quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Juízes ordenados a dar tratamento preferencial às mulheres

Foi dito aos juízes [Britânicos] que tratassem as criminosas de uma forma mais branda que os homens no momento em que eles vierem a estabelecer uma sentença. As novas directrizes declaram que as mulheres sofre "desvantagens" e que os tribunais "têm que levar estes assunto em conta".

As novas regras declaram que as criminosas normalmente têm uma má saúde mental ou têm pouca educação formal, não cometeram violência e têm crianças para cuidar. Segundo a "Equal Treatment Bench Book",

As experiências femininas como vitimas, testemunhas, e infractoras são, em muitos aspectos, diferentes das experiências masculinas. Estas diferenças ressalvam a importância dos sentenciadores terem estas coisas bem cientes quando estabelecem uma sentença.

A controversa sugestão veio do Conselho de Estudos Judiciários ("Judicial Studies Board"), que é responsável por treinar a judiciária. No passado, o conselho causou comoção ao sugerir que os Rastafaris têm crenças religiosas que os permite usar  canabis. Para além disso, o conselho tentou também banir dos tribunais palavras tais como "imigrante", "requerente de asilo", e até "Indiano Ocidental" alegando que são palavras ofensivas.

As últimas directrizes causaram também irritação, mas desta vez junto dos activistas que militam em prol das vítimas masculinas da violência doméstica. O "Bench Book" diz aos juízes que o problema "centra-se essencialmente na violência dos homens contra as mulheres", acrescentando ainda que "a realidade dos factos é que alguns dos incidentes físicos mais violentos são cometidos por homens contra as mulheres". O documento sugere ainda que os actos agressivos das mulheres contra os homens são "raros", afirmando também que "os homens e os parceiros em relações homossexuais podem também ser vítimas de violência".

No entanto, os activistas pelas vítimas masculinas da violência doméstica alegaram que os homens estão a ser tratados como cidadãos de segunda classe nestas novas directrizes. Eles ressalvam também uma análise aos números oficiais feitos pelo grupo "Parity", que concluiu na semana passada que 4 em cada 10 vítimas de violência doméstica são homens. Mark Brooks, do grupo ManKind, afirmou:

Para um documento que se centra na igualdade sexual, ele claramente deixa a impressão de que as vítimas masculinas são vistas como cidadãos de segunda classe quando, obviamente, todos deveriam ser vistos da mesma forma. É inaceitável que os homens, muitas vezes sofrendo em silêncio em casa, sejam exibidos como vítimas de segunda por parte daqueles que controlam o sistema legal. Admitir com má vontade que os homens podem também ser vítimas é varrer o problema para baixo do tapete, quando os próprios números do governo mostram que anualmente centenas de milhares de homens sofrem.

O estudo feito pelo grupo "Parity" baseia-se nas estatísticas do "Home Office" e da "British Crime Survey", as medidas criminais mais fiáveis por parte de Whitehall. O grupo disse que a proporção média de vítimas de violência doméstica do sexo masculino tem sido de 40%.

As directrizes actualizadas em torno da forma como as criminosas devem ser sentenciadas foi distribuída em Abril último na secção da "igualdade de género" [sic], e elas dizem:

As mulheres permanecem em desvantagem em muitas áreas públicas e privadas das suas vidas: elas estão sub-representadas na judiciária, no Parlamento, e em cargos de chefia um pouco por todos os empregos; e ainda existem diferenças salariais substanciais entre os homens e as mulheres.

Em relação às mulheres acusadas de crimes, o documento-directriz cita a Juíza Baronesa Hale, a única mulher entre os 11 do Tribunal Supremo, que se descreve como "ligeiramente feminista":

Actualmente é amplamente reconhecido que uma concepção de igualdade mal orientada resultou num tratamento desigual para as mulheres e para as raparigas.

As regras foram preparadas por uma equipa liderada pela juiza Dama Laura Cox, que escreveu:

Dificilmente pode ser considerado revolucionário o facto dos juízes terem que saber dos assuntos fulcrais para as vidas daqueles que se fazem presentes nos tribunais, e buscar formas de gerar juízes com esse conhecimento.

Fonte:  http://bit.ly/bwGZJD

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Duas feministas colocadas em lugares-chave exercem o seu poder para perverter o normal curso da justiça (que deveria ser cega) de modo a que pessoas com uma configuração genética específica (XX) sejam tratadas de uma forma mais privilegiada do que pessoas com outra configuração genética (XY). Imagine-se a comoção que seria se um tribunal Europeu usasse outra configuração genética imutável (a quantidade de melanina na pele) para favorecer um grupo de pessoas acima de outras.

Mas então, porque é que um país Europeu, ou qualquer país, considera justo tratar melhor pessoas com um alinhamento cromossómico em detrimento das outras? O que há de tão especial no cromossoma XX que faz com que os crimes levados a cabo por pessoas com essa genetica vejam os seus crimes punidos com penas mais leves?

Este texto revela-nos um pouco mais da mentalidade por trás do "Equal Treatment Bench Book".





segunda-feira, 21 de Julho de 2014

Tomada de terras africanas por parte do Banco Mundial e das Nações Unidas

Por Alex Newman

Sob a máscara de combater as "alterações climáticas", os programas de "carbono" das Nações Unidas e do Banco Mundial estão a causar uma tomada de terras maciça, uma deslocalização forçada dos povos indígenas sob ameaça de armas, e a causar aquilo que alguns críticos chamam de "genocídio cultural". Agora, uma coligação de organizações activistas estão a exigir um ponto final nos controversos esquemas das Nações Unidas que estão a devastar comunidades ao mesmo tempo que estão a colocar em perigo os povos indígenas e as culturas já em risco de extinção. As críticas em torno da contínua promoção dos "créditos de carbono" estão também a escalar a nível mundial por todo o espectro político.

A acusação mais recente de actos de terror e de brutalidade levados a cabo contra civis inocentes, supostamente para combater o "aquecimento global" - que está em modo "pause" há 18 anos, segundo dados meteorológicos indisputáveis - chegam do Quénia. Embora expulsões forçadas por parte das Nações Unidas não sejam novidade, elas estão a acelerar. No ano passado, por exemplo, a ONU revelou um gigantesco programa a eugénico para o Leste Africano com o propósito de diminuir a população. Ainda não é claro se as impiedosas maquinações de dióxido de carbono da ONU e do Banco Mundial se encontram de alguma forma relacionadas.

As vítimas do mais recente abuso foram as comunidades Sengwer da floresta Embobut e das Cherangany Hills do Quénia. Segundo informação veiculada pelo "Forest Peoples Programme", uma organização Britânica sem fins lucrativos que apoia os direitos dos moradores da floresta, no princípio deste ano mais de 1 milhar de casas Sengwer foram queimadas pelas autoridades financiadas pelo Banco Mundial à medida que o governo Queniano desenvolve esforços para desalojar cerca de 15,000 membros das suas terras ancestrais. Erradamente referindo-se aos povos indígenas de "posseiros", os oficiais alegam que o esforço tem como propósito promover a  "sustentabilidade".

Em relação às atrocidades, pessoas ligadas ao grupo "Forest Peoples Programme" afirmaram o seguinte:

Vimos dezenas de casas a arder à medida que andávamos pelas das terras comunitárias de Sengwer. Vimos mais de cem casas ou a arder ou que já haviam ardido, e a área estava assustadoramente vazia de pessoas. As pessoas fugiram com medo..... Quando as suas casas são queimadas, os cobertores, a comida e os utensílios de cozinha são também queimados, e consequentemente, as crianças e os idosos ficam expostos ao frio e à fome.

O grupo entrevistou também alguns dos locais cujas comunidades haviam sido arrasadas por parte do "Serviço Florestal" do Quénia, financiado pelo Banco Mundial. Uma viúva de 25 anos, mãe de 4 crianças pequenas, disse o seguinte ao mesmo tempo que a sua casa ardia:

Todos os uniformes escolares, panelas, recipientes de água, copos, foram queimados. . . . As crianças estão muito tristes porque perdemos tudo. Isto causará a que as crianças e os idosos apanhem pneumonia porque não temos nada com que lhes cobrir durante a noite.

Ela disse também que não houve qualquer tipo de consulta aos locais, ou algum tipo de compensação pela apreensão da propriedade.

Numa carta que denuncia o que uma coligação de 65 grupos sem fins lucrativos qualificou de "genocídio", um porta-voz dos Sengwer, Yator Kiptum, qualificou de "desastre" a destruição das propriedades, a brutalização e os despejos forçados. Ele é citado, dizendo:

O governo do Quénia está a levar-nos à extinção.

A carta ressalva também que os esquemas são uma violação da lei Queniana, da constituição, dos acordos em torno dos direitos humanos, e de várias ordens legais.

Também este ano, o grupo "Survival International", grupo que opera junto dos povos tribais por todo o mundo, documentou atrocidades governamentais semelhantes na floresta Mau do Quénia. Nesse local, oficiais governamentais destruidores, apoiados por organizações globalistas, têm estado a perseguir e a forçar a expulsão dos membros da tribo Ogiek, descrita como a última tribo caçadora-colectora em África. As tribos podem desaparecer por completo se não forem tomadas medidas para limitar as autoridades e os seus embustes de "carbono". Informações locais sugerem que as pessoas envolvidas na resistência à expulsão forçada dos Ogiek estão também a ser alvo execuções extra-judicias por parte das autoridades.

Aparentemente, os políticos Quenianos e os seus comparsas estão a ficar ricos com os esquemas de tomada de terras - à custa dos pobres povos indígenas cujas comunidades estão a ser queimadas até ao chão. Para além da corrupção local, a dimensão do problema chega até às Nações Unidas, ao Banco Mundial, ao establishment global, e aos vários esquemas "climáticos" internacionais.

De facto, as expulsões que estão a ocorrer são um "resultado directo" dum esquema do Banco Mundial, e "são, efectivamente, financiadas pelo Banco Mundial", segundo uma queixa formal dos Sengwer contra a infame organização. A maior parte do programa em questão, entretanto, deriva do “Reducing Emissions From Deforestation and Forest Degradatio«” da ONU, ou REDD encurtado. Segundo o esquema global, a compra de "créditos de carbono" - alegamente com o propósito de reduzir as emissões de CO2 como forma de parar o "aquecimento global" - está ligada à quantidade de carbono contida nas florestas. Apesar de ser absurdamente demonizada pelas Nações Unidas como "poluição", o CO2 é exalado por todos os seres humanos e é descrito pelos cientistas como "o gás da vida".

