Por Arnaud de Lassus - (Esta é a segunda parte dum artigo que começou
aqui)
A ideias-chave da Revolução Cultural.
Na secção prévia, delineamos o conceito geral da revolução cultural tal
como ela foi concebida pela Escola de Frankfurt. O que se segue é uma
explicação mais sistemática extraída das obras de
Herbert Marcuse. E
porquê Herbert Marcuse? Porque ele explicou de maneira clara as ideias
principais concebidas e colocadas em práctica por ele e pelos seus
colegas da Escola de Frankfurt. Marcuse disse o seguinte em relação ao
conceito da revolução cultural:
Pode-se
legitimamente falar duma revolução cultural, visto que o protesto está
voltado contra todo o establishment cultural, incluindo a moral que
hoje existe. A ideia tradicional de revolução e a estratégia
tradicional do que é uma revolução chegaram ao fim. Estas ideias são
antiquadas...... o que nós temos que entender é o tipo de desintegração
difusa e dispersa do sistema. [26]
Em relação ao processo da revolução cultural, especialmente o facto
dela ser "silenciosa", ele escreve que a subversão cultural será
amplamente difundida mas não através de processos terroristas mas
lentamente, subtilmente e pacificamente. É daí que vem a ideia da
revolução cultural vir a ser uma "revolução silenciosa". [27]
Se a clássica guerra de classes será abandonada porque a classe
operária já não será revolucionária, isto jogará em favor duma nova
sensibilidade revolucionária. A revolta terá que ser desenvolvida em
duas novas áreas, aquelas centradas nas necessidades imateriais (de
auto-determinação, relações humanas) e nas dimensões fisiológicas da
existência (raça, sexo, etc).
Em conformidade com esta recente sensibilidade revolucionária, as
ideias de Freud serão exploradas segundo uma óptica Marxista e não
segundo um ponto de vista burguês. Este sistema recebe o nome de
"Marxismo Cultural", sendo que a parte ideológica da mesma é conhecida
como "
Teoria Crítica".
Temos que nos lembrar que o livro já citado com o título de "
A Personalidade Autoritária",
de Theodor Adorno (1950) pode ser considerado como um tipo de manifesto
da "Teoria Crítica". Queremos salientar este ponto, que nada mais é que
uma das ideias básicas da Escola de Frankfurt. Marcuse resumiu as
teorias de Freud da seguinte forma:
a) A essência do ser é o "eros"; a busca pelo prazer, isto é, o "pansexualismo";
b) O indivíduo tem que aceitar
o controle cultural das suas necessidades instintivas porque se isto não
acontecer, não há possibilidade de se viver numa sociedade civilizada.
c) Disto surge o conflicto
entre o princípio do prazer (livre satisfação das necessidades
instintivas) e o princípio da realidade (onde as necessidades são
controladas).
O Marxista está interessado no conflicto, na dialética, e em tudo que
possa incitar estas coisas. A sua ideia de civilização é diferente da
de Freud. Dentro do esquema de coisas Freudiano resumidas em cima, ele
irá aceitar a) mas não b).
As ideias Freudianas serão usadas como um elemento dialéctico para
destruir a civilização existente e servir de apoio "à civilização que
se desenvolve a partir dos relacionamentos libidinosos e que são
sustidos por eles." O pansexualismo tem que ser, então, desenvolvido de
forma metódica com todos os seus efeitos destrutivos.
Freud sistematizou o pansexualismo mas as origens do mesmo remontam até
à Cabala e às religiões pagãs. É uma teoria relativamente complexa, mas
os elementos principais podem ser resumidos da seguinte forma: Segundo
a Cabala, Deus pode ser levado em conta Nele mesmo ou nas Suas
manifestações. Nele Mesmo, Deus é um Ser Indefinido, vagamente chamado
de "En Sof" (que não tem limites) ou Ayin (o não-ser).
