domingo, 21 de dezembro de 2014

Paglia: "As mulheres jovens não entendem a fragilidade da civilização"

Por Camille Paglia

O desaparecimento de Hannah Graham (aluna do 2º ano da Universidade de Virgina) há duas semanas atrás é o mais recente caso de raparigas-desaparecidas que frequentemente acabam em tragédia. Um antigo jogador de futebol [americano], de 32 anos e com 122 quilos e que havia fugido para o Texas, foi devolvido para a Virginia e acusado de "rapto com intenção de contaminar". Até agora, o destino de Hannah e o seu paradeiro continuam desconhecidos.

Reivindicações descontroladamente exageradas em torno de abuso sexual nas universidades Americanas estão a obscurecer o verdadeiro perigo que as jovens mulheres, muitas vezes distraídas que elas estão a olhar para os seus telemóveis ou iPods em lugares públicos, correm: o perigo do antigo crime sexual de rapto e assassinato. Apesar da propaganda histérica em torno da nossa "cultura de violação", a maior parte dos incidentes que ocorrem nas universidades, descuidadosamente descritos como agressões sexuais, não são casos de violação criminosa (envolvendo força física e drogas) mas melodramas imbecis que ocorrem nos encontros amorosos resultantes de sinais confusos e imprudência das duas partes.

As universidades deveriam-se limitar ao ensino académico e parar com a sua supervisão infantilizante sobre a vida amorosa dos estudantes, uma intrusão autoritária que roça a violação das liberdades civis. Os crimes genuínos deveriam ser reportados à policia e não aos mal-treinados comités de reclamação universitários. Demasiadas mulheres da classe média, educadas longe das áreas urbanas, parecem esperar que a vida adulta seja uma extensão dos seus protectores e confortáveis lares. Mas o mundo continua a ser uma selva. O preço das liberdades femininas actuais é a responsabilidade pessoal pela vigilância e pela auto-defesa.

Os códigos educacionais actuais, que acompanham a Esquerda liberal, estão a perpetuar as ilusões em torno do sexo e do género [sic]. A premissa Esquerdista básica, que descende do Marxismo, é que todos os problemas da vida humana resultam duma sociedade injusta e que as correcções e as afinações desse mecanismo social irão por fim materializar uma utopia. Os progressistas têm uma fé inabalável na perfectibilidade da humanidade.

Os horrores e as atrocidades da História foram editados para fora da educação primária e secundária, a menos que as culpas possam ser atribuídas o racismo, ao sexismo e ao imperialismo - toxinas embebidas nas estruturas externas opressoras que têm que ser esmagadas e reconstruídas. Mas o verdadeiro problema encontra-se na natureza humana, que a religião e a arte genuína olham como dividida numa guerra entre as forças das trevas e as forças da luz.

O liberalismo [= Esquerdismo] carece dum profundo sentido do mal - como também o carece o conservadorismo dos dias actuais, quando o mal é docilmente projectado para uma força política estrangeira em ascenção, unida apenas na rejeição dos valores Ocidentais. Nada é mais simplista do que o actual uso (pelos políticos e pelos especialistas) da qualificação caricatural de "os maus" atribuída aos jihadistas, como se a política externa Americana fosse um  roteiro cinematográfico descuidado dum filme de cowboys.

A ideologia de género que domina o mundo académico nega que as diferenças sexuais estejam enraizadas na biologia, e em vez disso, olha para elas como ficções maleáveis que podem ser revistas à vontade. A crença é de que as queixas e os protestos, reforçados pelos simpatéticos burocratas universitários e reguladores governamentais, podem e irão alterar de modo fundamental todos os homens.

Mas os crimes sexuais extremos, tais como a violação e o assassinato, emanam dum nível primitivo que até a psicologia práctica já não tem uma descrição. A psicopatologia, tal como o macabro Psychopathia Sexualis (1886) de Richard von Krafft-Ebing, era um campo central dentro da psicanálise primordial, mas a terapia actual transformou-se em conversa feliz, ajuste de atitudes e atalhos farmacêuticos.

Há um simbolismo ritualista em operação durante um crime sexual que a maior parte das mulheres não entende, e desde logo, não se pode proteger contra ele. É algo bem confirmado o facto das faculdades visuais desempenharem uma papel maior na sexualidade masculina, que justifica um maior interesse masculino pela pornografia. O perseguidor sexual ["stalker"], que é frequentemente um derrotado alienado consumido pelos seus falhanços, é motivado por um atávico reflexo de caça. Ele é chamado de predador precisamente porque ele transforma a sua vítima numa presa.

O crime sexual brota da fantasia, da alucinação, da desilusão e da obsessão. A mulher aleatória torna-se no bode expiatório duma raiva regressiva contra o poder sexual feminino: "Tu causaste a que eu fizesse isto." Os clichés  académicos em torno da "mercantilização" da mulher sob o capitalismo pouco sentido fazem aqui: é o estatuto biológico superior da mulher como a mágica criadora-de-vida que é profanado e aniquilado através do barbarismo do crime sexual.

Enganadas pelo optimismo ingénuo e pela promoção entusiástica manifesta através da expressão "You go girl!" durante a sua educação, as mulheres jovens não vêem o olhar do animal brilhando contra elas na escuridão.

Elas assumem que a carne exposta e a roupa sexy são uma declaração de moda sem qualquer mensagem que possa ser mal lida e deturpada por um psicótico.

Elas não entendem a fragilidade da civilização e o quão perto está a natureza selvagem.

Fonte: http://ti.me/1ro6Hf1



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Simone de Beauvoir: Nazi, pedófila e misógina

À medida que o sector não-feminista da sociedade vai ficando cada vez mais vocal, o sector da sociedade que ainda não está ciente da natureza tóxica desta ideologia reage com um conjunto de argumentos que revelam que a realidade factual ainda não é inteiramente do conhecimento público.

Há algum tempo atrás, um grupo de feministas de cafetaria tentava convencer-me que o feminismo não era assim tão mau e que se eu lesse mais sobre o feminismo, eu iria eventualmente entender. Como um exemplo em apoio desta tese, as feministas mencionadas em cima recomendaram-me que eu lesse os escritos de Simone de Beauvoir, feminista-Marxista Francesa conhecida pelo seu livro The Second Sex. Claro que estas feministas eram incapazes de entender o facto de alguém ter levado a sua ideologia a sério a ponto de ler a sua literatura, e então rejeitá-la de modo racional. Tal como todas as seitas, isso é uma coisa inconcebível para os crentes genuínos da seita.

No título deste post foram feitas várias alegações em relação à eminente feminista, e é apenas justo que as provemos - que é precisamente o que vamos fazer nas linhas que se seguem.

Entre 1943 e 1944, durante o período em que a França de encontrava sob ocupação Nacional Socialista, Simone de Beauvoir trabalhou como directora de som da Radio Vichy (1). Esta rádio era a rádio estatal na assim-chamada zone libre (zona livre) da França, após a capitulação da Republica Francesa perante a Alemanha Nacional Socialista em 1940. Usamos o termo assim-chamada porque o regime de Vichy, embora teoricamente neutral do ponto de vista militar, era de facto um colaborador activo do regime Nacional Socialista (2), e hoje em dia é reconhecido por todas as partes envolvidas que a instituição da Radio Vichy era a de facto porta-voz da propaganda Nacional Socialista pelas ondas de rádio da França.

Os apologistas de Simone de Beauvoir poderão dizer que ela foi forçada pelas circunstâncias a trabalhar lá, tal como muitos outros indivíduos hoje em dia alegam que foram forçados a colaborar com o Securitate durante o regime Comunista [Romeno]. Mas os manuscritos de Simone de Beauvoir, provenientes desse período e revelados mais tarde, contam uma história diferente. Até feministas tais como a Drª Ingrid Galster, que dedicaram anos das suas vidas a estudar Simone de Beauvoir, tiveram que admitir, embora de má-vontade, que a atitude manifestada por Simone de Beauvoir enquanto directora de som da propaganda Nacional Socialista era, no mínimo, uma de colaboracionismo subtil (3), e a forma como ela acabou por trabalhar lá não foi após algum tipo de coerção - mas sim após uma escolha perfeitamente consciente.

