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quinta-feira, 23 de abril de 2020

As origens socialistas do fascismo

Uma das falácias mais persistentes é a alegação de que o Fascismo é uma doutrina capitalista, ignorando seus actos e influências. 

O fascismo além de aliado do nazismo, possui os mesmos princípios e origens, embora com certas diferenças. Em semelhança com o nazismo, o fascismo nada mais representa que outro filho bastardo do socialismo e do sindicalismo. Tais factos são narrados ao longo da história política de Benito Mussolini. 

Desde o início da sua carreira que Mussolini rapidamente se inclinou para as ideologias de massas, filiando-se ao Partido Socialista com apenas 17 anos. Em 1902, tentando fugir do serviço militar, emigrou para a Suíça, onde conheceu alguns políticos russos vivendo no exílio (incluindo os marxistas Angelica Balabonoff e Vladimir Lênin).

Mussolini tornou-se um activo membro do movimento socialista italiano na Suíça, trabalhando para o jornal L’Avvenire del Lavoratore, organizando encontros, discursando para os trabalhadores, além de actuar como secretário da união dos trabalhadores italianos em Lausanne. Mas em 1903, foi preso pela polícia bernense e deportado para a Itália.

Ao retornar a Itália já estava renomado e destacava-se como um dos mais activos socialistas italianos. Em 1910 retorna a sua cidade natal e passa a editar o jornal semanal Lotta di classe (A Luta de Classe). Neste período, publicou Il Trentino veduto da un Socialista (O Trentino visto por um Socialista). 

Em 1911 Mussolini participou num motim (liderado por activistas socialistas) contra a guerra italiana na Líbia. Ele denunciou-a como uma guerra imperialista com o propósito de capturar a capital Líbia Tripoli, mas isso custu-lhe 5 meses da vida ne prisão. 

Um ano depois Mussolini ajudou a expulsar do partido dois revisionistas socialistas que haviam apoiado a guerra: Ivanoe Bonomi e Leonida Bissolati. Como resultado ganhou o cargo de editor do jornal do Partido Socialista Italiano o "Avanti!", que sob a sua liderança viu a sua circulação aumentar de 20,000 para 100,000 cópias. Como redactor do jornal ficou famoso por seu discurso anticapitalista. Em seus textos Mussolini atacava severamente as economias liberais.

Com o passor dos anos, o Partido Socialista Italiano decidiu não se opor ao governo liderado por cinco vezes pelo Primeiro Ministro Giovanni Giolitti. Coligados com o governo, o PSI elevara sua influencia eleitoral. 

Entretanto, o partido permanecia dividido entre dois grupos: os Reformistas liderados por Felippo Turati e que exerciam forte influencia junto dos sindicatos, e os Maximalistas, liderados por Constantino Lazzari, que eram afiliados ao “London Bureau”, uma associação internacional de partidos socialistas. 

Para resolver o impasse interno, Mussolini liderou o grupo dos Maximalistas em uma convecção do PSI, o que levou a uma cisão interna e que forçou os reformistas a fundar o Partido Socialista Reformador Italiano. 

Em 1919 Mussolini fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que daria origem ao Partido Fascista. Com base em suas perspectivas políticas de carácter socialista, consegiu milhares de afiliados. Não obstante, Mussolini criou o própria ideologia a partir de suas antigas influencias, e tal como elas, o fascismo exigia um imposto progressivo, a formação de cooperativas e um ambiente onde partidos, associações, sindicatos, classes seriam um só corpo.

Na Enciclopédia Italiana de 1931, escrita por Giovanni Gentile e Benito Mussolini, o fascismo é descrito como uma doutrina cujo “fundamento é a concepção do Estado, da sua essência, das suas competências, da sua finalidade. Para o fascismo o Estado é um absoluto, perante o qual indivíduos e grupos são o relativo. Indivíduos e grupos são “pensáveis” enquanto estejam no Estado”. 

A doutrinas fascista era de cunho colectivista e previa controle da economia e a estatização; portanto não eram diferentes de qualquer outra forma de socialismo. 

Embora o ditador se tivesse distanciado do socialismo de reformas gradativas para um socialismo violento e revolucionário (aos moldes do comunismo a qual se opunha), não ignorava suas origens. 

Em 1932, identifica “no grande rio do fascismo”, as correntes que nele vão desaguar, e que terão as suas fontes em Georges Sorel, Charles Peguy, Hubert Lagardelle do Movimento Socialista, e nos sindicalistas italianos Angelo Oliviero Olivetti da Pagine Libere, Orano de a Lupa, o Enrico Leone do Divenire Sociale e que segundo ele, haviam trazido entre 1904 e 1914, o novo tom ao ambiente do socialismo italiano.