Nas Suas manifestações, Deus revela-Se através das "emanações" através
das quais Ele Se aperfeciona, de onde surge a ideia dum Deus
evolutivo bem como a ideia do panteísmo (a noção da criação a ser substituída
por aquela da emanação). Estas emanações são 10 em número, e têm o nome
de "Sefiroth". Três delas são
masculinas, e três são femininas. A "Sefiroth Victory" (masculina) e a
"Sefiroth Glory" (feminina") estão concentradas na "Sefirah
Foundation" [29] cujo símbolo é o órgão da geração.
Nestas condições, entende-se que o princípio sexual, apresentado como
parte integral da divindade, tem a tendência de permear tudo. Uma vez
que se encontra fundamentado na Cabala, o pansexualismo da Escola de
Frankfurt e o da revolução cultural para a qual a Escola de Frankfurt
contribuiu de forma tão poderosa, tem, portanto, conotações religiosas.
[Ver "Angelus Press English Edition" of SiSiNoNo, The
Angelus, May 2006, No.69–Ed.]
Explorando a Dialética Macho-Fêmea
O "pansexualismo" - isto é, o desencadeamento das paixões básicas do
homem - é a primeira exploração das diferenças entre os sexos. Outro
aspecto da diferença entre os sexos será explorada de forma sistemática
como forma de causar a destruição do relacionamento tradicional entre o
homem e a mulher. Isto será levado a cabo atacando a autoridade do pai,
negando os papéis específicos do pai e da mãe, suprimindo as distinções
na educação dos rapazes e na das raparigas, abolindo todas as formas de
superioridade masculina (daí a presença das mulheres nas forças
armadas), e qualificando as mulheres e as crianças como "classes
oprimidas" e os homens como "classe opressora". Como forma de apoiar
este
derrube, existe uma ideologia: o feminismo radical.
Usando o pansexualismo como forma de derrubar o relacionamento entre
homens e mulheres, os fundadores da revolução cultural têm dois meios
poderosos através dos quais destruir a família. A Escola de Frankfurt
soube como lucrar duma forma espantosa com o progresso científico dos
seus dias - progresso em termos de meios de comunicação (a sua acção em
termos da música e dos filmes), e o progresso das ciências psicológicas.
Na disciplina da psicologia, Abraham Maslow, um protégé
da revolução cultural, desempenhou um papel importante no
aperfeiçoamento dos métodos de condicionamento psicológico conhecidos
como "dinâmica de grupo" e "treinamento de sensibilidade." [30]
Resultados no Ocidente
Os princípios da Escola de Frankfurt ficaram encapsulados na que veio a
ficar conhecida como a "contracultura", o "movimento cultural" que
dominou de forma específica a altamente influente esquerda Americana
até ao final dos anos 60, e que foi descrita da forma que se segue:
A contracultura
é a base cultural da nova esquerda. Ela inclui o esforço para se
descobrirem novos tipos de comunidades, novos modelos familiares, novos
costumes sexuais, novos tipos de vida, novas formas estéticas, novas
identidades pessoais opostas aos poderes políticos, opostas ao estilo
de vida burguês, e opostas à ética laboral Protestante. [31]
Esta descrição é de 1968, mas hoje em dia, a contracultura
caracterizada pelo pansexualismo, pela destruição da autoridade paterna
[do pai], e pelo feminismo radical, não só são a base cultural da
esquerda Americana, como também de toda a sociedade por todo o Ocidente.
Voltemos ao pansexualismo.
Dada a sua origem religiosa, certamente que o pansexualismo é o
elemento mais perigoso. Ele invadiu a sociedade como um todo, o que
explica as modas indecentes, os cartazes, as publicidades, as revistas,
os filmes, os programas de televisão, e as emissões de rádio
excitantes, o comportamento degradante dos novos e dos mais velhos, a
educação sexual; o pansexualismo tem o apoio do Estado, e chegou até a
afectar os círculos Católicos mais tradicionais.
