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terça-feira, 16 de outubro de 2012

A triste vida de Monica Lewinsky

A história que se segue, que me foi alertada pelos leitores, demonstra a máxima do Heartiste de que nos cálculos libidinosos das mulheres jovens, cinco minutos com um macho alfa suplantam uma vida inteira na companhia de um macho beta:
Não há marido, tal como ela sonhou, não há namorado, e não há crianças, embora ela tenha dito que no seu coração, ela era romântica e que casar e ter filhos "eram as coisas mais importantes para mim". Depois de inúmeras tentativas de se reinventar profissionalmente, também não há qualquer indício duma carreira bem sucedida.

A MailOnline apurou que ela continua a batalhar com o seu peso, e que agora vive com a sua mãe. Ela mudou-se do apartamento dispendioso que havia alugado durante quase uma década em Greenwich Village - onde as propriedades podem custar até $7,450/mês para um apartamento com um quarto - e divide o seu tempo entre New York e Los Angeles.
Quando ela fica em New York, ela vive com a sua mãe, Marcia Straus, que é dona duma penthouse na cidade.
Parece que ela voltou a ganhar os 14 quilos que perdeu no programa de dieta "Jenny Craig". A sua ligação com a companhia foi famosamente terminada apenas 3 meses depois de ter assinado um contrato de $1 milhão, para ser porta-voz da companhia, depois de terem surgido críticas de que ela não era um bom exemplo.
Foi revelado à MailOnline: 
Acho que se as coisas tivessem corrido como ela queria, ela teria perdido 14 quilos, encontrado um rapaz, mudado para Westchester County, e estabelecido uma família.
[...]
Para além do desgosto que ela sofreu depois do seu relacionamento com o Presidente Clinton, Monica tem planos para detalhar a dor que sentiu quando terminou uma gravidez no momento mais alto do seu relacionamento com o presidente, afirmou uma fonte. Ela estava grávida de um bebé cujo pai era um empregado do Pentágono chamado "Thomas", revelou ela numa biografia mais antiga escrita por Andrew Morton. ‘ O vazio nunca mais foi preenchido,’ disse a amiga
Durante o seu testemunho contra o Presidente Clinton, em 1998, um acordo de imunidade impediu que ela revelasse os detalhes íntimos em torno do seu romance que vieram ao público no livro de Morton desse mesmo ano. Mas esse acordo expirou em 2001, e quando o Presidente Clinton publicou a sua autobiografia "My Life", 3 anos mais tarde, Monica sentiu-se traída por ele outra vez, afirmou a fonte.
Se pensarmos um bocado nesta situação, durante os seus anos 20, Monica vivia o sonho feminista; ela estava a ter relações sexuais com múltiplos e poderosos homens, abortando o resultado, e a trabalhar junto do homem mais poderoso da Terra. Que mais poderia uma jovem mulher "poderosa" desejar? Anos mais tarde, e as coisas não estão assim tão bem. Ela tem quase 40 anos, encontra-se seriamente com peso a mais, sem homem e sem filhos à vista.

Algumas feministas podem dizer que estas mulheres estão a viver a vida que sempre desejaram, mas claramente isto é falso no caso da Monica uma vez que ela queria casar, e ter filhos.
Mas que homem gostaria de se casar com ela depois dela ter dormido com o homem mais poderoso e carismático do planeta? Instintivamente, os homens rejeitam as mulheres que eles sabem os irão colocar num patamar inferior aos parceiros sexuais passados. Esta é uma das razões pela qual as mulheres virgens sempre terem sido preferidas como esposas através da história da civilização.

O impacto psicológico de ter tido relações sexuais com o Presidente dos EUA deve ser muito profundo, e como tal, não imagino homem algum a querer alistar-se para competir com isso. E, claro, que homem pode substituir Bill Clinton no coração da Monica? Havendo sido íntima com o homem que comandou os destinos mais elevados do poder global, tinha o seu jacto próprio e o melhor sistema de segurança da Terra, e era o comandante das forças armadas americanas, como é que outro homem poderia comparar?
O facto de Monica estar solteira não pode constituir surpresa alguma, bem como o facto dela não estar feliz e não conseguir manter controlar o seu peso. No entanto, esta é precisamente a escolha de vida que as feministas prescrevem às mulheres jovens: alguns anos gloriosos de abandono sexual com homens poderosos, e depois uma vida de insatisfação. Que objectivo tão vazio e desilusório. 

Será que as mulheres acordarão e farão uma análise correcta dos dados, ou continuarão a ler livros do tipo “Fifty Shades” na esperança de que podem algum dia voltar a viver tais dias gloriosos? Infelizmente, eu estou mais inclinado a apostar na última opção.

* * * * * * *

Virtualmente todos os anos sai uma notícia do quão triste Monica se encontra, mas muito poucos se alongam nos genuínos motivos por trás das suas escolhas de vida. O artigo de W.F. Price provavelmente é o primeiro a fazer exactamente isso.

A Monica Lewinsky é mais uma das muitas mulheres modernas tomadas cativas pelos seus instintos hipergâmicos - situação que as leva a escolher enveredar por um estilo de vida onde elas esbanjam os pontos mais altos da sua beleza e fertilidade com homens que claramente não querem ter qualquer tipo de relacionamento sério com elas.

Pois bem: Monica junta-se agora à cada-vez-mais-longa lista de mulheres "fortes, poderosas e independentes" que descobrem, amargamente, que foram enganadas pela zeitgest sexual prevalecente. Os alfas, esses, também seguem os seus instintos sexuais biológicos e escolhem, agora, mulheres mais jovens e mais bonitas (os homens estão construídos para dar preferência às mulheres mais jovens e mais próximas do ponto mais alto da sua fertilidade).

O mais trágico desta notícia não é o facto de haver mulheres na casa dos 30 ou 40 que se encontram desesperadas por terem deixado para trás uma longa lista de homens honrados dispostos a tomarem-nas como esposas, mas sim o facto das mesmas mentiras feministas que destruíram as vidas das mulheres da geração passada estarem a ser espalhadas entre as moças actuais.

Dito de outro modo: nós temos evidências empíricas que este estilo de vida (sexo casual, adiamento da maternidade, etc) não funciona, mas as mulheres actuais insistem em adoptá-lo.

Em relação à Monica, não há muito a acrescentar em relação ao que Price escreveu em cima. Talvez só uma coisa: da forma como as coisas estão, não será surpreendente se um dia tivermos a trágica notícia de que ela terminou com a sua vida.



domingo, 8 de julho de 2012

Inglaterra: chamar alguém de "gordo" pode dar prisão

Chamar alguém de "gordo" ou "gorda" pode em breve ser acrescentado à lista de crimes de pensamento ódio que podem lançar uma pessoa na prisão. No entanto, e como seria previsível, surgiram já receios de que até os médicos podem ter reservas em notificar os seus pacientes de que eles estão com peso a mais.