Por exemplo, Simone de Beauvoir já fazia parte do sindicato dos trabalhadores públicos e poderia ter escolhido trabalhar na prefeitura. Mas ela teve que escolher trabalhar em algum outro sítio que não numa posição de ensino porque a sua carreira nesta área havia chegado ao fim - embora ela já tivesse as qualificações e o prestígio necessário para o ensino, dado que ela havia sido a segunda melhor estudante de doutoramento com melhor desempenho da sua geração, só ficando atrás do amor da sua vida, Jean-Paul Sartre. (4)

O motivo pelo qual ela já não poderia ensinar está precisamente relacionado com a pedofilia e com Jean-Paul Sartre. Em 1943, Simone de Beauvoir foi despedida devido a comportamento que leva à corrupção de um menor. (5)  Mais uma vez, as apologistas de Beauvoir podem-se apressar e dizer que o incidente de 1943 foi um incidente singular ou, como me foi dito uma vez, um incidente declaradamente inventado pela perseguição Nacional Socialista que não podiam aceitá-la visto terem-se apercebido que ela era uma mulher Marxista poderosa e independente. Mas nada poderia estar mais longe da verdade. 

O interesse sexual de Simone de Beauvoir por crianças é um tema que se encontra presente por toda a sua vida. Ela esteve entre os primeiros filósofos que tentaram unificar o género que havia iniciado nos anos 30 (e que na Europa Ocidental durou até aos 80) da pedofilia feminina pedagógica. (6)

Ela tentou esta unificação na sua dissertação com o nome de “Brigitte Bardot and the Lolita Syndrome,” publicado pela primeira vez na revista Esquire em 1959 e republicada múltiplas vezes até aos meados dos anos 70. 

Nessa dissertação, Simone de Beauvoir glorifica Brigitte Bardot pelo seu aspecto físico infantil, que retém a inocência perfeita inerente no mito da infância, e depois caracteriza-a como uma espécie de Houdini para as meninas que lhes irá libertar e dar poder de modo a que elas se vejam livres das correntes que as subjugam. (7,8)

O ensaio de 1959 foi só o início. Em 1977, Beauvoir, juntamente com a maioria da intelligentsia Marxista Francesa, assinou uma petição exigindo nada mais e nada menos que a legalização da pedofilia, e a libertação imediata de três indivíduos que estavam à beira de cumprir sentenças longas por terem explorado sexualmente vários rapazes e várias raparigas com idades que iam dos 11 aos 14.

A petição assinada - entre outros - por Simone de Beauvoir de Jean Paul Sarte foi publicada no Le Monde, e entre outras coisas, dizia o seguinte: (9)
Tanto o tempo em prisão preventiva para investigar um simples assunto de "libertinagem", onde as crianças não foram vítimas do mais pequeno tipo de violência, mas, pelo contrário, testemunharam  perante os magistrados investigadores que haviam consentido - embora actualmente a lei lhes negue o direito ao consentimento - tanto  o tempo em prisão preventiva, nós consideramos um escândalo neles mesmos. 
Hoje eles correm o risco e serem sentenciados por um longo tempo de prisão quer seja por terem tido relações sexuais com menores, tanto rapazes como raparigas, ou por terem encorajado e terem tirado fotos dos seus jogos sexuais. 
Somos de opinião que existe uma incongruência entre a designação disto como um "crime", que apenas serve para legitimar tal severidade, e os factos em si; mais ainda entre a antiquada lei e a realidade diária da vida em sociedade que tende a saber sobre a sexualidade das crianças e dos adolescentes. [...]
Portanto, para Simone de Beauvoir, as crianças de 11 anos da França dos finais dos anos 70 tendiam a ser seres sexuais. Uma vez que a puberdade não ocorria nessa idade para a grande maioria das crianças, e nem nos dias de hoje ocorre, achamos ajustado qualificar a defesa desta mentalidade por parte de Beauvoir como nada mais que um apelo para a pedofilia, independentemente da definição que cada um use para este palavra.

A petição de 1977 deu início a uma discussão a nível social na França em torno das leis relativas à idade de consentimento, uma discussão onde o campo abolicionista (do qual faziam parte Beauvoir e o seu amante) se uniu para formar a Front de libération des Pédophiles (FLIP - Frente de Emancipação dos Pedófilos), e onde as intenções dos membros da FLIP foram explicadas duma forma bem clara pelos próprios numa discussão transmitida radiofonicamente am Abril de 1978 pela Radio France Culture. (11)  A FLIP passaria a ser lembrada como a pioneira dentro das fileiras do movimento pedófilo Francês, embora a organização em si não tenha durado muito devido aos desentendimentos internos. (11)

Para além de Simone de Beauvoir e Sarte, entre os proponentes da pedofilia desse período estavam presentes outras pessoas, incluindo pessoas que mais tarde acabariam por liderar os destinos da França - e estamos a falar, por exemplo, de Bernard Kouchner e Jack Lang, respectivamente, o Ministro da Saúde e o Ministro da Educação (!) no início da primeira década do século 21 no primeiro termo da presidência de Jacques Chirac. (12) Tudo isto faz de Beauvoir não só uma apologista da pedofilia, mas uma apoiante activa.

No entanto, o que faz dela uma abusadora é a sua actividade através da qual ela estava a recrutar pupilas, abusando delas, e passando-as para Jean-Paul Sartre - às vezes separadamente, mas por vezes integrado num ménage à trois. Em revisão ao livro de Carole Seymour-Jones "Simone de Beauvoir? Meet Jean-Paul Sartre", livro que tem como propósito analisar a relação de Beauvoir com Sarte, o Telegraph escreve o seguinte: (13)
Durante longos períodos de tempo, a dupla tornou-se num "trio", embora esta arranjo raramente tenha dado certo para a terceira pessoa envolvida: pelo menos duas das antigas alunas de Beauvoir deram por si a serem, inicialmente, amantes dela, e depois amantes de Sartre, até que a dupla acabasse com os contactos próximos com esta terceira pessoa mal a diversão chegasse ao fim.[...] Para Seymour-Jones, os affairs de Beauvoir com as suas alunas não eram lésbicos mas pedofílicos: ela estava a "treiná-las" para Sarte, uma forma de "abuso de menores".
Para Beauvoir (tal como para Sarte), a idade não importava desde que as parceiras fossem mais novas do que ela e do que Sarte. (14) A possibilidade de outras pessoas puderem ficar feridas ou exploradas sexualmente não se encontra de todo no radar eminente da feminista, que pensava que "preparar" as meninas para Sarte lhes retirar a virgindade (palavras de Sarte, e não nossas) era nele mesmo um acto de empoderamento sexual para essas raparigas.

Mas se as escapadas com a Nacional Socialista e o gosto pedofílico não vos convence do carácter duvidoso de Beauvoir, olhemos agora para os seus escritos - que estão tão cheios de misoginia que é difícil entrar algum tipo de equivalente em outros sectores da sociedade. Este aspecto por si só não nos surpreende, visto que o feminismo é uma ideologia misógina. Mas não mudemos de assunto.

O livro de almofada de Simone de Beauvoir, The Second Sex, é um livro que as feministas actuais dizem ser "incrivelmente fresco" - um livro que disse o seguinte sobre as esposas: (15)
A esposa alimenta-se dele como um parasita, mas o parasita não é o mestre triunfante.
Cerca de um quarto de século mais tarde, em 1975, e durante um diálogo com outra feminista, Betty Friedan, Simone de Beauvoir iria esclarecer a sua posição para além de qualquer dúvida razoável. Numa discussão em torno da forma de compensar as mães que ficam em casa e tomam conta dos filhos, Beauvoir respondeu de forma inequívoca: (16)
Não, eu não acredito que mulher alguma deva ter essa opção. Mulher alguma deveria ser autorizada a ficar em casa e cuidar dos seus filhos. A sociedade deveria ser totalmente diferente. As mulheres não deveriam ter essa opção precisamente porque se essa opção existir, demasiadas mulheres irão escolhê-la. Isto é uma forma de forçar as mulheres rumo a uma direcção.
Estamos entendidos? Segundo o ponto de vista desta eminente feminista, as mulheres são um grupo de criaturas inertes incapazes de escolher o que é bom para elas - algo que os adultos responsáveis são capazes de fazer. De facto, para além de Simone de Beauvoir e da sua ideologia Marxista-feminista, ninguém sabe o que é o melhor para as mulheres; como tal, nenhuma mulher deveria ser autorizada a escolher algo quer contradiz Simone de Beauvoir.

