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sábado, 3 de maio de 2014

O porquê das feministas odiarem Kirsten Dunst

A supressão tirânica dos pontos de vista contrários levada a cabo pela esquerda militante seria menos ridícula se essa mesma esquerda não olhasse para si como a pseudo-defensora da tolerância e da liberdade de expressão. Na nossa cultura dominada pelo esquerdismo, as categorias de discurso permitidas estão a ficar cada mais reduzidas.

Se, por exemplo, tu és um apresentador dum programa de rádio, tens que estar permanentemente alerta uma vez que a esquerda quer ressuscitar a "Fairness Doctrine" como forma de suprimir os pontos de vista contrários, e voltar a ter o monopólio dos maiores órgãos de informação.

Se por acaso tu tens uma pequena companhia de catering e o pseudo-casamento homoerótico viola as tuas sinceras e constitucionalmente garantidas convicções religiosas, a esquerda militante quer forçar-te a disponibilizar comida para cerimónias homoeróticas.

Se por acaso és uma instituição que fornece serviços médicos e és contra o acto de disponibilizar cobertura [seguro] para produtos abortivos ou contraceptivos, sem dúvida que verás a tua liberdade de agir desta forma negada.

Se fazes parte duma organização conservadora que busca isenção de impostos, os esquerdistas da administração de Obama irão assediar-te, atrasar a tua candidatura, e/ou negá-la.

Mas a censura no discurso feita pelos esquerdistas não se limita ao facto do governo esmagar os direitos constitucionais dos conservadores visto que os esquerdistas encontram-se envolvidos em todo o tipo de actividades que têm como propósito final congelar a liberdade de expressão dos adversários que não são violações constitucionais.

Se, por exemplo, tu tens a coragem de apoiar a definição Bíblica de casamento, e és o dono ou o director-administrativo duma companhia, tens que ser boicotado ou fechado.

O facto da maior parte das pessoas do mundo inteiro pensar como tu é irrelevante para os esquerdistas visto que para eles, todas as opiniões vindas de pessoas que não se alinham com o seu demograficamente minoritário mas economicamente bem financiado movimento revolucionário são desinformadas, ignorantes e inaceitáveis. Por enquanto, tu tens a liberdade de manter as tuas opiniões pré-históricas, desde que as mantenhas só para ti, mas Deus te livre de as afirmar publicamente ou de forma que possam ser rastreadas através do Google.

Se, e dando outro exemplo, tu acreditas que a vida tem o seu início na concepção e que o aborto está sempre errado, então tu tens que ser atacado e classificado como um misógino retrógrado que quer subjugar as mulheres e colocá-las à mercê de abortos nas escadarias. Tu não tens também a liberdade para seres contra a promiscuidade promovida pelo governo através da facilitação do acesso a produtos abortivos.

Se por acaso és um conservador sem rodeios que tem o sonho de adquirir um clube de futebol, é bem provável que precises dum encontro com a realidade. Se és um estudante conservador politicamente activo, é melhor pensares duas vezes antes de abrires a boca.

Se és uma actriz bem sucedida cuja opinião não se conforma em toda a linha com o que é aceitável segundo o dogma feminista, então é melhor pensares duas vezes antes expressares a tua opinião da forma como a fez Kirsten Dunst. Numa entrevista dada à "Harper’s Bazaar" (Reino Unido), esta actriz teve a audácia de se afastar do que é permitido dentro do movimento feminista, e expressar o seu apoio ao papéis sexuais tradicionais dentro do casamento:

Sinto que o feminino tem sido desvalorizado. Todos nós temos que obter os nosso empregos e fazer o nosso próprio dinheiro, mas ficar em casa, cuidar de crianças, ser mãe, cozinhar, são coisas com valor que me foram ensinadas pela minha mãe. Por vezes, tu precisas do teu cavaleiro com armadura brilhante. Vão-me desculpar. Tu precisas que o homem que faça o seu papel masculino e que a mulher faça o seu papel feminino.

