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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

A exploração sexual das mulheres nos abrigos

Por Carey Roberts

Poucas pessoas estão cientes da forma como os abrigos para mulheres tiveram o seu início. Há quatro anos atrás, a activista lésbica Bonnie Tinker fez esta surpreendente admissão no The Oregonian:

Na verdade, foi um pequeno grupo de lésbicas provenientes de Portland que se encontrava na linha da frente do movimento nacional das mulheres a disponibilizar um lugar seguro para as mulheres... Nós sabíamos que as fundações não iriam financiar uma lar para um grupo de lésbicas-de-bar sem abrigo. Apercebemo-nos que a linguagem que seria melhor entendida era uma de "mulher vítima de violência"

Isto levanta questões perturbadoras: O que é que ocorre nesses abrigos? Tal como a minha investigação desenterrou, muitos abrigos mais não são que campos de caça para as lésbicas que buscam formas de atacar mulheres vulneráveis.

Maria, de 35 anos e funcionária duma loja, foi para a  Bethany House em Falls Church, Va. em busca de aconselhamento legal. O abrigo referi-a para um advogado com o nome de Robert Machen para assistência pro bono. Segundo as palavras dela, "Aconteceu um dia que ele apareceu à  minha porta e exigiu sexo ou pagamento pelo aconselhamento legal disponibilizado." Pouco depois, eles começaram aos beijos e aos abraços. (...)

Mas não era só o advogado que se estava a aproveitar das mulheres vítimas de violência. Duas gerentes do lar, a senhora Veronica e a menina Liang, foram alvo de queixas contra elas devido a "avanços sexuais impróprios" sobre as mulheres do abrigo. As duas foram forças a pedir a demissão.

Noutro abrigo, uma antiga funcionária falou-me duma residente lésbica que regularmente acompanhava uma rapariga menor para o seu quarto. Quando a gerente do abrigo foi notificada do comportamento suspeito, a mulher visada acusou a empregada de "preconceito".

Noutra ocasião, uma revoltada mulher residente queixou-se à mesma gerente sobre actividades sexuais impróprias que ocorriam bem à frente das crianças. A gerente disse â mulher que "relaxa-se" e que encontra-se alguém que lhe "fizesse sentir melhor".

Em Charleston, W.Va., Elizabeth Crawford viu-se dentro rum relacionamento fisicamente abusivo. Desesperada por ajuda, ela começou a frequentar com regularidade uma grupo de apoio dirigido pela YWCA Resolve Family Abuse Program. Em várias ocasiões, Crawford deu por si a falar com a directora do West Virginia Coalition Against Domestic Violence. Inicialmente, os avanços dela nada mais eram que elogios efusivos. Depois disto, seguiram-se abraços demorados. E foi então que um dia Crawford reparou que a directora da Coalition lhe estava a acariciar as costas.

Avisada para "ter cuidado" com a mulher, Crawford explicou que não tinha interesse nos avanços da directora. Pouco depois disto, Crawford deu por si a ser evitada. Anos mais tarde, quando Crawford fundou o seu próprio programa de aconselhamento para vítimas de abuso, ela continuou a ser rejeitada.

Em Houston a Turning Point patrociona festas para as residentes dos abrigos como forma de as ajudar a encontrar um novo namorado, Os médicos e os advogados locais são convidados a tomar parte das festas. Uma das mulheres engravidou enquanto se encontrava num abrigo, alegadamente depois duma dessas festas. Bobbi Bacha, da Blue Moon Investigations, questiona-se se tais eventos são apropriados para mulheres que estão a recuperar de relacionamentos abusivos, e preocupa-se que as mulheres estejam a ser levadas para a prostituição.

Uma mulher que passou tempo em dois abrigos revela de forma aberta que "muitas mulheres dos abrigos são lésbicas". Uma das tácticas de engate usadas por uma funcionária de abrigo era a de suavemente esfregar a mão da residente como forma de acalmar a sua dor. "Se tu te tornas sua namorada, vais ser muito bem tratada. Eu tinha 100% de certeza em relação a isto.", explicou a mulher de forma tímida:  www.vimeo.com/790290 .

Para que fique registado, muitas mulheres que trabalham nos abrigos acreditam que o casamento [sic] entre pessoas do mesmo sexo deveria ser legalizado, como tal,  quem é que as pode culpar pelo facto de viverem de acordo com o que acreditam?

Há também o caso da violação digital duma menina de 4 anos no Another Way em Lake City, Fla. por parte uma rapariga mais velha. Segundo uma antiga funcionária do abrigo, depois das duas raparigas terem sido descobertas, a "menina de 4 anos declarou que a menina de 8 anos tinha inserido o(s) dedo(s) dela dentro das suas partes privadas, e 'brincado' com ela."

Eu relatei pela primeira vez este incidente na coluna do dia 22 de Julho, notando que Florida Coalition Against Domestic Violence nada tinha dito se queria ou não planos para investigar. Seis semanas depois, e ainda por parte da Florida Coalition. Isto é totalmente desmedido. Talvez se mais pessoas ligarem para a directora da FCADV, Tiffany Carr no número 1-850-425-2749 e exigirem uma mais, comecemos a ver o fim da exploração das mulheres e das meninas nos abrigos de refúgio.





