Mostrar mensagens com a etiqueta Desilusões Feministas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desilusões Feministas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Quando a verdade danifica o ego igualitário

A auto-decepção é um fenómeno real; ela existe, é notório e é facilmente demonstrável. Há pessoas que sabem a verdade duma proposição mas que se auto-convencem de que a proposição é falsa.

O falecido filósofo Cristão Dr Greg Bahsen escreveu na sua tese de doutoramento "A Conditional Resolution of the Apparent Paradox of Self-Deception":

Embora o auto-decepcionado esteja ciente da verdade da [proposição] p, ou a veja evidenciada . . . e embora a sua crença de que p [é verdade] seja indicada pelo seu comportamento . . . ele [o auto-decepcionado] não aceitará p como verdadeira mas iniciará um processo de auto-indução - ao controlar a sua atenção em relação às evidências relevantes - que resultará numa fé incompatível (e falsa) de que S [ = o sujeito auto-decepcionado] não acredita em p.
Ou seja, a pessoa auto-decepcionada sabe a verdade mas como a verdade de uma forma ou outra choca com as suas convicções pré-estabelecidas, S controla a forma como interpreta as evidências relevantes de modo a que a conclusão esteja sempre de acordo com a crença pré-estabelecida.

Um caso flagrante de auto-decepção é este artigo exposto num blogue feminista . Essencialmente o que o artigo revela é que os homens na casa dos 35-50 anos preferem mulheres na casa dos 20/30 e não mulheres na casa dos 35-50.

Aparentemente as feministas e os manginas (homens que, entre muitas outras coisas, se alinham com o feminismo contra outros homens) não só não sabem como funciona a mente feminina, como não sabem (ou não aceitam) a forma como funciona a mente masculina.

Eis aqui algum das coisas que o Hugo Schwyzer diz:

Isto não é só uma opinião minha; esta opinião foi gerada a partir dos agora-infames resultados da pesquisa de 2010 da Ok Cupid. Esta verificou que, no mundo dos encontros românticos online, os homens de um modo quase universal interessavam-se em perseguir mulheres substancialmente mais novas.
O Hugo revela alguns testemunhos pessoais de mulheres na casa dos 30/40 que descobrem que já não são atraentes aos olhos dos homens:
Quando eu [Hugo] pesquisei histórias em torno deste fenómeno, ouvi muitas como a seguinte, proveniente da Veronica (37 anos):

"Quando comecei com os encontros românticos online no final dos meus anos 20, recebia centenas de emails por semana. Oito anos depois, e embora as minhas fotos estejam melhores e as minhas proezas sejam mais substanciais, apenas recebo 1/4 das mensagens que recebia. A maioria dos homens que me escrevem têm idades superiores a 50 anos."

Ou seja, quando ela era jovem e bonita, recebia centenas de cartas por semana. Quando foi envelhecendo e perdendo a beleza da juventude, 3/4 dos homens mudaram-se para outras pastagens.

Esta mulher diz que as suas fotos estão "melhores" e que as suas proezas (provavelmente profissionais) são "substanciais". Aparentemente esta mulher realmente pensou que as suas conquistas profissionais de alguma forma a tornariam mais atraente aos olhos dos homens.

Amelia de 28 anos, escreveu:

Vejo muitos homens online com mais de 35 anos em busca de mulheres com idades entre os 18 e os 30. Se eles ao menos soubessem o quão desmotivante isto é. Se não consegues lidar com as tuas pares (isto é, mulheres na casa dos 35 anos), então não consegues lidar comigo.
Segundo esta mulher na curva descendente da sua beleza, os homens têm algum tipo de "obrigação moral" de apenas buscar mulheres na sua faixa etária. Homens com mais de 35-40 anos que busquem mulheres jovens violam algum tipo de lei apenas conhecida pelas feministas e pelos manginas.

O Hugo então coloca a questão de um modo claro: porque é que os homens buscam a companhia de mulheres mais novas e não a companhia de mulheres que se encontrem na casa dos 30 ou 40 anos de idade? O Hugo diz:

A crítica da comunicação social Jennifer Pozner diz que parte do problema é o envelhecimento prematuro das mulheres mais velhas em Hollywood.
Huh?! O que é que uma coisa tem a ver com a outra?
Tal como Pozner escreveu no seu livro Reality Bites Back,

"As gatinhas [mulheres na casa dos 20 anos] passavam o seu tempo de bikini e a dançar com o hula-hoop ao mesmo tempo que as "pumas" [mulheres na casa dos 30/40 anos de idade] passavam o tempo a coser, ler e lavar a roupa.

Combinem isso com a dessexualização das mulheres com mais de 40 anos e a celebração infindável das uniões entre gente famosa, e o sinal enviado aos homens é que a validação que eles ambicionam só pode vir da parte das mulheres mais novas."

Ou seja, o motivo que leva a que os homens prefiram as gatinhas em detrimento das pumas não é o óbvio nível de atracção mais elevado por parte das gatinhas, mas sim culpa dos média em mostrar as mais jovens como mulheres desejáveis e as mais velhas como mulheres não tão desejáveis.

Consequentemente, se os média passassem a mostrar mulheres de 40 e 50 anos de bikini e a dançar com o hula-hoop, os homens miraculosamente mudariam por completo as suas preferências sexuais e centrariam as suas atenções nas pumas.

Que tal um dia ligares a tua televisão e veres uma mulher na casa dos 40-50 anos anos a dançar de bikini? Segundo Jennifer Pozner, quando os homens se acostumarem a essa imagem, passarão então a preferir mulheres mais velhas em detrimento das mais novas.

Não passa pela cabeça da Jennifer Pozner que o motivo pelo qual os média evitam mostrar as mulheres mais velhas como desejáveis é porque sabem antecipadamente que os homens não estão interessados.

Não. A culpa é dos média!

O Hugo continua:

O motivo que leva a que homens mais velhos persigam mulheres mais jovens tem menos a ver com o sexo e mais com um profundo desejo de se auto-convencerem que "nós ainda estamos lá". O "lá" não é só a atracção física, mas todo o pacote masculino de juventude, vitalidade e, acima de tudo, possibilidade.
Portanto, o motivo que leva os homens a preferir mulheres bonitas tem menos a ver com a beleza física das mulheres, mas sim com a alegada necessidade masculina de auto-validação. O facto de, em média, as mulheres mais jovens serem mais bonitas que as mais velhas não tem nada a ver com as preferências do homem, segundo o Hugo.
Não é que as mulheres da nossa idade sejam menos atraentes; é, sim, que estas não tem o poder cultural de reafirmar os nossos egos frágeis - e em envelhecimento - em favor da tese de que ainda somos bonzões e cheios de potencial.
Não, ignorante; é precisamente pelo facto das mais novas serem mais bonitas que leva a que elas sejam preferidas em detrimento das mais velhas. Não tem nada a ver com "auto-reafirmação" e nem tem nada a ver com os nossos egos.

Os homens são atraídos por uma das mais óbvias qualidades visuais da mulher: a beleza física. As mais belas são aquelas que irão atrair o maior número de homens - independentemente das suas "proezas profissionais".

Graças ao feminismo e à destruição do casamento, os homens (principalmente os machos alfa) podem ir buscando mulheres mais jovens sempre que as actuais companheiras forem perdendo a beleza. Um exemplo cabal disso é o músico Ronnie Wood. Este alfa de 64 anos trocou a sua mulher - com quem esteve casado durante 23 anos - por uma empregada de 18 anos. Actualmente, Ronnie namora com uma mulher de 25 anos chamada Nicola Sargent.

O Hugo continua:

Inspirar o desejo duma mulher com idade para ser nossa filha transforma-se no mais potente remédio anti-envelhecimento, particularmente quando a mostramos aos nossos pares.
Segundo o Hugo, portanto, os homens perseguem as mulheres bonitas porque isso é um "potente remédio" anti-envelhecimento, e não porque estas são bonitas.

Mas o Hugo tem um conselho útil para as pumas cuja beleza é algo do passado:

Aconselha-se às mulheres mais velhas que lutem contra o que alguém classificou de "a lenta queda na invisibilidade sexual" não só com cosméticos mas também com uma aceitação realista do seu envelhecimento.
Dito de outra forma: tentem parecer mais novas, e aceitem que estão a ficar velhas.

