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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O Marxismo Cultural e a "Arte" Moderna



É uma noção frequentemente mal entendida de que a arte "moderna" e "abstracta"  foi um desenvolvimento orgânico que emergiu na sociedade na sua batalha contra a "opressão" e contra a "arte folclórica" das classes mais baixas. Na verdade, a arte feia e degenerada teve as suas origens nos círculos Soviéticos e comunistas como meio de atacar a beleza estética.

Eu comento com frequência o facto da arquitectura “Bauhaus” ser comunista e isto gera surpresa nos ouvintes, mas os factos claramente demonstram que a "arte moderna" é quase toda ela uma invenção comunista e Soviética duma cultura específica como arma.

Para entender isto, temos que olhar para o Marxismo da Escola de Frankfurt, focada que estava na engenharia social e na destruição da cultura Ocidental. Uma cultura-arma era a ferramenta-chave para a destruição da estrutura social e dos valores sociais do Ocidente. Isto é também verdade em relação às transformações modernas da "arte" para a sua crítica interna niilista em torno do sentido, feito através do hipsterismo. O hipsterismo pode correctamente ser identificado como o florescimento pleno da teoria crítica de Theodore Adorno, particularmente em termos musicais. Adorno escreve:

O que a música entende é o sofrimento não transfigurado do homem . . . O registo sismográfico do choque traumático torna-se, ao mesmo tempo, a lei estrutural técnica da música. Ela proíbe a continuidade e o desenvolvimento. A linguagem musical é polarizada segundo os extremos, rumo a gestos de choque assemelhando-se a convulsões corporais, por um lado, e rumo à paralisação cristalina do ser humano a quem a ansiedade causa a que ele congele à medida que ela vai passando. ... A música moderna vê o esquecimento absoluto como o seu propósito. É a desesperada mensagem restante do desespero do náufrago.

Portanto, a música moderna está orientada rumo à destruição da ordem, da beleza, da forma e do significado - fazendo uma guerra a todos os elementos com o propósito de desorientar a psique do homem e destruir a sua visão do mundo. De facto, Adorno descreve-a como uma tentativa propositada de causar uma loucura:

Não se dá o caso da esquizofrenia estar directamente expressa dentro dela; mas a música assume sobre ela mesma a atitude similar a do mentalmente doente. O indivíduo traz sobre si a sua própria desintegração. . . . Ele imagina a realização da promessa através da música, mas mesmo assim dentro da esfera da realidade imediata. . . . . A sua preocupação é a de dominar os traços de esquizofrenia através da consciência estética. Ao fazer isto, ela tem a esperança de vincular a insanidade como a verdadeira saúde.

Os analistas Meyer e Steinberg comentam:

Adorno detalhou o seguinte: 1) despersonalização, a perda da ligação com o próprio corpot; 2) hebefrenia, que ele definiu como "a indiferença do corpo doente para com o mundo externo"; 3) catatonia ("um comportamento semelhante familiar junto de pacientes que se encontram sobrepujados com algum evento chocante"); e 4) necrofilia. Adorno declarou: "A pedofilia universal é a última perversidade do estilo."

Adorno foi recrutado, se assim se pode dizer, pelo Ocidente para desencadear uma guerra a nível global através do Marxismo cultural. Meyer e Steinberg comentam:

Um pianista promissor durante a sua juventude, Adorno estudou mais tarde sob a instrução do compositor atonal Arnold Schoenberg. Em 1946, enquanto ainda se encontrava nos EUA a trabalhar em favor do "Péssimismo Cultural" da Escola de Frankfurt, o antigo activo do Comintern Soviético (Comunista Internacional), agora a viver de forma abastada graças às Fundações da família Rockefeller e graças a outras fundações anglo-americanas, escreveu um livro infame com o título de, The Philosophy of Modern Music, uma diatribe dificilmente inteligível contra a cultura Clássica.

