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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A mágoa de Melanie Notkin: 42 anos, sozinha e sem filhos.

Por Melanie Notkin

Para uma mulher solteira, a mágoa de não ter filhos não é aceite. A mágoa atingiu-me aos trinta e poucos anos sem qualquer aviso.

Segundo tudo o que parecia, a minha vida era fantástica, ou muito próxima de o ser. Tinha um bom emprego em Nova York, bons amigos, e alguns encontros românticos. Mas também houve momentos, dias e noites de solidão, em que eu chorava. Eu soluçava. Eu deitava-me na cama durante horas e horas, com lágrimas a correrem sobre a minha almofada. Eu estava de luto mas nem sabia.

Havendo experimentado o mesmo sentimento há já alguns anos, hoje sei que a mágoa devia-se ao facto de não ter filhos; ou, dito de forma mais pungente, devia-se à perda do bebé que nunca tive nos meus braços. Por aquela altura da minha vida, eu esperava já estar casada e ser mãe de pelo menos duas crianças. Mas eu estava muito longe disso: ainda estava solteira.

Cruzar-me uma nova mãe (e o seu filho) enquanto passeava pela Broadway mexia com o meu útero. E só o facto de ver uma mulher inchada, grávida de ou 8 meses, fazia com que a minha pequena estatura se sentisse invisível e pequena. A tristeza que eu sentia durante a altura do meu período era mais profunda que hormonal. Eu estava a chorar a perda de mais uma chance de ter a vida familiar que sempre havia sonhado ter.

E eu sofria sozinha.

Sofrimento por não ter sido capaz de ter filhos é aceitável para casais que estão a atravessar por um momento de infertilidade biológica. Sofrimento por não ter filhos por se ser uma mulher solteira que se encontra na casa dos trinta ou quarenta não é aceite. Em vez disso, é assumido que nós não entendíamos que a nossa fertilidade tem um tempo de vida limitado e que nós fomos descuidadas com a possibilidade.

Somos chamadas de "mulheres carreiristas" como se tivéssemos acabado a faculdade, queimado os nossos sutiãs, e tivéssemos começado a nossa carreira profissional como forma de exibir algum tipo de músculo feminista. Ou, é assumido que não estávamos a "tentar o suficiente", ou fomos "demasiado esquisitas". A moda mais recente é assumir que nós não queremos filhos porque não congelamos os nosso ovos, porque não adoptamos, ou porque não tivemos um filho quando éramos mulheres solteiras.

Este tipo de mágoa, mágoa que não é aceite ou que é silenciosa, é referida como uma mágoa desprivilegiada. É o tipo de mágoa que nós sentimos não ter permissão para sentir porque a perda não é clara e nem é entendida. Nós não perdemos um irmão, um esposo ou um parente. Mas as perdas que os outros não entendem podem ser tão poderosas como as perdas que são socialmente aceites.

Deixem-me ser bem clara: quando já passamos os 35 anos, estamos de coração partido por causa do homem que esperávamos que fosse "o tal", já não temos um bom encontro romântico há um bom tempo, ou vemos as nossas amigas mais próximas grávidas com o segundo ou o terceiro filho, é duro. É desarmante. E por vezes, é insustentável.

Eu sempre gostei de estar perto de bebés; nunca me fartava dos meus sobrinhos e sobrinhas recém-nascidos. Não tendo filhos meus, sentia como se o mundo, e de forma bem brusca, estava a avançar e eu estava a ficar para trás.

Passar a ter 40 anos ajudou. A antecipação de passar a ter 37....38....39, e continuar solteira, estava a criar mais ansiedade que qualquer outra coisa na minha vida. Mal atingi os 40, apercebi-me que apesar dos meus sonhos (e apesar do meu profundo desejo biológico e emocional de ser mãe), eu ainda estava feliz pelas outras coisas da minha vida. Ser uma tia era (e muito provavelmente sempre será) a minha maior alegria. Dar início ao meu próprio negócio, tornar-me autora e realizar o meu potencial profissional tem sido extremamente recompensador.

Hoje tenho 42 anos, e avancei calmamente com a minha vida. Tornar-me mãe por esta altura seria uma surpresa bastante feliz. Claro, ainda tenho os meus momentos. A paz de espírito conquistada com tanto esforço pode ser interrompida por uma inesperada embalagem enviada por uma agência de Relações Públicas a enviar-me roupa de bebé para promoção. (....) Ou quando as pessoas assumem que eu nunca quis filhos porque não tenho nenhum. Ou quando ficam surpreendidos quando digo que quero.

