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terça-feira, 24 de junho de 2014

Destruindo a família para consolidar o poder do Estado


Durante a última semana, tenho estado envolvido em alguma leitura, mergulhando no tópico da história Bíblica e da arqueologia no Médio Oriente. Esta é uma área que inspira uma quantidade imensa de literatura e controvérsia devido às paixões que ela envolve, e como tal, pode ser difícil de separar o trigo do joio, mas a boa parte lá presente faz parte do que melhor há no género.

Um dos livros que tenho lido tem o título de "Mythic Past: Biblical Archaeology and the Myth Of Israel". O título foi feito como forma de gerar controvérsia, e o autor, Thomas L. Thompson da Escola de Copenhague, há já muito tempo que tem o hábito de provocar os poderes estabelecidos, desafiando a precisão histórica da Bíblia. Durante os anos 60, quando ele estudava numa universidade Católica, a sua tese de doutoramento foi rejeitada pelo recentemente aposentado Benedito XVI (na altura conhecido como Joseph Ratzinger). Segundo o antigo papa, a sua dissertação não era um projecto Católico no verdadeiro sentido do termo.

Thompson atraiu a ira de muitos outros tais como os Israelitas, os Evangélicos Americanos, e alguns eruditos Bíblicos conservadores tais como William Dever. Com o passar do tempo, no entanto, algumas das suas ideias, que foram consideradas heréticas nos anos 60 e 70, têm sido aceites pelo establishment académico [ed: o que não quer dizer que estejam correctas visto que a veracidade de uma teoria não depende da validação académica mas das evidências em seu favor]. Depois de passar anos no deserto, o mundo académico finalmente chamou-o de volta, e nos finais dos anos 80 e pelos anos 90 era já era professor da Universidade de Copenhague.

No entanto, eu não estou interessado nos argumentos de Thompson relativos à historicidade da Bíblia da mesma forma que estou interessado na história regional que ele usa para os construir. Embora eu esteja curioso, quer o Rei David tenha ou não existido não é um tópico importante para mim. O que é muito interessante no livro - pelo menos para mim - é a descrição de Thompson da situação caótica durante o primeiro milénio Antes de Cristo na parte do Médio Oriente que hoje tem o nome de Israel.

Apanhados no meio de múltiplos e concorrentes impérios, os povos da região foram assolados por invasões sucessivas e conquistas territoriais. Como uma localização economicamente e estrategicamente importante, essa região não poderia escapar aos exércitos dos Assírios, dos Persas, dos Egípcios, dos Macedónios e dos Romanos. Quase todos os séculos testemunharam a ascensão e o varrimento da região por um poder militar emergente.

Este foi o contexto dentro do qual a Bíblia foi compilada, e como tal, não admira que haja tanta preocupação com a guerra e o exílio no mais importante Livro Sagrado do mundo.

Cada novo conquistador chegava com o propósito de consolidar o seu domínio; para forçar a sua vantagem, ele iria levar a cabo políticas feitas com o propósito de esmagar a resistência e, sempre que possível, obter o apoio das várias facções. Tipicamente, o novo governante iria acusar o poder antecessor de ter ignorado a tradição, ter profanado a religião, e ter oprimido as pessoas. Isto era propaganda imperial não muito diferente da actual.

Para além da propaganda, a transferência populacional e o trabalho forçado eram amplamente usados como forma de controlar os nativos. Os residentes de cidades tais como Jerusalém e Samaria eram reunidos e enviados para outras regiões, sendo a Babilónia um deles. Pessoas de zonas distantes eram então transportadas para ocupar o seu espaço. Os Elamitas, por exemplo, foram transportados do Afeganistão, que se encontra bem bastante longe de Israel (será que foi por isso que Aristóteles pensou que os Judeus eram originários da Índia?).

Estas pessoas deslocadas estavam dependentes do governante para tudo, e o seu apoio podia ser contabilizado junto das forças que apoiariam o novo governante contra as populações nativas dscontentes. Para além disso, havendo sido removidos das suas terras, eles eram indivíduos atomizados sem uma rede familiar que lhes servisse de apoio.

Para justificar esta práctica, os poderes imperiais pregariam uma forma de democracia, e practicariam a redistribuição. A ideia era a de que, embora as pessoas tivessem sido arrancadas e colocadas num estado de dependência estatal, muitas vezes num estado de escravatura, Nabucodonosor, Ciro ou quem quer que fosse o seu senhor por essa altura, era o seu salvador. Ele e só ele poderia proteger estas pessoas indefesas das malignas, xenofóbicas forças inimigas, prontas para lhes cortar o pescoço a qualquer momento. Só ele poderia implantar a igualdade entre os súbditos.

