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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Como o Esquerdismo nos roubou a beleza

Por John C. Wright

Ser homem significa buscar uma verdade que satisfaça a mente, uma virtude que sacie a consciência, e uma beleza que toque o coração. Se o homem for privado duma destas coisas, ele não encontrará a felicidade e nem terá paz. Das grandes ideias que a Esquerda nos roubou, a mais preciosa, a mais profunda e a mais importante é a beleza. Não preciso de gastar muito tempo em redor da proposição de que a vida sem beleza é um pesadelo: aqueles que já contemplaram a beleza - a beleza sublime, mesmo que tenha sido só por alguns momentos - não podem comparar isso com mais nada a não ser os êxtases dos místicos e as viagens dos santos. A beleza consola os tristes; a beleza traz felicidade e aprofunda o conhecimento; a beleza é como a comida e o vinho, e os homens que vivem rodeados de feiúra tornam-se murchos e famintos de alma.

Se a beleza é assim tão importante, porque é que não há qualquer discussão em torno dela? A vitória da Esquerda neste campo foi tão súbita, tão extraordinária e tão completa, que a discussão da beleza tornou-se num silêncio desolador. Será que você, caro leitor, chegou alguma vez a ler alguma discussão em torno da beleza, avançando com uma teoria da beleza, ou mesmo exaltando a importância central da beleza na alma humana, durante o último ano? E nos últimos 10 anos? Será que alguma vez leu? Esta pode muito bem ser a única dissertação em torno deste tópico que você lê nesta década; no entanto o tópico é de suprema importância, sendo um assunto de vida ou de morte - não para o corpo mas para o espírito.

Não há qualquer discussão em torno da beleza porque, ao convencer o público que a beleza está nos olhos de quem contempla, a Esquerda colocou a beleza para além da esfera de discussão. Segundo a Esquerda, a beleza é uma questão de gosto, e um gosto arbitrário, note-se. Não há qualquer discussão em torno do gosto porque dar motivos para se preferir coisas de bom gosto em vez de coisas de mau gosto, é elitista, desagradável, rude e inapropriado. Ter gosto implica que algumas culturas produzem mais obras de arte que as outras, e isto levanta a desconfortável possibilidade de que o amor à beleza seja Eurocêntrica, ou até racista. Admirar a beleza tornou-se num crime de ódio.

Se a beleza está nos olhos de quem vê, então não há qualquer diferença entre as belas artes e a mera decoração, e não há qualquer distinção entre a Mona Lisa de Leonardo da Vinci e o papel de parede. Obviamente que há diferenças: nós decoramos uma ferramenta útil como forma de a tornar mais agradável à vista ou ao manuseio - tal como pintar detalhes num carro e colocar imagens bordadas em tecido.

A arte popular tem como propósito o entretenimento; é suposto ela satisfazer o olhar e engodar o tempo, mas um episódio de I Love Lucy não é feito com o mesmo propósito que o Lago Dos Cisnes de Tchaikovsky. Não é suposto a arte ser útil; quando alguém olha para um bebé que tem nos braços, apenas olhar para a maravilha e o milagre da nova vida, isso não é feito porque o bebé é útil.

Se a beleza está nos olhos de quem vê, então não existe aquilo que se dá o nome de "treinar o gosto". Pode-se sentar e assistir um programa de entretenimento bem feito - por exemplo, os desenhos animados do Rato Mickey - com prazer e satisfação, e nenhum estudo será necessário para preparar uma pessoa para o apreciar e o entender. Mas para se sentar e ler o Paraíso Perdido de Milton com prazer, é preciso a pessoa familiarizar-se com as figuras clássicas e as figuras Bíblicas que são aludidas, e a satisfação de quem lê aumenta quando se conhecem os modelos épicos, Virgílio e Homero, em cujos temas Milton criativamente constrói variações impressionantes.

Se a beleza está nos olhos de quem vê, então qualquer coisa - qualquer coisa mesmo - pode ser declarada bonita unicamente pelo artista.Tal como Deus a criar luz a partir do nada pelo Poder da Sua Palavra, o artista cria beleza não através do génio ou da perícia, mas sim através do seu decreto nu. Isso passa a ser beleza não porque ele criou algo, mas sim porque ele assim o declarou.

Por esta ordem de ideias, o urinol é bonito, uma luz que se funde é bonito, a cabeça decapitada e coberta de sangue duma vaca é algo bonito, moscas e larvas, o copo de água numa prateleira, um crucifixo mergulhado em urina, uma lata de excremento, ou uma cama por fazer, são tudo coisa bonitas. O argumento dado pela Esquerda é que a tua inabilidade de ver a beleza destas coisas deve-se às tuas limitações, à tua alma destreinada, e ao teu embotamento. O argumento meramente ignora o facto de que treinar os gostos para serem sem interesse, filisteus e grosseiros é o contrário de treinar os gostos de modo a que estes sejam sensíveis à beleza.

Por esta altura, o leitor pode-se questionar o quê ou quem na Esquerda alguma vez fez tais declarações absurdas. Sem dúvida que nem todo o Esquerdista está preocupado com a arte, e nem todos os que estão inclinados para a Esquerda em outros tópicos adoptam a visão da arte mainstream entre os Esquerdistas. Aqueles que adoptam, dizem exactamente o que eu digo que eles dizem. Se por acaso nunca ouviste tais disparates sobre palafitas, só posso dizer que não tens estado a prestar atenção ao mundo da arte - o que, diga-se de passagem, é algo positivo da tua parte.

Embora se possa pensar que estou a brincar, não estou. Cada um os exemplos que mencionei é real.



Fountain (1917) de Marcel Duchamp é um urinol; Work No. 227, The Lights Going On and Off (2000, Turner Prize Winner) de Martin Creed é a luz a piscar; A Thousand Years (1990) de Damien Hirst  é a cabeça duma vaca coberta de larvas; An Oak Tree (1973) de Michael Craig-Martinis é um copo de água numa prateleira;  Piss Christ (1987) de Andres Serrano é um crucifixo mergulhado em urina; Artist’s Shit (1961) de Piero Manzoniis é uma lata de excremento; My Bed (1998) de Tracey Emin é uma cama por fazer. 

A nossa geração é a primeira da história da Cristandade a não possuir, de todo, belas artes. O público voltou as suas costas ao chafurdar neurótico auto-repugnante que domina as belas artes, e busca saciar os seus desejos nas artes populares: suponho que se um retrato gera sentimentos de repugnância, sempre se pode olhar para os cartazes de filmes, para os calendários, e para as capas das revistas. O tema musical de John Williams do filme Star Wars fará o lugar de Elgar, Wagner ou Holst. Mas todos estes entretenimentos servem para entreter e não para arrebatar.

A arte popular sacia os apetites e as paixões. Mesmo que alguma dessa arte sirva apetites e paixões nobres, não é suposto os trabalhos populares ocuparem o lugar que pertence às obras de arte - obras essas que envolvem esquecer os apetites e as paixões. É por essa razão que uma estátua clássica nua não é como a página central da Playboy; uma é egoísta, visto que a luxúria é egoísta, e usa a outra como instrumento; a outra é altruísta, visto que o amor é altruísta.