De certa forma, estes receios justificam-se. Apesar de existirem mais de 2 milhões de crianças com peso a mais no Reino Unido, e a engordar a um ritmo duas vezes superior que o ritmo das crianças americanas, Rosi Prescott da YMCA, que aconselhou o grupo Parlamentar em torno da imagem corporal e propôs a nova lei, acredita que não existem razões para se informar as pessoas que elas estão obesas, mesmo que essa informação seja transmitida por médicos.

Prescott diz:

A sociedade deveria ser mais tolerante com os obesos . . . Se eles não se sentem obesos, e se não há complicações de saúde, qual é o problema?
O problema é que vários estudos já demonstraram que os obesos consistentemente subestimam o quão gordos são, especialmente se a maior parte dos amigos e familiares partilhar da sua massa corporal.

Para além disso, inúmeros relatórios epidemiológicos inequivocamente mostram que, aqueles que são obesos desde a mais tenra idade são mais susceptíveis de contrair doenças coronárias, diabetes do tipo dois, cancro e morrer mais cedo que aqueles com o peso mais saudável.

No entanto, pessoas como Rosi Prescott defendem que o mais importante não é o que a medicina diz, mas sim o que as pessoas subjectivamente "sentem".

Mais grave ainda é a noção de se lançar uma pessoa na prisão apenas e só por dizer que outra pessoa está gorda. O politicamente correcto aparentemente toma preeminência sobre a realidade.



domingo, 10 de junho de 2012

Casamento é mais feliz quando a esposa é mais magra que o marido

Más notícias para as igualitárias que tentam alterar as preferências masculinas em vez de entrar num ginásio e controlar a alimentação:
  • Segundo um estudo recente levado a cabo pela Universidade do Tennessee, e usando como métrica o IMC - índice de massa corporal (inglês: BMI "body mass index") - de cerca de 170 recém-casados, bem como a evolução da sua satisfação, os casamentos são mais felizes quando as esposas são mais magras que o marido.

Andrea Meltzer, a editora principal, disse o seguinte à Discovery News:

Verificamos este efeito inicialmente no grau de satisfação dos maridos no início dos casamentos . . . os maridos estavam mais satisfeitos naquela altura do casamento na medida em que as suas mulheres tinham um IMC inferior ao deles.
O facto dos homens tenderem a ser mais felizes com uma mulher mais magra que eles pode não ser surpreendente, mas Meltzer e os seus colegas descobriram que as mulheres que tinham um IMC inferior ao dos seus maridos eram significativamente mais felizes no seu casamento.

Ou seja, quando as mulheres são mais magras que os maridos, ambos são mais felizes.

Meltzer explica:

As mulheres são mais felizes à medida que os maridos são felizes. Se fossemos analisar outra qualidade que é mais importante para as mulheres do que para os homens - por exemplo, os recursos económicos - observaríamos um efeito reverso. As mulheres podem ficar mais satisfeitas quando os maridos geram mais riqueza que elas.
Meltzer diz que este estudo é importante porque demonstra que as mulheres de qualquer tamanho podem ser felizes no seu relacionamento se tiverem o parceiro correcto.
Não é necessariamente um apelo à magreza mas sim um apelo a ficar mais magra que o parceiro.
Portanto, diz o artigo, as mulheres que tenham peso a mais e que buscam aumentar as probabilidades um casamento satisfatório, podem escolher um marido mais pesado que elas ou um marido com peso normal e fazer um esforço para ficar mais magra em comparação.

Resta saber quantas mulheres estarão dispostas a perder peso como forma de mantê-lo inferior ao do marido.

A preferência por parceiros mais magros é uma via de dois sentidos, obviamente. Não são só os homens que buscam mulheres magras: estudos demonstram que tanto os homens como as mulheres expressam uma forte preferência por parceiros magros.

Um outro factor possível por trás destes dados - para além do grau de atracção - é o facto da satisfação matrimonial estar relacionado com a saúde do conjugue. Meltzer afirma:

Os casais estão mais satisfeitos quando o parceiro é saudável. Como em média, as mulheres mais magras são mais saudáveis que as mulheres com peso a mais ou que as obesas, elas (as mais magras) melhoram o casamento para ambos.

O estudo foi publicado na edição de Julho de Social Psychological and Personality Science..

* * * * * *

Sempre bom quando a ciência supera as desilusões e a preguiça.

Notícia relacionada: Enfermeira de MG emagrece 41 kg após desistir de cirurgia e remédios. Força de vontade supera vitimismo.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Proibido usar a palavra "fat"

No que aparenta ser mas um caso excessivo do politicamente correcto, a "Weight Watchers" ("Monitorizadores de Peso") da Austrália baniu a palavra "fat" (gorda/gordo) do seu centro de mensagens online .

Está a ser dito aos membros horrorizados do fórum comunitário da "Weight Watchers" (WW) que a palavra "fat" já não é considerada linguagem aceitável no seu site. Qualquer post que contenha qualquer tipo de menção à palavra "fat" é automaticamente bloqueado, e o user recebe automaticamente a mensagem automática onde se lê:

Pedimos desculpas, mas a sua mensagem não só contém linguagem que nós consideramos inapropriada para o quadro de mensagens da WeightWatchers.com.au, como contém linguagem que viola os padrões da nossa comunidade . . . .

A palavra seguinte não é permitida no nosso site: FAT.

Se você ainda quiser mandar a sua mensagem, edite o seu texto e apague a palavra.

Um dos membros do fórum, que entrou em contacto com o "The Courier-Mail", disse que a palavra "fat" tornou-se numa "asneira".

Fonte

. . . . . . . .

O politicamente correcto em acção.



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Feministas tentam alterar os padrões de beleza

Uma feminista desenganada (pleonasmo) que deu início a um grupo do Facebook com o nome de “Pinup Girl Clothing” (nem perguntem; é estupidez) fez o upload duma foto de 5 mulheres com corpos muito menos que ideiais e justificou-se da seguinte:
Anda por aí mais uma dessas fotos do tipo “esta é mais sexy que esta” . . . . como tal nós gostaríamos de oferecer uma alternativa.
TODAS as mulheres são "genuínas" e não há forma errada de se ter um corpo.
♥ Vanessa
Há duas coisas que as feministas odeiam: padrões e homens que não sentem qualquer tipo de constrangimento em expressar o que gostam e não gostam no físico das mulheres.
Dado isto, vamos analisar a foto que demonstra a equivalência no nível de atracção existente entre mulheres com formas corporais . . . pouco convenientes.
O que nós temos aqui, da nossa esquerda para a direita:
1. mulher com um corpo sem ancas, tatuada de uma forma absurdamente repulsiva - provavelmente como forma de distracção.
2. mulher excessivamente gorda.
3. mulher magra cujo torso é demasiado longo em comparação com as suas pernas
4. mais uma amiga das calorias.
5. puma masculinizada.
Repararam no tipo de mulher que não está presente na foto?
O fotografo escolheu uma mulher absurdamente magra como forma de representar a mulher com as formas corporais que imediatamente despertam a atracção da maioria dos homens.
Se uma mulher magra e elegante como esta . . . .
. . . . . tivesse sido escolhida, as outras 4, quando comparadas com esta, estariam a quilómetros de distância em termos de beleza física.

