 50. Aqui, os engenheiros sociais trabalharam lado a lado com os engenheiros e os criadores de máquinas que estavam a desenvolver computadores de alta velocidade, gráficos para computadores, holográficos, e a primeira geração se simuladores informáticos. Segundo a proposta inicial, era suposto o laboratório disponibilizar "uma mistura intelectual de duas áreas em crescimento acelerado: tecnologias de informação e ciêncais humanas." (Steve Joshua Heims, The Cybernetics Group).[39]

Qual era o estado de espírito destes pesquisadores? No seu livro "The Cybernetics Group", Steve Joshua Heims afirma que, por volta dos anos 80, o meio social cibernético havia criado a sua própria religião, um sistema pagão em acordo total com o que Timothy Leary chamou de "paganismo científico". O paganismo científico dos pesquisadores era uma coisa, mas mais sério foi o facto de que os resultados obtidos por estes pesquisadores permitiu que eles desenvolvessem o paganismo científico em grande escala, e, de forma mais geral, permitiu que eles desenvolvessem a revolução cultural da qual o paganismo científico é um elemento.

O Media Lab do MIT e o Stanford Artificial Intelligence Lab foram dois dos ímãs deste dinheiro e do trabalho de pesquisa que fomentou tanto os programas de simulação-treino do Pentágano, bem como a indústria dos videogames em evolução.[40]

A Escola de Frankfurt, o Cybernetics Group, o Media Lab bem como outras entidades, a indústria dos videogames; eis aqui um dos relacionamentos que permitiu a perfeição técnica de um dos instrumentos mais eficazes da actual revolução cultural: os videogames. Obviamente que isto não quer dizer que o Media Lab é responsável pela orientação essencialmente imoral da maior parte dos videogames.

A segunda geração de videogames está em rápida expansão nos Estados Unidos. Segundo Jeffrey Steinberg ("Draft Report," p. 93), jogos de "aponta-e-dispara" geram, anualmente, entre 9 a 11 mil milhões de dólares. Estes jogos representam o aperfeiçoamento dos "role-playing games" [RPG] que têm sido desenvolvidos desde o final da década 70.

Estes jogos permitem que as pessoas passem tempo num mundo virtual, hora após hora, onde podem ser quem eles quiserem e agir de forma com que não se tenha que lidar com as consequências dos próprios actos. Qualquer pessoa - jovem ou não jovem - pode ser gradualmente condicionada a divorciar-se da realidade e ser facilmente manipulada rumo à direcção sugerida pelo jogo. Mesmo que a orientação do jogo seja boa, ele pode mesmo assim ter consequências negativas resultante do tempo (frequentemente longo) gasto dentro do mundo virtual.

Mas é frequente a orientação do jogo ser má. Dentro deles há vários tipos de violência. Há simulações de tiro bem realistas (úteis para treino de soldados, mas claramente perigosas para jovens deixados a si mesmos), aspectos pornográficos (o pansexualismo está em todo o lado), incitamento ao uso de magia (o espectador-actor lança feitiços que, no jogo, são bem eficazes), Satanismo, e, de forma geral, a excitação do desejo de poder associado à concepção materialista da vida.

Eis aqui um exemplo da forma como uma companhia produtora apresenta o videogame "Gangsters" (que, segundo alguns, parece inofensivo):

Ele dá-te a oportunidade de seres um gangster numa cidade ao estilo da Chicago dos anos 20, controlando uma organização clandestina, lidando com a extorsão, bebidas alcoólicas ilegais, prostituição, violência, intimidação, chantagem, jogos de azar, suborno de oficiais, eliminação permanente de pessoas, e uma vasta gama de actividades gerados de dinheiro. [41]

Isto dá-nos uma ideia do jogo, mas eis aqui o que o jogador tem que fazer:

O propósito do jogo é construir o teu gangue e o teu império de negócios de forma a dominar a cidade. Para levar isto a cabo, vais ter que superar os outros gangues que operam na cidade, evitar ser preso pelas autoridades. [42]

Um jovem que jogue de forma activa em tal cenário durante horas sem fim, sentir-se-á tentado a transladar alguma da sua experiência virtual para o mundo real.[43] Foi isto que aconteceu recentemente nos Estados Unidos com os assassinatos brutais de jovens, levados a cabo pelos seus colegas escolares. Investigações oficiais revelaram que os jovens assassinos dispararam tal como atiradores profissionais e que eles haviam adquirido a sua perícia na arte do tiro, e o seu desejo de colocar em práctica o que haviam aprendido, através do uso dos videogames que continham esse tipo de simulação.[44]

Temos que reconhecer que um vasto número de videogames corresponde de forma perfeita com os objectivos da Escola de Frankfurt de propagar uma "cultura" baseada no pessimismo, na depravação, na imoralidade sexual, na violência e nas drogas.