Fonte: © Carey Roberts - http://bit.ly/1ytYGcp


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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Monólogos da Solidão

Fonte

[NOTA: Antecipadamente, peço desculpa se alguém ficar chocado com o grafismo de algumas passagens.]

O livro "Monólogos da Vagina" (MV) apresenta-nos uma triste imagem da vida que é levada até às últimas consequências do feminismo. Ele (o livro) é um angustiado clamor por amor masculino por parte duma geração de mulheres enganadas pelo feminismo que não têm outra escolha senão tornarem-se lésbicas. Para as mulheres que se encontram literalmente famintas por amor, a peça oferece-lhes uma embaciante experiência de intimidade sexual. Para as jovens mulheres que não se apercebem do que se está a passar, a peça é uma iniciação ao lesbianismo.

Supostamente a peça de Eve Ensler é sobre os direitos das mulheres, mas o que ela é, de facto, é uma leitura pública de pornografia lésbica explícita. O livro MV é uma celebração do lesbianismo.

Tendo como base várias entrevistas levadas a cabo junto das mulheres, a peça alegadamente tentar salvar os genitais femininos da "negligência cultural." Por exemplo, a peça descreve um workshop onde as mulheres se examinam usando espelhos de mão. "Fez-me lembrar a forma como os antigos astrónomos se sentiram com os seus telescópios primitivos," afirmou says Ensler.

[ed: absorvam isto por alguns momentos: segundo a autora do livro, uma mulher que "se examina" com um espelho de maquilhagem sente basicamente o mesmo que os antigos cientistas sentiram quando olharam para os céus.]

Elas dão alcunhas às suas vaginas, vestem-nas com roupas imaginárias, e pensam no que diriam se pudessem comunicar com elas (por exemplo, "Onde está o Brian?"). Num evento que decorreu no Madison Square Gardens, 18,000 mulheres foram levadas ao frenesim durante um momento onde gritavam repetidamente "cunt".

Em vez de gritarem pelo órgão sexual feminino, elas deveriam ter gritado pelo nome do órgão sexual do sexo complementar uma vez que este assunto gira em torno da sua perda do amor masculino. Havendo perdido a sua feminidade e a sua juventude, havendo rejeitado ou emasculado os homens, milhões de mulheres encontram-se agora num deserto sexual. Devido a isso, o livro MV rapidamente se torna numa crónica de sexo lésbico.

A autora entrevista uma ex-advogada fiscal que se tornou numa rica gigolo lésbica. "Hoje em dia existem tantas mulheres insatisfeitas," afirma ela. "As mulheres pagam-me para me vestir como um homem, e dominá-las." Ele segue uma descrição precisa da sua arte ("existem 4 dedos dentro de mim, dois são dela e dois são meus").

Numa outra parte da peça, uma menina de 12 anos descreve como a sua mãe lhe colocou sob os cuidados uma linda e vivida mulher de 24 anos, que traiu a confiança da mãe ao se envolver em actos sexuais com a rapariga.

Fonte

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Quem diria: o estilo de vida feminista deixa as mulheres sexualmente insatisfeitas. Quem ganha com isto, obviamente, são as lésbicas visto que as mulheres que de outra forma teriam as suas naturais necessidades sexuais satisfeitas pelo marido, vêem-se na "obrigação" de buscar conforto sexual junto de outras mulheres. Portanto, o feminismo promove a destruição da sexualidade hetero e a sua substituição pela "sexualidade" homo.

O curioso desta situação não é o facto do feminismo ser controlado por lésbicas, mas sim o facto do resto da sociedade dar algum valor ao que um grupo de lésbicas frustradas diz sobre a forma como os homens e as mulheres se devem relacionar. Para elas, esse relacionamento nem deveria existir e como tal, as opiniões e as sugestões feministas sobre o casamento natural (1 homem + 1 mulher) são suspeitas - da mesma forma que o são as opiniões nazis sobre o bem estar dos Judeus.



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Romeu e Julieta segundo o feminismo

Fonte

 
Phyllida Lloyd, directora de cinema inglesa e responsável por filmes tais como Mamma Mia! e The Iron Lady, voltou a ser notícia depois de se queixar que as peças de Shakespeare têm mais papéis masculinos do que femininos.

A sua solução passa por aceitar este facto como algo imutável (uma vez que o autor da peça já morreu), e seguir tranquilamente com a sua vida sugerir que a União Europeia  aprove leis que forcem as companhias de teatro a empregar exactamente o mesmo número de homens e mulheres, o que exige um casting para os papéis "cego ao género" (isto é, o sexo dos actores não seria levado em conta para o casting, o que pode causar que a personagem de Romeu seja desempenhada por uma mulher, e a de Julieta por um homem):

Provavelmente a União Europeia legislará sobre isto brevemente . . . Acredito que alguém envergonhará as companhias de teatro. 
Deveria ser dito apenas que eles têm que ter uma propagação de emprego 50/50, e decidir mais tarde como fazer os papéis. Se isso significa um casting "gender-blind", alguns só com mulheres, outros só com homens, isto não é ciência espacial, e acho que eles poderiam-se divertir.
Sem surpresa alguma, Phyllida é uma lésbica, o que explica parcialmente o seu entusiasmo em distorcer os géneros no teatro. Mas as suas exigências estão de acordo com a ideia esquerdista de que o nosso sexo, como qualidade pré-determinada, deveria tornar-se irrelevante.

