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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O arrependimento de Karen Cross

Por Karen Cross

Rindo e dançando com o meu noivo na nossa festa de noivado, pensei que eu explodiria de tanta felicidade. Rodeada de amigos e familiares, olhei para o Matthew e tive a certeza de que havia encontrado o homem com quem passaria o resto da minha vida. 

Pura e simplesmente, ele era a minha alma gémea. Nós estávamos desesperadamente apaixonados e tínhamos o nosso futuro juntos mapeado. 

Primeiro, haveríamos de poupar para comprar a nossa casa, e depois teríamos uma cerimónia de casamento bem romântica e depois viriam os filhos.

Na altura, tudo parecia tão simples para mim, ingénua e com 19 anos. Eu era, pensei comigo mesmo, a rapariga que tinha tudo. 

Então, porque é que passados que estão 20 anos, eu me encontro solteira, sem filhos e atormentada pelo facto de poder ter perdido a única hipótese de felicidade que eu alguma vez tive?

Oito anos depois dessa maravilhosa festa de noivado de 1989, abandonei o leal e devoto Matthew, convencida de que algures por aí havia alguém melhor, mais excitante e mais completo para mim. Só que não havia. Hoje tenho 42 anos e tenho todas as armadilhas do sucesso - uma carreira bem sucedida, segurança financeira, e uma casa bem no coração da glamorosa Notting Hill (Londres). No entanto, não tenho a única coisa que eu desejo mais do que tudo: um marido amoroso e uma família.

O que se passa é que nunca mais encontrei um homem que me ofereceu tudo o que o Matthew me ofereceu, que me entendia e que me amava como ele me amava. Alguém que era o meu melhor amigo mas também o meu amante. Hoje, olhar para as minhas amigas com crianças à sua volta é uma tortura visto que é muito pouco provável que eu venha a ter a minha própria família.

Penso nas vezes que falei com o Matthew sobre termos filhos, chegando até a discutir o nome que haveríamos de escolher. Nem acredito que voltei as costas a tanta felicidade. Em vez disso, eis-me de volta ao mercado das solteiras, buscando exactamente a mesma coisa que descartei com pouco mais que um olhar de relance durante todos aqueles anos. Sei que não posso ter o Matthew de volta, e magoa-me quando oiço bocados de informação em torno da sua vida e do quão feliz ele está. Quinze anos depois do fim da nossa relação, ele encontra-se feliz e casado.

Por esta altura do ano, muitas pessoas irão analisar as suas vidas e os seus relacionamentos, questionado-se que a relva é mais verde do outro lado da cerca. Muitos irão confundir o contentamento pelo aborrecimento, esquecendo-se de valorizar as boas coisas que eles têm. Eu apelaria às pessoas que pensam abandonar tais riquezas que reconsiderem.

Quão diferentes as coisas teriam sido para mim se eu tivesse ouvido o Matthew quando ele implorou que eu não o deixasse, em 1997, com lágrimas a caírem dos seus olhos. Eu também me encontrava a chorar, torturada por observar o coração do homem que amava a ser partido à minha frente. Mas eu estava decidida.

"Um dia, pode ser que eu olhe para trás e me aperceba que fiz o maior erro da minha vida", disse eu enquanto nos agarrávamos um ao outro de modo desesperado. Quão proféticas estas palavras se provaram para mim. "Eu estarei sempre aqui para ti," prometeu o Matthew. E eu, arrogantemente, pensei que eu poderia colocá-lo no gelo e voltar mais tarde para ele.

O Matthew e eu conhecemo-nos quando andávamos na mesma escola em Essex. Começamos a namorar pouco antes do Natal de 1987, quando eu tinha 17 anos e a estudar para os meus exames "A-Levels". Por essa altura, ele já tinha saído da escola e trabalhava como motoboy. Demo-nos bem como uma casa em fogo, e as nossas famílias deram o seu apoio ao relacionamento. Não tardou muito para que nós nos apaixonássemos. O Matthew era romântico mas incrivelmente práctico, algo que mais tarde na nossa relação enervou-me um bocado. Os seus presentes de Natal para mim, nesse ano, foram uma jaqueta de couro - e um par de leggings térmicas.

Duas semanas mais tarde, quando nós namorávamos há menos de um mês, ele pediu-me em casamento. Estávamos no meu pequeno Mini Clubman quando ele gritou-me para parar o carro. Amedrontada, e receando que algo estivesse errado, travei o carro no meio do trânsito e ambos saímos do carro. Então, enquanto os outros condutores nem desconfiavam do que se estava a passar, ele colocou-se de joelhos no meio da estrada. "Amo-te, Karen Cross," disse ele. "Promete-me que te casas comigo um dia desses." Ri-me e disse que sim, contente pelo facto dele sentir o mesmo que eu.

No Verão de 1989, enquanto nos encontrávamos num jantar romântico, ele pediu-me em casamento com um anel de diamante. Dois meses mais tarde, realizamos a nossa festa de noivado para cerca e 40 amgos e membros da família na pequena casa que tínhamos alugado entretanto. No ano seguinte, e para início de vida conjugal, compramos uma pequena casa em Grays, Essex, que enchemos com mobília pela qual tínhamos implorado, pedido emprestado e roubado. Sorrimos de modo infantil perante a perspectiva desta nossa nova vida como adultos.

Eu estava no início da minha carreira numa revista feminina ao mesmo tempo que Matthew trabalhava com pneus e escapamentos, e como tal a soma anual dos nossos salários era de cerca de  £15,000. Isto implicava que nós tínhamos que nos esforçar para pagar a hipoteca. Mas nós não nos importávamos, ao mesmo tempo que nos convencíamos que não passaria muito tempo até que começássemos a ganhar dinheiro suficiente para gastar em guloseimas semanais e uma casa maior onde poderíamos criar os filhos que tínhamos planeado.

Mas foi então que aconteceu um crash no mercado imobiliário e nós passamos a ter um património líquido negativo. O esforço deveria causar mais união entre nós, e a princípio foi isso que aconteceu, mas à medida que o tempo foi passando e a minha carreira, e o meu salário, foram avançando, comecei a ter um ressentimento pelo Matthew pelo facto dele divagar dum emprego sem saída para outro.

Eu ainda o amava, mas comecei a ficar envergonha pelos seus empregos "blue-collar" [ed: isto é, da classe operária] perturbada pelo facto de, apesar da sua inteligência, ele não ter uma carreira profissional.

Foi então que ele comprou um lúgubre VW Beetle azul e rose. Porque é que ele não poderia ter um carro normal? Coisas que hoje parecem ser incrivelmente insignificantes começaram a "mesquinhar".

Comecei a desejar que ele fosse mais sofisticado e tivesse um rendimento superior. Sentia inveja das minhas amigas que tinham parceiros melhor na vida, e que eram capazes de as suportar quando elas começaram a formar as suas famílias. Parei de olhar para o Matthew como o meu igual e parei de ver todas as qualidades que causaram a que eu me apaixonasse por ele - a sua inteligência feroz, o nosso sentido de humor comum, e a sua determinação de não seguir a manada. Em vez disso, comecei a olhar para ele como alguém que estava a impedir o avanço.

Encorajei-o a encontrar uma carreira profissional e fiquei muito feliz quando, no ano de 1995, ele aceitou alistar-se às forças policiais. Esse deveria ter sido um novo capítulo nas nossas vidas mas isso só acelerou o fim. Inicialmente nós estávamos juntos todas as noites e todos os fins de semana, mas depois mal nos víamos. Matthew fazia turnos e mais turnos ao mesmo tempo que eu trabalhava longas horas para dar início a mais uma revista.

A nossa vida sexual diminuiu e as nossas noites juntos eram raras. Parei de apreciar as pequenas coisas que ele fazia, como deixar bilhetes românticos na almofada ou procurar livros em segunda mão que ele sabia que eu gostaria. Ele era o meu melhor amigo, mas eu não lhe dei valor.

