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quarta-feira, 11 de junho de 2014

A verdade sobre a Sociedade Fabiana


“A Sociedade Fabiana tem como propósito o avanço do Socialismo.”
Fabian Tract No. 3, 1885

A verdadeiro origem, intenção e propósito do Socialismo

Poucos Britânicos estão cientes da existência da Sociedade Fabiana e menos ainda estão familiarizados com a sua ideologia, os seus objectivos, a sua influência e o seu poder. Tal como os seus próprios documentos revelam, a Sociedade sempre teve como plano estabelecer um regime Socialista controlado pela própria Sociedade. Ao contrário da mitologia (ou desinformação) política actual que afirma que o Socialismo era um movimento da classe operária, o facto é que este movimento teve as suas origens dentro das classes médias liberais capitalistas onde a Sociedade Fabiana se sentia em casa.

As figuras principais do capitalismo liberal - homens de negócios, industrialistas e banqueiros - que haviam amassado uma fortuna enorme às custas da revolução industrial, tinham como plano fortalecer a sua posição de poder e influência através de duas formas: (1) monopolizando a finança, a economia e a política; e (2) controlando a crescente classe operária urbana.

Embora o monopólio da finança, da economia e da política só pudesse ser atingido através da centralização do capital, dos meios de produção, etc., a classe operária só poderia ser controlada através da organização e de promessas de uma maior fatia dos recursos. Estas medidas formaram o cerne do livro de Karl Marx e de Friedrich Engels com o título de "O Manifesto do Partido Comunista" (1848). Ambos os autores eram da classe média, e Engels, o financiador de Marx, era um abastado industrialista do ramo têxtil.

A conexão entre a Sociedade Fabiana e os interesses financeiros subversivos.

Os fundadores, os líderes e os financiadores da Sociedade Fabiana estavam intimamente ligados com o mesmos interesses:

* Hubert Bland, um empregado bancário convertido em jornalista, trabalhou para o Sunday Chronicle (Londres), jornal cujo o dono era o magnata do mundo jornalístico Edward Hulton, que havia pertencido ao Liberal Manchester Guardian. Bland foi um dos co-fundadores da Sociedade Fabiana em 1884 e tornou-se membro do seu executivo e tesoureiro de longa data. Foi também ele que recrutou o colega jornalista Bernard Shaw.

* Bernard Shaw trabalhava para o Pall Mall Gazette de Londres, onde o Liberal renomeado William T. Stead ocupava a posição de editor e Alfred (mais tarde Lorde) Milner era o seu assistente. Tanto Stead como Milner tinham relações próximas com o magnata dos diamantes e associado dos Rothschild Cecil Rhodes, e ambos estiveram envolvidos na formação da organização secreta influente com o nome de "Grupo Milner". Havendo sido recrutado para a Sociedade Fabiana pelo seu amigo Hubert Bland, Shaw recrutou em 1885 e em 1886 Annie Besant e os seus amigos Sidney Webb, Sydney Olivier e Graham Wallas.

Para além da sua intriga política, os Fabianos trabalhavam também formas de assegurar uma posição social e financeira mais elevada para eles próprios. O amigo e companheiro de Shaw, e líder da Sociedade Fabiana, Sidney Webb casou-se com Beatrice, filha de Richard Potter, um financista rico com conhecimentos internacionais e alguém que foi presidente da "Great Western" e "Grand Trunk Railways of England and Canada". Beatrice era também amiga próxima de Arthur Balfour, associado dos Rothschild e Primeiro Ministro do Partido Conservador.

O próprio Shaw casou-se com Charlotte, filha de Horace Payne-Townshend, um rico investidor da Bolsa de Valores. Ele foi contratado pelo milionário William Waldorf (mais tarde Lorde) Astor, dono do Pall Mall Gazette, e tornou-se amigo próximo de filho deste último (e líder do Grupo Milner) bem como da sua esposa Nancy. Entrevistas a Shaw e a Webb (provavelmente escritas pelo próprio Shaw) foram publicadas pelo Pall Mall e pelo St. James’s Gazettes (Ratiu, 2012).

Á medida que Shaw, Webb, Olivier e Wallas se tornaram no dominante "Big Four" dentro da Sociedade Fabiana, tornou-se claro que a Sociedade era uma organização privada dirigida por elementos no emprego de meios de comunicação representando os interesses dos capitalistas liberais. De facto, na lista de financiadores da Sociedade estavam nomes como John Passmore Edwards - associado de Richard Cobden, fabricante têxtil e líder da Liberal “Escola de Manchester”. Disto se deduz que tanto Karl Marx como a Sociedade Fabiana foram financiados por interesses industriais com ligações à esquerdista Escola de Manchester e ao mundo dos média.

Estes interesses já de si poderosos eram aliados do Grupo Rothschild, que tinha ligações duvidosas não só com os média e a indústria esquerdista de Manchester, mas também ao mundo da finança da mesma cidade; o primeiro porto de escala dos Rothschild na Inglaterra foi em Manchester, onde o patriarca do grupo Nathan Meyer Rothschild deu início à sua carreira de comerciante têxtil.

A Sociedade Fabiana estava em contacto permanente com os Rothschild, mas usava também intermediários como Lorde Arthur Balfour. Os Balfours encontravam-se entre os principais representantes do poder financeiro da Grã-Brtanha, e estiveram envolvidos na criação de organizações que avançavam com os interesses dos poderosos financeiros, desde a Liga Anglo-Americana e a Sociedade dos Peregrinos, até à Liga das Nações. Ao mesmo tempo que o seu irmão era o Presidente do "Board of Trade",  Arthur Balfour serviu como o Presidente do "Local Government Board" e mais tarde como Primeiro Ministro e  Ministro dos Negócios Estrangeiros. Enquanto se encontrava nestas posições, ele estava em comunicação regular tanto com Lorde Rothschild como também com Sociedade Fabiana, e usou a sua posição para avançar com os interesses de ambos.

A Sociedade Fabiana tem também estado próxima dos Rockefellers, que são Socialistas Fabianos dissimulados. David Rockefeller escreveu uma tese simpatética ao Socialismo Fabiano quando se encontrava em Harvard, e estudou economia esquerdista na Fabiana "London School of Economics". Sem surpresa alguma, desde os anos 20 que os Rockefellers têm financiado inúmeros projectos Fabianos, incluindo a "London School od Economics" (Ratiu, 2012).

