domingo, 12 de janeiro de 2014

As origens do Politicamente Correcto

Por Cartes A. Jouer

Quando eu era um estudante na "International School of Tanganyika" em Dar Es Salaam - Tanzânia - durante a minha adolescência, frequentei a minha aula de "Humanidades" que ocorria todas as Terças de manhã. O tópico do dia era a "Revolução Industrial". Depois de discutir o clima histórico de onde surgiu a revolução industrial, a minha professora deu-nos uma visão generalizada de Karl Marx (e das ideias que ele formulou) para explicar este evento histórico monumental. Ela explicou-nos que ele havia sido "pensador mais profundo" de sempre e que as suas ideias haviam alterado o curso da história.

De facto, as suas teorias mudaram o curso da História.

A minha professora ressalvou que as suas teorias eram tão complicadas que a maior parte das pessoas facilmente as entendia da forma errada; devido a isso, ela aconselhou-nos a manter uma atitude céptica em relação aos críticos de Marx. Eu levantei a minha mão e perguntei à minha professora se ela concordava que o Bolchevismo e o Maoísmo haviam causado a morte de milhões na sua tentativa de trazer para a realidade política as ideias Utópicas de Marx, e se ela concordava que Lenine e Mao eram Marxistas convictos. Parecia que as minhas perguntas haviam causado a que ela ficasse vermelha (sem trocadilho). Batendo a sua mão na mesa, ela respondeu de modo lívido "Mas eles não eram Marxistas GENUÍNOS!!"

Eu sou um estudante universitário Canadiano, nascido no continente Africano e criado fora do Canadá - em vários países Este-Africanos e partes do Médio Oriente. Frequentei tanto as escolas Britânicas como as "Escolas Internacionais" - as primeiras usavam um currículo Britânica standard enquanto que as últimas haviam aderido ao "International Baccalaureate", ou IB para encurtar. Só para ressalvar, o IB é um curriculum educacional recente que descobri e ele está a tornar-se bastante popular dentro do crescente número de escolas privadas que estão a aparecer pelo Canadá e pelos Estados Unidos (e por todo o mundo ocidental).

Estas escolas são aquelas para onde a classe média (se tiverem posses suficientes) e os ricos enviam os seus filhos para receber, alegadamente, uma educação de elite. O que muitos pais não sabem é que quando eles enviam os seus filhos para a maior parte das escolas actuais - tanto públicas como privadas - eles estão a enviar os filhos para sítios onde eles são indoutrinados com uma forma insidiosa de educação Marxista conhecida como "Marxismo Cultural", que inculca dentro dos estudantes uma visão do mundo que os torna incapazes de pensar de modo crítico à cerca de qualquer tópico intelectual importante nas ciências sociais - tanto no presente como no passado. O Ocidente pode ficar grato pelo facto da ciência ainda estar relativamente protegida desta visão do mundo, mas também isso, infelizmente, está a mudar. Mas isso é outro problema que é melhor deixar de parte por agora.

Desde os anos 60 que o "Marxismo Cultural" tem sido forçado aos estudantes desde os primeiros dias da sua experiência estudantil. Nos últimos 60 anos, essa ideologia tomou conta e passou a dominar as instituições ocidentais. Para além disso, é importante ressalvar que actualmente esta ideologia penetrou as instituições mais importantes e continua a fazer progressos como forma de avançar com a sua agenda dogmática.

Foi através do sistema educacional (especialmente das universidades) que esta ideologia fez a sua primeira aparição na América do Norte. Hoje em dia, ela está fortemente presente nas escolas públicas e nas escolas particulares. (...)

Porque é que os filhos dos ricos e as democracias liberais que vivem sob organizações políticas dedicadas ao capitalismo e à liberdade individual estão a promover uma visão do mundo Marxista que se encontra dedicada a colocar um ponto final ao seu modo de vida? Para entender a forma e o porquê disto estar a acontecer, temos que explorar o fenómeno conhecido como "Politicamente Correcto". Para fazer isto, temos que fazer perguntas fundamentais que nos ajudam a incidir alguma luz sobre a história desta perigosa e insidiosa visão do mundo ideológica.

1) O que é o "Marxismo Cultural", de que forma ele difere do "Marxismo-Económico" e como é que as sua disseminação educacional levou-nos à visão do mundo "politicamente correcta"?

2) Qual é a sua história intelectual?

3) Quais foram as figuras mais importantes e os responsáveis por ele?

4) Quais foram as teorias que cada um contribuiu para o sucesso desta ideologia?

De modo a que possamos entender o verdadeiro significado da forma de pensar politicamente correcta, e a forma como ela afecta a sociedade, é importante examinar as origens ideológicas que causam a que indivíduos, organizações, universidades, agências governamentais e os média a ajudem e a promovam. O "Politicamente Correcto" é um estado de espírito, ou, dito de outra forma, é a lente através da qual os indivíduos ou as organizações são levadas a olhar para o mundo. Aqueles que são "politicamente correctos" têm que ser vistos como pessoas que estão sob o efeito de uma das muitas formas de influência do enquadramento ideológico conhecido como "Marxismo Cultural".

A agenda Marxista cultural pode ser rastreada até um individuo chamado Antonio Gramsci, um Comunista italiano que estava desapontado por ver que o Bolchevismo tinha falhado em se propagar pela Europa após a Primeira Grande Guerra. Enquanto ele se encontrava na prisão, ele escreveu um livro que, essencialmente, apelou aos Marxistas mais dedicados que mudassem a sua metodologia tendo em vista a instalação do seu sonho utópico socialista-marxista nos países ocidentais.

No seu "Manifesto Comunista", Karl Marx afirmou que só quando uma revolução violenta liderada pelo proletariado (trabalhadores da fábrica) se levantasse e matasse os burgueses é que a sociedade sem classes emergiria. Ele alegou que esta revolução teria lugar nos países capitalistas e industrializados (tais como a Inglaterra e aqueles que, como ela, haviam liderado a revolução industrial). Marx estava errado e o resto é história, ou pelo menos deveria ser para aqueles que estão dispostos a ver as coisas como elas são.

Gramsci, no entanto, avançou com uma nova metodologia através da qual esta Revolução Cultural haveria de acontecer, e ela não assentava no uso das armas ou da violência, mas sim através da educação por meio da lenta erosão das ideias fundamentais que amparam as sociedades capitalistas ocidentais. Gramsci e os seus pares desbravaram o caminho para uma nova forma de "Pesquisa Social", e as ideias que passaram a estar sob ataque por parte de Gramsci e dos seus seguidores eram aquelas tais como a identidade tradicional ocidental da família, o casamento, da religiosidade e das normais sexuais (citando algumas). O seu propósito era o de inverter as tradições das sociedades ocidentais como forma de se atingir o objectivo da revolução.

No entanto Gramsci não foi o único responsável pela disseminação bem sucedida do Marxismo Cultural; ele apenas assentou os fundamentos. Através das instituições de ensino, estes Marxistas culturais buscaram formas de impor uma ortodoxia de pensamento e de comportamento que é intrinsecamente totalitária.

É importante entender que há 4 paralelos importantes entre o "Marxismo Económico" clássico e o "Marxismo Cultural".
  • O "Marxismo Cultural" (que causa o "Politicamente Correcto") partilha com o "Marxismo Clássico" o sonho duma sociedade "sem classes", onde todos são iguais em condição, mas não em oportunidade.
  • O segundo paralelo entre as duas formas de Marxismo é que ambas explicam a História através duma só lente. O "Marxismo Clássico" alega que a História centra-se apenas entre aqueles que controlam os meios de produção, enquanto que o "Marxismo Cultural" alega que certos grupos têm mais poder que os outros.
  • O 3º paralelo é que ambas as ideologias dividem a sociedade entre dois grupos distintos: um que é moralmente bom, e outro que é moralmente maligno. Dito de outra forma, a sociedade divide-se entre aqueles que oprimem e aqueles que são oprimidos.
  • Finalmente, no "Marxismo Clássico" isto é expressado através da distinção entre o proletariado (operários de fábricas) e os burgueses (donos dos meios de produção). No "Marxismo Cultural", a distinção não é simplesmente algo que gira em torno da classe, mas sim um conflito entre o Homem Ocidental e os "outros" (muçulmanos, feministas, homossexuais, nativos, refugiados Jordanos também conhecidos por Palestinos ....etc), onde o homem ocidental é o opressor e todos os outros são os oprimidos.
O que une estes dois tipos de Marxismo de forma bem profunda é o autoritarismo que ambos defendem como forma de resolver os alegados males que eles observam na sociedade. Para o "Marxismo Económico" ou "Marxismo Clássico", o autoritarismo manifesta-se no desejo da destruição dos capitalistas pelas mãos do proletariado, e pelo insensível assassinato de qualquer pessoa que se oponha à sua agenda (como referência confirmadora, veja-se a história da revolução Bolchevique na Rússia e as purgas que ocorreram). Para os "Marxistas Culturais" é a presunção duma autoridade moral para os grupos que eles arbitrariamente classificaram de "oprimidos" - grupos esses que eles apoiam e  defendem.

Ao mesmo tempo que os "Marxistas Culturais" apoiam os grupos alegadamente "oprimidos", eles ostracizam, demonizam, intimidam, fazem ameaças físicas com frequência, e envolvem-se em calúnias vitriólicas contra qualquer pessoa que discorde da forma como eles olham para o mundo.

Nidal Malik Hassan e o Politicamente Correcto

O exemplo mais gritante do "Marxismo Cultural" em operação no dias de hoje é o caso do psicólogo militar muçulmano e americano Nidal Malik Hassan. No dia 5 de Novembro de 2009, e numa das maiores bases militares americanas, Fort Hood, Nidal Hassan matou 13 militares, e feriu 29 outros, enquanto gritava "Alá é o maior" (“Allah Hu Akbar”). Segundo algumas testemunhas, antes do evento, ele distribuiu Alcorões à porta da loja de conveniência local que ele frequentava, facto confirmado após o dono da loja ter entregue as gravações das câmaras de segurança validando as declarações feitas pelas testemunhas. Para além disso, ele usava a tradicional roupa islâmica. Tudo isto são acções levadas a cabo por muitos jihadistas muçulmanos antes das suas missões suicidas.

À medida que os eventos começaram a ser bem conhecidos pelo povo americano, a líder do "Department of Homeland Security", Janet Napolitano, disse o seguinte numa conferência de imprensa realizada na capital dos Emiratos Árabes Unidos (Abu Dhabi):

Obviamente que somos contra - e nem acreditamos em - comportamentos anti-islâmicos que possam emanar disto.

Ela continuou, explicando que Nidal Hassan era "um indivíduo que, obviamente, não representa a fé islâmica". Infelizmente, as suas declarações não poderiam estar mais longe da verdade. Nidal Hasan era um psicólogo militar em Fort Hood, e a sua responsabilidade era a de preparar mentalmente os soldados que iriam ser enviados ao Afeganistão e no Iraque. A sua reputação, no entanto, era uma fonte de preocupação para aqueles que presenciavam as suas palestras.

