segunda-feira, 19 de junho de 2017

O complexo industrial florestal

Por José Gomes Ferreira (SIC)

I. Parte

Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas. Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:

1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica? 

Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências? Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair? 

Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis? Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?

2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios…

3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.

4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: "enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.

5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade. Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime…

II. Parte

Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta – e até as habitações – e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal? Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país. Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo – destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime. Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:

1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.

2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).

3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores. 

4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.

5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.

Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo.

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domingo, 18 de junho de 2017

Feminismo priva as meninas do amor do pai

O escritor judeu Henry Makow revela como o feminismo destrói a relação entre o pai e a filha.

Por Henry Makow Ph.D.

A maior parte das meninas recebe pouco amor da parte do pai, levando a que cresçam inseguras, desconfiadas em relação aos homens e frígidas; quem o afirma é Victoria Secunda, autora do livro "Women and their Fathers: The Sexual and Romantic Impact of the First Man in Your Life" (1992). O resultado disto são casamentos falhados, famílias destruídas, e um círculo vicioso de famílias sem um pai.

As conclusões de Secunda baseiam-se em entrevistas levadas a cabo a 150 filhas, 75 pais, e dezenas de fontes autoritárias. Uma vez que ela não é uma académica, Secunda escreveu um livro honesto e bastante útil. Uma vez que ela se identifica como feminista, o livro escapou à censura feminista e foi bem recebido, o que é irónico visto que o feminismo é largamente responsável pelos sintomas que ela descreve.

Pais e filhas

As meninas constroem o seu ideal romântico masculino tendo como base a relação com o seu pai, afirma Secunda. Uma mulher disse: "Quando eu crescer, será que irei alguma vez encontrar um homem tão doce e tão bom e tão gentil como o meu paizinho?" (pagina 105). As uniões estabelecidas pelas mulheres são "espelhos" da forma como se relacionavam com o pai:

Elas repetem instintivamente as coisas pelas quais passaram durante a sua infância, mesmo que tenham sido as piores coisas do mundo. É só isso que elas conhecem. Elas estão a tentar passar mais uma vez pela infância, mais uma chance de re-escrever a sua história emocional. (224)

Aos 3 anos de idade a menina quer-se casar com o Pai e quer a mãe fora do caminho. Um bom pai ajuda a sua filha entender que ele já é comprometido, e prepara-a para outro homem. Mas se ele sai da sua vida, a idealização do seu pai pode ficar congelada no tempo. (197)

A menina precisa do amor e da aprovação do pai; isto é como a luz solar e como a água para uma flor. Uma das mulheres disse em relação ao seu pai:

Sempre que eu me questionava se algum dia seria capaz de ter um namorado, ele dizia 'Tens dúvidas? Eu vou ter que os espantar com um cajado. Espera e verás.' A sua abordagem era a de tentar a que eu me sentisse bem comigo mesma. Eu acho que se os pais fizerem apenas isso, já é bom. (221)

Outra mulher disse:

Foi o meu pai que fez com que eu acreditasse em mim Lembro-me que a dada altura a minha mãe disse, "Não te armes em esperta porque dessa forma os rapazes não vão gostar de ti". Ao que o meu pai disse, "Falso! Ela irá, desta forma, ter rapazes mais inteligentes." (225)

Estas mulheres que sentem-se positivas em relação a elas mesmas e são capazes de encontrar parceiros que espelham o pai dedicado que tiveram durante a sua infância.

Mulheres que crescem sem um pai

Se a mulher não tem um pai confiante e acessível, quer seja por problemas de maturidade ou por divórcio, ela irá pensar que ela é, essencialmente, impossível de ser amada e irá procurar homens que negam as suas necessidades ou que a rejeitam. (224) Estas mulheres podem-se tornar sexualmente activas prematuramente, ou podem temer a intimidade mas o tema comum é "uma incapacidade de confiar, de acreditar que o homem não se irá embora".