A Sociedade Fabiana continua a ser financiada por entidades subversivas tais como a Comissão Europeia e a "Foundation for European Progressive Studies" (FEPS), uma operação levada a cabo por toda a União Europeia por parte do Parlamento Europeu, que trabalha para a Europa Socialista. E isto ocorre em parceria com companhias globais tais como a Pearson, uma associada de longa data da Lazard e dos Rothschild (desde os início do século 20 que Pearson tem sido um accionista principal no banco Lazard, que faz parte dos Grupo Milner, e é, juntamente com os Rothschilds, co-proprietário do "The Economist Group").

A Sociedade Fabiana, o Partido Trabalhista, e o controle Fabiano da classe operária

Os Rothschild, os Rockefeller e uma aliança de interesses foram as forças motoras por trás de iniciativas "liberais" (isto é, esquerdistas) tais como "comércio livre", "paz mundial", "fraternidade universal", e "organização mundial", o que inexoravelmente leva à abolição da soberania nacional e à imposição do governo mundial. Eles estiverem também por trás do Socialismo como forma de subornar e controlar a classe operária através de operações tais como a Sociedade Fabiana e o Grupo Milner.

Que a classe operária Britânica não iria "correr de braços abertos para o Socialismo" era algo que a liderança da Sociedade Fabiana já havia descoberto - tal como o admitiu de forma cândida o Secretário da Sociedade Fabiana Edward R. Pease. Devido a isto, o primeiro passo para a Sociedade era o de conquistar a classe operária para os seus próprios fins. Um passo rumo a isto foi a formação do Partido Trabalhista Independente ("Independent Labour Party" - ILP).

O ILP foi fundado durante uma conferência Fabiana em 1893, e foi formado com a união de 70 sociedades Fabianas locais e liderado pelo Fabiano Keir Hardie, que antes disso tinha co-fundado a Segunda Internacional com Friedrich Engels. O propósito do ILP de controlar o movimento laboral e Socialista para os seus próprios fins é algo evidente a partir do livro de Beatrice Webb com o título de "Diary", bem como outros documentos Fabianos (Ratiu, 2012).

Outra organização política que tem em vista o mesmo propósito Fabiano é o Partido Trabalhista. 
 criado em 1900 por Keir Hardie e por outros Socialistas, durante os primeiros dois nos da sua existência o Partido Trabalhista era conhecido como o “Labour Representation Committee”.

Que este partido não representava os trabalhadores é evidente pelos número de Fabianos da classe média envolvidos na sua formação - que iam desde Bernard Shaw, Sidney Webb até Edward R. Pease. Desde o princípio, Pease, como um dos fundadores da Sociedade Fabiana, instalou-se como o Executivo do Partido Trabalhista, seguido de Sidney Webb e outros.

Desde então, a Sociedade Fabiana mantém o controle sobre o Partido Trabalhista: a constituição deste Partido, bem como o manifesto e a política do mesmo, foram todos escritos por vários Fabianos tais como Arthur Henderson e Sidney Webb; todos os governos Trabalhistas desde 1924 a 1997-2000 eram compostos quase exclusivamente por membros da Sociedade Fabiana; isto também se aplica aos Primeiros-Ministros do Partido Trabaalhista, com a única excepção sendo Ramsay MacDonald (que se demitiu da Sociedade em 1900 devido a discórdias em torno da Guerra Boer; mas mesmo assim, permaneceu como colobarador próximo e nomeou colegas Fabianos para posições importantes dos seus governos).

A Sociedade Fabiana e o seu controle da sociedade moderna

O impulso dos Fabianos para o controle total não se limitou à classe operária. O propósito declarado da Sociedade era o de conquistar e controlar os cidadãos Britânicas, "para lucro seu, e para o seu próprio bem" (Fabian News, Setembro de 1897). Tendo em vista este propósito, e para não ser só falar a política, a Sociedade determinou-se a controlar a educação, a cultura, a economia, o sistema legal e até a medicina e a religião. Isto foi realizado através duma vasta gama de organizações sociedades e movimentos interligados:
  • Educação: sociedades universitárias e escolas tais como a "London School of Economics"
  • Cultura: o movimento Nova Era, a "Central School of Arts and Crafts", a "Leeds Arts Club", o "Fabian Arts Group" e a "Stage Society"
  • Economia: a "London School of Economics" e a "Royal Economic Society"
  • Sistema Lega: a Sociedade Haldane
  • Medicina: a Liga Médica Socialista
  • Religião: o movimento de Igrejas Trabalhista (mais tarde, Socialista), a "Christian Socialist Crusade", a "Christian Socialist League" e a "Christian Socialist Movement", etc. (Ratiu, 2012).
A Sociedade Fabiana e a ditadura

Apesar de todo o seu discurso hipócrita em torno da "democracia", as intenções ditaturiais da Sociedade Fabiana foram revelados bastante cedo através de declarações e acções da sua liderança. No ano de 1927, o líder Fabiano Bernard Shaw declarou abertamente que os Fabianos têm que libertar o movimento Socialista "das suas antiquadas amarras democráticas", e que eles "não tinham qualquer tipo de relação com a liberdade", que a democracia era "incompatível com o Socialismo" - tal como provado pelo Estalinismo, uma sub-corrente do Socialismo muito admirada pela liderança Fabiana.

Os Webbs e os Shaws juntamente com os Astors visitaram a Rússia Soviética no início dos anos 30 e voltaram cheios de elogios para com Estaline e para com o seu regime assassino. Os Webbs escreveram um enorme documento de propaganda, listando as "conquistas" do Comunismo Russo, com o título de  "Soviet Communism: A New Civilization". Em 1948, dois anos antes da sua morte, Shaw disse que "Estaline era um bom Fabiano."

A Sociedade Fabiana e o Governo Mundial

Fora da Grã-Bretanha, o objectivo final da Sociedade Fabiana - que é buscado através do Partido Trabalhista e através de outras organizações de fachada tais como a Internacional Socialista e as Nações Unidas - tem sido o de estabelecer um Governo Mundial Socialista (Ratiu, 2012).

As Nações Unidas foram criadas em 1944 como sucessora da Liga das Nações Milner-Fabiana, e com o envolvimento dos Fabianos Socialistas Rockefellers e o seu "Council on Foreign Relations" (CFR); desde o princípio que a organização Nações Unidas se encontrava dominada por Socialistas com ligações à Internacional Socialista tais como Paul-Henri Spaak, Trygve Lie, Dag Hammarskjold e muitos outros. A própria Internacional Socialista foi criada em 1951 pela Sociedade Fabiana Londrina como sucessora da Primeira Internacional de Karl Marx. A sua função principal tem sido a de coordenar o movimento Socialista por todo o mundo em particular, tendo em vista o estabelecimento do governo mundial e promovendo as Nações Unidas como um instrumento central para que isso seja levado a cabo:

O objectivo final dos partidos da Internacional Socialista é nada menos que um governo mundial. Como passo inicial rumo a isto, buscamos formas de fortalecer as Nações Unidas de modo a que isto se torne cada vez mais eficaz .... A adesão às Nações Unidas tem que ser tornada universal. (“The World Today: The Socialist Perspective,” Declaration of the Socialist International Oslo Conference, 2-4 June 1962).