Como exemplo, eis aqui o testemunho recente dum padre a exercitar o seu ministério no Líbano:
É
importante olhar para as evidências: que a pessoa seja Católica,
Ortodoxa ou muçulmana, não ficamos com a impressão de que as
autoridades religiosas deste país (Líbano) se apercebam da galopante
degradação da moral que têm ocorrido, particularmente através da
linguagem e dos exemplos Americanos e Anglo-Saxónicos.
As autoridades eclesiásticas deveriam, pelo menos, reagir. Mas como é
que se pode buscar a censura de publicações sórdidas (na sua maioria,
em inglês), ou a censura de programas televisivos repugnantes, quando
os pastores têm o costume de permanecerem calados nas suas próprias
igrejas quando se deparam com a reluzente carne nua disponibilizada
pelos seus paroquianos blasé, que não são aversos a aceitar o que está
à sua disposição?
Mas o que é impressionante no Médio Oriente é que esta onda de
pornografia, estes desvios dúbios e esta exposição de imoralidade, só
aparecem nas regiões "Cristãs". Não é nos países vizinhos, com uma
maioria muçulmana, que se encontrariam visas e vistos de residência
oferecidos a mais de 7,000 prostitutas que chegam da Europa do Leste e
que cujo cabelo loiro pode desencaminhar alguns jovens (e não só)
Libaneses.
Ao mesmo tempo, é alarmante ouvir dizer, por parte dum piedoso monge
de Damasco: "Aqui, o islão protege o Cristianismo porque não permite a
importação de corrupção moral."
Seria bom ler mais uma vez, no Livro do
Apocalipse, o que o Nosso Senhor disse ao anjo da Igreja de Laodiceia
(Apoc 3:14-22), e concordar.[32]
Cibernética
O que é a "cibernética"? Ela é definida como
"o estudo da comunicação e dos processos de controle nos sistemas biológicos, mecânicos e electrónicos."
Esta "ciência," desenvolvida nos Estados Unidos, assenta na falsa
hipótese da semelhança essencial da comunicação e do controle
(entendido no sentido de
comando) entre as máquinas e os seres humanos.[33]
A cibernética é apresentada como uma mistura de teorias científicas bem
fundamentadas (essencialmente, a teoria da informação) com a ideologia
materialista (que defende que o homem nada mais é que uma máquina
sofisticada, e que as máquinas irão permitir duplicar a
operacionalidade da mente humana, e até ultrapassá-la).
Foi em Nova York (1942), numa conferência organizada pela
Josiah Macy
Foundation, que o
brain-trust teve o seu início. Mais tarde, ficou conhecido como o
Cybernetics Group. A actividade inicial, conhecida como "Man-Machine Project," teve como um dos seus objectivos...
....reunir
um grupo de engenheiros electrónicos, biólogos, antropólogos, e
psicólogos como forma de conceber experiências de controle social,
fundamentadas na crença de que o cérebro humana nada mais era que uma
máquina de input-output, e
que o comportamento humano poderia, para todos os efeitos, ser
programado - tanto à escala individual como à escala social.[34]
O trabalho do grupo ganhou forma depois da Segunda Grande Guerra com o apoio do Massachusetts Institute of Technology (MIT).[35] Entre 1953 a 1964 foram organizadas 10 conferências por parte da Macy Foundation, para além de terem sido assinaladas as suas fases.
É aqui que vêmos o aparecimento dos membros da Escola de Frankfurt,
que, desde o princípio, haviam entendido a importância do projecto
cibernético para o seu empreendimento mais generalizado de revolução
cultural. Enquanto comandava os grupos focados no estudo do preconceito, Max
Horkheimer, director da Escola de Frankfurt, colaborou com o Cybernetics Group. Em 1948, ele participou da fundação da "World Federation of Mental Health" (WFMH), em Paris, um dos projectos mais prejudicias que emanou do Cybernetics Group.
