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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Uma nação de sapos

Por William A. Borst, Ph.D.

Há pouco dias atrás falei do sistema fiscal com o meu advogado, que havia entretanto terminado a herança da minha mãe. Quando lhe falei nos fundamentos marxistas não só do assim-chamado "imposto da morte", mas também do imposto de renda gradual, ele ficou chocado. Ele não fazia ideia de que Karl Marx havia escrito os elementos mais importantes do código tributário com o qual ele havia trabalhado toda a sua vida profissional. Tudo o que é preciso fazer é ler o Manifesto Comunista, escrito por Karl Marx e Frederick Engels em 1848.

O facto dum homem com educação e sofisticado como o meu advogado não saber deste facto é bastante elucidativo sobre a larga maioria dos Americanos. Tal como o treinador dos Yankees Casey Stengel costumava dizer, "You could look it up!"

A maior parte dos Americanos acredita que quando o Muro de Berlim caiu estrondosamente em 1989, isso assinalou o fim do ogre sanguinário que havia escravizado metade da Europa durante mais de 40 anos. Eles acreditam que o país já não tem nada a temer do Comunismo, para além de terem sido levados a acreditar que a cruzada anti-Comunista dos anos 50 nada mais era que paranóia retórica de Senador Joseph McCarthy (Wisconsin).

A realidade dos factos é que o Comunismo está vivo e está a prosperar neste país, havendo apenas tomado uma forma mais subtil e destrutiva. A situação é semelhante a do sapo que é colocado num pote com água tépida. Se por acaso o cozinheiro aumentasse a temperatura rapidamente, o sapo saltaria de imediato para fora para sua segurança. Mas o cozinheiro inteligente aumenta a temperatura gradualmente de modo a que o sapo não se aperceba que está a ser lentamente cozido até à morte. Em certa ocasião William Lederer disse que a América é uma "nação de ovelhas", mas eu acredito que é mais uma nação de sapos.

Antonio Gramsci

Como foi que isto aconteceu? O lugar certo para se começar é nos escritos dum intelectual da Sardenha chamado Antonio Gramsci. Nascido em 1891 na aldeia de Ales na ilha da Sardenha, Gramsci tornou-se no mais bem sucedido interpretador do Marxismo. Ele deixou a Sardenha para o continente, onde estudou Filosofia e História na Universidade de Turim.

Em 1919, na Itália, ele fundou um jornal com o nome de "L'Ordinine Nuovo", ou a Nova Ordem. Em 1921, juntamente com Palmiro Togliatti, Gramsci fundou o Partido Comunista Italiano. Quando a Itália adoptou o Fascismo de Mussolini, Gramsci fugiu para a Rússia onde ele analisou a adaptação de Lenine do Comunismo.

Ele ficou profundamente perturbado com o facto da Rússia Comunista ter falhado em mostrar algum tipo de interesse por um "paraíso dos trabalhadores." Gramsci havia entendido de forma clara que a classe governante Russa mantinha o seu controle sobre os trabalhadores recorrendo ao puro terror e o extermínio em massa. O Comunismo nada mais havia feito que substituir um pelo outro.

Depois da morte de Lenine, e depois da luta pelo poder que se seguiu, a Rússia passou a ser um lugar perigoso para Gramsci. Estaline, sucessor de Lenine, eliminou todas as pessoas que ele suspeitava estarem-se a desviar das linhas orientados do partido. Gramsci regressou à Itália para lutar contra Mussolini, onde foi preso como potencial agente duma força estrangeira, e aprisionado em 1926.

Ele passou o resto da sua vida dissertando sobre a sua filosofia e foi por essa altura que ele escreveu os "Cadernos do Cárcere" e as "Cartas da Prisão", que se tornaram extremamente influentes nas universidades. Quando ele morreu em 1937, depois de ter sido colocado em liberdade, ele havia produzido um total de nove volumes falando de História, Sociologia, e para além de teoria Marxista.

Uma vez que o Marxismo económico foi um fracasso, Gramsci ponderou que a única forma de derrubar as repressivas instituições Ocidentais era através do que ele chamou de "longa marcha através da cultura". Ele reembalou o Marxismo em termos duma "guerra cultural" bona fide, e não em termos da sua doutrina da guerra de classes.

Ele estava bem ciente que a maior parte das pessoas não acreditava no sistema Comunista. A sua fé Cristã era um enorme obstáculo, impedindo o salto necessário para o Comunismo. Gramsci sabia que o mundo civilizado havia sido totalmente indoutrinado com o Cristianismo durante 2000 anos - tanto assim que a civilização e o Cristianismo estavam inexoravelmente unidos.

Era o carácter Cristão do Ocidente que havia disponibilizado uma barreira quase impenetrável para a infiltração. Mais do que ópio, a religião era a corda salva-vidas dos camponeses que os ajudava a suportar as duras condições do dia a dia. Segundo o livro de Pat Buchanan "The Death of the West", o Cristianismo era o "escudo-térmico do capitalismo." Para conquistar o Ocidente, os Marxistas "tinham primeiro que de-Cristianizar o Ocidente", isto é, destruir os seus fundamentos religiosos.

De-Cristianizar o Ocidente

Gramsci odiava o casamento e a família, os pilares fundamentais duma sociedade civilizada. Para ele, o casamento era um esquema, uma conspiração digamos assim, que visava perpetuar um sistema maligno que oprimia as mulheres e as crianças. O casamento era um instituição perigosa, caracterizada pela violência e pela exploração - os precursores do fascismo e da tirania.

O Patriarcado era o alvo principal dos Marxistas culturais. Eles batalharam para efeminizar a família com legiões de mães solteiras e legiões de mães e "pais" homossexuais, o que serviria para enfraquecer a estrutura da sociedade civilizada. Foi outro Marxista cultural que levou a estratégia Gramsciana para as escolas. George Lukacs era um abastado banqueiro Húngaro, e reputa-se que ele foi o mais brilhante teórico Marxista desde o próprio Marx.

Ecoando os sentimentos de Jesse Jackson, Lukacs clamou "quem nos livrará da civilização Ocidental?" Como Vice-Comissário para a Cultura na Hungria, sob Bela Kun, a sua primeira tarefa foi a de colocar nas escolas uma educação sexual radical, que ele considerava ser a melhor forma de destruir a moralidade sexual tradicional e enfraquecer a família.

As crianças Húngaras aprenderam nuances subtis de amor livre, relação sexual, e também nuances em torno da natureza arcaica dos códigos familiares da classe-média, o carácter obsoleto da monogamia, e a irrelevância da religião organizada [Cristianismo] visto que esta privava o homem do prazer. As crianças foram estimuladas a ridicularizar ou a ignorar a autoridade paternal, bem como os preceitos da moralidade tradicional.

Se por acaso isto soa de alguma forma familiar é porque é precisamente isto que está a acontecer nas nossas escolas públicas, e até em algumas escolas Católicas actuais. Lukacs foi o precursor da libidinosa Cirurgiã-Geral de Bill Clinton, Jocelyn Elders.

As ideias de Gramsci e de Lukacs vieram a ser concretizadas através da Escola de Frankfurt, ou Instituto de Pesquisa Social (como era originalmente conhecida), durante os anos 20. Eles traduziram o Marxismo da economia para termos culturais. Um dos pontos-chaves da Escola de Frankfurt era o de fundir a análise Marxista com a psico-análise Freudiana e o condicionamento psicológico.

Segundo a sua amálgama Freudiana e Marxista, tal como sob o capitalismo a classe operária era automaticamente oprimida, sob a cultura Ocidental os Negros, os homossexuais, os Hispânicos e as mulheres - isto é, todas as pessoas exceptuando os homens Brancos - eram automaticamente alvos colectivos da opressão Ocidental. A noção da solidariedade de grupo, ou a que é conhecida como "politica de identidade", foi criada para gerar nada mais que divisões, levando à violência e à anarquia social.

Como forma de minar a sociedade Ocidental, os Marxistas culturais iriam repetir constantemente as acusações de que o Ocidente era culpado de crimes genocidas contra todas as outras culturas com as quais se havia deparado durante a História, e que era também responsável por opressões históricas contra a humanidade.

Teoria Crítica

Esta ideia evoluiu para a "Teoria Crítica", que foi a arma principal da esquerda na luta pela alma da cultura Americana. Os "Crits" aplicaram um criticismo destrutivo aos principais pilares da civilização Ocidental, incluindo o Cristianismo, o capitalismo, a autoridade, a família, a moralidade, a tradição, a contenção sexual, a lealdade, o patriotismo, o nacionalismo, a hereditariedade, o etnocentrismo, a convenção, o Conservadorismo, e especialmente a língua.

A Teoria Crítica, que se encontra endémica nas maiores escolas legais do país, mantém que a estrutura social patriarcal tem que ser substituída pelo matriarcado. A crença de que os homens e as mulheres têm papéis distintos e propriamente definidos tem que ser substituída pela androginia e com isso, a crença heterodoxa de que o homossexualismo é normal. A diferença entre os géneros, não entre os sexos, tem que ser minimizada. Segundo as feministas Marxistas, os homens e as mulheres eram fungíveis, e eles poderiam ser facilmente intercambiáveis. As distinções de género nada mais eram que acidentes anatómicos.