Mussolini não tinha meios nem a necessidade de esconder suas origens socialistas, e embora fosse anticomunista, seu sistema é bem parecido como o modelo stalinista através da reengenharia social, controle da produção, consumo, preços, salários, aluguéis, mídia, comunicação, campos de confinamento de prisioneiros, extermínio em massa, coerção militar, imperialismo e liderança absoluta.

Tal como no comunismo de Stalin, o Fascismo e o Nazismo eram estatólatras (culto ao chefe de Estado) e contrários as liberdades individuais. Eram opositores da democracia e do liberalismo. O fascismo, assim como toda doutrina socialista, visa reformar o homem, controlar seus hábitos através de uma liderança populista e demagoga. 

Com um linguajar forte e que supostamente resolveria todos os problemas, Mussolini  tornara-se um dos maiores tiranos da história. Para muitos estudiosos da época, Mussolini não era apenas um simples redcator que se tornara um soberano, mas o Lênin italiano - o líder de uma facção revolucionaria que visava destruir o capitalismo de livre mercado.

Referências:
Jonah Goldberg  – Fascismo de Esquerda
Gerald Leinwand – The Pageant of World History
Margherita G. Sarfatti – The Life of Benito Mussolini
Charles F. Delzel, Harper Rowe – Mediterranean Fascism
Brenda Haugen – Benito Mussolini
Modern Leftism as Recycled Fascism

~ Christiano Di Paulla - Modificado a partir do original: https://bit.ly/2VOqtDC
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terça-feira, 30 de outubro de 2018

O fascismo tem origem no marxismo

Se acham que o fascismo não tem origens marxistas, façam o favor de desmentir as provas que apresento nos meus romances.

Por José Rodrigues dos Santos

A minha afirmação de que o fascismo tem origens marxistas parece ter incomodado algumas almas, incluindo políticos que, à falta de melhores argumentos, recorreram ao insulto baixo. Nada de surpreendente, até porque reconheço que a afirmação contradiz ideias feitas e por isso precisa de ser fundamentada – o que é feito ao pormenor em As Flores de Lótus e em O Pavilhão Púrpura. Para quem preferir ficar-se pela rama, deixo aqui as ideias essenciais da viagem do marxismo até ao fascismo.

O marxismo surgiu num contexto de cientifismo. Newton tinha descoberto as leis da física e Darwin as da selecção natural. Indo no encalço desses dois vultos, e também de Hegel, Marx e Engels anunciaram que haviam descoberto as leis da história. Tal como as leis da física e da biologia, ambos concluíram que as leis da história eram deterministas e independentes da vontade humana.

E que leis eram essas? Eram as do determinismo histórico, estudadas pela sua nova ciência, o socialismo científico (tão científico, na sua opinião, quanto a física de Newton e a biologia de Darwin). A ideia era simples: ao feudalismo sucede-se o capitalismo, cujas contradições levarão inevitavelmente os proletários à revolução que conduzirá ao comunismo. Nesta visão a história é teleológica e determinista. Não é preciso ninguém fazer nada, pois a revolução do proletariado é inevitável.

Os anos passaram e não ocorreu nenhuma revolução, o que contradizia a teoria marxista. Como explicar isto? Surgiram duas teses revisionistas. A primeira, do marxista alemão Bernstein, foi a de que afinal o capitalismo não ia acabar, o operariado até estava a melhorar o seu nível de vida e o socialismo podia perfeitamente adaptar-se ao capitalismo. Esta corrente cresceu no SPD alemão e acabou na social-democracia como a conhecemos hoje em dia.

A segunda tese teve origem no marxista francês Georges Sorel. Numa obra tremendamente influente, Refléxions sur la violence, Sorel concluiu que a revolução não era inevitável nem seria espontânea. Teria de ser provocada. Como? Usando uma elite para guiar o proletariado e recorrendo à violência. Seria a violência que desencadearia a revolução.

Foi o marxismo soreliano que conduziu ao bolchevismo e ao fascismo. Lenine leu Sorel e apropriou-se dos conceitos revisionistas da elite, a famosa “vanguarda”, e do uso da violência. O mesmo Sorel foi lido com atenção em Itália, em particular pelos sindicalistas revolucionários, marxistas que adotaram a greve e a violência como formas de desencadear a revolução. 