Note-se que, antes de terminar a sua frase, Dunst sentiu em que tipo de situação se estava a meter ao dizer "Vão-me desculpar". Porque é que ela haveria de prefaciar os seus comentários sinceros, sentidos e inócuos com um pedido de desculpas?

Eu explico porquê: Hoje em dia as pessoas não têm a liberdade de afirmar pontos de vista que se encontrem em oposição aos dogmas esquerdistas. O militante lobby homossexual não é o único a exigir conformidade absoluta; há já muito tempo que as feministas militantes fazem isso a elas mesmas.

Para o feminismo militante, já não é suficiente apoiar remuneração idêntica para trabalho idêntico, ou acreditar que as mulheres têm o direito de enveredar pela profissão que elas assim quiserem. As feministas exigem que as mulheres adoptem a sua atitude hostil contra os papéis sexuais tradicionais, mesmo quando as mulheres voluntariamente os apoiam e se sentem satisfeitas dentro eles.

Os activistas esquerdistas são tão a favor da "escolha" das mulheres como são a favor da "escolha" na hora de abortar um bebé. Eles insistem que tu rejeites os papéis tradicionais dentro duma relação uma vez que eles classificam-nos de "indignos" e "destrutivos". Se por acaso tu és uma mulher que apoia a liberdade das mulheres de ter um emprego mas ao mesmo tempo defendas a existência de alguns papéis tradicionais - mesmo que limitados - tu és uma inimiga e tu tens que ser atacada e silenciada.

Note-se que no incidente da Kirsten Dunst nem se dá o caso dela ser contra o facto das mulheres serem bem sucedidas profissionalmente, como a sua própria carreira o demonstra. Mas afirmar que ela gosta de homens masculinos ou cavalhereiscos, e que as mulheres têm que ser femininas, é uma "blasfémia". O facto dela verbalizar algo que a humanidade sempre soube, desde que o ser humano foi colocado na Terra - que os homens e as mulheres são fundamentalmente distintos mas complementares - é ameaçador para as feministas.

Isto leva-nos a sentir pena da pobre Kirstn Dunst por ela descobrir o que é ter a polícia de pensamento feminista a bater-lhe a porta. Algumas feministas qualificaram-na de  "insuportável" por falar abertamente sobre o que pensa da relação homem-mulher, ao mesmo tempo que outras feministas disseram que ela era uma "burra" e que "ela nunca deveria ter permissão para dar a sua opinião perto de raparigas jovens."

Parece que as jovens mulheres tais como a Kirsten Dunst têm muito mais coragem e estão muito mais confortáveis na sua pele feminina do que as pessoas que tentam intimidá-la de modo a que ela negue a sua própria natureza. O politicamente correcto está a tornar-se cada vez mais opressor e cada vez menos razoável nas suas posições.

O mais engraçado é que apesar das inúmeras evidências em contrário, os grupos da esquerda militante ainda olham para si mesmos como grupos "tolerantes", o que é tragicamente cómico.

Modificado a partir do original

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O que se passa aqui e o velho problema da "autonomia" versus "realidade". Infelizmente para nós, vivemos numa sociedade onde, acima de tudo, a autonomia individual é sobrevalorizada. Logo, as jovens mulheres são enganadas e levadas a valorizar a "autonomia" e a "independência dos homens" (particularmente através das carreiras profissionais). A maternidade torna-se então numa "restrição" imposta  às mulheres (e uma potencial desvantagem). Isto leva-nos directamente para a ideia duma paternidade unissexual onde os homens e as mulheres têm a obrigação de partilhar precisamente as mesmas tarefas paternas (o que supostamente "liberta" as mulheres).

Nos seus comentários, Kirsten Dunst articula alguns dos problemas da visão esquerdista liberal: se a autonomia é o bem supremo. então as outras coisas têm que perder o seu valor.

Por exemplo. Dunst claramente valoriza o que a sua mãe fez por ela e não quer que isso se perca através da busca pela autonomia feminina. Ela afirma também que os relacionamentos heterossexuais fundamentam-se na distinção entre o masculino e o feminino, e que, desde logo, é melhor que os homens retenham o seu papel masculino dentro dos relacionamentos.