Seguramente que o Hugo nem se apercebe da contradição em que caiu. Em cima ele diz que a preferência masculina nada tem a ver com a beleza ["sexo"], mas agora defende que a forma das mulheres combaterem a sua "lenta queda na invisibilidade sexual" é . . . tornarem-se mais bonitas através dos cosméticos. O problema não é a beleza, mas pelo sim pelo não, tornem-se mais bonitas!

Como seria de esperar, Hugo citou uma puma mulher "feliz" com o facto de ser ignorada pelos homens mais novos (como se isso fosse algo de relevante). Amy, de 43 anos, diz

Não me importo que os homens na casa dos 20 ou dos 30 não me mandem piropos uma vez que não são estes os homens que eu busco.
O que, como se sabe, é bem capaz de ser verdade devido a natureza hipergâmica das mulheres. Regra geral, as mulheres interessam-se por homens cujo estatuto elas entendam ser superior ao seu. Mulheres a perseguir homens mais novos existem mas em número bem menor ao número de homens atrás de mulheres mais novas.

Conclusão:

O tema central do artigo do Hugo é "validação" masculina aos olhos das mulheres, mas isso é uma distracção. A preferência masculina por mulheres bonitas nada tem a ver com a validação, do mesmo modo que a preferência feminina por homens que elas vejam como poderosos e/ou dominadores nada tem a ver com "problemas com o pai".

Esta preferência masculina por mulheres jovens/bonitas é universal e imutável, apesar dos protestos da manginada e das feminazis. Uma das poucas alturas em que os homens buscam mulheres da sua idade é quando eles são também jovens.

Isto não significa que não haja homens que se sintam atraídos por mulheres mais velhas e mulheres que não gostem de homens mais jovens; isto significa, sim, que, ao contrário do que o escritor do artigo quer fazer passar, a preferência masculina é perfeitamente normal e nada relacionada com "problemas do ego" ou busca de "validação".

As feministas e os manginas tem que aprender que estes jogos psicológicos só funcionam nos homens que não conhecem os seus propósitos.

Para além disso, ele não deveria fazer artigos em jeito de admiração pelo facto dos homens preferirem mulheres mais bonitas da mesma forma que ele não escreve artigos "admirado" pelo facto da água estar molhada ou o fogo estar quente. Isso é o NORMAL.

Mas claro, o Hugo, escrevendo para um blog feminista, nunca poderia dizer abertamente que o homem e a mulher são distintos nas suas preferências sexuais uma vez que isso seria visto como uma traição à causa feminista.

Mas, como ouvi dum jovem que trabalhava numa cafetaria na estação de metro de Alcântara, com os problemas dos outros podemos nós bem.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Mulher de 45 anos apercebe-se como o feminismo lhe destruiu a vida



Quando estava à beira de fazer 45 anos, cometi o erro de olhar para o espelho. Não era o espelho da casa de banho; era uma foto minha do tempo em que estava a acabar a universidade. Olhei para aquilo que eu era há 20 anos atrás e comecei a ter uma clara e surpreendente epifania.

Vêr como eu era há 20 anos não foi um momento feliz; foi um momento terrivelmente triste. Foi um momento tão triste que involuntariamente comecei a chorar, algo que já não fazia desde os dias negros do meu divórcio.

Olhei para a foto e cheguei à conclusão que havia desordenado a minha vida por completo. Senti a miséria que é a minha vida em ondas de tristeza, arrependimento, raiva e solidão. Durante quase uma hora, e à medida que olhava para mim mais jovem, chorei.

Tinha 24 anos e tinha um MBA duma excelente instituição. Estava ansiosa por conquistar o mundo. Era bem mais magra. As minhas roupas eram elegantes, quase sexy. Claro que o estilo do cabelo era horrível, mas estávamos nos anos 80, e como tal, tais escolhas têm que ser desculpadas.

Eu vi luminosidade no meu olhar; o brilho da vida, das grandes oportunidades que se abriam à minha frente. O mundo estava à minha disposição e eu estava pronta.

Mas, sem saber bem como, as coisas nunca chegaram a bom termo. A minha vida evoluiu para algo doloroso e complicado. Mas, até ao momento em que olhei para a minha foto de há duas décadas atrás, eu sempre culpei os outros. Eu nunca era responsável pelas más decisões que eu tomava. Normalmente os culpados eram sempre os homens - o meu pai, os meus namorados, o meu marido, o meu patrão ou os meus filhos. Nunca era o resultado de algo que eu tivesse feito.

Quando eu me lamentava junta às minhas amigas, todas elas me suportavam. Elas chegaram até a dar o seu apoio quando eu tive um amante afirmando que o meu marido não me dava a atenção que eu precisava.

Eu lia as revistas femininas e todos os artigos falavam do quão fortes, inteligentes, moralmente justas as mulheres eram - incapazes de tomar más decisões. Pior, eu acreditava que as minhas necessidades - independentemente da sua frivolidade, do número de vezes que eu mudava de opinião, do quão tristes os homens da minha vida ficavam - eram mais importantes que qualquer coisa (maternidade, avanço profissional, casamento feliz, etc).

Odeio o mundo por me ter ensinado estas lições. Lembro-me de me queixar que o meu marido nunca havia crescido, mas à medida que as lágrimas jorravam dos meus olhos, cheguei à conclusão que era eu que nunca havia crescido. Eu nunca tinha aprendido sobre compromisso, confiança, tolerância, amabilidade. Eu simplesmente era complicada.

Agora sei que ser complicada não tem nada a ver com o ser forte e independente. Ser complicada centra-se em ser repelente, desagradável, infeliz e sozinha. Ser uma mulher complicada nada mais é que ser uma princesa mimada que é demasiado egoísta e estúpida para aceitar as alegrias da vida.

Eu havia-me tornado numa princesa gorda, desagradável e de meia-idade apenas e só porque tinha-me recusado a crescer. É verdade que eu havia tomado sobre mim responsabilidades adultas (casamento, carreira profissional, casa, ser mãe) mas dentro de mim vivia uma rapariga de 13 anos que batia o pé e queixava-se sempre que as coisas não eram feitas tal como ela queria.

Obviamente que eu havia deixado de me queixar de forma infantil há anos atrás. Mas no lugar das queixinhas eu apenas havia colocado a manipulação emocional e personalidade complicada. Sem surpresa alguma, os meus dois filhos adolescentes passavam a maior parte do seu tempo livre com o pai do que comigo.

Enganada até à matança do filho.

Durante o tempo em que eu crescia como uma feminista diletante, engoli as declarações oficiais de que as mulheres podem ter tudo. Eu não só queria ter tudo e sentir validação completa em relação às minhas escolhas de vida, como não queria ter compromissos nem fazer sacrifícios.

O maior erro dos anos finais da minha adolescência foi deixar outras mulheres - pessoas que eu pensava serem fortes, independentes e inteligentes - determinar qual o estilo de vida que eu deveria seguir. Eu simplesmente era demasiado mimada e preguiçosa para olhar para dentro de mim, abraçando a introspecção necessária para se encontrar o caminho na vida, e escolher o caminho que haveria de me conduzir à realização e à felicidade.

Lembro-me muito bem do tempo da universidade. Foi uma época muito divertida e, pensei eu na altura, uma época muito iluminante. As festas eram boas, os debates políticos intensos, a lista de namorados e de encontros sexuais agradável.

Eu estudava muito e jogava duro. Frequentei os encontros feministas da universidade e ouvi as declarações presunçosas das oradoras em torno dos males da masculinidade. Aprendi a gozar com os homens quando não precisava deles por motivos egoístas - parceiros de estudo, ombros nos quais chorar, parceiros sexuais.

No entanto, nunca hesitei em piscar os meus olhos ou levantar a minha saia sobre as - então - magras coxas quando precisava algo dos homens. Era útil ter os homens por perto, mas, como as minhas amigas me diziam, não era vital.

Aprendi que o único lugar digno para as mulheres era a sala de reuniões e que a maternidade era algo abaixo da minha inteligência. "Apoderei-me" da noite em encontros depois da meia-noite com centenas de mulheres jovens como forma de provar ao mundo que todos os homens são violadores e criminosos em potência.

