Mostrar mensagens com a etiqueta China. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta China. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 17 de abril de 2020

China escondeu gravidade do surto do novo coronavírus durante seis dias

Associated Press teve acesso a documentos internos que provam que regime chinês já tinha noção da gravidade do surto em Wuhan, mas durante seis dias manteve esses dados secretos.

As autoridades chinesas demoraram seis dias a tornar pública a dimensão e o risco representado pelo surto inicial do novo coronavírus em Wuhan, uma atitude que pode ter comprometido a resposta inicial à epidemia. A informação está confirmada em documentos internos a que a Associated Press (AP) teve acesso, através de uma fonte médica não identificada, e que foi publicada esta quarta-feira.

A 14 de janeiro, o diretor da Comissão Nacional chinesa de Saúde, Ma Xiaowei, fez uma teleconferência com vários responsáveis de saúde do país, onde afirmou que “a situação epidémica é grave e complexa, é o desafio mais sério desde a SARS em 2003 e é provável que se torne numa grande questão de saúde pública”. A AP confirmou esta informação não apenas através dos documentos, mas também junto de duas fontes que estiveram presentes na teleconferência. Os documentos indicam que a avaliação de Ma Xiaowei foi transmitida para dar instruções vindas diretamente da cúpula do governo: do Presidente Xi Jinping, do primeiro-ministro Li Kequiang e do vice-primeiro-ministro Sun Chunlan.

Os responsáveis políticos só viriam a pronunciar-se publicamente sobre a situação a 20 de janeiro, numa declaração pública de Xi Jinping. Ao longo desses seis dias, mais de três mil pessoas terão sido infetadas na China.

A resposta ao novo coronavírus só começou a avançar a 14 de janeiro, depois de se ter detetado o primeiro caso fora da China, a 13 de janeiro, na Tailândia. De acordo com a AP, os documentos — marcados com indicações como “interno”, “não é para ser espalhado na internet” ou “não é para divulgação pública” — mostram que o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de Pequim iniciou então um plano nacional com equipas de trabalho para “obter fundos, formar profissionais de saúde, reunir dados, conduzir investigações no terreno e supervisionar laboratórios”, de acordo com os documentos. À província de Hubei, onde fica Wuhan, foi recomendado que começassem a ser feitos controlos de temperaturas em aeroportos e estações de comboio e autocarro — mas tal informação não foi tornada pública de imediato.

A Comissão Nacional de Saúde também distribuiu instruções aos responsáveis de saúde nas províncias para que se começassem a identificar casos suspeitos e para que fosse fornecido equipamento de proteção individual aos profissionais de saúde. “Toda a gente que trabalha na área das doenças infecciosas no país sabia que se passava algo”, resumiu à AP uma especialista chinesa que preferiu não ser identificada. Oficialmente, Pequim continuava a afirmar que o vírus não era preocupante e assumia apenas a existência de 41 casos diagnosticados na China.

As reações a estas notícias são variadas. Zuo-Feng Zhang, epidemiologista da Universidade da Califórnia, considera que esta é uma informação “tremenda”. “Se eles tivessem tomado medidas seis dias mais cedo, haveria menos pacientes e as instalações médicas poderiam ter aguentado. Podia ter sido evitado o colapso do sistema de saúde de Wuhan”, afirmou à agência.

Ray Yip, antigo fundador da delegação do Centro de Controlo de Doenças norte-americano na China, discorda. “Eles podem não ter dito a coisa certa, mas fizeram a coisa certa”, afirma. “Fizeram soar os alarmes em todo o país no dia 20, o que é um atraso razoável”.

A República Popular da China recusa qualquer acusação de que tenha escondido qualquer tipo de informação: “As alegações de um encobrimento ou de falta de transparência na China são infundadas”, declarou o porta-voz dos Negócios Estrangeiros na passada quinta-feira.

-----------------------

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Taiwan alertou OMS da propagação do coronavírus em Dezembro

País alertava na altura para pelo menos sete casos de pneumonia atípica registados em Wuhan.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está a ser duramente criticada após Taiwan ter divulgado o conteúdo de um e-mail que enviou para a entidade em Dezembro de 2019. Neste e-mail, a OMS era questionada sobre a propagação do coronavírus de pessoas para pessoa.

De acordo com a Fox News, este e-mail foi ignorado pela OMS, que negou ainda divulgar informações necessárias para combater a Covid-19.

Taiwan acusa agora a OMS de subestimar a gravidade da situação e a propagação do novo coronavírus, mesmo depois de ter sido alertada por Taiwan de pelo menos sete casos de pneumonia atípica registados em Wuhan, cidade chinesa onde o vírus surgiu, em Dezembro.

Segundo a mesma publicação, no e-mail enviado a 31 de Dezembro, o Centro de Taiwan de Controlo e Prevenção de Doenças questionou a China sobre os casos anteriormente mencionados. Sobre estes, as autoridades de saúde terão dito que os mesmos não se tratavam de casos positivos de Covid-19, no entanto, foi referido que as amostras das análises estavam ainda a ser examinadas e os casos tinham sido isolados.

A OMS já negou que Taiwan tenha lançado o alertado para a possível disseminação de vírus de pessoa para pessoa. No entanto, Taiwan reforça que no e-mail enviado à organização foram referidos especificamente os casos de pneumonia atípica, que é transmitida através do contacto humano.

Taiwan dá ainda a saber que a OMS e o Centro de Controlo de Doenças chinês se recusaram a fornecer informações adequadas que poderiam o Governoa para o impacto do vírus mais cedo.


Estas tensões entre Taiwan e a OMS já levaram o presidente dos EUA, Donald Trump, a considerar a suspensão da doação de fundos à organização por discordar da política de comunicação daquela agência da Organização das Nações Unidas.

Fonte: https://bit.ly/2XBFGKT
-----------------------

sábado, 11 de abril de 2020

Repensar a China


“Seremos forçados a rever os nossos relacionamentos”.            

Esta é a intimidação dirigida pelo presidente chinês, Xi Jinping, a Donald Trump, obstinado em chamar “vírus chinês” ao COVID-19. E o exuberante presidente dos Estados Unidos da América, líder da maior potência económica e militar da história, teve que se submeter: através do adjectivo “chinês”... 

Pouco antes, a baixar a cabeça foi o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, culpado de ter dito que o coronavírus provinha da China. Não se podia dar ao luxo de perder o mercado chinês. Antes dele, e pela mesma razão, o presidente argentino, Alberto Fernández, teve que bloquear uma investigação sobre acordos secretos com a China assinados pelo governo anterior. A lista poderia continuar.   

E não falaremos sobre os nossos exaustos governantes europeus: nem se atrevem a suscitar a questão...     

Ao exercer a sua supremacia económica com uma arrogância surreal, a China está a permitir-se reescrever a história à sua maneira. Com chantagem e propaganda, conseguiu passar de criminosa a heroína em poucas semanas. A epidemia do coronavírus começou precisamente na China e espalhou-se graças à negligência e à prepotência do governo comunista de Pequim, como já denunciaram tantos especialistas. Apesar disso, a China, hoje, apresenta-se como modelo e até mesmo como samaritana, impondo a sua linha a um Ocidente triste e subjugado.            

Um dos grandes enigmas da nossa época – um verdadeiro mistério da iniquidade – é como o Ocidente, que se orgulha do seu carácter democrático e liberal, foi capaz de se submeter tão servilmente a um governo ditatorial dominado por um Partido Comunista. E como os magnatas da indústria e das finanças, que se gabavam de ter criado a civilização mais rica da história, deixaram que a riqueza – a par do poder que essa comporta – passasse para as mãos de uma potência inimiga. Para ganhar mais dinheiro, o Ocidente colocou – consciente e voluntariamente – a cabeça na guilhotina. Pode agora admirar-se que o carrasco puxe a alavanca?     

Uma voz profética                   

Ainda assim, esta situação era perfeitamente previsível e, portanto, evitável. É uma consequência da política cega e suicida do Ocidente em relação ao comunismo chinês, contra a qual, nos anos trinta do século passado, se elevou a voz de Plinio Corrêa de Oliveira.  

No longínquo ano 1937, o líder católico denunciava como os Estados Unidos estavam a subitamente armar os comunistas chineses, junto com os soviéticos:
«O Departamento de Estado anuncia que as licenças de exportação de armas e material de guerra para a China, durante o mês de Novembro, atingiram um total de 1.702.970 dólares. Para a URSS, as licenças de exportação de material bélico alcançaram a soma de 805.612 dólares. […] Não compreendemos como os Estados Unidos vendem armas aos comunistas, isto é, aos mais perigosos e abomináveis inimigos da civilização».         
Em 1943, quando a derrota do nazismo era apenas uma questão de tempo, Plinio Corrêa de Oliveira apontou para os futuros inimigos: o comunismo e o islamismo. O seu olhar profético, no entanto, foi além: «O perigo muçulmano é imenso e o Ocidente parece não se aperceber, como também parece fechar os olhos diante do perigo amarelo».    