Nesse mesmo diálogo, ela esclarece ainda mais o seu ponto de vista: (17)
Na minha opinião, enquanto a família, o mito da família, o mito da maternidade e o mito do instinto maternal não forem destruídos, as mulheres continuarão a ser oprimidas.
Na verdade, o ódio de Beauvoir pela maternidade e pelas mães em geral é bastante óbvio por todo o seu livro. Vejamos alguns exemplos:
A maternidade relega as mulheres para um existência sedentária; é natural elas ficarem em casa enquanto eles caçam, pescam, e vão para a guerra. (18) 
[A mãe] é uma planta e um animal, uma colecção de colóides, uma incubadora, um ovo; ela assusta as crianças que estão preocupadas com os seus próprios corpos, e provoca risos silenciosos nos homens jovens porque ela é um ser humano, consciência e liberdade, que se tornou num passivo instrumento de vida. (19)
E quando esta eminente feminista começa a atacar os corpos das mulheres, ninguém a consegue parar:
A atitude psíquica evocada pela servidão menstrual constitui uma dificuldade pesada. [...] o corpo da mulher - e especificamente o corpo da rapariga - é um corpo "histérico" no sentido de que, de certa forma, não há distância entre a vida psíquica e a sua realização fisiológica. O tumulto causado pela descoberta da rapariga dos problemas da puberdade agravam-nos. Uma vez que ela olha com suspeição para o seu corpo, ela analisa-o com ansiedade e olha para ele como algo doente: ele é doente. (20) 
As glândulas mamárias que se desenvolvem durante a puberdade não têm qualquer papel na economia individual da mulher: elas podem ser removidas em qualquer altura da sua vida. (21)
Simone de Beauvoir prossegue dizendo no seu livro o quão maligna e opressora é a família para o desenvolvimento da rapariga. Se um pai tem a audácia de se sentir orgulhoso e apreciativo com o sucesso da filha, então isso é mais uma evidência da opressão e imposição de vassalagem para a filha em relação ao pai. (22) Mas se o pai é atacado ao de leve, as mães que se atrevem a disciplinar as suas filhas são alvo duma advertência ainda mais severa por parte da eminente feminista:
As mães - tal como iremos observar - são cegamente hostis ao acto de dar liberdade às suas filhas e, de forma mais ou menos deliberada, trabalham mais na intimidação das mesmas; para os rapazes adolescentes, os seus esforços para se tornar num homem são respeitados, e é-lhe conferido maior liberdade. É exigido à rapariga que fique em casa; as suas actividades fora de casa são alvo de monitorização. (23)
Portanto, estamos esclarecidos? O facto de alguns pais não deixarem que as suas filhas saiam de casa, depois duma certa hora, na França sob ocupação Nacional Socialista, e enquanto decorre a Segunda Grande Guerra, é uma forma de opressão. E levem em conta que Beauvoir lamenta este aspecto - em torno do qual existem sérias dúvidas se o mesmo era generalizado - ao mesmo tempo que rapazes com 13 e 14 anos se encontravam a combater na guerra, (24) incluindo aqueles que lutavam na guerra para manter Simone de Beauvoir em segurança, permitindo assim que ela escrevesse "filosofia" de lixo e produzisse propaganda para o regime Nacional Socialista - um regime que também tinha rapazes de 14 e 15 anos entre as suas fileiras. (25) Estou disposto a dizer que ela deveria ter verificado o privilégio dela, mas não irei agir desta forma.

A hipocrisia desta mulher é, ao mesmo tempo, um objecto de estudo fascinante e revoltante. Simone de Beauvoir, adorada actualmente como um grande ícone do "bem" do feminismo dos anos 60 e estudada durante os "diálogos feministas" no National School of Political Science and Public Administration in Bucharest (SNSPA), defendeu com grande fervor o regime revolucionário de Ioseb Dzhugashvili (aka Iosif Vissarionovich Stalin) até muito depois dos horrores do Estalinismo se terem tornado conhecidos na Europa Ocidental.

Dito de outra forma, ao mesmo tempo que os Romenos que ainda se encontravam na URSS estavam a ser deportados para o Gulag, ao mesmo que a elite intelectual deste país [Roménia] estava a ser dizimada em campos de concentração tais como Râmnicu Sărat, Pitești, ou Aiud, e ao mesmo tempo que rapazes de 12 anos estavam a ser torturados nas prisões Comunistas por "conspirarem contra a ordem socialista" (26), Simone de Beauvoir encontrava-se a publicar o livro The Second Sex onde ela explicava a forma como a emancipação das mulheres estava intimamente relacionada com o destino do socialismo (27) ao mesmo que negava, juntamente com o seu amante, as atrocidades que estavam a decorrer na mesma altura.

E actualmente, nós, os contribuintes Romenos, pagamos para que os estudantes entrem no SNSPA e estudem o que esta desgraçada escreveu como se ela fosse alguém que devesse ser olhada com admiração. Bem, isto é um exemplo de misoginia com o apoio do estado, mas tenho a sensação de que as feministas estão bem confortáveis com ela.

Caras feministas de cafetaria: se por acaso vocês nos estão a recomendar os livros do Simone de Beauvoir como um exemplo de feminismo "bom", então ou vocês não leram esses livros e apenas estão a sugerir os mesmos como forma de criar a aparência de serem cultas, ou, pelo contrário, vocês leram esses livros e concordam com os mesmos, o que leva a que qualquer pessoa normal não-feminista tivesse que ser louca para acreditar que vocês têm as melhores intenções em mente.

A audácia com a qual Simone de Beauvoir promove nada menos que a proibição de certas escolhas para as mulheres só porque elas não estão de acordo com os seus princípios ideológicos é uma exemplo absoluto duma utópica demente para quem a água quente é um conceito novo, e para quem o planeta gira em redor de si. E se por acaso o planeta não girar à sua volta, então isso é culpa do planeta e como tal, isso tem que ser proibido. A verdade tem que ser banida, se por acaso a verdade não é "correcta".

Se as feministas realmente fossem sinceras quando alegam combater a misoginia, e alegam querer aumentar o espectro de escolhas para as mulheres, então elas começariam a atirar todo o arsenal ideológico proveniente de Simone de Beauvoir para o caixote de lixo da história. Mas elas não estão a fazer isso, e nunca irão fazer isso, porque o feminismo é hipócrita nos seus dias bons, e totalitário por natureza e por práctica nos seus dias normais. E quando o feminismo tem um mau dia, ele exige a matança dos homens.

Caras feministas: as vossas declarações públicas de apreciação por Simone de Beauvoir dizem muito mais sobre vocês do que algum sector não-feminista alguma vez poderia dizer. Vocês provaram mais uma vez que o melhor argumento anti-feminista vem da boca das próprias feministas, e por tal, queremos-vos estender o nosso obrigado!



