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domingo, 10 de agosto de 2014

Esquecer Max Horkheimer

Por Alex Kurtagić

Faz hoje [ed: 7 de Julho de 2014] 41 anos que Max Horkheimer morreu. Director do "Instituto de Pesquisas Sociais" entre 1930 a 1953, Horkheimer foi um dos líderes da Escola de Frankfurt, grupo que ficou identificado com a Teoria Crítica - uma mistura totalmente especulativa da psicanálise freudiana com o Marxismo.

Horkheimer nasceu no seio duma abastada e conservadora família de judeus ortodoxos e o seu pai, Moritz - próspero homem de negócios, dono de várias fábricas têxteis - esperava que o seu filho lhe sucedesse no leme.

Tendo em vista esse propósito, começando em 1910, Moritz começou a preparar Max para uma carreira nos negócios. Isto não era, no entanto, suposto acontecer; Max travou conhecimento com Friedrich Pollock num baile, e pouco depois disso, os dois deram início à sua amizade. Pollock havia sido criado por um pai que se havia afastado do Judaísmo, o que desde logo revela que de maneira nenhuma ele era tradicional.

Na sua história da Escola de Frankfurt, Rolf Wiggerhaus declara que a sua amizade [com Pollock] deu um ímpeto rumo à "emancipação" de Max do seu seio burguês e conservador. Com Pollock nos lemos:

Ibsen, Strindberg, e Zola - críticos naturalistas da sociedade burguesa; . . . Tolstoy and Koprotkin - revolucionários sociais que propuseram uma forma de vida marcada pelo asceticismo e pelo amor universal; . . .Os "Aforismos sobre a Sabedoria da Vida" de Schopenhauer, a "Ética" de Spinoza, . . . e a "Aktion" de Franz Pfemfert, que era uma forma de oposição literária à guerra e ao mundo burguês da Europa pré-guerra.[1]

Com o passar do tempo, Max rejeitou a carreira no mundo dos negócios, e ele e Pollock foram descritos como "comunistas". [2] Max começou por estudar psicologia, mas, enquanto se preparava para a sua tese de doutoramento, uma outra tese semelhante foi publicada noutro lugar, frustrando os seus esforços. Consequentemente, ele voltou-se para a filosofia, e completou as suas Habilitações dentro desta disciplina.

O trabalho do grupo de Horkheimer era pseudo-científico, que buscava, entre outras coisas, entender a "personalidade autoritária"; durante os anos 50 publicou o "estudo" homónimo, liderado pelo seu bom amigo e colega, Theodor Adorno, homem cuja forma de pensar era practicamente idêntica à sua.

De modo típico, o trabalho da Escola de Frankkfurt era tendencioso e cheio de padrões duplos. Por exemplo, o seu trabalho ignorou por completo o autoritarismo da Esquerda (embora a maior parte da Ásia e metade da Europa estivesse nas mãos de regimes comunistas brutais, com uma contagem dos mortos já na ordem das dezenas de milhões), e focou-se apenas no autoritarismo da Direita, que é tratado como uma desordem psiquiátrica. A conclusão do grupo, no entanto, era sempre sem nexo e sem apoio adequado das evidências empíricas.

De facto, o grupo era bastante hostil ao empirismo e à ciência positivista, e isso é evidente no livro de Horkheimer de 1947, "The Dialectic of Enlightenment", co-escrito com Adorno. O tom do livro é abstracto e assertivo, sem esforço algum de fundamentar as alegações. Tal como o livro de Adorno et al "The Authoritarian Personality",  este livro é levado a sério pelo mundo académico actual, e aparece na leitura curricular das universidades Ocidentais.

Visto que a Teoria Crítica obteve apoio dos académicos de todo o mundo Ocidental, o grupo de Horkheimer causou danos numa escala que é difícil de quantificar. O propósito da Teoria Crítica era o de sujeitar todo a sociedade Ocidental liberal à critica radical - da Esquerda. Reconhecendo que o Marxismo clássico estava mal preparado para a tarefa, visto que se focava exclusivamente na presumida oposição entre o capitalismo e o proletariado, eles focaram-se na construção dum novo enquadramento.

O trabalho do grupo de Horkheimer permitiu-lhes atingir uma expansão ilimitada dos grupos oprimidos, que incluíam agora vítimas do racismo, do sexismo, da homofobia, do anti-semitismo, e assim por diante. Isto tornou-se na fachada do projecto da Nova Esquerda, cujo "pai", Herbert Marcuse, e sem surpresa alguma, também veio da Escola de Frankfurt.

A essência da crítica Marxista ao liberalismo é o que de este último falhou ao não cumprir a sua promessa de igualdade; através do capitalismo, as sociedades liberais criaram e perpetuaram hierarquias. Logo, o Marxismo focou-se na igualdade. Mas isto resultou na tirania, no assassínio em massa, e na pobreza, e como era obviamente repressivo, ele não poderia derrotar o liberalismo do Ocidente - que, por contraste, havia produzido sociedades seguras, ricas e atraentes. De facto, Antonio Gramsci viu-se forçado a pensar em formas alternativas de se impor o comunismo nas democracias Ocidentais visto que todas as tentativas de revoluções comunistas haviam falhado. Por contraste, e embora se foca-se na igualdade, a Nova Esquerda era ostensivamente emancipatória - um lobo em pele de cordeiro - e isso constituiu um desafio muito mais bem sucedido.