É precisamente por este motivo que o Partido Democrata Americano [esquerdistas] se encontra enamorado com os imigrantes ilegais (bem, pelo menos enamorados com a ideia dos imigrantes, se não com as pessoas em si) visto que eles são, para todos os efeitos, uma população cativa e dependente que pode ser contabilizada para aumentar o apoio político das esquerdistas Americanos.

A partir desta história do Médio Oriente torna-se claro que fomentar a dependência é um truque político antigo, e a forma mais fácil de fazer isso é destruir as redes de apoio social que são independentes do governo. Primeiro, sujeita-se a comunidade através das forças das armas. Depois, tiram-se as casas das pessoas.

Finalmente, destroem-se as redes familiares através do conscrição, trabalho forçado e escravatura. Por vezes, tal como no regime da Alemanha do Leste, pode ser até encorajado que os membros familiares que se acusem mutuamente. O propósito é o de impedir as pessoas de viver de uma forma independente do governo visto que tais pessoas são fortes e podem oferecer resistência.

Tudo isto é bastante familiar.

Quando olhamos para o regime legal do direito familiar a partir de tal perspectiva, é difícil não ver algo mais que um programa sistemático de dependência forçada. As mães solteiras dependem do governo em larga escala, os pais divorciados fazem o papel de conscritos ou trabalhadores sob regime de escravatura, e as crianças, para todos os efeitos e propósitos, pertencem ao Estado. Os homens são lançados para fora das suas casa através de decretos que são aplicados por capangas armados; o seu ordenado é apreendido sem que eles tenham hipótese de ser ouvidos, e entregue ao Estado como despesa. E tudo isto em nome da igualdade.

O direito familiar nos EUA é uma expressão da lógica do poder e o feminismo é apenas uma ferramenta conveniente. O propósito não é dar poder às mulheres - afinal, as mãees solteiras são das pessoas mais financeiramente miseráveis entre todos os cidadãos - mas sim destruir o poder da sociedade através da destruição da família.

Pode nem ser uma decisão consciente, mas também não tem que ser. Se um burocrata descobrir uma forma de espremer mais um porcento do dinheiro dos homens através da promulgação duma lei, eles assim farão. Se um político pode de modo mais eficaz criar uma base de apoio promovendo a dependência, ele alegremente agirá dessa forma. As consequências que essas acções têm sobre as pessoas não interessam; o que interessa é que as pessoas em ascenção actuem de uma forma que faça com o que o sistema funcione para elas.

Ainda dentro do contexto Bíblico, talvez os pais que tenham sido lesados pelo sistema possam reconhecer o sentimento por trás da seguinte passagem do Salmo 123, que é do período do Exílio:

Tem piedade de nós, ó Senhor, tem piedade de nós, pois estamos assaz fartos de desprezo.

A nossa alma está sobremodo farta da zombaria daqueles que estão à sua vontade, e do desprezo dos soberbos.



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Marxismo Cultural: A estratégia primária da Esquerda Ocidental

O filósofo Marxista Antonio Gramsci postulou que aquilo que sustém uma sociedade são os pilares da sua cultura; as estruturas e as instituições do sistema educacional, a família, o sistema legal, os média e a religião, na medida em que providenciam a coesão social necessária para uma sociedade funcional e saudável. Transformando os princípios que estas instituições personificam, pode-se destruir a sociedade que eles moldaram. O seu pensamento seminal foi adoptado pelos radicais dos Anos 60, muitos deles, obviamente, pertencendo à geração que actualmente detém o poder no Ocidente.

Gramsci acreditava que a sociedade poderia ser subvertida se os valores que a sustém fossem transformados para a sua antítese: se os seus princípios cardinais fossem substituídos por aqueles mantidos pelos grupos que eram considerados estranhos ou aqueles que activamente transgrediam os códigos morais de tal sociedade. Devido a isto, ele propôs uma "longa marcha através das instituições" como forma de capturar as cidadelas da cultura e transformá-los numa Quinta Coluna colectiva, minando-a através do seu interior, transformando e subvertendo completamente os valores cardinais da sociedade.