Ou, pior ainda, quando presumem que estou mais feliz por não ter filhos ou mais afortunada por não ter que me "preocupar com filhos". Algumas pessoas chegam até a chamar-me de "sem-filhos" - termo cunhado por aqueles que escolheram não ter filhos e não têm o desejo de ter filhos - só porque eu "escolhi" esperar pelo amor.

Não só tenho que lidar com a minha infertilidade circunstancial, como tenho que defender o meu desejo de me casar com alguém por quem me encontro apaixonada antes de conceber. Tenho que defender o porquê de não ser mãe quando isso era o que eu mais queria.

A mágoa de nunca me ter tornado mãe é uma que eu nunca vou superar, ao contrário da mágoa que senti há 23 anos atrás quando perdi a minha mãe. Mas tal como esse tipo de mãgoa, ela já não é constante ou activa. Sim, eu ainda tenho a esperança de vir a conhecer o homem que venha a ter o desejo de ter uma filho comigo, e que está preparado para atravessar comigo os tratamentos que eu posso vir a precisar para que isso aconteça. Ou que esteja pronto para sofrer comigo se por acaso isso não funcionar.

Mas, de forma geral, eu prossigo, buscando o amor. Felizmente, não há limite temporal biológico para esse sonho. De forma cuidada, eu nutro a esperança de ainda vir a ter a chance de ter o meu bebé nos meus braços - e que eu ainda seja atraente para os homens que querem ter filhos.

Sei que não estou sozinha; faço parte das 18% de mulheres Americanas com idades compreendidas entre os 40 e 44 que não têm filhos. A Pew Research relata que metade das mulheres deste grupo escolheu esse destino - escolheram não ter filhos. Mas o resto de nós - cerca de 1 milhão de mulheres Americanas com idades compreendidas entre os 40 e os 44 e sem filhos - sofre com a infertilidade biológica ou circunstancial.

A forma como escolhemos seguir com a vida apesar desta mágoa é o foco do nosso e "viveram felizes para sempre". E, se posso dizer, tenho planos de fazer com que o meu "feliz" seja mesmo para sempre. E se tudo correr bem, não estarei sozinha.

-  http://bit.ly/1M5Z2fZ.



terça-feira, 7 de maio de 2013

Helen McNallen: "Eu deveria ter engravidado quando era mais nova"


O Daily Mail conta histórias de mulheres com educação universitária que adiaram em demasia a maternidade. Uma das mulheres listadas na notícia explica a sua situação.

Helen McNallen é a tipica mãe-adiada que deu prioridade à sua carreira e não à sua família. Logo após ter obtido as suas qualificações na "Bristol University", Helen foi "caçada" pela Goldman Sachs onde, como mulher na área do comércio e por esta altura (inicio dos anos 90), ela era uma raridade. Trabalhar durante 12 horas por dia era o normal. Normalmente, o seu dia de trabalho começava por volta das 6 da manhã.

Ela casou-se com Duncan (cinegrafista freelance) quando ela tinha 30 anos, e continuou a trabalhar.

Eu queria um bebé, mas estava num carrocel do qual não conseguia sair. Eu visualivava um futuro com crianças, mas nós enterramos a cabeça na areia e esperamos que as coisas se revolvam por si só, mas elas raramente se resolvem.

Para a Helen, as consequências de adiar a maternidade foram catastróficas. Quando deu início ao seu novo emprego (onde ganhava cerca de £200,000 por ano num banco alemão) ela trabalhou ainda mais como forma de justificar o seu elevado salário. Mas o nível de stress aumentou proporcionalmente. Finalmente, no ano de 2001 e com 33 anos de idade, ela sofreu uma crise nervosa e foi diagnosticada com depressão.

Por esta altura, ela queria ter um filho mas estava impedida de o fazer visto que a medicação que ela tomava poderia causar danos no bebé. Entretanto, o seu casamento, esticado até ao ponto de rotura devido à sua doença, entrou em colapso. Passaram-se 6 anos até que Helen parou de tomar a medicação para a depressão. Por esta altura ela tinha 40 anos e estava sozinha.

Hoje em dia, ela vive em Yorkshire com o seu parceiro de 45 anos (com quem está há dois anos) e trabalha como conselheira para as pessoas que se encontram em depressão. Para além disso, ela tem um site com o nome de "Depression Can be Fun".  Ela diz ainda:

Eu e o meu parceiro ainda esperamos ter um filho. É algo que eu penso todos os dias. Tento viver sem arrependimento, mas, olhando para trás, eu deveria ter "mordido a bala". Eu deveria ter engravidado quando era mais nova.
 