O liberalismo não foi derrubado mas foi permanentemente alterado. Uma vez que mantinha a igualdade com um dos seus valores fundamentais, tal como toda a Esquerda, a Nova Esquerda não se poderia opor a apelos para uma maior igualdade (em princípio); a Nova Esquerda poderia, no entanto, acomodar-se. Devido a isto, o liberalismo alterou o seu ênfase na liberdade individual para a igualdade sem limites. Isto resultou numa síntese Hegeliana. O grupo de Horkheimer, portanto, tem que ser visto como um agente, ou um dos agentes-chave, que tornou possível esta transição. As suas teorias tenebrosas tornaram-se políticas comuns e posteriormente na ideologia estabelecida.

Superficialmente, muitas pessoas podem ter a ilusão de que isto é uma coisa boa, e certamente havia espaço para reformas e atitudes mais iluminadas em algumas áreas - nenhuma pessoa razoável iria negar isso - mas quando analisamos mais profundamente a situação, apercebe-mo-nos que a igualdade ilimitada - abordagem particular para a reforma - não criou uma sociedade mais justa e harmoniosa, mas sim uma guerra sublimada contra todos - com a politica da identidade, a política de género, a política de classes, e a política racial num permanente estado confrontacional, constantemente irritados por um sentido de queixa e injustiça histórica.

Semelhantemente, o mudança do ênfase da liberal igualdade de oportunidade para a Marxista igualdade de resultados significou que na luta contra o "privilégio" as políticas em uso não o eliminaram, mas simplesmente transferiram-no duma classe de cidadãos para outra classe: habilidades distintas significam que os mais hábeis têm que ser punidos de modo a abrir caminho para os menos hábeis, que se tornam então na classe privilegiada com um sentido de merecimento à medida que recebem prémios que não merecem. Pior ainda, nós já ouvimos falar de departamentos de ciência das universidades a deixarem de ser financiados, drasticamente reduzidos, ou fechados de todo, à medida que departamentos de igualdade e diversidade são ricamente iniciados, com o salário de apenas um oficial da igualdade a ser o suficiente para pagar dois pesquisadores do cancro.

A busca pela igualdade, então, não só privilegia aqueles que não merecem, mas causa também dor, sofrimento e até morte. No que toca os relacionamentos entre os sexos, hoje em dia em vez de termos mais casamentos felizes, temos mais divórcios, mais lares desfeitos, mais antagonismo entre os sexos, e guerra entre os sexos. Quão irónico que Horkheimer tenha nascido no dia de São Valentim. Nós somos capazes de continuar a listar as consequências. Os custos materiais têm sido incalculáveis, e os custos sociais ainda mais.

Segundo Wiggerhaus, o argumento principal de Horkheimer era de que aqueles que viviam em miséria tinham o direito ao egoísmo materialista. Ao mesmo tempo que Kevin MacDonald nota que Horkheimer eventualmente se reconciliou com a sua herança - abraçando mais uma vez a metafísica judaica, não podemos fugir â conclusão de que a cruzada anti-burguesa foi, essencialmente, uma rebelião subliminar contra o seu pai.

A rebelião contra a autoridade paterna é um dos temas do livro "The Psychotic Left", de Kerry Bolton, onde ele a ressalva como um traço psicológico dos igualitaristas militantes. Isto foi considerado pelo livro "The Authoritarian Personality" como algo saudável. No entanto, a visão de Horkheimer, particularmente mais no final da sua vida, carrega o estigma dum conflito interno.

Portanto, Max Horkheimer não é pessoa para ser lembrada mas sim alguém que tem que ser esquecida. Se o "Inferno de Dante" pinta um mapa acertado do lugar para onde os malfeitores vão depois da morte, o lugar de Horkheimer é no malebolge, juntamente com os facilitadores sexuais e os sedutores, os elogiadores, os simonistas, os adivinhos, os politiqueiros, os hipócritas, os ladrões, os falsos conselheiros, os fomentadores de discórdia, os falsificadores e os falseadores. A sua vida foi demasiadamente longa, e como tal temos que ficar gratos pelo facto da sua vida finalmente ter parado de causar males maiores. Quanto ao seu legado: melhor serviço seria prestado se o mesmo caísse no esquecimento de onde ele pode fazer algum bem como objecto de refutação.

Notas

1. Rolf Wiggerhaus, "The Frankfurt School: Its History, Theories, and Political Significance" (Cambridge, Mass.: MIT Press, 1995), 42.
2. Ibid., 46.





segunda-feira, 9 de junho de 2014

Vladimir Putin desafia a elite banqueira


Os banqueiros internacionais querem a cabeça de Putin, e eles têm $20,000,000,000 motivos dolorosos para tal. Uma recente revelação por parte duma fonte Francesa detalha o incrível golpe duplo que fez com que Rússia ganhasse $20 bililões no espaço de alguns dias, e recuperasse a maioria das acções nas maiores companhias de energia Russas que eram propriedade de investidores Americanos e Europeus ocidentais.

O facto dos donos da maior parte das acções da indústria energética Russa serem Europeus e Americanos significava que quase metade de todas as receitas da indústria do gás e do petróleo iam para os bolsos dos "tubarões" financeiros Ocidentais, e não para os cofres da Federação Russa, afirmou o comentador Francês.