Kurt Lewin, colega de viagem da
Escola de Frankfurt, desempenhou um papel importante dentro deste mesmo
grupo. No MIT, ele havia fundado o "Research Center for
Group Dynamics" e posteriormente criado os "National Training Laboratories", que também estavam activos em MIT. Juntamente com Karl Korsch,
outro membro da Escola de Frankfurt, ele havia estabelecido uma
fundação que tinha como propósito desenvolver a inteligência
artificial.
Eis aqui como Jeffrey Steinberg apresenta o papel da Escola de
Frankfurt e do grupo associado, o Tavistock Institute,[36] no projecto
cibernético:
O que Lukacs e os seus protegidos da
Escola de Frankfurt odiavam em relação ao Cristianismo Ocidental era a
sua crença na santidade da alma individual, a ideia de que todo
o ser humano havia sido criado por Deus à Sua Imagem e Semelhança, e
que todo o indivíduo tinha a chama Divina da criatividade que poderia
ser usada para a melhoria de toda a humanidade. Lukacs e companhia
entendiam muito bem que nenhuma revolução poderia ser bem sucedida no
Ocidente por muito tempo até que o princípio da "imago viva Dei"
(o homem à imagem viva de Deus) tivesse sido destruído, e no seu lugar
tivesse sido colocada uma noção mais bestializada e pessimista da
humanidade.
Foi aqui que a "Kulturkampf" de Lukacs, Adorno, Horkheimer, e
Marcuse impactou de forma directa a revolução tecnológica da
comunicação em massa do pós-guerra. O ponto de convergência foi um
projecto pouco conhecido iniciado nos anos 40 por uma fundação
desconhecida e isenta de impostos com o nome de "Josiah P. Macy Foundation".
Macy financiou o projecto "Man-Machine Project," com a duração de uma
década, que veio a ficar conhecido entre os seus iniciantes como o "Cybernetics Group".
Embora as duas pessoas mais famosas associadas à invenção do termo "cibernética" tenham sido John Von Neumann e Norbert Wiener,
muitas outras individualidades eram, na verdade, dominantes dentro do
grupo. Os verdadeiros "pioneiros" da assim-chamada "revolução da
informação" foram Margaret Mead, Gregory Bateson, Kurt Lewin, Max
Horkheimer, e o Dr. John Rawlings Rees - todos eles figuras importantes da Escola de Frankfurt, do Instituto Tavistock, ou de ambos.
O "Cybernetics Group" copiou uma página do plano de jogo para revolução
social de Georg Lukacs. Eles alegaram que não havia nada divino no ser
humano. De facto, máquinas feitas pelo homem poderiam num breve espaço
de tempo ser "máquinas pensantes" superiores à mente humana.[37]
A Revolução Cultural nos dias de hoje
Passados que estão 40 anos desde a morte de Adorno em 1969, quase 30
anos depois da morte de Marcuse em 1979, a revolução cultural
prossegue, impregnada que está com as ideias de Escola de Frankfurt,
cuja ideia-chave foi expressa por Willi Munzenberg, "Iremos corromper o Ocidente de tal forma que ele irá cheirar mal."[38]
Já falamos do tópico do pansexualismo, que é mais popular que nunca nos
dias de hoje. Iremos dedicar a nossa atenção ao projecto cibernético e
aos videogames como outros elementos da actual situação onde o legado
da Escola de Frankfurt está demonstrado. Tal como dito em cima, a
Escola de Frankfurt havia inspirado de forma colossal o
Cybernetics Group durante as
décadas 1940 e 1950. Em entidades presentes neste grupo encontramos a
mesma inspiração. Eis aqui o exemplo proveniente da Media Lab:
Por volta da década 80, a MIT gerou a Media Lab, outro projecto que emergiu directamente do Cybernetics Group
dos anos 40 e 50. Aqui, os engenheiros sociais trabalharam lado a lado
com os engenheiros e os criadores de máquinas que estavam a desenvolver
computadores de alta velocidade, gráficos para computadores,
holográficos, e a primeira geração se simuladores informáticos. Segundo
a proposta inicial, era suposto o laboratório disponibilizar "uma
mistura intelectual de duas áreas em crescimento acelerado: tecnologias
de informação e ciêncais humanas." (Steve Joshua Heims, The Cybernetics
Group).[39]
Qual era o estado de espírito destes pesquisadores? No seu livro "The
Cybernetics Group", Steve Joshua Heims
afirma que, por volta dos anos 80, o meio social cibernético havia
criado a sua própria religião, um sistema pagão em acordo total com o
que Timothy Leary chamou de "paganismo científico". O paganismo
científico dos pesquisadores era uma coisa, mas mais sério foi o facto
de que os resultados obtidos por estes pesquisadores
permitiu que eles desenvolvessem o paganismo científico em grande
escala, e, de forma mais geral, permitiu que eles desenvolvessem a
revolução cultural da qual o paganismo científico é um elemento.
