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segunda-feira, 26 de junho de 2017

7 métodos que a elite usa para controlar o povo

Por Michael Sebastian

Todas as sociedades são controladas por uma elite. No passado, esta elite era a aristocracia hereditária, mas hoje em dia, a elite é composta por globalistas extremamente ricos. Eis aqui algumas das técnicas que eles usam para se manterem no topo.

Os 3 primeiros itens da lista são itens sobre os quais nós temos pouca influência visto serem totalmente determinadas pelo governo, que, por sua vez, encontra-se totalmente controlado pela elite. Teoricamente isto pode ser mudado através do voto, mas na realidade, nós não temos qualquer tipo de influência sobre estas políticas.

Os 4 últimos itens também se encontram totalmente controlados pela elite, mas o nosso uso deles está sob o nosso controle. Se por acaso estamos a ser controlados através deles, então não podemos culpar ninguém a não ser nós mesmos.

1. Violência.

Uma das formas mais óbvias através da qual a elite controla a população é através da ameaça de violência. Se alguém que não faz parte da classe governante [classe essa que é bem mais alargada que a classe 'democraticamente eleita'] tenta obter acesso a local barrado ao povo, essa pessoa irá rapidamente ser colocada numa prisão ou morta. Virtualmente todas as classes governantes da História usaram este método.

Os Estados Unidos fazem uso constante da violência como forma de reforçar a ordem estabelecida. E ocasionalmente, a força usada é excessiva. Por exemplo, em 2013 uma higienista dental chamada Miriam Carey conduziu até ao ponto de controle da Casa Branca. 

Quando os oficiais a ordenaram que parasse, ela tentou inverter a marcha e voltar para a estrada de onde tinha vindo. Os policiais bloquearam-na e ela foi-se embora, gerando uma perseguição policial que terminou quando os policiais dispararam e mataram a jovem mãe (apesar dela não ser qualquer tipo de ameaça para eles).

O monopólio estatal do uso da violência é a forma de controle mais aceitável. Quando ela é usada correctamente, ela preserva a ordem sem afectar de modo negativo a maior parte das pessoas. Esse monopólio só se torna problemático quando ele se torna excessivo.

2. Assistência Social

Há já milhares de anos que os governos usam a assistência social como forma de placar as massas deslavadas. Durante a parte final da República Romana, os políticos disponibilizavam pão aos votantes mais pobres como forma de comprar os seus votos.

Infelizmente, o esquema da compra de votos não durou para sempre. Mal as pessoas se aperceberam que elas poderiam votar por "coisas gratuitas" para si mesmas, a República tornou-se ingovernável.

Depois de muitos tumultos políticos, a situação eventualmente precisou dum ditador forte na figura de Júlio César.

Nos dias de hoje, os governos disponibilizam alimento grátis, alojamento, e até telemóveis aos pobres como forma de comprar os seus votos e impedir que causem problemas.

Não pensem por um minuto que quando Hillary propõe outra ronda de ofertas ela tem uma preocupação genuína pelos seus concidadãos; isto nada mais é que mas uma compra de votos.

3. Impostos

A elite usa a política tributária como forma de impedir que os outros se tornem abastados e, desde logo, passem eles mesmos a fazer parte dessa mesma elite. Nos Estados Unidos, as pessoas que fazem parte dos 1% mas ricos pagam muito pouco de impostos visto que a maior parte do seu rendimento deriva de ganhos de capital, que são tributados a taxas mais baixas que o rendimento comum.

Ironicamente, os Democratas que querem tributar as pessoas que ganham rendimentos elevados para "atacar os ricos" estão, na verdade, a perpetuar o elitismo enraizada dos super ricos. Para fomentar uma maior mobilidade económica, o sistema tributário deveria ser menos progressivo tendo em vista o propósito de baixar os impostos dos rendimentos comuns.

4. Desporto

Karl Marx é famoso por dizer que a religião é o ópio das massas. É provável que isso fosse verdade nos dias de Marx, mas claramente não é isso que se passa hoje. Actualmente, a religião desempenha um papel menor da vida da maior parte das pessoas. Em vez disso, o ópio mais poderoso na vida dos homens modernos é o desporto televisionado.

Existem segmentos consideráveis da população masculina (e cada vez mais mulheres) que passam os Sábados e os Domingos fixados na TV a assistir as suas equipas favoritas. E isto já não é mero entretenimento; as pessoas levam estes desportos tão a sério que podem ficar deprimidas quando a sua equipa perde um jogo importante.

Nos Estados Unidos, os desportos são uma indústria milionária e todos eles são disponibilizados pelas elites que são abastadas o suficiente para comprar equipas. Até os desportos universitários são financiados pelos endinheirados financiadores das universidades.

A forma de evitar ser encurralado pela distracção dos desportos televisionados é colocando-os na sua perspectiva adequada. Embora não haja nada de mal em assistir a um jogo durante o fim de semana, não há motivos para comprar imensa propaganda desportiva ou gastar o tempo a memorizar estatísticas. Porque é que ficamos tão emotivos quando duas empresas entram em confronto uma com a outra?

Para além disso, é sempre melhor participar em desportos do que assistir outros a practicá-lo. Este é também um bom conselho para a distracção que se segue que é..

5. Pornografia.

Começando nos anos 50, os pornógrafos levaram a cabo uma guerra com a duração de 3 décadas tentando enfraquecer as leis Americanas contra a obscenidade. E eles foram bem sucedidos. Com o advento da internet, a pornografia tornou-se omnipresente. Embora os libertários celebrem isto como um triunfo da liberdade pessoal, a realidade dos factos é que a pornografia tornou-se numa das formas de controle das massas mais poderosas que existe.

Não é preciso dizer aos homens o quão poderoso o impulso sexual é. Para nós, o estímulo visual é extremamente viciante. Alguns estudos revelam que pelo menos metade dos homens encontra-se viciada em pornografia, mas eu acho que esta percentagem é bem mais elevada.

O uso da pornografia é uma imensa perda de tempo. Em vez de ser levado a cabo algo de útil, alguns homens passam uma ou duas horas a tentar encontrar imagens excitantes. Esse tempo poderia ser melhor usado a levantar pesos, a aprender uma arte marcial, a conhecer mulheres, a gerar uma família, ou a fundar uma empresa.

Mas a pornografia é mais do que uma perda de tempo visto que ela engana o homem, levando-o a acreditar que ele tornou-se no Imperador da China com um número ilimitado de mulheres prontas a satisfazer todas as suas necessidades. 

Dito de outra forma, o uso da pornografia torna o homem complacente. Isto pode ser visto no comportamento dos "homens herbívoros" do Japão que acham mais simples ficar em casa e masturbar-se, do que encontrar uma mulher ou atingir um objectivo qualquer.

Quer seja intencional ou não, a pornografia tornou-se numa das mais eficazes formas de controle das massas. Se estamos ocupados a estimular o nosso cérebro, então não estamos a reparar na forma como o nosso governo se está a transformar numa plutocracia. Isto causa a que não nos importemos com o facto de estarmos a ser tratados como gado como forma de enriquecer os nossos senhores.

6. Entretenimento

O post mais popular do meu blogue foi o primeiro que escrevi. O tópico era o que eu havia aprendido enquanto acompanhava um programa televisivo com o nome de "Naked and Afraid". Embora eu seja de opinião que esse post tem uma mensagem benéfica, os meus posts mais profundos têm muito menos visualizações. O motivo por trás da sua popularidade é o facto de se centrar num programa de televisão. Os posts aqui no ROK que comentam filmes são, também, muito populares.

Tal como o desporto televisivo, não há nada de mal em apreciar programas televisivos, filmes ou jogos de computador quando isto é feito com moderação. Mas o entretenimento popular está quase sempre cheio de mensagens que têm o propósito de avançar com a agenda dos esquerdistas. E tal como a pornografia ou o deporto televisivo, demasiada envolvência com o entretenimento pode-nos cegar em relação ao que *realmente* está a acontecer no mundo real. (...)

7. Redes Sociais

Quando elas não estão a ser censuradas pelas elites, as redes sociais podem ser uma ferramenta extremamente poderosa que podemos explorar para trazer de volta o patriarcado. Infelizmente, 99% das pessoas não usam as redes sociais como ferramenta do bem, mas sim como forma de obter algum tipo de "status". As mulheres são mais culpadas disto, mas os homens também o são quando postam fotos das suas bebidas alcoólicas ou das suas técnicas de grelhar carne.

A melhor forma de usar as redes sociais é usá-las com prudência. Se por acaso deres por ti envolvido em guerra de "status" ou em discussões sem sentido, afasta as redes sociais da tua vida e vai fazer alguma coisa de útil.

Conclusão:

Aristóteles ensinou que a liberdade genuína não é a licença para se fazer o que bem se quiser, mas sim a habilidade de agir em concordância com a razão. Se nós nos encontramos incapazes de fazer o bem, independentemente da linguagem empoderadora que usemos para mascarar o facto da servidão, nós somos escravos.

O facto de nos vermos livres do controlo da elite pode não os derrubar a curto prazo, mas vai fazer com que a nossa vida melhore. Só isto é motivo suficiente para se levar a cabo esforços nesse sentido.

Fonte: http://bit.ly/2t8Tw8L
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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Sexodus - Os homens estão a desistir das mulheres e abandonar a sociedade

Por Milo Yiannopoulos

"A minha geração de rapazes está totalmente lixada", diz Rupert, um jovem entusiasta de jogos de vídeo Alemão que eu tenho estado a conhecer durante os últimos meses.