Se em qualquer altura antes da Primeira Guerra Mundial, se perguntasse a qualquer filósofo ou intelectual qual era o propósito da arte, da poesia, da música, das pinturas, das esculturas, das obras d arquitectura, todos eles - em cada geração até Sócrates - diriam que o propósito da arte é buscar a beleza. O próprio Sócrates teria dito que através da beleza, através do amor forte e pelo desejo que é criado no peito humano quando ele se encontra na presença de algo sublime, somos atraídos para fora de nós, e somos levados, passo a passo, para longe do mundando em direcção do Divino.

O argumento mais forte contra o ateísmo tão amado pela Esquerda não é aquele que pode ser expresso em palavras, visto que é o argumento da beleza. Se olharmos para um pôr-do-sol revestido em escarlate, qual rei a descer para a sua pira empurpurada, ou nos maravilharmos perante o reluzente trovão duma cascata, se dermos por nós fascinados pela suave complexidade duma rosa vermelha, ou contemplarmos a majestade virgem da estrela da manhã, ou se observamos uma catedral ou um jardim murado, ou se ouvirmos a "Ode à Alegria" de Schiller, por Beethoven, ou se olharmos para [a estátua] David de Miguel Ângelo, ou se ficarmos imersos dentro da música e do esplendor da tristeza Nórdica de "Der Ring des Nibelungen", de Wagner, ou "Lord of the Rings", de Tolkien, se, de facto, observamos beleza genuína e por alguns momentos nos esquecermos de nós mesmos, então somos atraídos para fora de nós rumo a algo maior.

Nesse momento intemporal de arrebatamento sublime, o coração sabe, mesmo que a cabeça não possa colocar isso em palavras, que o enfadonho e quotidiano mundode traição, dor, desapontamento e mágoa não é o único mundo que existe. A beleza aponta para um mundo para além deste mundo, um domínio mais elevado, um país de alegria onde a morte não existe. A beleza aponta para o Divino.

A Esquerda odeia este argumento visto que, como não pode ser expresso em palavras, não pode ser refutado com palavras. Este argumento só pode ser refutado com um urinol, uma cabeça de vaca cortada, uma lata de excremento, uma cama desarrumada. Estas imagens são feias, agressivamente feias, feitas com o propósito de serem humilhantes, feitas para serem absurdas, chocantes, ofensivas, repugnantes e nojentas. Se a visão da estrela da manhã aponta para um mundo para além deste mundo, justo e repleto com a música das esferas, então as visões de excremento e de luzas a piscar, bem como cabeças cortadas e camas por fazer, apontam-nos para um mundo de desespero vociferador, um cemitério profanado,um monte de estrume.

A Esquerda odeia este argumento porque se a beleza não está só nos olhos de quem vê, então a beleza diz-nos o que é a verdade, uma verdade real, uma verdade que nos chega dum mundo para além do mundo da propaganda mesquinha, um mundo para além da pornografia.

A Esquerda odeia este argumento porque se a beleza não está só nos olhos de quem vê, então é suposto a beleza ser servida, e não usada para prazeres egoístas. A beleza humilha o orgulhoso visto que revela que existe um mundo para além dele mesmo e para além dos seus apetites. E a Esquerda odeia isso.

Acham que estou a exagerar? Acham que aquilo com que estamos a lidar nada mais é que uma falta de gosto ou uma educada diferença de opinião? Entrem num museu de arte moderna; olhem para o urinol, para a cabeça da vaca cortada, para a lata de excremento, para a cama suja. Isto não expressões de um ou de dois indivíduos aberrantes com problemas psicológicos: este é o status quo da nossa cultura há quase um século, uma indústria que envolve quantidades infindáveis de dinheiro público e privado. Esta é a liderança da visão artística que controla a nossa civilização, e aquilo que os arqueólogos do futuro irão apontar como as imagens espirituais características da nossa era.

Porque é que eles gostam de tais imagens? A resposta não é difícil: a desolação do que é feio ajuda a causa Esquerdista duma forma real e bem subtil.

Imaginem dois homens: um está numa casa iluminada, alta e com colunas de mármore, adornada com arte luxuosa, esplêndida e com brilhantes imagens de vidro de heróis e santos, lembranças de grandes mágoas e grandes vitórias do passado, e vitórias prometidas. Um coro polifónico eleva a sua voz numa canção dourada, cantando uma ode à alegria.

O outro homem encontra-se numa pocilga com papel de parede a cair, ou numa ruína sem tecto infestada de ratos, cercada com lúgubres paredes de cimento borrifadas de excremento e com graffiti irregular, manchada de palavrões e trémulas luzes néon a publicitar locais de strip. Por perto ouve-se uma ensurdecedora música rap, gritando obscenidades.

Um burocrata aproxima-se de cada um dos homens e ordena-os que façam rotinas, e tarefas rotineiramente humilhantes, tais como urinar num copo para serem testados pela presença de drogas, ou deixar que as suas impressões digitais sejam recolhidas, ou sofrer uma busca na cavidade anal, ou entregar as suas armas, ou o seu dinheiro, ou o seu nome.

Qual dos dois homens, em princípio, é mais susceptível de não se submeter? Qual dos dois homens irá automaticamente assumir que a vida humana é sagrada, que os direitos humanos são sacrossantos, e que o Homem foi feito à Imagem e Semelhança de Deus? O homem rodeado por imagens divinas ou o homem rodeado por sujeira gritante? Dito de outra forma, qual dos dois homens é mais susceptível de cair vítima duma visão do mundo sombria, sem significado, sem verdade, e sem virtude?

O propósito de quase um século de feiúra agressiva é o de gerar repugnância. Não interessa se tu te tornas fã da horrível e da chocante arte moderna, com todo o seu horror, ou se voltas as costas, num desgosto cínico, e buscas a beleza apenas no entretenimento popular. Tanto os fãs da feiúra bem como os cínicos repelidos por ela perderam a sua inocência.  Nenhum dos dois irá ouvir o argumento da beleza, e nenhuma dos dois irá ouvir a música das esferas.


* * * * * * *

Resumindo, o propósito da "arte" moderna, é o de separar o homem do Divino (acostumando-o com o feio, o horrível, o desagradável e o nojento), e torná-lo mais susceptível de obedecer cegamente às imposições da elite política (porque se a arte é o reflexo do homem, e a arte é feia e horrível, então se calhar o homem também não seja nada de especial, e desde logo, não há nada de mal em ele ser mal tratado pela elite).

A pessoa que não vê valor na sua existência (porque erradamente acredita que evoluiu dum animal) é mais susceptível de ser oprimida pelas invasivas imposições governamentais do que a pessoa que sabe que o valor da sua vida prende-se com o facto dela ter sido criada à Imagem do Autor da beleza.

Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso!
Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos
Revelação 15:3




sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O Marxismo Cultural e a "Arte" Moderna



É uma noção frequentemente mal entendida de que a arte "moderna" e "abstracta"  foi um desenvolvimento orgânico que emergiu na sociedade na sua batalha contra a "opressão" e contra a "arte folclórica" das classes mais baixas. Na verdade, a arte feia e degenerada teve as suas origens nos círculos Soviéticos e comunistas como meio de atacar a beleza estética.

Eu comento com frequência o facto da arquitectura “Bauhaus” ser comunista e isto gera surpresa nos ouvintes, mas os factos claramente demonstram que a "arte moderna" é quase toda ela uma invenção comunista e Soviética duma cultura específica como arma.

Para entender isto, temos que olhar para o Marxismo da Escola de Frankfurt, focada que estava na engenharia social e na destruição da cultura Ocidental. Uma cultura-arma era a ferramenta-chave para a destruição da estrutura social e dos valores sociais do Ocidente. Isto é também verdade em relação às transformações modernas da "arte" para a sua crítica interna niilista em torno do sentido, feito através do hipsterismo. O hipsterismo pode correctamente ser identificado como o florescimento pleno da teoria crítica de Theodore Adorno, particularmente em termos musicais. Adorno escreve:

O que a música entende é o sofrimento não transfigurado do homem . . . O registo sismográfico do choque traumático torna-se, ao mesmo tempo, a lei estrutural técnica da música. Ela proíbe a continuidade e o desenvolvimento. A linguagem musical é polarizada segundo os extremos, rumo a gestos de choque assemelhando-se a convulsões corporais, por um lado, e rumo à paralisação cristalina do ser humano a quem a ansiedade causa a que ele congele à medida que ela vai passando. ... A música moderna vê o esquecimento absoluto como o seu propósito. É a desesperada mensagem restante do desespero do náufrago.

Portanto, a música moderna está orientada rumo à destruição da ordem, da beleza, da forma e do significado - fazendo uma guerra a todos os elementos com o propósito de desorientar a psique do homem e destruir a sua visão do mundo. De facto, Adorno descreve-a como uma tentativa propositada de causar uma loucura:

Não se dá o caso da esquizofrenia estar directamente expressa dentro dela; mas a música assume sobre ela mesma a atitude similar a do mentalmente doente. O indivíduo traz sobre si a sua própria desintegração. . . . Ele imagina a realização da promessa através da música, mas mesmo assim dentro da esfera da realidade imediata. . . . . A sua preocupação é a de dominar os traços de esquizofrenia através da consciência estética. Ao fazer isto, ela tem a esperança de vincular a insanidade como a verdadeira saúde.

Os analistas Meyer e Steinberg comentam:

Adorno detalhou o seguinte: 1) despersonalização, a perda da ligação com o próprio corpot; 2) hebefrenia, que ele definiu como "a indiferença do corpo doente para com o mundo externo"; 3) catatonia ("um comportamento semelhante familiar junto de pacientes que se encontram sobrepujados com algum evento chocante"); e 4) necrofilia. Adorno declarou: "A pedofilia universal é a última perversidade do estilo."

Adorno foi recrutado, se assim se pode dizer, pelo Ocidente para desencadear uma guerra a nível global através do Marxismo cultural. Meyer e Steinberg comentam:

Um pianista promissor durante a sua juventude, Adorno estudou mais tarde sob a instrução do compositor atonal Arnold Schoenberg. Em 1946, enquanto ainda se encontrava nos EUA a trabalhar em favor do "Péssimismo Cultural" da Escola de Frankfurt, o antigo activo do Comintern Soviético (Comunista Internacional), agora a viver de forma abastada graças às Fundações da família Rockefeller e graças a outras fundações anglo-americanas, escreveu um livro infame com o título de, The Philosophy of Modern Music, uma diatribe dificilmente inteligível contra a cultura Clássica.

A Fundação Rockefeller promoveu a arte moderna globalmente, utilizando os serviços secretos ocidentais para espalhar a morte que é a arte abstracta. O The London Independent declara:

O governo dos EUA encontrava-se agora perante um dilema. Este filistismo (espírito de filisteu), combinado com as denûncias histéricas de Joseph McCarthy contra tudo o que era avant-garde ou não-ortodoxo, eram profundamente embaraçosos uma vez que desacreditavam a ideia da América como uma democracia sofisticada e culturalmente rica. Isto impedia também o governo Americano de consolidar a transladação da supremacia cultural de Paris para Nova York desde os anos 1930 do século 20. Para resolver este dilema, a CIA foi trazida.

A ligação não é assim tão estranha como se possa pensar. Por esta altura, esta nova agência, cheia de graduados da Universidade Yale e da Universidade Harvard (muitos deles colecionadores de arte e escritores de novelas no seu tempo livre) era um local totalmente entregua ao esquerdismo, especialmente se compararmos com o FBI de J. Edgar Hoover e o mundo político dominado pelo Senador McCarthy. Se existia alguma instituição bem colocada para celebrar uma colecção de Leninistas,  Trotskistas e os beberrões que faziam parte da "New York School", essa instituição era a CIA.

E,

Para prosseguir com o seu interesse clandestino na esquerda avant-garde americana,  a CIA tinha que se certificar que o seu patrocínio não era descoberto. “Os assuntos deste calibre só poderiam ser feitos após 2 ou três manobras," explicou o sr Jameson, “de modo a que não surgissem dúvidas em torno da ilibação de Jackson Pollock, por exemplo, ou fazer alguma coisa que envolvesse estas pessoas na organização. E não poderia ser nada mais próximo uma vez que a maior parte destas pessoa tinha muito pouco respeito pelo governo em particular, e nenhum respeito pela CIA,

Se fosse preciso usar pessoas que se consideravam, de uma forma ou de outra, mais próximas a Moscovo do que a Washington, bem, então se calhar é o melhor.”

(...)

Podemos ver claramente a rede de esgoto do Marxismo e da necrofilia da Escola de Frankfurt para ao lixo moderno e para insignificância hipster pós-moderna, O que estes hipsters não entendem é que a sua "filosofia" do vazio nada mais é que uma ferramenta de engenharia social  para os idiotas, que terá como consequência a destruição destes mesmos idiotas.




sábado, 23 de fevereiro de 2013

Liz Jones lamenta o fim da era do cavalheirismo


Caras mulheres, deixem-me afirmar que a era do cavalheirismo morreu! Ontem, enquanto saia dum parque de estacionamento em ­Kensington, Londres, descobri que a direcção-assistida do meu BMW havia deixado de funcionar. O carro pura e simplesmente não se mexia. Felizmente eu encontrava-me num beco sem saída e não numa autoestrada.

Parei e tentei empurrar o carro. . . . Enquanto isso, liguei os quatro-piscas. Perto de mim encontrava-se um edifício cheio de homens com casacos fluorescentes, parados e sem demonstrar o minimo interesse em me ajudar. Eles conseguiam ver o meu apuro quando levantei o capô do carro e olhei para o motor.

