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quinta-feira, 23 de abril de 2020

As origens socialistas do fascismo

Uma das falácias mais persistentes é a alegação de que o Fascismo é uma doutrina capitalista, ignorando seus actos e influências. 

O fascismo além de aliado do nazismo, possui os mesmos princípios e origens, embora com certas diferenças. Em semelhança com o nazismo, o fascismo nada mais representa que outro filho bastardo do socialismo e do sindicalismo. Tais factos são narrados ao longo da história política de Benito Mussolini. 

Desde o início da sua carreira que Mussolini rapidamente se inclinou para as ideologias de massas, filiando-se ao Partido Socialista com apenas 17 anos. Em 1902, tentando fugir do serviço militar, emigrou para a Suíça, onde conheceu alguns políticos russos vivendo no exílio (incluindo os marxistas Angelica Balabonoff e Vladimir Lênin).

Mussolini tornou-se um activo membro do movimento socialista italiano na Suíça, trabalhando para o jornal L’Avvenire del Lavoratore, organizando encontros, discursando para os trabalhadores, além de actuar como secretário da união dos trabalhadores italianos em Lausanne. Mas em 1903, foi preso pela polícia bernense e deportado para a Itália.

Ao retornar a Itália já estava renomado e destacava-se como um dos mais activos socialistas italianos. Em 1910 retorna a sua cidade natal e passa a editar o jornal semanal Lotta di classe (A Luta de Classe). Neste período, publicou Il Trentino veduto da un Socialista (O Trentino visto por um Socialista). 

Em 1911 Mussolini participou num motim (liderado por activistas socialistas) contra a guerra italiana na Líbia. Ele denunciou-a como uma guerra imperialista com o propósito de capturar a capital Líbia Tripoli, mas isso custu-lhe 5 meses da vida ne prisão. 

Um ano depois Mussolini ajudou a expulsar do partido dois revisionistas socialistas que haviam apoiado a guerra: Ivanoe Bonomi e Leonida Bissolati. Como resultado ganhou o cargo de editor do jornal do Partido Socialista Italiano o "Avanti!", que sob a sua liderança viu a sua circulação aumentar de 20,000 para 100,000 cópias. Como redactor do jornal ficou famoso por seu discurso anticapitalista. Em seus textos Mussolini atacava severamente as economias liberais.

Com o passor dos anos, o Partido Socialista Italiano decidiu não se opor ao governo liderado por cinco vezes pelo Primeiro Ministro Giovanni Giolitti. Coligados com o governo, o PSI elevara sua influencia eleitoral. 

Entretanto, o partido permanecia dividido entre dois grupos: os Reformistas liderados por Felippo Turati e que exerciam forte influencia junto dos sindicatos, e os Maximalistas, liderados por Constantino Lazzari, que eram afiliados ao “London Bureau”, uma associação internacional de partidos socialistas. 

Para resolver o impasse interno, Mussolini liderou o grupo dos Maximalistas em uma convecção do PSI, o que levou a uma cisão interna e que forçou os reformistas a fundar o Partido Socialista Reformador Italiano. 

Em 1919 Mussolini fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que daria origem ao Partido Fascista. Com base em suas perspectivas políticas de carácter socialista, consegiu milhares de afiliados. Não obstante, Mussolini criou o própria ideologia a partir de suas antigas influencias, e tal como elas, o fascismo exigia um imposto progressivo, a formação de cooperativas e um ambiente onde partidos, associações, sindicatos, classes seriam um só corpo.

Na Enciclopédia Italiana de 1931, escrita por Giovanni Gentile e Benito Mussolini, o fascismo é descrito como uma doutrina cujo “fundamento é a concepção do Estado, da sua essência, das suas competências, da sua finalidade. Para o fascismo o Estado é um absoluto, perante o qual indivíduos e grupos são o relativo. Indivíduos e grupos são “pensáveis” enquanto estejam no Estado”. 

A doutrinas fascista era de cunho colectivista e previa controle da economia e a estatização; portanto não eram diferentes de qualquer outra forma de socialismo. 

Embora o ditador se tivesse distanciado do socialismo de reformas gradativas para um socialismo violento e revolucionário (aos moldes do comunismo a qual se opunha), não ignorava suas origens. 