Referências:
1 http://my.telegraph.co.uk/expat/stephenclarke/10151800/10151800/ – Stephen Clarke – The women that France needs to remember – or forget; The Telegraph, published at September 5, 2013

2 https://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Holocaust/VichyRegime.html – The Holocaust: The French Vichy Regime

3 http://www.lexpress.fr/culture/livre/ce-qu-on-n-ose-pas-voir-sur-beauvoir_822547.html – Dupuis Jérôme – Ce qu’on n’ose pas voir sur Beauvoir; L’Express, published at January 3, 2008

4 http://www.telegraph.co.uk/culture/books/non_fictionreviews/3672534/Simone-de-Beauvoir-Meet-Jean-Paul-Sartre.html – Tim Martin – Simone de Beauvoir? Meet Jean-Paul Sartre; The Telegraph, published at April 12, 2008

5 http://opinionator.blogs.nytimes.com/2013/05/19/savile-beauvoir-and-the-charms-of-the-nymph/ – Andy Martin – The Persistence of the ‘Lolita Syndrome’; The New York Times, published at May 19, 2013

6 ibidem

7 ibidem

8 Simone de Beauvoir – Brigitte Bardot and the Lolita Syndrome (with many half-tone illustrations) p.10; 14 – First Four Square Edition – The New English Library LTD., 1962

9 We received the following communication: Le Monde, January 26, 1977 – https://www.ipce.info/ipceweb/Library/00aug29b1_from_1977.htm

10 Sexual Morality and the Law, Chapter 16 of Politics, Philosophy, Culture –Interviews and Other Writings 1977-1984, p.275

11 Le Mouvement Pédophile en France – http://archive.wikiwix.com/cache/?url=http://bibliobleue.fpc.li/Revues/Gredin/N0/MvtFrance.htm

12 http://www.theguardian.com/world/2001/feb/24/jonhenley – Jon Henley – Calls for legal child sex rebound on luminaries of May 68; The Guardian, published at February 24, 2001

13 Ibidem 4

14 http://www.biographile.com/6-degrees-of-infatuation-an-ode-to-frisky-french-writers/28496/ – Kelsey Osgood – 6 Degrees of Infatuation: An Ode to Frisky French Writers; Biographile, published at February 11, 2014

15 Simone de Beauvoir – The Second Sex, p. 378 – Translated by Constance Borde and Sheila Malovany-Chevallier; Vintage Books – Random House Inc., New York, 2009

16 Sex, Society and the Female Dilemma – A Dialogue between Simone de Beauvoir and Betty Friedan; Saturday Review, publicat la 14 Iunie 1975 – p. 18 http://64.62.200.70/PERIODICAL/PDF/SaturdayRev-1975jun14/14-24/

17 Female Dilemma, op. cit. p.20

18 Second Sex, op. cit. p.70

19 Ibidem p.392-393

20 Ibidem p.257-258

21 Ibidem p.43

22 Ibidem p.255

23 Ibidem p. 258-259

24 World War II: Conscription and the Age of Soldiers – http://histclo.com/essay/war/ww2/age/ww2-age.html

25 Hitler’s Boy Soldiers – http://www.historyplace.com/worldwar2/hitleryouth/hj-boy-soldiers.htm

26 Târgșor, communist prison for children – National Romanian Television report (English subtitles included) – http://vimeo.com/73694592

27 Second Sex, op. cit. p.60
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Dick Lamm e os 8 passos para destruir uma nação

Já conhecíamos Dick Lamm como antigo Governador do Colorado (Democrata) e nesse contexto, as suas palavras são particularmente pungentes. Há pouco tempo atrás ocorreu uma conferência em Washignton, DC, focada na sobre-população causada pela imigração.

O local da conferência estava preenchido pelas melhores e mais brilhantes mentes Americanas. Um brilhante professor universitário com o nome de Victor Davis Hansen falou do seu mais recente livro, "Mexifornia," explicando a forma como a imigração - tanto legal como ilegal - estava a destruir todo o Estado da Califórnia, e como ela (a imigração) iria marchar sobre todo o país e só parar quando tivesse destruído por completo o Sonho Americano.

Momentos mais tarde, Richard D. Lamm, antigo Governador do Colorado, levantou-se e fez um discurso assombroso sobre como destruir a América. A audiência ouviu  enfeitiçada à medida que ele descrevia 8 passos através dos quais isto poderia ser conseguido. Ele disse:

Se por acaso tu acreditas que os EUA são demasiado ricos, demasiado auto-suficientes, demasiado arrogantes, então vamos destruir a América. Não é difícil de fazer. Historicamente. nenhuma nação sobreviveu os estragos do tempo. Arnold Toynbee ressalvou que todas as grandes civilizações ascendem e caem e que "Uma autópsia da História iria mostrar que todas as grandes nações cometem suicídio".  E esta é a forma de levar isso a cabo.

Primeiro, para destruir a América, transformem o país num país bilíngue ou multilingue ou bicultural.

A História já demonstrou que nenhuma nação consegue sobreviver à tensão, ao conflicto ou ao antagonismo de duas ou mais línguas e culturas em competição. Para o indivíduo, é uma bênção ser bilíngue, mas para a sociedade, isso é uma maldição. O historicamente letrado Symour Lipset colocou as coisas desta forma:

As histórias de sociedades bilingues e biculturais que não se assimilam são histórias de tumulto, tensão e tragédia. O Canadá, a Bélgica, a Malásia e o Líbano enfrentam crises de resistência nacional onde minorias fazem pressão para obter mais autonomia, ou a independência. O Paquistão e o Chipre foram divididos. A Nigéria suprimiu uma rebelião étnica. A França enfrenta dificuldades com os Bascos, os Bretões e os Corsos.

Lemm continou dizendo: Segundo, para destruir a América,

Inventem o 'multiculturalismo' e encoragem os imigrantes a manter a sua cultura. Transformem a crença de que todas as culturas são iguais num artigo de fé - que não existem distinções culturais. Façam um artigo de fé a crença de que as taxas de abandono escolar dos Hispânicos e dos Negros deve-se exclusivamente ao preconceito da maioria. Qualquer outra explicação tem que ser rejeitada.

Terceiro:

Poderíamos tornar os Estados Unidos num "Quebeque Hispânico" sem muito esforço. A chave de tudo é celebrar a diversidade e não a unidade. Tal como Benjamin Schwarz disse recentemente no Atlantic Monthly: 'O aparente sucesso da nossa experiência multiétnica e multicultural pode ter sido atingido não através da tolerância mas sim da hegemonia. Sem o domínio que no passado determinava o etnocentrismo e o que significava ser Americano, só nos resta a tolerância e o pluralismo para nos unir."

Lamm disse ainda:

Eu haveria de encorajar todos os imigrantes a manter a sua língua e a sua cultura. Eu haveria de substituir a metáfora melting pot pela metáfora da saladeira. É importante garantir que temos várias subgrupos culturais a viver nos EUA a reforçar as suas distinções em não as suas semelhanças como os Americanos.

Quarto, eu iria fazer do nosso grupo demográfico em maior crescimento o grupo com menos formação. Eu iria acrescentar uma segunda subclasse, não-assimilada, sem-formação e antagónica à nossa população. Eu iria fazer com que esta subclasse tivesse uma taxa de abandono escolar na ordem dos 50%.

O meu quinto ponto para destruir a América seria fazer com que as grandes fundações e o grande capital disponibilizassem imenso dinheiro a estes esforços. Eu iria investir na identidade étnica, e iria estabelecer o culto da "Vitimologia". Eu iria fazer com que as minorias pensassem que a sua falta de sucesso é culpa da maioria. Iria dar início a uma industria dos queixosos, culpando os falhanços da minoria na maioria da população.

O meu sexto ponto para a destruição do América seria incluir dupla-nacionalidade, e promover lealdades divididas; eu iria celebrar a diversidade e não a unidade. Eu iria colocar um ênfase acrescido nas diferenças e não nas semelhanças. Um pouco por todo o mundo, as pessoas estão mais activamente envolvidas no ódio mútuo, quando não se estão a matar uns aos outros. Uma sociedade diversa, pacífica e estável é algo contra a maior parte dos precedentes históricos.

As pessoas subvalorizam a unidade que é necessária para manter uma nação unida. Olhem para os antigos Gregos. Os Gregos acreditavam que pertenciam à mesma raça; eles tinham a mesma língua, a mesma literatura e adoravam os mesmos deuses. Toda a Grécia participava nos jogos Olímpicos. Um inimigo comum, a Pérsia, ameaçou a sua liberdade, no entanto estes laços não foram suficientes para superar dois factores: o patriotismo local e as condições geográficas que fomentavam as divisões políticas. A Grécia caiu.

"E. Pluribus Unum", de muitos, um. Nessa realidade histórica, se colocarmos um ênfase no "Pluribus" e não no "Unum", iremos balcanizar a América tal como aconteceu no Kosovo.