A Fundação Rockefeller promoveu a arte moderna globalmente, utilizando os serviços secretos ocidentais para espalhar a morte que é a arte abstracta. O The London Independent declara:

O governo dos EUA encontrava-se agora perante um dilema. Este filistismo (espírito de filisteu), combinado com as denûncias histéricas de Joseph McCarthy contra tudo o que era avant-garde ou não-ortodoxo, eram profundamente embaraçosos uma vez que desacreditavam a ideia da América como uma democracia sofisticada e culturalmente rica. Isto impedia também o governo Americano de consolidar a transladação da supremacia cultural de Paris para Nova York desde os anos 1930 do século 20. Para resolver este dilema, a CIA foi trazida.

A ligação não é assim tão estranha como se possa pensar. Por esta altura, esta nova agência, cheia de graduados da Universidade Yale e da Universidade Harvard (muitos deles colecionadores de arte e escritores de novelas no seu tempo livre) era um local totalmente entregua ao esquerdismo, especialmente se compararmos com o FBI de J. Edgar Hoover e o mundo político dominado pelo Senador McCarthy. Se existia alguma instituição bem colocada para celebrar uma colecção de Leninistas,  Trotskistas e os beberrões que faziam parte da "New York School", essa instituição era a CIA.

E,

Para prosseguir com o seu interesse clandestino na esquerda avant-garde americana,  a CIA tinha que se certificar que o seu patrocínio não era descoberto. “Os assuntos deste calibre só poderiam ser feitos após 2 ou três manobras," explicou o sr Jameson, “de modo a que não surgissem dúvidas em torno da ilibação de Jackson Pollock, por exemplo, ou fazer alguma coisa que envolvesse estas pessoas na organização. E não poderia ser nada mais próximo uma vez que a maior parte destas pessoa tinha muito pouco respeito pelo governo em particular, e nenhum respeito pela CIA,

Se fosse preciso usar pessoas que se consideravam, de uma forma ou de outra, mais próximas a Moscovo do que a Washington, bem, então se calhar é o melhor.”

(...)

Podemos ver claramente a rede de esgoto do Marxismo e da necrofilia da Escola de Frankfurt para ao lixo moderno e para insignificância hipster pós-moderna, O que estes hipsters não entendem é que a sua "filosofia" do vazio nada mais é que uma ferramenta de engenharia social  para os idiotas, que terá como consequência a destruição destes mesmos idiotas.




terça-feira, 29 de maio de 2012

O que é o politicamente correcto ?

Original (Ênfase adicionado)


Karl Marx

Muitos de nós fazemos uma ideia do que é o politicamente correcto (PC), pela repetição de informações transmitidas pelos mídia.

O PC não teve origem recente; remonta a sua utilização como instrumento ideológico, ao tempo da I Guerra Mundial. Quando Karl Marx escreveu o “Manifesto Comunista” (séc. 19), ficou bem claro que ideologia que nascia assentava em duas vertentes básicas: O Marxismo Económico, que defende a ideia de que a História é determinada pela propriedade dos meios de produção, e o Marxismo Cultural, que defende a ideia de que a História é determinada pelo Poder através do qual, grupos sociais (para além das classes sociais) definidos pela raça, sexo, etc., assumem o poder sobre outros grupos.

Até à I Guerra Mundial, o Marxismo Cultural não mereceu muita atenção, que se concentrou praticamente toda no Marxismo Económico, que deu origem à revolução bolchevista (URSS).

O Marxismo Cultural é uma sub-ideologia do Marxismo (a “outra face da moeda” é o marxismo económico), e como todas as ideologias, tende inexoravelmente para a implantação de uma ditadura, isto é, para o totalitarismo.

À semelhança do Marxismo Económico, o Marxismo Cultural (ou Politicamente Correcto) considera que os trabalhadores e os camponeses são, à partida, “bons”, e que a burguesia e os capitalistas são, a priori, “maus”.

Dentro das classes sociais assim definidas, os marxistas culturais entendem que existem grupos sociais “bons” (como as mulheres feministas — porque as mulheres não-feministas são “más” ou “ignorantes”), os negros e os homossexuais – para além dos muçulmanos, dos animistas, dos índios, dos primatas superiores, etc..

