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domingo, 7 de outubro de 2012

As filhas do feminismo revelam a verdade

Por Angelina Stanford

As mulheres da minha geração cresceram à sombra do feminismo radical ; o género é uma construção social, ensinaram-nos feministas eminentes. A bandeira sob a qual foi-nos dito para marchar era "A Biologia não é vinculativa!" [“Biology is not destiny!”]. Por outras palavras, as diferenças entre os homens e as mulheres eram totalmente construídas. Nós não temos que nos vergar perante as expectativas opressivas da sociedade. Nós podemos nos redefinir e criar a realidade.

As mulheres seguiram o caminho recomendado pela liderança feminista: frequentarem colégios, adquiriram qualificações avançadas, e adiaram o casamento e a formação de famílias para a altura em que estavam bem estabelecidas na carreira. Ainda havia muito tempo para as crianças, foi-lhes garantido.

Lentamente, as mulheres que se haviam emancipado devido a esta retórica começaram a sentir-se traídas. Acreditando na mentira do feminismo, elas aprenderam dolorosamente que algumas distinções entre os homens e as mulheres são factos biológicos, e não construções sociais. O facto delas terem ignorado esta realidade causou sofrimento a muitas delas.

Com 39 anos, Alexis Stewart, filha de Martha Stewart, decidiu que se encontrava pronta para ter um filho. Infelizmente, o seu corpo discordou e ela foi incapaz de conceber. Alexis ficou chocada ao descobrir a verdade biológica: quando a mulher chega ao 30 anos, a fertilidade cai em 7% ; quando chega aos 45, ela cai em 87%.

Ela fica furiosa quando discute a forma como as mulheres foram enganadas. As revistas fazem manchetes com celebridades que conseguiram dar à luz o seu primeiro filho quando já se encontravam na casa do 40, ou mais para além. Ninguém diz às mulheres o que o ginecologista de Alexis lhe disse sobre essas celebridades: os óvulos que geraram os filhos não são delas.

Ela ficou abatida por descobrir o quão raro é uma mulher conceber quando se encontra na casa dos 40. Mesmo aquelas que têm dinheiro para pagar um tratamento de fertilidade são rejeitadas devido à sua idade. Com 40 anos, és demasiado velha, dizem as clínicas.

A história de Alexis Stewart tem um final mais ou menos feliz. Depois de tratamentos dolorosos e custosos (ela pagava $27,000 por mês), ela conseguiu conceber e ter um filho. Infelizmente, não haverá mais filhos no futuro da Alexis, e ela sente a perda. Devido a isso, ela tomou para si a missão de alertar outras mulheres de que elas não podem esperar para ter os filhos. O tic-tac do relógio não pára. É incrível como algo tão óbvio tenha que ser ensinado.

Rebecca Walker, filha da feminista radical Alice Walker (Rebecca chama-lhe "rabid feminist"), conta-nos uma história ainda mais comovente. Para além de ter sido indoutrinada na sabedoria de se adiar a altura para ter os filhos, Rebecca foi também ensinada pela mãe que a maternidade era a pior coisa que poderia acontecer a uma mulher.

Ela escreve:

Os princípios feministas da minha mãe coloriram todos os aspectos da minha vida. Quando era criança, não tinha permissão para brincar com bonecas ou brinquedos de peluche não fosse isso trazer à tona algum instinto maternal. Foi-me dito de modo agressivo que ser uma mãe, educar crianças e tomar conta da casa eram uma forma de escravidão. Ter uma carreira, viajar pelo mundo e ser independente eram as coisas que realmente importavam para ela.

Mas de qualquer modo, Rebecca buscou um casamento e quando chegou aos 34 anos, deu à luz uma criança. Para sua surpresa ela descobriu que a maternidade pode gerar felicidade na vida da mulher, e que as crianças são uma benção. Infelizmente para ela, depois de tentar ter mais filhos, e com 38 anos, ela já não consegue. Ao mesmo tempo que o filho enriqueceu a sua vida, ela lamenta só ter descoberto esta alegria na idade que descobriu. Ela poderia ter tido filhos quando era mais nova.  E o que é que Rebecca ganhou ao descobrir esta mentira prejudicial? A sua mãe já não lhe fala e nem reconhece o seu neto uma vez que  Rebecca traiu o movimento [feminismo] e agora está a pagar o preço.

[Conclusão:]

Verdadeiramente, as ideias têm consequências, e por vezes as más ideias são irreversíveis. Mal a janela da fertilidade se fecha, nunca mais volta a abrir. Não há segundas oportunidades.

Saúdo as mulheres que estão a revelar a verdade.

* * * * * * *

Embora haja lugar para genuína compaixão para com *algumas* destas feministas envelhecidas, convém não esquecer que a retórica e o estilo de vida que muitas que elas adoptaram causou que centenas de milhares de outras jovens mulheres se deixassem enganar pelo mantra "Primeiro eu [investir na carreira profissional, entregar o seu jovem corpo ao carrossel dos alfas, glamour, etc] e depois a família e os filhos". 

A natural tendência humana para ter compaixão com o sofrimento feminino tem, no entanto, ser vista à luz do que estamos a falar. Neste caso, nós não estamos a falar de mulheres que foram vítimas inocentes de eventos sobre os quais não poderiam exercer algum controlo activo, mas sim pessoas que deliberadamente  resolveram jogar a roleta russa com o bem material mais precioso que elas têm, nomeadamente, o seu corpo.

Ao mesmo tempo que entregavam a alma a este movimento, e para além de beberem por inteiro o veneno feminista e por motivos puramente ideológicos (e egoístas) desafiarem a biologia e a sabedoria milenar, elas pavimentaram o caminho para que outras mulheres seguissem o seu auto-destrutivo caminho. Não só elas caíram no buraco feminista, como de dentro do buraco causaram a que outras se juntassem a elas. Algumas, como Rebecca e Alexis, ainda foram a tempo de gerar filhos e filhos, mas que dizer daquelas que não conseguiram?

Verdadeiramente, sentir compaixão com quem sofre é um sentimento nobre e elevado, mas a compaixão dirigida às feministas envelhecidas, que esbanjaram os melhores e os mais férteis anos da sua vida em busca da afirmação através da carreira profissional e da promiscuidade sexual, é o mesmo tipo de compaixão que se dá a um homem que voluntariamente resolveu consumir e vender heroína.

domingo, 30 de setembro de 2012

A solidão que o feminismo causa


Há alguns anos atrás, quando ela tinha 44 e ainda era solteira, Bibi disse:
Estou a olhar para dentro do longo barril dum futuro solitário sem marido, abandonada, sozinha e sem filhos. Como é que eu me meti nesta posição tão delicada? Um dos motivos é o facto dos homens gostarem das mulheres mais novas. Sim, eu também já fui jovem e tudo o mais. Quando estava na casa dos 20 e dos 30, eu não era propriamente uma super-modelo, mas estava constantemente rodeada de homens. O problema é que na altura eu não queria "assentar".
Ela agora teve que aceitar que é demasiado velha para ter filhos, e isto deixou-a desolada:
Não consigo verbalizar o quão doloroso é não ter filhos. Sinto dores físicas precisamente onde o bebé haveria de crescer [útero].

É sobrepujante saber que o meu legado começa e acaba comigo. Portanto, não haverá fotografias de reuniões familiares minhas e dos meus irmãos; não haverá momentos onde observarei, orgulhosa, os filhos a crescer; não há lugar natural no ciclo da vida.

Vocês, mães, criaram a próxima geração. Uma nova linhagem - filhos e provavelmente netos. que são vossos e vocês são deles. Se vocês pensam que estas são palavras duma mulher amargurada que destruiu a sua própria vida e que agora está com inveja . . . então estão 100% correctas. Fico morta por dentro saber que vocês [as mães] têm o bebé e eu não. Porque é que não aconteceu comigo? Sempre quis crianças, sempre assumi que teria crianças e que só não as tinha tido ainda porque só estive num relacionamento suficientemente sério para as ter.

Com 40 anos, e ainda sozinha, descobri que era demasiado velha para a NHS IVF [National Health Service, In Vitro Fertilization]; não tinha dinheiro e como tal enterrei a minha cabeça na areia. Leio com frequência histórias de mulheres que engravidam na casa dos 40.

Foi então que o meu pai morreu. A dor reavaliou a minha a voltei a centrar-me em mim. (As pessoas querem sempre criar algo quando alguém morre. Um livro, uma pintura, uma criança) Enchi-me de coragem e fiz os meus testes de fertilidade. Os mesmos revelaram que, com 46 anos, as minhas probabilidades de ter um filho eram virtualmente nulas.

Foi então que me apercebi o quanto eu queria um bebé, e que nada do que eu tinha na altura significava alguma coisa porque esse amor é o amor, e eu não o tenho e nem vou tê-lo, e como tal, não tenho nada.

Esse amor é a chave de tudo, não é? Esse é o motivo que me leva a estar tão frustrada e o motivo pelo qual as mães devem estar agradecidas. Foi-nos dito que o amor entre uma mãe e o seu filho é a emoção mas linda e mais realizadora que existe no mundo - o sentimento que finalmente da sentido à nossa existência. Eu pessoalmente não sei porque nunca o experimentei. No entanto, se a agonia de saber que nunca vou sentir esse amor serve de forma de medição, então eu alteraria todas as decisões que alguma vez tomei que me levaram a este lugar horrível.

Já tive pessoas que amava morrerem à minha frente, mas mesmo esse horror não se compara. A dor que eu sinto rasga-te por dentro (e ao teu futuro) porque, como me disse uma amiga que passou por esta situação e a quem, chorosa, contei toda a minha historia "Nunca vais sarar porque isto está bem dentro de ti. Isto é o que era suposto tu fazeres. Foi para isto que tu nasceste mas tu não o fizeste."