O casamento está morto. O divórcio significa que serás prejudicado para o resto da tua vida. As mulheres abandonaram a monogamia, o que faz com que elas sejam pouco interessantes para quem de entre nós quer ter um relacionamento sério ou estabelecer uma família. É assim que as coisas estão. Mesmo que nós corramos o risco, há grandes chances dos filhos não serem nossos. Na França, nós temos que pagar pensão para crianças que a mulher gerou em adultério.

Na escola os rapazes são prejudicados constantemente. As escolas foram estruturadas para as mulheres. Nos Estados Unidos, os rapazes são obrigados a ingerir Ritalin como se fossem Skittles como forma de os calar. E ao mesmo tempo que as raparigas são favorecidas com quotas, os homens estão a ficar num distante segundo lugar.

Ninguém da minha geração acredita que terá uma reforma significativa. Nós temos cerca de 1/3 a 1/4 da riqueza da geração anterior, todos estão a fugir para a educação superior como forma de fugir do desemprego e da pobreza visto que não há empregos.

Tudo isto seria suportável se ao menos pudéssemos acalmar a dor com as raparigas, mas somos tratados como pedófilos e potenciais violadores só por mostrarmos interesse.

Ele dá um suspiro profundo, e diz que "as pessoas da minha geração são Os Bonitos", referindo-se a uma experiência dos anos 60 levado a cabo com ratos que supostamente previu um futuro sombrio para a raça humana.

Depois da sobrepopulação de ratos ter ficado fora de controle, as fêmeas dos ratos do "universo de ratos" de John Calhoun pararam de procriar, e os ratos machos retiraram-se da sua companhia por completo - comendo, dormindo, alimentando-se, limpando-se e nada mais. Eles tinham pele brilhante mas vidas vazias. “O paralelo é espantoso", diz Rupert.

* * * *

Nunca antes na história a relação entre os sexos se exibiu com tanta ansiedade, animosidade e falta de entendimento. Para as feministas radicais, que têm sido a força motora por trás das tectónicas mudanças durante as décadas mais recentes, isto é um sinal de sucesso: elas querem destruir as instituições e as estruturas de poder que consolidam a sociedade sem se importarem com as consequências. A destruição niilista faz parte do seu mapa.

Mas para o resto de nós, o vislumbre da sociedade a entrar em colapso, com os homens e as mulheres comuns a serem afastados para cantos igualmente tristes graças a um pequeno mas altamente organizado grupo de agitadoras, é deprimente - particularmente se, como já foi notado por um crescente número de observadores, levarmos em conta que uma geração inteira de jovens - na maior parte homens - está a ficar para trás junto aos destroços deste projecto de engenharia social.

Os comentadores sociais, os jornalistas, os académicos, os cientistas e os próprios homens já repararam numa tendência: entre os homens com idades que vão do 15 aos 30 anos, um sempre-crescente número deles está a abandonar por completo a sociedade, a desistir das mulheres, do sexo e dos relacionamentos, e a recuar para junto da pornografia, dos fetiches sexuais, dos vícios químicos, dos jogos de vídeo e, em alguns casos, para a aborrecida cultura lad - tudo isto situações que os insulam do debilitante ambiente social criado, segundo alguns, pelo moderno movimento feminista.

É difícil culpa-los. Cruelmente ridicularizados como homens-crianças e chorões por se oporem às absurdamente injustas condições das universidades, dos bares, dos clubes, e assim por diante, os homens são culpados por fazerem e culpados por não fazerem: ridicularizados por viverem nos porões evitando mulheres agressivas e exigentes com expectativas irrealistas, ou chamados de violadores e misóginos por expressarem interesse sexual.

Jack Rivlin é editor-chefe do tablóide estudantil com o nome de The Tab, um sucesso enorme cuja strapline diz, "Iremos para de escrever quando vocês pararem de nos ler."

Como a inteligência orientadora por trás de mais de 30 jornais estudantis, Rivlin é muito provavelmente a pessoa melhor colocada do país para observar a tendência em acção. E ele também concorda que a geração actual de homens jovens acha particularmente difícil interagir com as mulheres.

Os adolescentes sempre foram desastrados com as meninas, mas existe o medo concreto de que ter boas intenções não é suficiente, e que se pode ter problemas só por se ser desajeitado. Por exemplo, inclinar-se para um beijo pode ser o suficiente para se ser qualificado de canalha [inglês: "creep"] e não de alguém simplesmente inepto.

As novas regras que se esperam que sejam adoptadas pelos homens nunca foram explicadas de modo claro, diz Rivlin, o que deixa os rapazes sem noção e neuróticos no que toca a interagir com as meninas.

Isto pode soar como algo de bom porque encoraja os homens a assumir a abordagem não-romântica mas práctica de perguntar às mulheres de que forma é que eles se devem comportar perante elas, mas isto causa a que muitos deles optem pela exclusão deste jogo, e retirem-se para o seu santuário dos seus grupos de lads,  onde ser rude para as mulheres é aprovado, e onde se pode evitar por completo a socialização cara-a-cara com o sexo oposto. Há também muitos rapazes que ignoram as mulheres porque eles não sabem como agir perante elas. Escusado será dizer isto mas os rapazes que não passam tempo com as mulheres não são muito bons nos relacionamentos.

Rivlin notou também num aumento da dependência de substância - normalmente o álcool - que os rapazes usam para acalmar os nervos:

Já ouvi muitos estudantes masculinos a gabarem-se de nunca terem tido relações sexuais enquanto estavam sóbrios. Claramente, eles estão com medo, mas eles estariam com muito menos medo e menos disfuncionais se eles entendessem "as regras".

As consequências?

Muitos homens gentis mas desajeitados estão a escolher não abordar as mulheres porque não há oportunidade de se fazerem erros sem sofrer o pior embaraço de sempre. E mais perturbador ainda, este efeito sente-se de forma mais vincada junto das comunidades mais pobres e com menos educação, onde os recursos do pacote de apoio são escassos para os homens. Na minha alma mater, a Universidade de Cambridge, e segundo o presidente da União social Tim Squirrell, este fenómeno mal é detectado.

Acho que não notei mudanças nos tempos mais recentes. Este ano começou com a introdução de workshops obrigatórios relativos ao consentimento, o que eu acredito ser algo de bom, e há também um grande esforço por parte da Campanha das Mulheres em particular para combater a cultura lad na universidade.

A atmosfera por aqui é a mesma que era há um ano atrás - na sua maioria, rapazes geeks que têm demasiado medo para abordar as mulheres, e uma minoria de homens que têm confiança suficiente para avançar.

Obviamente que as mulheres têm também capacidade de decisão, e elas abordam os homens aqui da mesma forma que abordam noutros lados. Certamente que não tem havido histórias de seca sexual na universidade. Acho que as pessoas estão a ter o mesmo sexo que sempre tiveram.

Obviamente que em Cambridge, isso pode não significar muito, e por uma variedade de motivos socioeconómicos e motivos de classe, as tribos de Oxford e Cambridge encontram-se de alguma forma isoladas do efeito da desistência masculina. Mas mesmo numa universidade com tanto prestígio com uma população largamente da classe média-alta, estas paternalistas e obrigatórias aulas em torno do "consentimento" são implementadas.

Squirrell, que admite ser um feminista com uma visão política centro-esquerda, acha isto uma boa ideia, mas académicas tais como Camille Paglia há já alguns anos que têm avisado que as “rape drives” nas universidades têm colocado as mulheres sob riscos maiores, se é que essas iniciativas fazem alguma.

Hoje em dia, as mulheres são ensinadas a agir como vítimas, ensinadas a ser agressivamente vulneráveis, e convencidas de que a mais pequena das infracções, abordagem ou o mais inofensivo  e desajeitado mal-entendido por si entendidos são uma "agressão", um "abuso", e "assédio". Isto pode funcionar bem dentro da universidade, onde os homens podem ver as suas carreiras académicas destruídas devido a um diz-que-disse duma aluna.

Mas segundo Paglia, quando a mulher entra no mundo real sem a rede de segurança das comités de violação das universidades, ela está totalmente despreparada para a ocasionalmente violenta realidade da sexualidade masculina. E o pânico e a fomentação do medo não estão de maneira alguma a ajudar os homens. De forma geral, a educação está a passar a ser uma experiência miserável para os rapazes.

* * *

Nas escolas por toda a Grã-Bretanha e Estados Unidos, os rapazes são implacavelmente patologizados, tal como os académicos começaram a avisar em 2001. Atitudes de rapaz e o comportamento tempestuoso passaram a ser "problemáticos", sendo o comportamento das raparigas o padrão dourado usado para aferir estes rapazes deficientes. Quando os rapazes são apurados como estando em falta, a solução são frequentemente as drogas.

Um em cada sete rapazes Americanos foi diagnosticado com "Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade" [inglês: "Attention Deficit Hyperactivity Disorder" (ADHD)] a dada altura da sua carreira estudantil. Milhares serão prescritos com um poderoso estabilizador de humor, tal como o Ritalin, pelo crime de ter nascido macho. Os efeitos colaterais desta droga podem ser hediondos e eles incluem morte súbita.

Entretanto, academicamente, os rapazes estão a ficar cada vez mais para trás das raparigas, muito provavelmente devido ao bem-financiado foco que foi colocado no sucesso das raparigas durante as últimas décadas, e pouco tem sido feito em favor dos rapazes que hoje em dia estão a obter notas mais fracas, notas inferiores, menos honras académicas, e menos habilidades comerciáveis de economia da informação. A alfabetização dos rapazes em particular encontra-se em crise por todo o Ocidente.

Temos estado tão obcecados com as raparigas que nem temos notado na forma como os rapazes têm caído para dentro dum problema académico sério.

