quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

Gabrielle Reece: "Ser feminina significa ser submissa"

Ser uma mulher submissa revela força genuína, afirma a antiga jogadora de voleibol Gabrielle Reece, revelando também, para furor geral, a forma como a sua mudança de atitude salvou o seu casamento. Ela nunca teve medo de ser agressiva durante um jogo, mas a antiga jogadora profissional, modelo e defensora do fitness afirmar acreditar que as mulheres que adoptam uma postura submissa nos relacionamentos exibem um sinal de força e não de fraqueza.

Numa notícia que pode causar choque junto das legiões de fãs femininas que olham para ela como um ícone, Reece disse à NBC que está feliz por "servir" e por ter "uma dinâmica familiar à moda antiga" em casa. Reece, que se casou com o surfista Laird Hamilton há 17 anos atrás no Hawai, afirma:

Claramente, eu sou a fêmea, e Laird é o macho. Estou disposta a servir a família, o que significa fazer o jantar, lavar a roupa e organizar o seu calendário bem como o meu calendário e muitas outras coisas.

No livro "My Foot is too Big For This Glass Slipper", Reece escreve que "ser verdadeiramente feminina significa ser branda, receptiva e - cuidado com o que aí vem! - submissa." Reece explica que embora tenha a aparência de ter tudo - beleza, sucesso e família - o seu casamento esteve longe de ser um conto de fadas.

Nós nem conseguimos chegar aos 5 anos de casamento antes do nosso conto de fadas sexy se ter tornado algo parecido a um daqueles dramas domésticos Suecos que faz com que as pessoas tenham vontade de se lançar da ponte mais próxima.

Cansados de "olhar um para o outro por cima de smoothies verdes", Reece pediu o divórcio. Alguns meses depois, o casal voltou a unir-se, e trabalharam de modo a superar as suas diferenças. Foi por esta altura que ela entrou em contacto com o seu lado mais submisso.

Esse é o objectivo do livro, que é o "e viveram felizes para sempre". Talvez o que é comum é chocares contra uma parede, mas o que é que vais fazer quando atingires essa parede?

Reece tirou 10 anos da sua movimentada carreira de jogadora de voleibol, e da sua ocupação como modelo, para educar as suas crianças - duas filhas com Hamilton e uma do seu casamento anterior - e também para lidar com a obsessão feminina de "ter tudo".

Nós não nos preocupamos com o facto dos homens terem tudo, e como tal, eu nem sei de onde é que obtivemos esta ideia de termos tudo o que desejamos. (....) Temos que escolher o que vamos fazer com toda a nossa dedicação.

Greece acredita também que contos de fada e-viveram-felizes-para-sempre são puro "estrume de boi":

Nada te faz superficialmente mais feliz que os primeiros jactos de amor, mas o que realmente conta é saber lidar com o amado . . . . . sobreviver ao seu temperamento horrível, e trabalhar em união, sempre, para preservar o que têm e fomentar um amor mais sincero e mais profundo para o futuro.

Greece colocou também ênfase na importância da comunicação ao nível masculino.

Acho que a linguagem que os homens entendem e recebem é comunicada através da comida e do sexo.

Fonte: http://dailym.ai/1oRbRNK



sexta-feira, 22 de Agosto de 2014

O verdadeiro propósito do ambientalismo

Por Ben Velderman

Se por acaso pensas que o propósito final do movimento ambientalista é o de parar com as "mudanças climáticas causadas pelo ser humano", levando a que as pessoas conduzam carros eléctricos taxando as empresas devido às suas emissões de carbono, então tens que rever o que pensas. Um documentário recente revela que os planos dos "tree-huggers" [literalmente, "abraçadores de árvores"]  é o de "salvar o planeta"  reduzindo de modo drástico a população humana - talvez até 90% da população humana.

“The War on Humans” [A Guerra Contra os Humanos] é um filme de 30 minutos produzido pelo "Discovery Institute", grupo de reflexão sediado em Seattle [EUA] que lida com tópicos tais como a ciência, a cultura e a bioética. No filme, o director John West revela o lado sombrio do ambientalistas extremistas Americanos, que rejeitam a ideia do ser humano ter um lugar especial na natureza, acima dos "animais não-humanos".

Mais propriamente: os extremistas acreditam que o ser humano é a "praga do planeta" e que a única cura possível é um gigantesco despovoamento. Para atingir este plano ambicioso, os radicais desenvolveram uma estratégia a longo plano, tal como o filme "War on Humans" revela.

A Fase Um é composta por propaganda feita com o propósito de levar as pessoas - especialmente as crianças em idade escolar e os universitários - a aceitar a premissa de que os seres humanos não são inerentemente melhores que as outras espécies [ed: daí a importância da teoria da evolução], e de que facto, os humanos podem até ser piores visto às suas acções egoístas são responsáveis por destruir o planeta.

Para atingir esse fim, os ambientalistas têm usado o sistema educacional da nação como forma de convencer a geração seguinte de que a actividade humana é a causa única para as alterações climáticas. Eles têm também comunicado a mensagem de que "os humanos estão a destruir o planeta" através de filmes tais como o recente filme "Noé" (2014). O propósito aparente é o de levar a geração seguinte a pensar duas vezes antes de fazer filhos.

Ao fazer duma vida sem filhos algo "moderno", em voga e ambientalmente "responsável", os ambientalistas radicais acreditam que podem atingir os seus planos de despovoamento mundial através da actividade voluntária. (Isto explica também a obsessão contínua dos progressistas pela expansão do acesso à pílula, particularmente através do assim-chamado Affordable Care Act.)

Dar aos animais o direito de processar

A Fase Dois do plano dos extremistas é onde o filme “The War on Humans” fixa a maior parte da sua atenção, explicando que o esforço para atingir o despovoamento depende dos tribunais Americanos darem aos animais e à natureza direitos constitucionais. Eis como as coisas funcionam: Se os extremistas conseguirem convencer os juízes de que os animais têm os mesmos direitos que os seres humanos - provavelmente fundamentando esta posição no facto deles sentirem dor ou terem algum tipo de auito-consciência - então os animais terão posição legal nos tribunais, e a habilidade de processar (claro que com a ajuda dos seus "amigos" humanos) como forma de ver os seus "direitos" protegidos.

Tais acções legais podem fechar fazendas e todas as actividades relacionadas com animais, e podem impedir o desenvolvimento de terras - para habitação, uso industrial ou  produção de energia - com o fundamento de que iria matar  animais e arruinar os seus habitats. Mesmo que os ambientalistas não sejam bem sucedidos nas suas acções legais, o custo da litigação pode levar os agricultores e os fabricantes à bancarrota - ou elevar o custo dos seus produtos o que os tornará menos apelativos para os consumidores.

Isto resultará na danificação e na diminuição da economia Americana. Os custos de vida aumentarão de modo brutal, o que tornaria financeiramente impossível a educação duma família grande - ou até mesmo duma família pequena. Dito de outra forma, a miséria económica causada pelas acções legais centradas nos "interesses dos animais" iriam suprimir a reprodução humana, e, desde logo, avançado os propósitos de despovoamento dos ambientalistas radicais.

Isto pode ter a aparência de conspiração forçada, mas, tal como o filme “The War On Humans” ressalva, mais de 100 das melhores faculdades de Direito têm  clínicas de advocacia dos direitos dos animais. Isto é um bom indicador de que o movimento que visa conferir uma posição legal aos animais crescerá e tornar-se-á ainda mais poderoso nos anos que se aproximam.

Um desses esforços está actualmente a ser levado a cabo no sistema judicial de New York. O "The Independent" reporta que em Dezembro último Steven Wise, advogado centrado nos "direitos dos animais" e líder do "Nonhuman Rights Project", solicitou citações de habeas corpus - usados para se obter a liberdade de quem foi ilegalmente detido - em nome de 4 chimpanzés do estado de New York. Se Wise for bem sucedido, escreve o The Independent, isso "enviará ondas de choque legais por todo o mundo". Wise diz que continuará a dar entrada a este tipo de acções legais até que um juiz confira direitos constitucionais aos animais - e, por extensão, à natureza.

Ensinem bem as vossas crianças

John West, director do filme "The War On Humans", diz à EAGnews que a melhor maneira dos Americanos resistirem estes esforços destructivos é o de explicar aos filhos o perigo do extremismo ambientalista. "As pessoas com mais de 35 ou 40 anos tendem a assumir que os seres humanos são únicos e dignos de respeito", diz West, acrescentando que isto faz parte do legado dos movimento pelos Direitos Civis.

No entanto, diz West, há u crescente contingente de Americanos abaixo dos 3 anos que está a reverter a ideia da posição única do ser humano - acima de todas as outras formas de vida. Muitos destes jovens não aceitam ouvir as críticas aos ambientalistas radicais porque foram enganados por Hollywood e pelo sistema de ensino, e levados a acreditar que quem quer que se oponha ao movimento "verde" e às suas políticas não se preocupa com a protecção do palneta, e nem quer tratar os animais duma forma humana. West afirma que os pais têm que explicar as filhos que esta é uma falsa escolha:

Os pais têm que ser pro-activos e começar a discutir estas coisas com os filhos. Não assumam que os vossos filhos terão os mesmos pontos de vista e o mesmo senso comum que vocês têm. Os pais acreditam que através da osmose, os seus filhos irão ter a mesma visão que eles. Não, eles não terão.

Os pais têm que separar algum tempo para partilhar as suas crenças com os seus filhos, e serem capazes de responder às suas questões. West diz que isto irá desenvolver habilidades de pensamento crítico nos filhos - que eles irão precisar para navegar através de toda a propaganda ambientalista que irão encontrar na escola secundária e na universidade.

A cena do filme mais apreciada por West mostra humanos a salvar um cão que havia caído através de gelo para dentro de água gelada:

O facto de pessoas terem tencionado salvar um cão diz muito do ser humano. Eles tomaram a decisão consciente de salvar um membro de outra espécie, algo que nenhum outro animal faz. Isto é a marca do ser humano e isso revela o quão únicos nós somos.

O filme “The War on Humans” pode ser visto no YouTube, e o mesmo é baseado no eBook de Wesley Smith com o mesmo nome; o livro pode ser comprado através da Amazon.com.


* * * * * * *

Como se não fosse suficientemente mau o facto do ambientalismo radical ser uma ideologia que ataca a própria existência da espécie humana, ficamos a saber entretanto que um dos mais famosos grupos ambientalistas do mundo, a Greenpeace, é financiada pela família Rockefeller, algo confirmado mais tarde pela própria Greenpeace. Ou seja, os ambientalistas afirmam combater o "capitalismo" e as "companhias petrolíferas" ao mesmo tempo que recebem elevadas somas de dinheiro de famílias capitalistas e  entidades petrolíferas.

Para além disso, a PETA, organização que alegadamente "defende" os "direitos" dos animais, mata 95% dos animais ao seu "cuidado". Urge perguntar: o que é que eles fazem com os donativos? Resposta: mais ou menos o mesmo que todo o líder esquerdista faz com o dinheiro que os idiotas úteis lhes enviam, isto é, guardam para si, e pouco ou nada fazem em favor da causa que gerou o donativo.

Conclusão:

O ambientalismo, tal como todas as ideologias da Nova Esquerda, nada mais é que uma fachada dos mesmos grupos globalistas que há décadas tentam "unificar" o mundo sob o domínio de algumas poderosas famílias dinásticas e poderosos grupos financeiros

O ambientalismo de maneira nenhuma está envolvido com o bem estar dos animais, da mesma forma que o feminismo não está minimamente relacionado com os interesses genuínos das mulheres, e da mesma forma como o activismo homossexual não reflecte o que a maioria dos homossexuais quer. Todas estas ideologias são fachadas que a Esquerda militante usa para levar a cabo o plano de Antonio Gramsci e da Escola de Frankfurt de subversão cultural (destruição da civilização Ocidental).





domingo, 17 de Agosto de 2014

Guerra fria entre as mulheres

Quão agressivas são as mulheres? Quando há três décadas atrás a antropóloga Sarah B. Hrdy pesquisou a literatura existente, concluiu que "a componente competitiva da natureza da mulher permanece anedótica, sentida de maneira intuitiva, mas ainda não confirmada pela ciência.” A ciência avançou muito desde então, tal como nota a Drª Hrdy na sua introdução para a edição mais recente de "Philosophical Transactions of the Royal Society" inteiramente dedicada ao tópico da agressividade feminina. Ela atribui a "espantosa" quantidade de novas evidências parcialmente às melhores técnicas de pesquisas e parcialmente à entrada de tantas mulheres nos ramos científicos anteriormente dominados pelos homens.

A existência de competição entre s mulheres pode parecer óbvio para qualquer pessoa que já esteve num refeitório duma escola secundária ou num bar de solteiros, mas analisar isso mesmo tem sido difícil visto que essa mesa competição tende a ser subtil e indirecta (e muito menos violenta) que a variedade masculina. Agora que os pesquisadores têm olhado para as coisas de uma maneira mais atenta, eles afirmam que esta "competição intrassexual" é o factor mais importante que explica a pressão que as jovens mulheres sentem para atingir padrões de conduta sexual e de aparência física.