Secunda diz ainda que a mulheres que têm dificuldades em atingir a gratificação sexual tiveram, em larga maioria, pais que se encontravam emocionalmente ou fisicamente ausentes durante a sua infância. (31). Compreensivelmente, a mulher tem que confiar antes de se "deixar ir". (Vejam também este texto)

Mulheres com pais ausentes sentem-se desenraizadas, e não têm a certeza de pertencerem em lugar algum. Eles fecham-se emocionalmente, e tendem a ter relacionamentos perturbados.

A maior parte destes filhas tendem a testar o homem das suas vidas, dando início a brigas, encontrando defeitos, esperando serem abandonadas, ou procurando por desculpas para elas mesmas abandonarem o relacionamento. (214)

As feministas compensam adoptando comportamento masculino.

Outro padrão que se manifesta nas mulheres com pai ausente (fisicamente ou emocionalmente) é  medo de dependerem de um homem, e é aqui que entra o feminismo:

Parece que quanto menos atenção masculina elas receberem durante a sua infância, mais elas se identificam com os homens e imitam os homens, mantendo os seus sentimentos escondidos e preferindo a provocação casual ou brincadeira emocional do que as intimidades da alma feminina. (212)

Quando lhes é negada a interacção com o pai, as mulheres tornam-se mais masculinas. Isto é uma forma de trazer o pai de volta: transformando-se naquilo que elas sentem falta. (212)

Dito de outra maneira, um bom pai afirma a essência feminina da filha, mas se ele é um pai ausente, ela compensa tornando-se masculina. Obviamente, isto fragiliza a sua capacidade de ter bons relacionamentos com os homens.

Muitas líderes da segunda vaga do feminismo são elas mesmas produto de lares destruídos. Marilyin French, autora do livro "The War Against Women", disse:

O meu pai nem chegou a existir como presença na minha vida.... Ele simplesmente não se importava connosco.

Gloria Steinem:

O meu pai vivia na Califórnia. Ele não nos telefonava mas ocasionalmente recebia cartas dele, e via para aí uma ou duas vezes por ano.

Germaine Greer:

O meu pai decidiu cedo na vida que a vida doméstica era insuportável. Isto deu à minha mãe a oportunidade de tiranizar as crianças e acrescentar os seus nomes na luta contra o meu pai.

(De Susan Mitchell. "Icons, Saints and Divas: Intimate Conversations with Women who Changed the World", New York: Harper Collins, 1997.) 

O feminismo é uma forma auto-perpetuante de compensar pela perda do pai. O propósito é o de "derrubar o patriarcado". A palavra "patriarcado" vem do Latim "pater", que significa "pai".

O feminismo, tal como o Comunismo, originou-se no esforço Maçónico-Judaico de derrubar a Deus bem como a ordem natural, e impor sobre a humanidade uma ditadura abrangente. O amor, especialmente para uma mulher, é um gesto de fé. O feminismo traumatiza as mulheres jovens com histórias de mulheres a serem sexualmente abusadas a cada 10 segundos. Para além disso, o feminismo ensina às mulheres que todas as injustiças têm origem na "desigualdade" dos sexos e que, como tal, a heterossexualidade tem que ser eliminada.

Muitas feministas são lésbicas e promovem o homossexualismo. Elas aprovaram leis que deprivam os homens das suas crianças e da sua propriedade. Os tribunais e a polícia frequentemente discriminam contra os homens.

A segunda vaga feminista, que é, como movimento, o maior inimigo da essência feminina, faz parte dum plano ocultista mais alargado que visa envenenar as fontes do amor e destruir de modo permanente a ecologia da espiritualidade humana. A sociedade sofre com a acidez resultante devido à perda do amor, charme, beleza, inteligência, modéstia e da graça feminina.

A donzela inocente é uma relíquia do passado; o que temos hoje é a vadia. As mulheres querem ficar jovens mas não lhes passa pela cabeça que a fórmula secreta pode ser a inocência.