Nunca vou ficar grávida, nunca vou ser protegida pelo pai do meu filho, nunca serei amada por ele como a mãe do seu filho, nunca amarei como vocês [as mães com filhos] amam, nunca serei amada como vocês são amadas. Eu nunca significarei para alguém aquilo que vocês significam.
Esta história ressalva um dos problemas da maternidade adiada. As mulheres da classe média têm apenas uma pequena janela de oportunidade (30 a 35 anos) onde é suposto elas tornarem-se sérias na sua busca dum parceiro, e ter filhos no momento em que a sua fertilidade começa a decair. É inevitável que muitas mulheres, e sem necessidade alguma, deixem passar esse breve período - especialmente aquelas que vagueiam durante essa pequena janela de oportunidade.

Actualmente, nos EUA, 25% das mulheres com educação universitária com idades compreendidas entre os 40 e 44 estão sem filhos. Isto é uma variação enorme, se considerarmos que no período pós-guerra, essa percentagem centrava-se nos 10%.

Crê-se que os 30 anos sejam o momento crítico para as mulheres da classe média, mas será mais sensato recuar ligeiramente esse numero como forma de dar tempo de encontrar alguém. conhecerem-se, passar pelo noivado, casar e começar a ter filhos.

Isto faz muito mais sentido que entrar em correrias nos momentos finais, quando as mulheres e os homens provavelmente já se habituaram ao estilo de vida de solteiros, quando as mulheres têm que competir com mulheres mais jovens, e quando não foi dado aos homens qualquer sinal para se prepararem para o papel de marido e pai.

* * * * * * *

Nunca é demais relatar histórias em torno da forma como as mulheres foram, e estão, a ser enganadas pela forma de pensar feminista: carreira primeiro, filhos depois. Embora isto possa parecer cruel, a verdade é que estes relatos têm que ser amplamente publicitados e mostrados às mulheres actuais que ainda pensam que "podem ter tudo". 

A lógica e a razão não entram da mente feminista e como tal, pode ser  que os relatos de outras mulheres façam aquilo que a lógica e a razão não conseguem.

Bibi tem razão quando diz que não é actualmente uma super-modelo, mas olhando para a sua foto, e extrapolando alguns anos para trás, não é difícil construir um cenário onde ela está rodeada por homens.  A tragédia da história é que muito provavelmente qualquer um desses homens  estaria disposto em ser seu marido. 

Mas ela decidiu que "não estava pronta" ; primeiro era preciso investir na carreira e em si própria ao mesmo tempo que esbanjava os seus melhores anos com homens não-voltados para o casamento.

Pois bem; ela agora está pronta, mas o corpo dela  já não está. 

Como disse o autor do texto, as mulheres têm uma janela de oportunidade relativamente reduzida para encontrar o futuro pai dos filhos, travar conhecimento, casar e gerar as crianças.

Se, pelo contrário, a mulher moderna resolve "esperar" durante os anos de beleza máxima (18-27), quando ela decidir que "está pronta", o tempo pode não jogar a seu favor. Por essa altura, não só ela tem contra si a idade [os homens estão programados para dar preferências às mulheres mais jovens], como tem a biologia.

O feminismo enganou e continua a enganar as mulheres.

domingo, 16 de setembro de 2012

A influência negativa do feminismo na vida da mulher


Não é bom quando sabes que algo irresponsável está a acontecer mas tu não tens poder para alterar o curso dos eventos. Era nesta situação que me encontrava quando, a meio da década 90, tinha cerca de 20-25 anos. Por essa altura, as mulheres com quem eu socializava tinham o desejo de fazer do casamento algo com reduzida prioridade nas suas vidas; era algo para ser empurrado até cerca dos 30 anos, e até mais para os finais dos 30. Supostamente a década dos 20 era para se usufruir dum estilo de vida feminino e independente, cheio de romances sem continuidade com o tipo de homem errado.

Por essa altura eu pensava que essas mulheres eram malucas uma vez que davam pouca prioridade a algo que era central para a sua futura felicidade. Elas estavam a colocar para o fim algo que deveria ser a primeira das suas prioridades. Era fácil prever que mais tarde existiriam muitos arrependimentos.

Hoje, chegamos à fase dos arrependimentos. A minha geração de mulheres encontra-se agora no final dos 30 e princípios dos 40, e elas estão a criar um género de literatura confessional - uma que consiste em descrever o seu falhanço em formar famílias quando tiveram essa possibilidade (quando se encontravam na casa dos 20).

Tudo isto era mais do que previsível. Porque é que mulheres da classe média, inteligentes e bem formadas, não se aperceberam do que iria acontecer? Aparentemente muitas acreditavam que os homens se alinhariam com o que quer que elas quisessem, quando elas o quisessem. Elas ficaram surpreendidas quando isso não aconteceu.

Para ser honesto, este tipo de pensamento mágico não é fora do comum na nossa sociedade moderna liberal. Estou-me a lembrar do comentário de Kristor que já citei várias vezes:
A cultura moderna é um furacão com vários ciclos, todos eles com origem numa pretensão gnóstica: Vamos fingir que a natureza inerente das coisas não existe, de modo a que possamos baralhar ad libitum as noções de família, sexo, economia e cultura, sem qualquer tipo de consequências. Hey, Presto! Aprovem uma lei! Façam isto acontecer!
O liberalismo [esquerdismo] funciona de melhor forma se as coisas não têm limites, se podemos fazer as coisas da forma como nós bem entendermos. Uma vez que, para os liberais, esta é uma forma conveniente de pensar, muitos adoptam esta atitude olhando para ela como uma forma "esperançosa" de ver o mundo.

Mas a realidade tem um forma de se afirmar a ela mesma. Tomemos como exemplo os casos de Bibi Lynch e Rachael Lloyd, ambas mulheres inglesas atraentes que acabaram sozinhas e sem filhos.


Rachael passou a sua juventude a ter casos românticos com os homens "mauzões":
Os relacionamentos nunca foram o meu ponto forte. Historicamente, eu escolhi vilões com boa aparência e com personalidades viciantes. Diverti-me imenso com muitas experiências apaixonantes, mas nada suficientemente funcional que pudesse gerar um futuro a longo prazo, ou suficientemente normal para apresentar aos pais.
Agora que ela está no final dos 30, não é fácil encontrar um homem.
Descobri que os encontros modernos são uma desilusão e muito cansativos. Naveguem por qualquer site de encontros e vão encontrar todo o tipo de homens. Mas muitos ou estão obcecados com o sexo, ou são divorciados amargos com "bagagem", ou são simplesmente doidos.
Embora ela enquadre a sua vida de solteira de forma positiva, ela admite:
Sou realista. No que toca a ter filhos provavelmente perdi o barco, e isso é uma pena. . . . Não posso deixar de concordar com Lisa Snowdon, que afirma que os homens mais velhos apenas querem sair com mulheres mais novas. Com 38 anos, estou longe de estar acabada; sou considerada "mulher com uma certa idade."

Sim, a vida que levo hoje não é a que eu tinha imaginado há 20 anos atrás, quando era uma jovem mulher. Quando olhava para o meu futuro, via uma carreira satisfatória lado a lado com 2/4 filhos e um marido atraente.
Temos também a Bibi, hoje [2010] com 44 anos. Ela conta a sua história desta forma:
Estou a olhar para dentro do longo barril dum futuro solitário sem marido, abandonada, sozinha e sem filhos. Como é que eu me meti nesta posição tão delicada? Um dos motivos é o facto dos homens gostarem das mulheres mais novas. Sim, eu também já fui jovem e tudo o mais.

Quando estava na casa dos 20 e dos 30, eu não era propriamente uma super-modelo, mas estava constantemente rodeada de homens. O problema é que na altura eu não queria "assentar". Agora que quero, há poucos homens disponíveis por aí, e os que existem, estão mais interessados nas minhas sobrinhas adolescentes do que em mim.
Pena é que ela não tenha "assentado" quando ela o poderia ter feito de forma vantajosa. Ela agora busca a atenção masculina ao mesmo tempo que tem que competir com mulheres muito mais novas:
Por favor, não me sugiram sites de encontros. Aquele encontro choroso que tive veio a existir através da internet. E mesmo assim, tive que mentir em torno da minha idade para que ele ao menos olhasse para mim. Qualquer mulher que já visitou o inferno dos encontros via internet dirá que teve que retirar pelo menos 5 anos à sua idade para poder estar no "grupo certo".

Os homens estão programados para buscar mulheres com quem eles podem gerar filhos e, independentemente da idade que eles tenham, elem terão sempre este desejo subconsciente. Mal tu conheces alguém, começas a enviar centenas de sinais sobre ti e estes sinais ditam se és desejável ou não aos olhos desta nova pessoa. Portanto, se não estás a enviar sinais de seres "jovem" (que significa, fértil), vais para casa sozinha.

Atenção que não estou a culpar os homens. Tal como disse, isto está embutido neles.

Para além disso, e em menor escala, temos o que tu sentes quando ficas mais velha. Se eu vou para um bar e o mesmo está cheio de mulheres jovens, sinto-me a encolher. Isto não é propriamente apelativo para o sexo oposto.
Bibi tem muitas amigas exactamente no mesmo barco que ela:
No meu círculo de amigas, existem 8 que são solteiras e sem filhos. Isto é um fenómeno geracional - todas temos idades compreendidas entre os 37 e os 45. Quando as nossas mães tinham a nossa idade, tais números seriam inimagináveis.
Tal como muitas mulheres que escrevem este tipo de literatura [confissões de arrependimento], quando ela olha para trás, ela reconhece a negativa influência que o feminismo exerceu na sua geração de mulheres:
Acho que os ensinamentos feministas dos anos 60 e 70 entraram nos nossos cérebros. A minha mãe não poderia ser chamada de feminista, mas também eu cresci a pensar que poderíamos ser tudo o que quiséssemos, e ter uma carreira profissional satisfatória, uma vida e ter um relacionamento. Nós não atrasamos a maternidade deliberadamente, mas na altura sentíamos que havia muito mais para alcançar antes disso.