Um ano antes de Hassan ter levado a cabo o massacre, ele deu uma apresentação compreensiva à sua turma onde explicou o porquê dos soldados muçulmanos terem que desobedecer as ordens e se recusarem a serem enviados para o Iraque e para o Afeganistão. Na sua apresentação, ele explicou que, segundo a lei islâmica, os muçulmanos devem ser fiéis à sua religião mesmo que se encontrem sob a autoridade legal dum líder politico não-muçulmano.

Isto foi confirmado pela blogueira e activista dos direitos humanos Pamela Geller, cuja pesquisa desenterrou o acrónimo "SoA (SWT)" no cartão profissional de Nidal Hasan. Este acrónimo é um diminutivo para "Soldier of Allah" [Soldado de Alá], e devido a isso, precede o acrónimo SWT, que é a translineação fonética da invocação arábica que os muçulmanos fazem depois de se referirem à palavra "Alá"; ela significa "que ele [Alá] seja glorificado e exaltado".

Para todos aqueles que estavam suficientemente familiarizados com a lei islâmica e a história da jihad, a apresentação era essencialmente a mensagem pública de Nidal para aqueles à sua volta de que ele seguiria o caminho de outros jihadistas. Escusado será dizer isto, mas todas as evidências apontam para o facto de Nidal ter agido de forma premeditada e calculada, motivado pela sua devota convicção muçulmana de que se deve seguir o entendimento clássico da lei islâmica e agir em conformidade.

Os oficias da lei reportaram que, depois de terem revisto o computador e as contas de email de Hasan, ficou evidente de que ele havia visitado numerosos sites que não só  propunham o entendimento islâmico clássico de jihad, como encorajavam os muçulmanos a viver nos países não-muçulmanos a levar a cabo actos de violência contra os opressores "Kuffar" (não-muçulmanos).

O caso de Nidal Hasan e do massacre por ele levado a cabo, é, portanto, um exemplo claro do Policitamente Correcto fora do controle que invadiu as forças militares Americanos e o "Department of Homeland Security" (especialmente sob a autoridade da administração de Obama). Segundo o Daily Caller, em Novembro de 2011, o próprio Obama exigiu que todo o material de treino usada por e para as comunidades policiais de segurança nacional que de alguma forma unissem o islão ao comportamento violento fosse abandonado como forma de "não ofender" os muçulmanos. Depois duma conversa com o Procurador-Geral Eric Holder, Dwight C. Holton disse o seguinte:

Quero que isto fique bem claro: qualquer material que caracteriza o islão como uma religião violenta ou com tendência para a violência, está errado, é ofensivo e é  contrário a tudo o que este presidente, este procurador-geral e o Departamento de Justiça representam. Este tipo de material não será tolerado.

Com um pequeno esforço e um entendimento mínimo das motivações por trás dos terroristas muçulmanos, a tragédia de Fort Hood poderia ter sido impedida. Tudo o que era precisa fazer era uma examinação das palestras de Hasan e reparar no óbvio conflito de interesses que existia ao se deixar que um indivíduo que era publicamente um muçulmano devoto trabalhasse para as forças militares e tivesse responsabilidades imensas, acesso diário e autoridade sobre soldados em vias de serem enviados para zonas de conflito.
A Escola de Frankfurt

O princípio mais importante que ressalva os dois sistemas - "Marxismo Clássico" e o "Marxismo Cultural" - é a metodologia aceite que é usada para "provar" a "verdade" dos seus dogmas. Para os Marxistas Económicos, a análise é estritamente económica ao mesmo tempo que para os Marxistas Culturais é o uso do que é chamado do método de "desconstrução" através do método da "teoria crítica" (definida simplesmente como uma crítica negativa a tudo o que não se gosta).

A metodologia da desconstrução é o entendimento de que a desigualdade social provém da acção de forças específicas que são usadas para oprimir as minorias. A língua, o sexo, ou as formas económicas da análise Marxista, são então usadas para explicar as alegadas desigualdades (quer seja a opressão sobre a mulher dentro da estrutura familiar tradicional, ou a alegada opressão sobre os muçulmanos feita pela suposta sociedade "islamofóbica").

As raízes históricas do "Marxismo Cultural", que é a fonte do que é hoje o politicamente correcto, emergiram dentro dum grupo de pensadores provenientes da Escola de Frankfurt, que se chamava originalmente "Instituto de Pesquisas Sociais" e foi fundada por Carl Brunberg na cidade Alemã que dá o nome à escola. Brunberg era um professor Marxista de Direito e Política na Universidade de Viena, que, por essa altura, era uma escola associada à Universidade de Frankfurt". No ano de 1929 Grunberg reformou-se da Escola de Frankfurt e entregou a liderança a Max Horkheimer, que se tornaria numa figura instrumental no futuro da instituição.

As origens primordiais da escola podem ser rastreadas até Felix Weil, filho dum industrialista que ajudou assegurar um enorme financiamento privado por parte do seu pai. Este financiamento ajudar a fundar o Instituto de Pesquisas Sociais (tornando-se mais tarde na Escola de Frankfurt). Weil era um jovem Marxista que havia estudado na Universidade de Tubingen, e depois em Frankfurt. 

Enquanto estudante Weil apaixonou-se pelas ideias de Karl Marx e, mais tarde, financiou a "Primeira Semana de Trabalho Marxista" (Erse Marxistische Arbeitswoche), um clube social composto por indivíduos que partilhavam a paixão pela pesquisa social Marxista. Entre estes indivíduos encontravam-se Marxistas Culturais mais tarde famosos tais como George Lukacs, Karl Korsch, Herbert Marcuse e outros que se tornariam líderes da teoria social Marxista e contribuintes da Escola de Frankfurt.

A Escola de Frankfurt, que foi a primeira do seu tipo na Alemanha, dedicava-se a disseminar e desenvolver uma nova forma de pesquisa de orientação Marxista. Weil, com a ajuda do seu pai, negociou com o Ministério da Educação e assegurou para o instituto uma licença estadual oficial que permitia à escola ser reconhecida como uma instituição educacional formal. Apesar da sua agenda académica claramente totalitária, no princípio dos anos 30 os fundadores da escola encontraram-se em confronto directo com Adolf Hitler do Partido Nacional Socialista.

Ironicamente, e ao mesmo tempo que isto acontecia, os Bolcheviques já estavam a enviar pessoas para os gulags. Isto significa que practicamente no mesmo período histórico, dois movimentos políticos motivados por ideias socialistas começaram a impor a sua vontade política totalitária.

Portanto, debaixo da crescente sombra do Nazismo, os fundadores da Escola de Frankfurt deixaram a Alemanha e continuaram com o seu trabalho em Nova York, onde eles prosperariam, continuando com a sua agenda institucional de destruir o capitalismo a partir da Torre de Marfim.

Quando a Escola de Frankfurt se mudou para o outro lado do Atlântico, ela ganhou fácil acesso nas universidades dos Estados Unidos, onde conquistaram o apoio dos seus estudantes - que eram demasiado ingénuos para entender a natureza do que lhes estava a ser ensinado. Estes estudantes que aprenderam sob a direcção dos professores da Escola de Frankfurt iriam mais tarde ocupar os lugares de ensino das universidades actuais.

Durante a década 30, as sociedades Ocidentais não tinham ainda experimentado e testemunhado a devastação que as ordens políticas inspiradas pelo Marxismo poderiam causar. Devido a isso, um grupo de académicos Europeus que buscou asilo do regime ditatorial Alemão passou despercebido e teve permissão para prosperar como académicos, e dar continuidade ao seu trabalho maligno, tal como um dos seus proponentes mais notórios disse, operando "dentro do estômago da besta".

Usando a sua nova metodologia, os proponentes da nova escola desenvolveram furiosamente um sistema de pensamento que tinha como propósito fragilizar todas as tradições Americanas. Este sistema de pensamento, conhecido como "Teoria Crítica", ou "Metodologia da Desconstrução", é a síntese entre o pensamento Marxista e  ciências sociais específicas (tais como a psicologia, a sociologia, a história, a antropologia, etc).


Nomes Sonantes

Examinemos e delineemos agora em breves palavras os nomes fundadores mais sonantes por trás da Escola de Frankfurt, que foram responsáveis pela criação e disseminação da "Teoria Crítica". Os nomes que se seguem são, na minha opinião, os nomes mais sonantes entre outros que emergiram da Escola de Frankfurt.
  • 1) Antonio Gramsci - Comunista Italiano que visitou a União Soviética depois dos Bolcheviques terem tomado o poder, em 1917.
Ele fez a observação astuta de que um levantamento ao estilo daquele que havia ocorrido na União Soviética nunca poderia ser bem sucedido no Ocidente tal como tinha sucedido na Rússia uma vez que os valores Cristãos tradicionais ainda dominavam nos países Ocidentais. Ele tornou-se líder do Partido Comunista Italiano, o que eventualmente causou a que nos anos 30 ele fosse lançado na prisão por parte de Mussolini. Foi durante a sua detenção que ele escreveu os "Cadernos do Cárcere", onde ele explanou a sua ideia de que os Marxistas deveriam dar início a um ataque a longo prazo ao capitalismo e às tradições através do sistema de ensino. Gramsci estabeleceu as bases que pavimentaram o caminho para uma re-educação em massa dos estudantes Americanos.
Em 1955 ele escreveu o livro "Eros e a Civilização" que se tornou extremamente popular na contra-cultura que começou nos anos 60. Ele alegou que a forma única de escapar da "uni-dimensionalidade" da sociedade industrial moderna era através da libertação do lado erótico do homem - o instinto sensual - em rebelião contra a "racionalidade tecnológica".

Esta "emancipação erótica" tinha que tomar forma no que ele chamou a "Grande Recusa", através da qual ele apelou aos estudantes que rejeitassem todas as formas de capitalismo, e da visão tradicional da sexualidade, visto que conformar-se a elas impedia a verdadeira emancipação. Ele cunhou também a frase “Make Love, Not War”. Claramente ele não era fã da familia nuclear e da comunidade local tão amada por De Tocqueville.
  • 3) Theodor Adorno - Ele foi um Marxista revolucionário e outro membro da Escola de Frankfurt a fugir para os Estados Unidos nos anos 30.
Adorno escreveu um livro chamado "Personalidade Autoritária", publicado em 1950. O seu argumento era o de que existia um "carácter autoritário" resultante do capitalismo, do Cristianismo, da família patriarcal e de outros valores Ocidentais. O grande esquema da mensagem de Adorno, bem como da dos seus co-conspiradores, era reorganizar de uma forma profunda os valores das nações Ocidentais de modo a que as crianças nas escolas e os jovens passassem a ser porta-vozes das personagens revolucionárias da Escola de Frankfurt, e, desde logo, tornando em realidade o novo homem.
  • 4) Eric Fromm - Tal como outras personagens da Escola de Frankfurt, Fromm também acabou por atravessar o Atlântico como forma de fugir do Nacional-Socialismo.
Em 1941 ele publicou o livro ‘Escape From Freedom’, que é semelhante ao livro de WIllhelm Reich (outra personalidade da Escola de Frankfurt) com o título de ‘The Mass Psychology of Fascism’. Estes dois livros são muito semelhantes.