Num artigo explosivo publicado este mês no jornal "The Guardian" (em torno da tomada de terras por parte do governo Queniano) o jornalista Nafeez Ahmed explicou:

O sofrimento devastador dos povos indígenas do Quénia é sintomático da abordagem falha para a preservação por parte das agências internacionais. . . . Na práctica, os esquemas do programa REDD permitem, em larga escala, que as companhias acelerem a poluição ao mesmo tempo que compram, a preço de banana, terras e recursos no mundo em desenvolvimento.

Terra essa que foi etnicamente limpa dos seus habitantes prévios.

A brutalização dos Quenianos e a maciça tomada de terras começou a acelerar em 2007, quando os "Serviços Florestais" do Quénia deram início a altamente controversa parceria com o Banco Mundial como forma de implementar o assim-chamado projecto “Natural Resource Management”. Desde então, os activistas reportam que as casas de Sengwer têm estado sob um ataque virtualmente sem intervalo por parte das autoridades (com o propósito de desenraizar os povos indígenas). Mal a união entre o Banco Mundial e o governo Queniano foi aprovado, sem qualquer tipo de input por parte dos Sengwer, as comunidades aprenderam subitamente que as suas casas ancestrais encontravam-se dentro duma "reserva florestal", sujeita à destruição e à confiscação.

Numa declaração por si feita, o Banco Mundial tentou distanciar-se das atrocidades, afirmando não estar envolvido e estar "preocupado" com as notícias:

O Banco Mundial encontra-se pronto para dar assistência ao Governo do Quénia com o seu aconselhamento de desenvolvimento fundamentado nas experiências de projectos globais e locais, e para partilhar as melhores prácticas de restabelecimento em linha com as suas políticas de salvaguarda. . . . . Estas [políticas] buscam formas de melhorar ou restaurar os padrões de vida das pessoas afectadas pela recolocação involuntária.

O Banco Mundial afirmou estar a levar a cabo uma investigação, mas entre os críticos esta semi-negação gerou uma repercussão furiosa. A organização com o nome de "No REDD in Africa" (NRAN) - grupo composto por 66 organizações dos direitos humanos que se encontram em oposição ao plano da ONU - emitiu uma declaração onde se lê:

A causa e o efeito são perfeitamente claros: o Banco, no seu altamente controverso papel tanto de financiador do crédito carbono como de corrector, está a ajudar e a ser cúmplice da recolocação forçada duma População Indígena inteira através do seu "Natural Resource Management Plan" (NRMP) que inclui a REDD (Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation).

A NRAN afirmou que o facto mais perturbador da resposta do Banco Mundial foi a disponibilidade do mesmo em ajudar o governo do Quénia no realojamento "involuntário":

O Banco Mundial está, ao mesmo tempo, a admitir a sua cumplicidade no realojamento forçado do Povo Sengwer bem como a disponibilizar-se para pactuar com o governo Queniano para ocultar o genocídio cultural.

O Povo Sengwer, afirmou a NRAN, enfrenta agora "a aniquilação completa sob a fachada de "conservação" levada a cabo pelo REDD.”

A rede No REDD qualificou o que se está a passar de "colonialismo carbono", para além de alegar que o plano da ONU está "a emergir como uma nova forma de colonialismo, subjugação económica e um fomentador de confiscação de terras tão gigantesca que ela pode ser considerada uma confiscação continental." 

A carta, assinada por mais de 300 organizações focadas nos direitos humanos e mais de 5 dúzias de organizações internacionais, forneceu às autoridades Quenianas, bem como as entidades planetárias envolvidas no esquema e outras mais, uma lista de exigências:

Exigimos que os governos, as companhias, os negociantes de carbono, o Banco Mundial e as Nações Unidas, incluindo a UN-REDD, UNEP, UNDP [United Nations Development Programme] bem como outras organizações, que cancelem imediatamente estes prejudicias esquemas REDD, bem como outros esquemas de carbono.

Até oficiais internacionais envolvidos com as maquinações REDD da ONU manifestaram indignação com os desenvolvimentos. Tony La Vinã, antigo presidente da REDD ONU, disse o seguinte ao The Guardian:

Os mercados de carbono, quando estiverem operacionais, têm que dar o seu apoio à administração florestal das pessoas que lá vivem, e não dar apoio aos governos nacionais com mais uma ferramenta com a qual desapossar os cidadãos dos recursos naturais que eles trataram e dos quais dependem há várias gerações.

Tal como a "The New American" reportou, as atrocidades a decorrer no Quénia dificilmente são as primeiras que os esquemas de "compensação de carbono" que as Nações Unidas, a União Europeia e outras organizações ocidentais fomentam, geram repercussão devido à brutalização das pessoas e destruição das suas casas. No Uganda, por exemplo, dezenas de milhares de camponeses inocentes viram as suas povoações queimadas de modo a que as instituições [globalistas] pudessem plantar árvores de "crédito de carbono" nas suas terras. Reportagens de crianças a serem assassinadas e espancamentos brutais fizeram manchetes de jornais. Dezenas de assassinatos Hondurenhos ocorridos em 2011 foram também ligados à tomada de terras apoiada pela ONU em esquemas de "carbono".

Outras tomadas de terras gigantescas apoiadas por múltiplas instituições globalistas estão a ocorrer em todo o mundo, ironicamente, algumas delas sob o disfarce de serem formas, segundo tratados da ONU, de "proteger" os povos indígenas. No Brasil, por exemplo, aldeias inteiras foram recentemente esvaziadas sob ameaça de armas por parte de tropas federais com logotipos da ONU, sob o facilmente refutável pretexto de "devolver" as terras a um punhado de índios que nunca haviam vivido nessas terras.

Com as acusações de genocídio cultural no Quénia actualmente nas manchetes dos média de maiores dimensões no Ocidente, a revolta contra os vendedores de esquemas de "compensação de carbono" - a ONU, o Banco Mundial, a União Europeia, os governos Europeus, políticos corruptos do Terceiro Mundo, e muitas outras organizações internacionais - está a crescer rapidamente. No entanto, ao mesmo tempo que as teorias em torno do alarmismo climático continuam a cair, tornou-se claro que sem um clamor enorme, as atrocidades e a tomada de terra por todo o mundo irá continuar sob qualquer pretexto.


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Basicamente, o que isto significa é que o alarmismo climático nada mais é que uma das muitas formas através da qual as organizações globalistas concentram nas suas mãos porções cada vez maiores de terras. A teoria da Nova Ordem Mundial (a unificação política, económica e religiosa forçada das nações do mundo) torna-se difícil de negar quando as evidências em seu favor estão absurdamente patentes aos olhos de quem quer ver.





domingo, 20 de Julho de 2014

Pausa para compromissos publicitários

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sexta-feira, 18 de Julho de 2014

A perturbadora ligação entre o ocultismo e o feminismo

Antes de começar, quero partilhar convosco uma experiência de vida de um amigo meu que estava numa "relação" com uma mulher do Leste da Europa que brincava com o ocultismo. Para condensar a saga, esta rapariga era a típica rapariga "tradicional", "feminina" que cozinhava para ele, e que lhe dava intimidade sexual sempre que ele assim quisesse (...). Tudo pareceu perfeito entre os dois durante mais ou menos seis meses, mas durante esse período ele não sabia que ela era secretamente uma "bruxa" que estava a enviar-lhe feitiços de "amor" como forma de o "amarrar" a ela. Succubus, bruxa, e “namorada” - tudo numa pessoa só. Mais tarde, ele descobriu que ele tinha mais do que ele pensava que tinha.

Gradualmente, à medida que a relação progredia e a paixão ia acabando, as coisas passaram a ser previsíveis e aborrecidas. As suas exigências subtis e caprichosas rapidamente se tornaram dominantes, o que o levou a querer acabar imediatamente com a relação. Isto trouxe ao de cima o pior dela e ele passou a atravessar por momentos de stress. Ele partilhou comigo como ele, antes de a expulsar de casa, descobriu que ela estava a juntar preservativos usados (contendo esperma seco), cabelo e fotografias dele para as suas experiências ocultistas para o "amarrar". Isto para não falar da forma como ela tentou enfeitiçar a comida dele como forma de completar o "amarro" sobre ele.

As coisas pioraram, e ela começou a persegui-lo por onde ele andava (depois dele a expulsar de casa), e depois começou a intimidá-lo psicologicamente; quando tudo isto falhou, ela tentou destruir a sua reputação social e profissional. Ele era suficientemente forte para resistir aos ataques dela, mas a sua relação foi uma inspiração suficientemente constrangedora para se aprender mais sobre o ocultismo, e descobrir a ideologia comum que ele partilha com o feminismo.

Uma vez que os leitores podem não acreditar no paranormal, o ponto que se pode deduzir da história, que será principalmente focada mais em baixo, é a surpreendente ligação entre o feminismo e o ocultismo.

A primeira revolta conta o patriarcado

Ao contrário do Judaísmo, do Cristianismo e do islão. a glorificação da forma feminina, começando com Lilith, a suposta primeira esposa de Adão (que o desobedeceu e é  considerada a primeira "feminista"), é parte integral do ocultismo. Segundo a crença ocultista, Lilith foi a primeira esposa de Adão, o arquétipo duma feminista com quem os homens se casam, mas divorciam-se depois. Ela frequentemente discutia com Adão e recusava-se a deitar sob ele durante a copulação afirmando que eles eram "iguais". (Um texto com a "História de Lilith" pode ser lido aqui.) A sua recusa em se submeter a Adão é vista como a primeira revolta contra o patriarcado.

O ocultismo e o feminismo no mundo actual

O feminismo tem as suas raízes no ocultismo e na bruxaria, um ponto muito bem confirmado por Mitch Horowitz, autor de “Occult America” .

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A sociedade moderna, progressista e feminista, tornou-se, em muitas formas, numa sociedade energizada pelo ocultismo. Referências à "Deusa" ou ao "Feminino Divino" (conceito comum à bruxaria, ao feminismo, e ao esquerdismo), começando com a ascenção do "Movimento da Deusa" nos países Anglófonos e coincidindo com a segunda vaga do feminismo dos anos 70, tornou-se prevalecente nos dias actuais - produto consequente de cinco décadas de feminismo e da espiritualidade a ela associada (ocultismo). Actualmente, somos bombardeados em todos os lugares com simbologia ocultista através dos média. Façam uma busca por "simbolismo ocultista" e vejam os resultados por vocês mesmos.