O que nós não sabíamos é que os homens não permaneceriam interessados quando nós estivéssemos prontas. A minha geração foi mimada - de modo irrealista, até - e nós queríamos que tudo fosse maximizado e fabuloso. E isso foi a nossa desgraça.
O que ela está a tentar dizer aqui é que o feminismo empurrou o casamento e a maternidade para baixo, na lista de prioridades ("havia muito mais para alcançar antes disso"). Ela admite que foi levada a pensar da forma mágica que descrevi no princípio do post - onde não existe nada na realidade que limite as coisas da maneira que tu queres que elas sejam ("não sabíamos é que os homens não permaneceriam interessados quando nós estivéssemos prontas. . . . a minha geração foi mimada - de modo irrealista")

Portanto, a Bibi, que estava "constantemente rodeada" de homens quando estava na casa dos 20, acabou sozinha e infeliz, ("Sinto que passei de independente e vibrante para solteirona triste").

Certamente que alguns homens dirão "Bem feito", mas existem actualmente milhares de mulheres ocidentais que nunca irão ter filhos. O facto delas terem sido incapazes de formar famílias é detrimental para todos nós.

Como se não fosse suficientemente mau, durante o seu percurso, estas mulheres causaram uma quantidade incontável de danos. Elas ajudaram a desmoralizar a cultura do homem de família entre os homens, dificultando ainda mais a vida para a próxima geração de mulheres - mesmo aquelas com pensamento mais tradicional.

E ao esbanjarem anos da sua vida, esbanjaram anos da vida de muitos homens.

* * * * * * *

A liderança feminista sabia que isto iria acontecer, tal como o sabiam o governo e a elite esquerdista. Estas três instituições [elite feminista, governo e elite esquerdista] sabiam que isto iria acontecer e esperavam que isto acontecesse. Quanto menos mulheres houver a gerar filhos, mais fácil é desestabilizar a sociedade, e quanto mais desgovernada a sociedade estiver, mais a população "pede" uma intervenção do governo para "repor a ordem" (ignorando o facto de muita dessa desordem ter sido causada pelo próprio governo a quem eles recorrem com pedidos de ajuda).

As únicas mulheres que aparentemente não estavam cientes de que 1) a fertilidade feminina é temporária e que 2) os homens preferem as mulheres mais jovens (isto é, mais próximas do auge da sua fertilidade), são as mesmas mulheres que andam pelas ruas a atacar o "machismo" e o "patriarcado", ao mesmo tempo que adiam a formação de família e a maternidade.

Ou seja, a feminista comum é sua própria inimiga.

O que dizer dum movimento social cujas militantes fazem campanha por medidas e comportamentos que fragilizam a sua própria estabilidade emocional, física e social, ao mesmo tempo que pavimentam o caminho para uma vida de solidão e arrependimento?

"Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão."
Salmo 127:3



sábado, 25 de agosto de 2012

O lamento de Paulina Porizkova

É normal os homens terem ouvido as mulheres declarar o quão felizes ficaram por terem recebido a atenção masculina. Um assobio, um olhar demorado ou um sorriso respeitoso, aparentemente podem fazer toda a diferença no dia duma mulher. Antigamente as mulheres mais jovens reuniam-se e gabavam-se da forma como o ocasional assobio havia mudado o curso do dia, especialmente se elas não estivessem a ter um bom dia.

Actualmente, graças ao movimento feminazi e a sua luta constante em manter uma "guerra de classes" entre homens e mulheres, tudo mudou. Hoje em dia as feministas encontram mais e mais motivos para gerar sentimentos de "ofensa" entre as mulheres, mesmo que as mulheres não se sintam "ofendidas" com aquilo que as feministas declaram ser ofensivo. O assobio está a ser olhado com desdém [pelas feministas, não pelas mulheres], e o sistema legal está a ser adulterado de modo que até a normal conversa gerada numa boleia possa ser motivo de histeria internacional. Aparentemente, ficar ofendida está na ordem do dia.

Mais embaixo poderão ler o que uma antiga super modelo internacional, que usava a sua beleza e sexualidade para ter o que desejava dos homens, declara em torno do facto da beleza já não operar em seu favor.

Não deixa de ser interessante. Por um lado temos as [auto-denominadas] vadias feministas a condenar a "atenção desnecessária" que as mulheres recebem, mas por outro temos mulheres que eram belas a lamentar o facto de não receberem mais essa mesma atenção. Provavelmente isso acontece porque, em média, as feministas são mais feias e horripilantes que as mulheres normais, é portanto, é normal que elas fiquem revoltadas com o facto das mulheres mais jovens receberem a atenção masculina enquanto as feministas são practicamente ignoradas.

Como dito em cima, o movimento feminazi tem avançado a sua agenda misândrica através do sistema legal, garantindo que muitas mulheres passem a ser virtualmente ignoradas pelos homens. Os homens irão fazer isto não porque as mulheres sejam genuinamente repulsivas [não são] mas sim como medida de protecção, visto bastar uma falsa acusação de "assédio" para destruir a reputação dum homem honrado. Talvez esta seja a forma que as feministas encontraram para garantir a sua promoção no local de trabalho: acusar de "assédio" os homens que podem estar à sua frente na lista de promoções.

Veja-se a forma como a Barbara Ellen escreve, e como ela está a ajudar no clima de histeria em torno da "atenção não requisitada":

No outro dia estava a ler uma pesquisa da YouGov em torno do número de mulheres londrinas que recebeu atenção sexual indesejada em locais públicos (43% daquelas com idades entre os 18-35, no ano passado) e reparei na confusão que alguns homens sentem que pensam que eles apenas estão a ser "amigáveis". Fiquei a pensar se um esquema igual ao cartão de dador de órgãos poderia ajudar.
(Sempre que uma feminazi usar números e estatísticas que "confirmem" alegações feministas, ou que perpetuem o estatuto de vítima à mulher, podemos estar seguros que são dados exagerados e/ou totalmente falsos)

É dito com frequência que o movimento feminazi matou - ou está a tentar matar - tudo o que envolve relacionamentos entre homens e mulheres, e as palavras de cima são uma evidência disso mesmo. Aparentemente a atracção heterossexual é "machista" e "opressora" para as mulheres, embora elas estejam a agir de forma que parece apreciar tal atenção.

Mas olhemos agora para o que a envelhecida super-modelo Paulina Porizkova diz:
Quando nos habituamos a um tipo de tratamento [atenção masculina] é muito difícil ser despromovida, mesmo que o novo tratamento seja melhor que a média. Boohoo! Sim, eu eu sei. A minha vida não presta.

Não sei quando é que a beleza máxima deixa de existir e o tempo da "já-foi-bonita" tem início. É verdade que não é aos 45 anos. Se eu me esforçar muito, ainda recebo alguma atenção, mesmo que essa atenção esteja bastante reduzida [quando comparada ao passado]. Mas quem diria que eu sentiria saudades do tempo em que eu não passaria perto dum local de construção civil sem receber algum tipo de atenção? Hoje em dia, quando alguém assobia, quase de certeza que é um mensageiro de bicicleta pronto a atropelar-me.

Havendo sido confiante na forma como a minha aparência afectava os outros, eu usei-a nessas pessoas para obter algo análogo a dinheiro extra. Sim, na maior parte das vezes, isso funcionava junto da população masculina, mas esse extra que eu poderia obter deles - quando lhes implorava para não me multarem, ou quando lhes pedia que mantivessem a porta aberta só por mais alguns instantes, ou ainda quando lhes pedia que se esforçassem um pouco mais para encontrar um lugar vazio no avião - eu assumia ser um dado adquirido.

Tal como tudo na vida, há o retorno e isso é terrível. A beleza, ao contrário dos outros dons conferidos à nascença, não requer dedicação, paciência e trabalho árduo para recompensar, mas é também o único dom que NÃO fica para sempre. Geralmente floresce numa idade quando nós estamos menos equipadas para lidar com os seus benefícios e recompensas, e em vez disso, assumimos isso como um dado adquirido, e quando começamos a entender o seu valor, ela esfuma-se.
O tempo não perdoa, mas mesmo assim a Paulina não se pode queixar. Comparando-a com as mulheres da sua idade, ela está muito acima da média.

Mas esse nem é o ponto do texto. A questão aqui é demonstrar como o movimento feminista está a gerar um ambiente de tal modo opressivo que a beleza feminina será ignorada pelos homens devido ao receio destes de serem acusados de "assédio" ou "violação".

Não é preciso dizer isto, mas existe o assédio e existe o "assédio". Uma coisa é um grupo de homens da construção civil assobiar a uma mulher que passa, e outra é fazer avanços sexuais desrespeitosos e ofensivos. Embora seja obrigatório combater a segunda, o que as feministas querem fazer é criminalizar a primeira.

Como dito em cima, entende-se o ódio que as feministas têm pelas mulheres bonitas, uma vez que elas [as feminazis] costumam ser mais feias que as mulheres normais. No entanto, usar o sistema legal para garantir que NENHUMA mulher recebe qualquer tipo de atenção masculina só porque as feministas são ignoradas pelos homens, é uma atitude ditatorial a roçar o fascismo.

Mas destruir os relacionamentos é mesmo o plano do feminismo uma vez que a cooperação heterossexual é uma das forças estabilizadoras das sociedades funcionais. O feminismo, como umas das armas do marxismo cultural, tem como propósito destruir a unidade social como forma de garantir mais poder ao governo. Essa é uma das razões que faz com que os governos ocidentais sejam os principais financiadores da agenda feminista; quanto maior for a influência deste movimento, maior vai ser o poder do governo junto da sociedade.