Em 1932, identifica “no grande rio do fascismo”, as correntes que nele vão desaguar, e que terão as suas fontes em Georges Sorel, Charles Peguy, Hubert Lagardelle do Movimento Socialista, e nos sindicalistas italianos Angelo Oliviero Olivetti da Pagine Libere, Orano de a Lupa, o Enrico Leone do Divenire Sociale e que segundo ele, haviam trazido entre 1904 e 1914, o novo tom ao ambiente do socialismo italiano.

Mussolini não tinha meios nem a necessidade de esconder suas origens socialistas, e embora fosse anticomunista, seu sistema é bem parecido como o modelo stalinista através da reengenharia social, controle da produção, consumo, preços, salários, aluguéis, mídia, comunicação, campos de confinamento de prisioneiros, extermínio em massa, coerção militar, imperialismo e liderança absoluta.

Tal como no comunismo de Stalin, o Fascismo e o Nazismo eram estatólatras (culto ao chefe de Estado) e contrários as liberdades individuais. Eram opositores da democracia e do liberalismo. O fascismo, assim como toda doutrina socialista, visa reformar o homem, controlar seus hábitos através de uma liderança populista e demagoga. 

Com um linguajar forte e que supostamente resolveria todos os problemas, Mussolini  tornara-se um dos maiores tiranos da história. Para muitos estudiosos da época, Mussolini não era apenas um simples redcator que se tornara um soberano, mas o Lênin italiano - o líder de uma facção revolucionaria que visava destruir o capitalismo de livre mercado.

Referências:
Jonah Goldberg  – Fascismo de Esquerda
Gerald Leinwand – The Pageant of World History
Margherita G. Sarfatti – The Life of Benito Mussolini
Charles F. Delzel, Harper Rowe – Mediterranean Fascism
Brenda Haugen – Benito Mussolini
Modern Leftism as Recycled Fascism

~ Christiano Di Paulla - Modificado a partir do original: https://bit.ly/2VOqtDC
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domingo, 1 de outubro de 2017

Socialista Italiana apoia a diversidade até que a sua filha se enamora por um "migrante"

A filha da socialista enviou uma carta a um jornal nacional e falou do seu relacionamento com um imigrante, algo que a sua mãe socialista não apoiou:
Enquanto trabalhava entre os imigrantes, apaixonei-me pelo Jeff [o imigrante]. Quando falei nisto à minha mãe, uma pessoa da Esquerda, fiquei desiludida com a sua reacção. 
Ela disse-me que eu era uma pessoa doente, e que os negros apenas merecem a nossa piedade, que eu deveria ser presa, e que ele está comigo pelo dinheiro.
Estas palavras provocaram reacções por parte de alguns políticos, tal como a reacção de Cristiano Romani, do "Movimento Sovranista":
Estas palavras destroem o véu de hipocrisia por parte dos esquerdistas e por parte do Partido Socialista, que aplicam à letra a filosofia de receber bem os imigrantes mas bem longe das suas casas e, acima de tudo, sem qualquer contacto ou sem qualquer tipo de relacionamento com as pessoas com quem eles se preocupam.

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Pouco mais há a acrescentar às palavras de Cristiano Romani: os globalistas, os esquerdistas e os multiculturalistas são a favor dos "refugiados" desde que esses "refugiados" vivam bem longe de si, e que seja o povo nativo a sustentá-los.

O mesmo acontece com a religião do "aquecimento global", onde os mentores e os fiéis dessa seita querem que OS OUTROS paguem por aquilo que eles dizem que vai acontecer "a qualquer momento".
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- Medium.com

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Mário Soares

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A "História" não condena ninguém, mas Deus sim. As almas de todos os Portugueses que foram assassinados pelo exército armado dos internacionalistas certamente que clamarão contra aqueles que, colocando em causa 500 anos de história comum, resolveram (contra a vontade do povo) , entregar o país àqueles que, desde então, têm-se enriquecido com trabalho na nação.