O Media Lab do MIT e o Stanford Artificial Intelligence Lab
foram dois dos ímãs deste dinheiro e do trabalho de pesquisa que
fomentou tanto os programas de simulação-treino do Pentágano, bem como
a indústria dos videogames em evolução.[40]
A Escola de Frankfurt, o Cybernetics Group, o Media Lab
bem como outras entidades, a indústria dos videogames; eis aqui um dos
relacionamentos que permitiu a perfeição técnica de um dos instrumentos
mais eficazes da actual revolução cultural: os videogames. Obviamente
que isto não quer dizer que o Media Lab é responsável pela orientação essencialmente imoral da maior parte dos videogames.
A segunda geração de videogames está em rápida expansão nos Estados Unidos. Segundo Jeffrey Steinberg ("Draft Report," p.
93), jogos de "aponta-e-dispara" geram, anualmente, entre 9 a 11 mil milhões de dólares. Estes jogos representam o aperfeiçoamento dos "role-playing
games" [RPG] que têm sido desenvolvidos desde o final da década 70.
Estes jogos permitem que as pessoas passem tempo num mundo virtual,
hora após hora, onde podem ser quem eles quiserem e agir de forma com
que não se tenha que lidar com as consequências dos próprios actos.
Qualquer pessoa - jovem ou não jovem - pode ser gradualmente
condicionada a divorciar-se da realidade e ser facilmente manipulada
rumo à direcção sugerida pelo jogo. Mesmo que a orientação do jogo seja
boa, ele pode mesmo assim ter consequências negativas resultante do
tempo (frequentemente longo) gasto dentro do mundo virtual.
Mas é frequente a orientação do jogo ser má. Dentro deles há vários
tipos de violência. Há simulações de tiro bem realistas (úteis para
treino de soldados, mas claramente perigosas para jovens deixados a si
mesmos), aspectos pornográficos (o pansexualismo está em todo
o lado), incitamento ao uso de magia (o espectador-actor lança feitiços
que, no jogo, são bem eficazes), Satanismo, e, de forma geral, a
excitação do desejo de poder associado à concepção materialista da vida.
Eis aqui um exemplo da forma como uma companhia produtora apresenta o
videogame "Gangsters" (que, segundo alguns, parece inofensivo):
Ele
dá-te a oportunidade de seres um gangster numa cidade ao estilo da
Chicago dos anos 20, controlando uma organização clandestina, lidando
com a extorsão, bebidas alcoólicas ilegais, prostituição, violência,
intimidação, chantagem, jogos de azar, suborno de oficiais, eliminação
permanente de pessoas, e uma vasta gama de actividades gerados de
dinheiro. [41]
Isto dá-nos uma ideia do jogo, mas eis aqui o que o jogador tem que fazer:
O propósito do jogo é construir o teu gangue e o teu império de negócios de forma a dominar a cidade. Para levar isto a cabo, vais ter que superar os outros gangues que operam na cidade, evitar ser preso pelas autoridades. [42]
Um jovem que jogue de forma activa em tal cenário durante horas sem
fim, sentir-se-á tentado a transladar alguma da sua experiência virtual
para o mundo real.[43] Foi isto que aconteceu recentemente nos Estados
Unidos com os assassinatos brutais de jovens, levados a cabo pelos seus
colegas escolares. Investigações oficiais revelaram que os jovens
assassinos dispararam tal como atiradores profissionais e que eles
haviam adquirido a sua perícia na arte do tiro, e o seu desejo de
colocar em práctica o que haviam aprendido, através do uso dos
videogames que continham esse tipo de simulação.[44]
Temos que reconhecer que um vasto número de videogames corresponde de
forma perfeita com os objectivos da Escola de Frankfurt de propagar uma
"cultura" baseada no pessimismo, na depravação, na imoralidade sexual,
na violência e nas drogas.