Isto foi repetido pelos partidos (e governos) Socialistas por todo o mundo, tendo o Partido Trabalhista Britânico estado na linha da frente:

O Partido Trabalhista permace fiel à sua crença a longo prazo de estabelecimento duma co-operação Este-Oeste como base para que uma reforçada Nações Unidas se desenvolva rumo ao governo mundial ... Para nós, o governo mundial é o objectivo final e as Nações Unidas são o instrumento escolhido....  (Labour Party manifesto 1964).

A Sociedade Fabiana e o Grupo de Bilderberg

É interessante ressalvar o que os membros mais importantes do Grupo Bilderberg disseram acerca do Grupo. David Rockefeller escreve que,

.... as reuniões Bilderberg têm que induzir visões apocalípticas de banqueiros internacionais omnipotentes conspirando com oficiais governamentais sem escrúpulos para impor esquemas ardilosos sobre um mundo desconhecedor e confiante. (Rockefeller, pp. 410-1).

Denis Healey escreve:

Nos EUA eles [os membros do Grupo Bilderberg] foram atacados como um esquema esquerdista criado para subverter os EUA, mas na Europa eles foram atacados como um esquema capitalista feito para fragilizar o socialismo.  (Healey, p. 196)

Na verdade, ambas as declarações estão correctas, exceptuando a estranha ideia - sem dúvida, criada pelos Socialistas como manobra de diversão - de que as actividades do Grupo iriam, se alguma forma, "fragilizar o Socialismo". A realidade dos factos é que o Grupo Bilderberg tem sido uma operação Socialista desde a sua criação: levando em conta tudo o que se sabe, o Grupo Bilderberg é uma ideia do Socialista Polaco Joseph Retinger, que era um colaborador próximo da Sociedade Fabiana. 

Sediado em Londres, Retinger havia sido responsável pela co-ordenação de vários ministros Europeus que se encontravam no exílio durante a guerra. Depois da guerra, ele foi nomeado como secretário-geral de várias organizações que promoviam projectos Socialistas tais como a "Independent League for European Co-operation" (ILEC) e a "European League for Economic Co-operation" (ELEC). Estas organizações foram financiadas por David Astor, e por interesses associados, e elas tornaram-se na força motora por trás do movimento por uma Europa unida (Ratiu, 2012).

O envolvimento de figuras de topo do mundo financeiro revela que Grupo Bilderberg foi de facto a criação de interesses financeiros. A diferença é que estes interesses não eram "capitalistas" mas Socialistas. David Astor, que se tornou membro, era um dos líderes do pró-Socialista Grupo Milner.

Outras figuras do mundo financeiro que participaram nos encontros Bilderberg desde a primeira conferência (1954) eram Socialistas Fabianos de longa data tais como David e Nelson Rockefeller; Joseph E. Johnson, presidente do "Council on Foreign Relations" (CFR), criado pelos Rockefellers, e presidente do "Carnegie Endowment for International Peace", também controlado pelos Rockefellers; e Dean Rusk, director do CFR, director da Fundação Rockefeller, co-presidente do Grupo Bilderberg e (começando em 1961) Secretário de Estado Democrata.

A única pessoa mais ou menos capitalista presente era o presidente do Grupo, o Príncipe Bernhard da Holanda. No entanto, ele era controlado por Retinger que, como um antigo membro dos serviços secretos, tinha na sua posse informação relativa à vida pessoal Bernhard (de Villemarest, p. 15) e claramente o tinha escolhido para esconder a trilha socialista.

O lado político era também dominado por Socialistas tais como Denis Healey e Hugh Gaitskell do comité executivo da Sociedade Fabiana. Healey era também membro e mais tarde presidente do "Fabian International Bureau Advisory Committee" bem como conselheiro do "Chatham House" (RIIA). O seu colega "Conservador" no comité de liderança era Reginald (“Reggie”) Maudling, Secretário do Tesouro de Churchill, e alguém que havia sido um apoiante chave do programa de nacionalização do Partido Trabalhista. Membros Franceses incluíam pessoas como Guy Mollet, Vice-Presidente da Internacional Socialista controlada pela Sociedade Fabiana, líder da Secção Francesa do Partido Internacional (mais tarde, Socialista) dos Trabalhadores (SFIO), e alguém que mais tarde se tornou Primeiro Ministro de França, e o seu assistente Jacques Piette comité executivo do SFIO.

A Sociedade Fabiana ocupou uma posição dominante na cena Socialista internacional não apenas devido às suas ligações com os Rockefellers e com outros aliados poderosos Americanos, mas também graças ao facto de ter sido uma das poucas organizações Socialistas na Europa que permaneceu intacta durante a ocupação Alemã.  Esta posição única permitiu que ela desse início à Internacional Socialista depois da guerra, e isso claramente se reflectiu dentro do Grupo Bilderberg.
Igualmente clara é a relação entre os líderes Socialistas Fabianos e os interesses financeiros envolvidos. Enquanto que Retinger era subsidiado por David Astor, tal como já dito, Healey e Gaitskell desfrutavam de favores tais como incursões no estrangeiro pagas por organizações controladas pelos Rockefeller (associado de longa data dos Astors), nomeadamente, a Fundação Ford, a FundaçãoRockefeller, e a CIA.

Os interesses dos Rothschild também não estavam ausentes do comité de liderança do Grupo Bilderberg. Eles têm sido fortemente representados por figuras tais como Sir Evelyn de Rothschild da "N. M. Rothschild & Sons", e o seu primo Edmond de Rothschild, líder do grupo bancário privado "Edmond de Rothschild Group", com filiais em Paris e em Genebra.

David Rockefeller alega que o Grupo Bilderberg discute assuntos importantes "sem atingir qualquer tipo de consenso". Healey, que qualificou as conferências Bilderberg  de "muito valiosas", explica que o valor real de tais encontros está "nos contactos pessoais fora das salas de conferência".

De facto, estes contactos levam as coisas para outro lado, onde o consenso é de facto atingido. Foi num dos encontros Bilderberg que David Rockefeller se encontrou com o presidente do "Royal Dutch Petroleum", John Loudon, a quem ele nomeou presidente do "Chase Bank International Advisory Committee" (IAC) nos finais dos anos 60.