No livro ‘Escape From Freedom’Fromm alegou que o capitalismmo gerou uma sociedade emuladora da Teoria da Predestinação, reflectindo a ideia da natural desigualdade entre os homens (ressuscitada na sua máxima força pelos Nazis através da sua ideologia). Fromm alegou que a personagem autoritária só experimenta a dominação ou a submissão, e que as "diferenças, quer sejam o sexo ou a raça, para ele são necessariamente de superioridade ou de inferioridade".

Fromm disse também que a "Liberdade Positiva" sugere a ideia de que não há poder mais elevado do que o ser individual único; e que o homem é o centro e o propósito da vida; o crescimento e o entendimento da individualidade do homem é um fim que tem que se sujeitar aos propósitos que supostamente têm uma dignidade maior.

O verdadeiro signficado da "Liberdade Positiva" de Fromm é esclarecido no seu outro livro com o título de ‘The Dogma of Christ’. Nele, Fromm define uma personagem revolucionária tal como ele mesmo como homem que se libertou das amarras do sangue e da terra (nacionalismo), da sua mãe e do seu pai (laços familiares) e outras lealdades centradas no estado, partido ou religião. O seu propósito revolucionário encontra-se claro no livro ‘The Dogma of Christ’ quando ele diz que "poderemos definir a revolução duma forma psicológica, afirmando que a revolução é um movimento político liderado por pessoas com características revolucionárias, e pessoas atraentes com características revolucionárias".

O presente

Esta breve esboço dos Marxistas culturais em cima mencionados claramente mostra que o seu propósito era maligno e muito bem planeado. Não é surpreendente ver as suas ideias materializadas nas instituições de ensino pós-secundárias. Se fossemos examinar o currículo de todos os departamentos de ciência social das universidade (Ivy League ou não-Ivy League), observaríamos a sobre-abundância e o domínio dos desconstrucionistas e dos seus seguidores.

Listemos agora alguns exemplos de educadores que ensinam em universidades de topo no Estados Unidos, e um pouco por todo o mundo, ilustrando o predomínio da agenda Marxista cultural por todas as ciências sociais e pelas universidades:

Em 2008 a "Fundação Andrew W. Mellon" deu a Judith Butler o "Distinto Prémio por Empreendimento". Este prémio tem o valor aproximado de $1.5 milhões de dólares e foi-lhe dado pelas suas "contribuições significativas para a investigação humanista". De que forma é que ela contribuiu para "investigação humanista"? Ela é uma das desconstrucionistas do género mais importantes, afirmando que o Género é só uma construção social do Ocidente que é imposta de forma coerciva na maioria da população com o propósito de manter a hegemonia das normas sociais do Ocidente.

Ela alega que estas normas Ocidentais tentam de forma constante e bem sucedida comercializar a sexualidade feminina, como se faz com um objecto do qual se quer obter lucro. Um exemplo perfeito da sua perigosa influência intelectual ,que está em perfeito acordo com a agenda "marxista cultural", é a sua racionalização da burka, roupa islâmica que as muçulmanas são obrigadas a usar como forma de manterem a sua "honra". Eis o que Judith Butler acredita ser o verdadeiro significado ba burka:

Mas na verdade, a burka ... pode ser um sinal de fé privada; ela pode ser uma forma de assinalar uma certa pertença a uma comunidade; a burka pode ser uma forma de negociar a vergonha e a sexualidade na esfera pública, ou a preservação e honra feminina, e pode até ser uma forma de resistir certos modos ocidentais que assinalam a invasão total da moda e dos vestidos mais cómodos e ressalvam os esforços culturais [ocidentais] para apagar as prácticas islâmicas.

Butler acertou numa coisa, no que toca ao entendimento do que é a burka. Ironicamente. no entanto, ela reverte o entendimento por trás do seu significado.

A burka é um protesto contra as normas ocidentais, mas o alegado protesto não é uma escolha e de certeza que não significa a liberdade que ela acredita que a mulher que a usa realmente tem. Em todos os países islâmicos (isto é, países onde a Sharia é o pano de fundo legal) se alguma mulher - muçulmana ou não - voluntariamente escolhe não usar a burka, ela coloca-se numa posição perigosa e pode esperar ser legalmente e fisicamente punida de forma cruel por não usar a burka. É precisamente por isso que quando as mulheres ocidentais viajam para os países muçulmanos, e como forma de não "ofender" o país anfitrião, elas quase sempre cobrem a sua cabeça.

É trágico pensar que Butler recebeu 1,5 milhões de dólares. Uma forma mais humana e produtiva de usar parte do dinheiro que ela recebeu seria ajudar a pagar os tratamentos médicos que milhares de mulheres, vítimas de ataques com ácido, sofrem no Afeganistão só por querem viver livremente e fazer as suas escolhas. Não é de surpreender que Judith tenha racionalizado a opressão que estas mulheres afegãs inocentes sofrem diariamente.

Infelizmente, no ensino superior ocidental Judith Butler não é uma anomalia ou uma minoria no mundo académico das artes e da ciência. Existem milhares e milhares de exemplos de natureza semelhante (e este número é bastante conservador). Uma busca simples pelos nomes que se seguem serão exemplos suficientes (Nota: Estes exemplos fazem parte do livro autoritário de David Horowitz (um ex-Marxista) com o nome de The Professors: The 101 Most Dangerous Academics in America’, e fala dos educadores progressisas do mundo académico Ocidental):
  • Professor M. Shahid Alam [Northeastern University]
    • Professor de Economia
    • Compara os terroristas do 11 de Setembro com os Pais Fundadores da Revolução Americana, alegando que ambas as ideologias estão ao mesmo nível moral e que ambas são igualmente dignas de se sacrificar em seu favor para manter o seu estilo de vida.
    • Alega que a Jihad da Al Qaeda é uma resposta defensiva à agressão Ocidental contra o mundo islâmico. [ed: algo refutado pela história história islâmica]
  • Professor Hamid Algar [University of California, Berkeley]
    • Professor a especializar-se em estudos islâmicos/persas.
    • É um apoiante da Revolução Iraniana de 1979.
    • Alega que a "guerra ao terror" faz parte da agenda imperialista dos Estados Unidos.
  • Professora Lisa Anderson [Colombia University]
    • Professora de Ciência Política.
    • Também alega que a guerra Americana contra o Iraque e contra o Afeganistão são actos não provocados de agressão.
    • Lisa ignora os crimes cometidos pelos Talibãs contra o seu povo no Afeganistão, e os crimes cometidos pela Al Qaeda contra o povo Iraquiano.
Estes nomes mais não são que uma pequena ponta dum iceberg infelizmente gigantesco do mundo académico Ocidental. Para se ter acesso ao resto da lista basta ler o excelente livro de Horowitz, The Professors: The 101 Most Dangerous Academics in America’.

Havendo dito isto, não é surpreendente que, actualmente, gerações de estudantes que, desde os anos 60 têm sido enviados para as universidades, voltam para casa odiando o estilo de vida dentro do qual cresceram. As coisas chegaram a um ponto tal que os descontrucionistas avançam com o seu paradigma educacional para dentro dos jardins de infância (ou creches). Na maioria dos jardins de infâncias urbanos da América do Norte não será surpreendente encontrar um cartaz com um arco-íris na porta principal (o símbolo para os assim chamados "locais seguros para os homossexuais"). Se alguém não vê como este cenário é problemático, basta considerar se é apropriado que qualquer forma de sexualidade seja discutida e ensinada aos pré-adolescentes. Os livros preenchem as prateleiras e estes são usados para ensinar as crianças (desde a mais tenra idade) mais sobre a "normal" disposição homossexual.

Conclusão

Poderia disponibilizar inúmeros exemplos e trechos de material didático espalhado por toda a Anglosfera, mas o meu propósito neste artigo é simplesmente o de alertar o leitor para as origens ideológicas e atitudes dos fundadores intelectuais do "politicamente correcto". Espero que este artigo seja usado como um ponto de partida para aqueles cuja curiosidade foi atiçada com a informação contida nele.

Isto é o que eles querem destruir, e eles admitem: a família nuclear, a autoridade moral da ética Judaico-Cristã, a monogamia, a liberdade de expressão, a validade da Constituição Americana, a lei comum Inglesa, o mercado livre e a democracia representativa. Para se ver que não estou a inventar isto basta ver como isto está amplamente ilustrado nos seus escritos.

Apesar da miríade de diferenças entre os dois candidatos das eleições Americanas que se aproximam, depois de se analisar cuidadosamente, podemos ver que um deles é um Marxista cultural que estudou com aderentes da Escola de Frankfurt, e esse candidato não é o Mitt Romney. E vocês não deveriam ficar perplexos com isto.

Fonte



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Porque é que as feministas odeiam Costanza Miriano?

Um livro de auto-ajuda fundamentado em princípios da Bíblia Hebraica - escrito por uma jornalista de 43 anos, casada e mãe de 4 filhos - que aconselha as mulheres a serem submissas aos seus maridos dentro do casamento está a causar uma comoção internacional por parte de  feministas de todo o mundo.

O livro, com o nome de "Cásate y sé sumisa", traduzido para "Casa-te e Sê Submissa", causou também a ira duma figura política espanhola com nome de Ana Mato, que segundo o The Telegraph, disse:

Acho isto desapropriado e desrespeitoso para as mulheres.

Não parece que a Ana Mato tenha explicado o que há de "desrespeitoso" em ser submissa ao marido.

Segundo uma reportagem, logo desde o princípio do livro a autora Costanza Miriano declara às mulheres que, "nós não somos iguais e não reconhecer isto é garantir uma fonte de sofrimento." Ela aconselha também às mulheres a forma de lidar com os maridos dentro do casamento:

Tens que te submeter a ele. Se tiveres que escolher entre o que tu gostas e o que ele gosta, escolhe em favor dele...quando o teu marido te disser algo, ouve com atenção como se fosse Deus a falar contigo.

Miriano, que está há 15 anos casada com o mesmo homem, explicou às suas leitoras que:

O marido não resiste a esposa que o respeita, que reconhece a sua autoridade, e que se dedica de forma leal a ouvi-lo, permanecendo do seu lado.