As antigas dúvidas em torno da competitividade feminina derivavam parcialmente da análise das probabilidades reprodutivas das antigas sociedade onde imperava a poliginia, onde alguns homens eram deixados solteiros devido ao factos dos machos dominantes terem múltiplas esposas. Devido a isso, os homens tinham que competir por uma chance de se reproduzirem, enquanto que virtualmente todas mulheres estavam seguras que se reproduziriam.

Mas mesmo nessas sociedades, as mulheres não eram troféus passivos nas mãos dos homens vitoriosos visto que elas tinham os seus próprios incentivos para competirem umas com as outras como forma de obterem os parceiros mais desejáveis e mais recursos para os seus filhos. E hoje que as maior parte das pessoas vive em sociedades monogâmicas, a maior parte das mulheres enfrenta as mesmas probabilidades que os homens. De facto, elas enfrentam probabilidades mais duras em alguns locais, tais como em muitas universidades visto que as mulheres são mais que os homens.

A jovem mulher

Para se ver a forma como as estudantes reagiam à presença duma rival, os pesquisadores trouxeram um par de rivais para o laboratório da McMaster University, para o que era ostensivamente uma discussão em torno da amizade feminina.

Mas a verdadeira experiência começou quando outra jovem mulher entrou na sala, perguntando onde é que ela poderia encontrar um dos pesquisadores.

Esta última mulher havia sido escolhida pelas pesquisadoras - Tracy Vaillancourt e Aanchal Sharma - porque tinha as qualidades físicas consideradas atraentes para os homens, isto é, "relação cintura-quadril baixa, pele clara, e seios enormes." Às vezes ela usou uma t-shirt e jeans, mas noutras ocasiões usou blusa justa e uma saia pequena.

Quando ela usou jeans, a jovem mulher atraiu pouca atenção e nenhum comentário negativo por parte das estudantes, cujas reacções estavam a ser secretamente gravadas durante a presença da jovem assistente e depois dela sair da sala. Mas quando ela usou a pequena saia e a t-shirt justa, virtualmente todas as estudantes reagiram com hostilidade. Elas olharam para ela dos pés à cabeça, reviraram os olhos, e por vezes exibiram sinais de raiva. Uma das estudantes perguntou, descontente, "Mas que [obscenidade] é esta?"

A maior parte da agressividade, no entanto, acontecia depois dela sair da sala. As estudantes riram-se dela e atribuíram-lhe motivos, Uma das estudantes sugeriu que ela estava vestida daquela forma para fazer sexo com o professor. Outra disse que os seios dela "estavam quase a saltar para fora."
Os resultados da experiência mostram evidências de que esta forma de agressão indirecta ao estilo "rapariga má" é mais usada pelas adolescentes e pelas jovens mulheres do que as mulheres com mais idade, visto estas últimas terem menos motivos para colocar em desvantagem as suas adversárias uma vez já casadas Outros estudos demonstraram que quanto mais atraente for a rapariga ou a mulher, mais provável ela é de ser vítima da agressão indirecta de outras mulheres.

A Drª. Vaillancourt, actualmente psicóloga na Universidade de Otawa, afirmou:

As mulheres são de facto muito capazes de comportamento agressivo umas com as outras, especialmente para com as mulheres que elas vêem como rivais. (...) A pesquisa demonstra também que a supressão da sexualidade feminina é feita por outras mulheres, e não necessariamente pelos homens.

A estigmatização da promiscuidade feminina - isto é, o "slut-shamming" - é frequentemente atribuída aos homens, que têm um incentivo natural para desencorajar as esposas de se afastarem, mas este mesmo incentivo natural leva-os também a encorajar as outras mulheres a serem promíscuas. A Drª  Vaillancourt afirmou que as experiências, bem como outras pesquisas, sugerem que o estigma da promiscuidade feminina é imposto sobretudo pelas mulheres:

O sexo é desejado pelos homens. Consequentemente, as mulheres limitam o acesso a ele como forma de manter a vantagem na negociação deste recurso. As mulheres que fazem do sexo algo prontamente disponível colocam em causa a posição de poder de todo o grupo, e é por isso que muitas mulheres não toleram as mulheres que são, ou são vistas, como promíscuas.

A agressão indirecta pode ter consequências psicológicas nas mulheres que são ostracizadas on sentem-se pressionadas para atingir padrões impossíveis - tal como a moda do corpos magros presente em muitos países modernos. Estudos demonstraram que a forma corporal ideal das mulheres é mais magro que a média - e mais magro do que aquele que os homens qualificam de corpo ideal. Esta pressão é tida como consequência dos corpos ultra-magros das modelos que se encontram nas revistas e na televisão, mas Christopher J. Ferguson, psicólogo na "Stetson University", e outros pesquisadores dizem que ess pressão é o resultado da competição entre as mulheres, e não das imagens dos média:

De certo modo, os média reflectem as tendências que estão a decorrer na sociedade, mas não as criam.

O Dr. Ferguson diz ainda que a insatisfação das mulheres em relação aos seus corpos não está relacionada com o que elas vêem na televisão, e nem foram elas influenciadas pelos programas de televisão mostrados nas experiências de laboratório: ver as actrizes esbeltas da série "Scrubs" não induziu maiores sentimentos de inferioridade do que ver a não-tão-esbelta actriz principal da série “Roseanne.”

Mas o Dr. Ferguson apurou que as mulheres eram mais susceptíveis de se sentirem piores quando elas se comparavam com as mulheres do seu círculo social, ou mesmo quando se encontravam na mesma sala com uma mulher desconhecida - tal como a assistente do Dr. Ferguson quando este levou a cabo uma experiência com estudantes universitárias. Quando ela usou maquilhagem e um elegante traje de negócios, as estudantes ficavam menos satisfeitas com os seus próprios corpos do que quando a assistente usava calças alargas e não usava maquilhagem. E estas estudante sentiam-se ainda piores se se encontrasse um homem atraente na sala. O Dr. Fergunson afirma:

A competição sexual entre as mulheres parece aumentar devido a circunstâncias que tendem a ser particularmente comuns ns sociedades afluentes.

Nas povoações tradicionais, as pessoas casam-se cedo e com alguém de perto, mas os homens jovens e as mulheres jovens das sociedades modernas são livres para adiar o casamento à medida que fazem uma busca alongada e extensa por uma melhor opção. A consequência disto é mais competição visto existirem muito mais rivais - e já não há qualquer dúvida científica de que ambos os sexos estão nesta competição para ganhar..


* * * * * * *

Portanto, sempre que as feministas levarem a cabo manifestações contra a "limitação da sexualidade" da mulher, ou outro argumento-palha qualquer, convém ressalvar que a pessoa mais susceptível de querer "limitar" a sexualidade da mulher é outra mulher. Se os homens "limitam" a sexualidade de alguma mulher, é porque essa mulher já é dele - esposa, filha ou outra menina ao seu cuidado.

Por outro lado, as mulheres vêem com bons olhos a limitação da sexualidade feminina porque isso aumenta o seu poder de negociação junto dos homens: os homens querem sexo, e estão dispostos a trocar o fruto do seu trabalho por sexo (junto da mulher que eles olhem como digna disso).

Isto implica que as feministas que promovem a promiscuidade junto das mulheres, estão, na verdade, a fragilizar o seu poder de negociação junto dos homens, visto elas estarem a dar gratuitamente o que eles querem (sem que eles tenham que prescindir de nada seu). Para os homens promíscuos o feminismo é uma dádiva. Para as mulheres, uma tragédia.

O slut-shamming é, portanto, feito pelas mulheres e não pelos homens; se as feministas querem acabar com o slut-shamming, o melhor que têm a fazer é mudar a psicologia da mulher. (Boa sorte).





domingo, 10 de Agosto de 2014

Esquecer Max Horkheimer

Por Alex Kurtagić

Faz hoje [ed: 7 de Julho de 2014] 41 anos que Max Horkheimer morreu. Director do "Instituto de Pesquisas Sociais" entre 1930 a 1953, Horkheimer foi um dos líderes da Escola de Frankfurt, grupo que ficou identificado com a Teoria Crítica - uma mistura totalmente especulativa da psicanálise freudiana com o Marxismo.

Horkheimer nasceu no seio duma abastada e conservadora família de judeus ortodoxos e o seu pai, Moritz - próspero homem de negócios, dono de várias fábricas têxteis - esperava que o seu filho lhe sucedesse no leme.

Tendo em vista esse propósito, começando em 1910, Moritz começou a preparar Max para uma carreira nos negócios. Isto não era, no entanto, suposto acontecer; Max travou conhecimento com Friedrich Pollock num baile, e pouco depois disso, os dois deram início à sua amizade. Pollock havia sido criado por um pai que se havia afastado do Judaísmo, o que desde logo revela que de maneira nenhuma ele era tradicional.

Na sua história da Escola de Frankfurt, Rolf Wiggerhaus declara que a sua amizade [com Pollock] deu um ímpeto rumo à "emancipação" de Max do seu seio burguês e conservador. Com Pollock nos lemos:

Ibsen, Strindberg, e Zola - críticos naturalistas da sociedade burguesa; . . . Tolstoy and Koprotkin - revolucionários sociais que propuseram uma forma de vida marcada pelo asceticismo e pelo amor universal; . . .Os "Aforismos sobre a Sabedoria da Vida" de Schopenhauer, a "Ética" de Spinoza, . . . e a "Aktion" de Franz Pfemfert, que era uma forma de oposição literária à guerra e ao mundo burguês da Europa pré-guerra.[1]

Com o passar do tempo, Max rejeitou a carreira no mundo dos negócios, e ele e Pollock foram descritos como "comunistas". [2] Max começou por estudar psicologia, mas, enquanto se preparava para a sua tese de doutoramento, uma outra tese semelhante foi publicada noutro lugar, frustrando os seus esforços. Consequentemente, ele voltou-se para a filosofia, e completou as suas Habilitações dentro desta disciplina.

O trabalho do grupo de Horkheimer era pseudo-científico, que buscava, entre outras coisas, entender a "personalidade autoritária"; durante os anos 50 publicou o "estudo" homónimo, liderado pelo seu bom amigo e colega, Theodor Adorno, homem cuja forma de pensar era practicamente idêntica à sua.

De modo típico, o trabalho da Escola de Frankkfurt era tendencioso e cheio de padrões duplos. Por exemplo, o seu trabalho ignorou por completo o autoritarismo da Esquerda (embora a maior parte da Ásia e metade da Europa estivesse nas mãos de regimes comunistas brutais, com uma contagem dos mortos já na ordem das dezenas de milhões), e focou-se apenas no autoritarismo da Direita, que é tratado como uma desordem psiquiátrica. A conclusão do grupo, no entanto, era sempre sem nexo e sem apoio adequado das evidências empíricas.

De facto, o grupo era bastante hostil ao empirismo e à ciência positivista, e isso é evidente no livro de Horkheimer de 1947, "The Dialectic of Enlightenment", co-escrito com Adorno. O tom do livro é abstracto e assertivo, sem esforço algum de fundamentar as alegações. Tal como o livro de Adorno et al "The Authoritarian Personality",  este livro é levado a sério pelo mundo académico actual, e aparece na leitura curricular das universidades Ocidentais.

Visto que a Teoria Crítica obteve apoio dos académicos de todo o mundo Ocidental, o grupo de Horkheimer causou danos numa escala que é difícil de quantificar. O propósito da Teoria Crítica era o de sujeitar todo a sociedade Ocidental liberal à critica radical - da Esquerda. Reconhecendo que o Marxismo clássico estava mal preparado para a tarefa, visto que se focava exclusivamente na presumida oposição entre o capitalismo e o proletariado, eles focaram-se na construção dum novo enquadramento.

O trabalho do grupo de Horkheimer permitiu-lhes atingir uma expansão ilimitada dos grupos oprimidos, que incluíam agora vítimas do racismo, do sexismo, da homofobia, do anti-semitismo, e assim por diante. Isto tornou-se na fachada do projecto da Nova Esquerda, cujo "pai", Herbert Marcuse, e sem surpresa alguma, também veio da Escola de Frankfurt.

A essência da crítica Marxista ao liberalismo é o que de este último falhou ao não cumprir a sua promessa de igualdade; através do capitalismo, as sociedades liberais criaram e perpetuaram hierarquias. Logo, o Marxismo focou-se na igualdade. Mas isto resultou na tirania, no assassínio em massa, e na pobreza, e como era obviamente repressivo, ele não poderia derrotar o liberalismo do Ocidente - que, por contraste, havia produzido sociedades seguras, ricas e atraentes. De facto, Antonio Gramsci viu-se forçado a pensar em formas alternativas de se impor o comunismo nas democracias Ocidentais visto que todas as tentativas de revoluções comunistas haviam falhado. Por contraste, e embora se foca-se na igualdade, a Nova Esquerda era ostensivamente emancipatória - um lobo em pele de cordeiro - e isso constituiu um desafio muito mais bem sucedido.

O liberalismo não foi derrubado mas foi permanentemente alterado. Uma vez que mantinha a igualdade com um dos seus valores fundamentais, tal como toda a Esquerda, a Nova Esquerda não se poderia opor a apelos para uma maior igualdade (em princípio); a Nova Esquerda poderia, no entanto, acomodar-se. Devido a isto, o liberalismo alterou o seu ênfase na liberdade individual para a igualdade sem limites. Isto resultou numa síntese Hegeliana. O grupo de Horkheimer, portanto, tem que ser visto como um agente, ou um dos agentes-chave, que tornou possível esta transição. As suas teorias tenebrosas tornaram-se políticas comuns e posteriormente na ideologia estabelecida.