Estes “grupos sociais” (que incluem os primatas superiores — chimpanzés, gorilas, etc.) são classificados pelos marxistas culturais como sendo “vítimas” e por isso, são considerados como “bons”, independentemente do que os seus membros façam ou deixem de fazer.

Um crime de sangue perpetrado por um homossexual é visto como “uma atitude de revolta contra a sociedade opressora”; o mesmo crime perpetrado por um heterossexual de raça branca é classificado como um “acto hediondo de um opressor”. Segundo o Marxismo Cultural, o “macho branco” é o equivalente ideológico da “burguesia” no Marxismo Económico.

Enquanto que o Marxismo Económico baseia a sua acção no acto de expropriação (retirada de direitos à propriedade), o Marxismo Cultural (ou PC) expropria direitos de cidadania, isto é, retira direitos básicos a uns cidadãos para, alegadamente, dar direitos acrescidos e extraordinários a outros cidadãos, baseados na cor da pele, sexo ou aquilo a que chamam de “orientação sexual”.

Nesta linha está a concessão de quotas de admissão, seja para o parlamento, seja no acesso a universidades ou outro tipo de instituições, independentemente de critérios de competência e de capacidade.

Enquanto que o método de análise utilizado pelo Marxismo Económico é baseado no Das Kapital de Marx (economia colectivista marxista), o Marxismo Cultural utiliza o desconstrucionismo filosófico e epistemológico explanado por ideólogos marxistas como Jacques Derrida, que seguiu Martin Heidegger, que bebeu muita coisa em Friederich Nietzsche.

O Desconstrucionismo, em termos que toda a gente entenda, é um método através do qual se retira o significado de um texto para se colocar a seguir o sentido que se pretende para esse texto. Este método é aplicado não só em textos, mas também na retórica política e ideológica em geral.

A desconstrução de um texto (ou de uma realidade histórica) permite que se elimine o seu significado, substituindo-o por aquilo que se pretende.

Por exemplo, a análise desconstrucionista da Bíblia pode levar um marxista cultural a inferir que se trata de um livro dedicado à superioridade de uma raça e de um sexo sobre o outro sexo; ou a análise desconstrucionista das obras de Shakespeare, por parte de um marxista cultural, pode concluir que se tratam de obras misóginas que defendem a supressão da mulher; ou a análise politicamente correcta dos Lusíadas de Luís Vaz de Camões, levaria à conclusão de que se trata de uma obra colonialista, supremacista, machista e imperialista.

Para o marxista cultural, a análise histórica resume-se tão só à análise da relação de poder entre grupos sociais.

O Desconstrucionismo é a chave do politicamente correcto (ou marxismo cultural), porque é através dele que surge o relativismo moral como teoria filosófica, que defende a supressão da hierarquia de valores, constituindo-se assim, a antítese da Ética civilizacional europeia.



António Gramsci

Com a revolução marxista russa, as expectativas dos marxistas europeus atingiram um ponto alto. Esperava-se o mesmo tipo de revolução nos restantes países da Europa. À medida que o tempo passava, os teóricos marxistas verificaram que a expansão marxista não estava a ocorrer.

Foi então que dois ideólogos marxistas se dedicaram ao estudo do fenómeno da falha da expansão do comunismo marxista: António Gramsci (Itália) e George Lukacs (Hungria).

Gramsci concluiu que os trabalhadores europeus nunca seriam servidos nos seus interesses de classe se não se libertassem da cultura europeia – e particularmente da religião cristã.

Para Gramsci, a razão do falhanço da expansão comunista marxista estava na cultura e na religião. O mesmo conclui Lukacs.

Em 1923, por iniciativa de um filho de um homem de negócios riquíssimo de nacionalidade alemã (Félix Veil), que disponibilizou rios de dinheiro para o efeito, criou-se um grupo permanente (“think tank”) de estudos marxistas na Universidade de Frankfurt.