Partes do livro que aconselham as mulheres a lidar com problemas domésticos não foram traduzidos para o inglês:

Se não és uma cozinheira experiente ou a dona de casa perfeita, qual é o problema se ele assim o disser? Diz que ele tem razão, e que é verdade, e que vais aprender. Quando ele observar a tua doçura e a tua humildade, bem como o teu esforço para te tornares mais na pessoa que ele quer, ele também mudará. (...) As mulheres esquecem-se que não podem ter tudo: trabalhar como um homem e ficar em casa como uma mulher. O poder não foi feito para as mulheres.

Francisco Javier Martinez, o Arcebispo ode Granada, chamou o livro de "muito interessante, do ponto de vista Cristão", mas o mesmo deixou os grupos feministas espanhóis enraivecidos, levando a que algumas viessem às ruas e rasgassem cópias do livro.Activistas do grupo Anonymous deram também a sua opinião sobre o livro através duma mensagem de vídeo, qualificando-o de "misógino" e "opressor". Uma activista disse o seguinte:

Estamos fartas de ver a Igreja a olhar para nós como meros objectos feitos para satisfazer os homens, reproduzir e limpar.

Numa entrevista dada à BBC, Miriano defendeu a sua posição explicando que quando fala da mulher ser submissa no seu livro, ela não está a caracterizar a submissão como algo de negativo.

Não gosto da forma como a palavra é entendida em inglês, mas eu não a uso com conotação negativa; ela é uma palavra extraída do Livro de Efésios e de maneira nenhuma significa ser um tapete do marido. Eu uso-a no sentido etimológico de ser alguém abaixo, ou debaixo, fornecendo apoio tal como uma coluna apoia o telhado visto que nós, como mulheres, somos mais fortes. Nós somos capazes de colocar a personalidade na relação. João Paulo II escreveu que a mulher tem o génio e o talento do relacionamento, e como tal, nós somos capazes de ser o coração da família. A submissão é uma coisa muito, mas muito boa para a a mulher.

Quando lhe foi perguntado do porquê a ministra da Saúde Espanhola querer que o livro seja retirado, ela explicou que se calhar ela tem problemas com a palavra "casar".

Sinceramente, não sei. Eu pensava que era por causa da palavra "sumisa" [submissa] mas fiquei a saber que há muitos livros com a palavra "sumisa" que são vendidos nas lojas espanholas, tais como 'Diario de una sumisa'. Portanto acho que o problema talvez seja com a palavra 'cásate' [casa-te] visto que ser submissa ao marido é visto como algo terrível. Não sei bem porquê.

A mesma autora escreveu um livro com o título de "Marry Her and Die for Her" [Casa-te Com Ela e Morre Por Ela], mas não há notícia de manifestações masculinas acusarem-na de promover a morte dos homens.

Respondendo a uma questão do porquê algumas mulheres ficarem tão zangadas com o livro, ela disse:

Talvez nós não sejamos livres da necessidade de sermos reconhecidas. Quando uma mulher está em paz com ela mesma, e está totalmente realizada, ela não tem necessidade de ter reconhecida e como tal, ela pode escolher tomar uma posição de menor autoridade, não no sentido de ser o tapete mas sim no sentido de ser uma coluna.

Quando lhe perguntaram se o seu livro alegava que o feminismo havia destruído o casamento, ela respondeu:

Eu trabalho. Sou jornalista durante o dia, e à noite escrevo livros. Tenho 4 filhos. Acho que as mulheres que querem os mesmos direitos que os homens têm falta de imaginação e ambição uma vez que nós somos tão diferentes dos homens.

Ao tentar explicar o porquê do livro de Miriano se ter tornado tão popular na Espanha e em Itália, Sam Owen, psicólogo e profissional ligado aos relacionamentos, disse que isso prende-se com o desmoronar da sociedade:

Actualmente há muitas casas só com um parente e muitas famílias desfeitas, e os casais que ainda estão juntos tendem a ser pais ou avós. Se as pessoas têm um desejo ardente pelo casamento à moda antiga é porque muitos deles funcionaram tão bem. Quando se fala dos papéis dentro dum casamento, nós somos uma sociedade perdida.

Devido ao mundo em rápida mudança, ao desejo de colocar as mulheres iguais aos homens, e ao desejo de ter tudo - crianças, uma carreira bem sucedida e um marido satisfeito - os maridos e as esposas sentem-se confusos em torno do seu papel dentro do casamento e dentro da unidade família, e isto cria discórdia.


* * * * * * *
As feministas acabam sempre por revelar a sua natureza comunista sempre que uma mulher se atreve a dar uma opinião que não está de acordo com "O Partido".

Se algumas mulheres se sentem felizes competindo com os homens dentro e fora do casamento, que o façam - ninguém as impede. Por outro lado, se as mulheres se sentem satisfeitas e felizes em serem as "colunas" que apoiam o "tecto" do casamento (isto é, submissas ao seu marido), então a escolha destas mulheres tem que ser respeitada. Se estas mesmas mulheres escolhem escrever sobre a sua experiência de serem submissas ao homem que amam, então elas não podem sofrer ataques por parte das feministas.

Mas não é isso que acontece. Segundo o feminismo, as mulheres são livres para dar a sua opinião, desde que a sua opinião esteja de acordo com a ideologia

Imaginem a comoção internacional que aconteceria se um homem (padre, de preferência) tentasse censurar um livro só porque não concorda com a tese do mesmo. Mas é precisamente isso que as feministas estão a fazer ao tentarem censurar um livro só porque não concordam com a sua mensagem.

Isto revela de modo bem óbvio que o feminismo é um movimento inimigo da liberdade de expressão, e, como tal, todas as pessoas que valorizam a liberdade devem-se colocar contra o feminismo.







segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Teoria Crítica. Uma Estratégia para a Destruição do Ocidente


A Teoria Crítica é a chave ideológica que explica a maioria das posições esquerdistas. As críticas divisionistas da Esquerda relativas à Cultura Ocidental têm por objectivo destruí-la nos seus fundamentos, guiando-a para um sistema marxista e um regime opressivo. Felizmente, a Esquerda tem exagerado nos seus slogans do tipo " racista",  "sexista" ou "homofóbico", e muitos já conseguem compreender as suas implicações.

Abaixo, constam alguns exemplos da estratégia "dividir-e-conquistar" dos neo-marxistas e de como os cidadãos ocidentais são colocados uns contras os outros enquanto a Esquerda toma o poder, atropela Constituições e implementa a sua estratégia de "transformação fundamental".

Pretos vs Brancos

Os pretos são encorajados a culpar os brancos pelas  suas provações e angústias. Apesar da escravidão ter sido formalmente abolida como instituição há cerca de 150 anos, a Esquerda continua a defender a ideia de que as nações ocidentais são fundamentalmente racistas. O mesmo se aplica à imigração em massa como um todo, os brancos são acusados de "racismo" de berço e os imigrantes e multiculturalistas encorajados e apoiados por Esquerdistas, enquanto  minam e diluem a cultura branca ocidental e, a longo termo, a destroem irremediavelmente.

Homens vs Mulheres

O Feminismo radical surgiu nos anos 70 do século passado como resultado da "revolução" sexual. A maneira feminista de interpretar a História pelo prisma da "mulher calada" é levada ao extremo. A extrema-esquerda, dominante em imensas universidades, sobretudo departamentos de "Estudos Femininos" e "Estudos de Género", propagou as teorias radicais de que o "género" é uma narrativa e que não existem diferenças reais entre dois sexos, com excepção dos órgãos genitais. Isto, apesar de biólogos, neurofisiologistas e a corrente dominante dos especialistas em pedagogia e desenvolvimento infantil contradizerem esta mentira.

O efeito do feminismo radical é um antagonismo desnecessário entre homens e mulheres. A já desmascarada e suposta "guerra contra as mulheres" é um exemplo gritante desta táctica. A noção das mulheres "oprimidas" pelo homem e o conceito da unidade familiar enquanto "opressão" são decalcados do Manifesto Comunista.

Filhos vs Pais

A rebelião contra a autoridade paterna é glamourizada culturalmente através de filmes e música. Além disso, a juventude é "sexualizada" em idades cada vez mais precoces ( de acordo com teóricos radicais como Gyorgy Lukacs, isto ataca o núcleo do Cristianismo e leva a juventude à revolta contra os pais ). As crianças são encorajadas a desobedecer aos pais o que, reconheçamos não é uma tarefa difícil. Mas, mais surpreendente, as crianças também podem ser ensinadas a vender ideias esquerdistas aos seus progenitores, como o ambientalismo, ou mesmo a "espiarem-nos."

A Família vs A Ama Estatal.

As crianças são cada vez mais educadas em creches e infantários, os quais tendem a ensinar valores marxistas elementares enquanto "partilha". "Imaginação" e "criatividade" também são confusa e desordenadamente enfatizados nestas instituições, em detrimento e como se fossem oposição à leitura, escrita ou cálculo.

O sistema educacional mantém as crianças nas escolas até o mais tarde possível. A promulgação da adolescência perpétua origina jovens adultos com personalidades fracas e influenciáveis, facilmente manipuláveis por discursos de "esperança" (no mítico mundo melhor )  e de "mudança" (revolução), que tendem à revolta contra a ordem social e a olhar para o Estado como um pai adoptivo.

O Sistema de Ensino é o ponto chave da estratégia marxista reinventada que dá pelo nome de Marxismo Cultural.

Heterossexuais vs Homossexuais

A Esquerda politizou a sexualidade ao ponto de estabelecer regras e regulamentos especiais em benefício dos homossexuais ( tais como leis de habitação, recrutamento militar, detenção..). Aqueles que questionam a normalização do comportamento homossexual na sociedade, escolas primárias incluídas, são rotulados como "homofóbicos".  O "casamento" gay torna-se uma questão política, apesar de Casamento ser tradicionalmente uma questão religiosa.

A agenda homossexualista é alimentada e executada pela escola marxista cultural como um ataque ao núcleo da civilização, de forma a afastar gradualmente as crianças do pensamento e da família tradicional.

Intelectuais vs. Classe Operária

Uma maneira dos ditos intelectuais progressistas marginalizarem conservadores e cidadãos comuns é definir inteligência como concordância com a agenda marxista.

O Marxismo defende que a "consciência revolucionária" vem do reconhecimento da História como regida pela "luta de classes" entre pobres e ricos.  O ponto elementar no materialismo dialéctico pressupõe que o pensamento do Homem reflecte o seu ambiente material (económico). O proletariado, ou os oprimidos, são o futuro da consciência mundial; isto acontecerá assim, supostamente, por causa das contradições internas do capitalismo, como seja o declínio dos salários até ao limite da subsistência, condenando o sistema ao colapso. Qualquer um que não se reveja nesta narrativa como verdade, em particular operários ou indivíduos de classe média, ou aqueles que a critiquem com veemência, demonstram "alienação de consciência."