Mesmo assim, a magra é a menos má do grupo. A mulher tatuada como um presidiário não é atraente de todo; as mulheres raramente se tornam mais atraentes após uma tatuagem. As duas amigas do prato também não sexualmente atraentes; a puma masculinizada não serve visto que a maioria dos homens não se sente atraído por mulheres com triceps bem definidos, ou abdominais que exibem os seis músculos. Uma minoria de homens gosta de corpos masculinizados e eles são mundialmente conhecidos como "homossexuais".

Eis aqui a verdade, nua e crua: a beleza possui um padrão mensurável. Aos olhos da esmagadora maioria dos homens, mulheres mais magras são mais atraentes que as gordas. Não há forma alguma de mudar este facto porque isto não é uma construção social; é algo que está embutido na forma de pensar masculina.

Dado isto, as feministas podem tirar quantas fotos quiserem de mulheres com 200 kg, ou mulheres com 20 kgs, que isso não vai alterar a forma de pensar (e desejar) dos homens. Podem até criar blogues glorificando as mulheres gordas que isso não vai mudar a psicologia masculina.

Quando se trata de corpos, há corpos bonitos, e há corpos feios. Há corpos atraentes e há corpos repelentes. Isto tanto é para os homens como é para as mulheres. O que se passa é que as feministas não querem aceitar isto. Qualquer acção que envolva dar poder aos homens tem que ser rejeitada, mesmo que esse poder signifique poder para achar algumas mulheres bonitas e outras não tão bonitas.
Esta tentativa de evitar a avaliação da figura feminina é típico da mentalidade esquerdista. Em vez adaptarem a sua forma de pensar à realidade, eles tentam alterar a realidade para que esta se acomode à sua ideologia.

Mas as coisas não funcionam assim.

Esta mulher . . .

. . . . . não tem um corpo igual ao desta mulher.
Seria interessante se as feministas entendessem isto.

A mensagem para os homens é simples: ceder aos "novos padrões" que as feministas tentam impor é admitir derrota. Da mesma forma que não vemos grupos masculinos a propagar que ter 120 kg, suar das mãos e ter mau hálito colocam o homem ao mesmo nível de quem cuida do seu corpo (exercício físico) e tem boa aparência, não se deve aceitar que nos ditem o que é que nós devemos ou não gostar quando se trata da beleza feminina.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Porque é que as mulheres preferem os cafas quando são jovens e bonitas, e os betas quando se tornam gordas e feias?

Esta é uma imagem que um certo blogue editado por uma fêmea colocou num dos posts. Não tenho razões para pensar que a dona do blogue seja feminista e como tal não a vou considerar como tal.

Mas apesar de ela não dar evidências directas dela ser subscritora das mentiras igualitárias, ela diz, no entanto, algumas coisas que merecem um breve comentário.

Em jeito de resposta à pergunta presente no título de seu post "Por que as mulheres preferem os cafas?", e resposta à imagem mostrada em cima, ela diz:

Quando vi essa tirinha no Testosterona ri muito! Porque é EXATAMENTE assim que acontece!!

Tá duvidando de mim? Então vamos lá mulheres, sejam sinceras: quem NUNCA ficou com um cara que era romântico, inteligente, bonitinho e largou dele pra voltar com um cafajeste com menos romantismo e um tantão ASSIM de malícia a mais, que levante a mão!!
O que ela defende aqui é que, sim, confirma-se o que a imagem de cima revela: as mulheres normalmente rejeitam os homens que lhes tratam "bem" por homens que elas identificam como "cafajeste manipulativo". Estes últimos são normalmente homens bastante auto-confiantes e razoavelmente populares entre as mulheres.
Aposto que pelo menos uma vez na vida vcs já fizeram essa escolha… E por que isso é tão comum??

Um amigo meu diria que fazemos essas escolhas pela nossa porção animal, que as vezes fala mais alto. Optamos pelo macho que tem as melhores características a serem transmitidas pra a posteridade.

Pode ser… Mas eu acho que tem outros fatores que conspiram contra os rapazes românticos-legais-carinhosos. Qual é a emoção que nós temos com caras assim?? Eles nos dão segurança, nos dão carinho, nos dão romance… mas onde tá a adrenalina?

Impressionante como ela chegou à resposta correcta logo no início do texto mas agora busca outro tipo de "explicações". A verdade dos factos é que as mulheres são por natureza hipergâmicas e desde logo, atraídas por homens cujo estatuto elas entendam ser superior ao seu.

Os homens "bonzinhos", aqueles que colocam as mulheres num pedestal são rejeitados pelas mulheres precisamente porque as colocam num pedestal. Esse tipo de atitude é entendido no subconsciente feminino como alguém que está ao mesmo nível ou inferior ao seu. Isso faz com que elas percam o interesse nesse pobre coitado. Isto não tem nada (ou muito pouco) a ver com a adrenalina mas com o estatuto.

Os cafas/alfas, ao não se importarem minimamente com o que as mulheres pensam, são vistos por estas como alguém cujo estatuto é superior ao seu. E aí, o seu instinto hipergâmico é activado.

Não é preciso procurar respostas mirabolantes e fantasiosas para algo que tem uma explicação +/- directa.

Claro que a psicologia feminina é muito mais complexa do que seria possível detalhar num post, mas o motivo principal que leva a que os "bonzinhos" sejam rejeitados em detrimento dos "mauzões" é a hipergamia.