Esta estratégia está a ser levada a cabo até ao ponto mais ínfimo. A família nuclear foi largamente destruida. A ilegitimidade deixou de ser um estigma e passou a ser um "direito". A trágica desvantagem das "famílias" sem uma figura paterna foi redefinida como uma neutra "escolha de vida". Isto é tanto assim que muitos afirmam agora que as crianças não precisam dum pai e duma mãe, mas sim do apoio dum adulto "se preocupa".

O sistema de ensino/educacional foi devastado; o seu princípio nuclear de transmitir uma cultura para as gerações sucessivas foi substituído pela ideia de que o que as crianças já sabiam era de valor superior a qualquer coisa que o adulto valorizava. A consequência desta política "centrada nas crianças" foi a propagação do analfabetismo e da ignorância, e uma capacidade limitada para o pensamento independente.

A agenda dos "direitos", também conhecida como "politicamente correcto", subverteu a moralidade ao desculpar os erros dos auto-designados "grupos-vítima", tendo como base a ideia de que as "vítimas" não podem ser responsabilizadas pelo que fazem. A Lei e a Ordem foram igualmente minadas, com os criminosos a serem caracterizados como pessoas muito para além do castigo uma vez que eram "vítimas" do que foi classificada como uma sociedade "injusta".

Devido a isto, as feministas radicais, os grupos "anti-racistas" e os militantes homossexuais transformaram os homens, os brancos e especialmente os Cristãos (como os proponentes primários dos valores basilares da civilização ocidental) em inimigos da decência. Uma estratégia ofensiva de neutralização foi criada como forma de manter os propagadores dos valores da civilização ocidental na defensiva, essencialmente caracterizando-os como "culpados até prova em contrário".

Esta forma de pensar revertida assenta na crença de que o mundo encontra-se dividido entre os poderosos - responsáveis por tudo que existe de mau - e os oprimidos - totalmente inocentes de qualquer mal. Isto é doutrina Marxista pura. Isto gerou a crença de que o sentimento nacional (nacionalismo) é a causa de muitos dos problemas no mundo, e, como consequência, instituições transnacionais como a União Europeia e a ONU, bem como as doutrinas que apoiam as leias internacionais em torno dos "Direitos Humanos", estão de modo incremental a passar por cima das leis e valores nacionais.

Estas instituições têm um compromisso com o relativismo moral e cultural, que coloca grupo contra grupo e garante um poder supremo e anti-democrático aos burocratas que não só estabelecem as regras da "diversidade", como tornam ilegal qualquer tipo de voz contrária às atitudes permitidas.

A doutrina do "oprimido e do opressor" é a grande mentira que muitos dentro das elites esquerdistas usam para justificar o seu apoio às formas de pensar totalmente divorciadas da realidade e da natureza humana em si. Fundamentalmente, a aquisição de poder encontra-se no âmago do sistema de crenças esquerdista, usando para isso os "soldados rasos" como os "verdadeiros crentes". (Stalin referiu-se a estes como "idiotas úteis".)

Fonte

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Uma vez que o propósito primário (único?) da elite esquerdista é a aquisição de poder absoluto, é bom lembrar aos militantes homossexuais e às feministas (idiotas úteis do esquerdismo) que se eles forem bem sucedidos nos seus planos de subversão cultural, todos nós (eles inclusive) seremos governados por um sistema político autoritário.

A tragédia dos idiotas úteis é que, como dizia Yuri Bezmenov, eles só se apercebem que estão do lado errado da moral e da decência quando a bota esquerdista se assenta de modo firme sobre os seus pescoços; a feminista só se vai aperceber que foi enganada quando vir o governo esquerdista a ignorar por completo muito do genuino sofrimento pelo qual muitas mulheres ocidentais atravessam, especialmente em países que deveriam ser "paraísos feministas" (Suécia ou Holanda).

Semelhantemente, os militantes homossexuais só se aperceberão que a sua integridade física toma um lugar subalterno (sempre que isso entra em rota de colisão com a agenda da esquerda política) quando situações como esta se tornarem lugar comum.

Tal como aconteceu com os idiotas úteis que foram descartados por todos os revolucionários mal estes conquistaram o poder total, vai ser irónico observar, num futuro cada vez mais próximo, as feministas e os activistas homossexuais a adoptarem um discurso mais conservador quando se mentalizarem que a sua luta pela "igualdade" foi um logro, e que eles mais não foram que peões descartáveis do jogo de xadrez político que teve como profetas importantes Karl Marx e os seus discípulos da Escola de Frankfurt.