A cultura beta (pílula azul), que tipicamente romantiza o conceito do amor sentimentalizado e ideal, tem as suas raízes no ocultismo, tal como visto no aumento recente do consumo de filmes românticos nas sociedades modernas (especialmente nas gerações mais jovens). A maior parte das mulheres envolvidas no ocultismo - tanto do presente como do passado - têm (e tiveram) uma crença na superioridade psicológica das mulheres quando comparadas com os homens. Semelhantemente, mascarando-se de um movimento em torno dos direitos das mulheres, o feminismo- como ardil cruel - diz às mulheres que os seus intintos naturais e biológicos foram "socialmente construídos" para as oprimir.

A engenharia social do feminismo, feita com o propósito de destruir a identidade sexual, invertendo os papéis sexuais, é na verdade um movimento feito para que as mulheres secretamente promovam ódio aos homens, bem como sirvam indirectamente de força motora para o ocultismo (ou pelos para os seus conceitos) visto que ambos partilham uma ideologia comum.

A missão do feminismo de dar às mulheres, por mais inútil e indigna que ela seja, o poder de liderar o homem como um cavalo ou um boi amordaçado, para onde quer que ela queira, quando ela quiser, e da forma que ela assim quiser, é semelhante à bruxa que supostamente "controla" o homem de modo a que ele faça o que ela quer, através da manipulação "mágica".

Será coincidência que a revogação do "Witchcraft Act" no ano de 1951, no Reino Unido, associado ao renascimento do ocultismo/bruxaria, coincidiu com a ascensão do feminismo? Para ilustrar ainda mais este ponto, eis aqui um excerto dum artigo que foi publicado há alguns anos atrás (o artigo completo pode ser lido aqui):
Porque é que a feitiçaria se apoderou de tal forma da nossa sociedade baseada no Cristianismo? Certamente, que há vários factores. Muitas bruxas são feministas fervorosas. Este é provavelmente o factor que mais contribuiu para o rápido crescimento do movimento. Seguido de modo fiel os antigos rituais, a religião Wiccana é dominada por mulheres - a sacerdotisa lidera as cerimónias ritualistas. A deusa da fertilidade recebe sempre a adoração inicial. A religião Wicca está feita à medida para as mulheres que queiram exercer poder e autoridade sobre os homens. O Cristianismo genuíno é solidamente patriarcal e este facto afasta a filosofia feminista. As feministas que não foram bem sucedidas em alterar os ensinamentos Cristãos de modo a que estes estejam ao seu gosto, abraçaram a religião Wicca.
Outro artigo publicado no ano passado mostra como a bruxaria e o ocultismo estão, na verdade, a crescer mais rapidamente que qualquer outra religião na Anglosfera. Levando em conta estas tendências (do renascimento da bruxaria no Ocidente) a Anglosfera parece que estará mais ou menos paganizada de um modo significativo mais para o final do século, especialmente se levarmos em conta que as mulheres criadas pelo feminismo estão cada vez mais a escolher o caminho "espiritual".

A bruxaria pelo mundo

Em 2011, e depois de legalmente "registar" a sua primeira bruxa, a Roménia - terra de Drácula - tornou-se no primeiro país a legalizar (e taxar) a bruxaria como uma profissão; levando em conta as tendências, mais cedo ou mais tarde o mesmo irá acontecer no Ocidente.

Na Rússia e em outras partes da Europa Eslava (com uma longa e embutida história de bruxaria), as crenças ocultistas ainda estão bem prevalecentes. Muitas mulheres modernas e com formação académica ainda practicam secretamente a feitiçaria (normalmente "magia do amor") - se não practicam, pelo menos acreditam nela.

Num artigo publicado pela WHO ficou-se a saber que há mais bruxas e feiticeiros na Rússia do que médicos; podem ler mais sobre a viagem dum visitante ao coração do ocultismo na Rússia moderna; eis aqui outro artigo centrado no renascimento ocultismo na Rússia moderna; e eis aqui outro artigo interessante sobre as raízes ocultistas da Revolução Russa. No entanto, a Rússia parece estar actualmente a tomar medidas proactivas para acabar com a feitiçaria, ao mesmo tempo que promove um regresso ao Cristianismo Ortodoxo e aos valores patriarcais.

Outras partes da Europa foram alvo dum aumento recente das prácticas ocultistas, possivelmente consequência da glorificação ocultista que é feita nos média, e essas tendências também são observadas na Ásia e no Médio Oriente. Nas sociedade matriarcais Africanas, a feitiçaria vem sendo practicada desde tempos antigos. A África enfrenta o mesmo problema que a Rússia visto que tem mais curandeiros do que médicos de verdade. Muitas mulheres ainda usam "feitiços de amor" e "poções" para "amarrar" e controlar os seus homens, e muitas mais dependem de curandeiros para se curarem fisicamente.

O que é que o futuro nos reserva?

A clara ligação é aquela que existe entre o feminismo e o ocultismo em sítios onde ambos estão em crescimento. É dito com frequência que a ignorância é uma bênção, mas o conhecimento é poder. É o poder deste conhecimento e a realização da ligação entre o feminismo e o mundo do ocultismo que deve armar os homens de modo a que eles fiquem longe de mulheres que simpatizam com crenças ocultistas. Tal como descobriu o meu amigo, os riscos não compensam.




segunda-feira, 14 de Julho de 2014

Quem controla o mundo?

Será que um grupo sombrio de elitistas obscenamente ricos controla o mundo? Será que homens e mulheres com enormes quantidades de dinheiro realmente gerem o mundo na obscuridade? A resposta pode ser surpreendente. A maior parte de nós olha para o dinheiro como uma forma conveniente de levar a cabo transacções, mas a verdade é que ele também representa poder e controle. E actualmente nós vivemos num sistema neo-feudal, onde os super-ricos puxam todas as cordas.

Quando eu falo nos ultra-ricos, não estou a falar de pessoas que têm uns poucos milhões de dólares. Tal como se tornará visível mais adiante neste artigo, os ultra-ricos têm dinheiro suficiente localizado en bancos estrangeiros capaz de comprar todos os bens e serviços produzidos pelos Estados Unidos durante um ano inteiro, e ainda pagar toda a dívida externa nacional. Tal quantidade de dinheiro é tão grande que é incompreensível.

Dentro do sistema neo-feudal, todo o resto da população é escrava da dívida, incluindo os nossos governos. Olhem à vossa volta - todas as pessoas estão a afogar em  dívida e essa dívida está a fazer com que os super-ricos fiquem ainda mais ricos. Mas os super-ricos não ficam imobilizados sobre as suas fortunas; eles usam-na como forma de dominar os assuntos das nações. Os super-ricos são donos de virtualmente todos os bancos e todas as empresas de propaganda do planeta.

Eles usam a sua vasta rede de sociedades secretas, grupos de reflexão e organizações de caridade para avançar com a sua agenda e controlar os seus membros. Eles controlam a forma como olhamos para o mundo através da sua posse dos média e do seu domínio dos sistemas de ensino. Eles financiam as campanhas eleitorais da maior parte dos nossos políticos e exercem uma tremenda quantidade de influência sobre as organizações tais como as Nações Unidas, o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio.

Quando recuamos um passo e olhamos para a imagem global, não restam dúvidas sobre quem manda no mundo. O que se passa é que a maior parte das pessoas não querem admitir a verdade.

Os ultra ricos não se dirigem ao banco local e depositam o seu dinheiro como eu e tu. Em vez disso, eles tendem a empilhar as suas posses em locais onde eles não serão taxados - tais como as Ilhas Caimão. Segundo uma notícia disponibilizada no ano passado, a elite global tem mais de 32 triliões de dólares colocados em bancos offshore por todo o mundo. O PIB dos Estados Unidos em 2011 era de cerca de 15 triliões de dólares, e a dívida nacional era de cerca de 16 triliões de dólares; portanto, pode-se somar as duas e mesmo assim, não chegaríamos aos 32 triliões de dólares.

E claro que isto nem leva em conta o dinheiro que acumulado em localizações que o estudo não levou em conta, como também não leva em consideração a riqueza que a elite global tem em activos tangíveis (tais como na imobiliária, metais valiosos, iates e assim por diante). De facto, a elite global amassou uma quantidade incrivel de dinheiro nestes tempos difíceis. As palavras que se seguem foram retiradas dum artigo do Huffington Post:

Os indivíduos ricos e as suas famílias têm à volta de 32 triliões de activos ocultos em paraísos fiscais offshore, o que, segundo a pesquisa publicada no Domingo, representa mais de $280 biliões de imposto de renda perdido. A pesquisa foi levada a cabo por James Henry (antigo economista-chefe e consultor da McKinsey & Co) que faz parte dum grupo de pressão com o nome de Tax Justice Network e que faz campanha contra os paraísos fiscais. Ele baseou as suas conclusões usando dados do Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, Nações Unidas e bancos centrais.

Mas como eu já disse, a elite global não se limita só ter muito dinheiro. Basicamente, eles são os donos de quase todos os grandes bancos e empresas de todo o planeta. Segundo um artigo fantástico do NewScientist, um estudo levado a cabo a 40,000 companhias transnacionais por parte do "Swiss Federal Institute of Technology" em Zurique, descobriu que um pequeno grupo de bancos e companhias predadoras gigantescas domina por completo o sistema económico mundial:
Uma análise da relação entre as 43,000 companhias transnacionais identificou um grupo relativamente pequeno de companhias, maioritariamente bancos, com um poder desproporcional na economia mundial.
Os pesquisadores descobriram que este grupo centralizado é composto por apenas 147 companhias coesas.
Quando a equipa desembaraçou ainda mais a teia dos proprietários, ela descobriu que a maior parte dela era rastreada de volta a uma "super-entidade" de 147, ou até mais, companhias coesas - e toda sua posse era mantida por outros membros da super-entidade - que controlava 40% do total da riqueza mundial. "De facto, menos de 1% de todas as companhias era capaz de controlar 40% de toda a rede," diz Glattfelder. A maior parte eram instituições financeiras e entre o top encontravam-se companhias tais como Barclays Bank, JPMorgan Chase & Co, e o The Goldman Sachs Group.
O que se segue é a lista dos primeiros 25 bancos e companhias que se encontram no centro desta "super-entidade". Vocês irão reconhecer muitos nomes da lista:
1.Barclays plc
2. Capital Group Companies Inc
3. FMR Corporation
4. AXA
5. State Street Corporation
6. JP Morgan Chase & Co
7. Legal & General Group plc
8. Vanguard Group Inc
9. UBS AG
10. Merrill Lynch & Co Inc
11. Wellington Management Co LLP
12. Deutsche Bank AG
13. Franklin Resources Inc
14. Credit Suisse Group
15. Walton Enterprises LLC
16. Bank of New York Mellon Corp
17. Natixis
18. Goldman Sachs Group Inc
19. T Rowe Price Group Inc
20. Legg Mason Inc
21. Morgan Stanley
22. Mitsubishi UFJ Financial Group Inc
23. Northern Trust Corporation
24. Société Générale
25. Bank of America Corporation
A elite ultra-rica normalmente esconde-se por baixo de camadas e mais camadas de posse, mas a verdade é que, graças aos relacionamentos empresariais entrelaçados, a elite basicamente controla todas as companhias presentes na lista Fortune 500. A quantidade de poder e controle que isto lhes dá é difícil de descrever. Infelizmente, este mesmo grupo de pessoas já controla as coisas há já muito tempo. Por exemplo, em 1922 o então Mayor de Nova York, John F. Hylan disse o seguinte num discurso
A verdadeira ameaça à nossa República é o governo invisível, que como um polvo gigante espalha as suas pernas viscosas sobre todas as cidades, estados e nações. Para fugir um bocado às generalizações, deixem-me dizer que a cabeça deste polvo é composta pela Rockefeller-Standard Oil e por um pequeno grupo de banqueiros poderosos referidos como os banqueiros internacionais. Este pequeno circulo social de poderosos banqueiros internacionais virtualmente gere o governo dos Estados Unidos em prol dos seus interesses egoístas.