Seguidamente, eu iria fazer com que todos os tópicos estivessem para além do aceitável; faria com que falar contra a seita da "diversidade" fosse um tabu. Iria arranjar uma palavra semelhante ao significado que a palavra "herético" tinha no século 16 de modo a acabar com a discussão e paralizar o pensamento. Palavras tais como "racista" ou "xenófobo" acabam com a discussão e com o debate.

Havendo feito da América um país bilíngue/bicultural, havento estabelecido o multiculturalismo, tendo grandes fundações a financiar a doutrina da "vitimologia". seguidamente eu iria tornar impossível a tarefa de fazer cumprir as leis da imigração. Iria criar um mantra: Visto que a imigração foi boa para a América no passado, então a imigração deve ser sempre boa. Iria gerar um simetria em cada imigrante individual e ignorar o impacto acumulado de milhões deles.

No último minuto do seu discurso, o Governador Lamm limpou o suor da sua testa. Seguiu-se um profundo silêncio. Finalmente, ele disse:

Por fim, eu haveria de censurar o livro de Victor Hanson Davis, "Mexifornia". O seu livro é perigoso porque ele revela o plano para se destruir a América. Se por acaso vocês pensam que a América merece ser destruída, não leiam este livro.

Não houve aplausos. Um medo congelante subiu suavemente, tal como uma nuvem, e pairou por cima de todos os que se encontravam na conferência. Todos os Americanos que se encontravam naquela sala sabiam que tudo o que Lamm havia enumerado estava a proceder de forma metódica, silenciosa, sombria, mas no entanto difusa por todos os Estados Unidos de hoje.

A discussão tem sido suprimida. Mais de 100 línguas estão a rasgar os fundamentos no nosso sistema de ensino e da nossa coesão nacional. Todas as culturas bárbaras que practicam mutilação genital feminina estão em crescimento à medida que celebramos a "diversidade". Os empregos Americanos estão a fugir para o Terceiro Mundo à medida que as grandes empresas criam um Terceiro Mundo nos EUA.

Reparem no que está a acontecer na Califórnia e em outros estados: milhões de imigrantes em crescimento. Isto é remanescente do livro de George "1984." Nessa história, três slogans estão gravados no edifício do Ministério da Verdade: "Guerra é paz," "Liberdade é escravatura," e "Ignorância é força."

O Governador Lamm caminhou de volta para o seu assento. Todas as pessoas de conferência aperceberam-se que a nossa nação e o futuro desta grande democracia estão em perigo, e a piorar rapidamente. Se nós não pararmos este monstro da imigração no espaço de 3 anos, ele irá varrer a Califórnia como um fogo florestal e destruir tudo o que lhe atravessar no caminho - especialmente o Sonho Americano. (...)

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O que é um Guerreiro da Justiça Social?

Por Daryush Valizadeh

Os Guerreiros da Justiça Social [em inglês, "SJW" - Social Justice Warrior] acreditam numa ideologia esquerdista extremista que combina o feminismo, o progressismo, e o politicamente correcto num sistema totalitário que tenta censurar o discurso e promover estilos de vida marginais ao mesmo tempo que tentam activamente discriminar os homens - especialmente os homens brancos. Eles são o braço activista na internet do progressismo Ocidental que opera como um grupo vigilante de forma a garantir a conformidade e homogeneidade do pensamento esquerdista.

O verdadeiro entendimento de "Guerreiros da Justiça Social" ainda está em aberto, mas de forma geral, ele tornou-se num termo abrangente que caracteriza as feministas e os esquerdistas que de modo activo tentam resolver as alegadas injustiças da sociedade moderna, organizando-se em comunidades online como forma de disseminar propaganda, censurar o discurso, e punir os indivíduos, fazendo com que eles sejam expulsos dos seus empregos. Eles foram também bem sucedidos em se posicionarem nos escalões superiores das universidades, das organizações mediáticas e das industria de tecnologia.

Os Guerreiros da Justiça Social não olham para todos os seres humanos como iguais

Usando a hierarquia do "privilégio", os Guerreiros da Justiça Social calculam o valor dum ser humano com base nas alegadas injustiças ou maldades que esse grupo sofreu desde o tempo do homem ancestral, usando uma interpretação selectiva e estreita da História. Os Guerreiros da Justiça Social elevam os grupos que eles consideram terem recebido a menor quantidade de "privilégio" no passado, e depois usam o activismo da internet, sob a forma de multidões e purgas comunitárias, para atacar aqueles que são tidos como os que têm uma maior quantidade de privilégio.

A ideia do privilégio é tão essencial para a ideologia dos Guerreiros da Justiça Social que uma táctica comum de debate por eles usada é o de dizer "verifica o teu privilégio", que essencialmente tem o significado de "tens que parar de dizer o que dizes, ou mudar o que dizes, porque os teus ancestrais podem - ou não - ter feito coisas más às mulheres ou as etnias minoritárias."

Por exemplo, se um conhecido homem branco Americano diz uma piada sobre uma mulher negra lésbica e muçulmana, os Guerreiros da Justiça Social irão usar uma combinação de blogues, Youtube, e redes sociais como forma de revelar a sua identidade (publicar a sua informação pessoal, incluindo o local onde ele trabalha). Depois disto, irão pressionar a empresa do homem, inundando-a com chamadas e mensagens com o propósito de remover a sua fonte de rendimento, ao mesmo tempo que se dedicam a uma campanha de ataque em massa como forma de levar a que as suas contas online sejam suspensas.

O seu propósito final é o de silenciar todo o discurso com o qual eles não concordam, ou discurso que eles acham ofensivo, ao mesmo tempo que castigam o infractor através da remoção da sua fonte de rendimento.

À medida que eles vão crescendo em poder, o intervalo de discurso aceitável que poderá dar início a uma caça às bruxas por parte dos Guerreiros da Justiça Social vai ficando cada vez mais estreito, e aqueles que se encontram no ponto mais elevado da hierarquia do privilégio (os homens brancos) têm que falar de forma cuidada se por acaso não querem ser vítimas dum ataque por parte dos Guerreiros da Justiça Social.

Eles acreditam que o consenso é mais importante que a objectividade.

Os Guerreiros da Justiça Social não acreditam na objectividade. Em vez disso, o discurso e as ideias têm que ser analisadas de modo relativo segundo a fonte das mesmas e segundo o público-alvo. O sentimento duma declaração tem também que ser levado em consideração, coisa que pode ser afectada pelas notícias actuais, pela atmosfera cultural e pelas tendências populares. Por exemplo, consideremos a seguinte frase:

Os Asiáticos são nerds.

Se, depois dum tremor de terra ter ocorrido no Japão, um homem branco famoso dissesse esta frase no Twitter, uma punitiva caça às bruxas por parte dos Guerreiros da Justiça Social teria início. No entanto, se uma famosa utilizadora do Youtube, negra e lésbica, dissesse exactamente a mesma coisa, nenhuma acção contra ela seria tomada. Isto prende-se com o facto das mulheres negras se encontrarem num ponto baixo dentro da hierarquia de privilégio dos Guerreiros da Justiça Social, e, como tal, terem uma maior amplitude no discurso até que uma caça às bruxas seja iniciada contra si.

O homem branco, que está no topo da hierarquia do privilégio, não tem margem de manobra para fazer uma piada sobre raça alguma visto que ele não faz parte duma classe protegida pelos Guerreiros da Justiça Social. Ele seria considerado racista e intolerante, apesar do facto da declaração "Os Asiáticos são nerds" ter uma baixa ambiguidade, independentemente da raça ou do estatuto da pessoa que a disser.

Esta falta de objectividade por parte dos Guerreiros da Justiça Social é intencional e deriva do pensamento Marxista Cultural que alega que a objectividade e a noção do certo e do errado são menos importantes que o consenso. O motivo por trás disto prende-se com o facto do consenso ser facilmente obtido através da manipulação da narrativa - factos culturais, ideias e memes que fazem parte duma população específica. Se alguém consegue construir um consenso, manipulando a narrativa através do domínio dos média, ou através da rápida eliminação do discurso que se encontra em oposição ao que "tem" que ser acreditado, é possível subscrever algumas crenças mesmo que elas se encontrem em oposição a factos científicos confirmados ou contra o raciocínio básico.