Isto leva-nos a Virginia Valian, académica americana; ela defende que as mulheres são impedidas de avançar mais na sua vida devido às suas qualidades femininas (especialmente as tendências maternais), mas aceita que tais qualidades têm algumas bases na Biologia. 
 
Qual é a sua solução, então? Ela acredita que, apesar de estar alicerçado na Biologia, o nosso sexo pode mesmo assim tornar-se irrelevante. O que nós temos que fazer, diz ela, é lutar contra o nosso sexo biológico da mesma forma que lutamos contra uma doença biológica.
Não aceitamos a Biologia como algo final. . . . Tomamos vacinas, somos inoculados, e somos medicados. . . . Proponho que adoptemos a mesma atitude em relação às nossas diferenças sexuais.
Ela não celebra as diferenças sexuais biológicas; ela quer erradicá-las como se elas fossem uma doença.  Note-se também a queixa comum de que a feminidade é um "destino biológico" (em vez de auto-criada).

Finalmente, a citação de Valian vem dum artigo de Christina Hoff Sommers que vale a pena ler. Nele discutem-se os esforços que a Suécia está a levar a cabo como forma de dissolver as distinções sexuais - incluindo a leitura que é feita nas escolas primárias de Estocolmo.
Contos de fadas clássicos como Cinderella e A Branca de Neve foram substituídos por contos de duas girafas do sexo masculino que tomam conta de ovos de crocodilo abandonados.
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Como é normal, o feminismo avança com a sua agenda 1) impondo leis sobre toda a sociedade, e 2) usando o "shamming" como forma de condicionar quem quer que resista.

Outra coisa que deve ser problemática para as feministas é saber que algumas das suas líderes consideram as naturais características femininas como algo que atrasa o "avanço" das mulheres. (Por "avanço" das mulheres entenda-se "avanço das mulheres segundo o feminismo") Ou seja, ser mulher é mau para o feminismo; o bom é ser homem (?).

Com uma mentalidade destas, não é de surpreender que o feminismo seja controlado por lésbicas.





quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Porque é que as feministas atacam a família? (Conclusão)

Esta é a segunda parte deste artigo. A primeira parte pode ser lida aqui.

As Marxistas-Feministas começaram a acreditar que, tal como a família era um aspecto do capitalismo, o capitalismo não poderia ser destruído sem a destruição da família. Para os Marxistas ortodoxos, este argumento não faz sentido nenhum. 

Segundo os termos Marxistas, o modo de produção Capitalista é a  'base económica subjacente' da sociedade e a família faz parte da 'superestrutura ideológica'. A base económica determina a superestrutura ideológica.

Portanto, o argumento de que não se pode destruir o capitalismo sem destruir a família está invertido; para um Marxista, não se pode destuir a família sem destruir o capitalismo; se o capitalismo cria a família, então mal o capitalismo desapareça, a família desaparecerá. O inverso não se aplica. Sem dúvida que os Soviéticos entendiam isto, mas as feministas dos anos 70 não haviam lido Marx de forma correcta, ou eram intelectualmente corruptas.

Numa entrevista concedida a Betty Friedan, a feminista francesa Simone de Beauvoir afirmou em 1976 que "mulher alguma deveria ter autorização para ficar em casa e criar os filhos . . . . porque se tal opção existir, demasiadas mulheres a optarão."

Houve outras frases com a mesma mentalidade:

"A família nuclear tem que ser destruída . . . Qualquer que seja o significado final, a destruição da família é agora um processo revolucionário objectivo." Linda Gordon

"Não vamos conseguir destruir as desigualdades entre os homens e as mulheres enquanto não destruirmos o casamento." Robin Morgan

"De modo a que as crianças possam ser educadas com igualdade, temos que retirá-las das suas famílias e educá-las comunitariamente" (Dr. Mary Jo Bane, feminista e professora-assistente de educação na Wellesley College, e directora-adjunta do Center for Research on Woman da escola)

"O casamento tem existido para o benefício do homem; e tem sido também um método legalmente sancionado de controle das mulheres . . . . Temos que trabalhar para destruir-lo [o casamento]  . . . O fim da instituição do casamento é condição necessária para a emancipação das mulheres. Devido a isso, é importante encorajarmos as mulheres a abandonar os maridos e a evitar viver com homens . . . . Toda a história tem que ser re-escrita em termos de opressão das mulheres. Temos que regressar às antigas religiões femininas como a feitiçaria." ("The Declaration of Feminism," Novembro, 1971).

Resumindo, o ataque à família levado a cabo pela segunda vaga feminista foi um evento pós-pilula e baseado numa má leitura da teoria Marxista. Embora o Marxismo tenha sido eventualmente derrotado na esfera internacional, o ataque Marxista à família nunca foi discutido. Só agora é que alguns estão a articular os problemas.

Lésbicas tomam conta do movimento feminista

Ao se tentar localizar as origens da Guerra às Famílias, outro factor importante a levar em consideração é a ascensão do radical lobby gay. No início dos anos 70 ocorreu um coup d'etat dentro do movimento feminista americano e inglês.

