Ele é o fundador e personalidade central dum partido político que ele chama de "Respect". Um veterano da esquerda radical, ele é a pessoa mais proeminente da Grã-Bretanha a fazer a transição do comunismo para o islamismo. Tudo é diferente agora uma vez que Galloway venceu eleições junto do eleitorado de Bradford West e reentrou no parlamento como um independente.
O partido Labour, que tem retido a posição (que Galloway conquistou) desde 1974, esperava continuar a fazê-lo. No entanto, o eleitorado islâmico (na sua maioria provenientes do Paquistão) tomou o lugar dos antigos votantes do partido Labour e eles gostaram do islamismo de Galloway.
Apresentando-se como um pseudo-muçulmano, Galloway falou acerca de Alá, inseriu palavras em árabe nos seus discursos, usou posters em urdu (língua oficial do Paquistão), colocou os apoiantes a louvar a sharia (lei islâmica) e criticou o seu adversário do partido Labour (um muçulmano de nascença) por este último ingerir bebidas alcoólicas.
Seguiu-se uma vitória esmagadora. Galloway obteve uma maioria com mais de 10,000 votos e causou que 36% do eleitorado trocasse o Labour pelo seu partido (Respect). Segundo os órgãos de comunicação (esquerdistas), esta mudança no sentido de voto deve-se ao descontentamento da classe operária visto esta supostamente desejar que o partido Labour agisse mais como socialistas da velha-guarda.
A ressentimento da classe é real mas o separatismo e racismo islâmico são assuntos tabu.
Reportando o resultado das eleições, a BBC nem conseguiu proferir a palavra "muçulmano". Um ex-ministro dos Labour disse apenas que existia um "problema" local mas recusou-se a expandir nesse ponto embora uma multidão de jovens barbudos pudessem ser vistos através da televisão rodeando Galloway.
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Se fosse possível achar cómico o facto da esquerda secular estar a ser substituída pela esquerda islâmica - tal como se esperava - seria bom, mas a longo prazo, isto é mau. O repugnante vácuo deixado pelos antigos eleitores está a ser preenchido.
Obviamente que Galloway é um oportunista político. Olhando para o que se passou em Bradford, só podemos esperar que ele seja um caso isolado, mas é escusado pensar desse modo. À medida que a população maometana vai aumentando na Europa, os esquerdistas, que num passado recente eram totalmente "contra a religião", irão descobrir que falar bem do islão pode ser politicamente vantajoso.
Como todos sabemos, o compromisso da esquerda militante não é com o secularismo mas sim com a eliminação de adversários políticos até que a sua ideologia triunfe. Como o que eles querem é o poder, eles dirão qualquer coisa para ter e manter o poder mesmo que isso seja uma contradição directa com o que eles sempre defenderam.
Mas no fim os esquerdistas serão ATROPELADOS pelos islâmicos e a europa vai virar eurábia. Triste é ver isso tudo acontecendo e não conseguir fazer nada...
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