Em paralelo, um marxista austríaco, Otto Bauer, notou que no Império Austro-Húngaro os operários húngaros mostravam sentimentos de solidariedade mais fortes para com os burgueses húngaros do que para com os operários austríacos. Embora o marxismo fosse uma corrente internacionalista, Bauer buscou legitimidade nalgumas afirmações nacionalistas de Marx e Engels para lançar uma nova ideia revisionista. Concluiu ele que o comportamento dos operários húngaros mostrava que o sentimento de nação era afinal mais poderoso do que o sentimento de classe. O nacionalismo era revolucionário, argumentou, pois galvanizaria o proletariado para a revolução.

Esta ideia entrou em Itália pela pena de um marxista italiano de origem alemã, Roberto Michels, e influenciou os sindicalistas revolucionários italianos. Estes, contudo, enfrentaram a ortodoxia dos restantes marxistas, incluindo Benito Mussolini, o diretor do órgão oficial do partido socialista italiano, o Avanti!

Acontece que em 1911 ocorreu um acontecimento que iria abalar as convicções ortodoxas de Mussolini: a guerra ítalo-otomana pela Tripolitania. Mussolini opôs-se a essa guerra, mas ficou atónito com a reação do proletariado italiano, que exultava com as vitórias de Itália. Michels e os sindicalistas tinham razão!, concluiu Mussolini. As pessoas estão afinal mais dispostas a morrer pela sua pátria do que pela sua classe. 

Quando a Grande Guerra começou, em 1914, ocorreu uma cisão no movimento socialista. A Segunda Internacional tinha determinado que os operários dos diferentes países não entrariam em guerra uns contra os outros, mas na hora da verdade os socialistas alemães, franceses e britânicos apoiaram a guerra. Apenas os bolcheviques russos e os socialistas italianos se opuseram.~


O problema é que nem todos os socialistas italianos estavam de acordo. Os sindicalistas revolucionários queriam a entrada de Itália na guerra porque achavam que ela seria o forno onde se forjaria o sentimento nacional dos italianos, cujo país era novo e buscava ainda a sua identidade, e que seria o sentimento de nação que uniria o proletariado italiano e desencadearia a revolução. Ou seja, a guerra derrubaria o capitalismo.

Mussolini começou por manter a linha do partido e opôs-se à entrada de Itália na guerra, mas depressa deu razão aos sindicalistas e defendeu que os socialistas italianos deveriam seguir o exemplo dos socialistas alemães, franceses e britânicos e apoiar a guerra. Esta mudança de posição valeu-lhe a expulsão do partido.

Os sindicalistas revolucionários italianos, incluindo Mussolini, fizeram então a guerra – uma posição perfeitamente em linha com a de outros marxistas europeus, incluindo os do SPD alemão. Quando o conflito terminou, os sindicalistas marxistas italianos pró-guerra regressaram a casa mas foram antagonizados pelos marxistas italianos anti-guerra. Em conflito com estes, os marxistas pró-guerra fundaram o movimento fascista, com reivindicações como o salário mínimo, o horário laboral de oito horas, o direito de voto para as mulheres, a participação dos trabalhadores na gestão das fábricas, a reforma aos 55 anos e a confiscação dos bens das congregações religiosas. Serei só eu a notar que estas reivindicações fascistas têm origem marxista?

O seu pensamento foi entretanto evoluindo. Recorde-se que Marx e Engels consideravam que o capitalismo era uma fase necessária e imprescindível da história humana e que sem capitalismo nunca haveria comunismo. Os bolcheviques renegaram esta parte do marxismo quando preconizaram que na Rússia era possível passar diretamente de uma sociedade feudal para o comunismo, mas neste ponto os fascistas mantiveram-se marxistas ortodoxos ao aceitar que o capitalismo teria mesmo de ser temporariamente cultivado em Itália.

Noutros pontos os fascistas desviaram-se da ortodoxia marxista. Por exemplo, aproximaram-se do revisionismo bolchevista quando abraçaram a ideia soreliana da violência provocada por uma vanguarda e afastaram-se do marxismo e do bolchevismo quando aderiram à ideia baueriana de que o sentimento de nação era para o proletariado mais galvanizador do que o sentimento de classe. Isto levou-os a dizer que a luta de classes não se aplicava a Itália porque esta era já uma nação proletária explorada pelas nações capitalistas. A luta de classes apenas iria dividir a nação proletária, pelo que em vez de conflitualidade deveria haver cooperação entre classes. O chamado corporativismo.