No princípio da crise na Crimeia, o rublo começou a cair mas o Banco Central da Rússia nada fez para conter essa queda. Começaram a surgir rumores de que a Rússia simplesmente não tinha as reservas necessárias para suster o rublo.

Estes rumores e as declarações de Putin feitas com o propósito de apoiar a população Russa da Ucrânia levaram a uma queda nos preços das acções das companhias energéticas Russas; isto fez com que os "tubarões" se apressassem a vender as suas acções antes que elas perdessem todo o seu valor.

Putin esperou uma semana inteira, aparentemente não fazendo outra coisa senão sorrir durante as conferências de imprensa, (o que foi interpretado como alguém a tentar manter uma postura valente), mas quando as acções atingiram o ponto mais baixo, Putin deu instruções para que elas fossem rapidamente compradas dos donos Europeus e Americanos.

Quando os "tubarões" se aperceberam que eles haviam sido enganados, era tarde demais: todas as acções já se encontravam em mãos Russas.

Não só Rússia ganhou $20 biliões em alguns poucos dias, como trouxe também para casa as quotas de mercado das suas indústrias. Agora, as receitas do petróleo e do gás ficarão na Rússia e não no estrangeiro, e o rublo foi restaurado sem que fosse necessário tocar nas reservas de ouro (para além do facto dos planos dos "tubarões" terem sido frustrados).


* * * * * * *
Putin está muito longe de ser um democrata, mais longe ainda de ser um Cristão, para não falar no seu neo-conservadorismo altamente suspeito. Mas no entanto, uma coisa ele parece ter que o distingue da maioria dos líderes Europeus: ele quer o bem para a sua nação, e não quer que a Rússia seja mais uma vítima do império Rothschild (FMI, etc), tal como aconteceu com a Rússia durante a presidência de Ieltsin.

É precisamente por isso - ou também por isso - que a Rússia tem recebido um ódio especial por parte dos média Ocidentais (controlados pelas mesmas pessoas cujas acções foram compradas pelos Russos), que tentam com todas as suas forças usar a cultura (P---y Riot, activismo homoerótico, etc) para fazer na Rússia o que já foi feito na maior parte dos países da Europa Ocidental - isto é, destruir a sua espinha dorsal conservadora.

Resistir aos banqueiros internacionais é uma declaração de guerra (algo já demonstrado pela História) mas resta saber se o exército armado dos banqueiros internacionais (o exército americano) estará disposto a dar inicio a uma confronto bélico com a Rússia como forma de esmagar a petulância do seu líder de não deixar que financiadores estrangeiros lucrem com o sangue e suor dos Russos.



quinta-feira, 6 de março de 2014

Como sabotar uma nação

Por Bill Muehlenberg

Será que as nações vagueiam até ao declínio, estagnação e degeneração? Ou será que esse processo é estimulado por aqueles que de modo activo buscam formas de minar e subverter uma nação? Quanto mais nós entendemos a forma de agir dos grupos activistas e dos grupos subversivos, mais nos apercebemos que a segunda hipótese desempenha um papel importante nisto tudo. De facto, o estudante de História aprende que embora as nações normalmente entrem em declínio a partir do seu interior, esse processo é amplificado e acelerado por grupos que operam de forma decidida para implementar as suas agendas sociais radicais.

Eu já escrevi sobre figuras importantes deste processo, tais como Antonio Gramsci e a Escola de Frankfurt, e já examinei a forma como o Marxismo cultural continua a avançar tranquilamente no dias de hoje, trabalhando incessantemente para minar, subverter, e eventualmente suplantar o Ocidente livre.

Embora o Muro de Berlim tenha caído em 1989, e isso tenha criado a imagem de que o comunismo havia chegado ao fim, não foi isso que aconteceu. Os Marxistas mais dedicados, hoje em dia chamados de "progressistas", continuam a trabalhar nos seus planos anti-Ocidente. E eu não estou a falar de conspirações super secretas, visto que a sua agenda é simplesmente uma lista de objectivos que têm que ser cumpridos, e nós não temos que escavar muito para descobrir que objectivos são esses. Na verdade, eles têm sido bem directos ao revelarem publicamente quais são os seus objectivos. Vez após vez, eles informaram-nos do que eles tentam atingir, e a forma como eles esperam atingir esses objectivos. E embora muitas destas admissões possam ter soado demasiado fantasiosas no momento em que elas foram escritas, olhando para trás em retrospectiva, apercebemo-nos duma realidade mais sóbria e sombria.

Vale a pena olhar para alguns dos desejos presentes na lista dos radicais. Como exemplo, por volta de 1963 apareceu na "US Congressional Record" uma lista de 45 objectivos para aqueles determinados em derrubar os EUA. Esta lista teve como base um livro mais antigo escrito por um analista do FBI.

Eis aqui então uma dúzia desses objectivos. É preciso levar em conta que este material foi reunido há meio século atrás. O aspecto mais importante a ser notado é quanto da agenda já foi realizada.

Capturar um ou os dois partidos Americanos.

Usar decisões técnicas dos tribunais para enfraquecer as instituições Americanas alegando que as suas actividades violam os direitos civis.

Controlar as escolas. Usá-las como cintos de transmissão para a propaganda socialista e comunista. Amolecer os currículos. Obter o controle das associações de professores. Escrever os livros escolares de acordo com a vontade partidária.

Obter o controle de todos os jornais estudantis.

Usar as manifestações estudantis para fomentar protestos contra programas ou as organizações que estão sob ataque Comunista.