Mas como em tudo o que envolve o esquerdismo, embora isto seja bom para quem tem planos ditatoriais, isto é mau para a sociedade. Primeiro, isto põe uma camisa de forças na atracção masculina. Segundo, isto vai isolar ainda mais a mulher - já de si rodeada de leis e éditos governamentais que a tornam virtualmente intocável. Por fim, isto é mau para os casamentos uma vez que muitos deles tem início precisamente em momentos onde a mulher atrai o homem através da sua beleza.

Modificado a partir do original


terça-feira, 26 de junho de 2012

A "espantosa" Amy Young e o seu hamster racionalizador

Só porque alguém se identifica como "cristã" não significa que ela não se deixe influenciar pela mentalidade feminista. Este texto é evidência disso mesmo.

Um leitor foi suficientemente gentil em enviar-me um post do In a Mirror Dimly que tipifica a mentalidade EAP ["Evangelical American Princess" = Princesa Evangélica Americana]. Este artigo em particular, parte da série “Feministas Evangélicas no Controle” “Mulheres no Ministério”, foi escrito por Amy Young, que se dá ao trabalho de culpar e envergonhar os homens Cristãos pelo facto dela ter 30 39 anos e ainda estar solteira.

Francamente, adorei o seu post. Não pelo conteúdo, obviamente; o conteúdo nada mais é que um longo discurso choroso por parte do seu hamster racionalizador. Adoro o post porque o mesmo prova que as EAPs não são criaturas fantásticas como os unicórnios ou as fadas madrinhas ou Cristãos que apoiam o casamento Bíblico. Não; as EPAs são reais.

Evidência A: Amy começa por enumerar as virtudes de . . . . . . Amy:

“Porque é que ainda estás solteira?” Não sei com que frequência os casados são questionados em relação ao porquê de estarem casados, mas tenho a impressão que isso é muito menos comum que as vezes que os solteiros são inquiridos em relação aos motivos de ainda serem solteiros.

Essa pergunta geralmente precede outras do tipo "É porque os teus padrões são demasiado elevados? Foste magoada? (...)”

Sim, a minha frente e de forma bem audível, estas perguntas surgem. Às vezes surgem de forma condescendente, mas às vezes de forma genuinamente surpresa, tentado harmonizar o quão espantosa eu sou com o facto de ainda estar solteira.

Sim, a Amy é espantosa. Se não acreditas em mim, pergunta à Amy. Tal como escrevi no meu post original em torno deste assunto, a segunda característica mais marcante da EAP é o facto dela ter sido "criada com foco na sua auto-estima", resultando em orgulho e arrogância.

Mas colocando o seu ego de lado, porque é que a Amy acha que ela ainda é solteira?

Sou Cristã, sou uma mulher, sou uma líder. Retirem qualquer uma destas declarações, e eu acho que já estaria casada.

Exactamente. Os homens Cristãos não são suficientemente homens para contrair matrimónio com uma agressiva feminista evangélica líder Cristã, forte e independente.

A Amy prossegue detalhando como ela nasceu para ser uma líder:

Não tinha palavras para o expressar quando era criança, mas sabia que tinha nascido para ser uma líder. Tornei-me Cristã muito cedo - quando tinha cerca de 6 anos. Tinha 6 anos como menina mas tinha vários anos de liderança por essa fase.

Ela segue fornecendo uma lista de credenciais que ela pensa serem impressionantes (obviamente, eu não concordo): Mestrado (MA) em "Teaching English as a Second Language" (TESL), Curriculum Director para a organização TESL focada na China. Em torno disto, ela escreve:

Aqui, paro para fazer uma alegação com água no bico:

1. Se tu te casas antes dos 30, as tuas habitações aparentam ser menos ameaçadoras para os homens Cristãos.

2. Há uma grande diferença entre ter características de líder e ter uma posição de líder.

Ela realmente pensa que os homens Cristãos sentem-se ameaçados com o facto dela ter um Mestrado em TESL e ter uma posição de ensino numa organização que ensina essa língua na China.

Sim. Isto é de facto muito ameaçador. Nunca na vida poderia ter saídas amorosas com uma mulher com essa qualificações. Afinal, o tédio pode fazer com que eu adormeça durante o encontro.


[Meu comentário] - A Amy faz o erro clássico da mulher moderna, feminista e masculinizada, ao assumir que o que elas acham atraentes nos homens é o mesmo que os homens buscam nas mulheres - quando se fala em casamento. A evidência disso é o facto da Amy pensar que as suas "qualificações" de alguma forma aumentam o seu valor marital. As qualificações profissionais da mulher são irrelevantes para o homem que busca alguém com quem casar.

Obviamente que a Amy não se apercebe do problema. Não se dá o caso dos homens Cristãos sentirem-se intimidados com as suas qualificações em TESL (como se fosse). Os homens solteiros Cristãos, com qualificações avançadas em STEM ["science, technology, engineering, and mathematics" = ciência, tecnologia, engenharia e matemática] e/ou carreiras bem sucedidas em áreas que envolvem os negócios ou a indústria, são de opinião que o seu mestrado em TESL é desinteressante e não intimidador. Essa qualificação não traz nada para a nossa futura família que nós já não possuamos.

Mas as coisas ficam piores:

Tal como muitas das escolhas que a vida oferece, eu não estava bem ciente do que estava a aceitar quando entrei para um cargo de liderança pública aos 29 anos. Sei agora que, quando isso aconteceu, eu estava a trocar a parceria [casamento] pela liderança e que, embora ainda fosse amada por muitos, devido às confusas e carregadas mensagens em torno dos dons, submissão, chefia e género, eu havia-me tornado ameaçadora para os potenciais "perseguidores".

À medida que a minha chefia floresceu para a esfera espiritual, tornei-me ainda mais como kryptonite para alguns (tanto mulheres como homens): ameaçadora e poderosa.

Felizmente, existe aqui um bocado de verdade. A Amy admite - mesmo que tangencialmente - que o seu foco exclusivo na carreira durante os seus anos 20 causou que ela perdesse a chance de se casar. No entanto, ela não se apercebe do porquê: na idade em que ela está, com mais de 30 anos, há menos homens Cristãos por onde escolher e os homens estão biologicamente construídos para preferir mulheres no auge da sua fertilidade - e não aquelas que estão a rebolar aceleradamente para o outro lado.


Isto é algo que muitas mulheres se recusam a aceitar - especialmente as feministas - mas que todas elas - inconscientemente ou conscientemente - sabem ser verdade: os homens preferem as mais jovens. Esse é provavelmente um dos motivos que faz com que os produtos de beleza que alegadamente "atrasam o envelhecimento" sejam tão procurados pelas mulheres mas sejam virtualmente ignorados pela esmagadora maioria dos homens heterossexuais. As feministas mais velhas - solteiras e feias - esmagadas pelo seu valor marital nulo, tentam envergonhar os homens que naturalmente preferem as mais jovens associando a preferência masculina por mulheres mais novas com a pedofilia. Não sei bem porquê, mas sempre que se fala em mulheres bonitas, a mente feminista começa a imaginar crianças semi-nuas. Isto provavelmente ocorre devido à desproporcional presença lésbica nas fileiras feministas.

Amy


Mas este breve momento de clarividência foi ensombrado pelo seu erro freudiano. A Amy alega que é "ameaçadora e poderosa" e que todos aqueles ensinamentos Cristãos em torno da submissão e chefia são problemáticos. Estes malignos homens Cristãos querem que as mulheres sigam a sua (dos homens) chefia, e a Amy não pode aceitar isso. (...)

Mais uma vez, a Amy não se apercebe que ela não esta a trazer nada para o casamento que os homens já não possuam. Ameaçadores? Podemos ser. Poderosos? Sem problemas. Força? Somos homens e não o "vaso mais fraco" [1 Pedro 3:7].

Sem surpresa alguma, Amy termina o post com a obrigatória passagem onde ela tenta envergonhar os homens::

Oro para que elas [as sobrinhas] se firmem no trajecto Cristão e que tanto os homens como as mulheres sejam atraídas aos seus dons e poder. E se elas quiserem casar, em qualquer que seja a idade, elas encontrarão um homem suficientemente seguro de si para amar e celebrar quem elas são.

Os culpados são os homens Cristãos que são inseguros de si, e não a Amy.

A verdade dos factos é que, esta última táctica [envergonhar os homens], associada à sua recusa em se submeter ao marido como Deus comanda, apenas ilustra o porquê de ninguém se querer casar com ela.

Contrariamente ao que ela pensa, não é a insegurança. Se algum homem se casasse com ela, todos os dias ele chegaria a casa para se deparar com uma mulher manipulativa, super crítica e alguém que nunca lhe daria momentos de descanso - muitos menos a ternura emocional feminina que ele não traz para o casamento e que, como tal, espera isso da sua esposa.

Como o caso da Amy ilustra, o problema da EAP é que ela não acredita que ela (a mulher) têm a obrigação de trazer algo para o casamento. Afinal, elas são espantosas tal como elas são e como tal, não precisam que promover as características que poderiam ser atraentes aos olhos dos homens em busca dum casamento [Cristãos ou não].

Em vez disso, ele deve deixar de lado o seu Divinamente-inspirado desejo pela feminidade complementar, ajoelhar-se perante ela, e pedir que ela domine sobre ele para o resto da sua vida - ou pelo menos até que ela decida abandoná-lo em busca de prémios ou gratificação monetária.