Oportunidades para se atingir consensos são também disponibilizadas pelos encontros anuais da Comissão Trilateral, outra operação Rothschild-Rockefeller que, para alegria expressa de Rockefeller, é um "vigoroso e eficaz colaborador na cena mundial" (Rockefeller, p. 418).

Isto leva-nos a inferir, então, que a função principal de Grupo Bilderberg é o de servir de fórum preliminar para os encontros da Comissão Trilateral e eventos relacionados. Mas isto não quer dizer que as conferências Bilderberg são só conversa. Elas já produziram projectos favorecidos pelos interesses financeiros internacionais, tais como o Tratado de Roma de 1957, que criou a Comunidade Económica Europeia (CEE), isto é, "mercado comum" (Aldrich, p. 216). e continua a ser um ponto de encontro importante onde projectos similares (que levam ao governo mundial) são discutidos sem a participação ou conhecimento do público geral.

O papel do Grupo Bilderberg nos esforços feitos rumo ao governo mundial foi confirmado pelo importante Fabiano Healey, co-fundador da Internacional Socialista e do Grupo Bilderberg, que admitiu que o grupo tem como propósito atingir “um governo mundial unido” (Birrell, 2013).

À luz dos factos mencionados em cima, a identidade e os objectivos da Sociedade Fabiana representados pela Internacional Socialista e pelos partidos tais como o Partido Trabalhista, por um lado, e os objectivos e interesses financeiros internacionais representados pelas Nações Unidas e pelo Grupo Bilderberg, por outro lado, tornam-se indisputáveis. (Ratiu, 2012)

Referências na fonte: "The truth about the Fabian Society" http://bit.ly/SKpx0x



domingo, 12 de janeiro de 2014

As origens do Politicamente Correcto

Por Cartes A. Jouer

Quando eu era um estudante na "International School of Tanganyika" em Dar Es Salaam - Tanzânia - durante a minha adolescência, frequentei a minha aula de "Humanidades" que ocorria todas as Terças de manhã. O tópico do dia era a "Revolução Industrial". Depois de discutir o clima histórico de onde surgiu a revolução industrial, a minha professora deu-nos uma visão generalizada de Karl Marx (e das ideias que ele formulou) para explicar este evento histórico monumental. Ela explicou-nos que ele havia sido "pensador mais profundo" de sempre e que as suas ideias haviam alterado o curso da história.

De facto, as suas teorias mudaram o curso da História.

A minha professora ressalvou que as suas teorias eram tão complicadas que a maior parte das pessoas facilmente as entendia da forma errada; devido a isso, ela aconselhou-nos a manter uma atitude céptica em relação aos críticos de Marx. Eu levantei a minha mão e perguntei à minha professora se ela concordava que o Bolchevismo e o Maoísmo haviam causado a morte de milhões na sua tentativa de trazer para a realidade política as ideias Utópicas de Marx, e se ela concordava que Lenine e Mao eram Marxistas convictos. Parecia que as minhas perguntas haviam causado a que ela ficasse vermelha (sem trocadilho). Batendo a sua mão na mesa, ela respondeu de modo lívido "Mas eles não eram Marxistas GENUÍNOS!!"

Eu sou um estudante universitário Canadiano, nascido no continente Africano e criado fora do Canadá - em vários países Este-Africanos e partes do Médio Oriente. Frequentei tanto as escolas Britânicas como as "Escolas Internacionais" - as primeiras usavam um currículo Britânica standard enquanto que as últimas haviam aderido ao "International Baccalaureate", ou IB para encurtar. Só para ressalvar, o IB é um curriculum educacional recente que descobri e ele está a tornar-se bastante popular dentro do crescente número de escolas privadas que estão a aparecer pelo Canadá e pelos Estados Unidos (e por todo o mundo ocidental).

Estas escolas são aquelas para onde a classe média (se tiverem posses suficientes) e os ricos enviam os seus filhos para receber, alegadamente, uma educação de elite. O que muitos pais não sabem é que quando eles enviam os seus filhos para a maior parte das escolas actuais - tanto públicas como privadas - eles estão a enviar os filhos para sítios onde eles são indoutrinados com uma forma insidiosa de educação Marxista conhecida como "Marxismo Cultural", que inculca dentro dos estudantes uma visão do mundo que os torna incapazes de pensar de modo crítico à cerca de qualquer tópico intelectual importante nas ciências sociais - tanto no presente como no passado. O Ocidente pode ficar grato pelo facto da ciência ainda estar relativamente protegida desta visão do mundo, mas também isso, infelizmente, está a mudar. Mas isso é outro problema que é melhor deixar de parte por agora.

Desde os anos 60 que o "Marxismo Cultural" tem sido forçado aos estudantes desde os primeiros dias da sua experiência estudantil. Nos últimos 60 anos, essa ideologia tomou conta e passou a dominar as instituições ocidentais. Para além disso, é importante ressalvar que actualmente esta ideologia penetrou as instituições mais importantes e continua a fazer progressos como forma de avançar com a sua agenda dogmática.

Foi através do sistema educacional (especialmente das universidades) que esta ideologia fez a sua primeira aparição na América do Norte. Hoje em dia, ela está fortemente presente nas escolas públicas e nas escolas particulares. (...)

Porque é que os filhos dos ricos e as democracias liberais que vivem sob organizações políticas dedicadas ao capitalismo e à liberdade individual estão a promover uma visão do mundo Marxista que se encontra dedicada a colocar um ponto final ao seu modo de vida? Para entender a forma e o porquê disto estar a acontecer, temos que explorar o fenómeno conhecido como "Politicamente Correcto". Para fazer isto, temos que fazer perguntas fundamentais que nos ajudam a incidir alguma luz sobre a história desta perigosa e insidiosa visão do mundo ideológica.

1) O que é o "Marxismo Cultural", de que forma ele difere do "Marxismo-Económico" e como é que as sua disseminação educacional levou-nos à visão do mundo "politicamente correcta"?

2) Qual é a sua história intelectual?

3) Quais foram as figuras mais importantes e os responsáveis por ele?

4) Quais foram as teorias que cada um contribuiu para o sucesso desta ideologia?

De modo a que possamos entender o verdadeiro significado da forma de pensar politicamente correcta, e a forma como ela afecta a sociedade, é importante examinar as origens ideológicas que causam a que indivíduos, organizações, universidades, agências governamentais e os média a ajudem e a promovam. O "Politicamente Correcto" é um estado de espírito, ou, dito de outra forma, é a lente através da qual os indivíduos ou as organizações são levadas a olhar para o mundo. Aqueles que são "politicamente correctos" têm que ser vistos como pessoas que estão sob o efeito de uma das muitas formas de influência do enquadramento ideológico conhecido como "Marxismo Cultural".