Outro ingrediente-chave do Marxismo Cultural foi a ideia de Theodor Adorno com o nome de "Personalidade Autoritária". O seu livro, publicado em 1950 juntamente com Else Frenkel-Brunswick, Daniel J. Levinson, e R. Nevitt Sanford, teve como premissa o princípio único de que o Cristianismo, o Capitalismo, e a família patriarcal autoritária geravam um carácter susceptível ao preconceito racial e ao fascismo.

Para eles, qualquer pessoa que vivesse segundo padrões tradicionais tinha uma personalidade autoritária que era fascista por natureza. Se por acaso uma família aderisse aos princípios Cristãos e capitalistas, quase de certeza que os filhos se tornariam fascistas e racistas. Pat Buchanan qualificou o livro de Adorno de "o retábulo da Escola de Frankfurt."

Se o fascismo e o racismo eram endémicos na cultura, como defendia Adorno, então todas as pessoas que haviam sido educadas segundo a tradição Deus, maternidade e família precisavam de ajuda psicológica. Esta é a lógica Orwelliana que parece ter estabelecido uma praça de armas na consciência Americana. O determinismo cultural havia tomado o lugar do determinismo económico.

Isto corresponde com a ideia do "politicamente correcto", ideia que é a chave para se entender a situação em que a cultura Americana passou a estar desde o amanhecer dos anos 60. O PC representa o veículo principal com o qual a mente Marxista tem avançado as suas ideias cancerígenas na destruição do génio da política e da cultura Americana. Sob a rubrica da "diversidade", o seu propósito secreto é o de impor uma uniformidade de pensamento e de comportamento em todos os Americanos.

Os Marxistas Culturais, frequentemente professores e administradores universitários, produtores de TV, editores de jornais e por aí adiante, servem como porteiros ao manterem todas as ideias tradicionais positivas, especialmente as ideias religiosas [Cristãs] fora da esfera pública. Podemos facilmente ver isso a acontecer na nossa sociedade actual.

Herbert Marcuse

Provavelmente o membro mais importante da Escola de Frankfurt foi Herbert Marcuse, pessoa que foi largamente responsável por trazer o Marxismo Cultural para os Estados Unidos quando ele se mudou para New York City (para escapar à perseguição Nacional Socialista dos anos 30). Durante os anos 60 ele tornou-se no guru da Nova Esquerda durante o período em que era professor na Universidade da Califórnia, San Diego.

Marcuse era um acérrimo revolucionário social que contemplava a desintegração da sociedade Americana da mesma forma que Karl Marx e Georg Lukacs contemplavam a destruição da sociedade Alemã. No seu livro, "An Essay on Liberation", Marcuse proclamou os meios de transformar a sociedade Americana. Ele acreditava que todos os tabus, especialmente os sexuais, deveriam ser relaxados. "Make love, not war!" foi o seu grito de guerra e o mesmo ecoou por todas das universidades por toda a América. 

A sua metodologia para a rebelião incluía a desconstrução da linguagem, o famoso "o que é que 'é' significa?" que fomentou a destruição da cultura. Ao confundir e ao obliterar o significado das palavras, Marcuse ajudou a causar a destruição do conformismo social da nação, especialmente junto dos jovens Americanos menos informados. Ele deliberadamente exacerbou as relações raciais ao colocar ênfase na ideia de que o homem branco era culpado pela escravatura e que os negros não poderiam fazer mal algum.

Estes revolucionários culturais depararam-se com uma questão séria levantada pela mudança Gramsciana: se o proletariado não era a base para a revolução, então quem era? Marcuse disse que as mulheres deveriam ser o proletariado cultural que transformaria a sociedade Ocidental, e elas serviriam como catalisadoras para a Revolução Marxista. 

Se as mulheres pudessem ser persuadidas a abandonar os seus papéis tradicionais como transmissoras de cultura, então a cultura tradicional não poderia ser transmitida para a geração seguinte. A ideia de que "a mão que balança o berço governa o mundo" não é uma declaração vazia. Que melhor forma  de influenciar as gerações futuras do que através da subversão dos papéis tradicionais da mulher? Os Marxistas correctamente assumiram que a fragilização da mulher poderia ser um golpe fatal na cultura.

Uma das herdeiras desta estratégia cultural foi Betty Friedan (Naomi Goldstein). O seu livro "The Feminine Mystique" serviu como o livro escolar da acção de sabotagem da família Americana. Friedan descreveu a dona-de-casa tradicional como uma "parasita", que era forçada a negar a sua verdadeira natureza. Para Friedan, a mãe-doméstica era um robô sem inteligência. Embora ela não tenha sido membro da Escola de Frankfurt, o ódio e o desdém que Friedan nutria pelos homens e pelo patriarcado fizeram dela "a madrinha do feminismo radical."

A subversão da família e o declínio no respeito pelo patriarcado levou à uma maior feminização das instituições culturais da nação, incluindo igrejas, escolas, universidades, partidos políticos, e até mesmo das forças militares e das forças policiais. O "homem moderno" parece-se mais com a sensibilidade sacarina de Alan Alda do que com o bravado vigoroso dum John Wayne. Segundo o livro "Domestic Tranquility" de Carolyn Graglia, os "editores da Playboy não poderiam ter orquestrado melhor o movimento das mulheres."

Se as mulheres eram o alvo, então os Marxistas Culturais acertaram bem no centro do alvo. Hoje em dia as mulheres aspiram de modo irrealista fazer tudo o que os homens fazem, desde pilotos de caça, soldados de combate, polícias, bombeiros, padres, pugilistas, e muitos outros trabalhos que requerem força masculina ou disposição masculina (até presidência).

Elas rebaixaram-se dos seus pedestais elevados e sacrificaram a sua natural superioridade moral sobre os homens perante o altar da igualdade e da escolha. As mulheres trocaram a tranquilidade doméstica da família e da casa pela onda de poder da sala de reunião e pelo libertador e transpirado sexo casual. As estatísticas do divórcio, o abandono das mulheres e das crianças, o aborto e até o assassinato matrimonial podem ser, em larga medida, depositados aos pés de Betty Friedan.

Isto não aconteceu como o Bíblico "ladrão na noite" mas tem sido um processo gradual à medida que os Americanos se encontram descansados e gordos nos seus lírios, assistindo ao programa da Oprah ou o próximo jogo grande. Parafraseando T. S. Eliot, e se entretanto não fizermos nada em relação a isso, a nossa civilização não irá acabar com um estrondo, mas com um leve coaxar.

- http://bit.ly/SiKqPF



quinta-feira, 30 de julho de 2015

A corrupção da América através do Marxismo Cultural

Modificado a partir do original de Nelson Hultberg

Os Estados Unidos atravessaram uma revolução cultural, moral e religiosa. Um secularismo militante emergiu neste país, e embora ele sempre tenha sido dominante junto das elites intelectuais e académicas, durante os anos 60 ele cativou os jovens das universidades e dos colégios.

Estas são as bases da enorme guerra cultural que estamos a atravessar. Actualmente, nós somos dois países. Somos dois países moralmente, culturalmente, socialmente, e teologicamente. As guerras culturais não acabam em coexistência pacífica; um dos lados prevalece, ou o outro lado prevalece.

A realidade dos factos é que, embora os conservadores tenham vencido a Guerra Fria contra o Comunismo político e económico, perdemos a guerra cultural contra o Marxismo cultural, que, na minha opinião, tem de modo geral prevalecido nos Estados Unidos. Hoje em dia, o Marxismo cultural é a cultura dominante e nós, tradicionalistas, somos, se posso assim dizer, a contracultura.

Assim declara Patrick J. Buchanan nas cenas inicias do novo filme de James Jaeger com o nome de "Cultural Marxism: The Corruption of America". Como sempre, Buchanan é bem vocal e esplendorosamente patriótico no seu testemunho da degeneração actual do nosso país. Muitos de nós, nascidos antes dos anos 60 e do niilismo desta década, concordamos com ele. Fomos criados numa terra filosoficamente muito distante da América com a qual estamos amaldiçoados actualmente e este facto perturbador pesa-nos de maneira profunda nos nossos corações e nas nossas mentes.

O colapso social Americano

Nós, que fomos criados na América pré-niilista, consideramos a maior parte dos filmes actuais, dos programas de TV e das obras literárias, hediondas e deprimentes. Nós ficamos perplexos com a excessiva sexualidade das pretensões cinematográficas de Hollywood, do seu romance com os anti-heróis, e com a forma repreensível como nos satura com histórias cheias de violência.

Damos por nós horrorizados com a forma como a mediocridade enfadonha e a feiúra fantasmagórica pulsa através dos atalhos comerciais da América moderna, chamando-se a si própria de "arte de ponta e avant-garde". E perguntamos o que foi que causou tal decadência em lugares onde ideais justos e o sentido de vida heróico imperava?

Será que há um motivo, lamentamo-nos, do porquê termos que aguentar filmes choraminguentos em torno de Ratso Rizzos em vez de filmes sobre arrojados Rhett Butlers e  Gunga Dins valentes? Porque é que o miasama e melancolia dominam a corrente social, e não o espírito de magnanimidade e o optimismo desenfreado dos nossos ancestrais? Porque é que venenos de drogas doces tais como o "crack" e a "metanfetamina" invadem de igual modo as vidas de jovens insensíveis do ghetto e de jovens clube do campo?