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A invisível estrutura de poder

A Suécia tem a reputação de ser a nação mais igualitária do mundo - um lugar onde os homens da política são votados como "A Mulher do Ano", onde os jovens pais em licença de paternidade tomam conta das crianças enquanto as mulheres vão trabalhar, e onde as escolas podem banir pronomes relativos ao sexo. Um recente "World Economic Forum" reportou que a Suécia é o país do mundo onde a igualdade de género é mais forte.

No entanto, aparentemente algumas mulheres suecas pensam que a imagem que este país tem como um paraíso feminista é apenas uma fachada que esconde uma misoginia bem enraizada. Qual é a sua evidência? Homens que dormem de forma relaxada nos comboios, autocarros, metros ao mesmo tempo que ocupam mais do que um assento.

Para reverter esta "demonstração de poder internalizada " (isto é o que elas chamam de "slouching"), um grupo de feministas com demasiado tempo livre decidiu abrir um blogue com o nome de "Macho i Kollektivtrafiken" ("Macho in Public Transport"), encorajando os leitores a enviar fotos de homens em poses relaxadas.

O propósito é alertar as pessoas para esta "recreação activa e simbólica não só de poder, mas também de masculinidade estereotipada."

Será que as mulheres suecas sentem-se mesmo ameaçadas com homens que dormem de forma relaxada nos metros? Será que isto é mesmo um tópico feminista? Será que as feministas olham para as mulheres como seres tão fracos que não só ficam traumatizadas com homens que ocupam mais do que um assento, como são incapazes de pedir que eles disponibilizem mais espaço?

É tentador sugerir às mulheres - que enviam estas fotos de homens em poses relaxadas dentro dos transportes públicos - que desenvolvam "um par deles", e que se lembrem que o feminismo lutou de forma árdua para afastar das mulheres a imagem de vítimas ultra-sensíveis ao mesmo tempo que tentava provar que elas são pessoas com capacidade de decisão, poder e muito mais.

A fundadora do blogue - My Vingren (27 anos) - assegura que Macho i Kollektivtrafiken não é brincadeira, e que o mesmo é uma forma modesta de tentar mudar o mundo.

O que se segue é a entrevista que ela deu à autora deste texto. Pelo meio faço o meu comentário.

VICE: O seu blogue alega que os homens que ocupam mais espaço do que aquele que ele fisicamente precisam estão a practicar uma "expressão inconsciente e invisível de poder todos os dias, nos lugares públicos." Será que os homens podem oprimir as mulheres sem se aperceberem disso?

My Vingren: Sem dúvida. Eu acho que um dos aspectos mais problemáticos de termos uma estrutura de poder tão intensa é que muitas pessoas não estão cientes de como a forma como agem pode afectar os outros. O facto dos homens obterem mais espaço nas salas de aula, nas reuniões empresariais, e assim por diante, é parte duma opressão estrutural que nem todas as pessoas sabem que estão a tomar parte.

Ou seja, os homens oprimem as mulheres e nem sabem disso. Felizmente, as sociedades ocidentais têm a presença das feministas "Olho de Águia" para observar e descobrir o que mais ninguém consegue ver.

Que tipo de motivos os homens dão para o facto de ocuparem mais espaço que as mulheres nos metros, autocarros e comboios?

Varia desde "o suor do escroto não é agradável" até a "é-me fisicamente impossível sentar-me de modo diferente uma vez que tenho um pénis."

De facto, não é nada agradável sentar duma forma que causa dor física - quer seja homem ou mulher. A biologia, neste caso, toma preeminência sobre as sensibilidades feministas.

Agora, a questão do suor é no mínimo estranha. Nos vários anos que já ando de autocarro nunca ouvi um homem a afirmar que se senta desta ou daquele forma por causa do suor neste ou naquele lugar. Verdade seja dita, também nunca me passou pela cabeça perguntar a um homem (ou a uma mulher) sobre os motivos que o/a levam a sentar-se duma forma específica. Afinal, quem pensa nessas coisas? Nenhuma pessoa normal se preocupa minimamente com isto.

O que é que você diria àqueles que alegam que, no grande esquema das coisas, esta questão é uma "problema de luxo?

O que eu quero dizer é que isto é parte do tipo de opressão que leva a mulher a ser violada, obter salários mais baixos, e ser exposta à violência nas relações.

Ou seja, se tu és um homem que gosta de dormir de forma relaxada dos transportes públicos, fica sabendo que é esse tipo de atitude que causa a violação de mulheres, e causa a que as mulheres tenham salários inferiores. Aposto que não sabias disso.

Como é que a sua campanha se ajusta na história da luta feminista pela igualdade?