No pós-guerra, o Ocidente continuou a ignorar tal perigo, deixando que o comunismo dominasse a China. Duas facções competiam por aquele imenso território: o Kuomintang, de orientação nacionalista, liderado por Chiang Kai-shek, e o Partido Comunista Chinês, liderado por Mao Tsé-Tung. Este último era apoiado pela União Soviética. Em 1945, Plinio Corrêa de Oliveira denunciou a interferência da URSS na China: 
«Se alguma dúvida pudesse haver sobre a insinceridade de propósitos da União Soviética, ela não resistiria ao que acaba de se ver na China. Em detrimento de tudo quanto prometeram no último tratado de paz firmado com Chiang Kai-shek, reacenderam a guerra civil na China. […] Convém acentuar a gravidade internacional desta agressão. […] Esta atitude da Rússia constitui um novo choque contra a pacificação do mundo. Não podemos deixar de acentuar até que ponto o Partido Comunista seja um joguete do imperialismo russo, que dele se serve com a mais desabrida desfaçatez para obter os seus objectivos internacionais».           
Segundo Plinio Corrêa de Oliveira, a única política coerente teria sido derrotar os comunistas, sem se e sem mas. Em vez disso, para não incomodar a União Soviética, os Estados Unidos adoptaram uma abordagem diferente, que mais tarde se demonstraria desastrosa: 
«A política americana na China visa forçar a unificação por meio de um governo de coligação democrática entre Kuomintang e comunistas. Mas nunca poderá haver uma verdadeira coligação entre o Kuomintang e os comunistas. O objectivo dos comunistas não é tornar a China uma nação democrática unificada, mas fazer dela uma província sob o jugo do totalitarismo comunista. Portanto, é necessário ajudar Chiang a estender a soberania do governo central sobre toda a China, coisa que só se poderá fazer destruindo a soberania do governo rebelde comunista e liquidando os seus atributos de poder independente, exército, polícia, administração política, sistema financeiro».     
Com o apoio dos soviéticos, que também ocuparam a Manchúria, em 1949 Mao Tsé-Tung derrotou definitivamente Chiang Kai-shek e estabeleceu a República Popular da China, iniciando, assim, a expansão para o Tibete e o sudeste asiático. Enquanto isso, revelando uma assustadora imprevidência, o Ocidente deixou a Coreia do Norte nas mãos dos comunistas, uma atitude que teve consequências catastróficas. Em meados de Junho de 1950, apoiados pela China e pela URSS, os comunistas invadiram o sul, dando início à Guerra da Coreia. 

Depois de um momento de perplexidade, o general Douglas MacArthur, comandante das forças aliadas, compreendeu que a guerra não se estava a travar em Pyongyang, mas em Pequim e Moscovo, e propôs um “full-scale conflict against the communists”, uma guerra total contra os comunistas, que incluía o bombardeamento das bases comunistas na China. Foi sumariamente demitido pelo presidente Harry Truman, que escolheu a via da cedência e do compromisso.   

Num longo artigo publicado em Janeiro de 1951, Plinio Corrêa de Oliveira elencou “Os erros de Roosevelt na Segunda Guerra Mundial”, entre os quais: «Diante das primeiras e intempestivas manifestações do expansionismo soviético, o Departamento de Estado norte-americano, em lugar de opor uma resistência enérgica, favoreceu-as indirectamente com a sua atitude passiva. […] Na Ásia, as coisas correram pior. O Presidente Truman decidiu continuar a política de confiar no comunismo como fizera o seu predecessor. […] Por outras palavras, a sorte do Extremo Oriente estava selada».   

Nos anos sessenta, a URSS e a China começaram uma encenação simulando uma ruptura para despistar o Ocidente. Plinio Corrêa de Oliveira nunca acreditou em tal manobra. Escreveu em 1963: «Trata-se apenas de uma armadilha que acabará por engolir o homem ocidental, idiota e sorridente, superficial, agitado e fraco, que vive no mundo das aparências. [...] Os comunistas ficarão muito gratos por esta extraordinária imprudência dos ocidentais». E em 1967: «A divisão entre a “linha russa” e a “linha chinesa” não passa de um bluff». Surdo a tais avisos, o Ocidente continuou a política, cega e suicida, de favorecer a China numa chave anti-soviética.         

A “semana que mudou o mundo”         

De fracasso em fracasso, chegou-se a uma grande reviravolta: a viagem do presidente Richard Nixon à China, em Fevereiro de 1972, à qual o pensador católico brasileiro atribuiu uma importância histórica. O pretexto era adquirir uma posição dominante na China para poder contrabalançar a União Soviética. Plinio Corrêa de Oliveira considerou-o, em vez, o início do fracasso final. O próprio Nixon definiu a sua viagem como “a semana que mudou o mundo”.  

Conhecida a notícia da viagem, a 17 de Julho de 1971 o líder católico brasileiro deu uma conferência analisando a extensão e, com surpreendente alcance, previu as consequências:                 

– Esta viagem mudará substancialmente a percepção da opinião pública ocidental em relação à China comunista, apresentando-a de um ponto de vista mais amigável: «Cairão as barreiras ideológicas em relação ao comunismo chinês»;    

– A China será admitida nas Nações Unidas, expulsando Taiwan, e, posteriormente, será nomeada membro permanente do Conselho de Segurança, assumindo, assim, o papel de potência mundial; 

– «A Guerra do Vietname será liquidada em espírito de cedência e de traição pelos Estados Unidos. Com a viagem de Nixon à China, os Estados Unidos aceitaram uma enorme humilhação que sugere um fracasso também no Vietname. Na minha opinião, a guerra terminará com a rendição incondicional dos Estados Unidos»;         

– «As potências anti-comunistas do Extremo Oriente serão abandonadas à própria sorte [...] Nixon parece ter a intenção de desmantelar inexoravelmente o sistema anti-comunista no Extremo Oriente. [...] Isto forçará os Países da região a apoiar-se em Pequim e não em Washington»;        

– «Hong Kong entrará em agonia. Acredito que, em breve, a Inglaterra retomará as relações com Pequim e entregará Hong Kong aos chineses». 

No final, Plinio Corrêa de Oliveira perguntou: «Quem pode dizer que a expansão chinesa não continuará?». Obviamente, a sua convicção era que, uma vez iniciada, a expansão amarela não pararia. Especialmente porque os Estados Unidos não tinham apresentado nenhuma condição política ou militar.      

No seguimento da viagem do presidente Nixon, os Estados Unidos assinaram, com a China, a Declaração de Xangai sobre a cooperação entre os dois países. Plinio Corrêa de Oliveira dedicou uma conferência ao Acordo, na qual comentou: «Dada a ingenuidade liberal dos americanos e a astúcia comunista dos chineses, o Acordo terá um resultado muito conveniente para os comunistas. Eles aproveitarão todas as oportunidades para avançar. A partir de agora, as relações entre a China e o Ocidente ocorrerão nesta base: os chineses saberão aproveitar-se, enquanto que os ocidentais não».        

O líder brasileiro acreditava que o Acordo de Xangai era a pior catástrofe política do século XX: «Ialta foi uma grande calamidade de Munique (Pacto Ribbentrop-Molotov). Foi Munique multiplicada por Munique. O Acordo de Xangai é Ialta multiplicada por Ialta! Aonde nos conduzirá? Eu não sei. Mas uma coisa é certa: o Ocidente já perdeu esta guerra».            

É preciso dizer que esta era a linha do Governo americano e, mais concretamente, da Secretaria de Estado. No público, porém, houve consistentes reacções às quais Plinio Corrêa de Oliveira dedicou algumas reuniões e artigos de jornal.          

Depois da morte de Mao Tsé-Tung, em 1976, Deng Xiaoping assumiu o poder, que iniciou a chamada “primavera de Pequim”, a primeira abertura tímida do sistema chinês ao capitalismo, sem nunca renegar a ideologia comunista. Tudo no espírito do Acordo de Xangai. 

O Ocidente começou, por conseguinte, a investir na China. Plinio Corrêa de Oliveira advertiu que o fluxo de ajudas ocidentais daria à China os meios necessários para perseguir os seus objectivos expansionistas: 
«Não poderia a China aspirar ao controlo da Ásia? Extensão territorial, população superabundante, apetite de conquista não lhe faltam. Mas ser-lhe-á necessário, para tão grande cometimento, um potencial industrial e bélico considerável. E o regime comunista não lhe deu nem uma nem outra coisa. A China comunista só poderá desenvolver-se e alçar-se à condição de superpotência imperialista com o concurso de uma nação capitalista de grande importância».                        
Um projeto de dominação imperial                 

Plinio Corrêa de Oliveira morreu em 1995 e, logo, não viu o pleno cumprimento das suas previsões. Hoje podemos dizer com pesar: tudo o que tinha previsto, tornou-se, infelizmente, realidade da pior maneira possível.    