O establishment promove e propaga esta mentira

Desde o ataque feroz da segunda vaga do feminismo, que teve início nos anos 60, que as taxas de divórcio triplicaram. Quase 50% das mulheres brancas que se casaram desde então, divorciaram-se. Em contraste, uma geração mais cedo (a geração dos anos 40) testemunhou apenas 14% de divórcios.

No ano de 2010, quatro em cada dez bebés nasceram foram do casamento. Um estudo que seguiu 1000 crianças de pais que se haviam divorciado entre 1976 a 1986 apurou que quase metade destas crianças não haviam visto o pai no ano anterior. (203) Esta situação parece promover o homossexualismo visto que os homens compensam pela perda do pai adoptando comportamento mais feminino ao mesmo tempo que as mulheres adoptam comportamento masculino, como se viu previamente.

Conclusão:

A responsabilidade do pau é a de construir na filha a capacidade de confiar nos homens, e desde logo prepará-la para um homem honrado. Isto envolve confirmar a sua identidade sexual como uma parceira atraente para um futuro marido. Os rapazes também sofrem com a perda do pai.

Mas há Um Pai que todos nós podemos conhecer, e Ele é Deus. Fomos feitos à Sua Imagem e a Sua Imagem está nas nossas almas. Homem em Latim é "vir", que tem a mesma origem da palavra "virtude". É tão simples como fazer sempre o que está certo. Neste contexto, "o que está certo" significa criar uma família feliz fundamentada em valores sãos, e possuir uma visão salutar da vida.

- http://bit.ly/2sMk4fF
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quinta-feira, 15 de junho de 2017

O movimento conservador está sob o controle do Marxismo cultural

Por Paul Gottfried

(...) Por volta de 2011, a VDARE postou uma comentário meu sobre a legitimidade do conceito "Marxista Cultural". (Usei esse termo de modo relutante apenas e só porque não conseguia encontrar um melhor. Tal como disse na altura, esta ideologia está longe do Marxismo ortodoxo e era visto pelos Marxistas sérios como um filho bastardo. No entanto, muitos daqueles designados como "Marxistas Culturais" ainda se viam a si mesmos como Marxistas clássicos, e ainda olham para si desta forma.

Pessoas associadas ao que a Escola de Frankfurt deu o nome de "Teoría Crítica" - tais como Herbert Marcuse, Theodor Adorno e Erich Fromm - eram vistos pelos Marxistas ortodoxos como falsos ou Marxistas ersatz. Mas eles adoptaram a teoria Marxista-Leninista em aspectos-chave:
  • Tal como os Marxistas ortodoxos, eles olhavam para a burguesia como uma classe contra-revolucionária.
  • Tal como os Marxistas ortodoxos, eles olhavam para o mundo de forma simplista e em  termos de grupos de interesse e relações de poder.
  • Tal como os Marxistas ortodoxos - cuja rotura com o liberalismo Victoriano clássico neste aspecto era chocante duma forma que era facilmente ignorada depois da experiência totalitária do século 20 - eles evitavam de modo explícito o debate, preferindo em seu favor o insulto e se possível a repressão dos seus oponentes. (Este é um método Marxista fundamental que embora alegue ser "científico", ele é, na realidade, um sistema de valores à priori que rejeita o debate e a sua concomitante, a "ciência burguesa". É por isso que existe o Politicamente Correcto" - o produto mais proeminente do "Marxismo cultural".)
  • Tal como os Marxistas ortodoxos, eles apoiam, pelo menos em princípio, uma economia socialista (isto é, uma economia controlada pelo governo).
  • Tal como os Marxistas ortodoxos, eles inclinavam-se de modo variante para o lado Comunista da Guerra Fria. (Marcuse, que se alegrou com a supressão Soviética do levantamento Húngaro de 1956, era um Estalinista confesso, coisa que posso confirmar de modo pessoal depois de ter sido, a dada altura, aluno seu.)