Voltei para o carro, peguei no telemóvel e liguei para os serviços de assistência da BMW para resolver o problema do carro. Enquanto isso, eu chorava. Nenhum dos homens se incomodou para me ajudar. Em vez disso, sabem o que o homem Britânico fez? Três taxistas passaram por mim, agitando os seus punhos e praguejando contra mim. Nem se dava o caso de eu estar a bloquear o trânsito ou coisa que se pareça.

Outro condutor saíu do seu carro e encostou o seu punho contra o meu. "Sua vaca!" gritou ele. [ed: em inglês lê-se ‘You f****** cow!’]

No meio disto tudo, um homem, responsável pelo parqueamento, chamou-me a atenção batendo ligeiramente no vidro do passageiro. "Não consigo ouvi-lo," disse eu. "Porque é que você não bateu no vidro do condutor?"  Sabem o que ele disse? "Para fazer isso, eu teria que me colocar na estrada, o que poderia causar a que eu fosse atropelado."

O porteiro que se encontrava à porta do Kensington Close Hotel aproximou-se para ver o que poderia fazer. Ele disse que este tipo de coisas não eram de todo incomuns. O porteiro aparentava ter perto de 70 anos, o que explica muito. São os jovens - até aos 40 anos - que se comportam como palhaços/desajeitados [inglês: "louts"].

Eu dantes pensava que era só o meu ex-marido que deixava que eu colocasse gasolina no carro enquanto ele ficava sentadinho e quentinho, no lugar do passageiro, mas se esta minha experiência pode ser extrapolada, então posso dizer que o comportamento do meu marido é um fenómeno geracional. Tal como disse James May esta semana (Top Gear) os jovens perderam a sua masculinidade ao não serem capazes de consertar nada. E esta perda de bons modos é muito pior.

Jovens trabalhadores britânicos, vocês deveriam ter vergonha! Será que este tipo de homem asneirento venceu-nos a guerra? Nós não precisamos de mais porta-aviões; precisamos sim, de homens que não sejam porcos, ignorantes e rudes.

* * * * * * *

Voz Day acrescenta:

Tenho que admitir, sinto-me encorajado com o comportamento do homem inglês moderno em relação ao sexo igual. No passado, os homens desceriam em massa para ficar com a honra de ter ajudado uma mulher forte e independente em apuros. Actualmente, a geração mais nova nem pestaneja quando vê uma mulher em lágrimas e a agir de maneira desesperada como forma de obter alguém que lhe resolva o problema. Isto é muito inspiracional!

No entanto, quando elas são reduzidas a uma poça frenética devido à sua incapacidade de lidar com um motor de combustão interna, não chega ignorar o sexo igual e, como dito pelo PM Britânico, o sexo mais talentoso. Em tais casos, eu acho que o dever realmente exige que apontemos o dedo e soltemos gargalhadas ruidosas.

O Código de Cavalheirismo Moderno:
  1. Eu não servirei nem reconhecerei o imperativo feminino.
  2. Eu respeitarei de forma rigorosa todas as alegações femininas em torno da igualdade e evitarei tratá-las de maneira, forma ou modo diferente daquele que trataria um homem.
  3. Se por acaso eu me deparar com uma mulher forte e independente a chorar em público, não ocultarei a minha satisfação.
* * * * * * *
Como é normal, a mulher moderna só se apercebe que há algo de errado com os homens quando isso lhes aflige pessoalmente. Enquanto os homens são prejudicados pelo sistema de ensino, ou pelo sistema prisional, ou ainda pelos serviços de saúde, mulheres modernas, fortes e independentes como a Liz Jones não escrevem editoriais para o Daily Mail a apontar para esses factos. Só quando isso lhes perturba a vida de modo pessoal é que a mulher sob o feitiço da ética social actual - feminismo - se apercebe que há algo de errado.

Outra coisa que convém notar é que o comportamento do homem moderno é consequência directa da forma como as mulheres agem para com eles. Dito de outra forma, se a Liz Jones correctamente observa que os homens modernos não estão minimamente motivados para agir de forma "cavalheiresca" para com as mulheres, todas as Liz Jones deste mundo têm que tentar saber o que é que levou a esta mudança de comportamento. O sintoma está identificado; resta agora apontar as causas.

Antigamente, na era do "patriarcado opressor", muito dificilmente uma mulher se acharia na situação em que Liz se encontrou sem ser ajudada por vários homens. Isso é o normal porque os homens têm grande satisfaçao em ajudar, proteger e cuidar das mulheres. No entanto, se toda uma cultura se dedica a criticar o comportamento genuinamente masculino (que inclui - mas não se limita - agir de forma protectora em relação as mulheres), é mais do que óbvio que os homens não se sentirão minimamente motivados para agir de uma forma que é considerada "machista", "preconceituosa" e "antiquada".

Portanto, se as mulheres querem o homem de antigamente, elas têm que agir como antigamente. Na era da igualdade, a mulher vai ser tratada tal como ela quer: como igual.

Forte e independente

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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O arrependimento de Claudia Connell


Se tu és uma mulher inglesa com qualificações universitárias, é bem provável que venhas a ter filhos numa idade avançada da vida - se é que chegues a ter filhos:
Mulheres com cursos superiores estão a atrasar a idade do primeiro filho até cerca dos 35 anos - quase uma década depois, quando comparadas com as mulheres que não obtiveram qualificações universitárias.
A tendência das mulheres com cursos superiores em atrasar a formação de famílias era já aparente em Melbourne quando eu [Mark] estava na casa dos 20, no princípio dos anos 1990. Lembro-me de pensar que as minhas colegas eram doidas por deixar para o fim algo tão importante, e estava certo que algumas delas lamentariam tal decisão.

Hoje em dia chegamos, então, ao tal ponto do arrependimento. Uma das últimas é a jornalista Claudia Connell:
Com 46 anos de idade, aceito que as minhas oportunidades para ter uma família chegaram ao fim, e as probabilidades de conhecer um homem decente não se afiguram animadoras.
A Claudia fez o que era suposto ser feito: manteve a sua autonomia dedicando-se a ser independente e solteira durante os anos 20-30
Para mim, o estilo de vida de solteira que adoptei e celebrei com entusiamo durante os anos 80 e 90 perdeu muito do seu brilho, e começa a parecer-me vazia. Eu fazia parte da geração "Sex in the City" - mulheres bem sucedidas, briguentas, que geravam o seu próprio dinheiro e não davam satisfações a ninguém. Em relação aos homens, a nossa atitude perante eles era a mesma atitude que mantinhamos na presença da última pulseira: só a melhor servia; não se fazia qualquer tipo de compromisso e mesmo quando se fazia, eles eram rapidamente colocados de lado. 
Enquanto ela era jovem, e enquanto avaliava os homens como se eles fossem pulseiras, Claudia não pensou muito no futuro e nas consequências da adopção do comportamento promovido pela sociedade actual:
O que nenhuma de nós passou muito tempo a pensar quando tinhamos 20 anos, ou mesmo 30 anos, era como é que o nosso estilo de vida nos afectaria quando chegassemos à meia-idade. (. . . .) Quando olho para as minhas amigas solteiras - e hoje há muitas - nenhuma delas se encontra realmente feliz por estar sozinha. De repente, todas aquelas mulheres que nós desdenhávamos por abdicar da liberdade em favor do casamento e dos filhos são as mesmas que agora nos desdenham.