Infiltrar a imprensa. Obter o controle 1) das instituições que avaliam os livros, 2) da escrita editorial e 3) das posições onde são feitas as politicas sociais.

Obter o controle de posições-chave na rádio, na TV e na indústria cinematográfica.

Continuar a desacreditar a cultura Americana degradando todas as formas de expressão artística.

Eliminar todas as leis que governam a obscenidade qualificando-as de "censura" e também de "violação da liberdade de expressão e liberdade de imprensa".

Destruir os padrões culturais em torno da moralidade promovendo a pornografia e a obscenidade nos livros, nas revistas, no filmes, na rádio e na TV.

Apresentar o homossexualismo, a degeneração e a promiscuidade como "normal, natural e saudável."

Infiltrar as igrejas e substituir a revelação religiosa por uma religião "social". Desacreditar a Bíblia e colocar ênfase na necessidade de maturidade intelectual que não precisa de "muletas religiosas".

Eliminar a oração ou qualquer momento de expressão religiosa nas escolas, alegando que isso viola o princípio da "separação da igreja com o estado."

Desacreditar a Constituição Americana qualificando-a de inadequada, antiquada e desajustada com as necessidades modernas - um impedimento para a cooperação entre as nações numa base mundial.

Desacreditar os Pais Fundadores da América, apresentando-os como aristocratas egoístas que não tinham qualquer tipo de preocupação com o "homem comum."

Desmerecer todas as formas de cultura Americana e desencorajar o ensino da história dos EUA alegando que ela é apenas uma pequena parte do "quadro completo".

Desacreditar a família como uma instituição. Encorajar a promiscuidade e o divórcio fácil.

Colocar ênfase na necessidade de educar as crianças longe da influência negativa dos pais. Atribuir preconceitos, bloqueios e atrasos mentais à repressora influência dos pais.

Há alguma coisa mencionada nesta lista que não esteja a ser observada a decorrer perante os nossos olhos, tanto nos EUA como no resto do mundo ocidental? Aqueles que estão determinados em destruir o nosso estilo de vida afirmaram que o queriam fazer, e cumpriram. No entanto, nós, tal como uma nação de cordeiros, nem nos apercebemos que isto está a ocorrer - e está a ocorrer duma forma total e bem rápida. Uma vez que a maior parte desta subversão ocorre nos bastidores, ou está a ser feita sob o manto de várias tendências tais como a justiça social, nós nem nos apercebemos que estamos a perder tudo.

Para além destes planos, há outros planos bem claros que poderiam ser mencionados aqui. Por exemplo, já antes disto, Joseph Stalin havia dito:

A América é um corpo saudável e a sua resistência é assenta sobre três pilares: o patriotismo, a moralidade e a vida espiritual. Se conseguirmos fragilizar estas três áreas, a América entrará em colapso a partir do seu interior.

A menos que algo nos tenha escapado, estas três áreas têm estado sob intenso ataque por parte dos radicais durante os últimos 50 anos. Parece que estes activistas têm um plano, estão a operar segundo esse plano, e estão a ser bem sucedidos. E muitos outros já falaram de desmantelar os EUA e o Ocidente livre e substituí-los com os seus utópicos esquemas colectivistas e estatizantes.

Dado que tantas pessoas já falaram claramente do que tencionam fazer, porque é que tão poucos estão cientes disso, e agindo em conformidade? Esta é, sem dúvida, a pergunta mais importante do momento. Porque é que permitimos que nos guiassem como se fôssemos ovelhas para o matadouro? Porque é que nos tornamos tão inconscientes, tão mal informados e tão descuidados? Porque é que somos tão apáticos em relação a estas forças que operam dia e noite para destruir aquilo que nós tanto estimamos?

Até nós respondermos a estas questões, e respondermos o mais rapidamente possível, não podemos esperar que a civilização Ocidental permaneça por muito mais tempo. E se por acaso ela cair no esquecimento, sendo substituída por um novo totalitarismo, só nós é que seremos os culpados.

Para aqueles que querem explorar melhor estes assuntos, recomendo o novo DVD com o nome de "Agenda", onde se discute esta guerra onde estamos envolvidos, e o que podemos fazer para reverter as coisas.



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O que é o relativismo cultural?

Texto baseado no discurso de Azar Majedi feito numa conferência em Copenhaga (Dinamarca) em comemoração do dia 8 de Março de 2003

O relativismo cultural é um conceito racista, escondido por trás dum nome bonito, que justifica dois conjuntos de valores, de direitos e de privilégios para o ser humano segundo um conceito arbitrário e subjectivo como a cultura. Dito de forma mais directa, segundo este conceito, devido ao local onde nasci eu devo desfrutar de menos direitos do que uma mulher nascida na Suécia, na Inglaterra ou na França. Eu sou obrigada a ficar contente com o meu estatuto de segunda classe porque eu nasci num pais que está sob o domínio islâmico, e devido ao governo misógino e reaccionário que se encontra no poder. Isto vai mais longe e a segunda geração também se orna vítima desta política racista. Também elas são vítimas de discriminação devido ao sítio de nascimento dos seus pais.