O seu santo hamster assim o disse.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Feiómetro: aplicação para medir a beleza gera controvérsia

Um novo aplicativo que categoriza a feiúra das pessoas depois de fazer um scan às suas caras, gerou controvérsia nos EUA. A aplicação Ugly Meter, desenvolvida por dois homens americanos provenientes do Arizona, faz uma leitura da cara do utilizador e avalia o seu nível de atractividade.
O programa classifica a feiúra com base nos traços faciais tais como o tamanho do nariz ou a distância entre os olhos. Um dos criadores do Ugly Meter, Jo Overline, diz:
A forma como tens o cabelo ou se tens barba ou não é irrelevante. O programa centra-se na estrutura facial e como tal não há muito que se possa fazer em relação a isso. És o que és.
Alguns críticos afirmam que a aplicação é ofensiva e inapropriada, mas os criadores da mesma dizem que a mesma tem como propósito divertir as pessoas e como tal, não deveria ser levada a sério.A aplicação está disponível para iPhones e Android.
* * * * * * *
"Gerou controvérsia" é palavra em código para "padrões de beleza não sujeitos à engenharia social não são bem vindos."


quarta-feira, 25 de abril de 2012

O medo das feministas

Carreirismo feminista é plano B:
Esqueçam a ambição, segurança financeira e qualificações superiores Um controverso estudo concluiu que o verdadeiro motivo que leva as mulheres a buscar carreiras é o medo que elas têm de não serem suficientemente atraentes para encontrar um marido.

A equipa de pesquisa, composta por 3 mulheres e 2 homens, afirmou que, quando há escassez de homens, as mulheres são mais susceptíveis de escolher a pasta em vez do bebé.

Eles alegam ainda que, quanto mais normal ela for [isto é, menos atraente], mais ela é motivada para suceder no mercado de trabalho.

Há já algum tempo que foi observado que, quanto mais feia é a mulher, mais susceptível ela é de ser uma feminista. Paralelamente, foi sempre lógico que as mulheres que não conseguiam competir com outras mulheres segundo a forma tradicional tentassem alterar as regras do jogo.

Agora, temos algum tipo de evidências científicas que suportam a observação e a lógica, e isto pode ser muito útil para neutralizar a propaganda feminista que inunda as moças mais jovens desde que elas são meninas - encorajando-as a perder a sua juventude e fertilidade em busca de carreiras e não em busca de um parceiro com quem construir uma família.

A mensagem é simples e directa: o feminismo é para as derrotadas no jogo da Vida.

Fonte

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O estudo aparentemente não diz (nem o autor do texto em cima diz), mas a verdade dos factos é que "não há escassez de homens" mas sim escassez de homens com vontade de casar com a mulher moderna.

Aparentemente, isto vai-se tornar num ciclo vicioso:

  • 1. Feministas indoutrinam as moças mais jovens.
  • 3. Elas, as moças, começam a acreditar que "há escassez de homens".
  • 5. Quando chegam aos 40 anos, solteiras, sem filhos, estéreis, mais feias do que no passado e amargas com a vida, tornam-se activistas feministas.
  • 6. Estas novas feministas indoutrinam a próxima geração de moças.
  • 7. Assim sucessivamente.

Obviamente, há uma forma de quebrar este ciclo mas duvido muito que a maior parte das mulheres esteja interessada nela.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Actriz processa Amazon por revelar a sua idade

A actriz Huong Hoang do Texas deu início a um processo legal contra a "Internet Movie Database" (IMDb) da Amazon por estes terem revelado a sua idade.

A actriz alega que a única forma através da qual a IMDb poderia ter acesso à sua verdadeira idade era acendendo aos detalhes do cartão de crédito, obtidos quando ela comprou um pacote "industry insider" no site na esperança de obter mais trabalho.

A actriz de 40 anos, que usa o nome artístico de Junie Hoang, alega que, desde que esta informação veio a público, ela tem perdido oportunidades de emprego devido ao estigma que Hollywood tem contra as actrizes mais velhas. Como tal, ela busca agora uma indemnização no valor de 1 milhão de dólares.

Fonte

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Este assunto gira em torno da privacidade - e na era da internet isso é quase uma ilusão - mas a Amazon deveria ter algum tipo de defesa centrada na liberdade de expressão.

Avaliando a mulher só pela foto nunca lhe daria 40 anos e como tal entende-se a sua frustração.

Não é o caso com esta actriz, mas para as mulheres cuja subsistência depende da aparência física, o "sr Chronos" (o tempo) é absolutamente devastador.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mascote-puma considerada ofensiva para as mulheres

A Canyons School District (Utah) ignorou a primeira escolha para mascote levada a cabo pelos estudantes locais por esta ter sido um puma e o mesmo ter sido considerado "insensível" para as mulheres.

Escolhido pelos estudantes como mascote, o puma foi considerado pela directora da escola (mulher, portanto) como podendo conter conotação desrespeitosa para as mulheres uma vez que, na cultura popular, a qualificação "puma" (inglês: cougar) representa mulheres de meia-idade sexualmente agressivas na sua busca por homens mais novos.

A direcção escolar, composta por seis manginas homens e uma balzaca mulher, afirmou que o Charger seria mais apropriado que o puma. O facto desta mascote ter estado na lista de potenciais mascotes mas ter sido rejeitada em favor do puma não interessa. O que interessa é não ofender as mulheres.

Os pumas - o grandes gatos das montanhas - são muito populares no Utah. A Universidade Brigham Young, considerada como conservadora (mórmon), usa o puma como mascote. Não há notícia das mulheres dessa universidade se sentirem "desrespeitadas" ou "ofendidas".

Eu sou ofensivo para as mulheres velhas e feias.

Fonte

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Temos que re-organizar o nosso universo de modo a que as balzacas não se sintam ofendidas. Será que teremos que deixar de usar a palavra "velha"? E a palavra "feia"? Talvez a palavra "gorda" seja banida do dicionário português como forma de não ofender as mulheres que se apercebem que estão a perder a sua beleza.

As mulheres mais velhas são livres para procurar romance com homens mais novos. Nem é essa a questão.

Semelhantemente, não há nada de mal em usar a qualificação de "puma" para tais mulheres. O problema aqui é uma elite escolar decidir que tem o poder para rejeitar as escolhas da maioria só porque por esta elite PENSA que as mulheres se sentirão ofendidas com ela.

Exemplos como este demonstram de forma cabal como o politicamente correcto tem uma natureza totalitária.



sábado, 3 de dezembro de 2011

Porque é que as mulheres preferem os cafas quando são jovens e bonitas, e os betas quando se tornam gordas e feias?

Esta é uma imagem que um certo blogue editado por uma fêmea colocou num dos posts. Não tenho razões para pensar que a dona do blogue seja feminista e como tal não a vou considerar como tal.

Mas apesar de ela não dar evidências directas dela ser subscritora das mentiras igualitárias, ela diz, no entanto, algumas coisas que merecem um breve comentário.

Em jeito de resposta à pergunta presente no título de seu post "Por que as mulheres preferem os cafas?", e resposta à imagem mostrada em cima, ela diz:

Quando vi essa tirinha no Testosterona ri muito! Porque é EXATAMENTE assim que acontece!!

Tá duvidando de mim? Então vamos lá mulheres, sejam sinceras: quem NUNCA ficou com um cara que era romântico, inteligente, bonitinho e largou dele pra voltar com um cafajeste com menos romantismo e um tantão ASSIM de malícia a mais, que levante a mão!!
O que ela defende aqui é que, sim, confirma-se o que a imagem de cima revela: as mulheres normalmente rejeitam os homens que lhes tratam "bem" por homens que elas identificam como "cafajeste manipulativo". Estes últimos são normalmente homens bastante auto-confiantes e razoavelmente populares entre as mulheres.
Aposto que pelo menos uma vez na vida vcs já fizeram essa escolha… E por que isso é tão comum??

Um amigo meu diria que fazemos essas escolhas pela nossa porção animal, que as vezes fala mais alto. Optamos pelo macho que tem as melhores características a serem transmitidas pra a posteridade.

Pode ser… Mas eu acho que tem outros fatores que conspiram contra os rapazes românticos-legais-carinhosos. Qual é a emoção que nós temos com caras assim?? Eles nos dão segurança, nos dão carinho, nos dão romance… mas onde tá a adrenalina?

Impressionante como ela chegou à resposta correcta logo no início do texto mas agora busca outro tipo de "explicações". A verdade dos factos é que as mulheres são por natureza hipergâmicas e desde logo, atraídas por homens cujo estatuto elas entendam ser superior ao seu.

Os homens "bonzinhos", aqueles que colocam as mulheres num pedestal são rejeitados pelas mulheres precisamente porque as colocam num pedestal. Esse tipo de atitude é entendido no subconsciente feminino como alguém que está ao mesmo nível ou inferior ao seu. Isso faz com que elas percam o interesse nesse pobre coitado. Isto não tem nada (ou muito pouco) a ver com a adrenalina mas com o estatuto.

Os cafas/alfas, ao não se importarem minimamente com o que as mulheres pensam, são vistos por estas como alguém cujo estatuto é superior ao seu. E aí, o seu instinto hipergâmico é activado.

Não é preciso procurar respostas mirabolantes e fantasiosas para algo que tem uma explicação +/- directa.

Claro que a psicologia feminina é muito mais complexa do que seria possível detalhar num post, mas o motivo principal que leva a que os "bonzinhos" sejam rejeitados em detrimento dos "mauzões" é a hipergamia.

A autora do texto continua:

Masoquismo? Talvez… Mas o desafio de “consertar” um homem perdido é muito mais instigante!
Existem milhares de "homens perdidos" não-cafas que precisam de ser "consertados" com "terapia" feminina. Porque é que as mulheres não vão atrás destes e deixam de perseguir os alfas manipulativos e auto-confiantes?
A incerteza dos sentimentos dele pela gente gera mais vontade de ficar linda, de conquistá-lo, de seduzí-lo… E aí nunca vira rotina, nunca entramos no marasmo.
Ou seja, quanto mais desapego o alfa mostra para a mulher, mais ela se esforça para agrada-lo.
Pode ser fase? Claro que sim! Acredito que uma hora nós enxergamos a juventude indo embora e o desejo de ter uma família, uma vida mais calma, vai chegando. E quem quer casar com o cafa?? Eu não quero! Hehehehhe!
Não quer? Ou já não é possível?
Aí a gente passa a procurar um homem pensando se ele vai ser um bom pai pros nossos filhos…
Quando as mulheres vão atrás os cafas/alfas, elas já estão a pensar que ele vai ser bom para os filhos. Mas enquanto que os cafas são vistos inconscientemente como bons pais ao nível de informação genética que será passada aos filhos, os não-cafas (betas, etc) provedores são vistos como bons para criar os filhos em si.