Depois de perturbá-lo durante semanas devido às suas falhas, eu disse ao Matthew que eu ia-me ambora. Passamos horas a falar e a chorar à medida que ele me tentava convencer a ficar, mas eu estava decidida. Os meus pais ficaram horrorizados com facto de eu abandonar o homem que eles sentiam ser o homem certo para mim. Ainda sou assombrada pelas palavras do meu pai:

Karen, pensa bem no que estás a fazer. Há muita coisa que pode ser dita de alguém que te ama de verdade.

Mas eu recusei-me a ouvir, convencida de que existiria outro alguém, um Sr Certo melhor, à espera logo ao virar da esquina.

Mudei-me para um apartamento alugado a poucas milhares de Hornchurch, Essex, e mergulhei na vida de solteira de forma decidida. Por esta altura, eu era editora duma revista nacional. A vida era uma longa série de estreias, e jantares ou festas. O Matthew e eu permanecemos perto um do outro, chegando até a dizer um ao outro dos nossos novos relacionamentos. Mas embora eu tivesse acabado com tudo, eu nunca senti que as mulheres que ele conhecia eram suficientemente boas para ele. Hoje posso ver que eu estava agir com base na minha inveja. Claramente, eu queria manter o Matthew para mim.

A nossa proximidade foi, no entanto, finalizada no ano de 2000 quando ele conheceu a sua primeira namorada séria depois de mim, a Sara. Numa noite, depois de fazer 34 anos, liguei para lhe pedir conselhos em torno dum assunto. O Matthew agiu de uma forma anormalmente abrupta e pediu que eu nunca mais lhe ligasse.

Por favor, nunca mais me mandes cartões de aniversário ou cartões de Natal. A Sara abriu o teu cartão que chegou na semana passada e ficou genuinamente zangada. Eu tenho que colocar os sentimentos dela em primeiro lugar.

Odiava o facto do Matthew subitamente colocar outra mulher antes de mim. Como é que ela se atreveu a meter-se entre mim e ele?!!

Tenho vergonha em confessar isto, mas durante as semanas que se seguiram, descontei a minha raiva aos dois numa série de telefonemas mais acalorados. Eu estava a agir de uma forma totalmente irracional uma vez que não queria o Matthew de volta mas sentia que a Sara me tinha tirado do palco. Sem surpresa alguma, depois duma discussão mais desagradável, o Matthew desligou o telefone e recusou-se a receber qualquer telefonema meu. Eu não sabia na altura, mas eu nunca mais falaria com o Matthew outra vez.

Pouco depois disto tudo, conheci o Richard naquele que foi um romance-furação. Passado que estava um ano, nós estávamos noivos e a comprar uma fazenda idílica na zona rural de Norfolk ao mesmo tempo que eu dava continuidade à minha carreira como jornalista, viajando com frequência para Londres. Ele era um cantor bem sucedido, e à medida que viajávamos pelos país, eu pensei que finalmente havia encontrado a excitação e o amor que tanto desejava.

Mas o Matthew nunca estava longe dos meus pensamentos, e o Richard queixava-se de que eu trazia com frequência o nome dele para as conversas, chegando até a compará-los. Eles eram tão diferentes. Embora fosse romântico de forma extrovertida, o Richard era repetidamente infiel e eu nunca me senti segura para começar uma família com ele. Eventualmente, e depois de termos estado 3 anos e meio juntos, Richard abandonou-me depois de ter admitido ter engravidado a sua mais recente amante.

A minha vida ruiu.

Durante o ano que se seguiu, lutei para me recompor e fiz uma intensa busca dentro da minha alma. Finalmente entendi o que o meu pai queria dizer a apercebi-me que o Matthew era a única pessoa que me tinha amado e que me entendia. Quando ouvi através duma amiga mutua que ele se tinha separado da Sara, escrevi-lhe uma carta, pedindo perdão e pedindo uma segunda chance.

Tinham-se passado seis anos desde a última vez que tínhamos falado, e eu inocentemente acreditei que ele gostaria de ter notícias minhas. O que eu não sabia é que a Sara ainda vivia na casa e foi ela quem abriu a minha carta pessoal. Essa carta tinha consigo o meu número de telefone, e ela deixou-me várias mensagens de voz zangadas e ofensivas.

Mais uma vez, eu tinha inadvertidamente causado problemas na vida do Matthew, e como tal, não me surpreendeu o facto de nunca mais ter ouvido algo da sua parte, apesar de lhe ter escrito várias vezes nos meses que se seguiram. No final, deixei cartões de aniversário de de Natal, pensado que ele arranjaria uma forma de entrar em contacto comigo, se mudasse de opinião.

Por fim, há alguns anos atrás ouvi que ele se havia casado com a sua nova parceira, a Nicola. Por alguns momentos, não consegui respirar, e logo a seguir as lágrimas começaram a cobrir a minha cara. O Matthew e a Nicola ainda vivem em Essex, e segundo sei, ainda não têm filhos. Esse é outro marco que temo. Já se passaram 11 anos desde que eu e o Matthew falamos, e tenho que aceitar que essa porta fechou. Talvez ele tenha encontrado o que buscava, e eu seja uma memória distante.

Depois do Richard, eu tive mais um relacionamento sério - com o Rob - mas ele terminou depois de 4 anos. O Rob fazia-me lembrar muito o Matthew. Ele era decente e honrado, o centro das atenções das festas mas com um lado sensível e gentil, mas tanto eu como ele estávamos demasiado gastos com as desilusões anteriores para que o relacionamento funcionasse.

E mais uma vez, estou por minha conta, com a mente cheia de "Se eu tivesse...". Se eu tivesse ficado com o Matthew, quase de certeza que estaríamos casados e com filhos. Ou então o Matthew não era o homem certo. Nunca saberei a resposta, mas, de modo definitivo, a minha decisão de o deixar custou-me a hipótese de alguma vez vir a ser mãe. Hoje, só posso olhar para trás e advertir-me a mim própria, quando era jovem e egoísta.

Quando visito amigos e membros da família na nossa cidade natal, não posso deixar de desejar que eu me cruze com o Matthew. Eu gosto de pensar que eu diria "Desculpa", e que eu sempre estaria disponível para ele. Mas não me surpreenderia se ele me voltasse as costas e continuasse a andar.

Para aqueles que estão à beira de abandonar relacionamentos monótonos, a esses eu digo: não confundam o contentamento com a infelicidade com eu fiz. Essa pode ser a opção que gere em vós um arrependimento que pode durar o resto das vossas vidas.

Fonte: http://ow.ly/qdJ5A.



segunda-feira, 3 de junho de 2013

O jogo de espera que as mulheres nunca irão vencer

Fonte

Existe um número considerável de mulheres ocidentais de boa aparência e com boa formação académica que está a perder o comboio do casamento e da maternidade. O  Daily Mail tem mais um artigo a falar disto mesmo, tomando como exemplo algumas mulheres que não conseguiram o Sr Certo e, como consequência, decidiram ser mães solteiras quando se encontravam na casa dos 30 ou dos 40 usando doadores de esperma anónimos (e às vezes doadoras de óvulos estrangeiras).

Uma das mulheres cujo perfil foi analisado é uma tal de Jessica McCallin. É bem provável que não se consiga ter uma ideia mais real dela a partir da foto, mas parece que ela é uma mulher muito atraente, isto é, alguém que não deveria ter tido dificuldade em encontrar um pai para os filhos. Então, o que foi que correu mal?

Ela não tenta dar uma explicação, mas outra das mulheres perfiladas, Caroline Saddington, disse o seguinte:
Quando és adolescente, pensas em casar e ter dois filhos, mas quando eu cheguei à casa dos 20, foquei-me na carreira profissional; quando cheguei aos 30 não encontrei um homem suficiente bom para ser um pai. Todos eles estavam abaixo das minhas expectativas.
Esta é uma combinação de atitudes que só gera perdas uma vez que, ela não só atrasa a formação duma família para uma altura bem adiantada da sua fertilidade, como mantém uma expectativa bem elevada para o homem que pode vir a ser o pai dos filhos. As mulheres que conseguem sair da prisão "atrasar a formação duma família" razoavelmente imaculadas são aquelas que não são demasiado criteriosas nas suas escolhas, e que estão dispostas a entrar em algum tipo de acordo consigo mesmas quando estão no início dos seus anos 30. Mas falaremos disto mais tarde.