A "Lavender Menace" era um grupo de feministas radicais lésbicas que havia sido formado para protestar a exclusão das lésbicas e dos assuntos lésbicos do movimento feminista. 

A frase "Lavender Menace" foi originalmente usada em 1969 por Betty Friedan, presidente da NOW [National Organization of Women], para descrever a ameaça que a associação com o lesbianismo era para a NOW e para o emergente movimento feminista. Friedan, e outras feministas heterossexuais, temiam que a associação provocaria danos na habilidade das feministas de levar a cabo alterações politicas sérias, e o esteriótipo de lésbicas "machonas" e "com ódio aos homens" seria uma forma fácil de rejeitar o movimento. (Referência)

No entanto, eventualmente o lobby lésbico venceu a guerra, e as lésbicas passaram a dominar a NOW e o movimento feminista. Como Rene Denfeld comenta no seu excelente livro  “The New Victorians”, “Isto é como se a NAACP [National Association for the Advancement of Coloured People] tomasse a decisão de  dar prioridade aos temas gay só porque alguns negros são gays”.

Foi decidido rapidamente que a heterossexualidade era um instrumento capitalista socialmente construído, e que a única mulher emancipada - a única "verdadeira feminista" - era a lésbica. Num artigo bastante revelador, My crime against the lesbian state, a actriz Jackie Clune descreve como se tornou lésbica na universidade:

Havia por esta altura um crescente número de estudantes da classe operária como eu que se envolviam na politica estudantil. Havia demonstrações semanais, comícios, e moções anti-governamentais aprovadas nas UGMs. Estavamos zangadas com o tipo de coisas que a srª Thatcher instigava ...  Ao mesmo que crescia a minha consciência política, desenvolvi um crescente interesse pela política feminista. Foi por esta altura que me deparei com um ensaio da Adrienne Rich com o título "Compulsory Heterosexuality And Lesbian Existence".

Nele, Rich postula que a maior parte das mulheres são capazes de tomar a decisão em favor do lesbianismo se elas conseguirem superar a sua homofobia internalizada - o "conjunto de forças" - que elas experimentam em relação às uniões entre pessoas do mesmo sexo. Ela alega que a hegemonia heterossexual é uma prisão subtil mas convincente da qual a maior parte das mulheres se pode libertar através da força de vontade.


Para mim, o lesbianismo parecia-me na altura uma extensão lógica do meu pensamento feminista, e uma forma radical de derrubar a prescrição capitalista para as mulheres. Tomar o passo seguinte foi relativamente fácil para mim:  o ano de 1988 testemunhou resistência feroz por parte da comunidade gay à "carta branca" que o governo concedeu às autoridades em torno da "promoção" do homossexualismo nas escolas e nas universidades.

O ensaio de Clune é um bom exemplo da tendência política que ensinava que tem que se ser homossexual para se ser um bom radical; não se pode ser heterossexual e ser-se ao mesmo tempo um bom Socialista ou uma boa Feminista. Os jovens foram instados a envolverem-se em relacionamentos homossexuais de modo a que pudessem demonstrar as suas credências esquerdistas. Hanif Kureishi, na sua novela "The Buddha of Suburbia", toca neste assunto numa cena onde um jovem actor indiano bissexual pede ao seu amigo Socialista que o beije para demonstrar o seu compromisso com a causa Socialista.

Esta forma de pensar eventualmente desenvolveu-se até ao ponto de se tentar demonizar por completo a heterossexualidade. Foi neste clima que as frases loucas como as que se seguem foram produzidas:

A relação heterossexual é a pura e formalizada expressão de desprezo pelos corpos femininos. -  Andrea Dworkin

Numa sociedade patriarcal, todo o sexo heterossexual é uma violação para as mulheres uma vez que elas, como grupo, não são suficientemente fortes para dar consentimento significativo.  -  Catharine MacKinnon,citada em "Professing Feminism: Cautionary Tales from the Strange World of Women's Studies."

A instituição do sexo heterossexual é anti-feminista. Ti-Grace Atkinson, Amazon Odyssey (p. 86).

[A violação] nada mais é que um processo consciente de intimidação através do qual todos os homens mantêm todas as mulheres num estado de medo. -
Susan Brownmiller, Against Our Will p.6.


Quando uma mulher atinge o orgasmo com um homem, elas apenas está a colaborar com o sistema patriarcal, eroticizando a sua opressão.
Sheila Jeffrys.

No seu ensaio, Feminism's Third Wave, Angela Fiori descreve e heterofobia endémica nas universidades americanas dos anos 90:

As campanhas universitárias dos anos 90 em torno das violações dos encontros românticos [inglês: "date-rape"] não foram motivadas por uma preocupação genuína pelo bem estar da mulher, mas sim como parte dos esforços que visavam deslegitimar a heterossexualidade junto de jovens e impressionáveis mulheres, demonizando os homens como violadores.

