Por essa altura eu pensava que essas mulheres eram malucas uma vez que davam pouca prioridade a algo que era central para a sua futura felicidade. Elas estavam a colocar para o fim algo que deveria ser a primeira das suas prioridades. Era fácil prever que mais tarde existiriam muitos arrependimentos.
Hoje, chegamos à fase dos arrependimentos. A minha geração de mulheres encontra-se agora no final dos 30 e princípios dos 40, e elas estão a criar um género de literatura confessional - uma que consiste em descrever o seu falhanço em formar famílias quando tiveram essa possibilidade (quando se encontravam na casa dos 20).
Tudo isto era mais do que previsível. Porque é que mulheres da classe média, inteligentes e bem formadas, não se aperceberam do que iria acontecer? Aparentemente muitas acreditavam que os homens se alinhariam com o que quer que elas quisessem, quando elas o quisessem. Elas ficaram surpreendidas quando isso não aconteceu.
Para ser honesto, este tipo de pensamento mágico não é fora do comum na nossa sociedade moderna liberal. Estou-me a lembrar do comentário de Kristor que já citei várias vezes:
A cultura moderna é um furacão com vários ciclos, todos eles com origem numa pretensão gnóstica: Vamos fingir que a natureza inerente das coisas não existe, de modo a que possamos baralhar ad libitum as noções de família, sexo, economia e cultura, sem qualquer tipo de consequências. Hey, Presto! Aprovem uma lei! Façam isto acontecer!O liberalismo [esquerdismo] funciona de melhor forma se as coisas não têm limites, se podemos fazer as coisas da forma como nós bem entendermos. Uma vez que, para os liberais, esta é uma forma conveniente de pensar, muitos adoptam esta atitude olhando para ela como uma forma "esperançosa" de ver o mundo.
Mas a realidade tem um forma de se afirmar a ela mesma. Tomemos como exemplo os casos de Bibi Lynch e Rachael Lloyd, ambas mulheres inglesas atraentes que acabaram sozinhas e sem filhos.
Os relacionamentos nunca foram o meu ponto forte. Historicamente, eu escolhi vilões com boa aparência e com personalidades viciantes. Diverti-me imenso com muitas experiências apaixonantes, mas nada suficientemente funcional que pudesse gerar um futuro a longo prazo, ou suficientemente normal para apresentar aos pais.Agora que ela está no final dos 30, não é fácil encontrar um homem.
Descobri que os encontros modernos são uma desilusão e muito cansativos. Naveguem por qualquer site de encontros e vão encontrar todo o tipo de homens. Mas muitos ou estão obcecados com o sexo, ou são divorciados amargos com "bagagem", ou são simplesmente doidos.Embora ela enquadre a sua vida de solteira de forma positiva, ela admite:
Sou realista. No que toca a ter filhos provavelmente perdi o barco, e isso é uma pena. . . . Não posso deixar de concordar com Lisa Snowdon, que afirma que os homens mais velhos apenas querem sair com mulheres mais novas. Com 38 anos, estou longe de estar acabada; sou considerada "mulher com uma certa idade."Temos também a Bibi, hoje [2010] com 44 anos. Ela conta a sua história desta forma:
Sim, a vida que levo hoje não é a que eu tinha imaginado há 20 anos atrás, quando era uma jovem mulher. Quando olhava para o meu futuro, via uma carreira satisfatória lado a lado com 2/4 filhos e um marido atraente.
Estou a olhar para dentro do longo barril dum futuro solitário sem marido, abandonada, sozinha e sem filhos. Como é que eu me meti nesta posição tão delicada? Um dos motivos é o facto dos homens gostarem das mulheres mais novas. Sim, eu também já fui jovem e tudo o mais.Pena é que ela não tenha "assentado" quando ela o poderia ter feito de forma vantajosa. Ela agora busca a atenção masculina ao mesmo tempo que tem que competir com mulheres muito mais novas:
Quando estava na casa dos 20 e dos 30, eu não era propriamente uma super-modelo, mas estava constantemente rodeada de homens. O problema é que na altura eu não queria "assentar". Agora que quero, há poucos homens disponíveis por aí, e os que existem, estão mais interessados nas minhas sobrinhas adolescentes do que em mim.