Os defensores do relativismo cultural afirmaram-nos repetidamente que temos que respeitar a nossa assim-chamada cultura, a nossa assim-chamada religião, e aceitar respeitosamente e em silêncio o destino que essas instituições determinaram para nós. É-nos dito que toda a brutalidade, toda a depravação, e toda a opressão fazem parte da nossa cultura - que nós nos devemos submeter à mais brutal forma de misoginia, apartheid sexual, às chicotadas e aos apedrejamentos, porque isso foi-nos ditado pela nossa cultural.

Eu pergunto-me sempre: o que é que eles [os relativistas culturais] pensam de nós? Será que estas pessoas pensam que nós pertencemos a uma nação de masoquistas? Será que eles pensa que nós gostamos de practicar a "nossa cultura" não de livre vontade mas sendo sujeitas ao aprisionamento, tortura, chicotadas, enforcamentos e apedrejamentos?

Se esta é a cultura das pessoas, que foi escolhida livremente e é practicada voluntariamente, será que vocês já se perguntaram do porquê existir uma sofisticada forma de opressão? Porque é que os estados islâmicos são ditaduras brutais impostas sobre as pessoas? Porque é que os grupos islâmicos recorrem ao terror com frequência - sendo até o seu único método de terrorismo?

Vocês já se questionaram do porquê as mulheres estarem vazias de direitos dentro das comunidades islâmicas? Porque é que elas são mantidas na linha através da ameaça da faca, do ácido, dos espancamentos e das matanças de honra? Aquelas que se atrevem a questionar esta regra e questionar a assim-chamada cultural são punidas pelos "bravos" homens da sua família. A maioria silenciosa sofre sozinha?

Estas são perguntas bastante simples mas válidas que têm que ser respondidas. Temos a obrigação moral de as responder.

O terror sempre foi a arma principal do islâo político. [ed: não existe "islão político" porque isso assume a existência do islão não-político. Todo o islão - o islão ortodoxo - é um movimento político mascarado de filosofia religiosa]. Esta força já cometeu crimes incontáveis tanto nos sítios onde se encontra no poder - como a República do Irão, os Mujahedin e os Talibãs no Afeganistão, no Sudão, e na Arábia Saudita - como também nos sítios onde encontra na oposição - como na Argélia, no Paquistão e no Egipto. Aterrorizar a população é a política e a estratégia do islão político para obter o poder.

O 11 de Setembro e as suas consequências colocaram o islão político e o terrorismo islâmico no centro da politica mundial. Na sua forma actual, o islão político, como uma força poderosa dentro do mainstream dos conflitos políticos do Médio Oriente, é um produto do Ocidente. Toda a gente sabe como é que Bin Laden e os Talibãs chegaram ao poder. e obtiveram influência política. Isto é um facto tão comum como o apedrejamento. Mas este terrorismo não se limitou àquela região; ela veio fazer uma visita ao Ocidente também.

As mulheres são as vítimas principais do islão político e dos grupos terroristas islâmicos. O apartheid sexual, o apedrejamento, o véu islâmico obrigatório e a remoção de todos os direitos das mulheres, são os frutos deste movimento reaccionário. O islão político tem que ser relegado para o seu lugar - para a margem das sociedades antes que ele tem vindo a destruir. O islão político tem também que ser subjugado dentro das comunidades islâmicas do Ocidente através da defesa dos princípios básicas da liberdade, igualdade, do respeito pelos direitos das mulheres na sua forma universal, pela defesa dos direitos das crianças e pelo secularismo.

Voltando para o tópico da cultural, tenho que ressalvar que esta não é a cultura das pessoas que vivem no Médio Oriente e nos assim-chamados países muçulmanos; esta é, na verdade, a cultura e a política que está a ser forçada às pessoas pelo Ocidente, liderado pelos EUA. A cultura dominante em qualquer sociedade é a cultura do sistema dominante.

Mas imaginemos, por alguns instantes, que este pressuposto é verdadeiro e que estas atrocidades fazem parte da cultura de certas pessoas. A minha pergunta é: será isso razão suficiente para voltarmos as nossas cabeças e ficarmos indiferentes ao que, para a nossa assim-chamada cultura, parece ser brutal, discriminatório e sexista?  Será que a palavra "cultural" santifica qualquer forma de brutalidade, opressão, violência e discriminação?

Porque é que o conceito de "cultural" é tão santificado que ensombra qualquer sentido de justiça, emancipação, e direitos humanos? Estas questões têm  também que ser respondidas. Todas as pessoas decentes, que amam a liberdade e com algum sentido de devoção à justiça e à equidade e à liberdade, têm que encontrar as respostas certas.

O nosso governo tem defendido valores progressistas, libertários e igualitários. Para nós, uma cultura que é opressora, que denigre as mulheres, que propõe a desigualdade, a violência, a misoginia, e que promove o apartheid sexual não tem qualquer tipo de santidade, não se encontra glorificada, e ela tem que mudar. Esta á a nossa resposta, e esta é a nossa luta. O secularismo é parte integrante desta cultural.

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Embora o texto esteja na sua esmagadora maioria correcto ao afirmar que o relativismo moral é um conceito racista, ele está errado ao afirmar que o islão político é produto das acções do Ocidente. 

Na verdade, o islão ortodoxo - aquele practicado por Maomé e defendido pelas quatro escolas de jurisprudência Sunita - sempre foi um movimento revolucionário (e não "reaccionário", como diz a autora do texto) tendo em vista a aquisição e a manutenção do poder total nas mãos duma minoria não-eleita e não representativa (mais ou menos como o Comunismo).