Em 1980, o rendimento per capita da China era inferior ao das nações africanas mais pobres. Hoje, a China produz 50% de todos os bens industriais do mundo. Tudo isto, reitere-se, com o dinheiro e o know-how do Ocidente, repentinamente transferidos para a China seguindo a lógica – aliás, a falta de lógica – do capitalismo selvagem e da globalização. Enquanto os ocidentais enchiam a China de dinheiro e de tecnologia, os chineses seguiam escrupulosamente o que um analista ocidental definia como “sistema bismarckiano”, isto é, um projecto bem definido de dominação imperial.                       
Tal projecto é bem examinado por Michael Pillary, um dos maiores especialistas americanos sobre a China, no seu livro: The Hundred-Year Marathon. Chinas’s secret Strategy to Replace the U.S. as the World Superpower. 

O autor mostra como a política americana de encher a China de dinheiro e de tecnologia, até mesmo militar, na ingénua esperança de que se tornasse um parceiro fiável, provou ser um bumerangue: durante todo este tempo os chineses jogaram com segundas intenções, aproveitando-se da ingenuidade ocidental para adquirir uma posição dominante, que hoje começam a exercer como arma de domínio global.            

Outro livro interessante é o do jornalista britânico Martin Jacques When China Rules the World: The End of the Western World and the Birth of a New Global Order. Baseado em estudos de mercado, projecções geopolíticas e análises históricas, Jacques mostra como – se a tendência actual continuar – a China será a potência hegemónica no século XXI, desclassificando os Estados Unidos e introduzindo uma “nova modernidade” diferente da actual. Segundo Jacques, a China não é um “Estado-Nação”, mas um “Estado-Civilização” com vocação imperial acostumado a exercer um poder indiscutível.           

Repensar a China        

A pandemia do COVID-19, no entanto, parece ter mudado as cartas na mesa.       

São cada vez mais evidentes as responsabilidades da China na pandemia que, actualmente, está a dominar o mundo. Os únicos a negá-lo são os próprios chineses, que também ameaçam com pesadíssimas sanções contra aqueles que ousem afirmar tal obviedade. À medida que a arrogância de Pequim atinge níveis surreais, o Ocidente começa a questionar-se se não seguiu o caminho errado. «A China infecta-nos, compra-nos e agradecemos-lhe», sintetizou a situação Massimo Cacciari. Cresce também um movimento internacional para pedir um “Tribunal de Nuremberga” para apurar as responsabilidades chinesas e, eventualmente, exigir uma compensação.           

As declarações feitas pelo Cardeal Charles Maung Bo, Arcebispo de Yangon, capital de Mianmar, são muito claras: 
«Mas existe um governo que tem a responsabilidade primeira, resultado do que fez e do que deixou de fazer: o governo do Partido Comunista Chinês, em Pequim. Vou ser claro – o responsável é o Partido Comunista Chinês, não o povo da China. O povo chinês é a primeira vítima do vírus e, há muito tempo, tem sido a primeira vítima do seu regime repressivo. Merece a nossa simpatia, a nossa solidariedade e o nosso apoio. Apenas a repressão, as mentiras e a corrupção do PCC devem ser responsabilizadas».           
Precisamente o que Plínio Corrêa de Oliveira afirmara no já distante 1937...

Omito as pesadíssimas responsabilidades do Ostpolitik do Vaticano em relação à China comunista, que andou de mãos dadas com a sul-americana e que, sob o pontificado de Francisco, atingiu excessos alarmantes. Abriria horizontes tão relevantes que mereceriam um tratamento à parte.          

Talvez Deus nos esteja a dizer algo com esta pandemia. Talvez tenha chegado o momento de repensar ab imis fondamentis a nossa estratégia em relação à China comunista. Amanhã será tarde demais.          
Mas para fazer isso é necessário ter coragem. Uma coragem que não virá das nossas forças naturais, sejam elas de natureza política, económica ou cultural. Precisamos da intervenção da graça divina nas almas. 

Questiono-me: diante da imensa tragédia que o nosso mundo hoje vive, abalado até às fundações por esta pandemia, ainda não chegou a hora de clamar ao Céu: Perdão! Perdão! Perdão! Estou certo de que o Céu nos responderá: Penitência! Penitência! Penitência! Conversão! Conversão! Conversão! E, no meio do ruído dos elementos celestiais desencadeados, sentir-se-á uma voz tão doce como um favo de mel dizer: “Coragem, meus filhos! Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”.             

Por Julio Loredo ( https://bit.ly/3ehZ2e2 )

quarta-feira, 18 de março de 2020

O que não nos contam sobre o Covid 19


Por Cristina Miranda

Há coisas que eu não consigo compreender. Em Dezembro a China era  surpreendida por um surto provocado por um vírus “supostamente”  desconhecido.  Soube-se imediatamente que era extremamente contagioso e estava a provocar milhares de mortes.  Que a  situação ficou fora de controle. Ora, nós não estamos na Idade Média em que as pessoas só sabiam das pragas quando eram afectadas por elas. Estamos no século XXI onde a informação é global e imediata. Logo, onde está a lógica de, perante um vírus “desconhecido” altamente contagioso que “supostamente” não se sabia inicialmente ainda do grau de mortalidade, todos os países não terem imediatamente contido o surto fechando as  fronteiras à China,  temporariamente,  por prevenção?

É um facto. O comportamento dos países não segue, aparentemente,  qualquer lógica. Por muito que a propaganda televisiva tente mostrar o contrário, não faz sentido nenhum que perante uma ameaça real “desconhecida” que poderia afectar seriamente as economias mundiais e respectivas populações, fiquem à espera de ver no que dá, tranquilamente, sem stress, até aparecerem casos de alastramento do vírus para fora da China. Desculpem, mas não faz sentido nenhum a menos, claro,  que a disseminação fosse um objectivo.

Pensem. Com os traumas do passado recente com a  Gripe Espanhola em 1918, o normal nestas condições seria imediatamente isolar os países desse perigo,  certo? Como é que uma sociedade que  foi capaz de aterrar em  Marte justifica tanta “incompetência”?

Fui pesquisar. Segui o rasto do vírus. Descobri que foram os países com governos menos globalistas que tiveram uma acção mais rápida e drástica nas medidas de contenção. E os outros? “Laissez faire, laissez passer” foi o lema. Resultado: nos primeiros o vírus foi contido; nos segundos alastrou exponencialmente até ficar descontrolado. Porquê esta dualidade de comportamentos perante uma “ameaça mundial”?

Mas há mais. Na minha pesquisa encontrei informação factual que nos obriga a reflectir: Em 2015, Bill Gates alertava para a impreparação do Mundo para uma futura pandemia que dizia ser  inevitável e desastrosa. Em 2019, dois meses antes da epidemia se manifestar na China, realizou-se um evento –  o “Event 201”  – com a ajuda do Instituto Johns Hopkins Center for Health Security e da Fundação Bill & Melinda Gates –  que decorreu em Nova Iorque com o objectivo de testar a preparação global de empresas e de governos para uma pandemia de coronavírus onde participaram  15 líderes mundiais, entre os quais,  dois responsáveis oficiais chinês e norte-americano de luta contra as epidemias. (Leia tudo aqui). 

Então, com tantas certezas iminentes e preocupações sobre um eventual surto viral “mortífero” que diziam ser real, como se explica a inacção dos países  ao verem a China “explodir”  com o vírus “desconhecido”? Mas a primeira medida básica não é fechar imediatamente as fronteiras com esse país infectado – precisamente por termos uma economia global –  e com o actual conhecimento científico e tecnológico, enviar peritos de todo o Mundo para ajudar a travar o surto na origem? Mas afinal para que servem as organizações como a OMS?  Não entendo.

Mais: a Netflix lançou recentemente, ainda antes do surto,  odocumentário “Pandemic”.  Nele é dito que temos de estar preparados e vigilantes porque “vai aparecer um vírus mortífero na China e vai-se espalhar”. Assim textualmente. Enquanto isso,  vão demonstrando e reforçando a ideia de que o Mundo tem de  investir biliões para ter uma saúde global que possa tratar eficazmente estes casos de pandemia.

Mais uma: descobri que  22 dias antes de ter sido comunicado oficialmente o surto de corona vírus, os médicos chineses e americanos que trocavam entre si informação para conter o vírus, já estavam a ser censurados pelas redes sociais impedindo que houvesse comunicação entre eles,  como o denuncia aqui Paulo Portas. Porquê?

Se juntarmos a isto tudo  a frouxidão escandalosa  e incompreensível da UE, onde os primeiros ministros esperaram quase  todos pela ordem de Bruxelas para tomarem  medidas drásticas necessárias no imediato, todos eles alinhados no discurso, isto depois do vírus explodir na Europa  e a decisão muito tardia da OMS em declarar estado de pandemia ( a  mesma OMS que foi apanhada em esquemas de corrupção com ligações à China), temos aqui, caso não estejamos cegos pela desinformação da propaganda global,  muita matéria para reflexão.