Dennis Prager escreveu uma columa onde ele fala dos problemas (para as mulheres) em adiar a formação duma família:
Eu estava na universidade e na escola de pós-graduação durante o momento alto do feminismo moderno. A mensagem central entregue às mulheres era clara como o dia: "Vocês não são diferentes dos homens. Devido a isto, e entre outras coisas, vocês podem desfrutar do sexo tal como eles desfrutam - por pura diversão e com muitos parceiros."

A noção de que quase todas as mulheres anseiam por algo mais profundo quando tem relações sexuais com um homem foi colocada de lado e catalogada de "propaganda patriarcal". A cultura pode-lhe dizer para restringir o acto sexual de modo a que ela só tenha intimidade com o homem que a ama e que pode até casar com ela, mas a mulher emancipada sabe mais do que isso: o sexo sem qualquer tipo de conexão emocional ou possibilidade dum futuro compromisso pode ser "empoderador" (inglês: "empowering").

O feminismo ensinou - e os professores da colunas de opinião do New York Times continuam a escrever - que não há diferenças naturais entre o homem e a mulher. Portanto, não é exclusivo da natureza masculina querer ter sexo com muitas parceiras. Supostamente, a "Cultura Playboy" "pressiona" os homens a ter muito sexo frequentemente e sem compromisso. E como isto faz parte da natureza masculina, então o mesmo é verdade para a natureza feminina.

Outra mensagem feminista entregue às mulheres foi a de que, tal como a mulher pode ter tanto sexo como os homens, ela pode também obter uma carreira profissional tão realizadora como os homens têm. Logo, procurar ser uma "SRA." [esposa] durante os anos de universidade era mais um resíduo do patriarcado. As mulheres têm que se interessar numa carreira tal como os homens se interessam. Qualquer noção de que, mais do que qualquer outra coisa, as mulheres querem casar e construir uma família é sexismo, humilhante e falso.
Não concordo na plenitude com a forma como as coisas foram descritas em cima, mas Prager está certo ao afirmar que as mulheres passaram a ser muito pressionadas para rejeitar o amor e o casamento quando se encontram nos anos 20 em favor duma carreira profissional e do sexo casual. O problema com isto não é só o facto de negar os melhores aspectos da natureza feminina, mas ser também para as mulheres (a longo prazo) uma estratégia condenada ao fracasso.

De certa forma, o maior inimigo das mulheres Anglo-Saxónicas da classe média é o feminismo. E porquê? Um país com fronteiras abertas como a Austrália tem actualmente muitos grupos étnicos distintos. Entre as mulheres destes grupos, os homens Anglo-Saxónicos da classe média-alta são altamente requisitados e competidos. Eu já conheci algumas destas mulheres provenientes de outros países que estão, com sucesso, a competir pelos homens Anglo-Saxónicos da classe média-alta. Elas são, frequentemente, femininas (raramente agressivas), vestem-se de forma estilosa (pensem em Paris), são amigáveis e pacíficas. Para além disso, elas estão prontas para encontrar o futuro marido quando elas ainda estão na universidade.

Enquanto isto acontece, o que é que está a ser dito às mulheres Anglo-Saxónicas da classe média-alta? Elas são educadas com ideais feministas, tais como a noção de que a  mulher tem que se provar competindo com os homens por uma carreira profissional; que ser feminina é uma fraqueza; que a formação duma família é algo para ser deixado para os anos 30; que, quando se está na casa dos 20, é "empoderamento" emular (imitar) o comportamento promíscuo dos homens; que tudo o que se deve aos homens é uma relação sexual, e que mesmo esta tem que ser feito segundo os termos das mulheres.

Isto faz com que as mulheres Anglo tenham dificuldades em competir. Uma mulher Anglo da classe média-alta que queira ter algum tipo de hipótese com um homem da sua idade e do mesmo estrato social tem que abandonar o feminismo que lhe é martelado no pensamento na escola (e pior ainda, muitas vezes reforçado pelo próprio pai). Eu acho que algumas começam a tentar isto, e estão a tentar competir com as mulheres não-Anglo na forma como vestem e nos modos, mas isto pode não ser suficiente.

Finalmente, as mulheres devem ler isto e pensar: "Ok. Porque é que nós entraríamos em competição por um homem? Eles é que deveriam estar em competição por nós." Para os homens que não estão numa posição sócio-económica tão boa, sem dúvida que isto é verdade, mas os homens mais requisitados encontram-se numa posição onde eles é que têm o poder de escolha, e eles raramente escolhem mulheres que não chegam a horas, e que preferem passar os seus anos 20 focadas na sua carreira, contando o tempo em que se tornará respeitável tentar ter um relacionamento.

(...)

Honestamente, eu gostaria que as mulheres Anglo libertassem a sua alma feminina e se entregassem na busca por um homem do seu estrato social. Sem dúvida que esta opção é preferível que a alternativa - chegar aos 35 anos e admitir que a família é importante, mas descobrir que não tem um marido com quem ter um filho.

* * * * * * *

Esta conjugação "imigração em massa + feminismo" sem dúvida que é prejudicial para as mulheres da Europa Ocidental e Anglo-Saxónicas: enquanto as mulheres europeias sob o feitiço do feminismo dedicam-se à carreira profissional e ao "sexo livre", as mulheres da Europa do Leste que imigram para o Ocidente vão espalhando a sua feminidade junto de homens sedentos por genuína feminidade, e casando com os melhores dentre eles.

Enquanto as mulheres suecas se vestem como homens, e rapam a cabeça como soldados (para além de não se depilarem), as mulheres asiáticas vão casando com os homens suecos e formando famílias felizes. Enquanto as mulheres inglesas vão adoptando o pior comportamento masculino, e consequentemente sendo rejeitadas por eles quando estes pensam em formar família, as mulheres indianas e paquistanesas vão tendo 2, 3 ou 4 filhos, muitas vezes com homens ingleses - os mesmos que rejeitaram as mulheres britânicas.
Disto se pode concluir uma coisa mais ou menos óbvia: visto que a mulher feminista não se reproduz em número suficiente, a melhor forma de exterminar uma civilização é promovendo o feminismo dentro dela. É bem provável que este seja mesmo um dos propósitos da promoção do feminismo junto das mulheres europeias: o extermínio da etnia branca...



terça-feira, 7 de maio de 2013

Helen McNallen: "Eu deveria ter engravidado quando era mais nova"


O Daily Mail conta histórias de mulheres com educação universitária que adiaram em demasia a maternidade. Uma das mulheres listadas na notícia explica a sua situação.

Helen McNallen é a tipica mãe-adiada que deu prioridade à sua carreira e não à sua família. Logo após ter obtido as suas qualificações na "Bristol University", Helen foi "caçada" pela Goldman Sachs onde, como mulher na área do comércio e por esta altura (inicio dos anos 90), ela era uma raridade. Trabalhar durante 12 horas por dia era o normal. Normalmente, o seu dia de trabalho começava por volta das 6 da manhã.

Ela casou-se com Duncan (cinegrafista freelance) quando ela tinha 30 anos, e continuou a trabalhar.

Eu queria um bebé, mas estava num carrocel do qual não conseguia sair. Eu visualivava um futuro com crianças, mas nós enterramos a cabeça na areia e esperamos que as coisas se revolvam por si só, mas elas raramente se resolvem.

Para a Helen, as consequências de adiar a maternidade foram catastróficas. Quando deu início ao seu novo emprego (onde ganhava cerca de £200,000 por ano num banco alemão) ela trabalhou ainda mais como forma de justificar o seu elevado salário. Mas o nível de stress aumentou proporcionalmente. Finalmente, no ano de 2001 e com 33 anos de idade, ela sofreu uma crise nervosa e foi diagnosticada com depressão.

Por esta altura, ela queria ter um filho mas estava impedida de o fazer visto que a medicação que ela tomava poderia causar danos no bebé. Entretanto, o seu casamento, esticado até ao ponto de rotura devido à sua doença, entrou em colapso. Passaram-se 6 anos até que Helen parou de tomar a medicação para a depressão. Por esta altura ela tinha 40 anos e estava sozinha.