Então, o que foi que aconteceu com estes rapazes que, em 2001, estavam a perder terreno para as raparigas nas escolas, eram menos susceptíveis de entrar numa universidade, estavam a receber drogas que não precisavam, e cuja auto-estima e questões em torno da sua confiança foram ignoradas, mas que foram activamente ridicularizados pelo Establishment feminista que tem um domínio estrangulador sobre os sindicatos de ensino e sobre os partidos políticos de inclinação Esquerdista? Basicamente, eles cresceram disfuncionais, mal servidos pela sociedade, profundamente miseráveis, e, em muitos casos, totalmente incapazes de se relacionarem com o sexo oposto.

Os rapazes que foram traídos pelo sistema de educação e pela cultura como um todo em vastas quantidades entre 1900 e 2010 são aqueles que representam a primeira geração do que eu chamo de sexodus - um abandono em larga-escala da sociedade mainstream por parte de homens que decidiram que simplesmente não conseguem enfrentar ou darem-se ao trabalho de formar um relacionamento saudável e participar nas comunidades locais, nas democracias nacionais e noutras estruturas do mundo real.

Uma segunda geração do sexodus está a gestar nos dias de hoje, potencialmente com um maior mal a ser feito a ela devido ao surgir de leis absurdas, inoperacionais,  hipócritas e claramente misândricas tais como a legislação "Yes Means Yes" da Califórnia - e pela terceira vaga do feminismo, que domina jornais tais como o The Guardian e companhias tais como Vox e Gawker, mas que actualmente desfruta dum último fôlego antes das próprias mulheres a rejeitarem por margens ainda maiores que as actuais 4 em cada 5 mulheres que não querem ter qualquer tipo de associação com a temida palavra F [Feminismo].

* * *

O sexodus não chegou do nada, e as mesmas pressões que forçaram tantos milenares [ed: pessoa que atingiu a idade adulta em meados do ano 2000] a abandonar a sociedade, também exerceram pressões sobre a geração dos seus pais. Um pesquisador profissional que se encontra no final dos 30, e com quem eu já converso sobre este tópico há alguns meses, coloca as coisas de modo particular:

Durante os últimos 25 anos, foi-me dito para fazer mais e mais para manter uma mulher, mas ninguém me disse o que é que elas estão a fazer para me manter. Posso-vos dizer como um homem heterossexual que se encontra numa posição profissional relativa à gestão, e alguém que não abandonou a sociedade, a mensagem que nos chega das mulheres é: "Não só é preferível que desapareças, mas imperativo. Tens que pagar por tudo e fazer com que tudo funcione; mas tu mesmo, e as tuas preferências, podem desaparecer e morrer."

Durante as últimas décadas as mulheres têm enviado mensagens confusas aos homens, deixando os rapazes totalmente confusos em torno do que é suposto eles serem para as mulheres, o que talvez explique a linguagem forte que eles usam para descrever a sua situação. Visto que o papel de ganha-pão lhes foi retirado pelas mulheres, que podem ganhar mais e ter melhores notas nas escolas, os homens ficam com a missão de intuir o que fazer - tentando encontrar uma forma virtuosa de ser o que as mulheres dizem que querem e o que as mulheres realmente perseguem (que pode ser algo totalmente diferente).

Os homens dizem que a diferença entre o que as mulheres dizem e o que elas fazem nunca foi maior. É dito constantemente aos homens que eles têm que ser delicados, companheiros de viagem sensíveis durante o percurso feminista. Mas as mesmas mulheres que dizem que querem um namorado simpático e não ameaçador, levam para casa e ficam caídas pelo homens simples, de peito grande e garanhões cheios de testosterona do filme Game of Thrones.

Os homens sabem disto, e, para alguns, esta inconsistência gigantesca faz com que o todo este jogo tenha a aparência de ser demasiado trabalhoso. Para quê levar em conta o que a mulher quer quando se pode practicar desporto, masturbar, e jogar jogos de vídeo a partir do conforto do quarto?

Jack Donovan, escritor sediado em Portland que já escreveu vários livros sobre homens e sobre a masculinidade, cada um deles tornando-se um sucesso de culto, diz que o fenómeno já se encontra endémico dentro da população adulta:

Vejo muitos homens jovens que de outra forma estariam a ter encontros e a casar, a desistir das mulheres. Ou então a desistirem da ideia de ter uma esposa e uma família. Isto ocorre tanto junto dos homens que seriam tradicionalmente desajeitados com as mulheres como também junto daqueles que não são de maneira nenhuma desajeitados com as mulheres.

Eles fizeram uma análise custo-benefício e aperceberam-se que é uma péssima ideia. Eles sabem que se investirem num casamento, a sua esposa pode levar tudo o que é deles apenas e só devido a um capricho.

Quase todos os homens tomaram parte em seminários anti-violação e seminários anti-assédio sexual obrigatórios, e eles sabem que podem ser despedidos, expulsos ou presos tendo como base a palavra de qualquer mulher. Eles sabem que, na maioria das situações, eles são culpados até prova em contrário.

Donovan coloca as culpas pelo que os homens sentem às portas do actual movimento feminista e pelo que ele vê como a sua falta de sinceridade:

Os homens jovens que estão a batalhar imenso estão também confusos porque eles operam sob a presunção de que as feministas estão a batalhar em boa fé. Na verdade, elas estão envolvidas numa luta sexual, social, política e status económico de tudo-ou-nada - e elas estão a vencer.

Os média permitem que as feministas radicais definam todos os debates em parte porque o sensacionalismo atrai mais cliques do que qualquer tipo de discurso equilibrado. As mulheres podem dizer virtualmente qualquer coisa sobre os homens - independentemente do quão humilhante for - e receber um misto de aplausos e vaias de apoio.

Certamente que esta tem sido a experiência de várias coligações masculinas nos média recentemente, quer tenham sido cientistas enraivecidos pelas denuncias feministas ao Dr  Matt Taylor, ou jogadores de jogos de vídeo a fazer campanha sob a bandeira de ética de imprensa que viram o seu movimento atacado e qualificado de "grupo de ódio misógino" por parte dum mentiroso grupo de feministas guerreiras e por parte dos assim chamados "guerreiros da justiça social".

Donovan tem alguns pontos de vista que explicam o porquê de ter sido fácil para as feministas triunfar nas batalhas mediáticas:

Devido ao facto dos homens instintivamente quererem proteger as mulheres e assumir o papel de heróis, se um homem escreve algo que tentativamente é uma crítica, ele é criticado tanto pelos homens como pelas mulheres como um tipo de canalha extremista.

A maior parte dos "estudos masculinos" e livros e blogues centrados nos "direitos dos homens" que não são explicitamente pró-feministas encontram-se carregados de desculpas e apologias dirigidas às mulheres.

Livros tais como "The Myth of Male Power" e sites tais como "A Voice for Men" são os monstros favoritos das feministas mas só porque eles salientam a hipocrisia feminista na sua busca pela "igualdade"

Ao contrário das feministas modernas, que estão a criar um fosso entre os sexos os "Activistas dos Direitos dos Homens" ["Men’s Rights Activists"] "realmente parecem querer igualdade sexual", diz ele. Mas os autores focados nos direitos dos homens e os académicos masculinos estão constantemente a caminhar com cuidado como forma e garantir que não dêem a impressão de serem radicais.

Do lado feminino, não há existe este tipo de cuidado, obviamente, com aquilo que ele chama de “feministas hipster” tais como Jessica Valenti do The Guardian a andar por todo o lado com uma t-shirt onde se ê: "Eu banho-me nas lágrimas masculinas".

“Eu sou uma pessoa crítica do feminismo,” diz Donovan. "Mas nunca andaria por aí com uma t-shirt a dizer, “EU FAÇO AS MULHERES CHORAR.” Isso daria a impressão de eu ser um patife e alguém que quer intimidar os outros."

É opinião dos académicos, dos sociólogos e de escritores como Jack Donovan que uma atmosfera de hostilidade implacável e jocosa dirigida aos homens por parte de figuras mediáticas privilegiadas da classe média, mais uns poucos colaboradores masculinos dentro do projecto feminista, que tem sido parcialmente responsável por uma geração de rapazes que simplesmente já não se importa.

Na segunda parte iremos conhecer alguns homens que "abandonaram", desistiram do sexo e dos relacionamentos, e mergulharam na vida solitária ou na cultura lad cheia de álcool. E iremos descobrir também que as verdadeiras vítimas do feminismo moderno são obviamente, as próprias mulheres, que estão mais sozinhas e mais insatisfeitas que alguma vez estiveram.

- http://goo.gl/V5oRGU



domingo, 27 de julho de 2014

Os livros eram fachada para a pornografia

Quando eu vivia Austin, Texas, durante o meu tempo de estudante de pós-graduação, existia uma livraria "gay" com o nome de Lobo. O layout era interessante. Olhando de fora para dentro, tudo o que se viam eram livros. Parecia uma livraria normal. Havia uma secção dedicada a escritores de ficção "gay" tais como Oscar Wilde, Gertrude Stein, e W.H. Auden.

Havia também biografias de ícones proeminentes tais como Walt Whitman, que provavelmente aceitaria a etiqueta de homossexual, mas outros, tais como o ídolo de Whitman, o Presidente Lincoln, haviam sido listados à causa com base em nada mais que um mau casamento ou uma intensa amizade com outro homem. Havia apaixonantes memórias homossexuais modernas e relatos históricos das origens e do desenvolvimento do movimento dos "direitos gay". 

A livraria parecia inócua e, de um modo desarmante, muito bourgeois. Mas se entrássemos dentro da livraria, repararíamos imediatamente numa outra secção, escondida para quem olha de fora para dentro.