O seu pensamento continuou a evoluir, sobretudo em consequência do Bienio Rosso, altura em que os comunistas italianos lançaram uma campanha de ocupação selvagem de fábricas e de propriedades rurais. Estes eventos levaram os fascistas a afastarem-se mais do marxismo, pois entendiam que estas ações enfraqueciam a nação, que designavam de “classe das classes”, ao ponto de começarem a proclamar-se anti-marxistas. Convém no entanto recordar que Mussolini esclareceu que o fascismo objetava ao marxismo não por este ser socialista, mas por ser anti-nacional.

udo isto está explicado, com muito mais pormenor, em As Flores de Lótus e O Pavilhão Púrpura, e curiosamente nada disto foi desmentido por ninguém. Os meus críticos limitaram-se a constatar que os fascistas se descreviam como anti-marxistas – e assim foi a partir de certo ponto. Mas isso nada me desmente porque nunca disse que os fascistas, na sua fase já amadurecida, eram marxistas. O que eu disse, e repito, é que o fascismo é um movimento de origem marxista – o que é verdade.

Se acham que o fascismo não tem origens marxistas, façam o favor de desmentir as provas que apresento nos dois romances. E, já agora, aproveitem também para desmentir que o fascismo alemão se designava nacional-socialismo. Como acham que a palavra socialismo foi ali parar? Por acaso?


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sábado, 25 de agosto de 2012

O lamento de Paulina Porizkova

É normal os homens terem ouvido as mulheres declarar o quão felizes ficaram por terem recebido a atenção masculina. Um assobio, um olhar demorado ou um sorriso respeitoso, aparentemente podem fazer toda a diferença no dia duma mulher. Antigamente as mulheres mais jovens reuniam-se e gabavam-se da forma como o ocasional assobio havia mudado o curso do dia, especialmente se elas não estivessem a ter um bom dia.

Actualmente, graças ao movimento feminazi e a sua luta constante em manter uma "guerra de classes" entre homens e mulheres, tudo mudou. Hoje em dia as feministas encontram mais e mais motivos para gerar sentimentos de "ofensa" entre as mulheres, mesmo que as mulheres não se sintam "ofendidas" com aquilo que as feministas declaram ser ofensivo. O assobio está a ser olhado com desdém [pelas feministas, não pelas mulheres], e o sistema legal está a ser adulterado de modo que até a normal conversa gerada numa boleia possa ser motivo de histeria internacional. Aparentemente, ficar ofendida está na ordem do dia.

Mais embaixo poderão ler o que uma antiga super modelo internacional, que usava a sua beleza e sexualidade para ter o que desejava dos homens, declara em torno do facto da beleza já não operar em seu favor.

Não deixa de ser interessante. Por um lado temos as [auto-denominadas] vadias feministas a condenar a "atenção desnecessária" que as mulheres recebem, mas por outro temos mulheres que eram belas a lamentar o facto de não receberem mais essa mesma atenção. Provavelmente isso acontece porque, em média, as feministas são mais feias e horripilantes que as mulheres normais, é portanto, é normal que elas fiquem revoltadas com o facto das mulheres mais jovens receberem a atenção masculina enquanto as feministas são practicamente ignoradas.

Como dito em cima, o movimento feminazi tem avançado a sua agenda misândrica através do sistema legal, garantindo que muitas mulheres passem a ser virtualmente ignoradas pelos homens. Os homens irão fazer isto não porque as mulheres sejam genuinamente repulsivas [não são] mas sim como medida de protecção, visto bastar uma falsa acusação de "assédio" para destruir a reputação dum homem honrado. Talvez esta seja a forma que as feministas encontraram para garantir a sua promoção no local de trabalho: acusar de "assédio" os homens que podem estar à sua frente na lista de promoções.

Veja-se a forma como a Barbara Ellen escreve, e como ela está a ajudar no clima de histeria em torno da "atenção não requisitada":

No outro dia estava a ler uma pesquisa da YouGov em torno do número de mulheres londrinas que recebeu atenção sexual indesejada em locais públicos (43% daquelas com idades entre os 18-35, no ano passado) e reparei na confusão que alguns homens sentem que pensam que eles apenas estão a ser "amigáveis". Fiquei a pensar se um esquema igual ao cartão de dador de órgãos poderia ajudar.
(Sempre que uma feminazi usar números e estatísticas que "confirmem" alegações feministas, ou que perpetuem o estatuto de vítima à mulher, podemos estar seguros que são dados exagerados e/ou totalmente falsos)

É dito com frequência que o movimento feminazi matou - ou está a tentar matar - tudo o que envolve relacionamentos entre homens e mulheres, e as palavras de cima são uma evidência disso mesmo. Aparentemente a atracção heterossexual é "machista" e "opressora" para as mulheres, embora elas estejam a agir de forma que parece apreciar tal atenção.