Daphne Patai e Christina Hoff Sommers descreveram como as feministas académicas, particularmente as dos "Estudos Femininos", criaram um ambiente análogo ao de uma seita religiosa:

Se a situação da aula é muito heteropatriarcal - uma classe com cerca de 50 ou 60 alunos onde poucos eram feministas - eu defino a minha função como uma de recrutamento. . . . . persuadindo os alunos que as mulheres vivem sob opressão." (Professors Joyce Trebilcot of Washington University, citada em "Who Stole Feminism")

A caça às bruxas dos anos 90 em torno dos rituais satânicos foram, de modo similar, outra tentativa de demonizar os homens, a família e a heterossexualidade, e dividir as existentes famílias felizes como forma de fomentar os divórcios e fomentar a indústria que "protege as crianças." Este foi talvez o ponto mais alto do movimento anti-família feminista de inspiração Marxista.

Essencialmente, estas foram as origens ideológicas da guerra contra as famílias e os pais. As consequências desta revolução social são cada vez mais claras. No seu excelente ensaio ‘Divorce as Revolution’, Steven Baskerville descreve as implicações políticas e económicas mais abrangentes desta situação:

Mais do que qualquer outro factor individual, virtualmente todas as patologias pessoais e sociais podem ser rastreadas até a ausência dum pai ["fatherlessness"]: crime violento, consumo de substâncias, filhos fora do casamento, evasão escolar, suicídio e muito mais. A orfandade paterna supera em muito a pobreza e a etnia como o predictor de desvio social.

A consequência de 3 décadas de divórcio incontrolável é a existência dum grande número de pessoas - muitas delas oficiais do governo - com interesse profissional e financeiro em encorajá-lo. Hoje em dia o divórcio não é um fenómeno, mas um regime - um enorme império burocrático que permeia os governos nacionais e locais, com parasitas no sector privado.

Qualquer que seja a devoção que eles possam vocalizar em torno do sofrimento dos órfãos de pai, dos pobres e das crianças violentas, o facto é que estes practicantes têm um forte interesse em criar o maior número possível destas crianças. A forma de fazer isto é retirar o pai de casa. . . Enquanto o pai estiver com a família, os profissionais do divórcio não ganham nada. Mal o pai é eliminado, o Estado ocupa o seu lugar como o protector e o provedor.

Ao remover o pai, o Estado cria outros problemas que ele mesmo tem que resolver: pobreza infantil, abuso sexual de crianças, crime juvenil, e outros problemas associados a crianças que crescem sem um pai. Desta forma, a maquinaria do divórcio é auto-perpetuadora e auto-expansora.

O divórcio involuntário é uma ferramenta maravilhosa que permite uma expansão infinita do poder governamental.


A crescente histeria em torno da "violência doméstica" parece ser largamente fomentada para atingir os mesmos propósitos. ‘Toda esta indústria da violência doméstica centra-se em retirar as crianças dos pais,’ escreve o colunista do Irish Times John Waters. ‘Depois de terem tirado os pais, eles vão tirar as mães.

Donna Laframboise do "National Post" do Canadá investiou os abrigos das mulheres vítimas de algum tipo de violência e concluiu que eles mais não são que ‘lojas de divórcio de uma só paragem’, cujo propósito não era proteger as mulheres mas promover o divórcio.

Estes abrigos, muitas vezes financiados pelo governo federal, emitem depoimentos contra os pais (sem chegar a vê-los) que são aceites pelos juízes como justificação para retirar os filhos; muitas vezes isto é feito sem evidências que confirmem as alegações.

Os pais são adicionalmente criminalizados através do fardo da pensão alimentícia, que são o combustível financeiro da maquinaria do divórcio, subscrevendo o divórcio unilateral e oferecendo a todos os envolvidos maiores incentivos para retirar as crianças da presença dos pais.

No Verão passado a revista Liberty publicou evidências documentais de que os "pais caloteiros" [inglês: ‘deadbeat dads’] são, em larga medida, uma criação dos funcionários públicos e agentes da lei tendo em vista o aumento de criminosos para processar.

Conclusão:

Unindo todos estes elementos num só, o que começou como uma ramificação do radicalismo da era Comunista, cresceu, e passada que está uma geração, ela é hoje uma indústria internacional multi-bilionária e misândrica, um monstro que existe apenas e só para destruir a família. É contra isto que lutamos.

Para a maior parte das mulheres (e homens) do mundo, a ideia de que elas estariam melhor sem as suas famílias parece um absurdo. O facto do movimento feminista se ter colado [à cultura] desta forma é uma peculiaridade da Historia. Se não tivesse sido a influência do Marxismo, e a emergência da agenda dos direitos dos homossexuais, isto não teria acontecido.

Estas ideias têm permissão para avançar sem receber críticas porque, como comentou Pizzey, tudo é feito em segredo. Não há verificação da realidade, o que resulta no facto do irrazoável rapidamente se tornar razoável. Se combinarmos isto com o desprezo arrogante pela democracia exibido por pessoas como  Beauvoir, temos presente um mecanismo que estabelece políticas dementes sobre aqueles que não as querem.

Só agora que os sintomas desta doença se tornaram publicamente visíveis na forma de crianças mortas é que nos endireitamos e começamos a reparar no que estava a acontecer.