Eles practicamente controlam ambos os partidos, escrevem as plataformas políticas, manipulam os líderes políticos, usam os homens mais importantes das organizações privadas, e usam todos os engenhos possíveis para colocar na lista de nomeados para os mais elevados cargos públicos apenas os candidatos que serão submissos às exigências da corrupção do grande negócio.

Estes banqueiros internacionais e a Rockefeller-Standard Oil controlam a maior parte dos jornais e revistas neste país. Eles usam as colunas [editoriais] para submeter à força ou expulsar dos cargos públicos pessoas que se recusam a fazer o que este corrupto, exclusivo e poderoso grupo, que é o governo invisível, quer que eles façam. Ele opera sob a tela auto-criada, e tomam posse dos nossos directores, órgãos legislativos, tribunais, jornais e todas as agências criadas para a protecção do público.
Estes banqueiros internacionais criaram os bancos centrais do mundo (incluindo a Reserva Federal), e usam estes bancos centrais para fazer com que os governos mundiais fiquem presos a um ciclo infindável de dívida do qual não há escapatória. A dívida governamental é uma forma "legítima" de nos retirar o dinheiro, transferi-lo para o governo e posteriormente transferi-lo para os bolsos dos super-ricos.

Actualmente, Barack Obama e virtualmente todos os membros do congresso recusam-se a criticar o Fed [Reserva Federal], mas no passado existiram alguns corajosos membros do Congresso que se disponibilizaram a tomar uma posição. Por exemplo, a citação que se segue é dum discurso feito pelo Congressista Louis T. McFadden dado à Casa dos Representantes no dia 10 de Junho de 1932:

Senhor Presidente, nós temos neste país uma das mais corruptas instituições que o mundo alguma vez conheceu. Refiro-me ao Conselho da Reserva Federal e aos Bancos da Reserva Federal.

O Conselho da Reserva Federal, um conselho Governamental, já enganou o governo dos Estados Unidos e o povo dos Estados Unidos para além da quantidade de  dinheiro com o qual se poderia pagar a dívida nacional. As depredações e as iniquidades do Conselho da Reserva Federal já custaram a este país dinheiro suficiente para pagar várias vezes a dívida nacional.


Esta instituição maligna empobreceu e arruinou as pessoas dos Estados Unidos, entrou ela mesma na bancarrota, e virtualmente faliu o nosso Governo. E esta instituição fez isto através dos defeitos da lei sob a qual opera, através da má-administração da lei por parte do Conselho da Reserva Federal, e através das prácticas corruptas dos abutres endinheirados que a controlam.

Infelizmente, a maior parte dos americanos ainda acredita que a Reserva Federal é uma "agência federal", mas isso é simplesmente falso. O seguinte chega-nos da Factcheck.org:

Os accionistas dos 12 Bancos da Reserva Federal são bancos privados que se encontram sob o sistema da Reserva Federal. Entre estes incluem-se os bancos nacionais (fretados pelos Governo) e aqueles bancos fretados pelo governo que desejam associar-se e atingir certos requerimentos. Cerca de 38% dos mais de 8,0000 bancos nacionais são membros do sistema, e desde logo, são donos dos bancos da Reserva Federal.

Segundo os pesquisadores que olharam para a lista de donos dos grandes bancos de Wall Street que dominam a Reserva Federal, os mesmos nomes aparecem vez após vez: os Rockefellers, os Rothschilds, os Warburgs, os Lazards, os Schiffs e as famílias reais da Europa.

Mas os super-ricos não se limitaram a fazer isto só nos Estados Unidos. O seu propósito é criar um sistema financeiro global que eles irão dominar e controlar. Note-se no que Carroll Quigley, professor de História da Universidade de Georgetown, reportou:
[O]s poderosos do capitalismo financeiro tinham outro propósito de longo alcance: nada menos que a criação dum sistema mundial de controle financeiro possuído por entidades privadas, capazes de dominar o sistema político de cada país e a economia do mundo como um todo. Este sistema seria controlado duma forma feudalista pelos bancos centrais do mundo agindo em sintonia, por acordos secretos conseguidos em frequentes encontros e reuniões privados. O ápice deste sistema seria controlado pelo "Bank for International Settlements" na Basileia, Suíça, sendo ele um banco privado possuído e controlado pelos bancos centrais do mundo que seriam também eles companhias privadas.
Infelizmente, a maior parte dos americanos nunca ouviu falar do "Bank for International Settlements" (BIS), mas ele encontra-se no coração do sistema financeiro mundial. O que se segue encontra-se na Wikipedia:
Como organização de bancos centrais, o BIS busca formas de fazer da política monetária algo mais previsível e mais transparente nos 58 bancos centrais que fazem parte dele. Embora a política monetária seja determinada por cada uma das nações soberanas, ela é sujeita ao escrutínio da banca central e privada, e  potencialmente à especulação que afecta as taxas de câmbio e, especialmente, ao destino das economias de exportação.

Falhas nos esforços de se manter a política monetária em linha com a realidade e a capacidade de fazer reformas monetárias a tempo, preferencialmente como política simultânea entre os 58 bancos membros, e envolvendo o Fundo Monetário Internacional, levaram historicamente à perda de milhares de milhões à medida que os bancos tentam manter a política usando os métodos do mercado livre que se provaram basearem-se em suposições irrealistas.
Os super-ricos desempenharam também um papel fundamental na criação de outras importantes instituições internacionais tais como as Nações Unidas, o FMI, o Banco Mundial, e a Organização Mundial do Comércio. De facto, ao local onde as Nações Unidas se encontram sediadas foi comprado e doado por John D. Rockefeller.

Os banqueiros internacionais são "internacionalistas" e eles usam isso como uma medalha de honra. A elite não só controla o sistema de educação dos EUA, como têm ao longo dos anos doado enormes quantidades de dinheiro para escolas Ivy League. Actualmente, as escolas Ivy League são consideradas as escolas-padrão dos EUA, e é em relação a elas que as outras universidades e escolas se comparam. Para além disso, os últimos 4 presidentes americanos foram educados numa escola Ivy League.

A elite exerce também uma tremenda quantidade influência sobre várias sociedades secretas ("Skull and Bones", a Maçonaria, etc.), sobre poderosos grupos de reflexão e clubes sociais ("Council on Foreign Relations", a Comissão Trilateral, o Grupo Bilderberg,o "Bohemian Grove", o "Chatham House", etc.), e também sobre uma vasta rede de instituições de caridade e organizações não-governamentais (a Fundação Rockefeller, Fundação Ford, a "World Wildlife Fund", etc.).

Mas por alguns momentos, quero-me focar no poder que a elite tem sobre os média. Num artigo prévio detalhei como apenas seis companhias monolíticas gigantescas controlam a maior parte do que vemos, ouvimos e lemos diariamente. Estas empresas gigantescas são donas de canais de televisão, canais por cabo, estúdios de cinema, jornais, revistas, casas de publicação, editoras musicais e muitos dos nossos sites favoritos. Levando em conta que o americano comum vê em média 153 horas de televisão mensalmente, a influência que estas seis companhias gigantescas têm não pode ser subestimado. O que se segue são algumas companhias mediáticas que estes seis gigantes possuem:

Time Warner

Home Box Office (HBO)
Time Inc.
Turner Broadcasting System, Inc.
Warner Bros. Entertainment Inc.
CW Network (partial ownership)
TMZ
New Line Cinema
Time Warner Cable
Cinemax
Cartoon Network
TBS
TNT
America Online
MapQuest
Moviefone
Castle Rock
Sports Illustrated
Fortune
Marie Claire
People Magazine

Walt Disney

ABC Television Network
Disney Publishing
ESPN Inc.
Disney Channel
SOAPnet
A&E
Lifetime
Buena Vista Home Entertainment
Buena Vista Theatrical Productions
Buena Vista Records
Disney Records
Hollywood Records
Miramax Films
Touchstone Pictures
Walt Disney Pictures
Pixar Animation Studios
Buena Vista Games
Hyperion Books

Viacom

Paramount Pictures
Paramount Home Entertainment
Black Entertainment Television (BET)
Comedy Central
Country Music Television (CMT)
Logo
MTV
MTV Canada
MTV2
Nick Magazine
Nick at Nite
Nick Jr.
Nickelodeon
Noggin
Spike TV
The Movie Channel
TV Land
VH1

News Corporation

Dow Jones & Company, Inc.
Fox Television Stations
The New York Post
Fox Searchlight Pictures
Beliefnet
Fox Business Network
Fox Kids Europe
Fox News Channel
Fox Sports Net
Fox Television Network
FX
My Network TV
MySpace
News Limited News
Phoenix InfoNews Channel
Phoenix Movies Channel
Sky PerfecTV
Speed Channel
STAR TV India
STAR TV Taiwan
STAR World
Times Higher Education Supplement Magazine
Times Literary Supplement Magazine
Times of London
20th Century Fox Home Entertainment
20th Century Fox International
20th Century Fox Studios
20th Century Fox Television
BSkyB
DIRECTV
The Wall Street Journal
Fox Broadcasting Company
Fox Interactive Media
FOXTEL
HarperCollins Publishers
The National Geographic Channel
National Rugby League
News Interactive
News Outdoor
Radio Veronica
ReganBooks
Sky Italia
Sky Radio Denmark
Sky Radio Germany
Sky Radio Netherlands
STAR
Zondervan

CBS Corporation

CBS News
CBS Sports
CBS Television Network
CNET
Showtime
TV.com
CBS Radio Inc. (130 stations)
CBS Consumer Products
CBS Outdoor
CW Network (50% ownership)
Infinity Broadcasting
Simon & Schuster (Pocket Books, Scribner)
Westwood One Radio Network

NBC Universal

Bravo
CNBC
NBC News
MSNBC
NBC Sports
NBC Television Network
Oxygen
SciFi Magazine
Syfy (Sci Fi Channel)
Telemundo
USA Network
Weather Channel
Focus Features
NBC Universal Television Distribution
NBC Universal Television Studio
Paxson Communications (partial ownership)
Trio
Universal Parks & Resorts
Universal Pictures
Universal Studio Home Video

E é claro que a elite é também dona da maior parte dos nossos políticos. O que se segue é uma citação do jornalista Lewis Lapham:

A modelagem da vontade do Congresso e a escolha do presidente Americano tornou-se um privilégio reservado âs classes equestres do país, isto é, 20% da população que é dona de 93% da riqueza, os poucos felizes que dirigem as companhias e os bancos, os que são donos e operam os média noticiosos e de entretenimento, os que  compõem as leis e governam as universidades, os que controlam as fundações filantrópicas, os institutos que criam as politicas, os casinos e as arenas desportivas.