Mas olhemos agora para o que a envelhecida super-modelo Paulina Porizkova diz:
Quando nos habituamos a um tipo de tratamento [atenção masculina] é muito difícil ser despromovida, mesmo que o novo tratamento seja melhor que a média. Boohoo! Sim, eu eu sei. A minha vida não presta.

Não sei quando é que a beleza máxima deixa de existir e o tempo da "já-foi-bonita" tem início. É verdade que não é aos 45 anos. Se eu me esforçar muito, ainda recebo alguma atenção, mesmo que essa atenção esteja bastante reduzida [quando comparada ao passado]. Mas quem diria que eu sentiria saudades do tempo em que eu não passaria perto dum local de construção civil sem receber algum tipo de atenção? Hoje em dia, quando alguém assobia, quase de certeza que é um mensageiro de bicicleta pronto a atropelar-me.

Havendo sido confiante na forma como a minha aparência afectava os outros, eu usei-a nessas pessoas para obter algo análogo a dinheiro extra. Sim, na maior parte das vezes, isso funcionava junto da população masculina, mas esse extra que eu poderia obter deles - quando lhes implorava para não me multarem, ou quando lhes pedia que mantivessem a porta aberta só por mais alguns instantes, ou ainda quando lhes pedia que se esforçassem um pouco mais para encontrar um lugar vazio no avião - eu assumia ser um dado adquirido.

Tal como tudo na vida, há o retorno e isso é terrível. A beleza, ao contrário dos outros dons conferidos à nascença, não requer dedicação, paciência e trabalho árduo para recompensar, mas é também o único dom que NÃO fica para sempre. Geralmente floresce numa idade quando nós estamos menos equipadas para lidar com os seus benefícios e recompensas, e em vez disso, assumimos isso como um dado adquirido, e quando começamos a entender o seu valor, ela esfuma-se.
O tempo não perdoa, mas mesmo assim a Paulina não se pode queixar. Comparando-a com as mulheres da sua idade, ela está muito acima da média.

Mas esse nem é o ponto do texto. A questão aqui é demonstrar como o movimento feminista está a gerar um ambiente de tal modo opressivo que a beleza feminina será ignorada pelos homens devido ao receio destes de serem acusados de "assédio" ou "violação".

Não é preciso dizer isto, mas existe o assédio e existe o "assédio". Uma coisa é um grupo de homens da construção civil assobiar a uma mulher que passa, e outra é fazer avanços sexuais desrespeitosos e ofensivos. Embora seja obrigatório combater a segunda, o que as feministas querem fazer é criminalizar a primeira.

Como dito em cima, entende-se o ódio que as feministas têm pelas mulheres bonitas, uma vez que elas [as feminazis] costumam ser mais feias que as mulheres normais. No entanto, usar o sistema legal para garantir que NENHUMA mulher recebe qualquer tipo de atenção masculina só porque as feministas são ignoradas pelos homens, é uma atitude ditatorial a roçar o fascismo.

Mas destruir os relacionamentos é mesmo o plano do feminismo uma vez que a cooperação heterossexual é uma das forças estabilizadoras das sociedades funcionais. O feminismo, como umas das armas do marxismo cultural, tem como propósito destruir a unidade social como forma de garantir mais poder ao governo. Essa é uma das razões que faz com que os governos ocidentais sejam os principais financiadores da agenda feminista; quanto maior for a influência deste movimento, maior vai ser o poder do governo junto da sociedade.

Mas como em tudo o que envolve o esquerdismo, embora isto seja bom para quem tem planos ditatoriais, isto é mau para a sociedade. Primeiro, isto põe uma camisa de forças na atracção masculina. Segundo, isto vai isolar ainda mais a mulher - já de si rodeada de leis e éditos governamentais que a tornam virtualmente intocável. Por fim, isto é mau para os casamentos uma vez que muitos deles tem início precisamente em momentos onde a mulher atrai o homem através da sua beleza.

Modificado a partir do original


sexta-feira, 30 de março de 2012

Autoridade politicamente correcta

A primeira vez que li este incidente não pude deixar de achá-lo cómico. Só mais tarde me apercebi que a nossa sociedade é, para todos os efeitos, governada por pessoas que usam practicamente a mesma forma de "pensar" (homens e mulheres feministas).