Quando engravidei, foi fácil fazer um aborto. O centro de saúde da universidade estava quase que desejoso em certificar-se que o procedimento [matar o bebé] era feito rapidamente e discretamente.

Nada disse aos meus pais nem ao homem que me havia engravidado. Nem sequer me lembro do seu nome. Só me lembro vagamente duma noite "selvagem" durante uma festa fora da universidade.

Só hoje considero a ironia de me sentir atraída pelos atletas da universidade - o tipo de homem que gosta de estar no comando.

Pós-graduação e adultério com o professor.

Seguir em frente com a minha carreira de MBA mal terminei os estudos foi uma consequência lógica. A pós-graduação foi dura. Competia com pessoas muito inteligentes - na maioria homens. Estes homens estavam destinados ao sucesso e eles sabiam-no. Mas eu tinha algo que eu na altura explorei. Eu tinha a minha feminidade e sempre que foi preciso, usei-a de um modo impiedoso.

Tentei convencer-me a mim própria que o meu romance com o professor de Finanças (casado) nada tinha a ver com as notas. Obviamente, a disciplina de Finanças era a mais difícil do curso. Quando eu consegui ter um B no final do semestre, foi difícil racionalizar que o caso amoroso secreto entre mim e o professor nada tinha a ver com isso.

Mas o fim justifica os meios e como tal, não havia forma alguma de eu não ser bem sucedida. As outras mulheres da minha turma fariam o mesmo se pudessem evitar as consequências. Nós nunca falávamos sobre isso, mas todas nós sabíamos (e ríamos dessa situação) que nós tínhamos algo que os homens nunca poderiam ter.

Casamento e filhos.

Conheci o meu marido no último ano da pós-graduação quando ele buscava qualificações em Sociologia. Ele tinha cabelo longo e uma mota. No princípio a química entre mim e ele foi muito intensa.

Ele era o boémio clássico e como tal, de modo a torná-lo num homem melhor (ou pelo menos a minha definição de "homem melhor"), senti a necessidade de lhe pôr umas rédeas. Ele era por vezes irresponsável mas eu amava-o de alma e coração.

Depois da graduação encontrei um emprego numa grande empresa. Todos os dias ia para o trabalho com a minha mala do poder e almofadas no meu casaco. O meu casamento foi algo tirado de revistas do tipo "Modern Bride". O meu marido finalmente aceitou cortar o cabelo depois de muita insistência minha. Mais tarde, ele chamou a minha insistência de importunação. Mas nada disso importava uma vez que eu tinha conseguido o que queria.

Ele começou a trabalhar numa organização de pesquisa de consumo. Ele não ganhava tanto como eu, mas nada disso importava. O meu salário era enorme e continuava em crescimento.

Compramos uma que encontrei nos subúrbios. Ele tinha recomendado uma casa mais modesta e mais perto do centro da cidade onde ambos trabalhávamos , mas eu nem queria ouvir falar nisso.

O meu sucesso tinha que ser visível através duma casa enorme e tradicional - bem como um quintal enorme. Apesar da sua resistência, certifiquei-me que ele tratava da relva do quintal.

Passados que estavam 5 anos, senti a necessidade te ter filhos. Não foi uma decisão mútua. Eu queria filhos. Não; eu desesperadamente precisava de filhos. Sentia-me vazia no meu interior por não ter filhos. Era um sentimento totalmente irracional para uma mulher com uma carreira proeminente determinada em ser a próxima directora executiva.

O meu marido, que não levantou oposição à minha ideia, perguntou-me como é que encontraríamos um equilíbrio entre as exigências paternas e a manutenção dum estilo de vida dispendioso. Eu não me importei. O meu útero estava vazio. Eu tinha necessidades. Nem a razão nem a lógica afectaram as minhas necessidades e os meus sentimentos.

Foi então que o primeiro bebé chegou. Instantaneamente a vida mudou. Não conseguia trabalhar as horas necessárias para manter a trajectória da minha carreira. O meu marido também mudou uma vez que perdeu a atitude boémia; vendeu a mota e tornou-se num pai devoto.

Ele amava o nosso primeiro filho de tal ponto que chegou a oferecer-se para trabalhar em part-time para permitir que eu mantivesse a minha carreira.

Mas isto para mim não era suficiente. Eu era a mãe, a rainha, a criadora omnisciente do meu filho. Claramente o meu marido era um tolo incompetente que não sabia distinguir uma fralda duma cadeira dum carro.

O meu patrão reparou que eu andava distraída com as minhas novas funções de super-mãe. Ele analisou a minha produtividade e soube que eu não poderia produzir como as minhas colegas solteiras ou as minhas colegas sem filhos. Quando um colega foi promovido em vez de mim, soube logo o que se estava a passar. Fiquei lívida. Como era possível eu não obter tudo o que queria?

Devido a isto, usei mais uma táctica feminista. Desta vez usei um pau em vez duma cenoura. Fui ao Recursos Humanos munida duma ameaça subentendida de processo legal por motivos de descriminação.

Uma vez que era claro que eu trabalhava menos horas, e, como consequência, produzia menos, esta táctica obviamente que não funcionou. Estava tudo documentado era perfeitamente defensível.

Fiquei furiosa. Como é que eles se atreviam a fazer uma coisa desta? Invoquei toda a indignação justificada que poderia invocar. Consultei ajuda legal externa à empresa - uma feroz advogada que estava perfeitamente preparada para iniciar um processo legal contra a empresa, até que ela se atirou a mim.

Sem dúvida que eu era uma mulher de mente aberta mas não era uma lésbica.

Pus de parte a movimentação legal e com tristeza aceitei o meu reduzido papel no emprego. Afinal de contas, tínhamos dívidas para pagar e o meu salário era necessário.

Observei o meu marido evoluir de um boémio para um pai responsável. Ele era surpreendentemente bom com o nosso primeiro filho. Claro que, com o tempo, eu não reconheci isso. Pensei sempre que tudo o que ele fazia estava errado. Apenas eu, a mãe suprema, poderia criar o nosso primeiro filho.

Batalhamos durante alguns anos e não foi fácil. Quando eu voltei a engravidar - planeado por mim sem consultar o meu marido - o stress continuou a crescer. Não havia dificuldades financeiras mas a tensão de manter o nosso estilo de vida, e a casa enorme, caiu sobre os meus ombros.

Eu nutria um ressentimento contra o meu marido por causa disso. Ele havia escolhido uma carreira profissional que gostava mas o seu rendimento não era nem de perto nem de longe tão elevado como o meu. Eu tinha mesmo que trabalhar. Havendo entrado no percurso materno, não havia forma alguma de eu conseguir atingir o que esperava da minha carreira.

Nós usávamos os serviços duma creche e tínhamos uma empregada a dias em part-time. Na verdade, tivemos 8 empregadas domésticas. Elas nunca eram suficientemente boas para mim.

Nada era suficientemente bom para mim. Os meus sapatos não me serviam, as minhas roupas ficavam-me mal, o carro não estava suficientemente bem lavado, e o meu marido não atingia os meus padrões.

Olhando para trás com uma honestidade brutal, eu era uma mulher pura e simplesmente problemática. Acho que passaram-se anos sem eu dizer uma frase simpática. Fico surpreendida pelo facto do meu marido me ter aturado. Eu nunca o levava a sério. Afinal, ele era apenas um homem.

Durante a minha limitada vida social, eu passava o meu tempo com mulheres como eu. Nós éramos um grupo infeliz de mulheres na casa dos 30 com carreiras poderosas. Mas todas nós sorríamos e fingíamos que a nossa vida era perfeita. Tínhamos as casas perfeitas, os carros perfeitos e as escolas perfeitas para os nossos filhos.

Convence-mo-nos de que, de facto, nós tínhamos tudo. Ocasionalmente uma de nós exibia algum tipo de frustração pela situação. Quando isso acontecia, nós tínhamos sempre bodes expiatórios: os nossos maridos, os nossos patrões, as nossas donas de casa, as escolas, o que quer que seja. Nunca era culpa nossa porque nós éramos mulheres.

Divórcio.

Quando um dos nossos filhos tinha 5 anos e o outro 7, o mundo ruiu. Melhor, explodiu. O meu marido desistiu. Ele não só me havia apoiado bastante como era bom com as crianças. Devido a isto, o facto dele desistir apanhou-me de surpresa. Mas acho que deveria ter previsto.