Conclusão:

Em 1923 a Escola de Frankfurt deu início ao seu trabalho, e embora ela não tenha sido exclusivamente responsável, a revolução cultural que ela inspirou, começando nos anos 50, começou nos Estados Unidos e mais tarde avançou para a Europa. Cerca de 20 anos mais tarde, a revolução cultural de 1968, sob influência de Marcuse, foi uma etapa importante. Cerca de outros 30 anos depois de 1968 foram necessários para testemunharmos o triunfo da contracultura que teve início 80 anos antes.

Estamos a lidar com uma operação a longo prazo brilhantemente concebida. Os homens de acção e de pensamento que a maquinaram tiveram a visão de entender o que teria que ser feito, e como é que ela deveria ser levada a cabo, escolhendo de forma selectiva os sectores mais importantes - as universidades, a música, os média, a acção psicológica e educacional - como forma de colocar ao seu serviço as redes que lhes foram oferecidas.

Eles não só foram bem sucedidos, como o foram duma forma que está para além do que alguma vez poderiam ter imaginado.

Como é que podemos explicar o facto deste plano ter tido sucesso nos países Católicos tal como o teve nos países Protestantes? Sem dúvida isto deve-se ao facto dos Católicos terem tido outra revolução cultural para enfrentar, tal como aquela que foi inspirada pela Escola de Frankfurt: aquela que desde os anos 60 tem ocorrido dentro da Igreja.

Foi uma perturbação geral: uma nova e revolucionária Missa, um novo calendário, o abandono do Latim e do hábito religioso, o órgão e as canções tradicionais a serem substituídas por música profana, a transformação da arte religiosa [45], as igrejas a passarem a ser salas de conferência e não templos do Senhor, e uma catequese inconsistente a propor uma religião sem forma e sem exigências.

O ambiente Católico dissolveu-se precisamente no momento em que o fiel mais precisava, o que resultou no desenraizamento dos Católicos da sua cultura, o abandono em massa da práctica religiosa e, devido a isso, uma maior vulnerabilização perante a revolução cultural que veio da Escola de Frankfurt através dos Estados Unidos. O paralelo entre as duas revoluções culturais é espantoso; elas ocorreram basicamente no espaço de 10 anos entre uma e a outra. Os líderes políticos favoreceram a primeira enquanto que os líderes religiosos favoreceram a segunda (ou permitiram que ela ocorresse). Isto levanta a pergunta se não há um certo número de afinidades entre uma e outra.

O que é que podemos fazer se o mistério da injustiça [2 Tess 2:7] já se encontra instalado de forma tão poderosa? Obviamente, dentro das nossas áreas de acção é necessário proteger a cultura Católica, manter vivo o resto da Cristandade que ainda se encontra entre nós, e não seguir a onda dos eventos sob a desculpa de que "é assim que as coisas são". Tudo isto supõe um certo tipo de ascetismo. Consiste em suprimir o que tem que ser suprimido como forma de evitar ser contaminado pela contracultura, tal como os Cristãos dos primeiros séculos evitaram ir aos banhos públicos e aos circos como forma de evitarem a corrupção dos seus dias.

Em resumo, salientemos a utilidade de saber (como forma de o combater) o processo de destruição que foi implentado de forma tão inteligente por parte da Escola de Frankfurt e pelos seus seguidores. Não podemos ignorar esses factos porque, tal como disse Abbot Joseph Lemann:

Na História, aquele que não leva em consideração não só a Providência mas também o Inferno, ficará limitado com uma visão incorrecta e só disponibilizará explicações incompletas. Deus e Satanás batalham pelo coração do homem: todos nós sabemos disso, mas Deus e Satanás também batalham pela orientação da sociedade, o seu desenvolvimento e as suas fases.

As primeiras páginas da Bíblia revelam isso mesmo; Cristo lembra-nos em relação à Igreja que as portas do inferno não a irão prevalecer; e desde então, a História destes 18 séculos deixa-nos ver claramente, acima das nossas batalhas em torno de cidades, países, nações e raças, o espectáculo da Força de Deus e a força de Satanás em combate: a malícia infernal a devastar a sociedade, e a Graça Divina a repará-la, a apoiá-la e a fazê-la avançar. [46]