Mas há mais: a ausência de medo dos governantes sobre o “desconhecido vírus” demonstra que: ou os governos são “assassinos em série” frios e calculistas ou sabiam de antemão que a mortalidade do vírus dependia apenas da resposta rápida e adequada dos seus SNS e era  fatal apenas nos mais vulneráveis, aqueles que as sociedades modernas dispensam porque ficam caros aos sistemas de saúde. Pensem.

Reparem agora nos SNS, nas economias, e na sociedade a serem postos à prova  e as respostas que  virão para fazer face a este colapso internacional: reforço dos poderes estatais, mais impostos, mais austeridade tudo à conta do covi19. Reparem também que são os países  mais endividados, com mais problemas de défices e bolhas financeiras,  que mais arrastam as medidas drásticas e consequentemente têm mais contágio.

Ter de escolher entre quem vive e quem morre resolve o problema do envelhecimento, dos SNS falidos. Reforça ainda a ideia defendida por alguns poderosos da necessidade de termos um governo global que nos proteja destas situações.  É a imposição da aceitação desta agenda através do medo convencendo as populações de que os governos nacionais são incapazes de resolver estas questões sozinhos. (leia aqui a diferença entre globalismo e globalização)

As respostas a estas dúvidas virão no final: quando virmos quem saiu beneficiado; quem sai fortalecido (lembre-se que a China a cada surtode que foi alvo e desde o SARS escalou sempre  e é agora a 2ª potênciaeconómica mundial; quem vai usar o covid19 para reforçar discursos contra o capitalismo e defender Estados mais poderosos; quem vai dizer que a UE, depois do Covid19,  terá de se federar para enfrentar futuros cenários destes. E tantas outras narrativas de controlo das liberdades colectivas.

Lembre-se também de Pedrógão e dos  fogos de Outubro: os incêndios que diziam ser por culpa da natureza, mas foi fogo posto – em zonas onde agora se prevê a exploração de lítio – que ficaram fora de controle, mataram  e feriram centenas de pessoas mas nem assim, com essa catástrofe, se investiu na prevenção. Apenas foram reforçados, ainda mais  e por ajuste directo, muitos muitos mais milhões em equipamentos de combate. Negociatas para continuar tudo na mesma. Pensem.

O meu pai contava uma anedota que era mais ou menos assim: “Certo dia o filho de um médico reformado chegou a casa e disse: “pai, lembras-te daquele paciente que tu tinhas há décadas e que se queixava do ouvido? Consegui curá-lo!” Responde o pai: “Não me digas que tiraste a carraça ao doente! Foi ela que te pagou os estudos de  medicina!”.

O Mundo não quer eliminar a “carraça”. Quer alimentá-la. E nós todos somos as cobaias dessa gente. Só não vê quem não quer.

Pense nisso.

Nota: Este texto não é uma “teoria da conspiração” por isso poupe-me desses comentários. Pretende apenas uma reflexão séria sobre os acontecimentos olhando para todos os ângulos com todos os factos disponíveis e não apenas os que a comunicação social do “mainstream”  quer nos mostrar. Se não tem mente aberta suficiente para vir aqui reflectir sobre isto, não leia.
 

-----------------------

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Teoria de Restauração Patriarcal - Parte 2

Por Reed Perry

Continuação do texto iniciado aqui.

As histerias são bastante comuns na História, e infelizmente, os fanáticos inclinados para o mal "por um bem maior" frequentemente ganham o poder. Será que podemos examinar, duma forma básica e amigável, se as alegações das mulheres insolentes são ou não benéficas "para o bem maior"? A contracção da nossa cultura tem-se provado inútil. E o que dizer da imensamente importante "mulher empoderada"?

Tomemos por alguns instantes a (delirante) posição mantida pela radical mulher igualitária. Imaginemos que é um crime horrífico para esta mulher ver-lhe negado o "direito" de se comportar como um homem: jogar futebol na escola secundária, ser comprometida com uma fraternidade [universitária], o que ela bem quiser. O que é que ganhamos suplicando com este ser? Será melhor para o seu bem próprio permitir que ela viva a sua fantasia à custa dos outros?

Mesmo que se acredite que é um crime que as mulheres não possam ser homens ao colocarem em causa as leis da biologia, a civilização e a História, o que é que se ganha ao colocarmos em causa este imaginado crime à custa dos outros? Será que ele muda a História? Será que isso muda os aspectos inconfortáveis da vida que todos nós tememos ou desejamos que fossem diferentes? Será que isso rectifica a injustiça cósmica que faz parte da condição humana? Não. Isso nada mais é que seguir com os propósitos do acto, como se nos estivéssemos a render perante um adolescente mimado a um custo imensurável.

A monogamia patriarcal é civilização. Esta é a forma como o Mundo opera. Mesmo que isso nos ofenda, não podemos desejar que as coisas fossem diferentes. Os passageiros dum avião em queda sentem-se ofendidos com a gravidade, mas isso não irá mudar o facto dela existir. Como forma de se manter no ar, o piloto e o navegador têm que aceitar as leis da física e trabalhar em sintonia com as mesmas.

Semelhantemente, a civilização é uma estrutura que se encontra em oposição às forças ocultas da depravação, brutalidade, estupidez, egoísmo do ser humano. Se algumas pessoas se sentem "ofendidas" com a práctica da civilização, a ausência de civilização sem dúvida que seria mais ofensiva para todos nós, visto que as nossas vidas colectivas entrariam em colapso e terminariam.

Estamos a fazer uma amabilidade às feministas radicais ao reverter todas as suas políticas e ao colocar um ponto final nas suas alucinações. Elas podem fantasiar em privado até que passem a ser as mulheres-dos-gatos. Mas elas não podem fazer isso se a nossa civilização está com hemorragia por todos os lados, ou em atrofia nos seus tecidos mais importantes.

Tal como o votante pós-político escolhe políticos meramente em oposição ao que ele entende como o mal maior, o homem moderno frequentemente vocaliza o seu desdém pelo feminismo radical, falhando ao não avançar com a posição positiva de ser pró-patriarcado.

Curiosamente, até o comportamento feminista contém dentro de si a admissão de que o patriarcado é o fundamento sobre o qual nós nos encontramos. Elas definem toda a  "emancipação" e "empoderamento" feminino como o acto de imitar os homens ou como a infiltração de organizações masculinas. Os motivos por trás disto encontram-se enraizados na psicologia evolutiva que nós não temos tempo de falar aqui.

Mas as feministas são suficientemente inteligentes para observar o quão (distintamente) importante a liderança masculina é. Notando nesta tendência, muitos alegaram que o feminismo deveria ser correctamente chamado de "masculinismo". As esquerdistas que se auto-identificam como "empoderadas" mais não são que uma caricatura dos homens, imitando de modo nada eficiente o que elas entendem como sendo a raiz do poder. Elas cortam o cabelo. Elas usam roupa masculina. Elas emasculam ou embaraçam os homens que não gostam.

A mulher pseudo-empoderada não tem ideia nenhuma de como obter poder através das suas forças naturais, a "deusa" interior de virtudes femininas; ela tem que tentar uma interpretação teatral, frequentemente cómica, dum homem de sucesso. A racionalidade perversa que ela insinua é de que as mulheres são inúteis dentro duma civilização, a menos que elas imitem o comportamento dos homens.

Esta visão unilateral considera a mulher como um "pré-homem" - ela tem que ser tratada como a ideia dum homem, mas ainda não foi incorporada dentro do patriarcado através da acção esquerdista, e como tal, elas "fingem até atingirem" o que querem.

Este teatro ridículo está montado à nossa custa. Está feito à custa dos homens que construíram esta civilização tijolo a tijolo. Subverter tal esforço não é engraçado e nem "emancipador"; é gravemente insensato. Ele degrada também a virtude das mulheres como a natural verificadora e equilibradora da masculinidade. Nós agora temos o Último Homem e a imitação do homem por parte das mulheres. Já não há "Damas" e "Cavalheiros".

A geração Milenar encontra-se profundamente confusa em relação a tudo isto, mas reconhece a contradição básica em operação. A nossa geração ainda pode escolher se pode divagar para a frente, para dentro do deserto da promiscuidade sem propósito, anarco-tirania, dívida, e depressão miserável - ou então escolher transcender a liberalidade em troca da civilização que nos foi negada. Se assim for, é possível que a possamos obter, mas temos que a merecer.