Eu usava a intimidade sexual como arma contra ele. Se ele não fizesse exactamente o que eu queria - se ele não se desdobrasse para satisfazer todas as minhas exigências - ele não experimentava qualquer tipo de gratificação sexual. Lembro-me que uma noite apanhei-o a "brincar consigo mesmo". Fiquei furiosa. Porque é que ele se atreveu a experimentar satisfação sexual sem que o meu controlo estivesse de alguma forma envolvido?

Adultério.

Como uma mulher saudável, eu tinha as minhas necessidades sexuais. Em vez de desfrutar o sexo dentro do contexto do casamento, tive um caso. Foi fácil. Eu ainda era mais ou menos atraente. Havia homens por perto. "Porque não?" racionalizei para mim mesma. O meu marido não me dá atenção suficiente, e como tal ele é o culpado.

O caso foi inconsequente; relações sexuais ao fim de semana e durante viagens de trabalho. Eu precisava disso portanto não havia problemas alguns. Eu estava a ser uma mulher poderosa e independente ao mesmo tempo que visitava motéis reles com um homem que me poderia dar orgasmos.

O romance durou 3 meses. O meu marido nunca soube de nada. Ele não precisava de saber: ele apenas desistiu. Curiosamente, ele direccionou os seus esforços para um negócio paralelo como consultor de marketing. Isto revelou-se muito lucrativo para ele. No espaço de 6 meses, o seu rendimento excedeu o meu. A nossa conta de poupanças cresceu consideravelmente. "É para as mensalidades universitárias dos rapazes" disse-me ele, vez após vez.

Eu estava infeliz. A minha carreira era stressante e insatisfatória. Devido às minhas horas de trabalho, os meus dois filhos eram mais próximos ao meu marido do que a mim. Por essa altura, ele havia terminado o seu emprego a tempo inteiro e prosperava como consultor de marketing, um emprego que ele poderia fazer a partir de casa com um computador e um telefone.

Sentia-me frustrada e vazia. As minhas amigas recomendaram aconselhamento e como tal, lá fomos nós dar uma tentativa. Subtilmente, eu escolhi uma conselheira que eu sabia ser mais simpatética à minha causa. As sessões eram, na verdade, divertidas mas de um modo desagradável.

A conselheira e eu passávamos 50 minutos a provocar o meu marido. Ele calmamente mantinha-se sentado, recebendo as críticas, pedindo desculpas e prometendo mudar. Eu nada tinha que prometer. A conselheira - uma mulher como eu [feminista] - deixou bem claro que as minhas necessidades eram prioritárias e as suas irrelevantes.

Obviamente que o aconselhamento não funcionou para nós. O meu marido retirou-se para a paternidade e para o seu crescente negócio. Contemplei mais um caso extra-conjugal, mas infelizmente eu estava a ganhar muito peso. Era difícil arranjar homens atraentes que notassem em mim. As minhas amigas recomendaram que eu considerasse um divórcio.

Eu hoje em dia olho para trás e penso nas minhas "amigas" desse período da minha vida. Elas eram um grupo de mulheres infelizes tentando desesperadamente validar as suas más escolhas de vida. Deixei que elas me influenciassem quando eu deveria ter sido forte. Isso foi um erro enorme.

Divórcio.

Eu não odiava o meu marido; eu apenas já não o amava mais. Eu queria uma vida nova e melhor. Eu era capaz de criar os meus filhos sem ele. Eu havia lido que, na verdade, as crianças não precisam de pais.

Sentia-me tão insatisfeita. Quando dei os papéis do divórcio ao meu marido, ele não parecia surpreso. Eu havia consultado uma boa advogada matrimonial e ela recomendou fortemente que eu tentasse ficar com tudo - casa, carros, custódia, pensão alimentícia, tudo. As suas palavras foram:

Isto é uma guerra, e como uma mulher, você tem que vencer.
O divórcio foi horrível e apesar do facto de eu ter ficado com a casa, o carro, as crianças, a pensão e as poupanças que ele havia feito, eu perdi. Ele foi viver para um apartamento modesto e concordamos que ele poderia ver os filhos todos os fins de semana.

Na verdade, o tribunal ordenou que isso acontecesse. Eu ficaria feliz em forçá-lo a sair completamente das suas vidas, mas ele insistiu rigidamente nesse ponto, e o maldito juiz concordou.

Vida depois do divórcio.

Eu estava solteira outra vez. Mas com 38 anos, ter encontros românticos não era como nos tempos "selvagens" da faculdade quando eu era jovem, bonita e desejável aos olhos dos homens. Não, agora eu era uma mãe solteira. Tinha cortado o meu cabelo e a minha figura estava quase a passar o ponto de não retorno. O tipo de homem que eu queria não tinha interesse algum em mim. Esses homens poderosos e bem sucedidos tinham namoradas mais jovens e mais bonitas.

Os divorciados eram os piores. Eles estavam tão desiludidos que ou não conseguiam manter uma relação, ou saltavam de cama em cama - não querendo ser exclusivos.

O que eu realmente queria era que um homem atraente me arrebatasse nos seus braços, cuidasse de mim e fizesse os meus problemas desaparecer. Eu ainda olhava para mim como uma princesa. Ainda era tola, estúpida e imatura.

No entanto os homens que me atraíam não olhavam para mim duas vezes. Os homens que me queriam eram totalmente inadequados.

Foi um choque para mim descobrir que já não era atraente. Durante os anos da faculdade havia muitos homens atrás de mim. Lembro-me de gozar com todos os rapazes que se aproximavam de mim durante as festas. Se ele tivessem a mínima falha, eu rejeitava-os - usualmente com um insulto ou dois.

Nunca pensei duas vezes sobre os homens que rejeitei, alguns decentes e doces, agora que olho para trás. Eu e as minhas amigas chamava-mos a esses rapazes de "meninos da mamã", ao mesmo tempo que nos deixávamos levar pelos arrogantes e espertalhões que despertavam em nós atracção e luxuria.

Para piorar as coisas, eu não conseguia consertar nada em casa. O meu marido havia lidado com esses assuntos durante anos. Os meus filhos era pré-adolescentes e difíceis de controlar.

Eles odiavam o facto de só poderem vêr o pai aos fins de semana. As suas notas caíram e começaram a ter problemas disciplinares na escola. Naturalmente, eu culpei o pai deles. Era culpa sua que nós estávamos divorciados e ele vivia afastado deles. Tentei não dizer coisas más sobre ele à frente dos meus filhos, mas os sentimentos eram muitos fortes. Disse coisas terríveis sobre o seu pai especialmente quando estava bêbada - o que na altura acontecia muitas vezes.

Se eu era infeliz quando estava casada, agora eu era totalmente miserável como mãe solteira em busca de amor. Tentei persistentemente convencer-me que era forte, independente e inteligente. Às vezes funcionou - especialmente quando intimidava os meus subordinados na empresa.

Na verdade, eu odiava o meu emprego, Sim, ele dava-me uma boa vida, mas eu havia atingido o zénite da minha carreira e a sala de director executivo não se encontrava mais próxima. Eu ainda me sentia em conflito devido aos esforços para ser uma boa mãe ao mesmo tempo que era uma mulher executiva.

Eu tinha muitas culpas para depositar em ombros alheios. Não havia hipótese alguma da condição da minha vida ser o resultado das minhas decisões. As minhas amigas solteiras disseram-me precisamente isto muitas e muitas vezes durante bebidas que ingeríamos em bares para mulheres solteiras.

Eu havia lido muitas revistas femininas e o conselho que apreendi era essencialmente o mesmo: a culpa nunca era das mulheres.

Tentei perder peso, mas era muito difícil. Quando ficava com fome, eu simplesmente tinha que comer. Tive que comprar roupa nova outra vez uma vez que o peso continuava a aumentar. Durante um encontro às cegas o homem com quem me encontrei teve a audácia de me dizer:

Vais-me desculpar mas eu não me sinto atraído a ti por causa do teu peso.

Nunca tinha levado em conta a minha hipocrisia por querer um homem que me atraísse fisicamente. Os homens tinham que estar atraídos a mim. Afinal, eu sou uma mulher.

A foto do arrependimento.