- http://bit.ly/1XHzQip


    1    A socialist formula from 1968. See further details of this subject, in Pascal Bernardin's L'Empire Écologique, Chapter V, "Techniques of Non-aversive Control," and the commentary on same in "Ecology and Globalism" in the March 2003 issue of Apropos.
    2    See Maciej Giertych's article "The Political and Economic Situation in Poland."
    3    Quoted by Philippe Ploncard d'Assac in Le nationalisme français, p.26.
    4    The Alta Vendita was a high-level Masonry which, during the first half of the 19th century, dominated European Masonry.
    5    The pseudonym of an Alta Vendita agent.
    6    Letter of January 18, 1822; quoted by Cretineau-Joly, L'eglise romaine en face de la Revolution, XI, 104.
    7    The pseudonym of an Alta Vendita agent.
    8    Letter of August 9, 1838; quoted by Cretineau-Joly, op.cit., XI, 128. Cf. the AFS brochure, Connaissance Élémentaire de la franc-maçonnerie, p.110.
    9    Ralph de Toledano, The Frankfurt School, (manuscript, 2000), p.11. This study shows how the idea of cultural revolution was born and piloted by the Frankfurt School.
    10    The creator of the Soviet Secret Police, the Cheka.
    11    Third Communist International, founded in 1919 by Lenin and dissolved by Stalin in 1943. It was reconstituted at Sofia in 1995.
    12    The Marxist Encyclopedia states that he was murdered in 1944.–Ed., Apropos.
    13    De Toledano, The Frankfurt School, p. 23.
    14    Ibid., pp. 4-15.
    15    Willi Munzenberg, quoted by Ralph de Toledano, ibid., p. 5.
    16    Ibid., p. 24. This point will be developed below.
    17    Official date of its creation in February 3, 1923, by a decree of the Ministry of Education (cf. Martin Jay, The Dialectical Imagination: A History of the Frankfurt School and the Institute of Social Research, [University of California Press, 1996], p. 10).
    18    Ralf Wiggershaus, The Frankfurt School: Its History, Theories, and Political Significance (Cambridge, MA: MIT Press), p.17 (Wiggerhaus cites this among the reasons for the extremely favorable circumstances at the outset of the Institute for Social Research).
    19    Jay, The Dialectical Imagination, p. 175.
    20    Ibid., p. 29.
    21    A study on video games and their destructive effect.
    22    Called in future the Frankfurt School Institute for Social Research.
    23    Published in 1950 by Harper & Brothers, New York. It was written by Adorno, along with Else Frenkel-Brunswik, Daniel J. Levinson, R. Nevitt Sanford, in collaboration with Betty Aron, Maria Hertz Levinson, and William Morrow.
    24    The Fabian Society: an English, Socialist movement founded in 1883. It was the origin of the Labor Party.
    25    Jeffrey Steinberg, Michael Steinberg, and Anton Chaitkin, "Draft Report on Manchurian Children," (unpublished study, 2001), pp. 5-8.
    26    Text of H. Marcuse, quoted in The Resister, Summer-Autumn, 1998.
    27    At the same time as the work was being carried out by the Frankfurt School, these ideas were being developed in parallel by the Italian Marxist theoretician Antonio Gramsci (1891-1937), who remained in prison from 1926 until his death.
    28    In Jewish thought, one generally associates esoteric and mystical education with the Cabala. In the widest meaning of a word, this describes the successive esoteric currents which developed from the end of the period of the Second Temple and which became the dynamic elements in the history of Judaism (Encyclopaedic Dictionary of Judaism, s.v. "The Mystical Jew").
    29    The sefiroth Victory, Glory, and Foundation are in Hebrew called Netzach, Hod, and Yesod respectively.–Ed., Apropos.
    30    Cf. The Resister, Summer–Autumn, 1998, p. 54. On group dynamics, see the Apropos pamphlet "Elementary Knowledge of the New Age," pp. 33-37. See also the book by Ed. Dieckermann, Jr., Sensitivity Training and the Cult of Mind Control.
    31    Theodore Roszah, "Youth and the Great refusal," The Nation, on 1968. Quote by News Weekly, February 10, 2000.
    32    "Repens-toi, Laodicée," Bulletin de l'Association de St Pierre d'Antioche et de tout l' Orient (Les Sablons, 61560 Bazoches-sur-Hoeur), No. 23, March, 2001. See the article having the same title in Action Familiale et Scolaire, No. 155 (June, 2001).
    33    P. de Latil., La pensée artificielle, quoted by Le Robert.
    34    J. Steinberg, Draft Report on Manchurian Children, p. 86.
    35    Usually indicated by the abbreviation MIT (Massachussetts Institute of Technology).
    36    British Center of the Psychological Group, of which John Rawling-Rees was Director.
    37    J. Steinberg, Draft Report, pp.12-13. This author is not a Catholic. The above phrase, "Every individual possesses a divine spark of creativity" is a little ambiguous and should be understood as meaning, "Every individual can possess divine grace."
    38    Quote by Ralph de Toledano, The Frankfurt School, p. 26.
    39    J. Steinberg, Draft Report, pp. 90-91.
    40    Ibid., p. 93.
    41    Quote by J. Steinberg, ibid., p.55.
    42    Ibid.
    43    One will find in the oft-quoted study of J. Steinberg other examples of scenarios of video games.
    44    See the study by J. Steinberg, second part "The Killer Children: A Chronology," which analyzes ten cases of child murderers of children, including that at Columbine High School, Littleton, Colorado (April 20, 1999).
    45    Cf. the A.F.S. brochure A Sign of the Times: Evry Cathedral.
    46    L'Entrée des Israélites dans la société française (The Entrance of the Israelites into French Society) (p. 205). Abbot Joseph Lemann (1836-1915), a Jew who was converted at the same time as his brother Augustine. He is the author of remarkable works on the French Revolution.