A autora do texto continua:

Masoquismo? Talvez… Mas o desafio de “consertar” um homem perdido é muito mais instigante!
Existem milhares de "homens perdidos" não-cafas que precisam de ser "consertados" com "terapia" feminina. Porque é que as mulheres não vão atrás destes e deixam de perseguir os alfas manipulativos e auto-confiantes?
A incerteza dos sentimentos dele pela gente gera mais vontade de ficar linda, de conquistá-lo, de seduzí-lo… E aí nunca vira rotina, nunca entramos no marasmo.
Ou seja, quanto mais desapego o alfa mostra para a mulher, mais ela se esforça para agrada-lo.
Pode ser fase? Claro que sim! Acredito que uma hora nós enxergamos a juventude indo embora e o desejo de ter uma família, uma vida mais calma, vai chegando. E quem quer casar com o cafa?? Eu não quero! Hehehehhe!
Não quer? Ou já não é possível?
Aí a gente passa a procurar um homem pensando se ele vai ser um bom pai pros nossos filhos…
Quando as mulheres vão atrás os cafas/alfas, elas já estão a pensar que ele vai ser bom para os filhos. Mas enquanto que os cafas são vistos inconscientemente como bons pais ao nível de informação genética que será passada aos filhos, os não-cafas (betas, etc) provedores são vistos como bons para criar os filhos em si.

Esta mulher está inconscientemente a dizer precisamente isso.

E então, mesmo a mais aventureira das mulheres, entra num novo capítulo da sua vida: criar e formar o seu filho pra ele não se tornar um cafa!
Por "aventureira" entenda-se "mulher rodada por vários alfas durante vários anos a fio".

Conclusão:

Sem ser a sua vontade, esta blogueira revela uma faceta muito comum entre as mulheres dos dias de hoje: enquanto são jovens, bonitas e esbeltas, elas "entregam-se" aos homens alfas.

Mais tarde, depois de terem saltado de cama em cama durante anos, elas "entram num novo capítulo da vida" onde - pasme-se! - já reconhecem valor ($$$) nos homens que rejeitaram durante os melhores anos da sua beleza física.

Outra coisa que convém ressalvar é que um dos motivos que leva a que as mulheres da era "pós-aventureira" busquem outros homens que não sejam alfas é: . . . . . os alfas não lhes ligam nenhuma.

Ou seja, contrariamente ao que a autora do texto quis fazer indicar, não são as mulheres que escolhem rejeitar os alfas quando elas passam uma certa barreira etária: são eles que escolhem rejeitar as trintonas e quarentonas quando estas se tornam gordas e/ou feias.

Uma vez que a beleza física destas é, em média, inferior à beleza física das mulheres "aventureiras" na casa dos 20-25 anos, os alfas escolhem as mais novas.

As mais velhas, lambendo as feridas causadas no seu ego (habituado a ser o objecto sexual de cafas manipulativos), correm para os braços dos mesmos homens que elas anteriormente desprezavam.

Impressionante como o tempo realmente faz "milagres".


.......


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Mulher de 45 anos apercebe-se como o feminismo lhe destruiu a vida



Quando estava à beira de fazer 45 anos, cometi o erro de olhar para o espelho. Não era o espelho da casa de banho; era uma foto minha do tempo em que estava a acabar a universidade. Olhei para aquilo que eu era há 20 anos atrás e comecei a ter uma clara e surpreendente epifania.

Vêr como eu era há 20 anos não foi um momento feliz; foi um momento terrivelmente triste. Foi um momento tão triste que involuntariamente comecei a chorar, algo que já não fazia desde os dias negros do meu divórcio.

Olhei para a foto e cheguei à conclusão que havia desordenado a minha vida por completo. Senti a miséria que é a minha vida em ondas de tristeza, arrependimento, raiva e solidão. Durante quase uma hora, e à medida que olhava para mim mais jovem, chorei.

Tinha 24 anos e tinha um MBA duma excelente instituição. Estava ansiosa por conquistar o mundo. Era bem mais magra. As minhas roupas eram elegantes, quase sexy. Claro que o estilo do cabelo era horrível, mas estávamos nos anos 80, e como tal, tais escolhas têm que ser desculpadas.

Eu vi luminosidade no meu olhar; o brilho da vida, das grandes oportunidades que se abriam à minha frente. O mundo estava à minha disposição e eu estava pronta.

Mas, sem saber bem como, as coisas nunca chegaram a bom termo. A minha vida evoluiu para algo doloroso e complicado. Mas, até ao momento em que olhei para a minha foto de há duas décadas atrás, eu sempre culpei os outros. Eu nunca era responsável pelas más decisões que eu tomava. Normalmente os culpados eram sempre os homens - o meu pai, os meus namorados, o meu marido, o meu patrão ou os meus filhos. Nunca era o resultado de algo que eu tivesse feito.

Quando eu me lamentava junta às minhas amigas, todas elas me suportavam. Elas chegaram até a dar o seu apoio quando eu tive um amante afirmando que o meu marido não me dava a atenção que eu precisava.

Eu lia as revistas femininas e todos os artigos falavam do quão fortes, inteligentes, moralmente justas as mulheres eram - incapazes de tomar más decisões. Pior, eu acreditava que as minhas necessidades - independentemente da sua frivolidade, do número de vezes que eu mudava de opinião, do quão tristes os homens da minha vida ficavam - eram mais importantes que qualquer coisa (maternidade, avanço profissional, casamento feliz, etc).

Odeio o mundo por me ter ensinado estas lições. Lembro-me de me queixar que o meu marido nunca havia crescido, mas à medida que as lágrimas jorravam dos meus olhos, cheguei à conclusão que era eu que nunca havia crescido. Eu nunca tinha aprendido sobre compromisso, confiança, tolerância, amabilidade. Eu simplesmente era complicada.

Agora sei que ser complicada não tem nada a ver com o ser forte e independente. Ser complicada centra-se em ser repelente, desagradável, infeliz e sozinha. Ser uma mulher complicada nada mais é que ser uma princesa mimada que é demasiado egoísta e estúpida para aceitar as alegrias da vida.

Eu havia-me tornado numa princesa gorda, desagradável e de meia-idade apenas e só porque tinha-me recusado a crescer. É verdade que eu havia tomado sobre mim responsabilidades adultas (casamento, carreira profissional, casa, ser mãe) mas dentro de mim vivia uma rapariga de 13 anos que batia o pé e queixava-se sempre que as coisas não eram feitas tal como ela queria.

Obviamente que eu havia deixado de me queixar de forma infantil há anos atrás. Mas no lugar das queixinhas eu apenas havia colocado a manipulação emocional e personalidade complicada. Sem surpresa alguma, os meus dois filhos adolescentes passavam a maior parte do seu tempo livre com o pai do que comigo.

Enganada até à matança do filho.

Durante o tempo em que eu crescia como uma feminista diletante, engoli as declarações oficiais de que as mulheres podem ter tudo. Eu não só queria ter tudo e sentir validação completa em relação às minhas escolhas de vida, como não queria ter compromissos nem fazer sacrifícios.