A agenda Marxista cultural pode ser rastreada até um individuo chamado Antonio Gramsci, um Comunista italiano que estava desapontado por ver que o Bolchevismo tinha falhado em se propagar pela Europa após a Primeira Grande Guerra. Enquanto ele se encontrava na prisão, ele escreveu um livro que, essencialmente, apelou aos Marxistas mais dedicados que mudassem a sua metodologia tendo em vista a instalação do seu sonho utópico socialista-marxista nos países ocidentais.

No seu "Manifesto Comunista", Karl Marx afirmou que só quando uma revolução violenta liderada pelo proletariado (trabalhadores da fábrica) se levantasse e matasse os burgueses é que a sociedade sem classes emergiria. Ele alegou que esta revolução teria lugar nos países capitalistas e industrializados (tais como a Inglaterra e aqueles que, como ela, haviam liderado a revolução industrial). Marx estava errado e o resto é história, ou pelo menos deveria ser para aqueles que estão dispostos a ver as coisas como elas são.

Gramsci, no entanto, avançou com uma nova metodologia através da qual esta Revolução Cultural haveria de acontecer, e ela não assentava no uso das armas ou da violência, mas sim através da educação por meio da lenta erosão das ideias fundamentais que amparam as sociedades capitalistas ocidentais. Gramsci e os seus pares desbravaram o caminho para uma nova forma de "Pesquisa Social", e as ideias que passaram a estar sob ataque por parte de Gramsci e dos seus seguidores eram aquelas tais como a identidade tradicional ocidental da família, o casamento, da religiosidade e das normais sexuais (citando algumas). O seu propósito era o de inverter as tradições das sociedades ocidentais como forma de se atingir o objectivo da revolução.

No entanto Gramsci não foi o único responsável pela disseminação bem sucedida do Marxismo Cultural; ele apenas assentou os fundamentos. Através das instituições de ensino, estes Marxistas culturais buscaram formas de impor uma ortodoxia de pensamento e de comportamento que é intrinsecamente totalitária.

É importante entender que há 4 paralelos importantes entre o "Marxismo Económico" clássico e o "Marxismo Cultural".
  • O "Marxismo Cultural" (que causa o "Politicamente Correcto") partilha com o "Marxismo Clássico" o sonho duma sociedade "sem classes", onde todos são iguais em condição, mas não em oportunidade.
  • O segundo paralelo entre as duas formas de Marxismo é que ambas explicam a História através duma só lente. O "Marxismo Clássico" alega que a História centra-se apenas entre aqueles que controlam os meios de produção, enquanto que o "Marxismo Cultural" alega que certos grupos têm mais poder que os outros.
  • O 3º paralelo é que ambas as ideologias dividem a sociedade entre dois grupos distintos: um que é moralmente bom, e outro que é moralmente maligno. Dito de outra forma, a sociedade divide-se entre aqueles que oprimem e aqueles que são oprimidos.
  • Finalmente, no "Marxismo Clássico" isto é expressado através da distinção entre o proletariado (operários de fábricas) e os burgueses (donos dos meios de produção). No "Marxismo Cultural", a distinção não é simplesmente algo que gira em torno da classe, mas sim um conflito entre o Homem Ocidental e os "outros" (muçulmanos, feministas, homossexuais, nativos, refugiados Jordanos também conhecidos por Palestinos ....etc), onde o homem ocidental é o opressor e todos os outros são os oprimidos.
O que une estes dois tipos de Marxismo de forma bem profunda é o autoritarismo que ambos defendem como forma de resolver os alegados males que eles observam na sociedade. Para o "Marxismo Económico" ou "Marxismo Clássico", o autoritarismo manifesta-se no desejo da destruição dos capitalistas pelas mãos do proletariado, e pelo insensível assassinato de qualquer pessoa que se oponha à sua agenda (como referência confirmadora, veja-se a história da revolução Bolchevique na Rússia e as purgas que ocorreram). Para os "Marxistas Culturais" é a presunção duma autoridade moral para os grupos que eles arbitrariamente classificaram de "oprimidos" - grupos esses que eles apoiam e  defendem.

Ao mesmo tempo que os "Marxistas Culturais" apoiam os grupos alegadamente "oprimidos", eles ostracizam, demonizam, intimidam, fazem ameaças físicas com frequência, e envolvem-se em calúnias vitriólicas contra qualquer pessoa que discorde da forma como eles olham para o mundo.

Nidal Malik Hassan e o Politicamente Correcto

O exemplo mais gritante do "Marxismo Cultural" em operação no dias de hoje é o caso do psicólogo militar muçulmano e americano Nidal Malik Hassan. No dia 5 de Novembro de 2009, e numa das maiores bases militares americanas, Fort Hood, Nidal Hassan matou 13 militares, e feriu 29 outros, enquanto gritava "Alá é o maior" (“Allah Hu Akbar”). Segundo algumas testemunhas, antes do evento, ele distribuiu Alcorões à porta da loja de conveniência local que ele frequentava, facto confirmado após o dono da loja ter entregue as gravações das câmaras de segurança validando as declarações feitas pelas testemunhas. Para além disso, ele usava a tradicional roupa islâmica. Tudo isto são acções levadas a cabo por muitos jihadistas muçulmanos antes das suas missões suicidas.

À medida que os eventos começaram a ser bem conhecidos pelo povo americano, a líder do "Department of Homeland Security", Janet Napolitano, disse o seguinte numa conferência de imprensa realizada na capital dos Emiratos Árabes Unidos (Abu Dhabi):

Obviamente que somos contra - e nem acreditamos em - comportamentos anti-islâmicos que possam emanar disto.

Ela continuou, explicando que Nidal Hassan era "um indivíduo que, obviamente, não representa a fé islâmica". Infelizmente, as suas declarações não poderiam estar mais longe da verdade. Nidal Hasan era um psicólogo militar em Fort Hood, e a sua responsabilidade era a de preparar mentalmente os soldados que iriam ser enviados ao Afeganistão e no Iraque. A sua reputação, no entanto, era uma fonte de preocupação para aqueles que presenciavam as suas palestras.

Um ano antes de Hassan ter levado a cabo o massacre, ele deu uma apresentação compreensiva à sua turma onde explicou o porquê dos soldados muçulmanos terem que desobedecer as ordens e se recusarem a serem enviados para o Iraque e para o Afeganistão. Na sua apresentação, ele explicou que, segundo a lei islâmica, os muçulmanos devem ser fiéis à sua religião mesmo que se encontrem sob a autoridade legal dum líder politico não-muçulmano.