Foi aqui que se oficializou o nascimento do Politicamente Correcto (Marxismo Cultural), conhecido como “Instituto de Pesquisas Sociais” ou simplesmente, Escola de Frankfurt – um núcleo de marxistas renegados e desalinhados com o marxismo-leninismo.


Max Horkheimer

Em 1930, passou a dirigir a Escola de Frankfurt um tal Max Horkheimer, outro marxista ideologicamente desalinhado com Moscovo e com o partido comunista alemão. Horkheimer teve a ideia de se aproveitar das ideias de Freud, introduzindo-as na agenda ideológica da Escola de Frankfurt; Horkheimer coloca assim a tradicional estrutura socio-económica marxista em segundo plano, e elege a estrutura cultural como instrumento privilegiado de luta política.

E foi aqui que se consolidou o Politicamente Correcto, tal como o conhecemos hoje, com pequenas variações de adaptação aos tempos que se seguiram. Surgiu a Teoria Crítica.

O que é a Teoria Crítica? As associações financiadas pelo nosso Estado e com o nosso dinheiro, em apoio ao activismo gay, em apoio a organizações feministas camufladas de “protecção à mulher”, e por aí fora – tudo isso faz parte da Teoria Crítica do marxismo cultural, surgida da Escola de Frankfurt do tempo de Max Horkheimer.

A Teoria Crítica faz o sincretismo entre Marx e Freud, tenta a síntese entre os dois (“a repressão de uma sociedade capitalista cria uma condição freudiana generalizada de repressão individual”, e coisas do género).

No fundo, o que faz a Teoria Crítica? Critica. Só. Faz críticas. Critica a cultura europeia; critica a religião; critica o homem; critica tudo. Só não fazem auto-crítica (nem convém). Não se tratam de críticas construtivas; destroem tudo, criticam de forma a demolir tudo e todos.


Marcuse

Por essa altura, aderiram ao bando de Frankfurt dois senhores: Theodore Adorno e Herbert Marcuse. Este último emigrou para os Estados Unidos com o advento do nazismo.

Foi Marcuse que introduziu no Politicamente Correcto (ou marxismo cultural) um elemento importante: a sexualidade. Foi Marcuse que criou a frase “Make Love, Not War”.

Marcuse defendeu o futuro da Humanidade como sendo uma sociedade da “perversidade polimórfica”, na linha das profecias de Nietzsche.

Marcuse defendeu também, já nos anos trinta do século passado, que a masculinidade e a feminilidade não eram diferenças sexuais essenciais, mas derivados de diferentes funções e papéis sociais; segundo Marcuse, não existem diferenças sexuais, senão como “diferenças construídas”.

Marcuse criou o conceito de “tolerância repressiva” – tudo o que viesse da Direita tinha que ser intolerado e reprimido pela violência, e tudo o que viesse da Esquerda tinha que ser tolerado e apoiado pelo Estado. Marcuse é o pai do Politicamente Correcto moderno.


O sucesso de expansão do Marxismo Cultural na opinião pública, em detrimento do Marxismo Económico, deve-se três razões simples: a primeira é que as teorias económicas marxistas são complicadas de entender pelo cidadão comum, enquanto que o tipo de dedução primária do raciocínio PC, aliado à fantasia de um mundo ideal e sem defeitos, é digno de se fazer entender pelo mentecapto mais empedernido.

A segunda razão é porque o Politicamente Correcto critica por criticar, pratica a crítica destrutiva até à exaustão – e sabemos que a adesão popular (da juventude, em particular) a este tipo de escrutínio crítico é enorme.

A terceira razão é que o antropocentrismo do marxismo económico falhou, como sistema social e económico, em todo o mundo; resta ao Marxismo a guerrilha cultural.

O que se está a passar hoje na sociedade ocidental, não é muito diferente do que se passou na União Soviética e na China, num passado recente. Assistimos ao policiamento do pensamento, à censura das ideias, rumo a uma sociedade totalitária.
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