Através das gerações, inúmeros homens testemunharam os efeitos perniciosos da liderança feminina. As antigas peças Gregas bem como as parábolas da Bíblia registaram os hábitos de mulheres manipuladoras de forma muito boa. Por alguns instantes, no calor do frenesim progressista, a nossa memória colectiva parece que nos falhou em relação a estas verdades antigas. No entanto, nos anos mais recentes tem acontecido um pequeno aumento de escritores de alto calibre que têm notado na ameaça intrínseca que o avanço feminista é para superstrutura social dentro da qual existimos. A sua mensagem deveria ser amplificada por todas as pessoas que se preocupam com a nossa posterioridade.

.....o estado transfere de forma forçada os recursos dos homens para as mulheres, criando vários incentivos perversos para as mulheres normalmente boas infligirem danos nas suas próprias famílias, e onde a natureza masculina é atacada enquanto que a feminina é celebrada. The Misandry Bubble, 2010

A ironia é que no percurso de destruição de milénios de tradições culturais fundamentadas na biologia, e na construção da sua utopia sexual hipergâmica, as mulheres têm inadvertidamente tornado mais difícil a vida de todas menos das mais atraentes entre elas.  – Roissy, 2008

O meu propósito como escritor não é o de registar o colapso ou documentar as atrocidades sociais actuais que daí resultam. A minha intenção é a de vos galvanizar. Se eu não for capaz de vos compelir a repudiar estas degradações, quero pelo menos que divaguem nelas livremente. Sinto-me enojado com os derrotistas abatidos, a geração "que se lixe!" que abraça a sua própria destruição como vergonhosos covardes. Dizer que "não conseguimos" alterar o nosso futuro é idiótico.

Foi a nossa civilização que guerreou o Império Japonês através de milhares de milhas de oceano, atingindo-os tanto com baionetas, com estrangulamentos, bem como com armas nucleares. Fomos vitoriosos. Foi o nosso povo que viajou mais além que qualquer outro povo quando colocamos um homem na Lua, que no passado foi uma divindade dos nossos ancestrais. A própria internet que liga o mundo é a nossa obra-prima. É assim tão extremista e irrealista propor que podemos reclamar autoridade sobre as nossas casas, escolas, tribunais e capitais?

Só o irremediável preguiçoso, cuja mente se encontra ligada à TV e aos dum-dums, pode aceitar que "está tudo perdido". Mas é provável que eu esteja a ser demasiado duro visto que o niilismo pode ser um poderoso passo no caminho rumo ao activismo contra-revolucionário. Eles olham para o "progressivismo" da nossa sociedade, visto que o ontem já é melhor que o amanhã.

O homem que atingiu o ponto mais baixo na recessão das suas expectativas só pode subir. Esta é a melhor altura para se investir em si. Emoções de confusão, tristeza, raiva, são ferramentas fundamentais na formação do sobre-homem, alguém que transcende o lamentável último homem que vêmos com tanta abundância nos dias de hoje.

Só há três atitudes que eu testemunhei emergirem nos homens que reconhecem o quão sérias as questões e o declínio feminista se tornaram.

Uma é a atitude Cínica, que aceita um humor sombrio em relação à vida. Ele pode continuar nesta comédia destrutiva ao mesmo tempo que a aceita como uma piada doentia. Esta forma de fatalismo permite que o homem se ria da queda esmagadora que está a ser levada a cabo. O ego pode-se agigantar neste ambiente gradualmente mais estreito. Mas o meio ambiente continuará sempre a fechar à medida que o humor se torna menos e menos divertido, tal como uma piada que foi dita demasiadas vezes.

Uma vez que ele entende as trevas tão bem, o cínico frequentemente tenta "jogar" o sistema em queda, recolhendo as bugigangas que ele conseguir, ao mesmo tempo que culpa o mundo defunto pelos seus falhanços. A sua história é uma tragicomédia.

Outra direcção é a do Separatista, o homem que acredita que se pode separar do mundo de forma indefinida - algo impossível visto que o mundo é, ao mesmo tempo, a nossa prisão e a nossa salvação. Ao se separar, o homem apenas acaba por se encontrar numa jaula mais pequena e ainda mais alienadora, obra sua. Semelhante ao cínico, o separatista nunca pode fugir longe o suficiente rumo ao deserto, nem fundo o suficiente para dentro das suas diversões como ele necessitaria.

O inimigo está sempre à espreita enquanto ele se retira. Isto pode ser visto no drama GamerGate, onde homens jovens que já se encontram em larga medida retirados para dentro de simulações virtuais, e podem nem ter inclinações políticas, são mesmo assim perseguidos. Isto pode ser visto em toda a variedade de subculturas masculinas que se encontram na lista de buscas masculinas que não têm permissão para existir sem infiltração esquerdista, tais como a cena do Metal, as fraternidades, os livros cómicos, os escuteiros, ou os clubes de armas.

O Separatista pode encontrar algum conforto em perseguições virtuais, one-night-stands, ou afastamento de um tipo ou de outro, mas tal como um refugiado cultural, um fugitivo da realidade, o inimigo sempre o irá apanhar.

O caminho final é o do Buscador. Este é o homem que está incomodado mas destemido. Duma forma ou doutra, ele quer encontrar o caminho para cima. Ele recusa-se a aceitar o terreno baldio de imoralidade e determina-se a reabastecer uma cultura que foi roubada. Ele pode não saber como, mas a sua causa é muito provavelmente susceptível de gerar recompensas visto que ele aceitou as derrotas anteriores e determinou-se a não ter expectativas para além do seu próprio compromisso.

De muitas formas, o Buscador é um remanescente do século 20, a era do soldado político. O soldado político é um homem. A feminista é uma caricatura do homem, mas tem a destreza duma mulher desleal e manipuladora. Ela sabe como explorar o altruísmo, sabe como usar o sexo como arma, e sabe como obter as coisas tal como ela quer - não através reforço positivo mas através da coação. O método feminista é o de infiltrar e destruir. O soldado político masculino está arquitectado para construir e ascender acima de tudo.

O homem novo, que tem que transcender acima da matriz abismal, pode ingerir "pílulas vermelhas" e mais tarde, Viagra, até ele ficar farto das mesmas, mas ele ainda tem que viver dentro dos sabotados conceitos esquerdistas de masculinidade e feminidade. Desde logo, nós só poderemos avançar construindo uma severa e anti-esquerdista concepção da sexualidade.

Uma vez que os antigos pensadores são ignorados e não-aclamados pela liberalidade, irei explorar uma favorita e primitiva concepção dos sexos. Platão acreditava que os sexos eram um todo dividido, duas partes dum ser, que está incompleto até à unificação num lar e na família. Tal visão é tóxica para o pós-modernismo, visto que esta dicotomia arquétipa e auto-equilibrada ultrapassa a aleatoriedade da sexualidade hookup, ou imitações unilaterais do patriarcado. Esta concepção da sexualidade dita que nem o homem nem a mulher podem atingir a maturação sem o laço da unidade marital.

Menciono esta noção particular porque o patriarcado dos dias antigos é apelativa para ambos os sexos. As pessoas querem e precisam da concepção não-esquerdista do casamento. A neo-reacção existe para estudar a forma como nós atingimos o nosso impasse actual e como atravessar a parede de enigmas erigida durante centenas de anos de derivação demotista. Têm que existir formas mais inovadoras, menos óbvias, de sondar e analisar este vórtex distorcido que usa a nossa natureza virtuosa para destruir a fonte dessa virtude.

Depois de permitirmos o sufrágio feminino, nós ficamos enredados numa teia desagradável porque sempre haverá mais mulheres a votar devido ao facto dos homens morrerem mais cedo, e muitos outros morrerem enquanto jovens ou serem financeiramente/politicamente desprivilegiados devido ao feminismo. Isto significa que o prospecto de liderar uma campanha eleitoral contra elas é totalmente impossível.

Pior ainda, o sistema democrático encontra-se irremediavelmente corrompido e pervertido por "políticos", que são empregados temporários, associados de vendas de nível intermédio para os interesses comerciais do liberalismo. Nós podemos facilmente encontrar soluções para estes problemas fora destes burocracias defuntas. A pergunta é: quais são essas soluções?

Ofereço algumas ideias, que se encontram todas incompletas, mas todas elas demonstram um estudo de métodos alternativos para a mudança de direcção dos costumes sexuais e maritais. A importância de se examinar a engenharia social e a manipulação das massas é apreciar aquilo que todo o departamento "eleitoral" se encontram impedido de usar. Como tal, a inovação é importante.

Seguro de Casamento: Uma forma de garantia para um casamento é o dote, ou a sua contrapartida, o preço de noiva. O Código de Hammurabi detalha regrais antigas  relativas a esta práctica ancestral, e provavelmente pré-histórica. Depois de receber o dote, o homem duma casa obtinha a possessão de bens juntamente com a sua noiva. Se por acaso ela se revelasse como infiel ou pouco cooperante, ela poderia ser devolvida à sua família, e o bem ficaria com o marido como compensação.