Conclusão:
Em 1923 a Escola de Frankfurt deu início ao seu trabalho, e embora ela
não tenha sido exclusivamente responsável, a revolução cultural que ela
inspirou, começando nos anos 50, começou nos Estados Unidos e mais
tarde avançou para a Europa. Cerca de 20 anos mais tarde, a revolução
cultural de 1968, sob influência de Marcuse, foi uma etapa importante.
Cerca de outros 30 anos depois de 1968 foram necessários para
testemunharmos o triunfo da contracultura que teve início 80 anos antes.
Estamos a lidar com uma operação a longo prazo brilhantemente
concebida. Os homens de acção e de pensamento que a maquinaram tiveram
a visão de entender o que teria que ser feito, e como é que ela deveria
ser levada a cabo, escolhendo de forma selectiva os sectores mais
importantes - as universidades, a música, os média, a acção psicológica
e educacional - como forma de colocar ao seu serviço as redes que lhes
foram oferecidas.
Eles não só foram bem sucedidos, como o foram duma forma que está para além do que alguma vez poderiam ter imaginado.
Como é que podemos explicar o facto deste plano ter tido sucesso nos
países Católicos tal como o teve nos países Protestantes? Sem dúvida
isto deve-se ao facto dos Católicos terem tido outra revolução cultural
para enfrentar, tal como aquela que foi inspirada pela Escola de
Frankfurt: aquela que desde os anos 60 tem ocorrido dentro da Igreja.
Foi uma perturbação geral: uma nova e revolucionária Missa, um novo
calendário, o abandono do Latim e do hábito religioso, o órgão e as
canções tradicionais a serem substituídas por música profana, a
transformação da arte religiosa [45], as igrejas a passarem a ser salas
de conferência e não templos do Senhor, e uma catequese inconsistente a
propor uma religião sem forma e sem exigências.
O ambiente Católico dissolveu-se precisamente no momento em que o fiel
mais precisava, o que resultou no desenraizamento dos Católicos da sua
cultura, o abandono em massa da práctica religiosa e, devido a isso,
uma maior vulnerabilização perante a revolução cultural que veio da
Escola de Frankfurt através dos Estados Unidos. O paralelo entre as
duas revoluções culturais é espantoso; elas ocorreram basicamente no
espaço de 10 anos entre uma e a outra. Os líderes políticos favoreceram
a primeira enquanto que os líderes religiosos favoreceram a segunda (ou
permitiram que ela ocorresse). Isto levanta a pergunta se não há um
certo número de afinidades entre uma e outra.
O que é que podemos fazer se o mistério da injustiça [2 Tess 2:7] já se
encontra instalado de forma tão poderosa? Obviamente, dentro das nossas
áreas de acção é necessário proteger a cultura Católica, manter vivo o
resto da Cristandade que ainda se encontra entre nós, e não seguir a
onda dos eventos sob a desculpa de que "é assim que as coisas são".
Tudo isto supõe um certo tipo de ascetismo. Consiste em suprimir o que
tem que ser suprimido como forma de evitar ser contaminado pela
contracultura, tal como os Cristãos dos primeiros séculos evitaram ir
aos banhos públicos e aos circos como forma de evitarem a corrupção dos
seus dias.