Cidadãos Nativos vs Imigrantes/Multiculturalismo

A Esquerda encara o Multiculturalismo em primeiro lugar e acima de tudo como um aliado no desmoronamento daquilo que entendem como dominação e opressão branca. Os chavões incluem "diversidade", "enriquecimento" e "necessidade" culturais, usadas para para ocultar a verdadeira razão pela qual o apoiam. O Multiculturalismo é o sonho molhado do Marxismo Cultural. Quem ao primeiro se opuser é imediatamente rotulado como "racista".

Os cidadãos nativos de qualquer nação branca não têm o direito de ambicionar viver numa cultura e etnia homogénea. Mas por outro lado, os imigrantes e as suas culturas são apoiadas e elevadas acima da cultura do povo anfitrião.

Pelas leis impostas pelo estado, qualquer pensamento ou visão oposta ao Multiculturalismo pode resultar em acusações criminais e prisão, perda de emprego e expulsão da vida pública. Assassinatos de carácter perpetrados pela imprensa controlada também são uma estratégia usada para intimidar qualquer um que se erga contra a investida multiculturalista..

Nacionalistas vs Anti-Nacionalistas

Defensores da Pátria e do Patriotismo são, pejorativamente, classificados como "reaccionários". Contudo, patriotismo define-se como "amor à pátria" e implica respeito pelas suas instituições, tradições e ideais que estão na base da fundação de cada país.

Os Nacionalistas são vistos pela Esquerda como perigosos obstáculos ao projecto globalista: os lugares-comuns esquerdistas para atacar o Nacionalismo são geralmente "xenofobia" ou "intolerância". Mas também "nazismo" e "fascismo". Esta maneira de culpar por associação traduz a ideia de que amar e celebrar a própria Pátria é um mal semelhante a esses, que deve ser combatido por todos os meios.

O combate ao  Patriotismo e Nacionalismo existe porque estes entram em conflito com  a agenda internacional globalista da Esquerda e suas mentiras. O Nacionalismo é o sistema imunitário das nações, a Esquerda é a sua doença. Ridicularizar os nacionalistas e patriotas, relacionando-os com Hitler, é uma ilustração expressiva da mentalidade deformada da Esquerda.

Os movimento pacifistas usam qualquer meio para suprimir aquilo que consideram o "vírus" nacionalista. As nações ocidentais são acusadas de colonialismo e imperialismo, qualquer patriota será ridicularizado com chavões, levando o cidadão comum a associar nacionalismo a maldade e a afastar-se dele. O sistema de ensino e o revisionismo histórico servem de controlo mental das massas. Os marxistas culturais atacam uma ideia falsa, (um espantalho) para promoverem a sua ideologia mentirosa.

Conclusões


Em termos práticos, o que é imediatamente necessário para responder à Teoria Crítica é uma defesa intransigente da Nação, Família, Constituições, Religião; tal como a denúncia e exposição daqueles que corrompem tribunais, escolas, universidades, imprensa, indústria de entretenimento e governos.

Nunca haverá um país livre de conflitos, mas é possível identificar quem incendeia as paixões e manipula as pessoas para obter fins ingénuos e perigosos. Isto só é possível ser feito conhecendo verdadeiramente a natureza do inimigo e os seus planos. Na guerra cultural, como em qualquer outra, isto é fundamental para formular qualquer estratégia.

"O preço da liberdade é a vigilância eterna"  Thomas Jefferson 

Dizem alguns que o Marxismo Cultural não existe, dizem que Karl Marx não escreveu sobre Cultura, exigem definições de Marxismo Cultural. Existem várias definições, de vários autores. Só porque existem pessoas que não acreditam que não existe, não significa que não vigore em todas as sociedades ocidentais. É o Marxismo reinventado para atacar a Cultura, o Marxismo daqueles que perceberam o motivo pelo qual as ideias de Karl Marx falharam e as reformularam em termos culturais para atingirem o mesmo fim. O Marxismo Cultural tem muitos aspectos envolvidos, é um conjunto de falsos conceitos lançados através de qualquer meio de influência social, e tem por objectivo o desmantelamento da fundação da sociedade como forma de a transformar.

Quando verificamos que os fundadores do Marxismo Cultural da "Escola de Frankfurt" quiseram chamá-la de "Instituto Marxista", mas optaram antes pelo título de "Instituto de Pesquisa Social" como forma de mascarar a sua verdadeira ideologia e intenções, então não devemos ficar surpreendidos quando os idiotas úteis da Esquerda de hoje negam a sua existência. Alguns não têm ideia de que são manipulados e lutam a favor do Marxismo Cultural. Estes são vítimas.

Outros sabem perfeitamente que existe uma escola de pensamento anti-Cultura, anti-Brancos e anti- Civilização Ocidental implementada nas instituições. Eles apoiam-na e impõem-na em qualquer oportunidade mas depois negam que ela exista. Eles conhecem as suas origens, o que não gostam é que outros se atrevam a chamarem-lhes aquilo que são.


O Marxismo Cultural é Desconstrução através da Crítica. Desconstrói e critica a História de uma Nação, distorcendo-a com mentiras. Desconstrói e critica a Família mentindo sobre o papel da paternidade. Desconstrói e critica a identidade cultural e étnica ocidental. Desconstrói e critica tudo o que se oponha aos seus objectivos. Resumindo, é um veneno destruidor que deve ser sempre desmascarado.


 Fonte: http://on.fb.me/17a08wR



sábado, 4 de janeiro de 2014

O grandioso plano de Antonio Gramsci

Por Padre James Thornton

Um dos aspectos mais interessantes do estudo da História é que frequentemente homens nascidos nas circunstâncias mais humildes conseguem, apesar disso, ascender até ao topo e afectar dramaticamente o curso da História humana. Eles podem ter sido homens de acção ou pensadores, mas de qualquer forma, as suas actividades podem fomentar alterações tremendas através dos anos. Antonio Gramsci foi, ao mesmo tempo, um homem de acção e um pensador e, qualquer que seja o resultado dos eventos que ocorrerão em décadas futuras, ele certamente será considerado pelos futuros historiadores como uma figura de relevo.

Nascido na obscuridade na ilha de Sardenha em 1891, Gramsci não era um candidato primário a ser alguém que causaria um impacto significativo no século 20.

Gramsci estudou Filosofia e História na Universidade de Turim, e rapidamente se tornou num Marxista aplicado, alistando-se no Partido Socialista Italiano. Imediatamente após a Primeira Grande Guerra, ele estabeleceu o seu próprio jornal radical, A Nova Ordem, e pouco depois ajudou a fundar o Partido Comunista Italiano.

Marxista desiludido

A "Marcha em Roma" fascista, e a nomeação de Benito Mussolini para primeiro-ministro, causaram a que o jovem teórico Marxista abandonasse a Itália. Buscando por uma nova casa, ele escolheu o sítio mais lógico para um Comunista, a recentemente criada URSS de Vladimir Lenine. No entanto, a Rússia Soviética não era o que ele estava à espera. Os seus poderes de observação despertaram imediatamente para a distância que frequentemente separa a teoria da realidade.

Um Marxista fanático no que toca às teorias políticas, económicas e históricas, Gramsci ficou profundamente perturbado pelo facto da vida na Rússia Comunista exibir poucas evidências em favor do amor profundo por parte da classe operária pelo "paraíso" que Lenine havia construído para eles. Havia uma ligação ainda menor com conceitos tais como "revolução do proletariado" ou "ditadura do proletariado", para além da retórica obrigatória.

Pelo contrário, era óbvio para Gramsci que o "paraíso" da classe operária mantinha o seu domínio sobre os trabalhadores e sobre os camponeses apenas e só através do terror, das matanças em massa em escala gigantesca, e através do omnipresente medo das visitas nocturnas e do trabalho forçado na imensidão siberiana. Também crucial para o estado de Lenine era a constante difusão de propaganda, de slogans e de mentiras óbvias. Tudo isto era uma desilusão imensa para Gramsci.

Embora outros homens provavelmente teriam re-avaliado a sua visão ideológica depois de tais experiências, a mente subtil e analítica de Gramsci trabalhou de forma diferente sobre este paradoxo.

Estaline sobe ao poder.

A morte de Lenine e a obtenção de poder por parte de Estaline causou a que Gramsci reconsiderasse imediatamente a sua escolha de residência. Operando sobre os empreendimentos de Lenine baseados no terror e na tirania, Estaline começou a transformar a Rússia agrária num gigante industrial que voltaria então as suas energias para a conquista militar. Era plano de Estaline criar a maior máquina militar da história, esmagar as "forças reaccionárias", e impor o Comunismo em toda a Europa e Ásia - mais tarde em todo o mundo - através da força.

Enquanto isso não acontecia, e como forma de consolidar e garantir o seu poder, Estaline deu início ao extermínio sistemático de potenciais adversários dentro do seu lado ideológico. Isto, como se verificou mais tarde, tornou-se num processo contínuo que durou até a sua própria morte. De modo particular, homens sobre quem recaiam suspeitas mínimas de que se desviavam da interpretação Marxista-Leninsta de Estaline, eram enviados para as câmaras de tortura, para os campos da morte, ou colocados perante esquadrões de execução.

O "profeta" da prisão

Com o fim dos seus dias na Russia Estalinista, Gramsci decidiu regressar a casa para tomar parte na luta contra Mussolini. Visto, ao mesmo tempo, como uma ameaça séria para a seguraça do regime fascista e um provável agente duma potência estrangeira hostil, passado que estava pouco tempo, Gramsci foi preso e condenado a um tempo considerável de prisão. Foi na prisão que ele dedicou os 9 anos de vida que lhe restavam à escrita.

Antes da sua morte por tuberculose em 1937, Gramsci escreveu 9 volumes em torno das suas observações em torno da História, Sociologia, teoria Marxista, e, mais importante, a estratégia Marxista. Esses volumes, conhecidos como "Cadernos do Cárcere", foram desde então publicados em várias linguas e destribuídos por todo o mundo. A sua importância vem do facto de formarem os fundamentos duma nova e dramática teoria Marxista, uma que torna a "revolução espontânea" de Lenine obsoleta, uma promete conquistar voluntáriamemente o mundo para o Marxismo, e uma que se baseia numa visão realista dos factos históricos e da psicologia humana - e não nos desejos vazios e nas ilusões.

Como vamos ver, a avaliação inteligente de Gramsci do Marxismo e da humanidade faz com que os seus escritos se encontrem entre os mais poderosos do século. Embora Gramsci tenha morrido de uma forma ignominiosa e solitária numa prisão fascista, os seus pensamentos ganharam vida própria e ascenderam para uma posição a partir da qual eles poderiam ameaçar o mundo. Quais foram essas ideias?

A essência da Revolução Vermelha.