Hoje em dia, ela vive em Yorkshire com o seu parceiro de 45 anos (com quem está há dois anos) e trabalha como conselheira para as pessoas que se encontram em depressão. Para além disso, ela tem um site com o nome de "Depression Can be Fun".  Ela diz ainda:

Eu e o meu parceiro ainda esperamos ter um filho. É algo que eu penso todos os dias. Tento viver sem arrependimento, mas, olhando para trás, eu deveria ter "mordido a bala". Eu deveria ter engravidado quando era mais nova.
 
Outra mulher cuja história foi reportada pelo Daily Mail é Kristina Howells. Para ela, hoje com 40 anos, estudar tornou-se um substituto para a criança que ela não tinha. Quando estava na casa dos 20, ela liderava a escola de música de Kent.
Era a altura ideal para ter filhos, mas eu era consumida pelo trabalho. Quando eu não estava a ensinar, estava a planear lições, ou a tomar parte de actividades extra-curriculares, ou a organizar festivais e concertos. Era recompensador mas esgotante. Lembro-me de pensar "Ainda sou bastante jovem. Posso sempre encontrar o homem certo quando estiver na casa dos 30."

Tu olhas para ti e pensas que és invencível. Mas foi então que cheguei aos meus 30 anos e comecei a entrar em pânico; eu tinha uma carreira profissional mas não tinha um homem com quem ter um filho. Para além disso, eu não queria ser uma mãe solteira.
Soluções? Parece que a cultura esquerdista chegou a um ponto onde a mensagem que é transmitida às mulheres é a de que, a única coisa que realmente conta é a carreira profissional, e que este é a forma delas atingirem a sua auto-realzação. Faz sentido que esta mensagem destrutiva tenha sido seguida de modo masi fervoroso pelas mulheres da classe média-alta da sociedade, visto que estas mulheres têm maior acessoa profissões de maior status e maior rendimento.

Também não se dá o caso destas mulheres não quererem ter filhos; o que se passou foi que elas não buscaram de forma determinada esse propósito, pensado que isso aconteceria por si só num tempo futuro indeterminado.

Portanto a solução é, em parte, promover uma visão mais realista dentro da sociedade. Esta visão deve reconhecer que as mulheres têm que procurar homens com vontade de casar (e planear a sua vida familiar) quando se encontram nos seus anos 20. Isto prende-se não só com a decrescente fertilidade feminina, mas também com o facto dos homens serem koreogâmicos e terem uma atracção sexual superior pelas mulheres com a aparência mais jovem (Kore sendo a palavra do Antigo Grego que significa donzela / mulher jovem).

Via

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O que se pode concluir deste tipo de notícias é que todas as ideologias que fomentam o carreirismo junto das mulheres, e que a motivam a colocar a vida laboral acima da vida familiar, estão a conduzi-las   para uma vida de solidão e arrependimento. 
Obviamente que isto não significa que todas as mulheres adiaram a maternidade vivem vidas de arrependimento e solidão; o que isto significa é que a mulher que escolhe adiar a maternidade (ou não ter filhos) pode, mais tarde, arrepender-se amargamente dessa decisão. E uma sociedade composta por mulheres que não se reproduzem, é uma sociedade que caminha a passos largos para o colapso.



sexta-feira, 29 de março de 2013

O intragável carreirismo de Erin Callan

Sem surpresa alguma, à medida que as mulheres vão sendo involuntariamente forçadas para o mercado de trabalho, a sua fertilidade vai entrando em declínio acelerado (tal como era o plano). A esta altura a única coisa que constitui "surpresa" é a existência de mulheres que ainda se admiram com as consequências desta obra de engenharia social imposta sobre as mulheres (carreirismo).

Nas linhas que se seguem conta-se a história duma mulher que colocou a carreira profissional acima da construção da família, só para descobrir, amargamente, que já não consegue iniciar uma família - e nenhum homem com opções disponíveis vai preferir uma carreirista de 40 anos no lugar duma esposa tradicional.

Por Sandra Parsons

Erin Callan é uma antiga advogada tributarista (inglês: "tax-lawyer") que chegou a ser chamada de "a mais poderosa mulher de Wall Street". Ela diz agora que fez um erro ao escolher a carreira profissional em vez de escolher a maternidade - e que agora, com 47 anos, ela tenta ter um filho.

Ela é um exemplo extremo, mas existe um número crescente de mulheres como ela. Durante a semana passada, uma pesquisa recente da "Office of National Statistics" revelou o devastador número de que uma em cada cinco mulheres britânicas com mais de 45 anos não tem filhos.

De todas as mulheres solteiras sem filhos que conheço, nenhuma foi tão extraordinariamente bem sucedida na sua carreira como Erin (que ascendeu para a posição de directora financeira da "Lehman Brothers"). No entanto, todas elas têm bons empregos e todas elas disfrutaram de algum tipo de liberdade económica, coisa que as suas mães só poderiam ter em sonhos.

Mas então porque é que elas se encontram solteiras e sem filhos? Temo que o motivo seja intragável mas simples: a maior parte delas investiu mais tempo nas suas carreiras, nas suas economias, nas suas casas e nos seus guarda-fatos do que nos seus relacionamentos amorosos.

Ao contrário das gerações anteriores, estas mulheres não dependeram dos homens para estatuto social, para ter um tecto sobre as suas cabeças, e nem precisavam de permissão para comprar sapatos. Seguindo um caminho distinto do caminho seguido pelas suas mães, que fizeram do casamento a sua prioridade, estas mulheres não precisavam. Em vez disso, elas jogaram o jogo, tal como muitos homens sempre o fizeram, e tal como muitos homens, quando as coisas ficaram mais difíceis, elas abandonaram a relação. Até que um dia acordaram e viram que os homens decentes haviam desaparecido.

[ed: na verdade, os "homens decentes" não desapareceram; eles apenas seguiram a sua biologia e voltaram a sua atenção para as mulheres mais jovens]

Hoje em dia as mulheres têm mais educação que os homens [ed: sobre o porquê disto ser assim, ver aqui, aqui, e aqui], dando-se o caso delas obterem mais qualificações que os homens, e entrarem para as profissões de topo (tais como a área jurídica e a medicina) em números maiores que os homens. Devido a isto, o número de homens igualmente qualificados diminuiu, e estas mulheres encontram-se relutantes em "casar para baixo" (isto é, com homens dum estrato social/económico mais baixo), e os que existem desaparecem rapidamente do "mercado".

Mas quando perguntamos aos homens o porquê de tantas mulheres ainda estarem solteiras, todos eles oferecem outro motivo: a maior parte das mulheres carreiristas que eles encontram são manipuladoras e intransigentes - e os homens acham este comportamento muito castrador.

Tal como ela diz no título do seu livro, Sandberg defende que as mulheres têm que "abrandar" com o seu trabalho à medida que consideram começar uma família (e não acelerar, como muitas delas fazem). É precisamente por isso que as mulheres jovens - as nossa filhas, irmãs e colegas - têm que entender que encontrar o parceiro certo é tão importante como construir uma carreira profissional satisfatória. Se isso significa entrar num tipo de entendimento, então que seja - o casamento é um comprimisso feito por duas partes.

E digo-vos mais: não encontrarão muitas mulheres em casamento felizes que acordam um dia, com 45 anos, e descobrem que estavam demasiado ocupadas para ter filhos. Actualmente, a directora operacional da empresa Facebook , Sheryl Sandberg, encontra-se nas manchetes por ter escrito um livro com o nome "Lean In", que apelas às mulheres para não abdicarem das suas carreiras quando têm filhos, mas para encontrar uma forma de poder ter ambas.

É uma ideia interessante e uma que eu acho ser possível - mas na práctica isto requer 1) um parceiro que dê muito apoio e 2) a renúncia de qualquer tipo de ambição de chegar ao topo dos topos da hierarquia laboral.  Eu sei que não é justo, mas é muito melhor do que descobrir, aos 40 anos, que chegaste ao topo da árvore mas que o "atraso mensal" não se deve a uma gravidez mas à menopausa, e que nunca mais vais ter a chance de ser mãe.