Estes discípulos da Escola de Frankfurt, tal como Marx, estavam desejosos de substituir o que eles viam como a sociedade burguesa em favor duma nova ordem social. Nesta nova ordem em potência, a humanidade iria experimentar pela primeira vez uma igualdade genuína. Isto seria possível porque nesta sociedade politicamente e socialmente reconstruída, nós não iríamos mais ficar alienados da nossa verdadeira identidade, a mesma que havia sido distorcida pelas desigualdades que existem até agora.

Mas ao contrário dos Marxistas autênticos, os Marxistas Culturais têm-se oposto principalmente à cultura das sociedade burguesas - e só em segundo lugar à sua organização material. A homofobia, o Nacionalismo, o Cristianismo, a masculinidade, e o antissemitismo têm sido os vilões principais do enredo Marxista Cultural.

Isto é particularmente verídico à medida que avançamos da filosofia dos fundadores Alemães da Escola de Frankfurt do período que se encontra entre as duas grandes guerras, tais como Theodore Adorno, Max Horkheimer and Herbert Marcuse, para a segunda geração. Esta segunda geração é representada por Jurgen Habermas e pela maioria dos teóricos multiculturalistas que se encontra instalada nas universidades Ocidentais.

Para a maioria destes Marxistas Culturais mais avançados, a cruzada contra o capitalismo foi gradualmente subordinada à guerra contra o "preconceito" e contra a "discriminação". Eles justificam a necessidade dum estado burocraticamente centralizado a controlar os recursos materiais não porque isso trará a classe operária ao poder, mas sim para lutar contra o "racismo", contra o "fascismo", e contra outros resíduos do passado Ocidental.

Se eles não forem capazes de levar a cabo tal mudança radical, os Marxistas Culturais contentam-se em revolucionar a nossa consciência com a ajuda de endinheirados Esquerdistas, gestores de capital de risco, Mark Zuckerberg, etc. Ironicamente, a nacionalização das forças produtivas e a criação do "paraíso dos trabalhadores", isto é, o que resta do Marxismo clássico, torna-se na parte mais descartável do seu programa revolucionário, muito provavelmente devido ao embaraçoso colapso das economias controladas do bloco Soviético.

Em vez disso, o que é essencial para o Marxismo Cultural é a eliminação das estruturas nacionais burguesas, a obliteração dos papéis sexuais, e a devastação total de "família patriarcal".

O Conservadorismo está infectado com o Marxismo Cultural

Não só o Marxismo Cultural existe, como parece estar a tomar conta o Conservadorismo Oficial. Devido a isso, mesmo enquanto Paris se encontrava a arder, a National Review ainda se encontrava a atacar a Direita. Na segunda ronda das eleições Francesas, Tom Rogan apelou a que se votasse em Emmanuel Macron segundo a lógica de que Marine Le Pen não era suficientemente hostil a Vladimir Putin, e que ela era uma "socialista" só porque "apoiava o proteccionismo".

O facto de Macron encontrar-se afiliado ao Partido Socialista, e de acreditar que não existe algo que se possa identificar como cultura Francesa, aparentemente não era um problema. [French election: American Conservatives Should Support Macron, April 24, 2017].

O Conservadorismo Oficial concorda com isto porque estes objectivos são parcialmente atingidos através de capitalistas corporativos, que apoiam de modo activo os planos sociais dos Esquerdistas e castigam comunidades inteiras se elas não estão suficientemente entusiastas com o casamento homossexual, líderes de escuteiros homossexuais, casas de banho para transgéneros, cidades santuárias, etc..

Devotada como está à ideia-cliché dos "livres mercados", a Direita Oficial não só não se opõe à agenda plutoratica, como em vez disso oferece cortes fiscais aos actores mais ricos e mais malévolos.

É precisamente porque o Marxismo Cultural pode sobreviver dentro da actual estrutura política e cultural que os nossos assim-chamados "conservadores" estão mais perto de se alinharem com a Nova Esquerda do que com a Antiga Direita. O comportamento dos nossos "capitães industriais" demonstra o quão profunda é a podridão e que o multiculturalismo faz agora parte do pensamento "democrático e liberal" Americano, chegando até a informar os nossos falsos "conservadores".