Porque é que a classe-média Americana (que venerava a independência) exige cada vez mais e mais dádivas do governo? Porque é que os líderes que nós elegemos para  Washington tornaram-se em traidores desprezíveis deslizando em imundície maquiavélica? Porque é que a vida familiar e o casamento, os fundamentos da civilização, estão a ser tratados de forma tão descuidada por parte de peritos com discurso pseudo-psicológico?

Porque é que a androginia é tão zelosamente promovida pelos esquerdistas em quase todos os programas de televisão, e o homossexualismo caracterizado como um "estilo de vida de Cowboy-Marlboro"? Porque é que a tradição e a honra são desprezadas pela elite, que pontificam infindavelmente o quanto que os princípios fundadores da América eram repressivos?

Existe de facto um motivo do porquê esta desintegração trágica do valor da vida América ter varrido o país durante o último século. Esse motivo chama-se "Marxismo Cultural", e embora possa não ser o único motivo do porquê a nossa cultura ter entrou em colapso até à decadência, é talvez o mais importante.

As culturas são um mosaico vasto de aspirações humanas, bem como de amores, necessidades e temores que existem dentro do contexto da sua vida, sua geografia, sua riqueza natural, e visão dos seus pensadores mais brilhantes. Existem sempre muitos factores que movimentam a cultura rumo à verdade e à exaltada liberdade, ou rumo à falácia e ao caixote de lixo da História. Mas normalmente há um ou dois motivos que são supremos ao mesmo tempo que os outros são secundários. No nosso caso, os motivos supremos centram-se em redor da ideologia deliberada com o nome de "Marxismo Cultural", que invadiu a nossa nação nos anos 30.

Marxismo Cultural

O que é, na verdade, esta ideologia horrível que causou um desfecho tão lastimável para a nossa cultura e onde foi que ela se originou? É em redor disto que se centra o filme de Jaeger, e ele disponibiliza um quadro fascinante duma grande nação levada à ruína no espaço de 80 anos por parte de mentes pacientemente sinistras deformadas por uma visão da realidade ao estilo "Mad Hatter".

Em 2007, William S. Lind, um brilhante pensador conservador afiliado ao "Free Congress Foundation" em Washington, escreveu um artigo com o título de "Who Stole Our Culture?" Nesse artigo, Lind fez um esboço do que é o Marxismo Cultural, deixando bem claro pela primeira vez aos Americanos, e de maneira geral, o que o Marxismo Cultural havia causado à América. O artigo é um tour de force sociológico/político devido à excepcional clareza com a qual Lind explicou os objectivos sinistros dos teóricos Marxistas Culturais, começando no rescaldo da Primeira Grande Guerra na Europa, seguida pela sua exportação para a América nos anos 30.

O filme de James Jaeger duplica o brilhantismo e a lucidez de Lind, só que desta vez com o imaginário visual dum filme. Ele dá aos Americanos uma explicação perceptiva do porquê a nossa nação estar a cometer um insidioso suicídio sob a fachada de estar a construir o falso ideal do igualitarismo social.

Os Americanos estão a ser emburrecidos até a uma existência vulgar com a famosa reversão de definições de Orwell ("Ignorância é Força, Escravatura é Liberdade") a infectar tudo aquilo em que tomamos parte. O filme de Jaeger revela de forma clara esta destruição desoladora da República. A força do filme encontra-se nas imagens assombradoras e na ressonância conceptual.

Ele disponibiliza, portanto, uma maravilhosa peça educacional com a qual espalhar a palavra junto do povo sobre a forma e o porquê de nós, como pessoas, estarmos tão apaticamente a aceitar a escravatura e a decadência. Os nossos valores mais preciosos foram voltados do avesso através duma orquestração Marxista "por trás das cortinas"  que tomou conta das escolas, das igrejas, dos filmes, das editoras, e dos média da mesma forma que a gangrena avança com as suas postulas na perna até atingir o centro do corpo onde se encontram os pulmões e o coração.

O Principio do Marxismo Cultural

Tudo começou no rescaldo da Primeira Grande Guerra. O tema original de Karl Marx durante o século 19 era o de que o capitalismo tinha que ser destruído visto que o mesmo era tirânico e explorador por natureza. Sob a orientação dos revolucionários Marxistas, os trabalhadores do mundo iriam eventualmente aperceber-se disto e dar início a uma revolta. Uma sociedade "colectivista" e "sem classes" iria então ter início, e nela os homens e as mulheres não mais iriam trabalhar para lucro pessoal, mas para a contribuição comunal através da qual eles iriam receber uma compensação igual.

"De cada um segundo as suas habilidades, para cada um segundo as suas necessidades" era o mantra que prometia o início duma utopia para a humanidade. Claro que quais eram as necessidades do homem era algo que iria ser determinado pelos pensadores e organizadores superiores da sociedade.

Mas o objectivo importante era o todo-pervasivo igualitarismo que iria ser imposto através da teoria Marxista, e a ascenção dos trabalhadores do mundo que iriam confiscar os factores de produção, isto é, toda a propriedade que os capitalistas haviam criado.

Infelizmente, o único país onde esta nova ideologia se conseguiu fixar foi na Rússia, e mesmo ai só através dos métodos ditaturiais mais brutais que se podem imaginar. O Marxismo falhou ao não se propagar para o resto da Europa e para o resto do mundo. Os esperados apoiantes da revolução, os alegados "trabalhadores explorados" dos países capitalistas, ficaram largamente indiferentes e recusaram-se a apoiar os revolucionários Marxistas.

Foi por volta de 1920 que vários intelectuais na Europa começaram a refazer as bases teóricas de Marx. Naturalmente que eles não poderiam aceitar o facto de Marx poder ter estado totalmente errado na sua visão do mundo. Tinham que existir outros motivos responsáveis pelo facto da revolução não ter ocorrido. Esse motivo foi supostamente encontrado por dois brilhantes teóricos Marxistas, Antonio Gramsci na Itália e Georg Lukacs na Hungria.

Eles postularam que a civilização Ocidental, fundamentada na religião Cristã, havia incutido valores malignos no homem - valores tais com o individualismo, a diligência pessoal, a monogamia, a propriedade privada, o patriotismo, a crença no Deus Criador, etc. Estes valores haviam feito uma lavagem cerebral aos trabalhadores do mundo, o que os havia impedido de se aperceberem do seu verdadeiro destino, que era o de se revoltarem e darem início a uma sociedade sem classes. 

Gramsci eLukacs insistiram que a gloriosa revolução socialista seria impossível até que estes valores Cristãos tivessem sido destruídos. Só então é que os trabalhadores se iriam revoltar e finalizar a visão de Marx.

A Escola de Frankfurt

Foi então que começou o que Gramsci e Lukacs deram o nome de "longa marcha através das instituições", que significava que as instituições da cultura (escolas, igrejas, filmes, os média, etc) iriam ser tomadas por simpatizantes e pensadores socialistas e mal estas instituições tivessem sido tomadas, os pensadores socialistas poderiam transmitir "valores socialistas genuínos" às pessoas, e educar novas gerações de modo a que elas fossem leais não a Deus, nem ao país, e nem ao individualismo, mas ao Estado e ao colectivismo [ed: Por isso é que os governos ocidentais são grandes promotores do Marxismo Cultural]. Para implementar esta nova direcção no Marxismo, eles estabeleceram uma Escola em Frankfurt, Alemanha, e deram-lhe o nome benigno de Instituto de Pesquisa Social.

Esta escola de pensamento rapidamente cresceu junto da esquerda intelectual, atraindo pensadores tais como Max Horkeimer, Theodor Adorno, Eric Fromm, Wilhelm Reich, e Herbert Marcuse para promoveram esta visão. Todos eles disponibilizaram pontos de vista diferentes em relação à forma de promover o objectivo de Gramsci e de Lukacs do novo "Marxismo cultural", substituindo o antigo "Marxismo económico".

Mas basicamente todos eles concordaram que o ênfase não deveria estar na galvanização dos trabalhadores de modo a que eles se revoltassem, tal como haviam feito os antigos revolucionários Leninistas, mas sim na emancipação de todos os homens e de todas as mulheres para longe da da "repressão maligna" e dos "valores tirânicos" da civilização Cristã. Para realizar isto, eles planearam várias estratégias para desacreditar os valores que haviam formado e sustentado o Ocidente durante 2,000 anos.

A "Teoria Crítica", criação de Max Horkeimer, foi a primeira e a mais importante das estratégias. Sob os seus auspícios, todas as tradições da vida Ocidental tinham que ser reclassificadas como "preconceito" e "perversão", e todas estas reclassificações tinham que ser instigadas na corrente social através de críticas devastadoras e académicas de todos os valores tais como a família, o casamento, a propriedade, o individualismo, a fé em Deus, etc.

Estas críticas revelarem-se um sucesso no rescaldo do colapso mundial para dentro da Grande Depressão, que gerou um descontentamento geral em relação à sociedade capitalista tradicional que havia evoluído no Ocidente desde o Renascimento e desde a descoberta do Novo Mundo.

As críticas estratégicas foram rapidamente expandidas ao se demarcarem os membros da sociedade como "vítimas" e "opressores". Todas as pessoas que eram economicamente bem sucedidas foram classificadas como opressoras, e todas as pessoas que não eram bem sucedidas foram classificadas como vítimas.

As autoridades religiosas [Cristãs] passaram a ser "feiticeiros"; os defensores de papéis sociais distintos para os homens e para as mulheres foram classificados de "fascistas"; os donos de empresas passaram a ser "exploradores"; os pais (os homens) passaram a ser "tirânicos patriarcais"; as famílias passaram a ser "clãs primitivos".