Outra mulher cuja história foi reportada pelo Daily Mail é Kristina Howells. Para ela, hoje com 40 anos, estudar tornou-se um substituto para a criança que ela não tinha. Quando estava na casa dos 20, ela liderava a escola de música de Kent.
Era a altura ideal para ter filhos, mas eu era consumida pelo trabalho. Quando eu não estava a ensinar, estava a planear lições, ou a tomar parte de actividades extra-curriculares, ou a organizar festivais e concertos. Era recompensador mas esgotante. Lembro-me de pensar "Ainda sou bastante jovem. Posso sempre encontrar o homem certo quando estiver na casa dos 30."

Tu olhas para ti e pensas que és invencível. Mas foi então que cheguei aos meus 30 anos e comecei a entrar em pânico; eu tinha uma carreira profissional mas não tinha um homem com quem ter um filho. Para além disso, eu não queria ser uma mãe solteira.
Soluções? Parece que a cultura esquerdista chegou a um ponto onde a mensagem que é transmitida às mulheres é a de que, a única coisa que realmente conta é a carreira profissional, e que este é a forma delas atingirem a sua auto-realzação. Faz sentido que esta mensagem destrutiva tenha sido seguida de modo masi fervoroso pelas mulheres da classe média-alta da sociedade, visto que estas mulheres têm maior acessoa profissões de maior status e maior rendimento.

Também não se dá o caso destas mulheres não quererem ter filhos; o que se passou foi que elas não buscaram de forma determinada esse propósito, pensado que isso aconteceria por si só num tempo futuro indeterminado.

Portanto a solução é, em parte, promover uma visão mais realista dentro da sociedade. Esta visão deve reconhecer que as mulheres têm que procurar homens com vontade de casar (e planear a sua vida familiar) quando se encontram nos seus anos 20. Isto prende-se não só com a decrescente fertilidade feminina, mas também com o facto dos homens serem koreogâmicos e terem uma atracção sexual superior pelas mulheres com a aparência mais jovem (Kore sendo a palavra do Antigo Grego que significa donzela / mulher jovem).

Via

* * * * *
O que se pode concluir deste tipo de notícias é que todas as ideologias que fomentam o carreirismo junto das mulheres, e que a motivam a colocar a vida laboral acima da vida familiar, estão a conduzi-las   para uma vida de solidão e arrependimento. 
Obviamente que isto não significa que todas as mulheres adiaram a maternidade vivem vidas de arrependimento e solidão; o que isto significa é que a mulher que escolhe adiar a maternidade (ou não ter filhos) pode, mais tarde, arrepender-se amargamente dessa decisão. E uma sociedade composta por mulheres que não se reproduzem, é uma sociedade que caminha a passos largos para o colapso.



sexta-feira, 29 de março de 2013

O intragável carreirismo de Erin Callan

Sem surpresa alguma, à medida que as mulheres vão sendo involuntariamente forçadas para o mercado de trabalho, a sua fertilidade vai entrando em declínio acelerado (tal como era o plano). A esta altura a única coisa que constitui "surpresa" é a existência de mulheres que ainda se admiram com as consequências desta obra de engenharia social imposta sobre as mulheres (carreirismo).

Nas linhas que se seguem conta-se a história duma mulher que colocou a carreira profissional acima da construção da família, só para descobrir, amargamente, que já não consegue iniciar uma família - e nenhum homem com opções disponíveis vai preferir uma carreirista de 40 anos no lugar duma esposa tradicional.

Por Sandra Parsons

Erin Callan é uma antiga advogada tributarista (inglês: "tax-lawyer") que chegou a ser chamada de "a mais poderosa mulher de Wall Street". Ela diz agora que fez um erro ao escolher a carreira profissional em vez de escolher a maternidade - e que agora, com 47 anos, ela tenta ter um filho.

Ela é um exemplo extremo, mas existe um número crescente de mulheres como ela. Durante a semana passada, uma pesquisa recente da "Office of National Statistics" revelou o devastador número de que uma em cada cinco mulheres britânicas com mais de 45 anos não tem filhos.

De todas as mulheres solteiras sem filhos que conheço, nenhuma foi tão extraordinariamente bem sucedida na sua carreira como Erin (que ascendeu para a posição de directora financeira da "Lehman Brothers"). No entanto, todas elas têm bons empregos e todas elas disfrutaram de algum tipo de liberdade económica, coisa que as suas mães só poderiam ter em sonhos.