Superficialmente, muitas pessoas podem ter a ilusão de que isto é uma coisa boa, e certamente havia espaço para reformas e atitudes mais iluminadas em algumas áreas - nenhuma pessoa razoável iria negar isso - mas quando analisamos mais profundamente a situação, apercebe-mo-nos que a igualdade ilimitada - abordagem particular para a reforma - não criou uma sociedade mais justa e harmoniosa, mas sim uma guerra sublimada contra todos - com a politica da identidade, a política de género, a política de classes, e a política racial num permanente estado confrontacional, constantemente irritados por um sentido de queixa e injustiça histórica.

Semelhantemente, o mudança do ênfase da liberal igualdade de oportunidade para a Marxista igualdade de resultados significou que na luta contra o "privilégio" as políticas em uso não o eliminaram, mas simplesmente transferiram-no duma classe de cidadãos para outra classe: habilidades distintas significam que os mais hábeis têm que ser punidos de modo a abrir caminho para os menos hábeis, que se tornam então na classe privilegiada com um sentido de merecimento à medida que recebem prémios que não merecem. Pior ainda, nós já ouvimos falar de departamentos de ciência das universidades a deixarem de ser financiados, drasticamente reduzidos, ou fechados de todo, à medida que departamentos de igualdade e diversidade são ricamente iniciados, com o salário de apenas um oficial da igualdade a ser o suficiente para pagar dois pesquisadores do cancro.

A busca pela igualdade, então, não só privilegia aqueles que não merecem, mas causa também dor, sofrimento e até morte. No que toca os relacionamentos entre os sexos, hoje em dia em vez de termos mais casamentos felizes, temos mais divórcios, mais lares desfeitos, mais antagonismo entre os sexos, e guerra entre os sexos. Quão irónico que Horkheimer tenha nascido no dia de São Valentim. Nós somos capazes de continuar a listar as consequências. Os custos materiais têm sido incalculáveis, e os custos sociais ainda mais.

Segundo Wiggerhaus, o argumento principal de Horkheimer era de que aqueles que viviam em miséria tinham o direito ao egoísmo materialista. Ao mesmo tempo que Kevin MacDonald nota que Horkheimer eventualmente se reconciliou com a sua herança - abraçando mais uma vez a metafísica judaica, não podemos fugir â conclusão de que a cruzada anti-burguesa foi, essencialmente, uma rebelião subliminar contra o seu pai.

A rebelião contra a autoridade paterna é um dos temas do livro "The Psychotic Left", de Kerry Bolton, onde ele a ressalva como um traço psicológico dos igualitaristas militantes. Isto foi considerado pelo livro "The Authoritarian Personality" como algo saudável. No entanto, a visão de Horkheimer, particularmente mais no final da sua vida, carrega o estigma dum conflito interno.

Portanto, Max Horkheimer não é pessoa para ser lembrada mas sim alguém que tem que ser esquecida. Se o "Inferno de Dante" pinta um mapa acertado do lugar para onde os malfeitores vão depois da morte, o lugar de Horkheimer é no malebolge, juntamente com os facilitadores sexuais e os sedutores, os elogiadores, os simonistas, os adivinhos, os politiqueiros, os hipócritas, os ladrões, os falsos conselheiros, os fomentadores de discórdia, os falsificadores e os falseadores. A sua vida foi demasiadamente longa, e como tal temos que ficar gratos pelo facto da sua vida finalmente ter parado de causar males maiores. Quanto ao seu legado: melhor serviço seria prestado se o mesmo caísse no esquecimento de onde ele pode fazer algum bem como objecto de refutação.

Notas

1. Rolf Wiggerhaus, "The Frankfurt School: Its History, Theories, and Political Significance" (Cambridge, Mass.: MIT Press, 1995), 42.
2. Ibid., 46.





sábado, 9 de Agosto de 2014

Qual é a diferença entre o ginocentrismo e o ginonormativismo?

Por Jesse Powell

O que se segue são as definições de ginocentrismo e ginonormativismo dadas por Fidelbogen:
Ginocentrismo é a práctica de colocar a segurança, o conforto e o bem estar das mulheres no centro da preocupação social ou política, estruturando a vida no serviço objectivo de tais interesses. O ginocentrismo não avança mais do que isso, e NÃO inclui colocar o ponto de vista feminino no centro da nossa visão mundo. Isto quer dizer que o ginocentrismo não viola os limites do espaço interior ao exigir que a pessoa (especialmente os homens) pensem e sintam duma forma específica. De modo resumindo, o ginocentrismo não é totalitário. 
O Ginonormativismo vai mais além. Usando o ginocentrismo como fundamento, o ginonormativismo dá prioridade ao ponto de vista feminino hierarquicamente dentro da cultura, tanto a nível político como a nível interpessoal, pressionando os homens em particular a adoptar o sistema de valores feminino como componente autêntico da sua personalidade. Desta forma, o ginonormativismo é totalitário. Podemos entender o feminismo como um projecto ginonormativo reconhecendo ao mesmo tempo que ele nunca poderia iniciar as suas operações sem uma pré-existente base ginocêntrica na cultura tradicional. 
A ginonormativização faz parte imposição da supremacia feminina.
Embora eu não concorde com o ponto de vista de Fidelbogen em relação às relações entre os sexos - ele é um Men’s Rights Activist - acho que as definições de ginocentrismo e ginonormativismo listadas em cima fazem sentido. O ginocentrismo é equivalente ao patriarcado ao mesmo tempo que o ginonormativismo é equivalente ao feminismo.

Para reformular as coisas, "O patriarcado é a práctica de colocar a segurança, o conforto e o bem estar das mulheres no centro da preocupação social ou política, estruturando a vida no serviço objectivo de tais interesses."

Sim, isto soa bem e soa como uma descrição correcta do patriarcado. Certamente que era isto que o patriarcado deveria ser.

Note-se o ênfase que é colocado onde se lê "no serviço objectivo" das mulheres. Isto significa que os interesses das mulheres têm que ser servidos com base num critério objectivo, com base no que é realmente no melhor interesse das mulheres, e não com base no que as mulheres querem ou exigem. O homem é que determina o que é no melhor interesses das mulheres. O patriarcado centra-se na autoridade masculina servindo os interesses das mulheres, isto é, a autoridade masculina que melhor satisfaz as necessidades das mulheres.

Existe uma suposição vital subjacente à práctica do patriarcado de se focar nos interesses e nas necessidades das mulheres, e ela é a de que as necessidades das mulheres e as necessidades das crianças estão alinhadas. O propósito subjacente na elevação das mulheres é o de providenciar, proteger e nutrir as crianças. Se por algum acaso os interesses das mulheres e os interesses das crianças entrarem em rota de colisão, então o patriarcado colocar-se-á contra a mulher e do lado das crianças. Fundamentalmente, o patriarcado encontra-se ao serviço das crianças, e as mulheres são elevadas pelo patriarcado devido à sua associação com as crianças.

O patriarcado é ginocêntrico porque os homens são ginocêntricos. O patriarcado é a expressão dos desejos e da natureza dos homens. São os homens que criam e mantêm o patriarcado, e estabelecem as regras do sistema social patriarcal. Devido a isto, é óbvio que o patriarcado é uma expressão da natureza dos homens. Faz parte da natureza do homem ficar encantado com as mulheres, apaixonar-se pelas mulheres, achar as mulheres interessantes, buscar a aprovação das mulheres, olhar para si mesmo como alguém que é bom para as mulheres, ser heróico aos olhos das mulheres, ser admirado pelas mulheres, e controlar as mulheres.

Para os outros homens, os outros homens são companheiros, colaboradores e competidores, mas eles não são a base para um chamado superior em favor do qual os homens irão canalizar as suas energias. O homem não se irá sentir automaticamente protector em relação a outro homem só porque ele é um homem; isto prende-se com o facto de, numa situação normal, o homem ser independente e auto-suficiente para fazer as suas coisas.

Quando os homens trabalham juntos, mesmo onde existe uma hierarquia clara entre eles, os homens irão trabalhar juntos de modo a atingir um propósito comum exterior e para além deles mesmos. No entanto, quando o homem interage com uma mulher, ele irá automaticamente assumir um papel protector em relação à mulher, e será orientado rumo às maneiras através das quais ele pode prestar algum tipo de assistência à mulher visto que o homem irá assumir que a  mulher precisa da sua ajuda, da sua assistência, da sua orientação e do seu apoio. Neste sentido, o homem será automaticamente ginocêntrico visto que a sua orientação está voltada para o bem estar das mulheres e não para o bem estar de outros homens.

A estrutura social deve ser ginocêntrica porque a manutenção e o apoio da unidade familiar é a prioridade maior da sociedade, e dentro do ambiente familiar, as mulheres são as responsáveis primárias. São as mulheres que se encontram mais próximas das crianças, o que significa que o apoio às crianças deve ser canalizado em direcção às mulheres de modo a que elas usem os recursos a si conferidos para o bem estar das crianças.

Embora as crianças sejam as beneficiárias finais do sistema patriarcal, o apoio e a prioridade não podem ser directamente dirigidos às crianças uma vez que elas são incompetentes para decidir quais são as suas necessidades; para além disso, a maior parte das necessidades das crianças são emocionais e sociais e elas exigem um adulto que as disponibilize.

Se um sistema social desse prioridade para as necessidades e para os interesses dos homens, isso não faria sentido algum visto que essa situação iria canalizar recursos rumo ao sexo que menos contracto tem com as crianças (o que levaria a um desperdício de recursos). Só um sistema social ginocêntrico faz sentido visto que quando os recursos são canalizados para as mulheres, estes recursos efectivamente e eficientemente melhor servem os interesses das crianças.

No entanto, as coisas correm mal quando a sociedade deixa de ser ginocênctrica e passa a ser ginonormativa - quando a sociedade deixa de ser patriarcal e passa a ser feminista. Isto acontece porque, de modo a que o incentivo para disponibilizar os recursos se mantenha, a pessoa que disponibiliza os recursos tem, também, que ser a pessoa que determina como é que esses recursos irão ser usados. Na cultura ginocêntrica o homem age em prol da mulher, mas na cultura ginonormativa o homem opera sob a direcção da mulher.

Quando o homem opera com base nos seus valores e segundo a sua própria iniciativa, de modo a atingir os propósitos que ele estabeleceu para si mesmo, então a sua motivação para providenciar para as mulheres está segura e estabilizada. No entanto, se o homem está a agir segundo as directrizes das mulheres, de modo a providenciar para as mulheres segundo o que ela quer e de acordo com o que ela dá prioridade, então o homem tem um incentivo mínimo para prover para a mulher visto que os objectivos do homem só serão avançados quando acontecer que haja um alinhamento entre os objectivos dos homens e os objectivos das mulheres.

Para além disso, a mulher não saberá o custo que as suas exigências têm sobre o homem visto que não é ela que está a suportar o custo dos benefícios que ela deseja. Dito de outra forma, ela não será capaz de fazer um julgamento do quanto custa para o homem o que ela exige que o homem providencie. Existe também o problema da "borlista", onde a mulher pode fazer exigências ao homem que têm um benefício mínimo para ela mas um custo enorme para ele, visto que, para ela, o benefício é gratuito uma vez que é o homem a disponibilizá-lo.

Todos estes conflitos que nascem devido ao facto do provedor dos benefícios - o homem - não estar no controle da forma como o benefício é usado, levam a que os recursos e os investimentos dos homens, feitos e disponibilizados para a sua família, sejam desperdiçados. O homem sente então que este desperdício dos seus recursos nada mais é que um abuso para ele, e em resposta, pára de investir na sua família como forma de evitar ficar em desvantagem e passar a ser uma vítima.

O resultado final disto é que o sistema patriarcal sustêm o investimento dos homens nas mulheres e na vida familiar, permitindo que a sociedade prospere, enquanto que o sistema feminista destrói o investimento dos homens na vida familiar, levando à degradação e à deterioração da família [ed: Exactamente o que o feminismo quer].

O ginocentrismo é uma expressão natural do amor dos homens pelas mulheres, e é uma coisa saudável e positiva. O que é importante é que o homem retenha o controle da situação familiar de forma a que o seu sentido de liderança e de propósito dentro da família sejam mantidos.




terça-feira, 5 de Agosto de 2014

Como o Esquerdismo nos roubou a beleza

Por John C. Wright

Ser homem significa buscar uma verdade que satisfaça a mente, uma virtude que sacie a consciência, e uma beleza que toque o coração. Se o homem for privado duma destas coisas, ele não encontrará a felicidade e nem terá paz. Das grandes ideias que a Esquerda nos roubou, a mais preciosa, a mais profunda e a mais importante é a beleza. Não preciso de gastar muito tempo em redor da proposição de que a vida sem beleza é um pesadelo: aqueles que já contemplaram a beleza - a beleza sublime, mesmo que tenha sido só por alguns momentos - não podem comparar isso com mais nada a não ser os êxtases dos místicos e as viagens dos santos. A beleza consola os tristes; a beleza traz felicidade e aprofunda o conhecimento; a beleza é como a comida e o vinho, e os homens que vivem rodeados de feiúra tornam-se murchos e famintos de alma.