Para além disso a tese de que o secularismo é uma arma contra o islão é mais uma evidência da suprema ingenuidade da autora do texto; o secularismo que ela defende é o motivo que trouxe milhões de maometanos para a Europa e para outros países do Ocidente. Sem a adopção duma religião secularizante por parte da elite governamental do ocidente, a imigração em massa nunca teria sido adoptada como um dos artigos de fé para a destruição do sentimento patriótico e da homogeneidade cultural dos países ocidentais.

Por fim, ela diz que o relativismo cultural é um termo racista (e é) mas não se apercebe que o relativismo moral é consequência do secularismo que ela defende. Segundo os secularistas, não há forma absoluta para se determinar quais os comportamentos morais "certos" e quais os "errados", para além das nossas opiniões subjectivas, emotivas, prescritivas e utilitárias. Dado isto, um secularista não tem bases lógicas para criticar a forma como os maometanos tratam as mulheres porque segundo os secularistas, cada sociedade decide por si quais os caminhos morais a seguir.

Para além disso, é tremendamente irónico que ela afirme defender a "liberdade" ao mesmo tempo que defende que a sua visão secularista seja imposta sobre os maometanos.
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sábado, 13 de abril de 2013

A ideologia da mulher branca privilegiada


Uma das facetas mais hilariantes do movimento feminista, para além de tudo o resto, é a sua incoerente adopção do discurso racial como forma de avançar com a sua agenda esquerdista totalitária. A elite feminista leva a cabo esta estratégia tentando de alguma forma fazer algum tipo de paralelo entre o sofrimento que algumas minorias étnicas tiveram que suportar (sofrimento esse muitas vezes infligido por outras pessoas dessa mesma etnia) com a suposta e historicalmente não-existente "opressão" que alegadamente se abateu sobre as mulheres durante a "maligna" era do "patriarcado".

Segundo algumas feministas (quase todas elas, brancas e bem na vida), não ter acesso a "aborto livre e gratuito" ou não ter o mesmo privilégio económico e social que 5%-10% dos homens têm (os chamados "machos-alfa"), é de, alguma forma estranha e desconhecida, análogo a ser acorrentado, ser chicoteado e ser forçado a trabalhar para outra pessoa sem qualquer tipo de remuneração condizente.

A natureza hilária desta forma de "pensar" não vem só do facto das feministas (mais uma vez) usarem a mentira como forma de avançar com o seu ódio, mas também do facto do feminismo não só ser um movimento exclusivamente financiado por homens brancos heterossexuais e de familias patriarcais (Rothschild, Rockefeller, George Soros, Ford Foundation, etc), como ser também um movimento promovido, planeado e executado quase exclusivamente por mulheres brancas da classe média/alta.
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Há algum tempo atrás falei dos limites do feminismo, mas hoje gostaria de explorar ainda mais esse tópico.

O feminismo, como um todo, não deixa de ter o seu apelo. Por exemplo, quase todas as mulheres do mundo facilmente se aliariam em favor da luta por "salário igual", e provavelmente muitas concordariam com os tópicos feministas em redor da violência doméstica e relacionados. No entanto, o cerne do feminismo de género (a variedade com a qual tu e eu mais lidamos no mundo ocidental actual) é um que está fundamentalmente conectado aos desejos das afluentes mulheres brancas ocidentais (acima dos desejos das outras mulheres) e um que dá prioridade às preocupações dessas mesmas mulheres brancas.

Nas linhas que se seguem, vou explicar isto de forma mais detalhada.

O Cerne

Para entender isto, é necessário mergulhar nas profundezas da história do feminismo.

O cerne do movimento feminista é a sua oposição aos "papéis de género tradicionais". O feminismo começou como um movimento construído por mulheres brancas ocidentais (muitas delas, restritas à sua vida doméstica) como forma de desafiar a noção de que o lugar da mulher era em casa e em mais lado nenhum. O movimento buscava, assim, demonstrar que as mulheres poderiam ser tão bem sucedidas como os homens fora de casa, para além de procurar demonstrar que as mulheres deveriam ter uma opinião em relação aos assuntos que eram discutidos fora das suas cozinhas (por exemplo, o direito ao voto).

O problema é que estes tópicos são, na sua maioria, tópicos que interessam especificamente às mulheres brancas ocidentais. Enquanto as mulheres brancas ocidentais lutavam para construir os tais papéis fora de casa (durante a primeira e segunda vaga do feminismo), há já muitos séculos que as mulheres Negras, Ameríndias e mesmo Asiáticas tinham já esses papéis dentro das suas respectivas culturas.

Diferença laboral

Há já muito tempo que as mulheres Africanas trabalhavam fora do ambiente doméstico. Enquanto que os papéis sexuais (ou papéis de género) europeus normalmente impediam as mulheres de executar actividades cruciais para a sustentabilidade da sociedade (por exemplo, trabalhar nos campos), as mulheres Africanas há já muito tempo que desempenhavam um papel crucial na sustentabilidade económica das suas sociedades, executando trabalho de campo extensivo e outras actividades pouco delicadas mas necessárias.

Isto é verdade mesmo séculos antes da escravatura, e é verdade nos dias de hoje. Elas, ao contrário das mulheres Europeias, exerciam uma influência directa na produção e transporte dos alimentos, e influência sobre outras formas de trabalho. Dentro da comunidade Africana existia já uma certa expectativa por parte dos homens das mulheres terem algum tipo de influência fora do ambiente doméstico.