Já te questionaste do porquê as coisas permanecerem na mesma em Washington DC, independentemente de quem tu votas? Isso é porque ambos os partidos são propriedades do mesmo establishment. Seria bom pensar que o povo americano estão no controle do que se passa nos EUA, mas não é assim que as coisas funcionam no mundo real. No mundo real, o político que mais donativos consegue angariar vence mais de 80% das vezes em eleições nacionais. Os nossos políticos não são estúpidos: eles irão agir de forma muito positiva para as pessoas que lhes podem conferir as pilhas de dinheiro que eles precisam para as suas campanhas eleitorais. E as pessoas que podem fazer isso são os ultra-ricos e as companhias gigantescas que os super-ricos controlam.

Começas a entender as coisas agora? Existe um motivo para os super-ricos serem chamados de "o establishment": eles geraram um sistema que muito os favorece, e que lhes permite controlar tudo.

Então, quem é que manda no mundo? Eles mesmos é que mandam no mundo. De facto, eles chegam mesmo a admitir este facto. No seu livro de 2003 com o nome de "Memórias", David Rockefeller escreveu o seguinte:

Por mais de um século, os extremistas ideológicos de ambos os lados do espectro político apoderaram-se de incidentes amplamente publicitados, tais como o meu encontro com [o ditador genocida Fidel] Castro, para atacar a família Rockefeller devido à excessiva influência que eles alegam que nós temos sobre as instituições políticas e económicas Americanas. Alguns chegam até a acreditar que fazemos parte duma cabala secreta operando contra os melhores interesses os Estados Unidos, caracterizando a minha família e eu de "internacionalistas", e que conspiramos com outros por todo o mundo para construir uma estrutura económica e política global mais integrada - um mundo unificado, se assim podemos dizer. Se essa é a acusação, então sou orgulhosamente culpado.

Muito mais poderia ser dito em torno deste assunto. De facto, livrarias cheias de livros poderiam sr escritas em relação ao poder e à influência sobre os super-ricos banqueiros internacionais que controlam o mundo, mas, espero eu, isto é o suficiente para dar início a uma conversa.

Fonte:"Who Runs The World? Solid Proof That A Core Group Of Wealthy Elitists Is Pulling The Strings" http://bit.ly/TkOj7D

* * * * * * *

Convém ressalvar que é esta mesma elite de super-ricos que financia os "movimentos sociais" de todo o mundo ocidental - Gayzismo, Feminismo, Aborcionismo, Movimento Negro, Indigenismo, Movimentos anti-Brancos, Multiculturalismo, Controle Populacional, Ambientalismo, Neo-Ateísmo, etc.



quinta-feira, 10 de Julho de 2014

Grupo feminista não quer igualdade prisional


O projecto que teve início em Brighton na costa sul da Grã-Bretanha gere um conjunto de centros que organizam instalações de reabilitação comunitária para as mulheres. A pressão política levada a cabo por este grupo milita de modo a que esta abordagem seja aplicada numa escala mais ampla, visto que o mesmo grupo alega que esta metodologia se revelou mais eficaz.

Um proporção significativa sofreu também violência séria e contínua, ou violência sexual, quer em idade adulta quer em idade infantil.
– Inspire Women’s Project, Executive Summary.

Qual seria, então, o argumento para que as mulheres evitassem ir para a prisão? Este artigo publicado no ano passado resume muito bem o argumento feminista. O próprio título, "Mães & Prisão: As Alternativas" (“Mothers & Prison: The alternatives”), começa mal desde o início visto que é injusto alegar que as mães merecem um estatuto especial na mesma sociedade onde os homens não têm direitos de custódia iguais.

A partir daqui, o artigo só piora. Tal como muitas feministas, os argumentos usados pelo grupo Inspire usam o truque da omissão quando tentam  justificar o tratamento desigual para os criminosos do sexo masculino e para as criminosas do sexo feminino. Os apoiantes desta política afirmam que as transgressoras femininas são tipicamente de ambientes familiares desfavorecidos e abusivos. Muito provavelmente estão correctas, mas o que elas deixam de fora é que isto resume o ambiente familiar de virtualmente todos os homens na prisão. Uma história de violência e negligência é frequentemente o que caracteriza a vida inicial dum transgressor criminal reincidente. De mesma forma, uma larga proporção dos homens nas prisões sofreram, ou ainda sofrem, de doença mental - precisamente o mesmo argumento que a Inspire usa para as transgressoras do sexo feminino.

Ponderar sobre estes tópicos é tocar numa questão que deu trabalho aos filósofos e comentadores através dos tempos. Qual é o propósito do castigo? Será para reformar os indivíduos, ou infligir um castigo que envolve um sentido de satisfacção dentro da sociedade mais alargada? Será que é para intimidar o criminoso, e, através do exemplo, intimidar os outros membros da sociedade?

Convém ressalvar que a maior parte dos casos que são apresentados como forma de apoiar o argumento feminista são o produto da própria boca da transgressora. É um cliché bem conhecido que todos os criminosos são peritos na construção de histórias emotivas. Se eles tivessem essa possivbilidade, virtualmente todos os homens das prisões iriam alegar terem sido "vítimas" e que o seu caso merece algum tipo de simpatia. As mulheres que usam este tipo de argumentação têm a vantagem de ser complicado andar por uma rua duma cidade sem ver um poster duma mulher a sofrer algum tipo de injustiça, consequência duma sociedade que é rápida em olhar para a mulher como vítima.

Custa £45,000 manter uma mulher na prisão durante o ano inteiro - ao mesmo tempo que 45% de todas as mulheres que foram libertas em 2010 sob regime de custódia voltaram a transgredir no espaço de 12 meses.
 – site do Ministério da Justiça

É difícil ver de que forma qualquer um destes exemplos que a Inspire e os apoiantes com a mesma filosofia usam podem, de alguma forma, ser útil para justificar o tratamento desigual entre homens e mulheres; o que quer que seja dito das transgressoras e do tratamento que elas merecem é tipicamente verdade em relação aos transgressores (homens).

Será houve algum conjunto de regras universais feitas para excluir alguns transgressores do tratamento normal? Se o criminoso tem uma história de vida triste, será que ele deve evitar a prisão? Ou será que uma história de doença mental é motivo para não se ir para a prisão? Se sim, então preparem-se para retirar 90% dos transgressores do sexo masculino das prisões e colocá-los dentro da população geral. Sem dúvida que a curto prazo isso iria poupar dinheiro, visto que o elevado custo de manter as mulheres na prisão é um argumento usado pelas feministas para conferir tratamento especial às mulheres. No fundo, este argumento falha o mesmo teste básico de todos os argumentos que militam por tratamento injusto visto: tudo o que possa ser dito das mulheres pode também ser dito dos homens transgressores.

No fundo, algumas pessoas podem debater se a sentença comunitária, em oposição à detenção, é uma "opção suave", e a maior parte da retórica emprega fraseologia tal como "duro esquema comunitário". Um teste simples seria oferecer a cada criminoso sentenciado a escolha de ir para a prisão ou cumprir uma sentença comunitária. É preciso levar em conta que quando chegar a altura do criminoso enfrentar a cadeia, normalmente ele já está suficientemente familiarizado com o sistema de justiça de forma a fazer uma decisão informada. Segundo os apoiantes dos esquemas-específicos-para-as-mulheres, os criminosos não revelariam qualquer tipo de preferência pela sentença comunitária em vez da prisão.

E mesmo que sejam encontradas diferenças na eficácia das sentenças comunitárias para os homens e para as mulheres, isso não mudaria nada. Se ficasse provado que a taxa de reincidência criminosa entre os homens que haviam cumprido uma sentença comunitária era mais elevada, as feministas iriam alegar que isso era uma evidência forte de que o serviço comunitário não era abordagem correcta para os homens. No entanto, se ficasse provado que a reincidência das criminosas era maior entre aquelas que haviam cumprido serviço comunitário, as feministas alegariam que isso era evidência de que as mulheres criminosas precisavam de um apoio maior. Não há forma de vencer esta lógica.

Uma experiência intelectual pode ser usada para esclarecer ainda mais o assunto. Imaginemos que era descoberto que durante os anos 70, na África do Sul, o governo havia declarado que os brancos iriam receber um tratamento diferente dos negros caso ambos levassem a cabo o mesmo crime. Poderia ser alegado que os brancos eram menos susceptíveis de se envolverem em actividades criminosas e que a minoria que se envolvia era tipicamente vitima das dificuldades e da pobreza. Mais ainda, medidas tais como a educação e o serviço comunitário pareciam ser mais eficazes do que a prisão entre os criminosos brancos. Será que serias capaz de viver com isso?


* * * * * * *

Um dos propósitos do feminismo é separar as mulheres das consequências do seu próprio comportamento, elevando assim as mulheres para uma artificial posição de impunidade moral que só lhe faz mal. Esse é um dos propósitos do aborto. Agora, ficamos a saber que as feministas não querem que as mulheres sejam presas, mesmo que cometam exactamente o mesmo crime que os homens. Ou seja, as feministas querem "igualdade" de regalias com os homens, mas não querem igualdade de responsabilidade.