O maior erro dos anos finais da minha adolescência foi deixar outras mulheres - pessoas que eu pensava serem fortes, independentes e inteligentes - determinar qual o estilo de vida que eu deveria seguir. Eu simplesmente era demasiado mimada e preguiçosa para olhar para dentro de mim, abraçando a introspecção necessária para se encontrar o caminho na vida, e escolher o caminho que haveria de me conduzir à realização e à felicidade.

Lembro-me muito bem do tempo da universidade. Foi uma época muito divertida e, pensei eu na altura, uma época muito iluminante. As festas eram boas, os debates políticos intensos, a lista de namorados e de encontros sexuais agradável.

Eu estudava muito e jogava duro. Frequentei os encontros feministas da universidade e ouvi as declarações presunçosas das oradoras em torno dos males da masculinidade. Aprendi a gozar com os homens quando não precisava deles por motivos egoístas - parceiros de estudo, ombros nos quais chorar, parceiros sexuais.

No entanto, nunca hesitei em piscar os meus olhos ou levantar a minha saia sobre as - então - magras coxas quando precisava algo dos homens. Era útil ter os homens por perto, mas, como as minhas amigas me diziam, não era vital.

Aprendi que o único lugar digno para as mulheres era a sala de reuniões e que a maternidade era algo abaixo da minha inteligência. "Apoderei-me" da noite em encontros depois da meia-noite com centenas de mulheres jovens como forma de provar ao mundo que todos os homens são violadores e criminosos em potência.

Quando engravidei, foi fácil fazer um aborto. O centro de saúde da universidade estava quase que desejoso em certificar-se que o procedimento [matar o bebé] era feito rapidamente e discretamente.

Nada disse aos meus pais nem ao homem que me havia engravidado. Nem sequer me lembro do seu nome. Só me lembro vagamente duma noite "selvagem" durante uma festa fora da universidade.

Só hoje considero a ironia de me sentir atraída pelos atletas da universidade - o tipo de homem que gosta de estar no comando.

Pós-graduação e adultério com o professor.

Seguir em frente com a minha carreira de MBA mal terminei os estudos foi uma consequência lógica. A pós-graduação foi dura. Competia com pessoas muito inteligentes - na maioria homens. Estes homens estavam destinados ao sucesso e eles sabiam-no. Mas eu tinha algo que eu na altura explorei. Eu tinha a minha feminidade e sempre que foi preciso, usei-a de um modo impiedoso.

Tentei convencer-me a mim própria que o meu romance com o professor de Finanças (casado) nada tinha a ver com as notas. Obviamente, a disciplina de Finanças era a mais difícil do curso. Quando eu consegui ter um B no final do semestre, foi difícil racionalizar que o caso amoroso secreto entre mim e o professor nada tinha a ver com isso.

Mas o fim justifica os meios e como tal, não havia forma alguma de eu não ser bem sucedida. As outras mulheres da minha turma fariam o mesmo se pudessem evitar as consequências. Nós nunca falávamos sobre isso, mas todas nós sabíamos (e ríamos dessa situação) que nós tínhamos algo que os homens nunca poderiam ter.

Casamento e filhos.

Conheci o meu marido no último ano da pós-graduação quando ele buscava qualificações em Sociologia. Ele tinha cabelo longo e uma mota. No princípio a química entre mim e ele foi muito intensa.

Ele era o boémio clássico e como tal, de modo a torná-lo num homem melhor (ou pelo menos a minha definição de "homem melhor"), senti a necessidade de lhe pôr umas rédeas. Ele era por vezes irresponsável mas eu amava-o de alma e coração.

Depois da graduação encontrei um emprego numa grande empresa. Todos os dias ia para o trabalho com a minha mala do poder e almofadas no meu casaco. O meu casamento foi algo tirado de revistas do tipo "Modern Bride". O meu marido finalmente aceitou cortar o cabelo depois de muita insistência minha. Mais tarde, ele chamou a minha insistência de importunação. Mas nada disso importava uma vez que eu tinha conseguido o que queria.

Ele começou a trabalhar numa organização de pesquisa de consumo. Ele não ganhava tanto como eu, mas nada disso importava. O meu salário era enorme e continuava em crescimento.

Compramos uma que encontrei nos subúrbios. Ele tinha recomendado uma casa mais modesta e mais perto do centro da cidade onde ambos trabalhávamos , mas eu nem queria ouvir falar nisso.

O meu sucesso tinha que ser visível através duma casa enorme e tradicional - bem como um quintal enorme. Apesar da sua resistência, certifiquei-me que ele tratava da relva do quintal.

Passados que estavam 5 anos, senti a necessidade te ter filhos. Não foi uma decisão mútua. Eu queria filhos. Não; eu desesperadamente precisava de filhos. Sentia-me vazia no meu interior por não ter filhos. Era um sentimento totalmente irracional para uma mulher com uma carreira proeminente determinada em ser a próxima directora executiva.

O meu marido, que não levantou oposição à minha ideia, perguntou-me como é que encontraríamos um equilíbrio entre as exigências paternas e a manutenção dum estilo de vida dispendioso. Eu não me importei. O meu útero estava vazio. Eu tinha necessidades. Nem a razão nem a lógica afectaram as minhas necessidades e os meus sentimentos.

Foi então que o primeiro bebé chegou. Instantaneamente a vida mudou. Não conseguia trabalhar as horas necessárias para manter a trajectória da minha carreira. O meu marido também mudou uma vez que perdeu a atitude boémia; vendeu a mota e tornou-se num pai devoto.

Ele amava o nosso primeiro filho de tal ponto que chegou a oferecer-se para trabalhar em part-time para permitir que eu mantivesse a minha carreira.

Mas isto para mim não era suficiente. Eu era a mãe, a rainha, a criadora omnisciente do meu filho. Claramente o meu marido era um tolo incompetente que não sabia distinguir uma fralda duma cadeira dum carro.

O meu patrão reparou que eu andava distraída com as minhas novas funções de super-mãe. Ele analisou a minha produtividade e soube que eu não poderia produzir como as minhas colegas solteiras ou as minhas colegas sem filhos. Quando um colega foi promovido em vez de mim, soube logo o que se estava a passar. Fiquei lívida. Como era possível eu não obter tudo o que queria?

Devido a isto, usei mais uma táctica feminista. Desta vez usei um pau em vez duma cenoura. Fui ao Recursos Humanos munida duma ameaça subentendida de processo legal por motivos de descriminação.

Uma vez que era claro que eu trabalhava menos horas, e, como consequência, produzia menos, esta táctica obviamente que não funcionou. Estava tudo documentado era perfeitamente defensível.