As mulheres Americanas Nativas (Ameríndias e ancestrais da maioria dos Hispânicos actuais) faziam o mesmo. Era muito comum dentro das suas comunidades as mulheres Nativas Americanas executarem todo o tipo de de trabalho manual agrícula e outras formas de trabalho manual.

Quando se estudam as missões "civilizatórias" levadas a cabo pelos Anglo-Americanos sobre as sociedades Americanas Nativas durante o século 19, e se examinam os documentos tais como os "Journals" de Lewis e Clark Journals, veremos que este facto (o das mulheres Ameríndias trabalharem fora do ambiente doméstico) foi um ponto de discussão que levou os Anglo-Americanos a buscar soluções para o que eles chamavam de "problema" Índio.

O facto das mulheres Nativas Americanas executarem qualquer tipo de trabalho laboral era para os Anglo-Americanos uma evidência da sua barbárie. Meriwether Lewis qualificou de ridículo o facto das mulheres Nativas Americanas que ele encontrou terem sido vistas a executar actos de “labuta” que ele considerava impróprios para as mulheres, facto esse que ele tomou como evidência de que as culturas Nativas não respeitavam as mulheres. A maior parte das mulheres Europeias concordou com ele, e concordaram com ele durante muitos séculos após a sua visita a estas culturas.

Pode-se ver isto ressalvado nas politicas de "educação" levadas junto dos Ameríndios, onde os Nativos eram forçados para dentro de reservas ou internatos para serem "civilizados." Este processo de civilização fundamentava-se na noção de que eles adoptariam os tradicionais papéis de género Europeus - os seus homem parariam de caçar e começariam a trabalhar na agricultura, ao mesmo tempo que as mulheres parariam de trabalhar no campo e começariam a executar trabalhos de costura.

As mulheres Negras a viver nas Américas, tal como as Americanas Nativas antes delas, passaram séculos - durante e após a escravatura - a trabalhar fora do que os Europeus considerariam "papéis de género tradicionais." As mulheres Brancas ocidentais eram protegidas de trabalho sério, mantendo-se resguardadas em casa; curiosamente, estas mesmas mulheres Europeias seriam as mesmas que dariam início ao movimento feminista, e começariam a exigir mais responsabilidades fora do ambiente doméstico.

As mulheres Negras já tinham isto, tal como o tinham as mulheres Americanas Nativas bem como as mulheres Sul-Asiáticas. Do ponto de vista "feminista", as mulheres Europeias causaram um retrocesso às mulheres Nativas Americanas e às mulheres Africanas uma vez que elas já se encontram "livres" do restritivo culto da domesticidade - elas não precisavam das ricas mulheres brancas para lhes dizer como adquirir esta "liberdade."

Diferenças na Estrutura Familiar

Muitas mulheres Africanas viviam também em sociedades matrilineares. Enquanto que as mulheres Europeias viviam numa sociedade que via o seu casamento com um homem essencialmente como uma confiscação da sua independência económica e social, a mulher Africana podia manter larga parte disto devido à organização matrilinear que lhes conferia um controle maior sobre a família e sobre o futuro dos filhos.

O mesmo ocorria junto da mulher Americana Nativa. Em muitas sociedades Índias não era incomum a linhagem paterna ser de alguma forma inconsequente para o estatuto actual da criança, realidade muito longe das normas Europeias que conferiam o estatuto largamente com base no nome do pai a passar para a criança.

Diferenças na Dominação Masculina

O feminismo apelou também para o fim do patriarcado e do domínio masculino sobre a mulher, uma iniciativa que ainda anima o movimento feminista tal como ele se encontra hoje em dia. O problema, obviamente, é que o "patriarcado" referido por elas pura e simplesmente não persistia em todas as sociedades. Os homens Negros, por exemplo, há séculos que não têm um verdadeiro domínio sobre as suas mulheres. Em África, era comum o homem ser polígamo e certamente usufruir bastante autoridade, mas ele também tinha que lidar com organizações sociais matrilineares que limitavam o seu domínio e a sua influência sobre as mulheres e sobre os descendentes.

Durante os primeiros séculos da sua presença no novo mundo, o homem negro era, essencialmente, mais um cavalo da carroça. Ele não tinha qualquer tipo de verdadeiro poder para manter a família junta (e ela poderia ser fraccionada a qualquer momento, se o dono de escravos assim quisesse, muitas vezes, de propósito), e ele (o homem negro) tinha muito pouco poder para proteger a sexualidade da mulher negra. Em relação ao homem branco, ele não tinha qualquer tipo de estatuto ou influência, e o primeiro tinha domínio inquestionável sobre a capacidade sexual da mulher negra.

O homem branco mantinha as mulheres negras como amantes ou concubinas e frequentemente engravidava-as com muito pouco oposição por parte dos homens negros (que pouco ou nada poderiam fazer em relação a isto). O homem negro não tinha qualquer tipo de poder para impedir as esposas, as irmãs ou as filhas de serem usadas desta forma, ou serem vendidas de modo indiscriminado. O homem negro não tinha qualquer tipo de controle sobre a mobilidade ou sexualidade da mulher negra. Devido a isto, quando a mulher branca (sobre cuja sexualidade o homem branco mantinha algum controle) veio a público queixar-se de se libertar do controle "opressivo" que os homens brancos tinham sobre ela, tornou-se difícil para os negros interpretarem as coisas desta forma. Historicamente, os homens negros não têm controlado as mulheres negras dessa maneira.