A liberdade é excelente, se tu a podes explorar; mas se tu tens liberdade a mais que não sabes o que fazer com ela, então as coisas tornam-se sem sentido.
Ela ainda assume que liberdade é autonomia individual e não oportunidade para realizar aspectos importantes da sua vida.

Quando ela era jovem, ela tinha confiança suficiente para estabelecer as regras nos romances. Mas, como é normal nas carreiristas, ela não olhou para o futuro:
O que eu nunca considerei, no entanto, foi que um dia eles [os homens] parariam de vir. Quem me dera que eu soubesse na altura que quando estás na parte final dos anos 30, os homens são uma raridade. E quando chegas as 40, é como se eles tivessem sido varridos da Terra.
[ed: Isto é uma forma de pensar tipicamente característica neste tipo de mulheres. Ela realmente assume que há uma "seca" de homens só porque eles já não lhe cobiçam como antigamente. A verdade dos factos é que não há uma "escassez" de homens; o que há é uma escassez de homens interessados nela.  Como já foi dito várias vezes, os homens estão biologicamente construídos para terem atracção física pelas mulheres mais próximas do ponto mais alto da sua fertilidade (biologia não perdoa) e psicologicamente construídos para buscarem as mulheres menos complicadas.

Se uma mulher de 45 anos passou 10/15 anos da sua vida com uma fama de briguenta, mandona, machona e carreirista, invariavelmente os homens em seu redor assimilam a mensagem e param de lhe cobiçar. E quer se queira quer não, a fama do mau comportamento de algumas mulheres propaga-se rapidamente (muito graças a outras mulheres).]
Um mulher para lá dos 45 anos num site de encontros fica com a sensação de ser tão bem vinda como uma multa. Os sites podem estar cheios de homens nos seus 40 anos, mas eles não buscam mulheres da mesma idade!
Parece que ela passou os seus anos mais jovens a ter relacionamentos com um certo número de homens enquanto esperava pelo senhor Alfa. Ela apercebeu-se agora que tais homens preferem esposas mais doces e menos complicadas do ela alguma vez foi:
Acho . . . que é uma verdade desconfortável saber que o tipo de macho alfa bem sucedido que nós esperávamos não quer mulheres como nós. Todos os homens de sucesso que conheço casaram-se com mulheres doces e descomplicadas que ficam perfeitamente satisfeitas em deixar de lado as suas carreiras para apoiar o marido.
Convém ressalvar que a solução para as mulheres não é entrar em pânico e casar com o primeiro homem que aparece. O ponto político que estou a fazer é que as mulheres modernas têm à sua frente dois propósitos difíceis de harmonizar:
  • Autonomia máxima
  • Formação de família.
O "arranjo" de ser uma mulher petulante e independente durante os anos 20-30, confiante de que sempre haverá homens compatíveis e disponíveis e, como tal, um compromisso decisivo pode ser adiado perpetuamente, não é um passo inteligente. A mulher tem que escolher o que é mais importante, e como a Claudia descobriu, liberdade sem comprimisso pode não fazer sentido algum.

* * * * * * *
Quem fica a ganhar com o facto de existir mais uma mulher que deixou de lado a função mais importante da sua existência - gerar vida humana (existe algum curso universitário mais importante que um ser humano?) - em favor duma carreira profissional, foi o Governo; quanto menos mulheres existirem a gerar filhos, mais mulheres haverá no mercado de trabalho e, desde logo, mais pessoas haverá a quem se extrair impostos. (Para além disso, a ideologia do "controle populacional" tem um peso maior do que muitos de nós imagina (dai a importância do aborto); portanto, mulheres que não geram filhos é sempre "bom".)

Uma das coisas mais irónicas do movimento que domina as mulheres actuais é o facto do mesmo só subsistir porque um leque de homens poderosos quer que ele subsista. Por mais que as feministas ergam os punhos fechados, e andem com os seios à mostra como forma de se "manifestarem", a verdade dos factos é que o seu movimento é controlado e financiado por homens interessados em ter o maior número possível de mulheres no mercado de trabalho. Quando, por fim, o feminismo deixar de ser relevante para a elite masculina esquerdista, eles imediatamente cortarão o financiamento, e as mulheres descobrirão que foram enganadas.

O que é trágico no feminismo não é só o facto de existirem pessoas que literalmente trabalham para a sua própria destruição - as pessoas que subscrevem a religião Cristã sabem que a maior parte do mundo faz precisamente isso - mas sim o facto das evidências estarem plenamente disponíveis às mulheres, mas elas continuarem a entregar a sua alma a um movimento que não tem os seus genuínos interesses em vista.

Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o Seu galardão. Salmo 127:3
..



segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O feminismo como inveja do papel masculino



Voltemo-nos agora para o segundo ponto em torno do estatuto da mulher, nomeadamente, na implícita complementaridade e cooperação sexual. Isto significa que o seu estatuto não pode ser mantido mal a sua complementaridade é afastada por um ideal normativo de igualdade sexual e competição.
O movimento feminista, obviamente, tem levado a cabo tal afastamento e, desde logo, fragilizado o respeito dirigido às mulheres que elas [as feministas] dizem estar a promover. Tentarei agora explicar como é que isso aconteceu.
Um ponto a reter antes de continuar: a maior parte das críticas ao feminismo centra-se na refutação das suas doutrinas, tais como a atribuição de características femininas à educação ["socialização"] e não à natureza. Eu tomarei uma aproximação distinta.

Embora tal refutação formal das suas doutrinas tenha o seu valor, parece-me que a mesma não leva em consideração a característica fundamental do feminismo. Na sua essência, o movimento feminista não é um conjunto de ideais, mas sim um conjunto de atitudes - ou de emoções. A "teoria" feminista, tal como é grandiosamente conhecida, é simplesmente o que as mulheres do movimento inventaram como justificação post facto para as suas atitudes e emoções.

Um excessivo foco nas doutrinas feministas parece-me ser sintomático da falácia racionalista: a crença de que as pessoas são primariamente motivadas por ideais. Se elas de facto o fossem, sem dúvida que a melhor forma de combater uma doutrina estabelecida seria demonstrar que as suas crenças são falsas. Mas no caso do feminismo, mais até do que no caso do Marxismo ou outras ideologias políticas, são as crenças que são motivadas pelas várias necessidades pessoais e não-racionais. Devido a isto, proponho que o feminismo seja melhor entendido através duma consideração da feminista em si.