Se a beleza é assim tão importante, porque é que não há qualquer discussão em torno dela? A vitória da Esquerda neste campo foi tão súbita, tão extraordinária e tão completa, que a discussão da beleza tornou-se num silêncio desolador. Será que você, caro leitor, chegou alguma vez a ler alguma discussão em torno da beleza, avançando com uma teoria da beleza, ou mesmo exaltando a importância central da beleza na alma humana, durante o último ano? E nos últimos 10 anos? Será que alguma vez leu? Esta pode muito bem ser a única dissertação em torno deste tópico que você lê nesta década; no entanto o tópico é de suprema importância, sendo um assunto de vida ou de morte - não para o corpo mas para o espírito.

Não há qualquer discussão em torno da beleza porque, ao convencer o público que a beleza está nos olhos de quem contempla, a Esquerda colocou a beleza para além da esfera de discussão. Segundo a Esquerda, a beleza é uma questão de gosto, e um gosto arbitrário, note-se. Não há qualquer discussão em torno do gosto porque dar motivos para se preferir coisas de bom gosto em vez de coisas de mau gosto, é elitista, desagradável, rude e inapropriado. Ter gosto implica que algumas culturas produzem mais obras de arte que as outras, e isto levanta a desconfortável possibilidade de que o amor à beleza seja Eurocêntrica, ou até racista. Admirar a beleza tornou-se num crime de ódio.

Se a beleza está nos olhos de quem vê, então não há qualquer diferença entre as belas artes e a mera decoração, e não há qualquer distinção entre a Mona Lisa de Leonardo da Vinci e o papel de parede. Obviamente que há diferenças: nós decoramos uma ferramenta útil como forma de a tornar mais agradável à vista ou ao manuseio - tal como pintar detalhes num carro e colocar imagens bordadas em tecido.

A arte popular tem como propósito o entretenimento; é suposto ela satisfazer o olhar e engodar o tempo, mas um episódio de I Love Lucy não é feito com o mesmo propósito que o Lago Dos Cisnes de Tchaikovsky. Não é suposto a arte ser útil; quando alguém olha para um bebé que tem nos braços, apenas olhar para a maravilha e o milagre da nova vida, isso não é feito porque o bebé é útil.

Se a beleza está nos olhos de quem vê, então não existe aquilo que se dá o nome de "treinar o gosto". Pode-se sentar e assistir um programa de entretenimento bem feito - por exemplo, os desenhos animados do Rato Mickey - com prazer e satisfação, e nenhum estudo será necessário para preparar uma pessoa para o apreciar e o entender. Mas para se sentar e ler o Paraíso Perdido de Milton com prazer, é preciso a pessoa familiarizar-se com as figuras clássicas e as figuras Bíblicas que são aludidas, e a satisfação de quem lê aumenta quando se conhecem os modelos épicos, Virgílio e Homero, em cujos temas Milton criativamente constrói variações impressionantes.

Se a beleza está nos olhos de quem vê, então qualquer coisa - qualquer coisa mesmo - pode ser declarada bonita unicamente pelo artista.Tal como Deus a criar luz a partir do nada pelo Poder da Sua Palavra, o artista cria beleza não através do génio ou da perícia, mas sim através do seu decreto nu. Isso passa a ser beleza não porque ele criou algo, mas sim porque ele assim o declarou.

Por esta ordem de ideias, o urinol é bonito, uma luz que se funde é bonito, a cabeça decapitada e coberta de sangue duma vaca é algo bonito, moscas e larvas, o copo de água numa prateleira, um crucifixo mergulhado em urina, uma lata de excremento, ou uma cama por fazer, são tudo coisa bonitas. O argumento dado pela Esquerda é que a tua inabilidade de ver a beleza destas coisas deve-se às tuas limitações, à tua alma destreinada, e ao teu embotamento. O argumento meramente ignora o facto de que treinar os gostos para serem sem interesse, filisteus e grosseiros é o contrário de treinar os gostos de modo a que estes sejam sensíveis à beleza.

Por esta altura, o leitor pode-se questionar o quê ou quem na Esquerda alguma vez fez tais declarações absurdas. Sem dúvida que nem todo o Esquerdista está preocupado com a arte, e nem todos os que estão inclinados para a Esquerda em outros tópicos adoptam a visão da arte mainstream entre os Esquerdistas. Aqueles que adoptam, dizem exactamente o que eu digo que eles dizem. Se por acaso nunca ouviste tais disparates sobre palafitas, só posso dizer que não tens estado a prestar atenção ao mundo da arte - o que, diga-se de passagem, é algo positivo da tua parte.

Embora se possa pensar que estou a brincar, não estou. Cada um os exemplos que mencionei é real.



Fountain (1917) de Marcel Duchamp é um urinol; Work No. 227, The Lights Going On and Off (2000, Turner Prize Winner) de Martin Creed é a luz a piscar; A Thousand Years (1990) de Damien Hirst  é a cabeça duma vaca coberta de larvas; An Oak Tree (1973) de Michael Craig-Martinis é um copo de água numa prateleira;  Piss Christ (1987) de Andres Serrano é um crucifixo mergulhado em urina; Artist’s Shit (1961) de Piero Manzoniis é uma lata de excremento; My Bed (1998) de Tracey Emin é uma cama por fazer. 

A nossa geração é a primeira da história da Cristandade a não possuir, de todo, belas artes. O público voltou as suas costas ao chafurdar neurótico auto-repugnante que domina as belas artes, e busca saciar os seus desejos nas artes populares: suponho que se um retrato gera sentimentos de repugnância, sempre se pode olhar para os cartazes de filmes, para os calendários, e para as capas das revistas. O tema musical de John Williams do filme Star Wars fará o lugar de Elgar, Wagner ou Holst. Mas todos estes entretenimentos servem para entreter e não para arrebatar.

A arte popular sacia os apetites e as paixões. Mesmo que alguma dessa arte sirva apetites e paixões nobres, não é suposto os trabalhos populares ocuparem o lugar que pertence às obras de arte - obras essas que envolvem esquecer os apetites e as paixões. É por essa razão que uma estátua clássica nua não é como a página central da Playboy; uma é egoísta, visto que a luxúria é egoísta, e usa a outra como instrumento; a outra é altruísta, visto que o amor é altruísta.

Se em qualquer altura antes da Primeira Guerra Mundial, se perguntasse a qualquer filósofo ou intelectual qual era o propósito da arte, da poesia, da música, das pinturas, das esculturas, das obras d arquitectura, todos eles - em cada geração até Sócrates - diriam que o propósito da arte é buscar a beleza. O próprio Sócrates teria dito que através da beleza, através do amor forte e pelo desejo que é criado no peito humano quando ele se encontra na presença de algo sublime, somos atraídos para fora de nós, e somos levados, passo a passo, para longe do mundando em direcção do Divino.

O argumento mais forte contra o ateísmo tão amado pela Esquerda não é aquele que pode ser expresso em palavras, visto que é o argumento da beleza. Se olharmos para um pôr-do-sol revestido em escarlate, qual rei a descer para a sua pira empurpurada, ou nos maravilharmos perante o reluzente trovão duma cascata, se dermos por nós fascinados pela suave complexidade duma rosa vermelha, ou contemplarmos a majestade virgem da estrela da manhã, ou se observamos uma catedral ou um jardim murado, ou se ouvirmos a "Ode à Alegria" de Schiller, por Beethoven, ou se olharmos para [a estátua] David de Miguel Ângelo, ou se ficarmos imersos dentro da música e do esplendor da tristeza Nórdica de "Der Ring des Nibelungen", de Wagner, ou "Lord of the Rings", de Tolkien, se, de facto, observamos beleza genuína e por alguns momentos nos esquecermos de nós mesmos, então somos atraídos para fora de nós rumo a algo maior.

Nesse momento intemporal de arrebatamento sublime, o coração sabe, mesmo que a cabeça não possa colocar isso em palavras, que o enfadonho e quotidiano mundode traição, dor, desapontamento e mágoa não é o único mundo que existe. A beleza aponta para um mundo para além deste mundo, um domínio mais elevado, um país de alegria onde a morte não existe. A beleza aponta para o Divino.

A Esquerda odeia este argumento visto que, como não pode ser expresso em palavras, não pode ser refutado com palavras. Este argumento só pode ser refutado com um urinol, uma cabeça de vaca cortada, uma lata de excremento, uma cama desarrumada. Estas imagens são feias, agressivamente feias, feitas com o propósito de serem humilhantes, feitas para serem absurdas, chocantes, ofensivas, repugnantes e nojentas. Se a visão da estrela da manhã aponta para um mundo para além deste mundo, justo e repleto com a música das esferas, então as visões de excremento e de luzas a piscar, bem como cabeças cortadas e camas por fazer, apontam-nos para um mundo de desespero vociferador, um cemitério profanado,um monte de estrume.

A Esquerda odeia este argumento porque se a beleza não está só nos olhos de quem vê, então a beleza diz-nos o que é a verdade, uma verdade real, uma verdade que nos chega dum mundo para além do mundo da propaganda mesquinha, um mundo para além da pornografia.

A Esquerda odeia este argumento porque se a beleza não está só nos olhos de quem vê, então é suposto a beleza ser servida, e não usada para prazeres egoístas. A beleza humilha o orgulhoso visto que revela que existe um mundo para além dele mesmo e para além dos seus apetites. E a Esquerda odeia isso.

Acham que estou a exagerar? Acham que aquilo com que estamos a lidar nada mais é que uma falta de gosto ou uma educada diferença de opinião? Entrem num museu de arte moderna; olhem para o urinol, para a cabeça da vaca cortada, para a lata de excremento, para a cama suja. Isto não expressões de um ou de dois indivíduos aberrantes com problemas psicológicos: este é o status quo da nossa cultura há quase um século, uma indústria que envolve quantidades infindáveis de dinheiro público e privado. Esta é a liderança da visão artística que controla a nossa civilização, e aquilo que os arqueólogos do futuro irão apontar como as imagens espirituais características da nossa era.

Porque é que eles gostam de tais imagens? A resposta não é difícil: a desolação do que é feio ajuda a causa Esquerdista duma forma real e bem subtil.

Imaginem dois homens: um está numa casa iluminada, alta e com colunas de mármore, adornada com arte luxuosa, esplêndida e com brilhantes imagens de vidro de heróis e santos, lembranças de grandes mágoas e grandes vitórias do passado, e vitórias prometidas. Um coro polifónico eleva a sua voz numa canção dourada, cantando uma ode à alegria.

O outro homem encontra-se numa pocilga com papel de parede a cair, ou numa ruína sem tecto infestada de ratos, cercada com lúgubres paredes de cimento borrifadas de excremento e com graffiti irregular, manchada de palavrões e trémulas luzes néon a publicitar locais de strip. Por perto ouve-se uma ensurdecedora música rap, gritando obscenidades.

Um burocrata aproxima-se de cada um dos homens e ordena-os que façam rotinas, e tarefas rotineiramente humilhantes, tais como urinar num copo para serem testados pela presença de drogas, ou deixar que as suas impressões digitais sejam recolhidas, ou sofrer uma busca na cavidade anal, ou entregar as suas armas, ou o seu dinheiro, ou o seu nome.

Qual dos dois homens, em princípio, é mais susceptível de não se submeter? Qual dos dois homens irá automaticamente assumir que a vida humana é sagrada, que os direitos humanos são sacrossantos, e que o Homem foi feito à Imagem e Semelhança de Deus? O homem rodeado por imagens divinas ou o homem rodeado por sujeira gritante? Dito de outra forma, qual dos dois homens é mais susceptível de cair vítima duma visão do mundo sombria, sem significado, sem verdade, e sem virtude?

O propósito de quase um século de feiúra agressiva é o de gerar repugnância. Não interessa se tu te tornas fã da horrível e da chocante arte moderna, com todo o seu horror, ou se voltas as costas, num desgosto cínico, e buscas a beleza apenas no entretenimento popular. Tanto os fãs da feiúra bem como os cínicos repelidos por ela perderam a sua inocência.  Nenhum dos dois irá ouvir o argumento da beleza, e nenhuma dos dois irá ouvir a música das esferas.


* * * * * * *

Resumindo, o propósito da "arte" moderna, é o de separar o homem do Divino (acostumando-o com o feio, o horrível, o desagradável e o nojento), e torná-lo mais susceptível de obedecer cegamente às imposições da elite política (porque se a arte é o reflexo do homem, e a arte é feia e horrível, então se calhar o homem também não seja nada de especial, e desde logo, não há nada de mal em ele ser mal tratado pela elite).

A pessoa que não vê valor na sua existência (porque erradamente acredita que evoluiu dum animal) é mais susceptível de ser oprimida pelas invasivas imposições governamentais do que a pessoa que sabe que o valor da sua vida prende-se com o facto dela ter sido criada à Imagem do Autor da beleza.

Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso!
Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos
Revelação 15:3




sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

A autonomia acima da segurança

Por Mark Richardson

Dois professores americanos apontaram para uma pesquisa que revela claramente que as mulheres que se encontram casadas com os pais biológicos dos seus filhos estão em posição muito mais segura que as demais mulheres:
Esta avalanche de informação proveniente das redes sociais claramente revela que alguns homens são uma ameaça real para o bem estar físico e psíquico das mulheres e das raparigas. Mas obscurecido dentro da conversa pública em torno da violência contra as mulheres encontra-se o facto de que- directa ou indirectamente - outros homens são mais susceptíveis de proteger as mulheres da ameaça da violência masculina: os maridos e pais biológicos.

