Por Whitewraithe
Desde o final da Segunda Grande Guerra que temos sido bombardeados por
todos os lados com referências à
"religião Judaico-Cristã do Ocidente"
e à nossa
"herança Judaico-Cristã". Os políticos invocam com frequência
estes princípios, e até mesmo os líderes religiosos invocam esta frase
como se ela fosse uma verdade auto-evidente. Este conceito é tão
sacrossanto que até mesmo os líderes seculares apelam ao mesmo.
De
facto, nos Estados Unidos das América, o Judaico-Cristianismo é quase
secular, e é quase sempre mencionado ao lado de conceitos tais como a
liberdade, a igualdade, e a democracia - todos eles conceitos puramente
seculares na sua natureza.
No meio secular, até mesmo liberais ateus podem fazer menção às "raízes
Judaico-Cristãs do Ocidente" mas não só eles são incapazes de dizer
quais
são essas raízes, como se chega ao ponto de, devido ao seu entendimento
erróneo das Escrituras Cristãs, alguns liberais afirmarem
coisas que são inerentemente anti-Cristãs como se estas fizessem parte
da tradição Cristã. No entanto, nós sabemos que a verdade não é relativa e que ela não muda
quando o falante muda. Devido a isto, deve haver algo de profundamente
errado na forma com o Judaico-Cristianismo é apresentado ou
implementado pelas elites.
O Judaico-Cristianismo não existe. O Judaísmo é uma religião que é
totalmente independente do Cristianismo, e ela é, de facto, a rejeição
de Jesus de Nazaré como o Messias. O Talmude, o segundo livro mais
sagrado do Judaísmo [ed: na verdade, o Talmude é o livro mais sagrado do Judaísmo actual],
refere-se a Jesus e à Sua Mãe Maria com linguagem inequivocamente dura,
qualificando-O de falso pregador, e tem linguagem de ódio para contra
todos os Cristãos. Claro que nos dias de hoje, poucos Judeus, e ainda
menos Cristãos, sabem sobre o Talmude, mas o sentimento do Talmudismo
ainda está presente junto dos níveis mais elevados da liderança Judaica.
É verdade que o Judaísmo e o Cristianismo partilham o mesmo "Antigo
Testamento", mas as interpretações diferem bastante entre Cristãos e
Judeus. Para além disso, segundo Justiano Mártir, o propósito do
ministério de Cristo era o de restaurar a religião genuína e denunciar
a hipocrisia dos Fariseus. Consequentemente, desde o
princípio que o Judaísmo se estabelece como sendo inimigo e contrário
ao Cristianismo, e tem divergido nessa direcção durante os subsequentes
2,000
anos.
Tomás de Aquinas, escrevendo no século 13, acreditava que os preceitos
morais da Bíblia predatavam a Criação, sendo que os mesmos haviam sido
estabelecidos por Deus. Outros preceitos eram cerimoniais e judiciais,
e haviam sido estabelecidos durante o tempo de Moisés para um povo
específico e para um tempo específico (neste caso, para os Antigos
Hebreus). Consequentemente, depois da chegada de Cristo, estes
preceitos não são vinculativos para os não-Hebreus que se
converteram ao Cristianismo visto que a Nova Aliança (estabelecida
através de Cristo) é o instrumento através do qual Deus disponibiliza a
misericórdia e expiação para a humanidade.
A natureza anti-Cristã do Judaísmo moderno é uma que até os estudiosos
Judeus concordam entre si. Este traço proeminente e característico do
Judaísmo é, na verdade, aquele que, como religião, o define. Mas há
muito mais que o desacordo teológico que distingue o Judaísmo, e que
demonstra como o Judaico-Cristianismo é um conceito contrário à
História.
Joseph Klausner, no seu livro, “Jesus of Nazareth”, expressou o ponto de vista Judaico de que os ensinamentos de Cristo eram "....irreconciliáveis com o espírito o Judaísmo." Gershon Mamlak, intelectual Judeu, alegou a dada altura que o Cristianismo encontra-se "em oposição directa ao papel do Judaísmo como o Povo escolhido." O escritor Judeu Joshua J. Adler admite que
"As diferenças entre o Cristianismo e o Judaísmo são muito mais que
meramente acreditar que o messias já veio ou ainda está por vir."