Actualmente, o "Conservadorismo" encontra-se definido como pensamento que fomenta guerras sem fim em nome de valores universalistas, valores esses que qualquer outra geração iria qualificar de pensamento radical esquerdista. E os próprios Marxistas Culturais obtiveram o poder de definir o que são os "valores Ocidentais" - por exemplo, a aceitação do homossexualismo.

A usurpação é tão completa que podemos até dizer que o "Marxismo Cultural" viveu para além da sua utilidade como qualificação ou como descrição de uma ideologia estrangeira hostil. De facto, estamos a lidar com "conservadores" que são, de muitas formas, mais extremistas e mais destrutivos que a própria Escola de Frankfurt.

Muitos conservadores parece acreditar que o Marxismo Cultural nada mais é que uma excentricidade estrangeira que de alguma forma se infiltrou no nosso país. O bestseller de Allan Bloom, "The Closing of the American Mind", contendeu que o multiculturalismo nada mais era que um exemplo da "Ligação Alemã". 

Isto é ridículo. 

Exemplo: ao contrário de Horkheimer, ou do meu antigo professor Herbert Marcuse, escritores importantes dentro do Conservadorismo Oficial são simpateticos a algo parecido com o "casamento" homossexual. Por exemplo:

Jonah Goldberg [Gay Marriage vs. goodwill, USA Today, 1 de Abril de 2013]
Jamie Kirchick, publicado no "National Review" e chegando a estar histérico em relação ao assunto.
John Podhoretz [Why John Podhoretz is Wrong on Gay Marriage, by Matthew Schmitz, First Things, 21 de Novembro de 2012]
David Brooks [The Power of Marriage, by David Brooks, New York Times, 22 de Novembro de 2003]

De facto, a emancipação é tão central para p conservadorismo moderno que os pundits da Direita Oficial apelam aos soldados Americanos que a imponham à força um pouco por todo o mundo. Kirchick queixa-se que nós ainda não pressionamos o "rufião" Russo (Vladimir Putin) de modo eficaz de modo a que ele aceite traços "conservadores" na vida pública tais como as paradas homossexuais.  [Why Putin’s Defense of “Traditional Values” Is Really A War on Freedom, by James Kirchick, Foreign Policy, 3 de Janeiro de 2014]

Outra frequente escritora do National Review, Jillian Kay Melchior, expressou preocupação que a retirada Americana da Ucrânia pode expor aquela região a um mior controle Russo, diminuindo assim os direitos dos transgéneros. [Ukrainians are still alone in their heroic fight for freedom, New York Post, 8 de Outubro de 2015].

Se é desta forma que a nossa Direita Respeitável reage aos assuntos sociais, então se calhar é ridiculo continuar a criticar os Marxistas Culturais originais. O nosso pensamento revolucionário ultrapassou o pensamento daqueles iconoclastas Judeus Alemães que criaram o Instituto de Frankfurt durante a década 20, e que mudaram o seu empreendimento para os Estados Unidos durante a década 30.

Culpar estes intelectuais há muito mortos pelas aberrações presentes pode parecer como culpar as atrocidades da Nacional Socialista aos fascistas Latinos de década 20. Estamos em melhor posição se examinarmos aqueles que adoptaram de modo selectivo o modelo original para saber o que realmente aconteceu.

Por este altura, não deveríamos perguntar se a Escola de Frankfurt continua a lançar uma sombra sobre nós, mas sim perguntar o porquê dos "conservadores" concordarem ou levarem a cabo reformas mais radicais do que aquelas encontradas nos escritos de Adorno e Horkheimer.

Claramente, a Conservadorismo Oficial divagou tanto para a Esquerda que nós já nem nos surpreendemos quando um respeitado jornalista conservador exalta Leon Trostky e os Comunistas da Brigada Abraham Lincoln da Guerra Civil Espanhola. 