Fiquei furiosa. Como é que eles se atreviam a fazer uma coisa desta? Invoquei toda a indignação justificada que poderia invocar. Consultei ajuda legal externa à empresa - uma feroz advogada que estava perfeitamente preparada para iniciar um processo legal contra a empresa, até que ela se atirou a mim.

Sem dúvida que eu era uma mulher de mente aberta mas não era uma lésbica.

Pus de parte a movimentação legal e com tristeza aceitei o meu reduzido papel no emprego. Afinal de contas, tínhamos dívidas para pagar e o meu salário era necessário.

Observei o meu marido evoluir de um boémio para um pai responsável. Ele era surpreendentemente bom com o nosso primeiro filho. Claro que, com o tempo, eu não reconheci isso. Pensei sempre que tudo o que ele fazia estava errado. Apenas eu, a mãe suprema, poderia criar o nosso primeiro filho.

Batalhamos durante alguns anos e não foi fácil. Quando eu voltei a engravidar - planeado por mim sem consultar o meu marido - o stress continuou a crescer. Não havia dificuldades financeiras mas a tensão de manter o nosso estilo de vida, e a casa enorme, caiu sobre os meus ombros.

Eu nutria um ressentimento contra o meu marido por causa disso. Ele havia escolhido uma carreira profissional que gostava mas o seu rendimento não era nem de perto nem de longe tão elevado como o meu. Eu tinha mesmo que trabalhar. Havendo entrado no percurso materno, não havia forma alguma de eu conseguir atingir o que esperava da minha carreira.

Nós usávamos os serviços duma creche e tínhamos uma empregada a dias em part-time. Na verdade, tivemos 8 empregadas domésticas. Elas nunca eram suficientemente boas para mim.

Nada era suficientemente bom para mim. Os meus sapatos não me serviam, as minhas roupas ficavam-me mal, o carro não estava suficientemente bem lavado, e o meu marido não atingia os meus padrões.

Olhando para trás com uma honestidade brutal, eu era uma mulher pura e simplesmente problemática. Acho que passaram-se anos sem eu dizer uma frase simpática. Fico surpreendida pelo facto do meu marido me ter aturado. Eu nunca o levava a sério. Afinal, ele era apenas um homem.

Durante a minha limitada vida social, eu passava o meu tempo com mulheres como eu. Nós éramos um grupo infeliz de mulheres na casa dos 30 com carreiras poderosas. Mas todas nós sorríamos e fingíamos que a nossa vida era perfeita. Tínhamos as casas perfeitas, os carros perfeitos e as escolas perfeitas para os nossos filhos.

Convence-mo-nos de que, de facto, nós tínhamos tudo. Ocasionalmente uma de nós exibia algum tipo de frustração pela situação. Quando isso acontecia, nós tínhamos sempre bodes expiatórios: os nossos maridos, os nossos patrões, as nossas donas de casa, as escolas, o que quer que seja. Nunca era culpa nossa porque nós éramos mulheres.

Divórcio.

Quando um dos nossos filhos tinha 5 anos e o outro 7, o mundo ruiu. Melhor, explodiu. O meu marido desistiu. Ele não só me havia apoiado bastante como era bom com as crianças. Devido a isto, o facto dele desistir apanhou-me de surpresa. Mas acho que deveria ter previsto.

Eu usava a intimidade sexual como arma contra ele. Se ele não fizesse exactamente o que eu queria - se ele não se desdobrasse para satisfazer todas as minhas exigências - ele não experimentava qualquer tipo de gratificação sexual. Lembro-me que uma noite apanhei-o a "brincar consigo mesmo". Fiquei furiosa. Porque é que ele se atreveu a experimentar satisfação sexual sem que o meu controlo estivesse de alguma forma envolvido?

Adultério.

Como uma mulher saudável, eu tinha as minhas necessidades sexuais. Em vez de desfrutar o sexo dentro do contexto do casamento, tive um caso. Foi fácil. Eu ainda era mais ou menos atraente. Havia homens por perto. "Porque não?" racionalizei para mim mesma. O meu marido não me dá atenção suficiente, e como tal ele é o culpado.

O caso foi inconsequente; relações sexuais ao fim de semana e durante viagens de trabalho. Eu precisava disso portanto não havia problemas alguns. Eu estava a ser uma mulher poderosa e independente ao mesmo tempo que visitava motéis reles com um homem que me poderia dar orgasmos.

O romance durou 3 meses. O meu marido nunca soube de nada. Ele não precisava de saber: ele apenas desistiu. Curiosamente, ele direccionou os seus esforços para um negócio paralelo como consultor de marketing. Isto revelou-se muito lucrativo para ele. No espaço de 6 meses, o seu rendimento excedeu o meu. A nossa conta de poupanças cresceu consideravelmente. "É para as mensalidades universitárias dos rapazes" disse-me ele, vez após vez.

Eu estava infeliz. A minha carreira era stressante e insatisfatória. Devido às minhas horas de trabalho, os meus dois filhos eram mais próximos ao meu marido do que a mim. Por essa altura, ele havia terminado o seu emprego a tempo inteiro e prosperava como consultor de marketing, um emprego que ele poderia fazer a partir de casa com um computador e um telefone.

Sentia-me frustrada e vazia. As minhas amigas recomendaram aconselhamento e como tal, lá fomos nós dar uma tentativa. Subtilmente, eu escolhi uma conselheira que eu sabia ser mais simpatética à minha causa. As sessões eram, na verdade, divertidas mas de um modo desagradável.

A conselheira e eu passávamos 50 minutos a provocar o meu marido. Ele calmamente mantinha-se sentado, recebendo as críticas, pedindo desculpas e prometendo mudar. Eu nada tinha que prometer. A conselheira - uma mulher como eu [feminista] - deixou bem claro que as minhas necessidades eram prioritárias e as suas irrelevantes.

Obviamente que o aconselhamento não funcionou para nós. O meu marido retirou-se para a paternidade e para o seu crescente negócio. Contemplei mais um caso extra-conjugal, mas infelizmente eu estava a ganhar muito peso. Era difícil arranjar homens atraentes que notassem em mim. As minhas amigas recomendaram que eu considerasse um divórcio.

Eu hoje em dia olho para trás e penso nas minhas "amigas" desse período da minha vida. Elas eram um grupo de mulheres infelizes tentando desesperadamente validar as suas más escolhas de vida. Deixei que elas me influenciassem quando eu deveria ter sido forte. Isso foi um erro enorme.

Divórcio.

Eu não odiava o meu marido; eu apenas já não o amava mais. Eu queria uma vida nova e melhor. Eu era capaz de criar os meus filhos sem ele. Eu havia lido que, na verdade, as crianças não precisam de pais.