Este fluxo de críticas foi implacável e, intelectualmente, bastante sofisticado. Devido a isso, ele hipnotizou a elite que então propagou o conteúdo fundamental das criticas junto das massas.

O Novo Marxismo chega à América

Nos anos 30, a ascensão de Hitler causou a que a Escola de Frankfurt mudasse temporariamente a sua base da Alemanha para os Estados Unidos, onde se sediaram na Columbia University em New York. A partir de lá, eles estabeleceram um conciliábulo de colectivistas que essencialmente tinha a função de propagar os seus tentáculos por toda a a América.

Depois da Segunda Guerra e da derrota de Hitler, a maior parte dos intelectuais da Escola de Frankfurt retornou à Alemanha, mas deixaram para trás uma enorme facção de simpatizantes que avançaram ainda mais as suas estratégias nos Estados Unidos durante os anos 50, 60 e 70. Um dos mais importantes nomes era o filósofo Herbert Marcuse cujo livro de 1955 "Eros and Civilization" prometia um novo paraíso para o homem mal ele se visse livre do capitalismo e do tradicionalismo enraizados na nossa sociedade.

O grande volume seguinte de Marcuse, o livro "One-Dimensional Man" de 1964, causou a revolução hippie da Nova Esquerda dos anos 60. Os famosos protestantes que receberam o nome de "The Chicago Seven" em 1968 (Tom Hayden, Abbie Hoffman, Jerry Rubin, et al), juntamente com a feminista radical Angela Davis, foram muito influencidos pela crítica amarga dirigida ao capitalismo Americano que se encontrava no livro "One-Dimensional Man".

O livro do professor de Yale Charles Reich com o nome de "The Greening of America", de 1970, ampliou ainda mais a revolta da Nova Esquerda. E contribuições letais anteriores, tais como "The Authoritarian Personality"  de Theodor Adorno (1950) e "Escape from Freedom" de Eric Fromm (1941) contribuiram ainda mais para seduzir os Americanos e levá-los a acreditar que tudo o que anteriormente acreditavam ser verdadeiro sobre a vida, moralidade, e justiça, estava terrivelmente errado.

Logo, dos acólitos da Escola de Frankfurt veio uma inundação de obras intelectuais cruelmente destrutivas, que eventualmente permearam todos os quadrantes da nossa cultura e afectou todos os Americanos. Bandos de artigos presentes nas revistas populares atacaram as tradições da sociedade Americana ano após ano desde 1935 a 1975.

Subtis filmes degenerados tais como "The Wild Ones", "Bob and Carol and Ted and Alice", "Midnight Cowboy", "Easy Rider", etc, invadiram o mundo tradicional dos "Americanos heterossexuais" como forma de os colocar frente a frente às convidativas alegrias da violência, drogas entorpecedoras, troca de esposas, secularismo, materialismo, e outros "estilos de vida emancipadores". Cursos universitários profileraram sobre as "vastas injustiças" do capitalismo e da "imunidade aristocrática" dos Pais Fundadores.

Herbert Marcuse amontoou diatribes de forma incansável sobre a juventude dos anos 60:

O Ocidente é culpado de crimes genocidas contra todas as civilizações e todas as culturas que já encontrou. A civilização Americana e a civilização Ocidental são as maiores fontes de racismo, sexismo, nativismo, xenofobia, anti-semitismo, e narcisismo. A sociedade Americana é opressora, maligna e não-merecedora de lealdade.

George Lukacs anunciou junto das mentes crédulas de todo o lado:

Vejo a revolução e a destruição da sociedade como as únicas soluções. Um derrube mundial dos valores não pode ocorrer sem a aniquilação dos antigos valores e a criação de novos valores.

Será que toda esta "devastação crítica" surgiu de forma conspiratória? De certa forma, sim, porque, diga-se, ela foi feita por trás das cortinas. Ela foi orquestrada por um pequeno mas fervoroso círculo social de revolucionários que vivia no mundo dos pensadores/escritores, o mundo da Torre de Marfim. Mas não foi exactamente (ou verdadeiramente) conspiratória porque o termo "conspiração" significa algo secreto e ilegal, e os objectivos revolucionários dos Marxistas Culturais não eram propriamente secretos visto que eles abertamente publicaram os seus livros como forma de avançarem com a sua agenda.

No entanto, os seus objectivos de destruição eram secretos no sentido de que eles não foram divulgados de forma aberta junto dos leitores que se amontoaram em redor dos seus livros. Será que os seus objectivos eram ilegais? Não no sentido legal junto dos tribunais da humanidade, mas sim junto da lei natural criada pelo Criador da Natureza e perceptível através da razão. Devido a isto, acho que é justo dizer que os promotores do Marxismo Cultural estavam a agir de forma conspiradora, mas não o tipo de conspiração que os promotores colocam em causa nos tribunais.

Marxismo Cultural "user friendly"

A consequência disto tudo é que desde 1920 a 1960, a revolução de Karl Marx foi totalmente recriada e relançada. Tal como diz o filme de Jaeger, os revolucionários da Escola de Frnakfurt deram-nos uma "Marxismo user friendly" e não a versão Gulag da URSS. Esta versão "user friendly" tomou conta  juventude intelectual dos anos 60, e inverteu-os de cabeça para baixo em termos de valor.

Actualmente, estes intelectuais controlam e administram as nossas escolas, os média, os tribunais, e as legislaturas. Os Marxistas culturais adoptaram a "transvaloração de todos os valores" de Nietzsche, onde o mundo de "Mad Hatter" é instalado. Tudo o que era previamente mau, hoje torna-se uma virtude, ao mesmo tempo que todas as virtudes se tornam más.

O individualismo, a auto-dependência, a propriedade, o lucro, a família, o casamento tradicional, a fidelidade à esposa, a força de vontade, a honra pessoal, a ascenção consequência do mérito - todos estes pilares da nossa civilização passaram a ser caracteristicamente males que nos oprimem como humanos. Estes valores têm que ser desenraizados e lançados para longe da nossa existência.

Este era o propósito da ideologia do Marxismo Cultural: remover todos os fundamentos da civilização Cristã e o esplendoroso Camelot da Liberdade que ela havia criado na América desde 1776 a 1913. O que é horrorizante é que esta ideologia foi bem sucedida. Marx não nos enterrou no sentido económico, como Khrushchev se gabou perante o mundo, mas Marx enterrou-nos no sentido cultural tal como Antonio Gramsci e Georg Lukacs planearam há mais de 80 anos atrás. O filme de James Jaeger demonstra isto mesmo de uma forma lúcida que é, ao mesmo tempo, fascinante e repugnante.

Será que a visão tradicional Americana que os Pais Fundadores criaram a partir das obras de Aristóteles, Aquinas, Locke e Jefferson pode ainda ser salva? Se ela ainda pode ser salva, uma ferramenta bastante útil para tal salvação será este filme elucidativo. É um instrumento maravilhoso para se colocar nas mãos dum adolescente que está a começar a universidade, ou para se mostrar a vizinhos apáticos que pura e simplesmente não conseguem entender o porquê do modernismo estar em ruínas. É o tipo de filme que agita a pessoa, e envia raios de discernimento para a mente que quem vê.

Para além de Patrick Buchanan, também se encontram presentes no filme outros conservadores/libertários sonantes da cena socio-política tais como o Congressista Ron Paul, G. Edward Griffin, Edwin Vieira, e Ted Baehr. Podem comprar o filme no site: http://www.CulturalMarxism.org. A Matrixx Entertainment Corp. de James Jaeger, o produtor do filme, há já muitos anos que luta contra o colectivismo na América, enfrentando agora os esquerdistas de Hollywood, de Washington, e de Wall Street.

A luta dos patriotas é titânica; ela irá exigir um esforço Hercúleo para vencer, e a luta não é só dos Americanos. Todas as pessoas do Ocidente que amam a liberdade e os valores resplandecentes sobre os quais ela se assenta, são inescapavelmente arrastados para este conflicto - quer eles se apercebam disso ou não. Estamos, todos nós, confrontados com um futuro terrível devido ao mal eminente e falsidade de pensadores do passado tais como Marx, Lenin, Gramsci, e Lukacs. A única alternativa a enfrentar os seus descendentes em batalha é deixar que estes destruidores da nossa cultura vençam por falta de comparência - o que é totalmente inaceitável.

O filme "Cultural Marxism: The Corruption of America" é uma seta poderosa  no tremor da liberdade. Ele tem que ser visto pelos patriotas de todo o lado, e partilhado com amigos e vizinhos em todo o nosso círculo de influência.

http://goo.gl/u6VZmp

* * * * * * *

Como já dito em outros comentários, e como pode ser visto neste post, a guerra não é entre o Marxismo e o Capitalismo, mas o Marxismo contra o Cristianismo.

Embora os idiotas úteis vejam a destruição do Cristianismo como um passo para algo melhor, a elite que criou e tem financiado o Marxismo cultural sabe que o propósito é só esse: destruição do Cristianismo. O "algo melhor" é só uma cenoura que a elite agita perante os idiotas úteis como forma destes continuaram activos na sua militância.