Falar de espaço - quem toma mais, e quem disponibiliza mais - é, a meu ver, algo substancial dentro do feminismo.

Tradução: como não há nada de importante para fazer, as feministas dedicam-se a questões ridículas. Saber quem ocupa quanto espaço nos autocarros só é "substancial" se tu fores uma feminista desocupada.

A Suécia tem uma reputação internacional de ser uma sociedade igualitária, quase um paraíso feminista. Isto é verdade?

Não, não é. Trabalho com vítimas de violação e vejo as partes ocultas do nosso país. Obviamente, já atingimos muitos objectivos e hoje em dias as mulheres têm mais escolhas do que aquelas que tinham há 30 anos, mas ainda estamos longe de seremos iguais.

Primeiro: a maior parte da violação nos países nórdicos é feita por imigrantes (especialmente muçulmanos). Se ela se preocupa assim tanto com isso, ela que se centre nesse segmento da sociedade.

Segundo: o facto dos imigrantes violarem muitas mulheres nórdicas não invalida que a Suécia seja um asilo feminista. Não se esqueçam: este é o país onde um grupo de feminista pode apregoar o racismo impunemente.

Terceiro: a busca pela igualdade não tem como propósito a obtenção dessa mesma igualdade, mas sim a instalação duma constante "guerra de classes" entre homens e mulheres - uma guerra permanente, portanto. Nós sabemos que a guerra entre os sexos é um único resultado dessa "busca pela igualdade" pelo simples e científico facto dos homens serem diferentes das mulheres.

É virtualmente impossível algum dia atingirmos a igualdade uma vez que o homem e a mulher são totalmente diferentes (mas complementares). Quem busca a igualdade sexual não quer a igualdade sexual. Quem busca a igualdade sexual busca um constante clima de suspeição entre os homens e as mulheres. Quem ganha com isso são os suspeitos do costume: o governo (que ocupa o lugar do homem na vida da mulher e dos filhos) e a elite feminista (que lucra com o estatuto de vítima conferido às mulheres).

Acha que as mulheres podem-se impor por si próprias?

Sim, estou convencida que sim. Mas acho que é mais eficaz as raparigas trabalharem juntas, para variar, em vez de termos cada rapariga individual a tentar resolver as questões das estruturas de poder.

No estilo tipicamente marxista, o colectivo toma preeminência sobre o individual; a "classe" sobre a iniciativa pessoal.

Será que as mulheres não têm corajem de confrontar um homem e exigir que ele se afaste um bocado, se faz favor?

Não creio que as mulheres ou as meninas conseguem lidar com isso. Elas escolhem não assumir essa batalha.

Caros misóginos que - infelizmente - acompanham o blogue: se vocês querem mais argumentos com os quais atacar as mulheres, tomem atenção ao que as feministas dizem das capacidades das mesmas. Segundo elas, as mulheres são tão idiotas, tão fracas e tão amedrontadas que não conseguem pedir a um homem (num espaço público) que se afaste um pouco para que ela se possa sentar. Tem que ser o "colectivo" a fazer isso por ela, pobre coitada.

Sinceramente, se um homem dissesse uma coisa destas das mulheres, ele seria justificadamente criticado por colocar as mulheres num patamar inferior às crianças.

O que é que você acha que aconteceria se uma mulher pedisse a um homem que se afastasse um bocado? Será que você ou alguma conhecida sua já tentou?

É difícil prever como é que os homens reagiriam. Para que haja alguma mudança, eu acho que os homens têm que se aperceber por eles mesmos que algo precisa mudar.

Típico sacudir das responsabilidades feminista; não são elas que têm que mudar, são eles que têm que mudar. ("Não tranque a porta de casa; ensine o ladrão a não roubar").

Para começar, não é "difícil prever como é que os homens reagiriam." Se uma mulher pedisse que eles se afastassem, a esmagadora maioria dos homens afastaria-se sem problemas nenhuns. Aliás, muitos dariam até o seu lugar se tal fosse necessário. Esta feminista propositadamente cria um falso problema como forma de justificar esta "estrutura de poder" invisível que ela diz existir - mas que mais ninguém consegue ver.

Parece que muitas pessoas acham que o vosso blogue é uma anedota. Porque é que isso acontece?

Honestamente, não sei.

Ela não sabe, mas o resto do mundo sabe. O blogue dela é uma anedota porque centra-se num problema não existente como forma de capitalizar mais argumentos em favor da não existente "estrutura de poder" (invisível) que alegadamente "oprime" as mulheres (talvez). Homens que dormem de forma relaxada nos transportes públicos não estão interessados em "oprimir" as mulheres: eles estão interessados em dormir.