Sentia-me tão insatisfeita. Quando dei os papéis do divórcio ao meu marido, ele não parecia surpreso. Eu havia consultado uma boa advogada matrimonial e ela recomendou fortemente que eu tentasse ficar com tudo - casa, carros, custódia, pensão alimentícia, tudo. As suas palavras foram:

Isto é uma guerra, e como uma mulher, você tem que vencer.
O divórcio foi horrível e apesar do facto de eu ter ficado com a casa, o carro, as crianças, a pensão e as poupanças que ele havia feito, eu perdi. Ele foi viver para um apartamento modesto e concordamos que ele poderia ver os filhos todos os fins de semana.

Na verdade, o tribunal ordenou que isso acontecesse. Eu ficaria feliz em forçá-lo a sair completamente das suas vidas, mas ele insistiu rigidamente nesse ponto, e o maldito juiz concordou.

Vida depois do divórcio.

Eu estava solteira outra vez. Mas com 38 anos, ter encontros românticos não era como nos tempos "selvagens" da faculdade quando eu era jovem, bonita e desejável aos olhos dos homens. Não, agora eu era uma mãe solteira. Tinha cortado o meu cabelo e a minha figura estava quase a passar o ponto de não retorno. O tipo de homem que eu queria não tinha interesse algum em mim. Esses homens poderosos e bem sucedidos tinham namoradas mais jovens e mais bonitas.

Os divorciados eram os piores. Eles estavam tão desiludidos que ou não conseguiam manter uma relação, ou saltavam de cama em cama - não querendo ser exclusivos.

O que eu realmente queria era que um homem atraente me arrebatasse nos seus braços, cuidasse de mim e fizesse os meus problemas desaparecer. Eu ainda olhava para mim como uma princesa. Ainda era tola, estúpida e imatura.

No entanto os homens que me atraíam não olhavam para mim duas vezes. Os homens que me queriam eram totalmente inadequados.

Foi um choque para mim descobrir que já não era atraente. Durante os anos da faculdade havia muitos homens atrás de mim. Lembro-me de gozar com todos os rapazes que se aproximavam de mim durante as festas. Se ele tivessem a mínima falha, eu rejeitava-os - usualmente com um insulto ou dois.

Nunca pensei duas vezes sobre os homens que rejeitei, alguns decentes e doces, agora que olho para trás. Eu e as minhas amigas chamava-mos a esses rapazes de "meninos da mamã", ao mesmo tempo que nos deixávamos levar pelos arrogantes e espertalhões que despertavam em nós atracção e luxuria.

Para piorar as coisas, eu não conseguia consertar nada em casa. O meu marido havia lidado com esses assuntos durante anos. Os meus filhos era pré-adolescentes e difíceis de controlar.

Eles odiavam o facto de só poderem vêr o pai aos fins de semana. As suas notas caíram e começaram a ter problemas disciplinares na escola. Naturalmente, eu culpei o pai deles. Era culpa sua que nós estávamos divorciados e ele vivia afastado deles. Tentei não dizer coisas más sobre ele à frente dos meus filhos, mas os sentimentos eram muitos fortes. Disse coisas terríveis sobre o seu pai especialmente quando estava bêbada - o que na altura acontecia muitas vezes.

Se eu era infeliz quando estava casada, agora eu era totalmente miserável como mãe solteira em busca de amor. Tentei persistentemente convencer-me que era forte, independente e inteligente. Às vezes funcionou - especialmente quando intimidava os meus subordinados na empresa.

Na verdade, eu odiava o meu emprego, Sim, ele dava-me uma boa vida, mas eu havia atingido o zénite da minha carreira e a sala de director executivo não se encontrava mais próxima. Eu ainda me sentia em conflito devido aos esforços para ser uma boa mãe ao mesmo tempo que era uma mulher executiva.

Eu tinha muitas culpas para depositar em ombros alheios. Não havia hipótese alguma da condição da minha vida ser o resultado das minhas decisões. As minhas amigas solteiras disseram-me precisamente isto muitas e muitas vezes durante bebidas que ingeríamos em bares para mulheres solteiras.

Eu havia lido muitas revistas femininas e o conselho que apreendi era essencialmente o mesmo: a culpa nunca era das mulheres.

Tentei perder peso, mas era muito difícil. Quando ficava com fome, eu simplesmente tinha que comer. Tive que comprar roupa nova outra vez uma vez que o peso continuava a aumentar. Durante um encontro às cegas o homem com quem me encontrei teve a audácia de me dizer:

Vais-me desculpar mas eu não me sinto atraído a ti por causa do teu peso.

Nunca tinha levado em conta a minha hipocrisia por querer um homem que me atraísse fisicamente. Os homens tinham que estar atraídos a mim. Afinal, eu sou uma mulher.

A foto do arrependimento.

Os últimos anos têm sido meio confusos. O meu marido encontrou um novo amor e como tal, nutri ódio contra ele devido a isso. Tentei aumentar o dinheiro da pensão dos nossos filhos. Como isso não funcionou, tentei impedir os meus filhos de o visitar. Eles ofereceram resistência.

[Que tipo de mulher tenta impedir crianças de ter contacto com o próprio pai? Só uma feminista.]

Como consequência, libertei as minhas frustrações no emprego. O meu patrão ameaçou despedir-me. Só as minhas amigas ainda me apoiavam. Para ser sincera, nós éramos um grupo de mães solteiras - gordas e infelizes - que culpava o mundo inteiro pelo estado das nossas vidas.

Por isso é que quando vi a fotografia, a epifania atingiu-me de um modo bastante profundo. Através das lágrimas da angustia, raiva, mágoa e negação, veio a realização dolorosa de que eu era responsável pela minha própria infelicidade. Finalmente me apercebi que eu não havia crescido e nem havia abraçado a vida adulta. Isto foi há seis meses atrás.

Mudanças.

Fiz algumas alterações profundas na minha vida. Primeiro e antes de mais nada, parei de culpar os outros pelos meus problemas. Isto foi o mais difícil. Durante toda a minha vida foi-me dito - e eu acreditei - que, como mulher, 1) eu nunca poderia fazer algo de errado, 2) eu não era a culpada, 3) que eu era de uma ou outra forma uma vítima.

Mal aprendi a deixar de culpar o mundo, aprendi a ser mais agradável e simpática. Isto também foi difícil. Sempre confundi a amabilidade com fraqueza, mas não era o caso. Uma nova colega - mulher do sul do país - mostrou-me que era bastante simples ser simpática e forte ao mesmo tempo.

Durante este processo, vi-me livre das minhas amigas. Esta parte foi fácil. Este grupo de mulheres infelizes e negativas encorajou-me a fazer coisas estúpidas como divorciar-me dum bom homem devido ao meu egoísmo e devido aos meus sentimentos arbitrários da altura. Finalmente aprendi que agir segundo os sentimentos pertence à esfera infantil e não a esfera adulta. Pode ser que aquelas mulheres um dia aprendam isso, mas duvido.