Os últimos anos têm sido meio confusos. O meu marido encontrou um novo amor e como tal, nutri ódio contra ele devido a isso. Tentei aumentar o dinheiro da pensão dos nossos filhos. Como isso não funcionou, tentei impedir os meus filhos de o visitar. Eles ofereceram resistência.

[Que tipo de mulher tenta impedir crianças de ter contacto com o próprio pai? Só uma feminista.]

Como consequência, libertei as minhas frustrações no emprego. O meu patrão ameaçou despedir-me. Só as minhas amigas ainda me apoiavam. Para ser sincera, nós éramos um grupo de mães solteiras - gordas e infelizes - que culpava o mundo inteiro pelo estado das nossas vidas.

Por isso é que quando vi a fotografia, a epifania atingiu-me de um modo bastante profundo. Através das lágrimas da angustia, raiva, mágoa e negação, veio a realização dolorosa de que eu era responsável pela minha própria infelicidade. Finalmente me apercebi que eu não havia crescido e nem havia abraçado a vida adulta. Isto foi há seis meses atrás.

Mudanças.

Fiz algumas alterações profundas na minha vida. Primeiro e antes de mais nada, parei de culpar os outros pelos meus problemas. Isto foi o mais difícil. Durante toda a minha vida foi-me dito - e eu acreditei - que, como mulher, 1) eu nunca poderia fazer algo de errado, 2) eu não era a culpada, 3) que eu era de uma ou outra forma uma vítima.

Mal aprendi a deixar de culpar o mundo, aprendi a ser mais agradável e simpática. Isto também foi difícil. Sempre confundi a amabilidade com fraqueza, mas não era o caso. Uma nova colega - mulher do sul do país - mostrou-me que era bastante simples ser simpática e forte ao mesmo tempo.

Durante este processo, vi-me livre das minhas amigas. Esta parte foi fácil. Este grupo de mulheres infelizes e negativas encorajou-me a fazer coisas estúpidas como divorciar-me dum bom homem devido ao meu egoísmo e devido aos meus sentimentos arbitrários da altura. Finalmente aprendi que agir segundo os sentimentos pertence à esfera infantil e não a esfera adulta. Pode ser que aquelas mulheres um dia aprendam isso, mas duvido.

O presente.

Agora todos os dias vou ao ginásio. Depois de ter sido rejeitada por tantos homens atraentes e decentes, resolvi aplicar padrões realistas a toda a minha busca por um novo amor. Afinal, se eu acreditava na atracção física, porque é que os homens não acreditariam?

Ser gorda significa não ser fisicamente atraente aos olhos de muitos, muitos homens, e, como tal, cabe-me a mim fazer algo em relação a isso - e não ficar zangada com todos os homens por causa disso. O peso está a desaparecer; é uma batalha, sem dúvida, mas ele está a desaparecer. Estou também a deixar crescer o meu cabelo e ver-me livre de todo aquele estilo de cabelo à "mãe".

Já não leio aquelas repugnantes revistas feministas nem vejo TV. Quando livrei o meu pensamento do que me tinham dito sobre os homens, aprendi que, na verdade, eles são pessoas maravilhosas.

Os meus filhos aperceberam-se da minha transformação. À medida que eles crescem e se vão tornando homens, parei de chateá-los em torno de "sentimentos" e "sensibilidade" e agora encorajo-os a serem homens.

Duvido que alguma vez consiga resolver as coisas com o meu ex-marido, mas tudo o que posso desejar é que ele encontre a felicidade e alegria na sua vida. Tenho um respeito renovado por ele - um respeito que nasceu no momento em que entendi que os homens são diferentes, não piores, mas apenas diferentes. O meu ex é também um excelente pai, e como tal, sou abençoada nisso.

Aprendi a aceitar que as minhas necessidades não são o centro do universo. Na verdade, isto foi muito libertador. Não mais eu sou uma escrava dos caprichos das minhas emoções superficiais que não podem ser razoavelmente satisfeitas. Isto significa que eu queixo-me menos. Se não consigo mudar uma situação, para quê queixar-me? O inverno é frio; as minhas queixas em relação à temperatura não vão aumentar o calor da atmosfera.

O maior arrependimento que eu tenho na minha vida é o de ter sido fraca o suficiente para só agora fazer uma introspecção séria. Se eu tivesse sido verdadeiramente forte, e verdadeiramente inteligente, eu teria levado em conta o que realmente é importante para mim em vez de ter sido levada pela manada [feminista].

Em retrospecção, ter-me agarrado à escada corporativa foi uma má decisão. Explorar a minha feminidade para manipular os homens foi ainda pior. Adoro ser uma mulher, mas usar o sexo para obter o que quero não é melhor do que um homem usar a força física para obter o que deseja.

Ainda estou solteira; esta coisa de encontros amorosos ainda me engana. Há, no entanto, uma chama de esperança; um homem simpático elogiou o meu sorriso.

Aos 45 anos, esta foi a primeira vez que alguém notou no meu sorriso. O meu filho também fez menção ao sorriso:

Mãe, eu nunca te vi a sorrir até agora.

A vida tem que se tornar melhor para mim.

Isso é a minha responsabilidade e a de mais ninguém.


Testemunho duma ex-feminista visto neste blogue.

domingo, 10 de julho de 2011

As mulheres fazem o trabalho mais difícil

A feminista Helen Fisher declara:
As mulheres são animais mais robustos porque elas têm a tarefa mais árdua da Terra: criar bebés pequenos e indefesos ao mesmo tempo que levam a cabo uma multiplicidade de tarefas.
Criar bebés pequenos é a tarefa mais árdua da Terra? Sim, claro.

É por isso que até as babuínas a executam. Na selva. E nuas!

Aliás, TODOS OS MAMÍFEROS executam a "tarefa mais árdua da Terra".

Usando esta "lógica" feminista, a Dr Helen vai sem dúvida dizer que a ovulação é um sinal de elevada inteligência, e pintar as unhas é marca de génio.

Mas é este tipo de "ciência marxista", politicamente correcta, que usurpa o lugar da verdadeira ciência e dá mau nome aos centros académicos. Isto é feito como forma de denegrir os homens ao mesmo tempo que reforça de forma fraudulenta as qualidades da mulher.

Segundo o feminismo, as fêmeas de todas as espécies eram, aparentemente, todas maravilhosas. Os machos apenas parasitavam nelas.

Este tem sido o tema recorrente, duma forma ou doutra, desde os anos 1970. Sem se saber bem como, foram descobertos defeitos novos no homem, e "encontradas" qualidades nunca antes dominantes entre as mulheres.

Curiosamente, as novas qualidades que as feministas atribuem às mulheres nada mais são que as qualidades que as mesmas removeram aos homens: força, independência, criatividade, capacidade de pensamento abstracto, etc.

Feminismo: Forte, inteligente e independente até as coisas se tornarem mais complicadas.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Feminista envelhecida queixa-se que os homens nada querem com ela

A foto de cima faz parte dum artigo onde uma feminista na casa dos 40 (e excessivamente focada na sua carreira) queixa-se de não encontrar o amor entre os homens que ela quer. Ela diz:

Quando olho a minha volta e vejo as minhas amigas - inteligentes, atraentes, bem sucedidas, e fabulosas na casa dos 40 mas solteiras - eu pergunto-me a mim mesmo:

"Será que há na Grã-Bretanha pelo menos um homem gentil, desejável, heterossexual nos seus 40 anos?"

Eu e as minhas amigas temos a horrível suspeita que não.

O tópico foi tema de conversa quando fui em férias de desintoxicação para Marrocos durante a Páscoa. Fui com 9 mulheres com idades compreendidas entre os 35 até ao final dos 40 - todas em busca de amor.

A princípio pensei que as férias seriam um pesadelo de infundido de estrogénio, mas a medida que fui conhecendo as mulheres, todas bem formadas e bem sucedidas (advogadas, bancárias, executiva dos média, historiadora de arte), nós conecta-mo-nos em torno da nossa inabilidade em encontrar a nossa cara metade.

Algumas bancárias confessaram terem recorrido ao adultério com alguns homens do emprego - o que foi deprimente - mas no fim, concluímos que nós éramos incapazes de encontrar o que buscávamos porque homens com a mesma mentalidade não existem.