Há já muito tempo que o movimento feminista merece um escrutínio. Como afirmou um juiz americano, "A luz do Sol é o melhor desinfectante".



sábado, 8 de dezembro de 2012

Lesbiana e o separatismo feminista


O London Feminist Film Festival serviu de montra para um filme centrado num movimento separatista lésbico dos anos 80 (onde esgotou em vários locais). Antes do filme ser exibido, e logo após uma breve introdução, a feminista Julia Long exigiu que todos os homens se retirassem das instalações, o que gerou um misto de raiva e aprovação entusiasta por parte do público..

Embora seja muito baixo ficar com dinheiro alheio e depois expulsar os pagantes desta forma, acho que os homens que pagaram para ver este filme receberam o que mereciam. Adicionalmente, este incidente demonstra como o feminismo - mesmo o tipo "separatista" - realmente funciona.

Do artigo:
Em relação ao filme em si, algumas vozes fizeram-se ouvir: as pessoas perguntaram como é que as mulheres conseguiram financiar as suas comunidades, o que inspirou Fougère a partilhar algumas histórias incríveis em torno da forma como construíram casas recorrendo às árvores em redor, ou como as mulheres foram divididas entre aquelas que ainda trabalhavam "lá fora, no mundo" mas que voltavam para as comunidades como suas casas.
Ela fez um comentário que pode inspirar uma discussão fascinante e formindável: “Tu fazias isto durante um ano ou dois, mas não podes ser uma activista ou uma separatista para sempre; eventualmente, regressas para o banheiro funcional que tens em casa.”
Por outras palavras, foi um fracasso. Gostaria de ver as "casas" que as mulheres construíram com "as árvores em redor". Não sei porquê, mas duvido que tenham sido tão impressionantes como as que Dick Proenneke construiu sozinho no Alaska. Duvido também que Dick tenha roubado a alguma mulher como forma de financiar os seus esforços.

As feministas são mesmo desavergonhadas quando se trata de usar os homens. Elas roubam, enganam e usam as pessoas, ao mesmo tempo que chamam a isso de “empowerment.” [ed: power = poder] Porque é que a feminista Julia Long não disso logo de início que o filme era "só para mulheres"? Ora, porque ela queria o dinheiro dos homens. Mal eles haviam pago o bilhete, eles foram descartados, sendo mais tarde substituídos pelo próximo grupo de otários.

Claro, como feminista que é, o seu roubo foi racionalizado e a falsa propaganda, bem como o furto, passaram a ser outra coisa:
Este pequeno incidente, e as respostas ao mesmo, ensinam-nos lições importantes àcerca dos níveis de misoginia na nossa sociedade. É perfeitamente claro que aqueles que causaram problemas e "sabotaram" o festival são os mesmos que se queixaram e exigiram reembolso.
Sim, misóginos são aqueles que querem o seu dinheiro de volta. Típico.

* * * * * * *

Este roubo em nome do feminismo encerra em si practicamente tudo o que há para saber sobre esse movimento misândrico, anti-vida e anti-mulher.

Primeiro, a noção de que é possível um "movimento de mulheres" criar uma sociedade funcional  totalmente independente dos homens é o sonho de qualquer lésbica, mas não funciona; é um mito. As mulheres precisam dos homens, tal como os homens precisam das mulheres: "E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele." (Génesis 2:18)

A evidência para a necessidade que as mulheres têm dos homens é o facto de ainda não existir uma comunidade 100% mantida exclusivamente pelo génio feminino. Se isso fosse possível, as feministas já teriam feito. Afinal, se as mulheres vivem sob "opressão" junto dos homens, chegando ao ponto de algumas feministas compararem a condição da mulher actual com a escravatura (algo que é verdadeiramente ofensivo para as etnias que já passaram por isso), nada mais lógico elas libertarem-se da "opressão", e desenvolver esforços para viver em áreas e zonas totalmente independentes da  influência masculina. Não acontece, e nem vai acontecer porque as mulheres dependem (e muito) dos homens.

E mesmo que tal comunidade venha a ser criada, não vai subsistir durante muito tempo: "Tu fazias isto durante um ano ou dois, mas não podes ser uma activista ou uma separatista para sempre; eventualmente, regressas para o teu banheiro funcional que tens em casa."

Segundo, é verdadeiramente sintomático que este "movimento das mulheres" tenha sido liderado por lésbicas. Se as feministas não-lésbicas realmente querem fazer uma distinção entre o movimento em si a íntima ligação que este tem com essa "orientação sexual", talvez não seja má ideia começarem por diminuir a influência que as lésbicas têm dentro do feminismo.

Terceiro, uma vez que o movimento feminista aparentemente é controlado por lésbicas, não será isso um dos motivos que leva a que o feminismo vomite tanto ódio aos homens? Quanto melhor for a cooperação heterossexual, menos mulheres estarão disponíveis para o lesbianismo. Dentro do feminismo, o homem não só é "um opressor" mas é também um concorrente directo no acesso à intimidade feminina.

Quarto, o facto desta lésbica feminista ter usado o dinheiro dos homens ao mesmo tempo que impedia  os mesmos de usufruir do "filme" pelo qual já haviam pago, revela também o papel que o homem tem no feminismo.

Segundo o feminismo, os homens são a própria incarnação de Satanás,  excepto quando ele abre os cordões da bolsa para - entre outras coisas -  financiar "filmes" que ensinam as mulheres a odiar os homens.