O propósito final disto, obviamente, não é ajudar as mulheres (porque pessoas a quem não são exigidas responsabilidades, mais cedo ou mais tarde, entram em rota de auto-destruição) mas sim destruir ainda mais os relacionamentos entre os homens e as mulheres, causando a que os homens comecem a olhar para as mulheres da mesma forma que todas as pessoas que foram vítimas de injustiça olham para quem beneficiou com a injustiça.



domingo, 6 de Julho de 2014

Suiça prepara-se para o fim da União Europeia?

O Exército Suíço está a preparar planos de contingência para a ocorrência de agitação violenta por toda a Europa. Uma nação mais conhecida pelos seus bancos, relógios e chocolates, teme um influxo maciço de refugiados Europeus num futuro próximo.  Em Setembro último as forças militares Suíças levaram a cabo exercícios com o nome de 'Stabilo Due',  que incluía cenários envolvendo instabilidade violenta por toda a Europa.

A Suiça tem mantido uma posição abertamente neutra há décadas, havendo também recusado fazer parte da zona euro quando lhe foi apresentada essa oportunidade.

O maior receio de Berna é provavelmente a desorganização dos exércitos das nações vizinhas que se seguiria à instabilidade geral; a crise da zona euro e a severas medidas de austeridade dentro da União Europeia estão a forçar os estados-membros a cortar de modo significativo nos orçamentos dos seus militares. Se os protestos se continuarem a alastrar por toda a Europa, as forças polícias e as forças armadas locais podem-se revelar mal preparadas para conter os tumultos.

O ministro de Defesa Suíço Ueli Maurer afirmou:

Não coloco de parte que venhamos a precisar do exército nos próximos anos.


O Ministério de Defesa Suíço avançou com as medidas que visam modernizar o exército do seu país, apesar da oposição política. Com o seu orçamento multi-bilionário e com um exército composto por 200,000 soldados, o país tem também planos de comprar caças ‘Saab Gripen’. John R. Schindler, professor de assuntos em torno da segurança nacional na "US Naval College" escreveu um artigo para o site da "XX Committee" onde se lê:

O Ministro Maurer, fazendo-se acompanhar sussurradores provenientes da liderença mal informada na Suiça, está a tentar sensibilizar a nação para o facto da crise fiscal Europeia . . . poder vir a ser muito pouco agradável.

O Chefe das Forças Armadas Suiças, o Tenente-General André Blattmann, revelou também planos para colocar quatro batalhões adicionais de forças militares (1,600 soldados) para proteger os pontos estratégicos por todo o país. Espera-se queBlattmann apresente o plano em Dezembro.

O professor Schindler prevê que, "se o próximo Anders Brievik viesse a atacar muçulmanos, e não Europeus, as coisas poderiam ficar feias duma forma inimaginável," o que poderia dar início a levantamentos muçulmanos por toda a Europa.

No entanto, a Suiça encontra-se em oposição total às políticas multiculturais, um pensamento agora comum em outros países Europeus. Em 2009 a Suiça aprovou um referendo nacional banindo a construção de minaretes islâmicos. E embora a crise económica global tenha forçado as nações Europeias a fazer cortes nas suas forças militares, a Suiça tem mantido níveis relativamente consistentes de gastos com a defesa militar.

Fonte

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Uma vez que a guerra civil se aproxima da Europa, os Suíços estão mais do que correctos em manter o seu exército pronto. Nenhuma nação sobrevive por muito tempo quando ela fragiliza um dos meios de proteger a sua soberania.



quarta-feira, 2 de Julho de 2014

A Sina da Rússia: Máfia Banqueira Busca Vingança Contra Putin

Por Natalia Vitrenko

O Ocidente desencadeou uma guerra contra [o Presidente Russo Vladimir] Putin dentro da Rússia. Por enquanto, é uma guerra de informação, mas os insultos podem escalar até às ameaças. Totalmente de acordo com as técnicas das revoluções coloridas, o palco agora a ser preparado pode muito bem ser chamado de "o magma em aquecimento" da população, onde os descontentes são treinados para irem para as estradas e ouvir as ordens do "chefes".

Não há qualquer dúvida que a percentagem de agentes do Ocidente influentes, pessoas que vivem dos subsídios de Americanos, e aqueles que odeiam a Rússia como estado, era insignificante entre aqueles que se reuniram na Bolotnaya Square em Moscovo, no dia 4 de Fevereiro. Mas essas pessoas são levedura para o fermento. As pessoas são treinadas a ouvi-las, e centenas de milhares de pessoas crédulas e enganadas estão prontas a segui-las.

Eu sou uma economista, bem como mulher da política. Para além da minha predisposição genética em favor da unidade entre nós Ucranianos e os povos da Rússia e da Bielorrússia, bem como a minha experiência própria em lutar contra a psicose "alaranjada", sou também uma cientista que entende certos padrões fundamentais do desenvolvimento. Isto permite-me antecipar e prever resultados, e pelo menos avisar as pessoas de certos perigos. E isso é o que eu honestamente quero fazer aos cidadãos Russos que se encontram angustiados com o desafio de fazer a escolha certa, para além de estarem em busca de respostas para questões difíceis.

É impossível disponibilizar um quadro adequado para a totalidade de questões num só artigo. Irei-me focar num só tópico que revela um só aspecto - e talvez o mais importante - do ódio feroz que a máfia banqueira mundial tem por Vladimir Putin. O tópico do qual se vai falar não é levantado nos comícios de rua, e é algo que os recém-aparecidos treinadores de "democracia" não falam.

O que é um Banco "Independente"?

A economia é base da sociedade. O dinheiro é o "sangue" da economia. Um dos muitos atributos principais duma nação-estado independente é o monopólio da emissão de dinheiro (a impressão de dinheiro), que determina a quantidade de dinheiro em circulação. A emissão de dinheiro por parte do governo é um mecanismo básico para o avanço do crescimento económico. E se o dinheiro é emitido segundo as necessidades da economia, para o desenvolvimento da produção, então isso não é uma fonte de inflação.  Regular tal emissão de dinheiro pode até contribuir para a diminuição dos preços.

Na União Soviética, o dinheiro era emitido para financiar o crescimento da riqueza nacional. O estado lidava com os seus problemas financeiros, imprimindo ele mesmo o dinheiro. Nos pagamentos entre os países membros do "Council for Mutual Economic Assistance" (CMEA) era usado um rublo de "transferência" sem dinheiro, ao mesmo tempo que no mercado mundial a União Soviética usava o dólar bem como outras moedas estrangeiras. Os bancos estatais financiavam e providenciavam empréstimos para toda a economia nacional. Os bancos não especulavam mas serviam o sistema circular da economia, apoiando a troca de mercadoria, o empréstimo, e as poupanças.

A globalização da economia mundial, isto é, a mudança das económicas mundiais para o controlo de um núcleo único de capital [monetário], nas mãos do governo mundial, começou a ser implantada depois da Segunda Guerra Mundial, inicialmente via métodos económicos através da rede do FMI [Fundo Monetário Internacional] e od Banco Mundial. Eles operaram junto das elites políticas dos países, uma de cada vez, usando o suborno, a chantagem e a lavagem cerebral. Todo o tipo de "instituições da sociedade civil" foram criadas para este propósito.

Um papel importante foi atribuído às organizações não-governamentais (ONGs) financiadas por subsídios estrangeiros. Então, os políticos que foram seduzidos desta forma usaram a Constituição nacional para forçar a independência do sistema bancário do governo dum país, e fizeram com que o seu país ficasse agarrado aos empréstimos do FMI. Estamos cientes da forma como isto foi feito à Rússia de Boris Yeltsin e à Ucrânia de Leonid Kravchuk, entre outro exemplos [ed: Em Portugal isso aconteceu em 1977].

Os empréstimos do FMI eram sempre dados sob condições duras. Na tríade de reformas prescritas pelo FMI (desregulamentação, privatização e estabilização macroeconômica), o lugar mais importante era alocado para o sistema bancário. Era obrigatório que esse sistema bancário ficasse independente do Estado (!), para além  do facto de bancos comerciais (privados) terem que ser estabelecidos junto aos bancos que já existiam.

Pensem nisso! Era obrigatório que os bancos centrais ficassem independentes dos governos dos seus países!  Depois disto, como os únicos bancos emissores de dinheiro, eles começaram a emprestar dinheiro ao governo. Com juros. Estes juros bancários passaram a ser, ao mesmo tempo, uma fonte de enriquecimento para o sistema bancário, e uma fonte de inflação (aumento dos preços dos bens e dos serviços) para o resto do país.

Os interesses corporativistas dos donos dos bancos integraram-se na máfia bancária global. Este agrupamento promove bolhas financeiras especulativas (derivados), ao mesmo tempo que destrói a verdadeira economia (produção de bens). O resultado é desemprego em massa, empobrecimento, e aumento das taxas de morte entre a população. Ao mesmo tempo, o processo de enriquecimento da oligarquia global acelera, e o hiato entre os ricos e os pobres aumenta em todos os países.

O governo mundial olha para a independência dos bancos apenas em termos da sua independência dos governos nacionais. Mas todo o sistema bancário mundial depende (se depende!) dum único centro emissor da maior moeda do mundo: o dólar Americano. O dólar é emitido pelo "Federal Reserve System" (Fed), que é privado.

Há cem anos atrás o Fed foi criado por 12 bancos comerciais Americanos dos mais variados estados. Várias dezenas de banqueiros apoderaram-se, antes de tudo, do governo Americano. Então, e através de bancos centrais "independentes" de vários países vítimas, eles apoderaram-se da emissão de dinheiro desses países, o que significa, para todos os efeitos, que eles apoderaram-se da gestão económica desses países.

É o Fed que satura o mundo com toneladas de papel sem valor - o dólar, que não tem qualquer tipo de suporte genuíno, nem ouro nem bens. O Fed arrastou os Estados Unidos para um gigantesco endividamento nacional. No dia 1 de Janeiro de 2012, a dívida dos EUA já era de $16.39 triliões. Quase todos os países do mundo estão afectados por uma enorme escravidão resultante da dívida: o total da sua dívida externa já é de $54 triliões, incluindo um endividamento externo total na ordem dos $33.5 triliões.

Isto é o resultado natural das operações da máfia banqueira internacional. Defendendo os interesses do governo mundial, o FMI coloca os bancos centrais dos países vítimas sob condições impostas por um "conselho monetário". Dentro deste modelo, a emissão da moeda nacional é permitida apenas em quantidade igual ao aumento das reservas monetárias no banco central do país.

Não é o volume do mercado doméstico, mas apenas o volume das exportações do país (isto é, venda de bens e serviços no mercado mundial e, em regra geral, em troca por dólares) que permite o crescimento do ouro e das reservas monetárias e, em conformidade, permissão para emitir uma quantidade equivalente da moeda. Isto leva à  dolarização da economia duma nação supostamente soberana.