Esta mulher está inconscientemente a dizer precisamente isso.

E então, mesmo a mais aventureira das mulheres, entra num novo capítulo da sua vida: criar e formar o seu filho pra ele não se tornar um cafa!
Por "aventureira" entenda-se "mulher rodada por vários alfas durante vários anos a fio".

Conclusão:

Sem ser a sua vontade, esta blogueira revela uma faceta muito comum entre as mulheres dos dias de hoje: enquanto são jovens, bonitas e esbeltas, elas "entregam-se" aos homens alfas.

Mais tarde, depois de terem saltado de cama em cama durante anos, elas "entram num novo capítulo da vida" onde - pasme-se! - já reconhecem valor ($$$) nos homens que rejeitaram durante os melhores anos da sua beleza física.

Outra coisa que convém ressalvar é que um dos motivos que leva a que as mulheres da era "pós-aventureira" busquem outros homens que não sejam alfas é: . . . . . os alfas não lhes ligam nenhuma.

Ou seja, contrariamente ao que a autora do texto quis fazer indicar, não são as mulheres que escolhem rejeitar os alfas quando elas passam uma certa barreira etária: são eles que escolhem rejeitar as trintonas e quarentonas quando estas se tornam gordas e/ou feias.

Uma vez que a beleza física destas é, em média, inferior à beleza física das mulheres "aventureiras" na casa dos 20-25 anos, os alfas escolhem as mais novas.

As mais velhas, lambendo as feridas causadas no seu ego (habituado a ser o objecto sexual de cafas manipulativos), correm para os braços dos mesmos homens que elas anteriormente desprezavam.

Impressionante como o tempo realmente faz "milagres".


.......


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Mulher de 45 anos apercebe-se como o feminismo lhe destruiu a vida



Quando estava à beira de fazer 45 anos, cometi o erro de olhar para o espelho. Não era o espelho da casa de banho; era uma foto minha do tempo em que estava a acabar a universidade. Olhei para aquilo que eu era há 20 anos atrás e comecei a ter uma clara e surpreendente epifania.

Vêr como eu era há 20 anos não foi um momento feliz; foi um momento terrivelmente triste. Foi um momento tão triste que involuntariamente comecei a chorar, algo que já não fazia desde os dias negros do meu divórcio.

Olhei para a foto e cheguei à conclusão que havia desordenado a minha vida por completo. Senti a miséria que é a minha vida em ondas de tristeza, arrependimento, raiva e solidão. Durante quase uma hora, e à medida que olhava para mim mais jovem, chorei.

Tinha 24 anos e tinha um MBA duma excelente instituição. Estava ansiosa por conquistar o mundo. Era bem mais magra. As minhas roupas eram elegantes, quase sexy. Claro que o estilo do cabelo era horrível, mas estávamos nos anos 80, e como tal, tais escolhas têm que ser desculpadas.

Eu vi luminosidade no meu olhar; o brilho da vida, das grandes oportunidades que se abriam à minha frente. O mundo estava à minha disposição e eu estava pronta.

Mas, sem saber bem como, as coisas nunca chegaram a bom termo. A minha vida evoluiu para algo doloroso e complicado. Mas, até ao momento em que olhei para a minha foto de há duas décadas atrás, eu sempre culpei os outros. Eu nunca era responsável pelas más decisões que eu tomava. Normalmente os culpados eram sempre os homens - o meu pai, os meus namorados, o meu marido, o meu patrão ou os meus filhos. Nunca era o resultado de algo que eu tivesse feito.

Quando eu me lamentava junta às minhas amigas, todas elas me suportavam. Elas chegaram até a dar o seu apoio quando eu tive um amante afirmando que o meu marido não me dava a atenção que eu precisava.

Eu lia as revistas femininas e todos os artigos falavam do quão fortes, inteligentes, moralmente justas as mulheres eram - incapazes de tomar más decisões. Pior, eu acreditava que as minhas necessidades - independentemente da sua frivolidade, do número de vezes que eu mudava de opinião, do quão tristes os homens da minha vida ficavam - eram mais importantes que qualquer coisa (maternidade, avanço profissional, casamento feliz, etc).

Odeio o mundo por me ter ensinado estas lições. Lembro-me de me queixar que o meu marido nunca havia crescido, mas à medida que as lágrimas jorravam dos meus olhos, cheguei à conclusão que era eu que nunca havia crescido. Eu nunca tinha aprendido sobre compromisso, confiança, tolerância, amabilidade. Eu simplesmente era complicada.

Agora sei que ser complicada não tem nada a ver com o ser forte e independente. Ser complicada centra-se em ser repelente, desagradável, infeliz e sozinha. Ser uma mulher complicada nada mais é que ser uma princesa mimada que é demasiado egoísta e estúpida para aceitar as alegrias da vida.

Eu havia-me tornado numa princesa gorda, desagradável e de meia-idade apenas e só porque tinha-me recusado a crescer. É verdade que eu havia tomado sobre mim responsabilidades adultas (casamento, carreira profissional, casa, ser mãe) mas dentro de mim vivia uma rapariga de 13 anos que batia o pé e queixava-se sempre que as coisas não eram feitas tal como ela queria.

Obviamente que eu havia deixado de me queixar de forma infantil há anos atrás. Mas no lugar das queixinhas eu apenas havia colocado a manipulação emocional e personalidade complicada. Sem surpresa alguma, os meus dois filhos adolescentes passavam a maior parte do seu tempo livre com o pai do que comigo.

Enganada até à matança do filho.

Durante o tempo em que eu crescia como uma feminista diletante, engoli as declarações oficiais de que as mulheres podem ter tudo. Eu não só queria ter tudo e sentir validação completa em relação às minhas escolhas de vida, como não queria ter compromissos nem fazer sacrifícios.

O maior erro dos anos finais da minha adolescência foi deixar outras mulheres - pessoas que eu pensava serem fortes, independentes e inteligentes - determinar qual o estilo de vida que eu deveria seguir. Eu simplesmente era demasiado mimada e preguiçosa para olhar para dentro de mim, abraçando a introspecção necessária para se encontrar o caminho na vida, e escolher o caminho que haveria de me conduzir à realização e à felicidade.

Lembro-me muito bem do tempo da universidade. Foi uma época muito divertida e, pensei eu na altura, uma época muito iluminante. As festas eram boas, os debates políticos intensos, a lista de namorados e de encontros sexuais agradável.

Eu estudava muito e jogava duro. Frequentei os encontros feministas da universidade e ouvi as declarações presunçosas das oradoras em torno dos males da masculinidade. Aprendi a gozar com os homens quando não precisava deles por motivos egoístas - parceiros de estudo, ombros nos quais chorar, parceiros sexuais.

No entanto, nunca hesitei em piscar os meus olhos ou levantar a minha saia sobre as - então - magras coxas quando precisava algo dos homens. Era útil ter os homens por perto, mas, como as minhas amigas me diziam, não era vital.

Aprendi que o único lugar digno para as mulheres era a sala de reuniões e que a maternidade era algo abaixo da minha inteligência. "Apoderei-me" da noite em encontros depois da meia-noite com centenas de mulheres jovens como forma de provar ao mundo que todos os homens são violadores e criminosos em potência.

Quando engravidei, foi fácil fazer um aborto. O centro de saúde da universidade estava quase que desejoso em certificar-se que o procedimento [matar o bebé] era feito rapidamente e discretamente.

Nada disse aos meus pais nem ao homem que me havia engravidado. Nem sequer me lembro do seu nome. Só me lembro vagamente duma noite "selvagem" durante uma festa fora da universidade.

Só hoje considero a ironia de me sentir atraída pelos atletas da universidade - o tipo de homem que gosta de estar no comando.

Pós-graduação e adultério com o professor.

Seguir em frente com a minha carreira de MBA mal terminei os estudos foi uma consequência lógica. A pós-graduação foi dura. Competia com pessoas muito inteligentes - na maioria homens. Estes homens estavam destinados ao sucesso e eles sabiam-no. Mas eu tinha algo que eu na altura explorei. Eu tinha a minha feminidade e sempre que foi preciso, usei-a de um modo impiedoso.

Tentei convencer-me a mim própria que o meu romance com o professor de Finanças (casado) nada tinha a ver com as notas. Obviamente, a disciplina de Finanças era a mais difícil do curso. Quando eu consegui ter um B no final do semestre, foi difícil racionalizar que o caso amoroso secreto entre mim e o professor nada tinha a ver com isso.

Mas o fim justifica os meios e como tal, não havia forma alguma de eu não ser bem sucedida. As outras mulheres da minha turma fariam o mesmo se pudessem evitar as consequências. Nós nunca falávamos sobre isso, mas todas nós sabíamos (e ríamos dessa situação) que nós tínhamos algo que os homens nunca poderiam ter.

Casamento e filhos.

Conheci o meu marido no último ano da pós-graduação quando ele buscava qualificações em Sociologia. Ele tinha cabelo longo e uma mota. No princípio a química entre mim e ele foi muito intensa.

Ele era o boémio clássico e como tal, de modo a torná-lo num homem melhor (ou pelo menos a minha definição de "homem melhor"), senti a necessidade de lhe pôr umas rédeas. Ele era por vezes irresponsável mas eu amava-o de alma e coração.