Uma feminista pode ser estritamente e propriamente definida como uma mulher que têm inveja do papel masculino. Por "papel masculino" eu defino, primariamente, como alguém que é protector, provedor e guia - em vez de cuidador ou assistente. Este papel masculino envolve:
  • 1) independência, acção e competição numa sociedade impessoal fora do ambiente familiar,
  • 2) o uso de linguagem de comunicação e análise (em vez de expressividade ou manipulação emocional),
  • 3) comportamento deliberado tendo em vista um fim objectivo (em vez de estados de satisfação subjectivos), e
  • 4) o uso da razão práctica (em vez dos impulsos emocionais).
Tanto a mulher feminista como a mulher não-feminista sentem que estas características tipicamente masculinas têm primazia natural sobre as suas. Eu prefiro usar o termo "primazia" em vez de "superioridade" uma vez que tanto as características masculinas como as características femininas são necessárias para a propagação da raça humana.

Um sinal da primazia masculina é o facto da inveja dirigida ao papel feminino ser virtualmente inexistente - mesmo, segundo sei, entre os homens homossexuais.

As mulheres normais sentem-se atraídas por características masculinas e desejam fazer parceria com o homem que as possui. As sociedades saudáveis caracterizam-se por uma reciprocidade cooperativa entre os sexos, mas uma reciprocidade desigual no sentido de envolver a liderança masculina sobre a fêmea - algo análogo a danças de salão.

Por outro lado, a resposta feminista à primazia masculina, tem sido um sentimento de inadequação em relação ao homem - um sentimento mal disfarçado com o uso de termos defensivos como "igualdade." Ela anseia possuir a masculinidade directamente, na sua pessoa, em vez de fazer parceria com um homem. É precisamente isto que a arrasta para o beco sem saída da inveja.

Provavelmente mais do que invejar o papel masculino, a feminista cobiça as recompensas externas associadas à performance bem sucedida: estatuto social, reconhecimento, riqueza e a hipótese de poder controlar directamente a riqueza (em vez de ser suportada por ela). A feminista não dá muita atenção ao vasto número de homens que batalham (sem sucesso) para realizar as exigências do seu papel masculino.

Inveja.

Consideremos primeiramente, a inveja. Ela envolve algo bom e desejável na outra pessoa. Até aqui, isto é análogo à emulação. A diferença consiste no facto do emulador estar primariamente interessado no aumento do seu poder, enquanto que a inveja, que deseja reduzir a pessoa invejada e não elevar o invejoso, é uma característica negativa. O invejoso normalmente não admite isto de modo explícito, preferindo afirmar ter sido "enganado" - quer seja pela pessoa por quem sente inveja, quer seja pela sociedade em que ambos estão inseridos.

O invejoso esconde a sua inveja com um [falso] zelo por "justiça." Normalmente, o invejoso declara que quer "regras justas na competição" ao mesmo tempo alega que o sistema está "adulterado."

A inveja, no entanto, é um sentimento distinto da justiça uma vez que é fundamentalmente impossível satisfazer uma pessoa invejosa. A pessoa com uma indignação justa quer genuinamente chegar a um acordo final e avançar com a sua vida. Por contraste, se o invejado concede algo ao invejoso, isto apenas revela ainda mais a superioridade do invejado, causando assim ainda mais raiva e inveja por parte do invejoso.

Uma das razões por trás do avanço das exigências feministas deve-se ao facto dos homens não se perturbarem com a inveja. Estes homens não entendem a psicologia [de inveja] por trás das acções das feministas. O facto de genuinamente se preocuparem com as mulheres, e desejarem promover o seu bem estar, faz com que os homens não poupem esforços nas suas tentativas de se chegar a um acordo ou a um compromisso. Eles realmente pensam que algumas limitadas concessões podem persuadir as feministas, e mostrar que os homens não são assim tão maus como elas pensam.

Mas é metafisicamente impossível "conceder" aquilo que as feministas invejam: a performance bem sucedida do papel masculino, incluindo a superação dos riscos, a transposição dos obstáculos, e conquistas objectivamente verificáveis. O que os apaziguadores na verdade concedem às mulheres é parte das aparências externas e dos prémios dessa conquista. É isso que está por trás da admissão corporativa e das preferências promocionais.

Mas uma análise mais cuidada revela o porquê de tais concessões nunca poderem satisfazer uma mulher feminista uma vez que ela sente-se humilhada precisamente pela realização de que o seu avanço mais não é que um não-merecido acto de cavalheirismo por parte do odiado "patriarcado". É difícil imaginar um meio mais eficiente de agitar a sua frustração e exacerbar o seu ressentimento. (A situação das preferências rácicas, incidentalmente, é precisamente análoga. Devido a isto, um livro em torno dos beneficiários negros da "acção afirmativa" é correctamente intitulado de "A Raiva da Classe Privilegiada" - The Rage of a Privileged Class.)

De facto, as concessões são entendidas como sinal de fraqueza, gerando assim uma atmosfera para mais concessões - um ciclo que só pode ser terminado com a destruição total do invejado. Dito de outro modo, a alegação feminista de que elas são motivadas pelo amor à justiça é pura fantasia. O feminismo não é uma demonstração de indignação justa, mas sim um dos mais bem sucedidos movimentos baseados no ódio. [É importante ressalvar que todos os movimentos baseados no ódio - nazismo, comunismo, supremacismo branco, supremacismo negro, etc - alegam sempre estar a lutar motivados pelo "amor à justiça"]

Na prática, como uma feminista nunca pode ser igual ao homem no papel masculino, ela concentra os seus esforços na sabotagem desse papel. Ou seja, como ela não consegue o nivelamento por cima. ela contenta-se com o nivelamento por baixo. [O que também demonstra o porquê das mães feministas fazerem todos os possíveis para que os seus filhos - machos - cresçam o menos másculos possível - "gender neutral"]

A consequência práctica do poder político feminista é a elevação máxima de barreiras aos homens que tentam "fazer o que sabem" (cumprir o seu papel). Por exemplo, as mulheres podem não ter as carreiras profissionais glamorosas e bem sucedidas que imaginaram, mas basta uma acusação de "assédio" para destruir a carreira dum homem cujo sucesso ela nunca poderia imitar. Não há qualquer dúvida que muitas mulheres obtém algum tipo de gratificação sádica ao exercerem tal poder sobre os homens. Eu mesmo já ouvi uma mulher a gabar-se de ter causado o despedimento de 3 homens.

Uma completa indústria legal, fortemente baseada em crimes recentemente inventados - onde só os homens podem ser culpados e só as mulheres podem ser vítimas - germinou no espaço duma geração. Perante a propagação de tal comportamento, obviamente que a tradição ocidental de nutrir uma estima elevada pela mulher não irá sobreviver indefinidamente. As mulheres que se questionam do porquê os homens não as "respeitarem como antigamente" podem muito bem procurar a resposta no espelho mais próximo.