Poucas pessoas do mundo entendem este problema, e certamente que os participantes das revoluções coloridas não pensam nisto visto que são enganados por slogans sobre a liberdade, democracia e a luta contra a corrupção. As pessoas presentes nas manifestações de protesto falam da corrupção dos oficiais, mas nada dizem das fraudes bancárias e de outras actividades bancárias destrutivas, que têm atingido, duma forma muito mais dura, o país e todas as pessoas que lá vivem.

A Vingança da Máfia Banqueira

Todos os países do mundo sofrem com um sistema bancário que destrói a verdadeira economia, protegendo os interesses do capital financeiro especulativo. Os EUA não são excepção; o governo depende duma organização privada, o Fed, e dos interesses e apetites de duas dúzias de chefões banqueiros. Há quase meio século atrás, o Presidente John F. Kennedy entrou em rota de colisão com a política monetária da Reserva Federal e batalhou contra os donos das maiores empresas de aço de Wall Street. O seu assassinato seguiu-se a estes confrontos. Mais alguns exemplos:

* Depois da sua re-eleição em 1965, o Presidente Francês Charles De Gaulle pediu aos Estados Unidos para trocar 1,5 biliões por ouro, propondo a que se revertesse ao ouro físico nos acordos internacionais. Sendo firmemente oposto aos ditames dos EUA, ele retirou a França da NATO em 1966. Para evitar um escândalo internacional, os EUA tiveram que trocar o preferido dólar-lixo por ouro, tal como De Gaulle havia pedido. Passados que estavam dois anos, demonstrações e greves aconteceram por acaso, resultando na demissão forçada de Charles De Gaulle em 1969. No ano seguinte ele morreu subitamente.

* Eu mesma experimentei a vingança da máfia banqueira internacional. Durante a campanha Presidencial para a Ucrânia, em 1999, a minha popularidade estava mais elevada que a popularidade de qualquer outro candidato (32%) e eu tinha fortes possibilidades de derrotar Leonid Kuchma na segunda volta. Eu fiz a minha campanha de acordo com um programa onde apelava para que a Ucrânia saísse do FMI, colocasse o sistema bancário sob o controle estatal, des-dolarizasse economia, e fizesse uma maior integração com a Rússia. Nenhum dos outros candidatos tinha planos iguais a estes.

Uma gigantesca campanha de difamação foi lançada contra mim, seguido duma ataque terrorista. No dia 2 de Outubro de 1999 em Krivoi Rog, duas granadas RGD foram atiradas a mim durante um encontro com votantes. Fiquei ferida, e no total, 44 pessoas ficaram feridas com mazelas do mais variados graus de gravidade. Nenhum dos governos pró-Ocidente da Ucrânia (nem Kuchma, ou Yushchenko, ou Yanukovych) descobriram que ordenou tal crime, e as investigações foram abandonadas.

* Ou tomemos ainda outro exemplo: os eventos no Iraque. O Presidente Iraquiano Saddam Hussein deixou de aceitar dólares em troca de petróleo e mudou para o Euro. Sob o fabricado pretexto do Iraque ter armas de destruição em massa, em 2003 os EUA bombardearam e mutilaram este estado soberano, e depois disso, os carniceiros Americanos executaram o Presidente do Iraque, eleito de forma legitima.

* E temos também o exemplo da Líbia. O que foi que o líder Líbio Muammar Qaddafi fez que enfureceu os imperialistas Americanos e Europeus? Ele alcançou a prosperidade e a harmonia na Líbia multi-tribal, com base numa economia forte. Esta economia tornou-se forte através da nacionalização da produção de petróleo, regulamentação governamental do sistema bancário, e a proibição do empréstimo com juros. Mais ainda, Qaddafi começou a agir de modo activo em favor duma integração dos países do Norte de África.

Qaddafi planeou apresentar uma moeda comum - o dinar-ouro. Isto era uma coisa que o governo mundial não poderia perdoar! Foi por isso que eles fortaleceram bandidos locais, deram armas, e levaram-nos a atacar a autoridade legítima da Líbia. Os EUA e a União Europeia são responsáveis pela derrota da soberana nação da Líbia, e pela morte de Qaddadi, que foi despedaçado por uma turba.

* Vejam a forma como eles trataram a Hungria, onde o governo decidiu tomar conta do banco central. A UE, o FMI e, claro, os EUA, desencadearam uma tempestade de ultraje contra a liderança Húngara. Em Dezembro de 2011, Hillary Clinton chegou até a ter tempo para mandar uma carta pessoal furiosa ao Primeiro Ministro Húngaro Viktor Orban. O motivo para isto não foi a alegada violação de certos direitos e liberdades democráticos por parte das leis Húngaras recentemente adoptadas, nem a sua nova Constituição, que entrou em efeito no dia 1 de Janeiro de 2012.

Não, o exemplo da Ucrânia mostra que os "democratas" ocidentais preferem não ver coisas tais como essas. Na Ucrânia, o Presidente, o Parlamento e o Governo, sob o olhar do mundo inteiro, privam o nosso povo dos nossos direitos constitucionais, o neo-fascismo está a mostrar a sua cara feia, a Constituição da Ucrânia está a ser reconstruída e claramente ajustada para o próximo líder do país. O mundo olha para outro lado porque o governo Ucraniano não ameaça mudar as coisas que o Ocidente considera sagradas, tais como a "independência" do banco central.

A razão principal por trás das ameaças de expulsar a Hungria da União Europeia, cortar o seu acesso aos empréstimos do FMI, e levar o país à bancarrota, prende-se com a nova lei em torno do Banco Nacional (o MNB), aprovada pelo Parlamento Húngaro bem no final do ano passado. Esta lei coloca o MNB totalmente sob o controle do governo. O presidente do MNB será nomeado pelo Primeiro Ministro e aprovado pelo Presidente do país. Os nove membros do Conselho Monetário serão escolhidos pelo Parlamento. Orbán introduziu também taxas adicionais sobre o sector bancário, e implantou regulações governamentais nos ordenados e nas pensões dentro do sector bancário. Para além disso, a Constituição inclui medidas de protecção para o forint como a moeda nacional. Estas medidas foram uma verdadeira provocação ao governo mundial, bem como à máfia bancária. É por isso que a Hungria tem sido atingida.

A Perda de Direitos Soberanos

Os líderes de nações ostensivamente soberanas, que, em nome de empréstimos em dólares e apoio político dos EUA e da União Europeia, obedecem a todas as exigências do governo mundial. estão, na verdade, a privar os seus próprios países do direito de determinar e regular eles mesmos a sua política monetária nacional. O exemplo da Ucrânia é bastante ilustrativo. O líder do Banco Nacional da Ucrânia Victor Yushchenko (que disfrutou duma ascenção meteórica na sua carreira profissional, ele que era um contabilista) tornou-se num favorito dos EUA e do mundo bancário mundial devido aos serviços prestados. Realmente!

O sistema bancário Ucraniano foi organizado de tal forma que os homens de negócios Ucranianos sufocavam com a falta de acesso ao crédito; a produção industrial teve uma queda, milhões de pessoas passaram a viver nas estradas devido à falta dos meios de subsistência, e a população foi atingida com o aumento dos preços. Ao mesmo tempo que isto ocorria, a oligarquia enriqueceu, graças à especulação em torno do ouro nacional e às reservas monetárias, graças às remessas provenientes de pessoas a trabalhar no estrangeiro e graças também à reforma monetária de 1996.

O Ocidente organizou e financiou a Revolução Laranja - a demonstração em Maidan ("Independence Square") - e todo o processo do golpe de 2004 como forma de colocar Yushchenko como Presidente. Devido a isso, a reforma do sistema bancário, com a obrigatória independência do banco central em relação ao governo nacional, é um rigoroso requerimento por parte do governo mundial. De modo a que isto possa ser levado a cabo, as constituições nacionais são alteradas e são introduzidas leis especiais. Foi assim na Rússia, na Ucrânia e em todos os países-alvo. O Artigo 2º da Lei Federal do Banco Central da Federação Russa (Banco da Rússia) declara:

O Banco da Rússia irá exercer os seus poderes de possuir, usar e gerir as suas propriedades, incluindo as reservas de ouro e moeda do Banco da Rússia. . . . O estado não será responsável pelas obrigações do Banco da Rússia, e o Banco da Rússia não será responsável pelas obrigações do estado.

A Lei Ucraniana em torno do Banco Nacional da Ucrânia é quase idêntica. O Artigo 4º diz:

O Banco Nacional será uma instituição economicamente independente. . . . . O Banco Nacional não será responsável pelas responsabilidades das agências governamentais; as agências governamentais não serão responsáveis pelas obrigações do Banco Nacional.

Esse é o propósito. Eles querem que os bancos, que formam o sistema circulatório da economia, sejam independentes dos governos - isto é, independentes das suas próprias nações. Eles não se importam com os problemas da sociedade ou se os seus objectivos são atingidos em prol da população e do desenvolvimento da produção! Tal sistema bancário, liderado por um banco central, torna-se numa massa cancerosa, devorando e matando todo o organismo em vez de sustentar a nação. Sem uma mudança radical, sem mudanças no papel do banco central, qualquer desenvolvimento económico e modernização da produção, qualquer transição para um modelo inovador, está fora de questão.

A Atitude de Putin em Relação a Sistema Bancário Russo

Putin visita um hospital
Putin sabe de todas estas coisas. Na verdade, ele apercebeu-se disto há já algum tempo, por altura em que ele se tornou presidente. Ele assumiu a posição em Maio, e alguns meses depois apresentou as suas reformas à lei ao DUMA, essencialmente nacionalizando o banco central. Claro que Putin contava com o apoio dos partidos do DUMA, que defendiam verbalmente o apoio a medidas que fomentassem a prosperidade nacional. Mas o que aconteceu foi que . . . . nenhum partido apoio a proposta de lei - nem mesmo o Partido Comunista.

Isto foi um banho de água fria para Putin, e isto gerou uma pergunta fundamental em relação aos partidos políticos do DUMA: a quem é que eles servem? Quais são os interesses que eles representam? Nesta situação, Putin fez o único gesto correcto possível. Deu ao "Foreign Economic Bank" (Vneshekonombank, ou VEB) funções semelhantes às funções do banco central.

Começando em 2001, este banco, que depois da destruição da União Soviética havia-se limitado a re-estruturar a dívida externa da antiga União Soviética, começou a executar instruções governamentais relativas ao financiamento de projectos sociais. Em 2003 este banco tornou-se na empresa governamental gestora dos investimentos dos fundos de pensões. Em 2007 o banco foi reorganizado como o "Development and Foreign Economic Bank" (VEB).