A secção pornográfica 

Centenas e centenas de vídeos pornográficos, envolvendo apenas homens, mas lidando com todos os gostos possíveis e fantasias imaginárias. Para além disso, notaríamos noutra coisa. Não havia clientes na parte frontal da livraria [onde estavam os livros]. Todos os clientes encontravam-se na parte traseira da livraria, enraizando-se entre os vídeos. Tanto quando sei, eu fui a única pessoa que alguma vez chegou a comprar um livro na livraria Lobo. Os livros eram, de forma bem directa, uma fachada para a pornografia.

Então, para quê gastar milhares de dólares em livros que ninguém iria comprar? Era por demais óbvio através da secção "Saldos" que apenas uma pequeníssima parcela dos livros chegava a ser vendida ao preço original. Os donos da Lobo aparentemente estavam a gastar muito dinheiro em novelas gay e obras da história gay, quando o verdadeiro dinheiro se encontrava na pornografia. Mas o dinheiro gasto nos livros não era mal investido. 

O mesmo era usado para comprar algo que, para a comunidade homossexual, era muito mais precioso que o ouro: a respeitabilidade. Respeitabilidade e a aparência de normalidade. Sem esse investimento, nós não estaríamos envolvidos num debate sério em torno da legalização do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo. Durante a altura em que eu vivia em Austin, eu já me identificava como homossexual há 20 anos. Tendo como base a experiência adquirida durante estes anos, reconheci na Lobo a metáfora usada para se vender a ideia dos "direitos gay" ao povo americano, e para a sórdida realidade oculta.

Esta é a forma como eu desconstruo a livraria Lobo. Existem dois tipos de pessoas que olharão através da janela: aquelas que são tentadas a se envolver em actos homossexuais, e aquelas que não são tentadas a esse nível. Para aqueles que não são, as prateleiras com os livros transmitem a mensagem de que os homossexuais não são diferentes do resto da sociedade, e que a homossexualidade não está errada; ela apenas é diferente. Como a maior parte deles nunca saberá muito mais em torno do homossexualismo para além do que observaram através da janela, essa impressão é de uma importância política e cultural enorme uma vez que é sobre essa base que irão reagir sem qualquer tipo de alarme, ou mesmo dando o seu apoio activo, aos direitos dos homossexuais.

Existem milhões de americanos bem-intencionados que apoiam os direitos dos homossexuais porque acreditam que o que vêem quando olham para dentro é o que realmente se encontra por lá. Não lhes passa pela cabeça que o que eles estão a ver é um esforço cuidadosamente construído para os manipular, distraindo-os da verdade com a qual que eles nunca concordariam.

Para aqueles que se sentem tentados em levar a cabo actos homossexuais, a visão que eles têm a partir da rua é consoladora visto que faz com que o estilo de vida homossexual não parece ameaçador, mas sim normal. Mais cedo ou mais tarde, estas pessoas irão parar de olhar pela janela e entrar dentro do estabelecimento. Ao contrário dos compradores de janela, estes não ficarão distraídos com os livros por muito tempo.

Eles irão descobrir imediatamente a existência da secção de pornografia. E independentemente do quão desagradados eles fiquem inicialmente (se eles de facto ficarem desagradados), eles irão notar que a secção de pornografia é onde todos os clientes de encontram, e eles sentir-se-ão ridículos por serem os únicos a ficar entre os livros. Eventualmente, eles irão encontrar o caminho até à pornografia, juntamente com o resto do clientes. E, tal como todos os outros, eles irão começar dedicar a sua atenção aos vídeos.

E, caro leitor, é aí que a maior parte deles ficará para o resto das suas vidas, até que Deus ou a SIDA, as drogas ou o álcool, o suicídio ou a idade avançada solitária, intervenham.

Ralph McInerny disponibilizou uma brilhante definição do movimento em torno dos direitos dos homossexuais: auto-decepção como esforço conjunto. No entanto, a decepção do grande público é também vital para o sucesso da causa, e em nenhuma outra área as formas de decepção são notoriamente e espantosamente mais bem sucedida do que na campanha para persuadir os Cristãos de que, parafraseando o titulo dum livro recente, [removido por motivos de blasfémia], e que as igrejas deveriam abrir as suas portas aos amantes homoeróticos.

O movimento homossexual "Cristão" depende dum estratagema que é audaz e desonesto. Eu sei, porque durante muito tempo eu fui levado por ele. Tal como os donos da livraria Lobo, o seu sucesso depende de se camuflar a verdade que se encontra o tempo todo "escondida" à vista de todos. Não é de admirar que o livro "O Mágico de Oz" seja tão ressonante entre os homossexuais. "Nao liguem no homem por trás da curtina"  poderia ser o lema e o mantra de todo o movimento. 

Nenhum livro foi mais influente na minha decisão de "sair do armário" que o livro "clássico" do, agora, ex-Padre John McNeill com o nome de "The Church and the Homosexual". Esse livro é para "Dignity" o que "O Manifesto Comunista" foi para a Rússia Soviética.  A maior parte do livro centra-se na disponibilização de  interpretações alternativas às passagens Bíblicas que condenam o homossexualismo, e na colocação dos escritos anti-homossexualistas dos Padres da Igreja, e dos escolásticos, num contexto histórico duma forma que os torna irrelevantes e até ofensivos para os leitores modernos. 

A impressão inicial dum leitor ingénuo e sexualmente confuso como eu era a de que McNeill estava a disponibilizar uma alternativa plausível aos ensinamentos tradicionais. Isso fez-me sentir justificado em sair do armário. Eram os seus argumentos persuasivos? Francamente, nem me interessava nisso, e não acredito que a maior parte dos leitores de McNeill também se interessassem. Esses argumentos foram redigidos com a linguagem da erudição e soavam plausíveis. Isso era tudo o que importava.

McNeill, tal como todos os membros do seu campo, tratavam o homossexualismo antes de mais como um debate em torno da interpretação própria dos textos - tais como a história Bíblica em torno de Sodoma e os artigos relevantes da Summa. A implicação é que, mal essas passagens fossem reinterpretadas, ou tornadas irrelevantes, os apologistas homossexualistas teriam prevalecido e a porta estava aberta para que os homossexuais activos andassem de cabeça erguida dentro das igrejas.

E há um certo sentimento de que isto ficou provado como verdadeiro. Visto que o debate focou-se na interpretação de textos, os apologistas homossexuais ganharam para si um nível espantoso de legitimidade. Mas, como qualquer pessoa conhecedora da história do Protestantismo deverá saber, a interpretação de textos é um processo interminável. Os esforços de pessoas como McNeill não têm que ser persuasivos mas apenas úteis.

Esta é a forma como as coisas funcionam: McNeil reinterpreta a história de Sodoma, alegando que ela não condena o homossexualismo mas a violação colectiva. Os teólogos ortodoxos respondem duma forma recomendável mas ingénua, tentando refutá-lo - ingénua porque estes teólogos realmente acreditam que McNeill acredita nos seus próprios argumentos, e escreve como um escolástico e não como um propagandista. McNeill ignora os argumentos dos seus críticos, qualificando as suas objecções de "homofobia", e repete a sua posição original. Os ortodoxos respondem outra vez, como se realmente estivessem a lidar com um teólogo. Para a frente e para a trás durante algumas trocas.

Finalmente, McNeill ou alguém como ele levanta-se e diz:

Sabem duma coisa? Não estamos a avançar. Nós temos a nossa exegese e vocês têm a vossa. Porque é que não concordamos em discordar?

Isto soa tão razoável e tão ecuménico, mas se os teólogos ortodoxos aceitarem, eles terão perdido o jogo visto que os apologistas do homossexualismo ganharam um espaço na mesa de onde eles nunca mais serão removidos. Chegar à verdade em torno de Sodoma e Gomorra, ou fazer a interpretação correcta da ética de São Tomas,  nunca foi o objectivo; obter a admissão para a Santa Comunhão era o objectivo.

Mesmo sendo um jovem ingénuo, um aspecto do livro "The Church and the Homosexual" sempre me soou estranho.

Dado que McNeill estava a sugerir um revisionismo radical à tradicional ética sexual Católica, não havia quase nada sobre a ética sexual. A ética sexual Católica é bem específica sobre o propósito da sexualidade humana e sobre os tipos de comportamentos que estão de acordo com esse propósito. A crítica de McNeill à ética tradicional ocupou a maior parte do livro, mas ele deixou o leitor com uma ideia vaga sobre o que ele propunha em seu lugar. Em relação a isso, não havia nada lá escrito sobre a vida real dos homossexuais.

No seu livro, o homossexualismo foi tratado como uma abstracção intelectual, mas eu estava desesperado para ter uma ideia do que me esperava do outro lado do armário fechado. E sem ninguém para além do [ex-]Padre MacNeill como guia, fui forçado a ler entre as linhas. Há uma única passagem que eu interpretei como pista. (Na verdade, essa passagem foi quase que um nota de rodapé.) A dada altura ele comentou que as uniões homossexuais monogâmicas eram consistentes com os ensinamentos da Igreja, ou pelos menos com o espírito renovado e de renovação da Igreja pós-Vaticano II.

Com nada mais a que me agarrar, interpretei isso no sentido prescritivo e deduzi que McNeill estava a alegar que os actos homogénitos só eram morais se fossem feitos dentro do contexto dum relacionamento monogâmico. Para além disso, assumi o que parecia ser algo razoável, isto é, que o autor conhecia tais relacionamentos; devido a isso, fiquei com a expectativa razoável de encontrar tais relacionamentos. Se assim não fosse, para quem é que McNeill estava a escrever?