A conclusão é a seguinte: as mulheres casadas encontram-se notavelmente mais seguras que as suas equivalentes solteiras, e as raparigas criadas em casa com o pai [biológico] casado com a mãe são marcadamente menos susceptíveis de serem abusadas ou atacadas do que as crianças a viver sem o seu pai [biológico].
Quão robusta é esta pesquisa? O gráfico que se segue é bastante claro. A primeira coluna mostra a incidência de violência (dirigida às crianças) em famílias com os progenitores biológicos casados; a incidência mais elevada (mais de dez vezes mais elevada) mostra a violência que ocorre com a mãe solteira que vive com um parceiro.


E depois temos este gráfico:


Desta vez o gráfico mostra a violência feita às mulheres. As duas linhas mais baixas - aquelas que mal são registadas - mostram os níveis de violência doméstica dentro dum casamento, e as linhas mais elevadas mostram a violência que as mulheres solteiras com filhos sofrem. É difícil dizer com toda a certeza, mas parece que as mães solteiras sofrem cerca de 30% mais violência doméstica que as mulheres casadas com os pais biológicos dos filhos.

As evidências são irrefutáveis: as mulheres estão mais seguras dentro do casamento. Mas esta não é a conclusão que as feministas querem e como tal, urge perguntar: o que é que uma feminista pode dizer? Por esta altura, entra a feminista Clementine Ford, que permanece imóvel na sua posição, alegando:
O conceito da "protecção" outorgada pelos homens é um que causa danos às mulheres em vez de as ajudar. Uma sociedade que opera segundo linhas paternalistas é uma sociedade que fragiliza o direito das mulheres exercerem a sua autonomia e se protegerem a elas mesmas. Em vez de propor às mulheres que se amarrem a um "homem decente", que lhes protegerá dos vilões do mundo, deveríamos, em vez disso, aplicar políticas de tolerância zero para aquelas pessoas que cometem os abusos. Os homens não são os administradores das mulheres, e não é a sua obrigação moralmente outorgada nos proteger. Como seres humanos, é a obrigação de todos evitar causar danos aos outros.
A lógica desta feminista segue mais ou menos assim:

1. Como feminista e modernista esquerdista, ela acredita que a autonomia é bem maior da vida.
2. Não é "autonomia" a mulher depender dos homens para a sua segurança física.
3. Logo, a sociedade tem que ser reconstruída de modo a que as mulheres se possam proteger a elas mesmas e não precisem da ajuda masculina.
4. Isto requer que a sociedade garanta que nenhum homem venha a cometer actos de violência contra as mulheres.
5. Desde logo, é bom que a sociedade se certifique que nenhum homem venha a cometer actos de violência contra as mulheres.

A coisa mais moral, segundo Clementine Ford, é as mulheres serem autónomas, e como tal, temos que insistir que as pessoas vivam as suas vidas de maneira que se conformem com este imperativo moral.

Note-se que a preocupação maior de Clementine Ford não é a segurança das mulheres e das crianças, mas sim a independência feminina. É precisamente por isso que ela nunca irá aceitar a "protecção outorgada pelos homens", mesmo que ela seja eficaz em termos de minimizar os riscos da mulher vir a sofrer violência.

O problema com a abordagem da Clementine Ford é básico, nomeadamente, que ela coloca o "bem" da autonomia acima de tudo, mesmo acima do propósito moral. Isto obviamente, não é bom para as mulheres, e é perigoso pensar que há um bem único que toda a sociedade deve adoptar coercivamente. O melhor é reconhecer que há um leque de bens que têm que ser trabalhados dentro dum enquadramento operacional.


* * * * * * *

Basicamente, o que isto significa é que o propósito do feminismo (ou pelo menos, um deles) é o de isolar as mulheres dos homens, mesmo que isso aumente a violência contra as mulheres. Quando as feministas falam em "independência das mulheres", o que elas têm em mente é a independência das mulheres perante os homens (mesmo que isso signifique maior dependência do Estado e maiores índices de violência doméstica).

[ ACTUALIZAÇÃO - 2 de Agosto - 23:25 ]

video




domingo, 27 de Julho de 2014

Os livros eram fachada para a pornografia

Quando eu vivia Austin, Texas, durante o meu tempo de estudante de pós-graduação, existia uma livraria "gay" com o nome de Lobo. O layout era interessante. Olhando de fora para dentro, tudo o que se viam eram livros. Parecia uma livraria normal. Havia uma secção dedicada a escritores de ficção "gay" tais como Oscar Wilde, Gertrude Stein, e W.H. Auden.

Havia também biografias de ícones proeminentes tais como Walt Whitman, que provavelmente aceitaria a etiqueta de homossexual, mas outros, tais como o ídolo de Whitman, o Presidente Lincoln, haviam sido listados à causa com base em nada mais que um mau casamento ou uma intensa amizade com outro homem. Havia apaixonantes memórias homossexuais modernas e relatos históricos das origens e do desenvolvimento do movimento dos "direitos gay". 

A livraria parecia inócua e, de um modo desarmante, muito bourgeois. Mas se entrássemos dentro da livraria, repararíamos imediatamente numa outra secção, escondida para quem olha de fora para dentro.

A secção pornográfica 

Centenas e centenas de vídeos pornográficos, envolvendo apenas homens, mas lidando com todos os gostos possíveis e fantasias imaginárias. Para além disso, notaríamos noutra coisa. Não havia clientes na parte frontal da livraria [onde estavam os livros]. Todos os clientes encontravam-se na parte traseira da livraria, enraizando-se entre os vídeos. Tanto quando sei, eu fui a única pessoa que alguma vez chegou a comprar um livro na livraria Lobo. Os livros eram, de forma bem directa, uma fachada para a pornografia.

Então, para quê gastar milhares de dólares em livros que ninguém iria comprar? Era por demais óbvio através da secção "Saldos" que apenas uma pequeníssima parcela dos livros chegava a ser vendida ao preço original. Os donos da Lobo aparentemente estavam a gastar muito dinheiro em novelas gay e obras da história gay, quando o verdadeiro dinheiro se encontrava na pornografia. Mas o dinheiro gasto nos livros não era mal investido. 

O mesmo era usado para comprar algo que, para a comunidade homossexual, era muito mais precioso que o ouro: a respeitabilidade. Respeitabilidade e a aparência de normalidade. Sem esse investimento, nós não estaríamos envolvidos num debate sério em torno da legalização do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo. Durante a altura em que eu vivia em Austin, eu já me identificava como homossexual há 20 anos. Tendo como base a experiência adquirida durante estes anos, reconheci na Lobo a metáfora usada para se vender a ideia dos "direitos gay" ao povo americano, e para a sórdida realidade oculta.

Esta é a forma como eu desconstruo a livraria Lobo. Existem dois tipos de pessoas que olharão através da janela: aquelas que são tentadas a se envolver em actos homossexuais, e aquelas que não são tentadas a esse nível. Para aqueles que não são, as prateleiras com os livros transmitem a mensagem de que os homossexuais não são diferentes do resto da sociedade, e que a homossexualidade não está errada; ela apenas é diferente. Como a maior parte deles nunca saberá muito mais em torno do homossexualismo para além do que observaram através da janela, essa impressão é de uma importância política e cultural enorme uma vez que é sobre essa base que irão reagir sem qualquer tipo de alarme, ou mesmo dando o seu apoio activo, aos direitos dos homossexuais.

Existem milhões de americanos bem-intencionados que apoiam os direitos dos homossexuais porque acreditam que o que vêem quando olham para dentro é o que realmente se encontra por lá. Não lhes passa pela cabeça que o que eles estão a ver é um esforço cuidadosamente construído para os manipular, distraindo-os da verdade com a qual que eles nunca concordariam.

Para aqueles que se sentem tentados em levar a cabo actos homossexuais, a visão que eles têm a partir da rua é consoladora visto que faz com que o estilo de vida homossexual não parece ameaçador, mas sim normal. Mais cedo ou mais tarde, estas pessoas irão parar de olhar pela janela e entrar dentro do estabelecimento. Ao contrário dos compradores de janela, estes não ficarão distraídos com os livros por muito tempo.

Eles irão descobrir imediatamente a existência da secção de pornografia. E independentemente do quão desagradados eles fiquem inicialmente (se eles de facto ficarem desagradados), eles irão notar que a secção de pornografia é onde todos os clientes de encontram, e eles sentir-se-ão ridículos por serem os únicos a ficar entre os livros. Eventualmente, eles irão encontrar o caminho até à pornografia, juntamente com o resto do clientes. E, tal como todos os outros, eles irão começar dedicar a sua atenção aos vídeos.

E, caro leitor, é aí que a maior parte deles ficará para o resto das suas vidas, até que Deus ou a SIDA, as drogas ou o álcool, o suicídio ou a idade avançada solitária, intervenham.

Ralph McInerny disponibilizou uma brilhante definição do movimento em torno dos direitos dos homossexuais: auto-decepção como esforço conjunto. No entanto, a decepção do grande público é também vital para o sucesso da causa, e em nenhuma outra área as formas de decepção são notoriamente e espantosamente mais bem sucedida do que na campanha para persuadir os Cristãos de que, parafraseando o titulo dum livro recente, [removido por motivos de blasfémia], e que as igrejas deveriam abrir as suas portas aos amantes homoeróticos.

O movimento homossexual "Cristão" depende dum estratagema que é audaz e desonesto. Eu sei, porque durante muito tempo eu fui levado por ele. Tal como os donos da livraria Lobo, o seu sucesso depende de se camuflar a verdade que se encontra o tempo todo "escondida" à vista de todos. Não é de admirar que o livro "O Mágico de Oz" seja tão ressonante entre os homossexuais. "Nao liguem no homem por trás da curtina"  poderia ser o lema e o mantra de todo o movimento. 

Nenhum livro foi mais influente na minha decisão de "sair do armário" que o livro "clássico" do, agora, ex-Padre John McNeill com o nome de "The Church and the Homosexual". Esse livro é para "Dignity" o que "O Manifesto Comunista" foi para a Rússia Soviética.  A maior parte do livro centra-se na disponibilização de  interpretações alternativas às passagens Bíblicas que condenam o homossexualismo, e na colocação dos escritos anti-homossexualistas dos Padres da Igreja, e dos escolásticos, num contexto histórico duma forma que os torna irrelevantes e até ofensivos para os leitores modernos. 

A impressão inicial dum leitor ingénuo e sexualmente confuso como eu era a de que McNeill estava a disponibilizar uma alternativa plausível aos ensinamentos tradicionais. Isso fez-me sentir justificado em sair do armário. Eram os seus argumentos persuasivos? Francamente, nem me interessava nisso, e não acredito que a maior parte dos leitores de McNeill também se interessassem. Esses argumentos foram redigidos com a linguagem da erudição e soavam plausíveis. Isso era tudo o que importava.

McNeill, tal como todos os membros do seu campo, tratavam o homossexualismo antes de mais como um debate em torno da interpretação própria dos textos - tais como a história Bíblica em torno de Sodoma e os artigos relevantes da Summa. A implicação é que, mal essas passagens fossem reinterpretadas, ou tornadas irrelevantes, os apologistas homossexualistas teriam prevalecido e a porta estava aberta para que os homossexuais activos andassem de cabeça erguida dentro das igrejas.

E há um certo sentimento de que isto ficou provado como verdadeiro. Visto que o debate focou-se na interpretação de textos, os apologistas homossexuais ganharam para si um nível espantoso de legitimidade. Mas, como qualquer pessoa conhecedora da história do Protestantismo deverá saber, a interpretação de textos é um processo interminável. Os esforços de pessoas como McNeill não têm que ser persuasivos mas apenas úteis.

Esta é a forma como as coisas funcionam: McNeil reinterpreta a história de Sodoma, alegando que ela não condena o homossexualismo mas a violação colectiva. Os teólogos ortodoxos respondem duma forma recomendável mas ingénua, tentando refutá-lo - ingénua porque estes teólogos realmente acreditam que McNeill acredita nos seus próprios argumentos, e escreve como um escolástico e não como um propagandista. McNeill ignora os argumentos dos seus críticos, qualificando as suas objecções de "homofobia", e repete a sua posição original. Os ortodoxos respondem outra vez, como se realmente estivessem a lidar com um teólogo. Para a frente e para a trás durante algumas trocas.

Finalmente, McNeill ou alguém como ele levanta-se e diz:

Sabem duma coisa? Não estamos a avançar. Nós temos a nossa exegese e vocês têm a vossa. Porque é que não concordamos em discordar?

Isto soa tão razoável e tão ecuménico, mas se os teólogos ortodoxos aceitarem, eles terão perdido o jogo visto que os apologistas do homossexualismo ganharam um espaço na mesa de onde eles nunca mais serão removidos. Chegar à verdade em torno de Sodoma e Gomorra, ou fazer a interpretação correcta da ética de São Tomas,  nunca foi o objectivo; obter a admissão para a Santa Comunhão era o objectivo.

Mesmo sendo um jovem ingénuo, um aspecto do livro "The Church and the Homosexual" sempre me soou estranho.