Mas então porque é que elas se encontram solteiras e sem filhos? Temo que o motivo seja intragável mas simples: a maior parte delas investiu mais tempo nas suas carreiras, nas suas economias, nas suas casas e nos seus guarda-fatos do que nos seus relacionamentos amorosos.

Ao contrário das gerações anteriores, estas mulheres não dependeram dos homens para estatuto social, para ter um tecto sobre as suas cabeças, e nem precisavam de permissão para comprar sapatos. Seguindo um caminho distinto do caminho seguido pelas suas mães, que fizeram do casamento a sua prioridade, estas mulheres não precisavam. Em vez disso, elas jogaram o jogo, tal como muitos homens sempre o fizeram, e tal como muitos homens, quando as coisas ficaram mais difíceis, elas abandonaram a relação. Até que um dia acordaram e viram que os homens decentes haviam desaparecido.

[ed: na verdade, os "homens decentes" não desapareceram; eles apenas seguiram a sua biologia e voltaram a sua atenção para as mulheres mais jovens]

Hoje em dia as mulheres têm mais educação que os homens [ed: sobre o porquê disto ser assim, ver aqui, aqui, e aqui], dando-se o caso delas obterem mais qualificações que os homens, e entrarem para as profissões de topo (tais como a área jurídica e a medicina) em números maiores que os homens. Devido a isto, o número de homens igualmente qualificados diminuiu, e estas mulheres encontram-se relutantes em "casar para baixo" (isto é, com homens dum estrato social/económico mais baixo), e os que existem desaparecem rapidamente do "mercado".

Mas quando perguntamos aos homens o porquê de tantas mulheres ainda estarem solteiras, todos eles oferecem outro motivo: a maior parte das mulheres carreiristas que eles encontram são manipuladoras e intransigentes - e os homens acham este comportamento muito castrador.

Tal como ela diz no título do seu livro, Sandberg defende que as mulheres têm que "abrandar" com o seu trabalho à medida que consideram começar uma família (e não acelerar, como muitas delas fazem). É precisamente por isso que as mulheres jovens - as nossa filhas, irmãs e colegas - têm que entender que encontrar o parceiro certo é tão importante como construir uma carreira profissional satisfatória. Se isso significa entrar num tipo de entendimento, então que seja - o casamento é um comprimisso feito por duas partes.

E digo-vos mais: não encontrarão muitas mulheres em casamento felizes que acordam um dia, com 45 anos, e descobrem que estavam demasiado ocupadas para ter filhos. Actualmente, a directora operacional da empresa Facebook , Sheryl Sandberg, encontra-se nas manchetes por ter escrito um livro com o nome "Lean In", que apelas às mulheres para não abdicarem das suas carreiras quando têm filhos, mas para encontrar uma forma de poder ter ambas.

É uma ideia interessante e uma que eu acho ser possível - mas na práctica isto requer 1) um parceiro que dê muito apoio e 2) a renúncia de qualquer tipo de ambição de chegar ao topo dos topos da hierarquia laboral.  Eu sei que não é justo, mas é muito melhor do que descobrir, aos 40 anos, que chegaste ao topo da árvore mas que o "atraso mensal" não se deve a uma gravidez mas à menopausa, e que nunca mais vais ter a chance de ser mãe.

Sim, a carreira profissional é gloriosa, e eu estimo a minha. Para além disso, eu apelo a todas as mulheres que não abdiquem das suas se puderem, mas não se isso significar a perda de algo muito mais precioso: uma família. Tal como Erin Callan diz:
O trabalho vinha sempre em primeiro lugar. Apercebo-me agora que não me valorizei. Infelizmente, apercebi-me disso tarde demais.

..



domingo, 18 de dezembro de 2011

Mentiras feministas em torno da fertilidade da mulher

Susan Walsh fala duma mentira muito comum entre as feministas.

Apesar da educação sexual progressista (esquerdista) em muitas áreas do país, as mulheres adultas continuam seriamente mal-informadas quando se trata do estado dos seus ovários.

Durante uma história recentemente transmitida na NPR, uma mulher infértil na casa dos 40-e-poucos não entendia o porquê dela não engravidar. Segundo ela, ela fazia exercício com regularidade, fazia yoga e tinha até um "personal trainer". Para além disso, ela comia bem e era saudável. Ele nunca soube que os seus ovários gradualmente se tornavam menos produtivos apesar destas medidas.