A contribuição fundamental de Gramsci foi a de libertar o projecto Marxista da prisão do dogma económico, e desde logo aumentando de modo significativo a sua habilidade para subverter a sociedade Cristã. Se levamos a sério os anúncios ideológicos de Marx e de Lenine, seríamos levados a acreditar - lado a lado com os seus milhões de discípulos iludidos - que a revolta dos operários era inevitável, e que tudo o que era necessário era a mobilização das classes inferiores através da propaganda, e desde logo dando início a uma revolução universal. Naturalmente, esta premissa está errada, mas mesmo assim manteve-se uma doutrina inflexível entre os Comunistas - pelo menos em público.

No entanto, o cerne do movimento Comunista era composto por criminosos impiedosos, perfeitamente cientes dos erros intelectuais do Marxismo mas dispostos a empregar os meios necessários para obter o poder que tanto desejavam. Para tais conspiradores cheios de ódio e endurecidos, a ideologia é uma táctica, um meio de mobilizar apoiantes e racionalizar as acções criminosas.

Aqueles que aceitam sem questionar a ideia de que "o Comunismo está morto" falham ao não entenderem a verdadeira natureza do inimigo. O Comunismo não é uma ideologia na qual se acredita, mas sim uma conspiração criminosa na qual se toma parte. Embora Lenine professasse reverenciar os textos de Marx como palavras sagradas, mal os seus Bolcheviques obtiveram o poder na Rússia, Lenine viu-se à vontade para modificar a doutrina Marxista de modo que estivesse ao seu agrado. O mesmo aconteceu com Estaline.

Os Bolcheviques não chegaram ao poder na Rússia depois duma revolta dos trabalhadores e dos camponeses, mas através dum golpe de estado  (orquestrado por uma elite Marxista altamente disciplinada) e consolidado através duma guerra civil. Para além disso, e não podemos esquecer, os Marxistas receberam ajuda fundamental por parte da elite política e bancária do Ocidente.

Semelhantemente, o Comunismo não chegou ao poder na Europa Oriental através duma revolução, mas sim através da imposição desse sistema por parte do Exército Vermelho conquistador - e, mais uma vez, com a conivência corrupta dos conspiradores Ocidentais. Na China, o Comunismo chegou ao poder através da guerra civil, ajudada pelos Soviéticos e pelos elementos traidores do Ocidente.

Em nenhuma parte do mundo o Comunismo chegou ao poder através duma revolução popular, mas sim através da força e do subterfúgio. Os únicos levantamentos revolucionários populares registados no século 20 foram "contra-revoluções" anti-Marxistas, tais como a revolta de Berlim em 1954 e o levantamento Húngaro de 1956.

Olhando para o século 20 como um todo, torna-se claro que Marx estava errado nas suas suposições de que a maior parte dos operários e camponeses se encontravam insatisfeitos com o seu lugar na sociedade, e se sentiam alienados da mesma sociedade, que eles tinham algum tipo de ressentimento contra a classe média ou a classe alta, ou que eles tinham algum tipo de pré-disposição para a revolução.

Para além disso, onde quer que o Comunismo tenha obtido o poder, o seu nível imprecedente de violência, de coerção, e repressão, geraram oposição secreta a nível interno, e oposição militar a nível externo - o que tornaram as matanças sem fim e a repressão endémicas do Marxismo e essenciais para a sobrevivência do Comunismo.

Todos estes factos inegáveis, quando analisados de forma honesta, eram dificuldades insuperáveis quando novas extensões do poder Comunista eram consideradas, e asseguravam a existência de algum crise dentro do Marxismo.

Embora o que foi dito em cima seja óbvio para os observadores perspicazes actuais, olhando para trás do ponto de vista do nosso tempo e depois de mais de oito décadas de experiência com a realidade do Comunismo no poder, começamos a entender algo da perspicácia de Antonio Gramsci quando nos apercebemos que, o que é evidente para nós hoje, no encerrar do milénio, era evidente para ele quando o regime Soviético se encontrava na sua infância e o Comunismo ainda era largamente uma conjectura ainda não testada.

Gramsci foi um brilhante estudioso de filosofia, história e línguas e esta educação não só lhe deu uma excelente compreensão do maneira de ser do seu semelhante, como também do carácter das sociedades que compunham a comunidade de nações civilizadas das primeiras décadas deste século [ed: século 20]. Tal como já vimos, uma das percepções basilares que lhe foi fornecida pela sua educação foi a de saber que as expectativas comunistas duma "revolução espontânea", causadas por algum processo de inevitabilidade histórica, eram ilusórias.

Segundo ele, os ideólogos Marxistas estavam imersos numa ilusão auto-imposta. Segundo o ponto de vista Gramsciano, os operários e os camponeses não estavam, em larga escala, pré-dispostos para uma revolução e nem tinham qualquer tipo de desejo de destruir a ordem existente. A maior parte deles tinha lealdades para além das considerações de classe (e muito mais poderosas), mesmo em situações onde a situação da sua vida era tudo menos ideal. Muito mais significativo que a solidariedade de classe, para as pessoas comuns coisas como Deus, amor à família e a nação eram mais significativas. Estas fidelidades eram acima de tudo as alianças primordiais que suplantavam todas as outras.

Por mais que as promessas Comunistas tivessem poder atractivo para as classes operárias, elas eram, no entanto, diminuídas pela brutalidade Comunista e pelos grosseiros métodos totalitários. Agitando as classes aristocráticas e burguesas para a acção, estes atributos negativos eram tão aterrorizadores e tão sóbrios que organizações anti-Comunistas militantes apareceram por todo o lado, colocando de modo efectivo um ponto final nos planos expansionistas Comunistas. Com tudo isto facilmente aparente para ele, e abençoado de certa forma com o aparente interminável lazer proporcionado pela vida na prisão, Gramsci voltou a sua excelente mente para salvar o Marxismo,  analisando e resolvendo estas questões.

Subvertendo a Fé Cristã.

Gramsci deduziu que o mundo civilizado havia sido saturado com o Cristianismo por 2000 anos e que o Cristianismo era a filosofia dominante e o sistema moral na Europa e na América do Norte. De forma práctica, a civilização e o Cristianismo encontravam-se inextricavelmente ligados. O Cristianismo tinha-se tornado tão integrado na vida diária de quase todos, incluindo da vida dos não-Cristãos que viviam em terras Cristãs, e era tão universal, que formava quase uma barreira impenetrável para a nova civilização  revolucionária que os Marxistas queriam criar.

As tentativas de demolição de tal barreira revelaram-se improdutivas uma vez que só geraram forças contra-revolucionárias poderosas, consolidando-as e tornando-as potencialmente mortíferas. Devido a isto, em vez dum ataque frontal, seria muito mais vantajoso e menos perigoso atacar a sociedade do inimigo subtilmente com o propósito de transformar a mente colectiva da sociedade gradualmente durante um período de algumas gerações - da precedente visão do mundo Cristã para uma mais de acordo com o Marxismo.

E havia mais.

Enquanto que os Marxistas-Leninistas convencionais nutriam sentimentos hostis contra a Esquerda não-Comunista, Gramsci alegou que a aliança com um espectro alargado de grupos esquerdistas seria essencial para a vitória Comunista. Nos dias de Gramsci, estes grupos esquerdistas incluíam várias organizações "anti-fascistas", sindicatos e grupos políticos socialistas. Nos dias de hoje, a aliança esquerdista inclui feministas radicais, ambientalistas extremistas, movimentos em torno dos "direitos civis", associações anti-polícia, internacionalistas, congregações religiosas ultra-esquerdistas, e assim por diante. Estas organizações, lado a lado com Comunistas confessos, criaram uma frente unida operando para a transformação [ed: subversão] da antiga cultura Cristã.

Basicamente, o que Gramsci propôs foi a renovação da metodologia Comunista e a racionalização e actualização das estratégias antiquadas de Marx. É de ressalvar que a visão futura de Gramsci era inteiramente Marxista e ele aceitava a validade da visão do mundo Marxista. Onde ele se distinguia dos demais era no processo através do qual a tal visão do mundo obteria a vitória. Gramsci escreveu escreveu que..

.... pode e deve existir uma "hegemonia política" mesmo antes de se assumir o poder governamental, e de modo a que se possa exercer a liderança política ou hegemonia, não se pode contar apenas com o poder ou com a força material que são dadas pelo governo.

O que ele quis dizer é que é dever dos Marxistas conquistar as mentes e os corações das pessoas, e não depositar as esperanças futuras só na força ou no poder.

Para além disso, os Comunistas foram intimados a colocar de lado alguns dos seus preconceitos de classe na sua luta pelo poder, buscando até vencer elementos das classes burguesas - um processo que Gramsci descreveu como "a absorção da elite das classes inimigas". Não só isto iria fortalecer o Marxismo com sangue novo, como iria esvaziar o inimigo ao causar nele a perda de talento. Trazer os brilhantes filhos e filhas da burguesia e colocá-los sob a bandeira vermelha, escreveu Gramsci, "resultaria na sua decapitação [das forças anti-Marxistas] tornado-as impotentes".

Resumindo, a violência e a força por si só não transformariam o mundo de forma genuína. Em vez disso, é através da conquista da hegemonia nas mentes das pessoas e através do roubo dos homens mais talentosos do inimigo que o Marxismo iria triunfar de modo pleno.

Escravos Voluntários

O livro de Aldous Huxley "Admirável Mundo Novo" - um clássico estudo do totalitarismo moderno - contém uma frase que simboliza o conceito que Gramsci tentou passar aos seus camaradas de partido:

O estado totalitário realmente eficiente seria aquele onde o todo-poderoso executivo dos chefes políticos e o seu exército de gestores controlariam uma população de escravos que não precisariam de ser coagidos porque eles amariam a sua servidão.

Embora seja pouco provável que Huxley estivesse familiarizado com as teorias de Gramsci, a ideia que ele transmite de pessoas livres a marcharem voluntariamente para a servidão sem coação captura de modo preciso o que Gramsci tinha em mente. Gramsci acreditava que se o Comunismo obtivesse a "mestria da consciência humana", então os campos de trabalho forçado seriam desnecessários.

Como é que uma ideologia obtém o domínio sobre os padrões de pensamento inculcadas na culturas há já centenas de anos? Segundo Gramsci, o domínio da consciência de grandes quantidades de pessoas seria obtido se os Comunistas ou os seus simpatizantes obtivessem o controle das instituições culturais - as igrejas, a educação, os jornais, as revistas, os média electrónicos, a literatura séria, a música, as artes visuais, e assim por diante. Ao obterem a "hegemonia cultural", para usar os termos de Gramsci, o Comunismo iria controlar as fontes mais profundas do pensamento e da imaginação do ser humano.

Nem é preciso controlar toda a informação se for possível obter o controle das mentes que assimilam essa informação. Perante tais condições, a oposição séria desaparece uma vez que os homens já não capazes de entender os argumentos dos opositores do Marxismo. De facto, os homens irão "amar a sua servidão" e nem se aperceberão que isso é servidão.