SOURCES

The first two books are written by authors sympathetic to the Frankfurt School. The remaining authors, other than Marcuse, have a critical view of cultural revolution.

a) Jay, Martin. The Dialectical Imagination: A History of the Frankfurt School and the Institute of Social Research 1923-1950. University of California Press, 1996.
b) Wiggershaus, Rolf. The Frankfurt School: Its History, Theories, and Political Significance. Cambridge, MA: The MIT Press, 1998.
c) De Toledano, Ralph. The Frankfurt School (Unpublished study, 2000).
d) Steinberg, Jeffrey. Draft Report on Manchurian Children (Unpublished study, 2001).
e) Atkinson, Gerard L. "Who Placed American Men in a Psychic Iron Cage?"; Part II "The Thread of Cultural Marxism," The Resister, Summer–Autumn, 1998.
f) Marcuse, Herbert. Eros and Civilisation. 1955; French edition: Les Editions de Minuit, 1997.



domingo, 14 de fevereiro de 2016

A Escola de Frankfurt: Revolução Cultural

Por Arnaud de Lassus

Do forma geral, podem-se identificar dois tipos de Revolução: Primeiro, temos a revolução política, a conquista do poder através da violência e do uso do terror. A revolução de 1789-93 na França e a revolução de 1917 na Rússia disponibilizam-nos boas ilustrações deste tipo de revolução. Segundo, temos a revolução cultural onde se destroem a partir do interior as bases civilizacionais do país que se quer conquistar - a sua cultura, o seu modo de vida, as suas crenças, a sua moralidade, a sua escala de valores, etc. É uma acção a longo prazo que é levada a cabo sem violência visível aplicando a fórmula, "As formas modernas de subjugação são caracterizadas pela sua mansidão." [1]

Qual é a importância de se estudar o processo da revolução cultural, que é, de modo geral, menos conhecido que o processo da revolução política? A importância disto é que ela se revela particularmente eficaz nos países Católicos. A Polónia dá-nos um exemplo típico disto: Eis aqui um país que durante 50 anos resistiu ao poder político Marxista e, que, apesar desse poder político, conseguiu preservar a sua religião e a sua moralidade. No entanto, no espaço de alguns anos, depois da chegada da revolução cultural proveniente do Ocidente, a moralidade e os costumes foram invadidos por influências anti-Cristãs, havendo sido modificados segundo padrões ocidentais o que nos fez temer por uma rápida de-Cristianização do país.[2]

A revolução cultural não é um fenómeno novo. No inicio do século 19, Joseph de Maistre, caracterizou-a da seguinte forma:

Até hoje, as nações eram mortas através da conquista, isto é, pela invasão. Mas uma importante questão emerge: será possível que uma nação possa morrer no seu próprio solo, sem qualquer tipo de relocação ou invasão, permitindo que as moscas da decomposição corrompam até ao seu âmago aqueles princípios cardinais, e constituintes, que a tornam como ela é?

A revolução cultural tem sido sistematizada de modo particular desde os anos 20 do século passado, seguindo uma iniciativa de Lenine e a criação da que ficou conhecida como a Escola de Frankfurt. Propomos produzir alguma informação básica em torno desta iniciativa e em torno da Escola de Frankfurt, para além de propormos também demonstrar como isto contribuiu de forma poderosa em favor da contracultura que triunfou nos dias de hoje.

Marx e a Maçonaria

No ano de 1843, cerca de 5 anos antes do Manifesto Comunista, Marx escreveu o seguinte a um amigo:

Eis o que temos que conseguir levar a cabo: crítica impiedosa a tudo o que existe. Impiedosa de duas formas: a crítica não deve nem ter medo das suas conclusões, nem medo do conflicto com os poderes estabelecidos.