Não fui suficientemente ingénuo (embora tenha sido muito ingénuo) para não me aperceber da existência de homens homossexuais promíscuos. Mas colocando de lado McNeill (...) isso levou-me a acreditar que para além dos homens promíscuos que por aí existiam, havia um contingente de homens homossexuais que se encontravam comprometidos em viver uma vida monogâmica. Se assim não fosse, McNeill estaria a defender a promiscuidade e a própria ideia dum padre a defender a promiscuidade era inconcebível para mim. (Sim, eu fui ingénuo até esse ponto).

Há alguns anos atrás McNeill publicou uma autobiografia onde fala abertamente das suas experiências sexuais enquanto era ainda um padre Católico - um padre homossexual Católico sexualmente activo e promíscuo. Ele escreve duma forma quase nostálgica dos tempos em que andava pelos bares em busca de sexo. Embora ele tenha eventualmente acabado por encontrar um parceiro estável (enquanto ainda era padre), ele nunca se desculpou pelos seus anos de promiscuidade, e nem fez qualquer alusão à disparidade entre a sua vida pessoal e a passagem do seu livro que tanta importância teve para mim.

É possível que ele nem se lembre de sugerir que era suposto os homossexuais permanecerem celibatários até estarem dentro dum relacionamento monogâmico. É óbvio que ele nunca teve a intenção de que essa passagem fosse levada a sério, excepto por parte daqueles que nada mais fariam que olhar para a janela - isto é, os Católicos crédulos, bem-intencionados não-homossexuais, de preferência aqueles que se encontravam numa posição de autoridade. Ou ainda, os igualmente ingénuos e crédulos jovens como eu que buscavam por uma razão para agir em conformidade com os seus desejos sexuais - de preferência uma razão que não causasse muita violência às suas consciências (pelo menos não inicialmente).

Estes últimos, presumiu o autor, iriam eventualmente encontrar o seu caminho até à secção da pornografia, onde a sua cumplicidade com o plano maligno os tornaria indistinguíveis do resto dos clientes regulares. Claramente, havia um motivo para o facto dele, no livro inicial, ter escrito tão pouco sobre a verdadeira vida dos homossexuais tais como ele mesmo.

Eu não vejo de que forma é que a contradição entre o livro "The Church and the Homosexual" e a sua autobiografia possa ter sido acidental. Porque é que McNeill iria fingir que acreditava que os homossexuais se deveriam restringir ao sexo dentro do contexto dos relacionamentos monogâmicos quando a sua vida demonstrava que isso foi algo que ele nunca fez? Eu só posso pensar num motivo: porque ele sabia que se contasse a verdade, o seu argumento estaria morto à nascença.

Embora até aos dias de hoje McNeill, tal como todos os propagandistas homossexuais "Cristãos", evite o assunto da ética sexual como se fosse algum tipo de praga, a sua vida revela de forma cabal as suas crenças em relação a isso. Ele acredita na liberdade sexual sem restrições. Ele acredita que os homens e as mulheres deveriam ter o direito de copular com quem quer que seja, onde quer que queiram, quantas vezes quiserem. Muito provavelmente ele acrescentaria algum tipo de brometo sem sentido em torno da forma como ambas as partes se deveriam tratar com respeito, sem que ninguém fosse magoado, mas qualquer pessoa familiarizada com o ninho de cobras que é a cultura sexual moderna (tanto heterossexual como homossexual) saberá o quão a sério levar isso em conta.

Para além disso, ele sabe muito bem que se ele tivesse sido honesto em relação aos seus propósitos, não existiria a "Dignity", e nem existiria o movimento homossexual "Cristão" (pelo menos não um com a mínima chance de ser bem sucedido). Isso seria como deitar fora os livros e deixar que os comuns compradores de vitrina olhem para  dentro e vejam a secção pornográfica. E de maneira nenhuma podemos deixar isso acontecer, certo? Dito de outra forma, o ex-Padre McNeill é um mau padre e um vigarista. E levando em conta as consequências letais de se envolver em actos homoeróticos, o ex-Padre é um vigarista com sangue nas mãos.

Uma coisa quero deixar bem clara: acredito que as verdadeiras convicções de McNeill, tal como deduzidas do seu real comportamento, e diferente dos argumentos que ele avança para o benefício dos ingénuos e crédulos, representam os verdadeiros propósitos e os verdadeiros objectivos do movimento em torno dos "direitos" dos homossexuais. Esses "direitos" são a pornografia que os livros escondem. Dito de outra forma, se tu apoias o que é actualmente qualificado de "a benção das uniões entre pessoas do mesmo sexo", na práctica estás a apoiar a abolição de toda a ética sexual Cristã, e a sua posterior substituição por um mercado sexual "laissez faire", livre e sem limites.

O motivo pelo qual o movimento homossexual conseguiu obter o apoio de tantos heterossexuais é bastante simples. Uma vez abrogado esse tabu, nenhum outro tabu permanece. Eu ouvi uma vez heterossexuais Episcopelianos a colocar as coisas desta forma:

Se eu não quero que a igreja meta o seu nariz no meu quarto, como é que posso apoiá-la quando ela limita a liberdade sexual dos homossexuais?

Isso pode soar escandaloso, mas se ainda acreditam que o assunto se centra no estatuto religioso dos relacionamentos homossexuais, então preparem-se para me indicar uma igreja algures pelos Estados Unidos que tenha aberto as suas portas aos homossexuais activos sem as abrir também a todas as outras formas imagináveis de acoplamento sexual. Sou demasiado velho para ser enganado pelo "Padre" McNeill e pelas suas abstracções. Mostrem-me uma igreja assim.

Há alguns anos atrás subscrevi-me, através da internet, no grupo Yahoo "Dignity". Por essa altura estavam por lá várias centenas de subscritores. A dada altura, um jovem confuso e perturbado colocou uma questão: Será que algum dos subscritores dava algum valor à monogamia? Eu imediatamente escrevi-lhe de volta e disse que sim, que eu  dava valor à monogamia. Uns dias mais tarde este jovem escreveu-me de volta; ele havia recebido dezenas de respostas, algumas delas eram bem hostis e ofensivas, todas menos uma - a minha - a dizer para ele sair para o mundo exterior e ter sexo porque isso era o que significava ser homossexual. (Este grupo era "Católico".)

Este jovem não sabia o que fazer com estas respostas porque nenhuma da propaganda a que ele havia sido previamente sujeito o haviam preparado para o que realmente era o outro lado do "armário". Eu não sabia bem o que lhe dizer porque por essa altura eu mesmo ainda estava apanhado na mentira. Se fosse hoje, a solução seria bem óbvia. O que eu deveria ter dito na altura era algo do tipo:

Mentiram-te! Pede perdão a Deus e volta para Kansas o mais depressa possível. A Tia Em está à tua espera.

À luz da legítima preocupação com a pornografia na internet, pode parecer irónico afirmar que a internet ajudou-me a ver-me livre do homossexualismo. Durante 20 anos eu pensei que havia algo de errado comigo. Dezenas de pessoas bem intencionadas asseguraram-me que havia por aí um mundo de homens homossexuais totalmente diferente, um mundo que por alguma razão eu nunca fui capaz de encontrar, um mundo repleto de homossexuais tementes a Deus, agindo como heterossexuais, defensores da monogamia, e practicantes da fidelidade.

Essas pessoas asseguraram-me que eles mesmos sabiam (factualmente e de verdade) que tais homossexuais existiam. Eles mesmos conheciam homens assim (ou pelo menos tinham ouvido falar deles por parte de pessoas que conheciam homossexuais tais como esses). E eu acreditei, embora com o passar dos anos tenha ficado cada vez mais difícil. Foi então que eu comprei um computador e subscrevi-me na AOL. Foi então que eu pensei:

Então vamos lá! Claramente os homossexuais moralmente conservadores são tímidos e assustadiços e pessoas que temem movimentos bruscos. Eles não gostam de bares nem de balneários [homossexuais]. Nem eu. Eles não se fazem presentes em encontros na "Dignity" e nem nos cultos da "Metropolitan Community Church" porque essas "igrejas" homossexuais são, na verdade, balneários homossexuais mascarados de lugares de oração. Mas não há motivo que impeça um homossexual moralmente conservador de se subscrever a AOL e submeter o seu perfil. Se eu posso fazer isso, qualquer pessoa pode.

E foi isso que eu fiz. Criei um perfil a descrever-me como um Católico conservador (mais ou menos) que gostava de música clássica, teatro, bons livros e conversas cintilantes sobre esses tópicos. Disse que gostaria muito de conhecer homossexuais com o mesmo tipo de pensamento tendo o vista uma amizade e romance. Tentei ser o mais claro possível. Não estava interessado em encontros só de uma noite. Passados alguns minutos depois de ter publicado o meu perfil, obtive a minha primeira resposta. Essa resposta tinha apenas três palavras: "Quantos centimetros tens?" A partir daí, a minha experiência com a AOL foi sempre a descer.

Quando eu me assumi como homossexual (no princípio dos anos 80), era comum os apologistas do movimento homossexual afirmar que a promiscuidade entre os homens homossexuais era resultado da sua "homofobia internalizada". Os homens homossexuais, tal como os Afro-Americanos, internalizaram e agiram em conformidade com as mentiras que eles haviam aprendido na cultura Americana mainstream. Para além disso, os homossexuais eram forçados a buscar por amor em bares com luzes fracas, balneários e parques públicos devido ao medo da perseguição feita pelo mainstream homofóbico. Foi-nos dito que a solução para este problema era permitir que os homossexuais viessem a público, sem medo de retribuição.