A táctica dos Guerreiros da Justiça Social evoluiu devido à necessidade de manter a ideologia viva  num clima onde a ciência - e ciência com mais de 100 anos - contradiz a maior parte das suas ideias. Por exemplo, uma crença importante dos Guerreiros da Justiça Social é que, para além do seu corpo físico, não existem distinções entre os homens e as mulheres, que a evolução [sic] parou no pescoço dos seres humanos e deu a ambos os sexos cérebros idênticos. A biologia humana não dá qualquer tipo de apoio a esta noção [1] [2] [3], e como tal, sempre que uma pessoa tenta declarar perante uma audiência que os homens e as mulheres são diferentes, os Guerreiros da Justiça Social tentam uma das três:
(1) Censurar o discuro através de multidões descontroladas.
(2) Chamar a pessoa de "misógina" (e alguém com ódio às mulheres) como forma de impedir que a população geral leve em consideração a informação correcta que está a ser apresentada.
(3) Destruir os meios de subsistência da pessoa, entrando em contacto com o seu patrão, de modo a que ele seja menos capaz de exercer a sua liberdade de expressão.
Vocês irão encontrar com frequência a táctica do consenso a ser usada pelos Guerreiros da Justiça Social:

Como é que tu podes acreditar em X quando tantas pessoas acreditam em Y?

Como se sabe, o consenso é uma forma débil de analisar os factos e as escolhas morais. Era consenso [científico] acreditar que a Terra era achatada e que o sol girava em volta da Terra. Infelizmente, muitos bons homens foram presos ou executados por terem crenças que iam contra as crenças consensuais da altura, embora se saiba hoje que eles estavam certos. O consenso Americano apoiava a instituição da escravatura, mas isso não tornava esse consenso moralmente correcto. E não foi há muito tempo que o consenso defendia a segregação entre brancos e negros, mesmo no Norte dos Estados Unidos, onde a escravatura não era practicada. O consenso tem-se revelado como um método perigoso de validar ideias e comportamentos.

Os observadores irão notar que o controle de informação é um componente importante da ideologia dos Guerreiros da Justiça Social. Eles não têm outra escolha senão agir desta forma visto que as suas ideias não estão de acordo com a ciência e nem com a lógica. Devido a isto, os Guerreiros da Justiça Social construíram mecanismos através dos quais eles controlam o discurso que vai contra as suas crenças.

Ao controlar os argumentos ou as ideias que estão disponíveis para o público, eles têm maiores possibilidades de convencer os outros através da manipulação e da intimidação frontal da sua visão do mundo, como forma de gerar o consenso que eles precisam para afectar as mudanças sociais. Algumas pessoas tomam parte activa nas suas causas porque nunca entram em contacto com pontos de vista contrários, que normalmente são classificados de "discurso de ódio".

O mensageiro é mais importante que a mensagem

Uma parte importante do seu activismo depende dos sentimentos subjectivos e do valor atribuído às partes envolvidas. Antes duma Guerreira da Justiça Social tomar uma decisão em torno do certo e do errado, ela tem primeiro que saber a raça, sexo, e sexualidade dos participantes envolvidos, e só depois decidir de vai ficar furiosa ou não. Uma declaração ou uma ideia isolada não é suficiente para que se chegue a uma conclusão em torno da aceitabilidade da declaração ou da ideia. Por exemplo, levemos em consideração a frase que se segue:

O aborto não pode ser usado como forma de controle de natalidade.

Uma Guerreira da Justiça Social seria incapaz de reagir a esta declaração sem saber primeiro quem a disse. Se tivesse sido eu - um homem caucasiano -  a publicar esta frase num site famoso como a CNN, o ultraje seria imenso. A maior parte dos comentários iriam acusar-me de ter ódio pelas mulheres, e de querer controlar os seus corpos. Teria início uma petição com o propósito de impedir que eu voltasse a escrever para a CNN.

Por outro lado, se a mesma frase tivesse sido dito por uma feminista como Jessica Valenti, as respostas seriam mais calmas; ela receberia algum tipo de críticas e até algumas palavras de apoio por parte de pessoas que tentariam destruir a minha vida caso eu tivesse dito exactamente a mesma frase.

A pessoa que acredita no método cientifico não seria afectada pelo mensageiro: ela iria avaliar a declaração e tentar verificar se a mesma se fundamenta na lógica. Os Guerreiros da Justiça Social evitam tal tipo de comportamento objectivo.

Alguns grupos merecem mais a igualdade que outros grupos

Os Guerreiros da Justiça Social fazem um espectáculo gigantesco em torno da sua busca pela "igualdade", mas como a citação presente no livro Animal Farm declara:

Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que outros.

As Guerreiras da Justiça Social não acreditam que o homem merece o mesmo tratamento que a mulher da mesma raça. Quando elas dizem "igualdade", o que elas têm em mente é a aplicação de benefícios especiais para grupos protegidos como forma de gerar uma igualdade fundamentada na subjectividade da sua percepção e dos seus sentimentos. Elas chegam ao ponto de alegar que as mulheres e os não-brancos não podem ser racistas contra os homens brancos. Se uma mulher negra qualifica um homem branco de "cracker", "honky", "redneck", "hick", ou "peckerwood", ela apenas está a corrigir males históricos e injustiças, e não a ser racista.

Uma vez que as Guerreiras da Justiça Social não têm uma forma objectiva de medir ou orientar a igualdade, a mesma só será atingida quando elas sentirem que essa igualdade foi atingida. O problema é que se essa igualdade alguma vez for atingida, isso irá destruir a necessidade da existência das Guerreiras da Justiça Social; isto significa que a busca pela igualdade é como a "guerra às drogas" ou "guerra ao terrorismo", isto é, uma guerra perpétua que nunca será vencida visto que, nas suas mentes, sempre irá surgir um grupo necessitado de algum tipo de privilégio e igualdade.

Se nós trocarmos a palavra "igualdade" pela palavra "poder", ficaremos com uma melhor percepção do que motiva o activismo dos Guerreiros e das Guerreiras da Justiça Social. Um teste simples que pode ser feito para se danificar por completo o argumento das Guerreiras da Justiça Social em torno da igualdade é perguntar-lhes o seguinte:

Vocês acreditam que a mulher negra é igual à mulher branca?

Elas irão contorcer-se bravamente, e olharão para os lados - para as suas amigas Guerreiras da Justiça Social -  como forma de saber o que elas pensam antes de dar uma resposta confusa, inconsistente com outras crenças por ela mantida.

Os Guerreiro da Justiça Social são máquinas de rotulagem de seres humanos

Se a censura não for possível, os Guerreiros da Justiça Social tentam destruir a reputação do infractor de discurso, qualificando-o de racista, misógino, verme, intolerante, xenófobo, homofóbico ou transfóbico. Esta é uma das suas mais fiáveis tácticas para colocar o público contra as pessoas com as quais elas não concordam devido ao peso  negativo que estes termos ainda carregam. Eu mesmo já fui qualificado com todos os nomes possíveis e imaginários, e o site sob a minha gestão - Return Of Kings - já foi denunciado pelos blogues mainstream que se alinham com as Guerreiras da Justiça Social, sendo posteriormente colocado na lista negra.

Embora actualmente os rótulos ainda sejam eficazes, as Guerreiras da Justiça Social estão a diluir o seu poder devido ao uso excessivo. Se a maioria dos homens são tidos como "misóginos", então o público perderá a sua sensibilidade em relação a este termo. Nós já estamos a ver algo nesse sentido à medida que as Guerreiras da Justiça Social se vêem forçadas a aumentar os rótulos para níveis criminosos. Uma táctica que tenho visto com relativa frequência actualmente é acusar os homens de "assédio sexual" quando na verdade tudo o que o homem fez foi flirtar com ela ou criticá-la.

Pior ainda, as Guerreiras da Justiça Social começaram a qualificar os homens de "violadores" tendo como base nada mais que alegações anónimas feitas na internet - mesmo que a suposta "vítima" nunca tenha reportado o "crime" à polícia. Para as Guerreiras da Justiça Social não interessa que não exista qualquer tipo de condenação através do normal processo legal, e que o rótulo de "violador" permaneça sobre os homens mesmo quando as autoridades policiais se tenham recusado a acusá-los.