Portanto, combater o Marxismo defendendo o capitalismo (como parece ser esse o caso em algumas passagens deste texto) é contraproducente visto que o capitalismo nunca foi inimigo do Marxismo (especialmente se levarmos em conta que quem controla o capitalismo foi responsável pela criação do Marxismo).

A única forma eficaz de combater o avanço do Marxismo cultural é promovendo o Cristianismo e tudo o que ele representa. Mas quantas pessoas estão dispostas a fazer isso? Muito poucas, e por isso mesmo que a agenda Marxista avança imperturbável.

"O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento"
~ Oséas 4:6



quinta-feira, 6 de março de 2014

Como sabotar uma nação

Por Bill Muehlenberg

Será que as nações vagueiam até ao declínio, estagnação e degeneração? Ou será que esse processo é estimulado por aqueles que de modo activo buscam formas de minar e subverter uma nação? Quanto mais nós entendemos a forma de agir dos grupos activistas e dos grupos subversivos, mais nos apercebemos que a segunda hipótese desempenha um papel importante nisto tudo. De facto, o estudante de História aprende que embora as nações normalmente entrem em declínio a partir do seu interior, esse processo é amplificado e acelerado por grupos que operam de forma decidida para implementar as suas agendas sociais radicais.

Eu já escrevi sobre figuras importantes deste processo, tais como Antonio Gramsci e a Escola de Frankfurt, e já examinei a forma como o Marxismo cultural continua a avançar tranquilamente no dias de hoje, trabalhando incessantemente para minar, subverter, e eventualmente suplantar o Ocidente livre.

Embora o Muro de Berlim tenha caído em 1989, e isso tenha criado a imagem de que o comunismo havia chegado ao fim, não foi isso que aconteceu. Os Marxistas mais dedicados, hoje em dia chamados de "progressistas", continuam a trabalhar nos seus planos anti-Ocidente. E eu não estou a falar de conspirações super secretas, visto que a sua agenda é simplesmente uma lista de objectivos que têm que ser cumpridos, e nós não temos que escavar muito para descobrir que objectivos são esses. Na verdade, eles têm sido bem directos ao revelarem publicamente quais são os seus objectivos. Vez após vez, eles informaram-nos do que eles tentam atingir, e a forma como eles esperam atingir esses objectivos. E embora muitas destas admissões possam ter soado demasiado fantasiosas no momento em que elas foram escritas, olhando para trás em retrospectiva, apercebemo-nos duma realidade mais sóbria e sombria.

Vale a pena olhar para alguns dos desejos presentes na lista dos radicais. Como exemplo, por volta de 1963 apareceu na "US Congressional Record" uma lista de 45 objectivos para aqueles determinados em derrubar os EUA. Esta lista teve como base um livro mais antigo escrito por um analista do FBI.

Eis aqui então uma dúzia desses objectivos. É preciso levar em conta que este material foi reunido há meio século atrás. O aspecto mais importante a ser notado é quanto da agenda já foi realizada.

Capturar um ou os dois partidos Americanos.

Usar decisões técnicas dos tribunais para enfraquecer as instituições Americanas alegando que as suas actividades violam os direitos civis.

Controlar as escolas. Usá-las como cintos de transmissão para a propaganda socialista e comunista. Amolecer os currículos. Obter o controle das associações de professores. Escrever os livros escolares de acordo com a vontade partidária.

Obter o controle de todos os jornais estudantis.

Usar as manifestações estudantis para fomentar protestos contra programas ou as organizações que estão sob ataque Comunista.

Infiltrar a imprensa. Obter o controle 1) das instituições que avaliam os livros, 2) da escrita editorial e 3) das posições onde são feitas as politicas sociais.

Obter o controle de posições-chave na rádio, na TV e na indústria cinematográfica.

Continuar a desacreditar a cultura Americana degradando todas as formas de expressão artística.

Eliminar todas as leis que governam a obscenidade qualificando-as de "censura" e também de "violação da liberdade de expressão e liberdade de imprensa".

Destruir os padrões culturais em torno da moralidade promovendo a pornografia e a obscenidade nos livros, nas revistas, no filmes, na rádio e na TV.

Apresentar o homossexualismo, a degeneração e a promiscuidade como "normal, natural e saudável."

Infiltrar as igrejas e substituir a revelação religiosa por uma religião "social". Desacreditar a Bíblia e colocar ênfase na necessidade de maturidade intelectual que não precisa de "muletas religiosas".

Eliminar a oração ou qualquer momento de expressão religiosa nas escolas, alegando que isso viola o princípio da "separação da igreja com o estado."

Desacreditar a Constituição Americana qualificando-a de inadequada, antiquada e desajustada com as necessidades modernas - um impedimento para a cooperação entre as nações numa base mundial.

Desacreditar os Pais Fundadores da América, apresentando-os como aristocratas egoístas que não tinham qualquer tipo de preocupação com o "homem comum."

Desmerecer todas as formas de cultura Americana e desencorajar o ensino da história dos EUA alegando que ela é apenas uma pequena parte do "quadro completo".

Desacreditar a família como uma instituição. Encorajar a promiscuidade e o divórcio fácil.

Colocar ênfase na necessidade de educar as crianças longe da influência negativa dos pais. Atribuir preconceitos, bloqueios e atrasos mentais à repressora influência dos pais.

Há alguma coisa mencionada nesta lista que não esteja a ser observada a decorrer perante os nossos olhos, tanto nos EUA como no resto do mundo ocidental? Aqueles que estão determinados em destruir o nosso estilo de vida afirmaram que o queriam fazer, e cumpriram. No entanto, nós, tal como uma nação de cordeiros, nem nos apercebemos que isto está a ocorrer - e está a ocorrer duma forma total e bem rápida. Uma vez que a maior parte desta subversão ocorre nos bastidores, ou está a ser feita sob o manto de várias tendências tais como a justiça social, nós nem nos apercebemos que estamos a perder tudo.

Para além destes planos, há outros planos bem claros que poderiam ser mencionados aqui. Por exemplo, já antes disto, Joseph Stalin havia dito:

A América é um corpo saudável e a sua resistência é assenta sobre três pilares: o patriotismo, a moralidade e a vida espiritual. Se conseguirmos fragilizar estas três áreas, a América entrará em colapso a partir do seu interior.

A menos que algo nos tenha escapado, estas três áreas têm estado sob intenso ataque por parte dos radicais durante os últimos 50 anos. Parece que estes activistas têm um plano, estão a operar segundo esse plano, e estão a ser bem sucedidos. E muitos outros já falaram de desmantelar os EUA e o Ocidente livre e substituí-los com os seus utópicos esquemas colectivistas e estatizantes.

Dado que tantas pessoas já falaram claramente do que tencionam fazer, porque é que tão poucos estão cientes disso, e agindo em conformidade? Esta é, sem dúvida, a pergunta mais importante do momento. Porque é que permitimos que nos guiassem como se fôssemos ovelhas para o matadouro? Porque é que nos tornamos tão inconscientes, tão mal informados e tão descuidados? Porque é que somos tão apáticos em relação a estas forças que operam dia e noite para destruir aquilo que nós tanto estimamos?

Até nós respondermos a estas questões, e respondermos o mais rapidamente possível, não podemos esperar que a civilização Ocidental permaneça por muito mais tempo. E se por acaso ela cair no esquecimento, sendo substituída por um novo totalitarismo, só nós é que seremos os culpados.

Para aqueles que querem explorar melhor estes assuntos, recomendo o novo DVD com o nome de "Agenda", onde se discute esta guerra onde estamos envolvidos, e o que podemos fazer para reverter as coisas.



sábado, 4 de janeiro de 2014

O grandioso plano de Antonio Gramsci

Por Padre James Thornton

Um dos aspectos mais interessantes do estudo da História é que frequentemente homens nascidos nas circunstâncias mais humildes conseguem, apesar disso, ascender até ao topo e afectar dramaticamente o curso da História humana. Eles podem ter sido homens de acção ou pensadores, mas de qualquer forma, as suas actividades podem fomentar alterações tremendas através dos anos. Antonio Gramsci foi, ao mesmo tempo, um homem de acção e um pensador e, qualquer que seja o resultado dos eventos que ocorrerão em décadas futuras, ele certamente será considerado pelos futuros historiadores como uma figura de relevo.

Nascido na obscuridade na ilha de Sardenha em 1891, Gramsci não era um candidato primário a ser alguém que causaria um impacto significativo no século 20.

Gramsci estudou Filosofia e História na Universidade de Turim, e rapidamente se tornou num Marxista aplicado, alistando-se no Partido Socialista Italiano. Imediatamente após a Primeira Grande Guerra, ele estabeleceu o seu próprio jornal radical, A Nova Ordem, e pouco depois ajudou a fundar o Partido Comunista Italiano.

Marxista desiludido

A "Marcha em Roma" fascista, e a nomeação de Benito Mussolini para primeiro-ministro, causaram a que o jovem teórico Marxista abandonasse a Itália. Buscando por uma nova casa, ele escolheu o sítio mais lógico para um Comunista, a recentemente criada URSS de Vladimir Lenine. No entanto, a Rússia Soviética não era o que ele estava à espera. Os seus poderes de observação despertaram imediatamente para a distância que frequentemente separa a teoria da realidade.

Um Marxista fanático no que toca às teorias políticas, económicas e históricas, Gramsci ficou profundamente perturbado pelo facto da vida na Rússia Comunista exibir poucas evidências em favor do amor profundo por parte da classe operária pelo "paraíso" que Lenine havia construído para eles. Havia uma ligação ainda menor com conceitos tais como "revolução do proletariado" ou "ditadura do proletariado", para além da retórica obrigatória.