Uma variante deste argumento é ainda avançada por activistas tais como Andrew Sullivan como forma de legitimar o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo. Há trinta anos atrás isto parecia razoável, mas já se passaram 35 anos desde os infames tumultos de Stonewall, em 1969 (New York), o "Lexington" e "Concord" do movimento de emancipação dos homossexuais. Durante estes anos, os homossexuais encontraram o seu espaço público nas maiores cidades Americanas, bem como em muitas das cidades menores. Eles tiveram a hipótese de criar o que eles quisessem nesses espaços, e o que foi que eles criaram? Novos espaços e novas formas de encontrar novos parceiros sexuais.

Para além do valor propagandístico, as livrarias tais como a Lobo, que disponibilizam poesia e pornografia, existem por outro motivo: sem a pornografia, estas livrarias rapidamente fechariam por falta de clientes. De facto, apesar da pornografia, a maior parte das livrarias [homossexuais] fecharam precisamente por falta de clientes. Depois do eclodir do entusiasmo que ocorreu nos anos 70 e 80, as publicadoras homossexuais entraram em declínio, e não revelam sinais de "sair do armário" da bancarrota financeira. 

Mal o brilho da novidade acabou, os homens homossexuais aborreceram-se de ler sobre outros homens a ter experiências sexuais com outros homens, preferindo em seu lugar usar as suas posses para buscar as suas próprias experiências. Os centros comunitários gays e lésbicos têm grande dificuldade em manter as suas portas abertas. As "igrejas" homossexuais sobrevivem como lugares onde os adoradores podem ir apagar o que está nas suas mentes e limpar suas consciências sujas depois de passarem o dia anterior em bares em busca de sexo. E aí não há o perigo de alguma vez ouvir uma palavra do púlpito sugerindo que saltar de bar em bar em busca de sexo não está de acordo com a Bíblia.

Quando eu vivia no Reino Unido, fiquei espantado com o quanto que a cultura homossexual de Londres replicava a cultura homossexual dos Estados Unidos. O mesmo acontecia em Paris, Amesterdão e Berlim. O homossexualismo é uma das mais bem sucedidas exportações dos Estados Unidos. E o foco dos espaços sociais homossexuais Europeus é idêntico ao foco dos espaços homossexuais Americanos: sexo. O ciberespaço é actualmente a mais recente conquista do espantoso e mais novo Magalhães: o homem homossexual em busca de novas conquistas sexuais. 

Mas por esta altura, de que forma é que é possível culpar a promiscuidade entre os homens homossexuais à homofobia, internalizada ou não? Com base nas evidências  pouco mais robustas que wishful thinking, Andrew Sullivan quer que acreditemos que a legalização do "casamento" homossexual irá domesticar os homens homossexuais, e toda aquela energia dedicada à construção de bares e balneários homossexuais será canalizada para a construção de cercas e garagens para dois carros. 

O que Andrew Sulllivan se recusa a aceitar [bem como todos os idiotas úteis do homoerotismo] é que os homens homossexuais não são promíscuos devido à "homofobia internalizada", ou devido a leis que proíbem o "casamento" homossexual. Os homens homossexuais são promíscuos porque, quando têm a liberdade para escolher como agir, eles escolhem em larga maioria viver como promíscuos. E destruir o tijolo de construção mais importante da nossa civilização, a família, não irá alterar isso.

Certa vez, li um irrefutável e honesto desabafo de Andrew Sullivan onde ele admitia o verdadeiro propósito do seu apoio à causa do "casamento" homossexual. Ele encarou a natureza sórdida da sua vida sexual, que é mais do que a maior parte dos activistas homossexuais está disposto a fazer, e lamentou-se por ela. Ele desejava ter vivido uma tipo de vida diferente, e aparentemente ele acredita que se o casamento fosse uma opção, ele teria sido capaz de viver um outro tipo de vida.

Eu tenho mais respeito por Andrew Sullivan do que pela maior parte dos activistas homossexuais. Acredito que ele realmente gostaria de reconciliar os seus desejos sexuais com as exigências da sua consciência. Mas com o devido respeito, será que estamos preparados para sacrificar a instituição da família com base numa esperança (sem evidências) de que se assim fizermos, pessoas como Sullivan estarão mais dispostas a não abrir os fechos das suas calças?

Mas será que não é teoricamente possível que os homossexuais se possam conter dentro de algo parecido com a ética sexual Católica, excepto na parte em torno da procriação - isto é, relacionamentos monogâmicos para toda a vida? Claro que é teoricamente possível. Em 1968 também era teoricamente possível que o uso dos contraceptivos pudesse ser restrito aos casados, e que o revoltante declínio para a anarquia sexual dentro da qual vivémos hoje pudesse ter sido evitado. É teoricamente possível, mas é practicamente impossível. E é impossível porque toda a noção da orientação sexual estável sobre a qual todo o movimento homossexual se baseia não tem fundamento nos factos.

René Girard, o crítico literário Francês e sociólogo da religião, alega que toda a civilização humana se baseia no desejo. Todas as civilizações rodearam os objectos de desejo (incluido desejo sexual) com uma elaborada e insuperável parede de tabus e restricçôes. Até hoje. O que estamos a observar actualmente no mundo ocidental não é a legitimização de, até hoje, formas de amor desprezadas mas honradas, mas sim a redução da humanidade ao mínimo denominador comum: desejo desenfreado e irrestrito. Afimar que abrimos a Caixa de Pandora seria um gigantesco eufemismo. Apertem os vossos cintos de segurança, senhoras e senhores, porque parece que vamos ter um milénio cheio de perturbações.

Quando eu estava em idade de crescimento, era suposto todos nós sermos heterossexuais. Foi então que o homossexualismo foi introduzido. Inicialmente, isto não parecia ser uma revisão de dimensões consideráveis porque, exceptuando a procriação, o homossexualismo, pelo menos em teoria, deixava o resto da ética sexual intacta. Duas pessoas com o mesmo sexo poderiam (teoricamente) gostar uma da outra e viver uma vida de compromisso monogâmico.

Foi então que o bissexualismo foi introduzido e as implicações reais da revolução sexual tornaram-se claras. A monogamia foi lançada fora. As normais morais foram também rejeitadas. A sexualidade faz-o-que-quiseres tornou-se padrão. Se alguém quer saber o que é isso, nada mais precisa de fazer do que ficar online. A internet disponibiliza de forma bem clara lugares privilegiados para quem quer observar o circo da desintegração da nossa civilização. Tomemos como exemplo a Yahoo; esta organização tornou possível que pessoas com interesses comuns criassem grupos com o propósito de estabelecer contactos e partilhar informação. Se isto gera em ti a imagens de genealogistas e coleccionadores de selos, estás enganado. Existem actualmente milhares de grupos da Yahoo que atendem a todo o tipo de pervesão sexual possível e imaginária. Muitos desses grupos iriam provavelmente desafiar a imaginação do Marquês de Sade.

Pessoas que até poucos anos atrás nada mais poderiam fazer que fantasiar, hoje podem-se entreter sabendo que há a possibilidade de realizarem as suas taras. Certa vez conheci um homem online cujo desejo mais valioso era o de levar palmadas com uma carteira de couro. Tinha que ser de couro. Tinha que ser uma carteira. E tinha mesmo que levar palmadas dessa forma. A antiquada fricção genital era opcional. Este homem queria uma etiqueta Gucci tatuada no seu traseiro. Ele não conseguia imaginar ponto de paixão mais elevado. E ele insistia que o seu desejo era tão fundamental para a sua natureza sexual como ir para a cama com um homem o era para mim. Para além disso, ele criou um grupo Yahoo que tinha mais de 300 membros, todos eles com a mesma paixão.

Não há um objecto no mundo, nenhuma parte corporal humana ou animal que não possa ser eroticizada. Dito isto, é o desejo de levar palmadas com uma carteira de couro uma "orientação sexual"? Se não, qual é a diferença? Houve uma período da minha vida durante o qual eu teria dito algo do tipo:

Mas é claro que é diferente. Tu não podes partilhar uma vida comum com uma carteira de couro. Não podes amar uma carteira de couro. Tu estás a falar dum fetiche e não duma orientação sexual. Isso são coisas completamente diferentes.

Mas a realidade dos factos é que todos os homens homossexuais que eu encontrei tinham um fetiche pela pele masculina, com toda a objectificação e despersonalização que ela envolve, e eu hoje olho para essa distinção um sofisma. Afinal de contas, o couro também é pele. A diferença real entre o homem da internet e o homossexual comum é que o primeiro preferia que a sua pele fose italiana, bovina e bronzeada.

Através dos anos, frequentei várias "igrejas" homossexuais ou simpatéticas com o homossexualismo. Todas elas partilhavam duma característica comum: era acordo tácito nunca dizer nada do púlpito - ou de qualquer outra localização - sugerindo que deveria haver restrições ao comportamento sexual humano. Se alguém está familiarizado com as igrejas "Dignity", "Integrity" ou a "Metropolitan Community", ou pode-se dizer, com o Protestantismo mainstream e maior parte do Catolicismo pós-Vaticano II, deixem-me fazer uma pergunta: Quando foi a última vez que ouviram um sermão em torno da ética sexual? Será que alguma vez ouviram um sermão em torno da ética sexual? Assumo que a resposta seja negativa. Será que os nossos pastores e padres honestamente acreditem que os Cristãos Americanos não precisam de sermões em torno da ética sexual?

Eis aqui um facto assustador: se nós, como nação e como Igreja deixamo-nos levar pela vigarice das duplas homossexuais monogâmicas, estaremos a aceitar no nosso Trilho da Comunhão (assumindo que eles ainda existem) não só o estatisticamente irrelevante número de duplas homoeróticas que vivem juntas há mais do que alguns anos (a maioria das quais comprou a "estabilidade" afrouxando a monogamia); estaremos também a aceitar e a dar legitimidade a todo os tipos de gosto sexual - desde a antiquada masturbação e o adultério, até a mais estranha forma de fetiche sexual. Estaremos, dito de outra forma, a abençoar o suicídio da civilização Ocidental.