Sim, a carreira profissional é gloriosa, e eu estimo a minha. Para além disso, eu apelo a todas as mulheres que não abdiquem das suas se puderem, mas não se isso significar a perda de algo muito mais precioso: uma família. Tal como Erin Callan diz:
O trabalho vinha sempre em primeiro lugar. Apercebo-me agora que não me valorizei. Infelizmente, apercebi-me disso tarde demais.

..



sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O arrependimento de Claudia Connell


Se tu és uma mulher inglesa com qualificações universitárias, é bem provável que venhas a ter filhos numa idade avançada da vida - se é que chegues a ter filhos:
Mulheres com cursos superiores estão a atrasar a idade do primeiro filho até cerca dos 35 anos - quase uma década depois, quando comparadas com as mulheres que não obtiveram qualificações universitárias.
A tendência das mulheres com cursos superiores em atrasar a formação de famílias era já aparente em Melbourne quando eu [Mark] estava na casa dos 20, no princípio dos anos 1990. Lembro-me de pensar que as minhas colegas eram doidas por deixar para o fim algo tão importante, e estava certo que algumas delas lamentariam tal decisão.

Hoje em dia chegamos, então, ao tal ponto do arrependimento. Uma das últimas é a jornalista Claudia Connell:
Com 46 anos de idade, aceito que as minhas oportunidades para ter uma família chegaram ao fim, e as probabilidades de conhecer um homem decente não se afiguram animadoras.
A Claudia fez o que era suposto ser feito: manteve a sua autonomia dedicando-se a ser independente e solteira durante os anos 20-30
Para mim, o estilo de vida de solteira que adoptei e celebrei com entusiamo durante os anos 80 e 90 perdeu muito do seu brilho, e começa a parecer-me vazia. Eu fazia parte da geração "Sex in the City" - mulheres bem sucedidas, briguentas, que geravam o seu próprio dinheiro e não davam satisfações a ninguém. Em relação aos homens, a nossa atitude perante eles era a mesma atitude que mantinhamos na presença da última pulseira: só a melhor servia; não se fazia qualquer tipo de compromisso e mesmo quando se fazia, eles eram rapidamente colocados de lado. 
Enquanto ela era jovem, e enquanto avaliava os homens como se eles fossem pulseiras, Claudia não pensou muito no futuro e nas consequências da adopção do comportamento promovido pela sociedade actual:
O que nenhuma de nós passou muito tempo a pensar quando tinhamos 20 anos, ou mesmo 30 anos, era como é que o nosso estilo de vida nos afectaria quando chegassemos à meia-idade. (. . . .) Quando olho para as minhas amigas solteiras - e hoje há muitas - nenhuma delas se encontra realmente feliz por estar sozinha. De repente, todas aquelas mulheres que nós desdenhávamos por abdicar da liberdade em favor do casamento e dos filhos são as mesmas que agora nos desdenham.

A liberdade é excelente, se tu a podes explorar; mas se tu tens liberdade a mais que não sabes o que fazer com ela, então as coisas tornam-se sem sentido.
Ela ainda assume que liberdade é autonomia individual e não oportunidade para realizar aspectos importantes da sua vida.

Quando ela era jovem, ela tinha confiança suficiente para estabelecer as regras nos romances. Mas, como é normal nas carreiristas, ela não olhou para o futuro:
O que eu nunca considerei, no entanto, foi que um dia eles [os homens] parariam de vir. Quem me dera que eu soubesse na altura que quando estás na parte final dos anos 30, os homens são uma raridade. E quando chegas as 40, é como se eles tivessem sido varridos da Terra.
[ed: Isto é uma forma de pensar tipicamente característica neste tipo de mulheres. Ela realmente assume que há uma "seca" de homens só porque eles já não lhe cobiçam como antigamente. A verdade dos factos é que não há uma "escassez" de homens; o que há é uma escassez de homens interessados nela.  Como já foi dito várias vezes, os homens estão biologicamente construídos para terem atracção física pelas mulheres mais próximas do ponto mais alto da sua fertilidade (biologia não perdoa) e psicologicamente construídos para buscarem as mulheres menos complicadas.

Se uma mulher de 45 anos passou 10/15 anos da sua vida com uma fama de briguenta, mandona, machona e carreirista, invariavelmente os homens em seu redor assimilam a mensagem e param de lhe cobiçar. E quer se queira quer não, a fama do mau comportamento de algumas mulheres propaga-se rapidamente (muito graças a outras mulheres).]
Um mulher para lá dos 45 anos num site de encontros fica com a sensação de ser tão bem vinda como uma multa. Os sites podem estar cheios de homens nos seus 40 anos, mas eles não buscam mulheres da mesma idade!
Parece que ela passou os seus anos mais jovens a ter relacionamentos com um certo número de homens enquanto esperava pelo senhor Alfa. Ela apercebeu-se agora que tais homens preferem esposas mais doces e menos complicadas do ela alguma vez foi:
Acho . . . que é uma verdade desconfortável saber que o tipo de macho alfa bem sucedido que nós esperávamos não quer mulheres como nós. Todos os homens de sucesso que conheço casaram-se com mulheres doces e descomplicadas que ficam perfeitamente satisfeitas em deixar de lado as suas carreiras para apoiar o marido.
Convém ressalvar que a solução para as mulheres não é entrar em pânico e casar com o primeiro homem que aparece. O ponto político que estou a fazer é que as mulheres modernas têm à sua frente dois propósitos difíceis de harmonizar:
  • Autonomia máxima
  • Formação de família.
O "arranjo" de ser uma mulher petulante e independente durante os anos 20-30, confiante de que sempre haverá homens compatíveis e disponíveis e, como tal, um compromisso decisivo pode ser adiado perpetuamente, não é um passo inteligente. A mulher tem que escolher o que é mais importante, e como a Claudia descobriu, liberdade sem comprimisso pode não fazer sentido algum.

* * * * * * *
Quem fica a ganhar com o facto de existir mais uma mulher que deixou de lado a função mais importante da sua existência - gerar vida humana (existe algum curso universitário mais importante que um ser humano?) - em favor duma carreira profissional, foi o Governo; quanto menos mulheres existirem a gerar filhos, mais mulheres haverá no mercado de trabalho e, desde logo, mais pessoas haverá a quem se extrair impostos. (Para além disso, a ideologia do "controle populacional" tem um peso maior do que muitos de nós imagina (dai a importância do aborto); portanto, mulheres que não geram filhos é sempre "bom".)

Uma das coisas mais irónicas do movimento que domina as mulheres actuais é o facto do mesmo só subsistir porque um leque de homens poderosos quer que ele subsista. Por mais que as feministas ergam os punhos fechados, e andem com os seios à mostra como forma de se "manifestarem", a verdade dos factos é que o seu movimento é controlado e financiado por homens interessados em ter o maior número possível de mulheres no mercado de trabalho. Quando, por fim, o feminismo deixar de ser relevante para a elite masculina esquerdista, eles imediatamente cortarão o financiamento, e as mulheres descobrirão que foram enganadas.

O que é trágico no feminismo não é só o facto de existirem pessoas que literalmente trabalham para a sua própria destruição - as pessoas que subscrevem a religião Cristã sabem que a maior parte do mundo faz precisamente isso - mas sim o facto das evidências estarem plenamente disponíveis às mulheres, mas elas continuarem a entregar a sua alma a um movimento que não tem os seus genuínos interesses em vista.

Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o Seu galardão. Salmo 127:3
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domingo, 7 de outubro de 2012

As filhas do feminismo revelam a verdade

Por Angelina Stanford

As mulheres da minha geração cresceram à sombra do feminismo radical ; o género é uma construção social, ensinaram-nos feministas eminentes. A bandeira sob a qual foi-nos dito para marchar era "A Biologia não é vinculativa!" [“Biology is not destiny!”]. Por outras palavras, as diferenças entre os homens e as mulheres eram totalmente construídas. Nós não temos que nos vergar perante as expectativas opressivas da sociedade. Nós podemos nos redefinir e criar a realidade.