Quinto, e talvez o mais sério: os homens que foram lesados pela feminista Julie Long, provavelmente saíram das salas de cinema com ódio às mulheres, e não especificamente às feministas. Como se viu no segundo ponto, homens a odiar as mulheres é precisamente o que as lésbicas que controlam o feminismo querem.

Elas aproveitam-se da credulidade de algumas mulheres para fazer número, mas avançam com uma agenda política e sexual que está em total desacordo com os desejos da maioria das mulheres (principalmente das mulheres casadas).  Quando, por fim, os homens reagem à discriminação, ao roubo e à injustiça, as lésbicas feministas dizem que isso é um ataque às mulheres ("misoginia") quando na verdade é uma crítica à atitude de algumas mulheres ideologicamente motivadas que se escondem no meio das mulheres.

Segundo estas lésbicas feministas, portanto, não é suposto os homens reagirem quando estão a ser vítimas das acções feministas, mas sim fechar a boca, abrir a bolsa e deixar as feministas fazer o que bem entenderem.
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Julie Bindel: "Muitas mulheres são inadvertidamente heterossexuais"


Julie Bindel é uma feminista inglesa com 50 anos. Para o bem ou para o mal, ela é do tipo intelectual - significando que, quando luta em favor das suas escolhas políticas, ela rege-se mais pelos seus princípios. A primeira coisa a notar é que ela é uma lésbica que acredita que as outras mulheres deveriam também ser lésbicas. Isto faz sentido se acreditas na FTP - Feminist Patriarchal Theory ["Teoria Patriarcal Feminista"].

Segundo esta teoria, os homens organizaram a sociedade de modo a que eles possam beneficiar com a opressão dirigida às mulheres, e os homens, como classe, colocam este privilégio em práctica através dos actos de violência. Se isto é verdade, então faria muito pouco sentido que as mulheres desenvolvessem sentimentos amorosos dirigidos aos homens uma vez que estariam a amar aqueles que as oprimem.

Devido a isto, Julie Bindel apelou às mulheres bissexuais que parassem de dormir com o inimigo (isto é, os homens):
Sempre que escrevo em torno do facto de ter feito uma escolha positiva para ser lésbica, e que não acredito na existência do "gene" gay (ou bissexual), sou acusada de ser um robot ideológico e portanto, não ter uma genuína atracção pelas mulheres. Isto não faz sentido nenhum. (...) Para as mulheres bissexuais a viver sob a tirania do sexismo, escolher ser lésbica é um acto libertador.

Aquelas que como nós cresceu durante um tempo e contexto onde existia uma análise política da sexualidade foram capazes de fazer uma escolha positiva em favor do lesbianismo. Acreditava na altura, e ainda acredito, que se as mulheres bissexuais tivessem um pouco de política sexual, elas nunca mais dormiriam com homens.
Esta opção não a tornou muito bem vista entre as mulheres bissexuais, chegando-se ao ponto duma delas a acusar de colocar limites à sua autonomia:
Remover a autonomia de escolher com quem se pode ou não ter sexo não é feminismo, e nunca vai ser.
E eis aqui Julie Bindel afirmando o mesmo ponto para não amar o inimigo:
O motivo que leva muitas feministas da nova vaga repetir vez após vez a necessidade de incluir homens no movimento feminista prende-se com o facto de muitas delas serem heterossexuais inadvertidamente. As mulheres são o único grupo oprimido a quem se exige que ame o seu opressor, sexualmente e de muitas outras formas.
Mais uma vez, esta posição faz todo o sentido se se concordar com o ponto de vista que se segue, citado de favorável por Julie Bindel:
Finn Mackay, activista e académica feminista que durante os últimos seis anos organizou a marcha Reclaim the Night em Londres, acredita que os homens têm um papel a desempenhar dentro do feminismo, mas - não é tomando parte dos encontros e fazendo parte do processo de decisão.   “Eles podem parar a violação não violando, e podem destruir a indústria do sexo não pagando por sexo.” afirma  MacKay, sem qualquer ponta de ironia. “A opressão pura e simplesmente não acontece às mulheres, como o mau tempo. Os homens, como grupo, sistematicamente oprime e explora as mulheres, e o feminismo é o movimento político que existe para desafiar e alterar isso.”
Se isso é o que tu acreditas, porque não ser uma feminista radical, separatista e lésbica? E porque não defender que o casamento, como uma instituição patriarcal, deveria ser abolida:
Estou perfeitamente convicta que lutar pelos direitos do casamento [sic] entre pessoas do mesmo sexo é levar as coisas demasiado longe. Se fosse eu, tornaria ilegal o casamento, mesmo entre os heterossexuais..
Temos pela frente dois caminhos:
  • 1. Aceitar as alegações da FTP - onde faz sentido que as mulheres evitem ter relacionamentos amigáveis com os homens;
  • 2. Examinar estas alegações.
Será mesmo verdade que os homens, como classe, sempre agiram de modo a perpetrar violência e opressão contra as mulheres? Não pode o contrário disto ser alegado, isto é, que os homens, como classe, sempre agiram de modo a proteger as mulheres da violência, e sempre trabalharam para melhorar a vida da mulher?