A "crítica impiedosa de tudo o que existe" da qual ele falava não era só a crítica à política, à religião, à lei e à família, mas a todos elementos da cultura Ocidental. Estas ideias de Marx correspondiam com aquelas colocadas em acção pela Maçonaria na mesma altura. É suficiente citar dois textos escritos por membros da Alta Vendita Italiana.[4]

Para propagar a luz, é, ao mesmo tempo, adequado e útil ajustar tudo o que aspire mover-se na mesma direcção. A parte essencial é isolar os homens das suas famílias, causar a que ele perca a sua moral. Piccolo Tigre [5] (1822) [6]]

O Catolicismo não tem mais medo da faca afiada que as monarquias, mas estas duas bases da ordem social podem ruir através da corrupção: não nos cansemos então de corromper. Corações pervertidos e vocês não terão mais que lidar com Católicos. [Vindice [7] (1838) [8]]


Depois da Manifesto Comunista de 1848, o Marxismo concentrou-se na acção política e económica. O seu ataque à cultura Ocidental passou para a segunda fase, e só durante os anos 20 é que começamos a ver os Marxistas a tomarem de forma metódica as ideias de Marx avançadas por este em 1843.

Os Falhanços Comunistas e o Projecto de Revolução Cultural

Depois da Revolução Russa de Outubro, uma das ideias de Lenine era a de exportar a revolução para a Europa Central e para a Europa Ocidental como forma de a salvar na Rússia mas estas tentativas foram um fracasso total. A revolução quase falhou na Rússia, mas foi salva devido ao apoio financeiro Americano. A revolução falhou na Hungria, onde em 1919 Bela Kun não foi capaz de manter o regime Comunista por mais de 133 dias. Falhou na Alemanha, onde a Liga Espartaquista, fundada em 1916, organizou uma insurreição em Berlim (em 1919), que foi ferozmente suprimida. Falhou na Itália, onde os partidos e os sindicatos Comunistas foram sujeitos a uma derrota esmagadora por parte do ex-socialista Mussolini.

Uma reflexão em torno destes fracassos gerou algumas conclusões em torno da metodologia.

Primeiro, Marx previu que a industrialização iria causar condições intoleráveis para a classe trabalhadora e iria eliminar a classe média-baixa. Estas previsões revelaram-se erróneas. O aumento da produtividade melhorou a qualidade de vida de todas as classes.

Segundo, tornou-se claro que o proletariado nunca poderia ser a ferramenta com a qual derrubar o Ocidente industrializado e permitir com isso a importação da revolução para lá.

Terceiro, era necessário abandonar a ideia dum ataque frontal a burguesia e ao capitalismo nos países desenvolvidos do Ocidente.

Quarto, o Ocidente só poderia ser derrubado depois da destruição das suas forças vitalizadoras através da traição dos seus intelectuais.

Devido a isto, os Comunistas foram levados a redescobrir as intuições que Marx havia tido antes do Manifesto de 1848, e deram início a uma revolução cultural do tipo Marxista ao explorarem todas as formas de dialéctica. Para dar um efeito concreto às reflexões prévias, no final de 1922 foi organizado um encontro no Instituto Marx-Engels de Moscovo segundo iniciativa de Lenine. Esse mesmo encontro esclareceu o conceito da revolução cultural e as bases da sua organização.

"Este encontro foi muito provavelmente mais prejudicial para a civilização Ocidental que a própria Revolução Bolchevique", escreve Ralph de Toledano.[9] Entre os participantes do encontro incluiam-se nomes tais como Karl Radek, o representante de Lenine; Felix Dzherzhinsky,[10] para garantir que qualquer que fosse a estratégia emergente, ela fosse integrada na rede mundial Soviética de assassinato e de subversão; Willi Munzenberg; e Georg Lukacs.

Consideremos os dois membros mais influentes do encontro: Willi Munzenberg e Georg Lukacs. Willi Munzenberg desempenhou um papel importante na criação do  Comintern.[11] Ele era um Comunista Alemão, líder do período entre as guerras, e alguém que deu um sentido organizacional à revolução cultural proposta. Ele foi mais tarde assassinado por homens enviados por Estaline.[12]

Georg Lukacs (1885-1971) era duma família Judaica Húngara e ele foi o Comissário Popular para a Cultura e para a Educação durante o governo Comunista de Bela Kun na Hungria. Como um bom teórico Marxista, ele desenvolveu o conceito da "Revolução e do Eros", isto é, o uso do sexo como arma de destruição. Dentro do projecto da revolução cultural, o seu papel foi decisivo. Ele trouxe as suas ideias para dentro da revolução cultural, e foi beneficiado com o facto de conhecer o campo cultural e de ter boas relações com os artistas e com os intelectuais de língua Alemã.