O presente.

Agora todos os dias vou ao ginásio. Depois de ter sido rejeitada por tantos homens atraentes e decentes, resolvi aplicar padrões realistas a toda a minha busca por um novo amor. Afinal, se eu acreditava na atracção física, porque é que os homens não acreditariam?

Ser gorda significa não ser fisicamente atraente aos olhos de muitos, muitos homens, e, como tal, cabe-me a mim fazer algo em relação a isso - e não ficar zangada com todos os homens por causa disso. O peso está a desaparecer; é uma batalha, sem dúvida, mas ele está a desaparecer. Estou também a deixar crescer o meu cabelo e ver-me livre de todo aquele estilo de cabelo à "mãe".

Já não leio aquelas repugnantes revistas feministas nem vejo TV. Quando livrei o meu pensamento do que me tinham dito sobre os homens, aprendi que, na verdade, eles são pessoas maravilhosas.

Os meus filhos aperceberam-se da minha transformação. À medida que eles crescem e se vão tornando homens, parei de chateá-los em torno de "sentimentos" e "sensibilidade" e agora encorajo-os a serem homens.

Duvido que alguma vez consiga resolver as coisas com o meu ex-marido, mas tudo o que posso desejar é que ele encontre a felicidade e alegria na sua vida. Tenho um respeito renovado por ele - um respeito que nasceu no momento em que entendi que os homens são diferentes, não piores, mas apenas diferentes. O meu ex é também um excelente pai, e como tal, sou abençoada nisso.

Aprendi a aceitar que as minhas necessidades não são o centro do universo. Na verdade, isto foi muito libertador. Não mais eu sou uma escrava dos caprichos das minhas emoções superficiais que não podem ser razoavelmente satisfeitas. Isto significa que eu queixo-me menos. Se não consigo mudar uma situação, para quê queixar-me? O inverno é frio; as minhas queixas em relação à temperatura não vão aumentar o calor da atmosfera.

O maior arrependimento que eu tenho na minha vida é o de ter sido fraca o suficiente para só agora fazer uma introspecção séria. Se eu tivesse sido verdadeiramente forte, e verdadeiramente inteligente, eu teria levado em conta o que realmente é importante para mim em vez de ter sido levada pela manada [feminista].

Em retrospecção, ter-me agarrado à escada corporativa foi uma má decisão. Explorar a minha feminidade para manipular os homens foi ainda pior. Adoro ser uma mulher, mas usar o sexo para obter o que quero não é melhor do que um homem usar a força física para obter o que deseja.

Ainda estou solteira; esta coisa de encontros amorosos ainda me engana. Há, no entanto, uma chama de esperança; um homem simpático elogiou o meu sorriso.

Aos 45 anos, esta foi a primeira vez que alguém notou no meu sorriso. O meu filho também fez menção ao sorriso:

Mãe, eu nunca te vi a sorrir até agora.

A vida tem que se tornar melhor para mim.

Isso é a minha responsabilidade e a de mais ninguém.


Testemunho duma ex-feminista visto neste blogue.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Feminista Naomi Wolf : Agora Que Estou a Ficar Velha, Talvez Seja Boa Ideia Dizer Que a Idade Não Importa Assim Tanto

A feminista Naomi Wolf explica que, não só ela gosta mais de si agora, mas que se considera mais atraente agora que ela está no final dos seus anos 40 e ninguém a deseja sexualmente. Sem surpresa alguma, agora que ela envelheceu, ela concluiu que a idade, tal como a beleza, é só um mito:
Estive há pouco tempo numa festa e um homem que, como eu, está no final dos anos 40, chegou com uma mulher para aí 20 anos mais jovem. Bastou apenas alguns momentos de conversa para o resto do grupo se aperceber que os dois não tem nada em comum.

No entanto, não só não senti o frisson da inveja proveniente dos homens presentes, como também não vi ninguém a eriçar-se de inveja entre as elegantes e realizadas mulheres nos seus 40.

De facto, o sentimento entre ambos os géneros era mais delicado, quase de pena. O homem pode ter imaginado que se exibia ao mostrar a juventude da sua companheira tal como ele mostra um novo Maserati; mas ostentação da mulher como se fosse uma nova aquisição apenas fez com que os seus amigos sentissem pena dele.

Há outras surpresas deleitosas nesta etapa da viagem. Não sinto falta do assédio sexual brutal que as mulheres recebem dos homens - e gosto da mais flerte mais gentil ou os cumprimentos mais civis dos taxistas ou outros homens da minha idade ou mais velhos.

Na rua é dito às mulheres: quero-te. As mulheres mais velhas ouvem: gosto dos teus olhos.

É hilariante vêr uma mulher cuja totalidade da carreira literária foi baseada na sua beleza-segundo-padrões-dos-escritores-de-Nova-York tentar racionalizar o facto dos homens não a desejarem mais.

Além disso, é de facto notável que ela tenha escrito sobre as mudanças nas atitudes e nos corpos das mulheres sem mencionar a aquisição de peso dos americanos; a Naomi claramente ganhou alguns bons quilos. Talvez isso explique o porquê dos homens preferirem falar dos seus olhos e não de outras parte do seu corpo-cada-vez-mais-volumoso.

Sempre que nós vermos uma mulher a descrever as "magnéticas e dinâmicas mulheres da nossa idade", podemos ter a certeza de que ela se refere a mulheres sem filhos que se aproximam rapidamente da menopausa - cheias de raiva contra as mulheres mais jovens (e mais leves) com as quais os homens pertencentes à sua faixa etária se envolvem.

A tentativa da Naomi em manter uma pose calma é tão convincente como a de uma mulher que terminou a universidade e se gaba de ser "forte e independente" enquanto volta para casa do papá e passa um ano a pensar em que escola ela se alistará. Escola essa paga pelo mesmo papá, claro.

O ponto fulcral que revela o propósito do artigo é a patética tentativa de dar uma nega:

Nos círculos onde me movimento é considerado mais macho um homem ter ao seu lado uma mulher realizada da sua idade. O seu ego, tal como é entendido, aguenta.
Exacto. Isto, claro, porque os homens perseguem as mulheres bonitas apenas para serem mais machos. Não é pelo sexo e pela beleza que os homens as buscam. Nada disso. É só para terem a aprovação das mulheres.

Um dia destes alguém vai ter que informar as mulheres que as suas infindáveis tácticas de embaraço e humilhação só funcionam nas mulheres e nos homens em quem elas não estão interessadas.

○Fonte○

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