Tal como todas as megeras com qualificações profissionais a mais, ela realmente acredita que as suas conquistas académicas e profissionais, aliadas à sua inteligência - conceitos que a História mostra terem sido itens para medir o valor do homem e não da mulher - automaticamente lhe dão o direito de ter um macho alfa bem sucedido, atraente e gentil. Ela fica destroçada ao descobrir que a maioria dos homens da sua idade nada querem com ela - nem com a manada de feministas envelhecidas que constituem o seu círculo de amigas.

Uma dessas amigas (directora de arte com 43 anos) diz-se surpreendida por recomeçar com encontros românticos depois do 40 anos e depois do seu casamento ter terminado.

A amiga diz:

Antigamente tinha sempre namorados, mas tenho estado solteira há cerca de 3 anos uma vez que já não sou tão atraente. Tenho um filho e tenho responsabilidades, coisas que estes homens imaturos da nossa idade vêem como "bagagem" - o que não deixa de ser hipocrisia uma vez que muitos deles possuem ex-mulheres que estão a criar os seus filhos.

Sim, a razão pela qual os homens nada querem com feministas velhas solteiras e com filhos só pode ser imaturidade.

A feminista autora do artigo, espumando de raiva pelo facto dos homens não lhe ligarem nenhuma, cunhou um novo termo para descrever os homens que seguem a sua biologia e interessam-se por mulheres novas e bonitas: "kidults" ("kids + adults"). Ele acha estranho os homens mais velhos - que por direito deveriam andar atrás dela uma vez que é assim que as sociedades civilizadas funcionam!! - tratarem-lhe com um desdém perfurador e agirem como se eles (e não elas) fossem o prémio.

Eis aqui a grande revelação para esta feminista envelhecida: amiga, quando tu passas os anos da tua beleza máxima (+/- 18-25), os homens com quem tu te queres relacionar são o prémio quando comparados contigo.

Mas ela não parou por aqui. O resto do artigo é uma colecção de insultos atrás de insultos dirigidos aos homens impertinentes que se atrevem a perseguir mulheres jovens e bonitas. “Misóginos”. “Cheios de ódio”. “Arrogantes”. “Vil presunção”. “Odeiam as mulheres secretamente”. “Disfuncionais”.

Obviamente, este repertório de projecções psicológicas é usado como forma de acalmar o ego magoado.

Infelizmente para ela, o mercado amoroso não funciona por decreto adjectival. No fundo no fundo, a razão pela qual ela não consegue arranjar o homem que ela busca é bem mais simples:

Anna Pasternak


○Modificado a partir do original○


Este é o exemplo #854674 em como as feministas estão a recolher os frutos da sua ideologia.

Algumas das bandeiras do feminismo são a "liberdade sexual" e a destruição do casamento (que em termos destrutivos, só ficam atrás da matança de bebés). Segundo as feministas, o casamento "oprime" as mulheres e a "falta de liberdade sexual" é um atentado aos "direitos humanos".

Pois bem; após 30/40 anos de indoutrinação feminista, o que é que temos? PRECISAMENTE o que elas desejaram: casamentos desfeitos e liberdade sexual.

Mas eis o que elas não contavam: a liberdade sexual implica isso mesmo, liberdade para se escolher com quem se quer ter relações íntimas. Se as feministas o podem fazer, também o podem os homens.

O problema (para as feministas) é que, sem o protector vínculo do casamento, as feministas ficam à mercê dos itens que os homens consideram mais valiosos na sua realização da liberdade sexual: beleza e juventude. Ou seja, uma vez que há "liberdade sexual", os homens (principalmente os alfas, aqueles que as feministas tanto desejam) vão buscar as mais jovens e as mais atraentes em detrimento das mais velhas e menos atraentes.

Isto significa que, mal as feministas solteiras passem a idade dos 35 anos, as probabilidades de encontrarem o homem que elas tanto querem (alfas com idades semelhantes) vão ficar muito reduzidas uma vez que os alfas irão, obviamente, atrás das mulheres mais jovens e bonitas (como se vê na foto do Hugh Grant).

Por outro lado, se a instituição do casamento estivesse forte como o era há 50/60 anos atrás, mesmo que as mulheres fossem perdendo a sua beleza, os homens não teriam motivação para as trocar por mulheres mais novas (mesmo os alfas) uma vez que - entre muitos outros factores - mesmo estas já estariam casadas ou determinadas para outros homens.

Numa frase, as feministas fizeram a própria cama mas agora recusam-se a dormir nela.

Que seja. O mundo vai continuar a girar enquanto as feministas vão envelhecendo e vão sendo postas de lado pelos homens. Pode ser que um dia acordem e vejam que o feminismo não foi criado para ajudar as mulheres mas sim para usá-las como forma de implantar o socialismo.


Vêr também:

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Feminista Naomi Wolf : Agora Que Estou a Ficar Velha, Talvez Seja Boa Ideia Dizer Que a Idade Não Importa Assim Tanto

A feminista Naomi Wolf explica que, não só ela gosta mais de si agora, mas que se considera mais atraente agora que ela está no final dos seus anos 40 e ninguém a deseja sexualmente. Sem surpresa alguma, agora que ela envelheceu, ela concluiu que a idade, tal como a beleza, é só um mito:
Estive há pouco tempo numa festa e um homem que, como eu, está no final dos anos 40, chegou com uma mulher para aí 20 anos mais jovem. Bastou apenas alguns momentos de conversa para o resto do grupo se aperceber que os dois não tem nada em comum.

No entanto, não só não senti o frisson da inveja proveniente dos homens presentes, como também não vi ninguém a eriçar-se de inveja entre as elegantes e realizadas mulheres nos seus 40.

De facto, o sentimento entre ambos os géneros era mais delicado, quase de pena. O homem pode ter imaginado que se exibia ao mostrar a juventude da sua companheira tal como ele mostra um novo Maserati; mas ostentação da mulher como se fosse uma nova aquisição apenas fez com que os seus amigos sentissem pena dele.

Há outras surpresas deleitosas nesta etapa da viagem. Não sinto falta do assédio sexual brutal que as mulheres recebem dos homens - e gosto da mais flerte mais gentil ou os cumprimentos mais civis dos taxistas ou outros homens da minha idade ou mais velhos.

Na rua é dito às mulheres: quero-te. As mulheres mais velhas ouvem: gosto dos teus olhos.

É hilariante vêr uma mulher cuja totalidade da carreira literária foi baseada na sua beleza-segundo-padrões-dos-escritores-de-Nova-York tentar racionalizar o facto dos homens não a desejarem mais.

Além disso, é de facto notável que ela tenha escrito sobre as mudanças nas atitudes e nos corpos das mulheres sem mencionar a aquisição de peso dos americanos; a Naomi claramente ganhou alguns bons quilos. Talvez isso explique o porquê dos homens preferirem falar dos seus olhos e não de outras parte do seu corpo-cada-vez-mais-volumoso.

Sempre que nós vermos uma mulher a descrever as "magnéticas e dinâmicas mulheres da nossa idade", podemos ter a certeza de que ela se refere a mulheres sem filhos que se aproximam rapidamente da menopausa - cheias de raiva contra as mulheres mais jovens (e mais leves) com as quais os homens pertencentes à sua faixa etária se envolvem.

A tentativa da Naomi em manter uma pose calma é tão convincente como a de uma mulher que terminou a universidade e se gaba de ser "forte e independente" enquanto volta para casa do papá e passa um ano a pensar em que escola ela se alistará. Escola essa paga pelo mesmo papá, claro.

O ponto fulcral que revela o propósito do artigo é a patética tentativa de dar uma nega:

Nos círculos onde me movimento é considerado mais macho um homem ter ao seu lado uma mulher realizada da sua idade. O seu ego, tal como é entendido, aguenta.
Exacto. Isto, claro, porque os homens perseguem as mulheres bonitas apenas para serem mais machos. Não é pelo sexo e pela beleza que os homens as buscam. Nada disso. É só para terem a aprovação das mulheres.

Um dia destes alguém vai ter que informar as mulheres que as suas infindáveis tácticas de embaraço e humilhação só funcionam nas mulheres e nos homens em quem elas não estão interessadas.