O Poder do Número Reduzido

Tanto Munzenberg como Lukacs sabiam que as sociedades e as civilizações não eram avançadas através de movimentos em massa. A Revolução Bolchevique não havia ocorrido devido a manifestações em massa, mas sim devido 1) à desintegração o Czarismo. 2) à corrupção da classe governante, e 3) à erosão da fé dessa classe nela mesma e na sua capacidade de manter o poder. A revista teórica de Lenine, Iskra, que havia sido instrumental na destruição do regime imperial, tinha uma circulação de 3,000 exemplares - e todos eles entre os intelectuais.[13]

Sendo a via que iria causar a desintegração, corrupção, e erosão do Ocidente, a revolução cultural só poderia produzir as condições pré-emptivas para a revolução Comunista. O obstáculo era a própria civilização Ocidental e a cultura que ela havia criado.

A civilização Ocidental era composta por muitas mansões: a moralidade que deriva da religião [Cristianismo], a família, o respeito pelo passado como linha orientadora do futuro, a restrição dos instintos primários do homem, e uma organização social e política que garantia a liberdade sem convidar a licenciosidade. E de todos estes obstáculos, os maiores eram o Deus Imanente e a família.

Esta havia sido a mensagem de Marx em 1843, antes de se ter dedicado a história económica pseudo-científica. O seu apelo então foi um em favor da crítica impiedosa de tudo o que existia, mas particularmente da religião [Cristianismo], da ciência, e da família. Depois disso, e com o homem Ocidental "emancipado" da sua humanidade e enraizado na lama, a sociedade politicamente correcta haveria de surgir.[14] Como é que isto seria levado a cabo? A primeira ideia-chave era a acção junto dos intelectuais:

Temos que organizar os intelectuais e usá-los para fazer com que a civilização Ocidental cheire mal. Só então, depois de termos corrompido todos os seus valores e ter tornado a vida impossível, é que podemos impor a ditadura do proletariado. [15]

A segunda ideia era a de explorar a ideias de Freud duma forma Marxista:

O início da depreciação conceptual dos instintos sexuais do homem havia iniciado com Sigmund Freud..... O sexo, o aspecto mais explosivo da psicologia humana, deveria ser libertado. Uma amálgama de neo-Freudianismo e neo-Marxismo deveria destruir as frágeis defesas do sistema imunitário da civilização Ocidental. [16]

A Fase Alemã da Escola de Frankfurt (1923-32)

Para incarnar esta visão do mundo, em 1923 foi fundado um Instituto para o Marxismo em Frankfurt, que rapidamente adoptou o nome mais neutral "Institudo para Pesquisa Social". [17] A cidade de Frankfurt não foi escolhida acidentalmente visto que desde a Idade Média que ela era um dos centros de influência mais importantes da Alemanha. Frankfurt era também o berço de muitas dinastias financeiras.

Durante o século 18, Frankfurt foi o centro dos Illuminati Bavarianos, aquela Alta Maçonaria que desempenhou um papel-chave na preparação da Revolução Francesa. Foi perto de Frankfurt que, em 1781, uma reunião Maçónica tomou a decisão de matar o rei Luis XVI e o Rei da Suécia. Durante o século 20:

... Frankfurt era a cidade Alemã com a mais elevada percentagem de Judeus dentro da população de qualquer povoação Alemã; a comunidade Judaica a residir por lá era a mais conhecida e, depois de Berlim, a segunda maior comunidade Judaica da Alemanha..... Era uma cidade onde as pessoas da classe média que simpatizavam com o socialismo e com o comunismo eram em número anormalmente elevado. [18]

Portanto, faz sentido que tenha sido em Frankfurt que o instituto de pesquisa para o estudo da fase de planeamento da revolução cultural - o Instituto para a Pesquisa Social, e que depois de 1960 passou a ser conhecida como a "Escola de Frankfurt" - tenha sido estabelecido.