Mas o que dizer de todos aquelas duplas homossexuais que estão desejosas de se "casar", e que são objecto de devoção incessante por parte dos média? Dantes, isto era confuso para mim. Parece que o New York Times não tem dificuldade em encontrar duplas homoeróticas bem sucedidas para fotografar e entrevistar. Mas apesar dos meus esforços, eu nunca fui capaz de encontrar o tipo de duplas que regularmente aparecem no programa da Oprah. Os média são preconceituosos e não têm interesse em dizer a verdade sobre o homossexualismo.

Conheci online o Wyatt (nome falso) e durante 5 anos ele esteve num relacionamento desastroso. O seu parceiro era infiél, alcoólico e tinha problemas com a droga. O relacionamento era dum tipo que daria pesadelos a Strindberg. Quando Vermont legalizou o "casamento" homossexual, Wyatt olhou para isso como uma última oportunidade de salvar o seu relacionamento: ele e o seu parceiro voariam para Vermont para se "casarem".

Esta notícia chegou aos ouvidos do jornal local, e ele levou a cabo uma história em torno da dupla com fotos da recepção do "casamento". Na história contada pelo jornal. Wyatt e o parceiro foram caracterizados como uma dupla feliz que finalmente tinha a chance de celebrar publicamente o seu compromisso. 

Nada foi dito das drogas ou do alcoolismo ou da infidelidade

Mas o "casamento" foi um fracasso, e "acabou em chamas" poucos meses depois. E nenhum jornal seguiu com história. Por outras palavras, o jornal mais importante de uma das cidades mais importantes dos Estados Unidos publicou uma história enganadora em torno dum relacionamemto [homossexual], história essa que provavelmente persuadiu um jovem rapaz a pensar que era possível ele um dia vir a ser tão feliz como Wyatt e o seu "parceiro". E essa é a parte mais triste.

Mas nós raramente ouvimos falar de pessoas como o meu amigo "Harry" (nome falso). Harry era um homem de meia-idade em processo de envelhecimento e com uma barriga proeminente. Ele era casado e tinha duas filhas crescidas. Mas ele não era feliz. Harry convenceu-se de que o motivo da sua infelicidade era o facto de ser homossexual. Harry divorciou-se da esposa, que está agora casada com outro homem, as suas filhas deixaram de falar com ele, e ele descobriu agora que homens barrigudos, carecas e de meia-idade não são populares nos bares gay. De alguma forma, Oprah esqueceu-se de mencionar isso. Actualmente Harry toma anti-depressivos como forma de impedir o suicídio.

Houve também aquele caso de outro conhecido meu, que tinha o mesmo nome que o homem acima mencionado. Harry (nome falso) tinha cerca de 30 anos (mas facilmente passava por alguém com 20 anos), e vinha dum lar Mórmon, com toda a ingenuidade que isso sugere. Ao contrário do primeiro Harry, este Harry não tinha dificuldade em obter encontros amorosos, ou mesmo relacionamentos. 

O problema é que esses relacionamentos não duravam mais do que algumas semanas. Para além disso, Harry tinha também um problema com a bebida. (Lá se vai a tese das palavras sábias Mórmon.) Se por acaso tu te encontrasses no bar por volta das duas da manhã, era bem provável que pudesses possuir o Harry, se estivesses interessado. Ele estava tão bêbado que nem se lembrava de nada no dia seguinte, e o que ele queria por essa altura era alguém para abraçar.

A cultura homossexual é um paradoxo; a maior parte dos homossexuais tende a ser Democrata-liberal, ou apoiantes do Partido Trabalhista no Reino Unido. Eles gravitam rumo a estes Partidos porque acreditam que as políticas destes são mais compassivas e mais sensíveis para com as necessidades dos fracos e dos oprimidos. Mas não há nada há nada de compassivo dentro duma bar homossexual. Esses sítios representam o livre mercado laissez fairedo tipo mas Darwiniano imaginável. Não há espaço para aqueles que não estão prontos a competir, e as regras do jogo são impiedosas e implacáveis. 

Lembro-me dum incidente que ocorreu quando eu estava num bar homossexual  no centro de Londres. A maior parte dos homens eram musculados e tonificados, e tinham idades que se encontravam entre os 20 ao princípio dos 30. Por essa altura entrou um homem mais velho, que parecia estar na casa dos 70. Quando ele entrou no bar, parecia que o Anjo da Morte tinha entrado. Nesse bar repleto, abriu-se um espaço à sua volta e ninguém queria ficar por perto. A sua sombra transmitia contágio. Era óbvio que a sua presença causava nervosismo nos outros clientes. Ele permaneceu quieto no seu canto, e pediu uma bebida. Ninguém falou com ele e ele não falou com ninguém.

Quando eventualmente ele acabou a sua bebida e abandonou o bar, quase que se podai ouvir um suspiro de alívio de todos aqueles homens musculados e tonificados. Agora eles podiam voltar a fingir que os homens homossexuais são jovens e bonitos eternamente. Caro leitor, sabes o que é um "bug chaser"? Um "bug chaser" é um jovem homem homossexual que quer contrair o HIV de modo a que ele nunca venha a envelhecer. E esse foi por esse mundo que Harry abandonou a sua esposa, e o outro Harry abandonou a sua Igreja, como forma de encontrar felicidade.

Eu conheci muitas pessoas como os dois Harrys mencionados em cima, mas conheci muito poucos que tinham pouco mais que a aparência superficial com as imagens idealizadas que vemos em filmes vencedores de Óscares, tal como o filme Filadélfia, ou na secção magazine do jornal New York Times. O que eu acho suspeito é o facto dos média ignorarem a existência de pessoas como os dois Harrys. A infelicidade tão comum entre os homossexuais é varrida para debaixo do tapete, ao mesmo tempo que exemplos irrealístas são oferecidos para consumo público. Creio que, pelo menos, há motivos para um debate sério em torno da proposição "gay is good," mas tal debate não está a ocorrer, muito devido ao facto dos média já terem tomado a sua (e a nossa) decisão.

Mas é difícil esconder a pornografia para sempre. Quando eu vivia em Lonres, tive uma amiga maravilhosa. Maggie (nome falso) era uma esquerdista; o seu enorme coração doía-lhe em prol dos oprimidos. Tal como a maioria dos esquerdistas, ela tinha orgulho no facto de ter uma mente aberta e usava isso como uma medalha de honra. Maggie vivia numa casa do tamanho do seu coração e todos os seus filhos tinham crescido e saido de casa. Ela tinha dois quartos para aluguer, e aconteceu que ambos os jovens homens que se tornaram seus inquilinos eram homossexuais.

A primeira reacção de Maggie foi de entusiasmo. Ela nunca havia conhecido homossexuais, e pensava que a experiência de alugar quartos a dois homossexuais iria confirmar nela mesma o quanto que ela tinha uma mente aberta. Ela acreditava que seria um momento de aprendizagem. De facto, isso foi o que veio a acontecer, mas não da maneira que ela pensava. Um dia ela contou-me dos seus problemas e confessou as suas dúvidas. Ela falou do que era acordar todas as manhãs rumo à mesa do pequeno almoço, e encontrar dois estranhos sentados lá, os dois estranhos que os seus dois inquilinos haviam trazido para casa na noite anterior. Raramente eram os mesmos dois estranhos todas as manhãs.

Um dos inquilinos estava envolvido num relacionamento de longa distância, mas durante a ausência do parceiro, sentiu-se com a liberdade de buscar consolo noutro lugar. Maggie falou do que era ter que lidar diariamente com o tumulto emocional que eram as vidas tumultuosas dos dois inquilinos. Ela disse-me o que era abrir a porta de casa uma tarde, e encontrar um polícia a entrada - polícia que buscava um dos seus inquilinos que havia sido acusado de tentar vender drogas a crianças. O mesmo inquilino estava envolvido na prostituição.

A Maggie não sabia como ordenar estas coisas no seu pensamento. Ela tentou desesperadamente manter uma mente aberta, acreditando que os homossexuais não eram piores que as outras pessoas, mas apenas diferentes. Mas ela não conseguia harmonizar a sua experiência com essa suposição "tolerante". A realidade do factos é que quando os dois finalmente se mudaram, evento que ela aguardava com algum entusiasmo, e chegou a altura de colocar um anúncio para o aluguer dos quartos, ela queria incluir a seguinte provisão:

Os homossexuais não precisam de enviar aplicação.

Eu não sabia o que dizer à Maggie uma vez que eu estava tâo confuso como ela. Apesar de todas as evidências, eu queria agarrar-me à minha ilusão.

Tenho a profunda convicção de que a maioria, se não todos, que estão familiarizados com o estilo de vida homossexual sabem da verdade, mas recusam-se a aceitar. O meu melhor amigo envolveu-se com o movimento homossexual quando era um estudante em pós-graduação. Ocasionalmente, ele e a sua colega lésbica davam aconselhamento a jovens homossexuais que tinham problemas com a sua sexualidade. 