Etapas para o processo

A primeira fase para se obter a "hegemonia cultural" duma nação é a debilitação dos elementos da cultura tradicional:

1. As igrejas são, portanto, transformadas em clubes politicamente motivados, que colocam ênfase na "justiça social" e no igualitarismo, e onde as doutrinas milenares e os ensinamentos morais são "modernizados" ou reduzidos até ao ponto da irrelevância;

2. A educação genuína é substituída por currículos escolares "emburrecidos" e "politicamente corretos", e os padrões [académicos] são reduzidos de um modo dramático;

3. Os órgãos de informação são moldados de modo a serem instrumentos de manipulação em massa, e instrumentos de assédio e descrédito das instituições tradicionais e dos seus porta-vozes;

4. A moralidade, a decência, e as virtudes do passado são ridicularizadas incessantemente;

5. Os membros tradicionais e conservadores do clero são caracterizados como falsos e os homens e mulheres virtuosos são classificados de hipócritas, convencidos e ignorantes.

A cultura não é mais um suporte de apoio à herança nacional, e um veículo para a transmissão dessa herança para as gerações futuras, mas sim um meio de "destruir as ideias ... apresentando aos jovens não os exemplos heróicos mas apresentando de modo deliberado e agressivo os degenerados," como escreveu o teólogo Harold O.J. Brown. Podemos ver isto na vida Americana contemporânea, onde os grandes símbolos no nosso passado nacional, incluindo os grandes presidentes, soldados, exploradores e pensadores, são caracterizados como sendo homens notavelmente "racistas" e "sexistas," e como tal, basicamente malignos. O seu lugar foi ocupado por charlatães pró-Marxistas, pseudo-intelectuais, estrelas do rock, celebridades esquerdistas cinematográficas, e por aí adiante.

Noutro nível, a cultura tradicional Cristã é qualificada de "repressiva", "Eurocêntrica", "racista", e, desde logo, indigna da nossa contínua devoção. Para o seu lugar, o primitivismo puro mascarado de "multiculturalismo" é colocado como o novo modelo.

O casamento e a família, os tijolos de construção da nossa sociedade, são perpetuamente atacados e subvertidos. O casamento é caracterizado como uma conspiração dos homens como forma de perpetuar um sistema maligno de domínio sobre as mulheres e as crianças. A família é descrita como uma instituição perigosa centrada na violência e na exploração. Segundo os Gramscianos, a família patriarcal é precursora do fascismo, do Nazismo, e até de todas as formas de perseguição racial.

A Escola de Frankfurt

Em relação ao ataque à família Americana, e em relação a muitos outros aspectos da técnica Gramsciana, exploremos agora em poucas palavras a história da Escola de Frankfurt. Esta organização composta por intelectuais esquerdistas, também conhecida como "Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt", foi fundada na década 1920 em Frankfurt (Alemanha). Foi por lá que ela prosperou durante a decadência do período de Weimar, aumentando e alimentando-se da decadência, e estendendo a sua influência através do país.

Com a subida ao poder de Hitler como Chancenler em 1933, os partidários esquerdistas da Escola de Frankfurt fugiram da Alemanha para os Estados Unidos, onde eles se fixaram na Columbia University. Tal como é característico de tais homens, eles retribuíram a dívida aos Estados Unidos, por os ter protegido da brutalidade Nazi, virando a sua atenção para o que eles consideravam as injustiças e as deficiências sociais inerentes do nosso sistema e da nossa sociedade. Imediatamente eles começaram a construir um plano para levar a cabo uma reforma revolucionária nos Estados Unidos.

Max Horkheimer, um dos notáveis da Escola de Frankfurt, determinou que a aliança profunda dos Americanos à família tradicional era um indício da nossa inclinação nacional para o mesmo sistema fascista de onde eles tinham fugido. Explicando a conexão entre o fascismo e a família Americana, ele declarou:

Quando a criança respeita na força do seu pai uma relação moral e aprende deste modo a amar o que a sua racionalidade reconhece como sendo um facto, ele experimenta o seu primeiro treino do relacionamento autoritário burguês.

Comentando de forma crítica a teoria de Horkheimer, Arthur Herman escreve no seu livro "The Idea of Decline in Western History" ["A Ideia do Declínio na História Ocidental"]:

A família moderna típica envolve, portanto, "uma resolução sado-masoquista do complexo de Édipo," produzindo uma deficiência psicológica, a "personalidade autoritária." O ódio do indivíduo pelo pai é suspenso e permanece por resolver, tornado-se, no seu lugar, numa atracção pela figura autoritária forte que ele obedece de modo inquestionável.

A família tradicional patriarcal é, portanto (segundo Horkheimer), terreno fértil para o fascismo, e as figuras autoritárias carismáticas - homens tais como Hitler e Mussolini - são os beneficiários da "personalidade autoritária" instigada pela família tradicional e pela cultural. [ed: Será que se pode dizer que homens tais como Lenine, Estaline, Pol Pot, Mao Tse Tung e Fidel Castro são "beneficiários da personalidade autoritária"?]

Theodor W. Adorno, outro notável da Escola de Frankfurt, ressalvou a teoria de Horkheimer com a sua própria teoria, publicada em forma de livro com o título de "A Personalidade Autoritária", que ele co-autorou com Else Frenkel-Brunswik, Daniel J. Levinson, e R. Nevitt Sanford. Após análise minuciosa, tornou-se aparente aos críticos que a pesquisa sobre a qual o livro "A Personalidade Autoritária" se baseou era pseudo-sociológica, falha na sua metodologia e enviesada nas suas conclusões. Mas os críticos foram ignorados.

Adorno e a sua equipa de pesquisas anunciaram que a América estava pronta para ser tomada pelos seu próprios fascistas domésticos. Não só a população Americana era irremediavelmente racista e anti-Semita, como tinha uma visão demasiado complacente com figuras autoritárias tais como os pais, os polícias, o clero, os líderes militares, e assim por diante. Os Americanos estavam também demasiado obcecados com coisas "fascistas" tais como a eficiência, o asseio, e o sucesso, uma vez que estas qualidades revelavam, internamente, uma "visão pessimista e desdenhosa da humanidade", uma visão que, segundo Adorno, levava ao fascismo.

Através de tal disparate absoluto tal como encontrado nos escritos de Horkheimer, Adorno, e nos escritos de outros luminares da Escola de Frankfurt, as estruturas da família tradicional e da virtude tradicional foram seriamente colocadas em causa e a confiança nelas atenuada. Os oficiais governamentais eleitos, bem como os burocratas, contribuíram para este problema através de políticas fiscais que penalizaram a família tradicional ao mesmo tempo que subsidiaram modos de vida anti-tradicionais. Para além disso, estes oficiais estão cada vez mais inclinados a elevar abominações como as uniões homossexuais e as uniões heterossexuais ilícitas para o mesmo nível do casamento. Em muitas localidades através do país, e em muitas companhias privadas, benefícios previemente reservados aos casais são, já, conferidos aos "parceiros" sexuais não-casados. Até a palavra "família" está a ser lentamente suplantada pelo eufemismo vago "casa" [inglês: "household"].

Um terra sem lei

Há já muito tempo que os Americanos se vangloriam do facto da sua nação ser governada pela lei e não pelos homens. A lei Americana deriva directamente da lei comum inglesa e dos princípios Bíblicos e Cristãos que são a raiz da lei comum Inglesa. Seria, portanto, de esperar que a lei se constituísse numa das barreiras principais contra a subversão da nossa sociedade. Em vez disso, a mudança revolucionária na área legal passou a estar na ordem do dia, mudança tão espantosa que nunca poderia ser imaginada há 50 anos atrás. Ninguém sonharia na ilegalização da oração e de qualquer expressão religiosa [Cristã] em locais públicos, a legalização do aborto como um "direito" constitucional e a legalização da pornografia, só para mencionar apenas três.

Princípios claramente expressos e adoptados pelos Pais Fundadores, e avançados pela nossa Constituição, estão a ser agora frequentemente reinterpretados e distorcidos. Aqueles princípios que não podem ser reinterpretados e distorcidos, tais como a Décima Emenda, são simplesmente ignorados. Pior ainda, a agenda ideológica por trás da radicalização da lei Americana está a ser alegremente aceite por milhões de Americanos, que foram eles também radicalizados sem se aperceberem disso.

Crucial para o sucesso Gramsciano é o desaparecimento de todo o estilo de vida e toda a civilização passada da memória colectiva. A América antiga, de vidas não-reguladas, cidades limpas, estradas sem crime, entretenimento moralmente edificante, e um estilo de vida voltado para a família, já não se encontra viva nas mentes de muitos Americanos. Mal isso desapareça por completo, não haverá mais qualquer oposição à nova civilização Marxista, o que demonstra de forma única que através do método Gramsciano é de facto possível "Marxizar o homem interior," tal como Malachi Martin escreveu no livro "The Keys of This Blood". Então, e só então, escreve o Padre Martin, "se pode acenar com sucesso a utopia do "Paraíso dos Operários" à sua frente, para ser aceite de uma maneira pacífica e de forma humanamente aceitável, sem revolução ou violência ou derramamento de sangue."

Deve ser evidente para todos, excepto para as almas mais simples, que, após uma ou duas gerações, tal condicionamento social incessante inevitavelmente alterará a consciência e a substância interna da sociedade, e produzirá crises estruturais significativas dentro da sociedade, crises que se manifestam de formas variadas em virtualmente todas as comunidades através do país.

O Bom Combate

Pode parecer para alguns que a situação da nossa nação é insolúvel e que nenhuma força ou agente pode possivelmente pôr fim às estratégias insidiosas que operam para nos destruir. Apesar da história severa dos últimos 60 ou 70 anos, existe, no entanto, muito que pode ainda ser feito e muitas razões para se ter esperança. Famílias e homens e mulheres individuais ainda têm, em larga escala, a liberdade para evitar e escapar ao condicionamento alterador-de-mentes Gramsciano. Eles têm o poder de se protegerem destas influências e especialmente, de proteger os mais jovens. Existem alternativas às escolas públicas, à televisão, aos filmes sem valor, à música "rock" estridente, e essas alternativas têm que ser adoptadas. A propaganda e a estricnina cultural têm que ser excluídas das nossas vidas.

Aqueles que têm crianças a seu cargo têm uma responsabilidade particularmente pesada. Apesar de todos os esforços da esquerda radical e dos seus simpatizantes nas escolas e nos média para transformar os jovens Americanos em selvagens, eles não podem ter a liberdade para serem bem sucedidos visto que mentes desorganizadas - vórtices mentais do anarquismo e niilismo - não têm poder algum para resistir. Os selvagens rapidamente se tornam em escravos.