Outra coisa que coloca em perigo a ideologia esquerdista é a própria vocalização e defesa dos papéis tradicionais por parte duma mulher - aquela que supostamente "lutou" para se "emancipar" desses papéis alegadamente "restritivos". Se as mulheres sentem-se universalmente bem dentro do seu papel feminino nas relações, o que dizer do feminismo quando ele alega que veio para "livrar" as mulheres desse suposto "fardo"? 

Se nós observamos vez após vez que aquilo que as mulheres realmente querem não está de acordo com o que a elite feminista diz que as mulheres querem, não se torna cada vez mais óbvio que o feminismo não tem como plano primário gerar as condições necessárias para o aumento da felicidade da mulher, mas sim outro plano sinistro qualquer?



sábado, 15 de março de 2014

Porque é que as feministas odeiam as mulheres?

[PT-BR]

As mulheres solteiras têm 28% mais chances de morrer por problemas cardíacos do que as casadas, revela um estudo realizado por cientistas da Universidade Oxford. A pesquisa, publicada nesta quarta-feira pela revista BMC Medicine, foi realizada com base no acompanhamento de 735 mil mulheres britânicas, as quais apresentavam uma média de idade de 60 anos e não tinham um histórico prévio de problemas cardiovasculares e cujos casos foram seguidos durante oito anos.

 Após oito anos de analises, os cientistas concluíram que as mulheres casadas — 81% do total — contraíam as mesmas cardiopatias isquêmicas que as mulheres solteiras, viúvas ou divorciadas, mas sua taxa de mortalidade era consideravelmente mais baixa. Ao término do estudo, três em cada 100 mulheres casadas morreram por problemas cardíacos, enquanto, em relação ao outro grupo, essa média era de quatro em cada 100.

Os especialistas da Universidade de Oxford consideram que as diferenças entre ambos os grupos pode estar relacionada, principalmente, por fatores socioeconômicos e de estilo de vida. Embora os cientistas tenham mencionado que essas conclusões não são definitivas, eles acreditam que as mulheres casadas poderiam ter mais segurança financeira e mais apoio por parte de seu parceiro na hora de seguir um estilo de vida mais saudável.

O estudo explica, entre outros fatores, que as mulheres solteiras são mais propensas a viver em zonas desfavorecidas, fazer menos exercício físico, consumir mais tabaco e ter mais níveis de depressão, frente a um maior nível de ingestão de álcool entre as casadas. Esta pesquisa faz parte de uma série de estudos da Universidade de Oxford sobre fatores que relacionam o estilo de vida com doenças, como o câncer de mama, sob o título de The Million Study Women.


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Portanto, quem se preocupa com o bem estar das mulheres, promove o casamento visto que as mulheres casadas têm níveis de saúde superiores. Sem surpresa alguma, o movimento feminista (e os esquerdistas no geral) promovem a "independência" das mulheres (que em termos prácticos significa independência do marido mas dependência do governo).

Qualquer pessoa, instituição ou grupo ideológico que honestamente se preocupa com o bem estar físico e emocional das mulheres tem que necessariamente desenvolver medidas que visam o fortalecimento da instituição do casamento.

O movimento feminista, auto-conferido "defensor dos direitos das mulheres", falha neste ponto ao desencadear uma guerra cultural precisamente contra a instituição que, segundo os dados, serve de escudo protector para a mulher:
"De modo a que se possam educar as crianças com igualdade, temos que tirá-las para longe das famílias e educá-las comunalmente." (Dr. Mary Jo Bane, professora assistente de Educação na Wellesley College e directora do Centro para as Pesquisas Femininas)

"O fim da instituição do casamento é condição necessária para a emancipação da mulher. Como tal, é importante para nós encorajarmos as mulheres a deixar os maridos e deixar de viver individualmente com homens." - ("The Declaration of Feminism," November 1971)

"Uma vez que o casamento é escravatura para as mulheres, é óbvio que o movimento das mulheres tem que se concentrar em atacar esta instituição [família]. Para a mulher, a liberdade não pode ser ganha sem a abolição do casamento." - (Feminista radical Sheila Cronan)