Dado que McNeill estava a sugerir um revisionismo radical à tradicional ética sexual Católica, não havia quase nada sobre a ética sexual. A ética sexual Católica é bem específica sobre o propósito da sexualidade humana e sobre os tipos de comportamentos que estão de acordo com esse propósito. A crítica de McNeill à ética tradicional ocupou a maior parte do livro, mas ele deixou o leitor com uma ideia vaga sobre o que ele propunha em seu lugar. Em relação a isso, não havia nada lá escrito sobre a vida real dos homossexuais.

No seu livro, o homossexualismo foi tratado como uma abstracção intelectual, mas eu estava desesperado para ter uma ideia do que me esperava do outro lado do armário fechado. E sem ninguém para além do [ex-]Padre MacNeill como guia, fui forçado a ler entre as linhas. Há uma única passagem que eu interpretei como pista. (Na verdade, essa passagem foi quase que um nota de rodapé.) A dada altura ele comentou que as uniões homossexuais monogâmicas eram consistentes com os ensinamentos da Igreja, ou pelos menos com o espírito renovado e de renovação da Igreja pós-Vaticano II.

Com nada mais a que me agarrar, interpretei isso no sentido prescritivo e deduzi que McNeill estava a alegar que os actos homogénitos só eram morais se fossem feitos dentro do contexto dum relacionamento monogâmico. Para além disso, assumi o que parecia ser algo razoável, isto é, que o autor conhecia tais relacionamentos; devido a isso, fiquei com a expectativa razoável de encontrar tais relacionamentos. Se assim não fosse, para quem é que McNeill estava a escrever?

Não fui suficientemente ingénuo (embora tenha sido muito ingénuo) para não me aperceber da existência de homens homossexuais promíscuos. Mas colocando de lado McNeill (...) isso levou-me a acreditar que para além dos homens promíscuos que por aí existiam, havia um contingente de homens homossexuais que se encontravam comprometidos em viver uma vida monogâmica. Se assim não fosse, McNeill estaria a defender a promiscuidade e a própria ideia dum padre a defender a promiscuidade era inconcebível para mim. (Sim, eu fui ingénuo até esse ponto).

Há alguns anos atrás McNeill publicou uma autobiografia onde fala abertamente das suas experiências sexuais enquanto era ainda um padre Católico - um padre homossexual Católico sexualmente activo e promíscuo. Ele escreve duma forma quase nostálgica dos tempos em que andava pelos bares em busca de sexo. Embora ele tenha eventualmente acabado por encontrar um parceiro estável (enquanto ainda era padre), ele nunca se desculpou pelos seus anos de promiscuidade, e nem fez qualquer alusão à disparidade entre a sua vida pessoal e a passagem do seu livro que tanta importância teve para mim.

É possível que ele nem se lembre de sugerir que era suposto os homossexuais permanecerem celibatários até estarem dentro dum relacionamento monogâmico. É óbvio que ele nunca teve a intenção de que essa passagem fosse levada a sério, excepto por parte daqueles que nada mais fariam que olhar para a janela - isto é, os Católicos crédulos, bem-intencionados não-homossexuais, de preferência aqueles que se encontravam numa posição de autoridade. Ou ainda, os igualmente ingénuos e crédulos jovens como eu que buscavam por uma razão para agir em conformidade com os seus desejos sexuais - de preferência uma razão que não causasse muita violência às suas consciências (pelo menos não inicialmente).

Estes últimos, presumiu o autor, iriam eventualmente encontrar o seu caminho até à secção da pornografia, onde a sua cumplicidade com o plano maligno os tornaria indistinguíveis do resto dos clientes regulares. Claramente, havia um motivo para o facto dele, no livro inicial, ter escrito tão pouco sobre a verdadeira vida dos homossexuais tais como ele mesmo.

Eu não vejo de que forma é que a contradição entre o livro "The Church and the Homosexual" e a sua autobiografia possa ter sido acidental. Porque é que McNeill iria fingir que acreditava que os homossexuais se deveriam restringir ao sexo dentro do contexto dos relacionamentos monogâmicos quando a sua vida demonstrava que isso foi algo que ele nunca fez? Eu só posso pensar num motivo: porque ele sabia que se contasse a verdade, o seu argumento estaria morto à nascença.

Embora até aos dias de hoje McNeill, tal como todos os propagandistas homossexuais "Cristãos", evite o assunto da ética sexual como se fosse algum tipo de praga, a sua vida revela de forma cabal as suas crenças em relação a isso. Ele acredita na liberdade sexual sem restrições. Ele acredita que os homens e as mulheres deveriam ter o direito de copular com quem quer que seja, onde quer que queiram, quantas vezes quiserem. Muito provavelmente ele acrescentaria algum tipo de brometo sem sentido em torno da forma como ambas as partes se deveriam tratar com respeito, sem que ninguém fosse magoado, mas qualquer pessoa familiarizada com o ninho de cobras que é a cultura sexual moderna (tanto heterossexual como homossexual) saberá o quão a sério levar isso em conta.

Para além disso, ele sabe muito bem que se ele tivesse sido honesto em relação aos seus propósitos, não existiria a "Dignity", e nem existiria o movimento homossexual "Cristão" (pelo menos não um com a mínima chance de ser bem sucedido). Isso seria como deitar fora os livros e deixar que os comuns compradores de vitrina olhem para  dentro e vejam a secção pornográfica. E de maneira nenhuma podemos deixar isso acontecer, certo? Dito de outra forma, o ex-Padre McNeill é um mau padre e um vigarista. E levando em conta as consequências letais de se envolver em actos homoeróticos, o ex-Padre é um vigarista com sangue nas mãos.

Uma coisa quero deixar bem clara: acredito que as verdadeiras convicções de McNeill, tal como deduzidas do seu real comportamento, e diferente dos argumentos que ele avança para o benefício dos ingénuos e crédulos, representam os verdadeiros propósitos e os verdadeiros objectivos do movimento em torno dos "direitos" dos homossexuais. Esses "direitos" são a pornografia que os livros escondem. Dito de outra forma, se tu apoias o que é actualmente qualificado de "a benção das uniões entre pessoas do mesmo sexo", na práctica estás a apoiar a abolição de toda a ética sexual Cristã, e a sua posterior substituição por um mercado sexual "laissez faire", livre e sem limites.

O motivo pelo qual o movimento homossexual conseguiu obter o apoio de tantos heterossexuais é bastante simples. Uma vez abrogado esse tabu, nenhum outro tabu permanece. Eu ouvi uma vez heterossexuais Episcopelianos a colocar as coisas desta forma:

Se eu não quero que a igreja meta o seu nariz no meu quarto, como é que posso apoiá-la quando ela limita a liberdade sexual dos homossexuais?

Isso pode soar escandaloso, mas se ainda acreditam que o assunto se centra no estatuto religioso dos relacionamentos homossexuais, então preparem-se para me indicar uma igreja algures pelos Estados Unidos que tenha aberto as suas portas aos homossexuais activos sem as abrir também a todas as outras formas imagináveis de acoplamento sexual. Sou demasiado velho para ser enganado pelo "Padre" McNeill e pelas suas abstracções. Mostrem-me uma igreja assim.

Há alguns anos atrás subscrevi-me, através da internet, no grupo Yahoo "Dignity". Por essa altura estavam por lá várias centenas de subscritores. A dada altura, um jovem confuso e perturbado colocou uma questão: Será que algum dos subscritores dava algum valor à monogamia? Eu imediatamente escrevi-lhe de volta e disse que sim, que eu  dava valor à monogamia. Uns dias mais tarde este jovem escreveu-me de volta; ele havia recebido dezenas de respostas, algumas delas eram bem hostis e ofensivas, todas menos uma - a minha - a dizer para ele sair para o mundo exterior e ter sexo porque isso era o que significava ser homossexual. (Este grupo era "Católico".)

Este jovem não sabia o que fazer com estas respostas porque nenhuma da propaganda a que ele havia sido previamente sujeito o haviam preparado para o que realmente era o outro lado do "armário". Eu não sabia bem o que lhe dizer porque por essa altura eu mesmo ainda estava apanhado na mentira. Se fosse hoje, a solução seria bem óbvia. O que eu deveria ter dito na altura era algo do tipo:

Mentiram-te! Pede perdão a Deus e volta para Kansas o mais depressa possível. A Tia Em está à tua espera.

À luz da legítima preocupação com a pornografia na internet, pode parecer irónico afirmar que a internet ajudou-me a ver-me livre do homossexualismo. Durante 20 anos eu pensei que havia algo de errado comigo. Dezenas de pessoas bem intencionadas asseguraram-me que havia por aí um mundo de homens homossexuais totalmente diferente, um mundo que por alguma razão eu nunca fui capaz de encontrar, um mundo repleto de homossexuais tementes a Deus, agindo como heterossexuais, defensores da monogamia, e practicantes da fidelidade.

Essas pessoas asseguraram-me que eles mesmos sabiam (factualmente e de verdade) que tais homossexuais existiam. Eles mesmos conheciam homens assim (ou pelo menos tinham ouvido falar deles por parte de pessoas que conheciam homossexuais tais como esses). E eu acreditei, embora com o passar dos anos tenha ficado cada vez mais difícil. Foi então que eu comprei um computador e subscrevi-me na AOL. Foi então que eu pensei:

Então vamos lá! Claramente os homossexuais moralmente conservadores são tímidos e assustadiços e pessoas que temem movimentos bruscos. Eles não gostam de bares nem de balneários [homossexuais]. Nem eu. Eles não se fazem presentes em encontros na "Dignity" e nem nos cultos da "Metropolitan Community Church" porque essas "igrejas" homossexuais são, na verdade, balneários homossexuais mascarados de lugares de oração. Mas não há motivo que impeça um homossexual moralmente conservador de se subscrever a AOL e submeter o seu perfil. Se eu posso fazer isso, qualquer pessoa pode.

E foi isso que eu fiz. Criei um perfil a descrever-me como um Católico conservador (mais ou menos) que gostava de música clássica, teatro, bons livros e conversas cintilantes sobre esses tópicos. Disse que gostaria muito de conhecer homossexuais com o mesmo tipo de pensamento tendo o vista uma amizade e romance. Tentei ser o mais claro possível. Não estava interessado em encontros só de uma noite. Passados alguns minutos depois de ter publicado o meu perfil, obtive a minha primeira resposta. Essa resposta tinha apenas três palavras: "Quantos centimetros tens?" A partir daí, a minha experiência com a AOL foi sempre a descer.

Quando eu me assumi como homossexual (no princípio dos anos 80), era comum os apologistas do movimento homossexual afirmar que a promiscuidade entre os homens homossexuais era resultado da sua "homofobia internalizada". Os homens homossexuais, tal como os Afro-Americanos, internalizaram e agiram em conformidade com as mentiras que eles haviam aprendido na cultura Americana mainstream. Para além disso, os homossexuais eram forçados a buscar por amor em bares com luzes fracas, balneários e parques públicos devido ao medo da perseguição feita pelo mainstream homofóbico. Foi-nos dito que a solução para este problema era permitir que os homossexuais viessem a público, sem medo de retribuição.

Uma variante deste argumento é ainda avançada por activistas tais como Andrew Sullivan como forma de legitimar o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo. Há trinta anos atrás isto parecia razoável, mas já se passaram 35 anos desde os infames tumultos de Stonewall, em 1969 (New York), o "Lexington" e "Concord" do movimento de emancipação dos homossexuais. Durante estes anos, os homossexuais encontraram o seu espaço público nas maiores cidades Americanas, bem como em muitas das cidades menores. Eles tiveram a hipótese de criar o que eles quisessem nesses espaços, e o que foi que eles criaram? Novos espaços e novas formas de encontrar novos parceiros sexuais.

Para além do valor propagandístico, as livrarias tais como a Lobo, que disponibilizam poesia e pornografia, existem por outro motivo: sem a pornografia, estas livrarias rapidamente fechariam por falta de clientes. De facto, apesar da pornografia, a maior parte das livrarias [homossexuais] fecharam precisamente por falta de clientes. Depois do eclodir do entusiasmo que ocorreu nos anos 70 e 80, as publicadoras homossexuais entraram em declínio, e não revelam sinais de "sair do armário" da bancarrota financeira. 

Mal o brilho da novidade acabou, os homens homossexuais aborreceram-se de ler sobre outros homens a ter experiências sexuais com outros homens, preferindo em seu lugar usar as suas posses para buscar as suas próprias experiências. Os centros comunitários gays e lésbicos têm grande dificuldade em manter as suas portas abertas. As "igrejas" homossexuais sobrevivem como lugares onde os adoradores podem ir apagar o que está nas suas mentes e limpar suas consciências sujas depois de passarem o dia anterior em bares em busca de sexo. E aí não há o perigo de alguma vez ouvir uma palavra do púlpito sugerindo que saltar de bar em bar em busca de sexo não está de acordo com a Bíblia.

Quando eu vivia no Reino Unido, fiquei espantado com o quanto que a cultura homossexual de Londres replicava a cultura homossexual dos Estados Unidos. O mesmo acontecia em Paris, Amesterdão e Berlim. O homossexualismo é uma das mais bem sucedidas exportações dos Estados Unidos. E o foco dos espaços sociais homossexuais Europeus é idêntico ao foco dos espaços homossexuais Americanos: sexo. O ciberespaço é actualmente a mais recente conquista do espantoso e mais novo Magalhães: o homem homossexual em busca de novas conquistas sexuais. 