As crianças e os adultos devem tomar conhecimento de conceitos basilares tais como a honestidade, a virtude, a decência, o dever e o amor a Deus e ao país através da vida de autênticos heróis nacionais - homens como George Washington, Nathan Hale, John Paul Jones, e Robert E. Lee. Semelhantemente, eles serão mais capazes de reter os valores civilizados e manter mentes sãs se forem encorajados a aprender a amar a sua herança cultural através de literatura grandiosa, poesia, música e arte. Os pais devem exigir aos seus filhos que mantenham o comportamento moral, o modo e os padrões dos seus antepassados. Na escola, deve-se requer aos mais jovens que adiram a padrões académicos elevados. Mais importante ainda, a religião tradicional [Cristianismo] tem que fazer parte da vida diária.

Nós, como cidadãos, temos que exercer poderes persuasivos sobre os nossos representantes eleitos. Ao fazermos isto, a nossa mentalidade deve ser, em absoluto, uma de intransigência por parte dos políticos. De igual modo, ao escolhermos os nossos representantes eleitos nos mais variados níveis, devemos olhar para homens e mulheres que se recusam a abdicar dos seus princípios.

Também importante, os homens e as mulheres honrados que nós formos eleger e que se não abdicam dos seus valores, têm que estar cientes da estratégia Gramsciana de subversão cultural; eles têm que ser capazes de reconhecer as tácticas e as estratégias que estão a ser usadas para minar as instituições sobre as quais assentam as nossas liberdades. Construir esse entendimento irá, por sua vez, requerer a formação dum eleitorado com princípios e educado, que irá transmitir este conhecimento aos nossos representantes - e responsabilizá-los mal eles tenham obtido um cargo electivo.

Não devemos nunca permitir que sejamos levados a marchar de modo precipitado, como um rebanho, rumo à formação de opiniões e julgamentos estimulados e orquestrados pelo sensacionalismo da imprensa e dos outros mestres dos média. Em vez disso, devemos resistir calmamente as suas técnicas de manipulação mental.

Levando em conta que não estamos sozinhos, devemos voltar a nossa atenção para as igrejas tradicionais, as escolas e as organizações políticas e educacionais, e disponibilizarmos a nossa voz e o nosso apoio à criação de bastiões de resistência à ofensiva Gramsciana.

Finalmente, nunca devemos abandonar a nossa fé no futuro e a nossa esperança numa América e num mundo melhor. Deus, com o Seu Poder Infinito e com o seu amor sem limite por nós, nunca nos irá abandonar mas irá responder às nossas orações e recompensar os nossos esforços, desde que não percamos a nossa fé.

O Marxismo e qualquer outra bandeira que o Estado total desfila nos dias actuais, não são inevitáveis e não são a onda do futuro. Desde que nós pensemos e vivamos com o  espírito indomável dos nossos antepassados, não poderemos falhar.

Fonte: http://bit.ly/1cCOVt7



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

"A feminilidade salvou o meu casamento"

Por Rachel

Prefiro ficar em casa com as minhas duas filhas. Já tive alguns empregos, a maioria deles antes das minhas filhas nasceram, e odiei todos eles. Existia uma inveja subentendida e raiva entre as mulheres que eu não poderia suportar. À noite, eu passava mal depois de ter que lidar o dia todo com mulheres solteiras/divorciadas que, de modo literal, atacavam-me por coisas mínimas. Hoje sei que elas gostavam de me rebaixar sempre que podiam porque tinham inveja da minha beleza, juventude e da minha dedicação ao meu namorado (que é, hoje, o meu marido e pai das nossas duas filhas).

Para além disso, eu recusava-me a flirtar com os clientes ou usar roupa reveladora como forma de obter mais gorjetas. Elas foram rudes quando descobriram que eu só tinha namorado e estado com o meu namorado - elas não conseguiam compreender o porquê. Desde então, fiquei a saber que a maior parte das mulheres evita ou chama de "mentirosa" a mulher que lhes diz que só esteve com um homem em toda a sua vida. Uma empregada de bar (na casa dos 40-quase-50 e divorciada) aproximou-se de mim enquanto eu atendia um cliente, e começou a atacar-me verbalmente bem em frente ao cliente. Nessa noite saí em lágrimas e nunca mais regressei.

O único trabalho que gostei (e ainda gosto) foi o de limpar casas com a minha sogra. Ganhávamos um bom dinheiro (20 dólares à hora) e não havia conflito entre as mulheres visto que éramos só nós. A minha sogra é mais próxima a mim do que a minha mãe.

Algumas mulheres perseguem os patrões - eu nunca fiz isso, mas raramente encontro mulheres que são como eu. Encontrei um homem que tem o meu coração nas suas mãos e nenhum outro se pode comparar, e por isso, eu nem olho. Eu sei de mulheres que já dormiram com os seus patrões e elas derretem-se em choro de indignação quando se apercebem que não terão qualquer tratamento preferencial. Mais tarde ou mais cedo, elas abandonam o emprego.

Sempre me dediquei ao meu marido, mas eu tinha uma "concha" feminista que eu nem sabia que tinha até ler os seus artigos, Henry!

FEMINILIDADE

O meu marido e eu temos estado juntos desde que tínhamos 16 anos. Eu tenho 27 anos e o meu marido está à beira de fazer 28 anos. Encontrei o seu site quando me apercebi que não sabia o que era ser feminina. Senti vergonha de mim própria. Há já alguns anos, depois do nascimento da nossa primeira filha, que o meu marido e eu estávamos a ter problemas. O amor existia mas, depois das filhas nascerem, eu era horrível para ele. Separamo-nos muitas, muitas, vezes. Ele tornou-se distante e perdeu-se com outras mulheres. Eu culpava-o por tudo e eu era extremamente abrasiva e impossível de se viver lado a lado.

Comecei a ler os seus artigos há alguns meses, e mudei a minha forma de agir imediatamente. Não tive que mudar muito porque apercebi-me que capitular para ele, e adorá-lo, era o que eu QUERIA fazer - mas tinha medo de o fazer.

Apercebi-me da mudança imediata nele! Ele é, actualmente, totalmente dedicado a mim, e trata-me exactamente da forma que eu quero ser tratada. Tudo o que tive que fazer foi deixar ele ser o homem, e eu passar a ser a mulher. Há alguns dias atrás ele disse-me a coisa mais lisonjeira que alguma vez alguém me disse, e eu não tinha noção do quanto que isso era importante para mim até o ouvir. Ele não me chamou de bonita, nem me disse que estava mais magra. :) Ele disse que eu me estava a tornar numa boa esposa, e que ele me via a tentar e que isso fazia com que ele tivesse o desejo de me proteger e ficar ao meu redor. Tudo o que tive que fazer foi segui-lo e admirá-lo.

MASCULINIDADE

Também lhe mostrei os artigos do seu site em torno da liderança familiar. Ele disse que isso lhe abriu os olhos em torno da forma como ele esperava que eu me disponibilizasse e liderasse com ele, e ajudou-o a ver o porquê dele ficar tão frustrado comigo quando eu não PODIA me disponibilizar e ser a cabeça da família com ele. É como você diz no seu site, "Qualquer coisa com duas cabeças é um monstro!"

Eu estou a fixar-me no meu papel de dona-de-casa amada, e ele está a fixar-se como o líder da família, e isso nunca soube tão bem e tão natural.

Estou zangada por ter sido educada a competir com os homens e sentir que era oprimida por ser dona-de-casa, mas há apenas alguns meses atrás, era assim que eu me sentia. Espero incutir nas minhas filhas a nova natureza feminina que encontrei, e espero que não seja tarde demais para eu ser a melhor mãe e a melhor esposa que eu puder ser.

Acho que as mulheres estão aterrorizadas ante a perspectiva de serem rejeitadas pelos homens, e como tal, eles colocam de parte o que é natural. E com tanto apoio feminista em seu redor, deixar de seguir o que é natural nas mulheres é muito fácil.

Há também a óbvia repugnância que aparece quando as pessoas descobrem que tu te dedicas ao teu marido, e deixas que ele seja o líder da família. De modo literal, tu NÃO TENS PERMISSÃO para olhar, rendida, para o teu marido, e dizer o quando que tu o adoras sob pena de seres acusada de teres toda a tua vida centrada num homem e na família - como se isso fosse uma coisa má! Estou farta de ser tratada como uma pobre idiota desmiolada só porque a minha a família é o centro do meu mundo.

Henry, continue a dizer às mulheres para agirem como mulheres, e aos homens para agirem como homens! Se tudo correr bem, você receberá mais emails como o meu, revelando a forma como você abriu os olhos de alguma pobre feminista que estava à beira do divórcio só porque ela não sabia o que fazia de errado.

Não tenha ódio por todas as feministas! Nós fomos educadas desta forma, e eu nem sabia que havia outra forma de viver até encontrar o seu site. Continue a escrever e nós continuaremos a ler.

Fonte



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Pedófilo libertado porque vítima estava "apaixonada"


A justiça italiana anulou a condenação de um homem por pedofilia, considerando que o tribunal de recurso havia subestimado a "relação amorosa" entre o acusado, de 60 anos, e a sua vítima, uma criança de 11 anos.

Pietro Lamberti, funcionário dos serviços sociais da vila de Catanzaro (Calábria, sul de Itália), foi condenado em fevereiro de 2011 a cinco anos de prisão por atos sexuais com uma menor de 14 anos, uma pena confirmada no mesmo ano após um recurso.

Numa decisão proferida a 15 de outubro, mas revelado por um órgão de comunicação social italiano mais de dois meses depois, o Supremo Tribunal anulou o julgamento e ordenou um novo julgamento em segunda instância.

Na opinião da justiça italiana, o tribunal de recurso não teve suficientemente em conta "o consenso" entre o homem e a menina, a "existência de uma relação amorosa, a ausência de coerção física e o facto de a menina estar apaixonada".

Segundo o jornal Il Quotidiano dela Calabria, que revelou o caso, a criança vem de uma família pobre, que tinha confiado a menina a Lamberti. Após uma série de escutas telefónicas, o homem foi apanhado em flagrante com a criança na cama.

Apesar de ter passado despercebida no momento da decisão, a sentença gerou reações de indignação nas redes sociais, com muitos a considerarem-na como uma "validação da pedofilia" pela justiça italiana. 

Fonte

......

Todos os demónios que estiveram amarrados pela ideologia Cristã durante mais de 1500 anos voltam agora, furiosos, e nada os impede de voltar a implantar comportamentos há muito contidos.

Uma coisa que os secularistas não entendem (ou não querem entender) é que a civilização pós-Cristã não gerará uma utopia secularista, baseada na "ciência" e na "racionalidade" mas sim um rápido decréscimo moral para níveis que, mesmo aos olhos dos multiculturalistas actuais, serão bárbaros.

Nenhuma civilização sobrevive à perda da sua religião e à normalização dos excessos sexuais.



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