Uma pesquisa recente trouxe a lume a forma como as mulheres subestimam o quanto a sua fertilidade cai com a idade. Elas pensavam que aos 30 anos de idade elas tinham 80% de hipóteses de engravidar. A realidade é que as probabilidades estão mais perto dos 30%. Elas também pensavam que uma mulher de 40 anos tinha cerca de 40% de hipótese de engravidar, quando as probabilidades estão abaixo dos 10%.

As mulheres ficam surpresas por saber isto e muitas ficam zangadas [com quem?]. Uma mulher disse o seguinte àcerca da sua luta de uma década para engravidar:

Sinto que isto é mais uma coisa que a mulher não controla. Dizem-nos coisas como "Oh, a tua fertilidade cai rapidamente quando te encontras na segunda metade dos anos 20".

Bem, se eu não tenho nenhum relacionamento e quero ter uma família, de que forma é que essa informação me vai ajudar?

Barbara Collura lidera o "National Infertility Association". Ela diz que a primeira coisa que as mulheres afirmam é "Porque é que ninguém me disse isto?"

Vamos ser honestos; as mulheres não querem saber que elas não podem ter tudo. Podemos ter um bom emprego, boas qualificações, não temos que nos preocupar com a educação de crianças porque isso é algo que virá mais tarde.

Só que quando isso não acontece, as mulheres ficam extremamente zangadas.

Então porque é que as mulheres não entendem a mensagem? Como é que mulheres com cursos superiores possuem um entendimento tão fraco dos seus próprios corpos?

Tens três tentativas para adivinhar. As primeiras duas não contam.

Há uma década atrás uma campanha da "American Society for Reproductive Medicine" gerou repercussões terríveis.

Anúncios publicitários em vários autocarros do país mostravam um biberão com a forma duma ampulheta em jeito de aviso às mulheres de que o seu tempo se estava a esgotar.

Mas os grupos de defesa dos direitos das mulheres qualificaram isso de "táctica de medo" que deixava as mulheres pressionadas e com sentimentos de culpa.

Bem, elas agora já não têm que se sentir pressionadas e com sentimentos de culpa. Em vez disso estão estéreis e deprimidas.

O prognóstico para o casamento é austero. Temos que tirar a cabeça da areia e falar a verdade em torno deste assunto. Já é demasiado tarde para as mulheres no final dos anos 30 ou na casa dos 40. Aquelas entre vocês que estão na casa dos 20 podem ter um marido e filhos, mas não podem ter tudo [como ensinaram as feministas].

A geração de feministas hoje na casa dos 40/50 mentiu-vos àcerca disso.

Vocês na casa dos 20 têm decisões difíceis para tomar. O que é mais importante: a carreira profissional ou uma família? Quando pensas numa pós-graduação, levas em consideração os custos e os benefícios, incluindo atrasar o casamento para quando estiveres na casa dos 30?

Estás disposta a encontrar o teu parceiro para toda a vida enquanto estás na casa dos 20, filtrando e rejeitando os homens que não são "material para marido"?

Não há respostas fáceis. O clima para o casamento está hostil. Se sabes que queres casar e ter uma família, tens que planear isso com cuidado. Maridos e bebés não caem das árvores.


A Susan Walsh não diz mas há aqui uma informação importante para os homens: se te queres casar e ter mais do que um filho saudável, é melhor não te casares com uma mulher com idade superior a 25 anos.

. . . . . . . .

O texto da Susan revela mais um aspecto terrível do feminismo: as mulheres são indoutrinadas em favor da crença que podem ter e ser tudo o que quiserem, só para descobrirem que isso é falso. Ninguém pode ter e ser tudo; todos nós temos que fazer escolhas de vida e viver com as consequências das mesmas.

Se uma mulher indoutrinada pelo feminismo se convence que tem 80% de hipóteses de ter filhos aos 35 anos, só para mais tarde descobrir que isso é uma mentira, ela tem que viver com as consequências da sua escolha. Não pode apontar o dedo a mais ninguém senão a si própria.

O mais trágico do feminismo é verificar raparigas na casa dos 20 anos a promover uma ideologia que as mulheres da casa dos 30/40 já sabem ser uma farsa.

Se não fosse a utilidade política do feminismo (maior poder e controlo para o governo), esta ideologia há muito que teria sido desmascara por aquilo que realmente é: um movimento politico que usa a psicologia feminina para avançar com o esquerdismo.


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