[Antes que alguma igualitária ignorante me acuse de ser contra o "direito de voto das mulheres", convém dizer já que isso é falso. O propósito do texto é mostrar como o uso de argumentos lógicos e racionais com pessoas (homens e mulheres) que se alinham com o politicamente correcto é uma perda de tempo.]


DC recebeu um argumento convincente contra a sabedoria de se conferir o direito de voto às mulheres:
Sou um grande fã do teu blogue e da versão única de Cristianismo libertário que tu defendes. Falei à minha mãe sobre as tuas posições em torno das mulheres e do voto.

Quando ela me perguntou qual era a minha opinião, e eu respondi que tu tinhas fornecido alguns argumentos convincentes e que eu estava indeciso em relação à minha posição, ela pôs-me de castigo e proibiu-me de sair de casa até que eu lhe peça desculpas e lhe diga que eu acredito que as mulheres deveriam ter o direito de voto.

Tentei ter uma discussão com ela, mas ela começou logo a comparar-me com Hitler.

A piada final? Ele tem 37 anos!

Na verdade, não sei que idade ele tem mas pelo menos ele recebeu uma lição informativa em relação à natureza feminina, solipsismo feminino e os instintos autoritários das mulheres.

A comparação com Hitler é particularmente irónica visto que tanto a Nacional Socialista como os Fascistas foram firmes apoiantes do sufrágio feminino. O partido nazi alemão dependeu do voto das mulheres na sua ascensão ao poder no ano de 1933.

De facto, o sufrágio feminino foi literalmente a primeira tábua do "Manifesto da Luta Fascista" ("The Manifesto of the Fascist Struggle") publicado no jornal The People of Italy no dia 6 de Junho de 1919 por Benito Mussolini:

Italianos! Eis aqui o programa dum movimento genuinamente italiano.

É revolucionário porque é anti-dogmático, fortemente inovador e contra o preconceito.

Para o problema político: Nós exigimos:

a) Sufrágio universal levado a cabo com base regional, com representação proporcional, direito ao voto e ilegibilidade para lugares eleitorais para as mulheres.

É importante notar que as exigências Fascistas em torno da representação política proporcional das mulheres é significativamente mais "progressista" que qualquer iniciativa que as feministas americanas alguma vez exigiram.

De qualquer forma, eu nunca recomendaria que alguém que tenha sido vítima da polícia-do-pensamento seja forçado a um pedido de desculpas ou se submeta à força a exercícios de re-educação.

Nós somos ordenados a honrar as nossas mães, mas não somos ordenados a submeter-mo-nos às suas exigências lunáticas em favor de expressões piedosas do politicamente correcto.

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Aparentemente existem semelhanças fundamentais entre o movimento feminista e os fascistas do século 20.

Deve ser "coincidência".


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Noam Chomsky: Talvez a Solução Para o (Não-Existente) Aquecimento Global Seja Uma Ditadura

Um socialista a propôr fascismo? Onde é que já vimos algo parecido? Hmmm...Talvez no início dos anos 30 na Alemanha.

Via Real Science:

Suponhamos que era descoberto amanhã que o efeito de estufa havia sido subestimado, e que os efeitos catastróficos iriam ocorrer dentro de 10 anos e não daqui a 100 anos.

Bem, dado o estado dos movimentos populares actuais, provavelmente teríamos uma usurpação do poder por parte dos fascistas, e provavelmente toda a gente iria concordar com isso uma vez que esse seria o único meio para a sobrevivência de todos nós.

Eu haveria de concordar com isso uma vez que, por agora, não há alternativas.

Ficamos a saber, portanto, que o alarmismo em torno do não-existente aquecimento global antropogénico (AGA) é bastante útil para pessoas com planos totalitários. Isto talvez explique o porquê das Nações Unidas pedirem ajuda a Hollywood para propagar a mensagem do aquecimento global.

É preciso não esquecer uma coisa importante àcerca do marxismo cultural: eles não se importam com os homossexuais, com as mulheres ou com o meio ambiente. A única coisa que os preocupa é o poder.

Eles querem ter uma forma de controlar os recursos mundiais sem que a humanidade sinta que está a ser controlada por ditadores. Como tal, e como é normal entre os totalitários, eles inventam um falso inimigo e colocam-se a jeito para serem "os escolhidos" para lutar contra o "inimigo" que eles criaram.

As palavras de esquerdistas Noam Chomsky são um lembrete muito forte do que está realmente por trás do movimento ambientalista.

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