As mulheres seguiram o caminho recomendado pela liderança feminista: frequentarem colégios, adquiriram qualificações avançadas, e adiaram o casamento e a formação de famílias para a altura em que estavam bem estabelecidas na carreira. Ainda havia muito tempo para as crianças, foi-lhes garantido.

Lentamente, as mulheres que se haviam emancipado devido a esta retórica começaram a sentir-se traídas. Acreditando na mentira do feminismo, elas aprenderam dolorosamente que algumas distinções entre os homens e as mulheres são factos biológicos, e não construções sociais. O facto delas terem ignorado esta realidade causou sofrimento a muitas delas.

Com 39 anos, Alexis Stewart, filha de Martha Stewart, decidiu que se encontrava pronta para ter um filho. Infelizmente, o seu corpo discordou e ela foi incapaz de conceber. Alexis ficou chocada ao descobrir a verdade biológica: quando a mulher chega ao 30 anos, a fertilidade cai em 7% ; quando chega aos 45, ela cai em 87%.

Ela fica furiosa quando discute a forma como as mulheres foram enganadas. As revistas fazem manchetes com celebridades que conseguiram dar à luz o seu primeiro filho quando já se encontravam na casa do 40, ou mais para além. Ninguém diz às mulheres o que o ginecologista de Alexis lhe disse sobre essas celebridades: os óvulos que geraram os filhos não são delas.

Ela ficou abatida por descobrir o quão raro é uma mulher conceber quando se encontra na casa dos 40. Mesmo aquelas que têm dinheiro para pagar um tratamento de fertilidade são rejeitadas devido à sua idade. Com 40 anos, és demasiado velha, dizem as clínicas.

A história de Alexis Stewart tem um final mais ou menos feliz. Depois de tratamentos dolorosos e custosos (ela pagava $27,000 por mês), ela conseguiu conceber e ter um filho. Infelizmente, não haverá mais filhos no futuro da Alexis, e ela sente a perda. Devido a isso, ela tomou para si a missão de alertar outras mulheres de que elas não podem esperar para ter os filhos. O tic-tac do relógio não pára. É incrível como algo tão óbvio tenha que ser ensinado.

Rebecca Walker, filha da feminista radical Alice Walker (Rebecca chama-lhe "rabid feminist"), conta-nos uma história ainda mais comovente. Para além de ter sido indoutrinada na sabedoria de se adiar a altura para ter os filhos, Rebecca foi também ensinada pela mãe que a maternidade era a pior coisa que poderia acontecer a uma mulher.

Ela escreve:

Os princípios feministas da minha mãe coloriram todos os aspectos da minha vida. Quando era criança, não tinha permissão para brincar com bonecas ou brinquedos de peluche não fosse isso trazer à tona algum instinto maternal. Foi-me dito de modo agressivo que ser uma mãe, educar crianças e tomar conta da casa eram uma forma de escravidão. Ter uma carreira, viajar pelo mundo e ser independente eram as coisas que realmente importavam para ela.

Mas de qualquer modo, Rebecca buscou um casamento e quando chegou aos 34 anos, deu à luz uma criança. Para sua surpresa ela descobriu que a maternidade pode gerar felicidade na vida da mulher, e que as crianças são uma benção. Infelizmente para ela, depois de tentar ter mais filhos, e com 38 anos, ela já não consegue. Ao mesmo tempo que o filho enriqueceu a sua vida, ela lamenta só ter descoberto esta alegria na idade que descobriu. Ela poderia ter tido filhos quando era mais nova.  E o que é que Rebecca ganhou ao descobrir esta mentira prejudicial? A sua mãe já não lhe fala e nem reconhece o seu neto uma vez que  Rebecca traiu o movimento [feminismo] e agora está a pagar o preço.

[Conclusão:]

Verdadeiramente, as ideias têm consequências, e por vezes as más ideias são irreversíveis. Mal a janela da fertilidade se fecha, nunca mais volta a abrir. Não há segundas oportunidades.

Saúdo as mulheres que estão a revelar a verdade.

* * * * * * *

Embora haja lugar para genuína compaixão para com *algumas* destas feministas envelhecidas, convém não esquecer que a retórica e o estilo de vida que muitas que elas adoptaram causou que centenas de milhares de outras jovens mulheres se deixassem enganar pelo mantra "Primeiro eu [investir na carreira profissional, entregar o seu jovem corpo ao carrossel dos alfas, glamour, etc] e depois a família e os filhos". 

A natural tendência humana para ter compaixão com o sofrimento feminino tem, no entanto, ser vista à luz do que estamos a falar. Neste caso, nós não estamos a falar de mulheres que foram vítimas inocentes de eventos sobre os quais não poderiam exercer algum controlo activo, mas sim pessoas que deliberadamente  resolveram jogar a roleta russa com o bem material mais precioso que elas têm, nomeadamente, o seu corpo.

Ao mesmo tempo que entregavam a alma a este movimento, e para além de beberem por inteiro o veneno feminista e por motivos puramente ideológicos (e egoístas) desafiarem a biologia e a sabedoria milenar, elas pavimentaram o caminho para que outras mulheres seguissem o seu auto-destrutivo caminho. Não só elas caíram no buraco feminista, como de dentro do buraco causaram a que outras se juntassem a elas. Algumas, como Rebecca e Alexis, ainda foram a tempo de gerar filhos e filhos, mas que dizer daquelas que não conseguiram?

Verdadeiramente, sentir compaixão com quem sofre é um sentimento nobre e elevado, mas a compaixão dirigida às feministas envelhecidas, que esbanjaram os melhores e os mais férteis anos da sua vida em busca da afirmação através da carreira profissional e da promiscuidade sexual, é o mesmo tipo de compaixão que se dá a um homem que voluntariamente resolveu consumir e vender heroína.

domingo, 30 de setembro de 2012

A solidão que o feminismo causa


Há alguns anos atrás, quando ela tinha 44 e ainda era solteira, Bibi disse:
Estou a olhar para dentro do longo barril dum futuro solitário sem marido, abandonada, sozinha e sem filhos. Como é que eu me meti nesta posição tão delicada? Um dos motivos é o facto dos homens gostarem das mulheres mais novas. Sim, eu também já fui jovem e tudo o mais. Quando estava na casa dos 20 e dos 30, eu não era propriamente uma super-modelo, mas estava constantemente rodeada de homens. O problema é que na altura eu não queria "assentar".
Ela agora teve que aceitar que é demasiado velha para ter filhos, e isto deixou-a desolada:
Não consigo verbalizar o quão doloroso é não ter filhos. Sinto dores físicas precisamente onde o bebé haveria de crescer [útero].

É sobrepujante saber que o meu legado começa e acaba comigo. Portanto, não haverá fotografias de reuniões familiares minhas e dos meus irmãos; não haverá momentos onde observarei, orgulhosa, os filhos a crescer; não há lugar natural no ciclo da vida.

Vocês, mães, criaram a próxima geração. Uma nova linhagem - filhos e provavelmente netos. que são vossos e vocês são deles. Se vocês pensam que estas são palavras duma mulher amargurada que destruiu a sua própria vida e que agora está com inveja . . . então estão 100% correctas. Fico morta por dentro saber que vocês [as mães] têm o bebé e eu não. Porque é que não aconteceu comigo? Sempre quis crianças, sempre assumi que teria crianças e que só não as tinha tido ainda porque só estive num relacionamento suficientemente sério para as ter.

Com 40 anos, e ainda sozinha, descobri que era demasiado velha para a NHS IVF [National Health Service, In Vitro Fertilization]; não tinha dinheiro e como tal enterrei a minha cabeça na areia. Leio com frequência histórias de mulheres que engravidam na casa dos 40.

Foi então que o meu pai morreu. A dor reavaliou a minha a voltei a centrar-me em mim. (As pessoas querem sempre criar algo quando alguém morre. Um livro, uma pintura, uma criança) Enchi-me de coragem e fiz os meus testes de fertilidade. Os mesmos revelaram que, com 46 anos, as minhas probabilidades de ter um filho eram virtualmente nulas.

Foi então que me apercebi o quanto eu queria um bebé, e que nada do que eu tinha na altura significava alguma coisa porque esse amor é o amor, e eu não o tenho e nem vou tê-lo, e como tal, não tenho nada.