Isto destrói por completo a presunção de inocência através da qual uma pessoa é inocente até prova em contrário - um direito básico usado desde o tempo dos Romanos e incluído na Declaração Universal dos Direitos Humanos. É possível que cheguemos a um ponto onde seja presumido que todos os homens são violadores, e sempre que eles disserem algo impróprio, isso seja usado para limitar a sua liberdade de expressão.

Pouco dispostos a debater de forma civilizada

Outra característica dos Guerreiros e das Guerreiras da Justiça Social é a sua falta de vontade em tomar parte em debates civis frente-a-frente, preferindo em seu lugar acções de grupo através do que eles chamam de "campanhas" ou "grupos de pressão". Incapaz de aceitar críticas ou de analisar evidências concretas, a Guerreira da Justiça Social que se encontre isolada irá tentar fazer-se de vítima" ("Pára de me atacar!", "Para de me provocar!", "Pára de me envergonhar!"), ou usar inúmeras falácias argumentativas. Estas tácticas são usadas como forma de ganhar tempo até que ela volte a ter o poder e a segurança do seu grupo mais alargado.

Os Guerreiros da Justiça Social evitam debater porque eles não têm as ferramentas lógicas necessárias para uma discussão objectiva. Se o teu sistema de crenças é mantido através da subjectividade, dos sentimentos, e do presumido valor dum indivíduo com base numa imaginária escala de privilégio, é impossível debater com alguém que usa factos. A falta de rigor educacional das comunidades dos Guerreiros da Justiça Social significa que eles e elas sentem-se mais confortáveis re-blogando conteúdo no Tumblr, ou partilhando imagens engraçadas, em vez de analisarem os dados científicos como forma de encontrarem evidências do que defendem.

Nas universidades, é normal as Guerreiras da Justiça Social obstruírem palestrantes que elas não conseguem refutar com factos. Para alguns observadores, este tipo de comportamento pode parecer o comportamento duma criança que coloca os dedos nos ouvidos e grita o mais alto que pode. Elas não têm escolha senão silenciar o discurso dos outros visto o seu próprio discurso ser incapaz de refutar os argumentos que se encontram contra a sua visão do mundo, e elas não terem o rigor intelectual para o fazer.

Ausência total duma moralidade fixa

Graças à subjectividade da sua ideologia, os Guerreiros e as Guerreiras da Justiça Social não têm estrutura moral ou qualquer tipo de virtude. O porquê disto ser assim é intencional visto que a acumulação de conhecimento, moralidade, e sabedoria do passado foi desenvolvida e promovida pelos homens brancos, e estes são vistos como os arautos da dor e do sofrimento das classes que os Guerreiros da Justiça Social querem "proteger".

Mesmo que Aristóteles, Seneca, Marco Aurélio, Tomás de Aquino, ou Henry David Thoreau tenham tido sabedoria valiosa que ainda continua a ajudar milhões de pessoas que vivem nos dias de hoje, a informação que deriva do seu trabalho tem que ser totalmente rejeitada porque eles eram homens brancos. Visto que durante os últimos séculos o homem branco tem estado na linha da frente do avanço da humanidade, especialmente depois do declínio dos impérios dos Egípcios, dos Persas, dos Mongóis e dos Otomanos, a rejeição da obra dos homens brancos exclui a maior parte da orientação moral que podemos usar para determinar o certo do errado.

Consequentemente, os Guerreiros da Justiça Social inventam o seu próprio código moral, embora o mesmo baseia-se no que eles sentem naquele preciso momento - o mesmo não servindo como linha orientadora por um período superior a um ou dois meses (sugerindo que o seu livro moral teria que ser escrito a lápis).

A maior excepção que eu encontrei para esta discriminação contra o homem branco é Steve Jobs, inventor do iPhone, dispositivo que os Guerreiros da Justiça Social preferem usar. A ironia em torno disto é que os Guerreiros da Justiça Social são contra o "capitalismo ganancioso", preferindo em seu lugar o socialismo e o capitalismo, sem levar em conta que iPhones são feitos por mão-de-obra barata em alguns países da Ásia onde alguns trabalhadores já se suicidaram precisamente nas fábricas onde os iPhones são construídos (devido às terríveis condições de trabalho lá existentes).

Os Guerreiros e as Guerreiras da Justiça Social são capazes de cobrir algumas áreas das suas crenças preferidas de modo a que o seu estilo de vida consumidor não seja colocado em causa.

As Guerreiras da Justiça Social não acreditam em Deus, não defendem a importância da familiar nuclear como a mais importante unidade dentro das organizações humanas, não têm qualquer sentido de comunidade local (em oposição às que apenas existem na internet). Em vez de lerem textos históricos para obterem algum tipo de orientação, elas lêem o Huffington Post, o Buzzfeed, e o Reddit. Uma considerável proporção das Guerreiras da Justiça Social obtém a sua informação em memes gráficos que partilham de modo entusiástico no Imgur e no Facebook.

Os Guerreiros da Justiça Social são pagãos que veneram as mulheres, as minorias, os homossexuais, e outros aspectos não-capitalistas, não-Católicos da humanidade. Uma vez que o seu sistema de crenças se baseia em tendências e sentimentos, os Guerreiros da Justiça Social irão rapidamente alterar o seu pensamento dum mês para o outro, dependendo do que se encontra "na moda" (ou não) nos seus forums de discussão.

Actualmente, o homossexualismo - na melhor das hipóteses, um estilo de vida, e na pior das hipóteses, uma sexualidade propagadora do vírus do HIV - parece estar no centro do seu activismo, especialmente agora que o "casamento" homossexual subitamente se tornou algo urgente ns EUA durante os últimos 5 anos. Algumas pessoas prevêem que a maior parte do seu activismo se centrará posteriormente no transsexualismo, o que nos leva a perguntar de que forma é que o movimento irá lidar com tantos grupos marginais todos eles batalhando por serem os "menos privilegiados".

Os Guerreiros da Justiça Social são pessoas confusas e declaradamente doentes mentais

Para além de admitirem terem sido intimidados e gozados na sua infância, muitos Guerreiros da Justiça Social abertamente admitem ter algum tipo de doença mental. Eles mesmos passaram a ser os intimidadores na internet, plataforma onde a força física, a coragem, ou uma identidade definida não são necessárias para se ser um activista eficaz. Embora eles estejam confusos em relação à forma como devem viver a sua vida, consequência da sua falta de valores, e muitos lidem com o suicídio, a auto-mutilação, ou outros problemas mentais que lhes impede de ler alguns artigos sem um “trigger warning” a agir como renúncia à realidade, eles não têm problemas em determinar como é que todas as pessoas da sociedade devem viver as suas vidas.

Não está claro o porquê deles responderem aos problemas presentes na sua vida desta maneira em vez de buscarem ajuda profissional, ou lerem artigos em torno de auto-ajuda, mas pode-se especular que eles tentam controlar as outras pessoas como forma de compensar a falta de controle que eles têm nas suas vidas. O activismo dos Guerreiros da Justiça Social é uma forma de tratamento para os seus problemas visto que eles podem-se focar nos alegados problemas das outras pessoas e não nos seus.

Um problema comum que os Guerreiros da Justiça Social têm é confusão em relação à sua identidade sexual ou em relação ao seu sexo biológico. A maior parte deles tomam conhecimento do activismo dos Guerreiros da Justiça Social quando ainda se encontram na sua adolescência e ainda não estão seguros em relação à sua preferência sexual. Mal eles são expostos aos escritos dos Guerreiros e das Guerreiras da Justiça Social, que apresentam teorias em torno da forma como o sexo não existe, algo biologicamente falso, e que a pessoa é livre para se colocar num caleidoscópio do género, incluindo em muitos tipos de homossexualismo e transsexualismo, o mais novo Guerreiro da Justiça Social mistura e consolida a sua identidade sexual de forma de buscar a aprovação dentro do seu mais recente grupo.