Em resumo, salientemos a utilidade de saber (como forma de o combater)
o processo de destruição que foi implentado de forma tão inteligente
por parte da Escola de Frankfurt e pelos seus seguidores. Não podemos
ignorar esses factos porque, tal como disse Abbot Joseph Lemann:
Na História, aquele que não leva em consideração não só a Providência mas também o Inferno, ficará limitado com uma visão incorrecta e só disponibilizará explicações incompletas. Deus e Satanás batalham pelo coração do homem: todos nós sabemos disso, mas Deus e Satanás também batalham pela orientação da sociedade, o seu desenvolvimento e as suas fases.
As primeiras páginas da Bíblia
revelam isso mesmo; Cristo lembra-nos em relação à Igreja que as portas
do inferno não a irão prevalecer; e desde então, a História destes 18
séculos deixa-nos ver claramente, acima das nossas batalhas em torno de
cidades, países, nações e raças, o espectáculo da Força de Deus e a
força de Satanás em combate: a malícia infernal a devastar a sociedade,
e a Graça Divina a repará-la, a apoiá-la e a fazê-la avançar. [46]
-
http://bit.ly/1XHzQip
1 A socialist formula from 1968.
See further details of this subject, in Pascal Bernardin's L'Empire
Écologique, Chapter V, "Techniques of Non-aversive Control," and the
commentary on same in "Ecology and Globalism" in the March 2003 issue
of Apropos.
2 See Maciej Giertych's article "The Political and Economic Situation in Poland."
3 Quoted by Philippe Ploncard d'Assac in Le nationalisme français, p.26.
4 The Alta Vendita was a
high-level Masonry which, during the first half of the 19th century,
dominated European Masonry.
5 The pseudonym of an Alta Vendita agent.
6 Letter of January 18, 1822;
quoted by Cretineau-Joly, L'eglise romaine en face de la Revolution,
XI, 104.
7 The pseudonym of an Alta Vendita agent.
8 Letter of August 9, 1838; quoted
by Cretineau-Joly, op.cit., XI, 128. Cf. the AFS brochure, Connaissance
Élémentaire de la franc-maçonnerie, p.110.
9 Ralph de Toledano, The Frankfurt
School, (manuscript, 2000), p.11. This study shows how the idea of
cultural revolution was born and piloted by the Frankfurt School.
10 The creator of the Soviet Secret Police, the Cheka.
11 Third Communist International,
founded in 1919 by Lenin and dissolved by Stalin in 1943. It was
reconstituted at Sofia in 1995.
12 The Marxist Encyclopedia states that he was murdered in 1944.–Ed., Apropos.
13 De Toledano, The Frankfurt School, p. 23.
14 Ibid., pp. 4-15.
15 Willi Munzenberg, quoted by Ralph de Toledano, ibid., p. 5.
16 Ibid., p. 24. This point will be developed below.
17 Official date of its creation
in February 3, 1923, by a decree of the Ministry of Education (cf.
Martin Jay, The Dialectical Imagination: A History of the Frankfurt
School and the Institute of Social Research, [University of California
Press, 1996], p. 10).
18 Ralf Wiggershaus, The Frankfurt
School: Its History, Theories, and Political Significance (Cambridge,
MA: MIT Press), p.17 (Wiggerhaus cites this among the reasons for the
extremely favorable circumstances at the outset of the Institute for
Social Research).
19 Jay, The Dialectical Imagination, p. 175.
20 Ibid., p. 29.
21 A study on video games and their destructive effect.
22 Called in future the Frankfurt School Institute for Social Research.
23 Published in 1950 by Harper
& Brothers, New York. It was written by Adorno, along with Else
Frenkel-Brunswik, Daniel J. Levinson, R. Nevitt Sanford, in
collaboration with Betty Aron, Maria Hertz Levinson, and William
Morrow.
24 The Fabian Society: an English,
Socialist movement founded in 1883. It was the origin of the Labor
Party.
25 Jeffrey Steinberg, Michael
Steinberg, and Anton Chaitkin, "Draft Report on Manchurian Children,"
(unpublished study, 2001), pp. 5-8.