"A realidade dos factos é que toda a mulher tem que estar disposta a ser identificada como uma lésbica de modo a ser uma feminista plena." - (Sheila Cronan, National NOW Times, Jan.1988)

"Não vamos conseguir destruir as iniquidades entre os homens e as mulheres enquanto não destruirmos o casamento." - (Sisterhood Is Powerful, Robin Morgan (ed), 1970, p.537)

"Todo a intimidade sexual, mesmo a consensual, entre um casal, é um acto de violência perpetrado contra as mulheres." - (Catherine MacKinnon - Feminista das Universidades de Michigan e Yale)
Portanto, a medicina diz que o casamento é bom para as mulheres, mas as feministas dizem que o casamento é "opressão" para elas. Em quem é que as mulheres vão acreditar: na ciência ou nas sempre voláteis opiniões feministas?

domingo, 2 de março de 2014

Maria Kang e o ódio às mulheres que cuidam do seu corpo

Uma mulher da Califórnia, entusiasta de fitness e mãe de três rapazes, entrou em modo de defesa depois duma foto sua ter gerado um rol imenso de críticas no Facebook e ela ter sido acusada de envergonhar as mulheras gordas ["fat shamming"]. 

Na foto, Maria Kang, de 32 anos, aparece com um sutiã desportivo e uns calções pequenos - revelando uma figura incrivelmente tonificada e abdominais definidos - ao mesmo tempo que está rodeada pelos seus três filhos, hoje com 1, 3 e 4 anos de idade. Pairando  por cima da sua cabeça está a pergunta, "Qual é a tua desculpa?" [“What’s your excuse?”].

A foto tornou-se viral - com mais de 16 milhões de visualizações no Facebook - e gerou mais de 12,000 comentários. E embora a maior parte dos comentários tenham sido de apoio, ao estilo "assim é que é, miúda!", muitas outros foram enervados ataques pessoais ao assunto da foto, qualificando Maria com nomes que iam desde "detestável" e "falsa", e até péssima mãe e até intimidadora.

Mas Kang, numa entrevista exclusiva à Yahoo Shine, disse que fazer com que as mulheres se sentissem mal com elas mesmas é exactamente o contrário do que ela queria. "Queria inspirar as pessoas," disse ela, acrescentando que as palavras "Qual é a tua desculpa?" nada mais eram que populares palavras emprestadas que têm sido usadas em várias campanhas de “fitspiration”.

O que eu queria dizer era algo do tipo 'Eu sei que tu pensas que não tens tempo se por acaso tens filhos. Mas se eu consigo, tu também consegues'.

Maria Kang, do Sacramento, Califórnia, é uma antiga pageant queen e concorrente de aptidão ["fitness competitor"] que em 2007 fundou uma organização sem fins lucrativos com o nome de "Fitness Without Borders". Ela é também uma bulímica em recuperação. Kang diz que entende o porquê de algumas pessoas terem reagido duma forma tão defensiva:

Eu acho que as pessoas lutam contra o seu peso. E quando a isso se adiciona o facto de ser mãe - e a pressão que encaramos para obtermos tudo e ainda sermos tudo, incluindo pessoas em forma - as expectativas são bastante elevadas. Eu acho que algumas mães olharam para a foto e pensaram "Isto é ridículo".

Mas mesmo assim, diz Kang, "Senti uma frustração enorme. Ser chamada de péssima mãe e má pessoa realmente causou mágoa em mim."