(...) Os ideais constantes e politicamente motivados da entidade
imaginária com o nome de "Judaico-Cristianismo" são totalmente
anti-tradicionais devido à sua teologia ultra-modernista. O facto é que
o "Judaico-Cristianismo", dada a volumosa história de atitudes
anti-Cristãs por parte dos líderes e dos Judeus comuns, não seria
viável se não fosse inicialmente secular.
Visto que, religiosamente falando, o conceito do Judaico-Cristianismo é
inválido, então ele cumpre algum outro propósito. Num mundo de alianças
políticas que rejeitaram as declarações de fé, o Judaico-Cristianismo
preenche precisamente o papel duma seita secular. O propósito desse
seita é, de facto, o de de-cristianizar os Cristãos.
As pessoas que
inventaram o conceito previram que, depois do falhanço da União
Soviética como veículo de imposição do ateísmo,
remover de forma
compulsória a religião seria impossível. No entanto, ao apelar de forma
ostensiva a um certo número de ideias Cristãs, e invertendo-as
lentamente, eles poderiam atingir esse objectivo.
O papel do Judaico-Cristianismo como nada mais que um motivador secular
é o reflexo do facto duma pessoa poder ser considerada como "Judeu" por
nascimento, mesmo que não seja religiosa. Disto procede que o
"secularismo" não é, de facto, inimigo do Judaico-Cristianismo, mas o
seu reflexo no espelho. Afinal, se o Judaico-Cristianismo é o núcleo da
civilização Cristã, então não há forma de sociedade alguma do Ocidente
ser propriamente identificada como pertencendo ou governada por
doutrinas Cristãs.
Para os Americanos e para os outros Europeus do Ocidente, um dos
propósitos de se avançar com o termo "Judaico-Cristianismo" é o e
permitir integrar os Judeus no
"mainstream" da sociedade, talvez até
numa tentativa de mitigar acusações dirigidas a eles de serem
usurpadores da ética laboral Ocidental. Mais uma vez a
História fala contra isto. Desde Karl Marx até Sigmund Freud até Leon
Trotsky e até os neo-conservadores dos dias de hoje, os movimentos
politico-sociais que corroeram o que era a Europa Cristã foram, em larga
parte, liderados e organizados por pessoas que se identificavam como
Judeus.
O "núcleo" Judaico do "Judaico-Cristianismo" pode ser visto através da
atitude das igrejas Protestantes em relação a Israel. Em troca, o
Cristianismo, ou a sua versão secularizada e institucionalizada do
mesmo,
tornou-se suficientemente aceitável para os Judeus considerarem os
Cristãos (outrora seus inimigos) como aliados. Sob a bandeira do
"Judaico-Cristianismo", os Judeus obtiveram de volta o seu estatuto de
"povo escolhido", e os assim-chamados "Cristãos" Sionistas começaram a
cantar louvores a Israel.
É esta crença que confere santidade ao estado de Israel. Isto por si só
provavelmente é uma crença que emana de outra crença bizarra do
Judaico-Cristianismo, o "Shoanismo". Por este motivo, o
Judaico-Cristianismo é facilmente usado pelos líderes de Israel para
levar a cabo uma agenda política que favorece esse estado político
estrangeiro acima dos interesses dos Estados Unidos, ou acima dos
interesses dos seus companheiros Cristãos.
O AIPAC, e muitos outros homens de negócios Americanos que têm um
interesse lucrativo com a guerra, têm feito campanha por mais guerras
como um assunto de negócio, mas são os Judaico-Cristãos que têm
acrescentado gasolina à fogueira.
Em última análise, os assim-chamados valores Judaico-Cristãos são, de
forma geral, mais uma manifestação do modernismo e do secularismo
militante. Eles são consequência duma doutrina que é necessária não
para a melhoria pessoal através da aderência à orientação Divina, mas
sim necessária para o dogma que gerou as sociedades modernas.
~
http://bit.ly/2in604g
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Convém ressalvar que os próprios Judeus rejeitam a noção duma civilização "Judaico-Cristã":


Dito isto, se a invenção do "Judaico-Cristianismo", não vem nem dos Cristãos e nem dos Judeus, então quem estará por trás dela?