○Fonte○

domingo, 22 de maio de 2011

O amor que nunca vai ser expressado

A pior festa do mundo estava na máxima força, e lá estava eu, entre 40 pessoas e desejando estar em qualquer outro sítio. A música era má, a comida ainda pior, e os convidados, que eram casados e tinham filhos, estavam envolvidos em conversas em torno da vida familiar.

Como eu não era casada e nem tinha filhos, eu pouco tinha a oferecer à conversa. "Com que então você é uma mulher de carreira." O que soava a uma acusação foi dito por uma mulher corpulenta que eu nunca havia conhecido antes. Eu respondi que sim, eu era uma jornalista.

"Não me leve a mal", continuou ela, "mas não consigo entender como é que uma mulher pode escolher o emprego no lugar da vida familiar. Deve ser uma vida solitária sem crianças. O que é que a leva a acordar todos os dias de manhã? Não quero soar rude, mas você torna-se mais egoísta se você é a única pessoa em quem você tem que pensar."

Resisti à tentação de molhar a mulher com Rioja e, em vez disso, saí da festa, magoada e admirada com o quão maldosas as pessoas podem ser. Não preciso que ninguém faça comentários cruéis em torno do facto de eu não ter filhos. Eu passei os últimos 10 anos a conjurar a minha própria agonia sobre esse assunto.

Sei, por exemplo, que o facto de não ser mãe faz com que haja uma parte de mim que permanece sem uso, um amor que nunca vai ser expresso. Sei que o amor que qualquer mãe descreve como o amor mais profundo que ela vai alguma vez conhecer, é, para mim, uma porta fechada.

Há muito amor que eu nunca vou ser capaz de oferecer, sabedoria e entendimento que nunca vou partilhar, abrigo e consolo que eu nunca vou providenciar.

Nunca imaginei a minha vida sem uma família. Tive 3 relacionamentos significativos nos meus anos 20 e 30 - cada um deles eu assumi que conduziriam a casamento e a filhos. O meu primeiro relacionamento, com um colega estudante, terminou depois de cinco anos. Tínhamos 25 anos e ele não estava pronto para assentar, e como tal cada um seguiu o seu caminho.

Quando tinha 27 anos comecei um relacionamento com um homem - naquele que foi o meu segundo grande relacionamento. Já estávamos juntos há 18 meses quando fiquei a saber que ele andava com outra. Por isso fiquei sem escolha senão acabar com tudo.

Quando tinha 30 anos envolvi-me com um homem que eu tinha a certeza ser O Tal. Parceiro certo, idade certa; o que é que poderia correr mal? Três anos depois ele disse que se tinha apaixonado por outra pessoa.

Os anos que se seguiram foram dos mais difíceis da minha vida, à medida que amigos próximos se casavam e começavam famílias. Eu estava cheia de inveja e tinha ódio a mim mesma por me sentir assim.

À medida que elas iniciavam um capítulo mais maduro e excitante da sua vida como pais, eu parecia debulhar num inferno de encontros, impaciente com a expectativa mas muito longe de encontrar o homem com quem eu assentaria e iniciaria uma família própria.

O meu arrependimento vai pairar sempre. A minha vida é mais pobre porque não tenho filhos, e eu sou menos mulher por não ser mãe.


Podem lêr o artigo na íntegra aqui.

Vêr também:

Zoe Lewis: Fui enganada pelo movimento feminista

sábado, 16 de abril de 2011

Zoe Lewis: Fui enganada pelo movimento feminista

Testemunho pessoal de
Nunca pensei que alguma vez viria a dizer isto, mas ser uma mulher "livre" não é bem o que se pensa. Esse som que oiço será o das sufragistas a rebolarem nos seus caixões? Talvez.

A minha mãe era uma hippy que manteve uma colecção de livros (poeirentos) de Germaine Greer e Erica Jong junto à sua cama (tal como todas as boas feministas, ela nunca entendeu o porquê de ter que ser ela a fazer toda a limpeza doméstica). Ela incutiu em mim os grandes valores da escolha, igualdade e libertação sexual. Lutei contra o meu irmão mais velho e venci; na universidade ganhei aos rapazes do râguebi em jogos de bebedeira. Comigo não se brincava.

Hoje, com 37 anos, esses mesmos valores fazem-me sentir um pouco fria. Quero amor e filhos mas nenhum deles está perto. Sinto-me como um inspector da ONU enviado para o Iraque apenas e só para descobrir que nunca houve armas de destruição maciça.

Fui levada a acreditar que as mulheres poderiam "ter tudo" e, mais apropriadamente, que nós queríamos tudo. Tendo esse fim em vista, passei 20 anos a perseguir os meus sonhos de forma impiedosa - para ser uma bem sucedida "playwright". Sacrifiquei todos os meus deveres femininos e depositei-os no altar da carreira profissional. E será que valeu a pena? A resposta só pode ser um não resoluto.

Há 10 anos atrás o The Times publicou um artigo em volta da minha peça "Paradise Syndrome". Era baseado na vida das minhas amigas na indústria da música. Tudo o que fazíamos era fazer festas, trabalhar e beber. A peça esgotou e então pensei:

Pronto! É agora que vou ter tudo: sucesso, poder, e os homens vão-me desejar por isso.
Na verdade, isso foi o princípio de anos de trabalho árduo, cartas de rejeição e vida nas filas de pão.

Uma década depois escrevi a peça de continuidade com o nome "Touched for the Very First Time", onde a Lesley, desempenhada por Sadie Frost, é uma rapariga normal de 14 anos de Manchester que se enamora com a Madonna, em 1984, depois de ouvir a música "Like a Virgin".

Ela segue religiosamente a ícone através dos anos enquanto Madonna vende o seu último sonho: "Tu podes fazer tudo - ser o que quiseres - segue em frente, miúda."

Lesley descobre ao mesmo tempo que Madonna que tentar "ter tudo" é um grande jogo. Escrevi esta peça porque muitas das minha amigas foram inspiradas por esta mulher teimosa que nos permitiu ser fortes e sexy. Ainda a amo e sempre a hei-de amar, mas ela encorajou-nos a perseguir uma fantasia, o que é uma grande desilusão.

Eu posso até ser um caso extremo. Os meus pontos de vista podem não representar o que as outras mulheres da minha geração pensam. Será que eu apenas sou uma miúda mimada da classe-média que teve uma carreira profissional que apenas mudou de forma de pensar? Acho que não.

Este mês a "General Household Survey" observou que o número de mulheres solteiras com menos de 50 anos aumentou mais do que o dobro durante os últimos 30 anos. E aos 30 anos, uma em cada cinco destas "freemales" (free + females, livres + femininas) que escolheu a independência em vez dum marido, já atravessou uma coabitação falhada.

Eu argumento que as liberalistas das mulheres dos anos 60 e anos 70 colocaram o carreira profissional em primeiro plano, pisando o papel tradicional das mulheres por baixo dos seus Doc Martens. Quem me dera que uma visão mais balanceada da mulher tivesse estado à minha disposição. Quem me dera que ser uma dona de casa ou uma mãe não fosse uma ideia tão tóxica para as liberais da classe média do passado.

Um número cada vez maior das minhas amigas feministas está a desistir das sua carreiras em favor do amor, das crianças e da cozinha. Quem me dera ter tido filhos há 10 anos atrás, quando o tempo estava do meu lado, mas o problema não foi o tempo mas a mentalidade. Tomei a decisão consciente de não ter relacionamentos sérios porque pensei que tinha todo o tempo do mundo. Muitas das minhas amigas fizeram o mesmo.

Isto resume-se em entender o que é realmente importante na vida, e pelo que já vi e pelo que sinto, relacionamentos amorosos e as crianças trazem mais felicidade que o trabalho alguma vez poderia trazer. Natasha Hidvegi, de 37 anos, deixou o seu trabalho como cirurgiã para se dedicar ao seu filho.

Descobri que era impossível ser uma boa mãe e uma boa cirurgiã. Embora tenha sido uma decisão horrível, não me arrependo.
Sempre pensei que as homens gostariam de mulheres independentes e fortes, mas (no geral) não parece ser esse o caso. Eles não tem culpa. Não está nos seus genes.

Holly Kendrick, de 34 anos e com um emprego de elevado estatuto no teatro, concorda:

Os homens tem tendência a ficar perturbados quando as mulheres trabalham tanto como eles.
É por isso que muitas das minhas amigas está sozinha.