As Guerreiras da Justiça Social inventaram novos sexos e novas preferências sexuais, a mais popular delas sendo a panssexualidade - cuja definição varia conforme a Guerreira da Justiça Social com quem se fale, mas que é algo parecido com a bissexualidade. Outras invenções incluem coisas como polissexualismo, "genderqueer", pangénero, skoliosexual, e a mais curiosa delas todas, que assume um novo tipo de mamífero que a ciência ainda não descobri, o trigénero.

Embora muitas Guerreiras da Justiça Social sejam heterossexuais normais, elas desprezam qualquer sexualidade que tenha a sua origem nos homens heterossexuais. O homem heterossexual é alguém que exibe privilégio ofensivo sempre que classifica a beleza duma rapariga, sempre que prefere as mulheres mais magras, ou sempre que flirta com a mulher com quem quer ter sexo. No entanto, quando uma mulher faz o mesmo, eles apenas está a exibir o seu poder da sua sexualidade, e, como tal, tem que ser encorajada.

O impulso sexual masculino é considerado perigoso e opressivo para as mulheres, mas o impulso sexual das mulheres é maravilhoso, natural e merecedor de elogios firmes e  constantes. É importante notar que algumas Guerreiras da Justiça Social acreditam que o sexo pénis-na-vagina [PIV = "penis in vagina"] é uma forma de violação, mesmo que o sexo seja consensual. A masculinidade exibida pelos homens é perigosa, mas a masculinidade exibida pelas mulheres (rapar o cabelo, ganhar massa muscular, dizer asneiras, e tentar seduzir outras mulheres) é promovida. Mais uma vez, isto revela a subjectividade e a desigualdade do pensamento dos Guerreiros da Justiça Social. 

Como foi que os Guerreiros da Justiça Social se tornaram tão poderosos?

Só podemos especular sobre o porquê duma ideologia tão longe da ciência e dos valores Ocidentais se ter enraizado nos Estados Unidos [e em todo o Ocidente Cristão]. Uma teoria defende que esta ideologia é soma [bebida intoxicante usada durante rituais Védicos, tida como bebida dos deuses] para as pessoas desiludidas com a vida, ou pessoas que não conseguiram atingir os seus objectivos. É fácil para os derrotados da vida congregarem-se dentro duma ideologia que diz:

Tu falhaste porque te mantiveram subjugado sob o patriarcado do homem branco, e este homem ainda possui um privilégio invencível que faz com que ele roube o teu pão de cada dia e a tua felicidade.

Obviamente que é muito mais fácil culpar os outros ou fazer o papel de vítima como forma de resolver os problemas individuais da vida. Nos dias de hoje, o trabalho árduo não é valorizado pela sociedade tal como o era no passado, e como tal, quando se dá a alguém a chance de, por um lado, se esforçar ainda mais, e por outro, se juntar a uma turba intimidadora, não é difícil ver o porquê tantas pessoas (na ordem dos milhões) escolher a segunda opção. Para além disso, esta segunda opção é mais satisfatória para o seu ego, segundo o ponto de vista do poder.

Isto leva-nos a perguntar o porquê dos homens brancos heterossexuais tomarem parte do movimento dos Guerreiros da Justiça Social visto que isto seria semelhante a Judeus a aliarem-se à Nacional Socialista. A maior parte destes homens são tímidos, pouco confiantes, e com pouca massa muscular. Eles sofrem de ansiedade social e simplesmente querem fazer parte dum grupo que aumente as suas possibilidades junto das mulheres. Aparentemente os homens brancos estão a ajudar Guerreiras da Justiça Social, que rapidamente os acusariam de serem violadores, apenas e só para poderem ter algum tipo de gratificação sexual junto das mulheres.

Embora os homens sejam os alvos mais comum dos Guerreiros da Justiça Social, não é incomum eles voltarem-se contra um dos seus. Por exemplo, se uma mulher branca -  grupo protegido dentro da ideologia e da escala dos Guerreiros da Justiça Social - ofender um transsexual - que é ainda mais protegido dentro da mesma escala - os Guerreiros da Justiça Social atacam a mulher branca, mesmo que esses mesmos activistas a tenham defendido no passado (isto aconteceu com Laci Green, uma feminista protegida que por uma vez usou o termo "tranny" ["traveco"] e foi ameaçada de morte pelos Guerreiros da Justiça Social transsexuais).

Uma vez que o activismo dos Guerreiros da Justiça Social é subjectivo, estando à mercê dos ventos de mudança, um activista pode estar nas boas graças dos seus colegas hoje, mas ser ameaçado de morte amanhã.

Qual é o propósito dos Guerreiros da Justiça Social?

O seu propósito é o poder e o domínio da narrativa cultural do Ocidente como forma de construir um consenso que se alinha com a ideologia da extrema-esquerda. Visto que as suas ideias estão longe da ciência, da lógica e da racionalidade, isto exige um controle total da informação, como forma de propagar a sua imoral visão do mundo, e o silenciamento total daqueles que são contra esta mesma visão do mundo.

Ainda não é bem claro qual é o seu plano para o homem branco [heterossexual], que eles acreditam ser a desgraça do planeta Terra, mas não é disparatado prever que, com o crescimento das suas turbas - em tamanho, ódio e poder -, sejam levados a cabo actos de violência contra eles, algo que os levaria a serem classificados de terroristas segundo o FBI. Actualmente, as suas estratégias são intimidação [bullying], disseminação de propaganda, e a censura de opositores.

Uma das formas adoptadas com sucesso tendo em vista a realização dos seus planos tem sido a instalação de Guerreiros da Justiça Social em instituições proeminentes e comunidades. Actualmente, eles são moderadores activos de forums populares, líderes de grupos universitários, professores catedráticos, ou blogueiros populares e   entertainers com audiências enormes, o que lhes dá margem de manobra para propagar o seu activismo.

Algumas Guerreiras da Justiça Social, tal Zoe Quinn, atingiram posições de destaque tendo relações sexuais heterossexuais com homens com acesso a informação que elas queriam modular. Uma vez que a maior parte das feministas, progressistas, e esquerdistas simpatizam com a causa dos Guerreiros da Justiça Social, é fácil ver a forma como eles obtiveram uma quantidade surpreendente de influência nos Estados Unidos, permitindo que propagassem a sua mensagem.

Os Guerreiros da Justiça Social são uma ameaça aos valores do Ocidente

Os Guerreiros da Justiça Social utilizam a censura, discriminam contra o homem branco [heterossexual], e discordam com os direitos humanos básicos em relação aos procedimentos legais que já existem no sistema legal Ocidental há séculos. Eles são contra a liberdade de expressão conferida pela Constituição Americana, e não acreditam que todos os seres humanos foram criados iguais.

Eles rejeitam a ciência e erradamente aplicam rótulos, acusações e alegações criminosas contra todos aqueles que se atrevem a cruzar o seu caminho. Eles determinaram que alguns grupos devem ser elevados (em detrimento de outros) como forma de receberem mais benefícios e mais direitos em torno da liberdade de expressão, e têm sido bem sucedidos em silenciar o discurso daqueles com quem discordam através de caça às bruxas online.

Eles continuam a afectar todos os grupos, plataformas, e comunidades com quem eles entram em contacto. O seu propósito não é o de acrescentar valor ou criar algo de novo, mas sim o de controlar o fluxo de ideias e, consequentemente, o fluxo de pensamento. Os seus valores encontram-se em oposição aos valores do Ocidente.

As ideias dos Guerreiros da Justiça Social atingiram uma massa crítica nos Estados Unidos; os alunos universitários estão a receber uma lavagem cerebral por parte dos activistas envolvidos com os Guerreiros da Justiça Social, e até os estudantes das escolas primárias estão a ser expostos às suas ideias através de professoras simpatéticas com o feminismo (que lêem os mesmos sites que os outros activistas).

O que eu mais temo é que os seus esforços de censura e de domínio cultural se tornem mais onerosos à medida que eles consolidam as suas posições nas companhias mediáticas, nas universidades, em Silicon Valley, e até dentro da política. Se o teu sistema de crenças é contra o que os Guerreiros da Justiça Social fazem, é prudente tomares medidas como forma de te protegeres duma caça às bruxas visto não existirem evidências de que o seu poder será enfraquecido num futuro próximo.




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