Se o homem se revelasse indigno, este bem poderia ser confiscado dele. Essencialmente, isto é o contrário do actual divórcio "sem culpa", e pensão alimentícia. Ela disponibiliza incentivo material para se manter uma família unificada.

O equivalente moderno desta práctica, tanto quanto sei, é o "seguro de casamento". O homem que inventou este conceito é um Mórmones divorciado. A ideia, embora na sua implementação completa e eficaz ainda me escape, parece ser o único instrumento financeiro que se pode usar para se evadir o perigo dum divórcio oneroso ao mesmo tempo que providencia um desincentivo para a separação. A sua implementação, como uma prática antiga modernizada, não pode ser ignorada.

Muçulmanos, Mórmones e Amish: Porque é que parece que estes grupos são, não impenetráveis, mas resistentes aos males da liberalidade?

Quando os muçulmanos aparecem numa comunidade, eles criam uma ghetto-teocracia. Eles frequentemente não reconhecem as licenças de casamento estatais porque a sua poligamia é ilegal. O que eles constantemente resistem é o que eles chamam de "Síndrome Burger King", baseado no slogan "façam à vossa maneira". Os fundamentalistas muçulmanos olham para isto como a personificação do liberalismo, individualismo radical, a globalização de estilos de vida não-tradicionais.

Semelhantemente, as facções Mórmones e Amish mantêm uma distância controlada das degradações da Yankeedom com a geografia e com a cooperação de grupo forçada. A minha conclusão é que estes grupos criaram instituições paralelas que exibem alguns sinais de resistência à corrosão feminista. Elas podem também sobreviver ao declínio social generalizado, havendo sobrevivido ao teste do tempo.

Sangrar a Besta: Tendências tais como a bolha do empréstimos estudantis colocam em perigo o futuro das instituições académicas fundamentalmente esquerdistas. Será que podemos encorajar este hábito de auto-sabotação nas indústrias esquerdistas comparáveis? Quais seriam os benefícios?

VR [Virtual Reality] e Robôs Sexuais: Muitas pessoas podem discordar, mas eu olho para os fones de realidade virtual e para os robôs sexuais como uma ameaça para o feminismo. Eu comparo isso com a "pílula masculina."

Largas quantidades de homens inteligentes irão abandonar a cena romântica mal engenhos de realidade virtual de elevada qualidade apareçam. Eles terão poucos incentivos para namorar feministas com lavagem cerebral quando ele podem obter uma mulher "nivel 10" com quem queiram ter sexo numa plataforma de elevada definição. Isto irá reduzir dramaticamente o valor romântico feminino. Obviamente que a VR tem muitos atributos que irão deformar o pós-modernismo ainda mais, portanto, o seu impacto total não é ainda claro.

Embora todos esses fenómenos sejam aleatórios, o meu propósito é o de encontrar pontos fracos, aberturas na simulação social esquerdista.

A restauração patriarcal tem que abolir a concepção esquerdista da sexualidade como uma mercadoria transferível. Nós eclipsamos isto com uma inovação que realinha as tradições centrais. Este processo irá ocorrer fora da pseudo-democracia corrupta e defunta.

Nós abordamos isto como um problema de engenharia social. Ele pode ser restaurado com novos costumes, que são descobertos explorando e testando ideias. Nesta luta, a batalha pela nossa civilização, passado, presente e futuro, temos que inventar novas formas de tecnologia social. Estas inovações muito provavelmente serão adaptações de conhecimento antigo.

Como uma luta social, nenhum desafio desta dimensão alguma vez enfrentou a Civilização Ocidental, visto que estamos a enfrentar os "melhores anjos" da nossa natureza, que provaram ter propagado o humanitarianismo mais destrutivo.

Sendo tão abnegados, os aderentes do altruísmo destrutivo iriam sacrificar os tesouros da família, honra e civilização num equivocado acto de bondade camuflada. Se isto for permitido, as ofertas desta "igualdade" mal formada serão as últimas atrocidades do Mundo Ocidental.

- http://bit.ly/1NtVFQ1



domingo, 18 de outubro de 2015

Teoria de Restauração Patriarcal

Por Reed Perry

[Nota: o editor do blogue Marxismo Cultural não partilha da interpretação geológica e evolucionista avançada pelo autor do texto que se segue]


Todas as civilizações da História do Mundo foram patriarcais; não há uma única excepção. Claro que houve algumas culturas matriarcais, mas elas existem como curiosidades antropológicas em áreas caçadoras-colectoras ou em estudos arqueológicos centrados em tribos antigas. Um requisito obrigatório para um nível avançado do desenvolvimento social e tecnológico é um patriarcado forte. Todas as civilizações, desde a China para a Índia, Pérsia, Egipto, Roma e os Incas, sempre que emergiram, este traço fundamental fez-se presente. A fomentação do patriarcado muito provavelmente foi o que levou ao avanço que ocorreu durante a Revolução do Neolítico. Desde então, e sem excepção, o patriarcado tem sido a regra.

Quando os soldados Ingleses gritavam "Deus salve a Rainha", será que isso era um matriarcado? Segundo a feminista Lynn Abrams, a Era Victoriana representou, para as mulheres, a "era doméstica por excelência". Isto era assim mais ainda 200 anos antes, durante a espectacular Era Isabelina. As feministas modernas podem ficar confusas com o facto duma nação altamente patriarcal ter uma mulher como líder principal, mas a obsessão pela "política de identidade de género" pura e simplesmente não existe num patriarcado visto que este centra-se em resultados, e, como um substrato social, resultados é o que o patriarcado tem disponibilizado nos últimos 10,000 anos.

Ao contrário do feminismo, o patriarcado é a condição orgânica, o próprio ADN, da humanidade civilizada. Ele flui debaixo para cima. A unidade atómica do patriarcado é, obviamente, a família. A família é o microcosmo da vida civil. O seu núcleo e governador é o pai, e a família assume o seu nome como símbolo de propriedade e de  responsabilidade.

Este é precisamente o sistema que tem causado as sociedades tecnologicamente e socialmente mais avançadas da Terra. Mitigar contra a virtude do patriarcado é disputar todo o curso da Civilização Ocidental, e todo o conforto que ela assegurou - desde as tecnologias mais básicas tais como a fundição, para as ciências médicas mais avançadas, as telecomunicações, e a filosofia. Nenhum destes tesouros pode ser encontrado nas primitivas unidades das culturas matriarcais porque o matriarcado não avança para além do ponto forrageamento mão-para-boca e para além dum abandono desterrado. 

A lei matrimonial, a construção social primária sobre a qual tudo o resto se encontra construído, é lei patriarcal. Ela dita o juramento do casamento: "Até que a morte nos separe", é um termo inegociável. Sobre este laço irrevogável assenta tudo o resto.

Uma das poucas sociedades matriarcais ainda existentes para estudo é a sociedade Mosuo da China, um povo dedicado à agricultura primitiva e ao pastoreio dos iaques, e um povo que permaneceu totalmente vazio de qualquer desenvolvimento, imerso num rudimentar estado agrário e sem qualquer tipo de façanha. A única qualidade relevante deste tribo apatética é a peculiar ausência de qualquer contracto marital. que eles suplementaram com os “walking marriages.” Ou seja, hookups.

Os acoplamentos informais através dos quais eles geram as crianças são em larga parte temporários, tais como as one-night-stand as booty-call com a duração de algumas semanas. Como homens e mulheres, ambos partilham igualmente os bens familiares. O pai não têm qualquer responsabilidade para com as crianças visto que não há forma de verificar que essas crianças são dele. Os homens são semi-transientes e raramente têm um emprego ou um ofício. Eles são garanhões sem qualificações que vivem nas casas das mães.

Visto que a propriedade e as crianças são transmitidas através das linhagens matrilineares, os homens não têm nada a perder e nada mais fazem que esperar pelo próximo encontro nocturno com uma mulher "poliamorosa", dona duma cabana. Torna-se por demais óbvio o porquê deste tipo de arranjo estar condenado ao fracasso. Rapidamente vêmos o porquê dos matriarcados desaparecerem da Terra, deixando para trás poucos traços da sua irrelevante existência.

Previsivelmente, a obscura cultura Mosuo está-se a dissipar rapidamente dentro da China em ascenção. Algunas ONGs fizeram algumas frágeis tentativas tendo em vista a preservação das suas idiossincrasias, mas há já muito tempo que o seu destino se encontra selado visto que esta cultura representa um pequeno artefacto do que o ser humano colocou de parte no deserto do Paleolítico.

Lewis Morgan, um proeminente etnólogo do século 19, e alguém que estudou as tribos Iroquois, reparou que o seu estilo de casamento-de-grupo e poligamia tinham um efeito peculiar na sua visão de família, que eles viam como seu difuso e completo clã inter-relacionado. Durante a pesquisa que ele levou a cabo vivendo no meio de tribos semi-nómadas que se encontravam sob pressão generalizada por parte da civilização Europeia, Morgan observou que a sociedade humana avançava em fases segundo as prácticas culturais centrais mais óbvias nos costumes do casamento e do cuidado de crianças. Segundo ele, os Iroquois, com os seus casamentos comunitários, representavam um meio-termo no processo civilizacional.