No entanto, ainda é surpreendente observar o quão à esquerda a Direita Oficial se encontra actualmente em questões sociais. Ainda mais surpreendente é o quão pouco dispostos os membros deste movimento estão em ver a contradição entre este processo e a alegação de que são "conservadores".

E nem vale a pena fingir que o Conservadorismo Oficial está simplesmente a usar a abordagem da "Tenda Alargada". Aqueles que controlam a Direita Oficial a partir do topo estão ansiosos por entrar em algum tipo de acordo com a Esquerda, desde que aqueles que eles conseguirem recrutar partilhem da sua política externa intervencionista e beligerente e nada façam para ofender os benfeitores neoconservadores, ao mesmo tempo que lançam fora tudo o que se encontra à sua direita.

Este consenso pós-Cristão e pós-burguês encontra-se actualmente centrado nos Estados Unidos e nos países Ocidentais afiliados, e é transmitido através da cultura, da indústria, do sistema educacional, da burocracia do "Deep State", e através dos partidos políticos do Establishment.

A Direita Oficial opera como um partido fachada sob o antigo sistem Sovietico. Tal como esses partidos, a nossa Direita do Establisment tenta-se "encaixar" fragilizando aqueles à sua Direita e lentamente absorvendo as posições sociais e os heróis da Esquerda.

Ocasionalmente, esta "Direita" é alvo de ataques por não se mover rapidamente para a Esquerda. Mas isto só aumenta a imagem do Conservadorismo Oficial como os defensores da América tradicional contra a Esquerda - imagem essa que não irá perder mesmo quando se move na direcção do seu alegado adversário.

Resumidamente, o Conservadorismo Oficial não só é uma farsa, mas tem-se tornado também num fantoche do Marxismo Cultural. E a Direita Dissidente é composta por aqueles que conseguem ver exactamente isso.

Fonte: http://bit.ly/2ssiA9K

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O que se pode ler neste texto alinha-se com o que se pode ler neste texto, isto é, que todos os partidos do Establishment no Ocidente (e até alguns da Europa Oriental) são controlados pelas mesmas forças que sempre financiaram a Esquerda. O mesmo se aplica à maior parte das "grandes figuras" da "Direita" no ocidente visto que quase todas elas estão controladas e quase todas eles fazem o seu papel de impedir a ascensão duma Direita Nacionalista e proteccionista.
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domingo, 11 de junho de 2017

Estado Islâmico "aparece" nas Filipinas depois de Duterte se opôr aos banqueiros internacionais

Por Shepard Ambellas

A cidade Filipina com o nome de Marawi encontra-se actualmente sob ataque por parte do Estado Islâmico, e os militantes levantaram a sua bandeira sobre a cidade à medida que os soldados governamentais, a polícia, e os pessoas do público em geral lutam até à morte. Os militantes raptaram um padre Católico e dezenas de congregantes à medida que varriam a cidade, destruindo e queimando quase tudo o que se cruzava no seu caminho.

O chefe policial foi decapitado pelos extremistas Islâmicos depois de ter sido parado num ponto de controle. Em resposta ao cerco, o presidente Filipino Rodrigo Duterte declarou a lei marcial na zona de Mindanao durante os próximos 60 dias à medida que se espera que a batalha intensifique.

A invasão do Estado Islâmico chega depois do Presidente Duterte ter-se comprometido em Abril último a "erradicar todos os traços da criminalidade financeira dos Rothschild" do país depois de ter anunciado que não se irá mais sujeitar à chantagem financeira dos Estados Unidos ou dos Rothschilds. Eis o que reporta a Your News:

O presidente, que alega ter morto com as suas próprias mãos líderes de cartéis, não é pessoa que se deixa intimidar, e está agora determinado a colocar um ponto final na corrupção financeira que assola o seu país, prometendo "expulsá-los como abutres que são".