Esse amor é a chave de tudo, não é? Esse é o motivo que me leva a estar tão frustrada e o motivo pelo qual as mães devem estar agradecidas. Foi-nos dito que o amor entre uma mãe e o seu filho é a emoção mas linda e mais realizadora que existe no mundo - o sentimento que finalmente da sentido à nossa existência. Eu pessoalmente não sei porque nunca o experimentei. No entanto, se a agonia de saber que nunca vou sentir esse amor serve de forma de medição, então eu alteraria todas as decisões que alguma vez tomei que me levaram a este lugar horrível.

Já tive pessoas que amava morrerem à minha frente, mas mesmo esse horror não se compara. A dor que eu sinto rasga-te por dentro (e ao teu futuro) porque, como me disse uma amiga que passou por esta situação e a quem, chorosa, contei toda a minha historia "Nunca vais sarar porque isto está bem dentro de ti. Isto é o que era suposto tu fazeres. Foi para isto que tu nasceste mas tu não o fizeste."

Nunca vou ficar grávida, nunca vou ser protegida pelo pai do meu filho, nunca serei amada por ele como a mãe do seu filho, nunca amarei como vocês [as mães com filhos] amam, nunca serei amada como vocês são amadas. Eu nunca significarei para alguém aquilo que vocês significam.
Esta história ressalva um dos problemas da maternidade adiada. As mulheres da classe média têm apenas uma pequena janela de oportunidade (30 a 35 anos) onde é suposto elas tornarem-se sérias na sua busca dum parceiro, e ter filhos no momento em que a sua fertilidade começa a decair. É inevitável que muitas mulheres, e sem necessidade alguma, deixem passar esse breve período - especialmente aquelas que vagueiam durante essa pequena janela de oportunidade.

Actualmente, nos EUA, 25% das mulheres com educação universitária com idades compreendidas entre os 40 e 44 estão sem filhos. Isto é uma variação enorme, se considerarmos que no período pós-guerra, essa percentagem centrava-se nos 10%.

Crê-se que os 30 anos sejam o momento crítico para as mulheres da classe média, mas será mais sensato recuar ligeiramente esse numero como forma de dar tempo de encontrar alguém. conhecerem-se, passar pelo noivado, casar e começar a ter filhos.

Isto faz muito mais sentido que entrar em correrias nos momentos finais, quando as mulheres e os homens provavelmente já se habituaram ao estilo de vida de solteiros, quando as mulheres têm que competir com mulheres mais jovens, e quando não foi dado aos homens qualquer sinal para se prepararem para o papel de marido e pai.

* * * * * * *

Nunca é demais relatar histórias em torno da forma como as mulheres foram, e estão, a ser enganadas pela forma de pensar feminista: carreira primeiro, filhos depois. Embora isto possa parecer cruel, a verdade é que estes relatos têm que ser amplamente publicitados e mostrados às mulheres actuais que ainda pensam que "podem ter tudo". 

A lógica e a razão não entram da mente feminista e como tal, pode ser  que os relatos de outras mulheres façam aquilo que a lógica e a razão não conseguem.

Bibi tem razão quando diz que não é actualmente uma super-modelo, mas olhando para a sua foto, e extrapolando alguns anos para trás, não é difícil construir um cenário onde ela está rodeada por homens.  A tragédia da história é que muito provavelmente qualquer um desses homens  estaria disposto em ser seu marido. 

Mas ela decidiu que "não estava pronta" ; primeiro era preciso investir na carreira e em si própria ao mesmo tempo que esbanjava os seus melhores anos com homens não-voltados para o casamento.

Pois bem; ela agora está pronta, mas o corpo dela  já não está. 

Como disse o autor do texto, as mulheres têm uma janela de oportunidade relativamente reduzida para encontrar o futuro pai dos filhos, travar conhecimento, casar e gerar as crianças.

Se, pelo contrário, a mulher moderna resolve "esperar" durante os anos de beleza máxima (18-27), quando ela decidir que "está pronta", o tempo pode não jogar a seu favor. Por essa altura, não só ela tem contra si a idade [os homens estão programados para dar preferências às mulheres mais jovens], como tem a biologia.

O feminismo enganou e continua a enganar as mulheres.

domingo, 16 de setembro de 2012

A influência negativa do feminismo na vida da mulher


Não é bom quando sabes que algo irresponsável está a acontecer mas tu não tens poder para alterar o curso dos eventos. Era nesta situação que me encontrava quando, a meio da década 90, tinha cerca de 20-25 anos. Por essa altura, as mulheres com quem eu socializava tinham o desejo de fazer do casamento algo com reduzida prioridade nas suas vidas; era algo para ser empurrado até cerca dos 30 anos, e até mais para os finais dos 30. Supostamente a década dos 20 era para se usufruir dum estilo de vida feminino e independente, cheio de romances sem continuidade com o tipo de homem errado.

Por essa altura eu pensava que essas mulheres eram malucas uma vez que davam pouca prioridade a algo que era central para a sua futura felicidade. Elas estavam a colocar para o fim algo que deveria ser a primeira das suas prioridades. Era fácil prever que mais tarde existiriam muitos arrependimentos.

Hoje, chegamos à fase dos arrependimentos. A minha geração de mulheres encontra-se agora no final dos 30 e princípios dos 40, e elas estão a criar um género de literatura confessional - uma que consiste em descrever o seu falhanço em formar famílias quando tiveram essa possibilidade (quando se encontravam na casa dos 20).

Tudo isto era mais do que previsível. Porque é que mulheres da classe média, inteligentes e bem formadas, não se aperceberam do que iria acontecer? Aparentemente muitas acreditavam que os homens se alinhariam com o que quer que elas quisessem, quando elas o quisessem. Elas ficaram surpreendidas quando isso não aconteceu.

Para ser honesto, este tipo de pensamento mágico não é fora do comum na nossa sociedade moderna liberal. Estou-me a lembrar do comentário de Kristor que já citei várias vezes:
A cultura moderna é um furacão com vários ciclos, todos eles com origem numa pretensão gnóstica: Vamos fingir que a natureza inerente das coisas não existe, de modo a que possamos baralhar ad libitum as noções de família, sexo, economia e cultura, sem qualquer tipo de consequências. Hey, Presto! Aprovem uma lei! Façam isto acontecer!
O liberalismo [esquerdismo] funciona de melhor forma se as coisas não têm limites, se podemos fazer as coisas da forma como nós bem entendermos. Uma vez que, para os liberais, esta é uma forma conveniente de pensar, muitos adoptam esta atitude olhando para ela como uma forma "esperançosa" de ver o mundo.

Mas a realidade tem um forma de se afirmar a ela mesma. Tomemos como exemplo os casos de Bibi Lynch e Rachael Lloyd, ambas mulheres inglesas atraentes que acabaram sozinhas e sem filhos.


Rachael passou a sua juventude a ter casos românticos com os homens "mauzões":
Os relacionamentos nunca foram o meu ponto forte. Historicamente, eu escolhi vilões com boa aparência e com personalidades viciantes. Diverti-me imenso com muitas experiências apaixonantes, mas nada suficientemente funcional que pudesse gerar um futuro a longo prazo, ou suficientemente normal para apresentar aos pais.
Agora que ela está no final dos 30, não é fácil encontrar um homem.
Descobri que os encontros modernos são uma desilusão e muito cansativos. Naveguem por qualquer site de encontros e vão encontrar todo o tipo de homens. Mas muitos ou estão obcecados com o sexo, ou são divorciados amargos com "bagagem", ou são simplesmente doidos.
Embora ela enquadre a sua vida de solteira de forma positiva, ela admite:
Sou realista. No que toca a ter filhos provavelmente perdi o barco, e isso é uma pena. . . . Não posso deixar de concordar com Lisa Snowdon, que afirma que os homens mais velhos apenas querem sair com mulheres mais novas. Com 38 anos, estou longe de estar acabada; sou considerada "mulher com uma certa idade."