Mas por esta altura, de que forma é que é possível culpar a promiscuidade entre os homens homossexuais à homofobia, internalizada ou não? Com base nas evidências  pouco mais robustas que wishful thinking, Andrew Sullivan quer que acreditemos que a legalização do "casamento" homossexual irá domesticar os homens homossexuais, e toda aquela energia dedicada à construção de bares e balneários homossexuais será canalizada para a construção de cercas e garagens para dois carros. 

O que Andrew Sulllivan se recusa a aceitar [bem como todos os idiotas úteis do homoerotismo] é que os homens homossexuais não são promíscuos devido à "homofobia internalizada", ou devido a leis que proíbem o "casamento" homossexual. Os homens homossexuais são promíscuos porque, quando têm a liberdade para escolher como agir, eles escolhem em larga maioria viver como promíscuos. E destruir o tijolo de construção mais importante da nossa civilização, a família, não irá alterar isso.

Certa vez, li um irrefutável e honesto desabafo de Andrew Sullivan onde ele admitia o verdadeiro propósito do seu apoio à causa do "casamento" homossexual. Ele encarou a natureza sórdida da sua vida sexual, que é mais do que a maior parte dos activistas homossexuais está disposto a fazer, e lamentou-se por ela. Ele desejava ter vivido uma tipo de vida diferente, e aparentemente ele acredita que se o casamento fosse uma opção, ele teria sido capaz de viver um outro tipo de vida.

Eu tenho mais respeito por Andrew Sullivan do que pela maior parte dos activistas homossexuais. Acredito que ele realmente gostaria de reconciliar os seus desejos sexuais com as exigências da sua consciência. Mas com o devido respeito, será que estamos preparados para sacrificar a instituição da família com base numa esperança (sem evidências) de que se assim fizermos, pessoas como Sullivan estarão mais dispostas a não abrir os fechos das suas calças?

Mas será que não é teoricamente possível que os homossexuais se possam conter dentro de algo parecido com a ética sexual Católica, excepto na parte em torno da procriação - isto é, relacionamentos monogâmicos para toda a vida? Claro que é teoricamente possível. Em 1968 também era teoricamente possível que o uso dos contraceptivos pudesse ser restrito aos casados, e que o revoltante declínio para a anarquia sexual dentro da qual vivémos hoje pudesse ter sido evitado. É teoricamente possível, mas é practicamente impossível. E é impossível porque toda a noção da orientação sexual estável sobre a qual todo o movimento homossexual se baseia não tem fundamento nos factos.

René Girard, o crítico literário Francês e sociólogo da religião, alega que toda a civilização humana se baseia no desejo. Todas as civilizações rodearam os objectos de desejo (incluido desejo sexual) com uma elaborada e insuperável parede de tabus e restricçôes. Até hoje. O que estamos a observar actualmente no mundo ocidental não é a legitimização de, até hoje, formas de amor desprezadas mas honradas, mas sim a redução da humanidade ao mínimo denominador comum: desejo desenfreado e irrestrito. Afimar que abrimos a Caixa de Pandora seria um gigantesco eufemismo. Apertem os vossos cintos de segurança, senhoras e senhores, porque parece que vamos ter um milénio cheio de perturbações.

Quando eu estava em idade de crescimento, era suposto todos nós sermos heterossexuais. Foi então que o homossexualismo foi introduzido. Inicialmente, isto não parecia ser uma revisão de dimensões consideráveis porque, exceptuando a procriação, o homossexualismo, pelo menos em teoria, deixava o resto da ética sexual intacta. Duas pessoas com o mesmo sexo poderiam (teoricamente) gostar uma da outra e viver uma vida de compromisso monogâmico.

Foi então que o bissexualismo foi introduzido e as implicações reais da revolução sexual tornaram-se claras. A monogamia foi lançada fora. As normais morais foram também rejeitadas. A sexualidade faz-o-que-quiseres tornou-se padrão. Se alguém quer saber o que é isso, nada mais precisa de fazer do que ficar online. A internet disponibiliza de forma bem clara lugares privilegiados para quem quer observar o circo da desintegração da nossa civilização. Tomemos como exemplo a Yahoo; esta organização tornou possível que pessoas com interesses comuns criassem grupos com o propósito de estabelecer contactos e partilhar informação. Se isto gera em ti a imagens de genealogistas e coleccionadores de selos, estás enganado. Existem actualmente milhares de grupos da Yahoo que atendem a todo o tipo de pervesão sexual possível e imaginária. Muitos desses grupos iriam provavelmente desafiar a imaginação do Marquês de Sade.

Pessoas que até poucos anos atrás nada mais poderiam fazer que fantasiar, hoje podem-se entreter sabendo que há a possibilidade de realizarem as suas taras. Certa vez conheci um homem online cujo desejo mais valioso era o de levar palmadas com uma carteira de couro. Tinha que ser de couro. Tinha que ser uma carteira. E tinha mesmo que levar palmadas dessa forma. A antiquada fricção genital era opcional. Este homem queria uma etiqueta Gucci tatuada no seu traseiro. Ele não conseguia imaginar ponto de paixão mais elevado. E ele insistia que o seu desejo era tão fundamental para a sua natureza sexual como ir para a cama com um homem o era para mim. Para além disso, ele criou um grupo Yahoo que tinha mais de 300 membros, todos eles com a mesma paixão.

Não há um objecto no mundo, nenhuma parte corporal humana ou animal que não possa ser eroticizada. Dito isto, é o desejo de levar palmadas com uma carteira de couro uma "orientação sexual"? Se não, qual é a diferença? Houve uma período da minha vida durante o qual eu teria dito algo do tipo:

Mas é claro que é diferente. Tu não podes partilhar uma vida comum com uma carteira de couro. Não podes amar uma carteira de couro. Tu estás a falar dum fetiche e não duma orientação sexual. Isso são coisas completamente diferentes.

Mas a realidade dos factos é que todos os homens homossexuais que eu encontrei tinham um fetiche pela pele masculina, com toda a objectificação e despersonalização que ela envolve, e eu hoje olho para essa distinção um sofisma. Afinal de contas, o couro também é pele. A diferença real entre o homem da internet e o homossexual comum é que o primeiro preferia que a sua pele fose italiana, bovina e bronzeada.

Através dos anos, frequentei várias "igrejas" homossexuais ou simpatéticas com o homossexualismo. Todas elas partilhavam duma característica comum: era acordo tácito nunca dizer nada do púlpito - ou de qualquer outra localização - sugerindo que deveria haver restrições ao comportamento sexual humano. Se alguém está familiarizado com as igrejas "Dignity", "Integrity" ou a "Metropolitan Community", ou pode-se dizer, com o Protestantismo mainstream e maior parte do Catolicismo pós-Vaticano II, deixem-me fazer uma pergunta: Quando foi a última vez que ouviram um sermão em torno da ética sexual? Será que alguma vez ouviram um sermão em torno da ética sexual? Assumo que a resposta seja negativa. Será que os nossos pastores e padres honestamente acreditem que os Cristãos Americanos não precisam de sermões em torno da ética sexual?

Eis aqui um facto assustador: se nós, como nação e como Igreja deixamo-nos levar pela vigarice das duplas homossexuais monogâmicas, estaremos a aceitar no nosso Trilho da Comunhão (assumindo que eles ainda existem) não só o estatisticamente irrelevante número de duplas homoeróticas que vivem juntas há mais do que alguns anos (a maioria das quais comprou a "estabilidade" afrouxando a monogamia); estaremos também a aceitar e a dar legitimidade a todo os tipos de gosto sexual - desde a antiquada masturbação e o adultério, até a mais estranha forma de fetiche sexual. Estaremos, dito de outra forma, a abençoar o suicídio da civilização Ocidental.

Mas o que dizer de todos aquelas duplas homossexuais que estão desejosas de se "casar", e que são objecto de devoção incessante por parte dos média? Dantes, isto era confuso para mim. Parece que o New York Times não tem dificuldade em encontrar duplas homoeróticas bem sucedidas para fotografar e entrevistar. Mas apesar dos meus esforços, eu nunca fui capaz de encontrar o tipo de duplas que regularmente aparecem no programa da Oprah. Os média são preconceituosos e não têm interesse em dizer a verdade sobre o homossexualismo.

Conheci online o Wyatt (nome falso) e durante 5 anos ele esteve num relacionamento desastroso. O seu parceiro era infiél, alcoólico e tinha problemas com a droga. O relacionamento era dum tipo que daria pesadelos a Strindberg. Quando Vermont legalizou o "casamento" homossexual, Wyatt olhou para isso como uma última oportunidade de salvar o seu relacionamento: ele e o seu parceiro voariam para Vermont para se "casarem".

Esta notícia chegou aos ouvidos do jornal local, e ele levou a cabo uma história em torno da dupla com fotos da recepção do "casamento". Na história contada pelo jornal. Wyatt e o parceiro foram caracterizados como uma dupla feliz que finalmente tinha a chance de celebrar publicamente o seu compromisso. 

Nada foi dito das drogas ou do alcoolismo ou da infidelidade

Mas o "casamento" foi um fracasso, e "acabou em chamas" poucos meses depois. E nenhum jornal seguiu com história. Por outras palavras, o jornal mais importante de uma das cidades mais importantes dos Estados Unidos publicou uma história enganadora em torno dum relacionamemto [homossexual], história essa que provavelmente persuadiu um jovem rapaz a pensar que era possível ele um dia vir a ser tão feliz como Wyatt e o seu "parceiro". E essa é a parte mais triste.

Mas nós raramente ouvimos falar de pessoas como o meu amigo "Harry" (nome falso). Harry era um homem de meia-idade em processo de envelhecimento e com uma barriga proeminente. Ele era casado e tinha duas filhas crescidas. Mas ele não era feliz. Harry convenceu-se de que o motivo da sua infelicidade era o facto de ser homossexual. Harry divorciou-se da esposa, que está agora casada com outro homem, as suas filhas deixaram de falar com ele, e ele descobriu agora que homens barrigudos, carecas e de meia-idade não são populares nos bares gay. De alguma forma, Oprah esqueceu-se de mencionar isso. Actualmente Harry toma anti-depressivos como forma de impedir o suicídio.

Houve também aquele caso de outro conhecido meu, que tinha o mesmo nome que o homem acima mencionado. Harry (nome falso) tinha cerca de 30 anos (mas facilmente passava por alguém com 20 anos), e vinha dum lar Mórmon, com toda a ingenuidade que isso sugere. Ao contrário do primeiro Harry, este Harry não tinha dificuldade em obter encontros amorosos, ou mesmo relacionamentos. 

O problema é que esses relacionamentos não duravam mais do que algumas semanas. Para além disso, Harry tinha também um problema com a bebida. (Lá se vai a tese das palavras sábias Mórmon.) Se por acaso tu te encontrasses no bar por volta das duas da manhã, era bem provável que pudesses possuir o Harry, se estivesses interessado. Ele estava tão bêbado que nem se lembrava de nada no dia seguinte, e o que ele queria por essa altura era alguém para abraçar.

A cultura homossexual é um paradoxo; a maior parte dos homossexuais tende a ser Democrata-liberal, ou apoiantes do Partido Trabalhista no Reino Unido. Eles gravitam rumo a estes Partidos porque acreditam que as políticas destes são mais compassivas e mais sensíveis para com as necessidades dos fracos e dos oprimidos. Mas não há nada há nada de compassivo dentro duma bar homossexual. Esses sítios representam o livre mercado laissez fairedo tipo mas Darwiniano imaginável. Não há espaço para aqueles que não estão prontos a competir, e as regras do jogo são impiedosas e implacáveis. 

Lembro-me dum incidente que ocorreu quando eu estava num bar homossexual  no centro de Londres. A maior parte dos homens eram musculados e tonificados, e tinham idades que se encontravam entre os 20 ao princípio dos 30. Por essa altura entrou um homem mais velho, que parecia estar na casa dos 70. Quando ele entrou no bar, parecia que o Anjo da Morte tinha entrado. Nesse bar repleto, abriu-se um espaço à sua volta e ninguém queria ficar por perto. A sua sombra transmitia contágio. Era óbvio que a sua presença causava nervosismo nos outros clientes. Ele permaneceu quieto no seu canto, e pediu uma bebida. Ninguém falou com ele e ele não falou com ninguém.

Quando eventualmente ele acabou a sua bebida e abandonou o bar, quase que se podai ouvir um suspiro de alívio de todos aqueles homens musculados e tonificados. Agora eles podiam voltar a fingir que os homens homossexuais são jovens e bonitos eternamente. Caro leitor, sabes o que é um "bug chaser"? Um "bug chaser" é um jovem homem homossexual que quer contrair o HIV de modo a que ele nunca venha a envelhecer. E esse foi por esse mundo que Harry abandonou a sua esposa, e o outro Harry abandonou a sua Igreja, como forma de encontrar felicidade.

Eu conheci muitas pessoas como os dois Harrys mencionados em cima, mas conheci muito poucos que tinham pouco mais que a aparência superficial com as imagens idealizadas que vemos em filmes vencedores de Óscares, tal como o filme Filadélfia, ou na secção magazine do jornal New York Times. O que eu acho suspeito é o facto dos média ignorarem a existência de pessoas como os dois Harrys. A infelicidade tão comum entre os homossexuais é varrida para debaixo do tapete, ao mesmo tempo que exemplos irrealístas são oferecidos para consumo público. Creio que, pelo menos, há motivos para um debate sério em torno da proposição "gay is good," mas tal debate não está a ocorrer, muito devido ao facto dos média já terem tomado a sua (e a nossa) decisão.