A "Asian Banking & Finance" reportou em Fevereiro último como os Rothschild haviam planeado estabelecerem-se nas Filipinas como forma de entrarem na região:

Na Ásia, os Rothschilds levam a cabo investimento bancário, banca privada, e serviços que envolvem capital de risco. Os Rothschilds colocaram os seus olhos sobre as Filipinas devido ao aumento do número de abastados no país.

A "Rothschild Singapore Ltd" recebeu permissão governamental para estabelecer agência representativa nas Filipinas, e ela irá adoptar o nome "Rothschild (Singapore) Ltd, Philippines".

O "Bangko ng Pilipinas", o banco central, afirmou que a agência se irá limitar a funções promocionais. No entanto, as agências representativas há muito que são usadas pelos bancos como precursores do estabelecimento de operações bancárias num país.

A "Rothschild Singapore" buscou autorização pela primeira vez (para fundar uma agência representativa) em Janeiro de 2011 o que foi visto como um voto de confiança para o potencial de gestão de riqueza nas Fiipinas.

Actualmente, só existem 3 países no mundo que ainda não se encontram subjugadas ao sistema bancário dos Rothschild:
1. Cuba
2. Coreia do Norte
3. Irão.
Para além disto, Duterte afirmou no Outono do ano passado que o ex-presidente Barack Obama é "um filho da p---", o que pode ter atraído mais animosidade contra ele.

Como consequência da violência levada a cabo pelo Estado Islâmico, o Presidente Duterte regressou mais cedo de Moscovo onde ele pediu um ligeiro empréstimo aos Russos como forma de comprar material bélico pesado mais moderno.

"Tenho que comprar [armas], portanto se você me puder disponibilizar um pequeno empréstimo," disse o Presidente Duterte a Vladimir Putin, que acenou a cabeça em concordância no encontro de Terça-Feira.

Duterte disse que as armas que ele encomendou aos Estados Unidos são de inferior qualidade que as armas do Estado Islâmico , e que ele preciso de poder de fogo para lidar com os extremistas. (...)

Fonte: http://bit.ly/2ruA6e0

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Mais uma vez se confirma o ditado: "all war are banker wars". Todas as guerras são causadas pelos banqueiros. E note-se em quem concorda com esta frase:


O "Estado Islâmico" é um grupo terrorista composto por homens de várias nações, criado, financiado e defendido pelos globalistas como forma de os usar contra países que não se alinham com a vontade do bloco Anglo-Sionista. Por isso é que o "Estado Islâmico" só está activo em países que estão a agir contra a vontade desse dito bloco.

Soubemos há pouco tempo que o "Estado Islâmico" supostamente levou a cabo um ataque terrorista no Irão, mas, por exemplo, Israel, alegado "inimigo morta do islão", nunca foi alvo de ataques por parte do Estado Islâmico.

Nem Israel, nem a Arábia Saudita e nem qualquer país que esteja a adoptar comportamentos aprovados pela elite globalista será alguma vez alvo de ataques por parte do "Estado Islâmico" (a menos que tal ataque tenha como propósito uma militarização ainda maior da sociedade, como está a acontecer na Europa onde após cada ataque terrorista as elites "pensantes" avançam com mais polícias nas ruas como se isso fosse resolver o terrorismo islâmico).

(ACTUALIZAÇÃO)

Vasculhando pelo Mindsvi algo que se ajusta na perfeição ao que se sabe sobre os globalistas


...
Depois do Facebook ter apagado várias contas minhas (o que causou a perda da primeira página "Perigo Islâmico" que tinha, por essa altura, mais de 30,000 seguidores), irei gradualmente cortar com o uso dessa rede social totalmente globalista.  Devido a isso, este blogue vai continuar com a sua actividade normal (mas com mais posts), mas em vez de publicitar os posts no Facebook, os mesmos serão publicitados nos sítios linkados a seguir:


https://www.minds.com/LucasViriato https://gab.ai/LucasViriato || https://medium.com/@LucasViriato 

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