O Instituto Para a Pesquisa Social

Entre 1923 a 1930, o Instituto foi dirigido por Carl Grünberg, conhecido e respeitado junto dos círculos académicos, e um homem de origem Austríaca e de convicções Marxistas. Entre 1930 a 1958, a escola foi dirigida por Max Horkheimer, doutor em filosofia e homem de orientação Marxista. Depois de ter disponibilizado um certo número de ideias básicas ao Instituto, foi dito o seguinte em relação a Georg Lukacs, que depois o abandonou:

Quaisquer que fossem as diferenças de opinião que levou à sua separação nos anos subsequentes - e elas eram sérias - o Instituto e Lukacs falaram de assuntos semelhantes dentro da tradição comum. [19]

As outras personalides importantes dentro de Instituto eram:  Erich Fromm (1900-80); Theodor Adorno (1903-69), autor do livro "A Personalidade Autoritária", que vai ser falado mais embaixo; Karl Korsch (1886-1961); Wilhem Reich (1897-1957); Friedrich Pollock (1894-1970); Walter Benjamin (1892-1940); e Herbert Marcuse (1898-1979), que foi aceite no Instituto em 1932.

É importante levar em conta que a chegada de Herbert Marcuse fortaleceu o grupo daqueles que, dentro do Instituto, haviam adoptado "um entendimento dialéctico em vez de mecânico do Marxismo." [20] Isto significa que os Marxistas que se encontravam dentro do Instituto eram mais adeptos das ideias de Trotsky (propagação da revolução por todo o lado como um vírus) em vez do monolitismo de Estaline.

A Escola de Frankfurt nos Estados Unidos

Quando em 1933 Hitler se tornou Chanceler da Alemanha, o Instituto fechou as suas portas em Frankfurt e reorganizou-se nos Estados Unidos. O que se segue é a descrição feita por Jeffrey Steinberg no seu (ainda por publicar) estudo "Draft Report on Manchurian Children"[21] em torno da instalação do Instituto nos Estados Unidos e em torno do seu campo de acção entre 1932 a 1950.

No início dos anos 30, a Escola de Frankfurt [22] abandonou a Alemanha pós-Hitler, onde já haviam desempenhado um papel poderoso na decadência cultural que fomentou a Nacional Socialista, e, depois de um breve tempo na Suiça, fixou-se nos Estados Unidos, cortesia das Universidades da Columbia e de Princeton, da  "London School of Economics", da Sociedade Fabiana Britânica, do subversivo cultural John Dewey, e das fundações da família Rockefeller; figuras importantes da Escola de Frankfurt receberam posições privilegiadas nas universidades Americans de elite, e a Universidade da Columbia tornou-se na "casa Americana" da Escola de Frankfurt.

Na Universidade de Princeton, Paul Lazarsfeld, membro da Escola de Frankfurt, dirigou o "Radio Research Project", um esforço primitivo de engenharia social e de perfilagem social, financiado pelas fundações Rockefeller e pelo Exército Americano

Theodor Adorno, um dos líderes da Escola de Frankfurt, tornou-se director da unidade dos estudos musicais, operando sob Lazarsfeld, e nos anos 30 e 40 escreveu sobre a possibilidade de emitir música atonal e outras formas de música como armas de destruição social. Na sua influente obra com o nome de "The Theory of Modern Music", Adorno propôs o uso de formas de música tão degeneradas que ela seria um meio de promover a doença mental - incluindo a necrofilia - em larga escala.

Ele  escreveu também que os Estados Unidos poderiam ser colocados de joelhos através do uso da radio e da televisão como forma de promover o pessimismo cultural, o desespero, e o auto-ódio.


No princípio dos anos 40, o Comité Judaico Americano contratou Horkheimer e Adorno, bem como a maioria dos refugiados da Escola de Frankfurt, para dirigir um Estudo em Torno do Preconceito - estudo esse com a duração de uma década e que gerou cinco trabalhos importantes.

O mais famoso destes Estudos, "A Personalidade Autoritária" [23] atacou a moralidade Americana do pós-guerra, alegando que, visto que a vasta maioria dos Americanos ainda acreditava nas virtudes de Deus [isto é, no Cristianismo], da nação e da família, a América estava pronta para ser tomada pelo fascismo autoritário.

Para os revolucionários sociais da Escola de Frankfurt, qualquer crença [Cristã] num Deus Transcendente era fascista. Foi através desta luta contra o "preconceito" que o "politicamente correcto", que hoje reina supremo, nasceu.

Pelos finais dos anos 30, algumas figuras importantes da Escola de Frankfurt, tais como Adorno and Max Horkheimer, haviam migrado para Hollywood, onde se haviam aliado com Aldous Huxley, Christopher Isherwood, Igor Stravinsky, e Alexander Korda, ao darem início ao uso da emergente "indústria da cultura em massa" como veículo de subversão cultural em massa, e para avançarem com o seu projecto de "Pessimismo Cultural".