Embora ela tenha postado a sua foto no Facebook há mais de um ano, Kang reparou que ela começou a ser mais partilhada nos últimos tempos e que ela estava a gerar um turbilhão de comentários negativos dirigidos a Kang. Devido a isso, ela voltou a postar a sua foto na sua conta do Facebook, para os seus 72,000 seguidores, associando a ela um pedido de desculpas - que, diz ela, na verdade é uma "não-desculpa":

Sinto muito que vocês tenham pegado numa imagem e que a tenham ressoado duma forma não negativa. Não entrarei em detalhes mas eu batalhei com a minha genética, desordens alimentares, trabalhar a tempo inteiro sendo dona de dois negócios, não tendo um ama-seca para os meus filhos, não sendo naturalmente magra e por não trabalhar como uma personal trainer. O que eu VOU dizer é isto: a forma como vocês interpretam as coisas não é problema meu. É vosso. O primeiro passo para que vocês possam tomar posse das vossas vidas, do vosso corpo e do vosso destino e TOMAR POSSE dos pensamentos que procedem da vossa própria cabeça. Não fui eu que os criei. Foram vocês. Portanto, se vocês querem continuar a "odiar" esta imagem, habituem-se a odiar muitas outras coisas para o resto das vossa vidas.

Este post gerou um frenesim de respostas negativas, incluindo:

- "Essas coisas pequenas e preciosas precisam muito mais duma mãe do que tu teres músculos glamorosos"
- "Não é que eu precise duma desculpa, sua idiota hipócrita, mas eis a minha . . .  fibromialgia."
- "Tu fazes parte do problema de envergonhamento de corpos que está a ocorrer na América do Norte e em outras partes do mundo."
- "Tu és uma intimidadora com um sentido super inchado de ti própria"

Muitos outros, no entanto, colocaram-se do lado de Kang afirmando coisas como "Nunca peças desculpa" e "Deixem a mulher em paz e cuidem das vossas vidas" e "Muito bem!" Como consequência do dilúvio de mensagens, Kang viu-se forçada a uma página FAQ sobre a sua vida pessoal, lugar onde ela respondeu a muitas das críticas e acusações que já se tornaram comuns na sua vida. Por exemplo,

* "Tu trabalhas?" (Sim, ela tem duas pequenas instalações residenciais para os idosos).
* "Tens alguma ama-seca?" (Não)
* "Esses filhos são teus?" ("Tenho que admitir que este foi o comentário mais cómico. Obviamente, os meus filhos têm tanto a aparência da mãe como do pai", escreve ela. "Tenho origens Malais, Chinesas e Filipinas. O meu marido é branco com origens Alemãs, Francesas, Norueguesas e Espanholas. Todos eles são meus filhos.")

Kang diz que faz exercício entre 5 a 6 dias por semana, o que inclui meia hora de treino muscular e meia hora de cárdio - correr, escadas, spin ou a aula de Zumba. Ela acrescenta ainda que, embora possa parecer espantoso que ela consiga fazer exercício de maneira regular ao mesmo tempo que educa 3 crianças, ela estrutura o seu tempo de maneira que tudo funcione. Ela não vê televisão, acorda às 6 da manhã, e enquanto está no parque com as crianças, "Estou a treinar. Não chego lá e sento-me com o meu iPhone." Para além disso, ela obtém bastante ajuda do seu marido David Casler.

Casler, que sofreu uma traumática lesão cerebral num ataque bombista no Iraque, onde ele trabalhou como segurança privado, já não é capaz de trabalhar. Em vez disso, ele faz voluntariado com a organização "Team Rubicon", que oferece ajuda em zonas de calamidade.

Esta não foi a primeira vez que uma mãe voltada para o treino físico causou comoção nas redes sociais. No mês passado, uma mãe-caseira de Los Angeles recebeu uma enxurrada de críticas depois de ter postado fotos suas a levantar pesos durante o treino CrossFit.

Kang conclui dizendo que muitas coisas da vida envolvem o controle da mente sobre a matéria - quer seja a recuperar de uma ataque como aquele que o seu marido sofreu, ou permanecer em forma ao mesmo tempo que se educam três rapazes. "Realmente, tudo se centra no sítio onde tu tens a tua mente," disse ela em referência às variadas formas como a sua foto foi interpretada.

Só espero que a pessoa que se sinta realmente sobrepujada possa ver que ela pode controlar o seu destino, e saber que não há desculpas para não se ter tempo para si própria.