Já em 2008, o VEB financiou mais de 70% dos projectos de investimento, no valor de 750 biliões de Rublos (cerca de 25 biliões de dólares). Em 2009 o banco providenciou o crédito para a construção das instalações para os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi. Este mesmo banco emite empréstimos a longo prazo com a duração de 5-10 anos. Isto é o que o Banco Central da Rússia não não poderia fazer. Ou melhor ainda, o que a máfia bancária não deixaria que o Banco Central Russo fizesse.

A execução de tais funções por parte de bancos "clones" - criados para passar por cima das exigências do governo mundial - foi habilmente delineada por Nikolai Starikov no seu livro "Nationalization of the Ruble: Pathway to Freedom for Russia" (Moscovo: Piter, 2011). Ele identificou um segundo clone, um duplo do Sberbank (o "Savings Bank of Russia" do estado), que era subsidiário do Banco Central. Um  pacote controlador das suas acções, mais de 60%, pertence ao Banco Central.

O Sberbank é o banco com cotação mais elevada em termos de activos. De forma a promover o investimento na economia, o governo deu um prazo final ao Sberbank em 2002, criando o VTB, um grupo bancário controlado em cerca de 85% pelo estado e que está em segundo na Rússia em termos de activos. O VTB começou a investir em negócios e na economia genuína. Chegou até a emprestar 2 bilhões de dólares à Ucrânia (sem qualquer tipo de exigências, tais como as que o FMI impõe sempre que faz um empréstimo). Os bancos centrais "independentes" estão proibidos de levar a cabo tais funções.

A máfia bancária mundial, olhando apenas para os seus interesses, e preocupando-se só em aumentar o seu capital, ignora por completo as necessidades das economias nacionais. Eventos recentes demonstraram mais uma vez. Bem no meio da crise financeira global, que se tem feito sentir de forma bem forte na Europa (a dívida externa está a estrangular os países da zona Euro, a produção está em queda, e a recessão está a tornar-se numa estagnação), o Banco Central Europeu começou, de repente, a disponibilizar quantidades ilimitadas de empréstimos (a 3 anos) aos bancos comerciais.

Em Janeiro de 2012, €489 bilhões foram bombeados para dentro do sistema bancário a taxas de juro bem moderadas. Ao fazer isto, o Banco Central Europeu (BCE) estava a proteger os bancos (!) de qualquer perda, na eventualidade da dívida de países problemáticos vir a ser amortizada. Bancos da Itália, Espanha, Irlanda, França, Grécia e Alemanha haviam já recebido em dobro, por parte do Banco Central Europeu, quantidades de dinheiro mais do que suficientes para cobrir os seus riscos. Apesar disso, eles não estão a investir nos sectores genuínos da economia (pelo contrário, eles apertam os seus termos de empréstimo).

Eles têm estado a comprar os títulos Italianos, Espanhóis, e Irlandeses, esperando com isso aumentar o seu capital especulativo. E é disso que a máfia bancária está atrás! Putin atreveu-se a desafiar a máfia: ele fortaleceu o estado, usando o controle governamental sobre o capital bancário, colocando-o a trabalhar de forma a desenvolver a produção, e promover o crescimento económico e o bem estar da população Russa.

Putin, a propósito, foi capaz de pagar a dívida externa da Rússia, não através do ouro e das reservas monetárias do Banco Central, mas só através da criação dum Fundo Estabilização. Devido a isto, ao mesmo tempo que a dívida externa do Japão se encontra fixa em 220% do PIB, na Grécia a 142%, nos EUA a 91,6%, na França a 84,3% e na Alemanha a 80%, na Rússia este nível centra-se em apenas 9% do PIB.

Apercebendo-se que o Banco Central não iria usar o Fundo de Estabilização para suprir as necessidades da população, Putin dividiu-o em duas partes - o Fundo de Reserva (gerido pelo Banco Central) e o Fundo Nacional de Bem-Estar (controlado pelo governo). Isto tornou possível apoiar a produção nacional durante a crise global e fortalecer os programas sociais. Como resultado, enquanto que em 2011 o PIB nos EUA cresceu em 1,6%, e na zona Euro cresceu por 1,5%, na Rússia o PIB cresceu em 4,2%, bem acima da média mundial de 2,8%.

No meio da crise, os ordenados e as pensões na Rússia estavam em crescimento de forma bem notória, e o sistema de saúde, bem como a educação, estavam a receber um financiamento maior. O governo Russo não cedeu às exigências do FMI de elevar a idade de reforma (tal como foi feito na Ucrânia) e nem cedeu à pressão do FMI de aumentar a duração do dia de trabalho (que também se encontra em preparação na Ucrânia).

Se levarmos em conta que Putin tem militado de forma bem vincada por uma maior integração das antigas repúblicas Soviéticas (e não só numa União Aduaneira mas numa União Eurasiana!), e tem-se manifestado de forma bem frontal e inequívoca contra a NATO como a polícia do mundo, e contra a expansão do sistema de defesa anti-mísseis Americano, não se torna claro o porquê dos bandidos do governo mundial, os líderes do mafioso sistema bancário e a NATO se terem voltado contra Putin?

O Propósito do Ocidente é Destruir a Rússia

Não irei escrever sobre coisas que são amplamente conhecidas, tais como os repetidos planos do Ocidente de fragilizar e destruir a Russia. Para além de ter rodeado a Rússia com tropas da NATO e com sistemas de defesas anti-mísseis, o modelo económico e o sistema bancário representam uma ameaça interna à Rússia. Os magnatas bancários estão dispostos não apenas a gastar milhões mas biliões de dólares em subornos, chantagens, intimidação, e decepção, voltada a cidadãos Russos ingénuos e crédulos, bem como a organizar informação e guerra psicológica contra aqueles que não se ajustam ao que eles querem.


A ordem, a prosperidade e a protecção da soberania nacional da Rússia, bem como a criação duma união poderosa entre eles, não tem qualquer utilidade para estes magnatas bancários. Não; o que eles querem é a liberalização, o que significa a remoção total do estado como agente regulador do processo económico. Mas tal desregulamentação seria um suicídio para a Rússia. As suas duras condições climáticas (sendo o país mais a norte do mundo), o seu vasto território, um acumulado de problemas económicos, ambientais, sociais, demográficos e políticos, requerem uma gestão calibrada do governo.

A ideologia liberal e as condicionalidades do FMI, bem como a Organização Mundial do Comércio (OMC), colocaram a Rússia em desvantagem logo à partida. Teria sido mais apropriado estabelecer inicialmente uma economia competitiva, e então depois, lidar com o ponto de se afiliar à Organização Mundial do Comércio, e não o contrário. Vejam o que aconteceu à Ucrânia em 2008; o Presidente Yushchenko, tendo o apoio dos partidos "laranja", e do Partido das Regiões, assegurou a decisão por parte do "Supreme Rada" (Parlamento) de se unir à Organização Mundial do Comércio.

Em Setembro de 2011, líderes de 50 associações industriais (do sector agrícola, da indústria alimentar, da indústria leve, da construção de máquinas, da construção de mobília e o de outras áreas) apelaram ao Primeiro-Ministro da Ucrânia algum tipo de protecção contra a Organização Mundial do Comércio. A Ucrânia perdeu milhares de milhões de dólares desde que abriu o seu mercado doméstico. Por volta de 2011, o deficit comercial encontrava-se na marca dos $12 biliões.

Devido a isto, o liberalismo de Dimitri Medvedev [Presidente Russo], expresso na sua remoção dos membros do governo da gerência das companhias, o seu arrastamento da Rússia para dentro da Organização Mundial do Comércio, bem como a sua promoção de privatizações em larga escala e outras coisas que ocorreram durante a sua Presidência, travaram de forma significativa o desenvolvimento da Rússia. Estes e outros erros têm que ser corrigidos. Um homem que represente os interesses do Estado tem que substituir este liberal.

Claramente, não é isto que o governo mundial, a rede bancária internacional, quer. Eles precisam dum Presidente Russo que dê aos bancos acesso livre, garantindo uma contínua fuga de capitais, inflação, inacessibilidade ao crédito para desenvolvimento, servidão através da dívida, apropriação e exploração dos mais ricos recursos da Rússia, e o total empobrecimento de milhões de pessoas, ao mesmo tempo que alguns indivíduos se tornam bilionários.

Eles estão interessados em ver o crescimento do desemprego, o aumento do alcoolismo, a debilitação mental, e o aumento das taxas de morte entre a população Russa. Eles precisam desesperadamente que a Rússia fique fraca e em desintegração. Então, ajoelhando-se perante o Ocidente, cada entidade individual - Bashkortostão, Moscóvia, Tartaristão, Chechênia, Udmurtiya, e as outras, irão implorar por empréstimos, sacrificando a sua inteligência e a sua força de trabalho, os seus recursos naturais, a sua terra natal, e a sua dignidade humana em prol duns vazios dólares em papel. Este cenário seria letal para a Rússia e é absolutamente inaceitável para os seus cidadãos.

Os Objectivos da Rússia Deveriam Inspirar e Unir os Povos

Tendo o desejo de ver o renascimento duma Rússia forte e a sua transformação num altamente estável centro civilizador, acredito que o Presidente da Rússia está na obrigação de disponibilizar um programa de reformas que inspirem e unam as pessoas. Cada cidadão Russo quer viver num país que batalha para produzir as melhores aeronaves e as melhores máquinas de café, os melhores submarinos e as melhores televisões, os melhores carros e os melhores aviões. Ele quer que o seu país tenha o exército mais poderoso, um padrão de vida elevado para todas as pessoas, bem como a melhor ciência e a melhor medicina do mundo. As tradições e a cultura do país devem ser cuidadosamente preservadas e desenvolvidas. A paz e harmonia inter-étnica e inter-religiosa deve ser mantida, Para atingir estes objectivos, o Presidente tem que estabelecer uma equipa de pessoas com pensamento semelhante.

As revoluções coloridas têm propósitos bastante diferentes. Elas buscam dividir a sociedade; inflamar o conflito através de slogans em torno da democracia e liberdade; voltar as pessoas contra o governo; e como tal, afastar o governo do propósito de lidar com os objectivos com os quais se havia comprometido. Este é o que a implementação dos planos dos chefes bancários mundiais significa.

Isto é o que está em jogo nas eleições Presidenciais Russas do dia 4 de Março de 2012.


Fonte: "Russia’s Destiny: Banking Mafia Seeks Revenge against Putin"http://bit.ly/1ojnZGR (PDF).



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