Mas é difícil esconder a pornografia para sempre. Quando eu vivia em Lonres, tive uma amiga maravilhosa. Maggie (nome falso) era uma esquerdista; o seu enorme coração doía-lhe em prol dos oprimidos. Tal como a maioria dos esquerdistas, ela tinha orgulho no facto de ter uma mente aberta e usava isso como uma medalha de honra. Maggie vivia numa casa do tamanho do seu coração e todos os seus filhos tinham crescido e saido de casa. Ela tinha dois quartos para aluguer, e aconteceu que ambos os jovens homens que se tornaram seus inquilinos eram homossexuais.

A primeira reacção de Maggie foi de entusiasmo. Ela nunca havia conhecido homossexuais, e pensava que a experiência de alugar quartos a dois homossexuais iria confirmar nela mesma o quanto que ela tinha uma mente aberta. Ela acreditava que seria um momento de aprendizagem. De facto, isso foi o que veio a acontecer, mas não da maneira que ela pensava. Um dia ela contou-me dos seus problemas e confessou as suas dúvidas. Ela falou do que era acordar todas as manhãs rumo à mesa do pequeno almoço, e encontrar dois estranhos sentados lá, os dois estranhos que os seus dois inquilinos haviam trazido para casa na noite anterior. Raramente eram os mesmos dois estranhos todas as manhãs.

Um dos inquilinos estava envolvido num relacionamento de longa distância, mas durante a ausência do parceiro, sentiu-se com a liberdade de buscar consolo noutro lugar. Maggie falou do que era ter que lidar diariamente com o tumulto emocional que eram as vidas tumultuosas dos dois inquilinos. Ela disse-me o que era abrir a porta de casa uma tarde, e encontrar um polícia a entrada - polícia que buscava um dos seus inquilinos que havia sido acusado de tentar vender drogas a crianças. O mesmo inquilino estava envolvido na prostituição.

A Maggie não sabia como ordenar estas coisas no seu pensamento. Ela tentou desesperadamente manter uma mente aberta, acreditando que os homossexuais não eram piores que as outras pessoas, mas apenas diferentes. Mas ela não conseguia harmonizar a sua experiência com essa suposição "tolerante". A realidade do factos é que quando os dois finalmente se mudaram, evento que ela aguardava com algum entusiasmo, e chegou a altura de colocar um anúncio para o aluguer dos quartos, ela queria incluir a seguinte provisão:

Os homossexuais não precisam de enviar aplicação.

Eu não sabia o que dizer à Maggie uma vez que eu estava tâo confuso como ela. Apesar de todas as evidências, eu queria agarrar-me à minha ilusão.

Tenho a profunda convicção de que a maioria, se não todos, que estão familiarizados com o estilo de vida homossexual sabem da verdade, mas recusam-se a aceitar. O meu melhor amigo envolveu-se com o movimento homossexual quando era um estudante em pós-graduação. Ocasionalmente, ele e a sua colega lésbica davam aconselhamento a jovens homossexuais que tinham problemas com a sua sexualidade. 

Um dia, os dois conheceram um jovem rapaz que estava excessivamente acima do seu peso, para além de ter acne. O jovem rapaz falou de um modo eloquente em torno da felicidade que ele esperava encontrar mal ele "saiu do armário". Ele iria encontrar um parceiro, e os dois iriam viver felizes e juntos para sempre. Enquanto o rapaz falava, o meu amigo só pensava que, se alguém assim tão gordo e pustulento entrasse num bar, seria dobrado, empalado e mutilado antes mesmo de se sentar. Depois do rapaz se ter indo embora, a amiga lésbica virou-se para ele e disse:

Sabes, às vezes é melhor ficar dentro do armário

O meu amigo disse-me que, para ele, esse foi o momento decisivo. A lésbica alegava amar e admirar os homens homossexuais. Ela nunca parava de louvar a bondade deles, bem como a sua compaixão e criatividade, mas com esse comentário ela disse de modo efectivo o que ela sabia que era a vida homossexual. Essa vida centra-se na carne, e se tu não tens boas carnes, nem te dês ao esforço de ires ao supermercado.

Noutra ocasião, enquanto eu me queixava das minhas desilusões a uma amiga lésbica, ela fez uma confissão espantosa. Ela tinha um filho adolescente que, até essa altura, não tinha exibido interesse sexual por nenhum dos sexos. Ela sabia que como lésbica não se importaria com qualquer que fosse o caminho que ele escolhesse. Mas ela confessou-me que ela importava-se sim com o caminho que ele viesse a escolher. Baseando-se nas vidas dos amigos homossexuais que ela conhecia, ela dava por ela a orar secretamente para que o seu filho viesse a ser heterossexual. Como mãe, ela não queria que o seu filho vivesse o estilo de vida homossexual.

Uma definição de insanidade é continuar a fazer as mesmas coisas vez após vez, esperando obter algum tipo de resultado diferente. Foi isso que aconteceu comigo durante o período em que batalhava para me tornar num homossexual feliz. Eu era lunático. Por várias vezes eu busquei aconselhamento junto de homens homossexuais que pareciam melhor ajustados que eu. Primeiro, eu queria confirmação de que as minhas percepções estavam certas e de que a vida dos homens homossexuais realmente era tão horrível como parecia ser. Depois eu queria saber o que é que eu poderia fazer em relação a isso. Quando é que as coisas melhorariam? O que é que eu poderia fazer para melhorar as coisas?

Obtive dois tipos de reacções a estas questões, e ambas deixaram-me magoado e confuso. A primeira reacção foi a negação, normalmente negação amarga, em relação ao que eu estava a sugerir. Foi-me dito que havia algo de errado comigo, que a maior parte dos homossexuais estavam a viver duma forma maravilhosa, que eu estava a generalizar com base na minha própria experiência (com base em que experiências é que eu deveria generalizar?), e que eu me deveria calar e parar de perturbar os outros com a minha "homofobia internalizada".

Quando eu era um estudante de pós-graduação, comecei a visitar um conselheiro. Matt (nome falso) era um homem casado e feliz, com filhos em idade universitária. Tudo o que ele sabia do homossexualismo havia sido aprendido com outros membros da sua profissão, que o haviam assegurado que o homossexualismo não era doença mental e que não havia motivos para que os homossexuais não tivessem vidas vidas felizes e produtivas. 

Quando eu lhe comecei falar do mal que me apoquentava, Matt disse que eu nunca havia verdadeiramente saído do armário. (Até hoje, eu não faço ideia do que é que ele estava a falar, mas suspeito que era algo do tipo "uma vez salvo, sempre salvo" que os Baptistas usam para responder aos que se afastam da fé, dizendo-lhes que eles nunca haviam sido realmente salvos.)

Matt disse-me que eu precisava de voltar atrás, voltar a tentar, e continuar a procurar as experiências positivas que ele estava seguro existirem, segurança essa fundamentada   em nada mais que as decisões da "American Psychiatric Association". Ele quase que não tinha experiência com homossexuais, mas os seus colegas garantiram-no que a secção de livros da livraria Lobo era a verdadeira iamgem da vida dos homossexuais. Eu sabia que ele não fazia ideia nenhuma do que falava, mas mesmo assim eu quis acreditar que ele estava certo.

O Matt e eu desenvolvemos uma relação terapêutica, e durante o ano que passamos juntos, ele aprendeu mais comigo do que eu com ele. Tentei seguir o seu conselho. Por essa altura eu partilhava a casa com outro aluno pós-graduação que se encontrava no processo de sair do armário e a experimentar as suas próprias desilusões. Uma vez que eu havia sido o seu único amigo homossexual, e o havia encorajado a sair do armário, a sua amargura foi dirigida a mim, e o nosso relacionamento sofreu devido a isso.

Entretanto, desenvolvi uma amizade com um membro do corpo docente que era abertamente homossexual. Quando eu disse isto ao Matt, ele ficou estático, e pensou que eu estava finalmente a sair do armário como deveria ser. O membro do corpo docente era o tipo de amigo que eu precisava, mas, como fiquei a saber mais tarde, e apesar da sua imaculada fachada profissional, ele era um homem profundamente perturbado que fazia todos os seus amigos passar por um inferno emocional, algo que, obviamente, eu partilhei com um silencioso e chocado Matt. (Tentei ter encontros amorosos, mas, como era normal, tive as mesmas experiências que caracterizavam os meus relacionamentos homossexuais.A amizade durou o mesmo tempo que durou a excitação sexual. Mal esta última esfriou, o interesse do meu parceiro por mim como pessoa dissipou-se.)

Foi um bom ano. No final do mesmo, lembro-me de ver o Matt a olhar para mim, com olhos vidrados, e com um olhar de quem está em estado de choque, e a admitir:

Sabes duma coisa? Ser homossexual é muito mais difícil do que eu pensava

Nem todas as pessoas com quem eu falei através dos anos rejeitaram à partida o que eu tinha para lhes dizer. Certa vez correspondi-me com um Inglês ex-Domincano. Eu estava estático por ficar a saber que ele era homossexual, e que eventualmente ele foi expulso da sua ordem por se recusar a manter no armário. Ele incluiu a sua morada num do seus livros, e eu escrevi-lhe, querendo saber se as suas experiências de vida como homossexual eram significativamente diferentes das minhas. Presumi que deveriam ser, visto que ele havia escrito alguns livros apaixonantes defendendo o direito dos homossexuais terem o seu lugar na Igreja.

A sua resposta foi um dos últimos pregos da minha vida como homossexual. Para surpresa minha, ele admitiu que as suas experiências não eram de todo distintas das minhas. Tudo o que ele poderia dizer era que eu continuasse a tentar que eventualmente as coisas iriam funcionar. Dito de outra forma, este homem brilhante, cujos livros haviam significado muito para mim, não tinha nada mais para sugerir para além de me dizer para continuar a fazer as mesmas coisas esperando um resultado diferente. Só havia uma conclusão razoável: eu seria louco se eu seguisse o seu conselho. Demorei 20 anos, mas cheguei finalmente à conclusão de que não queria ser louco.

Então, onde é que me encontro hoje? Estou a frequentar uma paróquia militantemente ortodoxa em Houston, e ela é uma das dádivas mais espectaculares da minha vida. O meu melhor amigo, o Mark (nome falso), é, tal como eu, um refugiado do manicómio homossexual. Ele é também um crente fervoroso, embora seja Presbiteriano (ninguém é perfeito). Com o Mark aprendi que é possível dois homens amarem-se mutuamente de um modo profundo mantendo sempre as suas roupas.

É-nos dito que a Igreja opõe-se ao amor entre pessoas do mesmo sexo, mas isto é falso. A Igreja é contra o sexo homogenital, que segundo a minha experiência, não se centra no amor, mas na obsessão e numa compensação resultante duma masculinidade comprometida.

Não sinto orgulho da vida que levei. De facto, sinto-me profundamente envergonhado com ela. Mas se ler estas palavras impedirem que um homem ingénuo e crédulo faça os mesmos erros que eu fiz, então com a assistência da Nossa Senhora de Guadalupe, de São José, o seu esposo casto, do meu santo padroeiro Edmund Campion, de São Josémaria Escrivá, dos abençoados mártires Carmelitas de Compiégne; e, por fim, do meu guia e mentor sobrenatural, o Venerável John Henry Newman, eu posso pelo menos esperar a prorrogação de alguns dos muitos séculos de Purgatório que me aguardam.

Dito isto, o que é que nós como Igreja e como cultura temos que fazer? Destruir a fachada respeitável e revelar a pornografia que se encontra por trás dela. Começar a pressionar os homossexuais de modo a que eles digam a verdade sobre as suas vidas. Parar de debater a interpretação correcta de Génesis 19. Deixar os homens de Sodoma e Gomorra enterrados no enxofre que eles merecem. Actualmente, Sodoma encontra-se escondida à vista de todos.

Por uma vez, quando  preparava uma palestra sobre o Cardeal Newman, resumi o seu clássico "Essay on the Development of Christian Doctrine" desta forma: a Verdade amadurece, o erro apodrece. O movimento dos pelos direitos dos homossexuais está podre até o seu centro. Ele não tem futuro e nem há vida nele. Mais cedo ou mais tarde aqueles que foram apanhados por ele irão acordar do sonho do desejo desenfreado ou morrer. A pergunta é: quanto tempo? Quantas crianças serão sacrificadas a este Moleque?

Até há alguns anos atrás havia também uma livraria Lobo em Houston. Sem surpresa alguma, o seu layout era idêntico ao layout da livraria em Austin, e ela encontrava-se a apenas alguns quarteirões do posto de gasolina onde eu levo o meu carro para assistência. Recentemente, estava eu a andar pela vizinhança enquanto os pneus do meu carro estavam a ser rodados quando reparei numa coisa: havia um cadeado no porta da livraria Lobo, e um sinal lá colocado dizia:

O inquilino anterior foi despejado por falta de pagamento da renda.

Os livros e a pornografia, a fachada e tudo o que ela esconde, desapareceram. 

Glória a Deus.


--Ronald G. Lee é um bibliotecário em Texas.

ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

PRINT