No seu livro "Anciet Society", Morgan alegou que o estado primordial do ser humano era "uma horda a viver em promiscuidade", onde pouca ou nenhuma estrutura social disponibilizava cuidados para com as crianças, aplicação da lealdade e nem disciplina. Neste estado, o homem tinha poucos incentivos para defender o seu território e bem como a sua descendência, que eram ambos irrelevantes para as suas necessidades e impulsos físicos imediatos. O sexo com propósito reprodutivo seria levado a cabo através dum momento de vontade sexual para com as mulheres, trocando um pedaço de carne animal ou mesmo através da violação.

Depois disto, as sociedades gradualmente evoluíram costumes morais mais estritos, tradições que produziram melhores e melhores resultados para a sua cultura em termos de tecnologias e excedentes. O estado final do desenvolvimento familiar depois da poligamia foi a monogamia, a familiar nuclear patriarcal.

Neste arranjo inflexivelmente monogâmico foram dados enormes incentivos evolutivos e sociais aos homens de modo a que estes trabalhassem de modo abnegado, protegessem a todo o custo as suas esposas, os seus filhos e a sua propriedade. O costume implicava uma divisão do trabalho familiar que permitiu que a perícia e a inovação florescessem. Era mais provável que a riqueza fosse acumulada com o passar do tempo visto que o pai não tinha que dividir o seu capital com as várias esposas ou meio-irmãos em guerra, que facilmente poderiam destruir o trabalho acumulado durante gerações.

Mais ainda, a influência do patriarcado teve um duradouro impacto multi-contextual na conduta humana. Visto que muitos comportamentos são herdados, a nossa biologia comportamental tomou um novo rumo de selecção. Costumes monogâmicos estritamente aplicados seleccionam geneticamente em favor dos machos que são, ao mesmo tempo altruístas e leais, disponibilizando mais oportunidades para que estes passem os seus genes.

Por sua vez, eram colocados à margem os traços egoístas, improdutivos ou desleais - todos eles impedido-os de reproduzir. Isto, de certa forma, seleccionava em favor do controle dos impulsos, embora ainda existam por aí muitos desviados e gigolôs.

A abnegação é um componente-chave quando se quer entender a civilização Ocidental e o Cristianismo, a religião do auto-sacrifício. Esta abnegação encontra-se embutida na abnegada busca Ocidental pelo bem maior, quer seja Deus, nação, ciência ou família. Esta pressão colocou-nos no caminho de grandes elevações, mas quanto mais alto se ascende, maior pode ser a queda. 

As conquistas únicas das culturas monogâmicas Ocidentais encontram-se em oposição total às "hordas de promiscuidade" dos matriarcados primitivos, consignados ao esquecimento consequência da sua mediocridade esquecível - pequenos remanescentes que pairam acima da destruição, tal como a tribo Mosua -, mantidos de forma nominal como pequenos zoológicos humanos por parte de guias turísticos das ONGs. A diferença tremenda que existe é algo a ser temido.

A civilização patriarcal assemelha-se a um edifício imponente com um legado duradouro. Ele não se dissipa facilmente rumo a horda transitória e nem reverte para o barbarismo "poliamoroso" matriarcal através dum referendo. Ele tem que ser arrancado das garras dos milhões de homens que o têm carregado através da História. Muitos encontram-se envolvidos nesta batalha sem se aperceberem disso.

A família tem que ter um núcleo. A pressuposição abstracta de que o matriarcado pode, em larga escala, substituir o que é diminutivamente conhecido como a "figura paterna" é uma hipótese que nunca foi testada. Tudo o que temos como referência são restos pouco-sofisticados da Idade da Pedra que nunca passaram da fase "vai". Não existe um matriarcado no qual se pode fundamentar um modelo. Este problema nunca foi reconhecido por parte das ideólogas dentro do "movimento de emancipação das mulheres", e isso continua a frustrá-las profundamente.

As feministas radicais, fanáticas e cheias de inveja, perdidas que estão num mar de ciúme, deparam-se com a impossibilidade de rivalizar com  as estupendas e monumentais façanhas da monogamia patriarcal. A sua única escolha é recorrer a uma guerra niilista contra factos científicos e contra as virtudes duramente batalhadas que se encontram na alma da humanidade.

Aos seus olhos, a civilização em si tem que ser derretida visto que ela representa a liga endurecida da fórmula patriarcal. A castidade nas mulheres, a masculinidade nos homens, a lealdade acima de tudo, a santidade dos juramentos, - a feminista é hostil a todas as jóias sagradas do projecto humano, que elas trivializam ou demonizam. As "liberdades" e as "igualdades" em favor das quais elas militam resultam em liberdade para prejudicar a estabilidade social em favor de desejos impulsivos. Entre os seus propósitos declarados encontra-se a "igualdade" forçada entre seres que não são iguais, a forma de tirania mais distópica.

O antónimo de "igual" é "diferente". Aqueles que defendem o patriarcado (civilização) vêem-se colocados na posição absurda de defender algo tão auto-evidente como as distinções entre macho/fêmea. Para a feminista, o eu humano não só encontra-se vazio duma distinta alma masculina ou feminina, como possui corpos sem órgãos. Este é o vazio de significado que o feminismo tem que defender. Esta ideologia insiste num conflicto profundamente opressor com a identidade humana.

Tal como eu falei no artigo "The Tyranny of Suffrage", a guerra social feminista culminou num regime legal anti-familiar e anti-masculino imposto à força. Esse regime só pode ser colocado em práctica à força porque as famílias não podem ser rasgadas e a ordem social não pode ser perturbada sem que seja infligidos danos generalizados. As instituições, as famílias, e os indivíduos têm que ser coagidos rumo a um comportamento anormal.

Isto foi largamente conseguido através do sufrágio feminino, uma concessão obtida durante um período de genocídio horrível e de instabilidade. Uma larga porção da população masculina da Europa e da América ou se encontrava preocupada ou morta nas maiores guerras que a humanidade já sofreu. A classe de comerciantes industriais encorajou também a mão-de-obra feminina e o consumismo como fonte de rendimento.

Dentro deste estado de coisas instável, onde as mulheres frequentemente tinham largas maiorias devido às taxas de mortalidade dos homens, as liberais radicais, - as feministas - que frequentemente eram lunáticas ricas ou ex-prostitutas, encontraram-se numa posição de influência assombrosa. O altruísmo do homem Ocidental foi explorado, a oposição não-preparada foi sobrepujada com o vitríolo. Mais à frente iremos revisitar o poder tremendo (e perigoso) do altruísmo equivocado da nossa civilização.

Sem perder muito tempo dentro de todas as motivações psicológicas em operação dentro da mente da "mulher emancipada", podemos determinar que uma dicotomia simples apareceu a salientar o seu pensamento: patriarcado mau, matriarcado bom. Claramente, esta é a sua opinião vocal, mas a prova interessante que elas carregam como evidência é que o patriarcado, sendo o pai da experiência civilizada, e responsável por tudo de mau que já aconteceu.

De certa, a feminista está certa. De forma geral, ela culpa o patriarcado pelas tribulações da civilização, mas sem o patriarcado, não existiria civilização, e todos nós continuaríamos a ser uma espécie primitiva a viver numa obscenamente primitiva "horda de promiscuidade". A feminista é simplesmente demasiado narcisista ou demasiado preconceituosa para ver o outro lado (assimetricamente positivo) da história: a civilização [patriarcado] é inquestionavelmente boa quando comparada com as alternativas.

À medida que as instituições patriarcais vão sendo gradualmente atacadas, abolidas, ou reprimidas, a moralidade que ela criou e guardou começa a desintegrar. Mas as feministas liberais querem viver num mundo com todos os benefícios do patriarcado, sem as limitações que têm que ser impostas para gerar tais privilégios, conservar a opressão e acumular os excedentes.

Este instável meio-caminho, entre a civilização e ao pandemónio, é uma tentativa caótica de manter a elevada qualidade de vida duma civilização ao mesmo tempo que se remove a fonte dessa qualidade. Disto emerge o que só pode ser chamado de feminismo despótico. Por baixo disso encontra-se um patriarcado activamente oprimido.

As famílias estão-se a desintegrar a um ritmo acelerado, ou simplesmente não estão a ser formadas famílias. Uma geração inteira enfrenta um futuro de alienação desamparada e sem casamento. As crianças sem pai demonstram uma multitude de problemas psicológicos e de desenvolvimento atrofiado. Os desvios feministas e esquerdistas geram um governo em expansão infinita e que não se justifica a ninguém.