sábado, 22 de setembro de 2012

As raízes socialistas de Benito Mussolini

Algo que as escolas não ensinam. Visto aqui
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Quando eu me encontrava na 6ª classe, uma cópia de 1967 do livro "The Pageant of World History" (por Gerald Leinwand) chegou-me as mãos. Embora eu tenha aprendido muito com o mesmo, ele contém omissões chocantes. Eis aqui o que Leinwand diz dos anos iniciais de Mussolini:
Mussolini, que a dada altura havia sido um socialista, e um jornalista, escreveu alguns artigos apelando à subversão do capitalismo.
Tudo verdade, mas muito enganador. Da forma como Leinwand escreve, ficamos com a impressão que Mussolini havia sido um jornalista menor que, por acaso, havia sido um membro casual do partido socialista. Só décadas mais tarde, quando descobri os trabalhos de A. James Gregor, especialmente o seu Young Mussolini and the Intellectual Origins of Fascism., é que fiquei a saber toda a história.

Felizmente para os alunos que actualmente se encontram no 6º ano, a Wikipédia tem consigo os factos que Leinwand deixou de fora.

Mussolini não era só mais um socialista; ele era o Lenine italiano - o líder da facção revolucionária mais rígida. E Mussolini não era só um "jornalista"; ele era o editor da Avanti!, o jornal oficial do Partido Socialista.

Por volta de 1910, ele . . .
...era considerado um dos mais proeminentes Socialistas de Itália. A Setembro de 1911, Mussolini participou num motim, liderado por Socialistas, contra a guerra italiana contra a Líbia. Ele denunciou amargamente a "guerra imperialista" italiana feita para capturar a capital da Líbia (Tripoli), acção que lhe custou 5 meses de prisão.
Depois de liberto, ele ajudou a expulsar das fileiras do partido Socialista dois "revisionistas" que haviam apoiado a guerra, Ivanoe Bonomi, e Leonida Bissolati. Como resultado, ele foi recompensado com o lugar de editor do jornal do Partido Socialista, Avanti! Sob a sua liderança, a circulação do jornal subiu de 20,000 para 100,000.
O artigo da Wikipédia em torno do Partido Socialista Italiano contém ainda mais detalhes em torno da purga de "revisionistas" levada a cabo por Mussolini:
No princípio do século 20, no entanto, o PSI escolheu não se opor de modo vigoroso ao governo liderado pelo cinco-vezes Primeiro Ministro Giovanni Giolitti. Esta conciliação com o governo existente e o aumento da sua influência eleitoral, ajudaram a estabelecer o PSI como um partido italiano "mainstream" por volta da década com início em 1910.

No entanto, apesar da melhoria dos resultados eleitorais, o PSI permaneceu divido em dois ramos grupos distintos: os Reformistas, liderados por Filippo Turati, e bastante influentes junto dos sindicatos e dentro do grupo parlamentar e os Maximalistas, liderados por Costantino Lazzari, afiliados ao "London Bureau" de grupos socialistas, uma associação internacional de partidos socialistas esquerdistas.

Em 1912 os Maximalistas, liderados Benito Mussolini, prevaleceram durante a convenção do partido, o que levou a divisão do Partido Socialista Reformador Italiano.
Para os socialistas, obviamente, a apostasia de Mussolini nada mais prova para além do facto dele ser o mal incarnado. Para todos os outros, a história em torno das origens de Mussolini coloca toda a sua carreira sob uma nova luz. Quem vê as coisas de fora, observa o que quem se encontra do lado de dentro se nega a admitir: a fruta apóstata raramente cai longe da árvore ortodoxa.

Sim, Mussolini apercebeu-se que o socialismo mais o nacionalismo tinham um apelo de massas superior que o socialismo simples. Sim, Mussolini apercebeu-se que o socialismo ficaria mais forte se ele se alia-se com a Igreja em vez dele tentar destruí-la. Sim, Mussolini apercebeu-se que a apropriação em massa da propriedade privada devastaria a economia.
E sim, Mussolini apercebeu-se que a palavra "socialismo" alienaria milhões de italianos que estariam de outro modo receptivos à sua mensagem. Mas isto não faz de Mussolini um socialista radical que traiu tudo em que acreditava, mas sim um socialista radical que se livrou de dogmas socialistas periféricos como forma de desbravar o caminho entre ele e o poder absoluto.

Se ele tivesse mantido a etiqueta socialista e tivesse evitado a aliança com Hitler [outro socialista], Mussolini hoje poderia ser um ícone esquerdista tão grande como Che Guevara.


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