Será que o vosso blogue vai fazer alguma diferença?

Claro. Nós vamos mudar o mundo.

Sonhos sem dúvida grandiosos. Felizmente, a única coisa que vai mudar - espero eu - é a forma como as mulheres olham para este movimento com o nome de "feminismo." É absolutamente ridículo alguém realmente pensar que a forma como os homens dormem nos autocarros é uma forma de "opressão" - que também de encontra nos homens que violam as mulheres.

Na verdade, o problema desta feminista é a masculinidade - e não o acto de dormir em si. O mínimo sinal de masculinidade é ameaçador para as feministas uma vez que demonstra empiricamente algo que elas tentam abafar: as mulheres nunca vão ser homens. Aliás, as mulheres não querem ser homens; as feministas, sim.

O problema é que elas não conseguem ser homens, e como tal, lutam de forma árdua para remover da sociedade todos os indícios de masculinidade. Só que esta é uma guerra perdida visto que, mesmo que a masculinidade dos homens suecos seja totalmente erradicada, ela será substituída por outro tipo de "masculinidade". A diferença é que essa tal outra masculinidade não vai ser tão tolerante da idiotice feminista tal como a masculinidade ocidental o é.

Pensando bem, talvez este tipo de iniciativa mude de facto o mundo. O problema é que vai mudá-lo para pior, e não para melhor.





sábado, 7 de abril de 2012

A substituição da esquerda secular pela esquerda islâmica

Para a esquerda militante o vício pelo poder e pelo autoritarismo excedem o seu compromisso com o secularismo. Exemplo? George Galloway.

Ele é o fundador e personalidade central dum partido político que ele chama de "Respect". Um veterano da esquerda radical, ele é a pessoa mais proeminente da Grã-Bretanha a fazer a transição do comunismo para o islamismo. Tudo é diferente agora uma vez que Galloway venceu eleições junto do eleitorado de Bradford West e reentrou no parlamento como um independente.

O partido Labour, que tem retido a posição (que Galloway conquistou) desde 1974, esperava continuar a fazê-lo. No entanto, o eleitorado islâmico (na sua maioria provenientes do Paquistão) tomou o lugar dos antigos votantes do partido Labour e eles gostaram do islamismo de Galloway.

Apresentando-se como um pseudo-muçulmano, Galloway falou acerca de Alá, inseriu palavras em árabe nos seus discursos, usou posters em urdu (língua oficial do Paquistão), colocou os apoiantes a louvar a sharia (lei islâmica) e criticou o seu adversário do partido Labour (um muçulmano de nascença) por este último ingerir bebidas alcoólicas.

Seguiu-se uma vitória esmagadora. Galloway obteve uma maioria com mais de 10,000 votos e causou que 36% do eleitorado trocasse o Labour pelo seu partido (Respect). Segundo os órgãos de comunicação (esquerdistas), esta mudança no sentido de voto deve-se ao descontentamento da classe operária visto esta supostamente desejar que o partido Labour agisse mais como socialistas da velha-guarda.

A ressentimento da classe é real mas o separatismo e racismo islâmico são assuntos tabu.

Reportando o resultado das eleições, a BBC nem conseguiu proferir a palavra "muçulmano". Um ex-ministro dos Labour disse apenas que existia um "problema" local mas recusou-se a expandir nesse ponto embora uma multidão de jovens barbudos pudessem ser vistos através da televisão rodeando Galloway.

* * * * * * *

Se fosse possível achar cómico o facto da esquerda secular estar a ser substituída pela esquerda islâmica - tal como se esperava - seria bom, mas a longo prazo, isto é mau. O repugnante vácuo deixado pelos antigos eleitores está a ser preenchido.

Obviamente que Galloway é um oportunista político. Olhando para o que se passou em Bradford, só podemos esperar que ele seja um caso isolado, mas é escusado pensar desse modo. À medida que a população maometana vai aumentando na Europa, os esquerdistas, que num passado recente eram totalmente "contra a religião", irão descobrir que falar bem do islão pode ser politicamente vantajoso.

Como todos sabemos, o compromisso da esquerda militante não é com o secularismo mas sim com a eliminação de adversários políticos até que a sua ideologia triunfe. Como o que eles querem é o poder, eles dirão qualquer coisa para ter e manter o poder mesmo que isso seja uma contradição directa com o que eles sempre defenderam.


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