26 Text of H. Marcuse, quoted in The Resister, Summer-Autumn, 1998.
27 At the same time as the work
was being carried out by the Frankfurt School, these ideas were being
developed in parallel by the Italian Marxist theoretician Antonio
Gramsci (1891-1937), who remained in prison from 1926 until his death.
28 In Jewish thought, one
generally associates esoteric and mystical education with the Cabala.
In the widest meaning of a word, this describes the successive esoteric
currents which developed from the end of the period of the Second
Temple and which became the dynamic elements in the history of Judaism
(Encyclopaedic Dictionary of Judaism, s.v. "The Mystical Jew").
29 The sefiroth Victory, Glory,
and Foundation are in Hebrew called Netzach, Hod, and Yesod
respectively.–Ed., Apropos.
30 Cf. The Resister,
Summer–Autumn, 1998, p. 54. On group dynamics, see the Apropos pamphlet
"Elementary Knowledge of the New Age," pp. 33-37. See also the book by
Ed. Dieckermann, Jr., Sensitivity Training and the Cult of Mind
Control.
31 Theodore Roszah, "Youth and the
Great refusal," The Nation, on 1968. Quote by News Weekly, February 10,
2000.
32 "Repens-toi, Laodicée,"
Bulletin de l'Association de St Pierre d'Antioche et de tout l' Orient
(Les Sablons, 61560 Bazoches-sur-Hoeur), No. 23, March, 2001. See the
article having the same title in Action Familiale et Scolaire, No. 155
(June, 2001).
33 P. de Latil., La pensée artificielle, quoted by Le Robert.
34 J. Steinberg, Draft Report on Manchurian Children, p. 86.
35 Usually indicated by the abbreviation MIT (Massachussetts Institute of Technology).
36 British Center of the Psychological Group, of which John Rawling-Rees was Director.
37 J. Steinberg, Draft Report,
pp.12-13. This author is not a Catholic. The above phrase, "Every
individual possesses a divine spark of creativity" is a little
ambiguous and should be understood as meaning, "Every individual can
possess divine grace."
38 Quote by Ralph de Toledano, The Frankfurt School, p. 26.
39 J. Steinberg, Draft Report, pp. 90-91.
40 Ibid., p. 93.
41 Quote by J. Steinberg, ibid., p.55.
42 Ibid.
43 One will find in the oft-quoted
study of J. Steinberg other examples of scenarios of video games.
44 See the study by J. Steinberg,
second part "The Killer Children: A Chronology," which analyzes ten
cases of child murderers of children, including that at Columbine High
School, Littleton, Colorado (April 20, 1999).
45 Cf. the A.F.S. brochure A Sign of the Times: Evry Cathedral.
46 L'Entrée des Israélites dans la
société française (The Entrance of the Israelites into French Society)
(p. 205). Abbot Joseph Lemann (1836-1915), a Jew who was converted at
the same time as his brother Augustine. He is the author of remarkable
works on the French Revolution.
SOURCES
The first two books are written by authors sympathetic to the Frankfurt
School. The remaining authors, other than Marcuse, have a critical view
of cultural revolution.
a) Jay, Martin. The Dialectical Imagination: A History of the Frankfurt
School and the Institute of Social Research 1923-1950. University of
California Press, 1996.
b) Wiggershaus, Rolf. The Frankfurt School: Its History, Theories, and
Political Significance. Cambridge, MA: The MIT Press, 1998.
c) De Toledano, Ralph. The Frankfurt School (Unpublished study, 2000).
d) Steinberg, Jeffrey. Draft Report on Manchurian Children (Unpublished study, 2001).
e) Atkinson, Gerard L. "Who Placed American Men in a Psychic Iron
Cage?"; Part II "The Thread of Cultural Marxism," The Resister,
Summer–Autumn, 1998.
f) Marcuse, Herbert. Eros and Civilisation. 1955; French edition: Les Editions de Minuit, 1997.