Pelo contrário, era óbvio para Gramsci que o "paraíso" da classe operária mantinha o seu domínio sobre os trabalhadores e sobre os camponeses apenas e só através do terror, das matanças em massa em escala gigantesca, e através do omnipresente medo das visitas nocturnas e do trabalho forçado na imensidão siberiana. Também crucial para o estado de Lenine era a constante difusão de propaganda, de slogans e de mentiras óbvias. Tudo isto era uma desilusão imensa para Gramsci.

Embora outros homens provavelmente teriam re-avaliado a sua visão ideológica depois de tais experiências, a mente subtil e analítica de Gramsci trabalhou de forma diferente sobre este paradoxo.

Estaline sobe ao poder.

A morte de Lenine e a obtenção de poder por parte de Estaline causou a que Gramsci reconsiderasse imediatamente a sua escolha de residência. Operando sobre os empreendimentos de Lenine baseados no terror e na tirania, Estaline começou a transformar a Rússia agrária num gigante industrial que voltaria então as suas energias para a conquista militar. Era plano de Estaline criar a maior máquina militar da história, esmagar as "forças reaccionárias", e impor o Comunismo em toda a Europa e Ásia - mais tarde em todo o mundo - através da força.

Enquanto isso não acontecia, e como forma de consolidar e garantir o seu poder, Estaline deu início ao extermínio sistemático de potenciais adversários dentro do seu lado ideológico. Isto, como se verificou mais tarde, tornou-se num processo contínuo que durou até a sua própria morte. De modo particular, homens sobre quem recaiam suspeitas mínimas de que se desviavam da interpretação Marxista-Leninsta de Estaline, eram enviados para as câmaras de tortura, para os campos da morte, ou colocados perante esquadrões de execução.

O "profeta" da prisão

Com o fim dos seus dias na Russia Estalinista, Gramsci decidiu regressar a casa para tomar parte na luta contra Mussolini. Visto, ao mesmo tempo, como uma ameaça séria para a seguraça do regime fascista e um provável agente duma potência estrangeira hostil, passado que estava pouco tempo, Gramsci foi preso e condenado a um tempo considerável de prisão. Foi na prisão que ele dedicou os 9 anos de vida que lhe restavam à escrita.

Antes da sua morte por tuberculose em 1937, Gramsci escreveu 9 volumes em torno das suas observações em torno da História, Sociologia, teoria Marxista, e, mais importante, a estratégia Marxista. Esses volumes, conhecidos como "Cadernos do Cárcere", foram desde então publicados em várias linguas e destribuídos por todo o mundo. A sua importância vem do facto de formarem os fundamentos duma nova e dramática teoria Marxista, uma que torna a "revolução espontânea" de Lenine obsoleta, uma promete conquistar voluntáriamemente o mundo para o Marxismo, e uma que se baseia numa visão realista dos factos históricos e da psicologia humana - e não nos desejos vazios e nas ilusões.

Como vamos ver, a avaliação inteligente de Gramsci do Marxismo e da humanidade faz com que os seus escritos se encontrem entre os mais poderosos do século. Embora Gramsci tenha morrido de uma forma ignominiosa e solitária numa prisão fascista, os seus pensamentos ganharam vida própria e ascenderam para uma posição a partir da qual eles poderiam ameaçar o mundo. Quais foram essas ideias?

A essência da Revolução Vermelha.

A contribuição fundamental de Gramsci foi a de libertar o projecto Marxista da prisão do dogma económico, e desde logo aumentando de modo significativo a sua habilidade para subverter a sociedade Cristã. Se levamos a sério os anúncios ideológicos de Marx e de Lenine, seríamos levados a acreditar - lado a lado com os seus milhões de discípulos iludidos - que a revolta dos operários era inevitável, e que tudo o que era necessário era a mobilização das classes inferiores através da propaganda, e desde logo dando início a uma revolução universal. Naturalmente, esta premissa está errada, mas mesmo assim manteve-se uma doutrina inflexível entre os Comunistas - pelo menos em público.

No entanto, o cerne do movimento Comunista era composto por criminosos impiedosos, perfeitamente cientes dos erros intelectuais do Marxismo mas dispostos a empregar os meios necessários para obter o poder que tanto desejavam. Para tais conspiradores cheios de ódio e endurecidos, a ideologia é uma táctica, um meio de mobilizar apoiantes e racionalizar as acções criminosas.

Aqueles que aceitam sem questionar a ideia de que "o Comunismo está morto" falham ao não entenderem a verdadeira natureza do inimigo. O Comunismo não é uma ideologia na qual se acredita, mas sim uma conspiração criminosa na qual se toma parte. Embora Lenine professasse reverenciar os textos de Marx como palavras sagradas, mal os seus Bolcheviques obtiveram o poder na Rússia, Lenine viu-se à vontade para modificar a doutrina Marxista de modo que estivesse ao seu agrado. O mesmo aconteceu com Estaline.

Os Bolcheviques não chegaram ao poder na Rússia depois duma revolta dos trabalhadores e dos camponeses, mas através dum golpe de estado  (orquestrado por uma elite Marxista altamente disciplinada) e consolidado através duma guerra civil. Para além disso, e não podemos esquecer, os Marxistas receberam ajuda fundamental por parte da elite política e bancária do Ocidente.

Semelhantemente, o Comunismo não chegou ao poder na Europa Oriental através duma revolução, mas sim através da imposição desse sistema por parte do Exército Vermelho conquistador - e, mais uma vez, com a conivência corrupta dos conspiradores Ocidentais. Na China, o Comunismo chegou ao poder através da guerra civil, ajudada pelos Soviéticos e pelos elementos traidores do Ocidente.

Em nenhuma parte do mundo o Comunismo chegou ao poder através duma revolução popular, mas sim através da força e do subterfúgio. Os únicos levantamentos revolucionários populares registados no século 20 foram "contra-revoluções" anti-Marxistas, tais como a revolta de Berlim em 1954 e o levantamento Húngaro de 1956.

Olhando para o século 20 como um todo, torna-se claro que Marx estava errado nas suas suposições de que a maior parte dos operários e camponeses se encontravam insatisfeitos com o seu lugar na sociedade, e se sentiam alienados da mesma sociedade, que eles tinham algum tipo de ressentimento contra a classe média ou a classe alta, ou que eles tinham algum tipo de pré-disposição para a revolução.

Para além disso, onde quer que o Comunismo tenha obtido o poder, o seu nível imprecedente de violência, de coerção, e repressão, geraram oposição secreta a nível interno, e oposição militar a nível externo - o que tornaram as matanças sem fim e a repressão endémicas do Marxismo e essenciais para a sobrevivência do Comunismo.

Todos estes factos inegáveis, quando analisados de forma honesta, eram dificuldades insuperáveis quando novas extensões do poder Comunista eram consideradas, e asseguravam a existência de algum crise dentro do Marxismo.

Embora o que foi dito em cima seja óbvio para os observadores perspicazes actuais, olhando para trás do ponto de vista do nosso tempo e depois de mais de oito décadas de experiência com a realidade do Comunismo no poder, começamos a entender algo da perspicácia de Antonio Gramsci quando nos apercebemos que, o que é evidente para nós hoje, no encerrar do milénio, era evidente para ele quando o regime Soviético se encontrava na sua infância e o Comunismo ainda era largamente uma conjectura ainda não testada.

Gramsci foi um brilhante estudioso de filosofia, história e línguas e esta educação não só lhe deu uma excelente compreensão do maneira de ser do seu semelhante, como também do carácter das sociedades que compunham a comunidade de nações civilizadas das primeiras décadas deste século [ed: século 20]. Tal como já vimos, uma das percepções basilares que lhe foi fornecida pela sua educação foi a de saber que as expectativas comunistas duma "revolução espontânea", causadas por algum processo de inevitabilidade histórica, eram ilusórias.

Segundo ele, os ideólogos Marxistas estavam imersos numa ilusão auto-imposta. Segundo o ponto de vista Gramsciano, os operários e os camponeses não estavam, em larga escala, pré-dispostos para uma revolução e nem tinham qualquer tipo de desejo de destruir a ordem existente. A maior parte deles tinha lealdades para além das considerações de classe (e muito mais poderosas), mesmo em situações onde a situação da sua vida era tudo menos ideal. Muito mais significativo que a solidariedade de classe, para as pessoas comuns coisas como Deus, amor à família e a nação eram mais significativas. Estas fidelidades eram acima de tudo as alianças primordiais que suplantavam todas as outras.

Por mais que as promessas Comunistas tivessem poder atractivo para as classes operárias, elas eram, no entanto, diminuídas pela brutalidade Comunista e pelos grosseiros métodos totalitários. Agitando as classes aristocráticas e burguesas para a acção, estes atributos negativos eram tão aterrorizadores e tão sóbrios que organizações anti-Comunistas militantes apareceram por todo o lado, colocando de modo efectivo um ponto final nos planos expansionistas Comunistas. Com tudo isto facilmente aparente para ele, e abençoado de certa forma com o aparente interminável lazer proporcionado pela vida na prisão, Gramsci voltou a sua excelente mente para salvar o Marxismo,  analisando e resolvendo estas questões.

Subvertendo a Fé Cristã.