* * * * * * *
Maria Kang foi vitima da polícia de pensamento feminista e "feministizada" que monitoriza as redes sociais - e a sociedade em si -  de modo a que nenhum pensamento ou imagem que de alguma forma coloca responsabilidade sobre os ombros das mulheres se torne demasiado popular ou "aceite". Responsabilizar algumas mulheres pelo facto delas terem peso a mais não é mais aceitável.

As mulheres bonitas, sendo o alvo preferencial da atenção masculina, são um dos muitos alvos do movimento feminista; reduzir o padrão de beleza das mulheres é muito importante para o movimento feminista visto que, quanto mais bonita for a mulher, mais atenção e cuidados ela terá dos homens, e menos ela irá precisar de depender do movimento feminista.

Portanto, o rejeição do "fat shamming" não ocorre porque as feministas se preocupam com as mulheres mas sim porque as feministas querem manter as mulheres dentro do movimento feminista.





quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Porque é que as feministas odeiam Costanza Miriano?

Um livro de auto-ajuda fundamentado em princípios da Bíblia Hebraica - escrito por uma jornalista de 43 anos, casada e mãe de 4 filhos - que aconselha as mulheres a serem submissas aos seus maridos dentro do casamento está a causar uma comoção internacional por parte de  feministas de todo o mundo.

O livro, com o nome de "Cásate y sé sumisa", traduzido para "Casa-te e Sê Submissa", causou também a ira duma figura política espanhola com nome de Ana Mato, que segundo o The Telegraph, disse:

Acho isto desapropriado e desrespeitoso para as mulheres.

Não parece que a Ana Mato tenha explicado o que há de "desrespeitoso" em ser submissa ao marido.

Segundo uma reportagem, logo desde o princípio do livro a autora Costanza Miriano declara às mulheres que, "nós não somos iguais e não reconhecer isto é garantir uma fonte de sofrimento." Ela aconselha também às mulheres a forma de lidar com os maridos dentro do casamento:

Tens que te submeter a ele. Se tiveres que escolher entre o que tu gostas e o que ele gosta, escolhe em favor dele...quando o teu marido te disser algo, ouve com atenção como se fosse Deus a falar contigo.

Miriano, que está há 15 anos casada com o mesmo homem, explicou às suas leitoras que:

O marido não resiste a esposa que o respeita, que reconhece a sua autoridade, e que se dedica de forma leal a ouvi-lo, permanecendo do seu lado.

Partes do livro que aconselham as mulheres a lidar com problemas domésticos não foram traduzidos para o inglês:

Se não és uma cozinheira experiente ou a dona de casa perfeita, qual é o problema se ele assim o disser? Diz que ele tem razão, e que é verdade, e que vais aprender. Quando ele observar a tua doçura e a tua humildade, bem como o teu esforço para te tornares mais na pessoa que ele quer, ele também mudará. (...) As mulheres esquecem-se que não podem ter tudo: trabalhar como um homem e ficar em casa como uma mulher. O poder não foi feito para as mulheres.

Francisco Javier Martinez, o Arcebispo ode Granada, chamou o livro de "muito interessante, do ponto de vista Cristão", mas o mesmo deixou os grupos feministas espanhóis enraivecidos, levando a que algumas viessem às ruas e rasgassem cópias do livro.Activistas do grupo Anonymous deram também a sua opinião sobre o livro através duma mensagem de vídeo, qualificando-o de "misógino" e "opressor". Uma activista disse o seguinte:

Estamos fartas de ver a Igreja a olhar para nós como meros objectos feitos para satisfazer os homens, reproduzir e limpar.

Numa entrevista dada à BBC, Miriano defendeu a sua posição explicando que quando fala da mulher ser submissa no seu livro, ela não está a caracterizar a submissão como algo de negativo.

Não gosto da forma como a palavra é entendida em inglês, mas eu não a uso com conotação negativa; ela é uma palavra extraída do Livro de Efésios e de maneira nenhuma significa ser um tapete do marido. Eu uso-a no sentido etimológico de ser alguém abaixo, ou debaixo, fornecendo apoio tal como uma coluna apoia o telhado visto que nós, como mulheres, somos mais fortes. Nós somos capazes de colocar a personalidade na relação. João Paulo II escreveu que a mulher tem o génio e o talento do relacionamento, e como tal, nós somos capazes de ser o coração da família. A submissão é uma coisa muito, mas muito boa para a a mulher.