A inveja do papel masculino tem, também. consequências devastadoras para a performance da mulher no seu próprio papel. Embora o seu papel possa ser secundário ou de apoio em relação ao papel do homem, ele é igualmente importante. A mulher dá à luz, cuida, e, em larga parte, educa a próxima geração. De forma geral, a feminista recusa-se levar a cabo o seu papel natural, ou então exerce-o de um modo ressentido, fraco e pobre. Devido a isto, o feminismo não pode de maneira nenhuma ser tratado como uma folia pessoal por parte de mulheres mimadas, mas sim como inimigo mortal da sociedade onde essa ideologia parasita.

Os inimigos da cooperação heterossexual, e os inimigos da procriação, são inimigos da raça humana.

* * * * * * *

A primeira parte deste artigo pode ser lida aqui.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Duas concepções conflituosas da dignidade feminina


Um dos baluartes da civilização ocidental é o anormal estatuto elevado que ela conferiu à mulher. Esse facto é normalmente atribuído ao Cristianismo, que valoriza algumas virtudes tipicamente femininas (misericórdia, humildade) mais do que as sociedades pagãs haviam feito. No entanto. Tácito havia já ressalvado o respeito que era conferido às opiniões femininas nas tribos pagãs Germânicas do seu tempo. Alguns defendem que o respeito conferido às mulheres era um reflexo das condições do Norte da Europa durante o mundo antigo, onde a familiar nuclear - e não a família alargada - era a unidade económica mais importante.

Mas onde quer que se tenha originado, a posição da mulher na nossa civilização tem sido recentemente corroída pelos desenvolvimentos económicos e pelo movimento feminista. O ensaio que se segue tem como propósito explicar como é que isto aconteceu, e demonstrar a necessidade de se reverter o processo.

Existe alguma confusão em torno do ataque feminista ao estatuto da mulher uma vez que o movimento feminista apresentou-se ao mundo . com algum sucesso - como um esforço para melhorar esse mesmo estatuto. Como todos sabemos, as feministas alegam que as mulheres são, em pleno direito, "iguais" aos homens e como tal merecem "condições de concorrência equitativas" como forma de competir com os homens.

Nos dias de hoje, é rara a pessoa cuja noção em torno das alegações das mulheres não tenha sido de todo influenciada por estes slogans; isto é verdade mesmo entre muitos que se julgam "inimigos do feminismo". Por exemplo, alguns pseudo-defensores da Civilização Ocidental acreditam que o islão é um perigo para nós principalmente porque não aceita a "igualdade entre os sexos". Esses mesmos defensores do Ocidente parecem transmitir a ideia de que não teriam problemas com o islão se as raparigas muçulmanas fossem livres para usar mini-saias, alistarem-se no exército e divorciar o marido. Muitos homens que fazem parte do crescente movimento dos Pais (inglês "Father's Movement") descrevem o seu objectivo como a implementação da "genuína igualdade", e não a recuperação do seu tradicional papel de líderes da família.

Eu cheguei a conhecer conservadores que asseguraram perante as suas jovens audiências que a ideia da igualdade sexual provém do Cristianismo - uma ofensa mais grave do que aquelas que Voltaire ou Nietzsche alguma vez poderiam ter feito.

Um caso extremo desta confusão pode ser encontrado em conservadores "mainstream" tais como William Kristol, que alega ser contra o feminismo porque as suas mais exóticas manifestações "ameaçam aquilo que as mulheres já conquistaram". Ou seja, o problema com o feminismo é que ele coloca em perigo o feminismo. É difícil combater um movimento quando se aceitam as premissas fundamentais.

Na realidade, o elevado estatuto da mulher no ocidente não só é anterior ao feminismo como é logicamente incompatível com o mesmo. Para se entender o porquê, é preciso manter dois pontos em mente:

1. O estatuto tradicional da mulher estava conectado a certas expectativas comportamentais - cumprir os deveres da sua condição;

2. O mesmo estatuto assumiu diferenças qualitativas e complementares entre os sexos (e não competição "justa").

Em relação ao primeiro ponto: falando de forma clara, nunca foram as mulheres em si que desfrutaram de elevado estatuto mas sim os papéis sociais associados a elas - primordialmente, os papéis de mãe e de esposa. Nascer fêmea (ou macho) é meramente um facto natural sem qualquer valor moral intrínseco; mas levar a cabo papéis sociais envolve esforço e, muitas vezes, sacrifício.

Consequentemente, o respeito conferido às mulheres não era um direito de nascença, mas sim algo reservado às mulheres que realizavam as suas obrigações femininas. Entre estas obrigações, a fidelidade matrimonial era de importância suprema - tanto assim que na nossa língua, termos gerais como a virtude e a moralidade têm sido especificamente usados para se referirem à fidelidade sexual nas mulheres. Isto não se deve a puritanismo irracional, como os apóstolos da emancipação imaginavam, mas sim ao reconhecimento de que tudo o que é preciso para destruir uma raça e uma civilização é a recusa feminina em ser uma fiel mãe e esposa.

A tradição ocidental inclui também a forte presunção de que as mulheres querem cumprir o seu papel; dito de outra forma, assume-se que as mulheres são "virtuosas" até prova em contrário. Em algumas épocas, se alguém não tivesse evidências confirmatórias, era perigoso sugerir que uma mulher poderia não ser o paradigma da contenção sexual. Uma alegação em torno da honra duma mulher era suficiente para que fosse levado a cabo um duelo.

Claro que isto não faz sentido nenhum se as mulheres não têm honra. Os actuais proponentes da igualdade e da emancipação abertamente repudiam esta ideia e qualificam-na de "construção social opressora." Mas, dito de modo franco, eu suspeito que a honra nunca foi o determinador primário do comportamento feminino. O bom exemplo (especialmente das mães), hábitos, falta de oportunidade, instruções religiosas, e, em último caso. a possibilidade de desgraça social e ruína financeira foram provavelmente muito mais eficazes junto das mulheres.

Os homens, por outro lado, foram frequentemente encorajados a acreditar que as mulheres eram naturalmente monogâmicas, sem qualquer tipo de comportamento baseado em algo tão básico como a atracção sexual, e que apenas buscam "bons maridos" com quem elas desinteressadamente se casam apenas e só por amor. Esta agradável e edificante visão da feminidade é a base das expressões culturais ocidentais em torno dos relacionamentos entre os sexos: galanteio, cavalheirismo, corte e casamento. Isto é o que coloca o amor, usando a frase de Edmund Burke, "senão entre as virtudes, pelo menos entre os ornamentos da vida."

Existem também considerações mais prácticas, embora menos delicadas: se o marido confia na esposa, ele pode evitar vir apressadamente para casa - sem avisar - como forma de ter a certeza de que ela não está na cama com o jardineiro. Isto faz com que ele dedique mais tempo ao seu papel de ganha-pão para os filhos que ele tem a certeza serem seus.

A socialmente benéfica visão cavalheira em torno da feminidade é totalmente independente da sua veracidade. Não existe qualquer harmonia pré-estabelecida entre o que é verdade e o que é útil que os homens acreditem. Talvez seja melhor que o homem não saiba toda a verdade em torno das mulheres - mesmo, ou especialmente, a sua esposa. No entanto, a maior parte das mulheres coopera de modo entusiástico na promoção da visão cavalheiresca, mesmo que elas não tenham sido sujeitas a mesma. Isto deve-se em parte ao facto delas terem sido sagazes o suficiente para se aperceberem das vantagens em manter uma elevada reputação entre os homens, e parcialmente porque elas são naturalmente mais reticentes que os homens no que toca os seus desejos sexuais ("modéstia").