Gramsci deduziu que o mundo civilizado havia sido saturado com o Cristianismo por 2000 anos e que o Cristianismo era a filosofia dominante e o sistema moral na Europa e na América do Norte. De forma práctica, a civilização e o Cristianismo encontravam-se inextricavelmente ligados. O Cristianismo tinha-se tornado tão integrado na vida diária de quase todos, incluindo da vida dos não-Cristãos que viviam em terras Cristãs, e era tão universal, que formava quase uma barreira impenetrável para a nova civilização  revolucionária que os Marxistas queriam criar.

As tentativas de demolição de tal barreira revelaram-se improdutivas uma vez que só geraram forças contra-revolucionárias poderosas, consolidando-as e tornando-as potencialmente mortíferas. Devido a isto, em vez dum ataque frontal, seria muito mais vantajoso e menos perigoso atacar a sociedade do inimigo subtilmente com o propósito de transformar a mente colectiva da sociedade gradualmente durante um período de algumas gerações - da precedente visão do mundo Cristã para uma mais de acordo com o Marxismo.

E havia mais.

Enquanto que os Marxistas-Leninistas convencionais nutriam sentimentos hostis contra a Esquerda não-Comunista, Gramsci alegou que a aliança com um espectro alargado de grupos esquerdistas seria essencial para a vitória Comunista. Nos dias de Gramsci, estes grupos esquerdistas incluíam várias organizações "anti-fascistas", sindicatos e grupos políticos socialistas. Nos dias de hoje, a aliança esquerdista inclui feministas radicais, ambientalistas extremistas, movimentos em torno dos "direitos civis", associações anti-polícia, internacionalistas, congregações religiosas ultra-esquerdistas, e assim por diante. Estas organizações, lado a lado com Comunistas confessos, criaram uma frente unida operando para a transformação [ed: subversão] da antiga cultura Cristã.

Basicamente, o que Gramsci propôs foi a renovação da metodologia Comunista e a racionalização e actualização das estratégias antiquadas de Marx. É de ressalvar que a visão futura de Gramsci era inteiramente Marxista e ele aceitava a validade da visão do mundo Marxista. Onde ele se distinguia dos demais era no processo através do qual a tal visão do mundo obteria a vitória. Gramsci escreveu escreveu que..

.... pode e deve existir uma "hegemonia política" mesmo antes de se assumir o poder governamental, e de modo a que se possa exercer a liderança política ou hegemonia, não se pode contar apenas com o poder ou com a força material que são dadas pelo governo.

O que ele quis dizer é que é dever dos Marxistas conquistar as mentes e os corações das pessoas, e não depositar as esperanças futuras só na força ou no poder.

Para além disso, os Comunistas foram intimados a colocar de lado alguns dos seus preconceitos de classe na sua luta pelo poder, buscando até vencer elementos das classes burguesas - um processo que Gramsci descreveu como "a absorção da elite das classes inimigas". Não só isto iria fortalecer o Marxismo com sangue novo, como iria esvaziar o inimigo ao causar nele a perda de talento. Trazer os brilhantes filhos e filhas da burguesia e colocá-los sob a bandeira vermelha, escreveu Gramsci, "resultaria na sua decapitação [das forças anti-Marxistas] tornado-as impotentes".

Resumindo, a violência e a força por si só não transformariam o mundo de forma genuína. Em vez disso, é através da conquista da hegemonia nas mentes das pessoas e através do roubo dos homens mais talentosos do inimigo que o Marxismo iria triunfar de modo pleno.

Escravos Voluntários

O livro de Aldous Huxley "Admirável Mundo Novo" - um clássico estudo do totalitarismo moderno - contém uma frase que simboliza o conceito que Gramsci tentou passar aos seus camaradas de partido:

O estado totalitário realmente eficiente seria aquele onde o todo-poderoso executivo dos chefes políticos e o seu exército de gestores controlariam uma população de escravos que não precisariam de ser coagidos porque eles amariam a sua servidão.

Embora seja pouco provável que Huxley estivesse familiarizado com as teorias de Gramsci, a ideia que ele transmite de pessoas livres a marcharem voluntariamente para a servidão sem coação captura de modo preciso o que Gramsci tinha em mente. Gramsci acreditava que se o Comunismo obtivesse a "mestria da consciência humana", então os campos de trabalho forçado seriam desnecessários.

Como é que uma ideologia obtém o domínio sobre os padrões de pensamento inculcadas na culturas há já centenas de anos? Segundo Gramsci, o domínio da consciência de grandes quantidades de pessoas seria obtido se os Comunistas ou os seus simpatizantes obtivessem o controle das instituições culturais - as igrejas, a educação, os jornais, as revistas, os média electrónicos, a literatura séria, a música, as artes visuais, e assim por diante. Ao obterem a "hegemonia cultural", para usar os termos de Gramsci, o Comunismo iria controlar as fontes mais profundas do pensamento e da imaginação do ser humano.

Nem é preciso controlar toda a informação se for possível obter o controle das mentes que assimilam essa informação. Perante tais condições, a oposição séria desaparece uma vez que os homens já não capazes de entender os argumentos dos opositores do Marxismo. De facto, os homens irão "amar a sua servidão" e nem se aperceberão que isso é servidão.

Etapas para o processo

A primeira fase para se obter a "hegemonia cultural" duma nação é a debilitação dos elementos da cultura tradicional:

1. As igrejas são, portanto, transformadas em clubes politicamente motivados, que colocam ênfase na "justiça social" e no igualitarismo, e onde as doutrinas milenares e os ensinamentos morais são "modernizados" ou reduzidos até ao ponto da irrelevância;

2. A educação genuína é substituída por currículos escolares "emburrecidos" e "politicamente corretos", e os padrões [académicos] são reduzidos de um modo dramático;

3. Os órgãos de informação são moldados de modo a serem instrumentos de manipulação em massa, e instrumentos de assédio e descrédito das instituições tradicionais e dos seus porta-vozes;

4. A moralidade, a decência, e as virtudes do passado são ridicularizadas incessantemente;

5. Os membros tradicionais e conservadores do clero são caracterizados como falsos e os homens e mulheres virtuosos são classificados de hipócritas, convencidos e ignorantes.

A cultura não é mais um suporte de apoio à herança nacional, e um veículo para a transmissão dessa herança para as gerações futuras, mas sim um meio de "destruir as ideias ... apresentando aos jovens não os exemplos heróicos mas apresentando de modo deliberado e agressivo os degenerados," como escreveu o teólogo Harold O.J. Brown. Podemos ver isto na vida Americana contemporânea, onde os grandes símbolos no nosso passado nacional, incluindo os grandes presidentes, soldados, exploradores e pensadores, são caracterizados como sendo homens notavelmente "racistas" e "sexistas," e como tal, basicamente malignos. O seu lugar foi ocupado por charlatães pró-Marxistas, pseudo-intelectuais, estrelas do rock, celebridades esquerdistas cinematográficas, e por aí adiante.

Noutro nível, a cultura tradicional Cristã é qualificada de "repressiva", "Eurocêntrica", "racista", e, desde logo, indigna da nossa contínua devoção. Para o seu lugar, o primitivismo puro mascarado de "multiculturalismo" é colocado como o novo modelo.

O casamento e a família, os tijolos de construção da nossa sociedade, são perpetuamente atacados e subvertidos. O casamento é caracterizado como uma conspiração dos homens como forma de perpetuar um sistema maligno de domínio sobre as mulheres e as crianças. A família é descrita como uma instituição perigosa centrada na violência e na exploração. Segundo os Gramscianos, a família patriarcal é precursora do fascismo, do Nazismo, e até de todas as formas de perseguição racial.

A Escola de Frankfurt

Em relação ao ataque à família Americana, e em relação a muitos outros aspectos da técnica Gramsciana, exploremos agora em poucas palavras a história da Escola de Frankfurt. Esta organização composta por intelectuais esquerdistas, também conhecida como "Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt", foi fundada na década 1920 em Frankfurt (Alemanha). Foi por lá que ela prosperou durante a decadência do período de Weimar, aumentando e alimentando-se da decadência, e estendendo a sua influência através do país.

Com a subida ao poder de Hitler como Chancenler em 1933, os partidários esquerdistas da Escola de Frankfurt fugiram da Alemanha para os Estados Unidos, onde eles se fixaram na Columbia University. Tal como é característico de tais homens, eles retribuíram a dívida aos Estados Unidos, por os ter protegido da brutalidade Nazi, virando a sua atenção para o que eles consideravam as injustiças e as deficiências sociais inerentes do nosso sistema e da nossa sociedade. Imediatamente eles começaram a construir um plano para levar a cabo uma reforma revolucionária nos Estados Unidos.

Max Horkheimer, um dos notáveis da Escola de Frankfurt, determinou que a aliança profunda dos Americanos à família tradicional era um indício da nossa inclinação nacional para o mesmo sistema fascista de onde eles tinham fugido. Explicando a conexão entre o fascismo e a família Americana, ele declarou:

Quando a criança respeita na força do seu pai uma relação moral e aprende deste modo a amar o que a sua racionalidade reconhece como sendo um facto, ele experimenta o seu primeiro treino do relacionamento autoritário burguês.