Isto foi confirmado pela blogueira e activista dos direitos humanos Pamela Geller, cuja pesquisa desenterrou o acrónimo "SoA (SWT)" no cartão profissional de Nidal Hasan. Este acrónimo é um diminutivo para "Soldier of Allah" [Soldado de Alá], e devido a isso, precede o acrónimo SWT, que é a translineação fonética da invocação arábica que os muçulmanos fazem depois de se referirem à palavra "Alá"; ela significa "que ele [Alá] seja glorificado e exaltado".

Para todos aqueles que estavam suficientemente familiarizados com a lei islâmica e a história da jihad, a apresentação era essencialmente a mensagem pública de Nidal para aqueles à sua volta de que ele seguiria o caminho de outros jihadistas. Escusado será dizer isto, mas todas as evidências apontam para o facto de Nidal ter agido de forma premeditada e calculada, motivado pela sua devota convicção muçulmana de que se deve seguir o entendimento clássico da lei islâmica e agir em conformidade.

Os oficias da lei reportaram que, depois de terem revisto o computador e as contas de email de Hasan, ficou evidente de que ele havia visitado numerosos sites que não só  propunham o entendimento islâmico clássico de jihad, como encorajavam os muçulmanos a viver nos países não-muçulmanos a levar a cabo actos de violência contra os opressores "Kuffar" (não-muçulmanos).

O caso de Nidal Hasan e do massacre por ele levado a cabo, é, portanto, um exemplo claro do Policitamente Correcto fora do controle que invadiu as forças militares Americanos e o "Department of Homeland Security" (especialmente sob a autoridade da administração de Obama). Segundo o Daily Caller, em Novembro de 2011, o próprio Obama exigiu que todo o material de treino usada por e para as comunidades policiais de segurança nacional que de alguma forma unissem o islão ao comportamento violento fosse abandonado como forma de "não ofender" os muçulmanos. Depois duma conversa com o Procurador-Geral Eric Holder, Dwight C. Holton disse o seguinte:

Quero que isto fique bem claro: qualquer material que caracteriza o islão como uma religião violenta ou com tendência para a violência, está errado, é ofensivo e é  contrário a tudo o que este presidente, este procurador-geral e o Departamento de Justiça representam. Este tipo de material não será tolerado.

Com um pequeno esforço e um entendimento mínimo das motivações por trás dos terroristas muçulmanos, a tragédia de Fort Hood poderia ter sido impedida. Tudo o que era precisa fazer era uma examinação das palestras de Hasan e reparar no óbvio conflito de interesses que existia ao se deixar que um indivíduo que era publicamente um muçulmano devoto trabalhasse para as forças militares e tivesse responsabilidades imensas, acesso diário e autoridade sobre soldados em vias de serem enviados para zonas de conflito.
A Escola de Frankfurt

O princípio mais importante que ressalva os dois sistemas - "Marxismo Clássico" e o "Marxismo Cultural" - é a metodologia aceite que é usada para "provar" a "verdade" dos seus dogmas. Para os Marxistas Económicos, a análise é estritamente económica ao mesmo tempo que para os Marxistas Culturais é o uso do que é chamado do método de "desconstrução" através do método da "teoria crítica" (definida simplesmente como uma crítica negativa a tudo o que não se gosta).

A metodologia da desconstrução é o entendimento de que a desigualdade social provém da acção de forças específicas que são usadas para oprimir as minorias. A língua, o sexo, ou as formas económicas da análise Marxista, são então usadas para explicar as alegadas desigualdades (quer seja a opressão sobre a mulher dentro da estrutura familiar tradicional, ou a alegada opressão sobre os muçulmanos feita pela suposta sociedade "islamofóbica").

As raízes históricas do "Marxismo Cultural", que é a fonte do que é hoje o politicamente correcto, emergiram dentro dum grupo de pensadores provenientes da Escola de Frankfurt, que se chamava originalmente "Instituto de Pesquisas Sociais" e foi fundada por Carl Brunberg na cidade Alemã que dá o nome à escola. Brunberg era um professor Marxista de Direito e Política na Universidade de Viena, que, por essa altura, era uma escola associada à Universidade de Frankfurt". No ano de 1929 Grunberg reformou-se da Escola de Frankfurt e entregou a liderança a Max Horkheimer, que se tornaria numa figura instrumental no futuro da instituição.

As origens primordiais da escola podem ser rastreadas até Felix Weil, filho dum industrialista que ajudou assegurar um enorme financiamento privado por parte do seu pai. Este financiamento ajudar a fundar o Instituto de Pesquisas Sociais (tornando-se mais tarde na Escola de Frankfurt). Weil era um jovem Marxista que havia estudado na Universidade de Tubingen, e depois em Frankfurt. 

Enquanto estudante Weil apaixonou-se pelas ideias de Karl Marx e, mais tarde, financiou a "Primeira Semana de Trabalho Marxista" (Erse Marxistische Arbeitswoche), um clube social composto por indivíduos que partilhavam a paixão pela pesquisa social Marxista. Entre estes indivíduos encontravam-se Marxistas Culturais mais tarde famosos tais como George Lukacs, Karl Korsch, Herbert Marcuse e outros que se tornariam líderes da teoria social Marxista e contribuintes da Escola de Frankfurt.

A Escola de Frankfurt, que foi a primeira do seu tipo na Alemanha, dedicava-se a disseminar e desenvolver uma nova forma de pesquisa de orientação Marxista. Weil, com a ajuda do seu pai, negociou com o Ministério da Educação e assegurou para o instituto uma licença estadual oficial que permitia à escola ser reconhecida como uma instituição educacional formal. Apesar da sua agenda académica claramente totalitária, no princípio dos anos 30 os fundadores da escola encontraram-se em confronto directo com Adolf Hitler do Partido Nacional Socialista.

Ironicamente, e ao mesmo tempo que isto acontecia, os Bolcheviques já estavam a enviar pessoas para os gulags. Isto significa que practicamente no mesmo período histórico, dois movimentos políticos motivados por ideias socialistas começaram a impor a sua vontade política totalitária.

Portanto, debaixo da crescente sombra do Nazismo, os fundadores da Escola de Frankfurt deixaram a Alemanha e continuaram com o seu trabalho em Nova York, onde eles prosperariam, continuando com a sua agenda institucional de destruir o capitalismo a partir da Torre de Marfim.