Depois da graduação encontrei um emprego numa grande empresa. Todos os dias ia para o trabalho com a minha mala do poder e almofadas no meu casaco. O meu casamento foi algo tirado de revistas do tipo "Modern Bride". O meu marido finalmente aceitou cortar o cabelo depois de muita insistência minha. Mais tarde, ele chamou a minha insistência de importunação. Mas nada disso importava uma vez que eu tinha conseguido o que queria.

Ele começou a trabalhar numa organização de pesquisa de consumo. Ele não ganhava tanto como eu, mas nada disso importava. O meu salário era enorme e continuava em crescimento.

Compramos uma que encontrei nos subúrbios. Ele tinha recomendado uma casa mais modesta e mais perto do centro da cidade onde ambos trabalhávamos , mas eu nem queria ouvir falar nisso.

O meu sucesso tinha que ser visível através duma casa enorme e tradicional - bem como um quintal enorme. Apesar da sua resistência, certifiquei-me que ele tratava da relva do quintal.

Passados que estavam 5 anos, senti a necessidade te ter filhos. Não foi uma decisão mútua. Eu queria filhos. Não; eu desesperadamente precisava de filhos. Sentia-me vazia no meu interior por não ter filhos. Era um sentimento totalmente irracional para uma mulher com uma carreira proeminente determinada em ser a próxima directora executiva.

O meu marido, que não levantou oposição à minha ideia, perguntou-me como é que encontraríamos um equilíbrio entre as exigências paternas e a manutenção dum estilo de vida dispendioso. Eu não me importei. O meu útero estava vazio. Eu tinha necessidades. Nem a razão nem a lógica afectaram as minhas necessidades e os meus sentimentos.

Foi então que o primeiro bebé chegou. Instantaneamente a vida mudou. Não conseguia trabalhar as horas necessárias para manter a trajectória da minha carreira. O meu marido também mudou uma vez que perdeu a atitude boémia; vendeu a mota e tornou-se num pai devoto.

Ele amava o nosso primeiro filho de tal ponto que chegou a oferecer-se para trabalhar em part-time para permitir que eu mantivesse a minha carreira.

Mas isto para mim não era suficiente. Eu era a mãe, a rainha, a criadora omnisciente do meu filho. Claramente o meu marido era um tolo incompetente que não sabia distinguir uma fralda duma cadeira dum carro.

O meu patrão reparou que eu andava distraída com as minhas novas funções de super-mãe. Ele analisou a minha produtividade e soube que eu não poderia produzir como as minhas colegas solteiras ou as minhas colegas sem filhos. Quando um colega foi promovido em vez de mim, soube logo o que se estava a passar. Fiquei lívida. Como era possível eu não obter tudo o que queria?

Devido a isto, usei mais uma táctica feminista. Desta vez usei um pau em vez duma cenoura. Fui ao Recursos Humanos munida duma ameaça subentendida de processo legal por motivos de descriminação.

Uma vez que era claro que eu trabalhava menos horas, e, como consequência, produzia menos, esta táctica obviamente que não funcionou. Estava tudo documentado era perfeitamente defensível.

Fiquei furiosa. Como é que eles se atreviam a fazer uma coisa desta? Invoquei toda a indignação justificada que poderia invocar. Consultei ajuda legal externa à empresa - uma feroz advogada que estava perfeitamente preparada para iniciar um processo legal contra a empresa, até que ela se atirou a mim.

Sem dúvida que eu era uma mulher de mente aberta mas não era uma lésbica.

Pus de parte a movimentação legal e com tristeza aceitei o meu reduzido papel no emprego. Afinal de contas, tínhamos dívidas para pagar e o meu salário era necessário.

Observei o meu marido evoluir de um boémio para um pai responsável. Ele era surpreendentemente bom com o nosso primeiro filho. Claro que, com o tempo, eu não reconheci isso. Pensei sempre que tudo o que ele fazia estava errado. Apenas eu, a mãe suprema, poderia criar o nosso primeiro filho.

Batalhamos durante alguns anos e não foi fácil. Quando eu voltei a engravidar - planeado por mim sem consultar o meu marido - o stress continuou a crescer. Não havia dificuldades financeiras mas a tensão de manter o nosso estilo de vida, e a casa enorme, caiu sobre os meus ombros.

Eu nutria um ressentimento contra o meu marido por causa disso. Ele havia escolhido uma carreira profissional que gostava mas o seu rendimento não era nem de perto nem de longe tão elevado como o meu. Eu tinha mesmo que trabalhar. Havendo entrado no percurso materno, não havia forma alguma de eu conseguir atingir o que esperava da minha carreira.

Nós usávamos os serviços duma creche e tínhamos uma empregada a dias em part-time. Na verdade, tivemos 8 empregadas domésticas. Elas nunca eram suficientemente boas para mim.

Nada era suficientemente bom para mim. Os meus sapatos não me serviam, as minhas roupas ficavam-me mal, o carro não estava suficientemente bem lavado, e o meu marido não atingia os meus padrões.

Olhando para trás com uma honestidade brutal, eu era uma mulher pura e simplesmente problemática. Acho que passaram-se anos sem eu dizer uma frase simpática. Fico surpreendida pelo facto do meu marido me ter aturado. Eu nunca o levava a sério. Afinal, ele era apenas um homem.

Durante a minha limitada vida social, eu passava o meu tempo com mulheres como eu. Nós éramos um grupo infeliz de mulheres na casa dos 30 com carreiras poderosas. Mas todas nós sorríamos e fingíamos que a nossa vida era perfeita. Tínhamos as casas perfeitas, os carros perfeitos e as escolas perfeitas para os nossos filhos.

Convence-mo-nos de que, de facto, nós tínhamos tudo. Ocasionalmente uma de nós exibia algum tipo de frustração pela situação. Quando isso acontecia, nós tínhamos sempre bodes expiatórios: os nossos maridos, os nossos patrões, as nossas donas de casa, as escolas, o que quer que seja. Nunca era culpa nossa porque nós éramos mulheres.

Divórcio.

Quando um dos nossos filhos tinha 5 anos e o outro 7, o mundo ruiu. Melhor, explodiu. O meu marido desistiu. Ele não só me havia apoiado bastante como era bom com as crianças. Devido a isto, o facto dele desistir apanhou-me de surpresa. Mas acho que deveria ter previsto.

Eu usava a intimidade sexual como arma contra ele. Se ele não fizesse exactamente o que eu queria - se ele não se desdobrasse para satisfazer todas as minhas exigências - ele não experimentava qualquer tipo de gratificação sexual. Lembro-me que uma noite apanhei-o a "brincar consigo mesmo". Fiquei furiosa. Porque é que ele se atreveu a experimentar satisfação sexual sem que o meu controlo estivesse de alguma forma envolvido?

Adultério.

Como uma mulher saudável, eu tinha as minhas necessidades sexuais. Em vez de desfrutar o sexo dentro do contexto do casamento, tive um caso. Foi fácil. Eu ainda era mais ou menos atraente. Havia homens por perto. "Porque não?" racionalizei para mim mesma. O meu marido não me dá atenção suficiente, e como tal ele é o culpado.

O caso foi inconsequente; relações sexuais ao fim de semana e durante viagens de trabalho. Eu precisava disso portanto não havia problemas alguns. Eu estava a ser uma mulher poderosa e independente ao mesmo tempo que visitava motéis reles com um homem que me poderia dar orgasmos.

O romance durou 3 meses. O meu marido nunca soube de nada. Ele não precisava de saber: ele apenas desistiu. Curiosamente, ele direccionou os seus esforços para um negócio paralelo como consultor de marketing. Isto revelou-se muito lucrativo para ele. No espaço de 6 meses, o seu rendimento excedeu o meu. A nossa conta de poupanças cresceu consideravelmente. "É para as mensalidades universitárias dos rapazes" disse-me ele, vez após vez.

Eu estava infeliz. A minha carreira era stressante e insatisfatória. Devido às minhas horas de trabalho, os meus dois filhos eram mais próximos ao meu marido do que a mim. Por essa altura, ele havia terminado o seu emprego a tempo inteiro e prosperava como consultor de marketing, um emprego que ele poderia fazer a partir de casa com um computador e um telefone.

Sentia-me frustrada e vazia. As minhas amigas recomendaram aconselhamento e como tal, lá fomos nós dar uma tentativa. Subtilmente, eu escolhi uma conselheira que eu sabia ser mais simpatética à minha causa. As sessões eram, na verdade, divertidas mas de um modo desagradável.

A conselheira e eu passávamos 50 minutos a provocar o meu marido. Ele calmamente mantinha-se sentado, recebendo as críticas, pedindo desculpas e prometendo mudar. Eu nada tinha que prometer. A conselheira - uma mulher como eu [feminista] - deixou bem claro que as minhas necessidades eram prioritárias e as suas irrelevantes.

Obviamente que o aconselhamento não funcionou para nós. O meu marido retirou-se para a paternidade e para o seu crescente negócio. Contemplei mais um caso extra-conjugal, mas infelizmente eu estava a ganhar muito peso. Era difícil arranjar homens atraentes que notassem em mim. As minhas amigas recomendaram que eu considerasse um divórcio.

Eu hoje em dia olho para trás e penso nas minhas "amigas" desse período da minha vida. Elas eram um grupo de mulheres infelizes tentando desesperadamente validar as suas más escolhas de vida. Deixei que elas me influenciassem quando eu deveria ter sido forte. Isso foi um erro enorme.

Divórcio.

Eu não odiava o meu marido; eu apenas já não o amava mais. Eu queria uma vida nova e melhor. Eu era capaz de criar os meus filhos sem ele. Eu havia lido que, na verdade, as crianças não precisam de pais.