A verdade, no entanto, não é que os homens não tenham aceite a modernidade feminina - a mulher alfa que nunca questiona o seu direito de ter os mesmos empregos, a mesma diversão e a mesma gratificação sexual que os homens - mas sim que as mulheres não aceitaram.

Eu sinto uma pressão enorme por parte das mulheres da minha geração, que tem parceiros e filhos, para nos juntarmos ao seu clube. Aos seus olhos eu não sou a indicadora dum novo percurso mas sim uma falhada. A minha amiga Rita Arnold, de 36 anos, trabalha em Marketing.

Não são os homens que me julgam por ser uma carreirista. São as outras mulheres. As garras saem para fora.
Isto deixa-me doente. Nós estamos a desiludir-mo-nos umas as outras mas há uma traição ainda maior. Eu sou uma falhada aos meus próprios olhos. Algures dentro de mim espreita uma mulher que eu não posso controlar. Ela está na cozinha com um bebé à cintura e com massa de farinha nas mãos e a olhar para mim de cima para baixo. Ela diz-me:
Isto é felicidade, tudo resume-se a isto.
É um instinto que faz de mim uma mulher, um instinto que eu não posso ignorar mesmo que quisesse.

Felicity Wren, 36 anos, é uma actriz que ainda busca o sr Perfeito. “Sinto a pressão, mas apenas de mim própria, porque eu não tenho uma vida convencional. A maior parte das pessoas não se importa.”

Se eu tivesse este entendimento da minha natureza há 10 anos atrás, eu teria despromovido a minha escrita (e o hedonismo) e buscado vigorosamente um relacionamento. Houve muitos homens e mesmo uma proposta de casamento, mas eu não queria desistir dos meus sonhos.

Falei com as raparigas que eram o assunto da minha peça "Paradise Syndrome" em 1999. Sas Taylor, 38 anos, solteira e sem filhos, gere a sua companhia de Relações Públicas:

Durante os meus anos 20 eu sentia-me invencível . . . . Mas agora eu gostaria de ter feito as coisas de forma diferente. Parece que assusto os homens por ser tão capaz [profissionalmente]. Tenho um bem sucedido negócio mas isso não te faz feliz.
Nicki P, 35 anos e solteira, trabalha na indústria musical e acrescenta:
No passado era tudo um jogo, mas agora estou em pânico. Ninguém me disse que divertir-me não era tão divertido como pensava.
À medida que escrevo isto, sinto-me triste, como se os princípios feministas que a minha mãe me ensinou estejam a ser lançados no lixo. Será que estou a trair a feminilidade? Não; estou apenas a revelar uma verdade vergonhosa.

As mulheres geralmente são as maiores inimigas do feminismo devido à nossa composição genética. Nós temos um tempo limitado para sermos mães e quando o tique-taque do relógio começa, nós abandonamos a nossa força e saltamos para a cama com quem quer que esteja disponível, esquecendo os tempos de entrega e as apresentações de PowerPoint em favor de carrinhos de bebé e os tempos de ovulação.

Nem todas as mulheres querem filhos mas desafio uma mulher a dizer que não quer ter um relacionamento amoroso. Quem me dera ter tido o conselho que estou a dar à minha irmã de 21 anos:

  • Se encontrares um bom homem, não tenhas medo de assentar e ter filhos uma vez que não perdes nada que não possas fazer mais tarde (exceptuando ter filhos).

Espero que no futuro haja um melhor entendimento da mulher por parte da mulher. Os últimos 25 anos foram confusos e sinto-me apanhada em fogo cruzado. Como mulheres nós devíamos aceitar-mo-nos umas as outras em vez de apenas apreciarmos o "sucesso". Sempre senti uma pressão enorme para ser bem sucedida como forma de mostrar aos homens que sou igual a eles. A mulher e a mãe deveriam ter paridade com a o papel de mulher de carreira na mente das feministas. [♦ Zoe não sabe que o feminismo radical tem como objectivo destruir o casamento ♦]

A minha mãe teve filhos cedo e de forma brilhante fez malabarismo entre uma carreira de produtora de cinema e ser progenitora. Ela fazia parte duma geração na encruzilhada: tinham valores feministas mas tinham filhos cedo. Não teve as oportunidades de emprego que a nossa geração possuiu; ela teve que aceitar trabalhos menores de forma a estar presente nas noites paternais.

A escolha e a carreira são vitais, claro, mas nenhuma delas deve ser perseguida de forma impiedosa. Gosto de ser escritora e ainda tenho o meu sonho, mas agora estou a enfrentar os factos.

O que melhor me fez sentir na vida foi estar apaixonada pelo meu ex-namorado, e o que me faz sentir mais focada é estar no campo com crianças, cães, e, sim, talvez na cozinha.

►Fonte◄


Mais uma feminista que descobre a face suja do feminismo.

terça-feira, 1 de março de 2011

Com que então as feministas estavam erradas?

Lock up your daughters, here comes Harriet!

Tranquem as vossas filhas! Aí vem a Harriet! Tranquem as vossas filhas! Aí vem as feministas! Ou melhor, as alegadamente feministas.

Afinal, o que é que ensinar gerações de mulheres que os homens são os inimigos, todos-poderosos, opressivos e malignos tem a ver com o feminismo? Que feminismo é esse que ensina que as mulheres são vítimas, passivas e fracas. Absolutamente nenhum.

Finalmente, depois de 50 anos de ortodoxia sem sentido mascarada de "libertação" e "autorização" (eng: "empowering"), uma reportagem revela que tudo mais não é que um grande mito.

Publicado a alguns dias, a pesquisa internacional levada a cabo pela economista Catherine Hakim mostra que, longe de odiar o homem, as mulheres olham para ele como aliado na construção familiar, e alguém em quem elas depositam a confiança de ser o sustentador financeiro do lar.

Longe de serem barradas dos empregos de topo por parte de um patriarcado opressivo, as mulheres escolhem empregos que lhes possibilitem ter mais tempo para educar os filhos e cuidar dos mais idosos.

As mulheres não são vítimas passivas de uma estrutura profissional 100% masculina criada para as capturar e mantê-las em lugares inferiores. As mulheres são, sim, agentes livres que - surpresa! - escolhem a forma como trabalham para se acomodar ao seu estilo de vida. Eu [Cristina Odone - a escritora do artigo] descobri isto no ano passado quando fiz uma pesquisa entre as mulheres trabalhadoras da Grã-Bretanha. O estudo da Hakim mostra que mesmo se passa com as mulheres do resto do globo. A sua pesquisa, que inclui mulheres de países tão distintos como a Inglaterra, a Suécia e a Espanha, mostra que as mulheres colocam a família acima da carreira, e os maridos acima da autonomia.

Isto deve ser um choque terrível para as feministas que ensinaram durante décadas que só um salário gordo pode realizar uma mulher, e só um título académico prestigioso a pode fazer feliz.


Pesquisas que demonstram exactamente o contrário daquilo que o feminismo ensina não é surpresa alguma se levar-mos em conta que o feminismo mais não é que uma das armas dos marxistas culturais para a destruição da instituição do casamento.

Eu pessoalmente fiquei totalmente convencido que o feminismo nada tem a ver com a defesa das mulheres depois de ver a forma como as "feministas" se aliaram à esquerda americana nos ataques à Sarah Palin e a Hillary Clinton. A primeira foi atacada de todas as formas e feitios, chegando-se ao ponto de se duvidar que Trig fosse seu neto. Pior que isso, foi o facto de alguns "comediantes" desejarem que negros americanos a violem em grupo. Para além do racismo desta frase, onde estavam às feministas?

Em relação à Hillary, temos o caso do roubo da nomeação para candidata para presidente feita pelos delegados do Partido Democrata. Se tudo corresse de forma normal, Hillary seria a candidata, mas como os delegados dos Democratas não queriam perder o voto dos afro-americanos (e o dinheiro de George Soros), eles roubaram a nomeação e entregaram-na a Obama.

Tal como no caso da Sarah Palin, as feministas nada fizeram. E porquê? Ora, porque a ideologia está acima dos interesses das mulheres. As líderes das organizações feministas não são pessoas preocupadas em defender e proteger as mulheres, mas sim mulheres que usam as mulheres para defender e promover o marxismo cultural.

Vêr também:

ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

PRINT