Quando a Escola de Frankfurt se mudou para o outro lado do Atlântico, ela ganhou fácil acesso nas universidades dos Estados Unidos, onde conquistaram o apoio dos seus estudantes - que eram demasiado ingénuos para entender a natureza do que lhes estava a ser ensinado. Estes estudantes que aprenderam sob a direcção dos professores da Escola de Frankfurt iriam mais tarde ocupar os lugares de ensino das universidades actuais.

Durante a década 30, as sociedades Ocidentais não tinham ainda experimentado e testemunhado a devastação que as ordens políticas inspiradas pelo Marxismo poderiam causar. Devido a isso, um grupo de académicos Europeus que buscou asilo do regime ditatorial Alemão passou despercebido e teve permissão para prosperar como académicos, e dar continuidade ao seu trabalho maligno, tal como um dos seus proponentes mais notórios disse, operando "dentro do estômago da besta".

Usando a sua nova metodologia, os proponentes da nova escola desenvolveram furiosamente um sistema de pensamento que tinha como propósito fragilizar todas as tradições Americanas. Este sistema de pensamento, conhecido como "Teoria Crítica", ou "Metodologia da Desconstrução", é a síntese entre o pensamento Marxista e  ciências sociais específicas (tais como a psicologia, a sociologia, a história, a antropologia, etc).


Nomes Sonantes

Examinemos e delineemos agora em breves palavras os nomes fundadores mais sonantes por trás da Escola de Frankfurt, que foram responsáveis pela criação e disseminação da "Teoria Crítica". Os nomes que se seguem são, na minha opinião, os nomes mais sonantes entre outros que emergiram da Escola de Frankfurt.
  • 1) Antonio Gramsci - Comunista Italiano que visitou a União Soviética depois dos Bolcheviques terem tomado o poder, em 1917.
Ele fez a observação astuta de que um levantamento ao estilo daquele que havia ocorrido na União Soviética nunca poderia ser bem sucedido no Ocidente tal como tinha sucedido na Rússia uma vez que os valores Cristãos tradicionais ainda dominavam nos países Ocidentais. Ele tornou-se líder do Partido Comunista Italiano, o que eventualmente causou a que nos anos 30 ele fosse lançado na prisão por parte de Mussolini. Foi durante a sua detenção que ele escreveu os "Cadernos do Cárcere", onde ele explanou a sua ideia de que os Marxistas deveriam dar início a um ataque a longo prazo ao capitalismo e às tradições através do sistema de ensino. Gramsci estabeleceu as bases que pavimentaram o caminho para uma re-educação em massa dos estudantes Americanos.
Em 1955 ele escreveu o livro "Eros e a Civilização" que se tornou extremamente popular na contra-cultura que começou nos anos 60. Ele alegou que a forma única de escapar da "uni-dimensionalidade" da sociedade industrial moderna era através da libertação do lado erótico do homem - o instinto sensual - em rebelião contra a "racionalidade tecnológica".

Esta "emancipação erótica" tinha que tomar forma no que ele chamou a "Grande Recusa", através da qual ele apelou aos estudantes que rejeitassem todas as formas de capitalismo, e da visão tradicional da sexualidade, visto que conformar-se a elas impedia a verdadeira emancipação. Ele cunhou também a frase “Make Love, Not War”. Claramente ele não era fã da familia nuclear e da comunidade local tão amada por De Tocqueville.
  • 3) Theodor Adorno - Ele foi um Marxista revolucionário e outro membro da Escola de Frankfurt a fugir para os Estados Unidos nos anos 30.
Adorno escreveu um livro chamado "Personalidade Autoritária", publicado em 1950. O seu argumento era o de que existia um "carácter autoritário" resultante do capitalismo, do Cristianismo, da família patriarcal e de outros valores Ocidentais. O grande esquema da mensagem de Adorno, bem como da dos seus co-conspiradores, era reorganizar de uma forma profunda os valores das nações Ocidentais de modo a que as crianças nas escolas e os jovens passassem a ser porta-vozes das personagens revolucionárias da Escola de Frankfurt, e, desde logo, tornando em realidade o novo homem.
  • 4) Eric Fromm - Tal como outras personagens da Escola de Frankfurt, Fromm também acabou por atravessar o Atlântico como forma de fugir do Nacional-Socialismo.
Em 1941 ele publicou o livro ‘Escape From Freedom’, que é semelhante ao livro de WIllhelm Reich (outra personalidade da Escola de Frankfurt) com o título de ‘The Mass Psychology of Fascism’. Estes dois livros são muito semelhantes.

No livro ‘Escape From Freedom’Fromm alegou que o capitalismmo gerou uma sociedade emuladora da Teoria da Predestinação, reflectindo a ideia da natural desigualdade entre os homens (ressuscitada na sua máxima força pelos Nazis através da sua ideologia). Fromm alegou que a personagem autoritária só experimenta a dominação ou a submissão, e que as "diferenças, quer sejam o sexo ou a raça, para ele são necessariamente de superioridade ou de inferioridade".

Fromm disse também que a "Liberdade Positiva" sugere a ideia de que não há poder mais elevado do que o ser individual único; e que o homem é o centro e o propósito da vida; o crescimento e o entendimento da individualidade do homem é um fim que tem que se sujeitar aos propósitos que supostamente têm uma dignidade maior.

O verdadeiro signficado da "Liberdade Positiva" de Fromm é esclarecido no seu outro livro com o título de ‘The Dogma of Christ’. Nele, Fromm define uma personagem revolucionária tal como ele mesmo como homem que se libertou das amarras do sangue e da terra (nacionalismo), da sua mãe e do seu pai (laços familiares) e outras lealdades centradas no estado, partido ou religião. O seu propósito revolucionário encontra-se claro no livro ‘The Dogma of Christ’ quando ele diz que "poderemos definir a revolução duma forma psicológica, afirmando que a revolução é um movimento político liderado por pessoas com características revolucionárias, e pessoas atraentes com características revolucionárias".

O presente

Esta breve esboço dos Marxistas culturais em cima mencionados claramente mostra que o seu propósito era maligno e muito bem planeado. Não é surpreendente ver as suas ideias materializadas nas instituições de ensino pós-secundárias. Se fossemos examinar o currículo de todos os departamentos de ciência social das universidade (Ivy League ou não-Ivy League), observaríamos a sobre-abundância e o domínio dos desconstrucionistas e dos seus seguidores.