Sim, a vida que levo hoje não é a que eu tinha imaginado há 20 anos atrás, quando era uma jovem mulher. Quando olhava para o meu futuro, via uma carreira satisfatória lado a lado com 2/4 filhos e um marido atraente.
Temos também a Bibi, hoje [2010] com 44 anos. Ela conta a sua história desta forma:
Estou a olhar para dentro do longo barril dum futuro solitário sem marido, abandonada, sozinha e sem filhos. Como é que eu me meti nesta posição tão delicada? Um dos motivos é o facto dos homens gostarem das mulheres mais novas. Sim, eu também já fui jovem e tudo o mais.

Quando estava na casa dos 20 e dos 30, eu não era propriamente uma super-modelo, mas estava constantemente rodeada de homens. O problema é que na altura eu não queria "assentar". Agora que quero, há poucos homens disponíveis por aí, e os que existem, estão mais interessados nas minhas sobrinhas adolescentes do que em mim.
Pena é que ela não tenha "assentado" quando ela o poderia ter feito de forma vantajosa. Ela agora busca a atenção masculina ao mesmo tempo que tem que competir com mulheres muito mais novas:
Por favor, não me sugiram sites de encontros. Aquele encontro choroso que tive veio a existir através da internet. E mesmo assim, tive que mentir em torno da minha idade para que ele ao menos olhasse para mim. Qualquer mulher que já visitou o inferno dos encontros via internet dirá que teve que retirar pelo menos 5 anos à sua idade para poder estar no "grupo certo".

Os homens estão programados para buscar mulheres com quem eles podem gerar filhos e, independentemente da idade que eles tenham, elem terão sempre este desejo subconsciente. Mal tu conheces alguém, começas a enviar centenas de sinais sobre ti e estes sinais ditam se és desejável ou não aos olhos desta nova pessoa. Portanto, se não estás a enviar sinais de seres "jovem" (que significa, fértil), vais para casa sozinha.

Atenção que não estou a culpar os homens. Tal como disse, isto está embutido neles.

Para além disso, e em menor escala, temos o que tu sentes quando ficas mais velha. Se eu vou para um bar e o mesmo está cheio de mulheres jovens, sinto-me a encolher. Isto não é propriamente apelativo para o sexo oposto.
Bibi tem muitas amigas exactamente no mesmo barco que ela:
No meu círculo de amigas, existem 8 que são solteiras e sem filhos. Isto é um fenómeno geracional - todas temos idades compreendidas entre os 37 e os 45. Quando as nossas mães tinham a nossa idade, tais números seriam inimagináveis.
Tal como muitas mulheres que escrevem este tipo de literatura [confissões de arrependimento], quando ela olha para trás, ela reconhece a negativa influência que o feminismo exerceu na sua geração de mulheres:
Acho que os ensinamentos feministas dos anos 60 e 70 entraram nos nossos cérebros. A minha mãe não poderia ser chamada de feminista, mas também eu cresci a pensar que poderíamos ser tudo o que quiséssemos, e ter uma carreira profissional satisfatória, uma vida e ter um relacionamento. Nós não atrasamos a maternidade deliberadamente, mas na altura sentíamos que havia muito mais para alcançar antes disso.

O que nós não sabíamos é que os homens não permaneceriam interessados quando nós estivéssemos prontas. A minha geração foi mimada - de modo irrealista, até - e nós queríamos que tudo fosse maximizado e fabuloso. E isso foi a nossa desgraça.
O que ela está a tentar dizer aqui é que o feminismo empurrou o casamento e a maternidade para baixo, na lista de prioridades ("havia muito mais para alcançar antes disso"). Ela admite que foi levada a pensar da forma mágica que descrevi no princípio do post - onde não existe nada na realidade que limite as coisas da maneira que tu queres que elas sejam ("não sabíamos é que os homens não permaneceriam interessados quando nós estivéssemos prontas. . . . a minha geração foi mimada - de modo irrealista")

Portanto, a Bibi, que estava "constantemente rodeada" de homens quando estava na casa dos 20, acabou sozinha e infeliz, ("Sinto que passei de independente e vibrante para solteirona triste").

Certamente que alguns homens dirão "Bem feito", mas existem actualmente milhares de mulheres ocidentais que nunca irão ter filhos. O facto delas terem sido incapazes de formar famílias é detrimental para todos nós.

Como se não fosse suficientemente mau, durante o seu percurso, estas mulheres causaram uma quantidade incontável de danos. Elas ajudaram a desmoralizar a cultura do homem de família entre os homens, dificultando ainda mais a vida para a próxima geração de mulheres - mesmo aquelas com pensamento mais tradicional.

E ao esbanjarem anos da sua vida, esbanjaram anos da vida de muitos homens.

* * * * * * *

A liderança feminista sabia que isto iria acontecer, tal como o sabiam o governo e a elite esquerdista. Estas três instituições [elite feminista, governo e elite esquerdista] sabiam que isto iria acontecer e esperavam que isto acontecesse. Quanto menos mulheres houver a gerar filhos, mais fácil é desestabilizar a sociedade, e quanto mais desgovernada a sociedade estiver, mais a população "pede" uma intervenção do governo para "repor a ordem" (ignorando o facto de muita dessa desordem ter sido causada pelo próprio governo a quem eles recorrem com pedidos de ajuda).

As únicas mulheres que aparentemente não estavam cientes de que 1) a fertilidade feminina é temporária e que 2) os homens preferem as mulheres mais jovens (isto é, mais próximas do auge da sua fertilidade), são as mesmas mulheres que andam pelas ruas a atacar o "machismo" e o "patriarcado", ao mesmo tempo que adiam a formação de família e a maternidade.

Ou seja, a feminista comum é sua própria inimiga.

O que dizer dum movimento social cujas militantes fazem campanha por medidas e comportamentos que fragilizam a sua própria estabilidade emocional, física e social, ao mesmo tempo que pavimentam o caminho para uma vida de solidão e arrependimento?

"Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão."
Salmo 127:3



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Filhos segundo o feminismo

Numa popular página do facebook foi colocada no mural a imagem que se segue:


Os comentários foram o que se esperava, com a excepção do primeiro que se vê, e o último.

"Clássica" ou não, não deixa de ser verdade que muitas mulheres que caíram no engodo do feminismo descobrem mais tarde que foram enganadas.



O tradicional egocentrismo da mulher feminista.

Segundo esta idiota, querer ter filhos é uma "imposição social" e não algo que a esmagadora maioria das mulheres naturalmente deseja.


Esta frase resume em si a necessidade de se lutar contra o feminismo. Esta mulher acha que é um "conceito ignorante" uma mulher querer dar continuidade à raça humana. Como se lê nesta tradução, "Os inimigos da cooperação heterossexual, e os inimigos da procriação, são inimigos da raça humana." O feminismo é inimigo da raça humana porque indoutrinou milhares de mulheres a ver a natalidade não como algo de importante mas sim como uma "imposição social."


Quem diz que a mãe é mais importante que o pai são as próprias feministas. O resto da sociedade sabe que tanto o pai com o a mãe são importantes para o desenvolvimento da criança.


Esta idiota parece afirmar que o motivo por trás do crescente número de mães solteiras prende-se com as as "imputações sociais" que são colocadas sobre os ombros das mulheres. Isto e facilmente refutado se nos apercebermos que no passado as mães solteiras eram em menor número, mas as supostas "imposições sociais" era tão ou mais fortes do que são agora.

Porque será?


Não se sabe bem quando é que uma mulher tinha que ter filhos para ter valor como ser humano.


Esta idiota qualifica um filho de "apêndice".


Sim, "libertem-se". Os gatos agradecem.


Segundo esta jovem, uma mulher que resolve não ter filhos está a ter uma atitude "desafiadora" como ser-se negro, gay ou transsexual. Só que ninguém escolhe ser negro; é-se negro mesmo antes de sair do útero materno. Além disso, o que há de "desafiador" em não querer ser mãe? Isso é a mesma coisa que dizer que o homem que não quer trabalhar está a ser "desafiador".


Só que ninguém defende que a mulher nasceu exclusivamente para ser mãe.




Egoísmo, feminismo e ódio a Deus manifesto neste comentário.



Mas no meio deste satanismo, houve uma mulher que disse coisas importantes:

"A melhor coisa em ser mulher é poder ser mãe".



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