Para além disso, os homens negros não impediram as mulheres negras de buscarem papéis e actividades fora do ambiente familiar, muito por culpa da realidade económica. Os homens negros, ao contrário dos seus pares brancos, não tinham capacidade financeira para financiar o estilo de vida "mãe doméstica" na qual se encontravam "oprimidas" muitas mulheres brancas durante grande parte do século 20 (até a explosão da segunda vaga do feminismo nos finais da década 60). Ao mesmo tempo que as mulheres brancas liam “The Feminine Mystique” e ruminavam sobre a natureza "opressiva" do seu papel social como donas de casa mimadas a viver nos subúrbios, as mulheres negras encontravam-se a trabalhar em condições que muitas vezes eram pouco ideiais.

Portanto, como é que a mulher negra pode adoptar a narrativa da mulher branca em torno do "patriarcado"? De forma clara, elas não podem. As Americanas Nativas, as Hispânicas e as Sul-Asiáticas também não podem. Esta narrativa chega-nos proveniente da perspectiva da mulher branca (normalmente, alguém muito bem na vida) e como tal, as outras mulheres pura e simplesmente não tiveram o mesmo tipo de experiência.

O Modelo da Europa do Leste

Antes que se pense que estou a adoptar uma visão "mulher branca vs mulher não-branca", tem que ser ressalvado que muitas mulheres brancas do Leste Europeu actual não podem adoptar o feminismo ocidental porque o comunismo também as "libertou" dos papéis sexuais tradicionais.

Ao mesmo tempo que as mulheres do Reino Unido e dos EUA se encontravam ocupadas a falar da opressiva restrição doméstica, e do seu desejo de fazer tudo o que os homens fazem, as mulheres Soviéticas encontravam-se nas linhas da frente a colocar balas nas cabeças Alemãs. Paralelamente, as mulheres do Leste Europeu entravam na esfera masculina da sociedade (servindo como pilotos de combate, tropas de combate, artilheiras de tanques e a trabalhar nas fábricas após a guerra) antes e em maiores números que as mulheres de qualquer outra parte do mundo. Até certo ponto, era o que também acontecia na China Comunista.

Portanto, pode-se imaginar o quão pouco apelativa foi para as mulheres do Leste da Europa a retórica das feministas brancas ocidentais em torno da necessidade da mulher se libertar dos "papéis sexuais tradicionais." Estas mulheres haviam já experimentado tal "emancipação" mais do que qualquer mulher branca ocidental até essa altura, e possivelmente até os dias de hoje (quantas mulheres se encontram na linha da frente das tropas americanas?). Elas pura e simplesmente não tinham qualquer tipo de necessidade desta narrativa, e muitas mulheres do Leste provavelmente aprenderam o suficiente da mesma através da experiência para saber que ela tem armadilhas sérias.

Para estas e outras mulheres (Africanas, Americanas Nativas e algumas Asiáticas) os papéis sexuais tradicionais podem até nem ter a aparência de serem prejudicais. Algumas podem até associar a menor incidência dos papéis sexuais tradicionais com a opressão e/ou racismo. As mulheres Negras, por exemplo, podem alegar que elas viram-se forçadas para fora de casa, e para longe dos papéis tradicionais Europeus, devido ao racismo envolvido na limitação do potencial económico dos homens negros; as mulheres Negras podem também afirmar que o estatuto de dona de casa das mulheres brancas . . . . era, na verdade, uma evidência do seu previlégio.

Para estas mulheres Negras, a perspectiva feminista das mulheres brancas ocidentais não é fácil de entender, e nem é algo que valha a pena lutar ou defender.

Conclusão:

O feminismo de género ocidental tal como o conhecemos, é um fenómeno da mulher branca ocidental da classe média-alta. O seu foco em minimizar o valor dos papéis sexuais tradicionais, bem como a promoção duma irrealista igualdade sexual, encontra-se fundamentada no estatuto que aquelas mulheres historicamente disfrutaram como a mulher mais protegida, mimada, adorada e privilegiada da história, e encontra-se construída para resolver problemas que ressoam com essa experiência. As outras mulheres têm outros "feminismos" para lidar com os problemas que elas enfrentam, mas esses "feminismos" são fundamentalmente distintos do tipo de feminismo nós vêmos com frequência no Ocidente.

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Resumindo, o feminismo, para além de ser a mais bem sucedida obra de engenharia social alguma vez imaginada pela hostes demoníacas, é também um movimento que visa beneficiar/prioritizar os interesses das mulheres brancas da classe média-alta. Portanto, levantar oposição a este movimento, não é promover  "ódio às mulheres", e muito menos é criticar a mulher branca como um todo; criticar o feminismo é criticar um movimento político singular, gerido e manipulado pelas mulheres brancas da classe média-alta, e financiado por homens brancos, heterossexuais e fortemente patriarcais. 

Convém ressalvar que o texto de maneira nenhuma afirma que só uma mulher branca da classe média-alta fará parte do movimento feminista ocidental. Semelhantemente, o autor não diz que só existem mulheres brancas junto da elite feminista.

O que o texto diz é que o feminismo ocidental não têm em vista o apoio ou o suporte de mulher em si, mas sim a promoção e o avanço dos planos duma minoria ínfima de mulheres brancas que pertence à classe média-alta.
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