Listemos agora alguns exemplos de educadores que ensinam em universidades de topo no Estados Unidos, e um pouco por todo o mundo, ilustrando o predomínio da agenda Marxista cultural por todas as ciências sociais e pelas universidades:

Em 2008 a "Fundação Andrew W. Mellon" deu a Judith Butler o "Distinto Prémio por Empreendimento". Este prémio tem o valor aproximado de $1.5 milhões de dólares e foi-lhe dado pelas suas "contribuições significativas para a investigação humanista". De que forma é que ela contribuiu para "investigação humanista"? Ela é uma das desconstrucionistas do género mais importantes, afirmando que o Género é só uma construção social do Ocidente que é imposta de forma coerciva na maioria da população com o propósito de manter a hegemonia das normas sociais do Ocidente.

Ela alega que estas normas Ocidentais tentam de forma constante e bem sucedida comercializar a sexualidade feminina, como se faz com um objecto do qual se quer obter lucro. Um exemplo perfeito da sua perigosa influência intelectual ,que está em perfeito acordo com a agenda "marxista cultural", é a sua racionalização da burka, roupa islâmica que as muçulmanas são obrigadas a usar como forma de manterem a sua "honra". Eis o que Judith Butler acredita ser o verdadeiro significado ba burka:

Mas na verdade, a burka ... pode ser um sinal de fé privada; ela pode ser uma forma de assinalar uma certa pertença a uma comunidade; a burka pode ser uma forma de negociar a vergonha e a sexualidade na esfera pública, ou a preservação e honra feminina, e pode até ser uma forma de resistir certos modos ocidentais que assinalam a invasão total da moda e dos vestidos mais cómodos e ressalvam os esforços culturais [ocidentais] para apagar as prácticas islâmicas.

Butler acertou numa coisa, no que toca ao entendimento do que é a burka. Ironicamente. no entanto, ela reverte o entendimento por trás do seu significado.

A burka é um protesto contra as normas ocidentais, mas o alegado protesto não é uma escolha e de certeza que não significa a liberdade que ela acredita que a mulher que a usa realmente tem. Em todos os países islâmicos (isto é, países onde a Sharia é o pano de fundo legal) se alguma mulher - muçulmana ou não - voluntariamente escolhe não usar a burka, ela coloca-se numa posição perigosa e pode esperar ser legalmente e fisicamente punida de forma cruel por não usar a burka. É precisamente por isso que quando as mulheres ocidentais viajam para os países muçulmanos, e como forma de não "ofender" o país anfitrião, elas quase sempre cobrem a sua cabeça.

É trágico pensar que Butler recebeu 1,5 milhões de dólares. Uma forma mais humana e produtiva de usar parte do dinheiro que ela recebeu seria ajudar a pagar os tratamentos médicos que milhares de mulheres, vítimas de ataques com ácido, sofrem no Afeganistão só por querem viver livremente e fazer as suas escolhas. Não é de surpreender que Judith tenha racionalizado a opressão que estas mulheres afegãs inocentes sofrem diariamente.

Infelizmente, no ensino superior ocidental Judith Butler não é uma anomalia ou uma minoria no mundo académico das artes e da ciência. Existem milhares e milhares de exemplos de natureza semelhante (e este número é bastante conservador). Uma busca simples pelos nomes que se seguem serão exemplos suficientes (Nota: Estes exemplos fazem parte do livro autoritário de David Horowitz (um ex-Marxista) com o nome de The Professors: The 101 Most Dangerous Academics in America’, e fala dos educadores progressisas do mundo académico Ocidental):
  • Professor M. Shahid Alam [Northeastern University]
    • Professor de Economia
    • Compara os terroristas do 11 de Setembro com os Pais Fundadores da Revolução Americana, alegando que ambas as ideologias estão ao mesmo nível moral e que ambas são igualmente dignas de se sacrificar em seu favor para manter o seu estilo de vida.
    • Alega que a Jihad da Al Qaeda é uma resposta defensiva à agressão Ocidental contra o mundo islâmico. [ed: algo refutado pela história história islâmica]
  • Professor Hamid Algar [University of California, Berkeley]
    • Professor a especializar-se em estudos islâmicos/persas.
    • É um apoiante da Revolução Iraniana de 1979.
    • Alega que a "guerra ao terror" faz parte da agenda imperialista dos Estados Unidos.
  • Professora Lisa Anderson [Colombia University]
    • Professora de Ciência Política.
    • Também alega que a guerra Americana contra o Iraque e contra o Afeganistão são actos não provocados de agressão.
    • Lisa ignora os crimes cometidos pelos Talibãs contra o seu povo no Afeganistão, e os crimes cometidos pela Al Qaeda contra o povo Iraquiano.
Estes nomes mais não são que uma pequena ponta dum iceberg infelizmente gigantesco do mundo académico Ocidental. Para se ter acesso ao resto da lista basta ler o excelente livro de Horowitz, The Professors: The 101 Most Dangerous Academics in America’.

Havendo dito isto, não é surpreendente que, actualmente, gerações de estudantes que, desde os anos 60 têm sido enviados para as universidades, voltam para casa odiando o estilo de vida dentro do qual cresceram. As coisas chegaram a um ponto tal que os descontrucionistas avançam com o seu paradigma educacional para dentro dos jardins de infância (ou creches). Na maioria dos jardins de infâncias urbanos da América do Norte não será surpreendente encontrar um cartaz com um arco-íris na porta principal (o símbolo para os assim chamados "locais seguros para os homossexuais"). Se alguém não vê como este cenário é problemático, basta considerar se é apropriado que qualquer forma de sexualidade seja discutida e ensinada aos pré-adolescentes. Os livros preenchem as prateleiras e estes são usados para ensinar as crianças (desde a mais tenra idade) mais sobre a "normal" disposição homossexual.

Conclusão

Poderia disponibilizar inúmeros exemplos e trechos de material didático espalhado por toda a Anglosfera, mas o meu propósito neste artigo é simplesmente o de alertar o leitor para as origens ideológicas e atitudes dos fundadores intelectuais do "politicamente correcto". Espero que este artigo seja usado como um ponto de partida para aqueles cuja curiosidade foi atiçada com a informação contida nele.

Isto é o que eles querem destruir, e eles admitem: a família nuclear, a autoridade moral da ética Judaico-Cristã, a monogamia, a liberdade de expressão, a validade da Constituição Americana, a lei comum Inglesa, o mercado livre e a democracia representativa. Para se ver que não estou a inventar isto basta ver como isto está amplamente ilustrado nos seus escritos.

Apesar da miríade de diferenças entre os dois candidatos das eleições Americanas que se aproximam, depois de se analisar cuidadosamente, podemos ver que um deles é um Marxista cultural que estudou com aderentes da Escola de Frankfurt, e esse candidato não é o Mitt Romney. E vocês não deveriam ficar perplexos com isto.

Fonte



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