Por favor, não me sugiram sites de encontros. Aquele encontro choroso que tive veio a existir através da internet. E mesmo assim, tive que mentir em torno da minha idade para que ele ao menos olhasse para mim. Qualquer mulher que já visitou o inferno dos encontros via internet dirá que teve que retirar pelo menos 5 anos à sua idade para poder estar no "grupo certo".Bibi tem muitas amigas exactamente no mesmo barco que ela:
Os homens estão programados para buscar mulheres com quem eles podem gerar filhos e, independentemente da idade que eles tenham, elem terão sempre este desejo subconsciente. Mal tu conheces alguém, começas a enviar centenas de sinais sobre ti e estes sinais ditam se és desejável ou não aos olhos desta nova pessoa. Portanto, se não estás a enviar sinais de seres "jovem" (que significa, fértil), vais para casa sozinha.
Atenção que não estou a culpar os homens. Tal como disse, isto está embutido neles.
Para além disso, e em menor escala, temos o que tu sentes quando ficas mais velha. Se eu vou para um bar e o mesmo está cheio de mulheres jovens, sinto-me a encolher. Isto não é propriamente apelativo para o sexo oposto.
No meu círculo de amigas, existem 8 que são solteiras e sem filhos. Isto é um fenómeno geracional - todas temos idades compreendidas entre os 37 e os 45. Quando as nossas mães tinham a nossa idade, tais números seriam inimagináveis.Tal como muitas mulheres que escrevem este tipo de literatura [confissões de arrependimento], quando ela olha para trás, ela reconhece a negativa influência que o feminismo exerceu na sua geração de mulheres:
Acho que os ensinamentos feministas dos anos 60 e 70 entraram nos nossos cérebros. A minha mãe não poderia ser chamada de feminista, mas também eu cresci a pensar que poderíamos ser tudo o que quiséssemos, e ter uma carreira profissional satisfatória, uma vida e ter um relacionamento. Nós não atrasamos a maternidade deliberadamente, mas na altura sentíamos que havia muito mais para alcançar antes disso.O que ela está a tentar dizer aqui é que o feminismo empurrou o casamento e a maternidade para baixo, na lista de prioridades ("havia muito mais para alcançar antes disso"). Ela admite que foi levada a pensar da forma mágica que descrevi no princípio do post - onde não existe nada na realidade que limite as coisas da maneira que tu queres que elas sejam ("não sabíamos é que os homens não permaneceriam interessados quando nós estivéssemos prontas. . . . a minha geração foi mimada - de modo irrealista")
O que nós não sabíamos é que os homens não permaneceriam interessados quando nós estivéssemos prontas. A minha geração foi mimada - de modo irrealista, até - e nós queríamos que tudo fosse maximizado e fabuloso. E isso foi a nossa desgraça.
Portanto, a Bibi, que estava "constantemente rodeada" de homens quando estava na casa dos 20, acabou sozinha e infeliz, ("Sinto que passei de independente e vibrante para solteirona triste").
Certamente que alguns homens dirão "Bem feito", mas existem actualmente milhares de mulheres ocidentais que nunca irão ter filhos. O facto delas terem sido incapazes de formar famílias é detrimental para todos nós.
Como se não fosse suficientemente mau, durante o seu percurso, estas mulheres causaram uma quantidade incontável de danos. Elas ajudaram a desmoralizar a cultura do homem de família entre os homens, dificultando ainda mais a vida para a próxima geração de mulheres - mesmo aquelas com pensamento mais tradicional.
E ao esbanjarem anos da sua vida, esbanjaram anos da vida de muitos homens.
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A liderança feminista sabia que isto iria acontecer, tal como o sabiam o governo e a elite esquerdista. Estas três instituições [elite feminista, governo e elite esquerdista] sabiam que isto iria acontecer e esperavam que isto acontecesse. Quanto menos mulheres houver a gerar filhos, mais fácil é desestabilizar a sociedade, e quanto mais desgovernada a sociedade estiver, mais a população "pede" uma intervenção do governo para "repor a ordem" (ignorando o facto de muita dessa desordem ter sido causada pelo próprio governo a quem eles recorrem com pedidos de ajuda).
As únicas mulheres que aparentemente não estavam cientes de que 1) a fertilidade feminina é temporária e que 2) os homens preferem as mulheres mais jovens (isto é, mais próximas do auge da sua fertilidade), são as mesmas mulheres que andam pelas ruas a atacar o "machismo" e o "patriarcado", ao mesmo tempo que adiam a formação de família e a maternidade.
Ou seja, a feminista comum é sua própria inimiga.
O que dizer dum movimento social cujas militantes fazem campanha por medidas e comportamentos que fragilizam a sua própria estabilidade emocional, física e social, ao mesmo tempo que pavimentam o caminho para uma vida de solidão e arrependimento?
Salmo 127:3