Sentia-me tão insatisfeita. Quando dei os papéis do divórcio ao meu marido, ele não parecia surpreso. Eu havia consultado uma boa advogada matrimonial e ela recomendou fortemente que eu tentasse ficar com tudo - casa, carros, custódia, pensão alimentícia, tudo. As suas palavras foram:

Isto é uma guerra, e como uma mulher, você tem que vencer.
O divórcio foi horrível e apesar do facto de eu ter ficado com a casa, o carro, as crianças, a pensão e as poupanças que ele havia feito, eu perdi. Ele foi viver para um apartamento modesto e concordamos que ele poderia ver os filhos todos os fins de semana.

Na verdade, o tribunal ordenou que isso acontecesse. Eu ficaria feliz em forçá-lo a sair completamente das suas vidas, mas ele insistiu rigidamente nesse ponto, e o maldito juiz concordou.

Vida depois do divórcio.

Eu estava solteira outra vez. Mas com 38 anos, ter encontros românticos não era como nos tempos "selvagens" da faculdade quando eu era jovem, bonita e desejável aos olhos dos homens. Não, agora eu era uma mãe solteira. Tinha cortado o meu cabelo e a minha figura estava quase a passar o ponto de não retorno. O tipo de homem que eu queria não tinha interesse algum em mim. Esses homens poderosos e bem sucedidos tinham namoradas mais jovens e mais bonitas.

Os divorciados eram os piores. Eles estavam tão desiludidos que ou não conseguiam manter uma relação, ou saltavam de cama em cama - não querendo ser exclusivos.

O que eu realmente queria era que um homem atraente me arrebatasse nos seus braços, cuidasse de mim e fizesse os meus problemas desaparecer. Eu ainda olhava para mim como uma princesa. Ainda era tola, estúpida e imatura.

No entanto os homens que me atraíam não olhavam para mim duas vezes. Os homens que me queriam eram totalmente inadequados.

Foi um choque para mim descobrir que já não era atraente. Durante os anos da faculdade havia muitos homens atrás de mim. Lembro-me de gozar com todos os rapazes que se aproximavam de mim durante as festas. Se ele tivessem a mínima falha, eu rejeitava-os - usualmente com um insulto ou dois.

Nunca pensei duas vezes sobre os homens que rejeitei, alguns decentes e doces, agora que olho para trás. Eu e as minhas amigas chamava-mos a esses rapazes de "meninos da mamã", ao mesmo tempo que nos deixávamos levar pelos arrogantes e espertalhões que despertavam em nós atracção e luxuria.

Para piorar as coisas, eu não conseguia consertar nada em casa. O meu marido havia lidado com esses assuntos durante anos. Os meus filhos era pré-adolescentes e difíceis de controlar.

Eles odiavam o facto de só poderem vêr o pai aos fins de semana. As suas notas caíram e começaram a ter problemas disciplinares na escola. Naturalmente, eu culpei o pai deles. Era culpa sua que nós estávamos divorciados e ele vivia afastado deles. Tentei não dizer coisas más sobre ele à frente dos meus filhos, mas os sentimentos eram muitos fortes. Disse coisas terríveis sobre o seu pai especialmente quando estava bêbada - o que na altura acontecia muitas vezes.

Se eu era infeliz quando estava casada, agora eu era totalmente miserável como mãe solteira em busca de amor. Tentei persistentemente convencer-me que era forte, independente e inteligente. Às vezes funcionou - especialmente quando intimidava os meus subordinados na empresa.

Na verdade, eu odiava o meu emprego, Sim, ele dava-me uma boa vida, mas eu havia atingido o zénite da minha carreira e a sala de director executivo não se encontrava mais próxima. Eu ainda me sentia em conflito devido aos esforços para ser uma boa mãe ao mesmo tempo que era uma mulher executiva.

Eu tinha muitas culpas para depositar em ombros alheios. Não havia hipótese alguma da condição da minha vida ser o resultado das minhas decisões. As minhas amigas solteiras disseram-me precisamente isto muitas e muitas vezes durante bebidas que ingeríamos em bares para mulheres solteiras.

Eu havia lido muitas revistas femininas e o conselho que apreendi era essencialmente o mesmo: a culpa nunca era das mulheres.

Tentei perder peso, mas era muito difícil. Quando ficava com fome, eu simplesmente tinha que comer. Tive que comprar roupa nova outra vez uma vez que o peso continuava a aumentar. Durante um encontro às cegas o homem com quem me encontrei teve a audácia de me dizer:

Vais-me desculpar mas eu não me sinto atraído a ti por causa do teu peso.

Nunca tinha levado em conta a minha hipocrisia por querer um homem que me atraísse fisicamente. Os homens tinham que estar atraídos a mim. Afinal, eu sou uma mulher.

A foto do arrependimento.

Os últimos anos têm sido meio confusos. O meu marido encontrou um novo amor e como tal, nutri ódio contra ele devido a isso. Tentei aumentar o dinheiro da pensão dos nossos filhos. Como isso não funcionou, tentei impedir os meus filhos de o visitar. Eles ofereceram resistência.

[Que tipo de mulher tenta impedir crianças de ter contacto com o próprio pai? Só uma feminista.]

Como consequência, libertei as minhas frustrações no emprego. O meu patrão ameaçou despedir-me. Só as minhas amigas ainda me apoiavam. Para ser sincera, nós éramos um grupo de mães solteiras - gordas e infelizes - que culpava o mundo inteiro pelo estado das nossas vidas.

Por isso é que quando vi a fotografia, a epifania atingiu-me de um modo bastante profundo. Através das lágrimas da angustia, raiva, mágoa e negação, veio a realização dolorosa de que eu era responsável pela minha própria infelicidade. Finalmente me apercebi que eu não havia crescido e nem havia abraçado a vida adulta. Isto foi há seis meses atrás.

Mudanças.

Fiz algumas alterações profundas na minha vida. Primeiro e antes de mais nada, parei de culpar os outros pelos meus problemas. Isto foi o mais difícil. Durante toda a minha vida foi-me dito - e eu acreditei - que, como mulher, 1) eu nunca poderia fazer algo de errado, 2) eu não era a culpada, 3) que eu era de uma ou outra forma uma vítima.

Mal aprendi a deixar de culpar o mundo, aprendi a ser mais agradável e simpática. Isto também foi difícil. Sempre confundi a amabilidade com fraqueza, mas não era o caso. Uma nova colega - mulher do sul do país - mostrou-me que era bastante simples ser simpática e forte ao mesmo tempo.

Durante este processo, vi-me livre das minhas amigas. Esta parte foi fácil. Este grupo de mulheres infelizes e negativas encorajou-me a fazer coisas estúpidas como divorciar-me dum bom homem devido ao meu egoísmo e devido aos meus sentimentos arbitrários da altura. Finalmente aprendi que agir segundo os sentimentos pertence à esfera infantil e não a esfera adulta. Pode ser que aquelas mulheres um dia aprendam isso, mas duvido.

O presente.

Agora todos os dias vou ao ginásio. Depois de ter sido rejeitada por tantos homens atraentes e decentes, resolvi aplicar padrões realistas a toda a minha busca por um novo amor. Afinal, se eu acreditava na atracção física, porque é que os homens não acreditariam?

Ser gorda significa não ser fisicamente atraente aos olhos de muitos, muitos homens, e, como tal, cabe-me a mim fazer algo em relação a isso - e não ficar zangada com todos os homens por causa disso. O peso está a desaparecer; é uma batalha, sem dúvida, mas ele está a desaparecer. Estou também a deixar crescer o meu cabelo e ver-me livre de todo aquele estilo de cabelo à "mãe".

Já não leio aquelas repugnantes revistas feministas nem vejo TV. Quando livrei o meu pensamento do que me tinham dito sobre os homens, aprendi que, na verdade, eles são pessoas maravilhosas.

Os meus filhos aperceberam-se da minha transformação. À medida que eles crescem e se vão tornando homens, parei de chateá-los em torno de "sentimentos" e "sensibilidade" e agora encorajo-os a serem homens.

Duvido que alguma vez consiga resolver as coisas com o meu ex-marido, mas tudo o que posso desejar é que ele encontre a felicidade e alegria na sua vida. Tenho um respeito renovado por ele - um respeito que nasceu no momento em que entendi que os homens são diferentes, não piores, mas apenas diferentes. O meu ex é também um excelente pai, e como tal, sou abençoada nisso.

Aprendi a aceitar que as minhas necessidades não são o centro do universo. Na verdade, isto foi muito libertador. Não mais eu sou uma escrava dos caprichos das minhas emoções superficiais que não podem ser razoavelmente satisfeitas. Isto significa que eu queixo-me menos. Se não consigo mudar uma situação, para quê queixar-me? O inverno é frio; as minhas queixas em relação à temperatura não vão aumentar o calor da atmosfera.

O maior arrependimento que eu tenho na minha vida é o de ter sido fraca o suficiente para só agora fazer uma introspecção séria. Se eu tivesse sido verdadeiramente forte, e verdadeiramente inteligente, eu teria levado em conta o que realmente é importante para mim em vez de ter sido levada pela manada [feminista].

Em retrospecção, ter-me agarrado à escada corporativa foi uma má decisão. Explorar a minha feminidade para manipular os homens foi ainda pior. Adoro ser uma mulher, mas usar o sexo para obter o que quero não é melhor do que um homem usar a força física para obter o que deseja.

Ainda estou solteira; esta coisa de encontros amorosos ainda me engana. Há, no entanto, uma chama de esperança; um homem simpático elogiou o meu sorriso.

Aos 45 anos, esta foi a primeira vez que alguém notou no meu sorriso. O meu filho também fez menção ao sorriso:

Mãe, eu nunca te vi a sorrir até agora.

A vida tem que se tornar melhor para mim.

Isso é a minha responsabilidade e a de mais ninguém.


Testemunho duma ex-feminista visto neste blogue.

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