Mas quer tenha sido com base no conhecimento ou numa ilusão, o valor que a nossa civilização conferiu à mulher depende de forma fundamental na sua monogamia, e não faz qualquer sentido separada dela. Enquanto os casos de adultério feminino foram poucos, os mesmos foram considerados aberrações da natureza - análogo a bebés com duas cabeças. Quando, no entanto, milhões de mulheres agem de acordo com o plano feminista de "emancipação", deixando os maridos, separando-os dos filhos, levando-os à ruína com divórcios, e vivendo com outros homens, o sistema vai abaixo. [Exactamente o que os engenheiros do feminismo tinham em vista]

É aqui que nos encontramos hoje em dia. Para mim, a característica mais notável da revolução que nós atravessamos é o atraso temporal entre o comportamento da mulher e a mudança da atitude masculina em relação às mulheres. Muitas vezes os homens culpam membros do seu próprio sexo quando algo corre mal, embora a desvantagem natural da posição masculina torne a sua responsabilidade primária muito improvável à priori. Uma vez que as mulheres possuem mais controlo que os homens no processo de acasalamento, elas são inerentemente as responsáveis mais prováveis pelo desmoronar da formação e estabilidade familiar.

Parece que muitos homens possuem uma necessidade emocional de acreditar na virtude ou inocência inerente da mulher, algo sentimentalmente parecido com o culto Romântico da infância. Mesmo hoje, perante um Estado-polícia feminista, os comentadores frequentemente atacam o seu próprio sexo por uma alegada insuficiente apreciação das alegações da feminidade. A coisa mais simpática que se pode dizer desses homens é que eles se estão a condenar à irrelevância. Um julgamento menos gentil é o de qualificá-los de colaboradores.

Numa sociedade substancialmente monogâmica, a visão cavalheira da mulher é útil para ncontrolar os naturalmente agressivos desejos dos jovens maridos. No entanto, Numa sociedade controlada por mulheres mimadas e tiranas - que se "emanciparam" para longe das obrigações domésticas - o cavalheirismo é inútil ou prejudicial. Como é normal, os conservadores estão ocupados a tentar fechar a porta do estábulo quando o cavalo já fugiu.

A nossa tarefa hoje em dia não é "proteger" o casamento mas sim reconstruí-lo do nada. A estratégia para levar isto a cabo necessariamente tem que ser distinta da estratégia levada a cabo quando a instituição do casamento estava apenas sob ameaça.

* * * * * * *

Segunda parte pode ser lida aqui.


sábado, 28 de abril de 2012

Uma história moderna envolvendo manipulação psicológica

História contada por amiga no seu blogue pessoal. Comentários pelo meio.
O meu ex marido teve uma namorada em 2009 que disse estar grávida dele quando ele a deixou e ela se viu desesperada.
Manipulação psicológica feminina (vêr aqui, aqui e aqui).
Nessa altura cheirou-me a esturro e disse-lhe que só podia ser mentira, que aquilo parecia mais um golpe para o prender (como é possível ainda haver gajas que fazem este tipo de coisas?)
Ninguém melhor que uma mulher para saber quando outra mulher está a mentir ou a usar a psicologia masculina como forma de obter algo dum homem.

Se não me falha a memória, James "The Amazing" Randi afirmou que todas as "debunking teams" (equipas que visam desmascarar alegações) deveriam ter entre si um mágico visto estes serem mestres da ilusão. Do mesmo modo, e uma vez que elas são melhores que eles a detectar mulheres mentirosas, talvez não seja má ideia colocar uma mulher ao corrente de factos que envolvem alegações provenientes duma ou mais mulheres.

ora vejamos:

- Engravidou de repente e mesmo no momento em que ele a deixou; (pelas minhas contas ela não podia estar do tempo que dizia estar)

Gravidez como forma de "prender" um homem é contra-produtivo (e injusto para o homem).
- Conversaram e ela decidiu pelo aborto porque já tinha uma menina pequenina e ele como ia deixá-la seria o melhor;
Ou seja, engravidou (alegadamente) de propósito como forma de prender o homem. Como forma de manipulá-lo, colocou nas mãos dele a vida do bebé que ela tinha tinha resolvido gerar dentro de si sem o consultar. Se a criança viesse a ser morta isso não seria responsabilidade dela mas dele por a ter rejeitado. Feminismo ao serviço da irresponsabilidade.
- Durante o processo ele, ao pensar que era mentira dela, enviou-lhe uma ecografia para ele ver que era verdade, por mms (ou seja foto pelo telemovel). Eu vi a eco a ver se via alguma data ou o nome dela mas a foto estava estrategicamente feita para não se ver esses dados.
Esconder os dados do "pai" da criança.
- Enquanto tratou de tudo no médico, nunca quis a companhia dele. Quando ele teimava, ela fugia e nem lhe respondia

- Mais tarde (quando viu que ele não voltava atrás) disse que o aborto estava feito e que nunca mais o queria ver à frente.

O plano falhou e ela (alegadamente, como se vai ver mais à frente) "matou" a criança.
Passaram 3anos e eles encontraram-se de novo. Mal ele a deixou, ela arranjou outro gajo. Engravidou logo desse gajo e hoje não sei se ainda está junta com ele.
Como as mulheres hoje em dia têm o controle total sobre a reprodução, é perfeitamente lógico assumir que ela disse ao novo namorado que "estava a tomar a pílula" ao mesmo tempo que, sem o consentimento deste, tentava engravidar. O homem provavelmente nem tinha planos de ter filhos mas nada disso importou para a sua namorada. Ela decidiu ter filhos, e como tal ele só tinha que obedecer concordar.

Mas o pior não é isso . . .

Confessou-lhe ontem que a história da gravidez tinha sido uma mentira....

jura!!!!
O aborto grátis, o feminismo e a descriminação legal contra os homens geraram uma mentalidade social onde certas mulheres não medem as consequências dos seus actos.

É moralmente condenável uma mulher resolver engravidar dum homem sem primeiro confirmar com ele se é de sua vontade.

Pior, quando chega a altura de suportar as despesas, o filho é ambos - e como tal o pai tem responsabilidades - mas quando se fala em matar a criança através do aborto, essa decisão é "só dela" visto que estamos a falar do "seu corpo" e da sua "sua escolha".

Há gente muito passada da cabeça, e há muito psicólogo sem emprego.
A sugestão dum psicólogo assume que isto é uma questão do foro clínico, mas não é. Ela não é maluca; ela é maligna, egoísta e com tendências assassinas. Ou seja, mais uma mulher tóxica (feminista).

E ainda existem mulheres que não entendem o porquê dos homens evitarem o casamento.


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