Um dia, os dois conheceram um jovem rapaz que estava excessivamente acima do seu peso, para além de ter acne. O jovem rapaz falou de um modo eloquente em torno da felicidade que ele esperava encontrar mal ele "saiu do armário". Ele iria encontrar um parceiro, e os dois iriam viver felizes e juntos para sempre. Enquanto o rapaz falava, o meu amigo só pensava que, se alguém assim tão gordo e pustulento entrasse num bar, seria dobrado, empalado e mutilado antes mesmo de se sentar. Depois do rapaz se ter indo embora, a amiga lésbica virou-se para ele e disse:

Sabes, às vezes é melhor ficar dentro do armário

O meu amigo disse-me que, para ele, esse foi o momento decisivo. A lésbica alegava amar e admirar os homens homossexuais. Ela nunca parava de louvar a bondade deles, bem como a sua compaixão e criatividade, mas com esse comentário ela disse de modo efectivo o que ela sabia que era a vida homossexual. Essa vida centra-se na carne, e se tu não tens boas carnes, nem te dês ao esforço de ires ao supermercado.

Noutra ocasião, enquanto eu me queixava das minhas desilusões a uma amiga lésbica, ela fez uma confissão espantosa. Ela tinha um filho adolescente que, até essa altura, não tinha exibido interesse sexual por nenhum dos sexos. Ela sabia que como lésbica não se importaria com qualquer que fosse o caminho que ele escolhesse. Mas ela confessou-me que ela importava-se sim com o caminho que ele viesse a escolher. Baseando-se nas vidas dos amigos homossexuais que ela conhecia, ela dava por ela a orar secretamente para que o seu filho viesse a ser heterossexual. Como mãe, ela não queria que o seu filho vivesse o estilo de vida homossexual.

Uma definição de insanidade é continuar a fazer as mesmas coisas vez após vez, esperando obter algum tipo de resultado diferente. Foi isso que aconteceu comigo durante o período em que batalhava para me tornar num homossexual feliz. Eu era lunático. Por várias vezes eu busquei aconselhamento junto de homens homossexuais que pareciam melhor ajustados que eu. Primeiro, eu queria confirmação de que as minhas percepções estavam certas e de que a vida dos homens homossexuais realmente era tão horrível como parecia ser. Depois eu queria saber o que é que eu poderia fazer em relação a isso. Quando é que as coisas melhorariam? O que é que eu poderia fazer para melhorar as coisas?

Obtive dois tipos de reacções a estas questões, e ambas deixaram-me magoado e confuso. A primeira reacção foi a negação, normalmente negação amarga, em relação ao que eu estava a sugerir. Foi-me dito que havia algo de errado comigo, que a maior parte dos homossexuais estavam a viver duma forma maravilhosa, que eu estava a generalizar com base na minha própria experiência (com base em que experiências é que eu deveria generalizar?), e que eu me deveria calar e parar de perturbar os outros com a minha "homofobia internalizada".

Quando eu era um estudante de pós-graduação, comecei a visitar um conselheiro. Matt (nome falso) era um homem casado e feliz, com filhos em idade universitária. Tudo o que ele sabia do homossexualismo havia sido aprendido com outros membros da sua profissão, que o haviam assegurado que o homossexualismo não era doença mental e que não havia motivos para que os homossexuais não tivessem vidas vidas felizes e produtivas. 

Quando eu lhe comecei falar do mal que me apoquentava, Matt disse que eu nunca havia verdadeiramente saído do armário. (Até hoje, eu não faço ideia do que é que ele estava a falar, mas suspeito que era algo do tipo "uma vez salvo, sempre salvo" que os Baptistas usam para responder aos que se afastam da fé, dizendo-lhes que eles nunca haviam sido realmente salvos.)

Matt disse-me que eu precisava de voltar atrás, voltar a tentar, e continuar a procurar as experiências positivas que ele estava seguro existirem, segurança essa fundamentada   em nada mais que as decisões da "American Psychiatric Association". Ele quase que não tinha experiência com homossexuais, mas os seus colegas garantiram-no que a secção de livros da livraria Lobo era a verdadeira iamgem da vida dos homossexuais. Eu sabia que ele não fazia ideia nenhuma do que falava, mas mesmo assim eu quis acreditar que ele estava certo.

O Matt e eu desenvolvemos uma relação terapêutica, e durante o ano que passamos juntos, ele aprendeu mais comigo do que eu com ele. Tentei seguir o seu conselho. Por essa altura eu partilhava a casa com outro aluno pós-graduação que se encontrava no processo de sair do armário e a experimentar as suas próprias desilusões. Uma vez que eu havia sido o seu único amigo homossexual, e o havia encorajado a sair do armário, a sua amargura foi dirigida a mim, e o nosso relacionamento sofreu devido a isso.

Entretanto, desenvolvi uma amizade com um membro do corpo docente que era abertamente homossexual. Quando eu disse isto ao Matt, ele ficou estático, e pensou que eu estava finalmente a sair do armário como deveria ser. O membro do corpo docente era o tipo de amigo que eu precisava, mas, como fiquei a saber mais tarde, e apesar da sua imaculada fachada profissional, ele era um homem profundamente perturbado que fazia todos os seus amigos passar por um inferno emocional, algo que, obviamente, eu partilhei com um silencioso e chocado Matt. (Tentei ter encontros amorosos, mas, como era normal, tive as mesmas experiências que caracterizavam os meus relacionamentos homossexuais.A amizade durou o mesmo tempo que durou a excitação sexual. Mal esta última esfriou, o interesse do meu parceiro por mim como pessoa dissipou-se.)

Foi um bom ano. No final do mesmo, lembro-me de ver o Matt a olhar para mim, com olhos vidrados, e com um olhar de quem está em estado de choque, e a admitir:

Sabes duma coisa? Ser homossexual é muito mais difícil do que eu pensava

Nem todas as pessoas com quem eu falei através dos anos rejeitaram à partida o que eu tinha para lhes dizer. Certa vez correspondi-me com um Inglês ex-Domincano. Eu estava estático por ficar a saber que ele era homossexual, e que eventualmente ele foi expulso da sua ordem por se recusar a manter no armário. Ele incluiu a sua morada num do seus livros, e eu escrevi-lhe, querendo saber se as suas experiências de vida como homossexual eram significativamente diferentes das minhas. Presumi que deveriam ser, visto que ele havia escrito alguns livros apaixonantes defendendo o direito dos homossexuais terem o seu lugar na Igreja.

A sua resposta foi um dos últimos pregos da minha vida como homossexual. Para surpresa minha, ele admitiu que as suas experiências não eram de todo distintas das minhas. Tudo o que ele poderia dizer era que eu continuasse a tentar que eventualmente as coisas iriam funcionar. Dito de outra forma, este homem brilhante, cujos livros haviam significado muito para mim, não tinha nada mais para sugerir para além de me dizer para continuar a fazer as mesmas coisas esperando um resultado diferente. Só havia uma conclusão razoável: eu seria louco se eu seguisse o seu conselho. Demorei 20 anos, mas cheguei finalmente à conclusão de que não queria ser louco.

Então, onde é que me encontro hoje? Estou a frequentar uma paróquia militantemente ortodoxa em Houston, e ela é uma das dádivas mais espectaculares da minha vida. O meu melhor amigo, o Mark (nome falso), é, tal como eu, um refugiado do manicómio homossexual. Ele é também um crente fervoroso, embora seja Presbiteriano (ninguém é perfeito). Com o Mark aprendi que é possível dois homens amarem-se mutuamente de um modo profundo mantendo sempre as suas roupas.

É-nos dito que a Igreja opõe-se ao amor entre pessoas do mesmo sexo, mas isto é falso. A Igreja é contra o sexo homogenital, que segundo a minha experiência, não se centra no amor, mas na obsessão e numa compensação resultante duma masculinidade comprometida.

Não sinto orgulho da vida que levei. De facto, sinto-me profundamente envergonhado com ela. Mas se ler estas palavras impedirem que um homem ingénuo e crédulo faça os mesmos erros que eu fiz, então com a assistência da Nossa Senhora de Guadalupe, de São José, o seu esposo casto, do meu santo padroeiro Edmund Campion, de São Josémaria Escrivá, dos abençoados mártires Carmelitas de Compiégne; e, por fim, do meu guia e mentor sobrenatural, o Venerável John Henry Newman, eu posso pelo menos esperar a prorrogação de alguns dos muitos séculos de Purgatório que me aguardam.

Dito isto, o que é que nós como Igreja e como cultura temos que fazer? Destruir a fachada respeitável e revelar a pornografia que se encontra por trás dela. Começar a pressionar os homossexuais de modo a que eles digam a verdade sobre as suas vidas. Parar de debater a interpretação correcta de Génesis 19. Deixar os homens de Sodoma e Gomorra enterrados no enxofre que eles merecem. Actualmente, Sodoma encontra-se escondida à vista de todos.

Por uma vez, quando  preparava uma palestra sobre o Cardeal Newman, resumi o seu clássico "Essay on the Development of Christian Doctrine" desta forma: a Verdade amadurece, o erro apodrece. O movimento dos pelos direitos dos homossexuais está podre até o seu centro. Ele não tem futuro e nem há vida nele. Mais cedo ou mais tarde aqueles que foram apanhados por ele irão acordar do sonho do desejo desenfreado ou morrer. A pergunta é: quanto tempo? Quantas crianças serão sacrificadas a este Moleque?

Até há alguns anos atrás havia também uma livraria Lobo em Houston. Sem surpresa alguma, o seu layout era idêntico ao layout da livraria em Austin, e ela encontrava-se a apenas alguns quarteirões do posto de gasolina onde eu levo o meu carro para assistência. Recentemente, estava eu a andar pela vizinhança enquanto os pneus do meu carro estavam a ser rodados quando reparei numa coisa: havia um cadeado no porta da livraria Lobo, e um sinal lá colocado dizia:

O inquilino anterior foi despejado por falta de pagamento da renda.

Os livros e a pornografia, a fachada e tudo o que ela esconde, desapareceram. 

Glória a Deus.


--Ronald G. Lee é um bibliotecário em Texas.

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