Milhões de indivíduos ficam endividados, sem-abrigo, e dependentes, consequência destas politicas recém-inventadas que nunca foram testadas. Devido ao controle de natalidade, muitas regiões dos Estados Unidos e da Europa têm populações em decréscimo, o que aumenta ainda mais a dívida. E, paradoxalmente, o feminismo gera os piores resultados para as próprias mulheres, 90% das quais quer casar mas vai encontrando cada vez menos homens dispostos a participar na aviltada instituição matrimonial. Como homens inteligentes, eles conseguem ver que as probabilidades jogam contra eles.

Infelizmente, nesta era desmoralizante, muitos homens pura e simplesmente encontram-se incapazes de assumir as responsabilidades. Não só os homens têm poucos incentivos para casar ou para levar a cabo actos abnegados em prol da família/comunidade neste sistema invertido, como são penalizados pelo seu sucesso e pelos seus atributos masculinos. Dentro da seita feminista, as virtudes masculinas tornaram-se em pecados.

As mulheres chegam aos seus 30 anos como vadias solteiras e sem filhos, que passaram de relacionamentos para one-night-stand para outros "relacionamentos" durante metade das suas vidas. Depois de esbanjarem os seus melhores anos em desalmadas carreiras profissionais imitando a caricatura da mulher trabalhadora ou "mulher emancipada", elas ficam sozinhas com os seus cartões de crédito, garrafas de anti-depressivos, e com o seu feminismo, mais e mais amarguradas com o passar dos anos.

Um pouco além deste estado de coisas encontra-se a questão do futuro da própria civilização. Estamos a levar a cabo uma perigosa experiência social junto da nossa população. Não há uma única civilização que não seja um patriarcado, no entanto, o fenómeno da libertinagem desenfreada, adultos solteiros, e homens semi-transientes, assemelha-se cada vez mais com a "horda de promiscuidade" observada no inferno abaixo do Terceiro Mundo.

Como é possível que os homens assistam de longe ao que está a acontecer, sabendo o futuro que os espera, - e o futuro que espera às suas mulheres, - sem no entanto fazerem alguma coisa para enfrentar esta regressão distópica? Alguns homens encontram-se distraídos. Outros estão medicados. Alguns estão aprisionados, escravizados com uma dívida ou escravizados com uma pensão alimentícia.

Mas acredito que o maior obstáculo para a implementação duma política eficaz é uma característica que nos serviu tão bem até ao momento em que enfrentamos o feminismo e o sufrágio: o altruísmo; ele tornou-se auto-destrutivo.

Os homens foram largamente enfraquecidos pela tecnologia e pelo luxo herdado pelos nossos austeros antepassados, os nossos patriarcas. Nós tornamo-nos no Último Homem, um povo insociável, indisciplinado e culturalmente sem-abrigo. Estamos distraídos com a banalidade das redes sociais, empobrecidos com vidas hormonalmente perturbadas.

Muitos dizem, "é tarde demais" - que o nosso sistema não pode ser retomado. Eu vejo isto como um gigantesco bloqueio psicológico, provavelmente uma desilusão. Comparem o desafio dos nossos dias com o que os homens enfrentaram na lama ensanguentada da Primeira Grande Guerra. Isto demonstra o quão temerosos muitos homens se encontram quando se trata de confrontar mulheres insolentes, que mais não são que charlatonas confiantes. O Último Homem Americano do século 21 encontra-se aterrorizado perante tal protestante depravada. Eles temem o rótulo de "sexista" ou "misógino" - ambos insultos sem substância.

Mas os nossos últimos homens foram também educados com o veneno da liberalidade nas suas mentes, manchadas pela arrogante geração baby-boomer (“Eu”) que glorificou a "vadia" do feminismo, colocando mulheres vis num pedestal. E até hoje, os seus filhos olham para cima e maravilham-se com o ídolo duma "vadia empoderada".

O medo de ser punido por mulheres insolentes, que têm todas estas ideias (provenientes dos média e das comentadores feministas) a girar nas suas mentes, tornou-se mais aterrorizador do que morrer por uma causa insensata em favor da qual essas mesmas mulheres votaram - visto que a maior parte dos votos é feita por elas. Será que as insolentes mulheres esquerdistas estão a fazer algum de bom para elas, ou mesmo para os outros, ou será que estamos a conferir valor imerecido às vozes de pessoas histéricas?

Continua na Segunda Parte



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Christiana Figueres: O regime político que melhor combate o [não-existente] aquecimento global é o Comunismo

As alterações climáticas têm sido um tópico de conversa popular ultimamente, e parece que as Nações Unidas estão a cimentar a sua posição no que toca as alterações ambientais. A chefe-climática das Nações Unidas, Christiana Figueres, também parece saber a forma como os sistemas de governo afectam o clima.

Ah, não, espera. Parece que ela não sabe.

Ela declarou recentemente que a democracia é um sistema político fraco na luta contra o aquecimento global. Ela disse também que a China comunista é, por sua vez, um modelo melhor.

Embora a China seja o maior emissor de dióxido de carbono do mundo, e enfrente questões ambientais sérias, aparentemente a senhora Figueres pensa que eles estão a fazer "as coisas certas" no que toca o combate o aquecimento global.
Figueres acrescentou que a profunda divisão partidária do Congresso dos EUA é "muito detrimental" para a aprovação de qualquer tipo de legislação na luta contra o aquecimento global. O Partido Comunista Chinês, por sua vez, pode avançar com políticas e reformas por sua própria conta. De forma bem vincada, a legislatura nacional do país apenas coloca em acção as decisões tomadas pelo Comité Central do partido e por outros departamentos executivos.
Parece que esta (ir)responsável da ONU se esqueceu que o Comunismo é responsável pela morte de 94 milhões de seres humanos na China, na União Soviética, na Coreia do Norte, no Afeganistão, no Cambodja e na Europa Oriental durante o século 20. Só na China mais de 60 milhões de pessoas foram mortas pelo Comunismo. Mas claramente isso significa que o Comunismo é um sistema politico grandioso que deve ser emulado em todo o lado.

Mas se calhar pode-se dizer que isso em nada está relacionado com as suas fontes de energia.

Bem, em 2012 a China obteve 9% da sua energia a partir de fontes renováveis, ao mesmo tempo que os EUA obtiveram 11%. Ah, e é importante não esquecer que o Wall Street Journal ressalvou que a qualidade do ar na China é tão mau, que no ano de 2010, 1,200,000 pessoas morreram prematuramente como efeito da polução do ar. Para além disso, os dados do governo Chinês dizem que "o cancro do pulmão é agora a causa de morte primária entre os tumores malignos. Muitos daqueles que morrem são não-fumadores."

Portanto, qual é o melhor país quando se trata de proteger o meio ambiente?

Talvez a Sraª Figueres precise de fazer mais pesquisas antes de começar a afirmar que um tipo de governo é melhor que o outro, quando se fala do ambiente ou o que quer que seja.


* * * * * * *
Christiana Figueres afirma que a China tem um modelo melhor para combater o aquecimento global, mas o foco das suas palavras não é o combate ao não-existente aquecimento global, mas sim o modelo político existente na China. O Comunismo permite que a classe política concentre nas mãos duma minoria o poder total - tanto militar, como económico, mediático, etc - e é precisamente por isso (ou também por isso) que a elite, difectamente ou indirectamente, o promove. 

Uma pergunta que claramente revela isto mesmo é: se a China tem um regime político "melhor" para o combate ao aquecimento global, porque é que a China é o maior poluidor mundial?



quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Mulher arranca os olhos de criança de 6 anos


A polícia da China está oferecendo uma recompensa de US$ 16 mil (R$ 37,9 mil) para quem fornecer informações sobre uma mulher suspeita de ter arrancado os olhos de um menino de seis anos no último sábado, na província de Shanxi, no norte do país.

De acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua, a mulher teria levado o menino para um local descampado, onde o atacou.

Ele foi encontrado pelos pais várias horas depois sem os olhos, que foram recuperados pela polícia na cena do crime.

Os médicos do Hospital de Olhos de Shanxi conseguiram reimplantar os olhos do garoto, mas disseram que ele ficará cego pelo resto da vida.

A princípio, a polícia havia informado que as córneas haviam removidas, o que foi retificado horas mais tarde.

As autoridades acrescentaram que não estão investigando a hipótese de que a mulher esteja envolvida em uma rede de tráfico de órgãos.

O menino contou à sua mãe que, antes de atacá-lo, a mulher lhe perguntou se alguém em sua casa jogava Mahjong, um jogo de mesa de origem chinesa.

Os pais dos meninos são camponeses e dizem não ter ideia de quem possa ter atacado seu filho.

* * * * * * *
Tanto o homem como a mulher são igualmente capazes de levar a cabo actos de violência extrema. O movimento feminista, por outro lado, faz todos os possíveis para passar a imagem de que a violência na sociedade só tem origens masculinas.



ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

PRINT