Tradicionalmente, nas sociedades Ocidentais existia um ethos muito forte entre os homens que qualificava de desonroso os actos de violência cometidos contra as mulheres. Portanto, se os homens agiam como classe, essa acção movimenta-se no sentido de repudiar a violência contra as mulheres, e não a cometer violência contra as mulheres.

Semelhantemente, existia entre os homens um ethos muito forte que dizia que eles deveriam trabalhar duramente para sustentar as esposas e as famílias. Dezenas de milhões de homens trabalharam em prol das suas famílias quando poderiam ter tido vidas mais facilitadas se tivessem trabalhado para si.

Existe uma leitura muito mais positiva do masculino que aquela que é normalmente levada a cabo pelas feministas como a Julie Bindel - e essa é uma leitura que permite às mulheres que aceitem abertamente a sua heterossexualidade.




quinta-feira, 22 de março de 2012

Monólogos da pedofilia

Ficamos a saber através desta notícia que a eurodeputada Ana Gomes conversou com o respectivo jornal sobre a iniciativa de interpretar “Os Monólogos da Vagina” (1996) no palco da política europeia.

Ela diz:

Quem deu a ideia foi uma das deputadas que representam a peça, a finlandesa Sirpa Pietikäinen, do PPE, e como esta peça já foi representada noutros parlamentos, no Congresso americano, no parlamento britânico ou no das Filipinas, entendemos representá-la também no Parlamento Europeu, a propósito do dia 8 de Março.
O convite para interpretar a peça, que se insere na celebração do V-Day, um movimento à escala global que pretende dar voz a várias campanhas para acabar com a violência contra as mulheres, “foi enviado para todas as deputadas para ver quem estaria interessada em participar”.

Ana Gomes já conhecia a peça.

Via-a representada há uns 14 anos, talvez, em Nova Iorque, quando estreou, com actrizes como a Whoopi Goldberg, a Susan Sarandon e outras, e também a vi representada em Portugal, pela Guida Maria, aderi logo à iniciativa. Acho que é uma experiência interessante.
Ana Gomes adiantou ainda que a iniciativa não tinha sido bem acolhida por todo o parlamento:
Ainda há dias apareceu uma peça no ‘Wall Street Journal’ que citava um deputado alemão conservador a dizer que não havia lugar no Parlamento Europeu para uma coisa destas. O problema é dele. Nós sentimo-nos bem a fazê-la aqui no Parlamento Europeu.
Mas ninguém perguntou a Ana Gomes se ela se sentia bem em fazer a peça. Como é muito comum entre a maioria das mulheres, ela usa sentimentos e emoções como forma de argumento ou forma de defesa duma posição.

Sentimentos são irrelevantes para a veracidade ou moralidade duma práctica. A questão é: quais foram os motivos que levaram o conservador alemão a afirmar que uma peça como esta não tinha lugar num palco como o Parlamento Europeu? A Ana Gomes não diz (e se calhar nem pode) mas há algumas pistas.

Eve Ensler, a autora da peça, parece ser da opinião que a pedofilia feminina pode ser uma experiência "libertadora". Na peça de sua autoria, Ensler conta a historia duma menina de 13 anos que é sexualmente abusada por uma mulher adulta.

Depois de críticas públicas, ela mudou a idade da rapariga de 13 para 16 anos. Deduz-se que se não houvesse criticismo público, a idade da figura literária teria-se mantido.

Isto demonstra mais uma vez que, ao contrário do que muitos conservadores Cristãos podem pensar, a opinião pública tem um peso enorme na forma como a elite esquerdista se move.

O que se segue é uma citação da peça onde o abuso sexual da menina é apresentado como uma "experiência libertadora".

Depois disto, a bela mulher ensina-me tudo sobre a minha Coochi Snorcher [vagina]. Ela faz-me brincar comigo mesma à sua frente e ensina-me as diferentes formas de retirar prazer de mim mesma.

Ela é minuciosa. Ela diz-me para saber sempre como dar prazer a mim mesma como forma de nunca depender dum homem.

No dia seguinte fico com medo de me ter tornado numa butch [lésbica] devido ao facto de estar tão enamorada por ela. Ela ri-se mas nunca mais a vejo.

Apercebi-me mais tarde que ela foi a minha salvação - surpreendente, inesperada e politicamente correcta. Ela transformou a minha triste coochi snorcher e elevou-a para uma espécie de céu.

Mais tarde na peça, Ensler põe a menina a reflectir sobre a sua experiência:
As pessoas agora dizem que o que se passou foi uma espécie de violação . . . . Bem, a isso eu respondo que, se foi violação, foi uma boa violação visto que transformou a minha triste coochi snorcher e elevou-a para uma espécie de céu.
Como se pode ver pelo texto, a escritora da peça "Monólogos da Vagina" está a promover ideias nojentas e imundas.

Para além disso, a dualidade de critérios é assombrosa. Se um homem fosse apanhado a expressar ideias deste tipo em torno de meninas, ele seria perseguido, atacado e provavelmente preso. Com toda a justiça, diga-se de passagem.

Mas quando uma mulher esquerdista faz exactamente isso, as feministas saúdam, aplaudem, financiam e propagam a peça como se fosse o gesto um raio de luz para as mulheres do mundo.

Aparentemente a pedofilia só é má quando é feita por homens.


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