Mostrar mensagens com a etiqueta Colômbia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Colômbia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 27 de outubro de 2012

Autonomia multicultural

 
Membros da tribo colombiana Wayuu escondeu três homens que alegadamente "violaram uma turista britânica" de 23 anos, afirmando que eles se regem pelas suas próprias leis, e como tal, não há necessidade de entregar os alegados violadores à polícia colombiana. Estes 3 membros da tribo estão a ser mantidos em local seguro - escondidos da polícia - dentro da comunidade indígena do norte da Colômbia.

Segundo reportagens locais, no fim de semana passado a mulher de 23 anos, proveniente de Londres, foi sexualmente abusada por três membros da tribo Wayuu na aldeia de Cabo de la Vela na região Guajira do país.

Segundo o site "Terra", pensa-se que a turista tenha tido uma discussão com os parceiros de viagem e se tenha perdido depois de se aventurar sozinha. Segundo ela, quando chegou à vila Wayuu, pediu ajuda, mas em vez disso, foi sexualmente abusada.

O comandante de polícia de La Guajira, o Coronel Elber Velasco Garavito, disse que os alegados violadores foram já identificados:

Ela deu entrada ao processo legal e descreveu os três homens que [diz ela] participaram na violação. Ela recebeu assistência e foi acompanhada pela polícia até que voltou para Londres.

Ele [Elber Velasco Garavito] acrescentou ainda que a tribo estava a perturbar os esforços dos oficiais de justiça para deter o trio.

A Constituição da Colômbia garante aos Wayuu certa liberdade e autonomia - possuem a sua própria soberania e certas heranças culturais - mas apesar disso, Velasco acrescenta:

Eles [os membros da comunidade local] alegam que possuem o poder para punir os responsáveis. Nós, por outro lado, afirmamos que, neste caso, não só a autonomia não se aplica, como nós temos que avançar com a investigação.

O governo colombiano tem tentado alterar a imagem do país e deixar para trás todas as associações que são feitas entre ele e os problemas relacionados com a droga e aos raptos. A Colômbia é o 4º maior país da América do Sul, e um produtor de relevo de ouro, prata, esmeraldas e carvão.  A diversificada cultura da Colômbia reflecte as suas raízes indígenas, espanholas e africanas.

Fonte

* * * * * * *

Fica aí um dilema importante para os multiculturalistas: devem estes 3 índios ser legalmente punidos com as leis dos não-índios, ou são eles livres para serem "julgados" segundo as leis tribais? Velasco diz que neste caso, a autonomia não se aplica. Porque não? Quem decide quais as áreas onde os Wayuu se podem reger com as suas leis, e quais as áreas que não podem?



sábado, 5 de novembro de 2011

Colômbia: Comandante das FARC morto em operação militar

O principal chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Alfonso Cano, foi morto durante uma operação militar no país sul-americano, informaram oficiais militares citados pelas agências internacionais.

O principal chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Alfonso Cano, foi morto durante uma operação militar no país sul-americano, informaram oficiais militares citados pelas agências internacionais.

Em conferência de imprensa na sexta-feira, o ministro de Defesa colombiano, Juan Carlos Pinzon, não referiu a morte de Alfonso Cano, informando apenas que a operação militar levada a cabo na região de Cauca, no sudoeste da Colômbia, registou duas mortes e quatro detenções.

A morte do chefe das FARC foi confirmada mais tarde, pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que pediu a desmobilização da guerrilha.

"A morte de Alfonso Cano foi confirmada. Infligimos o maior golpe na história daquela organização", declarou o presidente durante uma declaração na televisão emitida durante a noite passada.

Juan Manuel Santos afirmou que "devemos insistir até que os colombianos possam ter um país em paz".

"A violência não é caminho. Desmobilizem-se", lançou o chefe de Estado.

Foi exibida uma foto do guerrilheiro, de olhos abertos e rosto deformado e sem a tradicional barba espessa.

No início de Julho, o chefe máximo da guerrilha das FARC, tinha escapado à terceira operação lançada pelas forças armadas para o capturar.

As operações contra Cano, desencadeadas há três anos, centraram-se numa extensa e abrupta área da cordilheira andina central, onde confluem os territórios das províncias de Tolima e Huila.

Alfonso Cano era o nome por que era conhecido Guillermo Léon Sáenz, um antropólogo de 62 anos que há quase 35 integrava os escalões de comando das FARC. Em 2008 ascendeu ao chefe máximo da organização substituindo o líder histórico Manuel Marulanda.

Depois da luta pela justiça social, segue-se a Justiça Divina.

ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

PRINT