Não por acaso, Korda foi um dos graduados do Ministério de Cultura e Educação do governo Bolchevique de Bela Kun, na Hungria, onde ele serviu sob as ordens directas do fundador da Escola de Frankfurt e espião de topo do Comintern, Georg Lukacs. Os Ingleses Huxley e Isherwood eram veteranos dos projectos de guerra psicológica dos Fabianos Britânicos.[24]

Anti-Comunistas ingénuos, ignorantes da agenda de "guerra cultural" do Comintern da Escola de Frankfurt, passaram imenso tempo em busca de mensagens revolucionárias subliminares nos filmes de  Hollywood, errando ao não repararem no facto da indústria estar de modo gradual a publicar filmes de pouca qualidade que glorificavam o sexo, o assassínio, e o uso de drogas.

Se eles tivessem estudado os escritos depravados de Horkheimer e de Adorno, ou de Huxley and Isherwood, seus colegas de viagem, há muito tempo que se teriam apercebido que o jogo agora era o de subversão psico-cultural.

Já na década de 50, Adorno escrevia em várias publicações centradas na "teoria crítica" que, mal a maioria dos Americanos estivesse aprisionada em passar o seu tempo de diversão em frente à televisão, ou nos cinemas, o processo de destruição da "sociedade burguesa capitalista" estaria completo. Aldous Huxley descreveu este processo de lavagem cerebral, realçado através do uso de drogas psicadélicas, como um "tipo campo de concentração sem lágrimas", e como "a revolução final."

Ao mesmo tempo que Hollywood estava a ser invadida por membros da Escola de Frankfurt e pelos seus companheiros de viagem, o sistema educacional Americano -  desde os jardins de infância até à pós-graduação - estava também a ser atacado com o mesmo aparato.

Os autores deste relatório disponibilizaram uma análise aprofundada da forma como a Escola de Frankfurt, aliada a John Dewey e os seus colegas dentro da "National Educational Association", e também aliada a "Training Labs" de Kurt Lewin, subverteram o sistema educacional Americano. (a ler: "The Crisis in American Education", 1995, por Jeffrey Steinberg e Paul Goldstein).

A realidade dos factos é que, quando a 2ª Grande Guerra acabou, a transformação das nossas escolas públicas de instituições educacionais dedicadas a preparar os jovens a operar como cidadãos duma república democrática, para laboratórios experimentais onde eram testadas teorias assassinas de controle mental das massas e de revolução social Marxista-Freudiana, já se encontrava a caminho.

A Universidade de Chicago, viveiro da subversão levada a cabo pela Escola de Frankfurt e pelos seguidores de Dewey, contribuiu com um dos estudos mais importantes em torno do como transformar a educação Americana, editado pelo Professor Prof. Benjamin Bloom, e com o nome de "Taxonomy of Educational Objectives".

Muitos anos depois, Lorde Bertrand Russell escreveu o seguinte no "The Future of Science",

Sou de opinião de que o tópico que, politicamente, será de maior importância é a psicologia em massa..... Os psicólogos sociais do futuro terão um certo número de turmas de crianças em idade escolar sobre as quais serão testados métodos diferentes de causar a que elas tenham uma firme convicção de que a neve é preta. Vários resultados serão atingidos inicialmente:

1) Que as influências domésticas são obstrutivas [isto é, a família é um impedimento]
2) Que muito pouco pode ser feito a menos que a indoutrinação comece antes da criança ter 10 anos.

Cabe ao cientista do futuro fazer com que estas máximas se tornem exactas, e descubra quanto é que custa, por cabeça, causar a que a criança acredite que a neve é preta. Quanto a técnica tiver sido aperfeiçoada, os governos que tenham sido responsáveis pela educação por mais de 10 anos serão capazes de controlar os subditos com segurança sem qualquer necessidade de exércitos de policias."[25]

Temos que entender de modo claro o que Jeffrey Steinberg está a declarar no texto que precede. Não se trata aqui de atribuir a totalidade da subversão nos domínios da música, dos filmes, da televisão, e do sistema de ensino à Escola de Frankfurt, mas sim mostrar que, em vários destes domínios, a Escola de Frankfurt já havia explicado antecipadamente o que tinha que ser feito, e havia liderado o processo.

Por volta de 1950, 3 dos membros principais da Escola de Frankfurt, Horkheimer, Adorno, e Pollock, deixaram os Estados Unidos e regressaram para Frankfurt como forma de instalarem um novo "Instituto para Pesquisa Social", que continuou com as suas actividades até à morte de Theodor Adorno em 1969. Parte da equipa, que incluia Herbert Marcuse, ficou nos Estados Unidos.

O trabalho principal da Escola de Frankfurt foi, portanto, estendido durante um período de 46 anos - desde 1923 a 1969, e por volta deste ano o movimento estava bem estabelecido e homens jovens estavam a continuar com o trabalho.

Continua na 2ª Parte.



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