Quando lhe foi perguntado do porquê a ministra da Saúde Espanhola querer que o livro seja retirado, ela explicou que se calhar ela tem problemas com a palavra "casar".

Sinceramente, não sei. Eu pensava que era por causa da palavra "sumisa" [submissa] mas fiquei a saber que há muitos livros com a palavra "sumisa" que são vendidos nas lojas espanholas, tais como 'Diario de una sumisa'. Portanto acho que o problema talvez seja com a palavra 'cásate' [casa-te] visto que ser submissa ao marido é visto como algo terrível. Não sei bem porquê.

A mesma autora escreveu um livro com o título de "Marry Her and Die for Her" [Casa-te Com Ela e Morre Por Ela], mas não há notícia de manifestações masculinas acusarem-na de promover a morte dos homens.

Respondendo a uma questão do porquê algumas mulheres ficarem tão zangadas com o livro, ela disse:

Talvez nós não sejamos livres da necessidade de sermos reconhecidas. Quando uma mulher está em paz com ela mesma, e está totalmente realizada, ela não tem necessidade de ter reconhecida e como tal, ela pode escolher tomar uma posição de menor autoridade, não no sentido de ser o tapete mas sim no sentido de ser uma coluna.

Quando lhe perguntaram se o seu livro alegava que o feminismo havia destruído o casamento, ela respondeu:

Eu trabalho. Sou jornalista durante o dia, e à noite escrevo livros. Tenho 4 filhos. Acho que as mulheres que querem os mesmos direitos que os homens têm falta de imaginação e ambição uma vez que nós somos tão diferentes dos homens.

Ao tentar explicar o porquê do livro de Miriano se ter tornado tão popular na Espanha e em Itália, Sam Owen, psicólogo e profissional ligado aos relacionamentos, disse que isso prende-se com o desmoronar da sociedade:

Actualmente há muitas casas só com um parente e muitas famílias desfeitas, e os casais que ainda estão juntos tendem a ser pais ou avós. Se as pessoas têm um desejo ardente pelo casamento à moda antiga é porque muitos deles funcionaram tão bem. Quando se fala dos papéis dentro dum casamento, nós somos uma sociedade perdida.

Devido ao mundo em rápida mudança, ao desejo de colocar as mulheres iguais aos homens, e ao desejo de ter tudo - crianças, uma carreira bem sucedida e um marido satisfeito - os maridos e as esposas sentem-se confusos em torno do seu papel dentro do casamento e dentro da unidade família, e isto cria discórdia.


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As feministas acabam sempre por revelar a sua natureza comunista sempre que uma mulher se atreve a dar uma opinião que não está de acordo com "O Partido".

Se algumas mulheres se sentem felizes competindo com os homens dentro e fora do casamento, que o façam - ninguém as impede. Por outro lado, se as mulheres se sentem satisfeitas e felizes em serem as "colunas" que apoiam o "tecto" do casamento (isto é, submissas ao seu marido), então a escolha destas mulheres tem que ser respeitada. Se estas mesmas mulheres escolhem escrever sobre a sua experiência de serem submissas ao homem que amam, então elas não podem sofrer ataques por parte das feministas.

Mas não é isso que acontece. Segundo o feminismo, as mulheres são livres para dar a sua opinião, desde que a sua opinião esteja de acordo com a ideologia

Imaginem a comoção internacional que aconteceria se um homem (padre, de preferência) tentasse censurar um livro só porque não concorda com a tese do mesmo. Mas é precisamente isso que as feministas estão a fazer ao tentarem censurar um livro só porque não concordam com a sua mensagem.

Isto revela de modo bem óbvio que o feminismo é um movimento inimigo da liberdade de expressão, e, como tal, todas as pessoas que valorizam a liberdade devem-se colocar contra o feminismo.







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