Comentando de forma crítica a teoria de Horkheimer, Arthur Herman escreve no seu livro "The Idea of Decline in Western History" ["A Ideia do Declínio na História Ocidental"]:

A família moderna típica envolve, portanto, "uma resolução sado-masoquista do complexo de Édipo," produzindo uma deficiência psicológica, a "personalidade autoritária." O ódio do indivíduo pelo pai é suspenso e permanece por resolver, tornado-se, no seu lugar, numa atracção pela figura autoritária forte que ele obedece de modo inquestionável.

A família tradicional patriarcal é, portanto (segundo Horkheimer), terreno fértil para o fascismo, e as figuras autoritárias carismáticas - homens tais como Hitler e Mussolini - são os beneficiários da "personalidade autoritária" instigada pela família tradicional e pela cultural. [ed: Será que se pode dizer que homens tais como Lenine, Estaline, Pol Pot, Mao Tse Tung e Fidel Castro são "beneficiários da personalidade autoritária"?]

Theodor W. Adorno, outro notável da Escola de Frankfurt, ressalvou a teoria de Horkheimer com a sua própria teoria, publicada em forma de livro com o título de "A Personalidade Autoritária", que ele co-autorou com Else Frenkel-Brunswik, Daniel J. Levinson, e R. Nevitt Sanford. Após análise minuciosa, tornou-se aparente aos críticos que a pesquisa sobre a qual o livro "A Personalidade Autoritária" se baseou era pseudo-sociológica, falha na sua metodologia e enviesada nas suas conclusões. Mas os críticos foram ignorados.

Adorno e a sua equipa de pesquisas anunciaram que a América estava pronta para ser tomada pelos seu próprios fascistas domésticos. Não só a população Americana era irremediavelmente racista e anti-Semita, como tinha uma visão demasiado complacente com figuras autoritárias tais como os pais, os polícias, o clero, os líderes militares, e assim por diante. Os Americanos estavam também demasiado obcecados com coisas "fascistas" tais como a eficiência, o asseio, e o sucesso, uma vez que estas qualidades revelavam, internamente, uma "visão pessimista e desdenhosa da humanidade", uma visão que, segundo Adorno, levava ao fascismo.

Através de tal disparate absoluto tal como encontrado nos escritos de Horkheimer, Adorno, e nos escritos de outros luminares da Escola de Frankfurt, as estruturas da família tradicional e da virtude tradicional foram seriamente colocadas em causa e a confiança nelas atenuada. Os oficiais governamentais eleitos, bem como os burocratas, contribuíram para este problema através de políticas fiscais que penalizaram a família tradicional ao mesmo tempo que subsidiaram modos de vida anti-tradicionais. Para além disso, estes oficiais estão cada vez mais inclinados a elevar abominações como as uniões homossexuais e as uniões heterossexuais ilícitas para o mesmo nível do casamento. Em muitas localidades através do país, e em muitas companhias privadas, benefícios previemente reservados aos casais são, já, conferidos aos "parceiros" sexuais não-casados. Até a palavra "família" está a ser lentamente suplantada pelo eufemismo vago "casa" [inglês: "household"].

Um terra sem lei

Há já muito tempo que os Americanos se vangloriam do facto da sua nação ser governada pela lei e não pelos homens. A lei Americana deriva directamente da lei comum inglesa e dos princípios Bíblicos e Cristãos que são a raiz da lei comum Inglesa. Seria, portanto, de esperar que a lei se constituísse numa das barreiras principais contra a subversão da nossa sociedade. Em vez disso, a mudança revolucionária na área legal passou a estar na ordem do dia, mudança tão espantosa que nunca poderia ser imaginada há 50 anos atrás. Ninguém sonharia na ilegalização da oração e de qualquer expressão religiosa [Cristã] em locais públicos, a legalização do aborto como um "direito" constitucional e a legalização da pornografia, só para mencionar apenas três.

Princípios claramente expressos e adoptados pelos Pais Fundadores, e avançados pela nossa Constituição, estão a ser agora frequentemente reinterpretados e distorcidos. Aqueles princípios que não podem ser reinterpretados e distorcidos, tais como a Décima Emenda, são simplesmente ignorados. Pior ainda, a agenda ideológica por trás da radicalização da lei Americana está a ser alegremente aceite por milhões de Americanos, que foram eles também radicalizados sem se aperceberem disso.

Crucial para o sucesso Gramsciano é o desaparecimento de todo o estilo de vida e toda a civilização passada da memória colectiva. A América antiga, de vidas não-reguladas, cidades limpas, estradas sem crime, entretenimento moralmente edificante, e um estilo de vida voltado para a família, já não se encontra viva nas mentes de muitos Americanos. Mal isso desapareça por completo, não haverá mais qualquer oposição à nova civilização Marxista, o que demonstra de forma única que através do método Gramsciano é de facto possível "Marxizar o homem interior," tal como Malachi Martin escreveu no livro "The Keys of This Blood". Então, e só então, escreve o Padre Martin, "se pode acenar com sucesso a utopia do "Paraíso dos Operários" à sua frente, para ser aceite de uma maneira pacífica e de forma humanamente aceitável, sem revolução ou violência ou derramamento de sangue."

Deve ser evidente para todos, excepto para as almas mais simples, que, após uma ou duas gerações, tal condicionamento social incessante inevitavelmente alterará a consciência e a substância interna da sociedade, e produzirá crises estruturais significativas dentro da sociedade, crises que se manifestam de formas variadas em virtualmente todas as comunidades através do país.

O Bom Combate

Pode parecer para alguns que a situação da nossa nação é insolúvel e que nenhuma força ou agente pode possivelmente pôr fim às estratégias insidiosas que operam para nos destruir. Apesar da história severa dos últimos 60 ou 70 anos, existe, no entanto, muito que pode ainda ser feito e muitas razões para se ter esperança. Famílias e homens e mulheres individuais ainda têm, em larga escala, a liberdade para evitar e escapar ao condicionamento alterador-de-mentes Gramsciano. Eles têm o poder de se protegerem destas influências e especialmente, de proteger os mais jovens. Existem alternativas às escolas públicas, à televisão, aos filmes sem valor, à música "rock" estridente, e essas alternativas têm que ser adoptadas. A propaganda e a estricnina cultural têm que ser excluídas das nossas vidas.

Aqueles que têm crianças a seu cargo têm uma responsabilidade particularmente pesada. Apesar de todos os esforços da esquerda radical e dos seus simpatizantes nas escolas e nos média para transformar os jovens Americanos em selvagens, eles não podem ter a liberdade para serem bem sucedidos visto que mentes desorganizadas - vórtices mentais do anarquismo e niilismo - não têm poder algum para resistir. Os selvagens rapidamente se tornam em escravos.

As crianças e os adultos devem tomar conhecimento de conceitos basilares tais como a honestidade, a virtude, a decência, o dever e o amor a Deus e ao país através da vida de autênticos heróis nacionais - homens como George Washington, Nathan Hale, John Paul Jones, e Robert E. Lee. Semelhantemente, eles serão mais capazes de reter os valores civilizados e manter mentes sãs se forem encorajados a aprender a amar a sua herança cultural através de literatura grandiosa, poesia, música e arte. Os pais devem exigir aos seus filhos que mantenham o comportamento moral, o modo e os padrões dos seus antepassados. Na escola, deve-se requer aos mais jovens que adiram a padrões académicos elevados. Mais importante ainda, a religião tradicional [Cristianismo] tem que fazer parte da vida diária.

Nós, como cidadãos, temos que exercer poderes persuasivos sobre os nossos representantes eleitos. Ao fazermos isto, a nossa mentalidade deve ser, em absoluto, uma de intransigência por parte dos políticos. De igual modo, ao escolhermos os nossos representantes eleitos nos mais variados níveis, devemos olhar para homens e mulheres que se recusam a abdicar dos seus princípios.

Também importante, os homens e as mulheres honrados que nós formos eleger e que se não abdicam dos seus valores, têm que estar cientes da estratégia Gramsciana de subversão cultural; eles têm que ser capazes de reconhecer as tácticas e as estratégias que estão a ser usadas para minar as instituições sobre as quais assentam as nossas liberdades. Construir esse entendimento irá, por sua vez, requerer a formação dum eleitorado com princípios e educado, que irá transmitir este conhecimento aos nossos representantes - e responsabilizá-los mal eles tenham obtido um cargo electivo.

Não devemos nunca permitir que sejamos levados a marchar de modo precipitado, como um rebanho, rumo à formação de opiniões e julgamentos estimulados e orquestrados pelo sensacionalismo da imprensa e dos outros mestres dos média. Em vez disso, devemos resistir calmamente as suas técnicas de manipulação mental.

Levando em conta que não estamos sozinhos, devemos voltar a nossa atenção para as igrejas tradicionais, as escolas e as organizações políticas e educacionais, e disponibilizarmos a nossa voz e o nosso apoio à criação de bastiões de resistência à ofensiva Gramsciana.

Finalmente, nunca devemos abandonar a nossa fé no futuro e a nossa esperança numa América e num mundo melhor. Deus, com o Seu Poder Infinito e com o seu amor sem limite por nós, nunca nos irá abandonar mas irá responder às nossas orações e recompensar os nossos esforços, desde que não percamos a nossa fé.

O Marxismo e qualquer outra bandeira que o Estado total desfila nos dias actuais, não são inevitáveis e não são a onda do futuro. Desde que nós pensemos e vivamos com o  espírito indomável dos nossos antepassados, não poderemos falhar.

Fonte: http://bit.ly/1cCOVt7



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